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Fat risco card e dislipidemias 2

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1 Tayana Bastos – ATM 23 
CLÍNICA MÉDICA – 1 BI 
 
FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR E DISLIPIDEMIA 
(Aula 2 - Túlio) 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS DISLIPIDEMIAS 
 
1) Hipercolesterolemia Isolada: LDL > 160 mg/dL 
2) Hipertrigliceridemia Isolada: TGA > 150 mg/dL (jejum) 
 TGA > 175mg/dL (sem jejum) 
 
3) Hiperlipidemia Mista: LDL > 160 mg/dL + TGA > 150 mg/dL 
 
4) HDL Baixo: H: <40 mg/dL 
 M: < 50 mg/dL 
- O patológico é menor que 40 e 50. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PELA SBC: 
 
 
- Avalia o risco de IAM, AVC, IC e DAC em 10 anos. 
- Ela classifica o paciente em: 
• Risco muito alto: Aqueles pacientes que já manifestaram alguma doença arterial (com ou sem sintomas): DAC, AVC, Doença Vascular 
Periférica (DAoP) 
 
• Risco alto: Na calculadora deu risco maior que 20%. 
 Ou pacientes que apresentam: 
• Doença Aterosclerótica Subclínica: 
o Placas nas carótidas 
o ITB < 0,9 (Doença Arterial Periférica) 
o Escore de Cálcio Coronariano > 100. 
• DRC: TFG < 30 ml/min 
• LDL > 190 mg/dL 
• DM (com fator de risco adicional) 
o Homem > 49 anos de idade 
o Mulher > 56 anos de idade 
o Diabetes há mais de 10 anos 
o História familiar de DAC prematura 
o Tabagismo 
o HAS 
o Síndrome metabólica 
o TFG < 60 ml/min/1,73m² 
o Albuminúria > 30 mg/g 
o LDL-c > ou = 190 mg/dL. 
 
• Risco intermediário: Na calculadora deu risco de 5 a 20%. 
 Ou paciente DM sem fator de risco adicional 
 
• Risco baixo: Na calculadora deu risco menor que 5%. 
 Ou paciente sem nenhum fator de risco adicional. 
Diretriz Brasileira de Dislipidemias (2017) 
é a que vai ser cobrada. 
Será cobrado valores em JEJUM. 
 A SBC diz que só é alto risco paciente que 
tem DM com fator de risco adicional já a 
Europeia diz que só por ter DM já é um 
paciente alto risco 
Na prática, se é paciente DM é risco alto. Pois é 
muito difícil um paciente DM não se encaixar em 
algum desses fatores. 
Isso tem que saber tanto 
para prova quanto para a 
vida 
 
2 Tayana Bastos – ATM 23 
METAS TERAPÊUTICAS 
 
 LDL 
• Todo o plano terapêutico do paciente será feito de acordo com a estratificação de risco. 
• Só é utilizado como meta terapêutica o LDL, o resto é alvo secundário. 
 
Risco Sem estatina Com estatina 
Redução (%) Meta de LDL (mg/dL) 
Muito Alto > 50 < 50 
Alto > 50 < 70 
Intermediário 30-50 < 100 
Baixo > 30 < 130 
 
 TRIGLICERÍDEOS 
• Não é usado mais como alvo terapêutica 
• Só é tratado se estiverem acima de 500 mg/dL, visto que o paciente corre o risco de fazer pancreatite, então não é pelo risco 
cardiovascular que tu trata e sim por outras comorbidades. 
• de 150 a 499 mg/dL tem que individualizar cada caso. 
 
 HDL 
• Não é recomendado o tratamento de HDL baixo isolado. 
• Não se trata para aumentar/baixar o HDL 
 
CONDUTA 
 
• Muito Alto Risco / Alto Risco → FARMACOLÓGICO + MEV 
• Risco Intermediário / Baixo -> MEV por 3 – 6 meses. 
 
TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO (MEV) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ISSO TEM 
QUE LEMBRAR 
 
3 Tayana Bastos – ATM 23 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO 
 
Existem 2 grandes frentes do tratamento farmacológico: 
• Medicamentos que atuam predominantemente na Colesterolemia: colesterol LDL 
o Estatina: + conhecidas, + utilizadas 
▪ Atuam na inibição do HMGCoA Redutase (essa enzima ela auxilia na transformação do quilomícron em 
colesterol dentro do hepatócito), ou seja, ela impede a transformação da HMG-CoA em Mevalonato que é o 
precursor do colesterol endógeno deixando todo esse quilomícron disponível para se transformar em ác. 
graxos. 
▪ Dependendo da droga/dosagem tem diferentes graus de potência 
 
 
 
 
 
 
▪ TODO PACIENTE DE ALTO OU MUITO ALTO RISCO TEM QUE UTILIZAR ESTATINAS DE ALTA POTÊNCIA 
INDEPENDENTEMENTE DO NÍVEL DE LDL QUE ELE ESTÁ! As estatinas têm um efeito chamado de pleiotrófico, 
que significa que ela tem um efeito anti-inflamatório sobre a placa de ateroma, ou seja, elas fortalecem a 
placa para diminuir as chances de ruptura da placa. 
▪ Embora haja diferença de potência entre as estatinas, o uso da classe (independente da potência) já é 
responsável por reduzir a mortalidade → Efeito pleiotrófico. 
▪ É necessário fazer a dosagem de CPK e enzimas hepáticas antes do início do tratamento, visto que a 
metabolização das estatinas é hepática e corre o risco de hepatite medicamentosa, por isso é importante 
dosar as enzimas hepáticas. E a dosagem de CPK é importante por que as estatinas têm um efeito pró-
inflamatório nos músculos, ou seja, ela pode causar lesões musculares, essas lesões podem ser assintomáticas 
ou podem ser mais graves como Rabdomiólise (que é quando há uma lesão muscular muito intensa, o músculo 
libera a mioglobina, que não consegue ser filtrada pelos rins e vai lesionando os glomérulos e o paciente entra 
em insuficiência renal, então quando tu tem rabdomiólise – presença de CPK, mioglobina e insuficiência renal 
– para na hora de administrar estatina e interna urgente no hospital o paciente. 
▪ Essa dosagem do CPK deve ser feita em cada consulta de rotina do paciente, pois é o efeito colateral mais 
comum das estatinas. 
▪ Efeitos das Estatinas: 
• Sobre a mortalidade cardiovascular: o uso da estatina tem um efeito LINEAR sobre a redução da 
mortalidade cardiovascular (Há um estudo metanálise, o CTT Collaboration, que comprovou que as 
estatinas tem um efeito protetor contra eventos vasculares). 
• Sobre o LDL: Redução depende da potência da estatina 
• Sobre os TGA: redução de 10-20% 
• Sobre HDL: aumento de 1-10% 
• Sobre a lipoproteína A: sem redução significativa. 
 
o Ezetimiba 
▪ Inibe a absorção de colesterol na borda em escova do intestino delgado 
▪ Seu uso isolado pode ser utilizado quando há intolerância às estatinas (tem muita mialgia ou desenvolveu 
rabdomiólise) 
▪ Pode ser utilizado associado a estatinas de alta potência. Ex. mesmo utilizando estatina de alta potência o 
paciente não conseguiu chegar na meta terapêutica de LDL, então pode-se associar a estatina para chegar 
no alvo terapêutico. 
▪ Não utilizar em casos de doença hepática aguda 
▪ Dose 10 mg, 1x ao dia (sem interação com alimentação). 
▪ A Ezetimiba não reduz a mortalidade dos eventos cardiovasculares, ele apenas reduz o LDL para chegar no 
alvo terapêutico. 
 
 
 
 
 Baixa potência Moderada potência Alta potência 
Redução de LDL 
esperada com a 
dose diária, % 
< 30 30 a < 50 > ou = 50 
Exemplos de 
doses diárias 
em mg 
Lovastatina 20 
Sinvastatina 10 
Pravastatina 10-20 
Fluvastatina 20-40 
Pitavastatina 1 
Lovastatina 40 
Sinvastatina 20-40 
Pravastatina 40-80 
Fluvastatina 80 
Pitavastatina 2-4 
Atorvastatina 10-20 
Rosuvastatina 5-10 
Atorvastatina 40-80 
Rosuvastatina 20-40 
Sinvastatina 40 + 
ezetimiba 10 
ATENÇÃO: 
Atentar para as estatinas de 
Alta potência que também 
podem ser de moderada 
potência o que varia é a dose! 
 
4 Tayana Bastos – ATM 23 
o Resinas de troca: Colestiramina 
▪ Reduz a reabsorção de sais biliares (e 
consequentemente de lipídeos pois 
impedindo a reabsorção dos sais biliares força 
o fígado a produzir mais sais biliares formando 
menos LDL). 
▪ Indicado em associação com estatinas 
▪ Indicado para crianças, por não ter absorção 
sistêmica 
▪ ÚNICA droga liberada para o uso em mulheres 
em idade 
reprodutiva/gestação/amamentação. 
▪ Efeitos colaterais: Constipação e aumento de 
TGA. 
 
 
• Medicamentos que atuam predominantemente na Trigliceridemia: 
o Fibratos 
▪ Aumentam a atividade da lipase lipoproteica → estimulam receptores PPARα → aumenta a síntese de ApoA 
→ aumenta o HDL e reduz o TGA. 
▪ Tem um fraco efeito na redução de eventos cardiovasculares. 
▪ ATENÇÃO: O uso associado com estatina tem mais risco de rabdomiólise (Genfibrozil é contra indicado usar 
em associação com estatinas). 
▪ No Brasil existem 3 possibilidades de fibratos comercializados: 
• Ciprofibratos 
• Fenofibrato 
• Genfibrozil 
 
o Ácido Nicotínico 
▪ Reduz a ação da lipase tecidual (reduz a liberação sistêmica de Ác. graxos)