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Universidade Livre Despertalista
Curso Livre de Formação em Medicina Natural e Saúde com Fitoterapia e Alimentos Funcionais
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Alimentos Funcionais
TROFOTERAPIA
Aula 3
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O princípio "Deixe o alimento ser teu remédio e o remédio ser teu alimento", exposto por Hipócrates aproximadamente 2.500 anos atrás, está recebendo um interesse renovado. Em particular, tem havido uma explosão do interesse dos consumidores no papel de alimentos específicos ou componentes alimentares ativos fisiologicamente, os supostos alimentos funcionais de melhorar a saúde. 
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Obviamente, todos os alimentos são funcionais, por proporcionarem sabor, aroma ou valor nutritivo. Durante a última década, entretanto, o termo funcional como aplicado aos alimentos tem adotado uma conotação diferente, que é a de proporcionar um benefício fisiológico adicional além daquele de satisfazer as necessidades nutricionais básicas. 
O termo alimentos funcionais foi primeiramente introduzido no Japão em meados dos anos 80 e se refere aos alimentos processados contendo ingredientes que auxiliam funções específicas do corpo além de serem nutritivos. Até esta data, o Japão é o único país que formulou um processo de regulação específico para os alimentos funcionais. Conhecidos pela denominação de "Foods for Specified Health Use" (FOSHU). A tradução da expressão para o português é Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos. Esses alimentos são qualificados e trazem um selo de aprovação do Ministério de Saúde e Previdência Social japonês. Atualmente, 100 produtos estão licenciados como alimentos FOSHU no Japão. 
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Nos Estados Unidos, a categoria de alimentos funcionais não é reconhecida legalmente. Independente disto, muitas organizações têm proposto definições para esta nova e emergente área da ciência dos alimentos e nutrição. O Comitê de Alimentos e Nutrição do Institute of Medicine definiu alimentos funcionais como "qualquer alimento ou ingrediente que possa proporcionar um benefício à saúde além dos nutrientes tradicionais que ele contêm".  As novas gerações mais preocupadas com a saúde têm feito dos alimentos funcionais o carro mestre da indústria alimentícia dos EUA. Entretanto, as estimativas da magnitude deste mercado variam significativamente, como não há consenso no que constitui um alimento funcional. A Decision Resources, Inc. estima o valor de mercado dos alimentos funcionais em 28,9 bilhões de dólares. Mais significativo, talvez, é o potencial dos alimentos funcionais de mitigar doenças, promover a saúde e reduzir os custos da assistência à saúde.
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No Brasil, em abril de 1999, foi criada a portaria nº 338 da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, que regulamenta o alimento funcional como um alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou efeitos benéficos à saúde.
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Os alimentos funcionais são classificados em três grupos:
 Alimentos com propriedades imunológicas: alimentos que melhoram a imunidade celular contra diferentes microorganismos e células doentes. Estão presentes nos alimentos vegetais, hortaliças, frutas, chás, trigo e peixes.
 Alimentos com atividade antioxidantes: protegem o organismo contra a oxidação provocada pelos radicais livres. Combatem várias doenças como câncer, cardiopatias, catarata e diabetes. São alimentos ricos em vitamina C, zinco vitamina E, betacaroteno, zinco. Estão presentes na cenoura, abóbora, brócolis, espinafre, tomate.
Alimentos ricos em ácidos graxos poliinsaturados Ômega-3 e Ômega-6: fazem parte das membranas celulares, podem prevenir doenças do coração, triglicerídeo elevado e hipertensão. Estão presentes nos peixes de água salgada e fria e também na semente de linhaça.
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Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e ao mesmo tempo o crescente aparecimento de doenças crônicas como obesidade, aterosclerose, hipertensão, osteoporose, diabetes e câncer, está havendo uma preocupação maior, por parte da população e dos órgãos públicos de saúde, com a alimentação. 
Hábitos alimentares adequados como o consumo de alimentos pobres em gorduras saturadas e ricos em fibras presentes em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, juntamente com um estilo de vida saudável (exercícios físicos regulares, ausência de fumo e moderação no álcool) passam a ser peça chave na diminuição do risco de doenças e na promoção de qualidade de vida, desde a infância até o envelhecimento. 
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Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano.
De acordo com a ANVISA, o alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais, além de atuar em funções nutricionais básicas, irá desencadear efeitos benéficos à saúde e deverá ser também seguro para o consumo sem supervisão médica.
O surgimento recente desses novos produtos que trazem um "algo mais", além dos nutrientes já conhecidos, teve influência de fatores como: os altos custos com o tratamento de doenças, o avanço nos conhecimentos mostrando a relação entre a alimentação e o binômio saúde/doença e os interesses econômicos da indústria de alimentos.
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É importante salientar que antes do produto ser liberado para o consumo deve obter registro no Ministério da Saúde e, para isso, precisa demonstrar sua eficácia e sua segurança de uso. O fabricante deve apresentar provas científicas comprovando se a alegação das propriedades funcionais referidas no rótulo são verdadeiras e se o consumo do produto em questão não implica em risco e sim, em benefício à saúde da população. Lembrando ainda que as alegações podem fazer referências à manutenção geral da saúde, à redução de risco mas não à cura de doenças.
As propriedades relacionadas à saúde dos alimentos funcionais podem ser provenientes de constituintes normais desses alimentos como no caso das fibras e dos antioxidantes (vitamina E, C, betacaroteno) presentes em frutas, verduras, legumes e cereais integrais ou através da adição de ingredientes que modifiquem suas propriedades originais exemplificada por vários produtos industrializados, tais como: leite fermentado, biscoitos vitaminados, cereais matinais ricos em fibras, leites enriquecidos com minerais ou ácido graxo Ômega 3. 
Um ponto que vale a pena ser comentado, é o fato de alguns alimentos industrializados possuírem concentrações muito baixas dos componentes funcionais, sendo necessário o consumo de uma grande quantidade para a obtenção do efeito positivo mencionado no rótulo. No caso do leite enriquecido com Ômega 3, por exemplo, seria mais fácil e vantajoso, o consumidor continuar ingerindo o leite convencional e optar pela fonte natural de Ômega 3 que é o peixe. Primeiro, porque normalmente os produtos industrializados com ação funcional são mais caros, segundo pois o peixe tem outros nutrientes importantes a oferecer como proteínas de boa qualidade, vitaminas e minerais. Portanto, o produto contendo a substância funcional não substitui por completo, o alimento de onde foi retirado tal composto, uma vez que apresenta apenas uma característica deste.
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Ainda em relação aos produtos industrializados com caráter funcional, é importante esclarecer que o simples consumo desse tipo de alimento, com a finalidade de obter um menor risco para o desenvolvimento de doenças, não atingirá o objetivo proposto se não for associado a um estilo de vida saudável levando em consideração principalmente, a alimentação e a atividade física.
Na tabela a seguir, estão descritos alguns exemplos de compostos presentes nos alimentos funcionais e seus respectivos benefícios à saúde. 
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Por fim, uma alimentação equilibrada e variada incluindo, diariamente, alimentos de todos os grupos na proporção corretajá fornece alimentos com propriedades funcionais naturais, sendo desnecessária a aquisição de produtos funcionais industrializados normalmente com custo mais elevado para obter os nutrientes essenciais e os benefícios à saúde.
 
Os alimentos funcionais tem invadido o mercado, pois além da função original de nutrição, eles prometem também ajudar na prevenção e tratamento de doenças, como se fossem remédios. Esses alimentos, enriquecidos de vitaminas, sais minerais, ácidos etc., são a nova tendência do mercado alimentício. Nos Estados Unidos, esse mercado movimenta cerca de 15 bilhões de dólares por ano.
No Brasil, são vários os produtos que tentam agregar um valor nutricional maior aos alimentos. Já está sendo produzindo, em caráter experimental, um amido de milho que agrega aveia, cevada, arroz e milho, vitaminas e ferro. Algumas marcas de leite incluem em sua composição o ferro, que ajuda no tratamento da anemia, principalmente entre crianças e idosos, além de várias vitaminas com funções diversas e até um ácido chamado Ômega-3, que ajuda no controle do colesterol prevenindo doenças cardiovasculares. 
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Também os ovos já estão vindo enriquecidos com o Ômega-3 e com 40% a menos de colesterol, podendo ser ingeridos mesmo por quem possui níveis mais altos de colesterol. 
 Até as margarinas já entraram na luta contra o colesterol. Composta de Sitostanol, uma margarina finlandesa promete reduzir significativamente o colesterol em poucas semanas com uma maragrina e bebidads lácteas de nome "Benecol", desde que seja consumida uma colher e meia dessa margarina ou uma determinada quantidade do "iogurte", diariamente.
Os pães enriquecidos com fibras, além de ajudar no funcionamento do intestino, também influem na redução do colesterol e podem ser úteis até na dieta dos diabéticos, já que as fibras ajudam a retardar a absorção dos açúcares.
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MAIS A FRENTE FALAREMOS DAS MARGARINAS...
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Mas, é preciso observar que apesar de representarem um grande avanço na área nutricional, os alimentos funcionais não realizam milagres. Para atingir a meta do consumo recomendado de fibras, que é de 30 gramas por dia, seria preciso ingerir aproximadamente 1 quilo de pão enriquecido com fibras. Seria necessário beber de um a dois litros de leite enriquecido com Ômega-3 por dia para conseguir ingerir a quantidade equivalente ao consumo diário mínimo dessa substância. Noventa por cento dos lactobacilos vivos encontrados nos iogurtes que prometem a recomposição da flora intestinal morrem antes de chegar lá, pois não resistem ao ácido gástrico no estômago. É certo que esses alimentos ajudam, mas só isso. 
Na verdade é bom que o consumidor não dispense e sequer substitua a alimentação tradicional, realmente saudável, pelos milagres anunciados. Nada se compara a uma dieta equilibrada somada com a prática regular de exercícios físicos. 
É certo que, aliados a esses fatores, os alimentos enriquecidos podem ser úteis, mas não trarão resultado se forem o único ou o preponderante recurso alimentar usado pelo consumidor.
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Seguindo uma tendência mundial, toma impulso no Brasil um novo conceito de nutrição segundo o qual os alimentos não servem apenas para matar a fome e fornecer energia ao organismo, mas precisam igualmente contribuir para melhorar a saúde das pessoas. São os chamados alimentos funcionais em cuja composição entraram substâncias capazes de reduzir os riscos de doenças e alterar funções do corpo humano. Vejamos algumas dessas substâncias. 
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Ômega 3, Ômega 6
Ômegas são gorduras extraídas de peixes de água fria e vegetais que ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue e controlar a pressão arterial- principais fatores de risco para as doenças do coração. 
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Fibras 
As fibras retardam o processo de absorção dos alimentos no estômago ajudando a regular as funções intestinais e a reduzir o colesterol. Nos diabéticos, podem retardar a absorção de açúcar pelo organismo. 
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Ferro 
Recomendado contra a anemia, sobretudo entre crianças e idosos. A deficiência de ferro atinge cerca de 2 bilhões de pessoas: de cada 10 crianças brasileiras com menos de 5 anos, seis sofrem de carência do mineral. 
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Ação dos alimentos funcionais.
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As propriedades benéficas decorrem de substâncias presentes nos alimentos, que possuem ação específica sobre determinados processos fisiológicos ou bioquímicos do organismo humano. Como exemplo, veja-se o caso dos hormônios femininos Estrogênio e Progesterona, associados com o sistema reprodutor feminino.
Os hormônios atuam no organismo através de ligações semelhantes a conexões elétricas. A “tomada” no organismo é chamada de receptor, sendo proteínas existentes nos órgãos onde os hormônios devem atuar. Existem diversos padrões de conexões entre "plugs" e tomadas, o que também ocorre entre os hormônios e seus receptores. Apenas quando a conexão é perfeita o hormônio manifesta sua ação. Por exemplo, no caso dos Estrógenos, as células do útero, do ovário, da mama e de outros órgãos possuem proteínas receptoras, onde o hormônio se liga, a fim de poder cumprir sua função bioquímica ou fisiológica.
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Sob determinadas condições, o hormônio causa danos às células, podendo atingir o DNA. Alterações na estrutura do DNA, à semelhança de mutações, tem alto potencial cancerígeno. Dessa maneira, proteínas estruturalmente e funcionalmente diferentes podem ser expressas, afetando as respostas celulares, como a do receptor hormonal. Existem substâncias, como as Isoflavonas, que se assemelham, estruturalmente, aos hormônios e podem se ligar aos receptores. Assim, existem estrogênios “fracos” que se ligam aos receptores hormonais e, como possuem baixa atividade, seu efeito sobre o código genético é nulo. Por exemplo, alimentos que contenham em sua composição linhaça ou soja possuem esse efeito, o que lhes confere a propriedade de prevenir determinados tipos de tumores malignos. 
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Climatério e Menopausa 
Quando seus ovários reduzem a produção de Estrógenos e Progesterona, as mulheres ingressam no climatério, período em que os ciclos menstruais ficam irregulares até cessarem completamente. Ao cessar a menstruação, as mulheres entram na Menopausa. Os sintomas nesse período é caracterizado por sensações desconfortáveis, como os “fogachos”, que são ondas de calor, acompanhadas de sudorese, que podem durar até 30 minutos. Também surgem suores noturnos, ressecamento da vagina, diminuição da libido (desejo sexual), incontinência urinária, dores de cabeça, alterações da pele e cabelos, insônia, cansaço, obesidade, redução da massa óssea (osteoporose), perda de massa muscular, entre outros. Os sintomas físicos podem ser acompanhados de lapsos de memória, nervosismo, irritação, depressão, ansiedade, tensão e mau humor. Embora o climatério seja um processo normal, pelo qual todas as mulheres passam, os sintomas a ele associados demandaram muitos estudos para a melhoria da qualidade de vida das mulheres durante o climatério e a menopausa. Existem diversos alimentos que reduzem o desconforto causado por esses processos, sendo a Soja o mais importante deles. 
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Mais tarde veremos mais sobre reposição hormonal com isoflavonas de soja.
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Vejamos alguns dos alimentos funcionais mais utilizados.
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ALHO
É rico em vitamina E, selênio e estimula a produção de enzimas protetoras. É conhecido como o melhor alimento para a cura.
Sua funções:
 ação antibiótica;
 pode ajudar nas infecções;
 ajuda a reduzir os níveis de colesterol;
 auxilia na circulação sangüínea;
 reduz a hipertensão arterial;
 protege contra vários tumores;
O ideal é consumí-lo cru na quantidade de 1 a 2 dentes ao dia, espremido ou esmagado para liberação de seus compostos.
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AVEIA
Rica em vitaminas do complexo B e E, fibras e ácido linoléico.
Suas funções:
 controle do colesterol, ajuda a diminuir o LDL;
 ajuda a retirar muitas toxinas do sangue;
 regula o trânsito intestinal;
 pode ajudar na reduçãoda pressão arterial; as fibras ajudam a relaxar as artérias;
 colabora no combate da glicemia, diminuindo a absorção de glicose no sangue;
 induz à saciedade.
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BRÓCOLIS
É um dos alimentos mais completos e nutritivos. Rico em antioxidantes, vitamina B, cálcio, ferro, zinco, ácido fólico e potássio.
Sua funções:
 possui atividade anticancerígena;
 rico em betacaroteno, protegendo os olhos contra a catarata;
 ajuda a evitar a anemia e a hipertensão;
 possui atividade antiviral e antiulcerativa;
 dificulta a sobrevivência da Helicobacter pylori, a bactéria por trás da gastrite e da úlcera.
 contém cromo que ajuda a regular o açúcar no sangue.
Procure comê-lo na quantidade de 1 xícara, 2 a 3 vezes na semana. Não cozinhe demais para evitar a perda de suas propriedades. Prepare-o de preferência no vapor.
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AZEITE DE OLIVA
Rico em gorduras monoinsaturadas. Tem forte atividade antioxidante.
Suas funções:
 diminui a incidência de doenças cardíacas e câncer;
 ajuda a aumentar a produção de HDL;
 reduz a pressão arterial;
 
Use-o com moderação, pois é uma gordura de alto valor calórico; uma colher de sopa ao dia e escolha sempre o tipo extravirgem.
Não use para fritar ou cozinhar, o calor destrói as propriedades terapêuticas e altera a sua qualidade.
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CHÁ VERDE
Rico em vitamina K e polifenólicos antioxidantes.
Suas funções:
 pode reduzir o risco de câncer;
 pode diminuir o risco de doenças do coração;
 age contra a coagulação do sangue e pressão alta;
 ajuda a prevenir cáries;
 combate o vírus da gripe;
O ideal é consumí-lo pelo menos 1 x dia
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IOGURTE
Sinônimo de saúde e pode substituir a gordura em várias preparações culinárias. É um excelente alimento, rico em nutrientes e em bactérias que possuem efeito terapêutico.
Suas funções:
 ajuda a tratar e evitar infecções gastrintestinais, renais e cardíacas;
 diminui o colesterol;
 auxilia na recuperação da diarréia;
 estimula a imunidade;
 age contra efeitos adversos do antibiótico;
Escolha, de preferência, iogurtes desnatados e beba 1 copo por dia. Para obter mais benefícios em sua saúde, não ferva o iogurte, o calor mata as bactérias úteis.
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PEIXES GORDOS E LINHAÇA 
(Ômega 3)
Possuem ação terapêutica e preventiva, principalmente em doenças cardíacas.
Suas funções:
 ajuda a reduzir a pressão arterial;
 trata a artrite e o reumatismo;
 combate a psoríase e a dermatite;
 evita a formação de coágulos no sangue;
As fontes mais ricas de Ômega-3 são o salmão, arenque, atum fresco, sardinha, cavalinha. 
Seu consumo deverá ser de 2 vezes na semana na proporção de 120g. Prepare-o grelhado, cozido ou ensopado, evitando a fritura.
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TOMATE (Licopeno)
Possui carotenóides (licopeno) com forte função antioxidante contra radicais livres.
Suas funções:
 age melhorando a imunidade celular;
 inibe a formação de tumores principalmente de próstata;
 age contra doenças coronarianas.
Consumir na proporção de um tomate grande ao dia, maduro ou em forma de molho. 
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SOJA (isoflafona e saponina)
Alimento rico em propriedade terapêutica e nutritivas. Cada vez mais, estudos apontam seus benefícios, principalmente no tratamento da menopausa e artrite.
Suas funções:
 ajuda a diminuir doenças cardíacas, melhorando a relação LDL/HDL;
 rica em fibras, o que ajuda no tratamento da constipação e regula a absorção de glicose no sangue;
 pode reduzir os sintomas da menopausa, pois possuem fitoestrógenos que atuam no corpo da mulher como se fosse estrogênio;
 rico em proteínas e minerais
Consuma diariamente na quantidade de 60g em forma de grão ou 200ml em forma de leite de soja.
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UVA, SUCO DE UVA E VINHO TINTO
Ricos em compostos fenólicos presentes na casca vermelha e roxa escura (resveratrol, quercitina, taninos e flavonóides).
Suas funções:
 anticancerígeno;
 antiinflamatório;
 antitrombótico;
 antioxidante;
 diminui a incidência de doenças cardiovasculares. 
Como no vinho tinto existe a presença de álcool que pode interferir no controle da doença, o melhor é ficarmos com a fruta ou o suco, por possuírem os mesmos antioxidantes presentes no vinho.
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Curiosidades sobre o vinho:
Estatísticas mostram que apesar de consumirem maior quantidade de gorduras e calorias, os europeus tem 40% menos incidência de doenças cardiovasculares que os brasileiros.
Este fato se dá porque consomem em média 100 litros de vinho por ano.
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Berinjela 
Auxilia na prevenção do câncer, antidepressivo, analgésico, reduz o colesterol, estimula o sistema imunológico. 
Cebola 
Antialérgico, antiinflamatório, tratamento do câncer de mama, bexiga e próstata, laxante, combate viroses, antioxidante, reduz o colesterol, tratamento da asma e previne a catarata. 
Maçã 
Previne doenças cardiovasculares, antibiótico, antiinflamatório, fortalece artérias e veias, diurético, combate a halitose, é anestésico e expectorante.
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FRUTAS CÍTRICAS
Diversos estudos epidemiológicos têm demonstrado que as frutas cítricas possuem um efeito protetor contra uma variedade de cânceres humanos. Ainda que laranjas, limões, limas e acerola. sejam uma das principais fontes de importantes nutrientes como vitamina C, folato e fibras, pesquisas tem sugerido que outro componente seja o responsável pela atividade anti-câncer. As frutas cítricas são particularmente ricas em uma classe de fitoquímicos conhecida como Limonóides .
Com o passar da última década foi se acumulando evidência em apoio ao efeito preventivo do Limoneno contra o câncer, demonstrou que este composto é eficaz contra uma variedade de tumores de roedores tanto espontâneos como induzidos quimicamente. Baseado nessas observações, e porque ele tem pouco ou nenhuma toxicidade em humanos, o Limoneno tem sido sugerido como um bom candidato para uma avaliação em ensaios clínicos de quimioprevenção em humanos. Um metabólito do limoneno, o Álcool Perrilil, está atualmente sendo submetido a fase I de ensaio clínico em pacientes com tumores malignos avançados. 
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CASTANHA DO PARÁ (BRASIL)
Asim como noz, pistache e amêndoa, auxilia na prevenção de problemas cardíacos. São ricas em ácidos graxos insaturados (Ácido Oléico, Ácido Linoléico e Ácido Alfa-Linolênico) e pobres em ácidos graxos saturados. Além disso, são ótimas fontes de proteína vegetal, fibra dietética, vitaminas antioxidantes, minerais e fitoquímicos como o ácido elágico, flavonóides, resveratrol, compostos fenólicos, luteolina e os fitotesteróis Os principais flavonóides das oleaginosas são a quercetina, o campferol e a rutina, que demonstram importante ação inibitória na proliferação das células cancerígenas in vitro. O resveratrol, um potente antioxidante também presente na uva e no vinho, age capturando os radicais livres, evitando a destruição das células e a oxidação das LDL.
 No caso da Castanha-do-Pará, hoje em dia denominada Castanha-do-Brasil, também apresenta altos níveis do mineral antioxidante Selênio.
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 Substâncias naturais que podem prevenir, evitar ou 
curar enfermidades e distúrbios. 
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Gordura TRANS, inimiga oculta.
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Gordura Trans, tão mal falada nos últimos tempos, nada mais é que a velha conhecida Gordura Vegetal Hidrogenada, criada para dar mais sabor, melhorar a consistência e prolongar o prazo de validade de alguns alimentos, a gordura Trans está na pipoca de microondas, nos salgadinhos de pacotes, nos donuts, nos biscoitos, nas bolachas, nos sorvetes, nas margarinas e em vários itens das refeições de lanchonetes fast-food, como a batata frita, os nuggets e as tortinhas doces. A gordura Trans é um importante fator de risco para infartos, derrames, diabetes e outras doenças e o melhor a fazer é tentar bani-la do cardápio.
A trans surge da transformação de óleos vegetais líquidos em sólidos, por meio de um processo químico chamado hidrogenação parcial. Como sua origem é vegetal,durante muito tempo ela foi tida como uma opção mais saudável à gordura saturada, que, conforme se descobriu no fim da década de 50, faz mal ao coração. Encontrada sobretudo em carnes vermelhas, ovos e leite, entre outros alimentos, a gordura saturada aumenta os níveis no sangue do mau colesterol, o LDL. 
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Aparentemente benéfica, a trans conquistou a indústria de alimentos, mas no fim da década de 90, contudo, várias pesquisas científicas demonstraram que a trans é mais nociva do que a saturada e a explicação para isso é que, durante a solidificação dos óleos vegetais, as moléculas de gordura passam por um rearranjo estrutural que faz com que elas, ao ser ingeridas, facilitem o depósito de LDL nas paredes das artérias coronárias. Além disso, a trans reduz as quantidades de uma proteína essencial à produção do bom colesterol, o HDL.
 Pouca gente, no entanto, conhece os perigos embutidos na margarina do café-da-manhã, no bolo do lanche da tarde ou nos biscoitos que as crianças levam para a escola. Esse fato fez soar o alarme nas agências reguladoras de alimentos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que até 2006 os rótulos dos alimentos industrializados devem informar o consumidor sobre a quantidade de gordura trans contida neles. O mesmo prazo foi dado pela FDA às empresas americanas.
O consumo médio de gordura trans chega a 3% do total calórico diário. Numa dieta de 2.000 calorias, isso equivale a 6,6 gramas – ou quatro biscoitos recheados de chocolate. Pode parecer pouco, mas, em se tratando de gordura trans, é uma quantidade absurda. A Organização Mundial de Saúde preconiza que a ingestão diária de trans não ultrapasse 1% das calorias. Para a indústria, a dificuldade é substituir a gordura trans sem alterar as características dos alimentos. Embora os primeiros estudos sobre a sua nocividade tenham cerca de dez anos, só agora os primeiros produtos trans free estão chegando ao mercado. 
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Do ponto de vista cardiovascular, esse tipo de gordura é pior que a saturada ou de origem animal. A causa: ela "plastifica" os vasos, levando a infartos e derrames.
 A gordura hidrogenada é uma gordura vegetal que foi criada pela indústria para ser uma alternativa à gordura saturada, a do bacon, da lingüiça, da picanha, da manteiga, etc. Mas como não existe gordura no mundo vegetal, somente óleos, foi criado, então, um processo de transformação desses óleos vegetais em gordura sólida.
 Os óleos são colocados em uma câmara com gás hidrogênio, que se transforma em uma pasta preta (um tipo de graxa) com mau cheiro, que precisa ser alvejada para ficar sem cor e desodorizada para ficar sem cheiro. Ela deixa tudo crocante porque se solidifica nos alimentos após a fritura, formando uma casquinha. Isso acontece também nos vasos que ficam impedidos de dilatar.
 Por isso, está se tornando comum esportistas jovens sofrerem parada cardíaca durante a prática de qualquer esporte, pois durante a atividade física, o fluxo sangüíneo aumenta, mas o vaso não dilata para a passagem do sangue. É quando ocorre o infarto.
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O maior desafio é para as cadeias de fast-food, pois além de não terem encontrado ainda um óleo "trans free" que mantenha o sabor dos lanches, há um problema de ordem econômica a ser vencido. Uma das grandes vantagens da gordura trans é que ela pode ser reaproveitada várias vezes sem perder suas características iniciais. Esse entrave foi o que fez com que a maior rede de fast-food do mundo fosse condenada pela Justiça dos Estados Unidos. 
Uma dica: quanto mais durinho o alimento industrializado maior a quantidade dessa gordura, a seguir, uma lista de produtos que podem carregar um nível elevado de gordura Trans. 
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Notícia
O epidemiologista-chefe da Escola de Medicina de Harvard, Walter Willet, diz no site www.transfreeamerica.org que a introdução dos hidrogenados na alimentação foi o maior desastre da história alimentícia nos EUA. Resultou numa epidemia de obesidade e demais doenças.
Em 2001, foi divulgado um estudo, feito em 84 mil enfermeiras, durante 14anos, no qual ficou confirmado que a principal gordura relacionada ao diabetes e ao aumento do colesterol e triglicerídios era a hidrogenada.
No ano seguinte, cientistas americanos pediram um novo estudo. Queriam que ficasse claro quanto de gordura hidrogenada uma pessoa poderia consumir por dia, sem prejudicar sua saúde. O resultado foi surpreendente: ZERO.
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Fique longe de:
- Frituras de fast-food: usam essa gordura para todas as frituras porque ficam crocantes - Salgadinhos (Chips, etc) - Batatas fritas: as de pacote e as que acompanham fast-food) - Massa folhada - Margarina: é uma gordura vegetal hidrogenada - Biscoitos: praticamente todos, principalmente os recheados e os wafer - Sorvetes: a grande maioria, até mesmo os light. O sorvete hidrogenado é mais espumoso. - Chocolate: cuidado com os Diet, são os piores - Cookies - Tortas e bolos recheados, prontos e semi-prontos (ficam bem fofos) - Chocolates em barra e bombons - Pipoca de microondas - Maionese - Leite: os achocolatados prontos (Todynho, por exemplo) - Requeijão cremoso: atualmente estão acrescentando gordura vegetal hidrogenada até em alguns requeijões. Leia o rótulo, e prefira os que não tenham. - Donuts - Pães:  principalmente os de massa doce - Sopas e cremes industrializados - Temperos prontos em tabletes ou em pó - Manteiga light: esse tipo engana o consumidor, pois 50% é margarina 
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Sugestões
Substitua a margarina por manteiga.
Dê preferência por pães e biscoitos integrais.
Na culinária, use os óleos vegetais. Eles fazem bem à saúde desde que não sejam hidrogenados. Prefira o óleo de arroz, pois ele não satura facilmente.
Retire leite (de vaca) e derivados de sua dieta. Use leite de soja. 
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O melhor mesmo é evitar os excessos e alimentos que contenham, açúcar refinado, trigo e leite.
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Fonte:
www.palavrademedico.cjb.net
Dr.  Rogério  M. Alvarenga Médico - CRM-RJ 23.389-0 
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