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Hemiplegia Laringeana: 
● Neuropatia periférica do nervo laríngeo recorrente; 
● Paresia ou paralisia da cartilagem aritenóide; 
● Resulta na atrofia neurogênica da musculatura laríngea             
intrínseca. 
 
Etiologia: Hereditariedade, iatrogênica (injeção em veias próximas),             
doenças, traumas e PRINCIPALMENTE idiopática. 
 
Fisiopatogenia: Axoniopatia distal do nervo laringeorecorrente -> ↓ do                 
estímulo necessário para a contração da musculatura -> Atrofia                 
neurogênica Parcial ou Completa -> Estreitamento do Lúmen -> ​Ruídos                   
respiratórios. 
 
Sinais Clínicos: Baixa performance, e principalmente o ruído, hipóxia,                 
acidose metabólica e colapso respiratório. 
❏ GRAU 1:  
➔ Abdução e adução completas e sincronizadas das cartilagens               
aritenóides; 
➔ Discreta assimetria. 
❏ GRAU 2: 
➔ Movimentos assimétricos durante todas as fases da respiração; 
➔ Ocorre abdução completa na deglutição ou ao realizar-se a                 
oclusão nasal. 
❏ GRAU 3: 
➔ Movimentos assimétricos durante todas as fases da respiração; 
➔ Não ocorre abdução completa, mesmo com estímulos. 
❏ GRAU 4: 
➔ Paralisia completa da cartilagem aritenóide esquerda; 
➔ Sem respostas aos estímulos; 
➔ Severa assimetria da cartilagem aritenóide esquerda. 
 
Anamnese e Exame clínico: Em repouso -> pressão da laringe com as                       
pontas dos dedos de um lado e a palma da outra mão no lado oposto;                             
“Slap test” onde você pressiona a laringe com as pontas dos dedos e dá                           
uma palmada na região da cernelha. 
*O exame é feito em repouso, durante exercício e depois do exercício. 
● Assimetria da cabeça e narinas;  
● Presença de descarga nasal ou ocular;  
● Avaliação de sons respiratórios. 
  
Exames complementares: Ultrassonografia; ​Endoscopia (principal         
exame) ​; Espirometria. 
➔ Endoscopia: avaliação função laríngea; feita em repouso,             
dinâmica na passadeira (esteira) e dinâmica sobre o solo. Realizar                   
o exame onde o animal já está adaptado, trocando passadeira                   
por local onde o animal treina. Pode colocar o animal na esteira,                       
com e sem sela, com alguém montado ou não. 
➔ Espirometria: Teste de função pulmonar, usado mais para               
estudos. Calcula velocidade de inspiração e expiração. Utilização               
de máscara de oxigênio. Feita em repouso ou em movimento. 
 
Tratamento: ​Fatores a serem considerados: Idade; Queixa apresentada;               
Atividade pretendida do cavalo; O grau do movimento da cartilagem                   
aritenóidea.  
Conservador: ​ Atendimento precoce, doença base. 
Cirúrgico:  
➔ Laringoplastia prostética ​(associada ou não à Ventriculectomia); 
•Conseguir alcançar algum grau de abdução permanente da               
cartilagem aritenóide afetada;  
•Implante músculo → cricoaritenóideo dorsal;  
•Resultado ideal → cartilagem aritenóide abduzida o suficiente               
para permitir um fluxo de ar adequado de ar durante o exercício. 
➔ Ventriculectomia/Ventriculocordectomia ​; 
•VE → remoção dos ventrículos situados caudalmente às cordas                 
vocais;  
•VCE → remoção destes, em conjunto com a remoção das cordas                     
vocais;  
•Associadas com Laringoplastia Prostética.  
➔ Reinervação do músculo cricoaritenóideo dorsal; 
•Movimentos laríngeos de grau III;  
•Implantação de um enxerto de pedículo neuromuscular (PNM) no                 
músculo cricoaritenóideo afetado;  
•Primeiro nervo cervical(C1) e o músculo omohioideo são               
utilizados para o enxerto.  
➔ Aritenoidectomia. 
•Falhas na laringoplastia prostética;  
•Remoção de todas as porções da cartilagem aritenóide, exceto o                   
processo muscular;  
•Melhorar a geometria das vias aéreas. 
 
Pós Operatório: ​Limpeza da ferida cirúrgica; Animal de repouso; Avaliar                   
a necessidade de medicamentos.