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na Paula é empregada da sociedade empresária Laticínios Leite Bom Ltda., na qual exerce a função de auxiliar de serviços gerais e recebe a importância correspondente a 1 salário-mínimo por mês. Desejando tornar-se microempreendedora individual para realizar venda de doces por conta própria, Ana Paula pediu demissão. Ocorre que, durante o aviso prévio descobriu que estava gravida. Considerando a situação de fato e o que dispõe a CLT e a CF, Ana Paula teria direito estabilidade gestante e poderia continuar no emprego?
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Jonine Luiz

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Sim, Ana Paula tem direito à estabilidade gestante, mesmo após ter pedido demissão. De acordo com a Constituição Federal (art. 7º, inciso XVIII) e a CLT (art. 391-A), a empregada gestante tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, não podendo ser demitida sem justa causa nesse período. No caso, embora Ana Paula tenha pedido demissão, a estabilidade gestante a protege contra a rescisão voluntária do contrato, pois a demissão nesse período pode ser considerada nula. Assim, ela poderia requerer a reintegração ao emprego ou a indenização correspondente. Portanto, Ana Paula tem direito à estabilidade gestante e poderia continuar no emprego, mesmo após o pedido de demissão, desde que comprove a gravidez durante o aviso prévio.

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