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Dermatofitoses - Zoonose Veterinária

Apostila sobre dermatofitoses: definição e agentes (Microsporum spp., Trichophyton spp.), epidemiologia e sinais clínicos; diagnóstico laboratorial (KOH em pele/pelo, cultura, lâmpada de Wood) e tratamento veterinário e humano (xampus/antifúngicos tópicos, desinfecção ambiental, itraconazol).

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Dermatofitoses 
Prof. Dr. Henri Bentubo 
Introdução 
•Micose produzida por um grupo 
de fungos (dermatófitos), que 
possuem a capacidade de invadir 
os tecidos queratinizados: 
 
•Pele, pelos, cabelos, unhas, cascos 
e chifres. 
 
Introdução 
•Sinonímias 
 
– Tinha (Tinea) 
– Ringworm 
 
• Verme ou verme em anel 
• Sinais clássicos da enfermidade 
• Gêneros e espécies 
– Microsporum spp. 
• M. canis 
• M. gypseum 
 
– Trychophyton spp. 
• T. mentagrophytes (var. mentagrophytes) 
 
Etiologia 
• Grupos etários mais atingidos depende da espécie 
de dermatófito. 
– M. canis (cães, gatos e humanos jovens) 
– T. mentagrophytes (roedores e humanos adultos) 
 
• Condições climáticas, práticas sociais, mobilidade 
de grupos populacionais influenciam na 
epidemiologia das dermatofitoses. 
 
Epidemiologia 
• Transmissão 
– Animal doente 
– Pelos e/ou escamas contaminados (ambiente) 
– Fômites (escovas, pentes, lâminas, etc...) 
 
• Susceptíveis 
– Animais jovens 
• Cães, gatos, equinos, bovinos, caprinos, ovinos, 
suínos e aves 
 
 
Epidemiologia 
 
Sinais Clínicos 
• Distribuição das lesões 
• Locais mais comuns 
• Face, orelhas, membros e cauda 
 
• Prurido 
• Infecção bacteriana secundária 
Dermatofitoses 
Diagnóstico laboratorial 
• Exame microscópico direto do raspado de pele 
e unha em potassa a 10 ou 40% - hifas hialinas 
septadas ramificadas e artroconidiadas 
 
• Exame microscópico do pelo em potassa a 10 
ou 40% - artroconídios dentro (parasitismo 
endotrix), fora (parasitismo ectotrix) ou dentro e 
fora do pelo (parasitismo endo-ectotrix) 
Dermatofitoses 
Diagnóstico laboratorial 
• Cultura: ágar Sabouraud dextrose com 
cloranfenicol, ágar Sabouraud dextrose com 
cloranfenicol e ciclo-heximide, meio caseiro de 
Borelli com cloranfenicol 
 
• Incubação a temperatura de 25 a 30°C, por 15 a 
20 dias 
Diagnóstico 
Lâmpada de Wood (raios UV) 
Microsporum canis emite fluorescência 
 
 
Tratamento: MULTIFOCAL 
• Banhos 
• Xampus antifúngicos: cetoconazol 2%, miconazol 
2% 1 a 2 vezes por semana 
• Xampus a base de Clorexidine 2-4%, banhos 
semanais 
 
***Medicamentos tópicos usados até que ocorra cura 
clínica ou que as culturas sejam negativas 
Tratamento 
Tratamento:Ambiental 
Esporos podem ficar viáveis no ambiente por até 18 meses 
 
• Superfícies não porosas: clorexidina ou hipoclorito de 
sódio 1:10 
• Destruir todas as camas, tapetes, escovas, pentes e 
similares 
• Tapetes que não puderem ser removidos ou destruídos 
devem ser lavados com desinfetante antifúngico 
• Recintos desinfetados diariamente 
 
 
Tratamento 
Dermatofitoses 
Tratamento em humanos 
Tópico: 
 
• Cetoconazol – duas vezes 
dia; creme e xampu de 
 
Sistêmico: 
 
• Itraconazol – 5-10 mg/kg; 30 a 45 dias;