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A dosagem de Amônia plasmática e o teste de Ácidos Biliares séricos são ferramentas valiosas, porém avaliam facetas metabólicas distintas do complexo hepático. Um cão, Maltês, fêmea, 1 ano, apresenta sinais neurológicos intermitentes (encefalopatia hepática). Seus níveis de amônia estão extremamente elevados, mas os ácidos biliares basais estão normais.
Baseando-se no ciclo da amônia, qual a explicação bioquímica correta para o acúmulo de amônia no sangue periférico e qual a origem metabólica primária desse composto?
A) A amônia é produzida exclusivamente no baço através da quebra de plaquetas velhas e acumula-se quando há fibrose esplênica primária.
B) A amônia é gerada no trato gastrointestinal por catabolismo proteico e ação bacteriana, sendo absorvida e convertida em ureia pelo fígado saudável via ciclo da ureia (ornitina). O desvio vascular (shunt) ou a falência hepática severa impedem essa conversão, acumulando amônia livre que atravessa a barreira hematoencefálica.
C) A amônia acumula-se porque os rins deixam de filtrá-la em casos de nefropatia glomerular concomitante, mimetizando uma doença hepática.
D) O acúmulo de amônia decorre da conversão espontânea de albumina plasmática em gases nitrogenados voláteis dentro da veia porta.
E) A amônia elevada indica que o animal possui uma dieta isenta de nitrogênio, forçando os hepatócitos a sintetizarem amônia a partir de lipídeos.
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A explicação correta baseia-se no fato de que a amônia é produzida principalmente no trato gastrointestinal pela degradação de proteínas e pela ação bacteriana. Normalmente, essa amônia é absorvida e levada ao fígado, onde é convertida em ureia pelo ciclo da ureia (que envolve a ornitina). Quando há um desvio vascular (shunt) ou falência hepática severa, essa conversão não ocorre adequadamente, resultando no acúmulo de amônia livre no sangue, que pode atravessar a barreira hematoencefálica e causar encefalopatia hepática. Portanto, a alternativa correta é: B) A amônia é gerada no trato gastrointestinal por catabolismo proteico e ação bacteriana, sendo absorvida e convertida em ureia pelo fígado saudável via ciclo da ureia (ornitina). O desvio vascular (shunt) ou a falência hepática severa impedem essa conversão, acumulando amônia livre que atravessa a barreira hematoencefálica.

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A diferenciação clínica e laboratorial entre a Insuficiência Renal Aguda (IRA) e a Doença Renal Crônica (DRC) é crucial para o estabelecimento do prognóstico e manejo terapêutico no paciente veterinário. Um felino sem raça definida, 3 anos, foi internado após suposta ingestão de lírios (planta altamente nefrotóxica para gatos). Exames revelam azotemia grave de evolução rápida, associada a rim de tamanho normal a aumentado à ultrassonografia e presença de cilindros epiteliais e granulosos no sedimento urinário.
Qual conjunto de achados laboratoriais melhor caracteriza a fisiopatologia da IRA deste paciente em comparação com um paciente portador de DRC estádio avançado?
A) IRA: Anemia normocítica normocrômica arregenerativa grave por deficiência de eritropoietina; DRC: Hematócrito normal.
B) IRA: Densidade urinária persistentemente isostenúrica com perda progressiva crônica de potássio; DRC: Densidade urinária flutuante com hiperpotassemia grave imediata.
C) IRA: Início abrupto da azotemia, potássio sérico frequentemente elevado (hipercalemia) em quadros oligúricos/anúricos, sedimento urinário ativo (cilindrúria de descamação); DRC: Anemia arregenerativa crônica, rins reduzidos e de contornos irregulares, perda crônica de peso.
D) IRA: Hipercalcemia crônica marcada por hiperparatireoidismo secundário renal; DRC: Hipocalcemia imediata por deposição tecidual de oxalato.
E) IRA: Elevação isolada da ureia sem alteração de creatinina; DRC: Elevação isolada de creatinina sem alteração de ureia.