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2ª aula   2018   Fontes do Direito do Trabalho 1

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Fontes do Direito do Trabalho
Fonte
• ETIMOLOGIA - O termo tem origem no Latim: 
fons, fontis, dando a ideia do que origina ou o 
que inicia.
• Significado: nascente de água; origem, causa, 
princípio etc.
Fontes do Direito
• FONTES MATERIAIS – complexo de fatores
que ocasionam o surgimento de normas
envolvendo fatos e valores. São analisados os
fatores sociais, psicológicos, econômicos,
históricos etc.
• FONTES FORMAIS – são as formas de
exteriorização do direito. O que veicula o
Direito, a exemplo das leis, dos costumes etc.
Fontes Formais
Constituição (lei)
A Constituição Federal é a fonte formal de
hierarquia superior no ordenamento jurídico.
Obs. A título de referência, veja dos artigos 7 a 
11 da CF
• Leis – (própria CLT) Consolidação das leis do
Trabalho, lei do empregado doméstico lei do
trabalhador rural, lei do empregado temporário,
lei de greve etc.
• O parágrafo único do art. 8º da CLT estabelece que o Direito comum será
fonte subsidiária do Direito do Trabalho, naquilo em que não for
incompatível com os princípios fundamentais deste. Assim, omisso o Direito
do Trabalho, é possível aplicação do Direito comum, abrangendo o Direito
Civil e o Empresarial, desde que compatível com os princípios fundamentais
daquele ramo do Direito.
• Normas Internacionais – tratados e convenções
da OIT.
• Atos do Poder Executivo – atos infralegais.
Exemplo: o ministério do Trabalho também
expede portarias – Ex: Portaria 3214 /78 que
trata sobre Medicina e Segurança do
Trabalho
Sentença Normativa – Decisão do Tribunal
Regional do Trabalho ou do TST no julgamento
dos dissídios coletivos.
Convenções e Acordos Coletivos –
Reconhecidos pelo art. 7º da Constituição.
• Regulamentos da empresa - o empregador estabelece
condições de trabalho o regulamento, disciplinando a
relação entre os sujeitos do contrato.
• Disposições Contratuais - são as determinações
inseridas no contrato de trabalho. O próprio contrato
individual do trabalho, ao prever e estipular uma
série de direitos e deveres às partes que figuram na
relação de emprego, pode ser visto como uma fonte
formal do Direito do Trabalho, embora o referido
entendimento não é unânime na doutrina.
Princípios Jurídicos – é reconhecida a sua
natureza normativa, sendo assim, devem ser
incluídos entre as fontes formais.
Usos e Costumes – integração das horas extras
em férias, 13º, FGTS e DSR’s – pela
habitualidade. No Direito do Trabalho, a
conduta habitual do empregador que seja mais
benéfica do que a previsão mínima contida na
lei passa a ser obrigatória
• Jurisprudência – significa a reiteração de decisões dos
tribunais, aplicando e interpretando as normas
jurídicas. No Direito do Trabalho as Súmulas do
Supremo tribunal Federal sobre questões trabalhistas,
bem como as Súmulas e Orientações Jurisprudenciais
do Tribunal Superior do Trabalho exercem grande
influência na aplicação do Direito merecendo
destaque na uniformização da jurisprudência, o que
também pode se verificar no âmbito dos Tribunais
Regionais do Trabalho (art. 896, parágrafo 3º da CLT).
• Princípios gerais de direito – são verdades que dão
sustentação ao sistema jurídico como um todo. Ex:
dar a cada um aquilo que é seu; viver honestamente.
Comentários acerca da Lei 13.467/17 –
Art. 611A (vacatio legis de 120 dias, a partir de 13/07/2017)
• Art. 611 - CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO é o
acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais
Sindicatos representativos de categorias econômicas e
profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no
âmbito das respectivas representações, às relações
individuais de trabalho.
• § 1º É facultado aos Sindicatos representativos de
categorias profissionais celebrar ACORDOS COLETIVOS com
uma ou mais emprêsas da correspondente categoria
econômica, que estipulem condições de trabalho, aplicáveis
no âmbito da emprêsa ou das acordantes respectivas
relações de trabalho.
• (....)
Art. 611 A da CLT e as normas de 
proteção ao trabalho.
• Art. 611-A. A convenção coletiva e o
acordo coletivo de trabalho têm
prevalência sobre a lei quando, entre
outros, dispuserem sobre:
I- pacto quanto à jornada de trabalho,
observados os limites constitucionais:
II- banco de horas anual;
III – Intervalo intrajornada, respeitando o limite
mínimo de trinta minutos para jornadas
superiores a seis horas;
IV- Adesão ao Programa Seguro – Emprego
(PSE), de que trata a Lei 13.189 de 19 de
novembro de 2015;
V- Plano de cargos, salários e funções compatíveis
com a condição pessoal do empregado, bem
como identificação dos cargos que se enquadram
como funções de confiança;
VI- regulamento empresarial;
VII- representante dos trabalhadores no local de
trabalho;
VIII- teletrabalho, regime de sobreaviso, e
trabalho intermitente;
IX – remuneração por produtividade, incluídas as
gorjetas percebidas pelo empregado, e
remuneração por desempenho individual;
X- modalidade de registro de jornada de trabalho;
XI- troca do dia do feriado;
XII - enquadramento do grau de insalubridade;
XII - enquadramento do grau de insalubridade;
XIV- prêmios de incentivo em bens e serviços,
eventualmente concedidos em programas de
incentivo;
XV- participação nos lucros ou resultados da
empresa;
• parágrafo 1º - No exame da convenção
coletiva ou do acordo coletivo de trabalho, a
Justiça do Trabalho observará o disposto no
parágrafo 3º do art. 8º desta Consolidação.
• § 3o No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho
analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico,
respeitado o disposto no art. 104 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e
balizará sua atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade
coletiva.”
• Art. 104 cc A validade do negócio jurídico requer: I - agente capaz; II - objeto lícito, possível,
determinado ou determinável; III - forma prescrita ou não defesa em lei.
parágrafo 2º- A inexistência de expressa indicação de
contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou
acordo coletivo de trabalho não ensejará sua nulidade
por não caracterizar um vicio do negócio jurídico).
parágrafo 3º- Se for pactuada cláusula que reduza o
salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo
coletivo de trabalho deverão prever a proteção dos
empregados contra dispensa imotivada durante o prazo
de vigência do instrumento coletivo;
• CF- Art 7º - VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção 
ou acordo coletivo; 
parágrafo 4º - Na hipótese de procedência de
ação anulatória de cláusula de convenção
coletiva ou de acordo coletivo de trabalho,
quando houver a cláusula compensatória, esta
deverá ser igualmente anulada sem repetição do
indébito.
parágrafo 5o Os sindicatos subscritores de
convenção coletiva ou de acordo coletivo de
trabalho deverão participar, como litisconsortes
necessários, em ação individual ou coletiva, que
tenha como objeto a anulação de cláusulas
desses instrumentos.
Art. 444 – As relações contratuais de trabalho podem ser
objeto de livre estipulação das partes interessadas em
tudo quanto não contravenha às disposições de proteção
ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam
aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.
Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o
caput deste artigo aplica-se às hipóteses previstas no art.
611-A desta Consolidação, com a mesma eficácia legal e
preponderância sobre os instrumentos coletivos, no caso
de empregado portador de diploma de nível superior e
que perceba salário mensal igual ou superior a duas
vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral
de Previdência Social.
Observação
• Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo
coletivo