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Nome: Helena Silva Faustino Matrícula: 202020674 Disciplina: Sociologia da Educação Data de Entrega: Curso: Pedagogia ATPS – ATIVIDADE TEÓRICO-PRÁTICA SUPERVISIONADA Poder de violência simbólica - O conceito de violência simbólica foi elaborado por Pierre Bourdieu, sociólogo francês, para descrever o processo em que se perpetuam e se impõem determinados valores culturais. Na medida em que seus efeitos tendem a ser mais psicológicos, a violência simbólica se diferencia da violência física, apesar de poder se expressar, em última instância, sob esta forma.A violência simbólica se dá na criação contínua de crenças no processo de socialização, que leva o indivíduo a se posicionar no espaço social, seguindo os padrões e costumes do discurso. Ou seja, a posição social ou o poder que detemos na sociedade não dependem apenas do volume de dinheiro que acumulamos ou de uma situação de prestígio que desfrutamos por possuir escolaridade ou qualquer outra particularidade de destaque, mas está na articulação de sentidos que esses aspectos podem assumir em cada momento histórico. A violência simbólica ocorre no meio educacional na medida em que exclui o aluno que não se enquadra nos padrões impostos pela instituição educacional, logo deixando-o às margens do processo, o que, posteriormente, o leva ao desestimulo e finalmente à exclusão. Devido a esse conhecimento do discurso dominante, a violência simbólica é manifestação desse conhecimento através do reconhecimento da legitimidade desse discurso dominante. Teoricamente, através da educação, o indivíduo pode tornar-se capaz de distinguir quando está sendo vítima da violência simbólica e tornar-se um ator social que vá contra a sua legitimação, porém sair dessa condição não é fácil, pois o próprio sistema impõe regras que faz com que a criança desde cedo internalize as regras do campo do sujeito em desvantagem social e escolar e reproduza sua condição social. No clipe apresenta um modelo fascista que negligencia os valores éticos,com violência escancarada ou de maneira subtil é abrigada pela ação política institucional educacional. Um mecanismo castrador da identidade individual para quem entregamos nossas crianças para serem subjugadas e obrigadas a perderem sua própria identidade e passar a pensar e agir em consonância à sociedade idealizada e/ou representada pelo professor. Ação pedagógica- A ação pedagógica é a face concreta da educação, na qual as teorias e políticas estão presentes sob forma prática, na coordenação dos planos de ação dos participantes em referência ao mundo. A ação manifesta o saber tanto proposicional, quanto ilocucionariamente; aliás, ela é o enlace das duas dimensões. Esses autores representam a denominada pragmática formal, cuja ideia central é a dimensão formativa da linguagem, segundo a qual com a linguagem não apenas se diz, mas também se faz. Durante o clipe é possível ver a relação Professor/aluno ,onde o professor é a autoridade máxima na escola. Uma coisa é ensinar , transmitir conhecimento e incentivar o desenvolvimento e outra coisa é educar por moldes para os alunos serem inseridos em um sistema . Com o conhecimento e cultura , é desenvolvido a educação altruísta , quando não, resta a revolta para que uma geração futura seja capaz de ser livre . Capital Cultural- Capital cultural é uma expressão cunhada e utilizada por Bourdieu para analisar situações de classe na sociedade. De uma certa forma o capital cultural serve para caracterizar subculturas de classe ou de setores de classe. Com efeito, uma grande parte da obra de Bourdieu é dedicada à descrição minuciosa da cultura - num sentido amplo de gostos, estilos, valores, estruturas psicológicas, etc. - que decorre das condições de vida específicas das diferentes classes, moldando as suas caracteristicas e contribuindo para distinguir, por exemplo, a burguesia tradicional da nova pequena burguesia e esta da classe trabalhadora. Entretanto, o capital cultural é mais do que uma subcultura de classe; é tido como um recurso de poder que equivale e se destaca - no duplo sentido de se separar e de ter uma relevância especial - de outros recursos, especialmente, e tendo como referência básica, os recursos econômicos. Daí o termo capital associado ao termo cultura; uma analogia ao poder e ao aspecto utilitário relacionado à posse de determinadas informações, aos gostos e atividades culturais. Além do capital cultural existiriam as outras formas básicas de capital: o capital econômico, o capital social (os contatos) e o capital simbólico (o prestígio) que juntos formam as classes sociais ou o espaço multidimensional das formas de poder: INFORMARE - Cad Prog Pós- Grado CioInf., v.l, n.2, p.24-36, jul./dez. 1995 O que fica claro, porém é que os capitais econômico e cultural separam e segregam as classes de modo que, por mais que se democratize o acesso ao ensino por meio da escola pública e gratuita, existirá uma forte correlação entre as desigualdades sociais, sobretudo, culturais e as desigualdades e hierarquias internas ao sistema de ensino. A cultura dominante, ou o modo dominante de lidar com a cultura, é valorizado pela escola, usado como critério de avaliação e hierarquização dos alunos. Trabalho pedagógico-A ação pedagógica implica o trabalho pedagógico (trabalho de inclinação daquele referido “arbitrário” que deve durar o bastante para que o educando “naturalize” seu conteúdo, encare-o como natural, como evidentemente correto em si mesmo, o bastante para produzir uma “formação durável”).o trabalho pedagógico tende a reproduzir as mesmas condições sociais (de dominação de determinados grupos sobre outros) que deram origem àqueles valores dominantes. (RODRIGUES, 2007, p.74). Durante boa parte do clipe é possivel observar que o trabalho na escola é apenas um valor de troca , o modelo citado na música , é um modelo de escola que seguimos até hoje em partes e está ultrapassado , não é formado pessoas com um pensamento ‘’livre’’ e sim peões para o mercado de trabalho seja ele na escola publica ou particular. Há muito o que mudar , incentivar e formar cidadões de verdade . Habitus- .O habitus é uma subjetividade socializada (Bourdieu, 1992, p. 101). Dessa forma, deve ser visto como um conjunto de esquemas de percepção, apropriação e ação que é experimentado e posto em prática, tendo em vista que as conjunturas de um campo o estimulam. A relação de interdependência entre o conceito de habitus e campo é condição para seu pleno entendimento (Bourdieu, 1992, p. 102). Ou seja, a teoria praxiológica, ao fugir dos determinismos das práticas, pressupõe uma relação dialética entre sujeito e sociedade, uma relação de mão dupla entre habitus individual e a estrutura de um campo, socialmente determinado. Segundo esse ponto de vista, as ações, comportamentos, escolhas ou aspirações individuais não derivam de cálculos ou planeamentos, são antes produtos da relação entre um habitus e as pressões e estímulos de uma conjuntura. isso nos faz pensar e refletir, isso mostra ao futuro professor e o que esta atuando , como não devemos tratar um aluno, pois o aluno não é um boneco de marionete, ele tem vida, e deve ser respeitada a cultura dele, família, e as particularidades deste aluno ,um professor jamais deve desestimular um aluno e sim motiva-los para o estudo e para a vida .