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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA Setor de Ciências Exatas e Naturais Departamento de Física RELATÓRIOS DO 1° BIMESTRE Ponta Grossa 2019 Kaio Gustavo Gomes 19009221 Leonardo Vivaldi de Almeida 19009921 Luis Gustavo Stockly Sokolowski 19021721 Vinícius Roth de Souza 19032421 Ricardo Bach RELATÓRIOS DO 1° BIMESTRE Relatório apresentado ao professor Thiago Luís Schneider para obtenção de nota parcial na disciplina de Física I, no curso de Engenharia Civil. Ponta Grossa 2019 SUMÁRIO 1.0 PAQUÍMETRO ...................................................................................................... 8 1.1 RESUMO ........................................................................................................... 8 1.2 OBJETIVOS ....................................................................................................... 8 1.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 9 1.3.1 Teoria dos erros e análise estatística ........................................................ 10 1.3.2 Materiais utilizados .................................................................................... 10 1.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 10 1.4.1 Teoria dos erros ........................................................................................ 11 1.4.2 Tipos de Erros ........................................................................................... 12 1.4.3 Formulário ................................................................................................. 13 1.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 14 1.5.1 Volume de sólidos irregulares ................................................................... 14 1.6 RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................... 15 1.6.1 Precisão dos cálculos ................................................................................ 16 1.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 16 1.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 16 2.0 MICRÔMETRO E CONSTRUÇÃO DE GÁRFICOS ............................................ 17 2.1 RESUMO ......................................................................................................... 17 2.2 OBJETIVOS ..................................................................................................... 17 2.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 17 2.3.1 Materiais utilizados .................................................................................... 18 2.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 18 2.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 20 2.5.1 Construções de gráficos ............................................................................ 20 2.6 RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................... 21 2.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 21 2.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 22 3.0 RESULTANTE DE FORÇAS ............................................................................... 23 3.1 RESUMO ......................................................................................................... 23 3.2 OBJETIVOS ..................................................................................................... 23 3.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 23 3.3.1 Materiais utilizados .................................................................................... 24 3.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 24 3.4.1 Formulário ................................................................................................. 25 3.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 26 3.6 RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................... 26 3.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 27 3.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 27 4.0 MOMENTO DE UMA FORÇA OU TORQUE ....................................................... 28 4.1 RESUMO ......................................................................................................... 28 4.2 OBJETIVOS ..................................................................................................... 28 4.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 28 4.3.1 Materiais utilizado...................................................................................... 29 4.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 29 4.4.1 Movimento estático de uma força.............................................................. 30 4.4.2 Formulário ................................................................................................. 30 4.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 30 4.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................... 31 4.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 32 4.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 32 5.0 LEI DE HOOKE ................................................................................................... 33 5.1 RESUMO ......................................................................................................... 33 5.2 OBJETIVOS ..................................................................................................... 33 5.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 33 5.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 33 5.4.1 Conceitos pertinentes ................................................................................ 34 5.4.1 Formulário ................................................................................................. 34 5.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 34 5.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................... 35 5.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 36 5.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 36 6.0 MOMENTO DE INÉRCIA .................................................................................... 37 6.1 RESUMO .........................................................................................................37 6.2 OBJETIVOS ..................................................................................................... 37 6.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 37 6.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 38 6.4.1 Formulário ................................................................................................. 39 6.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 39 6.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................... 40 6.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 41 6.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 41 7.0 MODULO DE YOUNG OU DE ELASTICIDADE ................................................. 42 7.1 RESUMO ......................................................................................................... 42 7.2 OBJETIVOS ..................................................................................................... 42 7.3 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 42 7.3.1 Materiais utilizado...................................................................................... 43 7.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 43 7.4.1 Ensaios destrutivos e não destrutivos ....................................................... 44 7.4.2 Formulário ................................................................................................. 44 7.5 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 45 7.6 RESULTADO E DISCUSSÃO ......................................................................... 45 7.7 CONCLUSÕES ................................................................................................ 46 7.8 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 46 8 1.0 PAQUÍMETRO 1.1 RESUMO Realizamos um experimento fazendo o uso do paquímetro para coletar algumas amostras das dimensões de pequenos sólidos geométricos (cubo, esfera e cilindro); aplicamos essas medidas para obter um resultado mais preciso por meio das equações que envolvem a Teoria do Erro 1.2 OBJETIVOS São os objetivos deste experimento: a) Entender o funcionamento e manuseio do instrumento; b) Utilizar a teoria dos erros para apresentar as medidas e o cálculo dos volumes em função das medidas efetuadas; c) Determinar a média das medidas efetuadas, o erro absoluto aparente, erro percentual, desvio médio, erro médio quadrático, erro provável, erro tolerável e possível intervalo em que se encontra a grandeza. 9 1.3 INTRODUÇÃO Chegou um tempo, com os avanços tecnológicos, em que medidas com réguas já não satisfaziam mais as necessidades técnicas exigidas. Tais exigências requisitadas levaram à invenção do paquímetro. O paquímetro (Figura 1) é um instrumento de precisão, usado para realizar medições envolvendo objetos de médio e pequeno porte, com resolução igual ou melhor que 0,1mm. Geralmente feito de aço inoxidável e calibrado à temperatura de 20o C, polido e ajustado para permitir o mínimo possível de folga no equipamento, razão pela qual trata-se de um instrumento delicado, que deve ser manuseado com cuidado. Informações detalhadas sobre seu funcionamento e componentes serão desenvolvidas na fundamentação teórica. Fonte: Franco, Franco e Bálsamo (2012) Figura 1: Visualização geral dos componentes de um paquímetro. 10 1.3.1 Teoria dos erros e análise estatística Depois de esclarecidos os pormenores relativos à precisão e confiabilidade dos equipamentos resta algumas dúvidas: Como garantir se são, ou o quanto são precisas as medidas obtidas? Isto é – o quanto elas estão se afastando do valor real? Como esses dados são relevantes? Como dar o devido tratamento estatístico a isso tudo? Aí é que entra a teoria dos erros. Para ter noção do quão precisos são os resultados obtidos é preciso, primeiramente, ter em mãos muitos dados, o que implica em realizar múltiplas medições. A seguir, os dados devem receber tratamento estatístico através de métodos matemáticos para tentar majorar toda sorte de erros que podem acometer o experimento. É possível inclusive montar gráficos para apresentar as conclusões obtidas (o que será feito no presente relatório). Uma descrição mais detalhada sobre tais métodos e os erros em questão será dada na fundamentação teórica. (SILVA, 1996). 1.3.2 Materiais utilizados Foram utilizados os seguintes materiais: • Um paquímetro; • Cubo de plástico; • Esfera de plástico; • Cilindro de plástico. 1.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Chegou um tempo, com os avanços tecnológicos, em que medidas com réguas comuns já não satisfaziam mais as necessidades técnicas exigidas. Essa necessidade levou ao surgimento do paquímetro O paquímetro é um instrumento de precisão, usado para realizar medições envolvendo objetos de médio/pequeno porte, com resolução igual ou melhor do que 0,1 mm. Geralmente feito de aço inoxidável e calibrado a 20°C. O nônio deve mover- 11 se com o mínimo de folga, sendo essa mais uma às inúmeras razoes pelas quais tratasse de um instrumento delicado, que deve ser manuseado com cuidado. A utilização do paquímetro é feita posicionando a aresta/diâmetro do que se quer medir entre o encosto fixo e o móvel, no caso de medidas externas; caso internas, o procedimento é realizado com o auxílio das orelhas. Fazendo correr a orelha/encosto móvel, o nônio (também chamado de vernier) será deslocado, alinhando seu 0 à um ponto na escala fixa, que indicará através desta, quantos milímetros tem a medida em questão, com precisão de milímetros/ metades de milímetros. Como já dito, o paquímetro é um instrumento de precisão. A escala fixa não é suficiente para garantir medidas precisas. Para alcançar o real potencial do equipamento, é necessário utilizar o nônio. O nônio como conhecemos hoje é resultado da adaptação, pelos séculos XVI e XVII, pelo Frances Pierre Vernier (razão pela qual esse componente também é conhecido como vernier), do nônio astrolábico do português Pedro Nunes, que era usado principalmente em navegação. A escala graduada do nônio corresponde a 1 milímetro da escala fixa. Para obter a resolução do aparelho, divide-se 1 mm pelo número de divisões no nônio (esse valor costuma ser indicado ao lado da dita graduação, do lado direito). Por exemplo: Um nônio de 50 divisões milimétricas tem resolução de 0,02 mm. Se o nônio coincidir em sua décima primeira divisão, estará dizendo que o comprimento da medida é 0,22mm maior do que a indicada na escala fixa. 1.4.1 Teoria dos erros Quando se realiza um experimento, há muito que se considerar sobre a precisão e exatidão das medidas realizadas. Uma das maiores dúvidas em um levantamento de dados é o quão precisos são os dados que está se coletando. A impossibilidade de obter uma medida exata, com certeza absoluta, é remediada boa parte das vezes realizando várias medições para o mesmo dado: Uma mesma medida pode ser realizada múltiplas vezes para garantir uma margem de erro aceitável para experimentos que exigem alto grau de confiabilidade. 12 Os dados obtidos podem ser analisados dando o devido tratamento estatístico. O quão relevante são esses dados, e como interpretá-los,fazem parte da chamada Teoria dos Erros. Com as mais diversas abordagens e fórmulas, pode-se extrair várias conclusões sobre como tais dados se comportam quando analisados em conjunto. Antes de falar sobre os dados em si, é necessário introduzir alguns conceitos. As medidas podem ser diretas ou indiretas. Medidas diretas se tratam de comparações mecânicas entre o padrão adotado e o alvo de medição. Medidas indiretas são, em geral, medidas calculadas a partir de outras grandezas medidas diretamente com o auxílio de relações matemáticas existentes entre as grandezas, como equações físicas. Uma medida é precisa quando repete o mesmo resultado nas medições, não importa se o resultado está próximo do valor real. O que vale é a proximidade dos resultados. Ou seja, a precisão está ligada ao conceito de repetibilidade. Exemplo: Se você mede um bloco de 60 mm e obtém três leituras (49 mm, 50 mm e 51 mm). Pode-se afirmar que a medição está precisa. O seu peso está errado, mas o valor lido nas três vezes está próximo. Diz-se que o instrumento está 10 mm deslocado em suas medições. Uma medida é exata quando fornece valores que levam a um valor médio próximo do valor real, por mais que esses valores estejam dispersos, exemplo: você coloca sobre a uma balança um peso de 20 kg. Se a balança indicar 18 kg, 19 kg, 20 kg, 21 kg e 22 kg, ela possui exatidão, por mais que não seja precisa. Se você colocar estes mesmos 20 kg várias vezes e a balança indicar sempre os 20 kg ou algo muito próximo deste valor, a medida está exata e precisa. C 1.4.2 Tipos de Erros Erros podem ser grosseiros ou absolutos. Erros grosseiros (ou evitáveis) são resultado de uso inadequado do equipamento e/ou falta de cuidado do manuseador, como erros na leitura do equipamento e utilização indevida. Erros sistemáticos são erros oriundos de causas constantes que afetam as medidas de maneira uniforme, como por exemplo, um paquímetro descalibrado, deslocado 1 mm para frente. 13 Por fim, existem os erros chamados acidentais, que derivam, usualmente, de falhas aleatórias e imprevisíveis, como a própria resolução do aparelho. São erros cuja correção não possui alternativa a não ser compensá-los usando os métodos estatísticos aqui elencados. Costuma-se obter resultados precisos, mas inexatos, em casos de erros sistemáticos, como um instrumento que, embora preciso, está descalibrado em um mesmo valor ou variável x, o que afeta igualmente todas as medições, mantendo a proximidade dos resultados, mas deslocando o valor obtido. Resultados exatos, mas imprecisos, costumam ocorrer devido a erros acidentais, pois como se tratam de erros que deslocam aleatoriamente o valor das medidas, uma média feita com um grande número de dados faz com que os erros se compensem, mantendo um valor próximo ao real. Os fatores de incerteza, porém, fazem os dados serem imprecisos e dispersos. 1.4.3 Formulário Erro absoluto verdadeiro 𝐸𝑣 = 𝑥 − 𝑋 1 Erro absoluto aparente 𝛿 = 𝑥 − �̅� 2 Erro relativo 𝐸𝑅 = 𝐸𝑣 𝑋 𝑜𝑢 𝐸𝑅 = 𝛿 �̅� 3 Erro percentual 𝐸% = 𝐸𝑅100 4 Desvio médio 𝛥𝑋 = |∑𝛿𝑥𝑖| 𝑛 5 Erro médio quadrático (variança) 𝜎 = ±√ ∑𝛿𝑖 2 𝑛 6 Erro mais provável 𝑋𝑚 = 2𝜎 3 7 Erro tolerável 𝐸𝑡𝑜𝑙 = 3𝜎 8 14 1.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foram utilizados 3 sólidos geométricos, um cubo, uma esfera e um cilindro, para serem medidos utilizando um paquímetro, a medição foi realizada segurando os objetos entre a pinças do paquímetro, anotando quantos centímetros inteiros são marcados na régua próxima à pinça, e anotando quantos espaços até alguma linha da régua menor alinhar com a régua maior, multiplicando esse resultado com o valor de cada espaço e somando com a quantidade de centímetros inteiros, o paquímetro tem sua utilidade como ferramenta para conseguir medidas precisas com base na média ponderada dos valores obtidos. Do resultado dessa medição é aplicada uma série de equações para determinar uma série de valores, utilizados para minimizar o erro da medição: Os valores resultantes dessa série de equações foram utilizados para calcular o volume aproximado do sólido considerando a variação por erros, utilizando a média dos valores como medida base e outras equações para determinar a variança do volume (foi adotado π=3,14 para execução das contas): 1.5.1 Volume de sólidos irregulares Poderia ser usado também o princípio de Arquimedes para determinar o volume de um objeto irregular, ou seja, mergulhar o objeto desejado em um fluido não reativo e calcular a variação do volume do fluido, que seria igual ao volume do objeto. Valor mais possível da grandeza 𝑥 = �̅� ± 𝜎 9 Esfera Cubo Cilindro Volume: 𝑉 = 4𝜋𝑅3 3 𝑉 = 𝐴³ 𝑉 = 2𝜋2𝑅2ℎ Variância do volume: 𝜎𝑣 = √(4𝜋𝑅2)2(𝜎𝑅)2 𝜎𝑣 = √(3𝑎2)2(𝜎𝑎)2 𝜎𝑣 = √(2𝜋𝑅ℎ)2(𝜎𝑅)2 + (𝜋𝑅2)2(𝜎ℎ)2 15 1.6 RESULTADOS E DISCUSSÕES Pela medição com o paquímetro, apesar de encontrados diversos resultados para a mesma medida, foi possível atingir uma precisão maior, e aplicar essas medições para limitar a variação aceitável entre as medições, chegando a um campo de resultados aceitáveis para o raio/lado dos sólidos, e para o volume dos mesmos: Cubo Com o auxílio da formula de volume de um cubo, foi obtido o valor do volume do cubo igual a 12 487,17mm³. E com o auxílio da formula de variância do volume do cubo obtido foi 120,35mm³. Esfera Com o auxílio da formula de volume da esfera, foi obtido o valor do volume da esfera igual a 11 008,44 mm³. E com o auxílio da formula de variância do volume da esfera obtido foi 42,56 mm³. Cilindro Raio (cm) Raio médio δ Er E% ΔX σ Xm Etol <r> ± σ 12,45 12,43 0,020 0,002 0,16% 0,036 0,083 0,055 0,249 <12,43 > ± 0,083 12,40 0,030 0,002 0,24% 12,42 0,010 0,001 0,08% 12,37 0,060 0,005 0,48% 12,49 0,060 0,005 0,48% Aresta (cm) Aresta média δ Er E% ΔX σ Xm Etol <a> ± σ 23,20 23,23 0,030 0,001 0,13% 0,106 0,237 0,158 0,711 <23,23 > ± 0,237 23,08 0,150 0,006 0,65% 23,14 0,090 0,004 0,39% 23,40 0,170 0,007 0,73% 23,32 0,090 0,004 0,39% Raio (cm) Raio médio δ Er E% ΔX σ Xm Etol <r> ± σ 14,22 14,19 0,030 0,002 0,21% 0,072 0,161 0,107 0,483 <14,19 > ± 0,161 14,34 0,150 0,011 1,06% 14,18 0,010 0,001 0,07% 14,11 0,080 0,006 0,56% 14,10 0,090 0,006 0,63% 16 Altura (cm) Raio médio δ Er E% ΔX σ Xm Etol <r> ± σ 24,62 24,70 0,080 0,003 0,32% 0,052 0,118 0,079 0,354 <24,70 > ± 0,118 24,70 0,000 0,000 0,00% 24,66 0,040 0,002 0,16% 24,72 0,020 0,001 0,08% 24,82 0,120 0,005 0,49% Com o auxílio da formula de volume de um cilindro foi obtido o valor do volume do cilindro igual a 75 299,11mm³. E com o auxílio da formula de variância do volume do cilindro obtido foi 56 473mm³. 1.6.1 Precisão dos cálculos Com o auxílio dos cálculos é possível observar que o menor erro, foi observado nas medidas do cilindro, o qual apresentou σ do raio igual a 0,083 e σ da altura igual a 0,118. E o maior erro observado foi o do cubo que apresentou σ da aresta igual a 0,237. 1.7 CONCLUSÕES Ao fim deste experimento foi possível conhecer que existem diversos instrumento que auxiliam na hora de realizar alguma medida, em especial o paquímetro que tem uma certa simplicidade e permite a realização de medições com alta precisão. Ainda foi possível apreender a contornar erros provenientes de falha do experimento, humana ou de outros fins,que acabam por interferir no resultado final do experimento. Assim esse instrumento permite, graças a sua simplicidade e precisão, uma melhor instalação de materiais com tamanho relativamente pequenos, desse modo marceneiros conseguem instalar portas e janelas de modo muito mais fácil e correto. 1.8 REFERÊNCIAS FRANCO, Samuel Mendes; FRANCO, Samuel Mendes; BÁLSAMO, Luis Alberto. Apostila de Instrumentação: Módulo: Paquímetro. Sorocaba: Centro Paula Souza, 2012. 17 SILVA, Ricardo José da. Mecânica: Metrologia Básica. Vitória: Senai, 1996. 2.0 MICRÔMETRO E CONSTRUÇÃO DE GÁRFICOS 2.1 RESUMO Nesta experiência foram medidas, com auxílio de um micrômetro, as espessuras de certas quantias de folhas de papel sobrepostas. Começando com apenas 5 e sendo acrescentadas mais 5 para cada nova amostra, foi feita a medição de 10 espessuras diferentes de folhas (5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50 folhas). 2.2 OBJETIVOS São os objetivos deste experimento: • Entender o funcionamento e manuseio do instrumento; • Utilizar a teoria da construção de gráficos na leitura das medidas; • Observação: Após a leitura do encarte sobre gráficos e ajuste da reta, inicia- se as explicações sobre o funcionamento do aparelho. 2.3 INTRODUÇÃO Com a revolução industrial e o consequente refinamento da produção industrial, se mostrou necessário o desenvolvimento de um aparelho de medição mais preciso que o paquímetro, conforme essas necessidades industriais ficaram mais complexas. Medidas com resolução de centésimos ou até milésimos de milímetros jamais poderiam ser obtidas com paquímetros tradicionais. O micrômetro é um instrumento de precisão, assim como o paquímetro: Portanto, trata-se de um equipamento de precisão, que deve ser manuseado com cuidado, pois qualquer descuido pode prejudicar a calibração do equipamento, que é muito sensível: Feito em aço inoxidável, o micrômetro conta com uma bainha, um tambor que contém o chamado parafuso micrométrico, que funciona como o nônio do equipamento, logo em seguida uma catraca e um isolante térmico entre as bases das hastes, para garantir à calibração, que é feita numa temperatura fixa para eliminar os erros relativos à dilatação do metal. 18 Figura 2: Partes componentes de um micrômetro Fonte: https://industriahoje.com.br/o-que-e-um-micrometro (Acessado em: 18/04/2019) Micrometros podem ainda ter várias partes acessórias, dependendo do modelo e preço, como um relógio analógico ou um LED digital para indicar as medições, pulando etapas no cálculo das medidas. Além dos acessórios para facilitar/ aumentar a precisão já citados, existem também aqueles que servem para ampliar seu campo de atuação, como por exemplo, os micrômetros de profundidade. 2.3.1 Materiais utilizados Foram utilizados os seguintes materiais: • Conjunto que compõe o micrômetro; • Folhas chamex. 2.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Micrômetro é um instrumento de medição elaborado para medidas altamente precisas. Assim como o paquímetro, é feito em aço inoxidável com isolamento térmico entre os arcos, calibrado a uma temperatura predeterminada, geralmente 25°C. Como o paquímetro, trata-se de um instrumento frágil que deve ser manuseado com cuidado: Um aparelho como esses facilmente perde a calibração quando mal manuseado. Em relação ao paquímetro, a vantagem, como já dito, é a precisão das medidas, que está na casa dos milésimos de milímetro. Dentre as desvantagens, nota- 19 se que ele não é muito versátil, pois sua faixa de medida está restrita a alguns centímetros. Há também um tempo considerável desprendido no ajuste do equipamento. Outra desvantagem é seu custo, muito maior que um paquímetro. Por isso, é usado apenas em situações específicas, em que há alta demanda de precisão. O micrômetro foi introduzido originalmente por Jean Louis Palmer. O instrumento foi aperfeiçoado com o tempo, permitindo medições cada vez mais precisas. Por isso, na França, o micrômetro tem o nome de Palmer. O que diferencia o micrometro do paquímetro é a presença de uma peça chamada de parafuso micrométrico no lugar do nônio tradicional dos paquímetros. Seu funcionamento se baseia como uma porca num parafuso: Conforme a “porca” anda no parafuso, é possível contar quantas voltas foram dadas e, a partir daí, contar quantos milímetros passaram, considerando o passo do parafuso. Para obter uma precisão ainda maior, pode-se considerar as voltas incompletas, obtendo-se então frações do passo do parafuso, o que fornece os décimos, centésimos e milésimos de milímetros. Para realizar medições com o micrômetro, deve-se colocar o objeto a ser medido entre os encostos, girar o tambor até que ele toque o objeto. Depois, verificar se os encostos estão tocando o objeto de maneira uniforme, e aí girar a catraca até ouvir o clique e acionar a trava. Para fazer a leitura, basta lembrar que uma volta completa do parafuso equivale a meio milímetro da bainha: Sendo o parafuso dividido em 50 partes iguais, conclui-se que cada uma delas representa 0,01mm, ou seja, 1 centésimo de milímetro. Soma-se então este valor então com a leitura indicada na bainha, e encontra-se a medida. Por exemplo, considerando um micrômetro com a precisão acima mencionada: Coloca-se o objeto entre os encostos da maneira explicada e gira-se o tambor e catraca até o clique. Anota-se o valor indicado na bainha, que passa um pouco da indicação de 2,5 milímetros. Depois de anotado o valor obtido, a atenção vira para os valores do tambor: Este se alinha com a marca da bainha no valor 17. Considerando que cada traço representa 0,01mm, conclui-se que a face do objeto medida tem 2,67 milímetros de diâmetro. 20 2.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foi utilizado um micrômetro com diâmetro máximo de abertura de 25mm, com tambor de 50 partições de natureza 0,01mm para medir a espessura de uma série de papéis sobrepostos. Foram feitas 10 medições ao todo, começando com 5 folhas até 50 folhas com um aumento de 5 folhas entre cada medição. Para utilização do micrômetro é colocado os objetos em questão no arco entre as faces de medição, após propriamente posicionado o objeto utilizando a catraca para estabilizar o mesmo, usa-se a trava para minimizar o possível movimento que tornaria a medição incorreta. Anota-se a distância da bainha até o tambor graduado, baseando se na escala fixa, e anota-se o valor que coincide com a graduação da bainha. O valor graduado da bainha neste caso estava em 0,5mm cada espaço, e o espaçamento do tambor graduado em 0,01mm, soma-se o produto entre o número de partições da bainha com a escala (0,5mm) com o produto do número de partições da bainha com a escala (0,01mm), o valor final seria o tamanho da medição. Foi utilizado um micrômetro para medição das folhas de papel pois ferramentas mais usuais de medição como réguas e trenas, não oferecem exatidão desejada. Enquanto o micrômetro alcança uma precisão muito maior. 2.5.1 Construções de gráficos Com os resultados em mãos é possível construir um gráfico para ilustrar o dados, para tal é necessário realizar um ajuste de curvas, que consiste, em posse de uma sucessão de pontos aparentemente alinhados , aplicar a formula 1 e 2, que resultaram nos coeficientes a e b da equação da reta: 𝑦 = 𝑎𝑥 + 𝑏. 𝑎 = 𝑁∑(𝑥𝑦) − ∑𝑥∑𝑦 𝑁𝛴𝑥2 − (𝛴𝑥)2 1 𝑏 = ∑𝑦∑𝑥2 − ∑𝑅∑(𝑥𝑦) 𝑁𝛴𝑥2 − (∑𝑥)2 2 21 2.6 RESULTADOS E DISCUSSÕES Após realizar as medidas, já explicadas, os resultados coletados foram: Número de folhas 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Espessura L0 (mm) 1 2 3 4 5,5 6,5 8 9 10 11 I (esc.Circ) 9 4 15 14 47 9 30 45 24 8N (natureza do aparelho) 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 Espessura final L (mm) 1,09 2,04 3,15 4,14 5,97 7,4 8,3 9,45 10,25 11,08 Com auxílio do ajuste de curvas foi fabricado o seguinte gráfico Figura 3: Gráfico Nº de folhas X Espessura Aplicando as formulas de ajuste de curvas (1 e 2) foi obtido como equação da reta: y = 4,24x + 0,82. 2.7 CONCLUSÕES Ao fim deste experimento foi possível observar que o micrometro auxilia muito para se obter medidas muito pequenas as quais são dificilmente medidas com o paquímetro, dessa forma o micrômetro é um instrumento que tem manuseio fácil 22 sendo ideal para trabalhos precisos de pequeno porte, pois suas medidas apresentam um erro muito pequeno de apenas 0,01 mm. Já a construção de gráficos permite observar de forma mais dinâmica as correlações entre as medidas obtidas, mostrando de forma fácil e dieta resultados mais complexos, já que com o auxílio do ajuste de curvas e permitido achar valores sem a necessidade de se medir. 2.8 REFERÊNCIAS Disponível em: <https://www.dumonttreinamentos.com.br/metrologia___micrometro:_tipos_e_usos> Acessado em: 18/04/2019 Disponível em: <https://www.cursosguru.com.br/descubra-o-que-sao-micrometros-e-como-usa-los/> Acessado em: 20/04/2019 Disponível em: <https://www.ferramentaskennedy.com.br/loja/blog/micrometro-pra-que-serve-onde- usar/> Acessado em: 20/04/2019 23 3.0 RESULTANTE DE FORÇAS 3.1 RESUMO A mesa de força sobre a qual se encontravam os barbantes apresentava 360 partições. Foram colocados alguns pesos presos à barbantes, que ficavam em certa angulação a partir de uma partição determinada como 0, de modo que a resultante de forças se tornasse nula. 3.2 OBJETIVOS São os objetivos deste experimento: • Determinar a resultante do sistema de forças experimentalmente; • Determinar a resultante do sistema de forças pelo método gráfico; • Determinar a resultante do sistema de forças pela lei dos cossenos; • Determinar a resultante do sistema de forças pelo método vetorial. 3.3 INTRODUÇÃO Toda a dinâmica de nosso universo se baseia na existência de forças. Sem elas, tudo que conhecemos seria um amontoado de objetos perpetuamente inertes. Todas interações que ocorrem no mundo físico estão relacionadas à existência de forças. O estudo das interações entre objetos, como se influenciam mutuamente considerando-se sua forma e seu estado de movimento, é o estudo das forças. Boa parte do nosso conhecimento sobre forças é graças à obra do cientista britânico Isaac Newton, que discorreu extensamente sobre elas no século XVIII, o que lhe rendeu, como homenagem, o nome da unidade de força usada no SI, o Newton. Das leis postuladas por Newton, uma das conclusões que se tomam é que a força é aquilo que efetivamente tira um corpo da inércia, (a primeira lei) o que nos diz que, se um objeto está em repouso, a força resultante que age sobre ele deve ser 0. Se isto ocorre, pode-se dizer que o objeto está sobre equilíbrio de forças, que é a situação que deve acontecer numa mesa de forças como a do experimento. 24 Uma mesa de forças é uma mesa redonda, graduada em graus, em que pesos sustentados por fios devem equilibrar a argola no centro da mesa, que está ao redor de um pino. Sua função é demonstrar as leis enunciadas, equilibrando uma combinação de forças pré-ajustadas (que darão origem à uma força resultante) com uma força equilibrante, trabalhando os métodos de soma vetorial entre as forças e encontrar uma força que torne a resultante que age sobre a argola igual a 0, mantendo a argola em repouso e confirmando as leis acima mencionadas. 3.3.1 Materiais utilizados Foram utilizados os seguintes materiais: • Mesa de força com equipamentos acoplados; • Nível de Bolha de Ar; • Alguns ganchos para servirem como peso. 3.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Força, em conceito, se define como uma grandeza capaz de superar a inércia de um corpo, alterando sua velocidade vetorialmente (seu módulo ou direção,) ou lhe causar uma deformação. A força, numericamente, é definida em Newtons, em homenagem ao cientista britânico Isaac Newton. Um Newton (N), por sua vez, é definido como a força necessária para imprimir à um objeto de massa 1kg uma aceleração de 1m/s2. Um objeto sob ação de uma força é acelerado na direção dessa força. Como vetor, a Força tem dois elementos: um módulo e uma direção. A segunda lei de Newton, nos dá o módulo dessa grandeza para uma partícula em movimento, em função da aceleração que tal força imprime a ele. Percebe-se que a massa funciona como um coeficiente que, sendo inversamente proporcional a aceleração, é diretamente proporcional à força, ou seja: é necessária uma força maior para imprimir a mesma aceleração à um corpo de maior massa. Também se percebe que, para uma mesma força, um objeto com mais massa tem aceleração menor, ou seja: a massa funciona como uma medida da inércia de um corpo. Quando um objeto está sob ação de várias forças em conjunto, caso da mesa de forças, cada força imprime ao objeto uma aceleração proporcional ao seu módulo, 25 no sentido de sua orientação. A soma vetorial de cada uma dessas acelerações nos da a aceleração resultante, que é a que desloca efetivamente o corpo. Essas forças, como vetores, podem ser somadas vetorialmente num diagrama de copo-livre e substituídas por uma força resultante, que produzirá no corpo a mesma aceleração que a soma das acelerações individuais. Há dois modos para somar forças num diagrama de corpo-livre: o método geométrico e o método analítico. No método geométrico, simplesmente desenham-se os vetores das forças e em seguidas elas são deslocadas, ligando-as, com a origem da primeira fixada no ponto 0 de um gráfico cartesiano. Em seguida somam-se a origem das forças subsequentes nas extremidades das forças imediatamente anteriores até esgotarem-se as forças. Ligando a origem da primeira força até a extremidade da última, obtêm-se a força resultante, seu módulo e ângulo (a partir disso é possível calcular as componentes verticais e horizontais da força). No método analítico, as forças são decompostas em suas componentes vetoriais e somam-se esses valores algebricamente até encontrar a força resultante, expressa em vetores unitários. Segunda a primeira lei de newton, se uma partícula não está sob a ação de um força resultante agindo sobre ela, então esta partícula está em repouso ou movimento retilíneo uniforme, o que nos remete à situação da mesa de forças: uma partícula, para estar em repouso, como na mesa, deve estar sujeita às várias forças da mesa de modo que a força resultante dessas forças sob a partícula seja 0, ou seja: a soma vetorial das forças utilizadas deve ser nula. Diz-se então que a partícula está sob equilíbrio de forças. Além claro da imprecisão no cálculo das forças e seus ângulos, é importante evidenciar outra adversidade presente no experimento, o atrito. A força de atrito está sempre em direção contraria ao movimento, o que permite que a força equilibrante seja maior ou menor que a soma vetorial das forças em questão e o objeto mesmo assim permaneça imóvel, o que pode prejudica a exatidão do experimento. 3.4.1 Formulário Força resultante 𝐹𝑅 2 = 𝐹1 2 + 𝐹2 2 + 2𝐹1𝐹2 cos 𝛼 1 26 Tangente tg 𝜃 = 𝐹2 cos 𝛼 𝐹1 + 𝐹2 cos 𝛼 2 Condição de equilíbrio ∑�⃗� = 0 3 3.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foi utilizado para o experimento uma mesa de força, com 4 roldanas, graduada em 360 partições iguais, e uma série de pesos de metal. Para execução do experimento ajustam-seângulos a partir de um 0 adotado de um raio na mesa de força, posiciona-se as 4 roldanas que suportam as cordas em que os pesos são apoiados de modo que seja possível equilibrar as forças. Em seguida, ajustam-se os pesos de modo que a resultante se iguale a zero. 3.6 RESULTADOS E DISCUSSÕES Foram posicionadas as 4 roldanas da seguinte maneira, a partir do zero adotado na mesa: • A primeira roldana à 30 partições • A segunda roldana à 120 partições • A terceira roldana à 180 partições • A quarta roldana à 270 partições Em seguida foram adicionados os seguintes pesos nas cordas: • A primeira corda: 23,1 grama-força • A segunda corda: 20 grama-força • A terceira corda: 10 grama-força • A quarta corda: 28,9 grama-força Os pesos foram adicionados de maneira a deixar o aro no centro da mesa de força equilibrado. A partir desse resultado, foram calculadas: a força resultante entre a segunda e a terceira corda, e dessa resultante com a primeira corda, o que resultou no peso da quarta corda, localizada a180 partições da resultante calculada anteriormente. 27 3.7 CONCLUSÕES Ao fim deste experimento foi possível observar que a mesa de foças ilustra de forma simples e didática as relações de forças em diferentes direções, dessa forma nos permite estudar e aplicar conceitos com o a condição de equilíbrio entre as forças. 3.8 REFERÊNCIAS Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-forca.htm Acessado em 23/04/2019 Disponível em: https://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/Dinamica/fp.php Acessado em 23/04/2019 Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=25170 Acessado em 23/04/2019 Disponível em: https://www.eecis.udel.edu/~portnoi/academic/academic-files/forces.html Acessado em 23/04/2019 28 4.0 MOMENTO DE UMA FORÇA OU TORQUE 4.1 RESUMO Nesta experiência, primeiramente com o eixo localizado no centro da barra de força, foram equilibrados pesos a 5 diferentes distâncias medidas a partir do eixo. Então, foi calculado o torque provocado pelos pesos em cada lado da barra para que o equilíbrio fosse mantido (à direita: 1017gfcm e à esquerda: 1018,75gfcm. Com um erro percentual de 0,17%). Após isso, foi mudado o eixo da barra ficando com um comprimento maior à direita. Então, foram colocados novos pesos para que o equilíbrio fosse encontrado e, assim, calcular o peso da barra. O valor obtido por meio de cálculos foi de 177gf e o obtido por meio da balança foi de 176,2 (erro percentual de 0,45%). 4.2 OBJETIVOS O objetivo do experimento é: • Verificação do conceito de Momento (torque) e do Teorema de Varigno. 4.3 INTRODUÇÃO Ocasionalmente quando é preciso trocar o pneu de um carro utilizamos uma chave que, em contato com a porca que prende a roda e estando sob a ação da força aplicada por nós, produz a rotação da porca, permitindo-nos a retirada da roda e a troca do pneu. A medida que aumentamos o “braço” da porca, ou seja, a medida que aplicamos a força mais longe da porca, o esforço necessário é menor isso acontece porque o momento da força é maior e assim a força necessária se torna menor, exigindo um esforço menor. Outras ações que executamos no cotidiano, como abrir uma porta ou apertar um parafuso, estão relacionados ao conceito de momento dessa forma a medida que o braço da “alavanca” for aumentado, exigirá de nós menor quantidade de força. Eis o conceito que justifica o motivo da maçaneta da porta de sua casa ficar longe da dobradiça (polo), pois se estivesse próxima necessitaríamos de mais força para abri- la ou fechá-la. 29 Desse modo o presente relatório detalha o experimento realizado no laboratório de física da UEPG, onde com o auxilio de uma régua de peso (Figura 1), um suporte para a mesma e um conjunto de pesos com massa pré-definidas. Dessa forma os pesos forma disposto de modo a alcançar o equilíbrio estático, onde primeiramente o centro geométrico coincidiu com o centro de equilíbrio, o qual, após, foi deslocado a modo de não coincidir mais com o centro geométrico da barra. Figura 1 – Régua graduada de A-M Fonte: http://www.aprendendofisica.com/2013/09/material-de-apoio-equilibrio-e-torque.html (Acesso em: 15/042019) 4.3.1 Materiais utilizado Os materiais utilizados são: • Barra de força; • Suporte para a barra de força; • Pesos. 4.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A grandeza física associada ao movimento de rotação de um determinado corpo em razão da ação de uma força é denominada torque ou momento de uma força, ou seja, o torque ou momento de uma força é definido como o produto da força 30 f aplicada em relação a um determinado ponto (polo) pela distância que separa o ponto de aplicação dessa força ao ponto (polo). Sendo assim, podemos definir o momento de uma força como sendo uma grandeza associada ao fato de uma força fazer com que um corpo (ou objeto) gire. Quando temos um corpo sujeito à ação de forças de resultante não nula, o corpo pode adquirir tanto movimento de rotação quanto movimento de translação, isso ocorrendo ao mesmo tempo. O sinal adotado associa-se ao momento de cada força a fim de identificar se a força provoca no corpo um giro (rotação) no sentido horário ou no sentido anti-horário. 4.4.1 Movimento estático de uma força O equilíbrio estático é definido como a combinação de forças ativas em cima de um corpo parada de maneira que o resultado dessas forças tenha uma medida igual a zero, isto é, qualquer corpo permanecerá parado em comparação com um ponto de referência se, apenas se, os resultados das forças sobrepostas sobre eles forem iguais a zero. Condição qual chamamos de estado de inercia. Desse modo tudo que está parado diante dos olhos apresenta equilíbrio estático como, por exemplo, uma cadeira ou um livro. Se alguma força atuar em cima desses elementos, de maneira que ganhe todos os tipos de barreiras opostas, a força do resultado não será nula e o corpo começará a se movimentar e assim não estará mais em estado de inercia. 4.4.2 Formulário 4.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foi utilizado, para esse experimento, uma régua graduada, a cada 2,50cm, suspensa em haste, e uma série de pesos. Momento 𝑀 = 𝑟 ⋅ 𝐹 1 Erro percentual %𝐸 = |∑𝑀𝑒 − ∑𝑀𝑑| ∑𝑀𝑑 ⋅ 100 2 31 Para utilização do aparelho, em um primeiro momento, a régua foi apoiada sobre o seu centro de gravidade, e, tomando por objetivo alcançar um momento nulo, foram colocados pesos a partir do eixo. Após posicionados esses pesos, a régua entrou em equilíbrio estático, seguindo para a próxima situação, em que seria calculado o peso da régua, deslocando o centro de gravidade da régua para fora do eixo de apoio, então foram colocados 2 pesos para atingir equilíbrio estático novamente, considerando o peso da régua. 4.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO Na primeira situação, os pontos foram posicionados da maneira a seguir, de forma a atingir equilíbrio estático: • Peso de 30,3gf posicionado 20cm à direita do eixo. • Peso de 20,2gf posicionado 15cm à direita do eixo. • Peso de 10,8gf posicionado 10cm à direita do eixo. • Peso de 10,1gf posicionado 12,5cm à esquerda do eixo. • Peso de 51gf posicionado 17,5cm à esquerda do eixo. Na segunda situação, os pontos foram posicionados da maneira a seguir, de forma a atingir equilíbrio estático: • Peso de 131gf posicionado 12,5cm à esquerda do eixo. • Peso de 31gf posicionado 10cm à direita do eixo. • Peso de 177gf posicionado 7,5cm à direita do eixo, sendo esse peso o peso do centro de gravidade da régua. Utilizando a fórmulado momento, foi calculado o momento para os pesos conhecidos, e adotando o peso do centro de gravidade como incógnita, calculamos seu valor. Sendo esse 177gf Em seguida foi pesada a régua, que tinha por peso 176,2gf, a partir desse peso e do peso calculado pelo momento foi calculado o erro percentual. Sendo esse 0,45%. 32 4.7 CONCLUSÕES O conhecimento sobre torque é muito importante para um engenheiro, uma vez que nossos futuros projetos estarão sempre sofrendo a ação de forças em vários sentidos, bem como quando se trabalha com lajes ou até mesmo marquises. Desse modo o cálculo do momento traz muitas implicações benéficas no ramo da física estática e dinâmica, ao mesmo tempo que permite o cálculo para anular a movimentação sobre o eixo do objeto, este também permite a existência de ferramentas que facilitam a vida, como sistemas de alavanca. 4.8 REFERÊNCIAS OLIVEIRA, D. Material de apoio: Equilíbrio e Torque. Disponível em: <http://www.aprendendofisica.com/2013/09/material-de-apoio-equilibrio-e- torque.html>. Acesso em: 15 abr. 2019. HELERBROCK, Rafael. "Torque"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/fisica/torque-uma-forca.htm>. Acesso em 30 de abril de 2019 HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física: Mecânica. 10. ed. Rio de Janeiro: Ltc — Livros Técnicos e Científicos Editora, 2016. Figura 4: Ilustração da alocação dos pesos 33 5.0 LEI DE HOOKE 5.1 RESUMO Primeiramente foi feito o cálculo da constante elástica pelo método estático. Foram colocados 5 pesos diferentes, variando de 20 em 20 gf, na extremidade da mola e com as deformações medidas a constante foi calculada (valor médio de 21,77 gf/cm). Após isso, foi feito o cálculo pelo método dinâmico, calculando o período para chegar à constante (22,55 gf/cm). 5.2 OBJETIVOS Este experimento tem como objetivo determinar a constante elástica de uma mola pelo método estático e dinâmico. 5.3 INTRODUÇÃO Elasticidade é a propriedade de um corpo que, após ser deformado por alguma força, retorna a seu tamanho e forma originais. Exemplo disso são as molas helicoidais. O físico inglês Robert Hooke foi o primeiro a demonstrar que muitos materiais elásticos apresentam deformação diretamente proporcional a uma força elástica, resistente ao alongamento produzido. A Lei de Hooke também depende da constante de elasticidade, que é própria de cada material. 5.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Ao estudar molas e elasticidade, o físico do século 17 Robert Hooke notou que a curva de tensão vs deformação para muitos materiais tinha uma região de comportamento linear. Dentro de certos limites, a força requerida para deformar um objeto elástico como uma mola de metal era diretamente proporcional a deformação da mola, assim este comportamento é descrito pela Lei de Hooke. Embora não tenhamos estabelecido explicitamente o sentido da força aqui, o sinal negativo é habitualmente adicionado. Isso é para significar que a força restauradora devido a mola é no sentido oposto ao sentido da força que causou o 34 deslocamento. Puxando uma mola para baixo causará uma extensão da mola para baixo, que por sua vez resultará em uma força para cima devido a mola. É sempre importante se certificar de que o sentido da força restauradora é especificado consistentemente ao abordar problemas de mecânica envolvendo elasticidade. Para problemas simples, muitas vezes podemos interpretar a extensão x como um vetor unidimensional; Neste caso, a força resultante também será um vetor unidimensional e o sinal negativo na lei de Hooke dará o sentido correto da força. 5.4.1 Conceitos pertinentes A aplicação de forças externas em um corpo sólido resulta na deformação do corpo. Esta deformação depende da composição e da geometria do material, além da intensidade e direção da força aplicada. Um material é chamado de elástico quando recupera a sua forma original (se respeitado seus limites), após a remoção da força externa aplicada sobre ele. 5.4.1 Formulário 5.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foi utilizado para esse experimento uma haste de apoio vertical graduada a cada milímetro, uma mola, e alguns pesos. Coeficiente angular 𝑎 = 𝑁. ∑(𝑥. 𝑦) − ∑𝑥. ∑𝑦 𝑁. ∑𝑥2 − (∑𝑥)² 1 Coeficiente linear 𝑏 = ∑𝑦. ∑𝑥2 − ∑𝑥. ∑(𝑥. 𝑦) 𝑁. ∑𝑥2 − (∑𝑥)² 2 Força 𝐹 = 𝐾. ∆𝐿 3 Constante elástica 𝐾𝑑 = 4𝜋2 𝑇2 (𝑚0 + 𝑚 3 ) 4 Erro percentual %𝐸 = ( 𝐾𝑑 − 𝐾𝑔 𝐾𝑔 ) . 100 5 Período 𝑇 = 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑛° 𝑑𝑒 𝑜𝑠𝑐𝑖𝑙𝑎çõ𝑒𝑠 6 35 Em um primeiro momento foi medida a mola, anotando o tamanho da mola e o seu peso, em seguida foi pendurada a mola de modo que o começo da mola coincide com o zero da régua, anotando o tamanho da mola quando deformada pelo seu próprio peso, igual à 15,7 cm (L0). Logo foram adicionados pesos de 20gf, um a um, e anotando a deformação e calculando a constante elástica da mola a cada etapa. No segundo momento foi adicionada uma tração à mola (que estava com os 5 pesos da etapa anterior) de modo a iniciar um movimento oscilatório, cronometrando o tempo necessário para completar 20 oscilações. Com esses dois dados calculamos o período de uma oscilação utilizando a fórmula do período, a constante elástica dinâmica utilizando a fórmula constante elástica (k) e o erro percentual com a fórmula do erro percentual. 5.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO Como resultado dos dados da mola estática foi obtido: F (gf) 𝐿0 (cm) L (cm) ΔL (cm) K (gf/cm) 𝑘𝑔 (gf) 19,98 15,7 16,6 0,9 22,2 20 39,96 15,7 17,5 1,8 22,2 40 60,03 15,7 18,6 2,9 20,7 60 79,99 15,7 19,5 3,8 21,05 80 99,88 15,7 20,1 4,4 22,7 100 Já na análise dos dados da mola dinâmica, em movimento oscilatório foi possível observar os seguintes dados: Com os dados acima foi possível fabricar um gráfico do tipo F x ΔL: Mc (g) Mm (g) N (osc) T (s) Kd (dy/cm) Kd (gf/cm) Kg (gf/cm) %E 100 10,65 20 8,65 22097,57 22,55 21,77 3,46 36 Aplicando as formulas de ajuste de curvas (1 e 2) foi obtido com equaão da reta: y = 0,05x + 0,06. 5.7 CONCLUSÕES Após realizar esse experimento foi possível aprender duas efetivas maneiras de obter a constante elástica de uma mola. Desse modo fica claro a importância de tal conceito na área da engenharia, pois é dever do engenheiro conhecer as características dos materiais que são utilizados na obra. Assim ao observar o erro de apenas 3,46% é possível afirmar que ambos os métodos conseguiriam resultar em uma grandeza confiável. 5.8 REFERÊNCIAS UNICENTRO. Comprovação experimental da Lei de Hooke. Disponível em:<http://www2.unicentro.br/fisica/files/2015/04/Roteiro-10- Comprova%C3%A7%C3%A3o-Experimental-da-Lei-de-Hooke-e-Trabalho-e- Energia-numa-mola.pdf?x63480>. Acesso em: 29 de abril de 2019 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL). Lei de Hooke. Disponível em: <http://www.uel.br/pessoal/inocente/pages/arquivos/12-Lei%20de%20Hooke%20- %20coeficiente%20de%20elasticidade.pdf> Figura 5: Gráfico Força X Variação de comprimento 37 Acesso em: 29 de abril de 2019 6.0 MOMENTO DE INÉRCIA 6.1 RESUMO Neste experimento descrevemos como foi determinado o momento de inércia de um disco, e também foi verificado a conservação de energia através do cálculo da energia cinética de translação, de rotação e de energia potencial. Desta forma usando 5 tempos de queda de um corpo determinamos a velocidade escalar, velocidade angular, momento de inercia, energia potencial e energia cinética de rotação e translação. 6.2 OBJETIVOS São os objetivos deste experimento: • Determinar o momentode inércia de um disco. • Verificar a conservação da energia, através do cálculo da energia cinética de translação, de rotação e da energia potencial. 6.3 INTRODUÇÃO Movimentos rotacionais estão presentes em todo lugar: Da rotação de uma pedra ao longo de uma atiradeira, até ao movimento de rotação da Terra, e conforme a humanidade desenvolveu novas máquinas e equipamentos, os movimentos de rotação se tornaram cada vez mais importante para Física: rodas e componentes internos de automóveis, mecanismos complexos de relógios, ventiladores e toda sorte de equipamentos industriais. Como se pode imaginar, sua fabricação e funcionamento dependem de conceitos e fórmulas matemáticas próprias para os movimentos de rotação. Ao longo do nosso dia a dia, nos deparamos com vários exemplos de movimento. Leis como a primeira e a segunda lei de Newton, que regem esses movimentos, são de vital importância para compreender o porquê de alguns fenômenos a nossa volta: um carro em movimento derrapar em uma curva é um deles. Agora, nem todo movimento que observamos pode ser considerado retilíneo: Uma 38 roda gigante ou um ventilador girando são movimentos rotacionais. Nesses casos as leis de Newton não são satisfatórias para explicar o movimento. São necessários novos conceitos e variáveis para “adaptar” as leis de Newton e as equações de movimento. 6.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Um determinado torque pode produzir em um objeto ou conjunto de partículas uma determinada aceleração angular, que levará ao aumento de sua velocidade angular, que levara a uma rotação: O momento de inércia é uma grandeza associada a movimentos rotacionais, que expressa a resistência de um corpo a alterações em seu estado de movimento. Por esse motivo, o momento de inércia é análogo à massa nos movimentos retilíneos: Quanto maior o momento de inércia, mais difícil será alterar sua velocidade angular. Assim como nos movimentos lineares, o momento de inércia também depende da massa do objeto, mas, diferentemente daquele caso, no movimento rotacional a distribuição da massa em torno de um determinado eixo de rotação escolhido no corpo tem fundamental importância, enquanto que naquele pouco importa onde se encontra essa massa dentro do corpo. O valor do momento de inercia de uma partícula de massa m, que gira em torno de um eixo à x metros é dado pela massa X o quadrado da distância ao eixo. Para um conjunto finito de partículas num sistema, o Momento de inércia (representado pela letra I) é resultado da soma de todos esses momentos individuais. Num corpo ou objeto contínuo, essa soma se dá por métodos de integração, considerando o produto massa X quadrado da distância ao ponto de rotação para toda a extensão do corpo. Numericamente, sua unidade de medida no SI é quilograma metro quadrado (kg·m²). Vale notar que, devido à natureza dessa grandeza, é possível que dois corpos de massa igual apresentem momentos de inércia diferentes (caso uma maior porção da massa de um deles esteja mais afastado do eixo de rotação do que o outro) ou mesmo que dois corpos de massas diferentes apresentem momentos de inércia iguais (situação análoga ao primeiro caso). É também natural concluir que o momento de inércia depende do eixo de rotação adotado (um mesmo objeto tem diferentes 39 momentos de inércia dependendo da maneira como o qual é girado). Girar uma barra de ferro em torno da extremidade é mais difícil que gira-la em torno da metade. Como já dito, o movimento angular e suas variáveis respectivas são análogas ao movimento linear, porém com variáveis diferentes, e, portanto, várias formulas são parecidas, desse modo substituindo as variáveis pelas apropriadas, o movimento angular torna-se intuitivamente similar ao linear. 6.4.1 Formulário 𝐼′ = 𝑚 𝜔2 ⋅ (2𝑔ℎ − 𝑣2) 1 𝐸𝑝 ′ = 𝐸𝑐𝑡 + 𝐸𝑐𝑟 2 Momento de inercia 𝐼 = 𝑀𝑅2 2 3 Velocidade escalar 𝑣 = 2𝑥 𝑡 4 Energia cinética de translação 𝐸𝑐𝑡 = 1 2 ⋅ 𝑚𝑣2 5 Velocidade angular 𝜔 = 𝑣 𝑟 6 Energia cinética de rotação 𝐸𝑐𝑟 = 1 2 𝐼′𝜔2 7 Energia potencial 𝐸𝑝 = 𝑚𝑔ℎ 8 Erro percentual %𝐸 = |∑𝑀𝑒 − ∑𝑀𝑑| ∑𝑀𝑑 ⋅ 100 9 6.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foi utilizado nesse experimento uma roda, que pesa 1640g (M), presa à uma haste de modo que permitisse a rotação. Essa roda estava presa pelo eixo à uma roda menor que tinha enrolada nela um barbante que permitiu o posicionamento de um peso de 100 gramas (m). 40 Em um primeiro momento, foi solto o peso enquanto o barbante estava enrolado e cronometrado o tempo até o barbante estar completamente esticado, esse exercício foi praticado 5 vezes para adquirir a média do tempo de queda. Em seguida foi medida a altura (h) do barbante esticado, com essas informações foi calculada a velocidade escalar (v) de queda do peso, utilizando a fórmula 4, com o auxílio de um paquímetro foi medido o raio das duas rodas, e com essas novas informações, e a equação 6, foi calculada a velocidade angular das rodas durante o período de queda. Tendo em vista todas essas informações foram calculadas as grandezas I, I’, E’p, Ect, Ecr e Ep, com o auxílio das fórmulas 3, 1, 2, 5, 7 e 8, respectivamente. Com os dados I e I’, calculamos o erro percentual utilizando a fórmula 9, e utilizando o mesmo método, com os dados Ep e E’p, calculamos o segundo erro percentual. 6.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO Mediante os cálculos anteriores, obtivemos esses resultados: h (cm) t (s) v (cm/s) ω (rad/s) I (g.cm²) I’ (g.cm²) %E 66 4,96 26,6 8,04 226231,5 22 199029,1 5 13,67 m (g) M (g) r (cm) R (cm) 100 1640 3,31 16,61 O erro foi dentro do esperado, considerando os erros humanos por estatística. Já que no primeiro caso, o de momento de inércia, obtemos um erro de 13,6%, enquanto no segundo, obtemos um erro percentual de aproximadamente 0%, o que serve de prova para o princípio da conservação de energia. Ect Eer Ep E’p %E 35378 6432622,13 6468000 6468000,13 0,000002 41 6.7 CONCLUSÕES Ao fim deste experimento foi possível observar a importância que tem o conhecimento sobre o momento de inercia para um engenheiro civil, pois este conceito pode ser verificado no posicionamento de vigas e pilares, onde estes elementos devem ser posicionados onde houver o maior valor possível de momento de inércia. 6.8 REFERÊNCIAS HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física: Mecânica. 10. ed. Rio de Janeiro: Ltc — Livros Técnicos e Científicos Editora, 2016. 42 7.0 MODULO DE YOUNG OU DE ELASTICIDADE 7.1 RESUMO O experimento teve início com a medição das dimensões de um fio (comprimento=82cm e diâmetro=0,034cm), no qual foram aplicadas cargas na extremidade e medidas as variações de comprimento a cada nova aplicação até a ruptura do fio. 7.2 OBJETIVOS O objetivo deste experimento é: • Determinar o módulo de Young (E) de um fio metálico. 7.3 INTRODUÇÃO Com o avanço gradativo dos equipamentos e materiais, cada vez se torna mais necessário o estudo sobre o comportamento plástico e elástico dos corpos tensionados, o Módulo de Young é um método de estudo sobre o comportamento dos materiais quando uma força é aplicada sobre eles, sobre a resistência que os mesmos oferecem e sobre o ponto de transição entre o comportamento elástico, em que a retirada da força significa uma restauração completa do corpo ao seu estado inicial, o comportamento plástico, em que existe deformação permanentesobre o corpo, e o ponto de ruptura, em que o corpo perde sua continuidade de massa. Uma consequência direta da composição química dos materiais, principalmente suas ligações atômicas, é o módulo de elasticidade, este dita o potencial de restauração de um corpo após deformação, e como esse potencial varia conforme a deformação se torna mais intensa, o Módulo de Young é calculado por aplicar forças uniformemente sobre uma seção reta, e criar uma relação entre a força aplicada e a deformação realizada, e tomar nota do comportamento do módulo, para poder definir o ponto em que a deformação se torna permanente e irregular, e o ponto em que o material rompe. 43 7.3.1 Materiais utilizado Foram utilizados os seguintes materiais: • Aparelho de tração acoplado a um micrômetro; • Massas aferidas; • Suporte para massas; • Trena; • Fio metálico. 7.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O módulo de Young ou módulo de elasticidade é um parâmetro mecânico que proporciona uma medida da rigidez de um material sólido. É um parâmetro fundamental para a engenharia e aplicação de materiais pois está associado com a descrição de várias outras propriedades mecânicas, como por exemplo, a tensão de escoamento, a tensão de ruptura, a variação de temperatura crítica para a propagação de trincas sob a ação de choque térmico, etc. É uma propriedade intrínseca dos materiais, dependente da composição química, microestrutura e defeitos (poros e trincas), que pode ser obtida da razão entre a tensão exercida e a deformação sofrida pelo material. Tensão corresponde a uma força ou carga, por unidade de área, aplicada sobre um material, e deformação é a mudança nas dimensões, por unidade da dimensão original. Para a maioria dos metais, este módulo varia entre 45 GPa, para o magnésio, até 400 GPa, para o tungstênio. Os polímeros geralmente possuem módulo de elasticidade bem mais baixos, variando entre 0,002 e 4,8 GPa. A diferença na magnitude do módulo de elasticidade dos metais, cerâmicas e polímeros é consequência dos diferentes tipos de ligação atômica existentes nestes três tipos de materiais. Além disso, com o aumento da temperatura, o módulo de elasticidade diminui para praticamente todos os materiais, com exceção de alguns elastômeros. Outras propriedades elásticas importantes são: módulo de cisalhamento, módulo volumétrico e coeficiente de Poisson. Os métodos de caracterização podem ser por meio de ensaio destrutivo (em que o corpo de prova fica inutilizado após a 44 realização) ou ensaio não destrutivo (sem qualquer dano, podendo o material ser reutilizado normalmente). 7.4.1 Ensaios destrutivos e não destrutivos Nos ensaios destrutivos, também chamados de quase-estáticos, a carga, que pode ser estática ou se alterar lentamente ao longo do tempo, é aplicada uniformemente sobre uma secção reta ou superfície de um corpo, e a deformação é medida e relacionada ao módulo elástico que pode ser o módulo de Young ou o módulo de cisalhamento, dependendo do tipo de ensaio. Há três maneiras principais segundo as quais uma carga pode ser aplicada: tração e compressão para a determinação do módulo de Young e cisalhamento ou torcional para o módulo de cisalhamento; sendo que os ensaios de tração são os mais comuns. Já nos ensaios não destrutivos, dinâmicos ou por ultra-som, os módulos elásticos são determinados a partir da frequência de vibração natural (ressonância) do corpo de prova com amplitudes de vibração (deformação) mínimas. 7.4.2 Formulário Área de seção transversal 𝑆 = 𝜋𝐷2 4 1 Força 𝐹 = 𝑚𝑎 2 Tensão de tração 𝜎 = 𝐹 𝑆 3 Elongação 𝜀 = 𝛥𝐿 𝐿0 4 Modulo de Young 𝐸 = 𝜎 𝜀 5 Constante 𝑘 = 𝐹 𝛥𝐿 6 Erro percentual %𝐸 = |∑𝑀𝑒 − ∑𝑀𝑑| ∑𝑀𝑑 ⋅ 100 7 45 7.5 MATERIAIS E MÉTODOS Foi utilizado para esse experimento um aparelho para tracionar um fio metálico pela ação de uma quantidade de pesos. Para medir o efeito da tração foi usado um micrômetro, e para medir o comprimento inicial do fio foi utilizada uma trena. Inicialmente foi medido com uma trena o comprimento do fio metálico sem a ação de nenhuma carga adicional, em seguida foram sendo adicionados, gradativamente, pesos para tracionar o fio, e as variações no comprimento foram sendo medidas, com um micrômetro, a cada peso adicionado. Foi calculada a seção transversal a partir da medição da espessura do fio, também com um micrômetro. Com os dados adquiridos pelas medições e cálculos nas etapas anteriores, para obter a área de seção transversal, a força, a tensão de tração e a elongação aplicando as formulas 1, 2, 3 e 4, respectivamente, já para encontrar o Módulo de Young (Ec), foi utilizado a formula 5 e para obter a constante a formula 6. Após realizar as medidas e efetuar os cálculos foi com o auxilio da formula 7 encontrado o erro percentual entre o modulo de Young encontrado e o dado em tabela. 7.6 RESULTADO E DISCUSSÃO Após efetuar os cálculos os resultados foram expostos na seguinte tabela: L (cm) D (cm) S (cm²) F(dyn) ΔL (cm) k (dyn/cm) Ec Et %E 82 0,034 0,0009 490000 0,001 49 . 108 4,46 . 1013 1,69 . 1013 164 980000 0,026 37,3 . 107 3,43 1012 80 1470000 0,05 29,4 . 107 2,68 . 1012 84 1960000 0,418 4,7 . 107 4,28 . 1011 - 1979600 1,153 1,7 . 106 1,55 . 1011 - 1999200 - - - - Quando colocado a força de 1999200 N o material na resistiu e rompeu, por este motivo não a dados de ΔL, k, Ec ou Et. 46 7.7 CONCLUSÕES Assim ao fim deste experimento foi possível observar a importância que tem o conhecimento do termo por um profissional da engenharia civil pois o termo está atrelado a conceitos como a resistência de matérias, assim é de extrema importância o engenheiro civil ter conhecimento dos materiais e da resistência dos mesmo que são utilizados durante a execução da obra. 7.8 REFERÊNCIAS Disponível em: <https://www.materiais.gelsonluz.com/2017/12/modulo-de-elasticidade-ou-modulo- de-young.html> Aceso em: 30 de abril de 2019 Disponível em: < http://www.ct.ufrgs.br/ntcm/graduacao/ENG06638/IEM-Texto-4.pdf> Aceso em: 30 de abril de 2019