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Espumas “As espumas fazem a alma de um alimento se tornarem visíveis e saborosas” Ferran Adriá Espumas Elaboração criada dor Ferran Adriá, fria ou quente, baseada no uso do sifão com carga de nitrogênio. Inicialmente consistia em produzir uma mousse muito aerada, com um sabor intenso, a partir de um purê ou de um líquido gelatinizado. Espumas Atualmente, se chama de espuma toda a elaboração que se faz em um sifão mesmo utilizando-se de outros ingredientes (creme de leite, claras ou gemas). Espumas O êxito da preparação de uma espuma depende em geral da decisão que se toma ao escolher seu sabor, densidade e sua utilização. Existem infinitas possibilidades para se criar uma espuma, para as mais elaboradas pode-se seguir receitas; mas, a partir do conhecimento técnico, podemos criar uma infinidade de sabores, texturas e usos. Tipos de espumas Podemos criar espumas partindo de duas famílias gustativas, o doce e o salgado, e em função da combinação entre a temperatura e a base utilizada para a sua elaboração. SABOR BASE TEMPERATURA DOCE SALGADO FRIA QUENTE GELATINA GORDURA CLARA AMIDO Escolha do sabor: As espumas podem ser elaboradas com um grande número de ingredientes. Os seguintes são especialmente recomendados para a produção de espumas: w Azeitonas w Cacau w Carnes w Caviar w Cereais w Especiarias w Foie gras w Ervas aromáticas w Ovos w Cafés e chás w Legumes w Licores e alcoólicas w Geléias w Peixes e frutos do mar w Queijos e leite w Verduras Concretizar uma utilização: A versatilidade das espumas possibilitam sua inclusão em qualquer elaboração que se coma ou beba. w Coquetéis w Aperitivos w Petiscos w Molhos w Sopas w Guarnições w Cremes w Sobremesas Definir a densidade: A densidade das espumas dependerá da formulação e do tempo de repouso. Uma mesma espuma, com um grau maior ou menor de gelatina, gordura, claras ou amido, terá também diferentes densidades em função do tempo de repouso da mistura no sifão. Densidade w Espessa como uma mousse Densidade w Fluida como creme Densidade w Líquida como uma sopa ou molho Molho de blue cheese Bases A partir de quatro diferentes bases, podemos criar as mais diversas espumas, tanto frias quanto quentes, doces e salgadas. Espumas frias com gelatina Trata-se do grupo que oferece os resultados mais surpreendentes. São talvez as espumas em seu estado mais puro, onde se aprecia com maior intensidade tanto o sabor coco a cor. Têm também a particularidade de serem as menos calóricas, podendo ser utilizadas em cardápios com restrições calóricas, obtendo resultados surpreendentes na elaboração de pratos. Proporção líquido x gelatina Para ½ litro de líquido são necessárias 2 a 3 folhas de gelatina (1,7g cada) ou 4g de gelatina em pó. Espumas frias com gordura A esta família pertencem as espumas que mais paracem uma mousse. Sua consistência cremosa as converte em muito espessas. As elaborações realizadas com essa base não se recomenda a agitação excessiva da garrafa, devido seu conteúdo em gordura (que pode alterar a consistência desejada). Espumas frias com claras Uma das bases mais comuns utilizada em mousses: claras em neve. Em se tratando de espumas, esse ingrediente oferece também uma base ideal, além de não interferir no sabor do ingrediente principal. Com o sifão se pode realizar de forma prática e rápida a maior parte de elaborações clássicas, feitas a partir de claras em neve. Proporção claras x líquido w Para 350 ml de líquido são necessárias 150g de claras (aprox. 5 unidades) Espumas quentes com claras As claras suportam uma temperatura de 65°C, mas não podem ser reaquecidas. Permitem obter uma nova gama de espumas de personalidade muito marcante. Proporção claras x líquido w Para 350ml de líquido são necessárias 150g de claras (+/- 5 unidades), utilizando- se do banho maria e a temperatura não ultrapassando os 65°C. Espumas quentes com amido / farinhas Apesar destas espumas existirem a certo tempo, agora se juntam nesse grupo. São espumas que utilizam normalmente de creme de leite ou manteiga na sua composição. Essas espumas são particularmente interessantes porque possibilitam que alguns produtos mais densos se tornem leves e aerados. Espumas quentes com amido / farinhas Assim como as espumas quentes com base em claras de ovos, não podem ser reaquecidas, mas no entanto podem passar os 62°C e serem servidas mais quentes, Espumas assadas w Usando a combinação do sifão e do microondas podemos criar espumas de sabores variados com a textura de bolo- esponja. Espumas assadas Tipos de utensílios utilizados Sifões com cargas de nitrogênio – especialmente desenvolvidos para a confecção de espumas. Maior sabor w Não necessitam obrigatoriamente de creme de leite ou ovos para a confecção de espumas saborosas, desta forma, permite- se que o sabor natural dos ingredientes básicos desenvolvam todo o seu potencial. Eficácia w Com o sifão pode-se trabalhar com antecipação, pois as espumas vão variar de densidade com o tempo de repouso das mesmas, não necessitando assim de preparações “a la minute”. Alta qualidade w As espumas frias se mantém durante vários dias, devido ao fechamento hermético do sifão. w As espumas quentes não formam crosta, não têm evaporação e mesmo depois de várias horas, a apresentação tem a mesma qualidade de quando foram elaboradas. Sugestões úteis para elaboração de espumas no sifão w O peso das folhas de gelatina poderá variar de país para país e de receita para receita. Na maioria dos paises se utiliza a folha de gelatina de 1,7gr. Converta os valores se necessário. w Coloque sempre as folhas de gelatina inteiras em água fria (15°C no máximo), depois esprema. Aquecer uma parte da massa a 60°C – nunca ferver!! E depois incorporar a gelatina hidratada na massa quente, para se obter um maior poder de gelidificação. Sugestões úteis para elaboração de espumas no sifão w Se utilizar gelatina em pó, substitua 1 folha de gelatina por 2 gr. Para dissolver o pó, hidrate no líquido da espuma (relação 1:5), depois leve ao banho maria para derreter a gelatina e incorpore ao restante da massa da espuma. w Sempre bata a massa da espuma e depois passe por um chinois ou peneira fina antes de levar ao sifão w Antes de servir teste a espuma, a consistência varia diretamente com a temperatura e o tempo de repouso da mesma. Outros tipos de espuma w Lecitina de soja – utilizada na produção de espumas sem o sifão, utiliza-se na proporção 500ml de líquido para 4g de lecitina. w Agar-agar – gelatina de águas marinhas. A grande vantagem desse produto é que ele pode ser fervido e mesmo assim mantém as propriedade de gelidificação. No sifão pode ser utilizado na proporção de 2g para 500ml de líquido. Não precisa de refrigeração, em temperatura ambiente começa o processo de gelatinização. Outros tipos de espuma Lecitina de soja w Utilizada na produção de espumas sem o sifão, utiliza-se na proporção 500ml de líquido para 4g de lecitina. Espuma de lecitina de soja Agar-Agar w Gelatina de águas marinhas. A grande vantagem desse produto é que ele pode ser fervido e mesmo assim mantém as propriedade de gelidificação. No sifão pode ser utilizado na proporção de 2g para 500ml de líquido. Não precisa de refrigeração, em temperatura ambiente começa o processo de gelatinização. Composição Composição Gelatina Definição científica: corpo de fortes propriedades geleificantes, obtido através da quebra do colágeno. Gelatina Colágeno: uma das três proteínas básicas do tecido conjuntivo humano (cerca de 30%, encontrado na pele, tendões, etc.), além da elastina e reticulina.Insolúvel, transforma- se em gelatina quando aquecido em água. Gelatina Formação da gelatina: após o colágeno ser aquecido acima de 70ºC, ocorre sua desnaturação, e conseqüente quebra na forma de gelatina. Esta não volta à forma original do colágeno (hélices triplas), e organiza-se na forma de uma grande rede, capaz de reter muita água (até 100x seu peso em água!). Gelatina A rede de gelatina formada é termorreversível, derretendo / quebrando a partir de 30ºC ou mais. Quando resfriada novamente, a rede recompõe-se através da interação das moléculas. Uso de gelatina A função básica de gelatina em espumas é a de estabilizar a preparação, pois a gelatina “segura” as bolhas do aerado, preservando a espuma. Cuidados com gelatina w Jamais ferver! Ocorre quebra física das moléculas, e estas não conseguem se reagrupar (ou seja, a gelatina não fica sólida) w Não congelar! Após o descongelamento, a gelatina não consegue se reagrupar, ficando com aparência áspera e fosca. Cuidados com gelatina w Quando for utilizada uma fruta que contenha proteases, como abacaxi (bromelina), mamão (papaína), folhas de figo, kiwi ou manga, deve-se fervê-la ou cozinhá-la a vapor antes da utilização, pois estas enzimas quebram quimicamente a gelatina, liquefazendo-a. A única maneira de se eliminar uma protease é através de cocção. Proporção de gelatina - folhas Basicamente, um saquinho de gelatina (aprox. 9g) corresponde a cerca de 6 folhas. w Para gelatinas com ½ l de líquido: usar 4 a 6 folhas. w Para preparações cremosas (utilizando gema de ovo): usar 4 folhas. w Para preparações cremosas, momentaneamente líquidas: usar 8 folhas. Preparo de gelatina - folhas Hidratar as folhas (cortadas com tesoura) em água fria durante cerca de 3min., retirar e espremer bem. Utilização de gelatina - folhas w Diretamente na preparação quente: mexendo até dissolver completamente; w Em uma preparação fria: dissolver a gelatina com uma parte do líquido, sobre fogo, até dissolver; colocar o restante do líquido frio. Importante! Nunca colocar a gelatina no líquido, e sim, vice-versa. w No microondas: muito fácil, colocar 10seg. no forno e acrescentar na preparação (de preferência, segundo o método anterior) Proporção de gelatina - pó w Delicada: 60g/3,75l ou 7,5g/480ml n Não utilizada para fatiar, apenas para espessar ou gelidificar molhos. w Cobertura: 120g/3,75l ou 15g/480ml n Chaud-froid, cobertura individual de itens. w Fatiável: 180-240g/3,75l ou 30g/480ml n Produtos fatiados, recheio de pâté en croûte. w Firme: 300-360g/3,75l ou 37,5-45g/480ml n Mousses frias ou coberturas de pratos / espelhos de competição. Preparo de gelatina - Pó Produto deve ser jogado (sempre aos poucos, espalhando sobre toda superfície) sobre uma parte do líquido a ser gelatinizado, que deve estar frio. Após colocar todo o pó, aquecer em banho-maria ou em fogo muito baixo, mexendo sempre até dissolver por completo os grânulos de gelatina. Misturar o restante do líquido frio à gelatina (e nunca vice-versa, pois corre-se o risco de solidificar a gelatina). Outros tipos de gelatina Agar-Agar w Obtida a partir de algas marinhas. Suporta altas temperaturas e tem a vantagem de permitir cortes perfeitos em suas superfícies. Agar-agar Gelatina de pimentão verde Preparo: w Triturar o pimentão verde w Passar pelo coador w Medir 300 ml e acrescentar a essa mistura 2,3g de agar-agar. w Levar a mistura a uma forma e deixá-lo esfriar. w Cortar da forma desejada