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ESTÉTICA FETAL E MECANISMO DO PARTO

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ESTÉTICA FETAL E MECANISMO DO PARTO
	Canal do parto ou trajeto
● Compreendido entre o útero e a fenda vulvar;
● É o canal de passagem do feto para o parto vaginal;
● Se divide em duas partes/constituído por:
○ Trajeto duro: ossos da pelve;
○ Trajeto mole: segmento inferior do útero, vagina, região vulvuperineal – ou seja, se divide em vulva e o períneo propriamente dito. 
	Trajeto mole
● Colo uterino: orifício interno e externo:
○ Apagamento: diminuição da espessura (3,0 cm para menos 0,5 cm);
○ Dilatação: 0 a 10 cm.
O colo uterino é um dos protagonistas e, por isso, sempre damos destaque à sua dilatação quando falamos de parto. É divido em orifício interno e externo em uma mulher que não está em trabalho de parto. Quando ocorre a fase latente, onde se iniciam os pródromos do parto, esse colo vai apagando/afinando até cerca de 0,5 cm. É como imaginar um livro grosso se tornando a espessura de uma folha – assim é o colo uterino em trabalho de parto. Já em relação a sua dilatação ela está em torno de 10cm. 
 ● Vagina.
	Possui uma distensão extrema e muda completamente na preparação e durante do parto. Além disso, volta completamente ao normal após esse período. 
● Região vulvoperineal – se divide em:
○ Vulva; 
	Grandes lábios, pequenos lábios, uretra, clitóris, etc.
○ Períneo;
○ Corpo perineal.
	O períneo e o corpo perineal são de extrema importância, pois sustentam o assoalho pélvico. Eles passam por trás do músculo levantador do ânus, que é um músculo que é cortado na episiotomia (será abordado mais a frente).
	A região vulvoperineal é basicamente definida como todas as estruturas externas a vagina. 
Na imagem podemos observar também uma pequena porção do trajeto duro, que está na pelve, no cóccix. 
	A pelve feminina
● As partes moles do canal do parto são sustentadas pela bacia óssea.
 
	A anatomia básica da pelve é importante saber para a vida. Além disso, é importante saber que existe a pelve verdadeira e a pelve falsa, pois a pelve falsa ou pelve maior, onde se encontram os ossos ilíacos, não faz diferença para o obstetra durante o parto. Já a pelve verdadeira ou pelve menor, ela faz toda diferença, pois é por onde o bebê irá passar. 
	Quanto ao períneo, os músculos que compreendem a musculatura levantadora do ânus (pubococcígeo, puborretal e ileococcígeo) possuem uma íntima ligação com a uretra e a vagina. 
	Trajeto duro
Não é necessário decorar todos os acidentes ósseos. 
● É o canal ósseo do parto;
● Dois ossos ilíacos, sacro, cóccix e pube – é interessante saber também da eminência íleo-púbica, o ramo superior do osso púbico, as espinhas esquiáticas e o promontório, pois são estruturas relacionadas com a entrada do bebê na pelve. 
● Articulações: 
○ Sínfise púbica;
○ Sacroilíacas;
○ Sacrococcígea.
 ● Promontório é o vértice da articulação entre a quinta vértebra lombar e o sacro;
	Trajeto duro
● Estreito superior – aqui já se inicia a pelve verdadeira, onde há a entrada do bebê p/ o mecanismo do parto. 
 ○ Delimitado pelo pube e pelo promontório (as partes mais superiores)
 ● Estreito médio:
 ○ Borda inferior do osso púbico e espinhas isquiáticas.
 ● Estreito inferior:
 ○ Borda inferior do osso púbico, músculos sacroilíacos, músculos isquiococcígeo.
	No estreito inferior possuímos o osso púbico propriamente dito e uma borda pequena do cóccix, mas os músculos sacroilíacos e isquiococcígeo são mais importantes. 
	Estreito superior
● Diâmetro anteroposterior: menor distância entre promontório e sínfise púbica ( 10,5 cm);
 ● Diâmetros oblíquos: das eminências ileopectíneas até as articulações sacroilíacas (12,5 cm);
 ● Diâmetro transverso: maior distância entre a linha terminal de cada lado (13cm).
	É importante saber essas informações para começar a trabalhar a ideia de como o bebê geralmente entra na pelve. Ele vai entrar naturalmente da forma mais fácil p/ de passar e, por isso, a tendência ser pelo diâmetro transverso, ou seja, o maior diâmetro do bebê pelo maior diâmetro da pelve. 
	Diâmetro anteroposterior = Conjugatas 
Todos os diâmetros anteroposteriores são denominados de conjugatas. No caso do estreito superior temos 3 conjugatas que são:
● Conjugata anatômica ou vera anatômica:
○ Borda superior da sínfise púbica ao promontório (11cm).
● Conjugata obstétrica ou vera obstétrica: 
○ Do promontório à face interna da sínfise púbica (10,5 cm).
● Conjugata diagonal ou diagonalis:
○ Borda inferior da sínfise púbica ao promontório (12 cm).
Aqui é necessário saber que a conjugata diagonal é a que tem um maior espaço p/ facilitar a passagem do bebê.
	Estreito médio
● Diâmetro anteroposterior no nível das espinhas ciáticas(12cm).
● Diâmetro transverso é o menor da pelve (10cm):
 ○ Biespinha ciática representam o plano 0 de De Lee;
 ○ Emergem os nervos pudendos.
O momento mais tenso da passagem do bebê pela pelve é pelo diâmetro transverso, pois possui cerca de 10cm. Se ele conseguir passar por ali, é sinal de que o bebê já está quase nascendo no trabalho de parto. 
Além disso, esse diâmetro delimita o plano 0 de De Lee (será abordado mais à frente) e é onde se emerge o nervo pudendo que pode ser anestesiado para fazer uma analgesia local na paciente. 
Podemos concluir que no estreito superior o maior diâmetro é o transverso e no estreito médio ele é o menor, então esse bebê no estreito médio tende a ir para a posição ântero-posterior. É ali que ele “dá uma viradinha”. É possível fazer o controle disso pelo BCF, assim quando o mesmo estiver mais audível no meio (na linha da cicatriz umbilical) próximo à sínfise púbica é porque o bebê está em região anteroposterior e, assim, passando pelo estreito médio. 
Em algumas situações pode não ocorrer de o bebê dar essa “viradinha”, mas não é o comum.
	Estreito inferior
● Diâmetro anteroposterior: borda inferior do osso púbico ao cóccix (9,5 cm)
 ○ pode alcançar 11 cm:
 ○ Conjugata exitus.
 ● Diâmetro transverso: tuberosidades isquiáticas (11cm).
O diâmetro anteroposterior parece ser muito pequeno, mas pode alcançar até 11cm no período expulsivo por meio da própria força da cabeça do bebê que empurra e retifica o cóccix. É denominado também de conjugata exitus. 
O comum é o bebê descer no eixo antero-posterior, mas pode descer pelo eixo lateral. 
	Resumindo
Na entrada da pelve o estreito mais fácil desse bebê passar é o transverso. Dentro da cavidade, o estreito médio (área de manobras) é mais redondo, dando maior facilidade para o bebê virar e mudar de posição. Já na saída ele segue em posição anteroposterior com a cabeça olhando para baixo.
	Planos da bacia
● Planos de De Lee
Nas imagem temos o que chamamos anteriormente de plano 0. É onde estão as espinhas isquiáticas. É importante conseguir identificar onde o bebê está, ou seja, qual a altura da apresentação dele no plano. A principal forma de se fazer isso é através do toque vaginal. É assim que se vê o encaixamento do bebê. Encaixado significa insinuado e ele pode ser considerado insinuado quando alcança o plano 0 de De Lee. Nessa posição do plano não é possível movimentar a cabeça do bebê por meio das manobras. No -3 e no -4, por exemplo, a cabeça mexe bastante e é possível empurrá-la pelo toque, mas no 0 não. 
Existem bebês que não chegam a entrar com a cabeça na pelve verdadeira, pois são muito grandes (4,5kg, 5kg, etc) e, dessa forma, não conseguem passar. 
Na imagem a direita conseguimos visualizar os estreitos. Geralmente o estreito superior está entre -3 e um pouco do -2, o estreito médio vai de -1 a quase +1, enquanto o inferior passa do +1 e vai quase até +3 que é o final, a parte expulsiva do bebê.
	Estudo da estática fetal
● Relações do feto com a bacia e o útero – como o feto se comporta dentro do útero e a bacia, ou seja, sua posição de forma geral. 
 ● É determinada pela palpação abdominal (manobras de Leopold), exame vaginal (plano de De Lee) e ausculta do feto (BCF) – a ausculta nos guia tanto quanto a palpação do abdome quanto ao exame vaginal. O conjunto dessas três vertentes é de fundamental importância para o mecanismo do parto, dessa forma é muito

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