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- 1 - 
 
1. Introdução. 
 
Em atendimento a Res. 1 CNE/CP, de 15/05/06, do Parecer n 3/2006 CNE/CP de 
21/02/2006 e do Parecer n 5/2005 CNE/CP de 13/12/2005 e do Projeto do curso de 
Pedagogia, o Estágio Supervisionado IV terá a duração mínima de 80 h. 
 Com relação às potencialidades formativas do Estágio Supervisionado IV, 
segundo a orientação da Professora Cristiane Andreotti, relacionadas aos saberes 
docentes, resultados das pesquisas desse eixo temático revelam que, as disciplinas 
de Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado oportunizam aos futuros 
professores o desenvolvimento ou mobilização de teorias e práticas de aspectos 
como planejamento de aulas, estratégias metodológicas para o ensino, avaliação, 
dentre outros. 
Os conhecimentos e as atividades que constituem a base formativa do curso 
também são essenciais, pois possibilitam ao aluno, estagiário apropriar-se de 
instrumentais teóricos e metodológicos para compreender o sistema educacional e 
fazer uma futura reflexão. “A teoria pode contribuir para a transformação do mundo, 
mas para isso tem que sair de si mesmo e, em primeiro lugar, tem que ser 
assimilada pelos que vão ocasionar, com atos reais, efetivos, tal transformação” 
Segundo Freire (2001, p.2), “o estágio pedagógico permite uma primeira 
aproximação à prática profissional e promove a aquisição de um saber, de um saber 
fazer e de um saber julgar as consequências das ações didáticas e pedagógicas 
desenvolvidas no quotidiano profissional”. 
A oportunidade de refletir sobre a teoria e pensar dialeticamente a prática são 
nas aulas de Prática de Ensino, onde as experiências de estágio são expostas e 
refletidas coletivamente, ultrapassando o senso comum pedagógico e buscando 
resolver soluções. Esse é o momento de conciliar teoria e prática, tendo como 
objetivo “formar um educador como profissional competente técnico, científico, 
pedagógico e politicamente, cujo compromisso é com os interesses da maioria da 
população” 
 
 
 
 - 2 - 
 
 
2. Objetivos 
 
 
Desenvolver competências para exercer funções de magistérios nos cursos de 
ensino médio na modalidade normal, de educação profissional na área de serviços e 
apoio escolar, e em outras aeras nas quais sejam previstos os conhecimentos 
pedagógicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 3 - 
 
3. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 
 
ATIVIDADES 
 
Meses e Dias 
 
 
CARGA 
HORÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fundamentação 
teórica e 
encontros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 1°. Encontro: 01/08/2014 
 Apresentação do cronograma de 
atividades do Estágio IV. 
 Organização dos Acadêmicos. 
 Orientação geral do Estágio IV. 
 Discussão dos textos referente ao 
 Tema do Projeto. 
 Orientação para elaboração do Projeto e 
da oficina Pedagógica. 
 Realização do estágio na formação de 
Docentes. 
 
 2°. Encontro: 20/08/2014 
 Esclarecimentos de dúvidas. 
 Entrega das fichas de entrevistas para 
Orientação Educacional e Direção das 
instituições. 
 Orientação para o Estágio em Hospital. 
 Orientação no núcleo de 
aprofundamentos e diversificação: EJA 
 
 3°. Encontro: 19/09/2014 
 Orientação para o estágio no Núcleo e 
Aprofundamento e Diversificação na 
Educação Especial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 4 - 
 
 
 
 
Fundamentação 
teórica e 
encontros 
 
 4°. Encontro: 03/10/2014 
 Orientação para organização do Dossiê 
 
 5°. Encontro: 21/11/2014 
 Entrega do dossiê. 
 Realização da Autoavaliação do 
Estágio IV. 
 
 
 
 
20 horas 
 
 
 
 
 
 
 
Entrega de 
ofícios 
 
14/08/2014 – Escola Municipal Érico 
Veríssimo 
15/08/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio 
Branco 
18/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II 
Entrevista com o Diretor. 
18/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II 
Entrevista com o Orientador Educacional. 
18/08/2014 – Escola Municipal Emílio de 
Menezes. 
21/08/2014 – Hospital Municipal Pe. Germano 
Lauck de Foz do Iguaçu. 
28/08/2014 – Escola Alternativa – Casa Ofício 
Educação Especial - de Foz do Iguaçu. 
01/09/2014 – APASFI – Associação de Pais de 
Mestres. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 horas 
 
 - 5 - 
 
 
 
 
 
Observação 
planejamento e 
atuação no 
núcleo de 
aprofundamento 
e diversificação 
de estudos I*. 
Ver observação 
no final da 
página. 
 
19/08/2014 – Escola Municipal Érico Veríssimo 
22/08/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio 
Branco 
01/09/2014 – Escola Municipal Emílio de 
Menezes. 
19/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II 
“Direção”. 
18/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II 
“Orientação Educacional “ 
21/08/2014 – Hospital Municipal Pe. Germano 
Lauck. 
01/09/2014 – Escola Alternativa “Casa Ofício”- 
Educação Especial. 
01/09/2014 – APASFI- Associação de Pais de 
Mestres de Foz do Iguaçu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação, 
participação e 
atuação junto à 
direção de 
instituição de 
educação 
infantil, ensino 
fundamental e 
ensino médio. 
 
08/09/2014 – Escola Municipal Emílio de 
Menezes – Classes Especial. 
21/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II 
“Direção” 
21/08/2014 – Colégio Estadual Dom Pedro II 
“Orientação Educacional” 
10/09/2014 – Escola Alternativa “Casa Ofício” 
Educação Especial. 
03/09/2014 – APASFI – Associação de Pais e 
Mestre de Foz do Iguaçu. 
 
 
 
 
 
 
12 horas 
 
 
 - 6 - 
 
 
Observação, 
participação e 
atuação junto à 
orientação 
educacional de 
Instituição de 
educação 
infantil, ensino 
fundamental e 
ensino médio. 
 
 
 
 
21/08/2014 – Escola Estadual Dom Pedro II 
02/09/2014 – Escola Municipal Érico Veríssimo 
18/09/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio 
Branco 
 
 
 
 
12 horas 
 
Observação e 
atuação nas 
disciplinas 
pedagógicas 
nos cursos de 
ensino médio na 
modalidade 
normal 
 
 
28/09/2014 – Colégio Estadual Barão do Rio 
Branco. 
02/09/2014 – Escola Municipal Érico 
Veríssimo. 
 
 
08 horas 
 
 
CARGA 
HORÁRIA 
TOTAL 
 
80 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 7 - 
 
4. Fundamentação Teórica 
 
 
Orientação Educacional. 
 
 
A orientação educacional é obrigatória por lei desde l942. Trata-se de um 
trabalho árduo e complexo que envolve a formação de sujeitos. Contudo, podemos 
constatar, na maioria das escolas que o orientador realiza a função de assessores 
do diretor e o elo entre pais, alunos e escola, no sentido de informar estes 
segmentos. 
O orientador é solicitado para resolver problemas de disciplina e aplicar testes 
padronizados. Muitos fazem aconselhamento a alunos e pais e encaminham os 
estudantes a setores de psicologia, psiquiatria e outros, quando a situação torna-se 
mais complexa. 
Muitos orientadores começaram a psicologizar seu trabalho, ou seja, explicar 
tudo pelo viés psicológico, em detrimento da lógica e epistemologia. Mas atualmente 
isto já teve um novo rumo, procurando compreender e interferir no processo 
pedagógico e no ensino-aprendizagem que o foco da escola. 
Os Orientadores Educacionais esclarecidos sempre uma fundamentação 
teórica para uma ação mais competente. 
Assim, na atualidade, a Orientação Educacional caminha na busca da 
totalidade do aluno, preocupando-se com a ampliação do conhecimento do 
educando como pessoa. Sabemos que orientar os estudantes nos dias de hoje é um 
desafio constante, devido aos inúmeros problemas atuais, seja de ordem 
tecnológica, social, política ou cultural. 
As instituições escolares ainda atribuem ao orientador educacional o trabalho 
com o aluno problema, bem como com a sua família, tendo em vista resolver os 
desajustes deste aluno. Mas a função do orientador vai além, tratam-se da 
necessidade de discutir currículos, objetivos, procedimentos, avaliação, metodologia.Atua também nas dificuldades de aprendizagem dos alunos, nos problemas de 
 
 - 8 - 
 
relacionamento e em outras dificuldades que possam aparecer no contexto 
educativo. 
 
 
Princípio e Prática da Gestão - Direção 
 
 
O termo “gestão” tem sido utilizado para definir a prática das atividades 
administrativas do espaço escolar. De acordo com Antunes (2008, p. 14) a origem 
etimológica do termo gestão vem do latim gero gestum, gerere e significa chamar 
para si, executar, gerar. 
Neste sentido podemos compreender que a gestão não é somente o ato de 
administrar, envolve dimensões que estão além de uma concepção de comando e 
autoritarismo, como a democratização e o diálogo. 
A gestão escolar possui dimensões que considera o enfoque da atuação em 
que o gerenciamento é considerado um meio e não um fim em si mesmo. Dentre as 
dimensões da gestão destacam-se quatro níveis: a Gestão Pedagógica, 
Administrativa, Financeira e Política (LÜCK, 2006). A gestão escolar aponta 
questões concretas da escola e de sua administração. A autonomia administrativa, 
financeira e pedagógica e o estabelecimento de mecanismos que assegurem a 
escolha de dirigentes são algumas das estratégias consideradas essenciais para o 
fortalecimento da gestão escolar. 
A expressão gestão escolar tem em seu conteúdo principal designar uma 
atividade que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de 
todo o processo de ensino-aprendizagem, numa visão sócio-educacional de forma 
que a aprendizagem efetiva dos educando ocorra. 
O conceito de Gestão Escolar - relativamente recente - é de extrema 
importância, na medida em que desejamos uma escola que atenda às atuais 
exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a possibilidade de 
apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção 
social. 
 
 - 9 - 
 
O sistema educacional possui responsabilidades amplas, igualmente 
diferenciadas e que pedem um novo olhar nesses novos tempos. Algumas 
competências também são esperadas desses profissionais, além daquelas 
desejáveis para os professores e alunos, para que o processo ensino-aprendizagem 
flua de forma coerente. Entre as competências dos gestores estão à competência 
política, competência afetiva, competência administrativa. 
Por competência política compreendemos a capacidade do gestor de articular 
e viabilizar, interna e externamente, as decisões advindas das discussões 
compartilhadas sejam viabilizadas. A direção do processo não implica em 
diretividade no sentido de ir automaticamente por onde manda a vontade da 
hierarquia. Implica em gerenciamento do fluxo de trabalho e encaminhamento de 
questões pertinentes de forma transparente e participativa. Um bom gestor defende 
as ideias propostas pela sua comunidade porque mantém uma ligação orgânica com 
os demais participantes do processo. A gestão autoritária é a forma mais fácil de 
colocar a perder todo um investimento pedagógico. 
Conforme Lück (2006) na Gestão Administrativa o gestor responsabiliza-se 
pela parte física e institucional da escola, sendo suas especificidades enunciadas no 
plano escolar, bem como no regimento. Dentre as atribuições do gestor neste nível 
estão: a organização geral da instituição escolar, a relação da gestão com a 
comunidade interna, externa, a participação de ambas no planejamento, 
administração e avaliação da escola, a democratização das informações e por fim, a 
gestão do material e do patrimônio material. 
De acordo com G1 a escola possui APP e Conselho Escolar: “É realizada 
uma reunião mensal para decidir as questões relacionadas a escola. A direção 
convoca a reunião ou um membro do conselho para decidir melhoras e qual a 
prioridade da escola”. Pela fala das gestoras, a escola está no caminho da gestão 
democrática, no entanto esta modalidade de gerenciamento não envolve somente a 
chamada para eleição para diretor ou realização de reuniões. 
Para Antunes (2008, p. 16) 
 
Pensar a democratização da gestão educacional implica 
compreender a cultura escolar e os seus processos, bem como 
 
 - 10 - 
 
articulá-los às suas determinações históricas, políticas e 
sociais. Significa especialmente entender as diferentes 
concepções de “gestão democrática”. Estas diferentes 
concepções, de um lado, estão associadas ao rompimento do 
modelo autoritário, burocratizado e centralizador e à 
possibilidade de maior participação de todos, desde que todas 
as ações estejam intimamente articuladas ao compromisso 
sociopolítico com os interesses coletivos. Expressam e 
favorecem as ampliações da compreensão do mundo, de si 
mesmo, dos outros e das relações sociais, essenciais para a 
construção coletiva de um projeto de escola. 
 
 Embora a eleição para diretores não seja condicionante para a instituição da 
gestão democrática, pois pode até eleger-se um ditador, ela é imprescindível para 
assegurar a autonomia do processo democrático. A democratização do espaço 
escolar não pode ser considerada uma via de mão única. Nesse sentido, há várias 
alternativas para a implementação de ações democráticas que podem resultar dos 
embates e das várias possibilidades políticas originadas de modo coletivo pelos 
diferentes atores e autores do ambiente escolar. 
Dentre as atribuições do coordenador pedagógico no cotidiano escolar, a 
coordenadora destacou que desenvolve um trabalho junto aos professores, mas “o 
trabalho do supervisor não se resume a olhar os diários dos mesmos e nem ficar na 
sala vigiando os conteúdos que estão passando. O supervisor também atua 
juntamente com os demais membros da equipe pedagógica no desenvolvimento de 
projetos”. Nesse sentido, podemos confirmar que a atuação do coordenador 
pedagógico vai além de lidar com os professores e este profissional juntamente com 
os outros membros da equipe pedagógica atua no planejamento, elaboração e 
execução de projetos. Nesse sentido Placco (2003, p. 48) destaca que “[...] o 
trabalho do coordenador pedagógico-educacional visa ao melhor planejamento 
possível das atividades escolares”. 
 O orientador educacional, chamado nas ocasiões em que havia problema a 
ser solucionado ou para abafar os casos de indisciplina. Nem inspetor de alunos, 
 
 - 11 - 
 
nem psicólogo. Hoje, além de conhecer o contexto socioeconômico e cultural da 
comunidade, bem como a realidade social mais ampla, o orientador educacional 
pode ser um profissional da educação encarregado de desvelar as forças e 
contradições presentes no cotidiano escolar e que podem interferir na 
aprendizagem. "A prática dos orientadores deve estar vinculada às questões 
pedagógicas e ao compromisso ético de contribuir na construção de uma escola 
democrática, reflexiva e cidadã". 
 
 
Educação de Jovens e Adultos. 
 
A história da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresenta muitas 
variações ao longo do tempo, demonstrando estar estreitamente ligada às 
transformações sociais, econômicas e políticas que caracterizaram os diferentes 
momentos históricos do país. 
Mesmo reconhecendo a disposição do governo em estabelecer uma política 
ampla para EJA, especialista apontam a desarticulação entre as ações de 
alfabetização e de EJA, questionando o tempo destinado à alfabetização e à 
questão da formação do educador. A prioridade concedida ao programa recoloca a 
educação de jovens e adultos no debate da agenda das políticas públicas, 
reafirmando, portanto, o direito constitucional ao ensino fundamental, independente 
da idade. Todavia, o direito à educação não se reduz à alfabetização. A experiência 
acumulada pela história da EJA nos permite reafirmar que intervenções breves e 
pontuais não garantem um domínio suficiente da leitura e da escrita. Além da 
necessária continuidade no ensino básico, é preciso articular as políticas de EJA a 
outras políticas. Afinal, o mito de que a alfabetização por si só promove o 
desenvolvimentosocial e pessoal há muito foi desfeito. Isolado, o processo de 
alfabetização não gera emprego, renda e saúde. 
Por essas novas concepções, educador e educando devem interagir. São 
criados novos métodos de aprendizagem, por meio dos quais o alfabetizador 
trabalha o conteúdo a ser ensinado - a língua escrita - com a preocupação de que 
 
 - 12 - 
 
seus alunos estejam compreendendo o sentido para o sistema da escrita, a partir de 
temas e palavras geradoras, ligadas às suas experiências de vida. 
A proposta de Paulo Freire baseia-se na realidade do educando, levando-se 
em conta suas experiências, suas opiniões e sua história de vida. Esses dados 
devem ser organizados pelo educador, a fim de que as informações fornecidas por 
ele, o conteúdo preparado para as aulas, a metodologia e o material utilizados sejam 
compatíveis e adequados às realidades presentes. Educador e educandos devem 
caminhar juntos, interagindo durante todo o processo de alfabetização. É importante 
que o adulto alfabetizando compreenda o que está sendo ensinado e que saiba 
aplicar em sua vida o conteúdo aprendido na escola. 
 
 
Segundo (Freire, 2002, p. 58) a relação professor-aluno deve ser: 
 
 
Para ser um ato de conhecimento o processo de alfabetização 
de adultos demanda, entre educadores e educandos, uma 
relação de autêntico diálogo. Aquela em que os sujeitos do ato 
de conhecer (educador-educando; educando-educador) se 
encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido. Nesta 
perspectiva, portanto, os alfabetizandos assumem, desde o 
começo mesmo da ação, o papel de sujeitos criadores. 
Aprender a ler e escrever já não são, pois, memorizar sílabas, 
palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio 
processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da 
linguagem. 
 
O chamado "método” Paulo Freire tem como objetivo a alfabetização visando 
à libertação. Essa libertação não se dá somente no campo cognitivo, mas deve 
acontecer, essencialmente, nos campos sócio-cultural e político, pois o ato de 
conhecer não é apenas cognitivo, mas político, e se realiza no seio da cultura. 
 
 - 13 - 
 
O professor da EJA deve compreender a necessidade de respeitar a 
pluralidade cultural, as identidades, as questões que envolvem classe, raça, saber e 
linguagem dos seus alunos, caso contrário, o ensino ficará limitado à imposição de 
um padrão, um modelo pronto e acabado em que se objetiva apenas ensinar a ler e 
escrever, de forma mecânica.. Enfim, o que se pretende com a educação de jovens 
e adultos é dar oportunidade igual a todos. 
Educar jovens e adultos, hoje, não é apenas ensiná-los a ler e escrever seu 
próprio nome. É oferecer-lhes uma escolarização ampla e com mais qualidade. E 
isso requer atividades contínuas e não projetos isolados que, na primeira dificuldade, 
são deixados de lado para o início de outro. Além disso, a educação de jovens e 
adultos não deve se preocupar apenas em reduzir números e índices de 
analfabetismo. Deve ocupar-se de fato com a cultura do educando, com sua 
preparação para o mercado de trabalho e como prevista nas diretrizes curriculares 
da EJA a mesma tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino. 
 
Educação Hospitalar. 
 
 
A Pedagogia Hospitalar nos dias atuais tem sido um recurso a mais dentro da 
área da educação para transmitir e levar conhecimento, não importando o espaço 
em que está sendo trabalhado, mas sim importando o aluno que necessite deste 
apoio fora do espaço escolar. 
Por esse motivo, torna-se fundamental uma formação específica de 
Pedagogos para atuação em ambiente hospitalar, sendo necessário por parte deste 
profissional um comprometimento para com as necessidades específicas da criança, 
adolescente hospitalizado com propostas criativas e competentes, isto é torna-se 
crucial uma habilitação específica em que prepare, norteando a prática do ensino 
docente. 
Exercer a função fora da escola é um desafio que o professor como pedagogo 
tem superado a cada dia, promovendo um espaço lúdico, afetivo, com amor para a 
criança se sentir estimulado a dar continuidade a seus estudos. 
 
 - 14 - 
 
Podemos considerar a atuação do pedagogo em ambiente hospitalar algo 
novo em nossa sociedade e pouco se fala e se escreve sobre o assunto. Por isso a 
presente pesquisa busca como objetivo conceituar o que é Pedagogia Hospitalar, 
quais seus parâmetros legais vigentes, a rotina do pedagogo neste ambiente, qual o 
profissional que atua junto com o pedagogo e a relação familiar dentro de todo este 
contexto. 
A concepção da Pedagogia Hospitalar em que vem sendo descoberta por 
aqueles pacientes que se encontram internados dentro do ambiente hospitalar e que 
com a parceria das equipes multidisciplinares e a classe que é o local de 
atendimento realizam integração do aluno no meio social de forma a realizar uma 
ponte entre a escola e o aluno que necessita da continuidade de seus estudos. 
Na busca pela História da educação no meio hospitalar foi possível perceber 
em revisões bibliográficas que o incentivo maior da implantação da assistência 
pedagógica dentro dos hospitais primeiramente para o cuidado infantil foi com a 
segunda guerra mundial. Mas o termo Pedagogia surgiu na Grécia Antiga, sendo 
esta a ciência da educação que a história demorou séculos para reconhecer a 
cientificidade do Pedagogo, somente no século XVIII na Europa Ocidental que 
concretizou o processo educativo. 
A Pedagogia Hospitalar é um novo conceito que vem ganhando espaço no 
âmbito da educação, pois a educação não pode ser mais vista somente ocorrendo 
no ambiente escolar, mas também fora da sala de aula e um desses ambientes é o 
hospital que passou a ser espaço do saber. Segundo Matos e Mugiatti (2007, p.37), 
a Pedagogia Hospitalar: 
 
É um processo alternativo de educação continuada que ultrapassa o 
contexto formal da escola, pois levanta parâmetros para o atendimento de 
necessidades especiais transitórias do educando, em ambiente hospitalar 
ou domiciliar. 
 
Para aquelas crianças que necessitam dar continuidade ao processo de 
ensino aprendizagem a Pedagogia Hospitalar é a ponte entre a escola e o aluno 
facilitando o seu desenvolvimento escolar e possibilitando com que a criança 
 
 - 15 - 
 
hospitalizada não perca seu ano letivo e o estímulo em dar continuidade aos seus 
estudos. 
Conforme Matos e Mugiatti (2007, p.116), “a ação pedagógica, em ambientes 
e condições diferenciadas, como é o hospital, representa um universo de 
possibilidades para o desenvolvimento e ampliação da habilidade do Pedagogo, 
Educador”, é preciso buscar a vivência de outros lugares para aperfeiçoar o 
conhecimento teórico. 
A Pedagogia Hospitalar veio para intermediar estes alunos pacientes que 
necessitam dar continuidade aos estudos, este profissional que atende os alunos 
com necessidades de continuar seus estudos tem que possuir maneiras diferentes 
de dar sua aula e é preciso elaborar projetos que obtenham uma visão de um todo. 
Nesta ótica, Matos e Mugiatti (2007, p.117) dizem que “a visão do educador, nesse 
contexto, deve abranger uma perspectiva integradora, uma concepção de prática 
pedagógica que visualize o conceito integral de educação que promova 
aperfeiçoamento humano”. 
Ressalta-se uma clara significância do trabalho de “classe hospitalar” também 
na área sócio-política e de defesa da cidadania. Através desse Serviço - uma 
proposta de atendimento educacional hospitalar - cuja filosofia está calcada nos 
princípios educacionais do estado e no direito de cada um ter oportunidades iguais, 
é que se pretende demonstrar uma atuação pedagógica educacional que, embora 
seja um atendimento diferenciado num espaço e num tempo transitórios, garantam 
aos alunos a aquisição de novos saberes escolares, com vistas ao exercício 
consciente da cidadania, contribuindo, ainda, para minimizar a defasagem 
educacional no tempo em que estiveremem condição de internamento. 
 
Educação Especial. 
 
Esta Estrutura de Ação em Educação Especial foi adotada pela conferencia 
Mundial em Educação Especial organizada pelo governo da Espanha emcooperação 
com a UNESCO, realizada em Salamanca entre 7 e 10 de junho de 1994. Seu 
objetivo é informar sobre políticas e guias ações governamentais, de organizações 
internacionais ou agências nacionais de auxílio, organizações nãogovernamentais e 
 
 - 16 - 
 
outras instituições na implementação da Declaração de Salamanca sobre princípios, 
Política e prática em Educação Especial. 
O desenvolvimento de escolas inclusivas que ofereçam serviços a uma 
grande variedade de alunos em ambas as áreas rurais e urbanas requer a 
articulação de uma política clara e forte de inclusão junto com provisão financeira 
adequada – um esforço eficaz de informação pública para combater o preconceito e 
criar atitudes informadas e positivas - um programa extensivo de orientação e 
treinamento profissional - e a provisão de serviços de apoio necessários. Mudanças 
em todos os seguintes aspectos da escolarização, assim como em muitos outros, 
são necessárias para a contribuição de escolas inclusivas bem-sucedidas: currículo, 
prédios, organização escolar, pedagogia, avaliação, pessoal, filosofia da escola e 
atividades extra-curriculares. 
A educação inclusiva questiona a artificialidade das identidades normais e 
entende as diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade, 
como comumente se proclama. Suas escolas são escolas das diferenças. 
A escola inclusiva fundamenta-se no direito à diferença. A diferença é 
ilimitada e vem do múltiplo. Como na matemática, a diferença vai produzindo outras 
diferenças, que vão se multiplicando infinitamente (SILVA, 2000). 
As diferenças como eixo da educação repercutem nas aprendizagens e no 
desenvolvimento de cada aluno. O ensino, nas escolas das diferenças, não segue 
os mesmos propósitos de uma educação que atende a princípios organizacionais 
cuja base se assenta na pseudocapacidade que detemos, como educadores, de 
formar um cidadão idealizado e universal, um modelo de aluno que convém, 
socialmente, economicamente e que é possível de ser prescrito, porque não se 
encarna em uma pessoa, tal qual ela é. 
A escola das diferenças tem como mote questionar, colocar em dúvida, 
contrapor-se, discutir e reconstruir as práticas que, até então, têm mantido a 
exclusão por instituírem uma organização dos processos de ensino e de 
aprendizagem incontestáveis, impostos e firmados sobre a possibilidade de exclusão 
dos diferentes, à medida que estes podem ser direcionados para ambientes 
educacionais segregados. 
 
 - 17 - 
 
Jovens com necessidades educacionais especiais deveriam ser auxiliados no 
sentido de realizarem uma transição efetiva da escola para o trabalho. Escolas 
deveriam auxiliá-los a se tornarem economicamente ativos e provê-los com as 
habilidades necessárias ao cotidiano da vida, oferecendo treinamento em 
habilidades que correspondam às demandas sociais e de comunicação e às 
expectativas da vida adulta. Isto implica em tecnologias adequadas de treinamento, 
incluindo experiências diretas em situações da vida real, fora da escola. 
A abordagem inclusiva da Educação Especial, ao fazer cessar os 
encaminhamentos de alunos às classes e escolas especiais, por não conseguir 
satisfazer às exigências de seu processo de escolarização, constitui um desafio que 
a escola comum tem de enfrentar, retomando os caminhos pelos quais ensina e 
buscando outros, alinhados à inclusão. 
O multiculturalismo crítico, segundo Hall (2003), um estudioso das questões 
da pós-modernidade e das diferenças, na atualidade, questiona a exclusão social e 
demais formas de privilégios e de hierarquias das sociedades contemporâneas, 
indagando sobre as diferenças e que apoiam movimentos de resistência dos 
dominados. 
Esta posição multiculturalista toma como referência a liberdade e a 
emancipação e defende que a justiça, a democracia e a equidade não são dadas, 
mas conquistadas. Difere do multiculturalismo conservador, em que os dominantes 
buscam assimilar as minorias aos costumes e tradições da maioria. 
A educação especial é uma modalidade de ensino destinada a educandos 
portadores de necessidades educativas especiais no campo da aprendizagem, 
originadas querem de deficiência física, sensorial, mental ou múltipla, quer de 
características como altas habilidades, superdotação ou talentos. 
A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na 
faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. Sendo assim, 
respeitando-se as possibilidades e as capacidades dos alunos, a educação especial 
destina-se às pessoas com necessidades especiais e pode ser oferecida em todos 
os níveis de ensino. 
 
 - 18 - 
 
A política de educação inclusiva, fundamentada na concepção de direitos 
humanos e impulsionada pelos movimentos sociais que buscam reverter processos 
históricos de exclusão educacional e social, visa a garantia do acesso de todos os 
alunos à escola regular, perpassando todas as etapas e modalidades de ensino, 
independente de suas diferenças sociais, culturais, étnicas, raciais, sexuais, físicas, 
intelectuais, emocionais, linguísticas e outras. Para além da igualdade de 
oportunidades, a inclusão focaliza a valorização das diferenças e desenvolvimento 
de projetos pedagógicos que atendam as necessidades educacionais dos seus 
alunos, e promovam mudanças nas práticas e ambientes escolares, de modo a 
eliminar as barreiras que impedem o acesso ao currículo e o exercício da cidadania. 
 O atendimento da educação especial na sala de recurso multifuncional – AEE 
Atendimento 
Educacional Especializado e através do trabalho colaborativo nas salas 
comuns do ensino regular. 
É preciso inserir mudanças na atuação junto aos alunos com necessidades 
educacionais especiais, mas a natureza e a extensão das variações devem ser 
decididas a partir da identificação de suas características de aprendizagem, do 
contexto a que está submetido e quanto suas necessidades estão sendo providas. 
No que se refere à avaliação, Vasconcellos (2003) faz o seguinte alerta: mudar o 
paradigma da avaliação não significa ficar em dúvida se “devo reprovar ou dar uma 
’empurradinha’”, qualquer uma dessas posturas é cruelmente excludente, pois é 
preciso descobrir as condições de aprendizagem de cada aluno e, além disso, “não 
parar para atender ao aluno e suas necessidades é um autêntico suicídio 
pedagógico” (p. 54, 58, 77). 
O Atendimento Educacional Especializado – AEE - tem como função 
identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que 
eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas 
necessidades específicas. Esse atendimento complementa ou suplementa a 
formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela 
O Atendimento Educacional Especializado resulta das escolhas do professor 
quanto aos recursos, equipamentos, apoios necessários que possam eliminar as 
barreiras que impeçam o acesso, a participação e a permanência do aluno no ensino 
 
 - 19 - 
 
regular, garantindo-lhe o desenvolvimento cognitivo, social, cultural e afetivo no 
processo educacional, segundo suas potencialidades. É importante salientar que o 
AEE não se confunde com reforço escolar e não substitui o ensino regular apenas 
complementa e suplementa. 
 As atividades pedagógicas propostas devem ser desenvolvidas em uma 
sequência do simples para o complexo (VERDUGO, 2006). Em cada proposta 
procura-se incrementar o nível de dificuldade das tarefas, segundo o progresso do 
aluno. O ambiente tem que ser o mais similar possível ao da situação real de 
execução das atividades propostas. É fundamental que no decorrer do processo de 
aprendizagem, o professor promova o interessedo aluno em todas as atividades, 
com uma didática provocativa que estimule a sequência lógica do pensamento, o 
que é fundamental também para a execução de tarefas. Cada nova situação deve 
ser aproveitada para provocar desafios e construir conhecimentos. 
Segundo Sousa (2003), a educação pela arte proporciona todo um vasto 
leque de vivências simbólicas e emocionais, que contribuem de modo muito 
especial, não só para o desenvolvimento afetivo-emocional e intelectual do aluno, 
como também permitem colocar em ação toda uma série de mecanismos 
psicológicos de defesa que robustecem o aluno na sua luta contra as frustrações e 
conflitos da vida. A educação pela arte utiliza, sobretudo, os princípios da 
espontaneidade, da atividade, do ludismo, da criação e da expressividade, em todas 
as áreas artísticas: expressão musical, expressão dramática, expressão dançada, 
expressão verbal, expressão plástica, expressão literária, etc. 
Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos 
espaços, aos recursos pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da 
aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a atender as necessidades 
educacionais de todos os alunos. A acessibilidade deve ser assegurada mediante a 
eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas, na edificação – incluindo 
instalações, equipamentos e mobiliários – e nos transportes escolares, bem como as 
barreiras nas comunicações e informações. 
Educação nas Empresas. 
 
 
 - 20 - 
 
A partir das práticas de educação corporativa, espera-se que as empresas 
desempenhem uma função ativa no desenvolvimento das pessoas, implantando 
sistemas educacionais que privilegiem o desenvolvimento de atitudes, posturas e 
habilidades, e não apenas conhecimento técnico e instrumental. Por um lado, a 
educação corporativa surge como uma solução ao desenvolvimento de pessoas 
capazes de refletir criticamente sobre a realidade organizacional, propondo 
modificações constantes em favor da competitividade. 
A educação corporativa, há que se observar, é mais do que um processo. 
Trata-se de um trabalho em andamento na execução das estratégias da empresa, 
além de ser um laboratório de aprendizagem para a organização e um instrumento 
de educação permanente. (MEISTER, 1999). 
O papel da educação era contribuir para a aceleração do desenvolvimento 
econômico e do progresso social, bem como um novo sistema de distribuição de 
tarefas, que teve de ser instituído para satisfazer as necessidades especiais de um 
ambiente de trabalho novo e tecnológico. 
A formação profissional passou a ter seu âmbito cada vez mais definido no 
local de trabalho ou através de treinamentos intensivos, coordenados por instituições 
ou pela própria empresa. Com isso, o papel do pedagogo então se voltou para área 
de treinamento operacional de técnicas de trabalho e ofício. 
A condução dos programas de treinamentos, o planejamento, a 
organização, a avaliação destes programas, bem como a orientação e supervisão de 
instrutores, enfatizava o trabalho deste profissional no pedagógico, no sentido de 
trabalhar com o processo de aprendizagem dentro dos programas de ensino formal 
e de treinamentos, para atender as necessidades que a empresa tinha de possuir 
um trabalhador que soubesse ler, escrever, contar e ser especialista em 
determinada função, com conhecimentos que reforçavam o saber técnico e o saber 
fazer. (Urt e Lindquist, 2008) 
Dentro da flexibilidade do mercado do trabalho, aponta ainda que o 
pedagogo é o responsável para educar e formar trabalhador dentro das perspectivas 
empresariais atuais. 
O pedagogo também acompanha todo o desenvolvimento profissional do 
funcionário, verificando seu desempenho, viabilizando cursos internos e externos, 
 
 - 21 - 
 
técnicos ou comportamentais, palestras, cursos de idiomas, bem como o processo 
de avaliação desse profissional. 
Sendo assim, a proximidade e o acesso a todos os funcionários são 
constantes, o que dá condição a esse profissional de exercer um papel significativo 
no desenvolvimento dos empregados. 
Ocorre que as empresas não estão necessariamente preocupadas em 
contratar o profissional formado em pedagogia, mas sim aquele que agregue valor 
para a organização, integrando a equipe de recursos humanos, pela sua postura, 
atitude e perfil. 
O que Teixeira (2001) nos chama a atenção refere-se ao fato da era 
tecnológica ter trazido para o âmbito empresarial uma nova visão de educação e 
aprendizagem. O processo pode ser mais adequadamente chamado de 
“reeducação”, com as formas diferenciadas de treinamento que valorizam o uso da 
internet e o ensino à distância. 
Formar o trabalhador polivalente, flexível, dinâmico, criativo, que se envolva 
com projetos da empresa e que dê resultados, é o grande desafio para o modelo 
empresarial, e para o pedagogo, o grande desafio mesmo requer que suas 
atribuições não se restrinjam somente a coordenar os treinamentos, elaborar planos 
didáticos, avaliar ou ministrar cursos de relações humanas. 
A empresa quer um aliado, um parceiro, um representante, alguém que lhe 
entenda a ajude a alcançar seus objetivos. A pressão por resultados, as demissões, 
a queda dos salários, o controle, contradizem todo o “amor” que o patrão diz ter pelo 
trabalhador. Por tudo isso, o trabalhador é chamado de “colaborador”, havendo a 
tentativa de iludi-lo afirmado que não é um subalterno, um subserviente, e sim 
colaborador. 
Oliveira (2004) nos diz que no processo pedagógico social, é exigido dos 
educadores o envolvimento no nível profissional e nos níveis sociopolítico, pessoal e 
existencial, por circularem entre subculturas, numa tarefa difícil e dolorosa de 
tristeza, angústia e brutalidade, mas também de inocência e de ludicidade, no caso 
do trabalho com crianças. 
A educação social impele a uma importante interação para a criança, para o 
adolescente e para o idoso, onde no compartilhamento de experiências, no 
 
 - 22 - 
 
conhecimento sobre os valores e realidades desta população, que os educadores 
desenvolvem técnicas e criam seus materiais de trabalho. Por isso, se torna tão 
difícil adaptar conceitos e metodologias que consigam integrar, na educação social, 
teoria, prática e dedicação existencial. 
A educação deve construir ou reconceituar princípios fundamentais sobre 
direitos humanos, solidariedade, responsabilidade social, diversidade e 
multiculturalismo, sustentabilidade, cuidado e proteção, para formulação de uma 
pedagogia social que caminhe realmente no atendimento a todos os cidadãos e 
promova em nosso país o tão sonhado progresso social. 
 
5. Estágio de observação, participação e atuação. 
 
 Colégio Estadual Barão do Rio Branco 
 
 Juntamente com a Professora Leila Elias Lidato – aulas de Arte - Educação 
Física, podemos observar que, na formação de docentes - aproveitamento de 
estudos do quinto ao sexto semestre, são divididos em seis períodos de formação, 
cujo mesmo são voltados ao magistério com durabilidade de dois anos e meio. As 
aulas são tanto práticas como teóricas e aproveitamento de cem por cento em todos 
os estágios. Nesta etapa as atividades são desenvolvidas juntamente com a 
Professora em sala, e os demais estágios acompanhados pela mesma. 
 Nas turmas acompanhadas de quarto a quinto ano com o total de dezessete 
alunas entre vinte a sessenta anos de idade, o mesmo, produzem tanto materiais 
didáticos à base de sucatas, como conteúdo diversificado para o desenvolvimento 
de estágio. 
 Em relação aos saberes didáticos, consideramos que devem ir além da 
aquisição de técnicas didáticas de transmissão de conteúdos para os professores e 
de técnicas de gestão para os dirigentes, a fim de que as práticas profissionais 
ultrapassem os limites da educação bancária e assumam um caráter científico-
reflexivo. A definição dos saberes didático exige, insistimos, uma opção em favor de 
um, entre váriosprojetos políticos-pedagógicos existentes na nossa sociedade. 
 No projeto que defendemos, o professor precisa tomar atitudes, forjadas a 
 
 - 23 - 
 
partir de um tipo de formação, que devem ser críticas, reflexivas e orientadas pela e 
para a responsabilidade social (MOURA 2006). 
 
 Com relação aos saberes do pesquisador, entendemos que devem ter uma 
função não necessariamente para formar o docente que dedique a maior parte de 
seu tempo de trabalho ao desenvolvimento de projetos de pesquisa, mas, também, 
para promover uma atitude de autonomia intelectual diante dos desafios da sua 
prática educativa. 
 O ensino se desenvolve na relação objetivo conteúdo método organização, 
sempre assinalando o conjunto de condições reais de uma situação didática 
concreta (KLINBERG, 1972, p. 135). 
 Portanto, a partida e a orientação de todo o acontecer do ensino devem ser e 
estar clara e harmonicamente expressas nos objetivos e componentes da educação 
e em seu vínculo com um projeto social. Isto requer, em primeira instância, a opção 
por um projeto pedagógico, um projeto social e um projeto político, articuladamente 
há que se realçar que a pretensão de neutralidade entre estes diferentes projetos 
engendra, na verdade, uma escolha que resvala para a perda de noção sobre a 
totalidade do processo educacional que advém e está a serviço de um tipo de 
formação de professores para atuar na educação profissional devemos buscar nas 
instituições que se articulam a este campo o lócus para esta formação. 
 A opção que referendamos necessariamente intencional envolve domínio de 
diversos conhecimentos que a orientem. Aqui pesa, portanto, o tipo de formação dos 
docentes voltada, por questões de qualidade e limites, que incidem sobre seu campo 
de atuação. 
 As estratégias de formação de professores devem estar articuladas e 
contempladas em uma política pública de educação profissional consoante com a 
“urgência na formulação de uma política global de formação de profissionais da 
educação que articule formação inicial e continuada, plano de carreira e salários 
condignos” (MEC, 2003, p. 20). 
 O grande desafio para nós, parafraseando Klinberg (1972), não está 
relacionado ao como ensinar, mas ao como ensinando e aprendendo produzir 
 
 - 24 - 
 
efeitos formadores da personalidade, processos da instrução e de educação que 
conduzam a humanidade a sua emancipação. 
 Conforme analisamos cada etapa com a Professora Leila, refletimos que O 
perfil do docente de educação profissional não pode moldar-se à feição de 
transmissor de conteúdos definidos por especialistas externos, mas compor-se por 
características em que seu papel de professor se combine com as posturas de: 
 Intelectual 
 Problematizador 
 Mediador do processo ensino-aprendizagem 
 Promotor do exercício da liderança intelectual 
 Orientador sobre o compromisso social que a ideia de cidadania plena contém 
 Orientador sobre o compromisso técnico dentro de sua área de conhecimento 
 A essência do processo de ensino se caracteriza pela relação de distintos 
componentes ou processos, sendo os mais evidentes: objetivo, conteúdo, matéria, 
organização e condições. Cada conceito frisado pela professora é avaliado pelas 
alunas, que fazem sua posição diante de todos os questionamentos referidos a 
metodologia e desenvolvimento dos trabalhos. 
 Algumas premissas da visão de unidade devem ser consideradas: a prática é 
a fonte da teoria e a teoria é a antecipação ideal de uma prática que ainda não 
existe, a prática, como atividade que transforma a realidade natural e social ao 
critério da verdade sendo entendida como atividade objetiva. 
 Em contrapartida foi de grande valia, a experiência que a Professora possuía, 
como a troca de confirmação e o grau de conhecimento entre ambas as colegas de 
cursos. 
 Segundo a Professora Leila, Os métodos ativos de aprendizagem implicam 
que os participantes de um curso, oficina ou classe trabalhem cooperativamente 
para desenvolver capacidades, conhecimentos e adquirindo habilidades para 
resolver conjuntamente problemas. Além de serem estratégias de aprendizagem 
agradáveis, as mesmas ajudam cada participante a transpor barreiras e superar 
temores gerados pelas mudanças introduzidas pelo trabalho cooperativo e apoio 
mútuo. 
 
 - 25 - 
 
 Na formação docente há uma necessidade e prioridades pessoais que, na 
medida do possível, devem ser consideradas durante a formação para que a 
aprendizagem se torne mais significativa e relevante. 
 
 
 Colégio Estadual Dom Pedro II – Direção. 
 
 
 Como podemos observar a estrutura do Colégio adequada a todos os fatores 
educacionais, conta com uma equipe pedagógica preparada para assumir a 
dificuldades que com o passar do tempo podemos enfatizar os conflitos encontrados 
entre os estudantes, desde suas assimilações ao conteúdo, quanto a participação e 
desenvolvimentos nas didáticas aplicadas, segundo a perspectiva de cada docente. 
 Segundo o espaço visado no local, toda estrutura passou por uma grande 
reforma e em cada local há suas características e informações dos relevantes 
estabelecimentos em que se encontra cada profissional na aera educacional. Desde 
pedagogos, aos profissionais em psicologia, sociologia, aos profissionais 
especialistas em cada área distinta a realidade do Colégio. 
 Contudo dentro destes parâmetros é bom lembrar que o Diretor Christian 
Roberto Chavez é licenciado em Geografia, cuja experiência vasta de seus quatorze 
anos de atuação como docente e quatro anos na Direção escolar, tem a expressar 
que, enquanto a equipe, o mesmo é centrado nas atividades corriqueiras e 
desenvolvimento dos trabalhos cooperativo junto à direção e supervisão, cuja 
administração tem encontrado êxito na qualidade dos professores, quanto ao 
desenvolvimento dos alunos. 
 O colégio dispõe de quadra para as aulas de educação física, sala de 
informática, biblioteca, pátio para recreação, refeitório para lanches, salas 
adequadas à alfabetização, padronizadas a demanda do Colégio e adaptadas aos 
alunos. Como é visada a segurança dos adolescentes em diversos períodos a 
escola tem seus inspetores e segurança que visam o bem estar das crianças e 
adolescentes dentro da instituição de ensino. 
 
 - 26 - 
 
 Enquanto a equipe de pedagogos que acompanham o desenvolvimento de 
todas as atividades, juntamente com os professores e a direção, visa maior suporte 
para o desenvolvimento de todos os trabalhos cooperativo, e a solução das 
dificuldades encontradas, tanto na vara social e familiar, quanto ao grau de 
dificuldade encontrado na aprendizagem mediante a assimilação dos conteúdos por 
parte do estudante. 
 Em cada contexto a direção está sempre atuante e participativa, mediante aos 
trabalhos cooperativismo por parte de toda equipe, quanto ao desenvolvimento e 
trabalhos de manutenção do Colégio. Para o Diretor Christian é viável ter a presença 
de uma boa equipe centrada nas atividades diárias, cujo vínculo é abranger todas as 
necessidades do Colégio, visando um todo, dentre as diversidades de cargos a 
distribuição das tarefas adequadas a âmbito do conhecimento da equipe. 
 Periodicamente são realizadas reuniões para desenvolverem projetos, sanar 
algumas dificuldades encontradas, promover gincanas, estabelecer metas de 
trabalhos, rotas de inovações na metodologia de ensino, soluções práticas 
corriqueiras administrativas e acompanhamento individual em cada etapa e 
formação da criança e do jovem adolescente. 
 Freire destaca, ainda, que existe uma concepção autoritária que tutela o 
sentido de democracia que seria permitido à comunidade escolar. Por isso é que 
uma compreensão autoritária da participação a reduz, obviamente, a uma presença 
concedida às classes populares a certos momentos da administração (FREIRE, 
2006, p. 75). 
 Assim, a gestão escolar “não obstante estar sujeita às múltiplas 
determinaçõessociais que a colocam à serviço das forças e grupos dominantes na 
sociedade, a administração se constituí em instrumento que, como tal, pode 
articular‐se tanto com a conservação do status quê quanto com a transformação 
social, dependendo dos objetivos aos quais ela é posta a servir”. (PARO, 2010, p. 
185). 
 Na escola, o canal institucional que garante a participação da comunidade é o 
Conselho de Escola. A participação de pais, alunos e educadores na gestão da 
escola contribui para o desenvolvimento de sua autonomia, nos marcos de uma 
política global. 
 
 - 27 - 
 
 A gestão colegiada – marca da atuação freiriana e mote do presente relato – 
foi construída na práxis pedagógico-administrativa conscientizadora e crítica, e deve 
ser também compreendida como processo de formação permanente. Precisa, 
portanto, ser retomada e concebida como referencial balizador dos fazeres 
decisórios cotidianos de toda a gestão efetivamente comprometida com a 
democratização das instâncias públicas de poder, como prática substantiva do 
projeto político - pedagógico participativo e humanizador. 
 
 
 Colégio Estadual Dom Pedro II – Orientação Escolar. 
 
 
 Segundo a orientadora Valnizele Scwinden – pedagoga e especialistas em 
psicopedagogia, com dez anos na área de Ensinos docentes e na profissão de 
orientadora, visa um trabalho de restituição do adolescente a sua fase de 
assimilação da aprendizagem quanto a dificuldades encontradas com o decorrer do 
ano letivo. 
 O teórico Freire (2006) salienta que o educador precisa ter “competências 
para solucionar uma série de situações”; para “saber fazer bem o dever”; para 
desenvolver um ensino de qualidade articulado entre as dimensões técnica, 
política, ética e estética. 
 Na orientação Educacional a preocupação de contribuir com a humanização 
em seu contexto de trabalho, buscar alcançar esses objetivos que são fundamentais: 
conhecer e entender a manifestação de violência entre alunos a fim de auxiliar tanto 
os envolvidos como os familiares e o corpo docente a prevenir este tipo de agressão 
dentro da escola. 
 A escola mostra sua preocupação em interagir e cumprir a missão na 
construção da cidadania, buscando alternativas que visem à melhoria do ambiente 
escolar. No projeto foram utilizados diversos recursos como: pesquisas, palestras, 
filmes de motivação, dinâmicas interativas, jogos, contação de histórias, jogos, 
produções textuais e na culminância houve a apresentação dos trabalhos. Sendo 
 
 - 28 - 
 
assim, são inúmeras as ações interventivas que a escola pode desenvolver no 
sentido de promover o bem-estar e valorizar os atos de respeito ao próximo. 
 No acompanhamento individual é visando pela orientação diálogo, projetos e 
palestras sobre o tema desenvolvendo um trabalho de esclarecimento e 
conscientização dos pais. Que mostrem não somente atitude positiva, mas retratem 
também as punições. 
 O primeiro grupo envolve, prioritariamente, a documentação escolar. Envolve, 
ainda, a organização e divisão do trabalho propriamente dito: a divisão de funções, a 
determinação de horários a serem cumpridos pelos funcionários e horários de 
funcionamento dos diferentes setores; a divisão do pessoal nos diversos turnos e 
setores, abertura e fechamento de portões, merenda escolar etc. Toda essa parte é 
importante porque sem ela a escola não pode caminhar. Ela representa a estrutura 
indispensável para que seja possível a realização do ato educativo. 
 Dentre as situações de caráter pedagógico-administrativo estão todas as iniciativas 
que a escola deve ter para que o ensino e a aprendizagem ocorram. Aliás, este é o 
coração do trabalho pedagógico. Aí se destacam duas ordens de necessidades 
diferentes: uma ligada ao professor e outra ligada ao aluno. 
 Na orientação educacional é o profissional encarregado da articulação entre 
escola e família. Assim, cabe a ele a tarefa de contribuir para a aproximação entre 
as duas, planejando momentos culturais em que a família possa estar presente, 
junto com seus filhos, na escola. 
 Cabe também, ao orientador educacional, a tarefa de servir de elo entre a 
situação escolar do aluno e a sua família, sempre visando contribuir para que o 
aluno possa aprender significativamente. A perspectiva de orientação educacional 
que considero válida não se equipara ao trabalho do psicólogo escolar, que tem uma 
dimensão terapêutica. O papel do orientador com relação à família não é apontar 
desajustes ou procurar os pais apenas para tecer longas reclamações acerca do 
comportamento de seu filho, mas procurar caminhos, junto com a família, para que o 
espaço escolar seja favorável ao aluno. É prudente que o orientador não 
diagnostique problema algum no aluno, e sim que veja os seus aspectos saudáveis 
que possam superar outros aspectos negativos. 
 
 - 29 - 
 
 A escola pode constituir-se em espaço social e político que luta por uma 
sociedade mais justa, mais democrática, mais humana. Neste sentido, aponto, 
finalizando, para um comentário de Assis (1994): “Há algo que nos parece 
fundamental no trabalho do orientador educacional hoje; além do comprometimento 
com os problemas de ensino e aprendizagem, é preciso lutar para que a escola não 
perca a sua dimensão humana.” (p. 138) 
 Além de conhecer o contexto socioeconômico e cultural da comunidade, bem 
como a realidade social mais ampla, o orientador educacional deve ser um 
profissional da educação encarregado de desvelar as forças e contradições 
presentes no cotidiano escolar e que podem interferir na aprendizagem. Neste 
sentido, o ideal seria que as Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia 
levassem em consideração as cinco áreas apontadas neste texto, bem como 
pensassem nos profissionais que delas dariam conta para o bem do ensino e da 
aprendizagem. 
 
 Colégio Estadual Érico Veríssimo 
 
 
 Educação de Jovens e Adulto – modalidade (EJA) – são praticamente 
dezessete alunos com idade de dezoito a sessenta e um anos. Sob a orientação da 
professora Maria Terezinha D’Roling, concursada – formada em magistério – 
experiência de 1° a 4° série – já trabalhou no Colégio Ulysses Guimarães com 
Fundamental II, durante cinco anos. A organização é excelente tudo quanto o alunos 
precisa para visualização, como o Alfabeto, os números inteiros de um a vinte e os 
maiores escrito por extenso, tabela das dezenas, centenas, dúzias. Calendário com 
os dias, mês e anos feitos em EVA, na sala tem disponível para os alunos livros, 
revistas, histórias em quadrinhos para pesquisas ou recortes. 
 A professora Terezinha no momento estava trabalhando com palavras, 
visando as vogais, a pronúncia do c e ç, separação de sílabas com a participação 
das alunas. Entre os dezessete alunos um só é homem o restante são todas 
senhoras, moças, entre ambos há uma participação integral por parte das alunas. 
 
 - 30 - 
 
 Os alunos constroem conhecimentos na interação com o contexto social, 
mesmo sem ter passado pelo processo de escolarização. Valorizar esses 
conhecimentos e relacioná-los com novos conteúdos é imprescindível para uma 
aprendizagem significativa, possibilitando ao professor o planejamento de situações 
de aprendizagem para ampliá-los ou transformá-los. Quanto maior a profundidade e 
qualidade das relações, maior a significatividade da aprendizagem. 
 Os novos conteúdos devem ser significativos, cientificamente bem 
construídos, ter funcionalidade, considerando-se as capacidades dos alunos, suas 
possibilidades cognitivas e afetivas. 
 Tais conteúdos devem ser re-significados, resgatando-se sua importância no 
processo de ensino e aprendizagem, entendendo-se como saberes culturais: 
conceitos, explicações, habilidades, linguagens, fatos, valores, crenças, 
sentimentos, atitudes, interesses, condutas, raciocínios, etc., para o 
desenvolvimento do educando e sua formação integral. Re-significar os conteúdos 
pressupõe entendero que o educando deve saber o que deve saber fazer e como 
deve ser. 
 As experiências realizadas por Paulo Freire na década de 60 indicam uma 
valorização dos conhecimentos construídos fora da escola pelos jovens e adultos e 
a consideração destes como pontos de partida para novos conhecimentos. Nessas 
experiências havia uma preocupação com o repertório linguístico dos alunos, 
afirmando que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. 
 Estes conhecimentos são pontos de partida para a produção de novos 
conhecimentos. Sendo assim, quando se dirigem a uma escola, os jovens e adultos 
não se encontram vazios, como muitas vezes a escola acredita. 
 A prática educativa é acima de tudo um desafio, pois o educador consciente 
passa grande parte do seu tempo questionando-se, revendo conceitos, buscando 
dar o melhor a seus educandos. Por isso, o sonho e a utopia fazem parte desses 
docentes, e outros sentimentos como a esperança, que é uma arma importantíssima 
para a realização de certas aspirações. 
Para Paulo Freire (1997) é ingenuidade dar à esperança um poder absoluto de 
resolução de conceitos, concepções e conteúdo, no entanto, se aliadas a ela 
 
 - 31 - 
 
encontram-se o esforço, a capacidade, a persistência e humildade, o educador está 
no caminho certo. 
 A educação definida por Paulo Freire vê o conhecimento como um 
instrumento para a ação mais eficaz dos homens sobre o mundo. Esta ação tem 
sempre uma marca: mudança ou continuidade. Portanto, não é nunca um ato neutro. 
A alfabetização que serve aos mais pobres é aquela que dá a força e a capacidade 
de aprender aos alfabetizandos, que usa a língua e a escrita para a reflexão da 
realidade e para o desvelamento do que ainda não é do conhecimento deles. 
 Na história da educação brasileira, a Educação de Jovens e Adultos, como 
uma modalidade diferenciada, chama a atenção o seu caráter extensivo, por ser fora 
dos moldes tradicionais das escolas noturnas e, com relação ao aspecto da 
legislação não era algo sólido, não se configurava como um compromisso dos 
órgãos competentes (PAIVA, 1973). 
 A EJA enquanto modalidade educacional que atende alunos-trabalhadores 
deve ter por finalidade o compromisso com a formação humana e com acesso a 
cultura geral. Nesse sentido passa a propiciar ao educando o desenvolvimento da 
sua autonomia intelectual e moral. Tendo em vista este papel, a educação deve 
investir em uma formação que possibilite ao individuo aprender criticamente 
participando do trabalho e da vida coletiva, acompanhando a dinamicidade das 
mudanças sociais, partindo da utilização metodológica adequada de conhecimentos 
científicos tecnológicos e sócio-histórico. 
 
 
 Escola Alternativa - Casa Ofício 
 
 A Casa Ofício é uma escola especial que possui várias oficinas terapêuticas e 
profissionalizantes, socioassistencial de forma planejada e continuada para pessoas 
com deficiência Intelectual, Autismo, Síndrome Asperger e Down, Transtorno Global 
de desenvolvimento. A formação de cada indivíduo acontece, através de atividades 
sócio-educativas, sócio-culturais, através da inclusão social, que permite a auto-
sustentação e plena participação na sociedade. Atualmente, a Casa Ofício, atende 
 
 - 32 - 
 
duzentas e quinze pessoas, entre os jovens acima de quatorze anos, aos adultos e 
até o idoso, em suas oficinas e salas de aulas, apoio e orientação aos familiares e 
às empresas contratantes. A entidade é mantida com vendas informais dos 
artesanatos produzidos e ajuda da comunidade, além de parcerias como o Rotary 
Clube Foz do Iguaçu e Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. 
 A Casa Ofício possui profissionais qualificados nas áreas: 
 Serviços Multidisciplinares são realizados pela Assistência Social e 
Psicóloga, que visa avaliar e acompanhar, orientando a Família no âmbito sócio 
educativo e psicossocial. Para um amplo resultado é visado a integração, 
participação de vida, como a auto-estima e realizações pessoas do estudante. 
 Na Fisioterapia é avaliado o físico-funcional, orientação postural e a 
práticas de exercícios fisioterapeutas, envolvendo os alunos e familiares, 
promovendo os conhecimentos e a conscientização referente a todas as medidas 
preventivas, onde todas as ações e desenvolvimento seu trabalho é realizado com a 
equipe pedagógica, possibilitando ao aluno um atendimento individual ou em grupo. 
 A cozinha é industrial, onde são realizadas, as refeições e necessidades 
orgânicas e hábitos alimentares saudáveis. Nesta Etapa são administrados os 
cursos de Profissionalização que visa promove o desenvolvimento profissionalizante 
como: auxiliar de cozinha, copeiro, padeiro e atividades relacionados às vidas 
diárias. 
 A Educação os ensinos de conteúdos são ofertados a Jovens e Adultos, na 
modalidade da fase I Educação Especial. A educação Profissional, os programas 
são desenvolvidos com trabalhos em Oficinas, promovendo a integral 
responsabilidade. 
 Igualdade social, como a Oficina Agrícola, Oficina de Marcenaria, 
Informática, a educação Física e atividades Culturais Inclusivas, ao encaminhamento 
e acompanhamento ao mercado de trabalho. 
 Nas oficinas de Artesanatos: são realizados os trabalhos manuais com 
Biscuit, decorações, lembrançinhas, ponteiras de lápis, reaproveitamento de 
materiais de reciclagem de papel, porta, trecos, barricas, embalagens para 
presentes, confecções de bolsas e tapetes, puffs, etc........bordados, sabonetes 
artesanais, arranjos entre outros. 
 
 - 33 - 
 
Na interação este tipo de trabalho visa o despertar da, criatividades e a 
autonomia, onde a desenvoltura e habilidades facilitam o ingresso dos trabalhos 
formais e autônomos, promovendo a auto-estima e a qualificação do mesmo para o 
Como podemos obsevar, durante este período, a aprendizagem estabelece 
todos os níveis deste do primário da alfabetização, quanto à formação profissional, 
de jovens, adultos e até mesmo os idosos, segundo suas necessidades. Em todos 
os aspectos as salas são organizadas de acordo com os níveis de aprendizagem do 
jovem, temos nos primórdios da alfabetização, os Alfabetos ilustrados, os números, 
datas referentes aos dias, mês e ano, a sala é adaptada ao jovem, o número 
máximo de jovens é de dez, todos devidamente informados sobre suas condições 
físicas e psíquicas ao conhecimento da Professora e Profissionais que acompanham 
todos os casos individualmente, base de sua formação. 
Atualmente, dialogando com uma das Professoras Angela, a mesma informou 
que, habitualmente, fez muitos cursos preparatórios nesta área se especializando, 
na Educação Especial, conforme seu tempo de carreira, a Professora relata que 
devido à dificuldade em ter uma filha especial, que também recebe 
acompanhamento pela Instituição, ela frisa que, tinha encontrando muita dificuldade 
para contratar alguém de base formativa que pudesse acompanhar sua filha neste 
processo de desenvolvimento, quando projetando para esta aera em especial, ela 
adaptou as regras segundo a necessidade da família e a educação da filha. 
Durante este período de observação analisamos o quanto é essencial, para o 
jovem este convívio social e a base da formação para a inclusão no mercado de 
trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 34 - 
 
 
 APASFI – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu 
 
 
A Libras é uma língua de sinais utilizada pelos surdos que vivem em Foz do 
Iguaçu, é uma língua de modalidade gestual-visual, porque utiliza a comunicação 
dos movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão. 
Na educação Infantil as crianças recebem atendimento em tempo integral, na 
educação de adultos, cuja modalidade é o Ensino Fundamental e Ensino Médio, a 
operacionalização a escola conta com professores habilitados em níveis médio e 
superior, com cursos de especialização e com competência de língua de Sinai, 
direção, supervisor, psicólogo,assistente social e fonoaudióloga, além dos 
profissionais surdos excedendo funções de professores, instrutores e monitores, 
para adequar tanto a criança, quanto o adulto a uma formação individual e 
profissionalizante. Além da escola oferece oficinas de leitura, escritas e matemática - 
espaço para reflexões, discussões, elaboração e reelaboração de hipóteses sobre 
construção do conhecimento. 
No grupo Familiar – espaço para as famílias discutir assuntos diversos, 
principalmente as diferenças linguísticas culturais que as envolvem. 
A Apasfi abrange os requisitos de profissionais em diversos campos, para 
suprir as necessidades dos graus e os níveis de Ensino, a começar pela Educação 
Infantil, oferecido em período integral, Ensino Fundamental em consonância às 
orientações nacionais, que compreende a base nacional comum da língua 
portuguesa: matemática, geografia, história, ciências, educação física, e o ensino 
religioso. A educação de jovens e adultos - Ensino Fundamental e Médio visa o 
assessoramento escolar aos alunos inclusos na rede regular de ensino. 
A diferença precisa ser entendida como enriquecimento, possibilidade, processo 
de construção, que é próprio dos seres humanos. Não pode ser o polo oposto de um 
padrão hegemônico, para não continuar marcando alguns alunos e pessoas como 
“as diferentes” – por razões étnicas, de gênero, de deficiências e outras maneiras de 
rotular e excluir. 
 
 - 35 - 
 
Atendimentos individuais das crianças com residuais auditivos matriculados na 
Escola da APASFI, ou na rede regular de ensino, participam deste programa, onde a 
fala é trabalhada, a partir das atividades como: jogos, quebra-cabeça, cruzadinhas, 
história em sequências, revistas, gibis, literatura, entre outras. 
Enquanto aos programas são oferecidas as oficinas de leitura e escrita e 
matemática - espaço para reflexões, discussões, elaborações e relaboração de 
hipóteses sobre a construção de conhecimentos. 
A educação profissional corresponde aos adolescentes de quatorze anos de 
idade que recebem orientações especiais sobre o mundo do trabalho, participam de 
cursos profissionalizantes, 
Laboratório de Informática: utiliza novas tecnologias de informação no âmbito 
educacional, promovendo uma ação interdisciplinar, este espaço onde os alunos 
utilizam, e são administrados à aprendizagem e os conhecimentos em meios aos 
desenvolvimentos e percepções de todas as ferramentas. Nas salas de informática a 
professora trabalha com máximo de quatros a cinco crianças, visando todos os 
aspectos da informação e trabalhos relativos ao cotidiano. 
As atividades desportivas visa o desenvolvimento do aluno, bem como a sua 
participação, destes os campeonatos municipais, intermunicipais e estaduais: como 
as gincanas, olimpíadas internas em diversas modalidades. 
As áreas da Informativa: são espaços onde os alunos utilizam jornais, revistas, 
vídeos, TV, internet, pesquisas de acontecimentos atuais e a probabilidade de 
formação de grupos de estudos, envolvendo o corpo docente, equipes técnicas, 
monitores, supervisão e direção, com o objetivo maior o educando. 
No processo de alfabetização o atendimento individual das crianças na Escola 
Apasfi é direcionado a fala trabalhada a partir de atividades como: jogos, quebra-
cabeça, cruzadinhas, história em sequência, revistas, gibis, literaturas entre outras. 
Referente ao curso de libra a própria instituição abriu a comunidade, pais e amigos, 
para que possa buscar a interatividade entre os familiares e um desenvolvimento 
pleno por parte das crianças e até mesmo o adulto que buscam por um 
conhecimento a mais em sua gama de referências. 
Sendo assim, a Declaração de Salamanca (1994) declara que as crianças com 
necessidades educativas especiais devem frequentar escolas de ensino regular e 
 
 - 36 - 
 
acrescenta que estas constituem um dos meios mais eficazes para combater a 
discriminação e ao mesmo tempo fomentar uma sociedade inclusiva que 
proporcione uma educação adequada a todos sem exceção. 
 
 
Hospital Municipal Pe. Germano Lauck 
 
 
O atendimento pedagógico – educacional – hospitalar é um direito de todos os 
educandos, devido às suas condições especiais de saúde, estejam hospitalizados 
ou sob outras formas de atendimento que impeçam a participação na escola. 
Quando a ausência da criança na escola decorre de sua história de 
adoecimento e tratamento hospitalar, a frequência à classe hospitalar surge como 
um incentivo à criança e à família, que passam a buscar a escola regular após a alta 
hospitalar. 
A educação em hospital é um direito de todo educando hospitalizado. Sabe-
seque na prática, nem todos está tendo este direito respeitado ou atendido, uma vez 
que os dados evidenciam que ainda há um número pequeno de hospitais com 
classes hospitalares. Faz-se necessário considerar, seriamente, esta questão, uma 
vez que a literatura aponta para o importante papel do professor no 
desenvolvimento, nas aprendizagens e no resgate da saúde do educando 
hospitalizado. 
No atendimento hospitalar, sobre os cuidados da psicóloga Gisele a 
brinquedoteca está com os projetos em andamento e que no momento não visa 
nenhum ordem formal de alfabetização no momento. 
Os pacientes da ala infantil, além de darem entrada no hospital, por várias 
razões, são inúmeros às situações mais crônicas, cujos prazos para estabilidade e 
acompanhamento são mínimos. Inseridos nesta realidade não há um 
acompanhamento de um profissional na área de educação pedagógica. O que no 
momento está disponível é uma sala de apoio com alguns brinquedos para s 
crianças brincarem sobre os cuidados dos próprios Pais. 
 
 - 37 - 
 
Infelizmente e é com tristeza que relatamos isso, é um total descaso a saúde 
em todos os sentidos, o pouco que se faz, se faz na medida de toda miséria 
humana. 
A hospitalização pode ser uma experiência difícil, dolorida para a vida do 
enfermo, principalmente se este for uma criança. Esses fatores, por sua vez, 
facilitam a irritabilidade, desmotivação, estresse, entre outros. O trabalho lúdico e 
educativo, desenvolvido pelo profissional pode ajudar os hospitalizados a aceitar 
melhor a ideia do processo de internação ou consulta, bem como auxiliar em seu 
processo de recuperação. 
As hospitalizações por doenças infecciosas preveníveis por imunização 
sarampo, tétano, difteria, entre outras podem ser evitadas. É também possível evitar 
aquelas cujas complicações podem ser atenuadas por diagnóstico e tratamento 
precoces, como as gastroenterites. Se houver cobertura e qualidade na atenção 
primária à saúde, haverá redução de internações por complicações agudas 
causadas por doenças não transmissíveis como o coma diabético, bem como 
redução nas readmissões e no tempo de permanência no hospital por diferentes 
doenças. 
A hospitalização atinge o cotidiano e a organização interna da família em maior 
ou menor grau, muitas famílias se organizam para responder as dificuldades que 
surgem da internação. Elas reorganizam sua estrutura para permanecer com o 
familiar doente. Como a vida fora da instituição é contínua, essa reorganização e 
reestrutura torna-se de grande valor para tais famílias. Essas ajudas tornam-se mais 
tranquila e eficaz, quando é possível contar com uma rede de apoio na família 
nuclear ou abrangente ou de instituições gratuitas ou particulares. 
Uma vez que o educando não tem seu crescimento e desenvolvimento 
interrompidos por estar hospitalizado, a presença do professor que conhece as suas 
necessidades curriculares, torna-se um catalisador que, ao interagir com ele, 
proporciona-lhe, principalmente condições para a aprendizagem. Isto aproxima o 
educando dos padrões cotidianos da vida. Corroborando o exposto anteriormente, 
Ceccim e colaboradores acrescentam que é também do professor de classe 
hospitalar "a tarefa de afirmar a vida, e sua melhor qualidade, junto com essas 
 
 - 38 -crianças, ajudando-as a reagir, interagindo para que o mundo de fora continue 
dentro do hospital e as acolha com um projeto de saúde" (1997, p.80). 
A oferta de atividades recreativas ou lúdicas no ambiente de internação 
hospitalar é crucial ao enfrentamento do adoecimento e à aceitação positiva do 
tratamento, mas não substitui a necessidade de atenção pedagógico-educacional, 
pois seu potencial de intervenção é mais específico, mais individualizado e volta-se 
às construções cognitivas e à construção do desenvolvimento psíquico. 
 
 
 
5.1. Caracterização da entidade ou instituição de ensino – histórico da escola. 
 
 
 Colégio Estadual Barão do Rio Branco 
 
 Nesse sentido, a instituição de Ensino restitui o processo de desenvolvimento 
dos alunos contribui para o sucesso entre educando e educador com pleno respeito, 
considerando cada indivíduo com fontes inexploráveis de conhecimento. Com isso o 
potencial de cada um é avaliado, as diferenças respeitadas, toda a bagagem do 
aluno valorizada, sua realidade observada e através de conhecimentos sólidos, o 
agirem para poder transformar em seu próprio benefício. 
 Colégio Estadual a formação inicial Ensino Fundamental (6 a 14 anos), Tem 
como finalidade a formação básica do cidadão, o desenvolvimento da capacidade de 
aprender, a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da 
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade, o 
desenvolvimento da capacidade de aprendizagem e o fortalecimento dos vínculos de 
família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância, , com duração de 9 
anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 anos de idade. Está organizado 
em Séries Iniciais (1ª a 5ª séries) e Séries Finais (6ª a 9ª séries) recíproca em que 
se assenta a vida socialapontando as possibilidades de aprofundamento que os 
jovens poderão escolher ao longo de sua escolarização. 
 
 - 39 - 
 
 Ensino Médio (15 a 17 anos), etapa da educação básica e magistério tem por 
finalidade a preparação para o trabalho. Tem por princípios pedagógicos: identidade, 
diversidade e autonomia, interdisciplinaridade e contextualização. 
 Sabiamente Freire (1996, p. 25), refletiu e escreveu no livro Pedagogia da 
Autonomia: Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. 
 No entanto são administradas as modalidades de Ensino Fundamental Fase II 
Ensino Médio Normal, Magistério- Formação Docente, Profissionalizante, Técnico 
em Segurança do Trabalho, CELEM Espanhol e Inglês. 
 Modalidade de aprendizagem e de ensino compõe, portanto, uma via de mão 
dupla na medida em que para ensinar o sujeito utiliza-se dos mesmos recursos que 
tem para aprender. Se o sujeito constrói sua modalidade de aprendizagem 
especialmente nas suas primeiras relações, os modelos tendem a se perpetuar. 
 A redução do prático ao utilitário implica a eliminação do aspecto humano, 
subjetivo, em face do objeto. Deste modo, as coisas são entendidas como se 
significassem por si mesmas, independentemente dos atos humanos. A práxis 
marxista supera essa visão imediata e ingênua, ao acentuar criticamente os 
condicionantes sociais, econômicos, ideológicos-históricos, que resultam da ação 
dos homens (VÁZQUEZ: 1977). 
 
 
 Colégio Estadual Dom Pedro II 
 
 
 Colégio Estadual Dom Pedro II funciona em prédio próprio, sendo sua 
construção datada de março de 1998. Atende uma população de aproximadamente 
1.590 alunos, abrangendo uma totalidade de dezesseis bairros. Esta obra foi 
executada pelo Governo do estado do Paraná em parceria com a Prefeitura 
Municipal de Foz do Iguaçu. 
A comunidade escolar que pertence a este estabelecimento de ensino é 
bastante heterogênea, tanto em nível sócio-econômico, cultural quanto ao da faixa 
etária. Atualmente o Colégio Estadual Dom Pedro II está organizado da seguinte 
forma: 
 
 - 40 - 
 
 
Período Matutino: 
8º Ano – Ensino Fundamental 5 turmas 
9º Ano – Ensino Fundamental 6 turmas 
1ª Série – Ensino Médio 3 turmas 
2ª Série – Ensino Médio 2 turmas 
3ª Série – Ensino Médio 1 turma 
 
Período Vespertino: 
6º Ano – Ensino Fundamental 9 turmas 
7º Ano – Ensino Fundamental 8 turmas 
8º Ano – Ensino Fundamental 1 turma 
 
 
Período Noturno: 
9º Ano – Ensino Fundamental 1 turma 
1ª Série – Ensino Médio 3 turmas 
2ª Série – Ensino Médio 3 turmas 
3ª Série – Ensino Médio 3 turmas 
 
Apesar de toda estrutura, vinculada à comodidade das crianças, adolescentes 
e jovens, o Colégio oferece uma quadra esportiva, para atividades de educação 
Física e outras modalidades. 
Para um melhor desempenho das aulas e pesquisas, a instituição oferece 
salas de informáticas especializadas, biblioteca, como também toda uma equipe de 
profissionais qualificados para acompanhar e auxiliar os adolescentes e jovens em 
diversas questões das modalidades de ensino. 
A instituição do Colégio Dom Pedro II, possui sala dos professores, sala da 
direção, sala de orientação educacional, pátio amplo, refeitório, banheiro adequado 
a faixa etária de cada criança, como os adolescentes e jovens, o acompanhamento 
é individual, padronizado pela equipe pedagógica, que visa aperfeiçoamento no 
 
 - 41 - 
 
desenvolvimento juntamente com os Pais e a sociedade, visando projetos e jogos 
interativos para desenvolvimento social de cada indivíduo. 
Para Freire (1996, p.66), “o respeito, a autonomia e a dignidade de cada um é 
um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros”. 
As atividades pedagógicas precisam ter sentido e instigar o aluno à busca e à 
investigação constante de conhecimentos para entrar em um processo de reflexão 
sobre o que aprendeu. Acredita-se que esse processo é contínuo, inacabável, pois a 
todo o momento ansiasse por aprender ou saciar nossas interminadas e infinitas 
necessidades cognitivas. 
 
. 
 
Colégio Érico Veríssimo 
 
 
O processo de desenvolvimento dos alunos contribui para o sucesso entre 
educando e educador com pleno respeito, considerando cada indivíduo com fontes 
inexploráveis de conhecimento. 
Com isso o potencial de cada um é avaliado, as diferenças respeitadas, toda 
a bagagem do aluno valorizada, sua realidade observada e através de 
conhecimentos sólidos, o agirem para poder transformar em seu próprio benefício. 
Nas modalidades de Ensino são ofertados, pela instituição os seguimentos, 
que acompanham toda trajetória da criança até a educação e formação doa adulto 
pelo sistema de educação do (EJA). 
 
 - 42 - 
 
O Colégio Municipal Érico Veríssimo, possui acessibilidade: as dependências da 
escola são acessíveis aos portadores de deficiência, os sanitários são acessíveis 
aos portadores de deficiência, a Infra-estrutura (dependências), possui biblioteca, 
cozinha, laboratório de informática com computadores e Internet: Internet: 
computadores para uso dos alunos: 34, computadores para uso administrativo: 10, 
sala de leitura, sala para impressão, aparelho de DVD, copiadora, retroprojetor, 
televisão,sala para a diretoria, sala dos professores, e toda equipe pedagógica para 
o desenvolvimento pleno do ensino de qualidade e a eficácia. 
 
Ensino Regular: 
Educação Infantil - Pré-Escola - Ensino Fundamental - Anos Iniciais 
Educação Especial: 
Ensino Fundamental - Anos Iniciais 
Educação de Jovens e Adultos: 
Eja - Ensino Fundamental - Anos Iniciais – Presenciais 
 
Atendimento Educacional Especializado (AEE): 
Ensino Do Uso Do Soroban 
Estratégias Para Autonomia No Ambiente Escolar 
Técnicas De Orientação E Mobilidade 
A escola possui sala para os professores 
A escola possui sala de atendimento especial 
FREIRE: [...] tipo de relação educador-educando em que o educador se 
considera o exclusivo educador do educando. O educador transfere o conhecimento 
em torno de a ou b ou c objetos ou conteúdos ao educando, considerado como puro 
recipiente. (1992, p.119). 
Educaçãode Jovens e Adultos a importância de reciprocidade da relação 
educacional: o educando como o educador. Isso pode ser visto em diversas 
situações onde trazem de suas vivências os exemplos que pontuam claramente 
todos os espaços de aprendizagem, e que se bem aproveitados pelos professores 
são os grandes motivadores do trabalho, resignificando os conteúdos curriculares e 
 
 - 43 - 
 
outros espaços que fazem parte do currículo formal da escola, como por exemplo, a 
avaliação. 
A educação é fundamental para a transformação de uma nação, os países 
que não valorizam a ética, o trabalho e a educação em geral, apresentam economia 
frágil, os rendimentos são inferiores, refletindo em todo seguimento, como habitação, 
saúde, qualidade e expectativa de vida. 
 
 
Colégio Municipal Alternativa – Casa Ofício. 
 
 
Na Casa Ofício o objetivo principal a prestação voltados para o atendimento 
socioassistencial de forma planejada e continuada para pessoas com Deficiência 
Intelectual e Transtorno Global de Desenvolvimento com idade acima dos quatorze 
anos, com a finalidade de formação global através das atividades sócio-educativas, 
sociais, culturais e profissionalizantes, que através da inclusão social, cultural e 
profissional, lhe permitam a auto-sustentação e a plena participação na sociedade. 
Cujos fatores passam a desenvolver seus ofícios mediante a um acompanhamento 
profissional por parte dos professores, fisioterapeutas, psiquiatras, psicólogos e 
pedagogos, assistente social, que visam à qualidade e desenvolvimento da criança 
como um todo na formação e educação profissional. 
A nova metodologia, a escola passa a ter essa autorização e passa a receber 
alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de estudantes de Educação de 
Jovens e Adultos (EJA). Com a reestruturação, a direção da escola aguarda pela 
aprovação de um convênio com o Governo do Estado visando promover ainda mais 
oficinas e ampliar o número de atendimentos. 
Atualmente, 248 adolescentes e jovens são atendidos pela escola, sendo que 
115 deles foram encaminhados ao mercado de trabalho após participarem de 
alguma das oficinas promovidas pela entidade, como jardinagem, técnicas agrícolas, 
horticultura, técnicas de artesanato, informática e panificação. 
 
 - 44 - 
 
Para sobreviver e manter 248 alunos especiais, adolescentes e adultos, 
divididos em dois turnos é necessários 32 profissionais, entre eles professores e 
profissionais das áreas de psicologia, serviço social, fisioterapia, pedagogia e 
serviços gerais. Destaca-se que a raiz do projeto ‘visa fomentar em cada atendido o 
respeito próprio, através de atividades funcionais que lhes permitam atuar no 
mercado de trabalho’. Assim, a Casa Ofício abre um leque para a profissionalização, 
passando pela cadeia de artesanato marcenaria, bordado, biscuit, colagem, pintura, 
etc. chegando até a panificadora, pães coloniais, salgadinhos, congelados entre 
outros. 
Realizar aprendizagens significativas, contextualizar as aulas e, 
principalmente, aproveitar a grande bagagem de experiência dos alunos na 
Educação de Jovens e Adultos, é de suma importância. Consta na instituição toda 
integração de uma vasta equipe de profissionais, cujo vínculo maior é encaminhar os 
jovens ao mercado de trabalho, concluindo como indivíduo capacitado e produtivo 
diante da sociedade e para o desenvolvimento da própria auto.estima. 
O processo de desenvolvimento dos alunos contribui para o sucesso entre 
educando e educador com pleno respeito, considerando cada indivíduo com fontes 
inexploráveis de conhecimento. 
Com isso o potencial de cada um é avaliado, as diferenças respeitadas, toda 
a bagagem do aluno valorizada, sua realidade observada e através de 
conhecimentos sólidos, o agir para poder transformar em seu próprio benefício. 
Constatou-se que a educação deve propiciar uma ação pedagógica dialética, 
em que se efetive a construção do conhecimento através de uma prática educativa 
autônoma, comprometida, criativa, prazerosa, significativa e motivadora. 
Justificando-se então que: “A motivação depende da força de estimulação do 
problema e das disposições internas e interesses do aluno. Assim, aprender se torna 
uma atividade de descoberta, é uma auto-aprendizagem, sendo o ambiente apenas 
o estimulador.” (LIBÂNEO, 1995. p. 26). 
APASFI – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu 
 
 
 - 45 - 
 
Apasfi – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu – cujo 
vínculo é intermediário é a base funcional da criança desde o início dos anos da 
aprendizagem inclusa em sua vida a motivação e inclusão profissional no mercado 
de trabalho. Através a constituição subjetiva do sujeito surdo e seu relacionamento 
social, passa pela Educação Infantil, em nível integral, ao Ensino Fundamental com 
abrangência em todos os campos funcionais e formativo relativos aos conteúdos e 
didáticas aplicadas, a Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental e 
Médio sobre cooperação técnica do CEEBJA ao assessoramento escolar aos alunos 
inclusos na rede regular de ensino. Os profissionais estão aptos em suas 
respectivas áreas de formação, onde abrange os pedagogos, psicólogas, e os 
interpretes da Libra. 
Gandin destaca que “O planejamento é um plano ajudam a alcançar a 
eficiência, isto é, elaboram-se planos, implanta-se um processo de planejamento a 
fim de que seja bem feito aquilo que se faz dentro dos limites previstos para aquela 
execução” (2002, p. 17). 
Enquanto aos programas são oferecidas as oficinas de leitura e escrita e 
matemática - espaço para reflexões, discussões, elaborações e relaboração de 
hipóteses sobre a construção de conhecimentos. 
A educação profissional corresponde aos adolescentes de quatorze anos de 
idade que recebem orientações especiais sobre o mundo do trabalho, participam de 
cursos profissionalizantes. 
Laboratório de Informática: utiliza novas tecnologias de informação no âmbito 
educacional, promovendo uma ação interdisciplinar, este espaço onde os alunos 
utilizam, e são administrados à aprendizagem e os conhecimentos em meios aos 
desenvolvimentos e percepções de todas as ferramentas. Nas salas de informática a 
professora trabalha com máximo de quatros a cinco crianças, visando todos os 
aspectos da informação e trabalhos relativos ao cotidiano. 
As áreas da Informativa: são espaços onde os alunos utilizam jornais, revistas, 
vídeos, TV, internet, pesquisas de acontecimentos atuais e a probabilidade de 
formação de grupos de estudos, envolvendo o corpo docente, equipes técnicas, 
monitores, supervisão e direção, com o objetivo maior o educando. 
Hospital Municipal Pe. Germano Lauck. 
 
 - 46 - 
 
 
 Em sua estrutura completa de assistência integral a sociedade, e de 
especialistas em todas as áreas, passa por reformas financeiras e adequações de 
equipe e profissionais. 
 No entanto não há um plano de educação efetivo na ala de internação 
visando a aprendizagem continuada da criança por meio da interação com a 
brinquedoteca. Em seus recursos é de extrema escassez, pois quem mais padece é 
a comunidade que depende de suas assistências. 
 É importante ressaltar que a brinquedoteca é um espaço de fundamental 
importância no desenvolvimento lúdico das crianças. O brincar é um direito da 
criança, direito este amparado em leis como Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA), a Constituição Federal entre outras conquistas importantes, colocam o 
brincar, ou seja, o lúdico como prioridade e como direito da criança, dever do estado, 
da família e da sociedade. 
 Amparada pela lei Federal 11.104, de 21 de março de 2005 a qual dispõe 
sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde 
que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação, a brinquedoteca 
hospitalar vem para garantir à criança um espaço destinado ao ato de brincar com o 
intuito de colaborar no tratamento dessascrianças e amenizar traumas que podem 
surgir com a internação. 
 Quando a criança está internada fica longe de seus pertences favoritos, 
família amigos, escola e sua rotina, isso gera uma tristeza e uma resistência para 
aceitar o tratamento que ela tem que se submeter. 
Mesmo hospitalizada a criança não pode deixar de brincar, é um período de 
sua vida que se sente muito sozinha. A criança que fica impossibilitada de brincar 
tem seu desenvolvimento comprometido e o seu equilíbrio emocional também. A 
criança hospitalizada não deixa de ser criança e precisa brincar, pois e o papel dos 
jogos e brincadeiras é garantir o seu equilíbrio emocional e intelectual. 
Tão importante quanto o brincar no hospital também é a escolarização, e a 
pedagogia hospitalar tem como objetivo promover a criança hospitalizada à 
continuação das atividades educativas, e o pedagógico juntamente com o lúdico são 
pontos fundamentais neste processo. 
 
 - 47 - 
 
A importância de levar para dentro dos hospitais a educação é além de 
garantir um direito, também proporcionar a está criança ou adolescente 
hospitalizado um bem estar. A pedagogia hospitalar também está empenhada em 
propiciar o retorno à escola regular sem traumas ou minimizando os mesmo 
ocasionados devido à criança ter ficado longe da escola. 
Segundo Matos: 
 
[...] a finalidade da Pedagogia Hospitalar é integrar educadores, 
equipe médica e família, num trabalho em conjunto que permite 
ao enfermo, mesmo em ambiente diferenciado, integrar por 
meio de ações lúdicas, recreativas e pedagógicas novas 
possibilidades e maneiras de dar continuidade a sua vida 
escolar e, com isso, beneficiar sua saúde física, mental e 
emocional [...] (MATOS, 2003). 
 
Fica claro que a escolarização em contexto hospitalar está intimamente ligada 
a lúdicidade, é um momento difícil para a criança. A utilização do lúdico facilita à 
aceitação da criança a escolarização no hospital. 
Observa-se que a brinquedoteca hospitalar tem que ser um espaço de valorização 
da saúde, do brincar, da socialização e da cidadania. O brincar no hospital é uma 
ferramenta fundamental que promove o bem estar e a recuperação de crianças nos 
hospitais. 
Para a humanização dos hospitais a brinquedoteca é uma projeto de melhoria 
da qualidade de vida durante a internação das crianças e adolescentes 
hospitalizados. Na busca de humanização é que os hospitais estão cada vez mais 
aderindo a esta proposta, na medida das possibilidades e vontade de abraçar esta 
causa. 
 
 
 
 
 
 
 - 48 - 
 
5.2. Relatório de observação do Estágio 
 
 
Colégio municipal Érico Veríssimo 
 
 Segundo a didática da Professora Maria Terezinha D’Roling, o 
acompanhamento, com as alunas do (EJA), na alfabetização é viável dizer que 
depois do expediente de trabalho, há uma resposta nítida por parte dos adultos e 
uma participação integral a metodologia aplicada. 
 Na sala de aula estão presentes constantes dez alunos, com dezessetes 
inscritos, alguns, costumam marcar presença, mesmos depois do expediente ou da 
rotina cansativa de trabalho, outros até por falta da própria saúde ou escalas de 
trabalho, mas com tanta contravenção a professora conhece as dificuldades e 
sensibilidades de cada aluno em sala de aula. 
 É importante que o ensino da EJA não copie o mesmo modelo de aula 
desenvolvida no ensino regular. Temos de considerar as condições específicas do 
aluno que participa das aulas da EJA. É o aluno adulto que trabalha no mínimo oito 
horas diária, e que teve pouco tempo para permanecer na escola quando deveria 
estar na idade adequada, segundo a Lei. Esse aluno está marcado por um sistema 
de ensino que o marginalizou, pois não lhe proporcionou crescimento, como ser 
humano, menos ainda, como intelectual que associasse o conhecimento adquirido 
nos bancos escolares à prática. 
 Os alunos tem assimilação do conteúdo aplicado, alguns com dificuldades na 
leitura e outros na escrita. Com tanta adversidade de aprendizagem a professora 
procura frisar uma metodologia única, abrangendo a participação das alunas em 
cada contexto da aprendizagem, visando sempre um clima de descontração e 
participação das mesmas, para interação em sala de aula. 
 Hoje, contudo, o ensino da EJA volta-se, exatamente, para a busca da 
conscientização desse sujeito, possibilitando-lhe agir e reagir diante de situações 
concretas de sua realidade. O Ensino de Jovens e Adultos necessita de flexibilidade 
em sua organização curricular. Para tanto, é necessário que se façam avaliações da 
 
 - 49 - 
 
realidade de que este aluno faz parte, a fim de que tenhamos como base a cultura 
regional, proporcionando, dessa forma, a apropriação da cultura universal. 
 As orientações oriundas da 5ª Conferência Internacional sobre Educação de 
Jovens e Adultos (Confintea), realizada em Hamburgo, na Alemanha, 1997, levam a 
valorizar o processo de ensino e de aprendizagem, onde destacamos que EJA deve: 
 
[...] contribuir para a formação de cidadãos democráticos 
mediante o ensino dos direitos humanos, o incentivo à 
participação social ativa e crítica, o estímulo à solução de 
conflitos e a erradicação dos preconceitos culturais e da 
discriminação, por meio de uma educação intercultural; 
Promover a compreensão e a apropriação dos avanços 
científicos, tecnológicos e técnicos, no contexto de uma 
formação de qualidade, fundamentada em valores solidários e 
críticos, em face do consumismo e do individualismo; [...] 
Incentivar educadores e alunos a desenvolver recursos de 
aprendizagem diversificados, utilizar os meios de comunicação 
de massa e promover a aprendizagem dos valores de justiça, 
solidariedade e tolerância, para que se desenvolva a 
autonomia intelectual e moral dos alunos envolvidos na EJA. ( 
Proposta Curricular, 2002, p.19-20) 
 
Realizar aprendizagens significativas, contextualizar as aulas e, 
principalmente, aproveitar a grande bagagem de experiência dos alunos na 
Educação de Jovens e Adultos, é de suma importância. É exatamente este 
significado que faz com que os alunos venham motivados para a aula. É de suma 
importância na Educação de Adultos a valorização das experiências dos alunos, e 
para que isso ocorra, é preciso dar abertura ao diálogo entre os educandos e 
educadores. 
As atividades pedagógicas precisam ter sentido e instigar o aluno à busca e à 
investigação constante de conhecimentos para entrar em um processo de reflexão 
sobre o que aprendeu. Acredita-se que esse processo é contínuo, inacabável, pois a 
 
 - 50 - 
 
todo o momento ansiasse por aprender ou saciar nossas interminadas e infinitas 
necessidades cognitivas. 
 
 
Colégio Estadual Barão do Rio Branco 
 
Na formação de Docentes – aproveitamento de estudos, com a Professora 
Leila Elias Lidato, entre as turmas de quarto semestre com onze professoras e 
quinto semestre com seis professoras, são visados entre os estágios o dinamismo e 
desenvolturas nas atividades e recreação com as crianças, em diversas aeras, 
desde o momento da alfabetização, ao tempo de descontração ou brincadeiras. 
São trabalhado desde os materiais recicláveis, aos matérias com EVA, 
revistas, jornais, todas as professoras trabalham num âmago de equipe 
desenvolvendo trabalhos relativos ao conteúdo aplicado, desenvolvendo várias 
metodologia para aplicação em sala de aula. 
Ensinar exige dedicação e amor, somos conhecedores e capazes de fazer 
nossos educandos transformar suas realidades, incentivá-los o despertar, o desejo 
de mudança, do querer ir além. 
Ao se planejar uma atividade de ensino, deve-se ter como preocupação 
fundamental à aprendizagem do aluno, a observação de sua realidade, bagagem 
cultural, interesse e características. 
Gandin destaca que “O planejamento é um plano ajudam a alcançar a 
eficiência, isto é, elaboram-se planos, implanta-se um processo de planejamento a 
fim de que seja bem feito aquilo que se faz dentro doslimites previstos para aquela 
execução” (2002, p. 17). 
O planejamento abordado por Gandin revela que buscamos o conhecimento 
da realidade onde atuamos. Construímos a base dos conteúdos a serem 
desenvolvidos e estabelecemos as possibilidades de transformação. 
No atual debate sobre a educação profissional e, especificamente, acerca da 
formação do educador para a educação profissional, tem sido muito presente a visão 
dicotômica, que pode ser visualizada na separação e distinção entre 
profissionalização e escolarização visão dissociativa ou como a “soma” da 
 
 - 51 - 
 
profissionalização com a escolarização. Também a consolidação de atividades 
curriculares voltadas para desenvolver separadamente as capacidades do pensar e 
as capacidades para fazê-lo revela tal perspectiva, que divide os formadores da 
educação profissional em educadores de formação geral e educadores de formação 
técnica, dificultando, muitas vezes, a aproximação entre suas ações e a visualização 
do conjunto de suas práticas, teorias e, portanto, do processo didático da educação 
profissional. 
Nesse processo educativo, o professor deve assumir outra atitude, forjada a 
partir de outro tipo de formação, que deve ser crítica, reflexiva e orientada pela 
responsabilidade social. Nessa perspectiva, o docente deixa de ser um transmissor 
de conteúdos acríticos e definidos por especialistas externos, para assumir uma 
atitude problematizadora e mediadora do processo ensino-aprendizagem sem, no 
entanto, perder sua autoridade nem, tampouco, a responsabilidade om a 
competência técnica dentro de sua área do conhecimento (FREIRE, 1996). 
Além disso, é necessário, principalmente no caso de docentes e equipes 
dirigentes, fazer esforços em três direções distintas e igualmente importantes. A 
formação daqueles profissionais que já estão em exercício, os que estão em 
processo de formação e os que se formarão no futuro. 
Pensar a formação de professores é buscar dimensioná-los como seres 
históricos e sociais, que só existem mediante suas práticas, também histórica e 
socialmente construídas, que os colocam diante de uma diversidade de 
possibilidades e de opções e que exigem um posicionamento frente ao mundo e à 
educação. 
O ato de ensinar e aprender devem ser apresentados a partir das impressões, 
dos desejos, das necessidades de um grupo. Freire (1997, p.36) nos auxilia nesta 
direção, ao afirmar que “é preciso ver com outros olhos” o ato de educar-se com o 
outro. 
É importante também considerar que o professor necessita refletir sobre sua 
prática, pois, como afirma Nóvoa (1992), as novas tendências apontam para a 
necessidade de formação de um professor reflexivo, que repensa constantemente a 
sua prática, ressignificando sua formação inserida nos três processos de 
desenvolvimento: o pessoal, o profissional e o organizacional. No âmbito pessoal, 
 
 - 52 - 
 
produzindo a vida do professor, estimulando a perspectiva crítico-reflexivo, com 
pensamento autônomo, para um repensar de sua prática e reconstrução de uma 
identidade pessoal. No profissional, produzindo a docência, com dimensões 
coletivas, promovendo a qualificação de investigadores, de professores reflexivos. 
No âmbito organizacional, produzindo a escola, transformando-a em um espaço de 
trabalho e formação. 
 
5.3. Planejamento 
 
Plano de Aula 
 
Acadêmica: Vanuza Almeida Prado RA: 5371 
Colégio Municipal Érico Veríssimo 
Bairro: Linha Guarapuava 
CEP: 85856-230 
Endereço: Rua Jorge Sanwais 4375 
Foz do Iguaçu, Foz do Iguaçu. 
Telefone: 45 3901-3359 
Fax: 3901-3359 
Professora: Maria Terezinha D’Roling. 
Educação de Jovens e Adultos (EJA) – dezessete alunos entre dezoito a sessenta e 
um anos de idade. 
Data da Aplicação: 02/09/2014 
 
Objetivos: 
 O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o 
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. 
 A construção social fundada na interação entre a teoria e a prática. 
 A capacidade de aprendizagem. 
 
Metodologia: 
 
 
 - 53 - 
 
 Desenvolvemos atividades com recortes envolvendo a quantidade, relativos a 
frutas, números e figuras geométricas. 
 Construímos um painel do tamanho do quadro negro com figuras indicando a 
letra de acordo com a figura, na formação de frase. 
 Criamos jogos interativos como o bingo das palavras. 
 
Recursos: 
 
 Folha sulfites, cola, tesoura, EVA, 
 
Avaliação: Apesar das diversidades de atividades foi preciso acompanhá-las na 
separação relativos a quantidades e geometria. Enquanto a leitura das próprias 
palavras, entre a interação do jogo pelo bingo, foi interessante, porque havia já com 
a experiência de vida o conhecimento da palavra dita, mas entre os encontros s, SS, 
c, ç, lh, nh, havia pouca dificuldade. Por isso fazendo uma ampla análise, enquanto 
aos relatos da professora, foi gratificante, porque criamos uma “Aula” fora dos 
parâmetros normais, mais criativas e dinâmicas. Visamos à interação de todas as 
alunas. 
 A metodologia aplicada era muito simples, mas foi de grande eficácia para as 
alunas, como uma aula interativa, visamos participação de todas. Que com o 
dinamismo entre uma atividade e outra, procuramos interagir, com brincadeiras e 
bastante otimismo, para que nada caísse na rotina. 
 
Desenvolvimento: Depois das meras apresentações, recorremos às atividades de 
recortes e colagens. As primeiras etapas foram trabalhadas as quantidades de frutas 
relativas aos numerais de um a dez. Na segunda etapa a quantidade de frutas 
relativas aos tamanhos. Na terceira etapa a geometria de acordo com as cores. Na 
quarta etapa montamos um painel com papel especial, “Um painel” com a figura e 
um quadrado em branco para anexar a letra referente à figura, que representaria a 
formação de uma frase. Na quinta etapa procuramos desenvolver o jogo do bingo, 
com palavras sorteadas e as cartelas destruídas entre as alunas, e conforme a 
 
 - 54 - 
 
palavra era selecionada e dita as alunas teriam que marcar conforme a pronuncia e 
a escrita no quadro negro para confirmação na cartela. 
 Sabiamente Freire (1996, p. 25), refletiu e escreveu no livro Pedagogia da 
Autonomia: Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. 
 
 
 Acadêmico Vanuza Almeida Prado RA: 5371 
 
 
Plano de aula 
 
Colégio Estadual Barão do Rio Branco 
Rua Silvino Dal Bo, 85 
Bairro Jardim Polo Centro 
Cep. 85863-759 
Foz do Iguaçu - Paraná 
Telefone (45) 35223734 Fax (45) 35223734 
Professora: Leila Elias Lidato 
4° e 5° semestre 
Números de Alunas: Dezessete 
 
Objetivos: 
 
 A psicomotricidade e cognição através da musicalidade. 
 Desenvolvimento sócio-afetivo 
 Concentração e motivação 
 
Metodologia: 
 
Foram apresentações de slides, relativos a musicalidades onde o foco 
principal era “Brincando com a Música”. Conforme cada passo que realizamos, 
procuramos interargir com as professoras, demonstrandos exemplos de vida e fatos 
 
 - 55 - 
 
com os estágios adquiridos e as experiência com o decorrer da vida, em relação a 
aprendizagem na educação infantil, ensino fundamnetal e ensino médio. 
 
Recursos: 
 
 Data show - Sala de auditório – Sucatas - EVA - garrafas Pets. - cola 
tesoura, papel crepom, cola quente, pedaço de pano, feijão, pipocas, arroz, 
flores, sementes de árvore, fita adesiva colorida, fita adesiva transparente, fita 
de cetim, etc... 
 
Avaliação: 
 
Desenvolvemos a didática dentro da etapa da metodologia que a professora 
havia preparado para a próxima aula. Que seria voltado a metodologia musical, 
pecepção, concentração, cognição, desenvoltura, todos os aspectos visados na 
formação conseguimos objetivar mediante a presença e acompanhamento da 
professora que com o desenrolar das atividades, demonstrou sua posição em 
relação ao conteúdo a as oficinas que preparamos para a construção dos 
instrumentos de percursão,para motivação na educação infantil. 
 Durante a oficinas foram preparados os instrumentos de percusão com base 
nas sucatas e materiais recolhidos pelas professoras, no final da etapa, 
presenteamos segundo a classificação com instrumentos, confecçionados para que 
cada professora mantivesse uma pequena lembrança daquele momento, levando 
assim, um material como exemplo para a vida futura em sala de aula. 
 No final foi marcante tanto para nós que seria um previlégio estar com elas 
administrando o conteúdo da metodologia musical, e adquirindo um pouco do 
conhecimento, a participação e desenvolvimento durante as oficinas. 
 Os resultados conquistados foram eficazes para a nossa formação como 
estagiáias, mediante a abertura e disponibilidade da Professora Leila Elias Lidato. 
 
 
 
 
 - 56 - 
 
Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “Brincando com a Música “ 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento da metodologia Musical “ Brincando com a Música “ 
 
. 
 
 
 
 
 
Materiais didáticos, com sugestões musicais, brincadeiras e trabalhos e jogos 
interativos 
 
 
 
 
 
 
 
 - 68 - 
 
5.4. Relatório de aplicação das atividades desenvolvidas. 
 
 
Colégio Municipal Érico Veríssimo 
 
 Podemos analisar que enquanto ao material didático foram adminsitrados 
mediante ao segmento a metodologia que em questão seria a seuqência dada em 
sala pela Professora Maria Terezinha D’ Roling, cujo vínculo nos deu o previlégio de 
acompanhar nosso trabalho de perto e o seu desenvolvimento. 
 Para uma conclusão viável, encontramos duas das alunas que durante as 
observações vimos que tinha bastantes dificuldades em pronunciar algumas 
palavras e escrevê-las. Já nos cálculos a professora direconava para uns quatro 
alunos, enquanto que para outros ela direcionava a atenção individual. 
 Como proprocionamos nosso trabalho em grupo, ficou muito melhor a 
apresentação entre uma didática aplicada e outra metodologia, visamos sempre um 
acompanhamento indivual, conforme a diciuldade e visando sempre o grau de 
acompanhamento e desenvolvimento de ambas na resolução das atividades 
administradas. 
 O ser humano tem a capacidade de pensar em objetos ausentes, imaginar 
fatos nunca vividos, estabelecer relações entre fatos e eventos, planejar ações a 
serem efetivadas em momentos posteriores. Esse tipo de atividade psicológica é 
considerado “superior” porque se diferenciam de mecanismos mais elementares, de 
origem biológica, presentes no ser humano e também nos animais, tais como ações 
reflexas, reações automatizadas ou processos de associações simples entre 
eventos. 
 A estrutura cognitiva tem algumas variáveis de grande importância 
(Ausubel, 1980), como a disponibilidade de ideias pré-existentes num nível 
adequado de exclusividade, generalidade e abstração. Estes conceitos são 
fundamentais para o professor, uma vez que tendo apenas conhecimentos, pode 
utilizar os meios e recursos adequados. Os exemplos de aprendizagem utilizados 
quotidianamente com a intenção de facilitar a aprendizagem podem não ter qualquer 
valor se não tiverem relação com a estrutura cognitiva existente. Para o autor, o 
 
 - 69 - 
 
professor, atento e responsável, deverá usar materiais adequados, relevantes e 
introdutórios, ou organizadores, que sejam claros e estáveis. Estes organizadores 
permitirão ao aluno relacionar, associar e reconhecer elementos novos da 
aprendizagem. A capacidade de aprendizagem do aluno assume as características 
de uma bola de neve: a aquisição de conhecimentos novos, baseados na estrutura 
existente, vai tornar-se também a base do mecanismo de transferência desse 
conhecimento para a prática. 
 Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, as relações mediadas passam a 
predominar sobre as relações diretas. Dessa forma, a relação do ser humano com o 
mundo não é uma relação direta, mas, fundamentalmente, uma ação mediada. Esse 
fato é, na maioria das vezes, “esquecido” por muitos professores que defendem um 
espontaneísmo impossível na sua prática pedagógica. 
 Na concepção vygotskiana, o desenvolvimento do psiquismo não á dado a 
priori, não é universal, imutável e passivo. Na visão de Oliveira (1992, p. 24): 
 
Vygotsky rejeitou, portanto, a idéia de funções mentais fixas e 
imutáveis, trabalhando com a noção do cérebro como um 
sistema aberto, de grande plasticidade, cuja estrutura e modos 
de funcionamento são moldados ao longo da história da 
espécie e do desenvolvimento individual. Dadas as imensas 
possibilidades de realização humana, essa plasticidade é 
essencial: o cérebro pode servir a novas funções criadas na 
história do homem, sem que sejam necessárias transformações 
morfológicas no órgão físico. 
 
Os conceitos cotidianos ou espontâneos têm sua origem em confrontos de 
situações concretas na convivência diária, por meio da observação, manipulação e 
vivências. “São categorias ontológicas, intuitivas e próprias de cada indivíduo, 
desenvolvidas sem a necessidade de escolarização formal. Por isso, são conceitos 
assistemáticos, originados em situações contextualizadas, cujas relações são 
orientadas pelas semelhanças concretas e por generalizações isoladas.” (Damazio, 
2000, p.54). 
 
 - 70 - 
 
Os conceitos científicos são sistemas de relações estabelecidas entre objetos 
já definidos pelas teorias formais, sendo formulados historicamente pela cultura e 
não pelo indivíduo propriamente. Sua apropriação requer necessariamente uma 
ação mediada, ou seja, são apropriados pelas pessoas por meio de atividades de 
ensino planejadas. 
De acordo com este autor, a aprendizagem é uma modificação na disposição 
ou na capacidade cognitiva do homem que não pode ser simplesmente atribuída ao 
processo de crescimento. Ela é ativada pela estimulação do ambiente exterior (input) 
e provoca uma modificação do comportamento que é observada como desempenho 
humano (output). Mas, ao contrário de Skinner (e outros behavioristas), Gagné se 
preocupa com o processo de aprendizagem, com o que se realiza "dentro da 
cabeça" do indivíduo. 
 
 
Colégio Estadual Barão do Rio Branco 
 
 
Mediantes os fatores relativos à participação das professoras, foram 
favoráveis para ambos a experiência adquirida com o desenvolvimento da 
metodologia. 
O objetivo educacional deve ser a facilitação da aprendizagem. Por esse 
ponto de vista, o único homem educado é o homem que aprendeu a aprender; o 
homem que aprendeu a adaptar-se e mudou que percebe que nenhum 
conhecimento é seguro e que só o processo de buscar conhecimento dá alguma 
base para segurança. Para que o professor seja um facilitador, segundo Rogers, ele 
precisa ser uma pessoa verdadeira, autêntica, genuína, despojando-se do tradicional 
"papel", "máscara", ou "fachada" de ser "o professor" e tornar-se uma pessoa real 
com seus alunos. 
Para Rogers, a aprendizagem significante envolve a pessoa inteira do 
aprendiz(sentimentos, assim como intelecto) e é mais duradoura e penetrante. Além 
disso, aprender a ser aprendiz, isto é, ser independente, criativo e autoconfiante é 
 
 - 71 - 
 
mais facilitado quando a autocrítica e a auto-avaliação são básicas e a avaliação por 
outros tem importância secundária. 
Assim, com a orientação de um educador, os adultos se educavam em um 
cenário onde eram discutidas suas experiências de vida e seus principais anseios 
com pessoas que viviam experiências semelhantes e tinham anseios também 
semelhantes. 
Logo, no que se refere ao papel da escola, não é próprio da pedagogia 
freireana (libertadora) falar em ensino escolar, já que sua marca é a atuação não 
formal. Entretanto, professores e educadores engajados no ensino escolar vêm 
adotando pressupostos dessa pedagogia. Assim, quando se fala na educação em 
geral, diz-se que ela é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela 
realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo de aprendizagem, atingem 
um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem, num 
sentido de transformação social. 
Podemos avaliar pelo desempenho das professoras na paricipação e no 
desenolvimento das oficinas aplicadas, como é primordial para o Professor a 
formação e a interação nos estágios e a integração social, visando um todo como 
formativo e formação. 
As necessidades também são uma componente importante em muitas das 
teorias da motivação. Maslow defende que as pessoas estão motivadas por uma 
hierarquia de necessidades, começam pelas necessidades básicas e avançam até 
às necessidades de realização pessoal. Devem ser satisfeitas em primeiro lugar as 
necessidades de nível inferior para que as de nível superior possam influenciar a 
motivação. A necessidade de estima é considerada como uma característica pessoal 
que se obtém com as primeiras experiências com a família e como uma reacção a 
experiências recentes de êxito ou de fracasso, equilibrando-se com a necessidade 
de evitar o fracasso. Como já referimos, tanto uma como outra são poderosas fontes 
de motivação. Também Arends (1997) aponta como um dos fatores determinantes 
do comportamento dos alunos as suas necessidades pessoais e os atributos e 
interesses individuais que trazem para a sala de aula. 
Efetivamente a nossa experiência como docente leva-nos a concordar com o 
autor. Quando conseguimos estruturar as atividades de aprendizagem de modo a 
 
 - 72 - 
 
que os estudantes fiquem totalmente envolvidos e percebam a necessidade de 
aprender a utilidade da aprendizagem a realizar, participam ativamente na 
aprendizagem e mais facilmente se salientam no desenvolvimento dessa atividade. 
Por outro lado, muitos estudos assinalam a importante função que as 
expetativas do professor desempenham na motivação dos estudantes. O seu 
desempenho, motivação, nível de aspiração e o conceito de si mesmo podem ser 
afetados pelas expetativas do professor. É óbvio que os estudantes são diferentes e 
uns são mais sensíveis que outros às opiniões do professor. O desafio é conduzir a 
aula evitando os efeitos negativos que podem comunicar-se aos estudantes. 
Queremos que os estudantes tenham confiança nas suas capacidades, que vejam o 
valor das tarefas e se esforcem por aprender. Queremos que os estudantes 
acreditem que o êxito virá quando aplicam boas estratégias de aprendizagem e, que 
quando as coisas ficam difíceis, permaneçam concentrados na sua tarefa e não se 
preocupem com o fracasso. Neste contexto, a recompensa e a punição deverão ser 
utilizadas de forma inteligente e pedagogicamente adequada. 
A recompensa e a punição interferem na aprendizagem de modos específicos 
(Gagné, 1975) e podem servir como incentivo, fundamentando a aprendizagem e 
aumentando a motivação, orientando o comportamento no sentido da recompensa. 
 
A função da recompensa não é de reforçar directamente a 
construção de novas associações de aprendizagem. Para isto 
basta a continuidade da aprendizagem. A recompensa tem os 
seus efeitos sobre o desempenho, que significa que a 
tendência de uma sequência de respostas aprendidas chegue 
a uma conclusão final (Hulse, 1982: 97) 
 
Este processo inclui variáveis cognitivas, afetivas e ambientais: cognitivas 
quanto às habilidades do pensamento e condutas instrumentais para alcançar as 
metas propostas; afetivas, quando compreendem elementos como a valorização, 
auto-conceito, sentimentos e emoções e ambientais quando dizem respeito aos 
contextos educacionais. 
 
 
 - 73 - 
 
6. Considerações finais. 
 
 
A presente pesquisa demonstrou que podemos tornar nossa atividade 
docente mais dinâmica possibilitando aos nossos alunos uma aprendizagem 
significativa, fazendo-os sentirem-se valorizados e instigados a buscarem ampliar 
cada vez mais seus conhecimentos. Para nós, educadores, a meta principal é tornar 
a Matemática mais atrativa e integrada ao mundo. Conforme as palavras de 
D’Ambrósio (2001), a sociedade e os estudantes estão mudando, juntamente com o 
conhecimento. Portanto, a educação matemática não pode ser conservadora, ela 
precisa de uma reestruturação. 
A estratégia pedagógica desenvolvida na turma de EJA possibilitou ampliar os 
conhecimentos a partir das práticas já vivenciadas por eles. Em nenhum momento 
suas opiniões foram anuladas, mas sim interpretadas e discutidas no grupo. 
Toda educação e todas as prática educativas, sejam familiares, escolares e 
extraescolares podem ser entendidas como um instrumento que possibilita os 
membros de uma sociedade assimilar as formas e conhecimentos culturais 
necessários para o processo de socialização e de individualização (COLL et. al, 
1998). Alguns desses saberes garantem-se em atividades habituais dentro do 
ambiente familiar, de trabalho ou outros. Porém, há saberes que necessitam ser 
pensados e planejados em atividades educativas para que sejam assimilados. 
A escola seria a instituição social encarregada de dar sentido ao 
desenvolvimento humano, sabendo que toda situação escolar pressupõe uma 
intencionalidade. Ela proporciona a interação entre o conhecimento socialmente 
organizado e o conhecimento comum 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 74 - 
 
7. Referências 
 
 
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8. Anexos.

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