Análise de água Físico-química - Relatório Final
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Análise de água Físico-química - Relatório Final


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INSTITUTO FEDERAL FLUMINENSE - CAMPUS CENTRO
ENSAIOS FÍSICO-QUÍMICOS DE ÁGUA
ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA DA ÁGUA
	
LUÍSA RODRIGUES BENTO 
25/06/2019
SUMÁRIO
1 \u2013 Objetivos 
2 \u2013 Fundamentação Teórica 
3 \u2013 Materiais 
4 \u2013 Reagentes 
5 \u2013 Procedimento 
6 \u2013 Cálculos 
7 \u2013 Resultados 
8 \u2013 Conclusão
9 \u2013 Esquema
10 \u2013 Referências Bibliográficas
1 \u2013 OBJETIVOS
Caracterização da amostra de água coletada como própria ou imprópria para consumo por meio de determinações como Dureza Total, Cloretos, Condutividade, pH, Sólidos Totais Dissolvidos e Cor;
Padronização de soluções específicas usadas na análise da água;
Determinação do equivalente-grama do Magnésio;
2 \u2013 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
 2.1. pH, Medição de Cor, Medição de Sólidos Totais e Medição de Condutividade.
As características da água variam de acordo com o seu local de origem bem como das interações homem-ambiente. As avaliações dessas características servem para mensurar os índices de qualidade da água, que podem ser de ordem física, química e biológica, e sua quantificação serve para avaliar as características desejáveis na água, em função dos usos preponderantes estabelecidos por normas definidas pela sociedade.
Para tanto, existem padrões de controle da sua qualidade atualmente regidos pela Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde (MS), que dispõe sobre as normas de qualidade para o consumo humano em sistemas de abastecimento público e soluções alternativas. Desta forma, a água é considerada própria para o consumo humano quando seus parâmetros microbiológicos e físico-químicos atendem aos padrões de potabilidade estabelecidos e não oferecem risco à saúde da população.
Um dos testes a serem feitos é o de condutividade - a capacidade da água de conduzir uma corrente elétrica e depende da concentração dos íons presentes na solução: cátions e ânions. Depende também da temperatura e por isso essas medidas devem estar sempre associadas. A unidade básica de medida da condutividade é mhos/m (antiga) ou Siemens/m, sendo comumente expressa nos seus sub-múltiplos (mS/cm, uS/cm, dS/m etc.).
A determinação das diversas frações de sólidos presentes na água fornece uma informação importante para a caracterização de águas naturais, esgotos sanitários, efluentes industriais e águas de abastecimento.
A cor de uma amostra de água está associada ao grau de redução de intensidade que a luz sofre ao atravessá-la (e esta redução dá-se por absorção de parte da radiação eletromagnética), devido à presença de sólidos dissolvidos, principalmente material em estado coloidal orgânico e inorgânico.
O pH (potencial hidrogeniônico) afeta o metabolismo de várias espécies aquáticas. A resolução CONAMA 357 estabelece que para que a proteção da vida aquática o pH deve estar entre 6 e 9. Alterações nos valores de pH também podem aumentar o efeito de substâncias químicas que não são tóxicas para os organismos aquáticos, tais como os metais pesados.
 2.2. Equivalente-grama do Magnésio
Equivalente-grama (E) é uma medida de quantidade de matéria, que pode ser definida como a massa, em gramas, de uma substância simples ou composta que pode reagir com 1 mol de elétrons. Geralmente é usada para se determinar a normalidade. 
Uma outra definição para equivalente-grama é a quantidade em gramas de substância que pode reagir com um grama de gás hidrogênio, ou seja, é a massa dessa substância capaz de deslocar 11,2 L de hidrogênio nas CNTP (condições normais de temperatura e pressão).
 2.3. Preparo da Solução de EDTA
O EDTA é um ácido que atua como ligante hexadentado, ou seja, pode complexar o íon metálico através de seis posições de coordenação.
Assim, para a padronização de uma solução é necessário a utilização de substâncias padrão. Os padrões primários têm como principais características um elevado grau de pureza, fácil obtenção, purificação, dessecação e conservação, elevado kps de modo a formar uma solução perfeita, grande solubilidade em água, elevado peso molecular, baixo custo e o fato de serem estáveis tanto em solução como no estado sólido. Geralmente utilizamos o carbonato de cálcio como padrão primário a fim de padronizar uma solução de EDTA. Após a padronização com o padrão primário, a solução de EDTA é designada padrão secundário.
 2.4. Padronização de Solução de EDTA / Determinação da Dureza Total
 A \u201cdureza\u201d de uma água foi definida em termos da capacidade dos cátions na água em deslocar os íons sódio ou potássio em sabões e formar produtos pouco solúveis que produzem uma espécie de resíduo que adere às pias e banheiras. Ela causa prejuízos, tais como o maior consumo de sabão nas lavagens e a formação de crosta branca no fundo das panelas, caldeiras, podendo provocar explosão. Em águas naturais, entretanto, a concentração de íons cálcio e magnésio geralmente excede muito a de qualquer outro íon metálico. Consequentemente, a dureza é expressa atualmente em termos de concentração de carbonato de cálcio (CaCO3) que é equivalente à concentração total de todos os cátions multivalente presentes na amostra. O cálcio e o magnésio estão presentes na água, principalmente como bicarbonatos e sulfatos de cálcio e magnésio. Os bicarbonatos de cálcio e de magnésio são responsáveis pela alcalinidade, causam a dureza chamada temporária e, pela ação de calor ou de outras substâncias com caráter alcalino, originam precipitados de CaCO3 e MgCO3. Os sulfatos e outros (cloretos, por exemplo) dão a água a dureza denominada permanente. A determinação da dureza é um teste analítico útil que fornece uma medida da qualidade da água para uso doméstico e industrial. 
 2.5. Padronização do Nitrato de Prata / Determinação de Cloretos
O cloreto provoca sabor \u2018salgado\u2019 na água, também interfere no tratamento anaeróbio de efluentes industriais. O cloreto provoca corrosão em estruturas hidráulicas e interfere na determinação do DQO \u2013 demanda química de oxigênio.
A titulação do íon cloreto pelo íon prata pode ser efetuada com o seu ponto final marcado pela formação de um precipitado colorido nas proximidades do ponto de equivalência. Mohr, em 1856, introduziu o uso do cromato para esse fim.
A solução contendo o íon cloreto deve ser ajustada para uma faixa de pH entre 6,5 e 10, e então junta-se a solução de cromato de potássio. Titulando-se a amostra de Nitrato de Prata, precipita-se o Cloreto de Prata.
Quando todo o íon cloreto presente for precipitado como cloreto de prata, uma gota do nitrato de prata em excesso, reage com o cromato de potássio formando um precipitado vermelho-tijolo, que é o cromato de prata. O aparecimento dessa coloração indica que a titulação chegou ao fim. 
É importante manter a solução na faixa adequada de pH mencionado acima, pois fora destas condições, o ponto final é mascarado. Para se manter nessa faixa, podemos tamponar o meio com bicarbonato de sódio e com carbonato de cálcio. 
3 \u2013 MATERIAIS
3.1. Prática dia 14/05/19 \u2013 Medição de Cor / pH / Sólidos Totais / Condutividade 
Papel Absorvente Macio
Pissete
Becker de Plástico 250 mL
Copo de Plástico
Medidor de Cor \u2013 ALFAKIT \u2013 110v
Medidor de pH \u2013 LUCADELIA \u2013 110v
Medidor de Sólidos Totais \u2013 HM digital
Medidor de Condutividade
 3.2. Prática dia 21/05/19 \u2013 Equivalente-grama do Magnésio
Tubo Graduado
Suporte Universal
Proveta Graduada 10 mL
Vidro de Relógio
Pipeta Volumétrica 5 mL
Becker 100 mL
Rolha de Plástico