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Desidratação

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Elany Portela 
Desidratação 
 
-Distúrbios hidroeletrolíticos são 
consequências e não uma causa. Deve ser 
encarado em conjunto com a patologia e 
o quadro clínico. 
 Tipos de Desidratação 
 
1. Desidratação Leve: 
Sede; 
3% do déficit corpóreo; 
 
2. Desidratação Moderada: 
Lábios secos; 
Sede intensa; 
Perda do turgor cutâneo; 
6-10% do déficit corpóreo. 
 
3. Desidratação Grave: 
Hipotensão; 
Sinais claros de desidratação; 
 10-15% de déficit corpóreo. 
 
Desidratação Isotônica: 
Perda proporcional de eletrólitos e água; 
 
Ocorre por meio de vômitos e diarreias 
É o tipo mais comum de desidratação e 
ocorre principalmente em crianças. 
 
Desidratação Hipotônica: 
Perde mais eletrólitos que água; 
É desencadeada por alterações 
gastrointestinais e má nutrição. 
 
Desidratação Hipertônica: 
Perde mais água que eletrólitos; 
É desencadeada por sudorese excessiva, 
ingestão de água inadequada e diabetes 
insipidus. 
Causa muita sede, inquietação, irritabilidade 
e pele e mucosas secas. 
Muito recorrente entre idosos: nos idosos 
há uma necessidade menor de ingestão 
de água, devido a uma menos atividade, e 
ele também costumam esquecer. Além 
disso, o uso de diuréticos por alguns para 
o controle da pressão, estimula a liberação 
maior de água pela urina, aumentando a 
desidratação. 
Desidratação Isotônica: perde-se água e eletrólitos em proporções equivalentes às do organismo. É o 
que ocorre em vômitos e diarreias. É a mais comum. E o tipo de desidratação frequentemente 
encontrada em crianças pequenas. 
Desidratação Hipertônica : É o segundo tipo mais recorrente .Acontece quando a proporção de água 
perdida é maior que a de sódio .As causas são: febres prolongadas, sudorese intensa, baixo consumo de 
água, hiperglicemia, diabetes insipidus. Provoca sede excessiva, inquietação, irritabilidade e deixa a pele e as 
mucosas secas. 
 
Desidratação Hipotônica: ocorre perda maior de eletrólitos do que de água. Alterações gastrointestinais ou 
renais, desnutrição e uso de diuréticos sem reposição adequada de sais são alguns dos fatores que podem 
desencadear esse tipo de desidratação. 
 
 
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Elany Portela 
 Turgor 
Turgor mede o nível de elasticidade do 
tecido referente à hidratação do 
indivíduo e pode estar diminuído. 
O turgor diminuído da pele é um sinal 
tardio de desidratação. 
Ele ocorre com desidratação moderada a 
grave. 
 
 A perda de : 
- 3-5% de líquido do peso corporal = 
desidratação branda. 
- 6-10% é moderada; 15% ou mais; = 
desidratação grave. 
 
 Repositores Eletrolíticos: 
Os repositores hidrolíticos possuem uma 
osmolaridade parecida com a do plasma 
(SF 0,9% e Ringer são levemente mais 
hipertônicos). 
 
1. SF 0,9%: 
- Repõe eletrólitos extracelulares (Na e Cl); 
- Usado quando quer aumentar a volemia; 
- É o mais usado. 
 
2. Ringer: 
 
- Reposição de eletrólitos extracelulares 
(Na e Cl) e de eletrólitos intracelulares (K e 
Ca). 
- Usado na desidratação hipotônica. 
 
 
 
3. Ringer Lactato: 
 
- Reposição de eletrólitos extracelulares 
(Na e Cl), eletrólitos intracelulares (K e Ca) 
e Lactato – tende a formar HCO3-. 
- Usado em indivíduos com desidratação 
relacionada à perda de HCO3- (acidose 
metabólica DISCRETA) – distúrbio ácido-
base. 
- Se a acidose metabólica for grave, 
deverá repor HCO3-. 
- Usado para manter o pH. 
 
4. Plasma Lyte: 
 
- Muito semelhante ao plasma real. 
- É o mais isotônico. 
- Traz o acetato e o glucanato. 
- Reposição de volume e é isotônica.