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A respeito do estudo da composição do interior do planeta Terra, leia o texto abaixo:

No século XIX, os cientistas especulavam sobre a constituição interna da Terra. Charles Darwin, por exemplo, depois de testemunhar erupções vulcânicas e terremotos nos Andes, sugeriu, já na primeira metade daquele século, que a Terra era composta por uma fina casca, que denominamos crosta, ao redor de uma massa fundida. Na segunda metade do século, partindo de estimativas para o raio e a massa da Terra, a densidade média terrestre foi calculada em 5,5 g/cm3 aproximadamente. Uma vez que essa densidade é maior que a da grande maioria das rochas expostas na superfície terrestre (2,5 a 3,0 g/cm3), concluiu-se que pelo menos parte do interior terrestre deveria ser composta por material muito denso. Usando os sideritos e os meteoritos pétreos como analogia, sugeriu-se, ainda no final do século XIX, que a Terra teria um núcleo composto por uma liga metálica de ferro e níquel, envolto por um manto de silicatos de ferro e magnésio. Antes da utilização da sismologia para desvendar a estrutura terrestre, essas ideias representavam meras especulações.

(Decifrando a Terra. Companhia Editora Nacional.)
De acordo com o exposto no texto, qual a alternativa correta?
a) Pelo menos parte do interior terrestre deveria ser composta por material muito denso.
b) A porção interna do planeta seria formada por material volátil, com elevada temperatura.
c) A parte inferior à crosta seria composta por material poroso.
d) A camada imediatamente inferior à crosta seria constituída por plasma, semelhante ao encontrado no Sol.
e) A parte inferior à crosta seria formada apenas por hidrogênio e hélio.
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Analisando o texto, temos as seguintes informações importantes: - A densidade média da Terra é cerca de 5,5 g/cm³, maior que a densidade das rochas da superfície (2,5 a 3,0 g/cm³). - Isso indica que parte do interior da Terra é composta por material muito denso. - Sugere-se que o núcleo é formado por uma liga metálica de ferro e níquel. - O manto é composto por silicatos de ferro e magnésio. Agora, analisando as alternativas: a) Pelo menos parte do interior terrestre deveria ser composta por material muito denso. → Correta, está de acordo com o texto. b) A porção interna do planeta seria formada por material volátil, com elevada temperatura. → Incorreta, o texto fala em material denso, não volátil. c) A parte inferior à crosta seria composta por material poroso. → Incorreta, o texto não menciona material poroso. d) A camada imediatamente inferior à crosta seria constituída por plasma, semelhante ao encontrado no Sol. → Incorreta, não há menção a plasma. e) A parte inferior à crosta seria formada apenas por hidrogênio e hélio. → Incorreta, o texto fala em ferro, níquel e silicatos, não hidrogênio e hélio. Portanto, a alternativa correta é: a) Pelo menos parte do interior terrestre deveria ser composta por material muito denso.

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“Quando se aproximam do rei, caem de joelhos e cobrem suas cabeças com pó, que é uma forma de mostrar respeito. Quando seus reis morrem, constroem seu túmulo em forma de cúpula de madeira. Então, levam-nos em uma cama coberta com alguns tapetes e os introduzem dentro da cúpula. Colocam junto seus ornamentos, suas armas e a vasilha que usavam para comer e beber, cheia de comidas e bebidas diversas. Colocam ali também os homens que lhes serviam a comida, fecham a porta da cúpula e a cobrem com esteiras e objetos. Reúnem depois o povo, que joga terra em cima do túmulo até que se forme um monte.” (Relato do geógrafo árabe Al-Bakri, no século XI, sobre o sepultamento dos reis de Gana, In: Regiane Augusto de Matos. História e Cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.p.21)
No relato de Al-Bakri sobre o sepultamento dos reis de Gana no século XI, identifica-se
a) a obrigatoriedade de sacrificar os servidores do rei, comum à maioria das populações da África Negra antes da chegada dos europeus.
b) a banalização da morte entre as populações de Gana, pois a crença em uma vida além-túmulo tornava-a um fenômeno aceito com naturalidade.
c) a cultura de um povo não cristão, em estágio de barbárie, e por isso carregado de violência contra os membros de sua própria sociedade.
d) a veneração do rei por seus súditos, o que explica o sacrifício dos servidores de alimentos do rei por ocasião da morte do soberano.
e) a prática religiosa de se oferecerem objetos de uso pessoal aos mortos, independentemente da categoria social a que pertencessem.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização deste é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

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