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- 1 - 1. Introdução. Em atendimento a Res. 1 CNE/CP, de 15/05/06, do Parecer n 3/2006 CNE/CP de 21/02/2006 e do Parecer n 5/2005 CNE/CP de 13/12/2005 e do Projeto do curso de Pedagogia, o Estágio Supervisionado IV terá a duração mínima de 80 h. Com relação às potencialidades formativas do Estágio Supervisionado IV, segundo a orientação da Professora Cristiane Andreotti, relacionadas aos saberes docentes, resultados das pesquisas desse eixo temático revelam que, as disciplinas de Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado oportunizam aos futuros professores o desenvolvimento ou mobilização de teorias e práticas de aspectos como planejamento de aulas, estratégias metodológicas para o ensino, avaliação, dentre outros. Os conhecimentos e as atividades que constituem a base formativa do curso também são essenciais, pois possibilitam ao aluno, estagiário apropriar-se de instrumentais teóricos e metodológicos para compreender o sistema educacional e fazer uma futura reflexão. “A teoria pode contribuir para a transformação do mundo, mas para isso tem que sair de si mesmo e, em primeiro lugar, tem que ser assimilada pelos que vão ocasionar, com atos reais, efetivos, tal transformação” Segundo Freire (2001, p.2), “o estágio pedagógico permite uma primeira aproximação à prática profissional e promove a aquisição de um saber, de um saber fazer e de um saber julgar as consequências das ações didáticas e pedagógicas desenvolvidas no quotidiano profissional”. A oportunidade de refletir sobre a teoria e pensar dialeticamente a prática são nas aulas de Prática de Ensino, onde as experiências de estágio são expostas e refletidas coletivamente, ultrapassando o senso comum pedagógico e buscando resolver soluções. Esse é o momento de conciliar teoria e prática, tendo como objetivo “formar um educador como profissional competente técnico, científico, pedagógico e politicamente, cujo compromisso é com os interesses da maioria da população” - 2 - 2. Objetivos Desenvolver competências para exercer funções de magistérios nos cursos de ensino médio na modalidade normal, de educação profissional na área de serviços e apoio escolar, e em outras aeras nas quais sejam previstos os conhecimentos pedagógicos. - 3 - 3. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ATIVIDADES Meses e Dias CARGA HORÁRIA Fundamentação teórica e encontros 1°. Encontro: 01/08/2014 Apresentação do cronograma de atividades do Estágio IV. Organização dos Acadêmicos. Orientação geral do Estágio IV. Discussão dos textos referente ao Tema do Projeto. Orientação para elaboração do Projeto e da oficina Pedagógica. Realização do estágio na formação de Docentes. 2°. Encontro: 20/08/2014 Esclarecimentos de dúvidas. Entrega das fichas de entrevistas para Orientação Educacional e Direção das instituições. Orientação para o Estágio em Hospital. Orientação no núcleo de aprofundamentos e diversificação: EJA 3°. Encontro: 19/09/2014 Orientação para o estágio no Núcleo e Aprofundamento e Diversificação na Educação Especial 20 horas - 4 - Fundamentação teórica e encontros 4°. Encontro: 03/10/2014 Orientação para organização do Dossiê 5°. Encontro: 21/11/2014 Entrega do dossiê. Realização da Autoavaliação do Estágio IV. 20 horas Entrega de ofícios 14/08/2014 – Escola Municipal Érico Veríssimo 15/08/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio Branco 18/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II Entrevista com o Diretor. 18/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II Entrevista com o Orientador Educacional. 18/08/2014 – Escola Municipal Emílio de Menezes. 21/08/2014 – Hospital Municipal Pe. Germano Lauck de Foz do Iguaçu. 28/08/2014 – Escola Alternativa – Casa Ofício Educação Especial - de Foz do Iguaçu. 01/09/2014 – APASFI – Associação de Pais de Mestres. 4 horas - 5 - Observação planejamento e atuação no núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos I*. Ver observação no final da página. 19/08/2014 – Escola Municipal Érico Veríssimo 22/08/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio Branco 01/09/2014 – Escola Municipal Emílio de Menezes. 19/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II “Direção”. 18/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II “Orientação Educacional “ 21/08/2014 – Hospital Municipal Pe. Germano Lauck. 01/09/2014 – Escola Alternativa “Casa Ofício”- Educação Especial. 01/09/2014 – APASFI- Associação de Pais de Mestres de Foz do Iguaçu. 24 horas Observação, participação e atuação junto à direção de instituição de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. 08/09/2014 – Escola Municipal Emílio de Menezes – Classes Especial. 21/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II “Direção” 21/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II “Orientação Educacional” 10/09/2014 – Escola Alternativa “Casa Ofício” Educação Especial. 03/09/2014 – APASFI – Associação de Pais e Mestre de Foz do Iguaçu. 12 horas - 6 - Observação, participação e atuação junto à orientação educacional de Instituição de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. 21/08/2014 – Escola Estadual Dom Pedro II 02/09/2014 – Escola Municipal Érico Veríssimo 18/09/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio Branco 12 horas Observação e atuação nas disciplinas pedagógicas nos cursos de ensino médio na modalidade normal 28/09/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio Branco. 02/09/2014 – Escola Municipal Érico Veríssimo. 08 horas CARGA HORÁRIA TOTAL 80 horas - 7 - 4. Fundamentação Teórica Orientação Educacional. A orientação educacional é obrigatória por lei desde l942. Trata-se de um trabalho árduo e complexo que envolve a formação de sujeitos. Contudo, podemos constatar, na maioria das escolas que o orientador realiza a função de assessores do diretor e o elo entre pais, alunos e escola, no sentido de informar estes segmentos. O orientador é solicitado para resolver problemas de disciplina e aplicar testes padronizados. Muitos fazem aconselhamento a alunos e pais e encaminham os estudantes a setores de psicologia, psiquiatria e outros, quando a situação torna-se mais complexa. Muitos orientadores começaram a psicologizar seu trabalho, ou seja, explicar tudo pelo viés psicológico, em detrimento da lógica e epistemologia. Mas atualmente isto já teve um novo rumo, procurando compreender e interferir no processo pedagógico e no ensino-aprendizagem que o foco da escola. Os Orientadores Educacionais esclarecidos sempre uma fundamentação teórica para uma ação mais competente. Assim, na atualidade, a Orientação Educacional caminha na busca da totalidade do aluno, preocupando-se com a ampliação do conhecimento do educando como pessoa. Sabemos que orientar os estudantes nos dias de hoje é um desafio constante, devido aos inúmeros problemas atuais, seja de ordem tecnológica, social, política ou cultural. As instituições escolares ainda atribuem ao orientador educacional o trabalho com o aluno problema, bem como com a sua família, tendo em vista resolver os desajustes deste aluno. Mas a função do orientador vai além, tratam-se da necessidade de discutir currículos, objetivos, procedimentos, avaliação, metodologia.Atua também nas dificuldades de aprendizagem dos alunos, nos problemas de - 8 - relacionamento e em outras dificuldades que possam aparecer no contexto educativo. Princípio e Prática da Gestão - Direção O termo “gestão” tem sido utilizado para definir a prática das atividades administrativas do espaço escolar. De acordo com Antunes (2008, p. 14) a origem etimológica do termo gestão vem do latim gero gestum, gerere e significa chamar para si, executar, gerar. Neste sentido podemos compreender que a gestão não é somente o ato de administrar, envolve dimensões que estão além de uma concepção de comando e autoritarismo, como a democratização e o diálogo. A gestão escolar possui dimensões que considera o enfoque da atuação em que o gerenciamento é considerado um meio e não um fim em si mesmo. Dentre as dimensões da gestão destacam-se quatro níveis: a Gestão Pedagógica, Administrativa, Financeira e Política (LÜCK, 2006). A gestão escolar aponta questões concretas da escola e de sua administração. A autonomia administrativa, financeira e pedagógica e o estabelecimento de mecanismos que assegurem a escolha de dirigentes são algumas das estratégias consideradas essenciais para o fortalecimento da gestão escolar. A expressão gestão escolar tem em seu conteúdo principal designar uma atividade que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todo o processo de ensino-aprendizagem, numa visão sócio-educacional de forma que a aprendizagem efetiva dos educando ocorra. O conceito de Gestão Escolar - relativamente recente - é de extrema importância, na medida em que desejamos uma escola que atenda às atuais exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção social. - 9 - O sistema educacional possui responsabilidades amplas, igualmente diferenciadas e que pedem um novo olhar nesses novos tempos. Algumas competências também são esperadas desses profissionais, além daquelas desejáveis para os professores e alunos, para que o processo ensino-aprendizagem flua de forma coerente. Entre as competências dos gestores estão à competência política, competência afetiva, competência administrativa. Por competência política compreendemos a capacidade do gestor de articular e viabilizar, interna e externamente, as decisões advindas das discussões compartilhadas sejam viabilizadas. A direção do processo não implica em diretividade no sentido de ir automaticamente por onde manda a vontade da hierarquia. Implica em gerenciamento do fluxo de trabalho e encaminhamento de questões pertinentes de forma transparente e participativa. Um bom gestor defende as ideias propostas pela sua comunidade porque mantém uma ligação orgânica com os demais participantes do processo. A gestão autoritária é a forma mais fácil de colocar a perder todo um investimento pedagógico. Conforme Lück (2006) na Gestão Administrativa o gestor responsabiliza-se pela parte física e institucional da escola, sendo suas especificidades enunciadas no plano escolar, bem como no regimento. Dentre as atribuições do gestor neste nível estão: a organização geral da instituição escolar, a relação da gestão com a comunidade interna, externa, a participação de ambas no planejamento, administração e avaliação da escola, a democratização das informações e por fim, a gestão do material e do patrimônio material. De acordo com G1 a escola possui APP e Conselho Escolar: “É realizada uma reunião mensal para decidir as questões relacionadas a escola. A direção convoca a reunião ou um membro do conselho para decidir melhoras e qual a prioridade da escola”. Pela fala das gestoras, a escola está no caminho da gestão democrática, no entanto esta modalidade de gerenciamento não envolve somente a chamada para eleição para diretor ou realização de reuniões. Para Antunes (2008, p. 16) Pensar a democratização da gestão educacional implica compreender a cultura escolar e os seus processos, bem como - 10 - articulá-los às suas determinações históricas, políticas e sociais. Significa especialmente entender as diferentes concepções de “gestão democrática”. Estas diferentes concepções, de um lado, estão associadas ao rompimento do modelo autoritário, burocratizado e centralizador e à possibilidade de maior participação de todos, desde que todas as ações estejam intimamente articuladas ao compromisso sociopolítico com os interesses coletivos. Expressam e favorecem as ampliações da compreensão do mundo, de si mesmo, dos outros e das relações sociais, essenciais para a construção coletiva de um projeto de escola. Embora a eleição para diretores não seja condicionante para a instituição da gestão democrática, pois pode até eleger-se um ditador, ela é imprescindível para assegurar a autonomia do processo democrático. A democratização do espaço escolar não pode ser considerada uma via de mão única. Nesse sentido, há várias alternativas para a implementação de ações democráticas que podem resultar dos embates e das várias possibilidades políticas originadas de modo coletivo pelos diferentes atores e autores do ambiente escolar. Dentre as atribuições do coordenador pedagógico no cotidiano escolar, a coordenadora destacou que desenvolve um trabalho junto aos professores, mas “o trabalho do supervisor não se resume a olhar os diários dos mesmos e nem ficar na sala vigiando os conteúdos que estão passando. O supervisor também atua juntamente com os demais membros da equipe pedagógica no desenvolvimento de projetos”. Nesse sentido, podemos confirmar que a atuação do coordenador pedagógico vai além de lidar com os professores e este profissional juntamente com os outros membros da equipe pedagógica atua no planejamento, elaboração e execução de projetos. Nesse sentido Placco (2003, p. 48) destaca que “[...] o trabalho do coordenador pedagógico-educacional visa ao melhor planejamento possível das atividades escolares”. O orientador educacional, chamado nas ocasiões em que havia problema a ser solucionado ou para abafar os casos de indisciplina. Nem inspetor de alunos, - 11 - nem psicólogo. Hoje, além de conhecer o contexto socioeconômico e cultural da comunidade, bem como a realidade social mais ampla, o orientador educacional pode ser um profissional da educação encarregado de desvelar as forças e contradições presentes no cotidiano escolar e que podem interferir na aprendizagem. "A prática dos orientadores deve estar vinculada às questões pedagógicas e ao compromisso ético de contribuir na construção de uma escola democrática, reflexiva e cidadã". Educação de Jovens e Adultos. A história da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresenta muitas variações ao longo do tempo, demonstrando estar estreitamente ligada às transformações sociais, econômicas e políticas que caracterizaram os diferentes momentos históricos do país. Mesmo reconhecendo a disposição do governo em estabelecer uma política ampla para EJA, especialista apontam a desarticulação entre as ações de alfabetização e de EJA, questionando o tempo destinado à alfabetização e à questão da formação do educador. A prioridade concedida ao programa recoloca a educação de jovens e adultos no debate da agenda das políticas públicas, reafirmando, portanto, o direito constitucional ao ensino fundamental, independente da idade. Todavia, o direito à educação não se reduz à alfabetização. A experiência acumulada pela história da EJA nos permite reafirmar que intervenções breves e pontuais não garantem um domínio suficiente da leitura e da escrita. Além da necessária continuidade no ensino básico, é preciso articular as políticas de EJA a outras políticas. Afinal, o mito de que a alfabetização por si só promove o desenvolvimentosocial e pessoal há muito foi desfeito. Isolado, o processo de alfabetização não gera emprego, renda e saúde. Por essas novas concepções, educador e educando devem interagir. São criados novos métodos de aprendizagem, por meio dos quais o alfabetizador trabalha o conteúdo a ser ensinado - a língua escrita - com a preocupação de que - 12 - seus alunos estejam compreendendo o sentido para o sistema da escrita, a partir de temas e palavras geradoras, ligadas às suas experiências de vida. A proposta de Paulo Freire baseia-se na realidade do educando, levando-se em conta suas experiências, suas opiniões e sua história de vida. Esses dados devem ser organizados pelo educador, a fim de que as informações fornecidas por ele, o conteúdo preparado para as aulas, a metodologia e o material utilizados sejam compatíveis e adequados às realidades presentes. Educador e educandos devem caminhar juntos, interagindo durante todo o processo de alfabetização. É importante que o adulto alfabetizando compreenda o que está sendo ensinado e que saiba aplicar em sua vida o conteúdo aprendido na escola. Segundo (Freire, 2002, p. 58) a relação professor-aluno deve ser: Para ser um ato de conhecimento o processo de alfabetização de adultos demanda, entre educadores e educandos, uma relação de autêntico diálogo. Aquela em que os sujeitos do ato de conhecer (educador-educando; educando-educador) se encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido. Nesta perspectiva, portanto, os alfabetizandos assumem, desde o começo mesmo da ação, o papel de sujeitos criadores. Aprender a ler e escrever já não são, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem. O chamado "método” Paulo Freire tem como objetivo a alfabetização visando à libertação. Essa libertação não se dá somente no campo cognitivo, mas deve acontecer, essencialmente, nos campos sócio-cultural e político, pois o ato de conhecer não é apenas cognitivo, mas político, e se realiza no seio da cultura. - 13 - O professor da EJA deve compreender a necessidade de respeitar a pluralidade cultural, as identidades, as questões que envolvem classe, raça, saber e linguagem dos seus alunos, caso contrário, o ensino ficará limitado à imposição de um padrão, um modelo pronto e acabado em que se objetiva apenas ensinar a ler e escrever, de forma mecânica.. Enfim, o que se pretende com a educação de jovens e adultos é dar oportunidade igual a todos. Educar jovens e adultos, hoje, não é apenas ensiná-los a ler e escrever seu próprio nome. É oferecer-lhes uma escolarização ampla e com mais qualidade. E isso requer atividades contínuas e não projetos isolados que, na primeira dificuldade, são deixados de lado para o início de outro. Além disso, a educação de jovens e adultos não deve se preocupar apenas em reduzir números e índices de analfabetismo. Deve ocupar-se de fato com a cultura do educando, com sua preparação para o mercado de trabalho e como prevista nas diretrizes curriculares da EJA a mesma tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino. Educação Hospitalar. A Pedagogia Hospitalar nos dias atuais tem sido um recurso a mais dentro da área da educação para transmitir e levar conhecimento, não importando o espaço em que está sendo trabalhado, mas sim importando o aluno que necessite deste apoio fora do espaço escolar. Por esse motivo, torna-se fundamental uma formação específica de Pedagogos para atuação em ambiente hospitalar, sendo necessário por parte deste profissional um comprometimento para com as necessidades específicas da criança, adolescente hospitalizado com propostas criativas e competentes, isto é torna-se crucial uma habilitação específica em que prepare, norteando a prática do ensino docente. Exercer a função fora da escola é um desafio que o professor como pedagogo tem superado a cada dia, promovendo um espaço lúdico, afetivo, com amor para a criança se sentir estimulado a dar continuidade a seus estudos. - 14 - Podemos considerar a atuação do pedagogo em ambiente hospitalar algo novo em nossa sociedade e pouco se fala e se escreve sobre o assunto. Por isso a presente pesquisa busca como objetivo conceituar o que é Pedagogia Hospitalar, quais seus parâmetros legais vigentes, a rotina do pedagogo neste ambiente, qual o profissional que atua junto com o pedagogo e a relação familiar dentro de todo este contexto. A concepção da Pedagogia Hospitalar em que vem sendo descoberta por aqueles pacientes que se encontram internados dentro do ambiente hospitalar e que com a parceria das equipes multidisciplinares e a classe que é o local de atendimento realizam integração do aluno no meio social de forma a realizar uma ponte entre a escola e o aluno que necessita da continuidade de seus estudos. Na busca pela História da educação no meio hospitalar foi possível perceber em revisões bibliográficas que o incentivo maior da implantação da assistência pedagógica dentro dos hospitais primeiramente para o cuidado infantil foi com a segunda guerra mundial. Mas o termo Pedagogia surgiu na Grécia Antiga, sendo esta a ciência da educação que a história demorou séculos para reconhecer a cientificidade do Pedagogo, somente no século XVIII na Europa Ocidental que concretizou o processo educativo. A Pedagogia Hospitalar é um novo conceito que vem ganhando espaço no âmbito da educação, pois a educação não pode ser mais vista somente ocorrendo no ambiente escolar, mas também fora da sala de aula e um desses ambientes é o hospital que passou a ser espaço do saber. Segundo Matos e Mugiatti (2007, p.37), a Pedagogia Hospitalar: É um processo alternativo de educação continuada que ultrapassa o contexto formal da escola, pois levanta parâmetros para o atendimento de necessidades especiais transitórias do educando, em ambiente hospitalar ou domiciliar. Para aquelas crianças que necessitam dar continuidade ao processo de ensino aprendizagem a Pedagogia Hospitalar é a ponte entre a escola e o aluno facilitando o seu desenvolvimento escolar e possibilitando com que a criança - 15 - hospitalizada não perca seu ano letivo e o estímulo em dar continuidade aos seus estudos. Conforme Matos e Mugiatti (2007, p.116), “a ação pedagógica, em ambientes e condições diferenciadas, como é o hospital, representa um universo de possibilidades para o desenvolvimento e ampliação da habilidade do Pedagogo, Educador”, é preciso buscar a vivência de outros lugares para aperfeiçoar o conhecimento teórico. A Pedagogia Hospitalar veio para intermediar estes alunos pacientes que necessitam dar continuidade aos estudos, este profissional que atende os alunos com necessidades de continuar seus estudos tem que possuir maneiras diferentes de dar sua aula e é preciso elaborar projetos que obtenham uma visão de um todo. Nesta ótica, Matos e Mugiatti (2007, p.117) dizem que “a visão do educador, nesse contexto, deve abranger uma perspectiva integradora, uma concepção de prática pedagógica que visualize o conceito integral de educação que promova aperfeiçoamento humano”. Ressalta-se uma clara significância do trabalho de “classe hospitalar” também na área sócio-política e de defesa da cidadania. Através desse Serviço - uma proposta de atendimento educacional hospitalar - cuja filosofia está calcada nos princípios educacionais do estado e no direito de cada um ter oportunidades iguais, é que se pretende demonstrar uma atuação pedagógica educacional que, embora seja um atendimento diferenciado num espaço e num tempo transitórios, garantam aos alunos a aquisição de novos saberes escolares, com vistas ao exercício consciente da cidadania, contribuindo, ainda, para minimizar a defasagem educacional no tempo em que estiveremem condição de internamento. Educação Especial. Esta Estrutura de Ação em Educação Especial foi adotada pela conferencia Mundial em Educação Especial organizada pelo governo da Espanha emcooperação com a UNESCO, realizada em Salamanca entre 7 e 10 de junho de 1994. Seu objetivo é informar sobre políticas e guias ações governamentais, de organizações internacionais ou agências nacionais de auxílio, organizações nãogovernamentais e - 16 - outras instituições na implementação da Declaração de Salamanca sobre princípios, Política e prática em Educação Especial. O desenvolvimento de escolas inclusivas que ofereçam serviços a uma grande variedade de alunos em ambas as áreas rurais e urbanas requer a articulação de uma política clara e forte de inclusão junto com provisão financeira adequada – um esforço eficaz de informação pública para combater o preconceito e criar atitudes informadas e positivas - um programa extensivo de orientação e treinamento profissional - e a provisão de serviços de apoio necessários. Mudanças em todos os seguintes aspectos da escolarização, assim como em muitos outros, são necessárias para a contribuição de escolas inclusivas bem-sucedidas: currículo, prédios, organização escolar, pedagogia, avaliação, pessoal, filosofia da escola e atividades extra-curriculares. A educação inclusiva questiona a artificialidade das identidades normais e entende as diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade, como comumente se proclama. Suas escolas são escolas das diferenças. A escola inclusiva fundamenta-se no direito à diferença. A diferença é ilimitada e vem do múltiplo. Como na matemática, a diferença vai produzindo outras diferenças, que vão se multiplicando infinitamente (SILVA, 2000). As diferenças como eixo da educação repercutem nas aprendizagens e no desenvolvimento de cada aluno. O ensino, nas escolas das diferenças, não segue os mesmos propósitos de uma educação que atende a princípios organizacionais cuja base se assenta na pseudocapacidade que detemos, como educadores, de formar um cidadão idealizado e universal, um modelo de aluno que convém, socialmente, economicamente e que é possível de ser prescrito, porque não se encarna em uma pessoa, tal qual ela é. A escola das diferenças tem como mote questionar, colocar em dúvida, contrapor-se, discutir e reconstruir as práticas que, até então, têm mantido a exclusão por instituírem uma organização dos processos de ensino e de aprendizagem incontestáveis, impostos e firmados sobre a possibilidade de exclusão dos diferentes, à medida que estes podem ser direcionados para ambientes educacionais segregados. - 17 - Jovens com necessidades educacionais especiais deveriam ser auxiliados no sentido de realizarem uma transição efetiva da escola para o trabalho. Escolas deveriam auxiliá-los a se tornarem economicamente ativos e provê-los com as habilidades necessárias ao cotidiano da vida, oferecendo treinamento em habilidades que correspondam às demandas sociais e de comunicação e às expectativas da vida adulta. Isto implica em tecnologias adequadas de treinamento, incluindo experiências diretas em situações da vida real, fora da escola. A abordagem inclusiva da Educação Especial, ao fazer cessar os encaminhamentos de alunos às classes e escolas especiais, por não conseguir satisfazer às exigências de seu processo de escolarização, constitui um desafio que a escola comum tem de enfrentar, retomando os caminhos pelos quais ensina e buscando outros, alinhados à inclusão. O multiculturalismo crítico, segundo Hall (2003), um estudioso das questões da pós-modernidade e das diferenças, na atualidade, questiona a exclusão social e demais formas de privilégios e de hierarquias das sociedades contemporâneas, indagando sobre as diferenças e que apoiam movimentos de resistência dos dominados. Esta posição multiculturalista toma como referência a liberdade e a emancipação e defende que a justiça, a democracia e a equidade não são dadas, mas conquistadas. Difere do multiculturalismo conservador, em que os dominantes buscam assimilar as minorias aos costumes e tradições da maioria. A educação especial é uma modalidade de ensino destinada a educandos portadores de necessidades educativas especiais no campo da aprendizagem, originadas querem de deficiência física, sensorial, mental ou múltipla, quer de características como altas habilidades, superdotação ou talentos. A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. Sendo assim, respeitando-se as possibilidades e as capacidades dos alunos, a educação especial destina-se às pessoas com necessidades especiais e pode ser oferecida em todos os níveis de ensino. - 18 - A política de educação inclusiva, fundamentada na concepção de direitos humanos e impulsionada pelos movimentos sociais que buscam reverter processos históricos de exclusão educacional e social, visa a garantia do acesso de todos os alunos à escola regular, perpassando todas as etapas e modalidades de ensino, independente de suas diferenças sociais, culturais, étnicas, raciais, sexuais, físicas, intelectuais, emocionais, linguísticas e outras. Para além da igualdade de oportunidades, a inclusão focaliza a valorização das diferenças e desenvolvimento de projetos pedagógicos que atendam as necessidades educacionais dos seus alunos, e promovam mudanças nas práticas e ambientes escolares, de modo a eliminar as barreiras que impedem o acesso ao currículo e o exercício da cidadania. O atendimento da educação especial na sala de recurso multifuncional – AEE Atendimento Educacional Especializado e através do trabalho colaborativo nas salas comuns do ensino regular. É preciso inserir mudanças na atuação junto aos alunos com necessidades educacionais especiais, mas a natureza e a extensão das variações devem ser decididas a partir da identificação de suas características de aprendizagem, do contexto a que está submetido e quanto suas necessidades estão sendo providas. No que se refere à avaliação, Vasconcellos (2003) faz o seguinte alerta: mudar o paradigma da avaliação não significa ficar em dúvida se “devo reprovar ou dar uma ’empurradinha’”, qualquer uma dessas posturas é cruelmente excludente, pois é preciso descobrir as condições de aprendizagem de cada aluno e, além disso, “não parar para atender ao aluno e suas necessidades é um autêntico suicídio pedagógico” (p. 54, 58, 77). O Atendimento Educacional Especializado – AEE - tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. Esse atendimento complementa ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela O Atendimento Educacional Especializado resulta das escolhas do professor quanto aos recursos, equipamentos, apoios necessários que possam eliminar as barreiras que impeçam o acesso, a participação e a permanência do aluno no ensino - 19 - regular, garantindo-lhe o desenvolvimento cognitivo, social, cultural e afetivo no processo educacional, segundo suas potencialidades. É importante salientar que o AEE não se confunde com reforço escolar e não substitui o ensino regular apenas complementa e suplementa. As atividades pedagógicas propostas devem ser desenvolvidas em uma sequência do simples para o complexo (VERDUGO, 2006). Em cada proposta procura-se incrementar o nível de dificuldade das tarefas, segundo o progresso do aluno. O ambiente tem que ser o mais similar possível ao da situação real de execução das atividades propostas. É fundamental que no decorrer do processo de aprendizagem, o professor promova o interessedo aluno em todas as atividades, com uma didática provocativa que estimule a sequência lógica do pensamento, o que é fundamental também para a execução de tarefas. Cada nova situação deve ser aproveitada para provocar desafios e construir conhecimentos. Segundo Sousa (2003), a educação pela arte proporciona todo um vasto leque de vivências simbólicas e emocionais, que contribuem de modo muito especial, não só para o desenvolvimento afetivo-emocional e intelectual do aluno, como também permitem colocar em ação toda uma série de mecanismos psicológicos de defesa que robustecem o aluno na sua luta contra as frustrações e conflitos da vida. A educação pela arte utiliza, sobretudo, os princípios da espontaneidade, da atividade, do ludismo, da criação e da expressividade, em todas as áreas artísticas: expressão musical, expressão dramática, expressão dançada, expressão verbal, expressão plástica, expressão literária, etc. Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a atender as necessidades educacionais de todos os alunos. A acessibilidade deve ser assegurada mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas, na edificação – incluindo instalações, equipamentos e mobiliários – e nos transportes escolares, bem como as barreiras nas comunicações e informações. Educação nas Empresas. - 20 - A partir das práticas de educação corporativa, espera-se que as empresas desempenhem uma função ativa no desenvolvimento das pessoas, implantando sistemas educacionais que privilegiem o desenvolvimento de atitudes, posturas e habilidades, e não apenas conhecimento técnico e instrumental. Por um lado, a educação corporativa surge como uma solução ao desenvolvimento de pessoas capazes de refletir criticamente sobre a realidade organizacional, propondo modificações constantes em favor da competitividade. A educação corporativa, há que se observar, é mais do que um processo. Trata-se de um trabalho em andamento na execução das estratégias da empresa, além de ser um laboratório de aprendizagem para a organização e um instrumento de educação permanente. (MEISTER, 1999). O papel da educação era contribuir para a aceleração do desenvolvimento econômico e do progresso social, bem como um novo sistema de distribuição de tarefas, que teve de ser instituído para satisfazer as necessidades especiais de um ambiente de trabalho novo e tecnológico. A formação profissional passou a ter seu âmbito cada vez mais definido no local de trabalho ou através de treinamentos intensivos, coordenados por instituições ou pela própria empresa. Com isso, o papel do pedagogo então se voltou para área de treinamento operacional de técnicas de trabalho e ofício. A condução dos programas de treinamentos, o planejamento, a organização, a avaliação destes programas, bem como a orientação e supervisão de instrutores, enfatizava o trabalho deste profissional no pedagógico, no sentido de trabalhar com o processo de aprendizagem dentro dos programas de ensino formal e de treinamentos, para atender as necessidades que a empresa tinha de possuir um trabalhador que soubesse ler, escrever, contar e ser especialista em determinada função, com conhecimentos que reforçavam o saber técnico e o saber fazer. (Urt e Lindquist, 2008) Dentro da flexibilidade do mercado do trabalho, aponta ainda que o pedagogo é o responsável para educar e formar trabalhador dentro das perspectivas empresariais atuais. O pedagogo também acompanha todo o desenvolvimento profissional do funcionário, verificando seu desempenho, viabilizando cursos internos e externos, - 21 - técnicos ou comportamentais, palestras, cursos de idiomas, bem como o processo de avaliação desse profissional. Sendo assim, a proximidade e o acesso a todos os funcionários são constantes, o que dá condição a esse profissional de exercer um papel significativo no desenvolvimento dos empregados. Ocorre que as empresas não estão necessariamente preocupadas em contratar o profissional formado em pedagogia, mas sim aquele que agregue valor para a organização, integrando a equipe de recursos humanos, pela sua postura, atitude e perfil. O que Teixeira (2001) nos chama a atenção refere-se ao fato da era tecnológica ter trazido para o âmbito empresarial uma nova visão de educação e aprendizagem. O processo pode ser mais adequadamente chamado de “reeducação”, com as formas diferenciadas de treinamento que valorizam o uso da internet e o ensino à distância. Formar o trabalhador polivalente, flexível, dinâmico, criativo, que se envolva com projetos da empresa e que dê resultados, é o grande desafio para o modelo empresarial, e para o pedagogo, o grande desafio mesmo requer que suas atribuições não se restrinjam somente a coordenar os treinamentos, elaborar planos didáticos, avaliar ou ministrar cursos de relações humanas. A empresa quer um aliado, um parceiro, um representante, alguém que lhe entenda a ajude a alcançar seus objetivos. A pressão por resultados, as demissões, a queda dos salários, o controle, contradizem todo o “amor” que o patrão diz ter pelo trabalhador. Por tudo isso, o trabalhador é chamado de “colaborador”, havendo a tentativa de iludi-lo afirmado que não é um subalterno, um subserviente, e sim colaborador. Oliveira (2004) nos diz que no processo pedagógico social, é exigido dos educadores o envolvimento no nível profissional e nos níveis sociopolítico, pessoal e existencial, por circularem entre subculturas, numa tarefa difícil e dolorosa de tristeza, angústia e brutalidade, mas também de inocência e de ludicidade, no caso do trabalho com crianças. A educação social impele a uma importante interação para a criança, para o adolescente e para o idoso, onde no compartilhamento de experiências, no - 22 - conhecimento sobre os valores e realidades desta população, que os educadores desenvolvem técnicas e criam seus materiais de trabalho. Por isso, se torna tão difícil adaptar conceitos e metodologias que consigam integrar, na educação social, teoria, prática e dedicação existencial. A educação deve construir ou reconceituar princípios fundamentais sobre direitos humanos, solidariedade, responsabilidade social, diversidade e multiculturalismo, sustentabilidade, cuidado e proteção, para formulação de uma pedagogia social que caminhe realmente no atendimento a todos os cidadãos e promova em nosso país o tão sonhado progresso social. 5. Estágio de observação, participação e atuação. Colégio Estadual Barão do Rio Branco Juntamente com a Professora Leila Elias Lidato – aulas de Arte - Educação Física, podemos observar que, na formação de docentes - aproveitamento de estudos do quinto ao sexto semestre, são divididos em seis períodos de formação, cujo mesmo são voltados ao magistério com durabilidade de dois anos e meio. As aulas são tanto práticas como teóricas e aproveitamento de cem por cento em todos os estágios. Nesta etapa as atividades são desenvolvidas juntamente com a Professora em sala, e os demais estágios acompanhados pela mesma. Nas turmas acompanhadas de quarto a quinto ano com o total de dezessete alunas entre vinte a sessenta anos de idade, o mesmo, produzem tanto materiais didáticos à base de sucatas, como conteúdo diversificado para o desenvolvimento de estágio. Em relação aos saberes didáticos, consideramos que devem ir além da aquisição de técnicas didáticas de transmissão de conteúdos para os professores e de técnicas de gestão para os dirigentes, a fim de que as práticas profissionais ultrapassem os limites da educação bancária e assumam um caráter científico- reflexivo. A definição dos saberes didático exige, insistimos, uma opção em favor de um, entre váriosprojetos políticos-pedagógicos existentes na nossa sociedade. No projeto que defendemos, o professor precisa tomar atitudes, forjadas a - 23 - partir de um tipo de formação, que devem ser críticas, reflexivas e orientadas pela e para a responsabilidade social (MOURA 2006). Com relação aos saberes do pesquisador, entendemos que devem ter uma função não necessariamente para formar o docente que dedique a maior parte de seu tempo de trabalho ao desenvolvimento de projetos de pesquisa, mas, também, para promover uma atitude de autonomia intelectual diante dos desafios da sua prática educativa. O ensino se desenvolve na relação objetivo conteúdo método organização, sempre assinalando o conjunto de condições reais de uma situação didática concreta (KLINBERG, 1972, p. 135). Portanto, a partida e a orientação de todo o acontecer do ensino devem ser e estar clara e harmonicamente expressas nos objetivos e componentes da educação e em seu vínculo com um projeto social. Isto requer, em primeira instância, a opção por um projeto pedagógico, um projeto social e um projeto político, articuladamente há que se realçar que a pretensão de neutralidade entre estes diferentes projetos engendra, na verdade, uma escolha que resvala para a perda de noção sobre a totalidade do processo educacional que advém e está a serviço de um tipo de formação de professores para atuar na educação profissional devemos buscar nas instituições que se articulam a este campo o lócus para esta formação. A opção que referendamos necessariamente intencional envolve domínio de diversos conhecimentos que a orientem. Aqui pesa, portanto, o tipo de formação dos docentes voltada, por questões de qualidade e limites, que incidem sobre seu campo de atuação. As estratégias de formação de professores devem estar articuladas e contempladas em uma política pública de educação profissional consoante com a “urgência na formulação de uma política global de formação de profissionais da educação que articule formação inicial e continuada, plano de carreira e salários condignos” (MEC, 2003, p. 20). O grande desafio para nós, parafraseando Klinberg (1972), não está relacionado ao como ensinar, mas ao como ensinando e aprendendo produzir - 24 - efeitos formadores da personalidade, processos da instrução e de educação que conduzam a humanidade a sua emancipação. Conforme analisamos cada etapa com a Professora Leila, refletimos que O perfil do docente de educação profissional não pode moldar-se à feição de transmissor de conteúdos definidos por especialistas externos, mas compor-se por características em que seu papel de professor se combine com as posturas de: Intelectual Problematizador Mediador do processo ensino-aprendizagem Promotor do exercício da liderança intelectual Orientador sobre o compromisso social que a ideia de cidadania plena contém Orientador sobre o compromisso técnico dentro de sua área de conhecimento A essência do processo de ensino se caracteriza pela relação de distintos componentes ou processos, sendo os mais evidentes: objetivo, conteúdo, matéria, organização e condições. Cada conceito frisado pela professora é avaliado pelas alunas, que fazem sua posição diante de todos os questionamentos referidos a metodologia e desenvolvimento dos trabalhos. Algumas premissas da visão de unidade devem ser consideradas: a prática é a fonte da teoria e a teoria é a antecipação ideal de uma prática que ainda não existe, a prática, como atividade que transforma a realidade natural e social ao critério da verdade sendo entendida como atividade objetiva. Em contrapartida foi de grande valia, a experiência que a Professora possuía, como a troca de confirmação e o grau de conhecimento entre ambas as colegas de cursos. Segundo a Professora Leila, Os métodos ativos de aprendizagem implicam que os participantes de um curso, oficina ou classe trabalhem cooperativamente para desenvolver capacidades, conhecimentos e adquirindo habilidades para resolver conjuntamente problemas. Além de serem estratégias de aprendizagem agradáveis, as mesmas ajudam cada participante a transpor barreiras e superar temores gerados pelas mudanças introduzidas pelo trabalho cooperativo e apoio mútuo. - 25 - Na formação docente há uma necessidade e prioridades pessoais que, na medida do possível, devem ser consideradas durante a formação para que a aprendizagem se torne mais significativa e relevante. Colégio Estadual Dom Pedro II – Direção. Como podemos observar a estrutura do Colégio adequada a todos os fatores educacionais, conta com uma equipe pedagógica preparada para assumir a dificuldades que com o passar do tempo podemos enfatizar os conflitos encontrados entre os estudantes, desde suas assimilações ao conteúdo, quanto a participação e desenvolvimentos nas didáticas aplicadas, segundo a perspectiva de cada docente. Segundo o espaço visado no local, toda estrutura passou por uma grande reforma e em cada local há suas características e informações dos relevantes estabelecimentos em que se encontra cada profissional na aera educacional. Desde pedagogos, aos profissionais em psicologia, sociologia, aos profissionais especialistas em cada área distinta a realidade do Colégio. Contudo dentro destes parâmetros é bom lembrar que o Diretor Christian Roberto Chavez é licenciado em Geografia, cuja experiência vasta de seus quatorze anos de atuação como docente e quatro anos na Direção escolar, tem a expressar que, enquanto a equipe, o mesmo é centrado nas atividades corriqueiras e desenvolvimento dos trabalhos cooperativo junto à direção e supervisão, cuja administração tem encontrado êxito na qualidade dos professores, quanto ao desenvolvimento dos alunos. O colégio dispõe de quadra para as aulas de educação física, sala de informática, biblioteca, pátio para recreação, refeitório para lanches, salas adequadas à alfabetização, padronizadas a demanda do Colégio e adaptadas aos alunos. Como é visada a segurança dos adolescentes em diversos períodos a escola tem seus inspetores e segurança que visam o bem estar das crianças e adolescentes dentro da instituição de ensino. - 26 - Enquanto a equipe de pedagogos que acompanham o desenvolvimento de todas as atividades, juntamente com os professores e a direção, visa maior suporte para o desenvolvimento de todos os trabalhos cooperativo, e a solução das dificuldades encontradas, tanto na vara social e familiar, quanto ao grau de dificuldade encontrado na aprendizagem mediante a assimilação dos conteúdos por parte do estudante. Em cada contexto a direção está sempre atuante e participativa, mediante aos trabalhos cooperativismo por parte de toda equipe, quanto ao desenvolvimento e trabalhos de manutenção do Colégio. Para o Diretor Christian é viável ter a presença de uma boa equipe centrada nas atividades diárias, cujo vínculo é abranger todas as necessidades do Colégio, visando um todo, dentre as diversidades de cargos a distribuição das tarefas adequadas a âmbito do conhecimento da equipe. Periodicamente são realizadas reuniões para desenvolverem projetos, sanar algumas dificuldades encontradas, promover gincanas, estabelecer metas de trabalhos, rotas de inovações na metodologia de ensino, soluções práticas corriqueiras administrativas e acompanhamento individual em cada etapa e formação da criança e do jovem adolescente. Freire destaca, ainda, que existe uma concepção autoritária que tutela o sentido de democracia que seria permitido à comunidade escolar. Por isso é que uma compreensão autoritária da participação a reduz, obviamente, a uma presença concedida às classes populares a certos momentos da administração (FREIRE, 2006, p. 75). Assim, a gestão escolar “não obstante estar sujeita às múltiplas determinaçõessociais que a colocam à serviço das forças e grupos dominantes na sociedade, a administração se constituí em instrumento que, como tal, pode articular‐se tanto com a conservação do status quê quanto com a transformação social, dependendo dos objetivos aos quais ela é posta a servir”. (PARO, 2010, p. 185). Na escola, o canal institucional que garante a participação da comunidade é o Conselho de Escola. A participação de pais, alunos e educadores na gestão da escola contribui para o desenvolvimento de sua autonomia, nos marcos de uma política global. - 27 - A gestão colegiada – marca da atuação freiriana e mote do presente relato – foi construída na práxis pedagógico-administrativa conscientizadora e crítica, e deve ser também compreendida como processo de formação permanente. Precisa, portanto, ser retomada e concebida como referencial balizador dos fazeres decisórios cotidianos de toda a gestão efetivamente comprometida com a democratização das instâncias públicas de poder, como prática substantiva do projeto político - pedagógico participativo e humanizador. Colégio Estadual Dom Pedro II – Orientação Escolar. Segundo a orientadora Valnizele Scwinden – pedagoga e especialistas em psicopedagogia, com dez anos na área de Ensinos docentes e na profissão de orientadora, visa um trabalho de restituição do adolescente a sua fase de assimilação da aprendizagem quanto a dificuldades encontradas com o decorrer do ano letivo. O teórico Freire (2006) salienta que o educador precisa ter “competências para solucionar uma série de situações”; para “saber fazer bem o dever”; para desenvolver um ensino de qualidade articulado entre as dimensões técnica, política, ética e estética. Na orientação Educacional a preocupação de contribuir com a humanização em seu contexto de trabalho, buscar alcançar esses objetivos que são fundamentais: conhecer e entender a manifestação de violência entre alunos a fim de auxiliar tanto os envolvidos como os familiares e o corpo docente a prevenir este tipo de agressão dentro da escola. A escola mostra sua preocupação em interagir e cumprir a missão na construção da cidadania, buscando alternativas que visem à melhoria do ambiente escolar. No projeto foram utilizados diversos recursos como: pesquisas, palestras, filmes de motivação, dinâmicas interativas, jogos, contação de histórias, jogos, produções textuais e na culminância houve a apresentação dos trabalhos. Sendo - 28 - assim, são inúmeras as ações interventivas que a escola pode desenvolver no sentido de promover o bem-estar e valorizar os atos de respeito ao próximo. No acompanhamento individual é visando pela orientação diálogo, projetos e palestras sobre o tema desenvolvendo um trabalho de esclarecimento e conscientização dos pais. Que mostrem não somente atitude positiva, mas retratem também as punições. O primeiro grupo envolve, prioritariamente, a documentação escolar. Envolve, ainda, a organização e divisão do trabalho propriamente dito: a divisão de funções, a determinação de horários a serem cumpridos pelos funcionários e horários de funcionamento dos diferentes setores; a divisão do pessoal nos diversos turnos e setores, abertura e fechamento de portões, merenda escolar etc. Toda essa parte é importante porque sem ela a escola não pode caminhar. Ela representa a estrutura indispensável para que seja possível a realização do ato educativo. Dentre as situações de caráter pedagógico-administrativo estão todas as iniciativas que a escola deve ter para que o ensino e a aprendizagem ocorram. Aliás, este é o coração do trabalho pedagógico. Aí se destacam duas ordens de necessidades diferentes: uma ligada ao professor e outra ligada ao aluno. Na orientação educacional é o profissional encarregado da articulação entre escola e família. Assim, cabe a ele a tarefa de contribuir para a aproximação entre as duas, planejando momentos culturais em que a família possa estar presente, junto com seus filhos, na escola. Cabe também, ao orientador educacional, a tarefa de servir de elo entre a situação escolar do aluno e a sua família, sempre visando contribuir para que o aluno possa aprender significativamente. A perspectiva de orientação educacional que considero válida não se equipara ao trabalho do psicólogo escolar, que tem uma dimensão terapêutica. O papel do orientador com relação à família não é apontar desajustes ou procurar os pais apenas para tecer longas reclamações acerca do comportamento de seu filho, mas procurar caminhos, junto com a família, para que o espaço escolar seja favorável ao aluno. É prudente que o orientador não diagnostique problema algum no aluno, e sim que veja os seus aspectos saudáveis que possam superar outros aspectos negativos. - 29 - A escola pode constituir-se em espaço social e político que luta por uma sociedade mais justa, mais democrática, mais humana. Neste sentido, aponto, finalizando, para um comentário de Assis (1994): “Há algo que nos parece fundamental no trabalho do orientador educacional hoje; além do comprometimento com os problemas de ensino e aprendizagem, é preciso lutar para que a escola não perca a sua dimensão humana.” (p. 138) Além de conhecer o contexto socioeconômico e cultural da comunidade, bem como a realidade social mais ampla, o orientador educacional deve ser um profissional da educação encarregado de desvelar as forças e contradições presentes no cotidiano escolar e que podem interferir na aprendizagem. Neste sentido, o ideal seria que as Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia levassem em consideração as cinco áreas apontadas neste texto, bem como pensassem nos profissionais que delas dariam conta para o bem do ensino e da aprendizagem. Colégio Estadual Érico Veríssimo Educação de Jovens e Adulto – modalidade (EJA) – são praticamente dezessete alunos com idade de dezoito a sessenta e um anos. Sob a orientação da professora Maria Terezinha D’Roling, concursada – formada em magistério – experiência de 1° a 4° série – já trabalhou no Colégio Ulysses Guimarães com Fundamental II, durante cinco anos. A organização é excelente tudo quanto o alunos precisa para visualização, como o Alfabeto, os números inteiros de um a vinte e os maiores escrito por extenso, tabela das dezenas, centenas, dúzias. Calendário com os dias, mês e anos feitos em EVA, na sala tem disponível para os alunos livros, revistas, histórias em quadrinhos para pesquisas ou recortes. A professora Terezinha no momento estava trabalhando com palavras, visando as vogais, a pronúncia do c e ç, separação de sílabas com a participação das alunas. Entre os dezessete alunos um só é homem o restante são todas senhoras, moças, entre ambos há uma participação integral por parte das alunas. - 30 - Os alunos constroem conhecimentos na interação com o contexto social, mesmo sem ter passado pelo processo de escolarização. Valorizar esses conhecimentos e relacioná-los com novos conteúdos é imprescindível para uma aprendizagem significativa, possibilitando ao professor o planejamento de situações de aprendizagem para ampliá-los ou transformá-los. Quanto maior a profundidade e qualidade das relações, maior a significatividade da aprendizagem. Os novos conteúdos devem ser significativos, cientificamente bem construídos, ter funcionalidade, considerando-se as capacidades dos alunos, suas possibilidades cognitivas e afetivas. Tais conteúdos devem ser re-significados, resgatando-se sua importância no processo de ensino e aprendizagem, entendendo-se como saberes culturais: conceitos, explicações, habilidades, linguagens, fatos, valores, crenças, sentimentos, atitudes, interesses, condutas, raciocínios, etc., para o desenvolvimento do educando e sua formação integral. Re-significar os conteúdos pressupõe entendero que o educando deve saber o que deve saber fazer e como deve ser. As experiências realizadas por Paulo Freire na década de 60 indicam uma valorização dos conhecimentos construídos fora da escola pelos jovens e adultos e a consideração destes como pontos de partida para novos conhecimentos. Nessas experiências havia uma preocupação com o repertório linguístico dos alunos, afirmando que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Estes conhecimentos são pontos de partida para a produção de novos conhecimentos. Sendo assim, quando se dirigem a uma escola, os jovens e adultos não se encontram vazios, como muitas vezes a escola acredita. A prática educativa é acima de tudo um desafio, pois o educador consciente passa grande parte do seu tempo questionando-se, revendo conceitos, buscando dar o melhor a seus educandos. Por isso, o sonho e a utopia fazem parte desses docentes, e outros sentimentos como a esperança, que é uma arma importantíssima para a realização de certas aspirações. Para Paulo Freire (1997) é ingenuidade dar à esperança um poder absoluto de resolução de conceitos, concepções e conteúdo, no entanto, se aliadas a ela - 31 - encontram-se o esforço, a capacidade, a persistência e humildade, o educador está no caminho certo. A educação definida por Paulo Freire vê o conhecimento como um instrumento para a ação mais eficaz dos homens sobre o mundo. Esta ação tem sempre uma marca: mudança ou continuidade. Portanto, não é nunca um ato neutro. A alfabetização que serve aos mais pobres é aquela que dá a força e a capacidade de aprender aos alfabetizandos, que usa a língua e a escrita para a reflexão da realidade e para o desvelamento do que ainda não é do conhecimento deles. Na história da educação brasileira, a Educação de Jovens e Adultos, como uma modalidade diferenciada, chama a atenção o seu caráter extensivo, por ser fora dos moldes tradicionais das escolas noturnas e, com relação ao aspecto da legislação não era algo sólido, não se configurava como um compromisso dos órgãos competentes (PAIVA, 1973). A EJA enquanto modalidade educacional que atende alunos-trabalhadores deve ter por finalidade o compromisso com a formação humana e com acesso a cultura geral. Nesse sentido passa a propiciar ao educando o desenvolvimento da sua autonomia intelectual e moral. Tendo em vista este papel, a educação deve investir em uma formação que possibilite ao individuo aprender criticamente participando do trabalho e da vida coletiva, acompanhando a dinamicidade das mudanças sociais, partindo da utilização metodológica adequada de conhecimentos científicos tecnológicos e sócio-histórico. Escola Alternativa - Casa Ofício A Casa Ofício é uma escola especial que possui várias oficinas terapêuticas e profissionalizantes, socioassistencial de forma planejada e continuada para pessoas com deficiência Intelectual, Autismo, Síndrome Asperger e Down, Transtorno Global de desenvolvimento. A formação de cada indivíduo acontece, através de atividades sócio-educativas, sócio-culturais, através da inclusão social, que permite a auto- sustentação e plena participação na sociedade. Atualmente, a Casa Ofício, atende - 32 - duzentas e quinze pessoas, entre os jovens acima de quatorze anos, aos adultos e até o idoso, em suas oficinas e salas de aulas, apoio e orientação aos familiares e às empresas contratantes. A entidade é mantida com vendas informais dos artesanatos produzidos e ajuda da comunidade, além de parcerias como o Rotary Clube Foz do Iguaçu e Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. A Casa Ofício possui profissionais qualificados nas áreas: Serviços Multidisciplinares são realizados pela Assistência Social e Psicóloga, que visa avaliar e acompanhar, orientando a Família no âmbito sócio educativo e psicossocial. Para um amplo resultado é visado a integração, participação de vida, como a auto-estima e realizações pessoas do estudante. Na Fisioterapia é avaliado o físico-funcional, orientação postural e a práticas de exercícios fisioterapeutas, envolvendo os alunos e familiares, promovendo os conhecimentos e a conscientização referente a todas as medidas preventivas, onde todas as ações e desenvolvimento seu trabalho é realizado com a equipe pedagógica, possibilitando ao aluno um atendimento individual ou em grupo. A cozinha é industrial, onde são realizadas, as refeições e necessidades orgânicas e hábitos alimentares saudáveis. Nesta Etapa são administrados os cursos de Profissionalização que visa promove o desenvolvimento profissionalizante como: auxiliar de cozinha, copeiro, padeiro e atividades relacionados às vidas diárias. A Educação os ensinos de conteúdos são ofertados a Jovens e Adultos, na modalidade da fase I Educação Especial. A educação Profissional, os programas são desenvolvidos com trabalhos em Oficinas, promovendo a integral responsabilidade. Igualdade social, como a Oficina Agrícola, Oficina de Marcenaria, Informática, a educação Física e atividades Culturais Inclusivas, ao encaminhamento e acompanhamento ao mercado de trabalho. Nas oficinas de Artesanatos: são realizados os trabalhos manuais com Biscuit, decorações, lembrançinhas, ponteiras de lápis, reaproveitamento de materiais de reciclagem de papel, porta, trecos, barricas, embalagens para presentes, confecções de bolsas e tapetes, puffs, etc........bordados, sabonetes artesanais, arranjos entre outros. - 33 - Na interação este tipo de trabalho visa o despertar da, criatividades e a autonomia, onde a desenvoltura e habilidades facilitam o ingresso dos trabalhos formais e autônomos, promovendo a auto-estima e a qualificação do mesmo para o Como podemos obsevar, durante este período, a aprendizagem estabelece todos os níveis deste do primário da alfabetização, quanto à formação profissional, de jovens, adultos e até mesmo os idosos, segundo suas necessidades. Em todos os aspectos as salas são organizadas de acordo com os níveis de aprendizagem do jovem, temos nos primórdios da alfabetização, os Alfabetos ilustrados, os números, datas referentes aos dias, mês e ano, a sala é adaptada ao jovem, o número máximo de jovens é de dez, todos devidamente informados sobre suas condições físicas e psíquicas ao conhecimento da Professora e Profissionais que acompanham todos os casos individualmente, base de sua formação. Atualmente, dialogando com uma das Professoras Angela, a mesma informou que, habitualmente, fez muitos cursos preparatórios nesta área se especializando, na Educação Especial, conforme seu tempo de carreira, a Professora relata que devido à dificuldade em ter uma filha especial, que também recebe acompanhamento pela Instituição, ela frisa que, tinha encontrando muita dificuldade para contratar alguém de base formativa que pudesse acompanhar sua filha neste processo de desenvolvimento, quando projetando para esta aera em especial, ela adaptou as regras segundo a necessidade da família e a educação da filha. Durante este período de observação analisamos o quanto é essencial, para o jovem este convívio social e a base da formação para a inclusão no mercado de trabalho. - 34 - APASFI – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu A Libras é uma língua de sinais utilizada pelos surdos que vivem em Foz do Iguaçu, é uma língua de modalidade gestual-visual, porque utiliza a comunicação dos movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão. Na educação Infantil as crianças recebem atendimento em tempo integral, na educação de adultos, cuja modalidade é o Ensino Fundamental e Ensino Médio, a operacionalização a escola conta com professores habilitados em níveis médio e superior, com cursos de especialização e com competência de língua de Sinai, direção, supervisor, psicólogo,assistente social e fonoaudióloga, além dos profissionais surdos excedendo funções de professores, instrutores e monitores, para adequar tanto a criança, quanto o adulto a uma formação individual e profissionalizante. Além da escola oferece oficinas de leitura, escritas e matemática - espaço para reflexões, discussões, elaboração e reelaboração de hipóteses sobre construção do conhecimento. No grupo Familiar – espaço para as famílias discutir assuntos diversos, principalmente as diferenças linguísticas culturais que as envolvem. A Apasfi abrange os requisitos de profissionais em diversos campos, para suprir as necessidades dos graus e os níveis de Ensino, a começar pela Educação Infantil, oferecido em período integral, Ensino Fundamental em consonância às orientações nacionais, que compreende a base nacional comum da língua portuguesa: matemática, geografia, história, ciências, educação física, e o ensino religioso. A educação de jovens e adultos - Ensino Fundamental e Médio visa o assessoramento escolar aos alunos inclusos na rede regular de ensino. A diferença precisa ser entendida como enriquecimento, possibilidade, processo de construção, que é próprio dos seres humanos. Não pode ser o polo oposto de um padrão hegemônico, para não continuar marcando alguns alunos e pessoas como “as diferentes” – por razões étnicas, de gênero, de deficiências e outras maneiras de rotular e excluir. - 35 - Atendimentos individuais das crianças com residuais auditivos matriculados na Escola da APASFI, ou na rede regular de ensino, participam deste programa, onde a fala é trabalhada, a partir das atividades como: jogos, quebra-cabeça, cruzadinhas, história em sequências, revistas, gibis, literatura, entre outras. Enquanto aos programas são oferecidas as oficinas de leitura e escrita e matemática - espaço para reflexões, discussões, elaborações e relaboração de hipóteses sobre a construção de conhecimentos. A educação profissional corresponde aos adolescentes de quatorze anos de idade que recebem orientações especiais sobre o mundo do trabalho, participam de cursos profissionalizantes, Laboratório de Informática: utiliza novas tecnologias de informação no âmbito educacional, promovendo uma ação interdisciplinar, este espaço onde os alunos utilizam, e são administrados à aprendizagem e os conhecimentos em meios aos desenvolvimentos e percepções de todas as ferramentas. Nas salas de informática a professora trabalha com máximo de quatros a cinco crianças, visando todos os aspectos da informação e trabalhos relativos ao cotidiano. As atividades desportivas visa o desenvolvimento do aluno, bem como a sua participação, destes os campeonatos municipais, intermunicipais e estaduais: como as gincanas, olimpíadas internas em diversas modalidades. As áreas da Informativa: são espaços onde os alunos utilizam jornais, revistas, vídeos, TV, internet, pesquisas de acontecimentos atuais e a probabilidade de formação de grupos de estudos, envolvendo o corpo docente, equipes técnicas, monitores, supervisão e direção, com o objetivo maior o educando. No processo de alfabetização o atendimento individual das crianças na Escola Apasfi é direcionado a fala trabalhada a partir de atividades como: jogos, quebra- cabeça, cruzadinhas, história em sequência, revistas, gibis, literaturas entre outras. Referente ao curso de libra a própria instituição abriu a comunidade, pais e amigos, para que possa buscar a interatividade entre os familiares e um desenvolvimento pleno por parte das crianças e até mesmo o adulto que buscam por um conhecimento a mais em sua gama de referências. Sendo assim, a Declaração de Salamanca (1994) declara que as crianças com necessidades educativas especiais devem frequentar escolas de ensino regular e - 36 - acrescenta que estas constituem um dos meios mais eficazes para combater a discriminação e ao mesmo tempo fomentar uma sociedade inclusiva que proporcione uma educação adequada a todos sem exceção. Hospital Municipal Pe. Germano Lauck O atendimento pedagógico – educacional – hospitalar é um direito de todos os educandos, devido às suas condições especiais de saúde, estejam hospitalizados ou sob outras formas de atendimento que impeçam a participação na escola. Quando a ausência da criança na escola decorre de sua história de adoecimento e tratamento hospitalar, a frequência à classe hospitalar surge como um incentivo à criança e à família, que passam a buscar a escola regular após a alta hospitalar. A educação em hospital é um direito de todo educando hospitalizado. Sabe- seque na prática, nem todos está tendo este direito respeitado ou atendido, uma vez que os dados evidenciam que ainda há um número pequeno de hospitais com classes hospitalares. Faz-se necessário considerar, seriamente, esta questão, uma vez que a literatura aponta para o importante papel do professor no desenvolvimento, nas aprendizagens e no resgate da saúde do educando hospitalizado. No atendimento hospitalar, sobre os cuidados da psicóloga Gisele a brinquedoteca está com os projetos em andamento e que no momento não visa nenhum ordem formal de alfabetização no momento. Os pacientes da ala infantil, além de darem entrada no hospital, por várias razões, são inúmeros às situações mais crônicas, cujos prazos para estabilidade e acompanhamento são mínimos. Inseridos nesta realidade não há um acompanhamento de um profissional na área de educação pedagógica. O que no momento está disponível é uma sala de apoio com alguns brinquedos para s crianças brincarem sobre os cuidados dos próprios Pais. - 37 - Infelizmente e é com tristeza que relatamos isso, é um total descaso a saúde em todos os sentidos, o pouco que se faz, se faz na medida de toda miséria humana. A hospitalização pode ser uma experiência difícil, dolorida para a vida do enfermo, principalmente se este for uma criança. Esses fatores, por sua vez, facilitam a irritabilidade, desmotivação, estresse, entre outros. O trabalho lúdico e educativo, desenvolvido pelo profissional pode ajudar os hospitalizados a aceitar melhor a ideia do processo de internação ou consulta, bem como auxiliar em seu processo de recuperação. As hospitalizações por doenças infecciosas preveníveis por imunização sarampo, tétano, difteria, entre outras podem ser evitadas. É também possível evitar aquelas cujas complicações podem ser atenuadas por diagnóstico e tratamento precoces, como as gastroenterites. Se houver cobertura e qualidade na atenção primária à saúde, haverá redução de internações por complicações agudas causadas por doenças não transmissíveis como o coma diabético, bem como redução nas readmissões e no tempo de permanência no hospital por diferentes doenças. A hospitalização atinge o cotidiano e a organização interna da família em maior ou menor grau, muitas famílias se organizam para responder as dificuldades que surgem da internação. Elas reorganizam sua estrutura para permanecer com o familiar doente. Como a vida fora da instituição é contínua, essa reorganização e reestrutura torna-se de grande valor para tais famílias. Essas ajudas tornam-se mais tranquila e eficaz, quando é possível contar com uma rede de apoio na família nuclear ou abrangente ou de instituições gratuitas ou particulares. Uma vez que o educando não tem seu crescimento e desenvolvimento interrompidos por estar hospitalizado, a presença do professor que conhece as suas necessidades curriculares, torna-se um catalisador que, ao interagir com ele, proporciona-lhe, principalmente condições para a aprendizagem. Isto aproxima o educando dos padrões cotidianos da vida. Corroborando o exposto anteriormente, Ceccim e colaboradores acrescentam que é também do professor de classe hospitalar "a tarefa de afirmar a vida, e sua melhor qualidade, junto com essas - 38 -crianças, ajudando-as a reagir, interagindo para que o mundo de fora continue dentro do hospital e as acolha com um projeto de saúde" (1997, p.80). A oferta de atividades recreativas ou lúdicas no ambiente de internação hospitalar é crucial ao enfrentamento do adoecimento e à aceitação positiva do tratamento, mas não substitui a necessidade de atenção pedagógico-educacional, pois seu potencial de intervenção é mais específico, mais individualizado e volta-se às construções cognitivas e à construção do desenvolvimento psíquico. 5.1. Caracterização da entidade ou instituição de ensino – histórico da escola. Colégio Estadual Barão do Rio Branco Nesse sentido, a instituição de Ensino restitui o processo de desenvolvimento dos alunos contribui para o sucesso entre educando e educador com pleno respeito, considerando cada indivíduo com fontes inexploráveis de conhecimento. Com isso o potencial de cada um é avaliado, as diferenças respeitadas, toda a bagagem do aluno valorizada, sua realidade observada e através de conhecimentos sólidos, o agirem para poder transformar em seu próprio benefício. Colégio Estadual a formação inicial Ensino Fundamental (6 a 14 anos), Tem como finalidade a formação básica do cidadão, o desenvolvimento da capacidade de aprender, a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade, o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem e o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância, , com duração de 9 anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 anos de idade. Está organizado em Séries Iniciais (1ª a 5ª séries) e Séries Finais (6ª a 9ª séries) recíproca em que se assenta a vida socialapontando as possibilidades de aprofundamento que os jovens poderão escolher ao longo de sua escolarização. - 39 - Ensino Médio (15 a 17 anos), etapa da educação básica e magistério tem por finalidade a preparação para o trabalho. Tem por princípios pedagógicos: identidade, diversidade e autonomia, interdisciplinaridade e contextualização. Sabiamente Freire (1996, p. 25), refletiu e escreveu no livro Pedagogia da Autonomia: Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. No entanto são administradas as modalidades de Ensino Fundamental Fase II Ensino Médio Normal, Magistério- Formação Docente, Profissionalizante, Técnico em Segurança do Trabalho, CELEM Espanhol e Inglês. Modalidade de aprendizagem e de ensino compõe, portanto, uma via de mão dupla na medida em que para ensinar o sujeito utiliza-se dos mesmos recursos que tem para aprender. Se o sujeito constrói sua modalidade de aprendizagem especialmente nas suas primeiras relações, os modelos tendem a se perpetuar. A redução do prático ao utilitário implica a eliminação do aspecto humano, subjetivo, em face do objeto. Deste modo, as coisas são entendidas como se significassem por si mesmas, independentemente dos atos humanos. A práxis marxista supera essa visão imediata e ingênua, ao acentuar criticamente os condicionantes sociais, econômicos, ideológicos-históricos, que resultam da ação dos homens (VÁZQUEZ: 1977). Colégio Estadual Dom Pedro II Colégio Estadual Dom Pedro II funciona em prédio próprio, sendo sua construção datada de março de 1998. Atende uma população de aproximadamente 1.590 alunos, abrangendo uma totalidade de dezesseis bairros. Esta obra foi executada pelo Governo do estado do Paraná em parceria com a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. A comunidade escolar que pertence a este estabelecimento de ensino é bastante heterogênea, tanto em nível sócio-econômico, cultural quanto ao da faixa etária. Atualmente o Colégio Estadual Dom Pedro II está organizado da seguinte forma: - 40 - Período Matutino: 8º Ano – Ensino Fundamental 5 turmas 9º Ano – Ensino Fundamental 6 turmas 1ª Série – Ensino Médio 3 turmas 2ª Série – Ensino Médio 2 turmas 3ª Série – Ensino Médio 1 turma Período Vespertino: 6º Ano – Ensino Fundamental 9 turmas 7º Ano – Ensino Fundamental 8 turmas 8º Ano – Ensino Fundamental 1 turma Período Noturno: 9º Ano – Ensino Fundamental 1 turma 1ª Série – Ensino Médio 3 turmas 2ª Série – Ensino Médio 3 turmas 3ª Série – Ensino Médio 3 turmas Apesar de toda estrutura, vinculada à comodidade das crianças, adolescentes e jovens, o Colégio oferece uma quadra esportiva, para atividades de educação Física e outras modalidades. Para um melhor desempenho das aulas e pesquisas, a instituição oferece salas de informáticas especializadas, biblioteca, como também toda uma equipe de profissionais qualificados para acompanhar e auxiliar os adolescentes e jovens em diversas questões das modalidades de ensino. A instituição do Colégio Dom Pedro II, possui sala dos professores, sala da direção, sala de orientação educacional, pátio amplo, refeitório, banheiro adequado a faixa etária de cada criança, como os adolescentes e jovens, o acompanhamento é individual, padronizado pela equipe pedagógica, que visa aperfeiçoamento no - 41 - desenvolvimento juntamente com os Pais e a sociedade, visando projetos e jogos interativos para desenvolvimento social de cada indivíduo. Para Freire (1996, p.66), “o respeito, a autonomia e a dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros”. As atividades pedagógicas precisam ter sentido e instigar o aluno à busca e à investigação constante de conhecimentos para entrar em um processo de reflexão sobre o que aprendeu. Acredita-se que esse processo é contínuo, inacabável, pois a todo o momento ansiasse por aprender ou saciar nossas interminadas e infinitas necessidades cognitivas. . Colégio Érico Veríssimo O processo de desenvolvimento dos alunos contribui para o sucesso entre educando e educador com pleno respeito, considerando cada indivíduo com fontes inexploráveis de conhecimento. Com isso o potencial de cada um é avaliado, as diferenças respeitadas, toda a bagagem do aluno valorizada, sua realidade observada e através de conhecimentos sólidos, o agirem para poder transformar em seu próprio benefício. Nas modalidades de Ensino são ofertados, pela instituição os seguimentos, que acompanham toda trajetória da criança até a educação e formação doa adulto pelo sistema de educação do (EJA). - 42 - O Colégio Municipal Érico Veríssimo, possui acessibilidade: as dependências da escola são acessíveis aos portadores de deficiência, os sanitários são acessíveis aos portadores de deficiência, a Infra-estrutura (dependências), possui biblioteca, cozinha, laboratório de informática com computadores e Internet: Internet: computadores para uso dos alunos: 34, computadores para uso administrativo: 10, sala de leitura, sala para impressão, aparelho de DVD, copiadora, retroprojetor, televisão,sala para a diretoria, sala dos professores, e toda equipe pedagógica para o desenvolvimento pleno do ensino de qualidade e a eficácia. Ensino Regular: Educação Infantil - Pré-Escola - Ensino Fundamental - Anos Iniciais Educação Especial: Ensino Fundamental - Anos Iniciais Educação de Jovens e Adultos: Eja - Ensino Fundamental - Anos Iniciais – Presenciais Atendimento Educacional Especializado (AEE): Ensino Do Uso Do Soroban Estratégias Para Autonomia No Ambiente Escolar Técnicas De Orientação E Mobilidade A escola possui sala para os professores A escola possui sala de atendimento especial FREIRE: [...] tipo de relação educador-educando em que o educador se considera o exclusivo educador do educando. O educador transfere o conhecimento em torno de a ou b ou c objetos ou conteúdos ao educando, considerado como puro recipiente. (1992, p.119). Educaçãode Jovens e Adultos a importância de reciprocidade da relação educacional: o educando como o educador. Isso pode ser visto em diversas situações onde trazem de suas vivências os exemplos que pontuam claramente todos os espaços de aprendizagem, e que se bem aproveitados pelos professores são os grandes motivadores do trabalho, resignificando os conteúdos curriculares e - 43 - outros espaços que fazem parte do currículo formal da escola, como por exemplo, a avaliação. A educação é fundamental para a transformação de uma nação, os países que não valorizam a ética, o trabalho e a educação em geral, apresentam economia frágil, os rendimentos são inferiores, refletindo em todo seguimento, como habitação, saúde, qualidade e expectativa de vida. Colégio Municipal Alternativa – Casa Ofício. Na Casa Ofício o objetivo principal a prestação voltados para o atendimento socioassistencial de forma planejada e continuada para pessoas com Deficiência Intelectual e Transtorno Global de Desenvolvimento com idade acima dos quatorze anos, com a finalidade de formação global através das atividades sócio-educativas, sociais, culturais e profissionalizantes, que através da inclusão social, cultural e profissional, lhe permitam a auto-sustentação e a plena participação na sociedade. Cujos fatores passam a desenvolver seus ofícios mediante a um acompanhamento profissional por parte dos professores, fisioterapeutas, psiquiatras, psicólogos e pedagogos, assistente social, que visam à qualidade e desenvolvimento da criança como um todo na formação e educação profissional. A nova metodologia, a escola passa a ter essa autorização e passa a receber alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de estudantes de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com a reestruturação, a direção da escola aguarda pela aprovação de um convênio com o Governo do Estado visando promover ainda mais oficinas e ampliar o número de atendimentos. Atualmente, 248 adolescentes e jovens são atendidos pela escola, sendo que 115 deles foram encaminhados ao mercado de trabalho após participarem de alguma das oficinas promovidas pela entidade, como jardinagem, técnicas agrícolas, horticultura, técnicas de artesanato, informática e panificação. - 44 - Para sobreviver e manter 248 alunos especiais, adolescentes e adultos, divididos em dois turnos é necessários 32 profissionais, entre eles professores e profissionais das áreas de psicologia, serviço social, fisioterapia, pedagogia e serviços gerais. Destaca-se que a raiz do projeto ‘visa fomentar em cada atendido o respeito próprio, através de atividades funcionais que lhes permitam atuar no mercado de trabalho’. Assim, a Casa Ofício abre um leque para a profissionalização, passando pela cadeia de artesanato marcenaria, bordado, biscuit, colagem, pintura, etc. chegando até a panificadora, pães coloniais, salgadinhos, congelados entre outros. Realizar aprendizagens significativas, contextualizar as aulas e, principalmente, aproveitar a grande bagagem de experiência dos alunos na Educação de Jovens e Adultos, é de suma importância. Consta na instituição toda integração de uma vasta equipe de profissionais, cujo vínculo maior é encaminhar os jovens ao mercado de trabalho, concluindo como indivíduo capacitado e produtivo diante da sociedade e para o desenvolvimento da própria auto.estima. O processo de desenvolvimento dos alunos contribui para o sucesso entre educando e educador com pleno respeito, considerando cada indivíduo com fontes inexploráveis de conhecimento. Com isso o potencial de cada um é avaliado, as diferenças respeitadas, toda a bagagem do aluno valorizada, sua realidade observada e através de conhecimentos sólidos, o agir para poder transformar em seu próprio benefício. Constatou-se que a educação deve propiciar uma ação pedagógica dialética, em que se efetive a construção do conhecimento através de uma prática educativa autônoma, comprometida, criativa, prazerosa, significativa e motivadora. Justificando-se então que: “A motivação depende da força de estimulação do problema e das disposições internas e interesses do aluno. Assim, aprender se torna uma atividade de descoberta, é uma auto-aprendizagem, sendo o ambiente apenas o estimulador.” (LIBÂNEO, 1995. p. 26). APASFI – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu - 45 - Apasfi – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu – cujo vínculo é intermediário é a base funcional da criança desde o início dos anos da aprendizagem inclusa em sua vida a motivação e inclusão profissional no mercado de trabalho. Através a constituição subjetiva do sujeito surdo e seu relacionamento social, passa pela Educação Infantil, em nível integral, ao Ensino Fundamental com abrangência em todos os campos funcionais e formativo relativos aos conteúdos e didáticas aplicadas, a Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental e Médio sobre cooperação técnica do CEEBJA ao assessoramento escolar aos alunos inclusos na rede regular de ensino. Os profissionais estão aptos em suas respectivas áreas de formação, onde abrange os pedagogos, psicólogas, e os interpretes da Libra. Gandin destaca que “O planejamento é um plano ajudam a alcançar a eficiência, isto é, elaboram-se planos, implanta-se um processo de planejamento a fim de que seja bem feito aquilo que se faz dentro dos limites previstos para aquela execução” (2002, p. 17). Enquanto aos programas são oferecidas as oficinas de leitura e escrita e matemática - espaço para reflexões, discussões, elaborações e relaboração de hipóteses sobre a construção de conhecimentos. A educação profissional corresponde aos adolescentes de quatorze anos de idade que recebem orientações especiais sobre o mundo do trabalho, participam de cursos profissionalizantes. Laboratório de Informática: utiliza novas tecnologias de informação no âmbito educacional, promovendo uma ação interdisciplinar, este espaço onde os alunos utilizam, e são administrados à aprendizagem e os conhecimentos em meios aos desenvolvimentos e percepções de todas as ferramentas. Nas salas de informática a professora trabalha com máximo de quatros a cinco crianças, visando todos os aspectos da informação e trabalhos relativos ao cotidiano. As áreas da Informativa: são espaços onde os alunos utilizam jornais, revistas, vídeos, TV, internet, pesquisas de acontecimentos atuais e a probabilidade de formação de grupos de estudos, envolvendo o corpo docente, equipes técnicas, monitores, supervisão e direção, com o objetivo maior o educando. Hospital Municipal Pe. Germano Lauck. - 46 - Em sua estrutura completa de assistência integral a sociedade, e de especialistas em todas as áreas, passa por reformas financeiras e adequações de equipe e profissionais. No entanto não há um plano de educação efetivo na ala de internação visando a aprendizagem continuada da criança por meio da interação com a brinquedoteca. Em seus recursos é de extrema escassez, pois quem mais padece é a comunidade que depende de suas assistências. É importante ressaltar que a brinquedoteca é um espaço de fundamental importância no desenvolvimento lúdico das crianças. O brincar é um direito da criança, direito este amparado em leis como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Constituição Federal entre outras conquistas importantes, colocam o brincar, ou seja, o lúdico como prioridade e como direito da criança, dever do estado, da família e da sociedade. Amparada pela lei Federal 11.104, de 21 de março de 2005 a qual dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação, a brinquedoteca hospitalar vem para garantir à criança um espaço destinado ao ato de brincar com o intuito de colaborar no tratamento dessascrianças e amenizar traumas que podem surgir com a internação. Quando a criança está internada fica longe de seus pertences favoritos, família amigos, escola e sua rotina, isso gera uma tristeza e uma resistência para aceitar o tratamento que ela tem que se submeter. Mesmo hospitalizada a criança não pode deixar de brincar, é um período de sua vida que se sente muito sozinha. A criança que fica impossibilitada de brincar tem seu desenvolvimento comprometido e o seu equilíbrio emocional também. A criança hospitalizada não deixa de ser criança e precisa brincar, pois e o papel dos jogos e brincadeiras é garantir o seu equilíbrio emocional e intelectual. Tão importante quanto o brincar no hospital também é a escolarização, e a pedagogia hospitalar tem como objetivo promover a criança hospitalizada à continuação das atividades educativas, e o pedagógico juntamente com o lúdico são pontos fundamentais neste processo. - 47 - A importância de levar para dentro dos hospitais a educação é além de garantir um direito, também proporcionar a está criança ou adolescente hospitalizado um bem estar. A pedagogia hospitalar também está empenhada em propiciar o retorno à escola regular sem traumas ou minimizando os mesmo ocasionados devido à criança ter ficado longe da escola. Segundo Matos: [...] a finalidade da Pedagogia Hospitalar é integrar educadores, equipe médica e família, num trabalho em conjunto que permite ao enfermo, mesmo em ambiente diferenciado, integrar por meio de ações lúdicas, recreativas e pedagógicas novas possibilidades e maneiras de dar continuidade a sua vida escolar e, com isso, beneficiar sua saúde física, mental e emocional [...] (MATOS, 2003). Fica claro que a escolarização em contexto hospitalar está intimamente ligada a lúdicidade, é um momento difícil para a criança. A utilização do lúdico facilita à aceitação da criança a escolarização no hospital. Observa-se que a brinquedoteca hospitalar tem que ser um espaço de valorização da saúde, do brincar, da socialização e da cidadania. O brincar no hospital é uma ferramenta fundamental que promove o bem estar e a recuperação de crianças nos hospitais. Para a humanização dos hospitais a brinquedoteca é uma projeto de melhoria da qualidade de vida durante a internação das crianças e adolescentes hospitalizados. Na busca de humanização é que os hospitais estão cada vez mais aderindo a esta proposta, na medida das possibilidades e vontade de abraçar esta causa. - 48 - 5.2. Relatório de observação do Estágio Colégio municipal Érico Veríssimo Segundo a didática da Professora Maria Terezinha D’Roling, o acompanhamento, com as alunas do (EJA), na alfabetização é viável dizer que depois do expediente de trabalho, há uma resposta nítida por parte dos adultos e uma participação integral a metodologia aplicada. Na sala de aula estão presentes constantes dez alunos, com dezessetes inscritos, alguns, costumam marcar presença, mesmos depois do expediente ou da rotina cansativa de trabalho, outros até por falta da própria saúde ou escalas de trabalho, mas com tanta contravenção a professora conhece as dificuldades e sensibilidades de cada aluno em sala de aula. É importante que o ensino da EJA não copie o mesmo modelo de aula desenvolvida no ensino regular. Temos de considerar as condições específicas do aluno que participa das aulas da EJA. É o aluno adulto que trabalha no mínimo oito horas diária, e que teve pouco tempo para permanecer na escola quando deveria estar na idade adequada, segundo a Lei. Esse aluno está marcado por um sistema de ensino que o marginalizou, pois não lhe proporcionou crescimento, como ser humano, menos ainda, como intelectual que associasse o conhecimento adquirido nos bancos escolares à prática. Os alunos tem assimilação do conteúdo aplicado, alguns com dificuldades na leitura e outros na escrita. Com tanta adversidade de aprendizagem a professora procura frisar uma metodologia única, abrangendo a participação das alunas em cada contexto da aprendizagem, visando sempre um clima de descontração e participação das mesmas, para interação em sala de aula. Hoje, contudo, o ensino da EJA volta-se, exatamente, para a busca da conscientização desse sujeito, possibilitando-lhe agir e reagir diante de situações concretas de sua realidade. O Ensino de Jovens e Adultos necessita de flexibilidade em sua organização curricular. Para tanto, é necessário que se façam avaliações da - 49 - realidade de que este aluno faz parte, a fim de que tenhamos como base a cultura regional, proporcionando, dessa forma, a apropriação da cultura universal. As orientações oriundas da 5ª Conferência Internacional sobre Educação de Jovens e Adultos (Confintea), realizada em Hamburgo, na Alemanha, 1997, levam a valorizar o processo de ensino e de aprendizagem, onde destacamos que EJA deve: [...] contribuir para a formação de cidadãos democráticos mediante o ensino dos direitos humanos, o incentivo à participação social ativa e crítica, o estímulo à solução de conflitos e a erradicação dos preconceitos culturais e da discriminação, por meio de uma educação intercultural; Promover a compreensão e a apropriação dos avanços científicos, tecnológicos e técnicos, no contexto de uma formação de qualidade, fundamentada em valores solidários e críticos, em face do consumismo e do individualismo; [...] Incentivar educadores e alunos a desenvolver recursos de aprendizagem diversificados, utilizar os meios de comunicação de massa e promover a aprendizagem dos valores de justiça, solidariedade e tolerância, para que se desenvolva a autonomia intelectual e moral dos alunos envolvidos na EJA. ( Proposta Curricular, 2002, p.19-20) Realizar aprendizagens significativas, contextualizar as aulas e, principalmente, aproveitar a grande bagagem de experiência dos alunos na Educação de Jovens e Adultos, é de suma importância. É exatamente este significado que faz com que os alunos venham motivados para a aula. É de suma importância na Educação de Adultos a valorização das experiências dos alunos, e para que isso ocorra, é preciso dar abertura ao diálogo entre os educandos e educadores. As atividades pedagógicas precisam ter sentido e instigar o aluno à busca e à investigação constante de conhecimentos para entrar em um processo de reflexão sobre o que aprendeu. Acredita-se que esse processo é contínuo, inacabável, pois a - 50 - todo o momento ansiasse por aprender ou saciar nossas interminadas e infinitas necessidades cognitivas. Colégio Estadual Barão do Rio Branco Na formação de Docentes – aproveitamento de estudos, com a Professora Leila Elias Lidato, entre as turmas de quarto semestre com onze professoras e quinto semestre com seis professoras, são visados entre os estágios o dinamismo e desenvolturas nas atividades e recreação com as crianças, em diversas aeras, desde o momento da alfabetização, ao tempo de descontração ou brincadeiras. São trabalhado desde os materiais recicláveis, aos matérias com EVA, revistas, jornais, todas as professoras trabalham num âmago de equipe desenvolvendo trabalhos relativos ao conteúdo aplicado, desenvolvendo várias metodologia para aplicação em sala de aula. Ensinar exige dedicação e amor, somos conhecedores e capazes de fazer nossos educandos transformar suas realidades, incentivá-los o despertar, o desejo de mudança, do querer ir além. Ao se planejar uma atividade de ensino, deve-se ter como preocupação fundamental à aprendizagem do aluno, a observação de sua realidade, bagagem cultural, interesse e características. Gandin destaca que “O planejamento é um plano ajudam a alcançar a eficiência, isto é, elaboram-se planos, implanta-se um processo de planejamento a fim de que seja bem feito aquilo que se faz dentro doslimites previstos para aquela execução” (2002, p. 17). O planejamento abordado por Gandin revela que buscamos o conhecimento da realidade onde atuamos. Construímos a base dos conteúdos a serem desenvolvidos e estabelecemos as possibilidades de transformação. No atual debate sobre a educação profissional e, especificamente, acerca da formação do educador para a educação profissional, tem sido muito presente a visão dicotômica, que pode ser visualizada na separação e distinção entre profissionalização e escolarização visão dissociativa ou como a “soma” da - 51 - profissionalização com a escolarização. Também a consolidação de atividades curriculares voltadas para desenvolver separadamente as capacidades do pensar e as capacidades para fazê-lo revela tal perspectiva, que divide os formadores da educação profissional em educadores de formação geral e educadores de formação técnica, dificultando, muitas vezes, a aproximação entre suas ações e a visualização do conjunto de suas práticas, teorias e, portanto, do processo didático da educação profissional. Nesse processo educativo, o professor deve assumir outra atitude, forjada a partir de outro tipo de formação, que deve ser crítica, reflexiva e orientada pela responsabilidade social. Nessa perspectiva, o docente deixa de ser um transmissor de conteúdos acríticos e definidos por especialistas externos, para assumir uma atitude problematizadora e mediadora do processo ensino-aprendizagem sem, no entanto, perder sua autoridade nem, tampouco, a responsabilidade om a competência técnica dentro de sua área do conhecimento (FREIRE, 1996). Além disso, é necessário, principalmente no caso de docentes e equipes dirigentes, fazer esforços em três direções distintas e igualmente importantes. A formação daqueles profissionais que já estão em exercício, os que estão em processo de formação e os que se formarão no futuro. Pensar a formação de professores é buscar dimensioná-los como seres históricos e sociais, que só existem mediante suas práticas, também histórica e socialmente construídas, que os colocam diante de uma diversidade de possibilidades e de opções e que exigem um posicionamento frente ao mundo e à educação. O ato de ensinar e aprender devem ser apresentados a partir das impressões, dos desejos, das necessidades de um grupo. Freire (1997, p.36) nos auxilia nesta direção, ao afirmar que “é preciso ver com outros olhos” o ato de educar-se com o outro. É importante também considerar que o professor necessita refletir sobre sua prática, pois, como afirma Nóvoa (1992), as novas tendências apontam para a necessidade de formação de um professor reflexivo, que repensa constantemente a sua prática, ressignificando sua formação inserida nos três processos de desenvolvimento: o pessoal, o profissional e o organizacional. No âmbito pessoal, - 52 - produzindo a vida do professor, estimulando a perspectiva crítico-reflexivo, com pensamento autônomo, para um repensar de sua prática e reconstrução de uma identidade pessoal. No profissional, produzindo a docência, com dimensões coletivas, promovendo a qualificação de investigadores, de professores reflexivos. No âmbito organizacional, produzindo a escola, transformando-a em um espaço de trabalho e formação. 5.3. Planejamento Plano de Aula Acadêmica: Vanuza Almeida Prado RA: 5371 Colégio Municipal Érico Veríssimo Bairro: Linha Guarapuava CEP: 85856-230 Endereço: Rua Jorge Sanwais 4375 Foz do Iguaçu, Foz do Iguaçu. Telefone: 45 3901-3359 Fax: 3901-3359 Professora: Maria Terezinha D’Roling. Educação de Jovens e Adultos (EJA) – dezessete alunos entre dezoito a sessenta e um anos de idade. Data da Aplicação: 02/09/2014 Objetivos: O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. A construção social fundada na interação entre a teoria e a prática. A capacidade de aprendizagem. Metodologia: - 53 - Desenvolvemos atividades com recortes envolvendo a quantidade, relativos a frutas, números e figuras geométricas. Construímos um painel do tamanho do quadro negro com figuras indicando a letra de acordo com a figura, na formação de frase. Criamos jogos interativos como o bingo das palavras. Recursos: Folha sulfites, cola, tesoura, EVA, Avaliação: Apesar das diversidades de atividades foi preciso acompanhá-las na separação relativos a quantidades e geometria. Enquanto a leitura das próprias palavras, entre a interação do jogo pelo bingo, foi interessante, porque havia já com a experiência de vida o conhecimento da palavra dita, mas entre os encontros s, SS, c, ç, lh, nh, havia pouca dificuldade. Por isso fazendo uma ampla análise, enquanto aos relatos da professora, foi gratificante, porque criamos uma “Aula” fora dos parâmetros normais, mais criativas e dinâmicas. Visamos à interação de todas as alunas. A metodologia aplicada era muito simples, mas foi de grande eficácia para as alunas, como uma aula interativa, visamos participação de todas. Que com o dinamismo entre uma atividade e outra, procuramos interagir, com brincadeiras e bastante otimismo, para que nada caísse na rotina. Desenvolvimento: Depois das meras apresentações, recorremos às atividades de recortes e colagens. As primeiras etapas foram trabalhadas as quantidades de frutas relativas aos numerais de um a dez. Na segunda etapa a quantidade de frutas relativas aos tamanhos. Na terceira etapa a geometria de acordo com as cores. Na quarta etapa montamos um painel com papel especial, “Um painel” com a figura e um quadrado em branco para anexar a letra referente à figura, que representaria a formação de uma frase. Na quinta etapa procuramos desenvolver o jogo do bingo, com palavras sorteadas e as cartelas destruídas entre as alunas, e conforme a - 54 - palavra era selecionada e dita as alunas teriam que marcar conforme a pronuncia e a escrita no quadro negro para confirmação na cartela. Sabiamente Freire (1996, p. 25), refletiu e escreveu no livro Pedagogia da Autonomia: Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Acadêmico Vanuza Almeida Prado RA: 5371 Plano de aula Colégio Estadual Barão do Rio Branco Rua Silvino Dal Bo, 85 Bairro Jardim Polo Centro Cep. 85863-759 Foz do Iguaçu - Paraná Telefone (45) 35223734 Fax (45) 35223734 Professora: Leila Elias Lidato 4° e 5° semestre Números de Alunas: Dezessete Objetivos: A psicomotricidade e cognição através da musicalidade. Desenvolvimento sócio-afetivo Concentração e motivação Metodologia: Foram apresentações de slides, relativos a musicalidades onde o foco principal era “Brincando com a Música”. Conforme cada passo que realizamos, procuramos interargir com as professoras, demonstrandos exemplos de vida e fatos - 55 - com os estágios adquiridos e as experiência com o decorrer da vida, em relação a aprendizagem na educação infantil, ensino fundamnetal e ensino médio. Recursos: Data show - Sala de auditório – Sucatas - EVA - garrafas Pets. - cola tesoura, papel crepom, cola quente, pedaço de pano, feijão, pipocas, arroz, flores, sementes de árvore, fita adesiva colorida, fita adesiva transparente, fita de cetim, etc... Avaliação: Desenvolvemos a didática dentro da etapa da metodologia que a professora havia preparado para a próxima aula. Que seria voltado a metodologia musical, pecepção, concentração, cognição, desenvoltura, todos os aspectos visados na formação conseguimos objetivar mediante a presença e acompanhamento da professora que com o desenrolar das atividades, demonstrou sua posição em relação ao conteúdo a as oficinas que preparamos para a construção dos instrumentos de percursão,para motivação na educação infantil. Durante a oficinas foram preparados os instrumentos de percusão com base nas sucatas e materiais recolhidos pelas professoras, no final da etapa, presenteamos segundo a classificação com instrumentos, confecçionados para que cada professora mantivesse uma pequena lembrança daquele momento, levando assim, um material como exemplo para a vida futura em sala de aula. No final foi marcante tanto para nós que seria um previlégio estar com elas administrando o conteúdo da metodologia musical, e adquirindo um pouco do conhecimento, a participação e desenvolvimento durante as oficinas. Os resultados conquistados foram eficazes para a nossa formação como estagiáias, mediante a abertura e disponibilidade da Professora Leila Elias Lidato. - 56 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 57 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 58 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 59 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 60 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 61 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 62 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 63 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 64 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 65 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 66 - Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ - 67 - Desenvolvimento da metodologia Musical “ Brincando com a Música “ . Materiais didáticos, com sugestões musicais, brincadeiras e trabalhos e jogos interativos - 68 - 5.4. Relatório de aplicação das atividades desenvolvidas. Colégio Municipal Érico Veríssimo Podemos analisar que enquanto ao material didático foram adminsitrados mediante ao segmento a metodologia que em questão seria a seuqência dada em sala pela Professora Maria Terezinha D’ Roling, cujo vínculo nos deu o previlégio de acompanhar nosso trabalho de perto e o seu desenvolvimento. Para uma conclusão viável, encontramos duas das alunas que durante as observações vimos que tinha bastantes dificuldades em pronunciar algumas palavras e escrevê-las. Já nos cálculos a professora direconava para uns quatro alunos, enquanto que para outros ela direcionava a atenção individual. Como proprocionamos nosso trabalho em grupo, ficou muito melhor a apresentação entre uma didática aplicada e outra metodologia, visamos sempre um acompanhamento indivual, conforme a diciuldade e visando sempre o grau de acompanhamento e desenvolvimento de ambas na resolução das atividades administradas. O ser humano tem a capacidade de pensar em objetos ausentes, imaginar fatos nunca vividos, estabelecer relações entre fatos e eventos, planejar ações a serem efetivadas em momentos posteriores. Esse tipo de atividade psicológica é considerado “superior” porque se diferenciam de mecanismos mais elementares, de origem biológica, presentes no ser humano e também nos animais, tais como ações reflexas, reações automatizadas ou processos de associações simples entre eventos. A estrutura cognitiva tem algumas variáveis de grande importância (Ausubel, 1980), como a disponibilidade de ideias pré-existentes num nível adequado de exclusividade, generalidade e abstração. Estes conceitos são fundamentais para o professor, uma vez que tendo apenas conhecimentos, pode utilizar os meios e recursos adequados. Os exemplos de aprendizagem utilizados quotidianamente com a intenção de facilitar a aprendizagem podem não ter qualquer valor se não tiverem relação com a estrutura cognitiva existente. Para o autor, o - 69 - professor, atento e responsável, deverá usar materiais adequados, relevantes e introdutórios, ou organizadores, que sejam claros e estáveis. Estes organizadores permitirão ao aluno relacionar, associar e reconhecer elementos novos da aprendizagem. A capacidade de aprendizagem do aluno assume as características de uma bola de neve: a aquisição de conhecimentos novos, baseados na estrutura existente, vai tornar-se também a base do mecanismo de transferência desse conhecimento para a prática. Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, as relações mediadas passam a predominar sobre as relações diretas. Dessa forma, a relação do ser humano com o mundo não é uma relação direta, mas, fundamentalmente, uma ação mediada. Esse fato é, na maioria das vezes, “esquecido” por muitos professores que defendem um espontaneísmo impossível na sua prática pedagógica. Na concepção vygotskiana, o desenvolvimento do psiquismo não á dado a priori, não é universal, imutável e passivo. Na visão de Oliveira (1992, p. 24): Vygotsky rejeitou, portanto, a idéia de funções mentais fixas e imutáveis, trabalhando com a noção do cérebro como um sistema aberto, de grande plasticidade, cuja estrutura e modos de funcionamento são moldados ao longo da história da espécie e do desenvolvimento individual. Dadas as imensas possibilidades de realização humana, essa plasticidade é essencial: o cérebro pode servir a novas funções criadas na história do homem, sem que sejam necessárias transformações morfológicas no órgão físico. Os conceitos cotidianos ou espontâneos têm sua origem em confrontos de situações concretas na convivência diária, por meio da observação, manipulação e vivências. “São categorias ontológicas, intuitivas e próprias de cada indivíduo, desenvolvidas sem a necessidade de escolarização formal. Por isso, são conceitos assistemáticos, originados em situações contextualizadas, cujas relações são orientadas pelas semelhanças concretas e por generalizações isoladas.” (Damazio, 2000, p.54). - 70 - Os conceitos científicos são sistemas de relações estabelecidas entre objetos já definidos pelas teorias formais, sendo formulados historicamente pela cultura e não pelo indivíduo propriamente. Sua apropriação requer necessariamente uma ação mediada, ou seja, são apropriados pelas pessoas por meio de atividades de ensino planejadas. De acordo com este autor, a aprendizagem é uma modificação na disposição ou na capacidade cognitiva do homem que não pode ser simplesmente atribuída ao processo de crescimento. Ela é ativada pela estimulação do ambiente exterior (input) e provoca uma modificação do comportamento que é observada como desempenho humano (output). Mas, ao contrário de Skinner (e outros behavioristas), Gagné se preocupa com o processo de aprendizagem, com o que se realiza "dentro da cabeça" do indivíduo. Colégio Estadual Barão do Rio Branco Mediantes os fatores relativos à participação das professoras, foram favoráveis para ambos a experiência adquirida com o desenvolvimento da metodologia. O objetivo educacional deve ser a facilitação da aprendizagem. Por esse ponto de vista, o único homem educado é o homem que aprendeu a aprender; o homem que aprendeu a adaptar-se e mudou que percebe que nenhum conhecimento é seguro e que só o processo de buscar conhecimento dá alguma base para segurança. Para que o professor seja um facilitador, segundo Rogers, ele precisa ser uma pessoa verdadeira, autêntica, genuína, despojando-se do tradicional "papel", "máscara", ou "fachada" de ser "o professor" e tornar-se uma pessoa real com seus alunos. Para Rogers, a aprendizagem significante envolve a pessoa inteira do aprendiz(sentimentos, assim como intelecto) e é mais duradoura e penetrante. Além disso, aprender a ser aprendiz, isto é, ser independente, criativo e autoconfiante é - 71 - mais facilitado quando a autocrítica e a auto-avaliação são básicas e a avaliação por outros tem importância secundária. Assim, com a orientação de um educador, os adultos se educavam em um cenário onde eram discutidas suas experiências de vida e seus principais anseios com pessoas que viviam experiências semelhantes e tinham anseios também semelhantes. Logo, no que se refere ao papel da escola, não é próprio da pedagogia freireana (libertadora) falar em ensino escolar, já que sua marca é a atuação não formal. Entretanto, professores e educadores engajados no ensino escolar vêm adotando pressupostos dessa pedagogia. Assim, quando se fala na educação em geral, diz-se que ela é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo de aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem, num sentido de transformação social. Podemos avaliar pelo desempenho das professoras na paricipação e no desenolvimento das oficinas aplicadas, como é primordial para o Professor a formação e a interação nos estágios e a integração social, visando um todo como formativo e formação. As necessidades também são uma componente importante em muitas das teorias da motivação. Maslow defende que as pessoas estão motivadas por uma hierarquia de necessidades, começam pelas necessidades básicas e avançam até às necessidades de realização pessoal. Devem ser satisfeitas em primeiro lugar as necessidades de nível inferior para que as de nível superior possam influenciar a motivação. A necessidade de estima é considerada como uma característica pessoal que se obtém com as primeiras experiências com a família e como uma reacção a experiências recentes de êxito ou de fracasso, equilibrando-se com a necessidade de evitar o fracasso. Como já referimos, tanto uma como outra são poderosas fontes de motivação. Também Arends (1997) aponta como um dos fatores determinantes do comportamento dos alunos as suas necessidades pessoais e os atributos e interesses individuais que trazem para a sala de aula. Efetivamente a nossa experiência como docente leva-nos a concordar com o autor. Quando conseguimos estruturar as atividades de aprendizagem de modo a - 72 - que os estudantes fiquem totalmente envolvidos e percebam a necessidade de aprender a utilidade da aprendizagem a realizar, participam ativamente na aprendizagem e mais facilmente se salientam no desenvolvimento dessa atividade. Por outro lado, muitos estudos assinalam a importante função que as expetativas do professor desempenham na motivação dos estudantes. O seu desempenho, motivação, nível de aspiração e o conceito de si mesmo podem ser afetados pelas expetativas do professor. É óbvio que os estudantes são diferentes e uns são mais sensíveis que outros às opiniões do professor. O desafio é conduzir a aula evitando os efeitos negativos que podem comunicar-se aos estudantes. Queremos que os estudantes tenham confiança nas suas capacidades, que vejam o valor das tarefas e se esforcem por aprender. Queremos que os estudantes acreditem que o êxito virá quando aplicam boas estratégias de aprendizagem e, que quando as coisas ficam difíceis, permaneçam concentrados na sua tarefa e não se preocupem com o fracasso. Neste contexto, a recompensa e a punição deverão ser utilizadas de forma inteligente e pedagogicamente adequada. A recompensa e a punição interferem na aprendizagem de modos específicos (Gagné, 1975) e podem servir como incentivo, fundamentando a aprendizagem e aumentando a motivação, orientando o comportamento no sentido da recompensa. A função da recompensa não é de reforçar directamente a construção de novas associações de aprendizagem. Para isto basta a continuidade da aprendizagem. A recompensa tem os seus efeitos sobre o desempenho, que significa que a tendência de uma sequência de respostas aprendidas chegue a uma conclusão final (Hulse, 1982: 97) Este processo inclui variáveis cognitivas, afetivas e ambientais: cognitivas quanto às habilidades do pensamento e condutas instrumentais para alcançar as metas propostas; afetivas, quando compreendem elementos como a valorização, auto-conceito, sentimentos e emoções e ambientais quando dizem respeito aos contextos educacionais. - 73 - 6. Considerações finais. A presente pesquisa demonstrou que podemos tornar nossa atividade docente mais dinâmica possibilitando aos nossos alunos uma aprendizagem significativa, fazendo-os sentirem-se valorizados e instigados a buscarem ampliar cada vez mais seus conhecimentos. Para nós, educadores, a meta principal é tornar a Matemática mais atrativa e integrada ao mundo. Conforme as palavras de D’Ambrósio (2001), a sociedade e os estudantes estão mudando, juntamente com o conhecimento. Portanto, a educação matemática não pode ser conservadora, ela precisa de uma reestruturação. A estratégia pedagógica desenvolvida na turma de EJA possibilitou ampliar os conhecimentos a partir das práticas já vivenciadas por eles. Em nenhum momento suas opiniões foram anuladas, mas sim interpretadas e discutidas no grupo. Toda educação e todas as prática educativas, sejam familiares, escolares e extraescolares podem ser entendidas como um instrumento que possibilita os membros de uma sociedade assimilar as formas e conhecimentos culturais necessários para o processo de socialização e de individualização (COLL et. al, 1998). Alguns desses saberes garantem-se em atividades habituais dentro do ambiente familiar, de trabalho ou outros. Porém, há saberes que necessitam ser pensados e planejados em atividades educativas para que sejam assimilados. A escola seria a instituição social encarregada de dar sentido ao desenvolvimento humano, sabendo que toda situação escolar pressupõe uma intencionalidade. Ela proporciona a interação entre o conhecimento socialmente organizado e o conhecimento comum - 74 - 7. Referências AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J. D.; HANESIAN, H. Psicologia Educacional. 2 ed. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980. ASSIS, N. Revendo o meu fazer sob uma perspectiva teórico-prática. In: GRINSPUN, M.P.S.(org.) A prática dos orientadores educacionais. São Paulo: Cortez, 1994. ANTUNES, Rosmeiri T. O Gestor Escolar. Maringá, 2008. Disponível em:http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/217-2.pdf Acesso em 03 de jul. 2011. ARAUJO, Ronaldo M. de L.. Desenvolvimento de Competências Profissionais: as incoerências de um discurso. Tese de Doutoramento defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da UFMG. Belo Horizonte. 2001. BARROSO, João. 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