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Educação alimentar e nutricional
Aula 7: Planejamento de ações educativas
Apresentação
Não existe educação alimentar e nutricional (EAN) sem ação, sendo imprescindível que o nutricionista se mova,
intencionalmente ou não, para que o conhecimento sobre alimentação e saúde atinja a população.
Nesta aula, compreenderemos as etapas necessárias para o efetivo planejamento de ações educativas, tais como
diagnóstico, objetivo, conteúdo, estratégia/intervenção, avaliação e registro de atividades.
Objetivos
Identi�car as etapas do planejamento de uma ação educativa e programas de EAN;
Planejar atividades educativas com base nas necessidades identi�cadas no diagnóstico e interesse de um público
alvo.
Conceitos envolvidos no planejamento de ações de educação
alimentar e nutricional (EAN)
Para iniciarmos o assunto, precisamos compreender alguns conceitos envolvidos no planejamento de ações de educação
alimentar e nutricional (EAN), tais como (ESPERANÇA; GALISA, 2008):
Clique nos botões para ver as informações.
“Ação com intuito de transmitir conceitos e outras informações. Convém que a informação seja clara, objetiva e sucinta
para facilitar a assimilação, porém sem o compromisso de modi�car o comportamento”.
Informar 
“Envolve a transmissão de conceitos e outras informações, de maneira direcionada, com o objetivo de provocar mudanças
de comportamento cognitivo, o que pode levar ao amadurecimento das habilidades e in�uenciar mudanças de atitudes.
Geralmente, a orientação é realizada em curto espaço de tempo. Deve ser clara, objetiva e sucinta quanto à utilização de
técnicas e recursos criativos, para melhor assimilação e maior memorização do conteúdo”.
Orientar 
“Processo contínuo, complexo, dinâmico e a longo prazo. Tem o compromisso de mudar o comportamento cognitivo,
melhorar a atitude e adequar a prática. Visa capacitar o indivíduo a agir conscientemente diante de situações novas da
vida com aproveitamento da experiência anterior, tendo em vista a integração, a continuidade e o progresso social,
conforme a realidade de cada um”.
Educar 
Processo de aprendizagem pelo qual passa o aluno de cursos da área da saúde que envolvem a ciência da nutrição.
Portanto, a educação nutricional é atividade privativa do nutricionista, segundo a Lei no 8.234/91, artigo 3, incisos IV e V:
“Ensino das matérias pro�ssionais dos cursos de graduação em nutrição” e “Ensino das disciplinas de nutrição e
alimentação nos cursos de graduação da área da saúde e outros a�ns”.
Educação nutricional 
“Pode ser de�nida como o conjunto de atividades de comunicação destinado a aperfeiçoar o conhecimento da população-
alvo sobre a ciência da nutrição. Esse conhecimento destina-se a melhorar as práticas alimentares da população,
mediante mudança voluntária de conduta.
Nesse contexto, a educação alimentar visa à melhoria da saúde pela promoção de hábitos alimentares adequados, pela
eliminação de práticas dietéticas insatisfatórias, pela introdução de melhores práticas de higiene e pelo uso de modo mais
e�ciente dos recursos destinado à alimentação”.
Educação alimentar 
“Quando o conteúdo abordado refere-se a conceitos de nutrição, como, por exemplo, composição centesimal de nutriente
relacionada com as necessidades diárias”.
Orientação em nutrição 
“Quando o conteúdo abordado se relaciona com processos de escolha, preparação e consumo de alimentos, termos
esses destacados nos conceitos de alimentação, e não de nutrição”. Exemplos: “compre sempre produtos da época”;
“veri�que a integridade da casca das frutas antes de comprá-las”.
Qualquer pro�ssional da área da saúde pode fazer orientação alimentar quando ela estiver direcionada a indivíduos ou
coletividades sadios. Quando for direcionada a coletividades enfermas, a elaboração dessas orientações deve ser, única e
exclusivamente, de responsabilidade do nutricionista.
Orientação alimentar 
 Estrutura de programas de educação alimentar e nutricional
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
O programa de educação alimentar e nutricional é
composto por etapas de ensino, treinamento e facilitação,
ajudando o público alvo a escolher e praticar
comportamentos desejáveis relacionados à alimentação e
estilo de vida.
O nutricionista deve estar capacitado e habilitado para
interpretar os avanços na ciência a �m de transformá-los
em práticas alimentares que melhorem a alimentação dos
indivíduos.
O programa educativo só será efetivo se o educador
conscientizar o público alvo sobre os benefícios da adoção
de novas práticas alimentares. Para isso, é imprescindível
que o nutricionista seja altamente quali�cado, sabendo
utilizar as técnicas de comunicação e conhecendo as bases
de um planejamento de programa de intervenção que
envolva aprendizagem.
 (Fonte: 089photoshootings/ Pixabay).
 Planejamento
O programa de educação alimentar e nutricional deve ser planejado sistematicamente, levando em consideração a situação-
problema de cada público-alvo, visando sempre mudanças de práticas alimentares conducentes à saúde.
Planejar signi�ca decidir, racionalmente, as atividades que devem ser desenvolvidas, com a �nalidade de se obter os objetivos
desejados. O planejamento de um programa de educação alimentar e nutricional deve responder às questões do Quadro 1, que
servem como eixo norteador para o desenvolvimento de programas.
Questões Etapas do programa
Qual é o problema? Diagnóstico educativo
O que deve ser mudado? Objetivos
O que fazer para que as mudanças esperadas sejam realizadas? Conteúdo programático
Como fazer para que o conteúdo seja assimilado? Como comunicar? Estratégia
Motivação
Métodos e técnicas de ensino
Recursos humanos e materiais
O que e como analisar para determinar se os objetivos estão sendo alcançados? Avaliação
 Quadro 1. Questões do planejamento de um programa de educação alimentar e nutricional. (Fonte: Adaptado de ESPERANÇA; SÁ, 2008).
Diagnóstico educativo
Primeira etapa para o planejamento de um programa que inclua aprendizagem, na qual deverá ser identi�cado o problema e
suas possíveis causas, bem como formulação de hipóteses, determinação de objetivos e prioridades, reconhecimento e análise
dos recursos disponíveis e de�nição de parâmetros para posterior avaliação do programa.
As principais informações que devem ser coletadas e analisadas são:
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
Clique nos botões para ver as informações.
Características pessoais e estilo de vida do público que in�uenciem as escolhas alimentares (família, emprego, educação).
Meio social (sociais) 
Descrições de elementos �siológicos da história de saúde da coletividade ou indivíduo. Exemplos: história médica (quando
individual), parâmetros bioquímicos e antropométricos (avaliação nutricional) e determinação de fatores de risco.
Biológicos (avaliação do estado nutricional) 
Preferências, alergias, recomendações e disponibilidades de alimentos. Contemplar, também, as condições de pobreza,
preparo e armazenamento inadequados, além da inabilidade de ir às compras ou preparar alimentos.
Consumo alimentar (comportamento alimentar) 
Componentes cognitivos, afetivos e situacionais do comportamento alimentar.
Componente cognitivo: O que a população sabe sobre o objeto de mudança; conhecimentos básicos de alimentação
e nutrição, incluindo crenças, mitos e tabus.
Componente afetivo: O que a população sente com relação à prática em questão; sentimentos, opiniões e valores.
Componente situacional: Barreiras existentes no meio em que vive; poder aquisitivo, alimentos, recursos, coerção
social. Recursos disponíveis para o desenvolvimento do programa: institucionais, �nanceiros, humanos e materiais.
Comportamentais 
Durante o diagnóstico educativo, o levantamento das informações pode ser realizado por meio de três parâmetros:
Indivíduo
Anamnese alimentar.
Grupo
Entrevistas individuais, discussão
em grupo ou aplicação de
formulários e ou questionários.
Público em geral
Pesquisas utilizando ou não
amostragem.A participação ativa do público-alvo durante o diagnóstico é indispensável, pois os programas devem ser elaborados partindo
das necessidades e dos interesses de todos. Um bom diagnóstico é condição fundamental para a e�cácia de um programa que
envolva aprendizagem.
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
Objetivos
A de�nição dos objetivos determina para que o programa está sendo realizado e quais as modi�cações pretendidas, mediante
um conjunto de experiências que será proporcionado ao público-alvo e que não devem oferecer dúvidas de interpretação: Sua
formulação deverá ser clara, simples e precisa.
No programa de educação alimentar e nutricional, a seleção do conteúdo programático e da estratégia de ensino até os
processos de avaliação deverão ser orientados pela elaboração dos objetivos.
Os objetivos são classi�cados em objetivo geral e objetivos especí�cos:
Objetivo geral: Indica o propósito do programa de forma ampla. Para formulá-lo, usam-se verbos abertos, tais
como apreciar, adquirir, aperfeiçoar, capacitar, compreender, conhecer, desenvolver, dominar, motivar, entender,
saber etc. É complexo, alcançável a longo prazo e possibilita uma visão da meta �nal do programa. Exemplo:
Incentivar, por meio de programa de educação, as nutrizes a adotarem práticas de amamentação exclusiva
adequadamente.
Objetivos especí�cos: Indicam o propósito de forma mais especí�ca, determinando os comportamentos
mensuráveis que o público-alvo deve apresentar ao longo do programa educativo, evidenciando assim a
consecução do objetivo geral.
Os objetivos especí�cos estão comprimidos no geral e devem ser escritos de modo a indicar claramente o
comportamento destinado, de forma que qualquer indivíduo identi�que se o comportamento desejado foi ou não
adquirido. (CERVATO-MANCUSO, 2011)
 (Fonte: Engin_Akyurt/ Pixabay).
 Formulação dos objetivos específicos 
 Clique no botão acima.
Formulação dos objetivos especí�cos
Na formulação dos objetivos especí�cos, convém:
Incluir sempre um comportamento expresso por um verbo preciso (citar, ingerir, listar, explicar, enumerar, elaborar,
preparar, indicar, anotar, diferenciar, dizer, relacionar, exempli�car etc.).
Referir-se a algum objeto ou conteúdo (citar… “o quê?” Ingerir… “o quê?”).
Ser redigido em termos do público-alvo e não em termos de quem pretende a mudança (“as gestantes deverão…”).
Explicitar, quando possível, a situação e a adequação do comportamento desejado (“após a aplicação da primeira
unidade do programa de educação, as gestantes deverão citar pelo menos três alimentos fontes de ferro”).
Elaborar pelo menos um objetivo especí�co para cada nível de mudança do comportamento: Cognitivo,
habilidade e atitude, indo do mais simples ao mais complexo. Exemplo: “as gestantes, após a primeira palestra,
deverão citar três alimentos fontes de ferro (cognitivo); elas podem elaborar cartazes com receitas culinárias
utilizando os alimentos fontes de ferro (habilidade); as gestantes deverão, após o término do curso, ingerir
diariamente alimentos fontes de ferro durante a gravidez (atitude).” (ESPERANÇA; GALISA, 2006)
A escolha adequada dos objetivos de um programa é essencial para seu sucesso, exigindo conhecimento prévio do
contexto em que vive a população, bem como suas atitudes e práticas relativas ao problema a ser solucionado.
Os objetivos devem (ESPERANÇA; GALISA, 2006):
Respeitar as características da população.
Ser consistentes, positivos, realistas e realizáveis.
Ser do interesse do público-alvo.
Estar de acordo com as características socioeconômicas e culturais do público-alvo e dos recursos materiais e
humanos disponíveis.
Ser estabelecidos a partir do conhecimento cientí�co do comportamento esperado.
Possibilitar avaliação posterior.
Conteúdo programático
Conjunto de temas que serão abordados durante o programa de educação alimentar e nutricional para a efetiva consecução
dos objetivos propostos, possibilitando que o aluno desenvolva suas capacidades, mostrando-lhe suas relações com os outros
e o meio em que vive.
A escolha do conteúdo programático deverá ser realizada em função dos objetivos propostos, nível de conhecimentos,
interesses e necessidades do público-alvo, temas abordados (relevantes e motivacionais) e conhecimento do educador.
(BRASIL, 2008a; 2010)
Uma das principais causas de insucesso nos programas de educação nutricional é o excesso de conteúdo transmitido aos
educandos, pois, apesar de serem considerados importantes para o nutricionista, podem ser inacessíveis ao aluno.
Para melhorar a organização do conteúdo programático, pode-se utilizar um roteiro bastante funcional:
1
Identi�que os componentes que devem ser
modi�cados.
2
Relacione os conteúdos técnicos essenciais
para as mudanças comportamentais
pretendidas.
3
De�na o conteúdo com �nalidade
predominantemente motivacional e relevante.
4
Distribua os temas por unidades, de acordo
com natureza do tema, grau de complexidade
e tempo disponível.
5
Elabore um esquema do conteúdo para cada
tema, levando em consideração os
conhecimentos técnico cientí�cos
atualizados indispensáveis para a
compreensão do assunto e mudanças
pretendidas; estratégia motivacional
estabelecida; características do público-alvo e
vocabulário adequado.
6
Desenvolva o conteúdo programático a �m de
possibilitar a transformação da situação.
Programe exercícios e atividades de �xação
para facilitar a aprendizagem do tema.






Estratégia
Conjunto de procedimentos, métodos e técnicas com �nalidade de envolver o educando em situações capazes de estimular a
aprendizagem; ou seja, é a etapa em que acontece, de fato, a dinâmica do processo de comunicação.
Agora vamos conhecer os procedimentos envolvidos neste processo, tais como motivação, métodos de ensino, recursos
humanos e materiais.
Motivação
Motivo que leva à ação. É imprescindível a identi�cação e a utilização do motivo para despertar no indivíduo a vontade de agir
em direção à mudança do seu comportamento.
Nos programas de educação nutricional, o objetivo é a mudança de práticas alimentares, a �m de promover a saúde e
qualidade de vida; portanto, é necessário conhecer a motivação dos educandos nesses campos para agir com e�ciência.
Muitas pessoas, apesar de terem o conhecimento necessário, não praticam
o que é recomendado, pois é preciso despertar a motivação, o interesse e
criar uma necessidade de ação.
Coação
Pode ser negativa ou positiva. O
público-alvo é levado a certos
comportamentos pela coerção,
sendo induzido pela necessidade.
Exemplos de coação negativa:
“Um hipertenso não pode ingerir
sódio em excesso, pois pode
morrer”; “o aluno, se faltar à
palestra, não receberá o
certi�cado”.
Exemplos de coação positiva:
“Crianças que participarem das
atividades de orientação
alimentar ganharão uma
garra�nha de água de presente”;
“em grupo de acompanhamento
de diabéticos, quem tiver o maior
controle da glicemia ganhará
uma cesta básica”.
 (Fonte: Sunny studio/ Shutterstock).
Apelo ao raciocínio
Quando o público-alvo é levado a
considerar conhecimentos
previamente adquiridos, fazendo
associações tendo em vista o
signi�cado da ação para sua
vida. Neste caso, o pro�ssional
nutricionista deverá proporcionar
situações que levem o educando
a um esforço propositado, a uma
atividade que vise resultados
desejados e compreendidos.
Exemplo: Um hipertenso, para
preparar suas refeições, escolhe
temperos naturais e não os
industrializados. Isso porque, por
meio das informações obtidas,
compreendeu os malefícios que
o excesso de sódio pode fazer à
sua saúde.
 (Fonte: 4 PM production/ Shutterstock).
Participação do
indivíduo no processo
Participação do indivíduo no
processo: O nutricionista orienta
o público-alvo a buscar soluções
em grupo, construindo o
conhecimento de forma
contributiva por meio de debates
e participação ativa de todos no
processo.
Neste caso, o nutricionista
apoiaria o educando a realizar
suas próprias análises e
escolhas. Exemplo: Grupo de
apoio a obesos, em que o próprio
participantedá seu depoimento e
mostra como está solucionando
seu problema.
 (Fonte: DisobeyArt/ Shutterstock).
Métodos e técnicas de ensino
Método é o caminho, e a técnica é a maneira como percorrê-lo, sendo ambos utilizados para induzir o aluno a seguir um plano
para aprendizagem efetiva. Existe, porém, a necessidade de ajustar a metodologia conforme as características próprias de
cada público-alvo.
Dentre os tipos de métodos e técnicas de ensino, podemos apresentar:
Método expositivo
A �gura central é o professor. Exige grande
competência técnica, como voz audível com
modulação adequada, boa dicção e facilidade para
expor as ideias, entre outras características.
Exemplo: Aula preletiva (expositiva), painel, simpósio e
palestras.
 (Fonte: Rawpixel.com / Shutterstock).
Método de laboratório
Processo centralizado no aluno, que participa
diretamente.
Exemplo: Phillips 6.6, estudo de caso, seminário,
dramatização, demonstração e brainstorming.
 (Fonte: Chaay_Tee / Shutterstock).
Recursos humanos e materiais
Elementos utilizados no processo de aprendizagem que servem para estimular o educando, classi�cados em:
1) Recursos humanos
1
Professor
Considerado a principal fonte de estímulo para o aluno. São
qualidades essenciais a um professor: Personalidade �rme,
conhecimento do assunto, habilidade para ensinar,
sociabilidade e liderança.
2
Alunos
Muitas atividades exigem trabalho de grupo em que há
ajuda mútua, ou intervenção direta dos alunos.
3
Comunidade
Pais, pro�ssionais, autoridades. São elementos que podem
auxiliar o professor no seu trabalho.
2) Recursos materiais
1
Naturais
Natureza, como frutas, verduras e legumes.
2
Do ambiente escolar
Visuais, auditivos e audiovisuais.
3
Comunidade
Biblioteca, exposições etc.
É importante salientar que a adequação da estratégia de ensino deverá considerar o diagnóstico ou a situação-problema, bem
como as características dos sujeitos, os objetivos e os recursos disponíveis.
A elaboração do cronograma de execução das estratégias é essencial para a execução do programa, devendo ser priorizadas
as ações a longo prazo, já que a modi�cação do comportamento alimentar não é realizada somente com ações pontuais.
(BRASIL, 2008)
Avaliação
Avaliar é medir, comparar e concluir, sendo um processo contínuo durante toda a implementação das estratégias de
intervenção previstas no programa. A avaliação veri�ca se os objetivos foram alcançados, além de ser instrumento para
planejamento de programas e fornecer dados para eventual replanejamento. (BOOG; MOTTA, 1987)
A avaliação pode ser aplicada em diferentes fases, inclusive após a �nalização, dependendo, em grande parte, dos objetivos, do
tempo de duração (curto, médio e longo prazos) e do tipo de programa (educação, orientação ou informação).
Os principais tipos de avaliação são:
Clique nos botões para ver as informações.
Realizada no início do programa, fornece informações para sua elaboração. Determina a situação-problema, os
componentes do comportamento alimentar (cognitivo, afetivo, situacional) e as características do público-alvo e do local.
Avaliação diagnóstica 
Análise da validade, e�ciência e efetividade das atividades e dos resultados, realizada em intervalos previamente
determinados durante a implementação do programa.
Esse tipo de avaliação auxilia na identi�cação das di�culdades operacionais, ajudando o nutricionista a realizar reajustes
nos objetivos, no conteúdo programático, nas estratégias ou em outros quesitos, viabilizando as ações propostas no
planejamento. (TADDEI et al., 2011)
Avaliação em curso ou formativa 
Realiza-se na �nalização ou um pouco antes do término do programa, proporcionando subsídios para decidir sobre
estratégias futuras, como expansão da experiência para outras áreas ou a necessidade de realizar uma segunda etapa
para o programa.
Avaliação terminal ou somativa 
Realizada algum tempo após o término do programa, quando se espera contar com o desenvolvimento total dos
benefícios pretendidos, podendo analisar o impacto do projeto sobre o público-alvo.
Avaliação a posteriori 
Deve-se avaliar os investimentos necessários ao programa (humanos, materiais, tempo), tendo em conta o efeito sobre o
público-alvo.
Avaliação de custo-efetividade 
Segundo Esperança e Galisa (2006), as razões para avaliar um projeto são:
1
Possibilitar a mensuração do realizado e veri�car se os
esforços foram efetivos, mostrar os fracassos e debilidades
e como resolvê-los.
2
Obter informações que possibilitem orientar a tomada
futura de decisões para tornar o trabalho mais efetivo.
3
Analisar o custo das atividades com relação aos resultados
que estão sendo alcançados.
4
Informar aos envolvidos no programa sobre as metas
alcançadas e compartilhar experiências.
5
Comparar a efetividade e o programa com outros
programas semelhantes.
6
Realizar uma crítica do trabalho produzido, ajudando os
envolvidos a analisar a amplitude do contexto e as
implicações de seu próprio desempenho.
O processo avaliativo deve comparar a situação �nal com a inicial, sendo necessária a utilização de instrumentos
(questionários, roteiros de exercícios escritos e orais, jogos etc.) e critérios que auxiliarão a concluir se as mudanças obtidas
foram satisfatórias.
Ressalta-se que esses instrumentos e critérios de avaliação devem ser estabelecidos tendo por base as características do
público-alvo e os objetivos do programa.
 Atividade
1. O programa de educação alimentar e nutricional é composto por etapas de ensino, treinamento e facilitação, ajudando o
público alvo a escolher e praticar comportamentos desejáveis relacionados à alimentação e estilo de vida.
O nutricionista deve estar capacitado e habilitado para interpretar os avanços na ciência a �m de transformá-los em práticas
alimentares melhores. Neste contexto, as etapas de um programa de educação nutricional vêm na seguinte ordem:
a) Objetivos, Estratégias, Diagnóstico, Conteúdo programático e Avaliação.
b) Diagnóstico, Conteúdo programático, Avaliação, Objetivos e Estratégias.
c) Diagnóstico, Objetivos, Conteúdo programático, Estratégias e Avaliação.
d) Conteúdo programático, Diagnóstico, Avaliação, Objetivos e Estratégias.
e) Diagnóstico, Estratégia, Avaliação, Objetivos e Conteúdo programático.
2. Avaliar é medir, comparar e concluir, sendo um processo contínuo durante toda a implementação das estratégias de
intervenção previstas no programa. A avaliação tem como objetivo veri�car se os objetivos foram alcançados, além de ser
instrumento para planejamento de programas e fornecer dados para eventual replanejamento. (BOOG; MOTTA, 1987)
Dentre os tipos de avaliação, é correto a�rmar que:
a) A avaliação diagnóstica é realizada em intervalos previamente determinados durante a implementação do programa.
b) A avaliação em curso ou formativa determina a situação-problema, os componentes do comportamento alimentar (cognitivo, afetivo,
situacional) e as características do público-alvo e do local.
c) Avaliação terminal ou somativa é realizada para avaliar os investimentos necessários ao programa (humanos, materiais, tempo), tendo
em conta o efeito sobre o público-alvo.
d) A avaliação a posteriori é realizada algum tempo após o término do programa, quando se espera contar com o desenvolvimento total
dos benefícios pretendidos, podendo analisar o impacto do projeto sobre o público-alvo.
e) A avaliação de custo-efetividade auxilia na identificação das dificuldades operacionais, ajudando o nutricionista a realizar reajustes nos
objetivos, no conteúdo programático, nas estratégias ou em outros quesitos, viabilizando as ações propostas no planejamento.
3. O diagnóstico educativo é a primeira etapa para o planejamento de um programa que inclua aprendizagem. Nesta fase,
deverá ser identi�cado o problema e suas possíveis causas, com formulação de hipóteses, determinação de objetivos e
prioridades, reconhecimento e análise dos recursos disponíveis e de�nição de parâmetros para posterior avaliação do
programa.
Nesta etapa, as principaisinformações do público-alvo que devem ser coletadas e analisadas são:
a) Recursos humanos, Meio social, Características biológicas, Consumo alimentar.
b) Local, Recursos didáticos, Características de consumo alimentar, Comportamentais.
c) Meio social, Estrutura física, Consumo alimentar, Características biológicas.
d) Comportamentais, Hábitos alimentares, Meio social, Recursos audiovisuais.
e) Meio social, Características biológicas, Consumo alimentar, Comportamentais.
4. A escolha adequada dos objetivos de um programa é essencial para seu sucesso, exigindo o conhecimento prévio do
contexto em que vive a população, suas atitudes e práticas relativas ao problema a ser solucionado. Segundo Esperança e
Galisa (2006), os objetivos devem, exceto:
a) Respeitar as características da população.
b) Ser consistentes, positivos, realistas e realizáveis.
c) Ser de interesse do nutricionista e possibilitar avaliação posterior.
d) Estar de acordo com as características socioeconômicas e culturais do público-alvo e dos recursos materiais e humanos disponíveis.
e) Ser estabelecidos a partir do conhecimento científico do comportamento esperado.
Notas
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Referências
BOOG, M.C.F.; MOTTA, D.G. Educação nutricional. 2.ed. São Paulo: Ibrasa; 1987.
CERVATO-MANCUSO, A.M. Elaboração de Programa de Educação Nutricional. In: DIEZ-GARCIA, R.W.; CERVATO-MANCUSO,
A.M. Mudanças alimentares e educação nutricional. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.
ESPERANÇA, L.M.B.; GALISA, M.S. Programa de Comunicação e Reeducação Alimentar (PCRA). In: FAGIOLI, D.; NASSER, L.A.
(Org.). Educação nutricional na infância e na adolescência: planejamento, intervenção, avaliação e dinâmicas. São Paulo: RCN;
2006.
ESPERANÇA, L.M.B.; SÁ, N.G. Educação alimentar. In: GALISA, M.S.; ESPERANÇA, L.M.B.; SÁ, N.G. Nutrição, conceitos e
aplicações. São Paulo: MBooks do Brasil; 2008.
ESPERANÇA, L.M.B.; GALISA, M.S.; SÁ, N.G. Nutrição e dietética | Os nutrientes. In: GALISA, M.S.; ESPERANÇA, L.M.B.; SÁ, N.G.
Nutrição, conceitos e aplicações. São Paulo: MBooks do Brasil; 2008.
GALISA, M.S. Educação alimentar e nutricional: da teoria à prática. 1.ed. São Paulo: Roca, 2014.
ORGANIZAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO. Guia metodológico de comunicação social
em nutrição. Roma; 1999.
ORGANIZAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO. Manejo de projetos comunitários de
alimentação e nutrição. Roma; 2000.
TADDEI, J.A.; LANG, R.M.F.; LONGO-SILVA, G. Planejamento e avaliação de programas de promoção nutricional. In: TADDEI, J.A.
et al. Nutrição em saúde pública. Rio de Janeiro: Rubio; 2011.
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