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<p>Resumo de Aulas Práticas Resumo de Aulas Práticas</p><p>Terceiro semestre- Enfermagem</p><p>Feito por: Helen Silva</p><p>Anamnese, Exame físico geral; Exame físico</p><p>Pele e tegumentos; Exame físico músculo-</p><p>esquelético; Exame físico Neurológico e</p><p>cabeça e pescoço; Exame Físico Respiratório;</p><p>Exame físico cardiovascular; Exame físico</p><p>Abdominal; Exame físico Urológico e sistema</p><p>reprodutivo.</p><p>Conteúdo visto:</p><p>AnamneseAnamnese</p><p>Processo da Anamnese</p><p>A anamnese é a coleta detalhada de</p><p>informações sobre a história médica do</p><p>paciente, incluindo sintomas, doenças</p><p>passadas, hábitos, medicações e histórico</p><p>familiar, realizada durante uma consulta. Seu</p><p>objetivo é fornecer uma visão completa do</p><p>estado de saúde do paciente para orientar o</p><p>diagnóstico e tratamento.</p><p>Identificação:</p><p>Nome completo, idade, data de</p><p>nascimento, sexo, estado civil, local de</p><p>nascimento, raça, profissão, escolaridade,</p><p>religião e crenças,</p><p>Informações sobre queixas, Doenças, e</p><p>tratamentos progressivos:</p><p>Queixa principal, história da doença atual,</p><p>Quando iniciou os sintomas, quais são as</p><p>características, Melhora/ Piora, sintomas</p><p>associados, como foi a evolução desses</p><p>sintomas, doenças pré Existentes,</p><p>tratamentos anteriores, antecedentes</p><p>Familiares</p><p>Importante ser objetivo, descreva utilizando</p><p>as palavras do paciente.</p><p>Interrogatório Sintomatológico</p><p>É o momento em que você deve realizar</p><p>uma análise de todos os sistemas do corpo</p><p>humano. (Pele e fâneros, Cabeça e</p><p>pescoço, Tórax, Abdominais, Trato</p><p>geniturinário)</p><p>Não há necessidade de realizar perguntas</p><p>detalhadas, pode-se realizar perguntas</p><p>genéricas.</p><p>Ex: "E a respiração?", "Algum problema com a</p><p>alimentação ou com o intestino?" "Como está o</p><p>seu emocional?".</p><p>Antecedentes Pessoais:</p><p>Devem constar dados sobre doenças</p><p>prévias, traumatismos, gestações e partos,</p><p>cirurgias, hospitalizações, exames</p><p>laboratoriais realizados, uso de</p><p>medicamentos, tabagismo, etilismo, uso de</p><p>tóxicos, fatores de risco, imunizações, sono</p><p>e hábitos alimentares, entre outros.</p><p>Antecedentes Familiares</p><p>Deve-se obter informações relacionadas às</p><p>condições de saúde física, mental e se</p><p>houver causas de morte de avós, pais e</p><p>irmãos do paciente.</p><p>Hábitos e vicío</p><p>Álcool, tabaco, drogas lícitas e</p><p>medicamentos de abuso (questionar o</p><p>tempo de uso).</p><p>Hábitos de vida</p><p>Alimentação, exercícios, trabalho, sono</p><p>Condições Socioeconômicas e Culturais</p><p>Condições de moradia, trabalho,</p><p>saneamento básico, Interação social,</p><p>Resolução de problemas, apoio espiritual,</p><p>Conhecimento sobre seu problema de</p><p>saúde, condições para o autocuidado,</p><p>mudanças de humor.</p><p>Exame Físico GeralExame Físico Geral</p><p>O exame físico geral é uma avaliação</p><p>sistemática do estado de saúde de um</p><p>paciente realizada por um profissional de</p><p>saúde. Usando os métodos propedêuticos de</p><p>Inspeção, palpação, percussão e ausculta. Ele</p><p>complementa a anamnese e ajuda a identificar</p><p>sinais físicos de doenças ou condições de</p><p>saúde.</p><p>Conceito</p><p>O paciente pode estar em bom estado geral</p><p>(BEG), regular estado geral (REG) ou mau</p><p>estado geral (MEG).</p><p>Observe também a postura do paciente, a</p><p>atividade motora a higiene pessoal. Também</p><p>fique atento à forma de falar do paciente e ao</p><p>seu nível de consciência.</p><p>Estado vigil: paciente acordado, desperto,</p><p>alerta, orientado no tempo e espaço.</p><p>Estado confuso: comprometido na tomada</p><p>de decisões.</p><p>Estado Letárgico: movimentos</p><p>espontâneos limitados, fala arrastada.</p><p>Estado torporoso: sono profundo, responde</p><p>apenas a estímulos vigorosos.</p><p>Estado comatoso: sono profundo, sem</p><p>respostas a estímulos.</p><p>Estado agitado: eufórico, falante,</p><p>movimentando-se intensamente.</p><p>Estado mental e nível de consciência</p><p>Estado geral</p><p>São aspectos característicos da face do</p><p>paciente, que pode apontar problemas de</p><p>saúde:</p><p>Fácies Hipocrática: Caracterizada por uma</p><p>expressão de sofrimento extremo, com</p><p>olhos encovados, nariz afilado e lábios</p><p>secos. É frequentemente associada a</p><p>estados terminais de doenças graves.</p><p>Fácies Renal: Inclui palidez cutânea, edema</p><p>periorbital (ao redor dos olhos) e uma</p><p>aparência pálida e inchada, frequentemente</p><p>associada à insuficiência renal.</p><p>Fácies Tetânica: Caracterizada por</p><p>espasmos musculares faciais, que podem</p><p>levar a uma expressão de riso forçado</p><p>(risus sardonicus). É vista em casos de</p><p>tétano.</p><p>Fácies Mixedematosa: Associada ao</p><p>hipotireoidismo severo, apresenta pele</p><p>grossa e seca, edemaciada, com inchaço</p><p>ao redor dos olhos e nariz alargado.</p><p>Fácies Cushingoide: Característica da</p><p>síndrome de Cushing, inclui uma face</p><p>arredondada (face de lua cheia), com rubor</p><p>e excesso de pelos faciais (hirsutismo).</p><p>Fácies da Paralisia Facial Periférica:</p><p>Assimetria facial devido à paralisia de um</p><p>lado da face, com queda do canto da boca</p><p>e incapacidade de fechar o olho do lado</p><p>afetado.</p><p>Fácies Mongoloide: Termo antigo e</p><p>inadequado para descrever a aparência</p><p>facial das pessoas com Síndrome de Down,</p><p>incluindo fissuras palpebrais oblíquas,</p><p>nariz pequeno e achatado, e língua</p><p>proeminente.</p><p>Fácies</p><p>Avaliação da presença de icterícia: A icterícia é</p><p>o achado clínico evidenciado pela presença de</p><p>uma coloração amarelada da pele, esclera</p><p>ocular e mucosas devido a concentração de</p><p>bilirrubina no sangue que pode ser causada por</p><p>doenças hepáticas. O paciente pode estar</p><p>Ictérico (cor amarelada) ou anictérico (sem</p><p>icterícia).</p><p>Caso esteja ictérico, deve-se classificar com</p><p>cruzes:</p><p>+/4 – Icterícia leve;</p><p>++/4 – Icterícia moderada;</p><p>+++/4 – Icterícia intensa;</p><p>++++4 – Icterícia muito intensa.</p><p>Avaliação do grau de hidratação: Observar-se a</p><p>umidificação da mucosa ocular, oral e turgor</p><p>da pele ( para avaliar o turgor, devemos fazer</p><p>uma prega cutânea com o polegar e indicador,</p><p>verificando a facilidade com que é realizada e a</p><p>velocidade de seu retorno).</p><p>Em situação normal, classificamos em cruzes,</p><p>como:</p><p>+/4 – Desidratação leve;</p><p>++/4 – Desidratação moderada;</p><p>+++/4 – Desidratação grave;</p><p>++++/4 – Desidratação muito grave.</p><p>Avaliação da coloração: Observar a mucosa</p><p>palpebral da conjuntiva, mucosa oral, leito</p><p>ungueal e palma das mãos. O paciente pode</p><p>estar corado (mais avermelhado) ou</p><p>descorado. Caso se encontre descorado,</p><p>classificar o grau (em cruzes). A presença de</p><p>palidez pode ser um indicativo de presença de</p><p>anemia.</p><p>+/4 – Palidez leve;</p><p>++/4 – Palidez moderada;</p><p>+++/4 – Palidez intensa;</p><p>++++4 – palidez muito intensa.</p><p>Avaliação pele, mucosa e anexos</p><p>Fácies Hi pertireóidea ou Basedowiana:</p><p>Característica do hipertireoidismo,</p><p>especialmente da doença de Graves, inclui</p><p>olhos protuberantes (exoftalmia), pele fina</p><p>e expressão ansiosa.</p><p>Fácies Leonina: Associada à lepra</p><p>lepromatosa, com espessamento e</p><p>rugosidade da pele, especialmente no nariz</p><p>e orelhas, dando uma aparência leonina.</p><p>Fácies Acromegálica: Devido ao excesso</p><p>de hormônio do crescimento, inclui</p><p>aumento das mandíbulas, nariz, lábios e</p><p>testa proeminente.</p><p>Fácies Esclerodérmica: Característica da</p><p>esclerodermia, inclui pele endurecida e</p><p>esticada, com uma expressão rígida e nariz</p><p>afilado.</p><p>Fácies Miastênica: Associada à miastenia</p><p>grave, inclui fraqueza muscular facial,</p><p>resultando em pálpebras caídas (ptose) e</p><p>expressão facial sem vida.</p><p>Avaliação da Temperatura: avaliar a</p><p>temperatura da pele com a região dorsal da</p><p>mão; ela pode ser a mesma em todo o corpo</p><p>ou pode variar em uma região específica. A</p><p>temperatura pode estar preservada,</p><p>aumentada ou diminuída.</p><p>Avaliação da presença de cianose: É o achado</p><p>clínico de coloração azulada ou arroxeada no</p><p>lábio, leito ungueal, língua e outras</p><p>extremidades, que é indicativa de redução da</p><p>oxigenação do sangue ou de redução da</p><p>perfusão sanguínea,</p><p>periférica ou central.</p><p>Circulação colateral venosa: É bloqueio ou</p><p>impedimento no fluxo normal de sangue</p><p>através das veias principais, levando ao</p><p>desenvolvimento de vias alternativas para a</p><p>circulação do sangue. Estas vias alternativas</p><p>tornam-se visíveis como veias ingurgitadas</p><p>(dilatam e saltam para fora) ou anormais na</p><p>superfície da pele. Existem dois tipos:</p><p>Tipo Porta: presentes na região abdominal</p><p>devido a veia porta.</p><p>Tipo Cava: presentes na região torácica.</p><p>Edemas: Avaliar presença e a gravidade do</p><p>inchaço nos tecidos corporais. Envolve</p><p>pressionar suavemente a pele e</p><p>observar se há</p><p>formação de uma depressão temporária</p><p>(cacifo). A profundidade e a duração do</p><p>cacifo ajudam a avaliar a gravidade do</p><p>edema sendo 1+ (2mm), 2+ (4mm), 3+ (6mm) e</p><p>4+</p><p>(8mm),</p><p>Marcha: Para avaliar a marcha do paciente, é</p><p>importante observá-lo andando para identificar</p><p>possíveis alterações, como alargamento da</p><p>marcha, claudicação ou desequilíbrios. Essas</p><p>observações ajudam a identificar problemas na</p><p>locomoção e podem indicar condições</p><p>médicas subjacentes.</p><p>Dados Antropométricos</p><p>Peso e altura</p><p>Índice de Massa Corporal (IMC): avaliar se</p><p>uma pessoa está dentro de um peso</p><p>saudável em relação à sua altura. Para</p><p>calcular o IMC, você divide o peso (em</p><p>quilogramas) pela altura (em metros) ao</p><p>quadrado.</p><p>IMC=massa/ altura ^ 2</p><p>Biotipos:</p><p>Brevelíneo: pescoço mais curto, tórax mais</p><p>encurtado.</p><p>Médiolineo: está entre o brevelíneo e o</p><p>longilíneo, altura mais mediana, com uma</p><p>proporção melhor entre o tronco e os membros</p><p>inferiores.</p><p>Longilíneo paciente mais esguio, mais alto,</p><p>magro.</p><p>Abreviação Utilizada no Exame físico Geral</p><p>Brevelíneo Médiolineo Longilíneo</p><p>Circunferência abdominal: Mede-se logo</p><p>acima da crista ilíaca.</p><p>Homens: até 102 em</p><p>Mulheres: até 88 em.</p><p>Deve-se avaliar circunferência do abdômen na</p><p>altura do umbigo e do quadril na altura da</p><p>maior circunferência das nádegas, e dividir os</p><p>valores encontrados.</p><p>RCQ = circunferência da cintura/ circunferência</p><p>do quadril</p><p>Avaliação dos Sinais vitais do Paciente</p><p>Pressão arterial: Coloque o manguito cerca</p><p>de 2 a 3 cm acima da fossa cubital, Infle</p><p>até cerca de 30 mmHg acima da pressão</p><p>sistólica esperada do paciente, e em</p><p>seguida, desinfle-o gradualmente.</p><p>Frequência Respiratória (RPM); Deve ser</p><p>realizada sem que o paciente tenha</p><p>consciência. Avaliando ritmo, profundidade,</p><p>presença de desconforto respiratório.</p><p>Eupnéia: 12 à 16 rpm</p><p>Bradipneia: 16 rpm</p><p>Frequência Cardíaca (BPM): verifica-se na</p><p>artéria arterial, usando os dois dedos, sem</p><p>pressão.</p><p>Bradicardia: 100 bpm</p><p>Aferição de temperatura: Exitem três</p><p>formas: Axilar, oral e retal.</p><p>Hipotermia: 40ºC</p><p>Variação de dor: Avaliar em escala (Por</p><p>exemplo, de 0 a 10 como o paciente</p><p>classifica a dor).</p><p>CHAAAE LOTE</p><p>CORADO</p><p>HIDRATADO</p><p>ANICTÉRICO</p><p>AFEBRIL</p><p>ACIANÓTICO</p><p>EUPNÉICO</p><p>LÚCIDO</p><p>ORIENTADO</p><p>TEMPO</p><p>ESPAÇO</p><p>Exame Físico Pele e TegumentosExame Físico Pele e Tegumentos</p><p>O exame físico da pele e dos tegumentos é</p><p>uma avaliação que examina a condição da</p><p>pele, cabelo e unhas. Durante esse exame,</p><p>observa a cor, textura, temperatura, umidade e</p><p>presença de lesões na pele.</p><p>Realiza-se a inspeção e palpação.</p><p>Cor: Observa-se a presença de alterações</p><p>de cor, como palidez, cianose, icterícia,</p><p>eritema, entre outras.</p><p>Textura: Avaliação da textura da pele, que</p><p>pode ser seca, oleosa, áspera ou lisa.</p><p>Hidratação: Verifica-se a hidratação da</p><p>pele, que pode estar seca, normal ou</p><p>excessivamente úmida.</p><p>Lesões: Identificação de lesões cutâneas,</p><p>como manchas, pápulas, vesículas,</p><p>nódulos, úlceras, entre outras.</p><p>Distribuição: Avalia-se a distribuição das</p><p>lesões e pilosidade, buscando padrões</p><p>específicos que possam indicar</p><p>determinadas doenças.</p><p>Unhas e cabelos: Observa-se a presença de</p><p>alterações nas unhas (ex. onicólise, linhas</p><p>de Beau) e nos cabelos (ex. alopecia,</p><p>hirsutismo).</p><p>Inspeção</p><p>Textura e espessura: Sentir a textura</p><p>(áspera, lisa) e a espessura da pele, que</p><p>pode estar aumentada ou diminuída.</p><p>Mobilidade e turgor: Avaliar a elasticidade</p><p>da pele, pinçando uma dobra cutânea e</p><p>observando a rapidez com que ela retorna</p><p>ao estado normal. Isso ajuda a verificar a</p><p>hidratação e a presença de edema.</p><p>Sensibilidade: Testar a sensibilidade da</p><p>pele a diferentes estímulos (táteis,</p><p>dolorosos, térmicos).</p><p>Presença de massas ou nódulos: Palpar a</p><p>pele em busca de massas, cistos ou</p><p>nódulos que possam estar presentes sob a</p><p>superfície cutânea.</p><p>Palpação</p><p>Lesões elementares de conteuúdo sólido</p><p>Mácula: Alteração na cor da pele, sem</p><p>relevo.</p><p>Pápula: Lesão elevada, menor que 1 cm.</p><p>Nódulo: Lesão sólida, maior que 1 cm.</p><p>Placa: Lesão elevada e plana, maior que 1</p><p>cm.</p><p>Tumor: Lesão sólida, maior que 2 cm.</p><p>Vegetação: Lesão exofítica com superfície</p><p>irregular.</p><p>Urtica: Lesão elevada, desaparece em 24</p><p>horas.</p><p>Crosta: Formação sólida de exsudato seco.</p><p>Lesões elementares de conteuúdo líquido</p><p>Vesícula: Pequena bolha, até 1 cm, com</p><p>líquido claro.</p><p>Bolha: Lesão elevada, maior que 1 cm, com</p><p>líquido claro.</p><p>Pústula: Lesão elevada, menor que 1 cm,</p><p>com pus.</p><p>Abcesso: Coleção de pus na derme ou</p><p>subcutâneo.</p><p>Cisto: Lesão encapsulada com material</p><p>líquido ou semilíquido.</p><p>Fístula: Canal que drena líquido para a</p><p>superfície da pele.</p><p>Temperatura: Sentir a temperatura da pele,</p><p>que pode estar aumentada (indicando</p><p>inflamação ou infecção) ou diminuída.</p><p>Exame Físico Músculo Esquelético Exame Físico Músculo Esquelético</p><p>O exame físico musculoesquelético é uma</p><p>avaliação clínica feita para verificar a saúde e</p><p>funcionamento dos músculos, ossos e</p><p>articulações do paciente. Durante o exame,</p><p>são observados sintomas como dor,</p><p>sensibilidade, inchaço, além da força muscular</p><p>e amplitude de movimento das articulações.</p><p>Realiza-se a inspeção e palpação.</p><p>Inspeção</p><p>Ossos:</p><p>Simetria: Observação visual para verificar</p><p>se os membros e estruturas ósseas são</p><p>simétricos em ambos os lados do corpo.</p><p>Anomalias e deformidades: Identificação</p><p>de irregularidades ósseas, como escoliose,</p><p>cifose ou outras alterações estruturais.</p><p>Defeitos: Procurar por defeitos ósseos,</p><p>como fraturas antigas mal curadas ou</p><p>malformações congênitas.</p><p>Dor: Observar expressões faciais ou</p><p>movimentos que indiquem dor óssea.</p><p>Músculos:</p><p>Massa muscular: Avaliar visualmente a</p><p>quantidade de músculos presentes em</p><p>diferentes áreas do corpo.</p><p>Alteração de marcha: Observar o padrão de</p><p>caminhada do paciente em busca de sinais</p><p>de claudicação, desequilíbrio ou outras</p><p>alterações.</p><p>Limitação de amplitude: Observar se há</p><p>restrições visíveis no movimento das</p><p>articulações.</p><p>Palpação</p><p>Ossos:</p><p>Deformidades: Palpar as áreas onde há</p><p>suspeita de deformidades ósseas para</p><p>confirmar a presença e determinar a</p><p>extensão.</p><p>Dor: Palpar suavemente áreas específicas</p><p>para determinar a presença de dor óssea.</p><p>Músculos:</p><p>Consistência: Palpar os músculos em</p><p>busca de áreas de flacidez, rigidez ou</p><p>espasmos.</p><p>Nódulos/tumores: Palpar os músculos em</p><p>busca de nódulos ou tumores que possam</p><p>indicar condições patológicas.</p><p>Sensibilidade: Palpar os músculos para</p><p>identificar áreas dolorosas ou sensíveis.</p><p>Articulações:</p><p>Palpação das articulações em busca de</p><p>sensibilidade, crepitação ou calor.</p><p>Avaliação da amplitude de movimento das</p><p>articulações durante a palpação para</p><p>identificar limitações ou pontos de tensão.</p><p>Articulações:</p><p>Inspeção visual das articulações em busca</p><p>de inchaço, vermelhidão ou deformidades</p><p>visíveis.</p><p>Princípios de rotação</p><p>Exame físico Neurológico</p><p>Cabeça e Pescoço</p><p>Exame físico Neurológico</p><p>Cabeça e Pescoço</p><p>7. Nervo Facial (VII): Movimentos faciais,</p><p>secreção de saliva e lágrimas, paladar nos dois</p><p>terços anteriores da língua</p><p>8. Nervo Vestibulococlear (VIII): Audição,</p><p>equilíbrio</p><p>9. Nervo Glossofaríngeo (IX): Paladar no terço</p><p>posterior da língua, sensibilidade da faringe,</p><p>secreção de saliva</p><p>10. Nervo Vago (X): Controle das funções</p><p>autonômicas dos órgãos viscerais,</p><p>sensibilidade e movimento da laringe, faringe,</p><p>paladar</p><p>11. Nervo Acessório (ou Espinhal) (XI):</p><p>Movimentos dos músculos</p><p>esternocleidomastóideo e trapézio</p><p>12. Nervo Hipoglosso (XII): Movimentos da</p><p>língua</p><p>O exame físico neurológico da cabeça e</p><p>pescoço é uma avaliação sistemática realizada</p><p>para verificar a integridade e o funcionamento</p><p>do sistema nervoso central e periférico na</p><p>região da cabeça e pescoço. Esse exame é</p><p>essencial para identificar sinais de disfunções</p><p>neurológicas, lesões ou doenças.</p><p>Realiza-se a inspeção e palpação.</p><p>12 pares de nervos cranianos</p><p>1. Nervo Olfatório (I): Olfato (percepção dos</p><p>cheiros)</p><p>2. Nervo Óptico (II): Visão</p><p>3. Nervo Oculomotor (III): Movimentos</p><p>oculares, elevação da pálpebra superior,</p><p>contração da pupila</p><p>4. Nervo</p><p>Troclear (IV): Movimentos oculares</p><p>(movimento do olho para baixo e para dentro)</p><p>5. Nervo Trigêmeo (V): Sensação da face, seio</p><p>nasal, dentes, boca; mastigação</p><p>6. Nervo Abducente (VI): Movimentos oculares</p><p>(abdução do olho)</p><p>Exame físico neurológico dos 12 pares de</p><p>nervos cranianos</p><p>Nervos Olfatórios:</p><p>Pergunte ao paciente se ele notou alguma</p><p>alteração no sentido do olfato.</p><p>Teste cada narina separadamente usando</p><p>substâncias de cheiro familiar (ex. café,</p><p>baunilha) enquanto o paciente fecha os</p><p>olhos.</p><p>Nervos Ópticos</p><p>Teste a acuidade visual com uma tabela de</p><p>Snellen.</p><p>Teste os campos visuais por confrontação.</p><p>Inspecione o fundo de olho com um</p><p>oftalmoscópio.</p><p>Nervos Oculomotores, Trocleares e Abducens</p><p>Observe a posição dos olhos em repouso.</p><p>Teste os movimentos extraoculares</p><p>pedindo ao paciente para seguir um objeto</p><p>em todas as direções.</p><p>Verifique a resposta pupilar à luz e à</p><p>acomodação.</p><p>Neurológico</p><p>Exame físico neuromuscularNervos Trigêmeos</p><p>Teste a sensibilidade (tátil, dolorosa e</p><p>térmica) nas três divisões do nervo</p><p>(oftálmica, maxilar e mandibular).</p><p>Teste a força dos músculos da mastigação</p><p>pedindo ao paciente para cerrar os dentes</p><p>e palpando os músculos masseter e</p><p>temporal.</p><p>Nervos Faciais (VII)</p><p>Peça ao paciente para realizar diferentes</p><p>expressões faciais (ex. franzir a testa,</p><p>fechar os olhos com força, sorrir, mostrar</p><p>os dentes).</p><p>Teste o paladar nos 2/3 anteriores da</p><p>língua, se necessário.</p><p>Nervos Vestibulococleares</p><p>Realize o teste de Weber e Rinne para</p><p>avaliar a audição.</p><p>Teste o equilíbrio observando a marcha do</p><p>paciente e realizando testes como</p><p>Romberg.</p><p>Nervos Glossofaríngeos e Vagos</p><p>Observe o palato mole enquanto o paciente</p><p>fala "ah" para ver se há elevação simétrica.</p><p>Teste o reflexo faríngeo (gag reflex).</p><p>Nervos Acessórios</p><p>Peça ao paciente para encolher os ombros</p><p>contra resistência para testar o músculo</p><p>trapézio.</p><p>Peça ao paciente para virar a cabeça</p><p>contra resistência para testar o músculo</p><p>esternocleidomastoideo.</p><p>Nervos Hipoglossos</p><p>Peça ao paciente para protruir a língua e</p><p>observe se há desvios.</p><p>Teste a força da língua pedindo ao</p><p>paciente para empurrar a língua contra a</p><p>bochecha enquanto você aplica resistência</p><p>do lado de fora.</p><p>Inspeção: Postura e simetria muscular:**</p><p>Observe por assimetrias, atrofias,</p><p>fasciculações ou hipertrofias.</p><p>Avalie padrões anormais de marcha.</p><p>Tônus Muscular:</p><p>Palpação: Sinta a consistência dos músculos.</p><p>Movimento passivo: Teste a resistência ao</p><p>mover os membros passivamente.</p><p>Força Muscular</p><p>Testes de força: Avalie a força dos principais</p><p>grupos musculares de 0 (sem contração) a 5</p><p>(força completa).</p><p>Coordenação</p><p>Teste dedo-nariz, calcanhar-joelho,</p><p>diadococinesia: Avalie a precisão e rapidez dos</p><p>movimentos.</p><p>Reflexos Tendinosos</p><p>Reflexos profundos: Teste os reflexos dos</p><p>tendões (ex. patelar, aquileu) usando a escala</p><p>de 0 a 4 (0: ausente, 4: hiperativo com clônus).</p><p>Reflexos Superficiais</p><p>Reflexo cutâneo-abdominal, cremastérico (em</p><p>homens), plantar (Babinski): Observe as</p><p>respostas normais e anormais.</p><p>Sensibilidade</p><p>Sensibilidade tátil, dolorosa, térmica,</p><p>vibratória, proprioceptiva: Teste com algodão,</p><p>objetos pontiagudos, tubos de água</p><p>quente/fria, diapasão, e movimentos passivos</p><p>dos dedos.</p><p>Posição do Paciente:</p><p>O paciente deve estar sentado em uma</p><p>posição confortável, com o pescoço e a</p><p>cabeça expostos adequadamente.</p><p>Simetria e Forma da Cabeça:</p><p>Observe a forma e o contorno da cabeça,</p><p>procurando por assimetrias, deformidades,</p><p>protuberâncias ou depressões.</p><p>Couro Cabeludo:</p><p>Inspecione o couro cabeludo, afastando o</p><p>cabelo em várias áreas para verificar a</p><p>presença de lesões, inchaços,</p><p>descamação, erupções ou cicatrizes.</p><p>Face:</p><p>Observe a simetria facial, a cor da pele, e</p><p>qualquer edema, ptose (queda das</p><p>pálpebras) ou alterações nos músculos</p><p>faciais.</p><p>Preste atenção em anormalidades nos</p><p>olhos, nariz, boca e orelhas.</p><p>Pescoço:</p><p>Inspecione o pescoço quanto a simetria,</p><p>inchaço, massas, cicatrizes, pulsação</p><p>visível das artérias carótidas e distensão</p><p>das veias jugulares.</p><p>Inspeção</p><p>Exame de coordenação</p><p>Teste Dedo-Nariz</p><p>Procedimento: Peça ao paciente para tocar o</p><p>nariz com o dedo indicador e depois tocar seu</p><p>dedo, que você move para diferentes posições.</p><p>Observações: Note tremores ou dificuldade em</p><p>atingir o alvo.</p><p>Teste Calcanhar-Joelho</p><p>Procedimento: Peça ao paciente deitado para</p><p>tocar o calcanhar no joelho oposto e deslizar</p><p>até o tornozelo.</p><p>Observações: Note movimentos erráticos ou</p><p>dificuldade em deslizar o calcanhar.</p><p>Diadococinesia</p><p>Procedimento: Peça ao paciente para bater as</p><p>mãos alternadamente na coxa (palma e dorso)</p><p>rapidamente.</p><p>Observações: Note a velocidade, fluidez e</p><p>regularidade dos movimentos.</p><p>Teste de Romberg</p><p>Procedimento: Peça ao paciente para ficar em</p><p>pé com os pés juntos, braços ao lado do corpo</p><p>e olhos fechados por 20-30 segundos.</p><p>Observações: Observe o balanço ou perda de</p><p>equilíbrio.</p><p>Marcha em Tandem</p><p>Procedimento: Peça ao paciente para</p><p>caminhar em linha reta, colocando o calcanhar</p><p>de um pé diretamente na frente dos dedos do</p><p>outro pé.</p><p>Observações: Note a estabilidade e qualquer</p><p>desvio.</p><p>Cabeça e Pescoço</p><p>Glânglios e linfonodosPalpação</p><p>Crânio e Couro Cabeludo:</p><p>Palpe o crânio sistematicamente para</p><p>detectar sensibilidade, massas, inchaços</p><p>ou deformidades.</p><p>Sinta o couro cabeludo para identificar</p><p>áreas de dor ou anormalidades.</p><p>Articulação Temporomandibular (ATM):</p><p>Palpe a articulação temporomandibular</p><p>enquanto o paciente abre e fecha a boca,</p><p>verificando por cliques, estalos ou dor.</p><p>Face:</p><p>Palpe as áreas faciais incluindo os seios</p><p>frontais e maxilares para detectar dor,</p><p>inchaço ou massas.</p><p>Glândulas Salivares:</p><p>Palpe as glândulas parótidas e</p><p>submandibulares para identificar inchaço,</p><p>dor ou anormalidades.</p><p>Pescoço</p><p>Linfonodos: Palpe os linfonodos cervicais</p><p>(submentonianos, submandibulares,</p><p>jugulares, supraclaviculares) para verificar</p><p>tamanho, mobilidade, consistência e dor.</p><p>Tireóide: Palpe a glândula tireoide para</p><p>avaliar tamanho, consistência, simetria e</p><p>presença de nódulos ou dor.</p><p>Trato Respiratório Superior: Palpe a</p><p>traqueia para assegurar que está</p><p>centralizada e não desviada.</p><p>Arterias Carótidas</p><p>Palpe suavemente as artérias carótidas,</p><p>uma de cada vez, para avaliar a amplitude,</p><p>força e simetria do pulso.</p><p>Músculos do Pescoço</p><p>Palpe os músculos</p><p>esternocleidomastóideo e trapézio,</p><p>verificando a força muscular, tônus e</p><p>presença de espasmos ou dor.</p><p>O exame físico dos gânglios e linfonodos</p><p>ajudam a identificar sinais de infecção,</p><p>inflamação ou malignidade.</p><p>Pré-auricular: Localizado na região anterior</p><p>da orelha.</p><p>Parotídea: Próximo à glândula parótida,</p><p>localizada na região da mandíbula.</p><p>Auricular posterior: Atrás da orelha.</p><p>Occipital: Na parte de trás da cabeça, perto</p><p>da base do crânio.</p><p>Tonsilar: Próximo às amígdalas, na parte</p><p>de trás da garganta.</p><p>Cervical posterior: Ao longo dos músculos</p><p>do pescoço, na parte de trás do pescoço.</p><p>Submandibular: Sob a mandíbula.</p><p>Submentoniano: Abaixo do queixo.</p><p>Cadeia cervical anterior ou profunda: Na</p><p>parte anterior do pescoço, próximo à</p><p>traqueia e à laringe.</p><p>Supraclavicular: Acima da clavícula.</p><p>O enfermeiro deve ter conhecimento dos</p><p>agrupamentos de linfonodos cervicais, axilares</p><p>e inguinais.</p><p>Exame Físico RespiratórioExame Físico Respiratório</p><p>O exame físico respiratório é uma avaliação</p><p>clínica para examinar o sistema respiratório de</p><p>um paciente. O objetivo é identificar sinais e</p><p>sintomas de doenças ou condições que afetam</p><p>os pulmões e as vias respiratórias.</p><p>Realiza-se a inspeção, palpação, percussão e</p><p>ausculta</p><p>Inspeção</p><p>Padrão respiratório: Observar o tipo, ritmo e</p><p>amplitude da respiração.</p><p>Tipo respiratório</p><p>Costal superior</p><p>Torocoabdominal;</p><p>Ritmo respiratório;</p><p>Dispneico – amplo e desconfortável</p><p>Taquipneia – rápida e superficial</p><p>Hiperpneia – rápida e profunda</p><p>Cheyne-Stokes (ICC grave, AVC, TCE)</p><p>Biot (lesão centro respiratório, estado</p><p>comatoso, meningite, neoplasias)</p><p>Kussmaul (acidose)</p><p>Dispneia Suspirosa</p><p>Bradpneia – lenta e superficial</p><p>Amplitude (profunda ou superficial) e</p><p>expansibilidade dos movimentos respiratórios</p><p>(simetria);</p><p>Sinais de esforço e utilização de musculatura</p><p>acessória: Batimento de asas nasais e uso de</p><p>musculatura</p><p>acessória.</p><p>Observar:</p><p>Abaulamentos;</p><p>Retrações;</p><p>Malformações torácicas;</p><p>Batimentos ou Movimentos;</p><p>Frêmitos;</p><p>Tipos de tórax:</p><p>Palpação</p><p>Estruturas da Parede Torácica:</p><p>Composta por ossos (costelas, esterno,</p><p>vértebras torácicas), músculos</p><p>(intercostais, peitorais), e cartilagens</p><p>costais.</p><p>Importante avaliar integridade, presença de</p><p>deformidades ou assimetrias.</p><p>Elasticidade e Sensibilidade:</p><p>Elasticidade: Avaliar a capacidade de</p><p>expansão e retração do tórax durante a</p><p>respiração.</p><p>Sensibilidade: Palpar para identificar áreas</p><p>dolorosas que podem indicar fraturas,</p><p>inflamações ou outras patologias.</p><p>Tecido Subcutâneo:</p><p>Enfisema Subcutâneo: Presença de ar no</p><p>tecido subcutâneo, detectável por</p><p>palpação, que apresenta uma sensação de</p><p>"esponja molhada" ou crepitação.</p><p>Geralmente, indica uma lesão pulmonar ou</p><p>ruptura de vias aéreas.</p><p>Massas:</p><p>Palpar o tórax para detectar massas ou</p><p>nódulos que podem ser indicativos de</p><p>tumores, cistos ou outras anormalidades.</p><p>Linfonodos:</p><p>Utilizar a polpa dos dedos para palpar</p><p>linfonodos axilares, supraclaviculares e</p><p>cervicais. Avaliar tamanho, consistência e</p><p>mobilidade dos linfonodos.</p><p>Expansibilidade:</p><p>Avaliação Bimanual: Colocar as mãos</p><p>lateralmente no tórax do</p><p>paciente com os polegares em direção à</p><p>linha média. Pedir para o paciente inspirar</p><p>profundamente e observar a</p><p>simetria da expansão torácica.</p><p>Frêmito Toracovocal:</p><p>Usar a parte óssea</p><p>da palma da mão</p><p>na base dos dedos para sentir vibrações</p><p>transmitidas pela fala do paciente ("33" ou</p><p>"trinta e três"). A diminuição ou ausência do</p><p>frêmito pode indicar efusão pleural ou</p><p>atelectasia.</p><p>Frêmito Pleural:</p><p>Provocado pela inflamação</p><p>da pleura. Mais evidente</p><p>na inspiração e nas regiões ântero-laterais</p><p>do tórax. Intensifica-se com a compressão</p><p>torácica.</p><p>Frêmito Brônquico:</p><p>Causado por secreção nos brônquios de</p><p>médio e grosso calibre. Palpável durante</p><p>a respiração, pode indicar infecções</p><p>brônquicas ou bronquiectasias.</p><p>Ápice Pulmonar:</p><p>Localizado no nível de C7 (sétima</p><p>vértebra cervical), a avaliação deve</p><p>incluir palpação e inspeção para detectar</p><p>anormalidades.</p><p>Região Mediana:</p><p>Inspecionar e palpar a linha média do tórax,</p><p>incluindo o esterno e a coluna vertebral,</p><p>para detectar deformidades ou dor.</p><p>Base Pulmonar:</p><p>Palpar a base</p><p>dos pulmões para detectar frêmito,</p><p>expansibilidade e outras anormalidades.</p><p>Percussão</p><p>Digitodigital (Ruído e Resistência ao Dedo):</p><p>Técnica de percussão onde um dedo é</p><p>utilizado como plexímetro (base de apoio) e</p><p>outro dedo como plexor (percutor). A</p><p>resistência e o ruído obtidos durante a</p><p>percussão ajudam na avaliação das</p><p>características do tecido subjacente.</p><p>Sons Resultantes da percussão</p><p>Claro Pulmonar:</p><p>Normalmente observado:</p><p>Anterior e lateral: Sons mais nítidos</p><p>comparados à percussão posterior.</p><p>Ápice direito: Geralmente mais claro que o</p><p>esquerdo.</p><p>Sons claros pulmonares indicam presença de</p><p>ar nos pulmões, sugerindo uma condição</p><p>pulmonar normal.</p><p>Maciço ou Submaciço</p><p>Maciço: Indica áreas com densidade</p><p>aumentada, como:</p><p>Área de projeção do coração: Região onde</p><p>o coração está localizado.</p><p>Fígado e baço: Órgãos sólidos que</p><p>normalmente produzem som maciço.</p><p>Submaciço: Pode indicar presença de líquido</p><p>ou densidade aumentada nos pulmões, como</p><p>em:</p><p>Redução de ar nos alvéolos.</p><p>Condensação pulmonar.</p><p>Derrame pleural.</p><p>Espessamento pleural.</p><p>Hemotórax: Presença de sangue na cavidade</p><p>pleural.</p><p>Timpânico</p><p>Som de tambor, geralmente indicando</p><p>presença de ar em uma cavidade.</p><p>Exemplo:</p><p>Fundo do estômago abaixo do rebordo costal</p><p>esquerdo: Conhecido como espaço de Traube.</p><p>Pneumotórax: Presença de ar aprisionado na</p><p>cavidade pleural.</p><p>Hipersonoro</p><p>Som anormalmente claro e prolongado,</p><p>indicando hiperinflação dos pulmões. Pode ser</p><p>observado em:</p><p>Enfisema: Doença pulmonar obstrutiva crônica</p><p>caracterizada pela destruição dos alvéolos.</p><p>Pneumotórax: Acúmulo de ar na cavidade</p><p>pleural, causando colapso parcial ou total do</p><p>pulmão.</p><p>Ausculta</p><p>Murmúrios Vesiculares:</p><p>Localização: Regiões periféricas dos</p><p>pulmões (ântero-superiores, axilares e</p><p>infraescapulares).</p><p>Características: Som mais suave, com</p><p>tempo de inspiração maior que o de</p><p>expiração.</p><p>Alterações nos Sons Pulmonares</p><p>Redução dos Sons: Ocorrência em</p><p>condições como enfisema pulmonar,</p><p>broncoespasmo grave, e presença de</p><p>líquido, ar ou tecido sólido na cavidade</p><p>pleural (ex.: pneumotórax, derrame pleural</p><p>ou espessamento pleural).</p><p>Condensação Pulmonar: Exemplo:</p><p>Pneumonia.</p><p>Ausculta: Som brônquico nas periferias,</p><p>conhecido como sopro brônquico.</p><p>Metodologia da Ausculta</p><p>Solicitar que o paciente inspire profundamente</p><p>pelo nariz e expire com a boca entreaberta.</p><p>Tipos de Sons Pulmonares</p><p>Som Traqueal:</p><p>Localização: Projeção da traqueia no</p><p>pescoço e esterno.</p><p>Características: Som soproso na</p><p>inspiração, com expiração longa e forte.</p><p>Som Brônquico:</p><p>Localização: Brônquios de maior calibre.</p><p>Características: Som soproso menos</p><p>intenso que o traqueal, com expiração</p><p>menos intensa.</p><p>Som Broncovesicular:</p><p>Localização: Região interescapular</p><p>vertebral direita, 1° e 2° espaço intercostal.</p><p>Características: Inspiração e expiração</p><p>com tempos semelhantes.</p><p>Pontos de percussão e ausculta:</p><p>Exame Físico Cardiovascular Exame Físico Cardiovascular</p><p>Inclui aspectos do exame físico geral:</p><p>Sinais Vitais (SSVV):</p><p>Pressão Arterial;</p><p>Frequência Cardíaca;</p><p>Frequência Respiratória;</p><p>Temperatura.</p><p>Antropometria:</p><p>Índice de Massa Corporal;</p><p>Circunferência Abdominal.</p><p>Sintomas:</p><p>Dispneia;</p><p>Confusão mental;</p><p>Cansaço;</p><p>Sonolência.</p><p>Pele e Mucosas:</p><p>Turgor;</p><p>Coloração.</p><p>Edema:</p><p>Sinal de Godet</p><p>Ascite.</p><p>Realiza-se a inspeção, palpação, percussão</p><p>(menos relevante) e ausculta.</p><p>Anatomia do coração</p><p>Pele:</p><p>Lesões</p><p>Cicatrizes</p><p>Coloração (cianose, palidez)</p><p>Circulação colateral</p><p>Abaulamentos no Precórdio:</p><p>Observação tangencial e frontal</p><p>Indicativos de aneurisma de aorta, derrame</p><p>pericárdico, cardiomegalia</p><p>Ictus Cordis (inspeção):</p><p>Avaliação da localização e intensidade</p><p>Levantamento Sistólico:</p><p>Pode ocorrer na hipertrofia ventricular</p><p>direita</p><p>Estase Jugular:</p><p>Avaliada em decúbito dorsal com cabeceira</p><p>elevada até 45 grau</p><p>Pulsações Epigástricas:</p><p>- Intensas na hipertrofia ventricular direita</p><p>(HDV)</p><p>O exame físico cardíaco é uma avaliação</p><p>clínica realizada para examinar o estado do</p><p>coração e detectar possíveis doenças</p><p>cardíacas.</p><p>Inspeção e palpação</p><p>Frêmito cardiovascular:</p><p>É a sensação tátil determinada por vibrações</p><p>produzidas no coração ou nos vasos. Ao</p><p>localizar um frêmito, 3 características</p><p>precisam ser</p><p>investigadas:</p><p>Localização, usando-se como referência as</p><p>áreas de ausculta;</p><p>Situação no ciclo cardíaco;</p><p>Intensidade, avaliada em cruzes (+/++++).</p><p>Impulso Sistólico do VD (Ventrículo Direito):</p><p>Localização dos dedos: Colocar a ponta</p><p>dos dedos encurvados nos 3º, 4º e 5º</p><p>espaços intercostais esquerdos, lateral ao</p><p>esterno, para sentir o impulso do VD.</p><p>Refluxo Hepatojugular:</p><p>Na ICC e regurgitação tricúspide: Pressão</p><p>aplicada sobre o abdome (área hepática)</p><p>pode aumentar a pressão venosa jugular,</p><p>indicando insuficiência cardíaca</p><p>congestiva ou regurgitação tricúspide.</p><p>Pulsações Epigástricas:</p><p>Aumentadas na HVD: Fortes pulsações na</p><p>área epigástrica (região superior do</p><p>abdome) podem indicar hipertrofia do</p><p>ventrículo direito.</p><p>Ictus cordis:</p><p>O ictus cordis é a pulsação do ápice do</p><p>coração. Deve-se investigar localização,</p><p>extensão, mobilidade, intensidade e tipo de</p><p>impulsão, ritmo e frequência. A localização</p><p>pode variar de acordo com o biotipo do</p><p>paciente:</p><p>O deslocamento do ictus cordis indica</p><p>dilatação ou hipertrofia de ventrículo esquerdo,</p><p>como acontece na hipertensão arterial e</p><p>insuficiência aórtica.</p><p>Se o Ictus cordis estiver invisível e impalpável</p><p>pode ser por: Enfisema pulmonar, obesidade,</p><p>grandes mamas, musculatura muito</p><p>desenvolvida.</p><p>Pulsos Arteriais:</p><p>Ritmo: Regularidade dos batimentos</p><p>cardíacos.</p><p>Amplitude: A força ou intensidade do</p><p>pulso.</p><p>Simetria: Comparação dos pulsos nas</p><p>extremidades para verificar igualdade.</p><p>Assimetria pode indicar problemas</p><p>vasculares, como coarctação da aorta.</p><p>Características Específicas:</p><p>Parvus (fraco): Pulso pequeno e débil,</p><p>comum na estenose aórtica.</p><p>Ampo (célere): Pulso forte e rápido, visto</p><p>em condições como insuficiência</p><p>aórtica.</p><p>Alternante: Pulso alternando entre fraco e</p><p>forte, indica insuficiência cardíaca.</p><p>Paradoxal: Diminuição exagerada da</p><p>pressão arterial sistólica durante a</p><p>inspiração, encontrado em tamponamento</p><p>cardíaco e pericardite constritiva.</p><p>Percussão:</p><p>Mesmo com a menor relevância da percussão</p><p>em comparação com inspeção, palpação e</p><p>ausculta, a percussão pode contribuir para a</p><p>avaliação geral do paciente.</p><p>Técnica Digitodigital: Consiste em usar um</p><p>dedo (geralmente o médio) como plexímetro (a</p><p>superfície sobre a qual se percutirá) e outro</p><p>dedo (também o médio da mão oposta) como</p><p>percutor.</p><p>A percussão é realizada batendo suavemente</p><p>com o dedo percutor sobre o dedo plexímetro</p><p>que está firmemente pressionado contra a pele</p><p>do paciente.</p><p>Maciço ou Submaciço:</p><p>Maciço: Som surdo que se obtém quando a</p><p>percussão é realizada sobre áreas densas,</p><p>como órgãos sólidos ou áreas de projeção do</p><p>coração.</p><p>Submaciço: Som um pouco menos denso do</p><p>que o maciço, mas ainda mais opaco que o</p><p>som claro obtido sobre os pulmões cheios de</p><p>ar.</p><p>Ausculta</p><p>Focos de ausculta:</p><p>Foco aórtico: 2o espaço intercostal direito;</p><p>Foco pulmonar: 2o espaço intercostal</p><p>esquerdo;</p><p>Foco tricúspide: 2o base do apêndice xifóide à</p><p>esquerda;</p><p>Foco mitral: 5o espaço intercostal na linha</p><p>hemiclavicular.</p><p>Posição do paciente: Deitada, sentada, em</p><p>decúbito lateral esquerdo ou o paciente se</p><p>posiciona sentado na beira do leito.</p><p>Manobras especiais: Solicitar para que o</p><p>paciente realize inspiração/expiração</p><p>forçada</p><p>e/ou exercício físico.</p><p>Bulhas Cardíacas</p><p>Primeira Bulha (B1): Fechamento das</p><p>valvas atrioventriculares (tricúspide e</p><p>mitral).</p><p>Coincide com o ictus cordis e com o pulso</p><p>carotídeo.</p><p>Timbre mais grave: TUM.</p><p>Seu tempo é maior que da segunda bulha.</p><p>Em condições normais, tem mais</p><p>intensidade no foco mitral.</p><p>Segunda Bulha (B2): Fechamento das</p><p>valvas semilunares (pulmonar e aórtica).</p><p>Ouve-se o componente aórtico em toda a</p><p>região precordial, enquanto o ruído</p><p>originado na pulmonar é auscultado em</p><p>uma área limitada, correspondente ao foco</p><p>pulmonar e à borda esternal esquerda. Por</p><p>isso, no foco aórtico e na ponta do coração,</p><p>a 2a bulha é sempre única pelo simples</p><p>fato de se auscultar nestes focos somente</p><p>o componente aórtico.</p><p>Timbre mais agudo: TÁ.</p><p>Em condições normais, a bulha é mais</p><p>intensa nos focos da base (aórtico e</p><p>pulmonar).</p><p>Terceira Bulha (B3): Fechamento das</p><p>valvas semilunares (pulmonar e aórtica).</p><p>Ouve-se o componente aórtico em toda a</p><p>região precordial, enquanto o ruído</p><p>originado na pulmonar é auscultado em</p><p>uma área limitada, correspondente ao foco</p><p>pulmonar e à borda esternal esquerda. Por</p><p>isso, no foco aórtico e na ponta do coração,</p><p>a 2a bulha é sempre única pelo simples</p><p>fato de se auscultar nestes focos somente</p><p>o componente aórtico.</p><p>Timbre mais agudo: TÁ.</p><p>Em condições normais, a bulha é mais</p><p>intensa nos focos da base (aórtico e</p><p>pulmonar).</p><p>Quarta Bulha (B4): É um ruído débil que</p><p>ocorre no fim da diástole ou pré-sístole.</p><p>Originada pela brusca desaceleração do</p><p>fluxo sanguíneo mobilizado</p><p>pela contração atrial de encontro à massa</p><p>sanguínea existente no</p><p>interior do ventrículo, no final da diástole.</p><p>A inspeção deve ser realizada com o paciente</p><p>em decúbito dorsal com pernas estendidas.</p><p>Forma ou tipo: globoso (panículo adiposo ou</p><p>líquido ascítico), escavado (emagrecimento ou</p><p>síndrome consuptiva), batráquio (flacidez</p><p>muscular da parede abdominal) pendular</p><p>(gravidez);</p><p>Simetria: Avaliar se há presença de assimetria,</p><p>como pode ocorrer na hepatoesplenomegalia,</p><p>hérnias de parede abdominal, neoplasias e</p><p>obstruções;</p><p>Abaulamentos: presença de massas</p><p>abdominais, como neoplasias ou hérnia da</p><p>parede abdominal;</p><p>Exame Físico Abdominal Exame Físico Abdominal</p><p>Inspeção</p><p>O exame físico do abdômen é uma avaliação</p><p>para identificar possíveis anormalidades na</p><p>cavidade abdominal e nos órgãos internos.</p><p>Esse exame é composto por inspeção,</p><p>ausculta, percussão e palpação.</p><p>A palpação deve ser a última etapa no exame</p><p>físico do abdômen para evitar a alteração dos</p><p>sons intestinais que podem ocorrer se</p><p>manipulados antes da ausculta, garantindo</p><p>uma avaliação sistemática e completa.</p><p>Regiões Abdominais</p><p>Hipocôndrio direito: fígado, vesícula biliar,</p><p>rim direito;</p><p>Epigástrio: lobo esquerdo do fígado, piloro,</p><p>duodeno, cólon transverso e cabeça e</p><p>corpo do pâncreas;</p><p>Hipocôndrio esquerdo: baço, estômago,</p><p>rim esquerdo, cauda do pâncreas;</p><p>Flanco direito: cólon ascendente, rim</p><p>direito e jejuno;</p><p>Mesogástrio: duodeno, jejuno, íleo, aorta</p><p>abdominal, mesentério, linfonodos;</p><p>Flanco esquerdo: cólon descendente,</p><p>jejuno, íleo;</p><p>Fossa ilíaca direita : ceco, apêndice, ovário</p><p>e tuba uterina direita;</p><p>Hipogástrio: bexiga, útero, ureter;</p><p>Fossa ilíaca esquerda: cólon sigmoide,</p><p>ovário e tuba esquerda.</p><p>Deve ser realizada nos 4 quadrantes e nas 9</p><p>regiões do abdômen de 2 a 3 minutos para</p><p>avaliar os ruídos hidroaéreos, também na</p><p>ausculta devemos avaliar a presença de</p><p>sopros nas artéria aorta, artérias renais, ilíacas</p><p>e femorais e atrito entre o figado e o baço.</p><p>Para os ruídos hidroaéreos, deve-se descrever</p><p>a descrever intensidade (++++/IV) e se estão</p><p>presentes/normais, diminuídos ou ausentes,</p><p>aumentado.</p><p>Ausculta</p><p>Retrações (depressões): bridas pós-cirúrgicas,</p><p>caquexia;</p><p>Circulação colateral: pode ser visível em caso</p><p>de obstrução do sistema venoso porta (cabeça</p><p>de medusa) ou veia cava;</p><p>Cicatriz umbilical: normal, plana, tendência à</p><p>retificação, protrusa.</p><p>Ondas peristálticas: em geral não são</p><p>observadas em indivíduos normais, mas pode</p><p>estar presente quadros obstrutivos;</p><p>Pulsação;</p><p>Movimentos respiratórios;</p><p>Lesões cutâneas: sinal de Cullen e sinal de</p><p>Turner, presentes na pancreatite aguda.</p><p>Para avaliar alterações do fluxo aórtico (sopros</p><p>ou aneurismas), aprofunda-se o estetoscópio</p><p>ao longo do trajeto da aorta.</p><p>As principais alterações analíticas ausculta:</p><p>Peristaltismo de luta: obstrução;</p><p>Íleo paralítico: silêncio abdominal;</p><p>Sopros vasculares: sugerem aneurismas e</p><p>compressões arteriais.</p><p>Percussão</p><p>Com a mão não dominante contra o abdômen,</p><p>a mão dominante bate levemente sobre o dedo</p><p>médio da mão não dominante. Percute-se</p><p>várias regiões do abdômen.</p><p>Sons na Percussão:</p><p>Timpanismo: Som alto e musical, ouvido</p><p>sobre áreas cheias de ar (estômago,</p><p>intestinos).</p><p>Macicez: Som abafado e denso, ouvido</p><p>sobre órgãos sólidos (fígado, baço) ou</p><p>líquido (ascite).</p><p>Som submaciço: Som intermediário.</p><p>Alterações resultantes:</p><p>Hepatomegalia: Macicez aumentada no</p><p>quadrante superior direito (aumento do</p><p>fígado).</p><p>Esplenomegalia: Macicez no quadrante</p><p>superior esquerdo (aumento do baço).</p><p>Ascite: Macicez na área dependente do</p><p>abdômen com timpanismo superior.</p><p>Obstrução intestinal: Timpanismo difuso</p><p>devido a acúmulo de gás.</p><p>Sinal de Rovsing</p><p>Descrição: Dor no quadrante inferior direito</p><p>do abdômen ao pressionar o quadrante</p><p>inferior esquerdo.</p><p>Indicação: Apendicite.</p><p>Sinal de McBurney</p><p>Descrição: Dor máxima ao pressionar o</p><p>ponto de McBurney (1/3 da distância entre</p><p>a espinha ilíaca ântero-superior direita e o</p><p>umbigo).</p><p>Indicação: Apendicite.</p><p>Sinal de Grey Turner</p><p>Descrição: Equimose nos flancos.</p><p>Indicação: Pancreatite hemorrágica ou</p><p>trauma abdominal severo.</p><p>Sinal de Cullen</p><p>Descrição: Equimose periumbilical.</p><p>Indicação: Pancreatite hemorrágica,</p><p>gravidez ectópica rota, ou outras</p><p>hemorragias intra-abdominais.</p><p>Palpação</p><p>A palpação abdominal é dividida em dois</p><p>momentos: a supercial e a profunda. Iniciamos</p><p>com a primeira, para posteriormente ir para</p><p>segunda.</p><p>Palpação superficial na semiologia abdominal</p><p>Ela serve para avaliar:</p><p>Sensibilidade;</p><p>Integridade anatômica;</p><p>Grau de distensão da parede abdominal;</p><p>Defesa da parede abdominal (contratura da</p><p>musculatura abdominal, voluntária ou</p><p>involuntária);</p><p>Continuidade da parede (hérnias, diástase</p><p>dos músculos reto abdominais).</p><p>Já a palpação profunda como objetivo palpar</p><p>órgãos abdominais em busca de</p><p>visceromegalias e tumorações. Os órgãos que</p><p>procuramos são o fígado e o baço.</p><p>Sinais clínicos Palpação superficial:</p><p>Sinal de Murphy</p><p>Descrição: Dor e interrupção da inspiração</p><p>durante a palpação profunda sob o rebordo</p><p>costal direito.</p><p>Indicação: Colecistite aguda.</p><p>Sinal de Piparote</p><p>Descrição:</p><p>Com o paciente deitado, uma</p><p>mão dá um leve piparote em um lado do</p><p>abdômen enquanto a outra sente a onda</p><p>líquida do lado oposto, com uma barreira</p><p>manual no meio do abdômen.</p><p>Indicação: Presença de ascite (acúmulo de</p><p>líquido na cavidade abdominal).</p><p>Sinais clínicos Palpação Profunda:</p><p>Sinal do Psoas</p><p>Descrição: Dor no abdômen inferior direito</p><p>ao estender a perna direita contra</p><p>resistência.</p><p>Indicação: Apendicite, indicando</p><p>inflamação do músculo psoas adjacente ao</p><p>apêndice inflamado.</p><p>Sinal do Obturador</p><p>Descrição: Dor no abdômen inferior direito</p><p>ao rotacionar internamente a coxa direita</p><p>flexionada.</p><p>Indicação: Apendicite, indicando irritação</p><p>do músculo obturador.</p><p>Sinal de Courvoisier</p><p>Descrição: Vesícula biliar palpável e</p><p>indolor.</p><p>Indicação: Sugestivo de obstrução biliar</p><p>devido a câncer de pâncreas ou outras</p><p>causas não associadas a cálculos biliares.</p><p>Sinal de Fothergill</p><p>Descrição: Massa na parede abdominal</p><p>que permanece palpável quando os</p><p>músculos abdominais são contraídos.</p><p>Indicação: Indica hematoma do reto</p><p>abdominal.</p><p>Sinal de Giordano (Sinal de Punho-Percussão)</p><p>Descrição: Dor ao percutir suavemente a</p><p>região lombar.</p><p>Indicação: Pielonefrite ou litíase renal.</p><p>Exame físico Urológico e</p><p>Sistema reprodutivo</p><p>Exame físico Urológico e</p><p>Sistema reprodutivo</p><p>O exame físico urológico e do sistema</p><p>reprodutivo é a avaliação detalhada que</p><p>envolve a inspeção e palpação das estruturas</p><p>urinárias e reprodutivas para identificar</p><p>possíveis anomalias ou doenças.</p><p>Exame físico genitália Masculina</p><p>Inspeção</p><p>Deve-se observar a distribuição dos pelos</p><p>púbicos. O pelo é mais grosso sobre a</p><p>sínfise púbica e continua no escroto. As</p><p>alterações podem sugerir mudanças</p><p>endócrinas.</p><p>A base dos pelos deve ser observada, a fim</p><p>de se detectar parasitas.</p><p>Na pele, deve ser observada a presença de</p><p>vermelhidão (caso haja infecção por</p><p>fungos ou dermatite de contato) ou</p><p>escoriações (no caso de parasitoses como</p><p>piolho ou escabiose).</p><p>Exame físico genitália Feminina</p><p>Palpação</p><p>Pênis:</p><p>Prepúcio: Avalie se há fimose</p><p>(incapacidade de retrair o prepúcio) ou</p><p>parafimose (prepúcio retraído e incapaz de</p><p>retornar à posição normal).</p><p>Glande: Verifique a presença de balanite</p><p>(inflamação da glande) e secreções</p><p>anormais.</p><p>Meato Urinário: Observe se há alguma</p><p>anormalidade estrutural como hipospádia</p><p>(abertura uretral na parte inferior do pênis)</p><p>ou epispádia (abertura uretral na parte</p><p>superior do pênis).</p><p>Uretra: Procure por secreções anormais ou</p><p>sinais de infecção.</p><p>Escroto:</p><p>Testículos: Palpe cada testículo para</p><p>avaliar tamanho, textura e presença de</p><p>nódulos.</p><p>Epidídimos: Verifique se há nódulos ou</p><p>anormalidades no epidídimo.</p><p>Cordão Espermático: Procure por hérnias</p><p>inguinais ou varicoceles.</p><p>Períneo: Avalia a região perianal, canal anal,</p><p>períneo, escroto, próstata, uretra e base do</p><p>pênis através de inspeção visual e palpação</p><p>para detectar possíveis patologias.</p><p>Sempre verifique se há sinais de lesões,</p><p>infecções ou anormalidades.</p><p>Condições a Serem Observadas</p><p>Hipospádia e Epispádia: Anote a</p><p>localização da abertura uretral em relação</p><p>à glande.</p><p>Fimose e Parafimose: Avalie a</p><p>capacidade de retração do prepúcio.</p><p>Hérnias Inguinais: Procure por</p><p>protuberâncias na região inguinal durante a</p><p>palpação.</p><p>Prepúcio Exuberante: Observa-se</p><p>excesso de pele que pode dificultar a</p><p>higiene e predispor a infecções.</p><p>Infantilismo e Virilismo: Compare</p><p>características sexuais secundárias com as</p><p>esperadas para a idade.</p><p>Estados Intersexuais: Esteja atento a</p><p>características genitais ambíguas que</p><p>podem indicar condições intersexuais.</p><p>Balanite: Procure por sinais de inflamação</p><p>na glande.</p><p>Secreção Uretral: Verifique a presença,</p><p>cor e consistência de secreções na uretra.</p><p>Inspeção</p><p>Monte Pubiano e Vulva:</p><p>Pêlos: Avalie a distribuição e a quantidade</p><p>de pelos pubianos.</p><p>Parasitas: Verifique a presença de</p><p>parasitas, como piolhos púbicos.</p><p>Alterações da Pele: Observe se há lesões,</p><p>erupções cutâneas, alterações na cor da</p><p>pele ou outras anormalidades.</p><p>Mucosa:</p><p>Aspecto Geral: Avalie a cor, a textura e a</p><p>umidade da mucosa vaginal e vulvar.</p><p>Lesões: Procure por úlceras, feridas ou</p><p>outras lesões na mucosa.</p><p>Condições Específicas:</p><p>Edemas: Verifique se há inchaço na vulva</p><p>ou na mucosa vaginal.</p><p>Prurido: Pergunte ao paciente se há</p><p>coceira ou desconforto na área genital.</p><p>Corrimento: Observe a presença, a cor, a</p><p>consistência e o odor do corrimento</p><p>vaginal.</p><p>Varicosidades: Procure por veias dilatadas</p><p>na região vulvar.</p><p>Eritema: Verifique se há vermelhidão na</p><p>vulva ou na mucosa vaginal.</p><p>Estruturas Genitais:</p><p>Pequenos e Grandes Lábios: Avalie a</p><p>simetria, o tamanho e a integridade dos</p><p>lábios.</p><p>Clitóris: Observe o tamanho e a aparência</p><p>do clitóris.</p><p>Meato Urinário: Verifique a posição e a</p><p>integridade do meato uretral.</p><p>Orifício Vaginal: Examine o orifício vaginal</p><p>quanto à sua aparência e presença de</p><p>lesões.</p><p>Períneo: Avalie a pele do períneo quanto a</p><p>lesões, irritações ou infecções.</p><p>Palpação</p><p>Monte Pubiano e Vulva:</p><p>Pêlos: Avalie a distribuição e a quantidade</p><p>de pelos pubianos através do toque.</p><p>Parasitas: Palpe a área para detectar a</p><p>presença de parasitas, como piolhos</p><p>púbicos.</p><p>Alterações da Pele: Palpe a pele para</p><p>detectar lesões, erupções cutâneas,</p><p>alterações na cor da pele ou outras</p><p>anormalidades.</p><p>Estruturas Genitais:</p><p>Pequenos e Grandes Lábios: Palpe para</p><p>avaliar a simetria, o tamanho e a</p><p>integridade dos lábios.</p><p>Clitóris: Palpe para observar o tamanho e a</p><p>aparência do clitóris.</p><p>Meato Urinário: Palpe para verificar a</p><p>posição e a integridade do meato uretral.</p><p>Orifício Vaginal: Palpe o orifício vaginal</p><p>quanto à sua aparência e presença de</p><p>lesões.</p><p>Períneo: palpe a pele do períneo para avaliar</p><p>lesões, irritações ou infecções.</p><p>Exame de mama</p><p>Devemos instruir a paciente sobre o</p><p>autoexame de mama e explicar a importância</p><p>da detecção precoce, recomendar a realização</p><p>mensal (uma semana após a menstruação ou</p><p>um dia fixo para mulheres na pós-menopausa).</p><p>O exame pode ser realizado em frente ao</p><p>espelho, observar alterações com os braços ao</p><p>lado, levantados, e com as mãos nos quadris;</p><p>no banho, palpando com os dedos esticados</p><p>em movimentos circulares cobrindo toda a</p><p>mama; e deitada, com um travesseiro sob o</p><p>ombro e a mão oposta atrás da cabeça,</p><p>usando padrões de palpação para verificar</p><p>toda a área mamária e axilar. Qualquer</p><p>alteração suspeita deve ser relatada.</p>

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