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Exame do tórax - Sitema Respiratório 1 🫁 Exame do tórax - Sitema Respiratório Manole Educação: Acesso ao site Prover conteúdo essencial à formação do estudante, do profissional e do público em geral por meio de experiências únicas e excelentes. Manter um relacionamento sustentável com toda a https://ava2.manoleeducacao.com.br/mod/vimeoplayer/view.ph p?id=14181 Bates, capítulo 8 Porto, capítulo 38 ao 41 Anatomia Eixo vertical: O número de espaços interscostais entre as duas coeselas é o mesmo número da costela acima Através do ângulo do esterno é possível achar a costela II e sua cartilagem costal, logo abaixo é possível identificar o segundo eapaço intercostal https://ava2.manoleeducacao.com.br/mod/vimeoplayer/view.php?id=14181 Exame do tórax - Sitema Respiratório 2 A extremidade inferior da escápula constitui outra referência óssea útil, ela se encontra no nível da costela VII ou espaço intercostal Exame do tórax - Sitema Respiratório 3 Os processos espinhosos das vértebras representam outro marco útil Circunferência do tórax: Exame do tórax - Sitema Respiratório 4 Pulmões, fissuras e lobos; Exame do tórax - Sitema Respiratório 5 Exame do tórax - Sitema Respiratório 6 Localizações no tórax: Termos anatômicos gerais usados para identificar achados no tórax, como: Exame do tórax - Sitema Respiratório 7 supraclavicular - acima das clavículas infraclavicular - abaixo das cláviculas interescapular - entre as escápulas infraescapular - abaixo das escápulas bases pulmonares - as partes mais inferiores campos pulmonares superior, médio e inferior Os achados do exame físico correlacionam-se aos lobos subjacentes Os sinais detectados no campo pulmonar superior direito, por exemplo, quase certamente têm origem no lobo superior direito (LSD) Contudo, os sinais no campo pulmonar médio direito, identificados na região lateral, porém, podem provir de qualquer um dos três lobos diferentes. Traqueia e brônquios principais: Os sons respiratórios auscultados sobre a traqueia e os brônquios são mais rudes do que aqueles auscultados sobre o parênquima pulmonar mais denso Brônquio principal direito - mais largo, mais curto e mais vertical do que o esquerdo e penetra diretamente no hilo do pulmão Brônquio principal esquerdo - estende-se inferolateralmente desde sob o arco aórtico e anterior ao esôfago e parte torácica da aorta e penetra no hilo pulmonar Cada brônquio principal, em seguida, divide-se em brônquios lobares, depois, em brônquios segmentares e bronquíolos, terminando nos alvéolos pulmonares, onde ocorre a troca gasosa. Exame do tórax - Sitema Respiratório 8 Pleuras: Parietal - reveste a cavidade pleural ao longo da parte interna da caixa torácica Visceral - cobre a superfície externa dos pulmões Entre as duas pleuras está o espaço pleural, que contém o líquido pleural seroso que proporciona a tensão superficial e mantém o pulmão em contato com a parede torácica, possibilitando a expansão e contração do pulmão durante a respiração Respiração: O diafragma é o principal músculo da inspiração Durante a inspiração, o diafragma se contrai, desce e expande a cavidade torácica, comprimindo o conteúdo abdominal e empurrando para fora a parede abdominal Na expiração, a parede torácica e os pulmões retraem-se, o diafragma relaxa e eleva-se passivamente A respiração normal é tranquila e fácil Durante a prática de exercícios físicos e em determinadas doenças, faz-se necessário um esforço respiratório adicional, e os músculos acessórios são recrutados Exame do tórax - Sitema Respiratório 9 Anamnese Sintomas e sinais: Dor torácica - característica da dor pleurítica Tosse - aguda (<3 semanas); sub-aguda e crônica (>8 semanas) Expectoração - observar volume, cor, odor, transparência e consistência Escarro seroso: transparente; contém água, eletrólitos, proteínas e é pobre em células Escarro mucoide: geralmente branco; contém muita água, proteínas, mucoproteínas, eletrólitos e apresenta celularidade baixa Escarro purulento: amarelo ou verde; rico em piócitos e células Escarro hemoptóico: com raias de sangue ou sangue vivo Expectoração típica do edema agudo de pulmão: aspecto seroso, semelhante à espuma, ocasionalmente com coloração rósea pela presença de hemácias ou raias de sangue (plasma + hemáticas) Hemoptise Vômica Pode ser única ou fracionada, proveniente do tórax ou do abdome Na maioria das vezes, origina-se de abcessos ou cistos, sem sempre localizados no tórax, mas que drenam para os brônquios Causas mais frequentes: abcesso pulmonar, empiema, mediastinites supuradas, cisto hidático Dispneia Sibilância - chiado ou chieira Rouquidão Cornagem/estridor Exame do tórax - Sitema Respiratório 10 Técnicas de exame Região posterior do tórax e dos pulmões - paciente sentado Região anterior do tórax e dos pulmões - paciente em decúbito dorsal Ordem: 1. Inspeção 2. Palpe 3. Percute 4. Ausculte Visualize os lobos subjacentes e compare o campo do pulmão direito com o esquerdo Observe qualquer assimetria Observe: FR Ritmo Profundidade Esforço respiratório Um adulto hígido respira suave e regularmente com uma FR de aproximadamente 20 incursões por minuto Sinais de angústia respiratória: FR < 20 incursões/minuto Cor do paciente - cianose (lábios, língua e mucosa oral) ou palidez indicam falta de ar Palidez e sudorese (diaforese) - comuns na insuficiência cardíaca Sibilos audíveis durante a inspiração no pescoço ou nos pulmões indicam dificuldade na respiração sibilos inspiratórios de tom alto audiveis, ou estridor, são um sinal desfavorável de obstrução das vias respiratórias superiores da laringe ou na traqueia Exame do tórax - Sitema Respiratório 11 Contração dos músculos acessórios da respiração (esternocleidomastóideos e escalenos) ou retração supraclavicular Contação dos músculos intercostais ou oblíquos do abdome durante a expiração Traqueia deslocada da linha média Formato do tórax - mais largo do que profundo Baqueteamento digital Exame da região posterior do tórax 1. Inspeção: Observe o formato e movimentação do tórax Deformidades ou assimetrias na expasão do tórax Retração muscular anormal nos espaços intercostais ou durante a insiração, mais visível na parte inferior dos espaços intercostais Alterações unilaterais ou bilaterais do movimento respiratório ou retardo unilateral desse movimento Observar: Presença de tiragem: retração dos EICs, sub-costal, fossas supraclaviculares e/ou fúrcula, que ocorre pela uso dos músculos respiratórios acessórios e pelo aumento da pressão negativa no espaço pleural ⚠ PORTO Inspeção estática Formato do tórax Tórax em tonel ou globoso: aumento do diâmetro AP retificação das costelas cifose da coluna dorsal acentuada Tórax enfundibuliforme ou de sapateiro: depressão na parte inferior do esterno e epigástrica Exame do tórax - Sitema Respiratório 12 Movimentos paradoxais —> tórax instável, há retração do gradil costal durante a inspiração, ocorre nos traumas torácicos Uso da musculatura acessória Chiado —> é o sibilo audível sem esteto Tempo expiratório prolongado (asma ou DPOC) Posição da traqueia —> só será visualizada se for um desvio grande Respiração do tipo paradoxal retração da parede abdominal na inspiração (movimento em gangorra) —> indica fadiga muscular do diafragma, sendo geralmente congênito ou pessoas com problemas respiratórios graves na infância (ventilação mecânica) Tórax cariniforme: esterno é proeminente e as costelas horizontalizadas causas: congênito ou adquirido (ex. raquitismo na infância) Exame do tórax - Sitema Respiratório 13 um sinal de eminente falência respiratória ou paralisia diafragmática (lesão do n. frênico) (assincronismo entre o movimento do tórax e abdominal) 2. Palpação: Ordem: 1. Temperatura e lesões 2. Expansibilidade 3. Frêmito toracovocal Concentre-se em regiões que apresentam hipersensibilidade ou esquimoses na expansão respiratóriae no frêmito Identifique regiões de hipersensibilidade, observe creptação palpável Avalie as anormalidade cutâneas Avalie a expansão torácica (excursão pulmonar) - expansibilidade dos ápices pulmonares Tórax cônico ou em sino: parte inferior é alargada ex. ascites volumosas e nas hepatoesplenomegalias frequente em bebês Tórax cifótico: a curvatura da coluna dorsal é exagerada forma uma globosidade Tórax cifoescoliótico (cifose + escoliose) Exame do tórax - Sitema Respiratório 14 Frênito toracovocal (FTV) - vibrações das cordas vocais transmitidas à parede torácica Palpe os dois pulmões para determinar se o frêmito toracovocal é simétrico (peça ao paciente para falar “33”), usando a região ulnar da mão ou a região do metacarpo falangeana o frêmito é mais intenso nas pessoas de voz grave, ne região interescapular, nas bases (> à D) diminuição ou desaparecimento do frêmito: quando a voz suave ou a transmissão está comprometida por parede torácica espessa (barreira impedindo a propagação da vibração), obstrução brônquica, DPOC ou derrame pleural, fibrose, ar (pneumotórax), pleurite seca (paquipleuris), atelectasia ou um tumor infiltrante Tórax plano (ou chato) redução do diâmetro AP (anteroposterior) geralmente em pacientes “muídos” e magros Pele: Avaliar: coloração, presença de lesões elementares, circulação colateral, turgor, hidratação Exame do tórax - Sitema Respiratório 15 diminuição simétrica do FTV: asma, enfisema, bronquite crônica e obesidade aumento do FTV: nas consolidações pulmonares (pneumonia, infarto pulmonar, tuberculose), bronquiectasias (só se houver secreção dentro) e congestão pulmonar por IC (pode, mas não costuma) na palpação posteior ficar à E do paciente e ver o FTV com a mão direita ainda por trás; a seguir, passar para frente do paciente Frêmito brônquico - sensação tátil dos estertores Frênito pleural - resulta da sensação tátil do ruído de atrito pelural, provocado pelas duas superfícies rugosas dos folhetos pleurais e que muitas vezes precede os derrames Inspeção dinâmica FR Tipo respiratório tóraco-abdominal abdominal (ou diafragmática) torácico Normal (Bates): em pé - predomínio do tóraco- abdominal; deitado - predomínio da respiração abdominal Exapansibilidade do tórax (simétrica?) Ritmo respiratório Exame do tórax - Sitema Respiratório 16 ⚠ Patologias frequentes: Pneumonia: tórax sem expansibilidade, não altera o tamanho do pulmão, Derrame pleural: líquido entre as pleuras Pneumotórax: ar entre as pleuras Atelectasia: retirada do ar dos alvéolos por obstrução de um brônquio, desvio de mediastino Palpação estática: Avalia lesões superficiais Sensibilidade dolorosa Contraturas musculares Temperatura da pele Sudorese Gânglios axilares e supraclaviculares Edema de parede Enfisema subcutâneo - ar dentro do tecido subcutâneo, ocorre no pneumotórax hipertensivo, no pneumomediastino —> mais evidente nas fossas supraclaviculares e EIC (”o ar sobre”) 3. Percussão: Exame do tórax - Sitema Respiratório 17 Uma das técnicas mais importantes do exame físico Põe em moviemento a parede torácica e os tecidos subjacente, produzindo sons audíveis e vibrações palpáveis Ajuda a determinar se os tecidos subjacentes estão cheios de ar, de líquido ou consolidados Não ajuda na detecção de lesões profundas Observe modificações nas notas de percussão sobre diferentes tipos de materiais ou partes distintas do corpo Sons dos pulmões normais: ressoantes - som claro pulmonar som timpânico no espaço de Traube (bolha do estômago) som submaciço na região inferior do esterno (mediastino) som maciço na região: inframamária direita (macicez hepática) precordial (pode) Cinco notas de percussão: diferem em suas características sonoras básicas - intensidade, tom e duração Exame do tórax - Sitema Respiratório 18 A macicez substitui a ressonância (som claro atimpânico) quando líquido ou tecido sólido substituem o pulmão cheio de ar ou ocupam o espaço pleural situado embaixo dos dedos que realizam a percussão pneumonia lobar, na qual os alvéolos são preenchidos por líquido e células sanguíneas; e acúmulo pleural de líquido seroso (derrame pleural), sangue (hemotórax), pus (empiema), tecido fibroso ou tumor A hipersonoridade generalizada é mais comum sobre as regiões pulmonares hiperinsufladas da DPOC ou asma hipersonoridade unilateral sugere um grande pneumotórax ou uma grande bolha preenchida por ar Exame do tórax - Sitema Respiratório 19 Nível anormalmente elevado do diafragma sugere um derrame pleural ou um hemidiafragma elevado da atelectasia ou paralisia do nervo frênico Estime a amplitude da excursão diafrgmática, determinando a distância entre o nível de macicez na expiração total e o nível de macicez na inspiração completo Percuta o tórax em locais simétricos de cada lado, desde o ápice até as bases pulmonares Identifique a descida do diafragma, ou a excursão diafragmática Percuta no sentido caudal em etapas progressivas até que a maciez substitua nitidamente a ressonância 4. Ausculta: Compreende: a. sons respiratórios b. ruídos adventícios c. sons da voz falada ou sussurada(quando hpuver anormalidades Antes de começar a ausculta peça ao paciente para tossir uma ou duas vezes para limpar a atelectasia leve ou muco das vias respiratórias que pode produzir ruídos extra Exame do tórax - Sitema Respiratório 20 Use o mesmo padrão da percussão, comparando as regiões simétricas dos pulmões Os sons respiratórios constumam ser mais altos nos campos pulmonares posteriores e inferiores Respiração superficial ou parede torácica espessa modifica a intensidade dos sons respiratórios O hiato sugere sons respiratórios brônquicos Sons respiratórios/sons pulmonares: Importante identificar os sons repiratórios por sua intensidade, seu tom e pela duração relativa de suas fases inspiratória e expiratória Em pacientes frios ou tensos, observe sons da controlação muscular —>rumores abafados, de tom grave ou tipo rugido Se forem auscultados sons broncovesiculares ou brônquicos em localizações distantes dessas enumeradas, suspeite de sisbtituição do pulmão repleto de ar por tecido pulmonar cheio de líquido ou consolidado Sons normais (Porto): som traqueal som brônquico Exame do tórax - Sitema Respiratório 21 murmúrio vesicular som broncovesicular Sons anormais (Porto): Descontínuos: estertores finos (crepitantes) e grossos (bolhosos) Contínuos: roncos, bilios e estridor Sons vocais (Porto) Broncofonia, egofonia, pectorilóquia fônica e afônica Sons adventícios/adcionais: a pesquisa de sons adicionais superponhe os sons respiratórios habituais estertores, sibilos e roncos possibilita o diagnóstico de patologias cardíacas e pulmonares Estertores: sons não musicais descontínuos que podem ser: inspiratórios iniciais (DPOC) bifásicos (pneumonia) inspiratórios tardios (fibrose pulmonar) resulta de várias minúsculas “explosões” quando pequenas vias respiratórias, desinsufladas Roncos: considerado por alguns como variantes dos sibilos, surgem a partir do mesmo mecanismos usados para descrever os sons de secreções em grandes vias respiratórias que podem ser alterados com a tosse, porque existe secreções Estridor: som musical contínuo, alta frequência Exame do tórax - Sitema Respiratório 22 durante a expiração, abremse durante a inspiração podem surgir de anormalidades do parênquima pulmonar - pneumonia, doença pulmonar intesticial, fibrose pulmonar, atelectasia, insuficiência cardíaca - ou das vias respiratórias - bronquite, bronquiectasia Estertores finos: + suaves; + agudos; + frequentes que os grosseiros; + curto auscultados do meio ao final da inspiração, especialmente nas regiões dependentes do pulmão e mudam de acordo com a posição do corpo gerados pela “abertura inspiratória repentina de pequenas vias respiratóriasmantidas próximas durante a expiração anterior” não mudam com a tosse ex.: fibrose pulmonar e doenças pulmonares intersticiais, como fibrose intersticial e pneumonite intersticial Estertores grosseiros: bifásicos; ocorrem na inspiração inicial e duram ao longo da expiraçã apresentam estalidos produzido durante o fluxo de ar através de um estreitamento no sistema respiratório superior mais bem auscultado no pescoço durante a inspiração, mas pode ser bifásico causas da obstrução da via respiratória subjacente incluem estenose traqueal devido a intubação, edema das vias respiratórias após remoção de aparelho, epiglote, corpo estranho e anafilaxia justifica-se intervenção imediata Atrito pleural: não musical rangido de baixa frequência e descontínuo surge da inflamação e aspereza da pleural visceral conforme deslica pela pleura parietal bifásico, auscultado durante a inspiração e a expiração frequentemente mais bem auscultado nas axilas e nas bases pulmonares Exame do tórax - Sitema Respiratório 23 são auscultados em qualuqer região pulmonar e não variam com a posição do corpo duração mais longa e menor frequência mudam ou desaparecem com a tosse e são transmitidos para a boca ex.: DPOC, asma, bronquiectasia, penumonia e insuficiência cardíaca sons musicais contínuos Sibilos: ocorrem durante o fluxo de ar rápido quando as vias respiratórias brônquicas estão estreitadas até quase ao ponto de fechar podem ser inspiratórios, expiratórios ou bifásicos podem ser localizados, devido a um corpo estranho, tampão de muco ou tumor ou auscultados em todo o pulmão típicos da asma, eles podem ocorrer em várias doenças pulmonares como as vias respiratórias tornam-se mais estreitas, os sibilos toramse menos audíveis, culminando finalmente no “tórax Se forem auscultados estertores, observar: intensidade, tom e duração número momento de ocorrência no ciclo respiratório localização na parede torácica persistência de seu padrão entre um ciclo respiratório e outro qualquer alteração após tosse ou modificação na posição do paciente O desaparecimento dos estertores, sibilos ou roncos após tossir ou modificar a postura sugere a existência de secreções espessadas, como ocorre na bronquite ou na bronquiectasia Exame do tórax - Sitema Respiratório 24 silencioso” da asma grave, que demanda intervenção imediata surgem nas vias respiratórias estreitadas em decorrência de asma, DPOC e bronquite Ausculta da voz: Se for auscultada respiração broncovesicular ou brônquica em localização anormal, devem ser avaliadas as vozes falada e cochichada Ausculte regiões simétricas da parede torácica no caso de suspeita de ressonância vocais anormais para pneumonia e derrame pleural Egofinia - solicite que o paciente diga “I”, normalmente será ouvido um i longo e abafado - egofonia (som metálico) Broncofinia - solicite que o paciente diga “33”, o normal é que se ouça um som abafado e indistinto; sons vocais mais intensos e nítidos são denominados broncofonia Pectorilóquia afônica - solicite ao pacietne que sussure “33”; a voz sussurrada normalmente é auscultada como um som baixo e insitinto, se o for Maior transmissão de ruídos sugere que as vias respiratória estão bloqueadas pela inflamação ou secreções Exame do tórax - Sitema Respiratório 25 Sons sussurrados mais intensos e nítidos são denominados pectorilóquia afônica. Ritmo respiratório Normal: FR cerca de 14 a 20 incursões por minuto; 44 em recém- nascidos Respiração lenta - bradipneia: lenta com ou sem aumento do volume corrente; pode ser consequente a uremia, depressão respiratória induzida por fármaco e aumento da pressão intracraniana Respiração suspirosa: suspiros frequentes; sugere síndrome de hiperventilação, causa frequente de dispneia e tontura Respiração rápida profunda - hiperneia ou hiperventilação: Respiração de Biot - atáxica: irregular, com períodos de apneia alternados com respirações profundas regulares que param subitamente por intervalos curtos; causam incluem meningite, depressão respirat´roia e lesão cerebral, tipicamente no nível do bulbo Respiração de Kussmaul: quatro fases; (1) inspiração ruidosas, Exame do tórax - Sitema Respiratório 26 Respiração rápida e superficial - taquipneia: inúmeras causas, incluindo intoxicação por salicatos, doença pulmonar restritiva, dor torácica de caráter pleurítico e diafragma elevado Respiração de Cheyne-Stokes: período de respiração profunda alternados com períodos de apneia; normal em crianças e adutlos mais velhos durante o sono; causas incluem insuficiência cardíaca, uremia, depressão respiratóra induzida por fármaco e lesão cerebral gradativamente mais amplas, alternadas com inspirações rápidas e de pequena amplitude; (2) apneia em inspiração; (3) expiração ruidosas gradativamente mais profundas alternadas com inspirações rápidas e de pequena amplitude; (4) apneia em expiração Dispneia: movimentos amplos e rápidos Respiração obstrutiva: na doença pulmonar obstrutiva, a expiração é prolongada, porque as vias respiratórias estreitadas aumentam a resistência ao fluxo de ar. As causas incluem asma, bronquite crônica e DPOC. Exame do tórax - Sitema Respiratório 27 Dor pleurítica Dor causada pela inflamação da pleura parietal Características: L: bem localizada (no local da pleura q está irritado) I: moderada a intensa C: em facada, aguda I: sem irradiação D: persistente E: variável, de acordo com a cura do processo F desencadeantes/agravantes: tosse, inspiração profunda, é ventilatório- dependente F atenuantes: decúbito lateral do lado afetado (diminuí o movimento dos folhetos e consequentemente a dor), respiração superficial (de baixa amplitude) ou diafragmática (inconsciente) F acompanhantes: dependem da doença que está causando Causas: pneumonia, neoplasia, pneumotórax (pode), pleurisia... (qualquer fator que agrida a pleura parietal, como por ex uma TB q acometa a pleura primariamente ou por contiguidade) Síndromes broncopulmonares e pleurais Exame do tórax - Sitema Respiratório 28 (Porto) 1. Síndromes brônquica Asma brônquica Bronquite crônica da DPOC Bronquiectasia Infecção brônquicas Sintomas: dispneia e tosse, mas podem estar ausentes Inspeção: dispneia, tórax em posição de inspiração profunda e tiragem Palpação: frêmito toravocal normal ou diminuído Percussão: normal ou hipersonoridade Ausculta: diminuição do murmúrio vesicular com expiração prolongada, sibilos predominantemente expiratórios em ambos os campos pulmonares; pode haver roncos e estertores grossos 2. Síndromes paranquimatosas Síndrome de consolidação pulmonar sintomas: tosse produtiva, dispeneia, dor torácica inspeção: expansibilidade diminuída palpação: expansibilidade diminuída e frêmito toracovocal aumentado percussão: submacicez ou macicez ausculta: respiração brônquica substituindo o murmúrio vesicular, sopro tubário, Bronquiectasia Derrame Pleural Atelectasia Asma Exame do tórax - Sitema Respiratório 29 broncofonia ou egofonia, pectorilóquia e estertores finos Atelectasia sintomas: dispneia, tosse seca inspeção: retração do hemitórax e tiragem; desvio da traqueia para o lado da lesão palpação: expansibilidade diminuída e frêmito toracovocal diminuído ou abolido percussão: submacicez ou macicez ausculta: som broncovesicular. Ressonância vocal diminuída Enfisema pulmonar sintomas: dispneia inspeção: expansibilidade diminuída e tórax em tonel nos casos avançados palpação: expansibilidade diminuída, frêmito toracovocal diminuído percussão: sonoridade pulmonar normal no início e hipersonoridade à medida que a enfermidade se agrava ausculta: murmúrio vesicular diminuído. Fase expiratória prolongada. Ressonância vocal diminuída Congestão passiva dos pulmões sintomas: dispneia, tosse seca ou com expectoração rósea inspeção: expansibilidade normal ou diminuída Asma Enfisema pulmonar PneumotóraxBronquite Crônica Exame do tórax - Sitema Respiratório 30 palpação: expansibilidade e frêmito toracovocal normal ou aumentado percussão: submacicez nas bases pulmonares ausculta: estertores finos nas bases dos pulmões (principal achado). Prolongamento do componente expiratório quando há broncospasmo. Ressonância vocal normal. Escavação ou caverna pulmonar sintomas: tosse seca com expectoração purulenta ou hemóptica inspeção: expansibilidade diminuída na região afetada palpação: expansibilidade diminuída e frêmito toracovocal aumentado (se houver secreção) percussão: sonoridade normal ou som timpânico ausculta: som broncovesicular ou brônquico no lugar do murmúrio vesicular, ressonância vocal aumentada ou pectorilóquia 3. Síndromes pleurais: Síndrome pleurítica sintomas: dor torácica ventilatória dependente inspeção: expansibilidade diminuída palpação: expansibilidade e frêmito toracovocal diminuídos percussão: sonoridade normal ou submacicez Edema pulmonar Exame do tórax - Sitema Respiratório 31 ausculta: atrito pleural, que é o principal dado semiológico Síndrome de derrame pleural sintomas: dispneia, tosse, dor torácica inspeção: expansibilidade diminuída; traqueia e mediastino desviado par ao lado sadio palpação: expansibilidade diminuída e frêmito toracovocal abolido na área do derrame e aumentado na área do pulmão em contato com o líquido pleural percussão: macicez ausculta: murmúrio vesicular abolido na área do derrame, egofonia e estertores finos na área do pulmão em contato com o líquido pleural na parte mais alta do derrame Síndrome pleural aérea ou de pneumotórax sintomas: dispneia, dor torácica inspeção: normal ou abaulamento dos espaços intercostais quando a quantidade de ar é grande palpação: expansibilidade e frêmito toracovocal diminuídos percussão: hipersonoridade ou som timpânico, sendo este o dado que mais chama a atenção ausculta: murmúrio vesicular diminuído. Ressonância vocal diminuída Exame do tórax - Sitema Respiratório 32 Pneumonia Hepaticação do parênquima pulmonar Inspeção: menor expansibilidade local Palpação: menor expasibilidade e aumento do FTV Percussão: som maciço ou submaciço Ausculta: diminuição do murmúrio vesicular, presença de crepitantes e broncofonia Exame da reigão anterior do tórax Inspeção Palpação Exame do tórax - Sitema Respiratório 33 Percussão Palpação do frêmito Exame do tórax - Sitema Respiratório 34 Ausculta: Doenças do brônquios, pulmões e pleuras (Porto) Asma brônquica Doença pulmonar obstrutiva crônica Bronquiectasias Exame do tórax - Sitema Respiratório 35 Pneumonias Abscesso pulmonar Tuberculose Micoses pulmonares Fibrose pulmonar idiopática Pneumoconioses Tromboembolia pulmonar Hipertensão arterial pulmonar Insuficiência respiratória Neoplasias pulmonares Neuplasias pleurais Pneumotórax Dor torácica: Cardiovascular: angina de peito infarno do miocárdio pericardite dissecção aórtica Pulmonar: dor pleurítica Gastrointestinal e outros doença por refluxo gastrintestinal espasmo esofágico difuso dor na parede torácica, costocondrite ansiedade, transtorno do pânico Exame do tórax - Sitema Respiratório 36 Dispneia: insuficiência cardíaca esquerda bronquite crônica DPOC asma doenças pulmonares intersticiais difusas (sarcoidose, neoplasias disseminadas, fibrose pulmonar) Pneumonia Pneumotórax espontâneo Embolia pulmonar aguda Ansiedade com hiperventilação