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Doença Hipertensiva na Gestação

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o débito urinário cair para níveis abaixo de 25 mL/h, deve-se administrar 1.000 mL de solução salina em 30 minutos. Se o débito urinário não normalizar, está indicada a monitoração hemodinâmica central. Uma pressão capilar pulmonar (PCP) normal ou aumentada e uma concentração urinária aumentada significam que a oligúria é causada por espasmo arteriolar renal intrínseco provocado pelo angioespasmo. Outras vezes, a oligúria pode ser consequência de uma função ventricular diminuída. Essas pacientes, em geral, têm PCP muito elevada e edema pulmonar incipiente.
Edema Pulmonar: maioria associa-se a hipertensão de difícil controle. Na PE é mais comum após o parto, associado à infusão excessiva de líquidos. O diagnóstico e o tratamento do edema pulmonar na PE são semelhantes aos de pacientes não gestantes: oxigenoterapia, restrição hídrica, furosemida IV (80 mg inicialmente) e monitoração hemodinâmica central. A redução na pós-carga é obtida com o uso de vasodilatadores (hidralazina, nifedipina).
Coagulopatia: PE frequentemente se associa com anormalidades na coagulação. A maioria das alterações de coagulabilidade sanguínea ocorre devido à síndrome de Hellp (plaquetopenia e disfunção hepática).
PERSPECTIVAS DE PREVENÇÃO DE PRÉ-ECLÂMPSIA
A suplementação com Cálcio e o uso de pequenas doses diárias de AAS para grupos de risco são as únicas alternativas que mostraram algum grau de efetividade na prevenção.
· Suplementação de cálcio: 1g/dia a partir da 12ª semana e somente para gestantes de alto risco para desenvolvimento de PE (principalmente as que tem dieta pobre em cálcio).
· Agentes Antiplaquetários: Para as gestantes de risco (PE, eclâmpsia ou síndrome HELLP em gestação anterior, perda fetal recorrente ou síndrome dos anticorpos antifosfolipídeos), o AAS deve ser administrado profilaticamente em baixas doses (75-170 mg), 1 vez ao dia, à noite, antes de dormir, e iniciado antes da 16ª semana. Embora esse medicamento possa ser mantido até o parto, sua suspensão após a 36ª semana é uma conduta racional, pois evitaria riscos potenciais de sangramento aumentado no parto.
ACONSELHAMENTO E PROGNÓSTICO PÓS-PARTO
· Acompanhamento no puerpério e, se permanecerem hipertensas, no mínimo por 12 semanas. Caso a HAS persista após isso deve ser considerada crônica.
· Orientações para manter uma vida saudável (cardiovascular e metabólico) – evitar tabagismo, obesidade, hiperglicemia e hipercolesterolemia. Orientar para exercícios físicos e dieta equilibrada.