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@brunapvilla Sistema sensorial ➥ Sensibilidade ➥ Quanto mais mielinizada uma fibra, maior velocidade de condução ➥ Fibras grossas: bastante mielinizadas à + veloz – Propriocepção – Vibração – Tato epicritico (descriminativo - análise, forma, etc) ➥ Fibras finas: pouco mielinizadas à ↓ condução nervosa – Dor – Temperatura – Tato protoprático (grosseiro) Receptores sensitivos à nervos periféricos à plexos à raízes nervosas à medula espinhal Receptores sensitivos ➥ Estão na pele e levam a informação até o córtex ➥ Da pele ele segue para o nervo periférico ➥ Componentes dos nervos: – Endoneuro – Epineuro – Perineuro – Vasanervorum: vasos que vascularizam os nervos – Fibras motoras e sensitivas, finas e grossas Nervos ➥ Os nervos são vascularizados (importante por causa das vasculites que depois pode levar a uma neuropatia vasculítica e sintomas neuropáticos). ➥ Cada nervo é específico de cada região – Os nervos do MMSS, importantes: nervo mediano, ulnar, radial, cutâneo lateral e cutâneo medial do antebraço – Os nervos do MMII, importantes: nervo sural, fibular superficial e safeno @brunapvilla – Nervo mediano – ➥ O 1º, 2º, 3º e a metade do 4º dedo e a palma da mão, ➥ Síndrome do túnel do carpo (compressão do nervo mediano) – Nervo ulnar – ➥ Outra metade do 4º dedo e 5º dedo ➥ Metade do dorso da mão e a outra metade da mão (concha com a mão) – Nervo radial – ➥ O resto do dorso da mão. Também inerva um pedaço do braço – Nervo sural – ➥ Parte lateral do calcanho (maléolo) – Nervo fibular superficial – ➥ Inerva a parte lateral (externa) da perna e o dorso do pé ➥ Marcha do pé caído = marcha escarvante, há lesão no nervo fibular ou ciatico – Nervo safeno – ➥ Parte interna da perna – Nervo cutâneo lateral da coxa – ➥ Sofre compressão próximo ap ligamento inguinal – meralgia parestésica – Nervo ciático – ➥ É a soma do nervo sural com o fibular superficial Plexos ➥ Plexo braquial: C5-T1 ➥ Plexo lombo-sacro: L1-S4 ➥ Fibras motoras (anterior) e sensitivas (posterior) – Plexo braquial – – Plexo lombo-sacro – @brunapvilla Raízes nervosas ➥ No gânglio espinhal (gânglio da raiz dorsal) há a corpo celular do neurônio sensitivo, se localiza na raiz dorsal (antes da entrada na ME) ➥ Separação das fibras (finas e grossas), nos filamentos posteriores (separadas de cada trato antes de entrar no corno, até chegar no corno posterior da medula (entrada das fibras sensitivas), em diferentes níveis da M.E. ➥ A partir da entrada no corno posterior há formação dos tratos (que levam a informação até o córtex) ➥ As raízes entram pelo corno posterior (sensitivas) Dermátomos ➥ Área superficial da pele inervada por uma única raiz sensitiva (posterior) ➥ T2: ápice da axilar ➥ T4: região mamilar ➥ T6: apêndice xifoide ➥ T8: rebordo costal ➥ T10: umbigo ➥ T12: região inguinal ➥ C3: fossa supraclaviular ➥ C5: Borda lateral fossa antecubital (ombro e braço na face anterior) ➥ C6: antebraço + polegar + 2º dedo ➥ C7: dedo do meio ➥ C8: 4º e 5º dedo ➥ Nas lesões de medula, também há padrão de dermátomos Reflexo monossináptico ➥ Arco reflexo ➥ É completamente periférico, não sobe para o córtex ➥ Testado no exame neurológico (martelinho) ➥ Há estiramento das fibras musculares à nervo à plexo à gânglio da raiz dorsal à raiz posterior à corno anterior (motor) à sai pela raiz motora à plexo à nervo à músculo à movimento ➥ No caso do reflexo patelar, o músculo que faz o movimento é o quadríceps. Reflexo polissináptico ➥ Não é testado o exame neurológico ➥ É um reflexo de defesa ➥ Presença de interneurônios (liga a outro lado do corpo, ao SNC) e envolve múltiplos movimentos (várias sinapses) Componentes centrais do sistema somatossenstivo ➥ Receptor sensitivo ➥ Nervo periférico ➥ Plexo ➥ Gânglio da raiz dorsal @brunapvilla ➥ Raiz posterior ➥ Corno da medula (as fibras já entram separadas) – O cordão posterior de medula leva fibras grossas Via ascendente = sensitiva (aferente) Via descendente = motora (eferente) Corno posterior = substância cinzenta posterior da medula Cordão posterior/sistema dorsal = região onde as fibras grossas entram pela M.E. (funículo grácil e cuneiforme) Vias aferentes ➥ Fibras grossas fazem cruzamento no bulbo ➥ Fibras finas cruzam na própria medula, assim que entram – Trato espinotalâmico lateral – ➥ Fibras finas ➥ Cruza na medula ➥ Entram no corno posterior e logo cruzam ➥ Sobem contralateralmente até chegar no tálamo ➥ No tálamo elas são redirecionadas para sua região específica do córtex (pós central) ➥ São fibras finas ➥ Tato protoprático, dor e temperatura – Cordão posterior de medula – ➥ Fibras grossas – altamente mielinizadas – Modalidade sensitivas: propriocepção, tato epicrítico e vibração ➥ Sobem ipsolateralmente e no bulbo as fibras cruzam ➥ A partir do bulbo sobem contralateralmente até chegar no tálamo (3º neurônio sensitivo) ➥ Depois do tálamo as fibras sofrem separação e são encaminhadas para o córtex (sulco pós central, que é sensitivo) e são ligadas para cada região especifica no córtex (lembrar do homúnculo de Penfield) E nas lesões de medula: ➥ Elas possuem padrão de dermátomo ➥ Síndrome de Brown-Séquard: ipslateralmente perde sensibilidade profunda e contralateralmente perde a sensibilidade superficial. @brunapvilla Avaliação da sensibilidade ➥ Deve ser feita no início do exame físico (paciente menos cansado) ➥ Pesquisa de sensibilidade superficial (fibras finas) e profunda (fibras grossas) – Finas: tátil, térmica e dolorosa – Profundas: cinético postural e vibratória ou palestésica ➥ Discriminação tátil: – Avaliação grafoanestesia – Fenômeno de extinção Semiotécnica Sensibilidade superficial ➥ Para fibras finas ➥ Sempre exame comparativo (de território de nervos diferentes com um lado e com o outro) ➥ Paciente com os olhos fechados ➥ Preferencialmente prosseguir o exame para áreas de menor sensibilidade para as de maior sensibilidade – Para o tato protoprático – ➥ Sensibilidade tátil: – Teste com monofilamento de diferentes espessuras – Teste com algodão Relacionado com neuropatias ou com problemas nos dermatomos, associando com a queixa do paciente ➥ Discriminação entre dois pontos: avalia quantos toques e a distância – Sensibilidade dolorosa – ➥ Se faz com a ponta de caneta (ou ponta de alfinete dobrada), e sempre comparando nervos diferentes e lados diferentes – Sensibilidade térmica – ➥ Realizado com água de diferente temperatura em tubos de ensaio – Com água gelada – 5-10ºC – Com água quente – 40-45ºC Sensibilidade profunda – Palestesia – ➥ Vibração (↓= apalestesia ou hipopalestesia) ➥ Teste realizado com o auxílio do diapasão ➥ Teste em proeminências ósseas e articulares à ressonador ➥ Os receptores estimulados são os mecanorreceptores, discos de Merkel, Corpúsculos de Meissner e corpúsculos de Pacini. ➥ Testado na testa: dificilmente se perde a sensibilidade nessa região, usado como um “controle” para o teste e ver se o paciente entendeu o teste e se vai cooperar com o teste ➥ Começa nas regiões distais (hálux) e compara com o outro lado até seguir para os MMSS. – Em perdas de sensibilidade nos nervos periféricos há uma progessão, por exemplo dos dedos dos pés até o tornozelo e joelho (ascendente) à neuropatias periféricas ➥ Pedir para o paciente avisar quando parar de sentir a vibração – Hipopalestesia e apalestesia pacientes que perdem a capacidade de sentir a vibração – Propriocepção – ➥ Cinético-postural ou teste de posiçãosegmentar do hálux: – Movimentar o hálux para cima e para baixo com o paciente observado – Pedir para o paciente fechar os olhos e colocar o dedo ou para cima ou pra baixo e perguntar a posição – Falha em pacientes com neuropatias, e em pacientes com lesão profundas ➥ Teste da marcha: – Marcha tabética ou marcha talonante: paciente olha pra baixo, eleva o pé e pisa firme/forte no chão – Ataxia: perda de equilíbrio ou coordenação (pode ser cerebelar, vestibular ou sensitiva que perde a propriocepção) @brunapvilla ➥ Index-nariz: direcionar o dedo ao nariz, paciente com os olhos fechados ➥ Teste de equilíbrio estático: paciente em pé, pés juntos e mãos juntas ao corpo, pede para fechar os olhos. Pacientes com problema na propriocepção perdem a noção da posição dos pés ou postura do corpo e ele cai (ataxia sensorial) = sinal de Romberg – Não está relacionado com o cerebelo – Explora o desequilíbrio causado por perda da sensibilidade proprioceptiva – Do tato epicrítico – ➥ Necessita do uso do córtex cerebral, que faz a interpretação do estímulo ➥ Grafestesia: escrever na mão e reconhecer a letra ou o número ➥ Esterognosia: reconhecer na mão um objeto pelo seu formato/textura/tamanho Glossário ➥ Parestesia: sensação espontânea anormais na ausência de estimulação específica (frio, calor, dormência, formigamento, queimação, agulhadas, etc) ➥ Hipoestesia: redução da sensibilidade tátil ➥ Anestesia: ausência de sensibilidade tátil ➥ Hiperestesia: sensibilidade tátil dolorosa aumentada a estímulo doloroso normal ➥ Disestesia: sensibilidade tátil anormal, incomoda, não necessariamente a dor ➥ Alodinea: aumento da sensibilidade tátil dolorosa a um estímulo normalmente não doloroso, exemplo o toque nos casos de herpes zoster ➥ Hipopalestesia: redução da sensibilidade vibratória ➥ Apalestesia: ausência de sensibilidade vibratória ➥ Astereognosia: é a ausência da sensibilidade tátil espacial e incapacidade de identificar objetos pelo tato