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Pneumonia, Derrame Pleural e Bronquiolite

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Rinorreia hialina, obstrução nasal, tosse e espirros acompanhados de febre ou não. Além de 
irritabilidade, anorexia, dificuldade para mamar. 
A doença progride e em torno do 4º ao 6º dia surgem sinais de comprometimento das vias 
aéreas inferiores. 
Nos primeiros dois dias, a bronquiolite causa sintomas semelhantes aos de uma gripe ou 
resfriado, como tosse persistente, febre acima de 37,5º C, nariz entupido e coriza. Estes 
sintomas normalmente duram um ou dois dias e depois evoluem para: 
• Chiado ao respirar; 
• Respiração rápida; 
• Alargamento das narinas ao respirar; 
• Diminuição do apetite; 
• Dificuldade para dormir. 
Em lactantes jovens e prematuros, a apneia é comum. 
O tempo médio de resolução dos sintomas é de mais ou menos 15 dias. E cerca de 10 a 20% 
permanecem sintomáticos por até 3 semanas. 
EXAME FÍSICO 
→ Estado geral 
→ Frequência respiratória e cardíaca 
→ Saturação de oxigênio 
→ Ausculta respiratória: sibilos, tempo expiratório prolongado, estertores grossos difusos. 
Disponível em: https://www.tuasaude.com/bronquiolite/ 
 13 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
→ Avaliar a presença de esforço respiratório 
→ Avaliar o estado de hidratação. 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE INSUFICÊNCIA RESPIRATÓRI A 
→ Cardiopatia 
→ Anormalidades da via aérea (anel vascular) 
→ Aspiração de corpo estranho 
→ Pneumonia 
→ Infecção por B pertussi 
CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO 
→ Apneia 
→ Esforço respiratório importante 
→ Cianose central 
→ Taquipneia (FR > 70) 
→ Saturação de O2 persistentemente baixa 
→ Desidratação 
→ Problemas sociais 
DIAGNÓSTICO 
→ Clínico 
→ Laboratoriais: hemograma, gasometria arterial, eletrólitos, PCR. 
→ Hemocultura: quando houver suspeita de infecção bacteriana associada. 
→ Isolamento do vírus na secreção nasofaríngea: indicada para pacientes internados com 
quadros mais graves ou diagnóstico incerto. 
→ Raio X de tórax – indicado para quadros mais graves, mais de 2 dias de febre, ausculta 
assimétrica ou que necessitem de oxigênio. 
Achados: 
▪ Espessamento peribrônquico 
▪ Atelectasias 
▪ Sinais de hiperinsuflação pulmonar: rebaixamento da cúpula diafragmática, ângulos 
costofrênicos menos agudos, retificação de arcos costais. No perfil, aumento do 
diâmetro ântero-posterior e presença de coluna de ar retroesternal. 
O diagnóstico da bronquiolite baseia-se nos dados de história, exame físico e ocorrência 
epidêmica da doença. 
Pacientes com suspeita de bronquiolite devem ser submetidos a oxigenação com oximetria 
de pulso. Casos leves com níveis normais de oxigênio não necessitam de outros testes; 
porém, nos casos de hipoxemia e esforço respiratório grave, a radiografia de tórax ajuda no 
diagnóstico e tipicamente mostra pulmões hiperinsuflados, diafragma deprimido e marcas 
hílares proeminentes. Infiltrados podem estar presentes resultantes de atelectasias e/ou 
 14 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
pneumonia por VSR; pneumonia por VSR é relativamente comum em lactentes com 
bronquiolite por VSR. 
Em alguns casos, especialmente quando a bronquiolite demora para passar ou quando os 
sintomas são muito intensos, o pediatra pode pedir alguns exames de sangue para despistar 
outras infecções. 
TRATAMENTO 
→ Oxigenoterapia é a única terapia comprovadamente benéfica (stO2 < 90 -092%) 
→ Corticoide (oral, venoso ou inalatório) NÃO indicado! 
→ Antibiótico – em casos de infecção bacterina secundária (pneumonia, otite média aguda). 
→ Broncodilatador – não indicado. Pacientes com história pessoal e familiar de atopia devem 
ser avaliados individualmente. 
→ Salina hipertônica – função de reidratar a via aérea, restabelecer as propriedades do muco, 
melhorar o clearance mucociliar, reduzir edema submucoso. Sem indicação de rotina. 
Pode induzir broncoespasmo. 
→ Cânulo de alto fluxo – terapia intensiva. 
 
(OBS: BVA = Bronquiolite Viral Aguda) 
Não existe um remédio antiviral para eliminar o vírus que está provocando a bronquiolite, mas 
normalmente o vírus é eliminado pelo organismo naturalmente após 2 ou 3 semanas. 
Durante esse tempo é importante cuidar do bebê da mesma forma que se trata um resfriado, 
deixando-o repousar, evitando alterações de temperatura, fazendo nebulizações com soro e 
mantendo-o bem hidratado com leite e água. Além disso, em casos de febre, por exemplo, 
deve-se consultar o pediatra para usar remédios como o Paracetamol ou o Ibuprofeno, para 
aliviar os sintomas. 
Em casos mais leves, em que não há desconforto respiratório (tosse com chiado ou falta de ar), 
é possível cuidar da criança em casa, controlando a febre e mantendo-a sempre hidratada e 
alimentada. 
 15 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
A internação somente se faz necessária quando a criança precisa de cuidados mais específicos 
no hospital. “A principal indicação é a baixa oxigenação no sangue, o que a leva a precisar de 
tratamento com oxigênio. 
PROFILAXIA 
→ Lavagem das mãos 
→ Uso de álcool 70%, mascaras e luvas 
→ Palivizumabe (anticorpo monoclonal) - específico contra o vírus sincicial respiratório (VSR), 
e quando administrado em lactentes de risco, evita hospitalizações e formas graves da 
doença. Este anticorpo apresenta atividade neutralizante e inibitória de fusão contra o 
VSR. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
MARCH, Maria de Fátima Bazhuni Pombo., et al. Pneumonia adquirida na comunidade em 
crianças e vacinação antipneumocócica 10 valente: atualização. Rev Ped SOPERJ. 
2018;18(3):13-24 
 
KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran. Patologia – Bases Patológicas das 
Doenças. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010; 
 
VILAR, Fernando Crivelenti. Pneumonias. Programa de Educação Médica Continuada. Módulo 
IV. CREMESP. Disponível em: 
<http://www.cremesp.org.br/pdfs/eventos/eve_04102016_145915_Pneumonias%20-
%20Dr.%20Fernando%20Crivelenti%20Vilar.pdf>