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2017
Medidas e avaliação eM 
educação Física
Profa. Beatriz Dittrich Schimitt
Profa. Giandra Anceski Bataglion
Copyright © UNIASSELVI 2017
Elaboração:
Profa. Beatriz Dittrich Schimitt
Profa. Giandra Anceski Bataglion
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
613.707
S335m Schimitt; Beatriz Dittrich
Medidas e avaliação em educação física / Beatriz Dittrich 
Schimitt; Bataglion, Giandra Anceski: UNIASSELVI, 2017.
201 p. : il. 
 
ISBN 978-85-515-0069-9
1.Educação Física – Estudo e Ensino.
I. Centro Universitário Leonardo da Vinci.
III
apresentação
Prezado acadêmico! 
Este livro didático foi desenvolvido pelas professoras Beatriz Dittrich 
Schmitt e Giandra Anceski Bataglion. A professora Beatriz possui graduação 
no curso de Licenciatura em Educação Física, obtida pela Universidade Federal 
de Santa Catarina, mestrado na área da Educação Física, pela Universidade 
Federal do Triângulo Mineiro e atualmente cursa doutorado em Ciências do 
Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A 
professora Giandra possui graduação no curso de Licenciatura em Educação 
Física e mestrado em Educação Física, ambos pela Universidade Federal de 
Santa Catarina.
Didaticamente, este livro será organizado em três unidades que 
atendem à ementa da disciplina, que preconiza que sejam apresentados 
conceitos básicos sobre fundamentos antropométricos e morfológicos para 
avaliação visando à melhoria do condicionamento físico, do rendimento e da 
qualidade de vida.
Ao término dos estudos, espera-se que o acadêmico compreenda a 
importância das medidas e avaliações para a Educação Física, reconheça quais 
são as principais técnicas, instrumentos e testes físicos que são frequentemente 
utilizados pelos profissionais da área e estejam aptos a aplicá-las em sua 
atuação profissional.
Para tanto, na Unidade 1, você aprenderá aspectos históricos e 
conceitos essenciais relacionados às medidas e avaliações, bem como sua 
aplicação prática. 
Na Unidade 2, o enfoque serão as técnicas e instrumentos utilizados 
no âmbito das medidas e avaliações na Educação Física, sobretudo, acerca das 
medidas antropométricas e medidas de composição corporal. 
 
Por fim, a Unidade 3 contempla assuntos relacionados aos testes de 
aptidão física relacionadas à saúde e ao desempenho atlético. Para tanto, serão 
abordados componentes como a força, a resistência, a velocidade, a potência, 
a flexibilidade, a agilidade, o equilíbrio e a coordenação. 
Bons estudos!
Profa. Beatriz Dittrich Schimitt
Profa. Giandra Anceski Bataglion
IV
UNI
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfi m, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novidades 
em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é o 
material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um formato 
mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagramação 
no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui para diminuir 
a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
Olá acadêmico! Para melhorar a qualidade dos 
materiais ofertados a você e dinamizar ainda 
mais os seus estudos, a Uniasselvi disponibiliza 
materiais que possuem o código QR Code, que 
é um código que permite que você acesse um 
conteúdo interativo relacionado ao tema que 
você está estudando. Para utilizar essa ferramenta, 
acesse as lojas de aplicativos e baixe um leitor 
de QR Code. Depois, é só aproveitar mais essa 
facilidade para aprimorar seus estudos!
UNI
V
VI
VII
suMário
UNIDADE 1 - CINEANTROPOMETRIA ........................................................................................... 1
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES ...................................................... 3
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 3
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA............................................................................................. 3
3 DEFINIÇÕES: ANTROPOMETRIA E CINEANTROPOMETRIA ............................................. 5
4 APLICAÇÕES PRÁTICAS .................................................................................................................. 7
4.1 APLICAÇÕES PRÁTICAS ANTIGAS .......................................................................................... 7
4.2 APLICAÇÕES PRÁTICAS MODERNAS ..................................................................................... 8
5 OBJETIVOS DAS MEDIDAS E AVALIAÇÕES NA EDUCAÇÃO FÍSICA .............................. 12
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 15
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 17
TÓPICO 2 – CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR ......................................... 21
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 21
2 CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR ............................................................. 21
2.1 TESTAR ............................................................................................................................................. 22
2.2 MEDIR ............................................................................................................................................... 22
2.3 AVALIAR ........................................................................................................................................... 23
3 TIPOS DE TESTES ............................................................................................................................... 25
4 TIPOS DE MEDIDAS .......................................................................................................................... 26
5 TIPOS DE AVALIAÇÃO...................................................................................................................... 27
5.1 VALORES DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO .................................................................... 28
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 31
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 33
TÓPICO 3 – SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ............................................. 371 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 37
2 QUALIDADE DO TESTE.................................................................................................................... 38
2.1 PRINCIPAIS TIPOS DE VALIDADE ............................................................................................. 40
2.1.1 Validade face ou lógica .......................................................................................................... 42
2.1.2 Validade de conteúdo ............................................................................................................. 42
2.1.3 Validade de constructo ........................................................................................................... 43
2.1.4 Validade concorrente .............................................................................................................. 43
2.1.5 Validade preditiva .................................................................................................................. 43
2.1.6 Recursos estatísticos ............................................................................................................... 43
2.2 PRINCIPAIS TIPOS DE REPRODUTIBILIDADE: CONSISTÊNCIA DAS MEDIDAS ......... 44
2.2.1 Teste-reteste ............................................................................................................................. 44
2.2.2 Instrumentos paralelos .......................................................................................................... 44
2.2.3 Divisão do instrumento ......................................................................................................... 45
2.3 Erros de medida ............................................................................................................................... 45
3 ASPECTOS PRÁTICOS ....................................................................................................................... 48
4 ASPECTOS PEDAGÓGICOS ............................................................................................................ 49
5 UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS ................................................................................................. 50
VIII
6 OUTROS ASPECTOS RELEVANTES .............................................................................................. 50
7 VISÃO GERAL ...................................................................................................................................... 51
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 53
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 54
UNIDADE 2 - TÉCNICAS E INSTRUMENTOS ............................................................................... 63
TÓPICO 1 – ALTURAS E MASSA CORPORAL ............................................................................... 65
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 65
2 ALTURAS ............................................................................................................................................... 67
2.1 INSTRUMENTO .............................................................................................................................. 69
2.2 ESTATURA........................................................................................................................................ 69
2.3 ALTURA TRONCO-CEFÁLICA ............................................................................................ 71
3 MASSA CORPORAL ........................................................................................................................... 72
3.1 INSTRUMENTO .............................................................................................................................. 72
3.2 TÉCNICAS DE MENSURAÇÃO ................................................................................................... 73
3.3 PROCEDIMENTO ........................................................................................................................... 74
4 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL .................................................................................................... 74
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 76
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 77
TÓPICO 2 – DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS
 E DOBRAS CUTÂNEAS ................................................................................................. 79
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 79
2 DIÂMETROS ......................................................................................................................................... 80
2.1 INSTRUMENTO .............................................................................................................................. 81
2.2 BIACROMIAL .................................................................................................................................. 83
2.3 BICRISTA-ILÍACA ........................................................................................................................... 84
2.4 BIEPICONDILAR DO FÊMUR ...................................................................................................... 85
2.5 BIMALEOLAR ................................................................................................................................. 85
2.6 BIEPICONDILAR DO ÚMERO ..................................................................................................... 86
2.7 BIESTILOIDE .................................................................................................................................... 87
3 COMPRIMENTOS ............................................................................................................................... 88
3.1 INSTRUMENTOS ............................................................................................................................ 89
3.2 MEMBROS INFERIORES ............................................................................................................... 90
3.3 COXA ................................................................................................................................................. 91
3.4 PERNA .............................................................................................................................................. 92
3.5 MEMBROS SUPERIORES ............................................................................................................... 92
3.6 BRAÇO .............................................................................................................................................. 93
3.7 ANTEBRAÇO ................................................................................................................................... 94
4 PERÍMETROS ....................................................................................................................................... 95
4.1 INSTRUMENTOS ............................................................................................................................ 97
4.2 COXA .................................................................................................................................................97
4.3 PERNA .............................................................................................................................................. 98
4.4 BRAÇO .............................................................................................................................................. 99
4.5 ANTEBRAÇO ................................................................................................................................... 100
4.6 CINTURA .......................................................................................................................................... 101
4.7 QUADRIL.......................................................................................................................................... 102
5 DOBRAS CUTÂNEAS ......................................................................................................................... 103
5.1 INSTRUMENTOS ............................................................................................................................ 105
5.2 DOBRA TRICIPITAL ....................................................................................................................... 105
5.3 DOBRA SUBESCAPULAR ............................................................................................................. 106
5.4 DOBRA SUPRAILÍACA ................................................................................................................. 107
IX
5.5 DOBRA ABDOMINAL ................................................................................................................... 108
5.6 AXILAR MÉDIA .............................................................................................................................. 109
5.7 COXA MÉDIA .................................................................................................................................. 110
5.8 PANTURRILHA MEDIAL ............................................................................................................. 111
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 112
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 114
TÓPICO 3 – COMPOSIÇÃO CORPORAL ......................................................................................... 117
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 117
2 MODELOS DE ANÁLISE ................................................................................................................... 118
3 FRACIONAMENTO DO PESO CORPORAL ................................................................................. 119
4 TÉCNICAS DE MEDIDA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ...................................................... 121
4.1 TÉCNICAS INDIRETAS ................................................................................................................. 122
4.2 TÉCNICAS DUPLAMENTE INDIRETAS .................................................................................... 124
4.3 APLICAÇÃO DE MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS ................................................................ 125
4.3.1 Análise do perímetro da cintura ........................................................................................... 125
4.3.2 Razão cintura/quadril............................................................................................................. 126
4.3.3 Índice de conicidade ............................................................................................................... 127
5 EQUAÇÕES PREDITIVAS ................................................................................................................. 127
5.1 DENSIDADE CORPORAL ............................................................................................................. 128
5.2 GORDURA RELATIVA ................................................................................................................... 129
5.3 GORDURA ABSOLUTA ................................................................................................................. 130
5.4 MASSA MAGRA ............................................................................................................................. 130
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 131
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 133
UNIDADE 3 - TESTES FÍSICOS........................................................................................................... 141
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO À APTIDÃO FÍSICA.......................................................................... 143
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 143
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DOS TESTES FÍSICOS ................................................. 146
3 A IMPORTÂNCIA E OS OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA .................. 149
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 151
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 153
TÓPICO 2 – DEFINIÇÃO DAS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONA DAS AOS 
COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA .......................................................................................... 157
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 157
2 CONCEITOS BÁSICOS ...................................................................................................................... 159
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 164
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 165
TÓPICO 3 – DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS .......................................................................... 169
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 169
2 DESCRIÇÃO DE TESTES FÍSICOS ................................................................................................. 171
2.1 TESTES DE RESISTÊNCIA CARDIORRESPIRATÓRIA ........................................................... 171
2.2 TESTES DE FORÇA/RESISTÊNCIA ............................................................................................. 173
2.3 TESTES DE FLEXIBILIDADE ........................................................................................................ 177
2.4 TESTES DE VELOCIDADE ............................................................................................................ 182
2.5 TESTES DE POTÊNCIA .................................................................................................................. 185
2.6 TESTES DE AGILIDADE ................................................................................................................ 187
2.7 TESTES DE EQUILÍBRIO ............................................................................................................... 188
X
3 RESULTADOS DOS TESTES FÍSICOS ........................................................................................... 190
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................193
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................. 195
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 199
1
UNIDADE 1
CINEANTROPOMETRIA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo dessa unidade, você será capaz de:
• conhecer aspectos históricos sobre as medidas e avaliações;
• conceituar o que é antropometria e cineantropometria;
• reconhecer a importância do planejamento;
• compreender as principais fases do planejamento;
• conhecer os objetivos das medidas e avaliações na educação física;
• definir o que é testar, medir e avaliar;
• diferenciar e conceituar os diferentes tipos de avaliação (diagnóstica, for-
mativa, somativa);
• estudar os valores de referência para avaliação (baseado por norma ou por 
critério);
• aprender como selecionar os instrumentos de avaliação;
• reconhecer a qualidade do teste (validade, reprodutibilidade e objetivida-
de), aspectos práticos (viabilidade e a economia), aspectos pedagógicos 
(facilidade de entendimento e motivação) e a utilização dos resultados (es-
pecificidade e prescrição);
• estudar os tipos de validade: validade face ou de lógica, validade de con-
teúdo, validade de constructo, validade concorrente e validade preditiva;
• estudar a consistência das medidas: teste-reteste, instrumentos paralelos, 
divisão do instrumento.
• estudar os diferentes tipos de erros de medida.
PLANO DE ESTUDOS
Essa unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um 
deles você encontrará atividades que reforçarão o seu aprendizado.
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
TÓPICO 2 – CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
TÓPICO 3 – SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
1 INTRODUÇÃO 
Na área da Educação Física, os professores podem atuar em diferentes 
campos, sendo alguns deles na educação física escolar, no treinamento esportivo, 
nas academias e nos clubes com as mais variadas modalidades esportivas (DANTAS, 
2009; OLIVEIRA, 2011). Além dessas modalidades, ainda há a possibilidade 
de atuação como personal trainer, com arbitragem e com pesquisas científicas. 
Independentemente do contexto em que o profissional opte por trabalhar, há 
especificidades que são comuns a todos.
Em todos esses contextos de atuação, os profissionais da área devem se valer 
de estratégias para averiguar se a proposta de trabalho está atingindo os objetivos 
a que se propõem. Neste sentido, para auxiliar os profissionais em sua atuação 
profissional, surgem as técnicas de medidas e avaliações. Essas técnicas de medir 
e avaliar são historicamente antigas e, cada vez mais, têm sofrido aperfeiçoamento 
teórico. Esse aprofundamento teórico deu origem a dois termos distintos 
relacionados às medidas e avaliações: a antropometria e a cineantropometria. Essa 
prática tão antiga continua sendo frequentemente utilizada pelos profissionais.
Ao longo do Tópico 1 será apresentada uma breve contextualização histórica 
sobre as medidas e avaliações, em seguida, a definição de dois termos essenciais 
para o estudo das medidas e avaliações: antropometria e cineantropometria. E, 
além disso, serão enfatizadas as diversas possibilidades de atuação prática em 
medidas e avaliações, tanto nas sociedades antigas como nas sociedades modernas, 
e também serão identificados os objetivos relacionados às medidas e avaliações de 
forma generalizada.
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA
Aspectos relacionados às medidas e avaliações são historicamente antigos, 
ainda que com o passar dos anos as formas e os critérios de avaliação tenham 
se modernizado. Os registros históricos indicam que é antiga a preocupação do 
homem em mensurar seu corpo (FRANÇA; VÍVOLO, 1998). Essa necessidade 
surgiu desde os primórdios da humanidade, quando o ser humano lutava por sua 
sobrevivência.
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
4
Para Velho et al. (1993), na Pré-história os homens primitivos apresentavam 
características corporais que os auxiliavam na sobrevivência, sobretudo baseadas 
no ataque e na defesa. Apesar disso, não há evidências que indiquem a existência 
de métodos de treinamento ou indícios de que o homem percebia “proporções” ou 
características corporais que lhe garantiam a sobrevivência.
Na Antiguidade, na Grécia, a educação da juventude se relacionava com a 
preparação física e, assim, a robustez e o endurecimento do corpo eram o propósito 
de preparação para guerras e conquistas (MARTINS; WALTORTT, 2009). Para os 
autores Martins e Waltortt (2009), já é possível perceber que nesse período havia 
uma preocupação com as formas e as proporções corporais a fim de possibilitar 
vencer guerras e conquistas.
Os egípcios, por exemplo, forneceram dados antropométricos curiosos, 
relacionados à proporção entre a parte e todo o corpo. Na antiguidade clássica 
há referências que ressaltavam qual era o tipo ideal para o atleta olímpico. E, com 
o passar dos anos, novos estudos foram desenvolvidos e deixaram em evidência 
a importância da antropométrica para a atividade humana (FRANÇA; VÍVOLO, 
1998).
Para Martins e Waltortt (2009), inicialmente, os seres humanos elaboram 
formas de atribuir medidas aos segmentos corporais a fim de estabelecer padrões 
de proporcionalidade necessários às manifestações da arte em esculturas, desenhos 
e pinturas. As medidas dos segmentos corporais passaram a ser vistas como um 
meio importante e necessário ao entendimento das diferentes características do 
homem, em suas diversas apresentações raciais. Foi-se percebendo que o homem 
realmente se diferencia entre si, enquanto indivíduo e enquanto agrupamento 
humano (raças, etnias, culturas), a partir da instituição da necessidade científica 
de mensurar e estudar os segmentos corporais (MARTINS; WALTORTT, 2009).
As antigas civilizações da Índia, Grécia e Egito foram as pioneiras no uso 
das dimensões corporais como primeiro padrão de medida, quando então se 
tentava estabelecer o perfil das proporções do corpo humano (PETROSKI, 1995 
apud MARTINS; WALTORTT, 2009). De acordo com Michels (2000), nos livros 
sagrados do Velho Testamento, no Talmude Babilônico e no Midrashin já havia 
referências à forma, proporções e estaturas do corpo humano.
Existem alguns registros históricos que sugerem alguns períodos iniciais 
que impulsionaram as medidas e avaliações.
QUADRO 1 – MARCOS HISTÓRICOS RELACIONADOS ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Tipo de medida Período
Medidas antropométricas 1860 a 1890
Medidas de força 1880 a 1910
Medidas cardiovasculares 1900 a 1925
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
5
FONTE: As autoras
Como foi visto, a preocupação dos homens mensurarem o corpo é 
antiga. Contudo, pode-se dizer que a antropometria e a cineantropometria 
foram sistematizadas há pouco tempo. E desde as utilizações iniciais de formas 
e proporcionalidades do corpo humano, ocorreram inúmeros avanços não só nas 
técnicas utilizadas para mensurar, mas também nos instrumentos criados para 
efetuar as mensurações do corpo humano.
3 DEFINIÇÕES: ANTROPOMETRIA E CINEANTROPOMETRIA
Nesse cenário, nos deparamos com duas terminologias distintas. Há 
a antropometria e há a cineantropometria. A palavra “antropometria” possui 
origem grega. Assim, anthropo identifica “homem” e metry significa “medida”. 
A antropometria consiste na avaliação das dimensões físicas e da composição 
global do corpo humano. Velho et al. (1993) complementam que a antropometria 
serve para determinação objetiva dos aspectos referentes ao desenvolvimento do 
corpo humano, assim como para determinar as relações existentes entre físico e 
performance. Há outras definições da palavra, que serão apresentadas aseguir para 
melhor compreensão do que é antropometria. Para Michels (2000), a antropometria 
pode ser definida como a parte da antropologia que estuda as proporções e medidas 
do corpo humano. E para Martins e Waltortt (2009), a antropometria destina-se à 
medição dos segmentos corporais (MARTINS; WALTORTT, 2009).
E a palavra “cineantropometria”, também de origem grega, deriva de kines, 
que significa “movimento”, anthropo, que significa homem, e metry, que significa 
“medida”. Esse termo possui maior amplitude conceitual e, por isso, sugere o uso 
da medida no estudo do tamanho, da forma, da proporcionalidade, da composição, 
da maturação e da função geral do corpo humano. A cineantropometria nos auxilia 
a entender o movimento humano no contexto de crescimento, de atividade física, 
exercício físico, desempenho e nutrição.
Medidas de habilidade motora 1900 a 1920
Medidas sociais 1920
Medidas de habilidade esportiva específica 1920
Período da avaliação 1920
Período do conhecimento 1940
Conceito de aptidão física 1940
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
6
Salienta-se que a antropometria é fundamental, mas a cineantropometria 
é mais abrangente e atual (MARTINS; WALTORTT, 2009). Assim, apresenta-se 
no Quadro 3 a importância dessas duas áreas de estudos. No referido quadro, as 
palavras grifadas em negrito representam a contribuição da antropometria para a 
cineantropometria.
QUADRO 2 – A IMPORTÂNCIA DA ANTROPOMETRIA E DA CINEANTROPOMETRIA
Identificação Especificação Aplicação Relevância
Cineantropometria
Para o estudo do 
homem:
Para ajudar o 
entendimento:
Com aplicações 
para:
Mensuração 
do movimento 
humano
Tamanho *
Forma *
Proporção *
Composição *
Maturação
Função
Crescimento
Exercício
Performance
Estado nutricional
Educação
Medicina
Governo
Trabalho
Esportes
LEGENDA: * – representam a contribuição da antropometria para a cineantropometria.
FONTE: Roos e Marfell-Jones (1991) apud Martins e Waltortt (2009)
Os estudos dos aspectos físicos e morfológicos dos seres humanos são 
conteúdos de interesse da Educação Física, das ciências do esporte, da antropologia 
física, da biologia humana, da gerontologia, da ergonometria (MARTINS; 
WALTORTT, 2009). Então, pode-se dizer que todas essas áreas contribuíram para 
o aperfeiçoamento da antropometria e cineantropometria.
UNI
UNI
A antropometria detém importância nos estudos do homem, e a partir dela é que 
se pode diversificar e complementar os estudos através da história. Os estudos da composição 
corporal são possíveis a partir de técnicas de medidas advindas da antropometria (MARTINS; 
WALTORTT, 2009).
Atualmente, a cineantropometria é uma disciplina que compõe a grade curricular 
de muitos cursos de Educação Física no Brasil. Essa disciplina surgiu com o intuito de substituir 
as disciplinas denominadas de “antropometria” e “biometria”.
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
7
4 APLICAÇÕES PRÁTICAS
Em razão de as medidas e avaliações serem um recurso utilizado desde 
as sociedades mais antigas, é possível compreender que com o passar dos anos 
ocorreram diversos aperfeiçoamentos no que concerne às técnicas de medidas e suas 
aplicações práticas até as sociedades modernas. Por essa razão, serão apresentados 
alguns exemplos que ilustram aplicações práticas das medidas e avaliações tanto nas 
sociedades antigas como nas sociedades modernas.
4.1 APLICAÇÕES PRÁTICAS ANTIGAS
Nas sociedades antigas, os dados antropométricos foram muito utilizados. 
Como já foi mencionado anteriormente, as proporções humanas eram utilizadas nas 
obras de arte (esculturas, desenhos e pinturas). Além disso, também eram utilizadas 
para a confecção de ferramentas e outros utensílios que auxiliassem na realização 
das atividades dos trabalhadores. 
Outro exemplo que revela o uso das medidas e avaliações foi durante a 
escravidão. Os compradores de escravos poderiam avaliar a estatura, o peso, entre 
outras características para definir qual escravo seria comprado. Essa mesma lógica 
poderia ser aplicada aos gladiadores, que, muitas vezes, eram comprados como 
escravos. 
Contudo, a forma de utilização mais importante relacionada às medidas 
e avaliações é a utilização do corpo humano como referência de medidas. 
Frequentemente, as sociedades antigas mediam distâncias utilizando os dedos 
polegares, ou a palma da mão ou as plantas dos pés. Essas unidades de medida eram 
denominadas de polegadas, de palmos e de pés, respectivamente. 
Faz-se necessário explicar que a medida denominada polegada se refere ao 
comprimento do dedo médio. A medida denominada palmos se refere à distância 
da extremidade do polegar até a extremidade do dedo mínimo com a palma da mão 
aberta. E a medida denominada pés se refere ao comprimento da palma do pé.
Para a realização dessas três medidas mencionadas (polegadas, palmos e 
pés) não era necessário instrumento específico, bastava o indivíduo fazer uso de 
seus segmentos corporais.
 
Um exemplo: a unidade de medida polegadas foi frequentemente utilizada 
pelos egípcios, entre os séculos XXXV e XXII a.C. Estimava-se que a estatura de 
um ser humano “ideal” deveria corresponder a 19 vezes a medida da polegada. 
Já para os gregos, estimava-se que a estatura de um ser humano “ideal” deveria 
corresponder a oito vezes a altura da cabeça do indivíduo. Essas estimativas foram 
elaboradas a partir de métodos de observação.
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
8
Outro exemplo da utilização da unidade de medida com base em segmentos 
corporais foi para efetuar as medidas de um terreno. Para estabelecer as medidas de 
largura e de comprimento de um terreno era possível contabilizar a quantidade de 
pés necessários para percorrer as extremas do terreno. Assim, um terreno poderia 
medir 405 pés de largura por 300 pés de comprimento. 
Essas medidas eram muito utilizadas e, de certa forma, é possível utilizá-
las ainda na atualidade, apesar de não ser uma prática comum no Brasil. É sabido 
que as unidades de medida evoluíram ao longo dos anos e, por conseguinte, 
instrumentos de medida foram criados para auxiliar nas medições. Na atualidade, 
os brasileiros utilizam unidades de medidas baseadas em centímetros (cm), metros 
(m) e quilômetros (km). As medidas em centímetros, metros e quilômetros podem 
facilmente ser transformadas em polegadas, palmos e pés, por meio do uso de um 
sistema equivalente. Apresentam-se na Figura 1 as unidades de medidas polegada, 
palmo e pé com os valores atribuídos em centímetros.
 FIGURA 1 – SISTEMA DE UNIDADE DE MEDIDAS: POLEGADA, PALMO E PÉ EM 
 CENTÍMETROS
Unidade de medida Centímetros (cm)
1 polegada 1,54
1 palmo 22,86
1 pé 30,48
Nos dias atuais, o tamanho da tela de uma televisão, por exemplo, continua 
sendo medido com base nas polegadas. Assim, há aparelhos televisores com 
tamanhos diversificados, sendo: 14, 32, 49 ou 85 polegadas. 
4.2 APLICAÇÕES PRÁTICAS MODERNAS
Nas sociedades modernas, os dados antropométricos continuam sendo 
muito utilizados. Às vezes, pode lhe parecer que os termos antropometria ou 
cineantropometria designam um conteúdo novo, com o qual você talvez não se 
tenha deparado antes. Contudo, vale ressaltar que possivelmente o termo lhe seja 
uma novidade, mas certamente você conhece muitos contextos que fazem uso 
frequente do conhecimento da antropometria ou cineantropometria. 
UNI
Alguns países continuam utilizando as unidades de medida polegadas e pés. As 
polegadas ainda são utilizadas pelas nações anglófonas. E os pés são medidas utilizadas pelo 
Reino Unido e Estados Unidos da América.
FONTE: As autoras
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
9
Na sequência, veremos alguns exemplos onde são aplicadas as medidas 
e avaliações. Na Figura 2 apresenta-se o panorama geral dos exemplosque serão 
abordados neste subtópico.
 FIGURA 2 – PANORAMA GERAL DAS APLICAÇÕES PRÁTICAS MODERNAS DAS 
 MEDIDAS E AVALIAÇÕES
FONTE: As autoras
→ Indústria automobilística:
As empresas que planejam o design interno dos automóveis fazem uso das 
medidas. Muitos dos automóveis são idealizados por uma empresa e posteriormente 
são fabricados em lojas localizadas em diferentes países. Ou seja, os automóveis são 
vendidos em países distintos e, assim, os compradores dos automóveis possuem 
diversas nacionalidades e características corporais diferentes.
Por exemplo, atualmente os carros possuem ajustes de elevação de bancos, 
de volantes, dos cintos de segurança; além de inclinação dos espelhos e retrovisores. 
Todos esses aspectos foram pensados em proporcionar que os motoristas e 
passageiros estejam confortáveis e seguros no momento da condução do veículo.
→ Indústria da beleza:
A indústria da beleza também se utiliza das medidas com a finalidade de 
lançar e definir padrões. Para ilustrar, recorre-se ao caso dos tradicionais concursos de 
beleza, que medem altura, peso, circunferência de quadril e de cintura das candidatas 
a Miss Universo ou Miss Brasil. Outra vertente dos concursos de beleza, essa tendo 
sua prática mais atual, são os concursos de beleza Plus Size, que privilegiam corpos 
de candidatas que não atendem à “ditadura” da beleza, são, portanto, corpos com 
características corporais contrárias à magreza. Os estereótipos das candidatas nos 
dois contextos de concursos de beleza são diferentes. No primeiro, de forma geral 
são contempladas candidatas preferencialmente com pernas longas, cintura fina e 
reduzido peso corporal e percentual de gordura. Já no segundo, são candidatas que 
apresentam cintura não tão fina e peso corporal e percentual de gordura aumentado. 
Atenta-se ao fato de que ao longo dos anos os padrões de beleza se modificam 
com as alterações da sociedade. Na Grécia antiga, devido aos ideais heroicos da época 
e ao culto aos deuses, os padrões de beleza cultuavam o corpo belo, forte e esbelto 
(inspirado nos atletas olímpicos). Já na Idade Média era considerada bela e saudável 
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
10
a mulher que possuía quadris largos, em sinal de que apresentaria facilidade durante 
o parto de seus filhos.
→ Indústria da moda:
Frequentemente, as indústrias de roupas fazem uso dessas medidas 
antropométricas da população. Afinal, na confecção de roupas e calçados é necessário 
reconhecer os tamanhos (peso, altura, comprimentos dos segmentos corporais) dos 
possíveis consumidores desses produtos, de modo que lhes sirvam ao corpo. Por 
exemplo, a média de estatura da população chinesa é diferente da média brasileira e, 
por isso, quando as roupas dos brasileiros são importadas da China, é comum haver 
alterações no tamanho. Assim, se o indivíduo utiliza roupas de tamanho “Médio” 
fabricadas no Brasil, é possível que utilize tamanho “Grande” das roupas fabricadas 
na China. Mas é importante mencionar que no próprio Brasil pode haver diferenças 
no tamanho das roupas, a depender dos valores de referência adotados pela empresa 
fabricante.
Isso ocorre porque, geralmente, os valores de referência utilizados são 
a média da população geral. É possível exemplificar esse fato ilustrando que a 
média da população chinesa apresenta manequins menores do que a população 
americana ou alemã. Isso explica porque, quando algumas pessoas viajam do Brasil 
para os Estados Unidos da América, percebem que há diferenças nos tamanhos das 
roupas e dos calçados. Para exemplificar essa questão dos valores de referências, na 
Figura 3 são apresentados dados sobre o estado nutricional relacionado ao perfil 
antropométrico da população brasileira de mulheres idosas em cada região do país.
FIGURA 3 – PERFIL DO ESTADO NUTRICIONAL DE MULHERES IDOSAS BRASILEIRAS EM CADA 
REGIÃO DO PAÍS
Regiões Número Estado Nutricional (%)**
Magreza Adequado Sobrepeso I Sobrepeso II e III
Norte 266 9,6 43,9 33,4 13,1
Nordeste 654 11,9 50,7 26,5 10,9
Urbano 373 8,4 48,7 28,5 14,4
Rural 281 17,6 54 23,1 5,3
Sudeste 550 6,5 37,3 34,3 21,9
Urbano 292 5,7 35,2 35,8 23,3
Rural 258 11,2 50,8 24,5 13,5
Sul 488 6,1 35,5 35,1 23,3
Urbano 273 6,4 34,4 36,0 23,2
Rural 215 5,3 38,7 32,3 23,7
Centro-Oeste 291 11,6 42,6 34,4 11,4
Urbano 169 9,3 41,7 37 12,0
Rural 122 18,6 45,6 26,4 9,4
Brasil 2.249 8,4 41,4 32,0 18,2
Urbano 1.373 6,8 38,9 34,0 20,3
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
11
FONTE: Tavares; Anjos (1999)
As profissões de alfaiate e costureira mostram com reverência a aplicação 
prática das medidas. Para confeccionar uma roupa para um indivíduo é preciso 
mensurar seus segmentos corporais. No caso da confecção de ternos, é necessário 
mensurar o comprimento e o diâmetro dos membros superiores, bem como aferir 
a circunferência da cintura, o comprimento e o diâmetro dos membros inferiores. 
→ Produção de móveis:
A mesma lógica se repete na indústria dos móveis. Em móveis comprados 
em lojas populares que não confeccionam a mobília sob medida, é comum 
constatar que pessoas com estatura elevada sofrem prejuízos posturais com a 
altura das pias de cozinha, que tendem a ser baixas. Assim, para realizar tarefas 
básicas para limpeza da residência, esses indivíduos se sujeitam à má postura 
para se ajustarem à altura da pia. Ou ainda, no caso de indivíduos com nanismo, 
eles precisam adaptar a residência para atender às suas necessidades diárias com 
base na estatura. Neste caso, os móveis prontos, muitas vezes, adotam valores de 
referência que não lhes atenderão. 
→ Equipamentos eletrônicos:
As aplicações práticas das medidas em equipamentos eletrônicos também 
são evidentes. As empresas que planejam o design externo dos telefones celulares 
e tablets os fabricam com opções de tamanho e teclados diferentes. Com isso, além 
de atender aos interesses estéticos dos compradores desses produtos, permitam 
que tenham opções de tamanhos menores ou maiores, que melhor se ajustem ao 
tamanho de suas mãos e dedos.
→ Ciências da saúde:
É notável a aplicação prática das medidas e das avaliações na área de 
conhecimento das ciências da saúde. Em especial, na medicina e na educação física.
Rotineiramente, os médicos utilizam as medidas e as avaliações para 
acompanhar o crescimento da barriga das gestantes, para acompanhar o 
desenvolvimento do bebê desde a barriga da mãe até os primeiros anos de vida. 
Já a educação física, foco de interesse principal para nós, ao longo dos anos 
tem se apropriado das medidas e avaliações de modo que sua aplicação se tornou 
fundamental não só no contexto escolar, mas também no esporte de participação 
e esporte de alto rendimento, portanto, é fundamental aos profissionais da área 
reunir informações sobre medidas e avaliações.
Rural 876 13,7 50,0 25,3 11,0
* IMC - Kg/m²
** Magreza (todas as formas - IMC < 18,5); adequado (18,5 < IMC < 25,0); sobrepeso 
I (25,0 < IMC < 30,0); sobrepeso II e III (IMC > 30,0)
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
12
Nota-se que a aplicação prática das medidas e das avaliações na educação 
física é abrangente. Assim, na educação física escolar utilizam-se as medidas e 
as avaliações para acompanhar os processos de crescimento e desenvolvimento 
dos alunos. Tanto nas escolas como nos clubes é possível utilizar as medidas e 
as avaliações para identificar possíveis talentos em determinadas modalidades 
esportivas, como o atletismo e a natação, pois há um ideal de corpo atlético de 
forma geral. 
Já no atletismo almejam-se atletas com pernas longas para corredores e, na 
natação, atletas de estatura alta e envergadura elevada são requisitos desejáveis 
para a otimização do desempenho na água. Já para os atletas de rugby, as exigências 
são diversificadas, pois procuram-se atletas velozes e outros atletas fortes de modo 
a cumpriras diferentes funções da modalidade. Destaca-se que essa lógica não se 
repete nas modalidades esportivas adaptadas para pessoas com deficiências. 
Nas academias, muitos aparelhos possuem regulagens que podem ser 
ajustadas conforme a altura, a envergadura, o comprimento de membros superiores 
e inferiores dos alunos matriculados. Esses ajustes são feitos para garantir maior 
conforto e segurança durante a execução do exercício físico realizado nos aparelhos.
Em alguns esportes, como no caso das lutas, é possível utilizar características 
antropométricas (peso) para inserir os lutadores nas categorias da modalidade 
(exemplos de algumas categorias: mosca, galo, pena, leve, médio, meio pesado, 
pesado, entre outras).
Além desses, há equipamentos esportivos que podem melhorar a 
performance do atleta. Isso é observado nas modalidades esportivas convencionais 
e nas modalidades de esportes adaptados para pessoas com deficiência. Para 
ilustrar exemplos de equipamentos esportivos que podem melhorar o desempenho 
esportivo, citam-se os ajustes possíveis às bicicletas (como a altura do banco), o 
tamanho da vara utilizada nos saltos do atletismo (salto com vara), a evolução das 
roupas utilizadas na natação. Além dessas, ressaltam-se as chuteiras e tênis, que 
tendem a efetuar ajustes conforme o tipo de pisada do indivíduo (pisada pronada, 
supinada ou normal), e o tamanho e o peso da bola que, em algumas modalidades, 
se diferenciam para homens e mulheres. No que se refere às diferenciações entre 
homens e mulheres no esporte, destaca-se que há outros, como o tamanho da 
quadra, o tamanho do gol e a altura da rede.
5 OBJETIVOS DAS MEDIDAS E AVALIAÇÕES NA EDUCAÇÃO 
FÍSICA
O planejamento é uma exigência que, no dia a dia, se impõe em todas as 
atividades humanas. Consiste na previsão inteligente e bem calculada de todas as 
etapas do trabalho, de modo a tornar as medidas e avaliações seguras, econômicas 
e eficientes (CARVALHO, 1984; NÉRECI, 1989; NÉRECI, 1993). 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO ÀS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
13
Existem algumas questões gerais que podem ser inseridas no planejamento, 
a saber:
→ O que deve ser verifi cado e avaliado?
→ Para que serão utilizadas essas informações?
→ Quais meios de avaliação estão à disposição?
→ Quais são os meios mais econômicos?
→ Será necessário auxílio externo?
→ Como será feita a análise dos resultados? 
Todas essas questões são válidas para reforçar a importância de um bom 
planejamento. Além disso, os objetivos também se relacionam diretamente com 
o planejamento. Entre eles destaca-se o interesse em conduzir os alunos para os 
objetivos desejados e planejar as atividades conforme as características dos alunos 
(NÉRECI, 1993). 
Há duas fases iniciais importantes para a realização do planejamento, a 
saber: conhecer o público-alvo e estabelecer os objetivos (Figura 4).
 FIGURA 4 – FASES INICIAIS IMPORTANTES PARA A REALIZAÇÃO DO 
 PLANEJAMENTO
 FONTE: As autoras
Para a elaboração do planejamento, primeiramente deve-se conhecer o 
público-alvo com quem se trabalhará. É sabido que a educação física é uma ampla 
área de atuação e, assim, os alunos podem estar inseridos na escola, nas academias, 
nos clubes, nos locais de trabalho (ginástica laboral), nos ginásios, nas colônias 
de férias, nos hotéis, entre outros. O atendimento poderá ser individualizado ou 
coletivo. Essas informações serão necessárias para o planejamento do plano de 
trabalho na educação física.
Para estabelecer os objetivos das medidas e avaliação na educação física, 
deve-se considerar os seguintes elementos:
→ Acompanhar o processo de crescimento e desenvolvimento dos alunos.
→ Avaliar o estado dos indivíduos ao iniciar um programa de exercícios.
→ Detectar limitações físicas, fraquezas ou defi ciências.
→ Auxiliar o indivíduo na escolha de uma atividade física que, além de motivá-lo, 
possa desenvolver aptidões.
FASES DO PLANEJAMENTO
 FONTE: As autoras
CONHECER O 
PÚBLICO-ALVO
ESTABELECER 
OBJETIVOS
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
14
Além disso, os objetivos das medidas e avaliação permitem ao profissional 
unir os estudantes em grupos de instrução ou de treinamentos de acordo com suas 
habilidades, a fim de localizar e nivelar a turma. Também servem para estimular 
e motivar os alunos que podem receber a avaliação de seu desempenho. E, ainda, 
justificar as ações realizadas durante o programa de treinamento. Os objetivos das 
medidas e da avaliação também são importantes para evitar lesões do aluno/atleta, 
ao escolher corretamente qual será a atividade a ser executada, bem como ajustar 
corretamente os aparelhos utilizados, evitando prejuízos à saúde do indivíduo. 
Um exemplo fácil de perceber é ajustar a altura do banco da bicicleta de modo que 
se vise evitar a lesão no joelho.
→ Acompanhar o progresso do indivíduo.
→ Desenvolver programas de promoção da saúde na escola.
→ Selecionar talentos para integrar equipes de competição.
→ Estabelecer e reajustar programa de treinamento.
→ Desenvolver pesquisas na área da educação física.
UNI
Ter clareza dos objetivos é extremamente importante durante todo o processo 
de medidas e avaliações. Se os profissionais têm claro quais são seus objetivos, torna-se 
possível elaborar estratégias para alcançá-los de fato.
15
Nesse tópico você viu que:
• O interesse dos seres humanos por medidas antropométricas é antigo, mas ao 
longo dos anos se modernizou.
• O termo “antropometria” (origem grega) quer dizer: anthropo identifica 
“homem” e metry significa “medida”.
• O termo “cineantropometria” (origem grega) quer dizer: kines significa 
“movimento”, anthropo significa homem e metry significa “medida”.
• Inicialmente, as medidas antropométricas eram utilizadas em esculturas, 
desenhos e pinturas, de modo a representar as características dos seres humanos.
• A partir dos dados antropométricos foi possível constatar que as características 
de um indivíduo variam quando comparadas com ele mesmo ou com indivíduos 
de outros sexos, raças, etnias e culturas.
• Percebeu-se que há inúmeras possibilidades de aplicações práticas relacionadas 
às medidas e avaliações.
• Atualmente, os dados antropométricos são muito utilizados pelas sociedades 
modernas, por exemplo, a indústria da moda na produção de roupas e calçados.
• Geralmente, os valores de referência utilizados pela indústria da moda 
são a média da população geral. Acrescenta-se que cada população (etnia, 
nacionalidade etc) possui suas próprias medidas.
• Assimilar a aplicação prática das medidas e das avaliações.
• A educação física utiliza as medidas e avaliações nos seus variados contextos 
(esporte na escola, esporte de participação e esporte de alto rendimento) e nas 
atividades físicas em geral.
• Os profissionais devem se valer de planejamento a fim de tornar as medidas e 
avaliações seguras, econômicas e eficientes.
• As duas fases iniciais importantes para a realização do planejamento são: 
conhecer o público-alvo e estabelecer os objetivos desejados.
• Conhecer o público-alvo com quem se trabalhará implica identificar o contexto 
em que se atua (escola, academia etc.) e reconhecer as características peculiares 
dos alunos.
RESUMO DO TÓPICO 1
16
●	 Os objetivos das medidas e avaliação são: acompanhar o processo de 
crescimento e desenvolvimento dos alunos; avaliar o estado do indivíduo 
ao iniciar um programa de exercícios; detectar limitações físicas; auxiliar o 
indivíduo na escolha de uma atividade física que, além de motivá-lo, possa 
desenvolver aptidões; acompanhar o progresso do indivíduo; desenvolver 
programas de promoção da saúde na escola; selecionar talentos para integrar 
equipes de competição; estabelecer e reajustar programa de treinamento; 
desenvolver pesquisas na educação física.
171 A educação física é uma área com ampla possibilidade de atuação 
profissional. Isso quer dizer que há inúmeros campos de atuação que podem 
ser ocupados. Neste sentido, cite três campos:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________.
2 Considerando o papel das técnicas de medidas e avaliações no campo 
profissional da educação física, explique com suas palavras qual é a importância 
das técnicas de medidas e avaliações para os profissionais.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
3 Leia atentamente as frases a seguir e marque V para aquelas que forem 
Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) As técnicas de medidas e avaliação iniciaram somente durante a Primeira 
Guerra Mundial, a fim de fornecer melhorias e ajustes nos equipamentos dos 
soldados. Assim, todas as técnicas de medidas e avaliação são recentes. 
( ) Ao longo de muitos anos, as técnicas de medidas e avaliação foram 
aperfeiçoadas.
( ) Há dois conceitos fortemente atrelados às medidas e avaliações, que são: 
antropometria e cineantropometria.
( ) As técnicas de medidas e avaliações auxiliam os profissionais da educação 
física a verificar se o plano de trabalho está atingindo os resultados esperados 
pelos alunos.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F – V – V – V.
b) ( ) V – V – F – F.
c) ( ) V – F – V – F.
d) ( ) F – V – F – V. 
e) ( ) F – F – F – V.
4 No que se refere à história das medidas e avaliações, reconhece-se que são 
historicamente antigas, apesar de terem se modernizado ao longo dos anos. 
Leia atentamente as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
AUTOATIVIDADE
18
a) ( ) Os registros históricos não revelam a preocupação do homem em 
mensurar seu corpo.
b) ( ) Os gregos forneceram dados antropométricos curiosos sobre a 
proporcionalidade entre o corpo todo e suas partes.
c) ( ) Há registros que revelam que as medidas e avaliações eram usadas para 
caracterizar qual era o tipo ideal para o atleta olímpico. 
d) ( ) Atualmente, ainda não se tem certezas sobre a importância da 
antropometria para a atividade humana.
e) ( ) As medidas e avaliações foram utilizadas pelas sociedades antigas, 
apesar de não serem mais utilizadas pelas sociedades modernas. 
5 O planejamento é uma prática presente em todas as atividades humanas. A 
definição de objetivos se insere no planejamento do plano de trabalho. No que 
concerne ao planejamento e aos objetivos, assinale a alternativa correta:
a) ( ) Cabe aos objetivos do planejamento detectar limitações físicas e 
selecionar talentos para integrar equipes de competição.
b) ( ) O planejamento não almeja conduzir os alunos para os objetivos 
desejados e planejar as atividades conforme as características dos alunos.
c) ( ) As fases iniciais importantes para o planejamento são: conhecer o público-
alvo e conhecer os materiais disponíveis.
d) ( ) Avaliar o estado dos indivíduos ao iniciar um programa de exercícios 
e acompanhar o processo de crescimento e desenvolvimento dos alunos 
deixaram de ser objetivos das medidas e avaliações na Educação Física.
e) ( ) O planejamento é insuficiente para tornar as medidas e avaliações 
seguras, econômicas e eficientes.
6 Tendo em vista as diversas aplicações práticas das medidas e avaliações, 
cite pelo menos um exemplo onde as medidas e avaliações são utilizadas nas 
sociedades modernas, e explique-as.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
7 A educação física se apropria das medidas e avaliações de modo que sua 
aplicação se tornou fundamental nas escolas, nos clubes e nas academias. 
No que tange às aplicações práticas das medidas e das avaliações na área 
de conhecimento da educação física, assinale a alternativa representa uma 
aplicação prática incabível para os professores e profissionais da educação 
física. 
a) ( ) Acompanhar o crescimento da barriga de gestantes durante as aulas de 
educação física.
b) ( ) Acompanhar os processos de crescimento e desenvolvimento dos 
alunos durante as aulas de educação física.
19
c) ( ) Diagnosticar possíveis talentos esportivos a partir do desempenho e 
características que alguns alunos expressam nas aulas de educação física.
d) ( ) Regular a altura do banco de um aparelho disponível na academia 
para obter maior conforto e segurança durante a execução do exercício físico 
sistematizado.
e) ( ) Desenvolver e aperfeiçoar equipamentos esportivos que otimizem a 
performance do atleta.
20
21
TÓPICO 2
CONCEITOS BÁSICOS: 
TESTAR, MEDIR E AVALIAR
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
A educação física é uma área do conhecimento que se preocupa em avaliar 
os indivíduos de modo a auxiliá-los na prática de atividades físicas. Durante um 
programa de intervenções ocorrerão modificações no corpo do aluno e caberá 
aos professores acompanhar esse processo por meio de medidas e avaliações. 
Portanto, os profissionais precisam tomar inúmeras decisões sobre a prescrição e 
orientação da prática de exercícios físicos, contudo, decidir o que e como avaliar 
exige conhecimentos e habilidades específicas cada vez mais complexas (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
Torna-se necessário, inicialmente, esclarecer alguns conceitos elementares 
relacionados às medidas e às avaliações. Assim, ao longo deste tópico serão 
explicados os significados dos termos: testar, medir e avaliar. E, ainda, apresenta-se 
a diferença entre esses conceitos, que, muitas vezes, são erroneamente entendidos 
como sinônimos. Todas essas são terminologias importantes para a compreensão 
dos conteúdos de medidas e avaliações na área da educação física.
Além de testar, medir e avaliar, também cabe aos professores de educação 
física classificar os escores obtidos pelos alunos durante o processo de avaliação. 
Esse sistema de classificação é útil para verificar se o avaliado atinge os resultados 
esperados “normais”. A ideia de normalidade é ambígua e se relaciona com 
parâmetros de avaliação por norma ou critérios. Normalidade pode significar se o 
indivíduo obtém os resultados considerados desejados ou ideais (ou se está abaixo 
desse nível) e pode significar que “normal” são os resultados apresentados pela 
maioria da população. De qualquer forma, o profissional deverá considerar qual 
tipo de avaliação (norma ou critérios) utilizará durante o programa de intervenções 
que coordena.
2 CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
Após o entendimento em torno das possibilidades que emergem com as 
medidas e as avaliações, é válido adentrar em conceitos essenciais. É imprescindível 
estudar os termos: testar, medir e avaliar.
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
22
FIGURA 5 - CONCEITOS ESSENCIAIS PARA OS ESTUDOS DAS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006)
Na sequência, vamos entender o significado de cada um desses termos.
2.1 TESTAR
Significa verificar o desempenho do indivíduo mediante situações 
previamente organizadas e padronizadas. Essas situações padronizadas são 
denominadas de testes (GUEDES; GUEDES, 2006). 
O teste é um instrumento,procedimento ou técnica usada para se obter 
uma informação (medidas). É por meio dos testes que são determinados os valores 
numéricos das medidas. Os testes podem ocorrer por meio de escrita, observação 
ou performance. Alguns exemplos de testes são: teste de estatura, prova para 
verificar o conhecimento, teste de Cooper, testes de sentar e alcançar, entre outros 
de não menor importância.
2.2 MEDIR
 
Significa descrever fenômenos do ponto de vista quantitativo (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Assim, é o processo utilizado para coletar informações obtidas 
por um teste tomando-se por referência um sistema convencional de unidades. 
As medidas são o resultado obtido através da coleta realizada por um 
instrumento, procedimento ou técnica atribuindo-se a ela um valor numérico, 
e devem ser precisas e objetivas. Alguns exemplos de medidas são: a medida 
em centímetros da estatura do indivíduo, a nota da prova usada para medir o 
conhecimento ou o percurso realizado pelo aluno no teste de Cooper.
TÓPICO 2 | CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
23
2.3 AVALIAR
Significa interpretar dados quantitativos e qualitativos a fim de obter 
parecer ou julgamento de valores com bases em referenciais previamente definidos 
(GUEDES; GUEDES, 2006). Acrescenta-se que a avaliação determina a importância 
ou o valor da informação coletada. Refere-se a um processo pelo qual se pode 
interpretar os valores de um grupo ou do próprio sujeito (GUEDES; GUEDES, 
2006). 
A avaliação é o ponto de partida para saber o que deve ser trabalhado e, 
além disso, julga quanto foi eficiente o sistema de trabalho usado, classifica os 
testados, reflete o progresso, indica se os objetivos são ou não atingidos, indica se 
o sistema de ensino está sendo satisfatório. Por essa razão, diz-se que a avaliação 
deve refletir as metas e os objetivos do profissional e geralmente faz comparação 
com algum padrão (GUEDES; GUEDES, 2006). Destaca-se que a avaliação é um 
processo essencial na prática docente, pois fornece elementos fundamentais para o 
desenvolvimento de uma ação pedagógica qualificada, que permite uma reflexão 
contínua de suas ações, no que se refere à escolha de competências, objetivos, 
conteúdos e procedimentos (DARIDO; SOUZA JÚNIOR, 2007).
Para exemplificar de maneira visual a aplicação desses exemplos, apresenta-
se o Quadro 3. Foi criada uma situação hipotética de testes de flexibilidade 
aplicados a dois indivíduos (sexo masculino) diferentes que se matricularam 
em uma mesma academia. Assim, cuidadosamente instruídos, os professores de 
educação física que atuam na academia realizaram o pré-teste no primeiro dia que 
os alunos compareceram e, após dois meses, executaram o pós-teste. Em seguida, 
fez-se uma avaliação observacional comparativa entre as medidas obtidas no pré-
teste e no pós-teste. 
IMPORTANT
E
Esses três termos (testar, medir e avaliar) se diferem, embora às vezes, sejam 
erroneamente tratados como sinônimos. Fique atento para não confundi-los!
ATENCAO
A principal diferença entre medida e avaliação é que a medida abrange o aspecto 
quantitativo e a avaliação abrange o aspecto qualitativo.
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
24
QUADRO 3 – APLICAÇÃO PRÁTICA DOS CONCEITOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
Avaliados
Medida
Avaliação
Pré-teste Pós-teste
Indivíduo A 21 cm 24 cm Pré-teste < Pós-teste
Indivíduo B 15 cm 13 cm Pré-teste > Pós-teste
Indivíduo C 17 cm 19 cm Pré-teste < Pós-teste
Indivíduo D 19 cm 18 cm Pré-teste > Pós-teste
Legenda: cm – centímetros
FONTE: Elaborado pelas autoras
Com base no Quadro 3, acima representado, é possível identificar qual 
desses indivíduos possui o melhor e o pior escore obtido no teste de flexibilidade no 
pré-teste e no pós-teste. Assim, agora, vamos exercitar a habilidade de observação 
dos resultados a fim de executar uma avaliação observacional comparativa entre 
os indivíduos A, B, C e D.
→ Pré-teste – Melhor escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo A = 21 
centímetros.
→ Pré-teste – Pior escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo B = 15 
centímetros.
→ Pós-teste – Melhor escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo A = 24 
centímetros.
→ Pós-teste – Pior escore obtido no teste de flexibilidade: Indivíduo B = 13 
centímetros.
Outra comparação possível de realizar é avaliar os escores do mesmo 
indivíduo obtidos na situação de pré-teste e de pós-teste. Assim, será possível 
identificar qual dos indivíduos conseguiu expressivas melhoras no teste de 
flexibilidade durante os dois meses de academia. E, ainda, qual dos indivíduos 
apresentou piora no resultado do teste de flexibilidade durante os dois meses de 
academia.
→ Indivíduo A: 21 centímetros (pré-teste) → 24 centímetros (pós-teste) → Melhorou 3 
centímetros.
→ Indivíduo B: 15 centímetros (pré-teste) → 13 centímetros (pós-teste) → Piorou 2 
centímetros.
→ Indivíduo C: 17 centímetros (pré-teste) → 19 centímetros (pós-teste) → Melhorou 2 
centímetros.
→ Indivíduo D: 19 centímetros (pré-teste) → 18 centímetros (pós-teste) → Piorou 1 
centímetro.
Aquele que apresentou mais melhoras expressivas no teste de flexibilidade 
durante os dois meses de academia foi o Indivíduo A.
Aquele que apresentou acentuada piora no resultado do teste de 
flexibilidade durante os dois meses de academia foi o Indivíduo B.
TÓPICO 2 | CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
25
3 TIPOS DE TESTES
Entre os tipos de testes diferentes, enquadram-se os testes de campo e os 
testes de laboratório, conforme se apresenta na Figura 6.
 FIGURA 6 – TIPOS DE TESTES
FONTE: Elaborado pelas autoras
De maneira geral, os testes de laboratório utilizam não só equipamentos 
especializados, mas também avaliadores especializados. Geralmente, são testes 
com custo mais elevado e avaliam menor quantidade de indivíduos por vez.
Em contrapartida, os testes de campo se caracterizam pela fácil aplicação, 
bem como os equipamentos e avaliadores não carecem de elevado grau de 
especialização. Logo, tornam-se testes com custo reduzido. Frequentemente, os 
testes de campo podem ser aplicados simultaneamente em grupos de indivíduos.
A depender dos objetivos, dos equipamentos, dos atributos e das variáveis 
a serem testados, dos locais e do valor financeiro disponível para aplicação dos 
testes, os profissionais poderão optar pelo uso de testes de campo ou testes de 
laboratório. 
Para melhor compreensão, apresenta-se na Figura 7 um exemplo de um 
teste sendo realizado no contexto laboratorial.
IMPORTANT
E
Ao longo do livro Medidas e avaliação em educação física, além da realização da 
avaliação observacional, os acadêmicos receberão os recursos necessários para classificarem 
os resultados obtidos nos testes em: bom, excelente, médio, regular, fraco. A depender do teste 
aplicado e dos valores de referência existentes para o teste em questão. 
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
26
FIGURA 7 – EXEMPLO DE UM TESTE DE LABORATÓRIO
Fonte: Guedes e Guedes (2006, p. 372).
4 TIPOS DE MEDIDAS
 
Há diferentes tipos de medidas em educação física, que podem ser 
divididas em dois grandes grupos. No primeiro grupo enquadram-se as medidas 
antropométricas: massa, estatura, perímetros corporais, diâmetros ósseos e 
dobras cutâneas. No segundo, enquadram-se as medidas de composição corporal: 
utilização da espessura de dobras cutâneas, somatória de dobras cutâneas e 
equações preditivas de gordura corporal. Apresenta-se na Figura 8 o panorama 
geral sobre os tipos de medidas.
IMPORTANT
E
Tanto os testes de campo como os testes de laboratório possuem suas 
vantagens e desvantagens.
TÓPICO 2 | CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
27
FIGURA 8 – PANORAMA GERAL DOS TIPOS DE MEDIDAS
FONTE: As autoras
É válido esclarecer que os tipos de medidas serão abordados com maior 
aprofundamentono decorrer do Livro Didático da disciplina de Medidas e 
Avaliações na Educação Física.
5 TIPOS DE AVALIAÇÃO
Na educação física, avaliar a condição física do indivíduo é fundamental. 
Por exemplo, pode ser útil para avaliar a evolução das capacidades físicas após um 
programa de intervenção. Nessa perspectiva, há três diferentes tipos de avaliação, 
conforme apresentado no Quadro 4. Cada um desses tipos de avaliação possui suas 
particularidades. E caberá ao professor escolher qual tipo de avaliação utilizará. É 
válido ressaltar que, caso seja do interesse do professor, é possível utilizar os tipos 
de avaliação de forma combinada, sem ter que escolher entre uma avaliação ou 
outra.
QUADRO 4 – TIPOS DE AVALIAÇÃO: DIAGNÓSTICA, FORMATIVA E SOMATIVA
Tipo de Avaliação Descrição
Diagnóstica
É a análise dos pontos fortes e fracos do indivíduo ou grupo de 
indivíduos, em relação a uma determinada característica (geralmente 
utilizada para avaliar as condições iniciais do indivíduo).
Formativa
É o tipo de avaliação feito continuamente ao longo do processo de 
ensino-aprendizagem (avalia o progresso). A partir da avaliação 
formativa é possível redirecionar as estratégias e as ações.
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
28
Somativa
É a soma de todas as avaliações realizadas no fi m de cada unidade do 
planejamento, com o objetivo de obter um quadro geral da evolução 
do indivíduo.
FONTE: Adaptado de Rojas e Barros (2003)
5.1 VALORES DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO
Na rotina dos profi ssionais da educação física, os processos de avaliação 
estão presentes. Com frequência, os profi ssionais enfrentam inúmeros dilemas 
que se fazem presentes diariamente, sobretudo nos programas de avaliação. Por 
isso, precisam tomar decisões de modo a verifi car se o aluno avaliado apresenta 
os ‘resultados’ considerados “normais”. Contudo, determinar o que é “normal” 
ou não é uma tarefa difícil. A palavra “normal” pode possuir dois signifi cados, 
distintos:
→ O termo “normal” pode signifi car a associação dos resultados obtidos com 
escores de corte considerados desejados ou ideais. Acrescenta-se que os escores 
de corte devem ser previamente estabelecidos e devem ser considerados como 
meta a ser alcançada. Neste sentido, o termo oposto de “normal” é rotulado 
como “subnormal”.
→ E o termo “normal” também pode ser equivalente ao que comumente ocorre. 
Assim, para se defi nir o que é “normal” se utilizam parâmetros baseados no que 
ocorre na maioria dos indivíduos de determinado grupo. Neste caso, o termo 
oposto de “normal” é rotulado como “anormal”. 
De qualquer forma, o processo de avaliação consiste em comparar o 
resultado da medida obtida com um valor de referência previamente estabelecido. 
Esses valores podem ser obtidos por meio de avaliação por norma ou avaliação 
por critério. A Figura 9 apresenta a explicação acerca de avaliação de acordo com 
norma ou critério.
 FIGURA 9 – REFERÊNCIAS DE AVALIAÇÃO DE ACORDO COM NORMA OU CRITÉRIO
FONTE: Adaptado de Rojas e Barros (2003)
Avaliação por 
norma
Avaliação por 
critério
Referência de avaliação que expressa o comportamento 
(distribuição) normal da variável sob análise na população.
Geralmente é um valor arbitrário que representa um padrão 
mínimo de desempenho.
TÓPICO 2 | CONCEITOS BÁSICOS: TESTAR, MEDIR E AVALIAR
29
Em outras palavras, pode-se dizer que na avaliação referenciada por norma, 
os escores são interpretados mediante comparações com certa norma, modelo 
recomendado quando se deseja comparar os resultados obtidos pelos indivíduos 
avaliados com grupos normativos (essas normas podem ser regionais, nacionais ou 
internacionais). Um exemplo clássico da avaliação por norma é comparar medidas 
de massa e estatura corporal de uma criança com base nos valores constantes nas 
curvas de crescimento Assim, é possível indicar qual é a situação da criança em 
relação ao crescimento esperado para sua idade e sexo (classificar se a criança 
atinge valores de referência “normal” ou “subnormal”). 
Enquanto na avaliação referenciada por critério, os escores apresentados 
pelos avaliados são julgados comparativamente em níveis de corte explicitamente 
definidos (GUEDES; GUEDES, 2006). Além disso, pode-se extrair um julgamento 
baseado no “sucesso” ou “fracasso” no desempenho do indivíduo. Esse 
pressuposto se baseia na comparação da medida observada em relação a um 
valor que representa um limite mínimo de desempenho. Por exemplo, comparar 
o desempenho de um atleta de salto em altura como índice para participar em um 
campeonato. Se o atleta saltar maior ou igual ao critério do índice, então está apto 
a ir para o campeonato.
IMPORTANT
E
A avaliação por norma se relaciona com o conceito de normalidade oriundo 
da associação entre os resultados obtidos e os escores de corte considerados desejados ou 
ideais (classifica os indivíduos em “normal” e “subnormal”).
A avaliação por critério se relaciona com o conceito de normalidade oriundo daquilo que 
ocorre na maioria dos indivíduos (classifica os indivíduos em “normal” e “anormal”).
FONTE: Guedes e Guedes (2006)
ATENCAO
O professor deve planejar previamente qual o tipo de avaliação deseja utilizar em 
seu programa de intervenções. Geralmente, as avaliações com referência a normas são utilizadas 
para estimar a posição dos indivíduos avaliados em relação a outros sujeitos de idênticas 
características. E as avaliações com referência a critérios geralmente são utilizadas para verificar 
se os indivíduos avaliados alcançam níveis específicos de competência sem consideração que 
outros tenham atingido o mesmo nível de proficiência (GUEDES; GUEDES, 2006).
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
30
Apresentam-se no Quadro 5 as peculiaridades da avaliação referenciada 
por norma e por critério.
QUADRO 5 – CARACTERÍSTICAS DA AVALIAÇÃO REFERENCIADA POR NORMA E POR CRITÉRIO
Avaliação por Norma Avaliação por Critério
Objetivo Situar os avaliados em relação 
a grupos específicos.
Verificar a posição dos 
avaliados em relação aos níveis 
específicos de proficiência.
Análise das 
informações
Comparação dos escores com 
os apresentados por outros 
avaliados.
Comparação de escores 
com características ou 
comportamentos previamente 
definidos.
Sistemas de 
referência
Tabelas estatísticas (percentis, 
média, desvio-padrão) 
idealizadas com base em 
escores apresentados por 
sujeitos pertencentes a grupos 
específicos.
Pontos de corte que 
traduzem características ou 
comportamentos específicos.
Desvantagens
Posição favorável em relação 
a um grupo não garante níveis 
adequados de um atributo e 
necessidade de averiguar a 
origem das tabelas normativas.
Pontos de corte que 
traduzem características ou 
comportamentos específicos.
Falta de motivação e perda de 
interesse.
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006)
UNI
A tomada de decisão a ser feita pelos professores depende da perspectiva de 
referência.
31
RESUMO DO TÓPICO 2
Nesse tópico você viu que:
• Há três termos frequentemente utilizados pelos professores de Educação Física, 
que são: testar, medir e avaliar. É imprescindível compreender cada um deles 
individualmente.
• Os termos testar, medir e avaliar não são sinônimos e constantemente são 
confundidos.
• Testar significa verificar o desempenho do indivíduo mediante “testes” 
organizados previamente. Esses testes fornecem valores numéricos das medidas 
aos profissionais.
• Medir significa descrever os valores numéricos (quantitativos) obtidos por meio 
dos “testes”. Esses valores (medidas) devem ser precisos e objetivos. 
• Avaliar significa interpretar os dados quantitativos e/ou qualitativos obtidos 
por meio dos “testes” baseados em sistemas de referenciais previamente definidos.
• Há testes de campo e testes de laboratório, cada um com suasespecificidades.
• Há três diferentes tipos de avaliação, sendo: avaliação diagnóstica, formativa e 
somativa.
• A avaliação diagnóstica avalia condições iniciais do indivíduo.
• A avaliação formativa avalia o progresso do indivíduo.
• Cabe ao profissional optar por qual ou quais tipos de avaliação desejará utilizar.
• A avaliação somativa é o conjunto de todas as avaliações realizadas ao fim de 
cada unidade do planejamento.
• A ideia de normalidade pode possuir significados diferentes. Pode se relacionar 
com os pontos de corte (classifica o avaliado em “normal” ou “subnormal”) ou se 
relacionar com valores que ocorrem na maioria dos avaliados (classifica o avaliado 
em “normal” ou “anormal”). 
• As avaliações podem ser referenciadas por normas ou por critérios e cada uma 
possui suas características próprias. É importante os professores de educação 
física conhecê-las e, assim, escolher qual tipo de avaliação desejarão utilizar em 
seus programas de intervenção.
32
• A avaliação por norma é referência de avaliação que expressa o comportamento 
(distribuição) normal da variável sob a análise na população.
• Avaliação por critério geralmente é um valor arbitrário que representa um 
padrão mínimo de desempenho.
33
1 Há três termos essenciais para a compreensão das medidas e para as avaliações. 
Cite quais são esses três termos. Na sequência, explique cada um deles.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
2 A compreensão de conceitos é importante para entender de forma clara as 
diferenças entre testar, medir e avaliar. Apesar de essas palavras possuírem 
significados diferentes, muitas vezes são utilizadas como sinônimos umas 
das outras. A partir dos conceitos de testar, medir e avaliar, correlacione as 
informações da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
AUTOATIVIDADE
Coluna 1 Coluna 2
(a) Testar
( ) Descrever fenômenos do ponto de vista 
quantitativo.
(b) Medir
( ) Interpretar dados quantitativos e qualitativos 
para obter parecer ou julgamento de valores com 
boas referências previamente definidas.
(c) Avaliar
( ) Verificar desempenho mediante situações 
previamente organizadas e padronizadas, 
denominadas “testes”.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta.
a) ( ) a, c, b.
b) ( ) b, a, c.
c) ( ) c, a, b. 
d) ( ) c, b, a.
e) ( ) b, c, a. 
3 No que concerne às definições de TESTAR, leia atentamente as frases a 
seguir e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para aquelas que 
forem Falsas.
( ) É possível, por meio do teste, verificar o desempenho do indivíduo mediante 
situações previamente organizadas e padronizadas.
( ) Essas situações padronizadas são denominadas de medidas.
( ) O teste é um instrumento, procedimento ou técnica usada para se obter uma 
medida.
( ) Os testes não viabilizam determinar os valores numéricos das medidas.
( ) Há diferentes tipos de testes, por meio de escrita, de observação ou de 
performance.
34
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V – F – V – F – V.
b) ( ) F – F – F – V – V.
c) ( ) F – V – V – F – F. 
d) ( ) V – F – V – F – F.
e) ( ) V – F – F – V – V. 
4 No que concerne às definições de MEDIR, leia atentamente as frases a seguir 
e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para aquelas que forem 
Falsas.
( ) Significa descrever fenômenos do ponto de vista qualitativo.
( ) Significa descrever fenômenos do ponto de vista quantitativo.
( ) É útil para obter informações por um teste tomando-se por referência um 
sistema convencional de unidades.
( ) Medidas são o resultado obtido através da coleta realizada por um 
instrumento, procedimento ou técnica atribuindo-se a ela um valor numérico, e 
devem ser precisas e objetivas.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V – F – V – V.
b) ( ) F – V – V – V.
c) ( ) F – V – F – F. 
d) ( ) V – F – V – F.
e) ( ) V – F – F – V. 
5 No que concerne às definições de AVALIAR, leia atentamente as frases a 
seguir e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para aquelas que 
forem Falsas.
( ) Significa interpretar dados quantitativos e qualitativos a fim de obter parecer 
ou julgamento de valores com bases em referenciais previamente definidos.
( ) A avaliação julga quanto foi eficiente o sistema de trabalho usado, classifica 
os testados, reflete o progresso, indica se os objetivos são ou não atingidos, 
indica se o sistema de ensino é satisfatório.
( ) Não cabe à avaliação possibilitar a reflexão acerca das metas e os objetivos 
do profissional.
( ) Determina a importância ou o valor da informação coletada.
( ) A avaliação não viabiliza a comparação com algum padrão predefinido.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V – V – V – F – V.
b) ( ) F – F – V – V – V.
c) ( ) F – V – V – F – F. 
d) ( ) V – V – F – V – F.
e) ( ) V – F – F – V – F. 
35
6 No que se refere aos diferentes tipos de avaliação (diagnóstica, formativa e 
somativa), correlacione os itens I, II e III de acordo com o tipo de avaliação a 
que se referem.
I - Consiste no tipo de avaliação feito continuamente ao longo do processo de 
ensino-aprendizagem. Com este tipo de avaliação é possível redirecionar as 
estratégias e as ações.
II - Representa o conjunto de todas as avaliações realizadas no fim de cada 
unidade do planejamento, com o objetivo de obter um quadro geral da evolução 
do indivíduo.
III - Refere-se à análise dos pontos fortes e fracos do indivíduo ou grupo de 
indivíduos, em relação a uma determinada característica.
 
( ) Avaliação diagnóstica.
( ) Avaliação formativa.
( ) Avaliação somativa.
7 Os valores de referência para avaliação são frequentemente utilizados para 
comparar o resultado da medida obtida com um valor de referência previamente 
estabelecido. Cite as duas referências de avaliação e explique-as.
_____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
8 Os valores de referência comumente utilizados fazem menção a normas ou 
a critérios. Para organizar as diferenças entre essas avaliações com referências 
distintas, leia atentamente as frases. Posteriormente, insira I para a avaliação 
referenciada por norma e II para a avaliação referenciada por critério.
( ) Possui o objetivo de verificar a posição dos avaliados em relação aos níveis 
específicos de proeficiência.
( ) Possui o objetivo de situar os avaliados em relação a grupos específicos.
( ) Analisa as informações a partir da comparação dos escores com os 
apresentados por outros avaliados.
( ) Analisa as informações a partir da comparação de escores com características 
ou comportamentos previamente definidos.
( ) Como sistema de referência, utiliza pontos de corte que traduzem 
características ou comportamentos específicos.
( ) Possui a desvantagem da falta de motivação e perda de interesse.
( ) Como sistema de referência, utiliza tabelas estatísticas (percentis, média, 
desvio-padrão) idealizadas com base em escores apresentados por sujeitos 
pertencentes a grupos específicos.
36
37
TÓPICO 3
SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS 
DE AVALIAÇÃO
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Para que seja possível avaliar os indivíduos (alunos, clientes, atletas) que 
participamdo programa de intervenção deve-se aplicar testes para verificar se o 
programa tem proporcionado os resultados esperados ou não. E, ainda, a partir 
dos resultados obtidos nos testes, é possível efetuar ajustes no programa de 
intervenção. 
Para tanto, há uma dúvida central: como selecionar os instrumentos de 
avaliação? A fim de responder ao questionamento, deve-se considerar que há 
diferentes modalidades para os critérios de seleção: qualidade do teste, aspectos 
práticos, aspectos pedagógicos e a utilização dos resultados. 
A qualidade do teste se refere à validade, reprodutibilidade e objetividade. 
Os aspectos práticos contemplam a viabilidade e a economia do teste. Os aspectos 
pedagógicos se referem à facilidade de entendimento e à motivação. E a utilização 
de recursos engloba a especificidade e a prescrição. Para melhor visualização 
dessas informações, apresenta-se a Figura 10.
FIGURA 10 – CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
FONTE: As autoras
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
38
Acrescenta-se que o ideal é selecionar bons testes, de modo que os 
resultados obtidos sejam precisos e confiáveis. De forma geral, bons testes possuem 
três características essenciais relacionadas à qualidade, sendo: a validade, a 
reprodutibilidade e a objetividade. Esses conceitos básicos são essenciais para que 
as avaliações sejam feitas com o mínimo de erro possível. É importante mencionar 
que há diferentes tipos de validade: validade face ou de lógica, validade de 
conteúdo, validade de constructo, validade concorrente e validade preditiva. Cada 
uma dessas validades será explicada separadamente.
No que concerne à consistência das medidas, item relacionado à 
reprodutibilidade e validade dos testes, pode-se recorrer a diferentes estratégias, 
entre elas o teste-reteste, o uso de instrumentos paralelos e a divisão do instrumento. 
Ademais, por mais que os critérios de validade almejem minimizar ao máximo 
os erros de medida, causados pelas alterações que podem surgir com relação aos 
avaliadores, aos avaliados e aos instrumentos utilizados na avaliação, eles sempre 
estão presentes. Os erros de medidas são classificados em sistemáticos e aleatórios.
Quanto aos aspectos práticos, enfatiza-se a viabilidade (equipamentos, 
as instalações, a equipe técnica, o tempo disponível, o número de avaliados) e a 
economia (custo-benefício). Por fim, nos aspectos pedagógicos enquadram-se a 
facilidade de entendimento e a motivação, e na utilização de resultados destacam-
se a especificidade e a prescrição.
Cada um dos elementos mencionados anteriormente será detalhadamente 
desenvolvido nos subtítulos a seguir.
2 QUALIDADE DO TESTE
A qualidade dos instrumentos utilizados é fundamental para o 
desenvolvimento de qualquer programa de intervenção. Logo, pode-se dizer que 
a qualidade de um teste é um aspecto decisivo no processo avaliativo como um 
todo. 
Em linhas gerais, Rojas e Barros (2003) acreditam que testes bons geram 
medidas boas e possibilitam a realização de uma avaliação confiável. Enquanto 
que testes ruins geram medidas ruins, o que restringe a avaliação, porque fornecem 
dados imprecisos e julgamentos equivocados. Para compreender melhor esta 
lógica de raciocínio, apresenta-se a Figura 11.
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
39
FONTE: Adaptado de Rojas e Barros (2003)
Contudo, como os profi ssionais devem escolher os testes que pretendem 
utilizar para auxiliá-los de forma coerente no processo de avaliação? Responder a 
esta pergunta não é uma tarefa muito fácil, mas há algumas sugestões para auxiliar 
na escolha de bons testes. Primeiramente, deve-se escolher os testes que mais se 
adéquem a determinada realidade em que se está inserido, ao contexto, ao local, 
aos materiais disponíveis e às variáveis que se deseja medir.
Além disso, acrescenta-se que os bons testes possuem algumas 
características específi cas, como a validade, a reprodutibilidade e a objetividade 
(ROJAS; BARROS, 2003).
 FIGURA 12 – CARACTERÍSTICAS DE UM BOM TESTE
FONTE: As autoras
Na sequência, vamos estudar cada uma dessas características.
→	Validade: é o critério que defi ne o grau de precisão e o erro de medida de um 
determinado teste (ROJAS; BARROS, 2003). Diz-se que um teste é válido quando 
ele mede aquilo que se propõe a medir. Destaca-se que bons testes possuem elevado 
grau de precisão e, por conseguinte, pequena margem de erro. Há diferentes tipos 
de validade: lógica ou de face, de conteúdo, de constructo, concorrente e preditiva.
→	Reprodutibilidade: refl ete a consistência entre as medidas obtidas em duas 
aplicações consecutivas do mesmo teste. Para o teste ser considerado reprodutível, 
os resultados dessas duas aplicações devem ser aproximados (ROJAS; BARROS, 
2003). Pode-se dizer que quanto maior for a reprodutibilidade do teste, mais estáveis 
e precisas serão as medidas obtidas. Atenta-se ao fato de que a reprodutibilidade 
de um teste pode ferir sua validade. 
→	Objetividade: assemelha-se à reprodutibilidade. É um indicador específi co 
de reprodutibilidade que se refere ao grau de concordância entre diferentes 
Testes bons medidas boas Avaliação confi ável
Testes ruins medidas ruins Avaliação restrita
CARACTERÍSTICAS DE UM BOM TESTE
VALIDADE REPRODUTIBILIDADE OBJETIVIDADE
 FIGURA 11 – IMPLICAÇÕES DE TESTES BONS OU RUINS NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO
40
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
avaliadores durante a administração de um mesmo instrumento de medida. 
Um teste é objetivo quando produz medidas/resultados semelhantes quando 
administrado por diferentes avaliadores. Há inúmeros fatores que podem 
influenciar a objetividade de um teste, por exemplo, a forma como as instruções 
foram fornecidas ao avaliado, as condutas ou o estado de humor do avaliador no 
ato da aplicação do teste. Ressalta-se que testes objetivos sofrem pouca interferência 
da ação/participação do avaliador. Logo, o erro intra-avaliador é pequeno (ROJAS; 
BARROS, 2003).
Acerca da tríade validade-reprodutibilidade-objetividade, acrescenta-se 
que há inter-relações entre eles e, às vezes, essas inter-relações são unilaterais. Para 
exemplificar essas inter-relações, apresenta-se a Figura 13.
FIGURA 13 – INTER-RELAÇÃO ENTRE OBJETIVIDADE-
REPRESENTATIVIDADE E VALIDADE DE UM TESTE
FONTE: Rojas e Barros (2003)
Apresenta-se a Tabela 1 com as referências sobre os níveis de validade, 
reprodutibilidade e objetividade proposta por Safrit (1981).
 TABELA 1 – NÍVEIS DE VALIDADE, REPRODUTIBILIDADE E OBJETIVIDADE
Nível Validade Reprodutibilidade Objetividade
Excelente 0,80 – 1,00 0,90 – 1,00 0,95 – 1,00
Bom 0,70 – 0,79 0,80 – 0,89 0,85 – 0,94
Regular 0,50 – 0,69 0,60 – 0,79 0,70 – 0,84
Fraco 0,00 – 0,49 0,00 – 0,59 0,00 – 0,69
FONTE: Safrit (1981)
ATENCAO
Regra 1: Se um teste NÃO for reprodutivo, ele não será válido.
Regra 2: Um teste objetivo precisa obrigatoriamente ser reprodutivo (o inverso não é regra).
Curiosidade 1: Um teste pode ser reprodutivo, mas não ser válido.
Curiosidade 2: Um teste pode ser objetivo, mas não ser válido.
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
41
2.1 PRINCIPAIS TIPOS DE VALIDADE
A validade é um elemento básico para medidas e avaliações. Somente 
quando um instrumento é válido é possível considerar as informações obtidas 
para a avaliação (GUEDES; GUEDES, 2006). Ressalta-se que não existe um método 
único para determinar a validade de um teste. Na realidade, existem inúmeras 
estratégias que podem ser utilizadas para estimar a validade de um teste, que 
utilizam abordagens qualitativas ou quantitativas. De forma geral, o que se procura 
é demonstrar que a margem de erro ou a subjetividade é tão pequena que pode ser 
tolerada sem prejudicar a avaliação (ROJAS; BARROS, 2003).
A validade pode ocorrer em diferentes graus. Para definir o grau de validadede um instrumento deve-se considerar sua finalidade, o tipo de interpretação que 
oferece aos seus escores e da sua aplicação. Assim, há diferentes tipos de validade, 
sendo: validade face ou de lógica, validade de conteúdo, validade de constructo, 
validade concorrente e validade preditiva.
Apresentam-se na Figura 14 as evidências de validade de um teste a partir 
de diferentes procedimentos.
 FIGURA 14 – SUBJETIVIDADE E ARGUMENTO DE VALIDADE EM DIFERENTES 
 PROCEDIMENTOS DE VALIDAÇÃO
FONTE: Rojas e Barros (2003)
Na sequência será explicado cada um dos tipos de validade de acordo com 
os conceitos de Rojas e Barros (2003) e Guedes e Guedes (2006). Apresenta-se na 
Figura 15 um panorama geral acerca de cada um dos tipos de validade.
ATENCAO
A validade do teste deve ser considerada desde o momento em que se 
decide avaliar determinada característica do indivíduo e continua ao longo do processo de 
planejamento, administração e interpretação do teste (GUEDES; GUEDES, 2006).
42
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
FIGURA 15 – PANORAMA GERAL SOBRE OS DIFERENTES TIPOS DE VALIDADE
 FONTE: Adaptado de Rojas e Barros (2003) e Guedes e Guedes (2006)
Agora, estudaremos separadamente cada um dos tipos de validade:
2.1.1 Validade face ou lógica
É o procedimento mais frágil para estabelecer a validade de um teste, 
porque possui natureza empírica e subjetiva (não é determinada por métodos 
estatísticos). Parte da premissa de que os instrumentos de medida produzirão 
escores representativos de alguma característica ou comportamento, mas deve-se 
determinar até que ponto esses escores podem traduzir informações sobre o que 
se pretende avaliar (GUEDES; GUEDES, 2006). Um instrumento é válido quando 
consegue demonstrar claramente que o teste permite obter bons dados sobre as 
variáveis de interesse. Exemplo: qualidade de vida.
2.1.2 Validade de conteúdo
Pode ser obtida por meio da comparação de resultados de duas versões 
de um mesmo teste, sendo uma versão curta e outra longa. Acredita-se que se o 
conteúdo está presente nas duas versões do teste, então as medidas obtidas na 
versão curta deverão se correlacionar satisfatoriamente com as medidas da versão 
VALIDADE
Grau com que o instrumento 
de medida oferece 
informações quanto às 
características ou aos 
comportamentos associados 
ao atributo que se pretende 
avaliar,
Validade face ou lógica
Análise representativa dos escores ebtidos com o 
instrumento de medida em relação à característica 
ou ao acompanhamento que se pretende analisar
Validade de conteúdo
Comparação de escores obtidos com a versão longa 
do instrumento de medida com a versão curta.
Validade de Constructo
Comparação escores obtidos entre dois grupos 
diferentes em relação ao atributo que se pretende 
avaliar.
Validade Corrente
Relação estatística entre os escores produzidos pelo 
instrumento de medida e indicadores de mesma 
natureza que seguramente oferece indicações 
favoráveis quanto à avaliação do mesmo atributo 
que se pretende avaliar.
Validade Preditiva
Grau de probabilidade com que os escores 
produzidos pelo instrumento de medida podem 
predizer estatisticamente o atributo que se pretende 
avaliar.
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
43
longa (ROJAS; BARROS, 2003). Exemplo: questionário de atividade física habitual 
(IPAQ). 
2.1.3 Validade de constructo 
Permite localizar e isolar dois grupos que reconhecidamente são diferentes 
em relação à variável que está sendo testada. Assim, deve-se aplicar o teste que 
se almeja validar a esses dois grupos distintos para determinar se há diferenças 
significativas entre os escores obtidos em cada um dos grupos (ROJAS; BARROS, 
2003).
2.1.4 Validade concorrente
Expressa a relação estatística que possa existir entre os escores produzidos 
pelo instrumento de medida em questão e pelos indicadores de mesma natureza 
oferecidos por outro instrumento de medida já validado que seguramente oferece 
indicações favoráveis sobre a avaliação do mesmo atributo que se pretende avaliar 
(GUEDES; GUEDES, 2006).
2.1.5 Validade preditiva
É a forma mais rigorosa de estabelecer a validade de um teste e envolve o 
uso de um critério (geralmente um comportamento futuro) a ser predito através 
de uma equação matemática. Diz-se que um teste tem validade preditiva se as 
medidas que ele permite obter são significativamente correlacionados com uma 
característica, comportamento ou desempenho apresentados no futuro (ROJAS; 
BARROS, 2003).
2.1.6 Recursos estatísticos
Nota-se que alguns desses tipos de validade fazem uso de recursos 
estatísticos. Para tanto, calculam o coeficiente de correlação entre os escores 
obtidos pelos instrumentos de medida. Posteriormente, os valores do coeficiente 
de correlação são analisados a partir de uma tabela de referência predefinida. No 
caso da educação física, adota-se a tabela elaborada por Tritschler (2000) (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Apresenta-se a Tabela 2 com as referências sobre os coeficientes de 
correlação para interpretação de validação de instrumentos na área da educação 
física.
44
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
TABELA 2 – COEFICIENTES DE CORRELAÇÃO REFERÊNCIA PARA INTERPRETAÇÃO DE 
 VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTOS NA ÁREA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
Coeficiente de correlação Validação do instrumento
0,90 – 0,99 Excelente
0,80 – 0,89 Muito boa
0,70 – 0,79 Aceitável
0,60 – 0,69 Questionável
FONTE: Adaptado de Tritschler (2000) apud Guedes e Guedes (2006)
Assim é possível verificar de forma quantitativa a validade do instrumento 
de medida.
2.2 PRINCIPAIS TIPOS DE REPRODUTIBILIDADE: CONSISTÊNCIA 
DAS MEDIDAS
A reprodutibilidade designa a consistência entre as medidas obtidas em 
duas aplicações consecutivas do mesmo teste (ROJAS; BARROS, 2003). Para aferir 
a consistência das medidas, é possível adotar diferentes estratégias, entre elas o 
teste-reteste, o uso de instrumentos paralelos e a divisão do instrumento (ROJAS; 
BARROS, 2003).
2.2.1 Teste-reteste
A estratégia do teste-reteste contempla duas aplicações do teste para o 
mesmo grupo de avaliados. Posteriormente, calcula-se o índice de reprodutibilidade 
por meio do coeficiente de correlação (estatística).
2.2.2 Instrumentos paralelos
A estratégia dos instrumentos paralelos consiste na aplicação de dois testes 
equivalentes ou paralelos para o mesmo grupo de avaliados. Pode-se efetuar 
a aplicação de maneira simultânea ou em duas sessões com pequeno intervalo 
de tempo entre elas. Neste caso, a dificuldade é construir dois testes que sejam 
equivalentes em termos de conteúdo.
UNI
O Teste de Correlação – é uma técnica estatística utilizada para determinar o 
relacionamento entre duas ou mais variáveis.
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
45
2.2.3 Divisão do instrumento
A estratégia da divisão do instrumento é a fragmentação do teste em duas 
metades e os escores de ambas as partes serão correlacionados a fim de estimar 
o índice de consistência entre as medidas. Possui a vantagem de ser uma única 
aplicação do teste e não requer a construção de um segundo teste equivalente.
2.3 Erros de medida
Para qualquer programa de avaliação, a coleta de informações é 
fundamental. Por isso se tem tanta preocupação com os possíveis erros de medida. 
Caso os dados sejam coletados de forma desatenciosa, poderão ser inutilizados 
para as análises da avaliação (GUEDES; GUEDES, 2006). 
De maneira infortuna, apesar dos esforços na tentativa de obter medidas da 
melhor qualidade possível, independentemente de qual teste será adotado, deve-
se considerar que toda medida tem um erro. Cabe à validade do teste verificar se 
o erro de medida é pequeno, de modo que não interfira nos resultados obtidos. 
Salienta-se que ao longo dos anos ocorreu elevadaevolução nos instrumentos de 
medida, de modo que o aproximem de zero. Apesar disso, ressalta-se que os erros 
de medida se fazem presentes.
Geralmente esses erros de medida são causados pelas constantes alterações 
que podem surgir, em especial com relação aos avaliadores, aos avaliados e aos 
instrumentos utilizados na avaliação (GUEDES; GUEDES, 2006). Por essa razão, 
é importante considerar essas constantes alterações de modo a reduzir para o 
mínimo tolerável os erros de medida e, ainda, mensurar a magnitude do erro a fim 
de melhor subsidiar, do ponto de vista estatístico, a análise dos escores obtidos.
A fim de exemplificar melhor os exemplos de erros que podem ocorrer, 
destacam-se:
• Avaliadores que realizam pegadas diferentes para medir no teste do adipômetro.
• Avaliadores que não priorizam a padronização do teste e o realizam fora do 
padrão. Por exemplo, medidas de circunferências às vezes obtidas por cima de 
roupa e outras sob a roupa; ou medidas de circunferências às vezes obtidas com 
referência às linhas paralelas do solo e outras vezes não; 
• Aplicação do teste (para o mesmo indivíduo ou para indivíduos diferentes) em 
períodos diferentes dos dias, com temperaturas muito diferentes. 
• Aplicação do teste às vezes após alguns dos avaliados ter praticado exercícios 
físicos ou alongamento.
• Instrumentos não calibrados, não aferidos ou com desgastes que causem 
alteração nas medidas podem provocar erros.
46
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
Para fins de curiosidade, apresenta-se na Figura 16 um adipômetro ou 
plicômetro sendo utilizado para mensurar a espessura do tecido adiposo.
 FIGURA 16 – UTILIZAÇÃO DO ADIPÔMETRO OU PLICÔMETRO 
Fonte: Guedes e Guedes (2006, p. 223).
Existem também os erros estatísticos, os quais podem ser estimados 
aplicando-se o mesmo teste várias vezes em um mesmo indivíduo e em condições 
idênticas. Posteriormente, deve-se analisar os dados e verificar a dispersão das 
medidas em torno do valor médio. Quanto maior for a dispersão, maior será o erro 
e menor a precisão. Quanto menor for a dispersão, menor será o erro e maior será 
a precisão. 
De acordo com a classificação, os erros de medida são sistemáticos e 
aleatórios, conforme a Figura 17.
UNI
O adipômetro, também chamado de plicômetro, é um equipamento que serve 
para medir a espessura do tecido adiposo em diversas partes do corpo. Ao longo do Livro da 
disciplina de Medidas e Avaliações, esse instrumento será estudado separadamente.
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
47
FIGURA 17 – CLASSIFICAÇÃO DOS ERROS DE MEDIDA
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006)
A seguir, vejamos cada um dos erros de medida a partir de Guedes e 
Guedes (2006).
• Erros de medida sistemáticos: ocorrem em caso de réplicas de medida 
quando a probabilidade de as duas aplicações diferirem entre si for igual à de 
ocorrerem diferenças entre os escores originais do atributo. Surgem quando 
fatores responsáveis pelos erros afetarem igualmente os escores originais e as 
réplicas. Neste caso, as diversas medições não estão muito dispersas, então 
reconhece-se que a medida tem precisão, mas o seu valor médio difere do 
valor verdadeiro da variável medida. Observa-se, ainda, a ausência de erro 
estatístico. O erro sistemático é sempre o mesmo e não pode ser identifi cado por 
repetição da medida porque o valor verdadeiro não é conhecido. Os erros de 
medida sistemáticos podem ocorrer em razão de problemas: instrumental (erro 
na calibração do instrumento), teórico (erro nas fórmulas usadas), ambiental 
(temperatura) e observacional (falha dos avaliadores).
• Erros de medida aleatórios: resultam de fatores responsáveis pelos erros que 
afetam diferentemente os escores verdadeiros e as réplicas. Atenta-se ao fato 
de que, na Educação Física, ocorrem os erros de medida aleatórios com maior 
frequência quando mais de um avaliador realizar a coleta das informações e 
não houver padronização das medidas.
Além dessa classifi cação geral apresentada anteriormente, há tentativas de 
pesquisadores da área em descrever as várias fontes de erros de medida. Assim, os 
diferentes tipos de erros de medida são apresentados na Figura 18.
ATENCAO
Para o teste ser padronizado, deve ter e apresentar a descrição exata das condições 
sob as quais deve ser aplicado, de modo que todos os avaliadores possam reproduzi-las de 
maneira semelhante, reduzindo os erros de medida.
Erros de Medida
Aleatórios
Sistemáticos
48
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
FIGURA 18 – TIPOS DE ERROS DE MEDIDA
FONTE: Guedes e Guedes (2006) 
Para reforçar, a exatidão analisa o quanto as medidas obtidas estão em 
conformidade com a sua verdadeira medida, sendo insuficiente considerar apenas 
a precisão com que as medidas são realizadas, mas também obter medidas com 
alto índice de exatidão. A precisão analisa o quão consistente um avaliador está 
com ele mesmo na realização das medidas (reprodutibilidade intra-avaliador) ou 
com relação a outros avaliadores (reprodutibilidade interavaliadores) (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
3 ASPECTOS PRÁTICOS
No que tange aos aspectos práticos, atenta-se para a viabilidade e para 
a economia. A viabilidade contempla os equipamentos, as instalações, a equipe 
técnica, o tempo disponível, o número de avaliados, entre outros. Essas questões 
devem ser consideradas inclusive durante o planejamento das medidas e avaliações, 
de modo a tornar exequível a aplicação dos testes e da avaliação em sua totalidade. 
Já a economia verifica a relação existente entre os custos e os benefícios. 
Uma proposta de trabalho de altíssimo custo e baixo custo-benefício não se torna 
viável. Em contrapartida, uma proposta de baixo a médio custo que proporcione 
elevados benefícios se torna bastante atrativa para execução. 
IMPORTANT
E
Guedes e Guedes (2006) indicam que, na área da Educação Física, a maior 
dificuldade é determinar qual é a verdadeira medida para um atributo em determinado 
avaliado naquele dado momento, visto que o organismo está constantemente em estado de 
transformação e, portanto, teoricamente não deverá produzir as mesmas respostas entre uma 
medida e outra, mesmo que em curto espaço de tempo. 
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
49
4 ASPECTOS PEDAGÓGICOS
Os aspectos pedagógicos, por sua vez, compreendem a facilidade de 
entendimento e a motivação. Nos momentos que precedem a aplicação de um 
teste, o avaliador deve explicar o teste para o avaliado, questionar o avaliado que 
está com alguma dúvida sobre o teste. O avaliado precisa entender como será 
feito o teste para poder executá-lo corretamente. Muitas vezes, o avaliador precisa 
demonstrar como o avaliado deve realizar a tarefa antes do teste iniciar. Isso 
preconiza que toda informação deve ser seguida por uma demonstração, conforme 
defendido por Sherril (2004).
Ultimamente, as pesquisas científicas têm exigido padronização nas 
instruções que o avaliador fornece aos avaliados. Atenta-se também ao fato de 
que a forma com que o avaliador realiza a abordagem é muito importante para 
obtenção de medidas confiáveis. Por isso, é imprescindível conhecer muito bem o 
público-alvo com que se está trabalhando (crianças, jovens, adultos, idosos, entre 
outros). 
Outro exemplo de uma situação que pode comprometer a coleta dos 
dados é o constrangimento do avaliador por algum motivo específico ou, ainda, a 
depender do instrumento utilizado, também é possível constranger o avaliado. Há 
questionários que, muitas vezes, são aplicados para coleta de dados em populações 
idosas que eventualmente podem gerar o constrangimento. Questões relacionadas 
ao poder socioeconômico, aspectos relacionados à saúde, presença de doenças, 
avaliação da memória, utilização de substâncias entorpecentes e atividade sexual 
são exemplosde perguntas que carecem de cuidado e sensibilidade por parte 
do avaliador no momento da aplicação de questionários. Por vezes, os avaliados 
podem inclusive não responder às perguntas com sinceridade. Com a experiência, 
a prática e a perseverança constante, o avaliador conseguirá perceber todos esses 
detalhes durante a aplicação do instrumento de medida. 
A motivação, entretanto, representa um desafio para o avaliado. É definida 
como um estado emocional capaz de despertar interesse ou desinteresse do 
avaliado. Em linhas gerais, trata-se de um aquecimento para que o avaliado aplique 
suas energias voluntariamente na execução da tarefa prevista (NÉRECI, 1993).
É relevante especificar que há um termo denominado “incentivo” que 
frequentemente se associa à motivação. Para alguns especialistas da área, a 
motivação é definida como a vontade ou interesse por algo que brota dentro do 
próprio indivíduo, como se fosse uma “força interior”. E o incentivo é definido 
como um estímulo externo, visando despertar a vontade/interesse no indivíduo. 
Independentemente do termo ou da definição adotada, ambas se fazem importantes 
durante a aplicação de instrumentos de medida. 
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
50
5 UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS
 
Posteriormente a todo processo de avaliação, cabe aos profissionais 
utilizarem os resultados obtidos e a interpretação deles para fornecerem retorno ao 
avaliado, informá-lo a respeito do seu resultado/desempenho, e também podem 
ser utilizados para acompanhar a evolução do aluno. Outra excelente forma de 
aplicação dos resultados é utilizá-los como uma ferramenta interessante para 
motivar o aluno/atleta para a prática das atividades físicas desenvolvidas ou, 
ainda, para correção do treino executado. Além disso, esses resultados também 
poderão ser cuidadosamente utilizados pelos profissionais com a finalidade de 
prescrição de atividade física e/ou de exercícios físicos.
6 OUTROS ASPECTOS RELEVANTES
 
Reconhecer as questões éticas acerca das medidas e avaliações é de grande 
valia. Afinal, quando os profissionais optam por seguir uma profissão que lida 
com pessoas, inegavelmente se deparam com elementos éticos a priori. Nesse 
sentido, os avaliados com os quais se trabalha são indivíduos dotados de fatores 
psicológicos e físicos. 
Cabe aos profissionais explicar aos avaliados os procedimentos que serão 
utilizados no teste. O avaliado deverá estar consciente dos intrumentos e dos 
protocolos de avaliação que serão aplicados a ele, bem como as possíveis falhas 
que o instrumento de medida utilizado venha a possuir. Ao avaliado cabe aceitar 
participar da coleta das informações, mas, mesmo após o aceite, poderá solicitar 
que a avaliação seja interrompida em qualquer momento. Contudo, para evitar 
essa situação de desistência por parte do avaliado, ressalta-se a importância de 
explicar corretamente o que será feito e como será feito durante as medidas e 
avaliações, sem omitir parte do teste para o avaliado, além de deixar o avaliado à 
vontade durante a aplicação do teste.
É recomendável, quando viável, a elaboração de um Termo de Consentimento 
Livre e Esclarecido para segurança tanto do avaliado como do avaliador. No 
termo deverá constar a identificação do avaliado e do avaliador e informar sobre 
os instrumentos e protocolos de avaliação, com ênfase ao respeito ao avaliado, 
que poderá interromper. Há inúmeros modelos de Termo de Consentimento Livre 
e Esclarecido, disponíveis gratuitamente na internet, que são fonte de consulta e 
poderão ser utilizados como modelo.
No caso de o avaliador perceber que o avaliado está desconfortável ou não 
deseja participar da coleta de informação, também pode solicitar a interrupção. 
Em avaliações com crianças, por vezes, diante de um cenário ao qual não estão 
habituadas, bem como pessoas que não conhecem bem (avaliadores), podem 
apresentar choro. Neste momento, o olhar sensível do avaliador deverá estar 
atento para reconhecer os sinais que o avaliado indica e interromper a aplicação 
TÓPICO 3 | SELEÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
51
do instrumento de medida, ainda que o desejo em finalizar a avaliação esteja 
presente. Mesmo que as avaliações sejam continuadas e, ato contínuo, finalizadas, 
face às intercorrências sofridas, é provável que os resultados não sejam confiáveis.
7 VISÃO GERAL
Os conteúdos abordados no Livro Didático de Medidas e Avaliações 
em Educação Física apresentam inúmeras particularidades, as quais foram 
apresentadas divididas didaticamente em partes. Em contrapartida, torna-se 
válido apresentar um panorama geral acerca das etapas que norteiam as medidas 
e as avaliações.
Em um primeiro momento, é de grande valia reconhecer os objetivos dos 
programas de avaliação, a saber: acompanhar o processo de ensino-aprendizagem; 
detectar, selecionar e promover talentos esportivos; prescrever e orientar as 
atividades/exercícios físicos; diagnosticar questões relacionadas ao estado de 
saúde e elaborar um banco de dados para pesquisas científicas.
Na sequência, deve-se definir com quais atributos se deseja trabalhar, 
quais sejam: crescimento físico, maturação biológica, desempenho motor, 
proporcionalidade, composição corporal, estado nutricional, atividade física 
habitual, sistema de mobilização energética e sistema músculo-articular.
Ato contínuo, deve-se determinar os referenciais de análise que serão 
adotados, sendo avaliação referenciada por norma ou avaliação referenciada por 
critério. Também é imprescindível selecionar e escolher quais instrumentos de 
medida serão utilizados. Pode-se recorrer à testagem, à medição, à observação, a 
entrevistas ou, ainda, a questionários.
Posteriormente, atenta-se para a aplicação dos instrumentos de medida 
propriamente dita, seguida pela análise das informações obtidas durante a coleta 
dos dados. Por fim, os resultados obtidos e devidamente analisados devem ser 
disseminados.
Para melhor visualização das informações acima descritas, apresentam-se 
na Figura 19 todas as etapas que compõem o delineamento de um programa de 
avaliação no campo da educação física.
UNIDADE 1 | CINEANTOPOMETRIA
52
FIGURA 19 – ETAPAS DO DELINEAMENTO DE UM PROGRAMA DE AVALIAÇÃO NO CAMPO DA 
 EDUCAÇÃO FÍSICA
FONTE: Guedes e Guedes (2006)
53
RESUMO DO TÓPICO 3
 Neste tópico vimos que:
• A seleção de um instrumento é uma tarefa complexa, que contempla diferentes 
modalidades para os critérios de seleção: qualidade do teste, aspectos práticos, 
aspectos pedagógicos e a utilização dos resultados. 
• A qualidade do teste se relaciona com a qualidade das medidas obtidas, que 
podem resultar em uma avaliação confiável ou restrita, a depender se o teste for 
bom ou ruim.
• Para a realização de uma boa e confiável avaliação é necessário utilizar bons 
testes, porque eles geram medidas boas.
• A utilização de testes ruins implica a realização de uma avaliação composta por 
julgamentos equivocados e imprecisos, baseados em medidas ruins.
• Para identificar testes bons é importante reconhecer algumas características 
específicas, como a validade, a reprodutibilidade e a objetividade.
• A validade é o critério que indica se o teste mede com precisão aquilo que 
pretende medir (há pequena margem de erro).
• A reprodutibilidade revela a consistência entre as medidas obtidas em duas 
aplicações consecutivas do mesmo teste em condições idênticas.
• A objetividade se refere ao grau de concordância entre diferentes avaliadores 
durante a administração de um mesmo instrumento de medida. 
• Existem diferentes tipos de validade: validade face ou de lógica, validade de 
conteúdo, validade de constructo, validade concorrente e validade preditiva.
• Para aferir a consistência das medidas pode-se usar as estratégias: teste-reteste, 
instrumentos paralelos e divisão do instrumento.
• Erros de medida sãoinevitáveis, podem ser causados pelos avaliadores, pelos 
avaliados ou pelos instrumentos utilizados na avaliação.
• Os aspectos práticos envolvem a viabilidade (equipamentos, as instalações, 
a equipe técnica, o tempo disponível, o número de avaliados, entre outros) e a 
economia do teste (relação custo-benefício).
• Os aspectos pedagógicos contemplam o entendimento e a motivação. 
• A utilização de resultados envolve especificidade e prescrição.
54
1 Durante o Tópico 3, você estudou que para a seleção de um instrumento de 
avaliação é imprescindível levar em consideração um conjunto de modalidades 
que se referem aos critérios de seleção. Cite quais são as quatro diferentes 
modalidades para os critérios de seleção de um instrumento de avaliação.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________.
2 A partir dos critérios de seleção de um instrumento de medida, correlacione 
as informações da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
AUTOATIVIDADE
Coluna 1 Coluna 2
(a) Qualidade do teste
( ) Trata da facilidade de compreensão e da 
motivação.
(b) Aspectos práticos
( ) Envolve a especificidade e a prescrição de 
exercícios.
(c) Aspectos 
pedagógicos
( ) Contempla a viabilidade e a economia.
(d) Aspectos 
pedagógicos
( ) Refere-se à validade, reprodutibilidade e 
objetividade.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta.
a) ( ) c, d, b, a.
b) ( ) a, c, b, d.
c) ( ) b, a, d, c. 
d) ( ) c, b, a, d.
e) ( ) d, c, a, b. 
3 Para a seleção de testes de medidas e avaliações é importante estar atento às 
características específicas que bons testes apresentam. Essas características são 
a validade, a reprodutibilidade e a objetividade. Explique cada uma dessas três 
características.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________
4 De acordo com Guedes e Guedes (2006), A validade é um elemento básico 
para medidas e avaliações. Somente quando um instrumento é válido é possível 
considerar as informações obtidas para a avaliação. A afirmação dos autores 
55
citados demonstra a importância da validade para a utilização das medidas 
obtidas para uma avaliação coerente. No que concerne aos diferentes tipos 
de validade, leia atentamente as frases a seguir e marque V para aquelas que 
forem Verdadeiras e F para aquelas que forem Falsas.
( ) A validade face, também denominada de validade de conteúdo, é o 
procedimento mais seguro para estimar o grau de validade de um teste, porque 
faz uso de métodos estatísticos.
( ) A validade de constructo não permite localizar e isolar dois grupos que 
reconhecidamente são diferentes em relação à variável que está sendo testada. 
( ) A validade lógica possui natureza empírica e subjetiva e, por isso, é o 
procedimento mais frágil para estabelecer a validade de um teste.
( ) A validade de conteúdo é estimada a partir da comparação de resultados 
de duas versões de um mesmo teste, sendo uma versão curta e outra longa.
( ) A validade preditiva é a forma menos rigorosa de estabelecer a validade de 
um teste.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F – F – V – V – F.
b) ( ) V – F – V – F – V.
c) ( ) F – V – V – F – V.
d) ( ) V – V – V – F – F. 
e) ( ) F – V – F – V – F.
5 Considerando que a reprodutibilidade reflete a consistência entre as médias 
obtidas em duas aplicações consecutivas do mesmo teste, há formas específicas 
para aferir a consistência das medidas. Para tanto, utilizam-se a estratégia do 
teste-reteste, estratégia do uso de instrumentos paralelos e a estratégia da 
divisão do instrumento. A partir disso, correlacione as informações da Coluna 
1 com aquelas da Coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
(a) Teste-reteste
( ) Trata da aplicação de dois testes equivalentes 
para o mesmo grupo de avaliados. 
(b) Instrumentos 
paralelos
( ) Representa a fragmentação do teste em duas 
metades e os escores de ambas as partes serão 
correlacionados a fim de estimar o índice de 
consistência entre as medidas.
(c) Divisão do 
instrumento
( ) Consiste em duas aplicações do teste para o 
mesmo grupo de avaliados.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta.
a) ( ) b, c, a.
b) ( ) b, a, c.
c) ( ) a, c, b. 
56
Coluna 1 Coluna 2
(a) Aspectos práticos
( ) Compreende a facilidade de entendimento 
do que será realizado na avaliação.
( ) Preocupa-se com questões financeiras 
relacionadas ao instrumento de medida 
(economia).
(b) Aspectos pedagógicos
( ) Refere-se à motivação.
( ) Consiste na preocupação com os 
equipamentos, as instalações, a equipe técnica, 
o tempo disponível, o número de avaliados 
(viabilidade).
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta:
a) ( ) b, a, b, a.
b) ( ) b, b, a, a.
c) ( ) a, a, b, b. 
d) ( ) a, b, a, b.
e) ( ) a, b, a, b. 
d) ( ) c, b, a.
e) ( ) a, b, c. 
6 Conforme foi estudado, os erros de medida são inevitáveis durante a coleta 
de informações. De acordo com Guedes e Guedes (2006), os erros de medida 
são causados pelas constantes alterações que podem surgir durante a coleta de 
informações, geralmente se relacionam com os avaliadores, com os avaliados 
ou com os instrumentos utilizados na avaliação. Assim, explique com suas 
palavras pelo menos uma situação que revela a ocorrência de erros de medida.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
7 No que se refere aos aspectos práticos e pedagógicos relacionados às medidas e 
avaliações, correlacione as informações da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
57
SUGESTÃO DE ATIVIDADE PRÁTICA
Nome da atividade prática: Desafio Quis: Perguntas e Respostas (Gincana)
a) Introdução
Acadêmicos, nessa atividade prática vamos fazer a junção dos conhecimentos 
que vocês adquiriram ao longo dos estudos da Unidade 1 do Livro Didático de 
Medidas e Avaliações em Educação Física. Por vezes, didaticamente o conteúdo 
lhes é apresentado de forma fragmentada a partir de tópicos e itens separadamente. 
Contudo, como informei anteriormente, essa opção fragmentada possui caráter 
meramente didático. Também é imprescindível que após a compreensão essencial 
de conceitos, você tenha a oportunidade de estudar o conteúdo de forma ampla 
e total. Nesse sentido, essa atividade prática almeja efetuar essa visão geral em 
torno dos conteúdos aprendidos nesta unidade. Para tanto, convido-o a fazer isso 
de forma lúdica e organizada.
b) Objetivo
O objetivo dessa atividade prática é testar os conhecimentos adquiridos a 
partir dos estudos da Unidade 1 do Livro Didático de Medidas e Avaliações em 
Educação Física.
c) Materiais a serem utilizados
Os materiais a serem utilizados serão: uma folha A4, computadores, 
impressora e internet.
EXEMPLO DOS MATERIAIS A SEREM UTILIZADOS NA ATIVIDADE PRÁTICA.
Descrição do material Tipo Quantidade
Folha A4 1
Computador
Precisa ter 
programa 
Microsoft Word
1
Impressora Precisa ter tinta 1
Computadores -
1 computadorpor grupo de 
acadêmicos. A quantidade varia de 
acordo com o número de acadêmicos 
matriculados na disciplina e presentes 
na aula.
Internet para consulta 
de artigos científicos
-
O ideal é que cada computador 
utilizado pelos acadêmicos disponha 
de conexão com a internet.
d. Procedimento experimental ou metodologia
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- Pré-atividade prática: o professor/tutor deverá ter em uma folha A4 um 
conjunto de perguntas e respostas relacionadas ao conteúdo da Unidade 1. 
Nessa folha A4 as perguntas e respostas poderão estar escritas à mão ou terem 
sido impressas no computador.
Lista de perguntas e respostas:
1. Antropometria e cineantropometria são a mesma coisa? 
 Resposta: Não.
2. O que difere a antropometria da cineantropometria?
 Resposta: A antropometria é mais restrita, enquanto a cineantropometria é mais 
ampla. A antropometria significa medida dos segmentos corporais do homem. 
Enquanto que a cineantropometria efetua as medidas dos segmentos corporais 
do homem em movimento.
3. Cite cinco aplicações práticas das medidas e avaliações.
 Resposta: 
- proporções humanas eram utilizadas nas obras de arte (esculturas, desenhos e 
pinturas)
- unidades de medidas (palmo, polegadas, pé)
- Indústria automobilística
- Indústria da beleza
- Indústria da moda
- Produção de móveis
- Equipamentos eletrônicos
- Ciências da saúde
- Na educação física.
4. Explique o que é testar.
 Resposta: Significa verificar o desempenho do indivíduo mediante situações 
previamente organizadas e padronizadas (“testes”). O teste é um instrumento, 
procedimento ou técnica usada para se obter uma informação (medidas). É por 
meio dos testes que são determinados os valores numéricos das medidas. Os 
testes podem ocorrer por meio de escrita, observação ou performance. Alguns 
exemplos de testes são: teste de estatura, prova para verificar o conhecimento, 
teste de Cooper, testes de sentar e alcançar, entre outros de não menor 
importância.
5. Explique o que é medir.
 Resposta: Significa descrever fenômenos do ponto de vista quantitativo. Logo, 
é o processo utilizado para coletar informações obtidas por um teste tomando-
se por referência um sistema convencional de unidades. As medidas são o 
resultado obtido através da coleta realizada por um instrumento, procedimento 
ou técnica, atribuindo-se a ela um valor numérico, e devem ser precisas e 
objetivas. Alguns exemplos de medidas são: a medida em centímetros da 
estatura do indivíduo, a nota da prova usada para medir o conhecimento, o 
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percurso realizado pelo aluno no teste de Cooper, os centímetros alcançados no 
teste de sentar e alcançar.
6. Explique o que é avaliar.
 Resposta: Significa interpretar dados quantitativos e qualitativos a fim de 
obter parecer ou julgamento de valores com bases em referenciais previamente 
definidos. Acrescenta-se que a avaliação determina a importância ou o valor da 
informação coletada. Refere-se a um processo pelo qual se pode interpretar os 
valores de um grupo ou do próprio sujeito. A avaliação é o ponto de partida 
para saber o que deve ser trabalhado e, além disso, julga o quanto foi eficiente 
o sistema de trabalho usado, classifica os testados, reflete o progresso, indica se 
os objetivos são ou não atingidos, indica se o sistema de ensino é satisfatório. 
Por essa razão, diz-se que a avaliação deve refletir as metas e os objetivos do 
profissional e que geralmente faz comparação com algum padrão. 
7. Existem dois tipos de testes. Quais são os dois tipos de testes? 
 Resposta: Os dois tipos de testes são testes de campo e testes de laboratório.
8. Existem dois tipos de medidas. Quais são os dois tipos de medidas? 
 Resposta: Os dois tipos de medidas são as medidas antropométricas e as 
medidas de composição corporal.
9. Existem três tipos de avaliação. Quais são os três tipos de avaliação? 
 Resposta: Os três tipos de avaliação são: diagnóstica, formativa e somativa.
10. Quais são os dois tipos de valores de referências utilizados na avaliação?
 Resposta: Os dois tipos de valores de referências utilizados na avaliação são: 
avaliação de acordo com norma ou avaliação de acordo com critério.
11. Qual é a diferença entre a avaliação de acordo com a norma e a avaliação de 
acordo com critério?
 Resposta: Avaliação por norma expressa o comportamento (distribuição) normal 
da variável sob a análise na população. E a avaliação por critério geralmente é 
um valor arbitrário que representa um padrão mínimo de desempenho.
12. Quais são as três características de um bom teste? 
 Resposta: As três características de um bom teste são: a validade, a 
reprodutibilidade e a objetividade.
13. Quais são os cinco diferentes tipos de validade?
 Resposta: Os cinco diferentes tipos de validade são: validade face ou de lógica, 
validade de conteúdo, validade de constructo, validade concorrente e validade 
preditiva.
14. Quais são os três principais tipos de reprodutibilidade de um teste? 
 Resposta: Os três principais tipos de reprodutibilidade de um teste são: divisão 
do instrumento, instrumentos paralelos e teste-reteste.
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15. Quais são os dois elementos fundamentais a se considerar nos aspectos práticos 
na seleção de instrumentos de avaliação?
 Resposta: A viabilidade e a economia.
16. Quais são os dois elementos fundamentais a se considerar nos aspectos 
pedagógicos na seleção de instrumentos de avaliação?
 Resposta: A facilidade de entendimento e a motivação.
17. Desafio 1: cada grupo disporá de 10 minutos para elaborar uma pergunta e uma 
resposta que será feita para o grupo adversário. Os grupos poderão consultar o 
material para elaborarem a pergunta. Não será permitida consulta ao material 
para obtenção da resposta. Deve-se conscientizar o aluno a respeito do grau 
de dificuldade da pergunta, pois devem elaborar uma questão interessante e 
possível de ser respondida sem necessitar de decoreba do conteúdo. 
18. Desafio 2: os grupos serão convidados a utilizarem os computadores do 
laboratório de informática para consultarem artigos científicos sobre o conteúdo 
da Unidade 1. Cada grupo deverá fornecer ao professor/tutor cinco artigos 
científicos publicados em português, ou espanhol, sobre conteúdos relacionados 
à Unidade 1. O professor/tutor poderá aceitar os artigos impressos na íntegra ou 
uma página que contenha todas as referências completas dos cinco artigos de 
acordo com as normas da ABNT. Caso não seja viável a utilização do laboratório 
de informática, esse desafio pode ser feito em casa, individualmente.
- Organização da atividade prática:
No dia da aula, em sala, todos os alunos serão divididos em dois grupos 
(Grupo A e Grupo B), preferencialmente com o mesmo número de acadêmicos. 
Caso no dia da atividade os acadêmicos estejam em número ímpar, então um 
grupo ficará com um acadêmico a mais. Ou, pode-se perguntar se algum acadêmico 
gostaria de atuar como “juiz”. Assim, auxiliará o tutor a verificar as regras e a 
marcar a pontuação de cada equipe no quadro.
 
Para a formação dos dois grupos, pode-se permitir que os acadêmicos se 
dividam em dois grupos ou o tutor será o responsável pela divisão.
Os acadêmicos ficarão sentados em suas carteiras. Contudo, os grupos 
ficarão um de frente para o outro, pois a atividade prática consiste em uma gincana 
de perguntas e respostas. Os acadêmicos do Grupo A ficarão todos um ao lado 
do outro, essa mesma regra se aplica ao Grupo B. Enquanto a turma organiza as 
carteiras, o tutor escreverá no quadro: “Grupo A” e “Grupo B”, para futuramente 
marcar pontos. Exemplo:
Grupo A Grupo B
Pontos
61
Na sequência, o tutor explicará a atividade para todos. A atividade consiste 
em um jogo de perguntas e respostas. O tutor fará uma das perguntas em voz 
alta para ambos os grupos. O acadêmico que souber a resposta poderá levantar a 
mão. O grupo que levantaa mão possui, no máximo, 30 segundos para fornecer 
a resposta. O tempo será contabilizado pelo tutor, pelo juiz ou pelos próprios 
acadêmicos da equipe adversária. O tutor deverá ficar atento para o grupo que 
levantar a mão primeiro e, se houver juiz, ele também poderá auxiliar nessa tarefa.
Caso uma equipe levante a mão e não saiba a resposta ou forneça a resposta 
errada, automaticamente passa-se a vez para o grupo adversário ter a oportunidade 
de acertar. Se nenhuma equipe acertar a resposta, ninguém pontuará e passa-se 
para a próxima pergunta.
 
e. Interpretação dos resultados/descrição da atividade
Cada acerto equivale a um ponto que será notificado no quadro pelo tutor 
ou pelo acadêmico que atua como juiz (se houver).
Todas as respostas deverão ser coerentes com o conteúdo expresso na 
Unidade 1 do Livro Didático de Medidas e Avaliações em Educação Física.
f. Conclusões ou considerações finais
Ao final, o grupo que marcar mais pontos será o vencedor. Ao grupo 
vencedor o tutor poderá oferecer bombons, balas ou frutas. Os acadêmicos do 
grupo que perdeu poderão receber essa mesma gratificação caso aceitem elaborar 
um resumo da Unidade 1 escrito à mão ou no computador e entregar para o tutor 
da disciplina. No caso de empate, todos serão vencedores, ou pode-se utilizar os 
desafios como critério de desempate.
62
63
UNIDADE 2
TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade, você será capaz de:
• compreender quais são as principais medidas antropométricas utilizadas 
na Educação Física;
• conceituar os principais tipos de medidas antropométricas (alturas, mas-
sa corporal, diâmetros, comprimentos, perímetros e espessura das dobras 
cutâneas);
• identificar os instrumentos necessários para a mensuração das medidas 
antropométricas;
• assimilar a importância de padronização das técnicas empregadas para a 
obtenção das medidas antropométricas;
• compreender as técnicas e procedimentos essenciais para a obtenção das 
medidas antropométricas;
• relacionar as medidas de estatura com massa corporal para obtenção do 
Índice de Massa Corporal; 
• compreender métodos relacionados à avaliação da composição corporal.
Esta unidade está dividida em três tópicos e em cada um deles você 
encontrará atividades visando à compreensão dos conteúdos apresentados.
TÓPICO 1 – ALTURAS E MASSA CORPORAL
TÓPICO 2 – DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS 
 CUTÂNEAS
TÓPICO 3 – COMPOSIÇÃO CORPORAL
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65
TÓPICO 1
ALTURAS E MASSA CORPORAL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
No universo complexo das medidas e avaliações, é possível realizar 
diferentes tipos de avaliação. Entre esses diferentes tipos de avaliação encontram-
se a avaliação do crescimento físico (GUEDES; GUEDES, 2006).
No que se refere especificamente à avaliação do crescimento físico dos 
indivíduos, recorre-se à utilização de medidas antropométricas. As principais 
medidas antropométricas, representadas na Tabela 3, são: as alturas, a massa 
corporal, os diâmetros, os comprimentos, os perímetros e a espessura das dobras 
cutâneas (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
TABELA 3 – PRINCIPAIS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
Alturas
Estatura
Altura tronco-cefálica
Massa corporal Peso corporal
Diâmetros
Biacromial
Bicrista-ilíaca
Biepicondilar do fêmur
Bimaleolar
Biepicondilar do úmero
Biestiloide
Comprimentos
Membros inferiores
Coxa
Perna
Membros superiores
Braço
Antebraço
Perímetros
Coxa
Perna
Braço
Antebraço
Cintura
Quadril
Espessuras de dobras 
cutâneas
Tricipital
Subescapular
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
66
Suprailíaca 
Abdominal
Axilar média 
Coxa média
Panturrilha medial
Fonte: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 37) e Alvarez e Pavan (2009)
 
Ao longo desta unidade estudaremos cada uma dessas medidas 
antropométricas separadamente. Deste modo, faz-se necessário ressaltar que 
cada um desses tipos de medidas antropométricas possui suas especificidades. 
E é importante os professores e profissionais os utilizarem adequadamente no 
decorrer de sua atuação profissional. Assim, ao longo deste tópico estudaremos 
cada uma dessas medidas antropométricas, bem como aprenderemos protocolos 
de avaliação, de modo que as avaliações possam ser realizadas e que as medidas 
obtidas sejam confiáveis. 
Acrescenta-se, ainda, que no Tópico 1 aprofundaremos nossos 
conhecimentos acerca das principais alturas e da massa corporal, essenciais para os 
professores e profissionais da Educação Física. As principais alturas utilizadas nas 
medidas e avaliação são a estatura e a altura tronco-cefálica. Já a massa corporal 
pode ser expressa a partir do peso (quilogramas) de um indivíduo.
FIGURA 20 – PRINCIPAIS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS RELACIONADAS 
 A ALTURAS E MASSA CORPORAL
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 37)
Além disso, é possível correlacionar as medidas da estatura com a massa 
corporal a fim de obter um valor numérico que expressa o Índice de Massa Corporal 
(IMC). Após a aquisição desse valor numérico é possível classificar se os indivíduos 
estão com baixo peso, peso ideal ou acima do peso. Possuir conhecimentos sobre 
o IMC daqueles indivíduos com que atuaremos, quer seja nas escolas ou nas 
academias, é essencial para orientar o aluno e para traçar metas claras e objetivas 
em torno do plano de trabalho.
Para tanto, requer-se o uso de diferentes instrumentos para a obtenção das 
medidas antropométricas relacionadas a alturas e massa corporal. Apresentam-
se na Tabela 4 os instrumentos necessários para mensuração das medidas 
antropométricas de alturas e de massa corporal.
TÓPICO 1 | ALTURAS E MASSA CORPORAL
67
TABELA 4 – INSTRUMENTOS UTILIZADOS PARA MEDIDAS DE ALTURA E DE MASSA CORPORAL
Medida antropométrica Instrumento(s)
Alturas Estadiômetros, paquímetros ou fita métrica
Massa corporal balança
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006) e Alvarez e Pavan (2009)
Ressalta-se que para a realização das medidas antropométricas deve-se 
seguir uma metodologia definida internacionalmente, de modo que os resultados 
obtidos sejam claramente entendidos e possam ser utilizados por diferentes 
indivíduos, sejam eles acadêmicos, professores ou pesquisadores (ALVAREZ; 
PAVAN, 2009).
UNI
As medidas de estatura, comprimentos e alturas são bastante importantes para 
o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento dos indivíduos e para a confecção de 
utensílios domésticos, ferramentas, carros, ônibus, aviões, salas de controle (ALVAREZ; PAVAN, 
2009).
2 ALTURAS
De acordo com Alvarez e Pavan (2009, p. 33), “as alturas são medidas 
lineares realizadas no sentido vertical”. Pode-se afirmar que, em teoria, qualquer 
ponto do corpo humano pode gerar uma distância em relação ao solo.
As medidas de altura são utilizadas principalmente com a finalidade de 
acompanhar o crescimento corporal e o desenvolvimento dos indivíduos. Também 
são empregadas em projetos de engenharia para concepção de maquinários, 
utensílios e espaços físicos que o homem utiliza (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
As principais alturas são a estatura e a altura tronco-cefálica, representadas 
na Figura 21. Estudaremos as técnicas de mensuração e os procedimentos de cada 
uma delas separadamente. 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
68
Fonte: Elaborado pela autora
Para melhor compreensão acerca dessas principais alturas, apresenta-se a 
Figura 22, sendo estatura (a) e altura tronco-cefálica (b).
FIGURA 22 – REPRESENTAÇÃO DAS PRINCIPAIS ALTURAS UTILIZADAS NAS 
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
FIGURA 21 – PRINCIPAIS ALTURAS UTILIZADAS NAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
a) Estatura b) Altura tronco-cefálica
FONTE: Alvarez e Pavan (2009, p. 34-35)
É oportuno destacar que foi defi nido que todas as alturas são realizadas 
pelo lado direito do avaliado (ALVAREZ;PAVAN, 2009). Além disso, recomenda-se 
realizar duas vezes a medida da altura. E, caso os resultados dessas duas medidas 
forem diferentes, sugere-se realizar uma terceira medida e considerar a média das 
três (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Média das alturas = (Medida 1 + Medida 2 + Medida 3)
 3
Alturas
Tronco-cefálica
Estrutura
TÓPICO 1 | ALTURAS E MASSA CORPORAL
69
A cada mensuração das alturas o avaliador deve solicitar ao avaliado 
que saia e, em seguida, retorne para a posição exigida no protocolo de avaliação 
(ALVAREZ; PAVAN, 2009).
IMPORTANT
E
Deve-se ficar atento ao horário em que se realizam as medidas da estatura e 
da altura tronco-cefálica, porque podem variar ao longo do dia, em razão de que a gravidade 
comprime os discos vertebrais. Por isso, recomenda-se que o avaliador avalie o avaliado 
sempre no mesmo período do dia e tome nota do horário em suas anotações.
2.1 INSTRUMENTO
Para a mensuração das alturas é possível utilizar os seguintes instrumentos: 
estadiômetro com cursor, paquímetro ou fita métrica metálica adaptada com hastes 
(ALVAREZ; PAVAN, 2009; GUEDES; GUEDES, 2006). Salienta-se que as mesmas 
medidas realizadas por esses diferentes instrumentos deverão apresentar valores 
semelhantes.
NOTA
A leitura do estadiômetro é feita em resolução de 1 milímetro. A leitura do 
paquímetro é feita em resolução de milímetros ou décimos de milímetros. A leitura da fita 
métrica metálica adaptada com hastes é feita em resolução de 1 milímetro (ALVAREZ; PAVAN, 
2009).
2.2 ESTATURA 
A estatura é utilizada como o maior indicador do desenvolvimento corporal 
e do comprimento ósseo (ALVAREZ; PAVAN, 2009). De acordo com esses autores, 
também é utilizada para a verificação de doenças, avaliação do estado nutricional e 
para seleção de atletas. Destaca-se que o desenvolvimento anormal do crescimento 
pode estar relacionado a outras doenças.
Trata-se da “distância observada entre dois planos que tangenciam o vértex 
(ponto mais alto da cabeça) e a planta dos pés” (GUEDES; GUEDES, 2006, p. 39).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
70
Referência anatômica
 
As referências anatômicas utilizadas são o vértex e a região plantar.
IMPORTANT
E
O vértex consiste no ponto mais alto do corpo humano, localizada no ponto 
mais alto da cabeça.
Técnicas de mensuração
→	Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, ao lado direito do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). Caso seja necessário, o 
avaliador pode subir em um banco para mensurar a estatura do avaliado. É 
possível que a mão direita do avaliador auxilie o avaliado na manutenção do 
plano de Frankfurt e a mão esquerda segura o cursor e pressiona o corte de 
modo a comprimir o cabelo (GUEDES; GUEDES, 2006). 
→	Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática, com os pés descalços 
e unidos, encostando as porções posteriores de seu corpo (calcanhares, cintura 
pélvica, cintura escapular e região occipital) próximo do instrumento de medida, 
os braços ao longo do corpo e o peso corporal distribuído igualmente sobre as 
pernas e os pés (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). Os olhos 
do avaliado deverão fitar a linha do horizonte.
NOTA
Posição ortostática: Em pé, na posição ereta, pés afastados à largura do quadril 
com o peso dividido em ambos os pés, mantendo a cabeça no plano de Frankfurt, ombros 
descontraídos e braços soltos lateralmente (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
UNI
Em crianças menores de 2-3 anos ou pessoas com deficiência em qualquer 
idade é permitido mensurar a estatura na posição em decúbito dorsal (posição supinada do 
corpo), não sendo necessário inseri-los na posição ortostática (GUEDES; GUEDES, 2006).
TÓPICO 1 | ALTURAS E MASSA CORPORAL
71
Procedimento
Para auxiliar na mensuração, utiliza-se um objeto com superfície plana e 
rígida, denominado “cursor”, de modo a localizar o vértex do avaliado. Assim, 
em um ângulo de 90º em relação à escala de avaliação e paralelo ao peito, toca-se o 
cursor no vértex do avaliado ao final de uma inspiração (ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
Realiza-se três vezes consecutivas a medida da estatura e, ao final, considera-se a 
média das três medições. 
2.3 ALTURA TRONCO-CEFÁLICA
A medida de altura tronco-cefálica é utilizada no acompanhamento do 
crescimento e também em estudos que visam efetuar a caracterização étnica 
(ALVAREZ; PAVAN, 2009). Guedes e Guedes (2006, p. 39) descrevem que a altura 
tronco-cefálica “equivale à distância em projeção compreendida entre o plano 
tangencial ao vértex e as espinhas isquiáticas (apoio das nádegas), estando o 
avaliado sentado”.
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são o vértex e o plano de apoio da 
bacia (espinhas isquiáticas).
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá posicionar-se em pé, ao lado direito do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar sentado em um banco com 50 centímetros de 
altura e com os quadris formando um ângulo de 90º em relação ao tronco. A 
cabeça deverá estar orientada no Plano de Frankfurt (ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
Os olhos do avaliado deverão fitar a linha do horizonte.
Procedimento
Para auxiliar na mensuração, utiliza-se um “cursor”, de modo a localizar 
o vértex do avaliado. Assim, solicita-se que o avaliado permaneça brevemente em 
apneia inspiratória para que, nesse momento, seja aferida a altura tronco-cefálica 
(ALVAREZ; PAVAN, 2009).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
72
No ato da realização da medida, o avaliador deve ficar atento para que o 
avaliado não encolha o corpo quando o cursor tocar em sua cabeça. Realiza-se três 
vezes a medida da estatura e, ao final, considera-se a média das três medições. 
3 MASSA CORPORAL
 
A massa corporal refere-se a uma medida antropométrica que representa 
a dimensão da massa ou volume corporal (ALVAREZ; PAVAN, 2009; GUEDES; 
GUEDES, 2006). Para esses autores, a massa corporal expressa a somatória da 
massa orgânica e inorgânica existente nas células, tecidos de sustentação, órgãos, 
músculos, ossos, gorduras, água, viscerais, entre outros de não menor importância. 
Para França e Vívolo (1998), o principal objetivo de medir a massa corporal 
é determinar o peso corporal. O peso “é a resultante do sistema de forças exercidas 
pela gravidade sobre a massa do corpo. É possível admitir o peso em valor absoluto 
como sendo igual ao valor de massa” (FRANÇA; VÍVOLO, 1998, p. 19).
Frequentemente a medida da massa corporal é utilizada como medida 
de crescimento físico e para indicar o estado nutricional. Para tanto, é essencial 
relacionar a medida da massa corporal com outras variáveis às quais se relaciona, 
como a idade, o sexo e a estatura do indivíduo.
3.1 INSTRUMENTO
Para a mensuração da massa corporal é possível utilizar dois tipos de 
balanças, sendo: a) aquelas que exigem ajuste manual, com sistema de alavanca; e, 
b) aquelas que oferecem informações por intermédio de componentes eletrônicos 
(GUEDES; GUEDES, 2006). Em ambos os casos, vale-se de balanças com resolução 
de 100 gramas (FRANÇA; VÍVOLO, 1998; GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; 
PAVAN, 2009). 
Apresentam-se na Figura 23 diferentes tipos de balanças (tipo a e b).
TÓPICO 1 | ALTURAS E MASSA CORPORAL
73
FIGURA 23 – REPRESENTAÇÃO DOS DIFERENTES TIPOS DE BALANÇAS
a) Balança com ajuste manual b) Balança com componentes eletrônicos
FONTE: Guedes e Guedes (2006, p. 42); Alvarez e Pavan (2009, p. 32)
Destaca-se que para obter medidas confiáveis é importante que a balança 
seja aferida a cada seis meses pelo INMETRO. Recomenda-se que seja verificada 
não só a calibração da balança a cada dez passagens, mas também que seja 
verificado o nivelamento do solo onde está a balança (GUEDES; GUEDES, 2006; 
ALVAREZ; PAVAN, 2009).
3.2 TÉCNICAS DE MENSURAÇÃOAs técnicas de mensuração da massa corporal compreendem a posição do 
avaliador e a posição do avaliado. Vejamos na sequência cada um desses itens.
→ Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, em frente à escala de medida 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática de frente para o 
avaliador com afastamento lateral das pernas (GUEDES; GUEDES, 2006; 
ALVAREZ; PAVAN, 2009).
NOTA
Posição ortostática: Em pé, na posição ereta, pés afastados à largura do quadril 
com o peso dividido em ambos os pés, mantendo a cabeça no plano de Frankfurt, ombros 
descontraídos e braços soltos lateralmente (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
74
3.3 PROCEDIMENTO
O procedimento da medida da massa corporal compreende que o avaliado 
suba na plataforma, cuidadosamente, colocando um pé de cada vez (GUEDES; 
GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). Além disso, o avaliado deverá se 
posicionar ao centro da plataforma (balança), com os pés afastados à largura 
do quadril, o peso distribuído igualmente em ambos os pés, braços estendidos 
lateralmente ao corpo e com olhar mantido em um ponto fixo à frente a fim de 
reduzir oscilações no instrumento de medida (GUEDES; GUEDES, 2006). Para a 
mensuração do peso corporal é realizada uma única medida.
Recomenda-se que seja verificado o nivelamento do solo onde está 
posicionada a balança (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). Para 
que as medidas sejam mais confiáveis, seria desejável que o avaliado vista apenas 
calção e camiseta durante a aferência da medida, conforme as imagens apresentadas 
na Figura 23, acerca da representação dos diferentes tipos de balanças. Caso não 
seja viável, solicita-se que o avaliado utilize a menor quantidade de roupas possível 
(ALVAREZ; PAVAN, 2009).
4 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL
Além disso, é comum utilizar a relação da massa corporal e da estatura 
como indicador de Índice de Massa Corporal (IMC). Para calcular o IMC deve-se 
aplicar a seguinte fórmula:
IMC = massa corporal (Kg)
 (estatura)2 (m)
IMPORTANT
E
Para calcular o IMC a medida da massa corporal deverá ser inserida na fórmula 
em quilogramas (kg) e a estatura em metros (m).
O IMC caracteriza o estado nutricional do indivíduo de modo a classificá-lo 
em abaixo do peso, peso ideal, sobrepeso e obesidade (ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
Há valores de referência sugeridos para classificar o IMC, conforme a Tabela 5.
TÓPICO 1 | ALTURAS E MASSA CORPORAL
75
TABELA 5 – VALORES DE REFERÊNCIA PARA CLASSIFICAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA 
 CORPORAL
Valores de referência Classificação
menor que 18,5 abaixo do peso
entre 18,5 – 24,9 peso ideal
entre 25 – 29,9 sobrepeso
maior que 30 obesidade
FONTE: Adaptado da Biblioteca Virtual da Saúde (s.d.; s.p.)
UNI
No caso de atletas, esta relação entre massa corporal e estatura (IMC) não é 
confiável, pois geralmente superestima o seu estado nutricional, caracterizando-os com 
sobrepeso (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
76
RESUMO DO TÓPICO 1
Nesse tópico você viu que:
●	 As medidas e avaliações são um importante recurso para monitorar o crescimento 
físico.
●	 As medidas antropométricas compreendem: alturas, massa corporal, diâmetro, 
comprimento, perímetro e espessura das dobras cutâneas.
●	 As principais medidas antropométricas relacionadas às alturas são: estatura e 
altura tronco-cefálica.
●	 A principal medida antropométrica relacionada à massa corporal é o peso.
●	 A correlação das medidas de estatura com a massa corporal resulta no Índice de 
Massa Corporal (IMC).
●	 A partir do Índice de Massa Corporal (IMC) pode-se classificar se os indivíduos 
estão com baixo peso, peso ideal ou acima do peso. 
●	 Os instrumentos necessários para a mensuração das medidas antropométricas 
de alturas são: estadiômetros, paquímetros ou fita métrica.
●	 O instrumento necessário para a mensuração da massa corporal é a balança.
●	 É importante padronizar as técnicas utilizadas para mensurar as medidas 
antropométricas de um indivíduo. 
●	 As alturas referem-se a medidas lineares realizadas no sentido vertical.
●	 Por convenção, todas as medidas de alturas são realizadas pelo lado direito do 
avaliado.
●	 A estatura consiste na distância observada entre dois planos que tangenciam o 
vértex e a planta dos pés.
●	 A altura tronco-cefálica representa a distância em projeção compreendida entre 
o plano tangencial ao vértex e as espinhas isquiáticas com o avaliado na posição 
sentada.
●	 A massa corporal é uma medida antropométrica que revela a dimensão da 
massa ou volume corporal.
●	 De acordo com os valores de referência do Índice de Massa Corporal (IMC), um 
indivíduo pode ser classificado em: abaixo do peso (menor que 18,5), peso ideal 
(entre 18,5 a 24,9), sobrepeso (entre 25 a 29,9) e obesidade (maior que 30).
77
AUTOATIVIDADE
1 No decorrer do Tópico 1, da Unidade 2 do Livro Didático de Medidas e 
Avaliações em Educação Física, foram estudadas as medidas antropométricas 
relacionadas às alturas e à massa corporal. Escreva a definição de alturas e de 
massa corporal.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
2 No que se refere às medidas relacionadas a alturas, leia atentamente as 
frases a seguir e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as 
falsas.
( ) As alturas são utilizadas para acompanhar somente o crescimento 
corporal e o desenvolvimento dos indivíduos. 
( ) As principais alturas estudadas no Tópico 1 foram: a estatura e a altura 
tronco-cefálica.
( ) Por definição, todas as alturas são realizadas pelo lado esquerdo do 
avaliado.
( ) Fazem-se duas mensurações da medida da altura, e se os resultados 
forem diferentes, deve-se realizar uma terceira medida e considerar a média 
das três.
( ) Os instrumentos que podem ser utilizados para mensurar alturas são: 
estadiômetro com cursor, paquímetro ou fita métrica metálica adaptada com 
hastes. 
( ) A estatura é a distância observada entre dois planos que tangenciam o 
vértex até a planta dos pés.
( ) A estatura é utilizada como o maior indicador do desenvolvimento 
corporal e do comprimento ósseo.
( ) A altura tronco-cefálica é a distância em projeção compreendida entre 
o plano tangencial ao vértex e as espinhas isquiáticas, verificada a partir do 
avaliado na posição em pé.
( ) A altura tronco-cefálica é utilizada no acompanhamento do crescimento 
e também em estudos que visam efetuar a caracterização étnica.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, V, F, V, V, V, V, F, V.
b) ( ) F, V, F, F, V, F, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F, V, V, F, F, V.
d) ( ) F, V, V, V, V, F, V, F, F.
e) ( ) F, F, F, V, F, V, F, F, V.
78
3 No que se refere à massa corporal, leia atentamente as frases a seguir e 
marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) Consiste na dimensão da massa ou volume corporal.
( ) A massa corporal total é a soma da massa orgânica e inorgânica existente 
nas células, tecidos de sustentação, órgãos, músculos, ossos, gorduras, água, 
viscerais etc.
( ) A massa corporal é importante para acompanhar o crescimento 
físico e para indicar o estado nutricional. Para tanto, deve ser considerada 
isoladamente, sem associação com outras variáveis.
( ) A massa corporal é mensurada com o propósito de se obter o valor do 
peso corporal.
( ) Os instrumentos necessários para mensurar a massa corporal são: 
balança e paquímetro. 
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, F, V, F.
b) ( ) V, F, V, V, F.
c) ( ) F, V, V, V, F.
d) ( ) F, F, V,F, F.
e) ( ) V, V, V, F, F.
4 O Índice de Massa Corporal (IMC) consiste na relação entre a massa 
corporal (kg) e a estatura (m). É possível calcular o IMC de um indivíduo por 
meio de uma fórmula matemática específica. Assim, considere que um dos 
seus alunos solicitou que você calculasse o IMC. Seu aluno, do sexo masculino, 
possui 30 anos de idade, pesa 87 kg e sua altura é equivalente a 1,72 metro. 
Logo, responda:
I) Qual é o IMC de seu aluno?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
II) Como se classifica o IMC de seu aluno com base nos valores de referência?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
79
TÓPICO 2
DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E 
DOBRAS CUTÂNEAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
No decorrer do Tópico 2, o enfoque será fornecido para as medidas 
antropométricas relacionadas a diâmetros, comprimentos e perímetros, conforme 
ilustra a Figura 24.
FIGURA 24 – MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS QUE CONTEMPLAM O TÓPICO 
 2 DO LIVRO DE MEDIDAS E AVALIAÇÕES NA EDUCAÇÃO FÍSICA
FONTE: As autoras
Vejamos, na sequência, a definição desses quatro tipos de medidas 
antropométricas conforme especificações do Quadro 7.
QUADRO 7 – DEFINIÇÃO DE DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS 
CUTÂNEAS
Medida 
antropométrica Definição
Diâmetros
É a distância entre as proeminências ósseas definidas 
através de pontos anatômicos.
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
80
Comprimentos
É a distância projetada entre dois pontos de referência 
anatômica que são estabelecidos paralelamente ao eixo 
longitudinal do segmento corporal.
Perímetros
São medidas circulares de segmentos do corpo que são 
mensuradas a partir do plano horizontal, perpendiculares 
ao eixo longitudinal do corpo.
Dobras cutâneas
Medem a adiposidade do corpo por meio de medidas 
de uma camada dupla de pele e de tecidos subcutâneos 
destacados em pontos anatômicos específicos.
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006); Benedetti; Pinho e Ramos (2009); Martins e 
Lopes (2009) e Velho e Schwingel (2009)
2 DIÂMETROS
Os diâmetros são definidos como “a distância entre as proeminências 
ósseas definidas através de pontos anatômicos” (VELHO; SCHWINGEL, 2009, p. 
71). Para Guedes e Guedes (2006, p. 42), são “medidas que procuram estabelecer 
distâncias projetadas perpendicularmente ao eixo longitudinal do corpo”. Ou 
seja, compreende a menor distância entre duas extremidades ósseas (VELHO; 
SCHWINGEL, 2009). Pode-se afirmar que se tratam de medidas transversais 
com características lineares que são realizadas no sentido horizontal (VELHO; 
SCHWINGEL, 2009).
 
Esse tipo de medida antropométrica geralmente é utilizado para determinar 
a compleição física, para fins ergonômicos, para fins de assimetria aplicada à 
área desportiva, para acompanhar o crescimento humano e a proporcionalidade 
(VELHO; SCHWINGEL, 2009).
 
Os principais diâmetros utilizados são: biacromial, bicrista-ilíaca, 
biepicondilar do fêmur, bimaleolar, biepicondilar do úmero e biestiloide (Figura 25).
FIGURA 25 – PRINCIPAIS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS RELACIONADAS 
 A DIÂMETROS
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 37)
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
81
Destaca-se que os diâmetros podem ser mensurados em ambos os lados 
do corpo, mas prefere-se que as medições sejam realizadas pelo lado direito do 
avaliado (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Para mensurar os diâmetros, primeiramente o avaliador deve identificar 
os pontos anatômicos relacionados com as medidas que se deseja obter (GUEDES; 
GUEDES, 2006). E, em seguida, para auxiliar na mensuração, os pontos anatômicos 
de referência são marcados por meio de uma caneta hidrográfica ou lápis 
dermográfico a fim de facilitar a localização (GUEDES; GUEDES, 2006; VELHO, 
SCHWINGEL, 2009). Além disso, salienta-se que as medidas de diâmetros devem 
ser realizadas pelo menos três vezes seguidas (GUEDES; GUEDES, 2006; VELHO, 
SCHWINGEL, 2009). E o valor mediano das três medidas deve ser considerado 
para a avaliação antropométrica do indivíduo (GUEDES; GUEDES, 2006). Para 
tanto, deve-se ordenar os três resultados obtidos de forma decrescente ou crescente 
e a medida será o valor localizado no meio desse conjunto de dados. Por exemplo, 
os números 5, 3, 9 representam um conjunto de dados. Ao ordená-los de forma 
crescente temos: 3, 5, 9. A mediana é o valor localizado no centro, neste caso é o 
número 5.
UNI
Sugere-se que o avaliador utilize sua mão não dominante para manter a haste 
fixa do instrumento de medida sobre um dos pontos de referência anatômica desejado e a mão 
dominante ajusta a distância do instrumento por meio da haste móvel (VELHO; SCHWINGEL, 
2009).
2.1 INSTRUMENTO
Para a mensuração dos diâmetros são utilizados paquímetros ou 
antropômetros e compassos de pontas rombas (GUEDES; GUEDES, 2006; 
VELHO; SCHWINGEL, 2009). Apresentam-se paquímetros (a) e antropômetros 
e compassos de pontas rombas (b) na Figura 26. Esses instrumentos possuem 
diferentes tamanhos, a depender do diâmetro que seja aferido. 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
82
FIGURA 26 – REPRESENTAÇÃO DOS INSTRUMENTOS PARA MENSURAR DIÂMETROS
Paquímetro Antropômetros e compassos de pontas rombas
FONTE: Velho; Schwingel (2009, p. 72).
Acrescenta-se que o paquímetro é uma barra de material metálico ou 
similar que possibilita a execução de movimentos deslizantes, composto também 
por duas projeções, sendo uma fixa e a outra móvel (GUEDES; GUEDES, 2006). 
Enquanto o compasso de pontas rombas se refere a duas hastes metálicas finas 
com formato oval (GUEDES; GUEDES, 2006) (Figura 26).
Além disso, também podem ser calibrados em centímetros ou milímetros 
e possuem precisão de 0,01 centímetro. Recomenda-se que a calibração seja feita 
regularmente, sobretudo no compasso de pontas rombas – material leve e de difícil 
manutenção. 
UNI
Com os avanços tecnológicos foram elaborados paquímetros digitais eletrônicos. 
A leitura da medida é disponível em um visor. Para visualização deste tipo de paquímetro 
apresenta-se a Figura 27.
FIGURA 27 – REPRESENTAÇÃO DE PAQUÍMETROS DIGITAIS ELETRÔNICOS
Fonte: Adaptado de Google Imagens (2017)
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
83
2.2 BIACROMIAL
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são os processos acromial direito e 
esquerdo, medidos nas bordas laterais superiores dos processos acromiais das 
escápulas. 
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, atrás do avaliado (GUEDES; 
GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática, com os braços 
estendidos ao longo do corpo (ALVAREZ; PAVAN, 2009). Os pés afastados à 
largura do quadril e o peso distribuído igualmente em ambos os pés (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 28.
FIGURA 28 – MENSURAÇÃO DO DIÂMETRO BIACROMIAL
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 78)
Procedimentos
 
Identifica-se a localização desses pontos percorrendo os dedos a espinha de 
ambas as escápulas até a sua borda externa e lateral (GUEDES; GUEDES, 2006). E a 
medida é realizada utilizando as hastes do paquímetroligeiramente voltadas para 
cima ou para baixo em relação ao plano horizontal (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
84
2.3 BICRISTA-ILÍACA
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são os pontos da borda superior da 
crista ilíaca. Referem-se aos “pontos mais salientes e projetados lateralmente da 
crista do ilíaco” (GUEDES; GUEDES, 2006, p. 44).
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, em frente ou atrás do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática, com os braços 
estendidos ao longo do corpo (ALVAREZ; PAVAN, 2009). Os pés afastados à 
largura do quadril e o peso distribuído igualmente em ambos os pés (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 29.
FIGURA 29 – MENSURAÇÃO DO DIÂMETRO BICRISTA-ILÍACA
Fonte: Alvarez; Pavan (2009, p. 78).
Procedimentos
Deve-se localizar as referências anatômicas (porção mais saliente e 
projetada lateralmente da crista do ilíaco). Em seguida, as hastes do paquímetro 
são inseridas nos pontos de referência, paralelas ao plano horizontal (ALVAREZ; 
PAVAN, 2009).
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
85
2.4 BIEPICONDILAR DO FÊMUR
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são as bordas medial e lateral dos 
epicôndilos do fêmur.
Técnicas de mensuração
→	Posição do avaliador: Deverá estar agachado, em frente ao avaliado (GUEDES; 
GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
→	Posição do avaliado: Deverá se posicionar sentado, com os joelhos flexionados 
(ângulo de 90º) e os pés apoiados no chão (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; 
PAVAN, 2009). Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador 
apresenta-se a Figura 30.
 FIGURA 30 – MENSURAÇÃO DO DIÂMETRO BIEPICONDILAR DO FÊMUR
 FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 74)
Procedimentos
Identifica-se a localização dos pontos aparentes do côndilo femural (medial 
e lateral) por meio dos dedos indicador ou médio. A mão esquerda preocupa-se 
em localizar o ponto de referência lateral e a mão direita localiza o ponto medial 
do côndilo femural. (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). As 
hastes do paquímetro são inseridas nos pontos de referência de modo a formar 
aproximadamente 45º para baixo (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
2.5 BIMALEOLAR
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são os maléolos medial e lateral do pé 
direito. Referem-se aos pontos aparentes mediais e laterais dos maléolos (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
86
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, em frente do avaliado (GUEDES; 
GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá se posicionar sentado, com os pés apoiados no 
chão (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). Os pés deverão 
estar afastados à largura aproximada dos quadris. Para melhor visualização da 
posição do avaliado e do avaliador apresenta-se a Figura 31.
FIGURA 31 – MENSURAÇÃO DO DIÂMETRO BIMALEOLAR
FONTE: Alvarez e Pavan (2009, p. 75)
Procedimentos
 
Identifica-se a localização dos pontos aparentes dos maléolos (medial e 
lateral). As hastes do paquímetro serão posicionadas perpendicularmente ao eixo 
longitudinal (ALVAREZ; PAVAN, 2009). Destaca-se que os maléolos se encontram 
em planos diferentes, sendo que geralmente o meléolo fibular está em plano 
inferior ao maléolo tibial (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
2.6 BIEPICONDILAR DO ÚMERO
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são as bordas externas dos epicôndilos 
medial e lateral do úmero.
Técnicas de mensuração
→	Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, de frente para o avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
87
→	Posição do avaliado: Deverá se posicionar em pé, com o braço estendido 
horizontalmente para frente do tronco, com o cotovelo e ombro em flexão de 
90º (ALVAREZ; PAVAN, 2009). De acordo com o protocolo de Guedes e Guedes 
(2006), o avaliado deverá estar sentado nessa mesma posição de braço, com as 
mãos supinadas (palma da mão voltada para o rosto).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 32.
FIGURA 32 – MENSURAÇÃO DO DIÂMETRO BIEPICONDILAR DO 
 ÚMERO
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 74)
Procedimentos
Localiza-se os epicôndilos do úmero (medial e lateral) utilizando os dedos 
indicador e polegar da mão esquerda. As hastes do paquímetro permanecem 
em um ângulo aproximado de 45º em relação ao membro posicionado para a 
mensuração (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
2.7 BIESTILOIDE
 Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são as apófises do rádio e da ulna.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, em frente ao avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá de posicionar em pé, com o braço direito estendido 
à frente do tronco em posição pronada, com a mão flexionada para baixo 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
88
(ALVAREZ; PAVAN, 2009). De acordo com o protocolo de Guedes e Guedes 
(2006), o avaliado permanece sentado.
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 33.
FIGURA 33 – MENSURAÇÃO DO DIÂMETRO BIESTILOIDE
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 73)
Procedimentos
 
Inicialmente o avaliador deverá localizar as bordas mediais do estiloide 
ulnar com o dedo médio ou indicador da mão esquerda. E, com a mão direita, 
o avaliador segurará o paquímetro na direção do ângulo formado entre a mão 
e o antebraço do avaliado de modo que as hastes do paquímetro fiquem para 
baixo (aproximadamente de 30º a 45º em relação ao plano horizontal, a depender 
do protocolo utilizado) (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). O 
protocolo de Guedes e Guedes (2006) especifica 30º, enquanto o de Alvarez e Pavan 
(2009) especifica 45º.
3 COMPRIMENTOS
Os comprimentos se referem às “distâncias projetadas entre dois pontos 
de referência anatômica, estabelecidas paralelamente ao eixo longitudinal do 
segmento” (GUEDES; GUEDES, 2006, p. 46). As medidas de comprimento são 
utilizadas principalmente com a finalidade de acompanhar o crescimento do corpo, 
o desenvolvimento dos indivíduos e a proporcionalidade corporal. Também são 
empregadas em projetos de engenharia para concepção de maquinários, utensílios 
e espaços físicos que o homem utiliza (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Os principais comprimentos utilizados são: membros inferiores, coxa, 
perna, membros superiores, braço e antebraço (Figura 34).
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
89
FIGURA 34 – PRINCIPAIS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS RELACIONADAS A 
 COMPRIMENTOS
FONTE: Adaptado de Guedes; Guedes (2006, p. 37)
É oportuno destacar que foi definido que todos os comprimentos são 
realizados pelo lado direito do avaliado (ALVAREZ; PAVAN, 2009). Além disso, 
recomenda-se realizar duas vezes a medida da altura. E, caso os resultados 
dessas duas medidas forem diferentes, sugere-se realizar uma terceira medida e 
considerar a média das três (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Para mensurar os comprimentos recorre-se a métodos semelhantes 
aos diâmetros. Assim, primeiramente o avaliador deve identificar os pontos 
anatômicos relacionados com as medidas que se deseja obter por meio de palpação 
(GUEDES; GUEDES, 2006). E, em seguida, para auxiliar na mensuração, os pontos 
anatômicos de referência são marcados por meio de uma caneta hidrográfica ou 
lápis dermatográfico a fim de facilitar a localização(GUEDES; GUEDES, 2006; 
VELHO, SCHWINGEL, 2009). 
UNI
Sugere-se que o avaliador utilize sua mão não dominante para manter a haste 
fixa do instrumento de medida sobre um dos pontos de referência anatômica desejado e a 
mão dominante ajusta a distância do instrumento por meio da haste móvel (GUEDES; GUEDES, 
2006; VELHO, SCHWINGEL, 2009).
3.1 INSTRUMENTOS
Para a mensuração dos comprimentos é possível utilizar os seguintes 
instrumentos: antropômetros (resolução de 1 milímetro), paquímetro (resolução de 
milímetros ou décimo de milímetros), compassos de barra, fita métrica (resolução 
de 1 milímetro) ou pela diferença aritmética entre as alturas dos diferentes 
segmentos do corpo (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
90
3.2 MEMBROS INFERIORES
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são o trocânter maior e a planta dos pés.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, ao lado direito do avaliado se 
posicionar em pé, em frente ao avaliado (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; 
PAVAN, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o peso distribuído 
igualmente entre os pés (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
Os braços deverão estar estendidos ao longo do corpo (GUEDES; GUEDES, 
2006) ou cotovelo flexionado à frente do tronco (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 35.
FIGURA 35 – MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DOS 
MEMBROS INFERIORES (TROCÂNTER ATÉ AS PLANTAS DO PÉS)
FONTE: Guedes; Guedes (2006, p. 47)
Procedimentos
A partir dos instrumentos de medida, posiciona-se a haste fixa no trocânter 
maior do avaliado e se desloca a haste móvel até as plantas dos pés (equivale 
ao solo). O protocolo de Guedes e Guedes (2006) considera o comprimento do 
membro inferior do trocânter até o solo.
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
91
3.3 COXA
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são o trocânter maior e a protuberância 
da tíbia.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, ao lado direito do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o peso distribuído 
igualmente entre os pés (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
Os braços deverão estar estendidos ao longo do corpo (GUEDES; GUEDES, 
2006) ou cotovelo flexionado à frente do tronco (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 36.
FIGURA 36 – MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DA COXA
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 43)
Procedimentos
A partir dos instrumentos de medida, posiciona-se a haste fixa na 
protuberância da tíbia e se desloca a haste móvel até o trocânter maior do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
92
3.4 PERNA
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são a protuberância da tíbia e o 
maléolo lateral. 
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, ao lado direito do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o peso distribuído 
igualmente entre os pés (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 37.
FIGURA 37 – MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DA PERNA
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 43)
Procedimentos
A partir dos instrumentos de medida, posiciona-se a haste fixa na 
protuberância da tíbia e se desloca a haste móvel até o maléolo lateral do avaliado 
(GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
3.5 MEMBROS SUPERIORES
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são o processo acromial e o ponto dactílio.
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
93
Técnicas de mensuração
→	Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé ou agachado, ao lado direito 
do avaliado (ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
→	Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o peso distribuído 
igualmente entre os pés (braços estendidos ao longo do corpo com as palmas 
das mãos voltadas para a coxa) (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; PAVAN, 
2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 38.
FIGURA 38 – MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DOS MEMBROS 
 SUPERIORES
FONTE: Alvarez e Pavan (2009, p. 40)
Procedimentos
A partir dos instrumentos de medida, posiciona-se a haste fixa no processo 
acromial e se desloca a haste móvel até o dactílio do avaliado (GUEDES; GUEDES, 
2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009).
3.6 BRAÇO
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são o processo acromial e o processo 
olecrano.
Técnicas de mensuração
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
94
→	Posição do avaliador: Deverá se posicionar em pé, atrás do avaliado (ALVAREZ; 
PAVAN, 2009). 
→	Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o cotovelo 
flexionado lateralmente ao corpo (90º em relação com antebraço) e o peso 
distribuído igualmente entre os pés (GUEDES; GUEDES, 2006; ALVAREZ; 
PAVAN, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 39.
FIGURA 39 – MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DO BRAÇO
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 41)
Procedimentos
A partir dos instrumentos de medida, posiciona-se a haste fixa no processo 
estiloide do rádio e se desloca a haste móvel até a borda superior do processo 
acromial do avaliado (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
3.7 ANTEBRAÇO
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são a superfície posterior do olecrano 
e o processo estiloide do rádio. 
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé, ao lado direito do avaliado (ALVAREZ; 
PAVAN, 2009).
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
95
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o peso distribuído 
igualmente entre os pés, braço flexionado ao lado do tronco (90º em relação com 
o antebraço) e com a palma da mão voltada para dentro (GUEDES; GUEDES, 
2006; ALVAREZ; PAVAN, 2009). 
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 40.
FIGURA 40 – MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DO ANTEBRAÇO
FONTE: Alvarez; Pavan (2009, p. 42)
Procedimentos
A partir dos instrumentos de medida, posiciona-se a haste fixa no processo 
estiloide do rádio e se desloca a haste móvel até o processo estiloide da ulna 
maléolo lateral do avaliado (ALVAREZ; PAVAN, 2009).
4 PERÍMETROS 
Os perímetros consistem em medidas circulares de segmentos do corpo que 
são mensuradas a partir do plano horizontal, perpendiculares ao eixo longitudinal 
do corpo (GUEDES; GUEDES, 2006). Trata-se de uma medida antropométrica que 
afere o perímetro máximo de um segmento corporal (MARTINS; LOPES, 2009). 
Pode-se afirmar que os perímetros correspondem às circunferências dos segmentos 
corporais. A medida dos perímetros é obtida por meio de ângulo reto em relação 
ao seu maior eixo.
As medidas de perímetros são utilizadas principalmente com a finalidade 
de acompanhar o crescimento corporal, informar sobre estado nutricional e níveis 
de gordura, composição corporal (MARTINS; LOPES, 2009). Ainda, ressalta-se 
que as medidas de perímetros podem ser interpretadas sozinhas ou é possível 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
96
combiná-las com medidas de dobras cutâneas do mesmo segmento do corpo a fim 
de estimar a densidade corporal de forma indireta (MARTINS; LOPES, 2009).
Os principais perímetros utilizados são: coxa, perna, braço, antebraço, 
cintura e quadril(Figura 41).
FIGURA 41– PRINCIPAIS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS RELACIONADAS 
 A PERÍMETROS 
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 37)
Uma vantagem dos perímetros é que são medidas que possuem fácil 
aplicação, em virtude de possuírem baixo custo instrumental e operacional. 
Contudo, Martins e Lopes (2009) propõem no Quadro 8 alguns cuidados essenciais, 
a saber:
QUADRO 6 – CUIDADOS ESSENCIAIS NA MENSURAÇÃO DE PERÍMETROS
Cuidados essenciais
● Plano da fita deve estar adjacente à pele e as suas bordas devem estar 
perpendiculares ao eixo do segmento que esteja sendo medido (exceto perímetros 
da cabeça e do pescoço).
● Deve-se mensurar o perímetro em sua extensão máxima.
● Devem-se realizar as medidas aplicando pouca pressão sobre a pele do avaliado.
● Não deixar os dedos entre a fita e a pele.
● Devem-se identificar e marcar os pontos de referências anatômicas com lápis 
dermatográfico.
● A leitura deve ser feita com aproximação de milímetros.
● Recomenda-se efetuar a avaliação em dois avaliadores ou contar com um 
espelho para garantir que a fita métrica esteja no plano horizontal (porções 
anterior e posterior do avaliado).
● Sugere-se realizar a leitura da fita métrica olhando de frente e, preferencialmente, 
na mesma altura do valor numérico da fita.
FONTE: Adaptado de Martins e Lopes (2009, p. 58)
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
97
Além disso, recomenda-se realizar duas vezes a medida do perímetro. E, 
caso os resultados dessas duas medidas forem diferentes, sugere-se realizar uma 
terceira medida e considerar a média das três (MARTINS; LOPES, 2009).
4.1 INSTRUMENTOS
Para ferir perímetros deve-se utilizar fita métrica flexível que não seja 
elástica (resolução de um milímetro) (GUEDES; GUEDES, 2006; MARTINS; LOPES, 
2009). Os referidos autores recomendam que a fita métrica contenha largura entre 
cinco a sete milímetros e que a espessura não ultrapasse dois milímetros e, ainda, 
que preferencialmente apresente somente uma marcação numérica visível do lado 
destinado à leitura.
4.2 COXA
O perímetro da coxa pode ser obtido nas porções proximal, medial ou distal 
da coxa do avaliado. Cada uma dessas medidas possui protocolos específicos que 
serão apresentados abaixo.
 
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são: abaixo da prega do glúteo 
(perímetro proximal), ponto médio entre a prega inguinal e a borda proximal da 
patela (perímetro medial) ou três centímetros acima da borda proximal da patela 
(perímetro distal).
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, ao lado direito do avaliado 
(MARTINS; LOPES, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé com o peso distribuído 
igualmente entre os pés e com as pernas afastadas, de modo que a fita métrica 
possa ser manuseada pela coxa (MARTINS; LOPES, 2009).
Procedimentos
Os procedimentos variam de acordo com a porção da coxa na qual será 
realizada a medida. Para a porção proximal, localiza-se a prega do glúteo e coloca-
se a fita métrica imediatamente abaixo da prega glútea e se realiza a leitura na face 
lateral da coxa. Na porção medial é solicitado que o avaliado flexione o quadril 
de modo a elevar o joelho direito para que seja localizada a prega inguinal e, em 
seguida, mede-se o comprimento da perna (prega inguinal até a borda proximal 
da patela) para marcação do ponto médio, local onde será realizada a medida. 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
98
Para a porção distal, localiza-se a borda proximal da patela e marca-se o ponto de 
referência três centímetros acima (MARTINS; LOPES, 2009).
Para melhor visualização acerca dos diferentes protocolos de avaliação do 
perímetro da coxa (porções proximal, medial e distal), apresenta-se a Figura 42.
FIGURA 42 – MENSURAÇÃO DOS PERÍMETROS DA COXA (PORÇÕES PROXIMAL, MEDIAL E DISTAL)
a) Perímetro proximal da 
coxa
b) Perímetro medial da 
coxa
c) Perímetro distal da 
coxa
FONTE: Martins; Lopes (2009, p. 67)
4.3 PERNA
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é a maior porção da panturrilha.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, ao lado direito do avaliado 
(MARTINS; LOPES, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé com o peso distribuído 
igualmente entre os pés e com as pernas afastadas de modo que a fita métrica 
possa ser manuseada pela coxa ou sentado com os pés apoiados no solo 
(MARTINS; LOPES, 2009). Para melhor visualização da posição do avaliado 
(em pé ou sentado) e do avaliador apresenta-se a Figura 43.
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
99
FIGURA 43 – MENSURAÇÃO DOS PERÍMETROS DA PERNA (AVALIADO EM PÉ OU SENTADO)
a) Perímetro da perna com avaliado em 
pé
b) Perímetro da perna com avaliado 
sentado
FONTE: Martins; Lopes (2009, p. 68)
Procedimentos
Localiza-se a maior porção da panturrilha do avaliado e, após identificá-la, 
inserir a fita métrica ao redor da perna de modo que a fita permaneça paralela ao 
solo (MARTINS; LOPES, 2009).
4.4 BRAÇO
O perímetro do braço pode ser obtido com o braço relaxado ou com o braço 
contraído. Cada uma dessas medidas possui protocolos específicos que serão 
apresentados a seguir.
Referência anatômica
As referências anatômicas utilizadas são o ponto central entre o acrômio e 
a articulação úmero-radial do braço direito (perímetro com braço relaxado) e/ou a 
maior porção do braço direito (perímetro com braço contraído).
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé ao lado direito do avaliado para o 
protocolo de mensuração do perímetro com braço relaxado e poderá estar em 
pé na frente ou atrás do avaliado para o protocolo de mensuração do perímetro 
com braço contraído (MARTINS; LOPES, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé (posição ereta) com braços 
estendidos ao longo do corpo e palmas das mãos voltadas para a coxa para 
o protocolo de mensuração do perímetro com braço relaxado e deverá estar 
na posição em pé (posição ereta) com braço direito abduzido até a altura dos 
ombros e realizando contração muscular máxima do bíceps com os punhos 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
100
cerrados (MARTINS; LOPES, 2009). Para melhor visualização da posição do 
avaliado e do avaliador apresenta-se a Figura 44.
FIGURA 44 – MENSURAÇÃO DOS PERÍMETROS DO BRAÇO (RELAXADO OU CONTRAÍDO)
a) Perímetro do braço relaxado b) Perímetro do braço contraído
FONTE: Martins; Lopes (2009, p. 62-63)
Procedimentos
Para o protocolo de mensuração do perímetro com braço relaxado, deve-
se localizar a referência anatômica, para tanto solicita-se ao avaliado que flexione 
o antebraço (90º com a palma da mão supinada) e se calcula a distância absoluta 
entre os pontos de referência e se marca o ponto médio. Após identificação do 
ponto médio, inserir a fita métrica ao redor do braço de modo que a fita permaneça 
paralela ao solo (MARTINS; LOPES, 2009).
Para o protocolo de mensuração do perímetro com braço contraído, solicita-
se que o avaliado abduza o braço direito e flexione o antebraço de modo a realizar 
contração muscular máxima do bíceps com os punhos cerrados. Nesta posição, 
identifica-se a maior porção do braço direito em contração, inserir a fita métrica ao 
redor do braço de modo que a fita permaneça paralela ao solo (MARTINS; LOPES, 
2009).
4.5 ANTEBRAÇO
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é o maior perímetro do antebraço direito.
Técnicas de mensuração
→	Posição do avaliador: Deverá estar posicionado ântero-lateralmente ao avaliado 
(MARTINS; LOPES, 2009).
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
101
→	Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé (posição ereta) com o braço 
esquerdo ao longo do corpo e com a palmada mão voltada para a coxa e com o 
braço direito estendido e levemente elevado à frente do tronco, com a palma da 
mão voltada para cima (MARTINS; LOPES, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 45.
 FIGURA 45 – MENSURAÇÃO DO PERÍMETRO DO ANTEBRAÇO
 FONTE: Martins; Lopes (2009, p. 63)
Procedimentos
Identifica-se a maior porção do antebraço direito e, em seguida, deve-se 
inserir a fita métrica ao redor do antebraço (MARTINS; LOPES, 2009).
4.6 CINTURA
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é a região abdominal em seu menor 
perímetro.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, em frente ao avaliado (MARTINS; 
LOPES, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática (MARTINS; LOPES, 
2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 46.
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
102
FIGURA 46 – MENSURAÇÃO DO PERÍMETRO DA CINTURA
FONTE: Martins; Lopes (2009, p. 65)
Procedimentos
Após a identificação do ponto de referência, deve-se passar a fita em torno 
do avaliado de trás para frente, de forma cuidadosa para que a fita seja posicionada 
paralela ao chão. Efetua-se a leitura após o avaliado expirar normalmente 
(MARTINS; LOPES, 2009).
4.7 QUADRIL
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é a maior porção da região do glúteo 
(nádegas), sobre os trocânteres.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar agachado, à direita do avaliado (MARTINS; 
LOPES, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé (posição ereta), com as 
coxas unidas e com os braços ao longo do corpo ou com as mãos apoiadas na 
crista ilíaca (MARTINS; LOPES, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 47.
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
103
FIGURA 47 – MENSURAÇÃO DO PERÍMETRO DO QUADRIL
FONTE: Martins e Lopes (2009, p. 66)
Procedimentos
 
Efetua-se a mensuração no maior perímetro do quadril, considerando-
se a porção mais volumosa das nádegas, observando-se lateralmente a pelve e o 
trocânter (MARTINS; LOPES, 2009).
5 DOBRAS CUTÂNEAS
As dobras cutâneas, também chamadas de pregas cutâneas, consistem 
em uma forma indireta de medir a adiposidade do corpo (BENEDETTI; PINHO; 
RAMOS, 2009). De acordo com Guedes e Guedes (2006, p. 52), “as medidas da 
espessura das dobras cutâneas correspondem às medidas de uma camada dupla 
de pele e de tecidos subcutâneos destacados em pontos anatômicos específicos”.
As medidas de cobras cutâneas são utilizadas para estimar a composição e 
a adiposidade corporal (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). Para esses autores 
mencionados, as informações sobre a densidade e a quantidade de gordura 
corporal são importantes para identificar riscos de saúde associados com o excesso 
ou falta de gordura corporal total, controlar mudanças na composição corporal 
relacionadas ao efeito do exercício físico e da nutrição, estimar o peso ideal, 
acompanhar o crescimento, desenvolvimento, maturação e idade relacionados 
com as alterações na composição corporal e prescrever exercícios e recomendações 
dietéticas.
 
As principais dobras cutâneas são: tricipital, subescapular, suprailíaca, 
abdominal, axilar média, coxa média e panturrilha medial, representadas na 
Figura 48. Estudaremos as técnicas de mensuração e os procedimentos de cada 
uma delas separadamente. 
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
104
FIGURA 48 – PRINCIPAIS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS RELACIONADAS À 
 ESPESSURA DAS DOBRAS CUTÂNEAS
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 37)
Para a mensuração de todas as dobras cutâneas é importante fazer uso de 
técnicas específicas. Assim, deve-se efetuar a marcação exata do ponto de referência 
anatômico a fim de reduzir diferenças inter e intra-avaliadores (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009).
IMPORTANT
E
A diferença interavaliadores consiste em diferentes avaliadores obterem 
resultados diferentes após a mensuração. Enquanto a diferença intra-avaliadores consiste em 
um mesmo avaliador obter diferentes resultados após a mensuração.
Para tanto, deve-se seguir as orientações apresentadas no Quadro 9.
QUADRO 7 – ORIENTAÇÕES GERAIS PARA MEDIR A ESPESSURA DAS DOBRAS CUTÂNEAS
Orientações gerais
● Deve-se separar o tecido adiposo ou subcutâneo do tecido muscular por meio 
dos dedos polegar e indicador da mão esquerda para avaliadores destros.
● Ajustar as extremidades do equipamento sobre o ponto anatômico.
● Fazer a pegada da dobra cutânea a um centímetro acima do ponto de referência 
anatômico.
● Aguardar o instrumento exercer a pressão na dobra por dois segundos e depois 
efetuar a leitura do resultado obtido.
● Realizam-se três medidas não consecutivas. Caso existam diferenças entre as 
medidas (de 5% a 10%), deve-se realizar uma quarta mensuração.
● Deve-se efetuar a medida no lado direito do avaliado, estando o avaliado em 
posição confortável e com os músculos relaxados (geralmente sugere-se posição 
ortostática).
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
105
● As hastes do compasso devem estar perpendiculares à superfície da pele no 
local da medida.
FONTE: Adaptado de Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 47).
5.1 INSTRUMENTOS
Para a mensuração da espessura das dobras cutâneas é possível utilizar 
um equipamento específico denominado de compasso de dobras, espessímetro, 
adipômetro ou plicômetro (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). Pode-se observar 
que há diversas nomenclaturas para esse instrumento.
Apresentam-se na Figura 49 alguns dos diferentes tipos de instrumentos 
necessários para a mensuração das dobras cutâneas balanças (tipo a e b).
FIGURA 49 – REPRESENTAÇÃO DOS DIFERENTES TIPOS DE ADIPÔMETROS
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 46)
5.2 DOBRA TRICIPITAL
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é a face posterior do braço no ponto médio 
entre o processo acromial da escápula e o processo olécrano da ulna. 
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé, atrás do avaliado (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática com o peso distribuído 
igualmente entre os pés, braços estendidos ao longo do corpo (músculos 
relaxados) (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). Para melhor visualização da 
posição do avaliado e do avaliador apresenta-se a Figura 50.
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
106
FIGURA 50 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA 
 CUTÂNEA DO TRÍCEPS
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 47)
Procedimentos
Após a identificação da referência anatômica, deve-se traçar uma linha 
horizontal e imaginária até a face posterior do braço (tríceps) para efetuar a 
marcação do ponto. Na sequência, deve-se pinçar a dobra cutânea verticalmente 
ao eixo longitudinal (GUEDES; GUEDES, 2006; BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 
2009). 
5.3 DOBRA SUBESCAPULAR
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada será calculada em aproximadamente dois 
centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula, em ângulo de 45º em relação ao 
eixo longitudinal do corpo.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé, atrás do avaliado (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática, braços estendidos ao 
longo do corpo (músculos relaxados) (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-se a 
Figura 51.
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
107
FIGURA 51 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA CUTÂNEA 
 SUBESCAPULARFONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 49)
Procedimentos
Deve-se pinçar a dobra cutânea obliquamente ou diagonalmente a partir 
da referência anatômica em ângulo de 45º (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
Em casos de dificuldade para localização do ponto de referência, como no caso 
de avaliados obesos, pode-se solicitar que o avaliado execute abdução e flexão 
do braço para trás que obrigatoriamente elevará a escápula (GUEDES; GUEDES, 
2006; BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009).
5.4 DOBRA SUPRAILÍACA
A dobra cutânea suprailíaca também é denominada de dobra cutânea 
crista-ilíaca.
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada será a linha axilar média, imediatamente 
superior à crista ilíaca.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé ou agachado, ao lado do avaliado 
(BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar em pé com os braços levemente abduzidos 
para trás ou com a mão sobre a clavícula esquerda a fim de facilitar a execução 
da medida (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). Para melhor visualização da 
posição do avaliado e do avaliador apresenta-se a Figura 52.
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
108
FIGURA 52 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA CUTÂNEA 
 SUPRAILÍACA
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 49)
Procedimentos
Deve-se pinçar o tecido adiposo um centímetro da referência anatômica de 
forma diagonal, vertical ou horizontal (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
5.5 DOBRA ABDOMINAL
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada será calculada em aproximadamente 
três centímetros da borda direita da cicatriz umbilical e um centímetro abaixo 
paralelamente ao eixo longitudinal.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé ou agachado, em frente ao avaliado 
(BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar em posição ortostática, com o peso distribuído 
igualmente entre os pés (BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
Procedimentos
 A partir dos pontos de referência, deve-se pinçar a dobra cutânea 
verticalmente ou horizontalmente ao eixo longitudinal (BENEDETTI; PINHO; 
RAMOS, 2009). Para melhor visualização da posição do avaliado, do avaliador e 
do instrumento de medida, apresenta-se a Figura 53.
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
109
FIGURA 53 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA CUTÂNEA ABDOMINAL
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 53)
5.6 AXILAR MÉDIA 
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada será o ponto de intersecção entre a linha 
axilar média e uma linha imaginária transversal na altura da junção xifoesternal.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé, ao lado do avaliado (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009). 
→ Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé (posição ereta) com o braço 
direito ligeiramente abduzido e deslocado para trás (BENEDETTI; PINHO; 
RAMOS, 2009). Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador 
apresenta-se a Figura 54.
FIGURA 54 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA 
 CUTÂNEA AXILAR MÉDIA
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 51)
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
110
Procedimentos
Deve-se pinçar “a dobra cutânea levemente oblíqua ao eixo longitudinal, 
acompanhando o sentido das costelas de acordo com a referência anatômica” 
(BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009, p. 51).
5.7 COXA MÉDIA
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é o ponto médio entre a dobra inguinal e 
a borda superior da patela.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé, em frente ao avaliado (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar na posição em pé, com a perna direita 
semiflexionada levemente à frente do corpo e com o peso sobre a perna esquerda 
(GUEDES; GUEDES, 2006; BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009).
Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador apresenta-
se a Figura 55.
FIGURA 55 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA CUTÂNEA 
 COXA MÉDIA
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 54)
TÓPICO 2 | DIÂMETROS, COMPRIMENTOS, PERÍMETROS E DOBRAS CUTÂNEAS
111
Procedimentos
O ponto médio da coxa deve ser localizado. Em seguida, a dobra cutânea 
deve ser pinçada verticalmente ao eixo longitudinal na parte anterior da coxa, sobre 
o músculo reto femural com base no ponto de referência anatômica (GUEDES; 
GUEDES, 2006; BENEDETTI; PINHO; RAMOS, 2009). 
5.8 PANTURRILHA MEDIAL
Referência anatômica
A referência anatômica utilizada é o maior perímetro da perna.
Técnicas de mensuração
→ Posição do avaliador: Deverá estar em pé, em frente ao avaliado (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009).
→ Posição do avaliado: Deverá estar sentado com o quadril e o joelho flexionados 
(ângulo de 90º) e com os pés em contato com o solo (BENEDETTI; PINHO; 
RAMOS, 2009). Para melhor visualização da posição do avaliado e do avaliador 
apresenta-se a Figura 56.
FIGURA 56 – MENSURAÇÃO DA ESPESSURA DA DOBRA CUTÂNEA PANTURRILHA MEDIAL
FONTE: Benedetti; Pinho e Ramos (2009, p. 55)
Procedimentos
 
Deve-se pinçar a dobra cutânea verticalmente ao eixo longitudinal, na parte 
interna da perna em contato com o solo ou apoiada em uma cadeira (BENEDETTI; 
PINHO; RAMOS, 2009).
112
RESUMO DO TÓPICO 2
Nesse tópico você viu que:
●	 Estudamos diâmetros, comprimentos, perímetros e dobras cutâneas.
●	 Diâmetros são a distância entre as proeminências ósseas definidas através de 
pontos anatômicos.
●	 Comprimentos são a distância projetada entre dois pontos de referência 
anatômica que são estabelecidas paralelamente ao eixo longitudinal do segmento 
corporal.
●	 Perímetros são medidas circulares de segmentos do corpo que são mensuradas 
a partir do plano horizontal, perpendiculares ao eixo longitudinal do corpo.
●	 Dobras cutâneas correspondem às medidas de uma camada dupla de pele e de 
tecidos subcutâneos destacados em pontos anatômicos específicos.
●	 A medida de diâmetros geralmente é utilizada para determinar a compleição 
física, para fins ergonômicos, para fins de assimetria aplicada à área desportiva, 
para acompanhar o crescimento humano e a proporcionalidade.
●	 Estudamos os principais diâmetros: biacromial, bicrista-ilíaca, biepicondilar do 
fêmur, bimaleolar, biepicondilar do úmero e biestiloide
●	 Sobre diâmetros é importante destacar que: I. podem ser mensurados em ambos 
os lados do corpo (prefere-se pelo lado direito do avaliado); II. Utiliza-se caneta 
hidrográfica ou lápis dermatográfico para marcar o ponto de referência anatômica; 
III. Considera-se para a avaliação o valor mediano de três mensurações.
●	 Os instrumentos usados para mensurar diâmetros são: paquímetro ou 
antropômetros e compassos de pontas rombas.
●	 A medida de comprimentos geralmente é utilizada para acompanhar o 
crescimento do corpo, o desenvolvimento dos indivíduos e a proporcionalidade 
corporal. Também é empregada em projetos de engenharia para concepção de 
maquinários, utensílios e espaços físicos que o homem utiliza.
●	 Estudamos os principais comprimentos: membros inferiores, coxa, perna, 
membros superiores, braço e antebraço.
●	 Sobre comprimentos é importante destacar que: I. Medidas realizadas pelo 
lado direito do avaliado; II. Realizam-se duas mensurações e, caso os valores se 
diferenciem, realiza-se uma terceira mensuração e considera-se a média das três.
113
●	 Os instrumentos usados para mensurar comprimentos são: antropômetros, 
paquímetro, compassos de barra ou fita métrica.
●	 A medida de perímetros geralmente é utilizada para acompanhar o crescimento 
corporal, informar sobre estado nutricional e níveis de gordura, composição 
corporal.
●	 Estudamos os principais perímetros: coxa, perna, braço, antebraço, cintura e 
quadril.
●	 Sobre perímetros é importantedestacar que: I. São medidas de fácil aplicação 
(baixo custo instrumental e operacional); II. Realizam-se duas mensurações e, 
caso os valores se diferenciem, realiza-se uma terceira mensuração e considera-se 
a média das três.
●	 O instrumento usado para mensurar perímetros é fita métrica flexível não 
elástica.
●	 As medidas de dobras cutâneas são utilizadas para estimar a composição e a 
adiposidade corporal.
●	 Estudamos as principais dobras cutâneas: tricipital, subescapular, suprailíaca, 
abdominal, axilar média, coxa média e panturrilha medial.
●	 Sobre dobras cutâneas é importante destacar que: I. Realizam-se três 
mensurações e, caso os valores se diferenciem, realiza-se uma quarta mensuração.
●	 O instrumento usado para mensurar dobras cutâneas é o adipômetro, também 
chamado de compasso de dobras, espessímetro ou plicômetro.
114
AUTOATIVIDADE
1 A compreensão acerca das diferenças existentes entre diâmetros, 
comprimentos, perímetros e dobras cutâneas é essencial para entender de forma 
clara as particularidades de cada um desses tipos de medidas antropométricas. 
A partir dos conceitos de diâmetros, comprimentos, perímetros e dobras 
cutâneas, correlacione as informações da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
(a) Diâmetros
( ) Tratam-se de medidas circulares de segmentos do 
corpo que são mensuradas a partir do plano horizontal, 
perpendiculares ao eixo longitudinal do corpo.
(b) Comprimentos
( ) Medem a adiposidade do corpo por meio de 
medidas de uma camada dupla de pele e de tecidos 
subcutâneos destacados em pontos anatômicos 
específicos.
(c) Perímetros
( ) Consiste na distância projetada entre dois 
pontos de referência anatômica que são estabelecidas 
paralelamente ao eixo longitudinal do segmento 
corporal.
(d) Dobras cutâneas
( ) Refere-se à distância entre as proeminências ósseas 
definidas através de pontos anatômicos.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta:
a) ( ) c, d, b, a.
b) ( ) b, a, c, d.
c) ( ) d, c, a, b. 
d) ( ) a, c, b, d.
e) ( ) c, b, d, a. 
2 No que concerne aos diâmetros, leia atentamente as frases a seguir e marque 
V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
I. Os diâmetros podem ser mensurados em ambos os lados do corpo, mas é 
preferível que sejam realizadas pelo lado esquerdo do avaliado.
II. Os instrumentos utilizados para mensurar diâmetros são: paquímetro ou 
antropômetros e compassos de pontas rombas. 
III. Os principais diâmetros utilizados são: biacromial, bicrista-ilíaca, 
biepicondilar do fêmur, bimaleolar, biepicondilar do úmero e biestiloide.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, V, V.
b) ( ) F, V, F.
c) ( ) F, F, V. 
115
d) ( ) V, F, V.
e) ( ) V, V, F.
3 No que se refere aos comprimentos, leia atentamente as alternativas a seguir 
e assinale a correta:
a) ( ) Por definição, todos os comprimentos são realizados pelo lado direito 
do avaliado por meio de duas ou três mensurações, a depender dos valores 
obtidos.
b) ( ) Os comprimentos se referem à distância entre as proeminências ósseas 
definidas através de pontos anatômicos. 
c) ( ) Os principais comprimentos utilizados são: biacromial, bicrista-ilíaca, 
biepicondilar do fêmur, bimaleolar, biepicondilar do úmero e biestiloide. 
d) ( ) O instrumento usado para mensurar comprimentos é fita métrica 
flexível não elástica.
e) ( ) Para mensurar os comprimentos recorre-se a métodos antagônicos aos 
métodos aplicados aos diâmetros. 
4 No que se refere aos perímetros, leia atentamente as alternativas a seguir e 
assinale a correta:
a) ( ) Os perímetros devem ser mensurados em sua extensão máxima.
b) ( ) As medidas de perímetros oferecem poucos subsídios para a Educação 
Física. 
c) ( ) Os principais perímetros utilizados são: tricipital, subescapular e 
suprailíaca.
d) ( ) Os perímetros possuem difícil aplicação e por isso deve-se cuidar 
durante a mensuração, a fim de minimizar possíveis erros. 
e) ( ) O instrumento usado para mensurar perímetros é o paquímetro.
116
117
TÓPICO 3
COMPOSIÇÃO CORPORAL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
O corpo humano é composto por ossos, músculos, gorduras, água, tecidos 
e elementos bioquímicos. Todos esses elementos predizem o peso corporal de 
um indivíduo. Destaca-se que no decorrer da vida as medidas acerca do peso 
corporal variam. Os hábitos alimentares e a prática de atividade física influenciam 
as quantidades e proporções dos componentes que constituem o peso corporal 
(GUEDES; GUEDES, 2006).
Neste sentido, existe a composição corporal. A composição corporal se refere 
ao fracionamento do peso corporal em seus diferentes componentes. Também é 
por meio da composição corporal que se pode oferecer valiosas informações sobre 
o comportamento de indicadores associados ao crescimento físico e aos programas 
de controle de peso corporal (GUEDES; GUEDES, 2006). Por meio da composição 
corporal é possível quantificar os principais componentes estruturais do corpo 
humano (PETROSKI, 2009).
De acordo com Heyward e Stolarczyk (2000), a avaliação da composição 
corporal se mostra relevante para:
→ identificar riscos à saúde associados a níveis altos ou baixos de gordura corporal total;
→ identificar riscos à saúde associados ao excesso de gordura intra-abdominal;
→ possibilitar a compreensão acerca dos riscos à saúde associados ao excesso de 
gordura corporal;
→ acompanhar alterações na composição corporal associadas a determinadas doenças;
→ elaborar recomendações dietéticas e prescrição de exercícios físicos;
→ avaliar a eficiência de intervenções nutricionais e de exercícios físicos na 
alteração da composição corporal;
→ monitorar mudanças na composição corporal associadas ao crescimento, 
desenvolvimento, maturação e idade.
Assim, nas páginas subsequentes o texto abordará os modelos de análise 
relacionados à composição corporal e às técnicas de medida da composição corporal.
118
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
2 MODELOS DE ANÁLISE
Ao longo dos anos nota-se que há considerável interesse de pesquisadores 
de diferentes áreas do conhecimento, incluída a Educação Física, pela avaliação da 
composição corporal. É inegável que há muitas técnicas e métodos para analisar 
a composição corporal, porém cada uma possui respaldo em modelos teóricos 
distintos (GUEDES; GUEDES, 2006). Para os autores citados, esses modelos 
possuem “características conceituais e procedimentos metodológicos que lhes 
conferem maior ou menor validade” (GUEDES; GUEDES, 2006, p. 192).
O modelo atualmente mais recomendado para analisar a composição 
corporal é organizado em cinco níveis, que são: atômico, molecular, celular, 
sistema tecidual e corpo inteiro. Apresenta-se na Figura 57 uma representação 
deste modelo.
FIGURA 57 – REPRESENTAÇÃO DO MODELO DE ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL 
 ESTRUTURADO EM CINCO NÍVEIS
Nível 1
(Atômico)
Nível 2
(Molecular)
Nível 3
(Celular)
Nível 4
(Sistema tecidular)
Nível 5
(Corpo inteiro)
Outros
Outros
Outros
Hidrogênio
Proteínas
Sangue
Carbono
Lipídios
Fluídos 
Extracelulares
Sólidos 
Extracelulares
Osso
Oxigênio
Água
Massa 
celular
Sistema
músculo-
esquelético
Tecido
adiposo
FONTE: Guedes e Guedes (2006, p. 192)
Apresentam-se no Quadro 10 informações mais detalhadas sobre os cinco 
níveis do Modelo de análise da composição corporal.
QUADRO 8 – EXPLICAÇÕES SOBRE OS CINCO NÍVEIS DO MODELO DE ANÁLISE DA 
COMPOSIÇÃO CORPORAL
Nível Explicação
1
Atômico
É composto por 50 elementos atômicos, sendo que 98% são 
determinados por combinações de cinco elementos (oxigênio, 
carbono, hidrogênio, nitrogênio e cálcio) e os outros 2% contemplam
TÓPICO 3 | COMPOSIÇÃO CORPORAL
119
os demais 45 elementos. É utilizado com a finalidade de relacionarelementos específicos com outros níveis de organização. Exemplo: 
verificar a quantidade de cálcio como indicador do nível ósseo.
2
Molecular
Engloba os compartimentos moleculares da massa corporal. 
Acredita-se que há mais de 100 mil compostos moleculares, mas a 
análise da composição corporal enfatiza: água, lipídios, proteínas, 
carboidratos e minerais. Estima-se que 60% da massa corporal é 
composta por água (26% extracelular e 34% intracelular), menos de 
20% são lipídios (17% essenciais e 2,1% não essenciais), 15% proteínas 
e 5,4% minerais.
3
Celular
Divide o corpo em massa celular total (formada por diferentes tipos 
de células: adipócitos, miócitos e osteócitos), fluidos extracelulares 
(predomínio de água e plasma) e sólidos extracelulares (substâncias 
orgânicas: colágenos, fibras elastinas, elementos inorgânicos).
4
Sistema 
tecidual
Contempla os principais tecidos, órgãos e sistemas orgânicos que 
possuem disposição funcional de tecidos, apesar de possuírem 
diferentes graus de complexidade. Os tipos de tecido são: conectivo, 
epitelial, muscular e nervoso. Os tecidos adiposo e ósseo são formas 
do tecido conectivo especializado. Atenta-se ao fato de que tecidos 
adiposo, ósseo e muscular totalizam aproximadamente 75% da 
massa corporal total.
5
Corpo 
inteiro
Considera o corpo humano enquanto unidade única com relação ao 
seu tamanho, forma, área e densidade. Inclui a estatura, a massa e o 
volume corporal.
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
3 FRACIONAMENTO DO PESO CORPORAL
A composição corporal é entendida a partir de dois componentes principais, 
que são o componente de gordura e o componente não gorduroso (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Destaca-se que o componente não gorduroso se refere ao peso 
corporal que permanece após a gordura ser removida e, portanto, é composto pelos 
tecidos muscular e esquelético, pele, órgãos e demais tecidos não gordurosos.
A organização da composição corporal a partir da lógica de dois 
componentes é vantajosa, pois possibilita que os valores do componente gorduroso 
sejam identificados por meio do conhecimento do componente não gorduroso.
Para melhor compreensão acerca do componente de gordura, deve-se 
atentar para os conceitos existentes para os termos “gordura” e “tecido adiposo”. 
Esses termos erroneamente são entendidos como sinônimos. A fim de evitar esse 
equívoco, veremos seus conceitos a partir de Guedes e Guedes (2006, p. 194).
→	Gordura: Caracteriza-se pelo total de lipídios no organismo. Os li-
pídios são substâncias indissolúveis na água e dissolúveis em soluções 
120
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
orgânicas (Exemplo: Éter).
→	Tecido Adiposo: É composto por células adiposas (denominadas 
adipócitos), por fluidos extracelulares, endotélio vascular, colágeno e 
fibras elastinas.
No que concerne aos lipídios especificamente, é válido esclarecer que 
o corpo humano possui diferentes tipos de lipídios, sendo que há pre-
domínio do tipo triglicerídeos e 10% da gordura total é composta pelos 
lipídios do tipo fosfolipídios, esteroides e colesterol. Pode-se acrescentar 
que os lipídios podem ser essenciais ou não essenciais. Os lipídios es-
senciais são aqueles indispensáveis para o adequado funcionamento das 
estruturas fisiológicas como o cérebro, a medula óssea, o tecido cardíaco 
e a membrana celular. Enquanto os lipídios não essenciais consistem na 
gordura acumulada no tecido adiposo.
O tecido adiposo se localiza “abaixo da superfície da pele (gordura sub-
cutânea) e entre os principais órgãos (gordura visceral)”. Sua função é 
“produzir energia para o trabalho biológico”.
UNI
Há diferenças entre homens e mulheres. Os lipídios essenciais tendem a ser 
quatro vezes maiores em mulheres do que em homens. As mulheres adultas também tendem 
a possuir maiores índices de gordura. A quantidade de lipídios não essenciais é semelhante 
entre homens e mulheres, apesar de serem maiores nas mulheres (GUEDES; GUEDES, 2006).
Para melhor compreensão acerca do componente não gorduroso, destaca-
se que sua definição varia de acordo com a estratégia que se utiliza para realizar 
sua estimativa. Há dois termos importantes relacionados ao componente não 
gorduroso: massa magra e massa isenta de gordura. Esses termos também são 
erroneamente entendidos como sinônimos. A fim de evitar esse equívoco, veremos 
seus conceitos a partir de Guedes e Guedes (2006, p. 195).
→	Massa magra: Os valores estabelecidos na proporção água, minerais e 
matéria orgânica, incluídos lipídios essenciais.
→	 Massa isenta de gordura: Refere-se ao peso corporal com ausência 
de toda gordura do organismo, excluídos inclusive os lipídios essenciais. Essa 
estratégia só pode ser aplicada em cadáveres.
IMPORTANT
E
A estimativa da massa isenta de gordura só pode ser aplicada em cadáveres e a 
massa magra poder ser aplicada em indivíduos vivos. Por isso, a Educação Física utiliza a massa 
magra (GUEDES; GUEDES, 2006).
TÓPICO 3 | COMPOSIÇÃO CORPORAL
121
IMPORTANT
E
In vitro é uma expressão latina que designa todos os processos biológicos 
que têm lugar fora dos sistemas vivos, em ambiente laboratorial controlado e que são feitos 
normalmente em recipientes de vidro.
4 TÉCNICAS DE MEDIDA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Para análise da composição corporal é possível aplicar técnicas que possuem 
processos diretos, indiretos e duplamente indiretos. Na Figura 58 apresentam-se 
esses tipos de técnicas utilizadas nas medidas e avaliações.
FIGURA 58 – TIPOS DE TÉCNICAS UTILIZADAS NAS MEDIDAS E AVALIAÇÕES
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 195-196) 
A técnica mais direta para se aferir as medidas de um indivíduo é a 
dissecação de cadáveres. Contudo, seriam medidas realizadas após a morte e, por 
essa razão, sua aplicação prática para a Educação Física seria restrita. Essa técnica 
rotineiramente é utilizada para determinar causas de mortes. As técnicas indiretas 
e duplamente indiretas são estimativas e, por essa razão, estão sujeitas ao erro.
Na sequência, apresentam-se no Quadro 11 informações sobre as técnicas 
de medida para análise da composição corporal.
122
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
QUADRO 9 – TÉCNICAS DE MEDIDA PARA ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
TÉCNICAS DIRETAS
Dissecação de cadáveres
Extração lipídica
TÉCNICAS INDIRETAS
P r o c e d i m e n t o s 
Bioquímicos
Procedimentos 
de Imagem
Procedimentos 
de Densitometria
Hidrometria Radiologia convencional Pesagem hidrostática
Espectrometria de 
raios gama
Ultrassonografia Pletismografia
Ativação de nêutrons Tomografia axial computadorizada
Excreção de creatina Ressonância magnética nuclear
Absortometria radiológica de 
dupla energia
TÉCNICAS DUPLAMENTE INDIRETAS
Condutividade elétrica corporal
Interactância de raios infravermelhos
Bioimpedância elétrica
Antropometria
FONTE: Adaptado de Guedes e Guedes (2006, p. 196)
Nas páginas subsequentes estudaremos de forma breve cada uma das 
técnicas diretas e indiretas.
4.1 TÉCNICAS INDIRETAS 
No que se refere às técnicas indiretas, veremos cada uma dessas técnicas a 
partir das explicações de Guedes e Guedes (2006).
→	Hidrometria: Ao conhecer a quantidade de água no organismo é possível 
estimar o componente de massa isenta de gordura. Para se obter a quantidade 
de água corporal, o avaliado deverá ingerir (via oral ou intravenosa) uma água 
destilada com substâncias marcadoras que se misturam com a água do corpo. 
Após 3 ou 4 horas se recolhem amostras de urina ou de sangue para análise. Por 
definição, considera-se que 73,2% da massa isenta de gordura é composta por 
água. Em seguida, aplica-se a fórmula:
Massa Isenta de Gordura (Kg) = Água total
 0,732
→	Espectrometria de raios gama: É utilizada para determinar a quantidade 
de potássio (K) no organismo. É sabido que o potássio existente na massa isenta 
de gordura equivale a 60e 66 mmol/Kg para mulheres e homens, respectivamente. 
TÓPICO 3 | COMPOSIÇÃO CORPORAL
123
Assim é possível calcular a quantidade total de potássio e, por conseguinte, estimar 
a quantidade de massa isenta de gordura.
→	Ativação de nêutrons: É possível determinar a quantidade de elementos 
químicos no organismo (sódio, magnésio, alumínio, cloro, cálcio, nitrogênio, 
potássio etc.). Assim, é possível estimar a quantidade de gordura do corpo 
assumindo que 64% é composta por carbono. Para estimar a massa corporal se 
pode utilizar o potássio e também a quantidade de nitrogênio corporal total.
→	Excreção de creatina: Considera-se que 98% da creatina se localizam no 
tecido muscular. Logo, ao identificar a quantidade de creatina no corpo é possível 
estimar a massa corporal do indivíduo. É possível identificar a creatina por meio 
de exames laboratoriais sucessivos de urina ou de sangue. Destaca-se que o nível 
de creatina é influenciado por dietas hiperproteicas e por exercícios físicos com 
ênfase na força e na resistência muscular.
→	 Radiologia convencional: O raio X permite identificar os tecidos: 
subcutâneo, muscular e ósseo. Salienta-se que é importante cuidar com a segurança 
ao se expor à radiação. E, por essa razão, o braço é mais utilizado em raio X com 
a finalidade de analisar a composição corporal, porque é a região corporal que 
recebe menor índice de radiação.
→	Ultrassonografia: É a emissão de ondas sonoras ou vibrações de alta 
frequência por medidas ultrassônicas que penetram através da superfície da 
pele e visam identificar a espessura dos principais tecidos: gordura subcutânea, 
musculares e ósseos. Sua vantagem é que permite estimar componentes de 
gordura e de massa isenta de gordura em diferentes regiões do corpo, além do 
aparelho ser leve, portátil e de fácil manuseio. Porém, sua desvantagem é o alto 
custo econômico.
→	 Tomografia axial computadorizada: É um método radiológico que 
fornece imagens sequenciadas de todo o corpo ou de segmentos. Passam feixes de 
raio X pelo corpo ou segmento corporal.
→	Ressonância magnética nuclear: A imagem dos tecidos é gerada por 
radiação eletromagnética. Permite distinguir tecidos duros (ósseos) de tecidos 
moles (gordura e músculos). Sua vantagem é que tem baixos índices de radiação, 
alta resolução, diferencia tecidos e fornece imagens tridimensionais. Porém, sua 
desvantagem é o alto custo econômico.
→	 Absortometria radiológica de dupla energia: Estabelece a atenuação 
diferencial de fótons emitidos a duas diferentes energias e podem distinguir 
diferentes tipos de tecidos. O avaliado permanece em decúbito dorsal sobre a 
superfície do aparelho e o braço do scanner desliza sobre todo o corpo, da cabeça 
aos pés, a uma distância de 80 centímetros. Sua vantagem é que permite analisar a 
composição corporal de todo o corpo ou de segmentos. Porém, sua desvantagem 
é o alto custo econômico e a demanda de tempo gasto (aproximadamente 30 
minutos).
124
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
→	Pesagem hidrostática: Admite-se que a densidade da gordura é menor 
do que a densidade de outras estruturas corporais. Assim, o avaliado é submerso 
em um tanque com água e seu volume corporal é estimado por meio de uma 
equação matemática.
( ) ( )( )
-1 . 
 
Peso corporal g
Densidade corporal g mL
Volume corporal mL
=
( )
( )– 
 real água
água
Peso Peso
Volume corporal mL
Densidade
=
No momento da pesagem há ar nos pulsões e gases no aparelho 
gastrointestinal, portanto são informações que devem ser corrigidas na fórmula.
( ) ( )
( ) ( ) ( )
1 . 
– 100 
 
real
real água
água
Densidade corporal g mL Peso g
Peso g Peso g Volume Residual mL
Densidade
− =
− +
−
→	Pletismografia: Utiliza o deslocamento do ar ao invés da perda de peso 
na água para medir o volume corporal por meio da Lei de Deslocamento de Ar 
proposta por Boyle. Assim, o avaliado permanece em uma câmara fechada e isolada 
do meio exterior em condições controladas de pressão e volume. Posteriormente, 
aplica-se a fórmula da Lei de Boyle:
1 1 2 2 PressãoVolume Pressão Volume=
4.2 TÉCNICAS DUPLAMENTE INDIRETAS 
No que se refere às técnicas duplamente indiretas, veremos cada uma 
dessas técnicas a partir das explicações de Guedes e Guedes (2006).
→ Condutividade elétrica corporal: Utiliza os diferentes níveis de 
condutibilidade elétrica nos tecidos biológicos. Os tecidos com alta concentração 
de água e eletrólitos (massa isenta de gordura) possuem alta capacidade de 
conduzir a corrente elétrica, enquanto os tecidos secos (gordura corporal) são 
resistentes à passagem da corrente elétrica. O avaliado permanece em um cilindro 
com campo eletromagnético capaz de estabelecer uma corrente elétrica entre 2,5 a 
5 mega-hertz (MHz). Sua vantagem é que possui procedimentos simples e de fácil 
execução. Porém, sua desvantagem é o alto custo econômico e a necessidade de 
infraestrutura física específica.
→ Interactância de raios infravermelhos: Os tecidos orgânicos reagem à 
absorção de radiação infravermelha. Assim, é possível estimar a quantidade de 
TÓPICO 3 | COMPOSIÇÃO CORPORAL
125
gordura e de água em diferentes regiões do corpo. Sua vantagem é que é seguro, 
rápido e de fácil manejo. Porém, sua desvantagem se relaciona com os pressupostos 
teóricos que adota, pois considera que o local irradiado é fortemente relacionado 
com todo o corpo, regra que não se aplica a todos os casos.
→ Bioimpedância elétrica: Essa técnica se assemelha ao de condutividade 
elétrica corporal. A impedância se refere à oposição oferecida a um circuito elétrico a 
uma corrente alternada. A impedância se relaciona com três elementos: Resistência 
(R), Reactância e o ângulo de fase. A equação para calcular a Impedância é:
( )
( )
2 2
2
 
 – – 
 – 
 100 % 
 
absoluta
absoluta
Impedância Resistência Reactância
MIG Estatura Resistência Peso Idade
Gordura Kg Peso corporal MIG
Gordura xGordura relativa ao peso corporal
Peso corporal
= +
= +
=
=
→ Antropometria: É utilizada para análise da composição corporal para 
identificar a gordura corporal e a massa isenta de gordura. Para tanto, pode-se 
utilizar a relação entre o peso e a estatura (Índice de Massa Muscular), dobras 
cutâneas e perímetros (principalmente cintura e quadril).
4.3 APLICAÇÃO DE MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
A técnica de medida duplamente indireta caracterizada pela antropometria 
permite realizar algumas interpretações básicas. Para tanto, é possível analisar 
os resultados obtidos a partir do perímetro da cintura, ou realizar um cálculo 
matemático simples da razão entre o perímetro da cintura com o perímetro do 
quadril, ou ainda, calcular o índice de conicidade. Cada uma dessas aplicações 
relacionadas às medidas antropométricas será abordada separadamente.
4.3.1 Análise do perímetro da cintura
Quando a medida antropométrica do perímetro de cintura do avaliado é 
mensurada, é possível verificar se o valor desse perímetro sugere que o avaliado está 
em risco para desenvolver disfunções crônicas degenerativas. Afinal, perímetros 
de cintura com medidas elevadas indicam que há aumento da incidência de 
disfunções crônicas degenerativas na população. Ao ter conhecimento se está em 
risco ou não, o avaliado poderá se prevenir ou procurar tomar as providências 
cabíveis para reduzir a sua exposição ao risco. Nesse sentido, torna-se de grande 
valia o papel dos profissionais da Educação Física.
126
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
De acordo com a literatura, há aumento da incidência de disfunções 
crônicas degenerativas se o perímetro de cintura for maior do que 102 centímetros 
para homens e maior do que 88 centímetros para mulheres (GUEDES; GUEDES, 
2006).
4.3.2 Razãocintura/quadril 
O cálculo matemático simples que envolve a razão cintura/quadril é 
utilizado para verificar se a gordura corporal é reunida na região central do corpo 
(tronco, abdômen) ou nas extremidades do corpo (quadril, glúteo, coxa) (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Para esses autores, a preocupação acerca da localização da gordura 
deriva do fato de que há problemas de saúde relacionados a disfunções metabólicas 
e cardiovasculares e do maior acúmulo de gordura na região central do corpo. Para 
calcular a razão cintura/quadril deve-se fazer uso da seguinte fórmula matemática:
( )
( )
 
 / 
 
Perímetro de cintura cm
Razão Cintura Quadril
Perímetro do quadril cm
=
O resultado obtido permite inferir se o avaliado apresenta riscos para 
disfunções metabólicas crônicas que podem ser interpretadas associadas às 
variáveis de idade e sexo. Na Tabela 6 disponibilizam-se os indicadores de 
referência para a razão cintura/quadril.
TABELA 6 – INDICADORES DE REFERÊNCIA PARA A RAZÃO CINTURA/QUADRIL PARA IDENTIFICAR 
 RISCO PARA SAÚDE SEGUNDO IDADE E SEXO
Idade 
(anos)
Magnitude do risco para a saúde
Baixo Moderado Alto Muito alto
Mulheres
20 – 29 < 0,71 0,71 – 0,77 0,78 – 0,82 > 0,82
30 – 39 < 0,72 0,72 – 0,78 0,79 – 0,84 > 0,84
40 – 49 < 0,73 0,73 – 0,79 0,80 – 0,87 > 0,87
50 – 59 < 0,74 0,74 – 0,81 0,82 – 0,88 > 0,88
60 – 69 < 0,76 0,76 – 0,83 0,84 – 0,90 > 0,90
Homens
20 – 29 < 0,83 0,83 – 0,88 0,89 – 0,94 > 0,94
30 – 39 < 0,84 0,84 – 0,91 0,92 – 0,96 > 0,96
40 – 49 < 0,88 0,88 – 0,95 0,96 – 1,00 > 1,00
50 – 59 < 0,90 0,90 – 0,96 0,97 – 1,02 > 1,02
60 – 69 < 0,91 0,91 – 0,98 0,99 – 1,03 > 1,03
FONTE: Guedes; Guedes (2006, p. 218)
TÓPICO 3 | COMPOSIÇÃO CORPORAL
127
4.3.3 Índice de conicidade
 
O índice de conicidade também é utilizado para verificar o padrão da 
distribuição da gordura corporal. Destaca-se que é ainda mais sensível do que a 
relação cintura/quadril (GUEDES; GUEDES, 2006).
Para calcular o índice de conicidade deve-se fazer uso da seguinte fórmula 
matemática: 
( )
( )
( )
 
 
 
0,109
 
Perímetro de cintura m
Índice de Conicidade
Peso Kg
Estatura m
=
O resultado obtido permite identificar se há riscos ou não para o 
desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas. Acrescenta-se que 
valores elevados do Índice de Conicidade estão relacionados ao risco de doenças 
cardiovasculares e metabólicas.
De acordo com a literatura, os resultados obtidos podem ser interpretados 
como de baixo risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e 
metabólicas se resultar em valores próximos de 1,00 ou em elevado risco para 
valores próximos de 1,73 (GUEDES; GUEDES, 2006).
5 EQUAÇÕES PREDITIVAS
Por meio da técnica de medida duplamente indireta caracterizada pela 
antropometria é possível recorrer a equações de regressão a fim de efetuar a análise 
da composição corporal. Entre os componentes do corpo que podem ser estimados 
por meio dessas equações preditivas destacam-se: a densidade, a gordura relativa, 
a gordura absoluta e a massa magra. Vejamos a equação de cada um desses 
elementos separadamente.
IMPORTANT
E
Deve-se cuidar, pois os valores de referência podem se modificar a depender da 
equação utilizada. Ou seja, um indivíduo pode receber uma classificação de acordo com uma 
equação, e receber uma classificação diferente por meio de outra equação. Sendo assim, qual 
deve ser a equação a ser utilizada? 
128
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
5.1 DENSIDADE CORPORAL 
Para estimar densidade corporal existem diferentes fórmulas. A fórmula 
exposta em Guedes e Guedes (2006) considera o somatório de três dobras cutâneas. 
Essas dobras cutâneas são diferentes para homens e para mulheres. Para homens, 
as três dobras cutâneas utilizadas na equação são: a tricipital, a suprailíaca 
e a abdominal. Para mulheres, as dobras cutâneas utilizadas na equação são: a 
tricipital, a subescapular, a suprailíaca e a coxa para mulheres. Apresenta-se abaixo 
a fórmula exposta em Guedes e Guedes (2006):
( )
( )101,1714 – 0,0671 3
/
Densidade
Corporal log DC
g mL
∑=
Legenda: ∑3DC – Somatório de 3 dobras cutâneas.
Legenda: ∑4DC – Somatório de 4 dobras cutâneas.
Legenda: ∑4DC – Somatório de 4 dobras cutâneas; MC – massa corporal (Kg).
Uma outra fórmula, mais utilizada, é mais complexa. Logo, requer o 
conhecimento da idade em anos do avaliado e os valores de quatro dobras 
cutâneas, sendo: tricipital, subescapular, suprailíaca e panturrilha medial. Além 
disso, considera as particularidades existentes entre a composição corporal de 
homens e mulheres e, por essa razão, há uma fórmula para homens e outra para 
mulheres. 
Para estimar a densidade corporal de homens com idades entre 18 a 66 
anos faz-se uso da seguinte fórmula:
( )
( ) ( ) ( )21,10726863 – 0,00081501 4 0,00000212 4 – 0,00041761 
/
Densidade
Corporal DC DC Idade
g mL
∑ += ∑
Para estimar a densidade corporal de mulheres com idades entre 18 a 51 
anos faz-se uso da seguinte fórmula:
( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )
21,02902361 – 0,00067159 4 0,00000242 4 – 0,00026073 
– 0,00056009 0,00054649 /
Densidade
DC DC IdadeCorporal
MC Estaturag mL
∑ + ∑
+
=
Destaca-se que é importante calcular a densidade corporal para que seja 
possível estimar a gordura relativa (percentual de gordura) e, por conseguinte, 
a gordura absoluta e a massa magra. Contudo, os autores Siri (1961) e Brozek e 
colaboradores (1963) sugerem um quadro com valores para estimar a gordura 
relativa (percentual de gordura) e, assim, não é obrigatório calcular a Densidade 
corporal, uma vez que a partir do conhecimento da medida de gordura relativa 
(percentual de gordura) é possível estimar a gordura absoluta e a massa magra, 
respectivamente.
TÓPICO 3 | COMPOSIÇÃO CORPORAL
129
5.2 GORDURA RELATIVA 
A gordura relativa, também conhecida como o percentual (%) de gordura, 
pode ser estimada por meio de duas equações diferentes: Apresenta-se a seguir a 
fórmula exposta em Guedes e Guedes (2006):
UNI
O livro de Guedes e Guedes (2006, p. 225-228) disponibiliza em quadros os 
resultados imediatos a partir da equação do percentual de gordura, para homens e para 
mulheres. Ou seja, recorrendo-se aos quadros é possível estimar o percentual de gordura 
sabendo-se somente o somatório das dobras cutâneas tricipital, suprailíaca, e abdominal para 
homens e subescapular, suprailíaca e coxa para mulheres.
E uma segunda fórmula também pode ser utilizada, apresentada a seguir:
( ) 495 % – 450Percentual de Gordura
Densidade
=
( ) 4,95 % – 4,50 1 00Percentual de Gordura
Densidade
  =     
Destaca-se que a estimativa de valores da composição corporal considera 
que o percentual de gordura dentro da normalidade é entre 11% a 16% para homens 
adultos jovens e entre 21% a 26% para mulheres adultas jovens.
Para interpretar os resultados obtidos por meio da equação do percentual 
de gordura é possível recorrer aos valores de referência sugeridos por Lohman, 
citado por Petroski (2009), conforme consta na Tabela 7.
TABELA 7 – VALORES DE REFERÊNCIA PARA PERCENTUAL DE GORDURA DE 
 HOMENS E MULHERES
Homens Mulheres
Muito baixo ≤ 5% < 8%
Abaixo da média 6 – 14% 9 – 22%
Média 15% 23%
Acima da média 16 – 24% 24 – 31%
Muito alto ≥ 25% > 32%
FONTE: Lohman (apud Petroski, 2009, p. 124)
130
UNIDADE 2 | TÉCNICAS E INSTRUMENTOS
5.3 GORDURA ABSOLUTA
Para se identificar a gordura absoluta do avaliado é preciso ter conhecimento 
sobre o peso corporal (kg) e o valor estimado da gordura relativa (% de gordura). 
Assim, é possível estimar a gordura absoluta por meio da seguinte fórmula:
( ) ( ) ( )
 %
 
100
 
Gordura relativa
Gordura absoluta Kg Peso corporal Kg

=

 
 
5.4 MASSA MAGRA
Para se identificara massa magra do avaliado é preciso ter conhecimento 
sobre o peso corporal (kg) e o valor estimado da gordura absoluta. Assim, é possível 
estimar a massa magra por meio da seguinte fórmula:
( ) – Massa magra Kg Peso corporal Gordura absoluta=
131
RESUMO DO TÓPICO 3
Nesse tópico você viu que:
● O corpo humano é composto por ossos, músculos, gorduras, água, tecidos e 
elementos bioquímicos etc. 
● A composição corporal se refere ao fracionamento do peso corporal em seus 
diferentes componentes.
● A composição corporal oferece informações sobre o comportamento de 
indicadores associados ao crescimento físico e aos programas de controle de 
peso corporal.
● A composição corporal é importante para: identificar riscos à saúde associados 
ao excesso de gordura corporal; acompanhar alterações na composição 
corporal associadas a determinadas doenças ou aos processos de crescimento, 
desenvolvimento e maturação; permite elaborar recomendações dietéticas e 
prescrição de exercícios físicos e possibilita avaliar a eficiência de intervenções 
nutricionais e de exercícios físicos na alteração da composição corporal.
● O interesse pela análise da composição corporal cresceu ao longo dos anos, 
inclusive na área da Educação Física.
● Atualmente, o modelo recomendado para analisar a composição corporal 
é organizado em cinco níveis: atômico, molecular, celular, sistema tecidual e 
corpo inteiro.
● A composição corporal é entendida a partir de dois componentes principais, 
que são o componente de gordura e o componente não gorduroso.
● Os termos “gordura” e “tecido adiposo” designam conceitos diferentes.
● A gordura é a quantidade total de lipídios (substâncias indissolúveis na água e 
dissolúveis em soluções orgânicas) no organismo. 
● O tecido adiposo é composto por células adiposas, fluidos extracelulares, 
endotélio vascular, colágeno e fibras elastinas.
● Os lipídios se dividem em essenciais (indispensáveis para o adequado 
funcionamento das estruturas fisiológicas) e não essenciais (gordura acumulada 
no tecido adiposo).
● Os termos “massa magra” e “massa isenta de gordura” designam conceitos 
diferentes.
132
● A massa magra exprime valores estabelecidos na proporção água, minerais e 
matéria orgânica, incluídos lipídios essenciais.
● A massa isenta de gordura se refere ao peso corporal com ausência de toda 
gordura do organismo (desconsidera lipídios essenciais).
● Faz-se uso de técnicas com processos diretos, indiretos e duplamente indiretos 
para análise da composição corporal.
● As técnicas diretas são realizadas em cadáveres.
● As técnicas indiretas possibilitam que as informações sejam obtidas com base 
em pressupostos teóricos que permitem estimar os componentes de gordura, 
massa magra e massa isenta de gordura.
● As técnicas duplamente indiretas utilizam equações de regressão para predizer 
variáveis associadas aos procedimentos indiretos.
● As técnicas diretas contemplam: dissecação de cadáveres e extração lipídica.
● As técnicas indiretas contemplam: procedimentos bioquímicos (hidrometria, 
espectrometria de raios gama, ativação de nêutrons, excreção de creatina); 
procedimentos de imagem (radiologia convencional, ultrassonografia, 
tomografia axial computadorizada, ressonância magnética nuclear, 
absortometria radiológica de dupla energia) e procedimentos de densitometria 
(pesagem hidrostática, pletismografia).
● As técnicas duplamente indiretas contemplam: condutividade elétrica corporal, 
interactância de raios infravermelhos, bioimpedância elétrica, antropometria.
● Estudamos que algumas medidas antropométricas permitem realizar inferências 
como: análise dos resultados do perímetro da cintura, a razão cintura/quadril 
ou, ainda, calcular o índice de conicidade. 
● As equações preditivas permitem estimar a densidade, a gordura corporal 
(relativa e absoluta) e a massa magra.
133
1 Diferentes elementos orgânicos e inorgânicos compõem o corpo humano. 
E, nesta perspectiva, existe a composição corporal. Escreva o conceito de 
composição corporal.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
2 A análise da composição corporal se mostra importante para diferentes 
finalidades. Assim, cite três aspectos em que a composição corporal é relevante:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
3 Existem diferentes técnicas e métodos para analisar a composição corporal, 
sendo que cada uma delas possui respaldo em modelos teóricos distintos. 
Atualmente, o modelo mais recomendado para analisar a composição corporal 
é organizado em cinco níveis. Pensando-se nisso, cite quais são esses cinco 
níveis.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
4 No que se refere ao fracionamento da composição corporal, há dois 
componentes principais, que são o componente de gordura e o componente 
não gorduroso. Acerca desta temática, leia atentamente as frases a seguir e 
marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) O componente não gorduroso se refere ao peso corporal que permanece 
após a gordura ser removida e, portanto, não gordurosos.
( ) O componente de gordura contempla a gordura e o tecido adiposo.
( ) Gordura, também denominada de tecido adiposo, é composta pelos 
tecidos muscular e esquelético, pele, órgãos e demais tecidos.
( ) A função dos lipídios é produzir energia para o trabalho biológico.
( ) A quantidade de lipídios presente no organismo de homens e de 
mulheres é semelhante.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
AUTOATIVIDADE
134
a) ( ) V, V, F, F, F.
b) ( ) V, V, F, F, V.
c) ( ) V, F, V, V, F.
d) ( ) V, V, V, F, F. 
e) ( ) F, F, F, F, V.
5 Para análise da composição corporal são utilizadas técnicas diretas, 
indiretas e duplamente indiretas. Nas técnicas diretas se obtém as informações 
em cadáveres por meio de incisões no corpo. Nas técnicas indiretas se obtém 
as informações por meio de variáveis físicas e químicas que permitem estimar 
componentes de gordura, massa magra e massa isenta de gordura. Nas 
técnicas duplamente indiretas se obtém as informações a partir de equações de 
regressão para estimar os componentes da composição corporal. A partir das 
técnicas diretas, indiretas e duplamente indiretas, correlacione as informações 
da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
(a) Técnicas diretas
( ) Radiologia convencional e ultrassonografia
( ) Antropometria
(b) Técnicas indiretas
( ) Extração lipídica
( ) Bioimpedância elétrica
(c) Técnicas duplamente 
indiretas
( ) Hidrometria e pesagem hidrostática
( ) Dissecação de cadáveres
A seguir, assinale a alternativa que exprime a sequência correta:
a) ( ) b, c, a, c, b, a.
b) ( ) a, a, b, c, b, c.
c) ( ) c, b, b, a, c, a. 
d) ( ) b, c, a, c, a, b.
e) ( ) a, c, a, b, b, c. 
6 Uma mulher com 32 anos de idade cronológica apresenta perímetro 
de cintura equivalente a 72,0 centímetros e perímetro de quadril igual a 97 
centímetros. Com base nessas informações,responda:
I) Qual é a razão cintura/quadril desta mulher?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
II) De acordo com os valores de referência, esta mulher possui riscos para a 
saúde?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
135
7 Um indivíduo do sexo masculino, com 48 anos de idade cronológica, 
apresenta perímetro de cintura equivalente a 114,0 centímetros. Explique se 
este indivíduo apresenta ou não risco para disfunções crônicas degenerativas 
e por que motivo.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
SUGESTÃO DE ATIVIDADE PRÁTICA
Nome da atividade prática: Treinamento dos protocolos de avaliação 
antropométrica.
a) Introdução
Acadêmicos, nessa atividade prática faremos a aplicação dos conteúdos 
teóricos estudados ao longo dos estudos da Unidade 2 do Livro de Medidas e 
Avaliações em Educação Física. É importante treinar a aplicação de protocolos de 
avaliações, porque se referem a um importante recurso que poderá ser utilizado 
na atuação profissional, quer seja no âmbito da licenciatura ou do bacharelado em 
Educação Física. Neste sentido, entre os alunos da turma e com a supervisão de 
um professor, vocês efetuarão medidas antropométricas.
b) Objetivo
O objetivo dessa atividade prática é aplicar técnicas referentes às medidas 
antropométricas (altura, massa corporal, diâmetros, comprimentos, perímetros e 
dobras cutâneas).
c) Materiais a serem utilizados
 
Os materiais a serem utilizados serão: Uma folha A4, computadores, 
impressora, internet, canetas hidrográficas ou lápis dermatográfico, fitas métricas, 
balanças, paquímetros, compasso de pontas rombas, compasso de barra e 
adipômetro.
QUADRO 12 – EXEMPLO DOS MATERIAIS A SEREM UTILIZADOS NA ATIVIDADE PRÁTICA
Descrição do 
material
Tipo Quantidade
Folha A4 40 (a depender da 
quantidade de acadêmicos 
matriculados, sendo uma 
por acadêmico).
136
Computador Precisa ter programa 
Microsoft Word
01.
Impressora Precisa ter tinta 01.
Caneta hidrográfica 
ou lápis 
dermatográfico
- Uma para cada acadêmico 
ou uma para cada dupla ou 
trio de acadêmicos.
Fita métrica Flexível, não elástica Uma para cada acadêmico 
ou uma para cada dupla ou 
trio de acadêmicos.
Balança Digital ou manual
* Seria ideal apresentar os 
dois tipos de balança para 
os acadêmicos aprenderem 
a manusear.
Uma balança ou duas.
Paquímetros - No mínimo dois, sendo de 
preferência um grande e 
um pequeno.
Compasso de pontas 
rombas
- No mínimo dois, sendo de 
preferência um grande e 
um pequeno.
Compasso de barra - No mínimo dois, sendo de 
preferência um grande e 
um pequeno.
Adipômetro - No mínimo dois.
d. Procedimento experimental ou metodologia
O procedimento experimental ou metodologia se divide em dois momentos, 
sendo: a organização prévia da atividade e a organização da atividade prática 
propriamente dita.
- Organização prévia: 
 
O professor deverá imprimir uma dessas fichas para cada acadêmico e 
levar no dia da atividade prática.
137
FICHA DE AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
Nome do acadêmico:
Idade (anos): Sexo: ( ) masculino ( ) feminino
Nome do avaliador:
Data da Avaliação: Hora da avaliação:
Acadêmico: 
ALTURAS 1a Medida 2a Medida 3a Medida Média
Estatura (m)
Altura tronco-cefálica
MASSA 
CORPORAL
- - -
Peso (Kg)
IMC
*	Classificação	IMC
DIÂMETROS 1a Medida 2a Medida 3a Medida Mediana
Biacromial
Bicrista-ilíaca
Biepicondilar do 
fêmur
Bimaleolar
Biepicondilar do 
úmero
Biestiloide
COMPRIMENTOS 1a Medida 2a Medida 3a Medida Média
Membros inferiores
Coxa
Perna
Membros superiores
Braço
Antebraço
PERÍMETROS 1a Medida 2a Medida 3a Medida Média
Coxa
Perna
Braço
Antebraço
Cintura
Quadril
DOBRAS 
CUTÂNEAS
1a Medida 2a Medida 3a Medida 4a Medida
Tricipital
Subescapular
138
Suprailíaca
Abdominal
Observação: * - Opcional.
- Organização da atividade prática:
 
A organização da atividade prática será dividida em duas etapas.
PRIMEIRA ETAPA
No dia da aula, em sala, todos os alunos serão divididos em grupos 
compostos por DOIS ou TRÊS acadêmicos. É recomendável que sejam duplas ou 
trios, mas caso exista um grande número de acadêmicos e um restrito número de 
instrumentos antropométricos, será possível reorganizar essa divisão em grupos 
de quatro acadêmicos ou superior.
Para a formação dos grupos, pode-se permitir que os acadêmicos se 
organizem ou o professor poderá ser o responsável pela organização dos grupos.
Após a organização dos grupos, o professor/tutor apresentará todos os 
instrumentos necessários para a realização das medidas antropométricas. E cada 
grupo receberá um instrumento e, à medida que o utilizar, deverão trocar entre si.
Recomenda-se que, no caso de duplas e trios, os acadêmicos deverão efetuar 
a mensuração das medidas antropométricas entre eles, conforme as ilustrações a 
seguir:
Eventualmente, durante a realização das medidas antropométricas, 
surgirão dúvidas, que poderão ser respondidas pelo professor/tutor.
Caso o tempo da aula seja insuficiente para o preenchimento de toda a planilha 
da avaliação antropométrica, o professor deve informar que prioritariamente cada 
acadêmico faça pelo menos dois diâmetros, dois comprimentos, dois perímetros e 
duas dobras cutâneas.
139
SEGUNDA ETAPA
Ao final da realização das medidas, cada acadêmico receberá a sua própria 
ficha de avaliação. E o acadêmico que desejar poderá estimar o seu Índice de 
Massa Corporal (IMC) e classificá-lo de acordo com os valores normativos em: 
abaixo do peso (menor que 18,5), peso ideal (entre 18,5 – 24,9), sobrepeso (entre 25 
– 29,9) e obesidade (maior que 30). Os acadêmicos serão convidados pelo professor 
a calcularem o IMC e classificá-lo e, neste momento, o professor poderá utilizar 
um exemplo hipotético no quadro para ensinar a calcular o IMC. O acadêmico que 
não desejar estimar o seu IMC poderá se aproveitar do(s) exemplo(s) do professor 
para treinar.
 
Além disso, o professor tutor solicitará que cada acadêmico realize os 
seguintes cálculos, referentes às suas próprias medidas antropométricas:
→ Relação cintura quadril;
→Análise do perímetro de cintura;
→Índice de conicidade.
e. Interpretação dos resultados/descrição da atividade
Para a realização das medidas antropométricas as técnicas e os 
procedimentos descritos na Unidade 2 deverão ser seguidos. Deve-se enfatizar 
que na disciplina será realizada uma única avaliação antropométrica, e por essa 
razão não será possível comparar os resultados com mensurações futuras para 
verificar o efeito de uma intervenção, por exemplo. 
f.	Conclusões	ou	considerações	finais
Ao final, os acadêmicos terão exercitado os protocolos de avaliação 
antropométrica estudados na Unidade 2 deste Livro. Essa é uma tarefa importante 
para que ocorra a aprendizagem do acadêmico, de modo que os processos de 
acomodação e de assimilação dos conhecimentos sejam estimulados.
140
141
UNIDADE 3
TESTES FÍSICOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade, você será capaz de:
• compreender e conceituar aptidão física;
• identificar a diferença entre a aptidão física relacionada ao desempenho 
atléticoe a aptidão física relacionada à saúde;
• entender a relação entre aptidão física, atividade física e saúde;
• conhecer fatos históricos dos testes físicos;
• reconhecer os objetivos e a importância da avaliação da aptidão física;
• aprender o significado dos termos: resistência cardiorrespiratória, força/
resistência muscular, flexibilidade, velocidade, potência, agilidade, coor-
denação e equilíbrio;
• aprender sobre baterias de testes físicos;
• conhecer os objetivos e os procedimentos para a aplicação de testes que 
envolvem diferentes capacidades motoras.
Esta unidade está dividida em três tópicos e em cada um 
deles você encontrará atividades que o(a) ajudarão a aplicar os 
conhecimentos apresentados.
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO À APTIDÃO FÍSICA
TÓPICO 2 – DEFINIÇÃO DAS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONA 
 DAS AOS COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
TÓPICO 3 – DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
142
143
TÓPICO 1
INTRODUÇÃO À APTIDÃO FÍSICA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
A aptidão física é definida como “um estado dinâmico de energia e 
vitalidade que permite a cada um não apenas a realização das tarefas do cotidiano, 
as ocupações ativas das horas de lazer e enfrentar emergências imprevistas sem 
fadiga excessiva, mas, também, evitar o aparecimento das funções hipocinéticas, 
enquanto funcionando no pico da capacidade intelectual e sentindo uma alegria 
de viver” (GUEDES, 1995). Houve um longo período de evolução que antecedeu 
a formulação deste conceito. Antigamente, as capacidades relacionadas ao 
desempenho nos esportes eram privilegiadas em detrimento das capacidades 
associadas à saúde. Isto porque se tinha o equivocado entendimento de que, para 
apresentar um bom estado de saúde, seria necessário demonstrar um elevado 
desempenho atlético. Porém, com o avanço da ciência, o conceito de aptidão física 
passou por uma significativa transformação, saindo do campo da conveniência, da 
tradição, do senso comum e da orientação exclusivamente esportiva, apresentando 
componentes que contemplam, também, a saúde das pessoas (GUEDES, 1995).
Nesta perspectiva, atualmente, os componentes da aptidão física englobam 
diferentes dimensões, podendo voltar-se para a saúde e abrangendo um maior 
número de pessoas, valorizando as variáveis fisiológicas como a resistência 
cardiorrespiratória, a força/resistência muscular, a flexibilidade e alguns 
componentes da composição corporal, podendo voltar-se para as habilidades 
desportivas em que as variáveis, tais como agilidade, equilíbrio, coordenação, 
potência e velocidade, são mais valorizadas, objetivando o desempenho desportivo 
(ARAÚJO; ARAÚJO, 2000).
Nesta concepção, faz-se pertinente mencionar que a aptidão física 
relacionada à saúde é um estado referente ao ser humano e não, necessariamente, 
uma aptidão, uma habilidade ou uma capacidade. Por estar atrelada à saúde, ela 
é transitória e não está diretamente relacionada ao desempenho atlético. Porém, 
um alto nível de aptidão física relacionada à saúde traz resultados positivos para a 
qualidade de vida das pessoas, diminuindo o risco de doenças. O desenvolvimento 
e a manutenção dos componentes da aptidão física relacionada à saúde são uma 
função da adaptação fisiológica para um aumento gradual da intensidade das 
atividades. Neste sentido, destaca-se que esses componentes podem ser modificados 
a partir da sua utilização ou da ausência desta (GALLAHUE; DONNELLY, 2008).
Por sua vez, a aptidão física relacionada ao desempenho atlético é 
geneticamente dependente em termos de potencial absoluto, e, de certa forma, 
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
144
estável e extremamente relacionada à habilidade atlética. O desenvolvimento 
e a manutenção desta aptidão ocorrem em função da prática, assim como do 
desenvolvimento de habilidades dentro de limites mais amplamente definidos 
(GALLAHUE; DONNELLY, 2008).
De acordo com as informações supracitadas e embora haja uma forte 
tendência quanto ao conceito de aptidão física, mencionado anteriormente, não há 
uma definição que seja aceita universalmente. Por outro lado, pode-se dizer que 
há unanimidade na literatura quando se fala da extrema relação existente entre 
a aptidão física, a atividade física e a saúde. Conforme representa a Figura 58, 
a prática de atividade física resulta em índices de aptidão física que certamente 
interferem na prática da atividade física. Os índices de saúde também influenciam 
os níveis de aptidão física, podendo-se exemplificar isto pelo fato de os atletas 
terem o seu desempenho prejudicado quando adoecem ou quando um indivíduo 
fisicamente ativo fica em um leito privado de livre movimentação por determinado 
período (ARAÚJO; ARAÚJO, 2000).
Nesta direção, Guedes (1995) sugere que o reconhecimento dos benefícios 
da prática da atividade física regular na melhoria da qualidade de vida vem 
despertando enorme atenção quanto à complexa relação entre os níveis de prática 
de atividade física, os índices de aptidão física e o estado de saúde das pessoas, o 
que é apresentado de uma maneira simplificada na Figura 59. 
FIGURA 59 – RELAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA E SAÚDE
FONTE: Guedes (1995)
Conforme se pode observar na Figura 59, a partir da aderência às atividades 
físicas, as pessoas tendem a aumentar os seus índices de aptidão física, com isso, 
serão mais ativas. Além disso, percebe-se na figura que os índices de aptidão 
física estão relacionados com o estado de saúde de uma maneira recíproca. Dessa 
forma, o estado de saúde influencia e é influenciado pelos índices de aptidão física 
(GUEDES, 1995).
Inúmeras pesquisas vêm demonstrando que a prática regular de 
atividades físicas dificulta o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, 
representando um fator essencial para o bom funcionamento orgânico. Neste 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À APTIDÃO FÍSICA
145
sentido, acredita-se que níveis apropriados de aptidão física, mantidos durante 
toda a vida, por meio de atividades físicas regulares que possam provocar respostas 
e adaptações benéficas nos diferentes sistemas do organismo humano, poderão 
exercer uma decisiva participação em termos de prevenção e manutenção de uma 
boa saúde (GUEDES, 1995).
Em relação aos programas de atividade física, em termos de esforços físicos, 
destaca-se que os componentes da aptidão física devem contemplar a aptidão 
física relacionada à saúde e a aptidão física relacionada às habilidades esportivas. 
A clareza desta distinção poderá auxiliar no estabelecimento de metas e estratégias 
a serem adotadas nos programas de atividade física que atuam na promoção da 
saúde. Nesta direção, pode-se mencionar que os programas de atividade física 
oferecidos à comunidade têm preconizado a abordagem de atividades que levam 
as pessoas a vivenciarem experiências das mais variadas possíveis na área motora. 
Contudo, em contextos de educação, são oferecidas as aulas de Educação Física, 
as quais, infelizmente, ainda dão maior enfoque na prática de esportes e de outras 
atividades organizadas, onde existe uma maior solicitação dos componentes 
da aptidão física relacionada às habilidades esportivas, em detrimento aos 
componentes da aptidão física relacionada à saúde (GUEDES, 1995).
Nesta perspectiva, faz-se importante ressaltar que as habilidades esportivas 
se modificam de forma significativa com a prática, no entanto, uma vez alcançados 
determinados níveis, eles tendem a permanecer estáveis, não havendo mais 
consideráveis progressões. Os níveis de prática das habilidades esportivas possuem 
extrema relação com aspectos genéticos, fazendo com que cada indivíduo venha 
a apresentar um determinado potencial a ser desenvolvido. Deste modo, ressalta-
se que nem todas as pessoas conseguem atingir níveis de excelência na prática 
de esportes, porém, sugere-se que todas devem ser estimuladas a atingir níveis 
mínimos de competência no sentidode apresentar condições físico-funcionais 
suficientes para atender a aspectos do cotidiano que envolvem a realização de 
esforços físicos. Por isso, o desenvolvimento da aptidão física relacionada às 
habilidades esportivas poderá ser empregado nos programas de atividade física, 
especialmente no período da infância e da adolescência, quando há uma maior 
sensibilidade em termos das características motoras, porém, deve-se levar em 
conta seus fatores limitantes em termos de atividade física relacionada à promoção 
da saúde (GUEDES, 1995).
Nesta concepção, os aspectos da aptidão física relacionados à saúde deverão 
apresentar um maior significado nos programas de atividade física oferecidos à 
comunidade. Os melhores níveis dos componentes da aptidão física relacionada 
à saúde resultam de programas de atividade física especialmente desenvolvidos 
para esta finalidade. A prática de esportes também pode promover alguns aspectos 
da aptidão física relacionada à saúde, porém, ao contrário do que acontece na 
aptidão física relacionada às habilidades esportivas, onde existe um elevado 
índice de retenção, a aptidão física relacionada à saúde não pode ser acumulada, 
sendo assim, necessita de constante manutenção, a qual deve ocorrer por meio de 
programas específicos e regulares de atividade física (GUEDES, 1995).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
146
Por fim, o autor supracitado destaca que os programas voltados a atender às 
habilidades esportivas se constituem em um importante veículo para estimular as 
pessoas a desenvolverem atividades recreativas. Por sua vez, os programas voltados 
à aptidão física relacionada à saúde são imprescindíveis, uma vez que ajudam a 
inibir o aparecimento de fatores de risco que venham a favorecer o surgimento 
de sintomas relacionados com disfunções de caráter crônico-degenerativo e de 
doenças hipocinéticas provenientes da ausência de atividade física.
 
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DOS TESTES FÍSICOS
Em pesquisas realizadas por autores como Rogers, Brace, Cozens, 
McCloy, Scott e outros, pode-se notar que no período da década de 1920 até, 
aproximadamente, 1940, havia o pensamento de que, assim como há testes para 
avaliar as habilidades do aspecto cognitivo, deveriam existir formas para avaliar as 
habilidades motoras. Neste sentido, estes autores desenvolveram pesquisas com o 
objetivo de discriminar os componentes associados à aptidão física que poderiam 
melhorar o desempenho humano (MORROW et al., 2003).
 
Nesta perspectiva, inicialmente os autores supracitados desenvolveram 
índices de classificação para categorizar indivíduos, de acordo com as suas 
habilidades motoras, com o intuito de que as aulas de Educação Física fossem 
compostas por grupos mais homogêneos e, com isso, surtissem melhores 
resultados. Os índices de classificação buscavam identificar estas informações com 
base em dados como a idade, o peso e a altura dos indivíduos (MORROW et al., 
2003). O autor explica que o primeiro estudo deste padrão foi desenvolvido por 
McCloy em 1932, onde o autor desenvolveu três índices para a classificação dos 
alunos, onde a idade era medida em anos, a altura em polegadas e o peso em 
libras, a saber: 
→ Nível primário: (10 x idade) + peso
→ Nível médio: (20 x idade) + (6 x altura) + peso
→ Nível universitário: (6 x altura) + peso
Contudo, ao analisar estas fórmulas, o autor observou que a idade 
dos indivíduos dos níveis primário e universitário não se constituía em um 
aspecto relevante para a classificação. Em seguida, os autores Neilson e Cozens 
desenvolveram, em 1934, outro índice de classificação com base no mesmo 
princípio. No mesmo período, iniciaram as primeiras propostas de classificações 
por meio de testes das habilidades motoras. O conceito de “habilidade motora 
geral”, que se referia à capacidade do indivíduo em realizar uma gama de tarefas 
referentes a diferentes esportes, foi criado. Por sua vez, testes que incluíam 
componentes relacionados à força, à potência, à endurance, à velocidade, à agilidade, 
à coordenação e ao equilíbrio passaram a ser utilizados em baterias de testes para 
avaliar o desempenho motor dos indivíduos (MORROW et al., 2003).
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À APTIDÃO FÍSICA
147
O Teste de Habilidade Motora de Barrow, criado por Barrow em 1954, é 
um dos testes mais antigos, pensado para avaliar a “habilidade motora geral”. 
Este teste foi criado para homens universitários, mas, posteriormente, foi 
estendido para adolescentes do Ensino Médio. Inicialmente, continha 29 itens para 
testar a agilidade, a coordenação do ombro-braço, o equilíbrio, a flexibilidade, a 
coordenação mão-olho, a potência, a velocidade e a força. O autor elaborou também 
uma bateria de testes com oito itens para verificar a validade dos fatores e para 
obter um coeficiente de correlação múltipla de 0,92 entre o escore composto para a 
bateria de oito itens e outro escore composto baseado em 29 itens. Os coeficientes 
de reprodutibilidade do teste-reteste variaram de 0,79 a 0,89. No que diz respeito à 
medição, o problema deste procedimento de validação está no fato de se tratar de 
um critério composto. Isto porque os testes de predição e de critério, sub-bateria e 
bateria completa, respectivamente, consistiam nos mesmos testes. Desta forma, o 
autor estava predizendo apenas o total de uma parte, fornecendo a falsa correlação 
de 0,92. Em termos estatísticos, pode-se dizer que esta abordagem é impraticável. 
Todavia, não se pode negar a importância da bateria de testes criada por Barrow, 
pois foi a partir dela que os demais métodos de avaliação dos componentes 
associados à aptidão física foram desenvolvidos (MORROW et al., 2003).
Em 1941, Larson propôs uma técnica diferente da de Barrow para a avaliação 
das habilidades motoras, analisando os fatores subjacentes de 27 itens de testes e 
seis baterias; além disso, reuniu evidências estatísticas em outras baterias de testes 
relacionadas à medição das habilidades motoras. Isso representou uma tentativa 
de validar a construção dos testes de habilidade motora por meio do uso da técnica 
estatística denominada fator de análise. Entretanto, este autor também realizou 
este procedimento utilizando a abordagem de critério composta, diminuindo 
a efetiva validade de suas descobertas. Este autor identificou coeficientes de 
reprodutibilidade em um excesso de 0,86 (MORROW et al., 2003).
Na sequência, foram desenvolvidos os testes para avaliar a educabilidade 
motora, isto é, a capacidade de aprender várias habilidades motoras. Tais testes 
eram compostos por itens de pista e de campo, assim como por uma série de outros 
testes. Um destes testes propunha que os indivíduos pulassem, girassem e caíssem 
na mesma posição em que estavam no início do teste. Em 1927, David Brace 
desenvolveu o teste de Brace de Iowa, o qual continha 20 testes que eram avaliados 
com base no “passou/falhou”. Posteriormente, McCloy utilizou elementos deste 
teste para a elaboração de um novo teste de educabilidade motora, utilizando 40 
testes, dos quais 20 foram selecionados. Por fim, seis distintas combinações de 10 
testes foram elegidas para avaliar a educabilidade motora nas categorias a seguir: 
meninos de escola primária avançada, meninas de escola primária avançada, 
meninos de escola intermediária, meninas de escola intermediária, meninos do 
último ano escolar e meninas do último ano escolar. Porém, estes testes tiveram 
problemas quanto à reprodutibilidade das medidas, visto que, por serem todos 
baseados em itens de “passou/falhou”, ocorria a avaliação de um ou de outro. 
Ademais, os testes de educabilidade motora tinham uma fraca correlação com a 
maioria das medidas de desempenho esportivo, o que gerava dúvidas quanto à 
sua validade (MORROW et al., 2003).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
148
Um dos primeiros testes criados para avaliar o desempenho motor foi 
o Sargent Jump,em 1921. Este consistia na execução de um salto vertical que 
objetivava testar a potência da perna. Apesar de simples, este teste foi muito 
utilizado, medindo uma importante característica para esportes baseados 
na potência. Embora seja um teste reproduzível e validamente associado a 
determinados aspectos do desempenho para o esporte, fornece somente uma ideia 
limitada sobre a capacidade esportiva global (MORROW et al., 2003).
Entre 1956 e 1958, Franklin Henry formulou o conceito de especificidade 
que condiz às habilidades motoras únicas para tarefas psicomotoras individuais. 
O autor utilizou a análise correlacional para indicar que as características que 
possuíam mais correlações acima de 0,70 eram de natureza geral. Quaisquer dois 
testes que possuíssem correlações iguais ou menores que esta eram considerados 
específicos. Em decorrência da magnitude destas correlações, a maioria dos 
testes de habilidades motoras da época foi considerada de natureza específica. 
As implicações disso consistiram no fato de que as características deveriam ser 
treinadas especificamente. Além disso, isto permitia que qualquer bom atleta 
apresentasse muitos desses traços específicos (MORROW et al., 2003).
Entre 1940 e 1970, autores como Seashore, Fleishman, Cumbee, Meyer, 
Peterson e Guilford passaram a defender o conceito de habilidade motora 
específica no lugar de habilidade motora geral, abordando aspectos como a 
força e a endurance muscular, a velocidade, a potência, a precisão, a endurance 
cardiovascular, a flexibilidade, a agilidade e o equilíbrio. Suas teorias baseavam-se 
nas correlações entre os fatores físicos. Pode-se dizer que os itens de alta correlação 
têm muitas características em comum para serem avaliadas, enquanto os itens de 
baixa correlação avaliam aspectos distintos. Assim, a especificidade de tarefas 
pode ser visualizada como uma abordagem de validade corrente (MORROW et 
al., 2003).
Dentro do período supracitado, Fleishman construiu a teoria intitulada 
“teoria das capacidades básicas”. Por meio desta teoria, o autor definiu que 
“capacidades esportivas são características aprendidas com base nas capacidades 
que a pessoa possui, ao passo que habilidades motoras são mais gerais e inatas 
em natureza do que as habilidades esportivas” (MORROW et al., 2003, p. 252). Os 
pressupostos de Fleishman se consagraram e serviram como referência para muitas 
investigações acerca do desempenho humano, principalmente com a intenção de 
avaliar a validade de construção (MORROW et al., 2003).
Resumidamente, pode-se dizer que, no decorrer de muitos anos investigou-
se se os componentes da aptidão física relacionada ao desempenho atlético se 
constituíam como gerais ou como específicos, estando, as suas evidências, a favor dos 
componentes como sendo específicos. Por muito tempo, acreditou-se na natureza 
geral da aptidão física ou no chamado “atleta natural”, isto é, acreditava-se que os 
indivíduos que se destacavam em determinados esportes possuíam habilidades 
correspondentes que automaticamente os conduziriam a outras atividades. Apesar 
de isto, geralmente, não acontecer, muitos pesquisadores compreendem que essa 
“condução” é resultado da motivação intrínseca do indivíduo, do engajamento 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À APTIDÃO FÍSICA
149
em inúmeras atividades e das muitas aptidões específicas do esporte, além de 
habilidades motoras transferidas de uma atividade para outra. Em suma, os 
componentes da aptidão física relacionada à performance são características e não 
habilidades. Ademais, a ideia de capacidade motora geral, isto é, da natureza geral 
da aptidão física, não é apoiada pela maioria dos autores de referência sobre essa 
temática (GALLAHUE; DONNELLY, 2008).
Nos últimos anos, estudiosos da área têm concentrado suas pesquisas na 
temática do domínio do desempenho humano, focando nos componentes deste, 
tais quais a força muscular, a velocidade, a agilidade, a potência, a flexibilidade 
e o equilíbrio, a fim de melhor entender as qualidades necessárias para o 
desenvolvimento de inúmeras tarefas. Ademais, a validade de construção destes 
componentes tem sido examinada (MORROW et al., 2003).
3 A IMPORTÂNCIA E OS OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO DA 
APTIDÃO FÍSICA
Os principais objetivos da avaliação do desempenho humano consistem na 
seleção, na classificação e no diagnóstico. Morrow et al. (2003) explicam que estas 
questões não são importantes apenas para o desempenho esportivo, mas, também, 
para o desempenho no trabalho. Isto porque a seleção diz respeito à capacidade que 
um teste possui para discriminar os níveis de capacidade, permitindo que sejam 
feitas escolhas. Em termos esportivos, isto permite que jogadores sejam escolhidos 
ou não para as equipes. Em relação ao desempenho no trabalho, esta seleção é 
utilizada para a contratação. A classificação, por sua vez, serve para agrupar os 
indivíduos de acordo com as suas características. No esporte, a classificação serve 
para designar a posição ou o evento em que cada jogador estará e, no trabalho, 
serve para discriminar uma tarefa, por exemplo. O último objetivo refere-se ao 
diagnóstico e possui a função de determinar as deficiências do indivíduo a partir de 
testes que são validamente relacionados ao seu desempenho em áreas específicas. 
Em contexto esportivo, o diagnóstico é utilizado para planejar programas de 
treinamento que ajudem a melhorar o desempenho (MORROW et al., 2003). Neste 
sentido, os autores elencaram os principais objetivos da aplicação de testes físicos, 
a saber: 
→ Indicar as forças e fraquezas do indivíduo para o esporte.
→ Obter dados para o treinamento individualizado.
→ Disponibilizar feedback para o atleta e para o treinador sobre a efetividade do 
treinamento.
→ Descrever o desempenho atual do atleta, possibilitando, ao treinador e ao atleta, 
o acompanhamento do desempenho. 
Os autores acrescentam que, para que estes objetivos sejam alcançados, é 
necessário seguir rigorosamente os seguintes procedimentos: 
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
150
→ Estabelecer variáveis relevantes ao esporte.
→ Elencar testes reproduzíveis e válidos.
→ Desenvolver protocolos de teste específicos para o esporte.
→ Controlar rigidamente a aplicação do teste.
→ Respeitar os direitos do atleta.
→ Repetir o teste periodicamente.
→ Interpretar os resultados diretamente para o treinador e para o atleta.
No que condiz aos testes que envolvem os componentes da aptidão física 
relacionada à saúde, aponta-se que eles representam um importante papel na 
prevenção, na conservação e na melhoria da capacidade funcional das pessoas. 
No contexto escolar, por exemplo, a avaliação possibilita o acompanhamento 
do desenvolvimento motor da criança e do adolescente; permite a identificação 
de possíveis distúrbios de ordem motora, postural e metabólica, bem como, 
a classificação dos indivíduos ou grupos de risco; fornece informações para a 
elaboração de programas preventivos ou até mesmo interventivos no contexto 
escolar. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados quando se trata da 
utilização de testes motores em ambientes educacionais, tal qual a aplicação 
sistematizada e científica de técnicas de mensuração que permitam analisar, de 
forma qualitativa, os aspectos físicos e as adaptações em função do tempo. Além 
disso, antes de escolher o teste motor, deve-se definir a capacidade a ser avaliada 
para que sejam obtidos os resultados necessários.
IMPORTANT
E
Inúmeros fatores, tais como a idade, o tipo corporal, o estado nutricional, o peso 
corporal, o estado de saúde, bem como, o nível de motivação, influenciam no nível de aptidão 
física de cada pessoa. Cada pessoa responde de acordo com as suas próprias circunstâncias 
ambientais e características hereditárias (GALLAHUE; DONNELLY, 2008).
ATENCAO
Um dos primeiros objetivos para o desenvolvimento da aptidão física consiste emmelhorar os comportamentos de aptidão e alcançar padões pessoais de aptidão (GALLAHUE; 
DONNELLY, 2008).
151
Nesse tópico você viu que:
●	 O conceito de aptidão física passou por uma grande evolução até chegar à 
definição atual, que completa, além de elementos da aptidão física relacionada 
ao desempenho atlético, a aptidão física relacionada à saúde.
●	 A aptidão física, a atividade física e a saúde possuem íntima relação.
●	 A prática regular de atividade física resulta em índices de aptidão física 
que interferem na prática da atividade física. Os índices de saúde também 
influenciam os níveis de aptidão física.
●	 A realização frequente de atividades físicas dificulta o aparecimento de doenças.
●	 A prática regular de atividade física ajuda o indivíduo a manter os níveis 
apropriados de aptidão física, resultando em benefícios para a saúde e, 
consequentemente, para a qualidade de vida.
●	 Nos programas de atividade física oferecidos à população em geral, a aptidão 
física relacionada à saúde deve ser mais trabalhada em detrimento dos aspectos 
relacionados ao esporte.
●	 Na aptidão física relacionada ao desempenho atlético existe um alto nível de 
retenção.
●	 Na aptidão física relacionada à saúde, os índices não podem ser acumulados. 
Por isso, necessitam de constante manutenção.
●	 As investigações acerca dos testes de aptidão física iniciaram na década de 
1920, a partir do desenvolvimento de índices de classificação para categorizar 
os alunos nas aulas de Educação Física, de acordo com as suas habilidades 
motoras. Estas informações eram verificadas com base em dados como a idade, 
o peso e a altura dos indivíduos.
●	 Por volta de 1934 surgiu o conceito de habilidade motora geral, e os testes que 
incluíam componentes relacionados à força, à potência, à endurance, à velocidade, 
à agilidade, à coordenação e ao equilíbrio passaram a ser utilizados em baterias 
de testes para avaliar o desempenho motor dos indivíduos.
●	 Entre as décadas de 1940 e 1970, muitos autores passaram a defender o conceito 
de habilidade motora específica no lugar de habilidade motora geral. Neste 
mesmo período foi criada a teoria intitulada “Teoria das capacidades básicas”, 
RESUMO DO TÓPICO 1
152
a qual, posteriormente, serviu como referência para muitas investigações acerca 
do desempenho humano.
●	 Atualmente, a ideia de que os componentes da aptidão física relacionada ao 
desempenho atlético se constituem como específicos é a mais aceita pela maioria 
dos autores que se dedicam a pesquisar sobre este tema.
●	 Há três palavras que são utilizadas na literatura para explicar os objetivos da 
avaliação do desempenho humano por meio dos testes de aptidão física, são 
elas: seleção, classificação e diagnóstico.
●	 Em termos do desempenho atlético, a aplicação de testes físicos permite: a 
identificação das forças e das fraquezas do indivíduo para o esporte, a obtenção 
de informações para se traçar um treinamento individualizado, o oferecimento 
de feedback para o atleta quanto à efetividade do seu treinamento, bem como, o 
acompanhamento do desempenho.
●	 Em relação à aptidão física relacionada à saúde, os objetivos e a importância 
da aplicação dos testes físicos estão atrelados a aspectos como a prevenção, a 
conservação e a melhoria da capacidade funcional das pessoas.
153
1 A definição de aptidão física passou por um amplo período de evolução até 
chegar ao conceito que, atualmente, tem sido aceito por muitos pesquisadores 
da área. Nesta direção, defina aptidão física:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
2 Descreva qual foi a principal mudança que ocorreu no conceito de aptidão 
física após anos de investigação acerca do tema:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
3 Os componentes da aptidão física englobam diferentes dimensões, descreva 
quais são essas diferenças:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
4 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à aptidão física relacionada 
à saúde, e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) A aptidão física relacionada à saúde é um estado referente ao ser humano 
e não, necessariamente, uma aptidão, uma habilidade ou uma capacidade.
( ) Um alto nível de aptidão física relacionada à saúde traz resultados 
positivos para a qualidade de vida das pessoas, diminuindo o risco de doenças.
( ) O desenvolvimento e a manutenção dos componentes da aptidão 
física relacionada à saúde são uma função da adaptação fisiológica para um 
aumento gradual da intensidade das atividades.
( ) A agilidade, o equilíbrio, a coordenação, a potência e a velocidade 
são componentes da aptidão física relacionada à saúde, os quais podem ser 
modificados a partir da sua utilização ou da ausência desta.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
AUTOATIVIDADE
154
5 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à aptidão física relacionada 
ao desempenho atlético, e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F 
para as falsas.
( ) A aptidão física relacionada ao desempenho atlético é transitória e não 
está diretamente relacionada ao desempenho atlético.
( ) A aptidão física relacionada ao desempenho atlético engloba 
componentes como a agilidade, o equilíbrio, a coordenação, a potência e a 
velocidade.
( ) A aptidão física relacionada ao desempenho atlético é geneticamente 
dependente em termos de potencial absoluto, e, de certa forma, estável e 
extremamente relacionada à habilidade atlética.
( ) O desenvolvimento e a manutenção da aptidão física relacionada 
ao desempenho atlético ocorrem em função da prática, assim como, do 
desenvolvimento de habilidades dentro de limites mais amplamente definidos.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, F, F, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, V, V, V. 
6 Explique a relação existente entre a aptidão física, a atividade física e a 
saúde:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
7 Sobre a importância da prática de atividades físicas para a aptidão física e a 
saúde, assinale a alternativa correta:
a) ( ) A prática regular de atividades físicas representa um fator essencial 
para o bom funcionamento orgânico. Neste sentido, a manutenção de níveis 
apropriados de aptidão física poderá exercer uma decisiva participação em 
termos de prevenção e manutenção de uma boa saúde.
b) ( ) Nos programas de atividade física, os componentes da aptidão física 
devem contemplar apenas a aptidão física relacionada à saúde.
c) ( ) Nos contextos de educação, as aulas de Educação Física têm 
contemplado, prioritariamente, os componentes da aptidão física relacionada 
à saúde, em detrimento aos componentes de aptidão física relacionada ao 
desempenho nos esportes.
d) ( ) Atualmente, pode-se dizer que os programas de atividade física 
oferecidos à comunidadetêm considerado, exclusivamente, os componentes 
de aptidão física relacionada ao desempenho nos esportes.
155
e) ( ) Os índices de saúde das pessoas não possuem qualquer relação com 
os seus níveis de aptidão física.
8 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à história dos testes de 
aptidão física, e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as 
falsas.
( ) As primeiras investigações envolvendo testes de aptidão física 
aconteceram no período da década de 1920 até, aproximadamente, 1940, com 
o objetivo de discriminar os componentes associados à aptidão física que 
poderiam melhorar o desempenho humano.
( ) As primeiras pesquisas envolvendo testes de aptidão física utilizaram 
informações como a idade, o peso e a altura, para categorizar os indivíduos, 
de acordo com as suas habilidades motoras.
( ) O Teste de Habilidade Motora de Barrow, criado por Barrow em 1954, 
é um dos testes mais antigos, proposto para avaliar a “habilidade motora 
geral”.
( ) Por muitos anos investigou-se se os componentes da aptidão física 
relacionada ao desempenho atlético se constituíam como gerais ou como 
específicos, estando, as suas evidências, a favor dos componentes como sendo 
específicos, uma vez que a ideia de capacidade motora geral não é apoiada 
pela maioria dos autores de referência na área.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, F, F, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) V, V, V, V.
9 De acordo com a literatura, os principais objetivos da avaliação do 
desempenho humano consistem na seleção, na classificação e no diagnóstico. 
Considerando os conceitos dos termos seleção, classificação e diagnóstico no 
campo da aptidão física, correlacione as informações da Coluna 1 com aquelas 
da Coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
(a) Seleção
( ) É a capacidade que um teste possui para discriminar 
os níveis de capacidade, permitindo que sejam feitas 
escolhas. Em termos esportivos, isto permite que jogadores 
sejam escolhidos ou não para as equipes.
(b) Classificação
( ) Possui a função de determinar as deficiências 
do indivíduo a partir de testes que são validamente 
relacionados ao seu desempenho em áreas específicas. Em 
contexto esportivo, é utilizado para planejar programas de 
treinamento que ajudem a melhorar o desempenho.
156
(c) Diagnóstico
( ) Serve para agrupar os indivíduos de acordo com as 
suas características. No esporte, serve para designar a 
posição ou o evento em que cada jogador estará.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta.
a) ( ) a, c, b.
b) ( ) b, a, c.
c) ( ) c, a, b. 
d) ( ) c, b, a.
e) ( ) b, c, a. 
10 Considerando os objetivos da aplicação de testes físicos, leia atentamente 
as frases a seguir e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as 
falsas.
( ) No que diz respeito à aptidão física relacionada ao desempenho atlético, 
a aplicação de testes possui as seguintes funções: indicar as forças e fraquezas 
do indivíduo para o esporte, obter dados para o treinamento individualizado, 
disponibilizar feedback para o atleta e para o treinador sobre a efetividade 
do treinamento, descrever o desempenho atual do atleta, possibilitando, ao 
treinador e ao atleta, o acompanhamento do desempenho.
( ) Em termos da aptidão física relacionada à saúde, a aplicação dos testes 
representa um importante papel na prevenção, na conservação e na melhoria 
da capacidade funcional das pessoas.
( ) No contexto escolar, a avaliação, por meio dos testes físicos, possibilita 
o acompanhamento do desenvolvimento motor da criança e do adolescente; 
permite a identificação de possíveis distúrbios de ordem motora, postural 
e metabólica, bem como, a classificação dos indivíduos ou grupos de risco; 
fornece informações para a elaboração de programas preventivos ou até 
mesmo interventivos.
( ) Algumas regras devem ser respeitadas para a aplicação dos testes 
físicos, por exemplo, a presença de um médico no momento da aplicação.
( ) Antes de escolher o teste a ser utilizado, deve-se definir a capacidade a 
ser avaliada para que sejam obtidos os resultados necessários.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F, V.
b) ( ) F, F, V, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, V, F, V, F.
e) ( ) V, F, F, V, F. 
157
TÓPICO 2
DEFINIÇÃO DAS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONADAS 
AOS COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Ao longo de anos, inúmeras classificações e terminologias foram utilizadas 
para se referir às diferentes capacidades motoras relacionadas aos componentes da 
aptidão física. No quadro a seguir são apresentadas algumas das nomenclaturas 
que podem ser encontradas na literatura acerca do tema.
QUADRO 10 – TERMINOLOGIAS REFERENTES ÀS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONADAS 
AOS COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
Autor Denominação Conteúdo
Clarke (1967) Componentes da 
capacidade geral 
motriz
Coordenação óculo-manual, 
potência muscular, agilidade, força 
muscular, resistência muscular, 
flexibilidade, velocidade e 
coordenação olho-pé.
Kock (1967)
Dassel-Haag (1969)
Peycher (1972)
Bases físicas do 
rendimento
Força, rapidez (velocidade), 
resistência, destreza, habilidade 
para mover-se, agilidade motriz, 
mobilidade articular e elasticidade.
Fetz (1972 e 1974) Qualidades motoras 
de base
Força, velocidade, resistência, 
equilíbrio motor, mobilidade, 
destreza, habilidade de 
movimentos, agilidade motriz.
Safrit (1973) Componentes do 
rendimento
Força, resistência muscular, 
capacidade cardiorrespiratória, 
atitude, agilidade, flexibilidade, 
equilíbrio e velocidade.
Frey (1977) Capacidade motriz e 
fatores de rendimento
Força, velocidade, resistência, 
agilidade motriz, destreza, 
capacidade de coordenação.
Kemper (1979) Componentes do 
rendimento motor
Potência muscular, agilidade, 
força muscular, funcionalidade 
cardiorrespiratória, flexibilidade e 
velocidade.
Sabral (1985) Capacidades físicas Força, resistência, agilidade, 
flexibilidade e velocidade.
158
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
Barrow (1977) Elementos ou fatores 
de performance física
Velocidade, força explosiva 
(potência), força, coordenação, 
flexibilidade, endurance, agilidade 
e outros.
Zaichkowsky et al. 
(1980)
Componentes 
básicos ou fatores de 
performance motora
Força, agilidade, equilíbrio e 
flexibilidade.
FONTE: Marins; Giannichi (1998)
Pode-se observar, de acordo com as informações supracitadas, que há 
diversas formas de classificação e de ordenamento das capacidades motoras 
associadas aos componentes da aptidão física. Todavia, todos os autores se baseiam 
em princípios fisiológicos, por isso não apresentam diferenças consideráveis nas 
conceituações, uma vez que as capacidades motoras se inter-relacionam. Ademais, 
as avaliações dependem basicamente do modelo de classificação das capacidades 
motoras utilizado (GUEDES; GUEDES, 2006).
Em geral, os modelos de classificação dividem as capacidades motoras em 
dois grupos, isto é, as capacidades motoras condicionantes, que são constituídas 
por características da ação muscular, pela disponibilidade de energia biológica 
e pelas condições orgânicas do avaliado. Neste grupo estão as capacidades 
motoras relacionadas à resistência, à força, à velocidade e às suas combinações. 
No segundo grupo, por sua vez, estão as capacidades motoras coordenativas, 
onde estão presentes os processos de controle motor, permitindo a organização 
e a formação de movimentos. Para tanto, as capacidades motoras coordenativas 
se fundamentam na assunção, na elaboração, no processamento de informações e 
no controle da execução dos movimentos, utilizando para isto analisadores táteis, 
visuais, acústicos, estático-dinâmicos e cinestésicos (GUEDES; GUEDES, 2006). 
De acordo com os autores, e conformejá pôde ser observado, em determinados 
casos, a velocidade e a flexibilidade podem estar presentes em ambos os grupos 
de capacidade motoras, passando a ser entendidas como capacidades motoras 
intermediárias. Isto porque, ao serem solicitadas, pode haver maior demanda dos 
aspectos relacionados à capacidade condicionante em detrimento da capacidade 
coordenativa, ou vice-versa.
 
Atualmente, a literatura vem apresentando a classificação das capacidades 
motoras a partir da associação aos componentes da aptidão física, por entender 
que cada indivíduo possui um desempenho singular na utilização das capacidades 
motoras isoladamente.
Neste sentido, Gallahue e Donnelly (2008) defendem que há componentes 
de aptidão física relacionados à saúde, sendo eles a força muscular, a resistência 
muscular, a resistência cardiovascular, a flexibilidade das articulações e a composição 
corporal dos indivíduos; e os componentes de aptidão física relacionados à 
performance ou, mais frequentemente, nomeados como componentes de aptidão 
física relacionados à habilidade ou, simplesmente, aptidão motora, a saber: 
equilíbrio, coordenação, agilidade, velocidade e energia, estando esta última 
atrelada à força explosiva.
TÓPICO 2 | DEFINIÇÃO DAS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONADAS AOS COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
159
Guedes e Guedes (2006), por sua vez, também defendem que as 
capacidades motoras associadas aos componentes de aptidão física são distintas 
em termos do desempenho atlético e da saúde. Neste sentido, para os autores, 
os componentes que caracterizam a aptidão física relacionada à saúde são a 
resistência cardiorrespiratória, a força/resistência muscular e a flexibilidade e, 
quanto à aptidão física relacionada ao desempenho atlético, os componentes que a 
caracterizam são a velocidade, a potência, a agilidade, a coordenação e o equilíbrio. 
Para fins deste texto será adotada esta classificação, bem como estes termos para a 
realização das abordagens subsequentes.
UNI
Para aumentar a aptidão física, o indivíduo deve realizar mais trabalho do que 
comumente realiza. É necessário que aumente o volume de trabalho produzido, 
assim como, que haja redução do tempo no qual o mesmo volume de trabalho é realizado. Isto 
porque, manter a mesma quantidade de atividade física regularmente permite que o indivíduo 
mantenha um certo nível de aptidão. Entretanto, apenas quando o nível de prática for elevado, 
fazendo com que os músculos sejam sobrecarregados, é que a força, a resistência (muscular 
e cardiovascular) e a flexibilidade dos ligamentos poderão ser aumentadas (GALLAHUE; 
DONNELY, 2008).
2 CONCEITOS BÁSICOS
→ Resistência cardiorrespiratória: É a capacidade do organismo para 
suprir de nutrientes essenciais, principalmente o oxigênio, o trabalho muscular 
prolongado e em remover produtos residuais induzidos pela sustentação do 
esforço físico (GUEDES; GUEDES, 2006). 
Fisiologicamente, pode-se dizer que a capacidade cardiorrespiratória 
depende, basicamente, da capacidade química de os tecidos musculares utilizarem 
o oxigênio como fonte principal de energia, o que se intitula como componente 
periférico, e da capacidade combinada de os mecanismos pulmonar, cardíaco, 
sanguíneo, vascular e celular transportarem o oxigênio até o mecanismo aeróbio 
dos músculos, também conhecido como componente central. Neste sentido, a 
resistência cardiorrespiratória deve fornecer informações sobre a capacidade que 
o indivíduo possui para liberar energia, por meio dos processos oxidativos, para a 
manutenção do trabalho muscular por longas distâncias. O consumo máximo de 
oxigênio (VO2máx.) representa o indicador fisiológico mundialmente aceito como 
o principal componente associado à resistência cardiorrespiratória (GUEDES; 
GUEDES, 2006). 
 
Todos os testes motores que solicitem energia, progressivamente, exigindo 
esforço físico por tempo suficientemente elevado, devem resultar em informações 
sobre a resistência cardiorrespiratória dos indivíduos. Todavia, pelo fato de que 
esta deve oferecer informações quanto à capacidade do avaliado para captar e 
160
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
transportar oxigênio, associada à sua utilização no tecido muscular, deve-se levar 
em conta que seus índices deverão variar em relação ao tipo de tarefa motora e aos 
grupos musculares envolvidos no esforço físico. Nesta perspectiva, os testes mais 
indicados para realizar e avaliar a resistência cardiorrespiratória são os testes de 
caminhada e corrida de longa distância. Porém, estes testes devem exigir esforço 
máximo dos avaliados (GUEDES; GUEDES, 2006).
→ Força: Refere-se à força máxima (expressa em N, mas Kg também é 
muito utilizado), gerada por um músculo ou grupo muscular específico. Pode-se 
dizer também que a força é a capacidade de o indivíduo utilizar sua musculatura 
para vencer as oposições criadas pela ação das leis que regem o universo, isto é, 
a utilização da tensão muscular para vencer resistências externas (BERGAMO; 
DANIEL; MORAES, 2016).
A força é um pré-requisito para qualquer atividade física e participa, em 
diferentes proporções, de todos os demais fatores. Ela pode ser expressa por meio 
de movimentos como a marcha, a corrida, a tração, o arremesso, o salto e, inclusive, 
nas atividades de vida diária, como comer ou vestir-se, ou seja, a força constitui-
se em um elemento imprescindível para a realização de qualquer ato necessário à 
manutenção da vida (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
Em termos da análise da força, os tipos de força devem ser considerados. 
Nesta direção, a força estática ou isométrica é aquela desenvolvida sem o 
encurtamento do músculo, isto é, sem produzir movimento aparente. Neste 
particular, a resistência é superior à força. Por sua vez, a força dinâmica ou isotônica 
é aquela desenvolvida tendo como resultante final o encurtamento muscular, isto 
é, o movimento. A resistência é inferior, força resultando trabalho, da contração 
(BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016). Os autores destacam que o trabalho 
isocinético acontece quando é desenvolvida força máxima em todos os ângulos do 
movimento de uma articulação. Ademais, lembram que uma contração muscular, 
da qual resulta um movimento, é sempre composta de duas fases distintas, sendo 
uma isométrica e uma isotônica. Quanto à quantidade de força produzida por um 
músculo, deve-se observar o número de unidades motoras colocadas em ação e a 
área de secção transversa do músculo. Quanto maior for o número de unidades 
motoras em funcionamento, maior será a força gerada. Por outro lado, quanto mais 
espesso for o músculo, maior será esta força. Devido à sua atuação, em proporções 
variadas desde a postura até o mais fino ato motor, desde um movimento simples 
até um bem complexo, a força é considerada, por muitos estudiosos da atividade 
física, como o mais relevante fator do desempenho motor.
→ Resistência: É a capacidade de um grupo muscular realizar contrações 
repetidas sem causar fadiga. Para a avaliação da resistência pode-se utilizar testes 
de campo como o teste de sentar (60 segundos) e os testes de impulsões verticais.
 
→ Força/Resistência: As tarefas motoras para a avaliação da força e da 
resistência muscular podem ser semelhantes, contudo devem apresentar ênfases 
diferentes. Neste sentido, os testes associados à força muscular devem exigir 
quantidade de sobrecarga máxima a ser removida com um único movimento, 
TÓPICO 2 | DEFINIÇÃO DAS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONADAS AOS COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
161
enquanto os testes que solicitam repetições contínuas, do mesmo movimento, 
devem fornecer informações sobre a resistência muscular (GUEDES; GUEDES, 
2006). 
Os testes comumente utilizados para avaliar as capacidades motoras 
relacionadas à força e à resistência são: abdominal, abdominal modificado, puxada 
em suspensão na barra, suspensão na barra, puxada emsuspensão na barra 
modificada e flexão/extensão dos braços (GUEDES; GUEDES, 2006).
→ Flexibilidade: É a aptidão máxima de mover uma articulação por uma 
variação de movimentos, como de uma posição de extensão para flexão ou vice-
versa (GUEDES; GUEDES, 2006). Esta amplitude máxima depende, especialmente, 
do tecido muscular, dos tendões, dos ligamentos e da cápsula articular, sendo 
trabalhada por meio do método do alongamento músculo-articular (CADERNO 
DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 2013).
Para avaliação da flexibilidade, podem ser realizadas das seguintes 
maneiras:
a) por meio do flexímetro, que consiste em um aparelho utilizado para a medição 
dos ângulos articulares;
b) por meio do goniômetro, um aparelho utilizado para a medição dos ângulos 
articulares, o qual possui o manuseio e a obtenção de resultados mais simples 
em relação ao flexímetro;
c) por meio do teste de sentar-e-alcançar, utilizando o banco de Wells ou a medida 
linear;
d) por meio do flexiteste, que é um protocolo que não possui unidade de medida 
definida, deste modo, se obtém uma determinada pontuação a partir da 
averiguação das amplitudes articulares alcançadas pelo avaliado.
Destas quatro formas de avaliação da flexibilidade, os testes de sentar-e-
alcançar, utilizando o banco de Wells, e o flexiteste são as mais práticas e menos 
custosas, apesar de apresentarem limitações metodológicas, por isso são as mais 
utilizadas na prática (CADERNO DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 2013). Destaca-
se a necessidade da utilização de diferentes testes para avaliar a flexibilidade 
corporal total.
O teste de sentar-e-alcançar é muito utilizado para avaliar a flexibilidade 
de atletas e não atletas, mais especificamente das regiões posteriores da coxa, do 
quadril e da lombar (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016). O nível de flexibilidade 
é de grande importância para as modalidades de força, além de estar associado 
à prevenção de lesões e à velocidade, pois para que o atleta obtenha um nível 
adequado de velocidade, necessita possuir amplitude adequada de movimentos 
nos ombros, quadris e tornozelos (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
Uma boa flexibilidade atua positivamente sobre fatores físicos do 
desempenho esportivo e sobre a técnica esportiva. Neste sentido, a flexibilidade 
também é importante para a performance motora geral, sendo a única capacidade 
162
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
motora que tem sua fase sensível entre os nove e os 14 anos de idade. Dos 15 aos 17 
anos considera-se a idade mais tardia para o desenvolvimento desta capacidade. 
Todavia, os maiores níveis de flexibilidade ocorrem entre os 12 e os 17 anos de 
idade (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
→	 Equilíbrio: É a capacidade da manutenção da posição corporal. O 
equilíbrio pode ser estático ou dinâmico. Os órgãos responsáveis pelo equilíbrio 
são os olhos, o sistema vestibular, os proprioceptores (articulações e músculos). 
Os testes geralmente utilizados para avaliar o equilíbrio estático são os testes do 
avião, do quatro e do flamingo. Em relação aos testes para a avaliação do equilíbrio 
dinâmico, pode-se utilizar o teste de passeio na trave e a amarelinha.
→ Agilidade: É uma variável neuromotora caracterizada pela capacidade 
de realizar trocas rápidas de direção, sentido e deslocamento da altura do centro 
de gravidade de todo corpo ou parte dele (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016). 
Em outras palavras, é a capacidade de mudar de posição do corpo no espaço, 
movendo-se de um ponto a outro o mais rapidamente possível. É uma habilidade 
física que está relacionada com várias outras, como a velocidade, a força e o 
equilíbrio. Assim, alguns fatores intrínsecos ao desenvolvimento da agilidade 
devem ser considerados, como a tomada de decisão, por exemplo. A técnica do 
movimento, a força, a potência muscular e a amplitude articular também podem 
interferir no desenvolvimento da agilidade (CADERNO DE REFERÊNCIA DO 
ESPORTE, 2013).
A agilidade é um componente de aptidão física de esportistas e não 
esportistas, sendo muito importante em modalidades como o voleibol, basquetebol 
e ginástica olímpica, assim como em situações do dia a dia, como desviar de um 
obstáculo, por exemplo (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016). É um componente 
mais efetivo quando está associado a altos níveis de força, resistência e velocidade 
e, embora dependa basicamente da carga hereditária, da constituição física, pode 
ser melhorada com o treinamento (coordenação e flexibilidade).
A agilidade possui maturação precoce, pois o seu maior crescimento ocorre 
dos sete aos 13 anos de idade, apresentando valores de maturação próximo de 
100% a partir dos 13 anos, tendo como consequência sua estabilidade até a idade 
adulta, mostrando pouca sensibilidade ao treinamento após os 13 anos. Assim, a 
melhor fase de sensibilidade ao treinamento da agilidade é a infância (BERGAMO; 
DANIEL; MORAES, 2016).
Para todos os testes de agilidade são necessários apenas cronômetro, cones 
e fitas métricas. Porém, se for possível a utilização de um conjunto de células 
fotoelétricas, os resultados medidos poderão ser ainda mais confiáveis. Além disso, 
sugere-se a realização de três tentativas e a utilização do melhor resultado entre 
elas (CADERNO DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 2013). Além disso, ao selecionar 
um teste de agilidade deve-se levar em consideração a dificuldade para medi-la, 
pois ela apresenta relação com outras variáveis neuromotoras, por exemplo, a 
velocidade, o equilíbrio e a coordenação (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
TÓPICO 2 | DEFINIÇÃO DAS CAPACIDADES MOTORAS RELACIONADAS AOS COMPONENTES DA APTIDÃO FÍSICA
163
Para medir a agilidade pode-se utilizar exercícios que requeiram rápida 
mudança de direção, como a corrida em zigue-zague ou a corrida com obstáculos. 
Geralmente utiliza-se o teste de ida-e-volta denominado shuttle-run. O índice de 
correlação dos resultados entre os testes de velocidade (50m) e os de agilidade 
(ida-e-volta) tem sido próximo a 0,99. 
→ Potência: Também conhecida como força explosiva, potência é a 
capacidade de realizar um esforço máximo em um curto espaço de tempo e 
representa a relação entre força muscular apresentada pelo indivíduo avaliado e 
a velocidade com que o mesmo consegue realizar os movimentos. Neste sentido, 
é um componente que se relaciona diretamente com a força e com a velocidade, 
podendo ser explicado pela fórmula de potência da física (P = F x V, onde P = 
potência; F = Força e V = Velocidade) (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016). Por 
este motivo, de acordo com os autores, a potência é uma das características básicas 
dos atletas de qualidade superior para obter uma resposta motora mais eficiente 
nas atividades dinâmicas. Pode-se dizer que ela consiste em um componente 
imprescindível para os saltadores em distância ou altura, para os atacantes de 
futebol, para os arremessadores de basquete, bem como para os arremessadores 
de disco, de dardo, de peso e martelo e para os lutadores, no deslocamento dos 
opositores. 
Testes de campo como os saltos horizontal, sem corrida de impulsão, e 
vertical ou os testes de arremesso, oferecem apenas uma medida superficial da 
potência (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
→ Coordenação: É a aquisição, a consolidação e o aperfeiçoamento de um 
movimento. Um bom índice de coordenação é quando um indivíduo consegue 
realizar um determinado tipo de movimento com facilidade, e a sequência e o timing 
de seus movimentos são bem controlados. Não há testes específicos que avaliem 
a coordenação motora. Entretanto, a capacidade motora “coordenação” apresenta 
grande influência no desenvolvimento de movimentos complexos, considerando a 
sua estruturação e elaboração. Isto indica que há a participação do sistema nervoso 
central. Talvez este seja o motivo pelo qual existe a dificuldade para se conceber e 
administrar testes motores que possam exprimir o seu comportamento, atendendoaos limites de validade e de reprodutibilidade (GUEDES; GUEDES, 2006).
→ Velocidade: É o tempo gasto para um corpo percorrer um determinado 
espaço. O tempo de reação e o tempo de movimento são atributos que podem 
influenciar a velocidade. A distância percorrida para avaliar a velocidade em 
meninos (11 a 18 anos) é de 50m, e para meninas é de 40m.
Nos testes de velocidade é comum a utilização de três tentativas, de forma a 
desconsiderar eventuais erros na sua execução. Além disso, sugere-se a utilização 
do melhor resultado dentre as três tentativas, uma vez que a utilização da média 
pode considerar os erros ocorridos na execução (CADERNO DE REFERÊNCIA 
DO ESPORTE, 2013).
164
Nesse tópico você viu que:
●	 Os termos envolvendo as capacidades motoras associadas aos componentes da 
aptidão física sofreram modificações a partir do avanço da ciência.
●	 Ainda hoje há diversas formas de classificação e de ordenamento das capacidades 
motoras associadas aos componentes da aptidão física. Contudo, não há diferenças 
consideráveis nas conceituações, uma vez que as capacidades motoras se inter-
relacionam.
●	 As capacidades motoras associadas aos componentes de aptidão física são distintas 
em termos do desempenho atlético e da saúde.
●	 A resistência cardiorrespiratória, a força/resistência muscular e a flexibilidade são 
componentes da aptidão física relacionada à saúde.
●	 A velocidade, a potência, a agilidade, a coordenação e o equilíbrio são componentes 
da aptidão física relacionada ao desempenho atlético.
●	 A resistência cardiorrespiratória é a capacidade do organismo para suprir de 
nutrientes essenciais, principalmente o oxigênio, o trabalho muscular prolongado e 
em remover produtos residuais induzidos pela sustentação do esforço físico. 
●	 A força condiz à força máxima gerada por um músculo ou grupo muscular 
específico.
●	 Resistência é a capacidade de um grupo muscular realizar contrações repetidas sem 
causar fadiga.
●	 Flexibilidade é a aptidão máxima de mover uma articulação por uma variação de 
movimentos, como de uma posição de extensão para flexão ou vice-versa.
●	 Equilíbrio é a capacidade de manutenção da posição corporal.
●	 Agilidade é uma variável neuromotora caracterizada pela capacidade de realizar 
trocas rápidas de direção, sentido e deslocamento da altura do centro de gravidade 
de todo corpo ou parte dele.
●	 Potência é a capacidade de realizar um esforço máximo em um curto espaço de 
tempo e representa a relação entre força muscular apresentada pelo indivíduo 
avaliado e a velocidade com que o mesmo consegue realizar os movimentos.
●	 Coordenação é a aquisição, a consolidação e o aperfeiçoamento de um movimento.
●	 Velocidade é o tempo gasto para um corpo percorrer um determinado espaço.
RESUMO DO TÓPICO 2
165
AUTOATIVIDADE
1 Na trajetória das pesquisas referentes aos testes motores, inúmeras 
classificações e terminologias foram utilizadas para se referir ao tema. Aponte 
algumas das nomenclaturas que podem ser encontradas na literatura no lugar 
de “capacidades motoras relacionadas aos componentes da aptidão física”:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
2 Descreva quais são os componentes que caracterizam a aptidão física 
relacionada à saúde.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
3 Descreva quais são os componentes que caracterizam a aptidão física 
relacionada ao desempenho atlético.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
4 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à resistência cardiorrespiratória, 
e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) A capacidade cardiorrespiratória depende, basicamente, da capacidade 
química de os tecidos musculares utilizarem o oxigênio como fonte principal 
de energia.
( ) A resistência cardiorrespiratória deve fornecer informações sobre a 
capacidade que o indivíduo possui para conservar energia para a manutenção 
do trabalho muscular de longas distâncias.
( ) O consumo máximo de oxigênio (VO2máx.) representa o indicador 
fisiológico mundialmente aceito como o principal componente associado à 
resistência cardiorrespiratória.
( ) Os testes mais indicados para realizar e avaliar a resistência 
cardiorrespiratória são os testes de caminhada e corrida de longa distância.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
166
5 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à força, e marque V para 
aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) A força, geralmente, é expressa em N, mas Kg também é muito utilizado.
( ) A força condiz na utilização da tensão muscular para vencer resistências 
externas.
( ) Além de ser expressa por meio de movimentos como a marcha, a corrida, 
a tração, o arremesso e o salto, a força pode ser evidenciada nas atividades de 
vida diária.
( ) Há mais de um tipo de “força”, a saber: força estática (isométrica) e força 
dinâmica (isotônica).
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
6 Explique a diferença entre força estática e força dinâmica.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
7 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à flexibilidade, e marque V 
para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) A amplitude máxima de flexibilidade depende do tecido muscular, dos 
tendões, dos ligamentos e da cápsula articular.
( ) Os testes de sentar-e-alcançar, utilizando o banco de Wells, e o flamingo 
são os testes mais utilizados para avaliar a flexibilidade.
( ) O nível de flexibilidade é de grande importância para as modalidades 
de força, além de estar associado à prevenção de lesões e à velocidade, pois 
para que o atleta obtenha um nível adequado de velocidade, necessita possuir 
amplitude adequada de movimentos nos ombros, quadris e tornozelos.
( ) A flexibilidade é única capacidade motora que tem sua fase sensível entre 
os 15 e os 17 anos de idade.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, F.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, F, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
167
8 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à potência, e marque V para 
aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) Força explosiva é um termo muito utilizado para se referir à potência.
( ) A potência é um componente que se relaciona diretamente com a força e 
com a agilidade.
( ) A potência é uma das características básicas para atletas como os saltadores 
em distância ou altura, para os atacantes de futebol, para os arremessadores 
de basquete, bem como para os arremessadores de disco, de dardo, de peso e 
martelo e para os lutadores, no deslocamento dos opositores.
( ) A potência possui relação direta com a força e com a velocidade.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a)( ) V, F, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, F, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
9 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à agilidade, e marque V para 
aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) Agilidade é a capacidade de mudar de posição do corpo no espaço, 
movendo-se de um ponto a outro o mais rapidamente possível. 
( ) A agilidade possui relação com outras capacidades, como a velocidade, a 
força e o equilíbrio.
( ) A técnica do movimento, a força, a potência muscular e a amplitude 
articular podem interferir no desenvolvimento da agilidade.
( ) O teste de ida-e-volta, também conhecido como shuttle-run, é um dos 
mais utilizados para avaliar a agilidade.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, F, F.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, V, V, V.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
10 A partir dos conceitos de resistência cardiorrespiratória, força, resistência, 
flexibilidade, equilíbrio, agilidade, potência, coordenação e velocidade, 
correlacione as informações da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
168
Coluna 1 Coluna 2
(a) Resistência 
cardiorrespiratória
( ) É a capacidade da manutenção da posição corporal.
(b) Força
( ) É a capacidade de realizar um esforço máximo em 
um curto espaço de tempo e representa a relação entre 
força muscular apresentada pelo indivíduo avaliado e 
a velocidade com que o mesmo consegue realizar os 
movimentos.
(c) Resistência
( ) É a aquisição, a consolidação e o aperfeiçoamento 
de um movimento.
(d) Flexibilidade
( ) É uma variável neuromotora caracterizada pela 
capacidade de realizar trocas rápidas de direção, sentido 
e deslocamento da altura do centro de gravidade de 
todo corpo ou parte dele.
(e) Equilíbrio
( ) É a capacidade do organismo para suprir de 
nutrientes essenciais, principalmente o oxigênio, o 
trabalho muscular prolongado e em remover produtos 
residuais induzidos pela sustentação do esforço físico.
(f) Agilidade
( ) É a capacidade de um grupo muscular realizar 
contrações repetidas sem causar fadiga.
(g) Potência
( ) É a aptidão máxima de mover uma articulação por 
uma variação de movimentos com o de uma posição de 
extensão para flexão ou vice-versa.
(h) Coordenação
( ) É o tempo gasto para um corpo percorrer um 
determinado espaço.
(i) Velocidade
( ) Refere-se à força máxima gerada por um músculo 
ou grupo muscular específico.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta:
a) ( ) e, g, h, f, a, c, d, i, b.
b) ( ) b, a, c, e, g, h, d, f, i.
c) ( ) c, a, b, d, h, g, i, f, e.
d) ( ) c, b, a, e, f, i, g, h, d.
e) ( ) b, c, a, i, d, e, h, f, g.
169
TÓPICO 3
DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Teste é um procedimento, técnica ou método que pode ser aplicado e 
utilizado para coletar peculiaridades de uma variável (habilidade, conhecimento 
etc.) da pessoa avaliada. Os testes físicos precisam contemplar aspectos relacionados 
a um grupo específico de fatores pertinentes a cada solicitação motora, por isso, 
são independentes dentro do rol das capacidades motoras. O desempenho motor, 
por sua vez, condiz em um constructo multifatorial resultante do comportamento 
apresentado pelo grupo das capacidades motoras. Por isso, não é possível aplicar 
apenas um tipo de teste para avaliar o desempenho motor de um indivíduo, sendo 
apropriada a utilização de baterias de testes, as quais abrangem aspectos que 
avaliam desde capacidades motoras específicas até o desempenho motor em geral 
(GUEDES; GUEDES, 2006). 
A literatura, nacional e internacional, acerca da temática de avaliação em 
educação física apresenta inúmeras baterias de testes para a avaliação da aptidão 
física relacionada à saúde e também ao desempenho atlético (Quadro 2). Diferentes 
autores corroboram ao indicar que as baterias de testes devem ser compostas por, 
no mínimo, três ou quatro itens quando se tratar de componentes associados à 
aptidão física relacionada à saúde, e de seis a oito quando envolver componentes 
em termos do desempenho atlético.
 
Em relação à aplicação das baterias de testes, a orientação é de que os testes 
sejam aplicados em um ou em dois dias. No primeiro caso, os testes de flexibilidade 
devem ser os primeiros a serem aplicados, seguidos pelos testes de potência, de 
velocidade, de agilidade e de força/resistência muscular e, por fim, deve-se aplicar 
os testes que contemplam elementos da resistência cardiorrespiratória. Caso a 
bateria de testes seja planejada para ser realizada em dois dias, no primeiro dia 
devem ser desenvolvidos os testes relacionados à flexibilidade, à potência e à força/
resistência muscular e, no segundo dia, deve-se aplicar os testes de resistência 
cardiorrespiratória. A sequência descrita, seja para a realização da bateria de testes 
em um ou em dois dias, possui íntima relação com as capacidades motoras que são 
exigidas em cada um dos testes, visto que os testes que causam maiores implicações 
fisiológicas sempre devem ser realizados ao final da bateria de testes. Pode-se 
citar os testes de caminhada/corrida de longa distância como um exemplo disto, 
pois, após a sua execução, sugere-se que haja um amplo período de recuperação 
(GUEDES; GUEDES, 2006).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
170
QUADRO 11 - BATERIAS DE TESTES MOTORES SOBRE CAPACIDADES MOTORAS DIRECIONADAS 
À APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE E AO DESEMPENHO ATLÉTICO
Referência Componente motor Teste motor
Physical Best
Flexibilidade
Força-resistência 
muscular
Cardiorrespiratório
Sentar-e-alcançar
Abdominal
Puxada em suspensão de barra
Caminhada-corrida de 1.600 m
National Chidren 
and Youth Fitness 
Study (NCYFS)
Flexibilidade
Força-resistência 
muscular
Cardiorrespiratório
Sentar-e-alcançar
Abdominal
Puxada em suspensão de barra
Puxada em suspensão de barra 
modificada
Caminhada-corrida de 800 ou 
1.600 m
Fitnessgram
Flexibilidade
Força-resistência 
muscular
Cardiorrespiratório
Sentar-e-alcançar alternado 
Mobilidade dos ombros
Abdominal modificado
Elevação do tronco
Flexão/extensão dos braços à 
frente do solo
Puxada em suspensão na barra
Puxada em suspensão na barra 
modificada
Suspensão na barra
Caminhada/corrida de 1.600 m
Caminhada/corrida de vai-e-vem
American 
Alliance for 
Health, Physical 
Education, 
Recreation 
and Dance 
(AAHPERD)
Flexibilidade
Potência muscular
Agilidade
Velocidade
Força-resistência 
muscular
Cardiorrespiratório
Sentar-e-alcançar
Salto em distância “parado”
Corrida de ida-e-volta
Corrida de 50 m
Puxada em suspensão na barra
Suspensão na barra
Abdominal
Caminhada/corrida de 9-12 min
Canadian 
Association for 
Health, Physical 
Education, 
Recreation and 
Dance
(CAHPERD)
Flexibilidade
Potência muscular
Agilidade
Velocidade
Força-resistência 
muscular
Cardiorrespiratório
Sentar-e-alcançar
Salto em distância “parado”
Corrida de ida-e-volta
Corrida de 50 m
Puxada em suspensão na barra
Suspensão na barra
Abdominal
Corrida de 800, 1.600 ou 2.400 m
Eurofit
Equilíbrio 
Velocidade
Flexibilidade
Potência muscular
Velocidade
Posição Flamingo
Batimento em placas
Sentar-e-alcançar
Salto em distância “parado”
Corrida de 10 x 5 m
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
171
Força/resistência 
muscular
Cardiorrespiratório
Abdominal
Suspensão na barra
Caminhada/corrida de vai-e-vem
Guedes & Guedes
Flexibilidade
Potência muscular
Força/resistência 
muscular
Velocidade
Cardiorrespiratório
Sentar-e-alcançar
Salto em distância “parado”
Puxada em suspensão na barra, 
modificado
Abdominal
Corrida de 50 m
Caminhada/corrida de 9-12 min
FONTE: Guedes e Guedes (2006)
2 DESCRIÇÃO DE TESTES FÍSICOS
As baterias de testes físicos são utilizadas para medir e avaliar a aptidão 
física (MORROW et al., 2003). Neste sentido,a análise bem-sucedida da aptidão 
física depende, basicamente, da qualidade das informações adquiridas por meio 
da aplicação dos testes, isto é, da correta administração dos testes. Por este motivo, 
destaca-se a importância de que sejam rigorosamente seguidos os procedimentos, 
os quais foram padronizados pelos idealizadores dos referenciais acerca do tema 
com o objetivo de evitar a interferência de fatores externos nos resultados dos 
testes físicos (GUEDES; GUEDES, 2006). Nesta direção, as baterias de testes físicos 
e sua documentação capacitam o profissional a administrar testes de aptidão física 
válidos e reproduzíveis, interpretar os resultados e transferir informações relativas 
à aptidão física aos participantes dos programas de atividade física (MORROW et 
al., 2003).
Os resultados, obtidos por intermédio da aplicação dos testes físicos, 
devem ser confrontados com indicadores referenciais estabelecidos a partir de 
estudos desenvolvidos com base em procedimentos previamente determinados. 
Em termos da reprodutibilidade dos resultados, a literatura aponta que os valores 
dos coeficientes de correlação e de desvio padrão das diferenças variam conforme 
a idade e o sexo dos avaliados (GUEDES; GUEDES, 2006).
2.1 TESTES DE RESISTÊNCIA CARDIORRESPIRATÓRIA 
→	Teste de caminhada/corrida de longa distância
O objetivo do teste de caminha/corrida de longa distância é avaliar o 
componente motor associado à resistência cardiorrespiratória por meio da 
caminhada/corrida contínua em longas distâncias (GUEDES; GUEDES, 2006).
 
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
172
Para a aplicação deste teste é necessária a presença de dois avaliadores, 
visto que um deles precisa permanecer no ponto de partida para registrar o 
número de voltas do avaliado e, o outro, deve localizar-se próximo à metade de 
cada volta do percurso, tendo como função anunciar o tempo e a distância que 
faltam para o término do teste, a cada passagem dos avaliados. Este procedimento 
tem por objetivo orientar os avaliados quanto ao ritmo da realização da corrida/
caminhada. Neste teste, o avaliado deve tentar percorrer, por meio da caminhada 
e/ou da corrida, a maior distância possível no espaço de tempo de nove ou 12 
minutos, conforme o protocolo do teste que estiver sendo utilizado, percorrer 
800, 1.200 ou 1.600 m no menor tempo possível. Quando o teste for realizado por 
tempo fixo, um dos avaliadores deverá emitir um sinal sonoro ao seu término. 
Os avaliados param de se locomover, aguardando os avaliadores no local para o 
registro da distância percorrida (GUEDES; GUEDES, 2006). Os autores sugerem 
que, durante o desenvolvimento deste teste, os avaliadores estimulem os avaliados 
a se esforçarem para atingir o melhor rendimento possível. Para tanto, indicam 
que sejam utilizadas palavras de motivação.
→	Teste de caminhada/corrida de vai-e-vem
O teste de caminhada/corrida de vai-e-vem possui o objetivo de avaliar 
o componente motor associado à resistência cardiorrespiratória em caminhada/
corrida com mudanças de direção em ritmo progressivamente mais elevado 
(GUEDES; GUEDES, 2006).
Para a realização deste teste, o avaliado deve deslocar-se de uma linha a 
outra, as quais são separadas por uma distância de 20 m, invertendo o sentido 
do percurso e retornando à linha oposta. O ritmo de deslocamento deve estar de 
acordo com os sinais sonoros que são emitidos por um compact disc, o qual é pré-
gravado para ser utilizado neste teste. O sinal sonoro aumenta progressivamente 
a sua frequência, iniciando no estágio um a cada 9.000 s e encerrando-se no 
estágio 22 a cada 3,892 s. Neste sentido, o avaliado deve aumentar o seu ritmo de 
deslocamento no decorrer do teste. Este ritmo deve ser adequado de modo que 
um dos pés do avaliado esteja sobre a linha demarcada dos 20 m no momento em 
que cada sinal sonoro for emitido. Caso o avaliado alcance a linha demarcatória 
antes do sinal soar, deverá permanecer no local até o momento em que o sinal for 
emitido para, então, continuar o teste (GUEDES; GUEDES, 2006).
 
Inicialmente, o avaliado se deslocará caminhando e/ou correndo a uma 
velocidade de 8 km/h. Posteriormente aumenta-se a velocidade, na mudança de 
cada estágio, em 0,5 km/h até chegar ao estágio final com a velocidade de 18,5 
km/h. O teste propõe que o avaliado acompanhe o ritmo crescente do teste pelo 
maior tempo possível. O teste é finalizado quando o avaliado optar por parar 
voluntariamente devido à exaustão ou quando houver mais de um atraso para 
a distância maior que 2m pela segunda vez, mesmo não sendo consecutivas, em 
relação ao sincronismo da emissão do sinal sonoro e do toque de um dos pés sobre 
as linhas demarcatórias (GUEDES; GUEDES, 2006).
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
173
FIGURA 60 – EXEMPLO DO TESTE DE CAMINHADA/CORRIDA DE VAI-E-VEM
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
2.2 TESTES DE FORÇA/RESISTÊNCIA
→	Teste de abdominal 
O objetivo do teste de abdominal é avaliar o componente motor associado 
à força/resistência dos músculos da região abdominal em movimentos de flexão e 
de extensão do quadril (GUEDES; GUEDES, 2006). 
Para a realização deste teste, o avaliado deve estar na seguinte posição: 
em decúbito dorsal; com os joelhos flexionados e a planta dos pés voltadas para 
o solo; com os braços cruzados sobre a face anterior do tórax, a palma da mão 
voltada para o mesmo tórax na altura dos ombros opostos e com o terceiro dedo 
em direção ao acrômio. Os pés devem ser seguros pelo avaliador com o intuito de 
que eles sejam mantidos em contato com o solo. A distância entre os pés deve ser 
idêntica à largura dos quadris. A distância entre a região glútea e os calcanhares 
deve ser de 30 a 45 cm, aproximadamente. Partindo desta posição, o avaliado deve 
elevar o tronco até a altura em que ocorrer o contato da face anterior dos antebraços 
com a coxa, mantendo o queixo encostado ao peito à altura do esterno, retornando 
em seguida à posição inicial com o toque de, pelo menos, a metade anterior das 
escápulas no solo. O teste consiste na repetição destes movimentos durante o 
período de 60 segundos, sendo possível haver um certo tempo de descanso entre 
as repetições. Porém, o número de repetições realizadas durante os 60 segundos 
determina o resultado do teste (GUEDES; GUEDES, 2006).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
174
FIGURA 61 – EXEMPLO DA REALIZAÇÃO DO TESTE DE ABDOMINAL
FONTE: Bergamo; Daniel; Moraes (2016)
→	Teste de puxada em suspensão de barra
O objetivo do teste de puxada em suspensão de barra condiz em avaliar 
o componente motor associado à força/resistência dos músculos dos membros 
superiores e da cintura escapular com movimento de elevação do corpo em 
suspensão em uma barra fixa por meio da flexão dos cotovelos (GUEDES; GUEDES, 
2006). 
Para executar este teste, o avaliado deve estar posicionado em suspensão 
vertical, com os braços e as pernas em extensão total, sem haver contato dos pés 
com o solo; as mãos devem estar fixas na barra com o dorso das mãos voltado 
para o seu rosto. A distância entre as mãos deve ser idêntica à largura dos ombros. 
Nesta posição, o indivíduo deve elevar o seu corpo, em posição ereta, com flexão 
dos cotovelos, até a altura em que o seu queixo ultrapassar o nível da barra, em 
seguida, retorna-se à posição inicial. O avaliado deve repetir este movimento o 
máximo de vezes que conseguir, não havendo tempo máximo para isto. Durante 
a realização do teste não é permitido colocar os pés no solo, tampouco fazer o 
movimento de balanceio ou flexionar as pernas (GUEDES; GUEDES, 2006).
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
175
FIGURA 62 – EXEMPLO DO TESTE DE PUXADA EM SUSPENSÃO DE BARRA
FONTE: Marins; Giannichi (1998)
→	Teste de suspensão em barra 
O teste de suspensão em barra tem como objetivo avaliar o componente 
motor associado à força/resistência dos músculos dos membros superiorese 
cintura escapular por meio do desempenho do avaliado na manutenção do corpo 
suspenso (GUEDES; GUEDES, 2006).
 Neste teste, a altura da barra deve ser ajustada, conforme a estatura do 
avaliado. Em seguida, o avaliado deve segurar a barra com o dorso das mãos 
voltado para o seu rosto. A distância entre as mãos deve acompanhar a largura dos 
ombros. Posicionada atrás do avaliado, uma pessoa apoia seus quadris, auxiliando 
o avaliado a elevar-se até a altura em que o seu queixo ultrapasse o nível da barra. 
Adicionalmente, os cotovelos devem estar flexionados próximos ao tronco e os 
ombros junto à barra. Nesta posição, o avaliado deve manter-se suspenso pelo 
maior tempo que conseguir, o qual é registrado por meio de um cronômetro 
(GUEDES; GUEDES, 2006).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
176
FIGURA 63 – EXEMPLO DO TESTE DE SUSPENSÃO EM BARRA
FONTE: Marins; Giannichi (1998)
→	Teste	de	flexão/extensão	dos	braços	sobre	o	solo
O objetivo do teste de flexão/extensão dos braços sobre o solo é avaliar 
o componente motor associado à força/resistência dos músculos dos membros 
superiores e da cintura escapular com o movimento de flexão e extensão dos 
cotovelos com o corpo posicionado em quatro apoios sobre o solo (GUEDES; 
GUEDES, 2006). 
Este teste é realizado da seguinte maneira: o avaliado deve estar na posição 
“em decúbito ventral”, com as mãos e os pés no solo; os membros superiores 
estendidos e perpendiculares ao solo; as mãos posicionadas na mesma distância 
dos ombros com os dedos estendidos e direcionados para a frente; os membros 
inferiores estendidos na linha do tronco, estando ligeiramente afastados; a ponta 
dos pés em contato com o solo e a cabeça seguindo a linha do tronco. Partindo desta 
posição, o avaliado deve flexionar os membros superiores até que os cotovelos 
formem um ângulo de 90o e os braços fiquem posicionados paralelamente ao solo, 
em correto alinhamento entre a cabeça, o tronco e os membros inferiores. Em 
seguida, deve retomar a posição inicial por meio da extensão dos cotovelos. O 
avaliado deve manter um ritmo de realização deste movimento, sendo este ritmo 
de uma repetição completa do movimento a cada três segundos ou de 20 repetições 
completas do movimento a cada minuto. Não há limite de tempo para a execução 
deste teste, sendo concluído quando o avaliado não estiver mais em condições de 
realizar o movimento corretamente (GUEDES; GUEDES, 2006).
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
177
FIGURA 64 – EXEMPLO DE TESTE DE FLEXÃO/EXTENSÃO DOS BRAÇOS SOBRE O SOLO
 FONTE: Guedes; Guedes (2006)
2.3 TESTES DE FLEXIBILIDADE
→	Teste de sentar-e-alcançar (banco de Wells)
O teste de sentar-e-alcançar possui como objetivo avaliar o componente 
motor associado à flexibilidade com flexão à frente dos quadris com ambas as 
pernas estendidas (GUEDES; GUEDES, 2006).
Esse teste consiste na execução de três repetições, separadas por 10 segundos 
de descanso entre elas, de movimento de flexão do tronco. O avaliado deve estar 
sentado no chão, com os joelhos completamente estendidos, os braços (o esquerdo 
sobre o direito) também estendidos, buscando alcançar a maior distância possível 
na régua que demarca a medida, sem executar movimento de contrabalanço com 
o tronco (também conhecido como “tomada de impulso”). Além disso, o avaliado 
deve manter o queixo próximo ao peito (CADERNO DE REFERÊNCIA DO 
ESPORTE, 2013).
Dentre as três tentativas, o melhor resultado é considerado válido. Destaca-
se que o avaliado não deve realizar aquecimento ou alongamento muscular antes 
do teste, tampouco, qualquer tipo de atividade física.
FIGURA 65 – EXEMPLOS DE BANCOS E DA EXECUÇÃO DO TESTE DE SENTAR-E-ALCANÇAR
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
178
FONTES: Bergamo; Daniel; Moraes (2016); Caderno de Referência do Esporte (2013)
Destaca-se a possibilidade de se realizar esse teste sem o banco, utilizando-
se somente uma fita métrica e uma fita adesiva. Para tanto, deve-se estender a 
fita métrica no chão e, na marca de 38,1 centímetros, colocar um pedaço de 45 
centímetros de fita adesiva, atravessada, para manter a fita métrica no chão. Desta 
forma, o avaliado senta-se com a extremidade 0 (zero) da fita métrica entre as 
pernas. Seus calcanhares devem estar separados cerca de 30 centímetros e quase 
tocar a fita adesiva colocada na marca dos 38,1 centímetros. Com os joelhos 
estendidos e as mãos sobrepostas, o avaliado inclina-se lentamente e estende as 
mãos o mais distante possível, devendo manter-se nessa posição tempo suficiente 
para a distância ser marcada (CADERNO DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 2013).
FIGURA 66 – TESTE DE SENTAR-E-ALCANÇAR COM FITA MÉTRICA
FONTE: Adaptado de Google Imagens (2017)
 Guedes e Guedes (2006)
FIGURA 67 - RESULTADOS DO TESTE DE SENTAR-E-ALCANÇAR SEM 
BANCO DE WELLS PARA HOMENS E MULHERES DE ACORDO COM 
A FAIXA ETÁRIA
Teste	de	flexibilidade
(sentar-e-alcançar sem banco de wells)
Idade Rapazes Moças
7 29,3 21,4
8 29,3 21,4
9 29,3 21,4
10 29,4 23,5
11 27,8 23,5
12 24,7 23,5
13 23,1 23,5
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
179
14 22,9 24,3
15 24,3 24,3
16 25,7 24,3
17 25,7 24,3
FONTE: Adaptado de Morrow et al. (2003) 
→	Teste de mobilidade de ombros
O teste de mobilidade de ombros busca avaliar o componente motor 
associado à flexibilidade, com movimentos que exigem a participação das 
estruturas articulares dos ombros e dos cotovelos (GUEDES; GUEDES, 2006).
Neste teste, o avaliado deve tentar tocar a ponta do dedo médio de ambas 
as mãos por trás das costas, com um dos braços por cima do ombro e outro por 
baixo do cotovelo. Para tanto, o avaliado deve posicionar-se em pé, as pernas 
devem estar afastadas de modo que acompanhem a linha dos ombros e os 
braços estendidos ao longo do corpo. Considerando o lado direito do corpo, o 
avaliado deve deslocar o seu braço por cima do ombro, levando a palma da sua 
mão até a linha da coluna, próximo ao ponto médio entre ambas as escápulas. Ao 
mesmo tempo, a mão esquerda deve ser colocada por trás das costas, mediante 
movimento de rotação do cotovelo, e a região dorsal da mão em contato com as 
costas com o objetivo de realizar o toque entre a ponta do dedo médio da mão 
esquerda e a ponta do dedo médio da mão direita. Posteriormente, retoma-se a 
posição inicial e o avaliado executa o mesmo movimento com o braço esquerdo 
por cima do ombro e a mão direita por baixo do cotovelo. Caso seja necessário, 
pode-se realizar, no máximo, três tentativas, consecutivamente, para cada um dos 
lados. Para concretizar o contato efetivo entre as pontas dos dedos, deve-se manter 
a posição por 2 s, aproximadamente. 
FIGURA 68 – EXEMPLO DO TESTE DE MOBILIDADE DE OMBROS
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
180
→	Teste de elevação do tronco
 
O objetivo do teste de elevação de tronco é avaliar o componente motor 
associado à flexibilidade por meio do movimento de elevação do tronco quando 
posicionado em decúbito ventral (GUEDES; GUEDES, 2006).
Este teste consiste na elevação da parte superior do corpo, ou seja, da 
cabeça e do tronco, partindo do solo e mantendo essa posição por um determinado 
tempo. Para iniciar o teste, o avaliado deve posicionar-se em decúbito ventral, com 
os membros inferiores estendidos; os pés em extensão e em contato com o solo; as 
mãos embaixo das coxas, em contato com o solo. O queixo do avaliado deverá estar 
em contato com o solo de modo que o mesmo visualize um ponto fixo na escala de 
medidas que estará à sua frente. Nesta posição, o avaliado deverá elevar a cabeça 
e o tronco de maneira lenta e controlada, tentando atingir a elevação máxima, a 
qual deverá ser mantida até que o avaliador registre a distância presente entre a 
região inferior do queixo do avaliado e o solo. Ao realizar o movimento, o avaliado 
não pode deixar de direcionar o olhar para a escalade medida e manter a cabeça 
orientada no plano de Frankfurt paralelo ao solo. A escala de medida deve ser 
posicionada a uma distância de 25 cm, aproximadamente, do queixo do avaliado. 
A distância atingida é registrada por meio de um cursor. Se necessário, pode-se 
disponibilizar duas tentativas para o desenvolvimento do movimento, além de um 
intervalo entre as tentativas para a recuperação do avaliado.
FIGURA 69 – EXEMPLO DO TESTE DE ELEVAÇÃO DO TRONCO
FONTE: Marins; Giannichi (1998)
→	Flexiteste
O flexiteste é classificado como adimensional, por utilizar a análise e a 
graduação de 20 movimentos específicos que visam a investigar a amplitude de 
movimentos do avaliado. Cada movimento é graduado por uma nota que varia de 
0 (zero) a 4 (quatro), em escala crescente de amplitude de movimento alcançada; 
por exemplo, 0 é a nota atribuída à pior, enquanto a nota 4 é atribuída à melhor 
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
181
amplitude de movimento (CADERNO DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 2013). É 
importante observar que uma adaptação da aplicação desse teste é a redução do 
número de movimentos a serem avaliados, ou seja, a escolha de alguns dos 20 
movimentos sugeridos no Quadro 15, conforme o objetivo proposto, a critério do 
próprio avaliador.
QUADRO 12 - OS 20 MOVIMENTOS DO FLEXITESTE
Número do movimento Descrição
I Flexão dorsal do tornozelo 
II Flexão plantar do tornozelo
III Flexão do joelho
IV Extensão do joelho
V Flexão do quadril
VI Extensão do quadril
VII Adução do quadril
VIII Abdução do quadril
IX Flexão do tronco
X Flexão lateral do tronco
XI Extensão do tronco
XII Flexão do punho
XIII Extensão do punho
XIV Flexão do cotovelo
XV Extensão do cotovelo
XVI Adução posterior do ombro a partir de 180º
XVII Adução posterior ou extensão do ombro
XVIII Extensão posterior do ombro
XIX
Rotação lateral do ombro a 90º de abdução do 
ombro (com o cotovelo fletido a 90º)
XX
Rotação medial do ombro a 90º de abdução do 
ombro (com o cotovelo fletido a 90º)
FONTE: Adaptado de Caderno de Referência do Esporte (2013)
Utilizando-se os resultados, deve-se efetuar uma soma simples de todos 
os valores alcançados nos 20 movimentos executados pelo avaliado, o que vai 
determinar o chamado flexíndice, que apresenta diferentes referências para os sexos 
masculino e feminino (Figura 12). A nota máxima que pode ser alcançada nesse 
teste é 80, considerando-se os 20 movimentos com graduação máxima de quatro. 
Caso o avaliador escolha não realizar a avaliação de todos os 20 movimentos, sua 
referência passa a ser o próprio sujeito avaliado ou comparado dentro de um grupo, 
ao longo das avaliações realizadas (CADERNO DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 
2013).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
182
FIGURA 70 – RELAÇÃO ENTRE AS DIFERENÇAS INTERQUARTIS/MEDIANAS DOS RESULTADOS 
DO FLEXÍNDICE E A IDADE PARA HOMENS E MULHERES
FONTE: Caderno de Referência do Esporte (2013)
2.4 TESTES DE VELOCIDADE
→	Teste de corrida de 50 m
O teste de corrida de 50 metros consiste em avaliar o componente motor 
associado à velocidade de deslocamento, com corrida em mesma direção por 
percurso de 50 m, iniciando-se na posição parada (GUEDES; GUEDES, 2006).
Para o desenvolvimento deste teste, inicialmente, deve-se explicar ao 
avaliado que se trata de um teste de velocidade máxima. Neste sentido, o avaliado 
deverá sair na máxima velocidade e passar a faixa de chegada também na máxima 
velocidade. A posição de saída é em afastamento ântero-posterior das pernas, com 
o pé da frente o mais próximo possível da linha de partida. A partida é sinalizada 
por meio de um sinal sonoro emitido pelo avaliador. Desta forma, o avaliador 
comanda o teste, acionando um cronômetro no momento da partida e travando-o 
no momento em que o avaliado cruzar a faixa de chegada. Caso o teste tenha que 
ser repetido por algum motivo, aconselha-se um intervalo de, no mínimo, cinco 
minutos (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
183
FIGURA 71 – EXEMPLO DA POSIÇÃO DE PARTIDA DE TESTE DE CORRIDA DE 50 METROS
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
→ Teste de corrida de 10 x 5 m
O objetivo do teste de corrida de 10 x 5 m é avaliar o componente motor 
associado à velocidade de deslocamento por intermédio da corrida com mudanças 
de direção por percurso de 50 m, iniciando-se na posição parada (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
Para a realização deste teste, o avaliado deve posicionar-se em afastamento 
ântero-posterior das pernas, com o pé anterior o mais próximo possível da linha 
de partida-chegada. Ao sinal sonoro, que será emitido pelo avaliador, o avaliado 
deverá correr o mais rápido possível em direção à outra linha, transpondo-a e 
retornando à linha de saída, de modo a completar um ciclo. Ambas as linhas devem 
ser transpostas com ambos os pés. Estes movimentos devem ser repetidos até 
serem finalizados cinco ciclos. O avaliador acionará um cronômetro no momento 
da partida, travando-o quando o avaliado completar o quinto ciclo, ultrapassando 
a linha de chegada (GUEDES; GUEDES, 2006). 
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
184
FIGURA 72 – EXEMPLO DO TESTE DE CORRIDA DE 10 X 5 METROS
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
→ Teste de batimento em placas
O objetivo do teste de batimento em placas consiste em avaliar o componente 
motor associado à velocidade de membros superiores com movimentação de vai-
e-vem das mãos (GUEDES; GUEDES, 2006).
Para a execução deste teste, o avaliado deverá posicionar-se em pé, de frente 
para uma mesa, com as pernas em ligeiro afastamento lateral e a mão não dominante 
apoiada no retângulo central localizado sobre a mesa. A mão dominante, por sua 
vez, deverá ficar apoiada no círculo fixado do lado oposto, resultando em situação 
de cruzamento dos braços. A altura da mesa deve ser ajustada de modo que o seu 
tampo coincida com uma linha imaginária logo abaixo da região pubiana. Quando 
o avaliador emitir um sinal sonoro, o avaliado deverá mover a mão dominante 
e tocar no círculo oposto o mais rápido possível, passando por cima da mão não 
dominante, a qual estará posicionada no meio e deverá permanecer apoiada 
no retângulo central. Em seguida, a mão dominante deverá voltar ao círculo de 
origem, completando um ciclo. Devem ser realizados 25 ciclos como este no menor 
tempo possível. O avaliador acionará um cronômetro ao sinal de início do teste e o 
travará assim que o avaliado finalizar os 25 ciclos (GUEDES; GUEDES, 2006).
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
185
FIGURA 73 – EXEMPLO DO TESTE DE BATIMENTO EM PLACAS
FONTE: Marins; Giannichi (1998)
2.5 TESTES DE POTÊNCIA 
→ Teste de salto em distância “parado”
O teste de salto em distância “parado” possui o objetivo de avaliar o 
componente motor associado à potência muscular dos membros inferiores por 
meio do movimento de salto em distância à frente, sem corrida de aproximação 
(GUEDES; GUEDES, 2006).
Neste teste, o avaliado posiciona-se atrás da linha de partida, com os 
pés paralelos com afastamento idêntico à largura dos quadris e a ponta dos pés 
coincidindo com a marca zero. Partindo desta posição, o avaliado deve saltar à 
frente, com impulso simultâneo das pernas, tentando alcançar o ponto mais 
distante possível, de preferência com os pés paralelos. Durante o desenvolvimento 
do teste, o avaliado pode movimentar os braços e o tronco livremente. O salto 
deve ser realizado de forma que a escala de medida se posicione entre os pés do 
avaliado, permanecendo nesta posição até que a leitura da medida seja finalizada. 
Se necessário, o avaliado poderá realizar três tentativas para o salto (GUEDES; 
GUEDES, 2006).
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
186
FIGURA 74 – EXEMPLO DO TESTE DE SALTO EM DISTÂNCIA “PARADO”
FONTE: Marins e Giannichi (1998)
→ Teste de arremesso da medicineball
O objetivo do teste de arremesso da medicineball é avaliar a potênciados 
membros superiores e da cintura escapular (MARINS; GIANNICHI, 1998).
Para a realização deste teste, uma trena é fixada no solo perpendicularmente 
à parede, isto é, o ponto zero da trena é fixado junto à parede. O avaliado senta-se 
com os joelhos estendidos, as pernas unidas e as costas completamente apoiadas 
à parede, segurando a medicineball junto ao peito com os cotovelos flexionados. 
Ao sinal do avaliador, o avaliado deverá lançar a bola a maior distância possível, 
mantendo as costas apoiadas na parede. A distância do arremesso será registrada 
a partir do ponto zero até o local em que a bola tocou ao solo pela primeira vez. 
Serão realizados dois arremessos, registrando-se o melhor resultado. Sugere-se 
que a medicineball seja banhada em pó branco para a identificação precisa do local 
onde tocou pela primeira vez ao solo. A medida será registrada em centímetros 
com uma casa decimal (BERGAMO; DANIEL; MORAES, 2016).
FIGURA 75 – EXEMPLO DO TESTE DE ARREMESSO DA MEDICINEBALL
FONTE: Bergamo; Daniel; Moraes (2016)
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
187
2.6 TESTES DE AGILIDADE
→ Teste de corrida de ida-e-volta 
O objetivo da realização do teste de corrida de ida-e-volta é avaliar o 
componente motor associado à agilidade através da corrida que envolve mudanças 
de direção com alterações de altura do centro de gravidade (GUEDES; GUEDES, 
2006).
De acordo com os autores supracitados, para a execução deste teste, o 
avaliado deve posicionar-se em afastamento anteroposterior das pernas, com o 
pé anterior o mais próximo possível da linha de partida/chegada. Nesta posição, 
após o sinal de partida e o acionamento do cronômetro, que são realizados pelo 
avaliador, o avaliado inicia o teste, correndo à máxima velocidade até dois blocos 
dispostos equidistantes a 9,14 metros da linha de saída. Ao chegar, o avaliado deve 
pegar um dos blocos e retornar ao ponto de partida, depositando esse bloco atrás 
da linha demarcatória. O bloco não deve ser jogado, mas sim colocado no solo. 
Em seguida, sem interromper a corrida, o avaliado parte novamente, em busca do 
segundo bloco, procedendo da mesma forma. Ao pegar ou deixar o bloco, o avaliado 
terá de transpor pelo menos com um dos pés as linhas que limitam o espaço de 
teste. O cronômetro é parado quando o avaliado coloca o último bloco no solo e 
transpõe, com pelo menos um dos pés, a linha final (CADERNO DE REFERÊNCIA 
DO ESPORTE, 2013). Se necessário, o avaliado pode fazer duas tentativas para 
o teste, contando com um intervalo de tempo que não deve ser menor que dois 
minutos (GUEDES; GUEDES, 2006). Os autores enfatizam que se deve deixar claro, 
ao avaliado, que o teste deve ser desenvolvido com deslocamento em velocidade 
máxima, ou seja, a tarefa deve ser finalizada no menor tempo possível. 
FIGURA 76 – EXEMPLO DA REALIZAÇÃO DO TESTE DE CORRIDA DE IDA-E-VOLTA
FONTE: Caderno de Referência do Esporte (2013)
→ Teste do quadrado
O objetivo do teste do quadrado é avaliar a agilidades dos indivíduos. 
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
188
Para o desenvolvimento deste teste, deve-se demarcar, com quatro cones 
de 50 centímetros de altura, um quadrado de quatro metros de lado. O avaliado 
parte da posição levantada, com um pé à frente, imediatamente atrás da linha 
de partida. Ao sinal do avaliador, ele deverá deslocar-se até o próximo cone 
em direção diagonal. Na sequência, corre em direção ao cone à sua esquerda e 
depois se desloca para o cone em diagonal, atravessando o quadrado em diagonal. 
Finalmente, ele corre em direção ao último cone, que corresponde ao ponto de 
partida. No decorrer do teste, o avaliado deverá tocar com uma das mãos todos 
os cones que demarcam o percurso (CADERNO DE REFERÊNCIA DO ESPORTE, 
2013). O cronômetro deverá ser acionado pelo avaliador no momento em que 
o avaliado realizar o primeiro passo, tocando com o pé o interior do quadrado. 
Serão realizadas duas tentativas, sendo registrado o melhor tempo de execução. 
A medida será registrada em segundos e centésimos de segundo (BERGAMO; 
DANIEL; MORAES, 2016).
FIGURA 77 – EXEMPLO DO TESTE DO QUADRADO
FONTE: Bergamo; Daniel; Moraes (2016)
2.7 TESTES DE EQUILÍBRIO
→ Teste	do	flamingo	
O objetivo do teste do flamingo consiste em avaliar o componente motor 
associado ao equilíbrio por meio da manutenção em um único pé sobre uma trave 
com dimensões reduzidas (GUEDES; GUEDES, 2006). 
Para a realização do teste do flamingo, o avaliado deve apoiar-se sobre um 
dos pés no eixo longitudinal da trave, com o joelho da perna livre flexionado, o 
pé mantido à altura dos glúteos com o auxílio da mão do mesmo lado do corpo, 
tentando representar a posição do flamingo. Partindo desta posição, o avaliado 
deve tentar permanecer em equilíbrio sobre a trave pelo período de um minuto. 
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
189
Antes do início do teste, o avaliado recebe o apoio do avaliador, que se posiciona 
à sua frente, permitindo ao avaliado apoiar-se em seu antebraço, para assumir 
a posição do flamingo. Deste modo, no momento em que o avaliado sentir-se 
seguro nesta posição, é iniciado o teste, retirando-se o apoio e acionando-se o 
cronômetro para registro do tempo de um minuto. A cada perda de equilíbrio, 
o cronômetro é parado e o avaliado recebe uma penalidade. Caracteriza-se como 
perda de equilíbrio, por exemplo, o fato de o pé da perna livre do avaliado soltar-
se de sua mão ou quando qualquer parte do corpo do avaliado toca no solo. Cada 
vez que ocorre alguma dessas situações, o avaliado precisa assumir novamente a 
posição inicial, com o apoio do avaliador e, em seguida, dar continuidade ao teste 
até completar o tempo de um minuto. Neste teste, há apenas uma tentativa de 
execução. Assim, destaca-se que, se o avaliado cometer 15 perdas de equilíbrio nos 
primeiros 30 segundos do teste, o mesmo é finalizado, pois significa que o avaliado 
não conseguirá realizá-lo em um minuto (GUEDES; GUEDES, 2006).
FIGURA 78 – EXEMPLO DO TESTE DO FLAMINGO
FONTE: Marins; Giannichi (1998)
UNI
De acordo com Gallahue e Donnelly (2008), o aumento da força e da resistência 
muscular gera inúmeros benefícios aos indivíduos, a saber: 
→ Estimula o crescimento dos ossos.
→ Aumenta a mineralização dos ossos.
→	Reduz a possibilidade de lesões.
→ Melhora o autoconceito.
→ Melhora a autoimagem.
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
190
→ Melhora a aparência física.
→ Aumenta a resistência cardiovascular.
→ Melhora a capacidade dos pulmões.
→ Fortalece os músculos do coração.
→ Melhora a circulação sanguínea. 
→ Diminui os níveis de colesterol (baixa densidade de colesterol).
→ Diminui a frequência cardíaca. 
→ Aumenta a capacidade de absorção do oxigênio. 
→	Reduz o estresse, promovendo relaxamento.
→	É possível que reduza a suscetibilidade ao resfriado.
 O aumento da flexibilidade, por sua vez, resulta nos seguintes benefícios, conforme 
Gallahue e Donnelly (2008):
→	Atua na prevenção de lesões.
→	Melhora a eficiência no trabalhado e no jogo.
→	Aumenta a amplitude motora.
→	Aumenta a variação de movimento.
→	Promove fluidez do movimento.
3 RESULTADOS DOS TESTES FÍSICOS
De acordo com Guedes e Guedes (2006), os resultados dos testes físicos 
têm sido analisados por meio da confrontação com dados normativos, envolvendo 
referenciais idealizados com base em distribuição de percentis. Os autores apontam 
que este tipo de avaliação é muito útil quando a intenção é desenvolver análises 
intra e interavaliados, o que permite a visualização precisa da magnitude de 
eventuais modificações que venham a ocorrer. As análises com essas características 
trazem inferências sobre localização dos resultados alcançados nos testes frente a 
pontos específicos de distribuição de percentis estabelecida com base em amostras 
representativas de subgrupos populacionais. Entretanto, devido à alta influência 
de aspectosque englobam questões de cultura, de hábitos de atividade física e de 
habilidades motoras, a transferência de referenciais normativos de uma realidade 
circunscreve algo bastante complicado. Neste sentido, sugere-se a utilização de 
referenciais estabelecidos com base em levantamentos que tenham como objetivo 
atender às características específicas de cada grupo populacional para que os 
resultados dos avaliados venham a apresentar características semelhantes às da 
amostra sobre a qual os referenciais normativos foram idealizados (GUEDES; 
GUEDES, 2006). Nesta perspectiva, a literatura dispõe de várias opções relativas 
às proposições de referenciais normativos, inclusive com informações de 
levantamentos realizados no Brasil (figuras 79 e 80).
TÓPICO 3 | DESCRIÇÃO DOS TESTES FÍSICOS
191
FIGURA 79 – REFERENCIAIS NORMATIVOS PARA ANÁLISE DE RESULTADOS DE TESTES FÍSICOS 
COM BASE EM ESTUDOS REALIZADOS COM MULHERES BRASILEIRAS
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
UNIDADE 3 | TESTES FÍSICOS
192
FIGURA 80 – REFERENCIAIS NORMATIVOS PARA ANÁLISE DE RESULTADOS DE TESTES FÍSICOS 
COM BASE EM ESTUDOS REALIZADOS COM HOMENS BRASILEIROS
FONTE: Guedes; Guedes (2006)
193
Nesse tópico você viu que:
●	 Teste é um procedimento, técnica ou método que pode ser utilizado para coletar 
peculiaridades de uma variável da pessoa avaliada.
●	 Os testes motores caracterizam-se pela realização de uma tarefa específica e são 
divididos conforme a capacidade avaliada.
●	 Há várias opções de testes para avaliar as diferentes capacidades motoras 
associadas aos componentes da aptidão física. Contudo, destaca-se que não é 
possível aplicar apenas um tipo de teste para avaliar o desempenho motor de 
um indivíduo, por isso indica-se a utilização de baterias de testes.
●	 Quando se tratar dos componentes associados à aptidão física relacionada à 
saúde, as baterias de testes devem ser compostas por, no mínimo, três ou quatro 
itens.
●	 Quando se tratar dos componentes associados à aptidão física relacionada ao 
desempenho atlético, as baterias de testes devem conter de seis a oito itens.
●	 Para a avaliação da resistência cardiorrespiratória pode-se utilizar o teste de 
caminhada/corrida de longa distância, bem como, o teste de caminhada/corrida 
de vai-e-vem.
●	 Para a avaliação da força/resistência podem-se utilizar os testes de abdominal, 
de puxada em suspensão na barra, de suspensão na barra e de flexão/extensão 
dos braços sobre o solo. 
●	 Para a avaliação da flexibilidade pode-se utilizar o teste de sentar-e-alcançar, o 
flexiteste, o teste de mobilidade de ombros e o teste de elevação do tronco.
●	 Para a avaliação da velocidade pode-se utilizar os testes de corrida de 50 m, de 
corrida de 10 x 5 e de batimento em placas.
●	 Para a avaliação da potência pode-se utilizar o teste de salto em distância 
“parado” e o teste de arremesso da medicineball.
●	 Para a avaliação da agilidade pode-se utilizar o teste de corrida de ida-e-volta e 
o teste do quadrado.
●	 Não há testes para avaliar a capacidade de coordenação.
RESUMO DO TÓPICO 3
194
●	 Para a avaliação do equilíbrio pode-se utilizar o teste da posição flamingo.
●	 Devem-se respeitar os procedimentos para a execução de cada teste, considerando 
o espaço, os equipamentos, assim como a posição do avaliado nas diferentes 
etapas de cada teste.
●	 Os resultados dos testes físicos devem ser analisados por meio de referenciais 
estabelecidos com base em levantamentos que tenham como objetivo atender às 
características específicas de cada grupo populacional, para que os resultados 
dos avaliados venham a apresentar características semelhantes às da amostra 
sobre a qual os referenciais normativos foram idealizados.
195
AUTOATIVIDADE
1 Explique o que significa o termo “teste”:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
2 No que concerne às informações relativas aos testes físicos, leia atentamente 
as frases a seguir e marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as 
falsas.
( ) Os testes físicos precisam contemplar aspectos relacionados a um grupo 
específico de fatores pertinentes a cada solicitação motora, por isso, são 
independentes dentro do rol das capacidades motoras.
( ) O desempenho motor condiz em um constructo multifatorial resultante 
do comportamento apresentado por um grupo de capacidades motoras.
( ) Pode-se avaliar o desempenho motor de um indivíduo com aplicação de 
um único teste.
( ) As baterias de testes devem conter de seis a oito itens quando se tratar de 
componentes associados à aptidão física relacionada à saúde.
( ) As baterias de testes devem conter de seis a oito itens quando se tratar de 
componentes associados à aptidão física relacionada ao desempenho atlético.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, F, F, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
3 Sobre a aplicação das baterias de testes, leia atentamente as frases a seguir e 
marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) A literatura sugere que as baterias de testes sejam aplicadas em um ou 
em dois dias.
( ) Se o objetivo for aplicar a bateria de testes por completo em um dia, 
indica-se que os testes de flexibilidade devem ser os primeiros a serem 
aplicados, seguidos pelos testes de potência, de velocidade, de agilidade e de 
força/resistência muscular e, por fim, deve-se aplicar os testes que contemplam 
elementos da resistência cardiorrespiratória.
( ) Caso a bateria de testes seja planejada para ser realizada em dois dias, no 
primeiro dia devem ser desenvolvidos os testes de resistência cardiorrespiratória 
e, no segundo dia, deve-se aplicar os testes relacionados à flexibilidade, à 
potência e à força/resistência muscular.
196
( ) Os testes que causam maiores implicações fisiológicas sempre devem ser 
realizados ao final da bateria de testes.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, F, V.
b) ( ) F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F. 
d) ( ) V, V, V, V.
e) ( ) V, V, F, V. 
4 A compreensão dos objetivos de cada teste físico é importante para que se 
obtenha os resultados esperados, conforme o teste aplicado. Considerando o 
objetivo dos diferentes testes físicos, correlacione as informações da Coluna 1 
com aquelas da Coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
(a) Teste de caminhada/
corrida de vai-e-vem.
( ) Avaliar o componente motor associado 
à resistência cardiorrespiratória por meio 
da caminhada/corrida contínua em longas 
distâncias.
(b) Teste de caminhada/
corrida de longa distância.
( ) Avaliar o componente motor associado à 
velocidade de deslocamento, com corrida em 
mesma direção por percurso de 50 m, iniciando-
se na posição parada.
(c) Teste de corrida de ida-
e-volta.
( ) Avaliar o componente motor associado 
à velocidade de membros superiores com 
movimentação de vai-e-vem das mãos.
(d) Teste de corrida de 50 
m.
( ) Avaliar o componente motor associado 
à agilidade através da corrida que envolve 
mudanças de direção com alterações de altura 
do centro de gravidade.
(e) Teste de batimento em 
placas.
( ) Avaliar o componente motor associado à 
resistência cardiorrespiratória em caminhada/
corrida com mudanças de direção em ritmo 
progressivamente mais elevado.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta:
a) ( ) c, a, b, e, d. 
b) ( ) b, a, c, d, e.
c) ( ) b, d, e, c, a.
d) ( ) d, e, c, b, a.
e) ( ) e, b, a, d, c. 
197
5 Sobre os diferentes testes físicos e as capacidades a serem avaliadas, leia 
atentamente as frasesa seguir e marque V para aquelas que forem verdadeiras 
e F para as falsas.
( ) Os testes de abdominal, de puxada em suspensão de barra, de suspensão 
em barra e de flexão/extensão dos braços sobre o solo são testes utilizados para 
a avaliação da força/resistência.
( ) O teste de salto em distância “parado” é um teste muito utilizado para 
avaliar a velocidade.
( ) O teste do flamingo é utilizado com a finalidade de avaliar o equilíbrio.
( ) O flexiteste é um teste que busca avaliar a flexibilidade por meio da 
verificação da amplitude de movimentos do avaliado.
( ) O teste de elevação do tronco possui o objetivo de avaliar a potência 
muscular dos indivíduos.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, V, F.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
6 Sobre a aplicação das baterias de testes, leia atentamente as frases a seguir e 
marque V para aquelas que forem verdadeiras e F para as falsas.
( ) No teste de corrida de ida-e-volta, com o qual busca-se avaliar a agilidade, 
o avaliado inicia o teste correndo à máxima velocidade até dois blocos dispostos 
equidistantes a 9,14 metros da linha de saída. Ao chegar, o avaliado deve pegar 
um dos blocos e retornar ao ponto de partida, depositando esse bloco atrás da 
linha demarcatória.
( ) No teste de salto em distância “parado”, aplicado para avaliar a potência 
muscular, o avaliado deve saltar à frente, com impulso simultâneo das pernas, 
tentando alcançar o ponto mais distante possível.
( ) No teste de mobilidade de ombros, o qual avalia a flexibilidade, o avaliado 
deve tentar tocar a ponta do dedo médio de ambas as mãos por trás das costas, 
com um dos braços por cima do ombro e outro por baixo do cotovelo.
( ) No teste de flexão/extensão dos braços sobre o solo, caracterizado como 
um teste de força/resistência, em decúbito ventral, o avaliado deve flexionar os 
membros superiores até que os cotovelos formem um ângulo de 90º e os braços 
fiquem posicionados paralelamente ao solo, em correto alinhamento entre a 
cabeça, o tronco e os membros inferiores.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, F, V, V. 
b) ( ) V, V, V, V. 
c) ( ) F, V, V, F. 
198
d) ( ) V, F, V, V.
e) ( ) V, F, F, V. 
7 O flexiteste é um teste de flexibilidade que utiliza a análise e a graduação de 
20 movimentos específicos que buscam investigar a amplitude de movimentos 
do avaliado. Nesta direção, cite quais são os 20 movimentos do flexiteste:
_____________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
8 Explique sob qual referencial os testes físicos devem ser analisados:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
9 Explique a finalidade e a forma de aplicação do teste de sentar-e-alcançar.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
10 Descreva qual é o objetivo da utilização do teste de arremesso da medicineball 
e de que forma ele é desenvolvido:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
199
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