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Negociação 8º Aula A fi gura do líder no processo motivacional Caríssimos(as), “Um objetivo na vida é a única fortuna valiosa que se encontra; não se deve procurá-lo em terras estranhas, mas dentro do coração.” Robert Louis Stevenson Olá pessoal, chegamos em nossa última aula!! Passou rápido, não é? Faço votos de um excelente estudo a todos, e que de alguma maneira nossos encontros tenham contribuído para seu crescimento pessoal e profissional. Nessa última aula, não a menos importante, vamos falar de motivação... Esse assunto é fundamental para todos nós, precisamos sucitar essa temática constantemente em nosso cotidiano pessoal e profissional. Entre e fique a vontade!! Bom estudo!! Seja o melhor profissional em produção publicitária que puder ser!! Seja referência!! Boa aula! Boa aula! Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, o aluno será capaz de: • evidenciar as diferentes formas de motivação do grupo de trabalho; • liderar pessoas com autonomia e flexibilidade. 57 1 – Motivação: entendendo o comportamento das pessoas para o trabalho 2 – A teoria dos 2 fatores: higiênicos e motivacionais de Frederick Herzberg 3 – Fundamentos da liderança 4 – Características e o estilo do líder Seções de estudo Quando redigi esta aula procurei demonstrar a todos a necessidade de trabalhar e proporcionar motivação dentro do grupo de trabalho, empresa e/ou organizações, enfi m a motivação é o passo para o sucesso, haja vista que pessoas motivadas produzem mais e melhor, reduzem custos e geram lucro para a empresa. Para tanto, é impossível conduzir qualquer negócio sem organização e motivação. 1 - Motivação: entendendo o comportamento das pessoas para o trabalho Uma pessoa pode literalmente motivar outra no ambiente de trabalho? Como o gestor deve lidar com a motivação das pessoas para produzir (no ambiente organizacional)? O que satisfaz uma pessoa no ambiente de trabalho também a motiva (direciona o seu comportamento)? A lista de questões poderia ser interminável, pois quando tratamos da motivação, várias crenças ou mitos são ditos a respeito do assunto. A verdade é que muitos empresários, pesquisadores e acadêmicos ainda têm dúvidas e levantam vários questionamentos a respeito da motivação. Alguns até arriscam a diferenciar a motivação para a vida e a motivação para o trabalho. A motivação é tema abrangente, multidisciplinar e que dá margem a várias linhas de pesquisa; motivação para a vida, motivação para o trabalho, motivação para os estudos, motivação para vencer, motivação para competir etc. A questão primordial e que precisa ser corretamente respondida e entendida pelos gestores é se uma pessoa pode literalmente motivar outra, e se o que motiva uma pessoa para a vida é o mesmo que a motiva para o trabalho. Afinal, o gestor (líder) pode motivar o funcionário? Não é difícil e nem raro encontrar e deparar com vários anúncios de cursos, palestras e treinamentos sobre motivação para vender mais, motivação para vencer na vida, motivação para campeões e assim por diante. Perguntamos: será que essas palestras ou esses pacotes resolvem o problema de motivação das pessoas, ou indo mais além, será que esses cursos e treinamentos resolvem os problemas da motivação no ambiente organizacional? Coda e Bergamini (2000) estabelecem alguns mitos motivacionais para que se possa iniciar uma discussão a respeito do assunto. • uma pessoa pode literalmente motivar outra; • o que motiva uma pessoa é o mesmo que a deixa satisfeita; • os fatores de satisfação são direcionadores de comportamento; • as pessoas são motivadas por fatores econômicos. Portanto, estamos com uma tarefa difícil e também muito importante pela frente: desvendar os mistérios desses mitos. Acredito que após o estudo da motivação, em que vamos validar ou destruir esses mitos e com certeza terá condição de exercer uma liderança situacional e eficaz. Para melhor trabalhar os mitos motivacionais e possibilitar um aprendizado sistematizado ao aluno, vamos trabalhar algumas teorias motivacionais analisando os principais mitos referenciados nesta aula. FUNDAMENTO E CONCEITO DA MOTIVAÇÃO Conforme já fundamentado no início desta aula, a motivação tem sido um dos assuntos que tem recheado monografias, dissertações, artigos e teses de doutorado nas universidades. O volume de material produzido a respeito do assunto é respeitável, e a qualidade desses materiais também tem contribuído para novos estudos e para a melhoria da liderança nas organizações. Conceituar a motivação não é uma tarefa fácil. Durante a nossa aula vamos buscar na psicologia organizacional os modelos e as teorias que explicam a motivação das pessoas para a vida e para o trabalho. Abraham W. Maslow, cientista social, tem sido uma referência no meio acadêmico, que mediante o seu modelo motivacional explicado pela hierarquia das necessidades humanas, tem proporcionado o consenso entre os acadêmicos e as organizações. Afinal, o que é motivação? • a motivação pode ser entendida por motivo “movere”, termo derivado do latim, o que move uma pessoa para frente; • a motivação é uma força ou um conjunto de forças internas que impulsiona o indivíduo para agir; • a motivação são as necessidades do indivíduo que o motiva para a busca de realizações; • a motivação é a razão para o indivíduo viver; • motivação são os objetivos da pessoa que a direcionam a buscar recompensas, realizações e status. Acredito que nenhum desses conceitos lhe satisfez e clareou a sua mente, ou respondeu as questões de partida para o estudo e também validou, ou contrariou os mitos motivacionais relatados acima. Segundo Maximiano (2004), no campo da administração, o estudo da motivação tenta explicar as forças ou motivos que influenciam o desempenho das pessoas em situações de trabalho. Como funciona a motivação das pessoas para o trabalho? Vamos melhorar e tornar mais claro o assunto discutindo o primeiro mito. Após o estudo deste mito você já terá condições de saber como lidar com as pessoas motivadas. Nesta aula não vamos aprofundar o estudo das teorias ou dos modelos motivacionais, mas, relatá-los para que possamos estimular você a buscar os referenciais teóricos. Acreditamos que na disciplina de psicologia o assunto foi ou será estudado com maior rigor. A proposta do estudo do tema nesta aula 58Negociação é mostrar a necessidade grave em entender a motivação das pessoas para que possa exercer uma liderança eficaz. Uma pessoa pode literalmente motivar outra pessoa? De certa forma esse mito ou esse paradigma é o que tem dado como certo, pois o que mais vemos nas organizações são empresários pedindo pelo amor de Deus para que os consultores desenvolvam treinamento para motivar o seu pessoal. É comum ouvirmos pelos corredores das empresas ou em encontros de empresários a mesma coisa “como fazer para motivar o meu pessoal”? Essa tem sido a convicção de muitos profissionais e empresários, acreditar que pode motivar seus funcionários. A questão é: a empresa motiva os seus funcionários, as suas pessoas, ou satisfaz a motivação das pessoas? COMO SE DÁ O PROCESSO PARA SATISFAZER A MOTIVAÇÃO? Segundo os behavioristas (escola que acredita nas necessidades humanas como forças intrínsecas que dirigem o comportamento das pessoas), dentre eles Abraham Maslow, cientista social e criador da Pirâmide das Necessidades Humanas, o que motiva uma pessoa a determinados comportamentos são as suas necessidades: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. Maslow criou uma pirâmide onde hierarquizou as necessidades das pessoas em ordem de prioridade, para mostrar o que leva a pessoa a determinados comportamentos. Para ele, o que motiva as pessoas são as suas necessidades. As necessidades das pessoas são intrínsecas, isto é, nascem delas. Toda pessoa tem necessidade de comer, dormir, matar a sede, viver em segurança, se relacionar, amar e ser amado e também crescere se autorrealizar. A motivação das pessoas decorre das necessidades não atendidas, afirma o cientista social. De acordo com Maslow, quando uma pessoa não tem a sua necessidade satisfeita, ela estará motivada a buscar a realização. Nesse sentido, a motivação seria a força que impulsiona a pessoa na busca da realização de uma necessidade não satisfeita. Veja na figura 01 a Pirâmide das necessidades humanas de Maslow. Fonte: http://www.merkatus.com.br/10_boletim/maSLOW.gif. Acessado em 30 abr. 07 Fonte: http://www.partes.com.br/ed45/artigosemrh2_arquivos/ Maslow hierarquizou as necessidades humanas de forma que as necessidades fisiológicas tivessem prioridade na busca pela satisfação. E também acreditava que as pessoas são motivadas primeiramente a satisfazer as necessidades fisiológicas, como fome, sono, sede. Segundo ele, enquanto uma necessidade não for satisfeita, ela estará motivando a pessoa a buscar sua satisfação. Nessa linha de raciocínio de Maslow, acredita-se que a necessidade não satisfeita é geradora de comportamento. A motivação humana pode melhor ser compreendida através do estudo do ciclo motivacional, quando afirma que a pessoa inicia a busca da satisfação de uma necessidade assim que é estimulada. Por exemplo: o empregado está trabalhando normalmente quando após algumas horas de trabalho começa a sentir vontade de ir ao banheiro. Caso tenha alguém para substituí-lo na máquina ou em seu local de trabalho, o tal funcionário poderá sair e ir ao banheiro para a satisfação de sua necessidade. Caso não consiga sair do local de trabalho para ir ao banheiro, o funcionário começará a ter algumas atitudes e comportamentos para chamar a atenção de alguém ou da chefia imediata. Por exemplo: poderá fazer as necessidades na calça; poderá desligar a máquina e ir ao banheiro, enfim, várias maneiras de chamar a atenção para o seu problema até que a sua necessidade seja satisfeita. É assim que Maslow deseja nos mostrar que a motivação é pessoal e se dá quando não satisfazemos as nossas necessidades ou, enquanto gestores, não atendemos ou possibilitamos a satisfação das necessidades dos colaboradores. Maslow defende que uma necessidade satisfeita não é mais motivo de procura de satisfação e que quando um indivíduo satisfaz uma necessidade de nível mais baixo, logo em seguida procurará satisfazer as necessidades dos níveis acima, mostrados na pirâmide. A motivação é específica. Você pode estar motivado para ir à escola, mas não estar motivado para ir à igreja ou ao restaurante. A figura 02 mostra o ciclo motivacional das pessoas e explica o processo em que se dá. As necessidades humanas direcionam o comportamento das pessoas. São geradoras de comportamento. Comportamento humano sempre é motivado. Sempre há uma necessidade gerando um comportamento (Maslow). Figura 02 Na realidade, a teoria de Maslow, que trata das necessidades humanas, fornece ao gestor a primeira explicação importante sobre os motivos internos da motivação. Segundo suas ideias, o comportamento humano, aquilo que as pessoas fazem, é resultado de sua motivação, ou seja, de seus motivos internos. AS NECESSIDADES HUMANAS SEGUNDO MASLOW Fisiológicas: são as necessidades que estão na base 59 da pirâmide (hierarquia). São as necessidades do físico, que as pessoas precisam satisfazer para manter o seu organismo em pleno funcionamento, tais como sono, sede, fome, sexo. Maslow defende que as pessoas procuram satisfazer essas necessidades, consideradas de nível mais baixo antes de procurar satisfazer a dos níveis mais elevados. A satisfação dessas necessidades na empresa se dá mediante as condições oferecidas aos funcionários para satisfazê-las, como: um bom salário, um bom horário de trabalho, dentre outros fatores. Segurança: também denominada como necessidades psicológicas, são as necessidades que a pessoa procura satisfazer para a garantia de sua segurança e de sua vida. Ex: proteção contra o frio, segurança no trabalho, segurança contra o perigo e a marginalidade. No ambiente de trabalho essas necessidades são atendidas mediante um ambiente de trabalho seguro e que proteja a vida e a pessoa no trabalho. Sociais: são as necessidades de relacionamento, de convivência social, de sentir-se no grupo, de se relacionar. No ambiente de trabalho essas necessidades são atendidas mediante o relacionamento das pessoas nos grupos e o incentivo da organização na promoção de eventos que possibilitem a interação das pessoas. De estima: são as necessidades que direcionam o comportamento da pessoa a desejar ser querida e a amar; de sentir-se bem e desejar a vida. É a própria autoestima da pessoa. Talvez seja uma das necessidades mais difíceis de atender. A pessoa deseja ser entendida, carece de atenção e reconhecimento. Autorrealização: também considerada como uma necessidade psicológica, impulsiona a pessoa a procurar a realização pessoal. É a busca pelo prazer da realização: ser promovido, fazer uma viagem, liderar equipe, ser desafiado, realizar sonhos. É considerada também uma necessidade complexa. Está no nível mais elevado da pirâmide. Poucas pessoas conseguem a plena realização em sua vida. FRUSTRAÇÃO, COMPENSAÇÃO E CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS A frustração é um acontecimento ou um fenômeno decorrente da não satisfação das necessidades das pessoas na vida ou no ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo em que pode ser prejudicial para a vida e para a organização, segundo Maximiano (2004) , pode ser um impulso poderoso para a ação humana. Os efeitos da frustração podem ser desastrosos, caso não seja levada a sério. Quando não há perspectiva por parte do empregado ou da pessoa para a satisfação de determinada necessidade, essa satisfação pode ser compensada ou desviada para outro objeto ou fator de satisfação. Exemplo: um empregado deseja muito ser promovido a gerente, (necessidade de autorrealização), sempre fora o seu sonho desde que entrou na empresa, porém o tempo passou mais depressa do que ele esperava e a promoção esperada não aconteceu, mas, em contrapartida o seu superior lhe transferiu de setor e também lhe beneficiou com uma sala nova com as mais modernas tecnologias de comunicação. Esse empregado não teve os seus desejos (necessidade) de ser promovido atendido, mas, por outro lado a empresa compensou a satisfação dessa necessidade com uma sala nova e confortável. Dessa, forma a frustração foi eliminada., pois a sala nova e confortável atendeu às expectativas do empregado. Quem não pode realizar grandes coisas, deve lembrar-se de que pode mostrar-se grande nas pequenas coisas que realizar. 2 - A teoria dos 2 fatores: higiênicos e motivacionais de Frederick Herzberg As características individuais representam outros motivos internos, isto é, definem as diferenças entre as pessoas (Maximiano, 2004). É importante para o gestor conhecer as diferenças individuais dos indivíduos, pois essas diferenças lhe permitem entender a motivação das pessoas no ambiente de trabalho. As pessoas são singulares e cada qual tem as suas características que a torna diferente de outra pessoa e que também define a sua motivação. Segundo Maslow, as necessidades são comuns a todas as pessoas, mas, a intensidade dessas necessidades é que torna uma pessoa mais ou menos motivada. Dentre as principais características pessoais destacam-se: • Competências; • Atitudes e interesse; • Emoções; • Personalidade; • Paixão pela vida; • Autoconfiança. A teoria dos 2 fatores é um outro modelo que explica ou mostra o processo motivacional e também como se dá a satisfação das necessidades de uma pessoa no trabalho. Para Herzberg, os motivos internos de uma pessoa interagem com os motivos externos. São motivos externos: colegas de trabalho, iluminação, horário de trabalho, material disponível para realização do trabalho. Foi criada por Frederick Herzberg (1959), para mostrar que os fatores que satisfazem uma necessidade não são os mesmos que motivamuma pessoa. Herzberg criou um modelo onde os fatores higiênicos ou extrínsecos, considerados como preventivos: estilo de liderança, relações pessoais, política de salário; políticas de recursos humanos, ambiente de trabalho, etc., evitam a insatisfação, mas não motivam a pessoa. Os fatores ou motivos motivacionais, denominados de internos por Herzberg (intrínsecos), são fatores psicológicos que motivam a pessoa a continuar em busca de resultados e de certa forma melhorar o seu desempenho. Por exemplo: o enriquecimento do cargo, realização de uma atividade agradável, exercício de responsabilidade. Na realidade os fatores motivacionais, no modelo de Herzberg estão muito ligados aos desafios do cargo. Para Herzberg e seus seguidores somente os fatores intrínsecos produzem a satisfação com o trabalho. Os fatores intrínsecos apenas evitam a insatisfação. Quanto mais o gestor conhecer as necessidades e os motivos intrínsecos das pessoas, maior será a motivação e os motivos para a pessoa produzir. A essa altura da aula você já está conformado em saber que ninguém motiva ninguém, e que você também não tem a responsabilidade de motivar as pessoas. Por outro lado, essa responsabilidade torna-se maior à medida que é sua a 60Negociação responsabilidade de melhorar as condições ambientes (fatores externos) para que possa evitar a insatisfação e a frustração do empregado. Não se preocupem, a literatura está repleta de lições e teorias que explicam a motivação das pessoas. Nesta aula apenas aguçamos a sua curiosidade e a sua motivação para buscar mais sobre a motivação. Curt Lewin, Macleland, Maslow, Herberg entre outros cientistas sociais ampliam o escopo da discussão sobre a motivação. Sugerimos a vocês, alunos, conhecer mais sobre esses modelos e teorias motivacionais para tornarem-se mais conhecedores do ciclo motivacional de uma pessoa e consequentemente estabelecer providências para a redução da insatisfação em sua empresa. PRÁTICAS MOTIVACIONAIS: E então vamos arregaçar as mangas e aprender algumas práticas motivacionais que, na visão de Maximiano (2004), podem melhorar o grau de satisfação das pessoas nas organizações? • redesenhe os cargos das pessoas: de a elas maiores desafios e responsabilidades; • crie programas de incentivos materiais e financeiros que atendam as necessidades das pessoas; • incentive, estimule e permita a participação das pessoas nas decisões; • faça dentro do possível o rodízio de cargo: possibilite as pessoas de vez ou outra mudar de cargo ou de posição; • empoderize (Empowerment) as pessoas. Dê a elas poder para algumas decisões; • reconheça publicamente e diante dos outros empregados os valores das pessoas; • melhore o processo de comunicação; • desenvolva uma liderança eficaz; • valorize as diferenças e a diversidade; • seja ético e visionário diante dos empregados; • tente resolver ou atender a maioria dos problemas motivacionais em sua empresa; • nunca prometa o que não pode cumprir; • trate as pessoas desiguais de forma desigual. 3 - Fundamentos da Liderança O gestor precisa ser líder no exercício de sua profissão? A liderança contribui para a melhoria dos resultados organizacionais? Qual a característica de um líder? Falar de liderança é tão polêmico como falar de política, religião e futebol. Saber se a liderança é adquirida ou nata, muitas vezes provoca grandes discussões e não se chega ao consenso. O estudo da liderança requer um profundo mergulhar nas teorias situacionais e de traços de personalidade. Porém, o que importa mesmo é o Pós-Graduando conhecer as características do líder, aperfeiçoá-la e conduzir as pessoas com respeito, ética e espírito de equipe, considerando as suas limitações, os seus desejos e a sua motivação. Gerentes e empreendedores sentem-se atraídos e estimulados com a Liderança. A questão é: como pensam sobre a liderança e como exercem a liderança. O que significa ser um líder? Como entender e utilizar a liderança. Qual o comportamento de um líder? Bateman e Snell (1998) afirmam que a liderança pode ser ensinada e aprendida. De acordo com fontes citadas pelos autores “a liderança parece ser a convocação de habilidades possuídas por uma maioria de pessoas, mas utilizada por uma minoria. É, porém, algo que pode ser aprendido por qualquer pessoa, ensinado a todos, não devendo ser negado a ninguém”. Vamos então começar a responder algumas questões importantes para o estudo. Afi nal, o que é liderança? Bateman e Snell (1998) dizem que um líder é alguém que influencia os outros a atingir metas. Quanto maior o número de seguidores, tanto maior a influência. E quanto mais bem- sucedida a realização de metas importantes, tanto mais evidente a liderança. Para os autores, a liderança são características pessoais que os gerentes, administradores, gestores, ou qualquer profissional que lida com pessoas possui para realizar as coisas (resultados e objetivos) por meio de outras pessoas. Pela afirmação dos autores, inicialmente podemos acreditar que a liderança é uma característica de pessoas com traços próprios de liderança. Seria um dom, uma habilidade, uma competência que o torna capaz de dirigir pessoas. Para Schermerhorn (1999), a liderança não pode ser confundida com poder, pois “a liderança é o processo de inspirar pessoas, ou seja, inspirar o trabalho de outras pessoas, para que trabalhem duro e alcancem resultados”. Para o autor, a liderança é uma função administrativa, preconizada por Fayol no modelo clássico de administração. Para Fayol é preciso planejar, organizar, liderar e controlar. Essa visão de Schermerhorn remonta bem a escola clássica. Com certeza suas ideias não seriam muito aceitas pelos cientistas sociais ou pela escola humanista. É claro que nesta aula não temos a pretensão de trabalhar a psicologia organizacional ou o comportamento organizacional, mas mostrar, construir um conceito, que seja claro e adequado a formação do Gestor possa assimilá-lo e exercer a liderança com eficácia. Segundo Schermerhorn, “grandes líderes conseguem que as coisas extraordinárias sejam feitas nas organizações inspirando e motivando os outros na direção de um propósito comum. Para dar certo como um líder, portanto, um gerente precisa ser bom ao lidar com pessoas”. Para Robbins (2000) “um líder é uma pessoa que por suas ações, facilita o movimento de um grupo de pessoas rumo a uma meta comum ou compartilhada. ” Nessa definição, Robbins nos sugere que a liderança é um processo de influência. Acredito que essas três definições já nos auxiliam a responder inicialmente o que vem a ser liderança e o que vem a ser líder. A diferença entre o líder e a liderança é que a liderança é a atividade ou a influência que uma pessoa ou um profissional exerce sobre um grupo para alcançar resultados. O líder é o indivíduo, a pessoa que exerce a liderança. Robbins (2000), pergunta: todos os líderes exercem a liderança? Para responder à questão, temos que contextualizar a situação e a realidade do papel de cada gerente ou de cada líder. Se o líder é apenas aquele gerente ou aquele indivíduo que tem o poder de mandar, porque o seu cargo ou a sua posição lhe permite mandar e, mediante 61 o exercício da força, alcançar resultados, com certeza não. Mas, se o líder é aquele profissional que ocupa uma posição de mando, porém exerce a liderança através da influência, do respeito à vida e as individualidades, com certeza esse é o líder e exerce a liderança. Comenta-se na rádio peão que nem todo gerente é um líder e que todo líder pode ser um gerente. (a questão gera polêmicas). Na realidade, é possível afirmar pelos estudos realizados, que a liderança é uma característica pessoal, ou seja, um traço de personalidade. É uma habilidade Disponível em: <http://www.sabersobreosabertreinar.pt/index.php/saber-sobre-o-saber-treinar/lideranca/>. Acesso em 28/03/07. Componentes da Liderança Eficaz de Martens (1987) (adaptado de Dosil, 2004) para inspirar pessoasatravés da confiança, do carisma, do respeito e da motivação. Grace Murray Hopper, citado por Robbins (2002), diz que “você gerencia coisas, mas lidera pessoas”. Dessa forma, até aqui, aprendemos que os líderes são pessoas com características de liderança, com habilidades de liderar, de conduzir, de entusiasmar pessoas para alcançar resultados por meio delas e com elas. Para Robbins a eficácia da liderança pode ser mais bem entendida considerando suas variáveis fundamentais, conforme a seguir: 62Negociação Observe na figura acima que a eficácia da liderança depende de aspectos como: fatores situacionais, qualidades do líder, característica do liderado e estilo de liderança. A Eficácia da liderança é utilizada para saber se um líder está adotando corretamente a liderança. Os líderes não podem ser líderes sem liderados (pessoas). Portanto, a característica do liderado influenciará na liderança exercida, bem como a qualidade e o estilo de liderança também resultará na eficácia da liderança. Preste bem atenção: embora a liderança seja uma habilidade ou a capacidade de liderar pessoas, isso depende de certos traços e certas características. Afirmamos aqui que até o ambiente onde o líder atua ou exerce a sua liderança influencia a eficácia da liderança. De antemão, adiantamos que a liderança é situacional (depende do local e do momento). Sugiro aqui a leitura da obra de Stephens Paul Robbins para um maior aproveitamento e entendimento da questão da eficácia da liderança. O autor descreve as etapas e as medidas que devem ser consideradas na avaliação da eficácia da liderança. Se não acredita em cooperação, veja o que acontece com um vagão que perde uma roda. 4 - Características e o estilo do líder Se buscarmos e aprofundarmos os estudos científicos sobre a liderança, vamos descobrir que esses estudos revelam vários estilos e características de liderança ou do líder. Na realidade, as características do líder podem ser: física, emocional, de personalidade, de confiança, de determinação, de decisão e de probidade. As características de um líder é que o diferem de outros líderes e determinam também a sua eficácia de liderança. Para Robbins, essas características têm um potencial relativamente alto para explicar a percepção de liderança do gerente por parte dos indivíduos. Por outro lado, as características não garantem nenhuma eficácia, pois depende de como o gerente ou o líder a utiliza e exerce sobre seu liderado. Na realidade, as características do líder podem ser mais bem compreendidas na teoria e na abordagem dos traços de liderança, que segundo Bateman e Snell, “focalizam comportamentos, enfocam traços e focalizam situações”. A abordagem de traços e a perspectiva mais tradicional da liderança e foi dominante por várias décadas, segundo Snell (1998). Para o autor, essa abordagem parece lógica para o estudo da liderança: ela focaliza os líderes individualmente e tenta determinar as características de cada um. “De 1904 a 1948, foram realizados mais de 100 estudos sobre traços de liderança. No final desse período, estudiosos da administração concluíram que não é necessário nenhum conjunto particular de características para que uma pessoa se torne um líder de sucesso. O entusiasmo pela abordagem de traços diminuiu, mas algumas pesquisas vertentes prosseguiram. Em meados da década de 70, surgiu uma visão mais equilibrada: embora nenhum traço garanta o sucesso da liderança, certas características são potencialmente úteis. A perspectiva dos anos 90 foi de que algumas características de personalidade - muitas das quais não precisam ser inatas, podendo as pessoas lutar para adquiri-las. De fato as características de liderança diferem os líderes.” (BATEMAN e SNELL, 1998) Vamos aqui listar algumas características e traços de liderança, que na visão do professor e dos autores nesta aula referenciados, caracterizam o líder: Empenho: é o conjunto de características que reflete o alto nível de esforço para a realização de uma tarefa e para influenciar pessoas. O empenho inclui a necessidade de realização. Requer persistência, dedicação, motivação, iniciativa, energia e tenacidade para resolver as coisas. Motivação de liderança: é o desejo de liderar. É o querer. É a necessidade de realizar-se como líder e de exercer a liderança. O grau de motivação depende de cada gerente. Integridade: é a correspondência entre o que se faz e o que se fala ou promete. Está vinculada à honestidade e credibilidade percebida pelos liderados. A credibilidade é importante para o líder se posicionar diante de seus liderados. Autoconfiança: permite ao líder superar os obstáculos. Ter confiança no que faz e que certeza de que conseguirá o que deseja. A autoconfiança é muito importante e também necessária ao líder, pois o papel do líder é desafiador e as contrariedades e os problemas diante dos liderados são inevitáveis. É necessário que o líder persista. Conhecimento do negócio: líderes eficazes e de alto nível conhecem o negócio. São especialistas e também generalistas. São inteligentes e capazes. Se assim não for, perderá a credibilidade. Tempos atrás se respeitava o gerente pela sua capacidade técnica e não pelas suas características pessoais. Ética: a ética é o conjunto de valores. É uma norma de conduta moral (grifo do autor), necessária a qualquer gerente- líder ou a qualquer profissional à frente de seu negócio ou de suas funções. A Ética possibilita a isenção e a equidade no lidar e no trato com as pessoas e também com os liderados. O líder ético respeita a natureza das pessoas, as limitações, a diversidade e os valores pessoas. Responsabilidade social: os grandes líderes e empreendedores no século XXI estão sendo avaliados e respeitas pela capacidade de respeitar as pessoas e também o ambiente. Criar estratégias e alternativas para preservar a natureza, ou seja, o ambiente onde os liderados vivem com as suas famílias tornou-se um aspecto necessário ao líder. Respeito às limitações e à diversidade: o respeito é uma atitude que o líder exerce sobre o seu liderado de maneira que não ultrapassa os direitos do próximo. A diversidade quanto ao trabalho da mulher, do negro, do menor, do estrangeiro e das minorias no ambiente organizacional não podem ser fatores de preconceito ou discriminação. O líder nota 10 é aquele que consegue lidar com as diferenças. Honestidade: honestidade é uma atitude e depende de traços de personalidade, do meio e da formação de valores de cada pessoa. Caracteriza-se pelas atitudes de respeito e ética, e em manter e realizar o que foi combinado com o liderado. Estamos chegando ao final de nossa aula e você pode perceber o quanto é complexo falar e estabelecer parâmetros para a liderança. Acredito que neste estágio da aula você já tenha condições de se auto avaliar e responder se possui características de liderança. Quanto à questão se a liderança é inata ou adquirida. Acredito que seja irrelevante para o nosso estudo, pois não temos como objetivo provar ou estudar a origem da liderança, mas mostrar a importância da liderança 63 no contexto da organização imobiliária e no exercício da gestão dos negócios imobiliários. Antes das considerações sobre o estudo vamos falar um pouco sobre as fontes de liderança e o comportamento de liderança. FOCO NOS COMPORTAMENTOS DA LIDERANÇA Embora certos traços de liderança auxiliem os líderes a realizar ações eficazes ou desenvolver ações e habilidades úteis, conforme já relatado nesta aula, possuir apenas traços de liderança não é garantia de sucesso como líder. Segundo Schermerhorn (1999), é preciso mais do que isso: a liderança de sucesso depende fundamentalmente de ações tomadas e de resultados obtidos. Na realidade, o autor quer nos dizer que a liderança, além dos traços essenciais, requer também certas atitudes (comportamentos). Por isso, de acordo com Schermerhorn, “um segundo ramo da pesquisa sobre liderança focaliza o comportamentodos líderes diante de seus seguidores”. Para o autor, o comportamento do líder é essencial para explicar e para entender o estilo de liderança. Como comportamento entende-se as atitudes do líder decorrentes de suas crenças e seus valores em relação a determinados objetos e situações. Para Schermerhorn (1999), a pesquisa de comportamento do líder examina estilos de liderança alternativos, com o objetivo de determinar quais deles funcionam melhor. Vamos listar abaixo alguns comportamentos desejados dos líderes. Conforme Bateman & Snell (1998) “o comportamento do líder ou a forma de como o líder se comporta influencia as atitudes e o desempenho dos liderados (pessoas).” O comportamento do líder se classifica em três categorias: • comportamento orientado para tarefas; • comportamento orientado para o desempenho do grupo; • comportamento orientado para a participação dos liderados na tomada de decisão. Comportamento orientado para tarefas: exige fazer com que as tarefas sejam desempenhadas pelas pessoas. É o esforço do líder para garantir que a unidade de trabalho ou a organização atinjam seus esforços. Comportamento orientado para a manutenção do grupo: os líderes agem para garantir a satisfação do grupo a fim de desenvolver e manter relações harmoniosas de trabalho e preservar a estabilidade social de seus membros. Comportamento orientado para a participação de liderados (pessoas) nas decisões: é toda atitude e todo esforço para envolver as pessoas nas decisões tomadas pelo líder. Esse esforço pode se dar mediante ações de empowerment (repartir o poder dentro da empresa). FONTES DE PODER DE LIDERANÇA Poder de recompensa: é a capacidade de influenciar pessoas ou conseguir com que as coisas ou as tarefas sejam realizadas mediante a promessa de recompensa que atenda as expectativas e as necessidades das pessoas. A atração é dada pelo poder da recompensa financeira. Poder coercitivo: é a capacidade de influenciar através da punição, da ameaça, das normas e regulamentos. Poder legítimo: é a capacidade de influenciar pessoas e conseguir resultados através da autoridade concedida pelo cargo ocupado na organização. FONTES DE PODER PESSOAL Poder de especialidade: segundo Schermerhorn (1999), o poder de especialidade “é a habilidade para influenciar através de conhecimentos especiais. É a capacidade de alguém influenciar o comportamento de outras pessoas com base no seu conhecimento, compreensão e habilidades. A especialidade deriva da posse de conhecimento, ou informação técnica pertinente à questão em discussão. Ele é desenvolvido com a obtenção de habilidades ou competências relevantes ou pela obtenção de uma posição central nas redes de informação relevantes”. Poder de referência: segundo Schermerhorn (1999), o poder de referência “é a habilidade de influenciar através da identificação. É a capacidade que uma pessoa tem de influenciar o comportamento de outras pessoas, pois elas a admiram e querem se identificar positivamente com ela. O respeito é um poder derivado do carisma ou da atração interpessoal. É desenvolvido e mantido através de boas relações interpessoais que estimulam a admirações e o respeito dos outros”. Veja na figura 02, a título de informação, a relação entre o comportamento do líder a o estilo de liderança. Para maior compreensão do estudo, sugerimos a pesquisa bibliográfica sobre o assunto “Liderança”. A figura mostra as características e os comportamentos do líder, considerando- se também as características dos liderados. A figura mostra também a eficácia ou o grau de liderança. Disponível em: <http://www.scielo.br/img/revistas/rlae/v5n2/a06f01.gif>. Acesso em 30 maio 2017. 64Negociação Ao falar sobre liderança, não se pretende esgotar o assunto, mesmo porque seria impossível. O objetivo maior da aula foi levá-lo a compreender a importância da liderança para a obtenção de resultados mediante uma liderança estratégica. Isto é, onde o gestor de pessoas possa tomar conhecimento das características do líder e desenvolver atitudes (comportamentos) éticas e eficazes para que as pessoas sob sua liderança possam percebê-lo como um líder eficaz, respeitado, comprometido, honesto, perseverante etc. Sugerimos a leitura sobre o modelo de Liderança de Fiedler, onde você encontrará estudos sobre a tentativa de desenvolver a liderança situacional. Neste modelo de liderança, Fiedler defendia que o desempenho do grupo depende do ajuste adequado entre o estilo do líder e o grau em que a situação propicia seu controle e influência. Em (ROBBINS, Stephen Paul. São Paulo: Saraiva, 2001), a liderança situacional está trabalhada de uma forma simples, que permite a compreensão dos assuntos sem nenhuma complexidade. Coloque em prática os ensinamentos e desenvolva uma gestão de liderança humanizada. • tenha autoconfiança para liderar as pessoas e realizar resultados; • seja ético no trato e na negociação com as pessoas; • esteja sempre antenado, ligado, ou seja, informado sobre o negócio da organização; • desenvolva a equidade no trato dos liderados; • prometa, mas cumpra. Nenhum empregado gosta de ficar na expectativa de promessas; • tente envolver as pessoas sob sua subordinação (poder) cada vez mais nas decisões tomadas por você; • compartilhe sempre que possível o poder, o sucesso e as decisões; • lidere as pessoas orientando-as para resultados; • valorize o grupo. Desenvolva espírito de equipe; • conheça a motivação das pessoas; • empreenda cada vez mais; • estude sempre sobre a liderança e descubra o líder dentro de você; • seja um líder carismático. Desenvolva atitudes carismáticas. Em resumo: o relacionamento interpessoal do gestor é de fundamental importância para o alcance de resultados. Conforme vimos anteriormente, o gestor consegue resultados por meio das pessoas. É preciso que enquanto gestor os resultados sejam alcançados por meio das pessoas e com as pessoas. Cada gestor, cada administrador tem a sua personalidade, a sua motivação, isto é, as suas características pessoais. A liderança que é a capacidade do líder de conduzir pessoas e alcançar resultados por meio delas, deve ser democrática. Quanto maior a autoridade de um gestor, maior deve ser a sua liderança. Segundo Fayol, Apud Batman (1998) a liderança (direção) de um gestor é necessária para o processo administrativo. É preciso que o gestor saiba elogiar, repreender, dar ordens e simplificar as coisas. As pessoas só fazem as coisas que elas querem e não quando as coisas são impostas. Muitos gestores, em decorrência de suas características pessoais têm dificuldade de se relacionar com as pessoas (fornecedores, empregados, governo, cliente, etc.). Saber relacionar-se com os pares é um fator de sucesso gerencial que permite a melhoria do clima organizacional e cria uma cultura de confiança entre as partes. Para a melhoria do relacionamento interpessoal o gestor de pessoas deve: • rever seus paradigmas e seus posicionamentos; • saber escutar e o momento certo de falar; • saber repreender de forma correta; • desenvolver a cultura e o hábito de elogiar; • respeitar os limites das pessoas; • respeitar os tratados e as convenções entre as partes; • ser ético e humano no trato com as pessoas; • acreditar no valor, nas ideias das pessoas; • ampliar o campo de ação e participação das pessoas; • estimular e desafiar as pessoas; • não monopolizar a conversa, as decisões e os resultados somente para si e não promover o descontrole emocional. O descontrole emocional significa a falta de controle emocional. Essa atitude é muito comum entre os gestores e líderes. As atividades estressantes do dia a dia levam os gestores muitas vezes a perderem a paciência com clientes, forneceres e colaboradores. O descontrole emocional pode levar a muitas consequências graves, por exemplo: perda de cliente, conflitos organizacionais, perda do cargo, perda de colaboradores e perda de tempo. Esse comportamento não é legado apenas dosgrandes gestores, mas de qualquer pessoa. Os gestores com descontrole emocional geralmente estão sempre carrancudos, reclamando das coisas, mal-humorados, sensíveis às diversas situações. Esse comportamento afasta as pessoas e atrasa as coisas dentro da organização. O gerente não é um ser perfeito, mas deveria ser o último a perder o controle emocional. O descontrole emocional, conforme já dito, decorre de uma série de fatores, dentre eles os fatores emocionais e internos. O equilíbrio emocional e o que se deseja de todo gestor e líder. Algumas recomendações podem ser úteis. • não leve muito a sério as coisas e a suas responsabilidades. • tenha tempo para você e dê tempo para as coisas e para as pessoas. c) não se aborreça constantemente pelas pequenas coisas. • cuide de sua saúde e de sua alimentação. • deixe o sedentarismo de lado. • seja maduro, receba as críticas com a mente aberta e até com sentimento de gratidão. • acredite que você é maior do que os problemas. • simplifique as coisas. Simplifique a vida. • pratique a gestão com emoção, com amor, com liderança e com saúde. • esteja motivado para as coisas que se propõe fazer. • encontre prazer e satisfação nas coisas que faz. Retomando a aula Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar essa aula, vamos recordar: 65 1 - Motivação: entendendo o comportamento das pessoas para o trabalho Na seção 01 foi evidenciado como se dá a motivação das pessoas no local de trabalho. Demonstramos ainda que o comportamento do indivíduo influência de maneira direta na motivação e/ou sua satisfação pessoal. 2 – A teoria dos 2 fatores: higiênicos e motivacionais de Frederick Herzberg A Teoria dos 2 fatores foi criada por Frederick Herzberg para mostrar que os fatores que satisfazem uma necessidade não são os mesmos que motivam uma pessoa. Herzberg criou um modelo onde os fatores higiênicos ou extrínsecos, considerados como preventivos: estilo de liderança, relações pessoais, política de salário; políticas de recursos humanos, ambiente de trabalho, etc., evitam a insatisfação, mas não motivam a pessoa. 3 – Fundamentos da liderança Falar de liderança é tão polêmico como falar de política, religião e futebol. Saber se a liderança é adquirida ou nata muitas vezes provoca grandes discussões e não se chega ao consenso. O estudo da Liderança requer um profundo mergulhar nas teorias situacionais e de traços de personalidade. Porém, o que importa mesmo é o Pós-Graduando conhecer as características do líder, aperfeiçoá-la e conduzir as pessoas com respeito, ética e espírito de equipe, considerando as suas limitações, os seus desejos e a sua motivação. 4 – Características e o estilo do líder As características de um líder é que o diferem de outros líderes e determinam também a sua eficácia de liderança. Para Robbins, essas características têm um potencial relativamente alto para explicar a percepção de liderança do gerente por parte dos indivíduos. Por outro lado, as características não garantem nenhuma eficácia, pois depende de como o gerente ou o líder a utiliza e exerce sobre seus liderados. Referências BEKIN, Saul F. Conversando sobre endomarketing. São Paulo: Makrom Books, 1995. ______. Endomarketing: como praticá-lo com sucesso. São Paulo: Prentice Hall, 2004. BRUM, Analisa de Medeiros. Um olhar sobre marketing interno. Porto Alegre: L&PM, 2000. ______. Endomarketing como estratégia de gestão. 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