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Tipo: Prova-Didática E Metodologia No Ensino Da Arte, Educação E Terapia-Profªgeceoní Jochelavicius Arte, Educação e Terapia (2) Didática e Metodologia no Ensino de Artes, Educação e Terapia Módulo 3 PROVA 1. O potencial criativo continuará apenas como potencial se não for estimulado a ir além. Estimular a capacidade criativa de cada aluno requer que se oportunizem espaços singulares de construção de si, proporcionando a vivência necessária para que este potencial se desenvolva. O papel do professor e da professora de arte, nesse sentido, é: Fazer com que os alunos entendam que para trabalhar com arte é preciso ter em mente a importância de seguir instruções rígidas. Estimular o interesse e a curiosidade faz parte do papel que o professor representa para seus alunos. Deve-se buscar o equilíbrio entre o estimular a pesquisa e direcionar algumas propostas. Mostrar modelos escolhidos cuidadosamente para que os alunos possam copiar sem aprender de forma errada. Ensinar a nunca errar num desenho ou pintura, porque assim terão total êxito em seus projetos. 2. Olhar para a formação que envolve arte considera sempre a singularidade. Podemos afirmar que: A singularidade considera a arte como um caminho perigoso e portanto deve ser evitado. O singular está ligado a um único caminho, que deve ser seguido à risca. A criação é um processo muito importante e que, portanto, não permite erros; A criação é um processo singular, tem parâmetros e direções, mas as escolhas serão ímpares. 3. Na história do ensino da arte sabemos que houve importantes momentos. Um deles foi: A lei que criou a Arte como disciplina que valorizava o ensino em todas as séries, independente da formação dos professores. A inclusão da arte no currículo escolar, em 1971, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: “com o título de Educação Artística, mas é considerada “atividade educativa” e não disciplina, tratando de maneira indefinida o conhecimento. A inclusão da arte no currículo escolar, em 1930, pela Lei Rouanet, garantindo assim que todos os estudantes tivessem acesso ao conhecimento artístico e estético, num ensino de qualidade, democrático e gratuito. A inclusão de arte e história no currículo escolar a partir da vinda da Missão Artística Francesa, garantindo assim que professores vindos da Europa fariam acontecer uma revolução no ensino da arte no Brasil. 4. As tendências pedagógicas influenciaram as escolhas no ensino de arte. A arte no Renascimento, como sabemos, era considerada totalmente diferente da ciência, considerando que ciência ligava-se à razão e arte voltava-se à sensibilidade. O pensamento racional e a sensibilidade estariam em campos muito distintos. Sobre isso podemos afirmar que: É correto a forma como pensavam, sendo arte e ciência são campos distintos e não podem ser colocados lado a lado. A arte dos nossos dias frequentemente liga áreas distintas, são híbridas. Pode ser muito perigoso envolver áreas diferentes, considerando que pode haver uma confusão difícil de desfazer. Arte e ciência são a mesma coisa, não podendo ser vistas de forma separada. (errei) 5. Nas áreas exatas o erro é rejeitado por não permitir que se chegue a um resultado esperado. Na arte isso não funciona dessa forma. Assim podemos pensar que: O professor deve estar atento ao ato de aprendizagem, que “precisa ser percebido e compreendido pelo professor de artes visuais no que é aparente e invisível, pois um erro aparente pode representar o acerto possível”. O professor deve estar atento para o ato de aprendizagem que “precisa ser percebido e compreendido pelo professor de artes visuais no que é aparente e invisível, pois um erro aparente pode ser fatal para a criação artística, comprometendo sua qualidade e levando ao fracasso total”. O professor deve estar atento para o ato de aprendizagem que “não considera o erro, que evita olhar para as falhas, sendo que errar é fundamental, e todos devem começar errando bastante, para só mais tarde tentar usar corretamente cada técnica aprendida”. (errei) Rejeitar o erro é parte de um processo que levará o aluno a ter uma caminhada afirmativa e correta, encurtando o caminho entre o não-aprendizado e o aprendizado. 6. Arnheim (In MARTINS, 1998, p. 154) afirma que o processo criativo tem sístoles e diástoles. A metáfora usada por ele refere-se: Aos movimentos de contração e dilatação do coração e das arteriais, responsáveis por fazer o sangue circular. Da mesma forma que o coração impulsiona o sangue, o artista faria um movimento de rejeitar as influências vistas por todas as imagens vistas durante o dia, o que pode prejudicar a criação de cada um. Aos movimentos de contração e dilatação do coração e das artérias, responsáveis por fazer o sangue circular. Da mesma forma que o coração impulsiona o sangue, o artista faria um movimento de condensar o seu material, eliminando o não-essencial, ou extraindo abundância de formas e ideias que se acumulam desordenadamente sobre o conceito. Aos movimentos de contração e dilatação do coração e das artérias, responsáveis por fazer o sangue circular. Da mesma forma que o coração impulsiona o sangue, o artista faria um movimento de aceitar todas as informações recebidas, na tentativa de incorporar ao seu processo criativo tudo o que for visto. Aos movimentos de pintar e expor seus quadros, o que ajuda ao artista a encontrar um bom destino a suas produções, considerando que a vida do artista está ligada a exposições de arte. 7. A expressão interior não vem desconectada do conhecimento técnico, do repertório daquele que cria, de suas experiências boas e ruins, de seus aprendizados, enfim de tudo aquilo que sua construção pessoal reuniu até o momento. Portanto: É necessário evitar experiências ruins para que a nossa produção seja boa. Todo processo criativo envolve algum tipo de desconforto, o que significa dizer que não há como estar ligado a criação sem que tenhamos em mente que muito da nossa produção seja frustrada, mas que isso faz parte não só como etapas do todo, bem como funcione como necessário ao próprio desenvolvimento do trabalho. Todo processo criativo só se dará se houver um profundo conhecimento técnico, em todas as formas de pintura, desenho e escultura, para então começar a produzir. A criação está associada a aceitação de que nem tudo dará certo, por isso devemos nos colocar longe do processo de criação, para que não fiquemos afetados negativamente. 8. O pensamento divergente, próprio da arte, onde muitas opções são possíveis, afastam-se do pensamento convergente, no qual apenas uma resposta é possível, geralmente ligado à ciência. Transitar entre esses pensamentos mais convergentes ou divergentes seria uma forma de: A melhor atitude é colocar-se ao lado do pensamento científico que dará mais segurança às respostas. Perder-se e não conseguir compreender o propósito da arte e seus desdobramentos. Fomentar a criação sem perder de vista aspectos importantes e práticos, que levaria a um foco no que se quer fazer. A criação pode ser nada prática e assim o melhor é se deixar levar sem preocupar-se em produzir algo. 9. Os fundamentos estéticos e artísticos levam a definir conteúdos, métodos e procedimentos pedagógicos. Segundo Fusari e Ferraz, (1993), podemos dizer que: O estético em arte diz respeito àquilo que é bem feito, bonito, e não aceita formas de produzir que não tenham o mínimo cuidado. O estético em arte tem ligação com o conhecimento relacionado à vida dos artistas e suas produções, sendo importante saber claramente sobre cada um. O estético em arte diz respeito, dentre outros aspectos, à compreensão sensível cognitiva do objeto artístico inserido em um determinadotempo/espaço sociocultural. O estético está ligado a uma forma de conhecer que envolve o sentir. O estético em arte está ligado ao racional, portanto assegura uma produção bem apurada. 10. Deve-se estar atento para que o processo artístico se oriente pelas múltiplas oportunidades que deverão aparecer no andamento dos trabalhos escolares (FUSARI e FERRAZ, 1993). De acordo com esse pensamento, podemos marcar a alternativa correta: Não é procurando unicamente uma produção final, nem atribuindo aos alunos um número infindável de ‘técnicas’, que atingiremos as metas desse curso” (p. 56). Isso significa dizer que o processo oferece aberturas não só para o conhecimento artístico, como também o aprofundamento na dimensão estética. O curso de arte deve ir além do conhecimento técnico, embora seja importante para preparação daquele que as aplica expressivamente. Aplicar expressivamente significa buscar sempre uma forma de aplicar a técnica, de acordo com o que foi apreendido, respeitando as normas e orientações, para que a expressividade tenha êxito. É procurando unicamente uma produção final e atribuindo aos alunos um número infindável de técnicas para atingirmos as metas de um bom curso de arte. É deixando totalmente de lado a questão técnica que o curso de arte atingirá seus objetivos. A preocupação técnica atrapalha a criação e não permite a expressão dos sentimentos interiores.