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Direito do Trabalho Leis Especiais

Material sobre Direito do Trabalho — Leis Especiais: reúne textos esquematizados das leis listadas no sumário, destacando Lei 4.090/62 (gratificação natalina) e Lei 4.749/65 (pagamento e adiantamento do 13º).

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Direito do Trabalho – Leis Especiais – Legislação Esquematizada 
 
www.quebrandoquestoes.com 
2 
 
Sumário 
LEI Nº 4.090, DE 13 DE JULHO DE 1962. .................................................................................................................. 3 
LEI Nº 4.749, DE 12 DE AGOSTO DE 1965. .............................................................................................................. 4 
LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989. ................................................................................................................. 5 
LEI Nº 7.998, DE 11 DE JANEIRO DE 1990. ............................................................................................................ 10 
Lei Nº 8.009, DE 29 DE MARÇO DE 1990. ............................................................................................................... 13 
LEI COMPLEMENTAR Nº 150, DE 1º DE JUNHO DE 2015 .................................................................................... 16 
LEI N. 6.019, DE 3 DE JANEIRO DE 1974. .............................................................................................................. 27 
LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. ...................................................................................................... 33 
LEI Nº 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990. ................................................................................................................... 38 
LEI Nº 605, DE 5 DE JANEIRO DE 1949. ................................................................................................................. 61 
 
 
 
 
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https://www.quebrandoquestoes.com/
Lei 4.090/62 – Lei Seca Masterizada 
 
 
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3/3 
Gratificação Natalina 
 
LEI Nº 4.090, DE 13 DE JULHO DE 1962. 
 
Institui a Gratificação de Natal para os Trabalhadores. 
 
Art. 1º - No mês de dezembro de cada ano, a todo empregado será paga, pelo empregador, uma gratificação 
salarial, independentemente da remuneração a que fizer jus. 
 
§ 1º - A gratificação corresponderá a 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço, do ano 
correspondente. 
 
§ 2º - A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será havida como mês integral para os efeitos do 
parágrafo anterior. 
 
§ 3º - A gratificação será proporcional: 
 
I - na extinção dos contratos a prazo, entre estes incluídos os de safra, ainda que a relação de emprego haja 
findado antes de dezembro; e 
 
II - na cessação da relação de emprego resultante da aposentadoria do trabalhador, ainda que verificada antes de 
dezembro. 
 
Art. 2º - As faltas legais e justificadas ao serviço não serão deduzidas para os fins previstos no § 1º do art. 1º desta 
Lei. 
 
Art. 3º - Ocorrendo rescisão, sem justa causa, do contrato de trabalho, o empregado receberá a gratificação 
devida nos termos dos parágrafos 1º e 2º do art. 1º desta Lei, calculada sobre a remuneração do mês da rescisão. 
 
 
http://www.quebrandoquestoes.com/
Lei 4.479/65 – Lei Seca Masterizada 
 
 
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4/3 
LEI Nº 4.749, DE 12 DE AGOSTO DE 1965. 
 
Dispõe sobre o Pagamento da Gratificação Prevista na Lei n º 4.090, de 13 de julho de 1962. 
 
Art. 1º - A gratificação salarial instituída pela Lei número 4.090, de 13 de julho de 1962, será paga pelo 
empregador até o dia 20 de dezembro de cada ano, compensada a importância que, a título de adiantamento, o 
empregado houver recebido na forma do artigo seguinte. 
 
Art. 2º - Entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, o empregador pagará, como adiantamento da 
gratificação referida no artigo precedente, de uma só vez, metade do salário recebido pelo respectivo empregado 
no mês anterior. 
 
§ 1º - O empregador não estará obrigado a pagar o adiantamento, no mesmo mês, a todos os seus 
empregados. 
 
§ 2º - O adiantamento será pago ao ensejo das férias do empregado, sempre que este o requerer no mês de 
janeiro do correspondente ano. 
 
Art. 3º - Ocorrendo a extinção do contrato de trabalho antes do pagamento de que trata o Art. 1º desta Lei, o 
empregador poderá compensar o adiantamento mencionado com a gratificação devida nos termos do Art. 3º da 
Lei número 4.090, de 13 de julho de 1962, e, se não bastar, com outro crédito de natureza trabalhista que possua 
o respectivo empregado. 
 
Art. 4º - As contribuições devidas ao Instituto Nacional de Previdência Social, que incidem sobre a gratificação 
salarial referida nesta Lei, ficam sujeitas ao limite estabelecido na legislação da Previdência Social. 
 
Art. 5 - Aplica-se, no corrente ano, a regra estatuída no Art. 2º desta Lei, podendo o empregado usar da faculdade 
estatuída no seu § 2º no curso dos primeiros 30 dias de vigência desta Lei. 
 
Art. 6º - O Poder Executivo, no prazo de 30 dias, adaptará o Regulamento aprovado pelo Decreto número 1.881, 
de 14 de dezembro de 1962, aos preceitos desta Lei. 
 
13º Salário – Leis 4.090/62 e 4.749/65 
* A gratificação será de 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço, do ano 
correspondente. 
 
* A fração igual ou superior a 15 dias = mês integral. 
 
* A gratificação será proporcional: 
✓ Na extinção dos contratos a prazo; 
✓ Na cessação da relação de emprego resultante da aposentadoria do trabalhador; 
 
O 13º Salário pode ser pago em 2 parcelas: 
✓ 1ª Parcela: Entre fevereiro e novembro (Adiantamento da gratificação); 
✓ 2ª Parcela: Até 20/12. 
 
OBS: O empregador não estará obrigado a pagar o adiantamento, no mesmo mês, a todos os seus 
empregados. 
 
OBS: O adiantamento será pago ao ensejo das férias do empregado, sempre que este o requerer no mês 
de janeiro do correspondente ano. 
 
 
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Lei 7.783/89 – Legislação Esquematizada 
 
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5 
LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989. 
 
CF/88. 
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 
 
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades 
inadiáveis da comunidade. 
 
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. 
 
Art. 114. § 3º Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o 
Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o 
conflito. 
 
Art. 142. § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que 
vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: 
 
IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; 
 
Atenção! 
O STF, por meio dos MIs 670, 708 e 712, estabeleceu que é aplicável a Lei de Greve do setor privado aos 
servidores públicos enquanto não vier a lei específica conforme apresentado no Art. 37, VII da CF. 
 
Dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das 
necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências. 
 
Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo 
e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 
 
Parágrafo único. O direito de greve será exercido na forma estabelecida nesta Lei. 
 
Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária 
e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador. 
 
Art. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral, éfacultada a cessação 
coletiva do trabalho. 
 
Parágrafo único. A entidade patronal correspondente ou os empregadores diretamente interessados serão 
notificados, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, da paralisação. 
 
Art. 4º Caberá à entidade sindical correspondente convocar, na forma do seu estatuto, assembleia geral que 
definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços. 
 
§ 1º O estatuto da entidade sindical deverá prever as formalidades de convocação e o quórum para a 
deliberação, tanto da deflagração quanto da cessação da greve. 
 
§ 2º Na falta de entidade sindical, a assembleia geral dos trabalhadores interessados deliberará para os fins 
previstos no "caput", constituindo comissão de negociação. 
 
Art. 5º A entidade sindical ou comissão especialmente eleita representará os interesses dos trabalhadores nas 
negociações ou na Justiça do Trabalho. 
 
 
 
 
http://www.quebrandoquestoes.com/
Lei 7.783/89 – Legislação Esquematizada 
 
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6 
Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos: 
 
I - o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve; 
 
II - a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. 
 
§ 1º Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger 
os direitos e garantias fundamentais de outrem. 
 
§ 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem 
como capazes de frustrar a divulgação do movimento. 
 
§ 3º As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho 
nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. 
 
Art. 7º Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação em greve suspende o contrato de 
trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo 
arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho. 
 
Parágrafo único. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de 
trabalhadores substitutos, exceto na ocorrência das hipóteses previstas nos arts. 9º (paralisação resultem em 
prejuízo irreparável) e 14 (abuso do direito de greve a inobservância das normas). 
 
TST 
A greve, não obstante ser direito constitucionalmente garantido aos trabalhadores, configura hipótese de 
suspensão do contrato de trabalho, razão pela qual a regra geral é de que os dias de paralisação não 
sejam remunerados. 
 
Entretanto, embora o art. 7º da Lei nº 7.783/89 permita o desconto dos dias de paralisação, no caso dos 
autos os abatimentos ocorreram porque os empregados substituídos, não se dispuseram a realizar a jornada 
compensatória, o que ensejou o direito patronal de descontar dos dias de trabalho paralisados pela greve. 
 
Assim, o desconto pelos dias parados decorreu do descumprimento, ainda que por via indireta, da cláusula 
normativa que regulou a compensação, na ocasião em que as partes se reuniram para tratar de questões 
relativas à greve. 
 
Logo, intacto o art. 7º da Lei nº 7.783/86, uma vez que não houve desrespeito ao acordo coletivo que regulou 
a greve. Isso porque restou incontroverso que a cláusula coletiva previa a necessidade de compensação dos 
dias não trabalhados, a critério de cada Banco. Agravo de instrumento desprovido. 
 
STF/RE 693.456 
A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do 
direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre, 
permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar demonstrado 
que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. 
 
Art. 8º A Justiça do Trabalho, por iniciativa de qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho, decidirá 
sobre a procedência, total ou parcial, ou improcedência das reivindicações, cumprindo ao Tribunal publicar, de 
imediato, o competente acórdão. 
 
Art. 9º Durante a greve, o sindicato ou a comissão de negociação, mediante acordo com a entidade patronal ou 
diretamente com o empregador, manterá em atividade equipes de empregados com o propósito de assegurar os 
serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e 
equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da 
cessação do movimento. 
 
Parágrafo único. Não havendo acordo, é assegurado ao empregador, enquanto perdurar a greve, o direito de 
contratar diretamente os serviços necessários a que se refere este artigo. 
 
 
 
 
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Lei 7.783/89 – Legislação Esquematizada 
 
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7 
Art. 10 São considerados serviços ou atividades essenciais: 
 
I - tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; 
 
II - assistência médica e hospitalar; 
 
III - distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; 
 
IV - funerários; 
 
V - transporte coletivo; 
 
VI - captação e tratamento de esgoto e lixo; 
 
VII - telecomunicações; 
 
VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares; 
 
IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais; 
 
X - controle de tráfego aéreo e navegação aérea; 
 
XI compensação bancária. 
 
XII - atividades médico-periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e a assistência social; 
 
XIII - atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual 
ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, 
para fins de reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 
(Estatuto da Pessoa com Deficiência); e 
 
XIV - outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis ao atendimento das 
necessidades inadiáveis da comunidade. 
 
XV - atividades portuárias. 
 
Art. 11. Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam 
obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao 
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 
 
Parágrafo único. São necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo 
iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população. 
 
Art. 12. No caso de inobservância do disposto no artigo anterior, o Poder Público assegurará a prestação dos 
serviços indispensáveis. 
 
Art. 13 Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, 
conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima 
de 72 (setenta e duas) horas da paralisação. 
 
Comunicação - Antecedência Mínima 
Regra Exceção 
48 horas Serviços ou atividades essenciais: 72 horas 
 
Art. 14 Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a 
manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho. 
 
Parágrafo único. Na vigência de acordo, convenção ou sentença normativa não constitui abuso do exercício do 
direito de greve a paralisação que: 
 
I - tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula ou condição; 
 
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Lei 7.783/89 – Legislação Esquematizada 
 
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8 
 
II - seja motivada pela superveniência de fatos novo ou acontecimento imprevisto que modifique substancialmente 
a relação de trabalho. 
 
Art. 15 A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, 
conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal. 
 
Parágrafoúnico. Deverá o Ministério Público, de ofício, requisitar a abertura do competente inquérito e oferecer 
denúncia quando houver indício da prática de delito. 
 
Art. 16. Para os fins previstos no art. 37, inciso VII, da Constituição, lei complementar definirá os termos e os 
limites em que o direito de greve poderá ser exercido. 
 
Art. 17. Fica vedada a paralisação das atividades, por iniciativa do empregador, com o objetivo de frustrar 
negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados (lockout). 
 
Parágrafo único. A prática referida no caput assegura aos trabalhadores o direito à percepção dos salários durante 
o período de paralisação. 
 
Art. 18. Ficam revogados a Lei nº 4.330, de 1º de junho de 1964, o Decreto-Lei nº 1.632, de 4 de agosto de 1978, 
e demais disposições em contrário. 
 
Art. 19 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
STF/Súmula Vinculante 23 
A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do 
exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. 
 
TST/Informativo 239 
Dissídio coletivo de greve. Mora salarial. Não exigência da observância dos parâmetros legais para 
deflagração da greve. Não abusividade do movimento paredista e não autorização de desconto dos dias 
parados. 
 
A jurisprudência majoritária da Seção de Dissídios Coletivos do TST segue no sentido de que a greve 
motivada por mora salarial, mesmo que não observe as exigências legais para sua deflagração, não pode 
ser considerada abusiva, nem autoriza o desconto dos dias parados. 
 
No caso, houve paralisação de parte da frota de transporte coletivo – cerca de 394 ônibus – ao longo do 
Terminal 1, no Centro de Manaus/AM, no dia 21/11/2018, das 15h15 às 17h20, pelos empregados que 
protestavam contra atrasos salariais. 
 
O TRT da 11ª Região julgou abusiva a greve, autorizando o desconto das horas paradas em relação aos 
trabalhadores que efetivamente participaram da paralisação, porquanto não cumpridos os requisitos legais 
obrigatórios dispostos na Lei nº 7.783/89 para a deflagração do movimento grevista. 
 
No entanto, conforme a jurisprudência majoritária da SDC, não se exige o cumprimento dos requisitos 
previstos na Lei nº 7.783/1989 quando a greve é motivada pela conduta ilícita do empregador de 
atrasar o pagamento dos salários, bem como a participação em greve deflagrada nessa situação não 
autoriza a realização do desconto dos salários, sendo devido seu pagamento. 
 
Sob esses fundamentos, a SDC, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinário do sindicato dos 
trabalhadores para, declarando a não abusividade da greve e afastando a autorização de desconto salarial 
das horas paralisadas, julgar improcedentes os pedidos deduzidos na petição inicial. TST-RO-451-
67.2018.5.11.0000, SDC, rel. Min. Ives Gandra da Silva Martins Filho, 14/6/2021. 
 
TST/DCG-1000418-66.2018.5.00.0000 
É abusivo o movimento grevista deflagrado pela categoria profissional contra a privatização das empresas 
que compõem o sistema Eletrobras, pois não se verifica dissídio trabalhista, ou seja, conflito entre empresa e 
trabalhadores. 
 
A política de privatização do setor elétrico não é de autoria da Eletrobras, nem das empresas estatais, mas 
 
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Lei 7.783/89 – Legislação Esquematizada 
 
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9 
do poder público, de modo que as reivindicações dos trabalhadores não podem ser negociadas pelas 
empresas. 
 
Assim, vislumbrando a ocorrência de greve com motivação estritamente política, a SDC, por maioria, julgou 
procedente o pedido de abusividade do movimento, vencidos os Ministros Mauricio Godinho Delgado, 
relator, e Kátia Magalhães Arruda. 
 
TST/RO 10.504 
O entendimento desta Seção Especializada é o de que a greve com nítido caráter político é abusiva, já 
que não se pode admitir que os empregadores suportem as consequências da paralisação, quando as 
pretensões apresentadas não fazem parte da sua esfera de disponibilidade. 
 
OJ 10 - SDC 
É incompatível com a declaração de abusividade de movimento grevista o estabelecimento de quaisquer 
vantagens ou garantias a seus partícipes, que assumiram os riscos inerentes à utilização do instrumento de 
pressão máximo. 
 
OJ 11 - SDC 
É abusiva a greve levada a efeito sem que as partes hajam tentado, direta e pacificamente, solucionar o 
conflito que lhe constitui o objeto. 
 
STF/Rcl 19.632 
A jurisprudência desta Casa consolidou-se no sentido de que, sendo o cerne da decisão proferida no MI 708 
a aplicação aos servidores públicos da Lei de Greve concernente ao setor privado até que o Poder 
Legislativo discipline o direito de greve no âmbito da Administração Pública, há afronta a esse julgado 
quando o ato reclamado nega o direito de greve aos servidores públicos por falta de normatização. 
 
STF/RG – Tema 531 
A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício 
do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela 
decorre, permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar 
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. 
 
STF/RG – Tema 531 
É competência da justiça comum, federal ou estadual, conforme o caso, o julgamento de dissídio de 
greve promovida por servidores públicos, na linha do precedente firmado no MI 670. 
 
STF/RE 226.966 
O exercício regular do direito de greve não pode acarretar a demissão do servidor público. Além disso, 
exoneração não é pena (Art. 127, da lei 8.212/90). O STF já se manifestou sobre a matéria: "A simples 
circunstância de o servidor público estar em estágio probatório não é justificativa para demissão com 
fundamento na sua participação em movimento grevista por período superior a trinta dias. 
 
 
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Lei 7.998/90 – Legislação Esquematizada 
 
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10 
LEI Nº 7.998, DE 11 DE JANEIRO DE 1990. 
 
CF/88. Art. 7º. II. 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social: 
 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
OBS: O Seguro-desemprego não faz parte do rol de benefícios oferecidos pela Previdência por meio do 
RGPS. O Seguro-desemprego é um benefício assistencial concedido pelo Ministério do Trabalho. 
 
Art. 2º O programa do seguro-desemprego tem por finalidade: 
 
I - prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa 
causa, inclusive a indireta, e ao trabalhador comprovadamente resgatado de regime de trabalho forçado ou da 
condição análoga à de escravo; 
 
II - auxiliar os trabalhadores na busca ou preservação do emprego, promovendo, para tanto, ações integradas 
de orientação, recolocação e qualificação profissional. 
 
Art. 2º-A. Para efeito do disposto no inciso II do art. 2º, fica instituída a bolsa de qualificação profissional, a ser 
custeada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, à qual fará jus o trabalhador que estiver com o contrato 
de trabalho suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação profissional oferecido 
pelo empregador, em conformidade com o disposto em convenção ou acordo coletivo celebrado para este fim. 
 
Art. 2º-C O trabalhador que vier a ser identificado como submetido a regime de trabalho forçado ou reduzido a 
condição análoga à de escravo, em decorrência de ação de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, 
será dessa situação resgatado e terá direito à percepção de três parcelas de seguro-desemprego no valor de um 
salário mínimo cada, conforme o disposto no § 2º deste artigo. 
 
Art. 3º Terá direito à percepção do seguro-desemprego o trabalhador dispensado sem justa causa que comprove: 
 
I - ter recebido salários de pessoa jurídica ou de pessoa física a ela equiparada,relativos a: 
 
a) pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, quando da 
primeira solicitação; 
 
b) pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, quando da 
segunda solicitação; e 
 
c) cada um dos 6 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, quando das demais solicitações; 
 
III - não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, previsto no Regulamento 
dos Benefícios da Previdência Social, excetuado o auxílio-acidente e o auxílio suplementar previstos na Lei nº 
6.367, de 19 de outubro de 1976, bem como o abono de permanência em serviço previsto na Lei nº 5.890, de 8 de 
junho de 1973; 
 
IV - não estar em gozo do auxílio-desemprego; e 
 
V - não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família. 
 
VI - matrícula e frequência, quando aplicável, nos termos do regulamento, em curso de formação inicial e 
continuada ou de qualificação profissional habilitado pelo Ministério da Educação, nos termos do art. 18 da Lei no 
12.513, de 26 de outubro de 2011, ofertado por meio da Bolsa-Formação Trabalhador concedida no âmbito do 
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), instituído pela Lei no 12.513, de 26 de 
outubro de 2011, ou de vagas gratuitas na rede de educação profissional e tecnológica. 
 
Art. 4º. O benefício do seguro-desemprego será concedido ao trabalhador desempregado, por período máximo 
variável de 3 (três) a 5 (cinco) meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo, contados da 
data de dispensa que deu origem à última habilitação, cuja duração será definida pelo Conselho Deliberativo do 
Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). 
 
 
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11 
§ 1º O benefício do seguro-desemprego poderá ser retomado a cada novo período aquisitivo, satisfeitas as 
condições arroladas nos incisos I, III, IV e V do caput do art. 3o. 
 
Condições 
* Ter recebido salários de pessoa jurídica ou de pessoa física a ela equiparada, relativos a; 
 
* Não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, previsto no Regulamento 
dos Benefícios da Previdência Social, excetuado o auxílio-acidente e o auxílio suplementar previstos na Lei 
nº 6.367, de 19 de outubro de 1976, bem como o abono de permanência em serviço previsto na Lei nº 5.890, 
de 8 de junho de 1973; 
 
* Não estar em gozo do auxílio-desemprego; e 
 
* Não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família. 
 
§ 2º A determinação do período máximo mencionado no caput observará a seguinte relação entre o número de 
parcelas mensais do benefício do seguro-desemprego e o tempo de serviço do trabalhador nos 36 (trinta e seis) 
meses que antecederem a data de dispensa que originou o requerimento do seguro-desemprego, vedado o 
cômputo de vínculos empregatícios utilizados em períodos aquisitivos anteriores: 
 
I - para a primeira solicitação: 
 
a) 4 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 12 meses e, no máximo, 23 meses, no período de referência; ou 
 
b) 5 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 24 meses, no período de referência; 
 
II - para a segunda solicitação: 
 
a) 3 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 9 meses e, no máximo, 11 meses, no período de referência; 
 
b) 4 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 12 meses e, no máximo, 23 meses, no período de referência; ou 
 
c) 5 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 24 meses, no período de referência; 
 
III - a partir da terceira solicitação: 
 
a) 3 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 6 meses e, no máximo, 11 meses, no período de referência; 
 
b) 4 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 12 meses e, no máximo, 23 meses, no período de referência; ou 
 
c) 5 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela 
equiparada de, no mínimo, 24 meses, no período de referência. 
 
Seguro-desemprego 
Parcelas/Tempo – 1ª Solicitação Parcelas/Tempo – 2ª Solicitação Parcelas/Tempo – 3ª Solicitação 
Quatro Parcelas/12 a 23 meses; 
 
Cinco Parcelas/+ 24 meses. 
 
Três Parcelas/9 a 11 meses; 
 
Quatro Parcelas/12 a 23 meses. 
 
Cinco Parcelas/+24 meses. 
 
Três Parcelas/9 a 11 meses; 
 
Quatro Parcelas/12 a 23 meses. 
 
Cinco Parcelas/+24 meses. 
 
 
§ 3º A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será havida como mês integral para os efeitos do § 2º. 
 
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12 
 
Art. 5º O valor do benefício será fixado em Bônus do Tesouro Nacional (BTN), devendo ser calculado segundo 3 
(três) faixas salariais, observados os seguintes critérios: 
 
I - até 300 (trezentos) BTN, multiplicar-se-á o salário médio dos últimos 3 (três) meses pelo fator 0,8 (oito 
décimos); 
 
II - de 300 (trezentos) a 500 (quinhentos) BTN aplicar-se-á, até o limite do inciso anterior, a regra nele contida e, 
no que exceder, o fator 0,5 (cinco décimos); 
 
III - acima de 500 (quinhentos) BTN, o valor do benefício será igual a 340 (trezentos e quarenta) BTN. 
 
§ 1º Para fins de apuração do benefício, será considerada a média dos salários dos últimos 3 (três) meses 
anteriores à dispensa, devidamente convertidos em BTN pelo valor vigente nos respectivos meses trabalhados. 
 
Art. 6º O seguro-desemprego é direito pessoal e intransferível do trabalhador, podendo ser requerido a partir do 
sétimo dia subsequente à rescisão do contrato de trabalho. 
 
Art. 7º O pagamento do benefício do seguro-desemprego será suspenso nas seguintes situações: 
 
I - admissão do trabalhador em novo emprego; 
 
II - início de percepção de benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto o auxílio-acidente, o 
auxílio suplementar e o abono de permanência em serviço; 
 
III - início de percepção de auxílio-desemprego. 
 
IV - recusa injustificada por parte do trabalhador desempregado em participar de ações de recolocação de 
emprego, conforme regulamentação do Codefat. 
 
Art. 8º. O benefício do seguro-desemprego será cancelado: 
 
I - pela recusa por parte do trabalhador desempregado de outro emprego condizente com sua qualificação 
registrada ou declarada e com sua remuneração anterior; 
 
II - por comprovação de falsidade na prestação das informações necessárias à habilitação; 
 
III - por comprovação de fraude visando à percepção indevida do benefício do seguro-desemprego; ou 
 
IV - por morte do segurado. 
 
§ 1º. Nos casos previstos nos incisos I (recusa) a III (fraude) deste artigo, será suspenso por um período de 2 
(dois) anos, ressalvado o prazo de carência, o direito do trabalhador à percepção do seguro-desemprego, 
dobrando-se este período em caso de reincidência. 
 
Art. 9º É assegurado o recebimento de abono salarial anual, no valor máximo de 1 (um) salário-mínimo 
vigente na data do respectivo pagamento, aos empregados que: 
 
I - tenham percebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o 
Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até 2 (dois) saláriosmínimos médios de 
remuneração mensal no período trabalhado e que tenham exercido atividade remunerada pelo menos durante 
30 (trinta) dias no ano-base; 
 
II - estejam cadastrados há pelo menos 5 (cinco) anos no Fundo de Participação PIS-Pasep ou no Cadastro 
Nacional do Trabalhador. 
 
Art. 18. É instituído o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador - CODEFAT, composto por 
representação de trabalhadores, empregadores e órgãos e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo 
Poder Executivo. 
 
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Lei Nº 8.009, DE 29 DE MARÇO DE 1990. 
 
Dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família. 
 
Art. 1º O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por 
qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou 
pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei. 
 
Parágrafo único. A impenhorabilidade compreende o imóvel sobre o qual se assentam a construção, as 
plantações, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos, inclusive os de uso profissional, 
ou móveis que guarnecem a casa, desde que quitados. 
 
Art. 2º Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte, obras de arte e adornos suntuosos. 
 
Parágrafo único. No caso de imóvel locado, a impenhorabilidade aplica-se aos bens móveis quitados que 
guarneçam a residência e que sejam de propriedade do locatário, observado o disposto neste artigo. 
 
Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista 
ou de outra natureza, salvo se movido: 
 
II - pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição do imóvel, no limite 
dos créditos e acréscimos constituídos em função do respectivo contrato; 
 
III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário que, com o 
devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos responderão pela dívida; 
 
IV - para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar; 
 
STJ/REsp 1.510.419/PR 
A jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que é possível a penhora de bem de família quando a 
dívida é oriunda de cobrança de taxas e despesas condominiais. 
 
V - para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar; 
 
VI - por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal condenatória a 
ressarcimento, indenização ou perdimento de bens. 
 
VII - por obrigação decorrente de fiança concedida em contrato de locação. 
 
Penhora – Contrato de Locação 
STF/RE 605.709/SP STJ/Súmula 549 
Não é penhorável o bem de família do fiador, no 
caso de contratos de locação comercial. Com 
base neste entendimento, a Primeira Turma, por 
maioria e em conclusão de julgamento, deu 
provimento a recurso extraordinário em que se 
discutia a possibilidade de penhora de bem de 
família do fiador em contexto de locação comercial. 
É válida a penhora de bem de família pertencente a 
fiador de contrato de locação. (Locação 
Residencial) 
 
STF/RE 1.307.334/SP (08/03/2022) 
É constitucional a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, seja 
residencial, seja comercial. 
 
VIII - para cobrança de crédito constituído pela Procuradoria-Geral Federal em decorrência de benefício 
previdenciário ou assistencial recebido indevidamente por dolo, fraude ou coação, inclusive por terceiro que sabia 
ou deveria saber da origem ilícita dos recursos. 
 
 
 
 
 
 
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14 
STJ/EAREsp 848.498/PR 
1. O art. 1º da Lei n. 8.009/1990 instituiu a impenhorabilidade do bem de família, haja vista se tratar de 
instrumento de tutela do direito fundamental à moradia da família e, portanto, indispensável à composição de 
um mínimo existencial para uma vida digna, ao passo que o art. 3º, inciso V, desse diploma estabelece, 
como exceção à regra geral, a penhorabilidade do imóvel que tiver sido oferecido como garantia real pelo 
casal ou pela entidade familiar. 
 
2. No ponto, a jurisprudência desta Casa se sedimentou, em síntese, no seguinte sentido: 
a) o bem de família é impenhorável, quando for dado em garantia real de dívida por um dos sócios da 
pessoa jurídica devedora, cabendo ao credor o ônus da prova de que o proveito se reverteu à entidade 
familiar; 
 
b) o bem de família é penhorável, quando os únicos sócios da empresa devedora são os titulares do imóvel 
hipotecado, sendo ônus dos proprietários a demonstração de que a família não se beneficiou dos valores 
auferidos. 
 
STJ/AREsp 665.233/SC 
A jurisprudência desta Corte orienta que a exceção prevista no artigo 3º, V, da Lei n. 8009/90 não se aplica 
aos casos em que a hipoteca é dada como garantia de empréstimo contraído em favor de terceiro, somente 
quando garante empréstimo tomado diretamente em favor do próprio devedor, o que ocorreu no caso em 
exame. 
 
STJ/REsp 1.021.440/SP 
A impenhorabilidade do bem de família é oponível às execuções de sentenças cíveis decorrrentes de atos 
ilícitos, salvo se decorrente de ilícito previamente reconhecido na esfera penal. 
 
Art. 4º Não se beneficiará do disposto nesta lei aquele que, sabendo-se insolvente, adquire de má-fé imóvel 
mais valioso para transferir a residência familiar, desfazendo-se ou não da moradia antiga. 
 
§ 1º Neste caso, poderá o juiz, na respectiva ação do credor, transferir a impenhorabilidade para a moradia 
familiar anterior, ou anular-lhe a venda, liberando a mais valiosa para execução ou concurso, conforme a 
hipótese. 
 
§ 2º Quando a residência familiar constituir-se em imóvel rural, a impenhorabilidade restringir-se-á à sede de 
moradia, com os respectivos bens móveis, e, nos casos do art. 5º, inciso XXVI, da Constituição, à área limitada 
como pequena propriedade rural. 
 
Art. 5º Para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata esta lei, considera-se residência um único imóvel 
utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente. 
 
Parágrafo único. Na hipótese de o casal, ou entidade familiar, ser possuidor de vários imóveis utilizados como 
residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor, salvo se outro tiver sido registrado, para esse 
fim, no Registro de Imóveis e na forma do art. 70 do Código Civil. 
 
Art. 6º São canceladas as execuções suspensas pela Medida Provisória nº 143, de 8 de março de 1990, que deu 
origem a esta lei. 
 
Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
STJ/Súmula 205 
A Lei 8.009/90 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência. 
 
STJ/Súmula 328 
Na execução contra instituição financeira, é penhorável o numerário disponível, excluídas as reservas 
bancárias mantidas no Banco Central. 
 
STJ/Súmula 364 
O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas 
solteiras, separadas e viúvas. 
 
 
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STJ/Súmula 449 
A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para 
efeito de penhora. 
 
STJ/Súmula 451 
É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial. 
 
STJ/Súmula 486 
É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda 
obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família. 
 
STJ/REsp 1.373.654/RS 
A impenhorabilidade de bem de família pode ser arguida em qualquer tempo ou fase do processo, desde que 
não tenhahavido pronunciamento judicial anterior. A proteção prevista na Lei nº 8.009/1990 não pode ser 
utilizada com abuso de direito ou com atos manifestamente fraudulentos. 
 
STJ/REsp 1.677.079-SP 
Os direitos do devedor fiduciante sobre imóvel objeto de contrato de alienação fiduciária em garantia 
possuem a proteção da impenhorabilidade do bem de família legal. 
 
STJ/AREsp 1.039.028/SP 
Opera-se a preclusão consumativa quanto à discussão acerca da penhorabilidade ou impenhorabilidade do 
bem de família quando houver decisão definitiva anterior acerca do tema, mesmo em se tratando de matéria 
de ordem pública. 
 
STJ/REsp 1.518.503/PE 
A impenhorabilidade de bem de família pode ser alegada a qualquer tempo e grau de jurisdição. No entanto, 
uma vez decidido o tema, não pode ser reeditado, pois acobertado pela preclusão. 
 
STJ/REsp 1.616.475-PE 
É impenhorável o único imóvel comercial do devedor quando o aluguel daquele está destinado unicamente 
ao pagamento de locação residencial por sua entidade familiar. 
 
 
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16 
Lei Complementar Nº 150, DE 1º DE JUNHO DE 2015 
 
Art. 1º. Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, 
subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial 
destas, por mais de 2 dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. 
 
Parágrafo único. É vedada a contratação de menor de 18 anos para desempenho de trabalho doméstico, de 
acordo com a Convenção no 182, de 1999, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com o Decreto no 
6.481, de 12 de junho de 2008 
 
Art. 2º. A duração normal do trabalho doméstico não excederá 8 horas diárias e 44 semanais, observado o 
disposto nesta Lei. 
 
§ 1º. A remuneração da hora extraordinária será, no mínimo, 50% superior ao valor da hora normal. 
 
§ 2º. O salário-hora normal, em caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário mensal por 
220 horas, salvo se o contrato estipular jornada mensal inferior que resulte em divisor diverso. 
 
§ 3º. O salário-dia normal, em caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário mensal por 30 e 
servirá de base para pagamento do repouso remunerado e dos feriados trabalhados. 
 
§ 4º. Poderá ser dispensado o acréscimo de salário e instituído regime de compensação de horas, mediante 
acordo escrito entre empregador e empregado, se o excesso de horas de um dia for compensado em outro 
dia. 
 
§ 5º. No regime de compensação previsto no § 4o: 
 
I - será devido o pagamento, como horas extraordinárias, na forma do § 1o, das primeiras 40 horas mensais 
excedentes ao horário normal de trabalho; 
 
II - das 40 horas referidas no inciso I, poderão ser deduzidas, sem o correspondente pagamento, as horas não 
trabalhadas, em função de redução do horário normal de trabalho ou de dia útil não trabalhado, durante o mês; 
 
III - o saldo de horas que excederem as 40 primeiras horas mensais de que trata o inciso I, com a dedução 
prevista no inciso II, quando for o caso, será compensado no período máximo de 1 ano. 
 
§ 6º. Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada 
extraordinária, na forma do § 5º, o empregado fará jus ao pagamento das horas extras não compensadas, 
calculadas sobre o valor da remuneração na data de rescisão. 
 
§ 7º. Os intervalos previstos nesta Lei, o tempo de repouso, as horas não trabalhadas, os feriados e os domingos 
livres em que o empregado que mora no local de trabalho nele permaneça não serão computados como horário 
de trabalho. 
 
§ 8º. O trabalho não compensado prestado em domingos e feriados deve ser pago em dobro, sem prejuízo da 
remuneração relativa ao repouso semanal. 
 
Art. 3º. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda 25 horas 
semanais. 
 
§ 1º. O salário a ser pago ao empregado sob regime de tempo parcial será proporcional a sua jornada, em relação 
ao empregado que cumpre, nas mesmas funções, tempo integral. 
 
§ 2º. A duração normal do trabalho do empregado em regime de tempo parcial poderá ser acrescida de horas 
suplementares, em número não excedente a 1 hora diária, mediante acordo escrito entre empregador e 
empregado, aplicando-se-lhe, ainda, o disposto nos §§ 2o e 3o do art. 2o, com o limite máximo de 6 horas 
diárias. 
 
§ 3º. Na modalidade do regime de tempo parcial, após cada período de 12 meses de vigência do contrato de 
trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção: 
 
 
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I - 18 dias, para a duração do trabalho semanal superior a 22 horas, até 25 horas; 
 
II - 16 dias, para a duração do trabalho semanal superior a 20 horas, até 22 horas; 
 
III - 14 dias, para a duração do trabalho semanal superior a 15 horas, até 20 horas; 
 
IV - 12 dias, para a duração do trabalho semanal superior a 10 horas, até 15 horas; 
 
V - 10 dias, para a duração do trabalho semanal superior a 5 horas, até 10 horas; 
 
VI - 8 dias, para a duração do trabalho semanal igual ou inferior a 5 horas. 
 
Art. 4º. É facultada a contratação, por prazo determinado, do empregado doméstico: 
 
I - mediante contrato de experiência; 
 
II - para atender necessidades familiares de natureza transitória e para substituição temporária de empregado 
doméstico com contrato de trabalho interrompido ou suspenso. 
 
Parágrafo único. No caso do inciso II deste artigo, a duração do contrato de trabalho é limitada ao término do 
evento que motivou a contratação, obedecido o limite máximo de 2 anos. 
 
Art. 5º. O contrato de experiência não poderá exceder 90 dias. 
 
§ 1º. O contrato de experiência poderá ser prorrogado 1 vez, desde que a soma dos 2 períodos não ultrapasse 
90 dias. 
 
§ 2º. O contrato de experiência que, havendo continuidade do serviço, não for prorrogado após o decurso de seu 
prazo previamente estabelecido ou que ultrapassar o período de 90 (noventa) dias passará a vigorar como 
contrato de trabalho por prazo indeterminado. 
 
Art. 6º. Durante a vigência dos contratos previstos nos incisos I e II do art. 4o, o empregador que, sem justa causa, 
despedir o empregado é obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, metade da remuneração a que teria direito 
até o termo do contrato. 
 
Art. 7º. Durante a vigência dos contratos previstos nos incisos I e II do art. 4o, o empregado não poderá se 
desligar do contrato sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse 
fato lhe resultarem. 
 
Parágrafo único. A indenização não poderá exceder aquela a que teria direito o empregado em idênticas 
condições. 
 
Art. 8º. Durante a vigência dos contratos previstos nos incisos I e II do art. 4o, não será exigido aviso prévio. 
 
Art. 9º. A Carteira de Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contrarrecibo, pelo 
empregado ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de 48 horas para nela anotar, especificamente, a 
data de admissão, a remuneração e, quando for o caso, os contratos previstos nos incisos I e II do art. 4o. 
 
Art. 10. É facultado às partes, mediante acordo escrito entre essas, estabelecer horário de trabalho de 12 horas 
seguidas por 36 horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e 
alimentação. 
 
§ 1º. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo abrange os pagamentos devidos 
pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os 
feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943, e o art. 9o 
da Lei no 605, de 5 de janeiro de 1949. 
 
Art. 11.Em relação ao empregado responsável por acompanhar o empregador prestando serviços em viagem, 
serão consideradas apenas as horas efetivamente trabalhadas no período, podendo ser compensadas as 
horas extraordinárias em outro dia, observado o art. 2o. 
 
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18 
 
§ 1º. O acompanhamento do empregador pelo empregado em viagem será condicionado à prévia existência de 
acordo escrito entre as partes. 
 
§ 2º. A remuneração-hora do serviço em viagem será, no mínimo, 25% superior ao valor do salário-hora 
normal. 
 
§ 3º. O disposto no § 2o deste artigo poderá ser, mediante acordo, convertido em acréscimo no banco de horas, a 
ser utilizado a critério do empregado. 
 
Art. 12. É obrigatório o registro do horário de trabalho do empregado doméstico por qualquer meio manual, 
mecânico ou eletrônico, desde que idôneo. 
 
Art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo período de, no mínimo, 1 hora 
e, no máximo, 2 horas, admitindo-se, mediante prévio acordo escrito entre empregador e empregado, sua 
redução a 30 minutos. 
 
§ 1º. Caso o empregado resida no local de trabalho, o período de intervalo poderá ser desmembrado em 2 (dois) 
períodos, desde que cada um deles tenha, no mínimo, 1 (uma) hora, até o limite de 4 (quatro) horas ao dia. 
 
§ 2º. Em caso de modificação do intervalo, na forma do § 1o, é obrigatória a sua anotação no registro diário de 
horário, vedada sua prenotação. 
 
Art. 14. Considera-se noturno, para os efeitos desta Lei, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 
horas do dia seguinte. 
 
§ 1º. A hora de trabalho noturno terá duração de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. 
 
§ 2º. A remuneração do trabalho noturno deve ter acréscimo de, no mínimo, 20% (vinte por cento) sobre o valor da 
hora diurna. 
 
§ 3º. Em caso de contratação, pelo empregador, de empregado exclusivamente para desempenhar trabalho 
noturno, o acréscimo será calculado sobre o salário anotado na Carteira de Trabalho e Previdência Social. 
 
§ 4º. Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de 
trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. 
 
Art. 15. Entre 2 jornadas de trabalho deve haver período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso. 
 
Art. 16. É devido ao empregado doméstico descanso semanal remunerado de, no mínimo, 24 horas 
consecutivas, preferencialmente aos domingos, além de descanso remunerado em feriados. 
 
Art. 17. O empregado doméstico terá direito a férias anuais remuneradas de 30 dias, salvo o disposto no § 3o do 
art. 3º, com acréscimo de, pelo menos, um terço do salário normal, após cada período de 12 meses de 
trabalho prestado à mesma pessoa ou família. 
 
§ 1º. Na cessação do contrato de trabalho, o empregado, desde que não tenha sido demitido por justa causa, 
terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias, na proporção de um doze avos por mês de 
serviço ou fração superior a 14 dias. 
 
§ 2º. O período de férias poderá, a critério do empregador, ser fracionado em até 2 períodos, sendo 1 deles de, 
no mínimo, 14 dias corridos. 
 
§ 3º. É facultado ao empregado doméstico converter um terço do período de férias a que tiver direito em abono 
pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. 
 
§ 4º. O abono de férias deverá ser requerido até 30 dias antes do término do período aquisitivo. 
 
§ 5º. É lícito ao empregado que reside no local de trabalho nele permanecer durante as férias. 
 
 
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§ 6º. As férias serão concedidas pelo empregador nos 12 meses subsequentes à data em que o empregado tiver 
adquirido o direito. 
 
Art. 18. É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por fornecimento de 
alimentação, vestuário, higiene ou moradia, bem como por despesas com transporte, hospedagem e alimentação 
em caso de acompanhamento em viagem. 
 
§ 1º. É facultado ao empregador efetuar descontos no salário do empregado em caso de adiantamento salarial 
e, mediante acordo escrito entre as partes, para a inclusão do empregado em planos de assistência médico-
hospitalar e odontológica, de seguro e de previdência privada, não podendo a dedução ultrapassar 20% do 
salário. 
 
§ 2º. Poderão ser descontadas as despesas com moradia de que trata o caput deste artigo quando essa se 
referir a local diverso da residência em que ocorrer a prestação de serviço, desde que essa possibilidade tenha 
sido expressamente acordada entre as partes. 
 
§ 3º. As despesas referidas no caput deste artigo não têm natureza salarial nem se incorporam à remuneração 
para quaisquer efeitos. 
 
§ 4º. O fornecimento de moradia ao empregado doméstico na própria residência ou em morada anexa, de 
qualquer natureza, não gera ao empregado qualquer direito de posse ou de propriedade sobre a referida moradia. 
 
Art. 19. Observadas as peculiaridades do trabalho doméstico, a ele também se aplicam as Leis nº 605, de 5 de 
janeiro de 1949, no 4.090, de 13 de julho de 1962, no 4.749, de 12 de agosto de 1965, e no 7.418, de 16 de 
dezembro de 1985, e, subsidiariamente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 
5.452, de 1º de maio de 1943. 
 
Parágrafo único. A obrigação prevista no art. 4º da Lei nº 7.418, de 16 de dezembro de 1985, poderá ser 
substituída, a critério do empregador, pela concessão, mediante recibo, dos valores para a aquisição das 
passagens necessárias ao custeio das despesas decorrentes do deslocamento residência-trabalho e vice-versa. 
 
Art. 20. O empregado doméstico é segurado obrigatório da Previdência Social, sendo-lhe devidas, na forma da 
Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, as prestações nela arroladas, atendido o disposto nesta Lei e observadas as 
características especiais do trabalho doméstico. 
 
Art. 21. É devida a inclusão do empregado doméstico no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), na 
forma do regulamento a ser editado pelo Conselho Curador e pelo agente operador do FGTS, no âmbito de suas 
competências, conforme disposto nos arts. 5o e 7o da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, inclusive no que 
tange aos aspectos técnicos de depósitos, saques, devolução de valores e emissão de extratos, entre outros 
determinados na forma da lei. 
 
Parágrafo único. O empregador doméstico somente passará a ter obrigação de promover a inscrição e de efetuar 
os recolhimentos referentes a seu empregado após a entrada em vigor do regulamento referido no caput. 
 
Art. 22. O empregador doméstico depositará a importância de 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) sobre 
a remuneração devida, no mês anterior, a cada empregado, destinada ao pagamento da indenização 
compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador, não se aplicando ao 
empregado doméstico o disposto nos §§ 1o a 3o do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990. 
 
§ 1º. Nas hipóteses de dispensa por justa causa ou a pedido, de término do contrato de trabalho por prazo 
determinado, de aposentadoria e de falecimento do empregado doméstico, os valores previstos no caput serão 
movimentados pelo empregador. 
 
§ 2º. Na hipótese de culpa recíproca, metade dos valores previstos no caput será movimentada pelo empregado, 
enquanto a outra metade será movimentada pelo empregador. 
 
§ 3º. Os valores previstos no caput serão depositados na conta vinculada do empregado, em variação distinta 
daquela em que se encontrarem os valores oriundos dos depósitos de que trata o inciso IV do art. 34 desta Lei, e 
somente poderão ser movimentados por ocasião da rescisão contratual. 
 
 
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§ 4º. À importância monetáriade que trata o caput, aplicam-se as disposições da Lei no 8.036, de 11 de maio de 
1990, e da Lei no 8.844, de 20 de janeiro de 1994, inclusive quanto a sujeição passiva e equiparações, prazo de 
recolhimento, administração, fiscalização, lançamento, consulta, cobrança, garantias, processo administrativo de 
determinação e exigência de créditos tributários federais. 
 
Art. 23. Não havendo prazo estipulado no contrato, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindi-lo deverá avisar 
a outra de sua intenção. 
 
§ 1º. O aviso prévio será concedido na proporção de 30 (trinta) dias ao empregado que conte com até 1 (um) ano 
de serviço para o mesmo empregador. 
 
§ 2º. Ao aviso prévio previsto neste artigo, devido ao empregado, serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço 
prestado para o mesmo empregador, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) 
dias. 
 
§ 3º. A falta de aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao 
prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período ao seu tempo de serviço. 
 
§ 4º. A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários 
correspondentes ao prazo respectivo. 
 
§ 5º. O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado. 
 
Art. 24. O horário normal de trabalho do empregado durante o aviso prévio, quando a rescisão tiver sido 
promovida pelo empregador, será reduzido de 2 (duas) horas diárias, sem prejuízo do salário integral. 
 
Parágrafo único. É facultado ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas diárias previstas no caput 
deste artigo, caso em que poderá faltar ao serviço, sem prejuízo do salário integral, por 7 (sete) dias corridos, na 
hipótese dos §§ 1o e 2o do art. 23. 
 
Art. 25. A empregada doméstica gestante tem direito a licença-maternidade de 120 dias, sem prejuízo do 
emprego e do salário, nos termos da Seção V do Capítulo III do Título III da Consolidação das Leis do Trabalho 
(CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. 
 
Parágrafo único. A confirmação do estado de gravidez durante o curso do contrato de trabalho, ainda que 
durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade 
provisória prevista na alínea “b” do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 
 
Art. 26. O empregado doméstico que for dispensado sem justa causa fará jus ao benefício do seguro-
desemprego, na forma da Lei no 7.998, de 11 de janeiro de 1990, no valor de 1 salário-mínimo, por período 
máximo de 3 meses, de forma contínua ou alternada. 
 
§ 1º. O benefício de que trata o caput será concedido ao empregado nos termos do regulamento do Conselho 
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). 
 
§ 2º. O benefício do seguro-desemprego será cancelado, sem prejuízo das demais sanções cíveis e penais 
cabíveis: 
 
I - pela recusa, por parte do trabalhador desempregado, de outro emprego condizente com sua qualificação 
registrada ou declarada e com sua remuneração anterior; 
 
II - por comprovação de falsidade na prestação das informações necessárias à habilitação; 
 
III - por comprovação de fraude visando à percepção indevida do benefício do seguro-desemprego; ou 
 
IV - por morte do segurado. 
 
Art. 27. Considera-se justa causa para os efeitos desta Lei: 
 
I - submissão a maus tratos de idoso, de enfermo, de pessoa com deficiência ou de criança sob cuidado direto ou 
indireto do empregado; 
 
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II - prática de ato de improbidade; 
 
III - incontinência de conduta ou mau procedimento; 
 
IV - condenação criminal do empregado transitada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da 
pena; 
 
V - desídia no desempenho das respectivas funções; 
 
VI - embriaguez habitual ou em serviço; 
 
VIII - ato de indisciplina ou de insubordinação; 
 
IX - abandono de emprego, assim considerada a ausência injustificada ao serviço por, pelo menos, 30 (trinta) dias 
corridos; 
 
X - ato lesivo à honra ou à boa fama ou ofensas físicas praticadas em serviço contra qualquer pessoa, salvo em 
caso de legítima defesa, própria ou de outrem; 
 
XI - ato lesivo à honra ou à boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador doméstico ou sua família, 
salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; 
 
XII - prática constante de jogos de azar. 
 
Parágrafo único. O contrato de trabalho poderá ser rescindido por culpa do empregador quando: 
 
I - o empregador exigir serviços superiores às forças do empregado doméstico, defesos por lei, contrários aos 
bons costumes ou alheios ao contrato; 
 
II - o empregado doméstico for tratado pelo empregador ou por sua família com rigor excessivo ou de forma 
degradante; 
 
III - o empregado doméstico correr perigo manifesto de mal considerável; 
 
IV - o empregador não cumprir as obrigações do contrato; 
 
V - o empregador ou sua família praticar, contra o empregado doméstico ou pessoas de sua família, ato lesivo à 
honra e à boa fama; 
 
VI - o empregador ou sua família ofender o empregado doméstico ou sua família fisicamente, salvo em caso de 
legítima defesa, própria ou de outrem; 
 
VII - o empregador praticar qualquer das formas de violência doméstica ou familiar contra mulheres de que trata o 
art. 5o da Lei no 11.340, de 7 de agosto de 2006. 
 
Art. 28. Para se habilitar ao benefício do seguro-desemprego, o trabalhador doméstico deverá apresentar ao órgão 
competente do Ministério do Trabalho e Emprego: 
 
I - Carteira de Trabalho e Previdência Social, na qual deverão constar a anotação do contrato de trabalho 
doméstico e a data de dispensa, de modo a comprovar o vínculo empregatício, como empregado doméstico, 
durante pelo menos 15 (quinze) meses nos últimos 24 (vinte e quatro) meses; 
 
II - termo de rescisão do contrato de trabalho; 
 
III - declaração de que não está em gozo de benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto 
auxílio-acidente e pensão por morte; e 
 
IV - declaração de que não possui renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua 
família. 
 
 
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Art. 29. O seguro-desemprego deverá ser requerido de 7 (sete) a 90 (noventa) dias contados da data de 
dispensa. 
 
Art. 30. Novo seguro-desemprego só poderá ser requerido após o cumprimento de novo período aquisitivo, cuja 
duração será definida pelo Codefat. 
 
CAPÍTULO II 
DO SIMPLES DOMÉSTICO 
 
Art. 31. É instituído o regime unificado de pagamento de tributos, de contribuições e dos demais encargos do 
empregador doméstico (Simples Doméstico), que deverá ser regulamentado no prazo de 120 (cento e vinte) dias a 
contar da data de entrada em vigor desta Lei. 
 
Art. 32. A inscrição do empregador e a entrada única de dados cadastrais e de informações trabalhistas, 
previdenciárias e fiscais no âmbito do Simples Doméstico dar-se-ão mediante registro em sistema eletrônico a ser 
disponibilizado em portal na internet, conforme regulamento. 
 
Parágrafo único. A impossibilidade de utilização do sistema eletrônico será objeto de regulamento, a ser editado 
pelo Ministério da Fazenda e pelo agente operador do FGTS. 
 
Art. 33. O Simples Doméstico será disciplinado por ato conjunto dos Ministros de Estado da Fazenda, da 
Previdência Social e do Trabalho e Emprego que disporá sobre a apuração, o recolhimento e a distribuição dos 
recursos recolhidos por meio do Simples Doméstico, observadas as disposições do art. 21 desta Lei. 
 
§ 1º. O ato conjunto a que se refere o caput deverá dispor também sobre o sistema eletrônico de registro das 
obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais e sobre o cálculo e o recolhimento dos tributos e encargos 
trabalhistas vinculadosao Simples Doméstico. 
 
§ 2º. As informações prestadas no sistema eletrônico de que trata o § 1o: 
 
I - têm caráter declaratório, constituindo instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e encargos 
trabalhistas delas resultantes e que não tenham sido recolhidos no prazo consignado para pagamento; e 
 
II - deverão ser fornecidas até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos e encargos trabalhistas devidos 
no Simples Doméstico em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior. 
 
§ 3º. O sistema eletrônico de que trata o § 1o deste artigo e o sistema de que trata o caput do art. 32 substituirão, 
na forma regulamentada pelo ato conjunto previsto no caput, a obrigatoriedade de entrega de todas as 
informações, formulários e declarações a que estão sujeitos os empregadores domésticos, inclusive os relativos 
ao recolhimento do FGTS. 
 
Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos 
seguintes valores: 
 
I - 8% a 11% de contribuição previdenciária, a cargo do segurado empregado doméstico, nos termos do art. 20 da 
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; 
 
II - 8% de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do empregador doméstico, nos 
termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; 
 
III - 0,8% de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho; 
 
IV - 8% de recolhimento para o FGTS; 
 
V - 3,2%, na forma do art. 22 desta Lei; e 
 
VI - imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o inciso I do art. 7º. da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 
1988, se incidente. 
 
 
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§ 1º. As contribuições, os depósitos e o imposto arrolados nos incisos I a VI incidem sobre a remuneração paga ou 
devida no mês anterior, a cada empregado, incluída na remuneração a gratificação de Natal a que se refere a Lei 
no 4.090, de 13 de julho de 1962, e a Lei no 4.749, de 12 de agosto de 1965. 
 
§ 2º. A contribuição e o imposto previstos nos incisos I e VI do caput deste artigo serão descontados da 
remuneração do empregado pelo empregador, que é responsável por seu recolhimento. 
 
§ 3º. O produto da arrecadação das contribuições, dos depósitos e do imposto de que trata o caput será 
centralizado na Caixa Econômica Federal. 
 
§ 4º. A Caixa Econômica Federal, com base nos elementos identificadores do recolhimento, disponíveis no 
sistema de que trata o § 1o do art. 33, transferirá para a Conta Única do Tesouro Nacional o valor arrecadado das 
contribuições e do imposto previstos nos incisos I, II, III e VI do caput. 
 
§ 5º. O recolhimento de que trata o caput será efetuado em instituições financeiras integrantes da rede 
arrecadadora de receitas federais. 
 
§ 6º. O empregador fornecerá, mensalmente, ao empregado doméstico cópia do documento previsto no caput. 
 
§ 7º. O recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, e a exigência das contribuições, dos 
depósitos e do imposto, nos valores definidos nos incisos I a VI do caput, somente serão devidos após 120 (cento 
e vinte) dias da data de publicação desta Lei. 
 
Art. 35. O empregador doméstico é obrigado a pagar a remuneração devida ao empregado doméstico e a 
arrecadar e a recolher a contribuição prevista no inciso I do art. 34, assim como a arrecadar e a recolher as 
contribuições, os depósitos e o imposto a seu cargo discriminados nos incisos II, III, IV, V e VI do caput do art. 34, 
até o dia 7 do mês seguinte ao da competência. 
 
§ 1º. Os valores previstos nos incisos I, II, III e VI do caput do art. 34 não recolhidos até a data de vencimento 
sujeitar-se-ão à incidência de encargos legais na forma prevista na legislação do imposto sobre a renda. 
 
§ 2º. Os valores previstos nos incisos IV e V, referentes ao FGTS, não recolhidos até a data de vencimento serão 
corrigidos e terão a incidência da respectiva multa, conforme a Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990. 
 
CAPÍTULO IV 
DO PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS EMPREGADORES DOMÉSTICOS (REDOM) 
 
Art. 39. É instituído o Programa de Recuperação Previdenciária dos Empregadores Domésticos (Redom), nos 
termos desta Lei. 
 
Art. 40. Será concedido ao empregador doméstico o parcelamento dos débitos com o Instituto Nacional do Seguro 
Social (INSS) relativos à contribuição de que tratam os arts. 20 e 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, com 
vencimento até 30 de abril de 2013. 
 
§ 1º. O parcelamento abrangerá todos os débitos existentes em nome do empregado e do empregador, na 
condição de contribuinte, inclusive débitos inscritos em dívida ativa, que poderão ser: 
 
I - pagos com redução de 100% das multas aplicáveis, de 60% dos juros de mora e de 100% sobre os valores dos 
encargos legais e advocatícios; 
 
II - parcelados em até 120 vezes, com prestação mínima no valor de R$ 100,00. 
 
§ 2º. O parcelamento deverá ser requerido no prazo de 120 dias após a entrada em vigor desta Lei. 
 
§ 3º. A manutenção injustificada em aberto de 3 parcelas implicará, após comunicação ao sujeito passivo, a 
imediata rescisão do parcelamento e, conforme o caso, o prosseguimento da cobrança. 
 
§ 4º. Na hipótese de rescisão do parcelamento com o cancelamento dos benefícios concedidos: 
 
I - será efetuada a apuração do valor original do débito, com a incidência dos acréscimos legais, até a data de 
rescisão; 
 
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II - serão deduzidas do valor referido no inciso I deste parágrafo as parcelas pagas, com a incidência dos 
acréscimos legais, até a data de rescisão. 
 
Art. 41. A opção pelo Redom sujeita o contribuinte a: 
 
I - confissão irrevogável e irretratável dos débitos referidos no art. 40; 
 
II - aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas; 
 
III - pagamento regular das parcelas do débito consolidado, assim como das contribuições com vencimento 
posterior a 30 de abril de 2013. 
 
CAPÍTULO V 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 42. É de responsabilidade do empregador o arquivamento de documentos comprobatórios do cumprimento 
das obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias, enquanto essas não prescreverem. 
 
Art. 43. O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em 5 (cinco) anos até o 
limite de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de trabalho. 
 
Art. 45. As matérias tratadas nesta Lei Complementar que não sejam reservadas constitucionalmente a lei 
complementar poderão ser objeto de alteração por lei ordinária. 
 
Art. 46. Revogam-se o inciso I do art. 3o da Lei no 8.009, de 29 de março de 1990, e a Lei no 5.859, de 11 de 
dezembro de 1972. 
 
Art. 47. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Trabalhadores Domésticos – CF/88. Art. 7º 
Direitos Assegurados Direitos Não Assegurados 
I - relação de emprego protegida contra 
despedida arbitrária ou , nos termos de lei 
complementar, que preverá indenização 
compensatória, dentre outros direitos; 
 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego 
involuntário; 
 
III - fundo de garantia do tempo de serviço; 
 
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente 
unificado, capaz de atender a suas necessidades 
vitais básicas e às de sua família com moradia, 
alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, 
higiene, transporte e previdência social, com 
reajustes periódicos que lhe preservem o poder 
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para 
qualquer fim; 
 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em 
convenção ou acordo coletivo; 
 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, 
para os que percebem remuneração variável; 
 
VIII - décimo terceiro salário com base na 
remuneração integral ou no valor da 
aposentadoria; 
 
V - piso salarial proporcional à extensão e à 
complexidade do trabalho;XI – participação nos lucros, ou resultados, 
desvinculada da remuneração, e, 
excepcionalmente, participação na gestão da 
empresa, conforme definido em lei; 
 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho 
realizado em turnos ininterruptos de revezamento, 
salvo negociação coletiva; 
 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, 
mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
 
XXIII - adicional de remuneração para as 
atividades penosas, insalubres ou perigosas, na 
forma da lei; 
 
XXVII - proteção em face da automação, na forma 
da lei; 
 
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das 
relações de trabalho, com prazo prescricional de 
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, 
até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho; 
 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho 
 
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IX – remuneração do trabalho noturno superior à 
do diurno; 
 
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo 
crime sua retenção dolosa; 
 
XII - salário-família pago em razão do dependente 
do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a 
oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, 
facultada a compensação de horários e a redução 
da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho; 
 
XV - repouso semanal remunerado, 
preferencialmente aos domingos; 
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário 
superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do 
normal; 
 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo 
menos, um terço a mais do que o salário normal; 
 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do 
emprego e do salário, com a duração de cento e 
vinte dias; 
 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em 
lei; 
 
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de 
serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos 
termos da lei; 
 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por 
meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
XXIV - aposentadoria; 
 
XXV - assistência gratuita aos filhos e 
dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) 
anos de idade em creches e pré-escolas; 
 
XXVI - reconhecimento das convenções e 
acordos coletivos de trabalho; 
 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a 
cargo do empregador, sem excluir a indenização a 
que este está obrigado, quando incorrer em dolo 
ou culpa; 
 
XXX - proibição de diferença de salários, de 
exercício de funções e de critério de admissão 
por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; 
 
XXXI - proibição de qualquer discriminação no 
tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência; 
 
manual, técnico e intelectual ou entre os 
profissionais respectivos; 
 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador 
com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso. 
 
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XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso 
ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer 
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na 
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; 
 
 
 
 
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27 
LEI N. 6.019, DE 3 DE JANEIRO DE 1974. 
 
Dispõe sobre o Trabalho Temporário nas Empresas Urbanas, e dá outras Providências. 
 
Terceirização ou Outsourcing 
É uma decorrência da filosofia da qualidade total. A terceirização ocorre quanto uma operação interna da 
organização é transferida para outra que consegue fazê-la melhor e mais barato. Tais atividades consistem 
em malotes, limpeza e manutenção de escritórios e fábricas, serviços de expedição, guarda e vigilância, 
refeitórios etc. 
 
A terceirização representa uma transformação de custos fixos em custos variáveis. Na prática, é uma 
simplificação da estrutura e do processo decisório das organizações e uma focalização maio no core 
business e nos aspectos essenciais do negócio. 
Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: provas e concursos. 4º edição. São Paulo: Manole, 2016. p.280 
 
Art. 1º. As relações de trabalho na empresa de trabalho temporário, na empresa de prestação de serviços e nas 
respectivas tomadoras de serviço e contratante regem-se por esta Lei. 
 
Art. 2º. Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho 
temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à necessidade de 
substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços. 
 
§ 1º. É proibida a contratação de trabalho temporário para a substituição de trabalhadores em greve, salvo nos 
casos previstos em lei. 
 
§ 2º. Considera-se complementar a demanda de serviços que seja oriunda de fatores imprevisíveis ou, quando 
decorrente de fatores previsíveis, tenha natureza intermitente, periódica ou sazonal. 
 
Art. 3º - É reconhecida a atividade da empresa de trabalho temporário que passa a integrar o plano básico do 
enquadramento sindical a que se refere o art. 577, da Consolidação da Leis do Trabalho. 
 
Art. 4º. Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, devidamente registrada no Ministério do Trabalho, 
responsável pela colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas temporariamente. 
 
Art. 4º.-A. Considera-se prestação de serviços a terceiros a transferência feita pela contratante da execução de 
quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica de direito privado prestadora 
de serviços que possua capacidade econômica compatível com a sua execução. 
 
§ 1º. A empresa prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho realizado por seus trabalhadores, 
ou subcontrata outras empresas para realização desses serviços. 
 
§ 2º. Não se configura vínculo empregatício entre os trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de 
serviços, qualquer que seja o seu ramo, e a empresa contratante. 
 
Art. 4º.-B. São requisitos para o funcionamento da empresa de prestação de serviços a terceiros: 
 
I - prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); 
 
II - registro na Junta Comercial; 
 
III - capital social compatível com o número de empregados, observando-se os seguintes parâmetros: 
 
a) empresas com até 10 empregados - capital mínimo de R$ 10.000,00; 
 
b) empresas com mais de 10 e até 20 empregados - capital mínimo de R$ 25.000,00; 
 
c) empresas com mais de 20 e até 50 empregados - capital mínimo de R$ 45.000,00; 
 
d) empresas com mais de 50 e até 100 empregados - capital mínimo de R$ 100.000,00; e 
 
e) empresas com mais de 100 empregados - capital mínimo de R$ 250.000,00. 
 
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28 
 
Art. 4º.-C. São asseguradas aos empregados da empresa prestadora de serviços a que se refere o art. 4o-A 
desta Lei, quando e enquanto os serviços, que podem ser de qualquer uma das atividades da contratante, forem 
executados nas dependências da tomadora, as mesmas condições: 
 
I - relativas a: 
 
a) alimentação garantida aos empregados da contratante, quando oferecida em refeitórios; 
 
b) direito de utilizar os serviços de transporte; 
 
c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências da contratante ou local por ela designado; 
 
d) treinamento adequado, fornecido pela contratada, quando a atividade o exigir. 
 
II - sanitárias, de medidas de proteção à saúde e de segurança no trabalho e de instalações adequadas à 
prestaçãodo serviço. 
 
§ 1º. Contratante e contratada poderão estabelecer, se assim entenderem, que os empregados da contratada 
farão jus a salário equivalente ao pago aos empregados da contratante, além de outros direitos não previstos 
neste artigo. 
 
Remuneração Equivalente 
Terceirização Comum – Faculdade 
Empregados da Empresa Prestadora de Serviços 
Terceirização Temporária – Obrigatória 
Trabalhador Temporário 
Lei 6.019. Art. 4o-C. § 1º. Contratante e contratada 
poderão estabelecer, se assim entenderem, que os 
empregados da contratada farão jus a salário 
equivalente ao pago aos empregados da 
contratante, além de outros direitos não previstos 
neste artigo. 
Lei 6.019. Art. 12 - Ficam assegurados ao 
trabalhador temporário os seguintes direitos: 
 
a) remuneração equivalente à percebida pelos 
empregados de mesma categoria da empresa 
tomadora ou cliente calculados à base horária, 
garantida, em qualquer hipótese, a percepção do 
salário mínimo regional; 
 
§ 2º. Nos contratos que impliquem mobilização de empregados da contratada em número igual ou superior a 
20% dos empregados da contratante, esta poderá disponibilizar aos empregados da contratada os serviços de 
alimentação e atendimento ambulatorial em outros locais apropriados e com igual padrão de atendimento, com 
vistas a manter o pleno funcionamento dos serviços existentes. 
 
Art. 5º. Empresa tomadora de serviços é a pessoa jurídica ou entidade a ela equiparada que celebra contrato de 
prestação de trabalho temporário com a empresa definida no art. 4o desta Lei. 
 
Art. 5º.-A. Contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de prestação de serviços 
relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal. 
 
§ 1º. É vedada à contratante a utilização dos trabalhadores em atividades distintas daquelas que foram objeto 
do contrato com a empresa prestadora de serviços. 
 
§ 2º. Os serviços contratados poderão ser executados nas instalações físicas da empresa contratante ou em outro 
local, de comum acordo entre as partes. 
 
§ 3º. É responsabilidade da contratante garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos 
trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou local previamente convencionado 
em contrato. 
 
§ 4º. A contratante poderá estender ao trabalhador da empresa de prestação de serviços o mesmo atendimento 
médico, ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências da contratante, 
ou local por ela designado. 
 
 
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§ 5º. A empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao 
período em que ocorrer a prestação de serviços, e o recolhimento das contribuições previdenciárias observará 
o disposto no art. 31 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991. 
 
Art. 5º-B. O contrato de prestação de serviços conterá: 
 
I - qualificação das partes; 
 
II - especificação do serviço a ser prestado; 
 
III - prazo para realização do serviço, quando for o caso; 
 
IV - valor. 
 
Art. 5º.-C. Não pode figurar como contratada, nos termos do art. 4o-A desta Lei, a pessoa jurídica cujos 
titulares ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de 
empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os referidos titulares ou sócios forem 
aposentados. 
 
Quarentena 
Terceirização Trabalho Temporário 
18 meses, exceto se os referidos titulares ou sócios 
forem aposentados. 
90 dias. 
 
Art. 5º.-D. O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa na qualidade 
de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de dezoito meses, contados a 
partir da demissão do empregado. 
 
Art. 6º. São requisitos para funcionamento e registro da empresa de trabalho temporário no Ministério do Trabalho: 
 
I - prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), do Ministério da Fazenda; 
 
II - prova do competente registro na Junta Comercial da localidade em que tenha sede; 
 
III - prova de possuir capital social de, no mínimo, R$ 100.000,00 (cem mil reais). 
 
Art. 7º - A empresa de trabalho temporário que estiver funcionando na data da vigência desta Lei terá o prazo de 
noventa dias para o atendimento das exigências contidas no artigo anterior. 
 
Parágrafo único. A empresa infratora do presente artigo poderá ter o seu funcionamento suspenso, por ato do 
Diretor Geral do Departamento Nacional de Mão-de-Obra, cabendo recurso ao Ministro de Estado, no prazo de 
dez dias, a contar da publicação do ato no Diário Oficial da União. 
 
Art. 8º - A empresa de trabalho temporário é obrigada a fornecer ao Departamento Nacional de Mão-de-Obra, 
quando solicitada, os elementos de informação julgados necessários ao estudo do mercado de trabalho. 
 
Art. 9º. O contrato celebrado pela empresa de trabalho temporário e a tomadora de serviços será por escrito, 
ficará à disposição da autoridade fiscalizadora no estabelecimento da tomadora de serviços e conterá: 
 
I - qualificação das partes; 
 
II - motivo justificador da demanda de trabalho temporário; 
 
III - prazo da prestação de serviços; 
 
IV - valor da prestação de serviços; 
 
V - disposições sobre a segurança e a saúde do trabalhador, independentemente do local de realização do 
trabalho. 
 
 
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§ 1º. É responsabilidade da empresa contratante garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos 
trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou em local por ela designado. 
 
§ 2º. A contratante estenderá ao trabalhador da empresa de trabalho temporário o mesmo atendimento médico, 
ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências da contratante, ou local 
por ela designado. 
 
Atendimento Médico, Ambulatorial e de Refeição 
Trabalhador da Empresa Prestadora de Serviços 
(Facultado Estender) 
Trabalhador Temporário 
(Obrigatório Estender) 
Lei 6.019. Art. 5º.-A. § 4º. A contratante poderá 
estender ao trabalhador da empresa de prestação de 
serviços o mesmo atendimento médico, 
ambulatorial e de refeição destinado aos seus 
empregados, existente nas dependências da 
contratante, ou local por ela designado. 
Lei 6.019. Art. 9º. § 2º. A contratante estenderá ao 
trabalhador da empresa de trabalho temporário o 
mesmo atendimento médico, ambulatorial e de 
refeição destinado aos seus empregados, existente 
nas dependências da contratante, ou local por ela 
designado. 
 
 
§ 3º. O contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de atividades-meio e atividades-
fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços. 
 
Art. 10. Qualquer que seja o ramo da empresa tomadora de serviços, não existe vínculo de emprego entre ela e 
os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho temporário. 
 
§ 1º. O contrato de trabalho temporário, com relação ao mesmo empregador, não poderá exceder ao prazo de 
cento e oitenta dias, consecutivos ou não. 
 
§ 2º. O contrato poderá ser prorrogado por até noventa dias, consecutivos ou não, além do prazo estabelecido 
no § 1º. deste artigo, quando comprovada a manutenção das condições que o ensejaram. 
 
§ 4º. Não se aplica ao trabalhador temporário, contratado pela tomadora de serviços, o contrato de experiênciaprevisto no parágrafo único do art. 445 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 
5.452, de 1o de maio de 1943. 
 
§ 5º. O trabalhador temporário que cumprir o período estipulado nos §§ 1º (180 dias). e 2º (prorrogação por 90 
dias). deste artigo somente poderá ser colocado à disposição da mesma tomadora de serviços em novo contrato 
temporário, após noventa dias do término do contrato anterior. 
 
§ 6º. A contratação anterior ao prazo previsto no § 5o deste artigo caracteriza vínculo empregatício com a 
tomadora. 
 
§ 7º. A contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao período em que 
ocorrer o trabalho temporário, e o recolhimento das contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 31 
da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. 
 
Art. 11 - O contrato de trabalho celebrado entre empresa de trabalho temporário e cada um dos assalariados 
colocados à disposição de uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, escrito e dele deverão 
constar, expressamente, os direitos conferidos aos trabalhadores por esta Lei. 
 
Parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador 
pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de 
trabalho temporário. 
 
Art. 12 - Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos: 
 
a) remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou 
cliente calculados à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo regional; 
 
b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas, com acréscimo de 
20% (vinte por cento); 
 
 
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c) férias proporcionais, nos termos do artigo 25 da Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966; 
 
d) repouso semanal remunerado; 
 
e) adicional por trabalho noturno; 
 
f) indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze 
avos) do pagamento recebido; 
 
g) seguro contra acidente do trabalho; 
 
h) proteção previdenciária nos termos do disposto na Lei Orgânica da Previdência Social, com as alterações 
introduzidas pela Lei nº 5.890, de 8 de junho de 1973 (art. 5º, item III, letra "c" do Decreto nº 72.771, de 6 de 
setembro de 1973). 
 
Trabalhador Temporário – Direitos Não Adquiridos 
O trabalhador temporário não tem direito a: 
* Indenização de 40% sobre o FGTS; 
* Aviso-prévio; 
* Seguro-desemprego; 
* Estabilidade provisória no emprego da trabalhadora temporária gestante. 
‘ 
§ 1º - Registrar-se-á na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador sua condição de temporário. 
 
§ 2º - A empresa tomadora ou cliente é obrigada a comunicar à empresa de trabalho temporário a ocorrência de 
todo acidente cuja vítima seja um assalariado posto à sua disposição, considerando-se local de trabalho, para 
efeito da legislação específica, tanto aquele onde se efetua a prestação do trabalho, quanto a sede da empresa de 
trabalho temporário. 
 
Art. 13 - Constituem justa causa para rescisão do contrato do trabalhador temporário os atos e circunstâncias 
mencionados nos artigos 482 e 483, da Consolidação das Leis do Trabalho, ocorrentes entre o trabalhador e a 
empresa de trabalho temporário ou entre aquele e a empresa cliente onde estiver prestando serviço. 
 
Art. 14 - As empresas de trabalho temporário são obrigadas a fornecer às empresas tomadoras ou clientes, a seu 
pedido, comprovante da regularidade de sua situação com o Instituto Nacional de Previdência Social. 
 
Art. 15 - A Fiscalização do Trabalho poderá exigir da empresa tomadora ou cliente a apresentação do contrato 
firmado com a empresa de trabalho temporário, e, desta última o contrato firmado com o trabalhador, bem como a 
comprovação do respectivo recolhimento das contribuições previdenciárias. 
 
Art. 16 - No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a empresa tomadora ou cliente é 
solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, no tocante ao tempo em que 
o trabalhador esteve sob suas ordens, assim como em referência ao mesmo período, pela remuneração e 
indenização previstas nesta Lei. 
 
Art. 17 - É defeso (vedado) às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros com 
visto provisório de permanência no País. 
 
Art. 18 - É vedado à empresa do trabalho temporário cobrar do trabalhador qualquer importância, mesmo a 
título de mediação, podendo apenas efetuar os descontos previstos em Lei. 
 
Parágrafo único. A infração deste artigo importa no cancelamento do registro para funcionamento da empresa de 
trabalho temporário, sem prejuízo das sanções administrativas e penais cabíveis. 
 
Art. 19 - Competirá à Justiça do Trabalho dirimir os litígios entre as empresas de serviço temporário e seus 
trabalhadores. 
 
Art. 19-A. O descumprimento do disposto nesta Lei sujeita a empresa infratora ao pagamento de multa. 
 
Parágrafo único. A fiscalização, a autuação e o processo de imposição das multas reger-se-ão pelo Título VII da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943. 
 
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32 
 
Art. 19-B. O disposto nesta Lei não se aplica às empresas de vigilância e transporte de valores, permanecendo as 
respectivas relações de trabalho reguladas por legislação especial, e subsidiariamente pela Consolidação das Leis 
do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. 
 
Art. 19-C. Os contratos em vigência, se as partes assim acordarem, poderão ser adequados aos termos desta Lei. 
 
Art. 20 - Esta Lei entrará em vigor sessenta dias após sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 
 
TST/Súmula 331 
I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com 
o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974). 
 
II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com 
os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988). 
 
III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 
20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio 
do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. 
 
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade 
subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação 
processual e conste também do título executivo judicial. 
 
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas 
mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da 
Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e 
legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero 
inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. 
 
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da 
condenação referentes ao período da prestação laboral. 
OBS: O STF considerou inconstitucionais os incisos I e III da Súmula 331. 
 
STF/Informativo 913 
É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, 
independentemente do objeto social das empresas envolvidas,mantida a responsabilidade subsidiária da 
empresa contratante. 
 
 
 
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Lei 11.788/08 – Legislação Esquematizada 
 
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33 
LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. 
 
Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, 
aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996; 
revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 
82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto 
de 2001; e dá outras providências. 
 
CAPÍTULO I 
DA DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E RELAÇÕES DE ESTÁGIO 
 
Art. 1º. Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à 
preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições 
de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do 
ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. 
 
§ 1º. O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando. 
 
§ 2º. O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização 
curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. 
 
Art. 2º. O estágio poderá ser obrigatório ou não-obrigatório, conforme determinação das diretrizes curriculares 
da etapa, modalidade e área de ensino e do projeto pedagógico do curso. 
 
§ 1º. Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para 
aprovação e obtenção de diploma. 
 
§ 2º. Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e 
obrigatória. 
 
§ 3º. As atividades de extensão, de monitorias e de iniciação científica na educação superior, desenvolvidas pelo 
estudante, somente poderão ser equiparadas ao estágio em caso de previsão no projeto pedagógico do curso. 
 
Modalidades de Estágio 
Obrigatório Não-Obrigatório 
Carga horária é requisito para aprovação e 
obtenção de diploma. 
Desenvolvido como atividade opcional, acrescida à 
carga horária regular e obrigatória. 
 
Art. 3º. O estágio, tanto na hipótese do § 1º. do art. 2º. desta Lei quanto na prevista no § 2º. do mesmo dispositivo, 
não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, observados os seguintes requisitos: 
 
I – matrícula e frequência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de 
ensino médio, da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da 
educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; 
 
II – celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de 
ensino; 
 
III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de 
compromisso. 
 
§ 1º. O estágio, como ato educativo escolar supervisionado, deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor 
orientador da instituição de ensino e por supervisor da parte concedente, comprovado por vistos nos relatórios 
referidos no inciso IV do caput do art. 7o desta Lei e por menção de aprovação final. 
 
§ 2º. O descumprimento de qualquer dos incisos deste artigo ou de qualquer obrigação contida no termo de 
compromisso caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins 
da legislação trabalhista e previdenciária. 
 
 
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Art. 4º. A realização de estágios, nos termos desta Lei, aplica-se aos estudantes estrangeiros regularmente 
matriculados em cursos superiores no País, autorizados ou reconhecidos, observado o prazo do visto temporário 
de estudante, na forma da legislação aplicável. 
 
Art. 5º. As instituições de ensino e as partes cedentes de estágio podem, a seu critério, recorrer a serviços de 
agentes de integração públicos e privados, mediante condições acordadas em instrumento jurídico apropriado, 
devendo ser observada, no caso de contratação com recursos públicos, a legislação que estabelece as normas 
gerais de licitação. 
 
§ 1º. Cabe aos agentes de integração, como auxiliares no processo de aperfeiçoamento do instituto do estágio: 
 
I – identificar oportunidades de estágio; 
 
II – ajustar suas condições de realização; 
 
III – fazer o acompanhamento administrativo; 
 
IV – encaminhar negociação de seguros contra acidentes pessoais; 
 
V – cadastrar os estudantes. 
 
§ 2º. É vedada a cobrança de qualquer valor dos estudantes, a título de remuneração pelos serviços referidos nos 
incisos deste artigo. 
 
§ 3º. Os agentes de integração serão responsabilizados civilmente se indicarem estagiários para a realização de 
atividades não compatíveis com a programação curricular estabelecida para cada curso, assim como estagiários 
matriculados em cursos ou instituições para as quais não há previsão de estágio curricular. 
 
Art. 6º. O local de estágio pode ser selecionado a partir de cadastro de partes cedentes, organizado pelas 
instituições de ensino ou pelos agentes de integração. 
 
CAPÍTULO II 
DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO 
 
Art. 7º. São obrigações das instituições de ensino, em relação aos estágios de seus educandos: 
 
I – celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu representante ou assistente legal, quando ele for 
absoluta ou relativamente incapaz, e com a parte concedente, indicando as condições de adequação do estágio à 
proposta pedagógica do curso, à etapa e modalidade da formação escolar do estudante e ao horário e calendário 
escolar; 
 
II – avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do 
educando; 
 
III – indicar professor orientador, da área a ser desenvolvida no estágio, como responsável pelo acompanhamento 
e avaliação das atividades do estagiário; 
 
IV – exigir do educando a apresentação periódica, em prazo não superior a 6 meses, de relatório das atividades; 
 
V – zelar pelo cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro local em caso de 
descumprimento de suas normas; 
 
VI – elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus educandos; 
 
VII – comunicar à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações 
escolares ou acadêmicas. 
 
Parágrafo único. O plano de atividades do estagiário, elaborado em acordo das 3 (três) partes a que se refere o 
inciso II do caput do art. 3o desta Lei, será incorporado ao termo de compromisso por meio de aditivos à medida 
que for avaliado, progressivamente, o desempenho do estudante. 
 
 
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Art. 8º. É facultado às instituições de ensino celebrar com entes públicos e privados convênio de concessão de 
estágio, nos quais se explicitem o processo educativo compreendido nas atividades programadas para seus 
educandos e as condições de que tratam os arts. 6o a 14 desta Lei. 
 
Parágrafo único. A celebração de convênio de concessão de estágio entre a instituição de ensino e a parte 
concedente não dispensa a celebração do termo de compromisso de que trata o inciso II do caput do art. 3o desta 
Lei. 
 
CAPÍTULO III 
DA PARTE CONCEDENTE 
 
Art. 9º. As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e 
fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como 
profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização 
profissional, podemoferecer estágio, observadas as seguintes obrigações: 
 
I – celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando, zelando por seu cumprimento; 
 
II – ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, 
profissional e cultural; 
 
III – indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de 
conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários 
simultaneamente; 
 
IV – contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores 
de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; 
 
V – por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com indicação resumida 
das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; 
 
VI – manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; 
 
VII – enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de 6 meses, relatório de atividades, com vista 
obrigatória ao estagiário. 
 
Parágrafo único. No caso de estágio obrigatório, a responsabilidade pela contratação do seguro de que trata o 
inciso IV do caput deste artigo poderá, alternativamente, ser assumida pela instituição de ensino. 
 
CAPÍTULO IV 
DO ESTAGIÁRIO 
 
Art. 10. A jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo entre a instituição de ensino, a parte 
concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar do termo de compromisso ser 
compatível com as atividades escolares e não ultrapassar: 
 
I – 4 horas diárias e 20 horas semanais, no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do 
ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos; 
 
II – 6 horas diárias e 30 horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação profissional de 
nível médio e do ensino médio regular. 
 
§ 1º. O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas aulas 
presenciais, poderá ter jornada de até 40 (quarenta) horas semanais, desde que isso esteja previsto no projeto 
pedagógico do curso e da instituição de ensino. 
 
§ 2º. Se a instituição de ensino adotar verificações de aprendizagem periódicas ou finais, nos períodos de 
avaliação, a carga horária do estágio será reduzida pelo menos à metade, segundo estipulado no termo de 
compromisso, para garantir o bom desempenho do estudante. 
 
 
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Art. 11. A duração do estágio, na mesma parte concedente, não poderá exceder 2 (dois) anos, exceto quando 
se tratar de estagiário portador de deficiência. 
 
Art. 12. O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, sendo 
compulsória a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na hipótese de estágio não obrigatório. 
 
§ 1º. A eventual concessão de benefícios relacionados a transporte, alimentação e saúde, entre outros, não 
caracteriza vínculo empregatício. 
 
§ 2º. Poderá o educando inscrever-se e contribuir como segurado facultativo do Regime Geral de Previdência 
Social. 
 
Art. 13. É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 ano, período de 
recesso de 30 dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares. 
 
§ 1º. O recesso de que trata este artigo deverá ser remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma 
de contraprestação. 
 
§ 2º. Os dias de recesso previstos neste artigo serão concedidos de maneira proporcional, nos casos de o estágio 
ter duração inferior a 1 ano. 
 
Art. 14. Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho, sendo sua 
implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio. 
 
CAPÍTULO V 
DA FISCALIZAÇÃO 
 
Art. 15. A manutenção de estagiários em desconformidade com esta Lei caracteriza vínculo de emprego do 
educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária. 
 
§ 1º. A instituição privada ou pública que reincidir na irregularidade de que trata este artigo ficará impedida de 
receber estagiários por 2 anos, contados da data da decisão definitiva do processo administrativo correspondente. 
 
§ 2º. A penalidade de que trata o § 1o deste artigo limita-se à filial ou agência em que for cometida a 
irregularidade. 
 
CAPÍTULO VI 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 16. O termo de compromisso deverá ser firmado pelo estagiário ou com seu representante ou assistente legal 
e pelos representantes legais da parte concedente e da instituição de ensino, vedada a atuação dos agentes de 
integração a que se refere o art. 5o desta Lei como representante de qualquer das partes. 
 
Art. 17. O número máximo de estagiários em relação ao quadro de pessoal das entidades concedentes de 
estágio deverá atender às seguintes proporções: 
 
I – de 1 a 5 empregados: 1 estagiário; 
 
II – de 6 a 10 empregados: até 2 estagiários; 
 
III – de 11 a 25 empregados: até 5 estagiários; 
 
IV – acima de 25 empregados: até 20% de estagiários. 
 
§ 1º. Para efeito desta Lei, considera-se quadro de pessoal o conjunto de trabalhadores empregados existentes no 
estabelecimento do estágio. 
 
§ 2º. Na hipótese de a parte concedente contar com várias filiais ou estabelecimentos, os quantitativos previstos 
nos incisos deste artigo serão aplicados a cada um deles. 
 
 
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§ 3º. Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo resultar em fração, poderá ser 
arredondado para o número inteiro imediatamente superior. 
 
§ 4º. Não se aplica o disposto no caput deste artigo aos estágios de nível superior e de nível médio profissional. 
 
§ 5º. Fica assegurado às pessoas portadoras de deficiência o percentual de 10% das vagas oferecidas pela 
parte concedente do estágio. 
 
Art. 18. A prorrogação dos estágios contratados antes do início da vigência desta Lei apenas poderá ocorrer se 
ajustada às suas disposições. 
 
Art. 19. O art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de 
maio de 1943, passa a vigorar com as seguintes alterações: 
 
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 22. Revogam-se as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o 
parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no 2.164-
41, de 24 de agosto de 2001. 
 
Brasília, 25 de setembro de 2008; 187º. da Independência e 120o da República. 
 
 
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38 
LEI Nº 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990. 
 
FGTS – Características Iniciais 
* É uma poupança forçada; 
 
* Custeada exclusivamente pelo empregador; 
 
* Veio com a finalidade de substituir a estabilidade decenal; 
 
* Tem natureza estatutária, ou seja, os seguimentos do FGTS estão apresentados em Lei. 
 
Art. 1º O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), instituído pela Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 
1966, passa a reger-se por esta lei. 
 
Art. 2º O FGTS é constituído pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta lei e outros recursos a 
ele incorporados, devendo ser aplicados com atualização monetária e juros, de modo a assegurar a cobertura de 
suas obrigações. 
 
§ 1º Constituem recursos incorporados ao FGTS, nos termos do caput deste artigo: 
 
a) eventuais saldos apurados nos termos do art. 12, § 4º; 
 
b) dotações orçamentárias específicas; 
 
c) resultados das aplicações dos recursos do FGTS; 
 
d) multas, correção monetária e juros moratórios devidos; 
 
e) demais receitas patrimoniais e financeiras.§ 2º As contas vinculadas em nome dos trabalhadores são absolutamente impenhoráveis. 
 
Art. 3º. O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador, composto por 
representação de trabalhadores, empregadores e órgãos e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo 
Poder Executivo. 
 
§ 1º A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo Ministro de Estado do Trabalho e Previdência ou 
representante por ele indicado. 
 
§ 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus suplentes serão indicados pelas 
respectivas centrais sindicais e confederações nacionais, serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato 
de 2 anos e poderão ser reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como 
membro titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período consecutivo superior a 
4 anos no Conselho. 
 
§ 4º O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente. 
Esgotado esse período, não tendo ocorrido convocação, qualquer de seus membros poderá fazê-la, no prazo de 
15 dias. Havendo necessidade, qualquer membro poderá convocar reunião extraordinária, na forma que vier 
a ser regulamentada pelo Conselho Curador. 
 
§ 4º-A. As reuniões do Conselho Curador serão públicas, bem como gravadas e transmitidas ao vivo por meio do 
sítio do FGTS na internet, o qual também possibilitará acesso a todas as gravações que tiverem sido efetuadas 
dessas reuniões, resguardada a possibilidade de tratamento sigiloso de matérias assim classificadas na forma da 
lei. 
 
§ 5º. As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros, tendo o 
Presidente voto de qualidade. 
 
§ 6º As despesas porventura exigidas para o comparecimento às reuniões do Conselho constituirão ônus das 
respectivas entidades representadas. 
 
 
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39 
§ 7º As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores no Conselho Curador, decorrentes das 
atividades desse órgão, serão abonadas, computando-se como jornada efetivamente trabalhada para todos 
os fins e efeitos legais. 
 
§ 8º O Poder Executivo designará, entre os órgãos governamentais com representação no Conselho Curador do 
FGTS, aquele que lhe proporcionará estrutura administrativa de suporte para o exercício de sua competência e 
que atuará na função de Secretaria Executiva do colegiado, não permitido ao Presidente do Conselho Curador 
acumular a titularidade dessa Secretaria Executiva. 
 
§ 9º Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é 
assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato de representação, 
somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo sindical. 
 
§ 10. Os membros do Conselho Curador do FGTS serão escolhidos dentre cidadãos de reputação ilibada e de 
notório conhecimento, e deverão ser atendidos os seguintes requisitos: 
 
I - ter formação acadêmica superior; e 
 
II - não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas “a” a “q” do inciso I do caput do art. 1º 
da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990. 
 
Art. 4º O gestor da aplicação dos recursos do FGTS será o órgão do Poder Executivo responsável pela política de 
habitação, e caberá à Caixa Econômica Federal (CEF) o papel de agente operador. 
 
Art. 5º Ao Conselho Curador do FGTS compete: 
 
I - estabelecer as diretrizes e os programas de alocação dos recursos do FGTS, de acordo com os critérios 
definidos nesta Lei, em conformidade com a política nacional de desenvolvimento urbano e as políticas setoriais 
de habitação popular, saneamento básico, microcrédito e infraestrutura urbana estabelecidas pelo Governo 
federal; 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
I - estabelecer as diretrizes e os programas de 
alocação de todos os recursos do FGTS, de acordo 
com os critérios definidos nesta lei, em consonância 
com a política nacional de desenvolvimento urbano e 
as políticas setoriais de habitação popular, 
saneamento básico e infra-estrutura urbana 
estabelecidas pelo Governo Federal; 
I - estabelecer as diretrizes e os programas de 
alocação dos recursos do FGTS, de acordo com os 
critérios definidos nesta Lei, em conformidade com a 
política nacional de desenvolvimento urbano e as 
políticas setoriais de habitação popular, saneamento 
básico, microcrédito e infraestrutura urbana 
estabelecidas pelo Governo federal; 
 
II - acompanhar e avaliar a gestão econômica e financeira dos recursos, bem como os ganhos sociais e o 
desempenho dos programas aprovados; 
 
III - apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do FGTS; 
 
IV - aprovar as demonstrações financeiras do FGTS, com base em parecer de auditoria externa independente, 
antes de sua publicação e encaminhamento aos órgãos de controle, bem como da distribuição de resultados; 
 
V - adotar as providências cabíveis para a correção de atos e fatos do gestor da aplicação e da CEF que 
prejudiquem o desempenho e o cumprimento das finalidades no que concerne aos recursos do FGTS; 
 
VI - dirimir dúvidas quanto à aplicação das normas regulamentares, relativas ao FGTS, nas matérias de sua 
competência; 
 
VII - aprovar seu regimento interno; 
 
VIII - fixar as normas e valores de remuneração do agente operador e dos agentes financeiros; 
 
IX - fixar critérios para parcelamento de recolhimentos em atraso; 
 
 
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40 
X - fixar critério e valor de remuneração para o exercício da fiscalização; 
 
XI - divulgar, no Diário Oficial da União, todas as decisões proferidas pelo Conselho, bem como as contas do 
FGTS e os respectivos pareceres emitidos. 
 
XII - fixar critérios e condições para compensação entre créditos do empregador, decorrentes de depósitos 
relativos a trabalhadores não optantes, com contratos extintos, e débitos resultantes de competências em atraso, 
inclusive aqueles que forem objeto de composição de dívida com o FGTS. 
 
XIII - em relação ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS: 
 
a) aprovar a política de investimento do FI-FGTS por proposta do Comitê de Investimento; 
 
b) decidir sobre o reinvestimento ou distribuição dos resultados positivos aos cotistas do FI-FGTS, em cada 
exercício; 
 
c) definir a forma de deliberação, de funcionamento e a composição do Comitê de Investimento; 
 
d) estabelecer o valor da remuneração da Caixa Econômica Federal pela administração e gestão do FI-FGTS, 
inclusive a taxa de risco; 
 
e) definir a exposição máxima de risco dos investimentos do FI-FGTS; 
 
f) estabelecer o limite máximo de participação dos recursos do FI-FGTS por setor, por empreendimento e por 
classe de ativo, observados os requisitos técnicos aplicáveis 
 
g) estabelecer o prazo mínimo de resgate das cotas e de retorno dos recursos à conta vinculada, observado o 
disposto no § 19 do art. 20 desta Lei; 
 
h) aprovar o regulamento do FI-FGTS, elaborado pela Caixa Econômica Federal; e 
 
i) autorizar a integralização de cotas do FI-FGTS pelos trabalhadores, estabelecendo previamente os limites 
globais e individuais, parâmetros e condições de aplicação e resgate. 
 
XV - autorizar a aplicação de recursos do FGTS em outros fundos de investimento, no mercado de capitais e em 
títulos públicos e privados, com base em proposta elaborada pelo agente operador, devendo o Conselho Curador 
regulamentar as formas e condições do investimento, vedadoo aporte em fundos nos quais o FGTS seja o único 
cotista; 
 
XVI - estipular limites às tarifas cobradas pelo agente operador ou pelos agentes financeiros na intermediação da 
movimentação dos recursos da conta vinculada do FGTS, inclusive nas hipóteses de que tratam os incisos V, VI e 
VII do caput do art. 20 desta Lei. 
 
XVII - estabelecer, em relação à autorização de aplicação de recursos do FGTS em fundos garantidores de crédito 
e sua regulamentação quanto às formas e condições: (Lei 14.438/22) 
 
a) o valor da aplicação com fundamento em proposta elaborada pelo gestor da aplicação; e (Lei 14.438/22) 
 
b) a cada 3 anos, percentual mínimo do valor proposto para aplicação na política setorial do microcrédito, 
respeitado o piso de 30%. (Lei 14.438/22) 
 
§ 1º O Conselho Curador será assistido por um Comitê de Auditoria e Riscos, constituído na forma do Regimento 
Interno, cujas atribuições e condições abrangerão, no mínimo, aquelas estipuladas nos arts. 24 e 25, §§ 1º a 3º, 
da Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, ao Comitê de Auditoria Estatutário das empresas públicas e sociedades 
de economia mista que forem aplicáveis, ainda que por similaridade, ao FGTS, e cujas despesas serão custeadas 
pelo Fundo, por meio de sua Secretaria Executiva, observado o disposto no § 3º deste artigo. 
 
§ 2º O Conselho Curador poderá ser assistido regularmente por pessoas naturais ou jurídicas especializadas em 
planejamento, em gestão de investimentos, em avaliação de programas e políticas, em tecnologia da informação 
ou em qualquer outra especialização julgada necessária para subsidiá-lo no exercício de suas atribuições, e as 
despesas decorrentes ficarão a cargo do FGTS, observado o disposto no § 3º deste artigo. 
 
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41 
 
§ 3º Os custos e despesas incorridos pelo FGTS não poderão superar limite a ser estabelecido pelo Conselho 
Curador, o qual observará, no mínimo, os custos por atividades, os ganhos de escala e produtividade, os avanços 
tecnológicos e a remuneração praticada por outros fundos no mercado de capitais, excluídos da base de cálculo 
aqueles cuja administradora receba remuneração específica, e incluirão: 
 
I - os serviços de fiscalização, as atividades de arrecadação, de cobrança administrativa e de emissão de 
certidões; 
 
II - os serviços de cobrança judicial dos créditos inscritos em dívida ativa; 
 
III - os serviços contratados pela Secretaria Executiva para suporte às ações e decisões do Conselho Curador e 
do Comitê de Auditoria e Riscos, bem como os valores despendidos com terceiros; 
 
IV - a capacitação dos gestores. 
 
§ 4º O Conselho Curador especificará os serviços de suporte à gestão e à operação que poderão ser contratados 
pela Secretaria Executiva com recursos do FGTS, cabendo-lhe aprovar o montante destinado a tal finalidade no 
orçamento anual. 
 
§ 5º As auditorias externas contratadas pelo Comitê a que se refere o § 1º deste artigo não poderão prestar 
serviços ao agente operador durante a execução dos contratos de auditoria com o FGTS. 
 
§ 6º O limite de custos e despesas a que se refere o § 3º deste artigo não inclui taxas de risco de crédito e demais 
custos e despesas devidos ao agente operador e aos agentes financeiros. 
 
§ 7º O limite de que trata o § 3º será, em cada exercício, de até 0,06% do valor dos ativos do FGTS ao final do 
exercício anterior e, até a publicação das demonstrações financeiras, esse limite será calculado a partir de 
estimativas divulgadas pelo Conselho Curador para o valor dos ativos do FGTS ao final daquele exercício. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
§ 7º O limite de que trata o § 3º deste artigo será, em 
cada exercício, de até 0,04% do valor dos ativos do 
FGTS ao final do exercício anterior, e, até a 
publicação das respectivas demonstrações 
financeiras, esse limite será calculado a partir de 
estimativas divulgadas pelo Conselho Curador para o 
valor dos ativos do FGTS ao final daquele exercício. 
§ 7º O limite de que trata o § 3º será, em cada 
exercício, de até 0,06% do valor dos ativos do FGTS 
ao final do exercício anterior e, até a publicação das 
demonstrações financeiras, esse limite será calculado 
a partir de estimativas divulgadas pelo Conselho 
Curador para o valor dos ativos do FGTS ao final 
daquele exercício. 
 
§ 8º A taxa de administração do FGTS devida ao agente operador não será superior a 0,5% ao ano do valor total 
dos ativos do Fundo. 
 
§ 9º A taxa de administração de que trata a alínea “d” do inciso XIII do caput deste artigo não será superior a 
0,5% ao ano do valor total dos ativos do FI-FGTS. 
 
§ 10. O piso de que trata a alínea “b” do inciso XVII do caput poderá ser revisto pelo Conselho Curador a cada 3 
anos. (Lei 14.438/22) 
 
Art. 6º Ao gestor da aplicação compete: 
 
I - praticar todos os atos necessários à gestão da aplicação do Fundo, de acordo com as diretrizes e programas 
estabelecidos pelo Conselho Curador; 
 
II - expedir atos normativos relativos à alocação dos recursos para implementação dos programas aprovados pelo 
Conselho Curador; 
 
III - elaborar orçamentos anuais e planos plurianuais de aplicação dos recursos, discriminados por região 
geográfica, e submetê-los até 31 de julho ao Conselho Curador do FGTS; 
 
 
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42 
IV - acompanhar a execução dos programas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana 
previstos no orçamento do FGTS e implementados pela CEF, no papel de agente operador; 
 
V - submeter à apreciação do Conselho Curador as contas do FGTS; 
 
VI - subsidiar o Conselho Curador com estudos técnicos necessários ao aprimoramento operacional dos 
programas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana; 
 
VII - definir as metas a serem alcançadas nos programas de habitação popular, saneamento básico e 
infraestrutura urbana. 
 
Art. 6º-A. Caberá ao Ministério da Saúde regulamentar, acompanhar a execução, subsidiar o Conselho Curador 
com estudos técnicos necessários ao seu aprimoramento operacional e definir as metas a serem alcançadas nas 
operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições que atuem no 
campo para pessoas com deficiência, sem fins lucrativos, que participem de forma complementar do Sistema 
Único de Saúde (SUS). 
 
Art. 7º À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, cabe: 
 
I - centralizar os recursos do FGTS, manter e controlar as contas vinculadas, e emitir regularmente os extratos 
individuais correspondentes às contas vinculadas e participar da rede arrecadadora dos recursos do FGTS; 
 
II - expedir atos normativos referentes aos procedimentos adiministrativo-operacionais dos bancos depositários, 
dos agentes financeiros, dos empregadores e dos trabalhadores, integrantes do sistema do FGTS; 
 
III - definir procedimentos operacionais necessários à execução dos programas estabelecidos pelo Conselho 
Curador, com base nas normas e diretrizes de aplicação elaboradas pelo gestor da aplicação; 
 
IV - elaborar as análises jurídica e econômico-financeira dos projetos de habitação popular, infra-estrutura urbana 
e saneamento básico a serem financiados com recursos do FGTS; 
 
V - emitir Certificado de Regularidade do FGTS; 
 
VI - elaborar as demonstrações financeiras do FGTS, incluídos o Balanço Patrimonial, a Demonstração do 
Resultado do Exercício e a Demonstração de Fluxo de Caixa, em conformidade com as Normas Contábeis 
Brasileiras, e encaminhá-las, até 30 de junho do exercício subsequente, ao gestor de aplicação; 
 
Alteração 
Antes da Lei14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
VI - elaborar as demonstrações financeiras do FGTS, 
incluídos o Balanço Patrimonial, a Demonstração do 
Resultado do Exercício e a Demonstração de Fluxo 
de Caixa, em conformidade com as Normas 
Contábeis Brasileiras, e encaminhá-las, até 30 de 
abril do exercício subsequente, ao gestor de 
aplicação; 
VI - elaborar as demonstrações financeiras do FGTS, 
incluídos o Balanço Patrimonial, a Demonstração do 
Resultado do Exercício e a Demonstração de Fluxo 
de Caixa, em conformidade com as Normas 
Contábeis Brasileiras, e encaminhá-las, até 30 de 
junho do exercício subsequente, ao gestor de 
aplicação; 
 
VII - implementar atos emanados do gestor da aplicação relativos à alocação e à aplicação dos recursos do FGTS, 
de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Curador; 
 
IX - garantir aos recursos alocados ao FI-FGTS, em cotas de titularidade do FGTS, a remuneração aplicável às 
contas vinculadas, na forma do caput do art. 13 desta Lei. 
 
X - realizar todas as aplicações com recursos do FGTS por meio de sistemas informatizados e auditáveis; 
 
XI - colocar à disposição do Conselho Curador, em formato digital, as informações gerenciais que estejam sob 
gestão do agente operador e que sejam necessárias ao desempenho das atribuições daquele colegiado. 
 
Parágrafo único. O gestor da aplicação e o agente operador deverão dar pleno cumprimento aos programas 
anuais em andamento, aprovados pelo Conselho Curador, e eventuais alterações somente poderão ser 
processadas mediante prévia anuência daquele colegiado. 
 
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43 
 
Art. 8º O gestor da aplicação, o agente operador e o Conselho Curador do FGTS serão responsáveis pelo fiel 
cumprimento e observância dos critérios estabelecidos nesta Lei. 
 
Art. 9º As aplicações com recursos do FGTS serão realizadas exclusivamente segundo critérios fixados pelo 
Conselho Curador do FGTS e em operações que preencham os seguintes requisitos: 
 
I - Garantias: 
 
a) hipotecária; 
 
b) caução de Créditos hipotecários próprios, relativos a financiamentos concedidos com recursos do agente 
financeiro; 
 
c) caução dos créditos hipotecários vinculados aos imóveis objeto de financiamento; 
 
d) hipoteca sobre outros imóveis de propriedade do agente financeiro, desde que livres e desembaraçados de 
quaisquer ônus; 
 
e) cessão de créditos do agente financeiro, derivados de financiamentos concedidos com recursos próprios, 
garantidos por penhor ou hipoteca; 
 
f) hipoteca sobre imóvel de propriedade de terceiros 
 
g) seguro de crédito; 
 
h) garantia real ou vinculação de receitas, inclusive tarifárias, nas aplicações contratadas com pessoa jurídica de 
direito público ou de direito privado a ela vinculada; 
 
i) aval em nota promissória; 
 
j) fiança pessoal; 
 
l) alienação fiduciária de bens móveis em garantia; 
 
m) fiança bancária; 
 
n) consignação de recebíveis, exclusivamente para operações de crédito destinadas às entidades hospitalares 
filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo para pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos 
que participem de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), em percentual máximo a ser definido 
pelo Ministério da Saúde; e 
 
o) outras, a critério do Conselho Curador do FGTS; 
 
II - correção monetária igual à das contas vinculadas; 
 
III - taxa de juros média mínima, por projeto, de 3% ao ano; 
 
IV - prazo máximo de 35 anos. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
IV - prazo máximo de 30 anos. IV - prazo máximo de 35 anos. 
 
§ 1º A rentabilidade média das aplicações deverá ser suficiente à cobertura de todos os custos incorridos pelo 
Fundo e ainda à formação de reserva técnica para o atendimento de gastos eventuais não previstos, e caberá ao 
agente operador o risco de crédito. 
 
§ 2º Os recursos do FGTS deverão ser aplicados em habitação, saneamento básico, infraestrutura urbana, 
operações de microcrédito e operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, instituições 
que atuem com pessoas com deficiência, e entidades sem fins lucrativos que participem do SUS de forma 
 
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44 
complementar, desde que as disponibilidades financeiras sejam mantidas em volume que satisfaça as condições 
de liquidez e de remuneração mínima necessárias à preservação do poder aquisitivo da moeda. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
§ 2º Os recursos do FGTS deverão ser aplicados em 
habitação, em saneamento básico, em infraestrutura 
urbana e em operações de crédito destinadas às 
entidades hospitalares filantrópicas, bem como a 
instituições que atuam no campo para pessoas com 
deficiência, e sem fins lucrativos que participem de 
forma complementar do SUS, desde que as 
disponibilidades financeiras sejam mantidas em 
volume que satisfaça as condições de liquidez e de 
remuneração mínima necessária à preservação do 
poder aquisitivo da moeda. 
§ 2º Os recursos do FGTS deverão ser aplicados em 
habitação, saneamento básico, infraestrutura urbana, 
operações de microcrédito e operações de crédito 
destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, 
instituições que atuem com pessoas com deficiência, 
e entidades sem fins lucrativos que participem do 
SUS de forma complementar, desde que as 
disponibilidades financeiras sejam mantidas em 
volume que satisfaça as condições de liquidez e de 
remuneração mínima necessárias à preservação do 
poder aquisitivo da moeda. 
 
§ 3º O programa de aplicações deverá destinar: 
 
I - no mínimo, 60% para investimentos em habitação popular; e, 
 
II - 5% para operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições 
que atuam no campo para pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar 
do SUS. 
 
§ 3º-A. Os recursos previstos no inciso II do § 3º deste artigo não utilizados pelas entidades hospitalares 
filantrópicas, bem como pelas instituições que atuam no campo para pessoas com deficiência, e sem fins 
lucrativos que participem de forma complementar do SUS poderão ser destinados a aplicações em habitação, em 
saneamento básico e em infraestrutura urbana. 
 
§ 4º Os projetos de saneamento básico e infraestrutura urbana financiados com recursos do FGTS serão, 
preferencialmente, complementares aos programas habitacionais. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
§ 4º Os projetos de saneamento básico e infra-
estrutura urbana, financiados com recursos do FGTS, 
deverão ser complementares aos programas 
habitacionais. 
§ 4º Os projetos de saneamento básico e 
infraestrutura urbana financiados com recursos do 
FGTS serão, preferencialmente, complementares 
aos programas habitacionais. 
 
§ 5º As garantias, nas diversas modalidades discriminadas no inciso I do caput deste artigo, serão admitidas 
singular ou supletivamente, considerada a suficiência de cobertura para os empréstimos e financiamentos 
concedidos. 
 
§ 6º. Mantida a rentabilidade média de que trata o § 1o, as aplicações em habitação popular poderão contemplar 
sistemática de desconto, direcionada em função da renda familiar do beneficiário, onde o valor do benefício seja 
concedido mediante redução no valor das prestações a serem pagas pelo mutuário ou pagamento de parte da 
aquisição ou construção de imóvel, dentre outras, a critério do Conselho Curador do FGTS. 
 
§ 7º. Os recursos necessários para a consecução da sistemática de desconto serão destacados, anualmente, do 
orçamento de aplicação de recursos do FGTS, constituindoreserva específica, com contabilização própria. 
 
§ 8º É da União o risco de crédito nas aplicações efetuadas até 1º de junho de 2001 pelos demais órgãos 
integrantes do Sistema Financeiro da Habitação - SFH e pelas entidades credenciadas pelo Banco Central do 
Brasil como agentes financeiros, subrogando-se nas garantias prestadas à Caixa Econômica Federal. 
 
§ 9º A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil S.A. e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e 
Social - BNDES poderão atuar como agentes financeiros autorizados para aplicação dos recursos do FGTS em 
operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas e sem fins lucrativos que participem de 
forma complementar do SUS. 
 
 
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45 
§ 10. Nas operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições que 
atuam no campo para pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do 
SUS, serão observadas as seguintes condições: 
 
I - a taxa de juros efetiva não será superior àquela cobrada para o financiamento habitacional na modalidade pró-
cotista ou a outra que venha a substituí-la; 
 
II - a tarifa operacional única não será superior a 0,5% do valor da operação; e 
 
III - o risco das operações de crédito ficará a cargo dos agentes financeiros de que trata o § 9º deste artigo. 
 
§ 11. As entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo para pessoas com 
deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do SUS deverão, para contratar 
operações de crédito com recursos do FGTS, atender ao disposto nos incisos II e III do caput do art. 4º da Lei nº 
12.101, de 27 de novembro de 2009. 
 
§ 13. Para garantir o risco em operações de microcrédito e operações de crédito de habitação popular para 
famílias com renda mensal de até dois salários mínimos, o FGTS poderá destinar, na forma estabelecida por 
seu Conselho Curador, observado o disposto no inciso XVII do caput do art. 5º, parte dos recursos de que trata o § 
7º para a aquisição de cotas de fundos garantidores que observem as seguintes diretrizes: (Lei 14.438/22) 
 
I - tenham natureza privada, patrimônio segregado do patrimônio dos cotistas e da própria administradora do 
fundo garantidor e estejam sujeitos a direitos e obrigações próprios; (Lei 14.438/22) 
 
II - respondam por suas obrigações até o limite dos bens e direitos que integram o seu patrimônio, vedado 
qualquer tipo de garantia ou aval por parte do FGTS; e (Lei 14.438/22) 
 
III - não paguem rendimentos a seus cotistas, assegurado o direito de resgate total ou parcial das cotas com 
base na situação patrimonial dos fundos em valor não superior ao montante de recursos financeiros ainda não 
vinculados às garantias contratadas. (Lei 14.438/22) 
 
§ 14. Aos recursos do FGTS destinados à aquisição de cota de fundos garantidores de que trata § 13 não se 
aplicam os requisitos de correção monetária e a taxa de juros mínima previstos nos incisos II a IV do referido 
parágrafo e de rentabilidade prevista no § 1º. (Lei 14.438/22) 
 
Art. 9º-A. O risco das operações de crédito de que trata o § 10 do art. 9º desta Lei ficará a cargo dos agentes 
financeiros referidos no § 9º do art. 9º desta Lei, hipótese em que o Conselho Curador poderá definir o percentual 
da taxa de risco, limitado a 3%, a ser acrescido à taxa de juros de que trata o inciso I do § 10 do art. 9º desta Lei. 
 
Art. 9º-B. As garantias de que trata o inciso I do caput do art. 9º desta Lei podem ser exigidas isolada ou 
cumulativamente. 
 
Art. 9º-C. As aplicações do FGTS em operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, 
bem como a instituições que atuem no campo para pessoas com deficiência, sem fins lucrativos e que participem 
de forma complementar do SUS, ocorrerão até o final do exercício de 2022. 
 
Art. 10. O Conselho Curador fixará diretrizes e estabelecerá critérios técnicos para as aplicações dos recursos do 
FGTS, visando: 
 
I - exigir a participação dos contratantes de financiamentos nos investimentos a serem realizados; 
 
II - assegurar o cumprimento, por parte dos contratantes inadimplentes, das obrigações decorrentes dos 
financiamentos obtidos; 
 
III - evitar distorções na aplicação entre as regiões do País, considerando para tanto a demanda habitacional, a 
população e outros indicadores sociais. 
 
Art. 11. Os recolhimentos efetuados na rede arrecadadora relativos ao FGTS serão transferidos à Caixa 
Econômica Federal até o primeiro dia útil subsequente à data do recolhimento, observada a regra do meio de 
pagamento utilizado, data em que os respectivos valores serão incorporados ao FGTS. 
 
 
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Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
Art. 11. Os depósitos feitos na rede bancária, a partir 
de 1º de outubro de 1989, relativos ao FGTS, serão 
transferidos à Caixa Econômica Federal no segundo 
dia útil subsequente à data em que tenham sido 
efetuados. 
Art. 11. Os recolhimentos efetuados na rede 
arrecadadora relativos ao FGTS serão transferidos à 
Caixa Econômica Federal até o primeiro dia útil 
subsequente à data do recolhimento, observada a 
regra do meio de pagamento utilizado, data em que 
os respectivos valores serão incorporados ao FGTS. 
 
Art. 12. No prazo de um ano, a contar da promulgação desta lei, a Caixa Econômica Federal assumirá o controle 
de todas as contas vinculadas, nos termos do item I do art. 7º, passando os demais estabelecimentos bancários, 
findo esse prazo, à condição de agentes recebedores e pagadores do FGTS, mediante recebimento de tarifa, a 
ser fixada pelo Conselho Curador. 
 
§1º Enquanto não ocorrer a centralização prevista no caput deste artigo, o depósito efetuado no decorrer do mês 
será contabilizado no saldo da conta vinculada do trabalhador, no primeiro dia útil do mês subsequente. 
 
§2º Até que a Caixa Econômica Federal implemente as disposições do caput deste artigo, as contas vinculadas 
continuarão sendo abertas em estabelecimento bancário escolhido pelo empregador, dentre os para tanto 
autorizados pelo Banco Central do Brasil, em nome do trabalhador. 
 
§3º Verificando-se mudança de emprego, até que venha a ser implementada a centralização no caput deste artigo, 
a conta vinculada será transferida para o estabelecimento bancário da escolha do novo empregador. 
 
§4º Os resultados financeiros auferidos pela Caixa Econômica Federal no período entre o repasse dos bancos e o 
depósito nas contas vinculadas dos trabalhadores destinar-se-ão à cobertura das despesas de administração do 
FGTS e ao pagamento da tarifa aos bancos depositários, devendo os eventuais saldos ser incorporados ao 
patrimônio do Fundo nos termos do art. 2º, § 1º. 
 
Art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente com base nos 
parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização juros de por 3% ao 
ano. 
 
§ 1º A atualização monetária e a capitalização de juros nas contas vinculadas correrão à conta do FGTS e a Caixa 
Econômica Federal efetuará o crédito respectivo no 21º dia de cada mês, com base no saldo existente no 21º dia 
do mês anterior, deduzidos os débitos ocorridos no período. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
§1º Até que ocorra a centralização prevista no item I 
do art. 7º, a atualização monetária e a capitalização 
de juros correrão à conta do Fundo e o respectivo 
crédito será efetuado na conta vinculada no primeiro 
dia útil de cada mês, com base no saldo existente no 
primeiro dia útil do mês anterior, deduzidosos saques 
ocorridos no período. 
§ 1º A atualização monetária e a capitalização de 
juros nas contas vinculadas correrão à conta do 
FGTS e a Caixa Econômica Federal efetuará o 
crédito respectivo no 21º dia de cada mês, com base 
no saldo existente no 21º dia do mês anterior, 
deduzidos os débitos ocorridos no período. 
 
 
§ 1º-A Para fins do disposto no § 1º, o depósito realizado no prazo legal será contabilizado no saldo da conta 
vinculada no 21º dia do mês de sua ocorrência. (Lei 14.438/22) 
 
§ 1º-B Na hipótese de depósito realizado intempestivamente, a atualização monetária e a parcela de juros devida 
ao empregado comporão saldo-base no 21º dia do mês imediatamente anterior, ou comporão saldo no 21º dia 
do mês do depósito, se o depósito ocorrer nesta data. (Lei 14.438/22) 
 
§ 2º No primeiro mês em que for exigível o recolhimento do FGTS no 20º dia, na forma prevista no art. 15, a 
atualização monetária e os juros correspondentes da conta vinculada serão realizados: 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
§2º Após a centralização das contas vinculadas, na 
Caixa Econômica Federal, a atualização monetária e 
§ 2º No primeiro mês em que for exigível o 
recolhimento do FGTS no 20º dia, na forma prevista 
 
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a capitalização de juros correrão à conta do Fundo e 
o respectivo crédito será efetuado na conta vinculada, 
no dia 10 de cada mês, com base no saldo existente 
no dia 10 do mês anterior ou no primeiro dia útil 
subsequente, caso o dia 10 seja feriado bancário, 
deduzidos os saques ocorridos no período. 
no art. 15, a atualização monetária e os juros 
correspondentes da conta vinculada serão realizados: 
 
I - no décimo dia, com base no saldo existente no décimo dia do mês anterior, deduzidos os saques ocorridos 
no período; e (Lei 14.438/22) 
 
II - no 21º dia, com base no saldo existente no décimo dia do mesmo mês, atualizado na forma prevista no 
inciso I, deduzidos os débitos ocorridos no período, com a atualização monetária pro rata die e os juros 
correspondentes. (Lei 14.438/22) 
 
§3º Para as contas vinculadas dos trabalhadores optantes existentes à data de 22 de setembro de 1971, a 
capitalização dos juros dos depósitos continuará a ser feita na seguinte progressão, salvo no caso de mudança de 
empresa, quando a capitalização dos juros passará a ser feita à taxa de 3% ao ano: 
 
I – 3%, durante os 2 primeiros anos de permanência na mesma empresa; 
 
II – 4%, do 3º ao 5º ano de permanência na mesma empresa; 
 
III – 5%, do 6º ao 10º ano de permanência na mesma empresa; 
 
IV – 6%, a partir do 11º ano de permanência na mesma empresa. 
 
§4º O saldo das contas vinculadas é garantido pelo Governo Federal, podendo ser instituído seguro especial para 
esse fim. 
 
§ 5º O Conselho Curador autorizará a distribuição de parte do resultado positivo auferido pelo FGTS, mediante 
crédito nas contas vinculadas de titularidade dos trabalhadores, observadas as seguintes condições, entre outras 
a seu critério: 
 
I - a distribuição alcançará todas as contas vinculadas que apresentarem saldo positivo em 31 de dezembro do 
exercício-base do resultado auferido, inclusive as contas vinculadas de que trata o art. 21 desta Lei; 
 
II - a distribuição será proporcional ao saldo de cada conta vinculada em 31 de dezembro do exercício-base e 
deverá ocorrer até 31 de agosto do ano seguinte ao exercício de apuração do resultado; e 
 
§ 6º O valor de distribuição do resultado auferido será calculado posteriormente ao valor desembolsado com o 
desconto realizado no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), de que trata a Lei nº 11.977, de 7 
de julho de 2009. 
 
§ 7º O valor creditado nas contas vinculadas a título de distribuição de resultado, acrescido de juros e atualização 
monetária, não integrará a base de cálculo do depósito da multa rescisória de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 
desta Lei. 
 
Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à data da promulgação da Constituição Federal 
de 1988, já tinham o direito à estabilidade no emprego nos termos do Capítulo V do Título IV da CLT. 
 
§1º O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de outubro de 1988, em caso de rescisão sem 
justa causa pelo empregador, reger-se-á pelos dispositivos constantes dos arts. 477, 478 e 497 da CLT. 
 
§2º O tempo de serviço anterior à atual Constituição poderá ser transacionado entre empregador e empregado, 
respeitado o limite mínimo de 60% da indenização prevista. 
 
§3º É facultado ao empregador desobrigar-se da responsabilidade da indenização relativa ao tempo de serviço 
anterior à opção, depositando na conta vinculada do trabalhador, até o último dia útil do mês previsto em lei para o 
pagamento de salário, o valor correspondente à indenização, aplicando-se ao depósito, no que couber, todas as 
disposições desta lei. 
 
 
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48 
§4º Os trabalhadores poderão a qualquer momento optar pelo FGTS com efeito retroativo a 1º de janeiro de 1967 
ou à data de sua admissão, quando posterior àquela. 
 
Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o 20º dia de 
cada mês, em conta vinculada, a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou devida, no mês 
anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os art. 457 e art. 458 da 
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1943, e a Gratificação de Natal de 
que trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962. (Produção de efeitos) 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
Art. 15. Para os fins previstos nesta lei, todos os 
empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia 
7 de cada mês, em conta bancária vinculada, a 
importância correspondente a 8% da remuneração 
paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, 
incluídas na remuneração as parcelas de que tratam 
os arts. 457 e 458 da CLT e a gratificação de Natal a 
que se refere a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962, 
com as modificações da Lei nº 4.749, de 12 de 
agosto de 1965. 
Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os 
empregadores ficam obrigados a depositar, até o 
20º dia de cada mês, em conta vinculada, a 
importância correspondente a 8% da remuneração 
paga ou devida, no mês anterior, a cada 
trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de 
que tratam os art. 457 e art. 458 da Consolidação das 
Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 
5.452, de 1943, e a Gratificação de Natal de que 
trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962. 
 
§ 1º Entende-se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito privado ou de direito 
público, da administração pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes, da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, que admitir trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido 
por legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador de mão-de-obra, 
independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente venha obrigar-se. 
 
§ 2º Considera-se trabalhador toda pessoa física que prestar serviços a empregador, a locador ou tomador de 
mão-de-obra, excluídos os eventuais, os autônomos e os servidores públicos civis e militares sujeitos a 
regime jurídico próprio. 
 
§ 3º Os trabalhadores domésticos poderão ter acesso ao regime do FGTS, na forma que vier a ser prevista em lei. 
 
§ 4º Considera-se remuneração as retiradas de diretores não empregados, quando haja deliberação da empresa, 
garantindo-lhes os direitos decorrentes do contrato de trabalho de que trata o art. 16. 
 
§ 5º O depósito de que trata o caputdeste artigo é obrigatório nos casos de afastamento para prestação do 
serviço militar obrigatório e licença por acidente do trabalho. 
 
§ 6º Não se incluem na remuneração, para os fins desta Lei, as parcelas elencadas no § 9º do art. 28 da Lei nº 
8.212, de 24 de julho de 1991. 
 
§ 7º. Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o caput deste artigo reduzida para 2%. 
 
Art. 16. Para efeito desta lei, as empresas sujeitas ao regime da legislação trabalhista poderão equiparar seus 
diretores não empregados aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS. Considera-se diretor 
aquele que exerça cargo de administração previsto em lei, estatuto ou contrato social, independente da 
denominação do cargo. 
 
Art. 17. O Poder Executivo assegurará a prestação de serviços digitais: 
 
I - aos trabalhadores, que incluam a prestação de informações sobre seus créditos perante o Fundo e o 
acionamento imediato da inspeção do trabalho em caso de inadimplemento do empregador, de forma que seja 
possível acompanhar a evolução de eventuais cobranças administrativas e judiciais dos valores não recolhidos; 
 
II - aos empregadores, que facilitem e desburocratizem o cumprimento de suas obrigações perante o Fundo, 
incluídos a geração de guias, o parcelamento de débitos, a emissão sem ônus do Certificado de Regularidade do 
FGTS e a realização de procedimentos de restituição e compensação. 
 
 
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Parágrafo único. O desenvolvimento, a manutenção e a evolução dos sistemas e ferramentas necessários à 
prestação dos serviços a que se refere o caput deste artigo serão custeados com recursos do FGTS. 
 
Art. 17-A. O empregador ou o responsável fica obrigado a elaborar folha de pagamento e a declarar os dados 
relacionados aos valores do FGTS e outras informações de interesse do Poder Público por meio de sistema de 
escrituração digital, na forma, no prazo e nas condições estabelecidos em ato do Ministro de Estado do Trabalho e 
Previdência. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
Art. 17-A. O empregador ou o responsável fica 
obrigado a elaborar folha de pagamento e a declarar 
os dados relacionados aos valores do FGTS e outras 
informações de interesse do Ministério da Economia, 
por meio de sistema de escrituração digital, na forma, 
no prazo e nas condições estabelecidos em 
regulamento do Conselho Curador. 
Art. 17-A. O empregador ou o responsável fica 
obrigado a elaborar folha de pagamento e a declarar 
os dados relacionados aos valores do FGTS e outras 
informações de interesse do Poder Público por meio 
de sistema de escrituração digital, na forma, no prazo 
e nas condições estabelecidos em ato do Ministro de 
Estado do Trabalho e Previdência. 
 
§ 1º As informações prestadas na forma do caput deste artigo constituem declaração e reconhecimento dos 
créditos delas decorrentes, caracterizam confissão de débito e constituem instrumento hábil e suficiente para a 
cobrança do crédito de FGTS. 
 
§ 2º O lançamento da obrigação principal e das obrigações acessórias relativas ao FGTS será efetuado de ofício 
pela autoridade competente, no caso de o empregador não apresentar a declaração na forma do caput deste 
artigo, e será revisto de ofício, nas hipóteses de omissão, erro, fraude ou sonegação. 
 
Art. 18. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte do empregador, ficará este obrigado a depositar 
na conta vinculada do trabalhador no FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao 
imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais. 
 
§ 1º Na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa, depositará este, na conta vinculada do 
trabalhador no FGTS, importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada 
durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. 
 
§ 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela Justiça do Trabalho, o 
percentual de que trata o § 1º será de 20%. 
 
Depósito do FGTS 
* Obrigação do empregador; 
 
* Prazo: Até o dia 20 de cada mês; 
 
* Valor: 8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, englobando: 
✓ Adicionais Eventuais; 
✓ Salários; 
✓ Comissões; 
✓ Gratificação Natalina; 
✓ Gorjetas; 
✓ Aviso Prévio (trabalhado ou indenizado); 
✓ Horas Extras. 
 
* Não possuem direito ao depósito do FGTS os: 
✓ Eventuais; 
✓ Autônomos; 
✓ Servidores públicos civis e militares sujeitos a regime jurídico próprio. 
Despedida 
Sem Justa Causa Culpa Recíproca ou Força Maior 
40% 20% 
Atenção! 
OBS: Não tem multa do FGTS: 
✓ Dispensa com justa causa; 
 
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✓ Pedido de demissão; 
✓ Morte do empregado. 
 
FGTS 
Empregado 8% 
Empregado Doméstico 8% 
Aprendiz 2% 
 
§ 3° As importâncias de que trata este artigo deverão constar da documentação comprobatória do recolhimento 
dos valores devidos a título de rescisão do contrato de trabalho, observado o disposto no art. 477 da CLT, 
eximindo o empregador, exclusivamente, quanto aos valores discriminados. 
 
Tipos de Rescisões 
Sem justa causa 
O contrato é rescindido pelo empregador, não sendo um ato de vontade por 
parte do empregado. 
 
O que deve receber? 
100% FGTS (saque); 
Indenização de 40% FGTS (multa); 
 
 
Justa causa 
O contrato é rescindido por culpa exclusiva do empregado devido a algum ato 
culposo. 
 
Não recebe FGTS. 
Demissão a pedido 
O empregado pede rescisão do contrato de trabalho. 
 
Não recebe FGTS. 
Rescisão Indireta 
O contrato é rescindido por culpa exclusiva do empregador ou prepostos por 
conta de atos culposos. 
 
O que deve receber? 
100% FGTS (saque); 
Indenização de 40% FGTS (multa); 
Culpa Recíproca 
Ocorre quando o contrato é rescindido por culpa do trabalhador e do 
empregador, ocorrendo justa causa de ambas as partes. 
 
Indenização de 20% FGTS (multa); 
Mediante Acordo 
O contrato é rescindido mediante acordo entre as partes. 
 
O que deve receber? 
50% de indenização de FGTS (Apenas 20% da multa); 
80% da movimentação dos depósitos do FGTS (saque); 
Contrato por Prazo 
Determinado 
Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência 
dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda 
da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. 
 
O que deve receber? 
Movimentação dos depósitos do FGTS (saque); 
 
OBS: Não recebe os 40% da multa do FGTS nem aviso prévio. 
 
Art. 19. No caso de extinção do contrato de trabalho prevista no art. 14 desta lei, serão observados os seguintes 
critérios: 
 
I - havendo indenização a ser paga, o empregador, mediante comprovação do pagamento daquela, poderá sacar 
o saldo dos valores por ele depositados na conta individualizada do trabalhador; 
 
 
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II - não havendo indenização a ser paga, ou decorrido o prazo prescricional para a reclamação de direitos por 
parte do trabalhador, o empregador poderá levantar em seu favor o saldo da respectiva conta individualizada, 
mediante comprovação perante o órgão competente do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. 
 
Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja 
declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2o, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao 
salário. 
 
Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 
2001, nas condições do caput, que não tenha sido levantado até essa data, será liberadoao trabalhador a partir 
do mês de agosto de 2002. 
 
Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações: 
 
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior; 
 
I-A - extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 
aprovada pelo Decreto- Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943; 
 
II - extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão 
de parte de suas atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho nas condições do art. 19-A, ou ainda 
falecimento do empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de contrato de 
trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial 
transitada em julgado; 
 
III - aposentadoria concedida pela Previdência Social; 
 
IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim habilitados perante a 
Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte. Na falta de 
dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, 
indicados em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado, independente de inventário ou arrolamento; 
 
V - pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional concedido no âmbito do 
Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que: 
 
a) o mutuário conte com o mínimo de 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou em 
empresas diferentes; 
 
b) o valor bloqueado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo de 12 meses; 
 
c) o valor do abatimento atinja, no máximo, 80% do montante da prestação; 
 
VI - liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário, observadas as 
condições estabelecidas pelo Conselho Curador, dentre elas a de que o financiamento seja concedido no âmbito 
do SFH e haja interstício mínimo de 2 anos para cada movimentação; 
 
VII – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, ou lote urbanizado de interesse social 
não construído, observadas as seguintes condições: 
 
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou 
empresas diferentes; 
 
b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH; 
 
VIII - quando o trabalhador permanecer 3 anos ininterruptos fora do regime do FGTS; 
 
IX - extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários regidos pela Lei nº 6.019, de 
3 de janeiro de 1974; 
 
X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 dias, comprovada por declaração do 
sindicato representativo da categoria profissional. 
 
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XI - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna. 
 
XII - aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, regidos pela Lei n° 6.385, de 7 de dezembro de 
1976, permitida a utilização máxima de 50 % do saldo existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço, na data em que exercer a opção. 
 
XIII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV; 
 
XIV - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal, em razão de doença 
grave, nos termos do regulamento; 
 
XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a 70 anos. 
 
XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural, conforme disposto em 
regulamento, observadas as seguintes condições: 
 
a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente atingidas de Município ou do Distrito Federal 
em situação de emergência ou em estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo 
Federal; 
 
b) a solicitação de movimentação da conta vinculada será admitida até 90 dias após a publicação do ato de 
reconhecimento, pelo Governo Federal, da situação de emergência ou de estado de calamidade pública; e 
 
c) o valor máximo do saque da conta vinculada será definido na forma do regulamento. 
 
XVII - integralização de cotas do FI-FGTS, respeitado o disposto na alínea i do inciso XIII do art. 5o desta Lei, 
permitida a utilização máxima de 30% do saldo existente e disponível na data em que exercer a opção. 
 
XVIII - quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir órtese ou prótese para 
promoção de acessibilidade e de inclusão social. 
 
XIX - pagamento total ou parcial do preço de aquisição de imóveis da União inscritos em regime de ocupação ou 
aforamento, a que se referem o art. 4o da Lei no 13.240, de 30 de dezembro de 2015, e o art. 16-A da Lei no 
9.636, de 15 de maio de 1998, respectivamente, observadas as seguintes condições: 
 
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou 
em empresas diferentes; 
 
b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ou ainda por 
intermédio de parcelamento efetuado pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), mediante a contratação da 
Caixa Econômica Federal como agente financeiro dos contratos de parcelamento; 
 
c) sejam observadas as demais regras e condições estabelecidas para uso do FGTS. 
 
XX - anualmente, no mês de aniversário do trabalhador, por meio da aplicação dos valores constantes do Anexo 
desta Lei, observado o disposto no art. 20-D desta Lei; 
 
XXI - a qualquer tempo, quando seu saldo for inferior a R$ 80,00 e não houver ocorrido depósitos ou saques por, 
no mínimo, 1 ano, exceto na hipótese prevista no inciso I do § 5º do art. 13 desta Lei; 
 
XXII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for, nos termos do regulamento, pessoa com 
doença rara, consideradas doenças raras aquelas assim reconhecidas pelo Ministério da Saúde, que apresentará, 
em seu sítio na internet, a relação atualizada dessas doenças. 
 
§ 1º A regulamentação das situações previstas nos incisos I e II assegurar que a retirada a que faz jus o 
trabalhador corresponda aos depósitos efetuados na conta vinculada durante o período de vigência do último 
contrato de trabalho, acrescida de juros e atualização monetária, deduzidos os saques. 
 
§ 2º O Conselho Curador disciplinará o disposto no inciso V, visando beneficiar os trabalhadores de baixa renda e 
preservar o equilíbrio financeiro do FGTS. 
 
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§ 3º O direito de adquirir moradia com recursos do FGTS, pelo trabalhador, só poderá ser exercido para um 
único imóvel. 
 
§ 4º O imóvel objeto de utilização do FGTS somente poderá ser objeto de outra transação com recursos do fundo, 
na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador. 
 
§ 5º O pagamento da retirada após o período previsto em regulamento, implicará atualização monetária dos 
valores devidos. 
 
§ 6º. Os recursos aplicados em cotas de fundos Mútuos de Privatização, referidos no inciso XII, serão destinados, 
nas condições aprovadas pelo CND, a aquisições de valores mobiliários, no âmbito do Programa Nacional de 
Desestatização, de que trata a Lei no 9.491, de 1997, e de programas estaduais de desestatização, desde que, 
em ambos os casos, tais destinações sejam aprovadas pelo CND. 
 
§ 7º. Ressalvadas as alienações decorrentes das hipóteses de que trata o § 8o, os valores mobiliários a que se 
refere o parágrafo anterior só poderão ser integralmente vendidos, pelos respectivos Fundos, seis meses apósa 
sua aquisição, podendo ser alienada em prazo inferior parcela equivalente a 10% do valor adquirido, 
autorizada a livre aplicação do produto dessa alienação, nos termos da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976. 
 
§ 8º. As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização e no FI-FGTS são nominativas, impenhoráveis e, salvo 
as hipóteses previstas nos incisos I a XI e XIII a XVI do caput deste artigo, indisponíveis por seus titulares. 
 
§ 9° Decorrido o prazo mínimo de 12 meses, contados da efetiva transferência das quotas para os Fundos 
Mútuos de Privatização, os titulares poderão optar pelo retorno para sua conta vinculada no Fundo de Garantia do 
Tempo de Serviço. 
 
§ 10. A cada período de 6 meses, os titulares das aplicações em Fundos Mútuos de Privatização poderão 
transferi-las para outro fundo de mesma natureza. 
 
§ 11. O montante das aplicações de que trata o § 6° deste artigo ficará limitado ao valor dos créditos contra o 
Tesouro Nacional de que seja titular o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 
 
§ 12. Desde que preservada a participação individual dos quotistas, será permitida a constituição de clubes de 
investimento, visando a aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização. 
 
§ 13. A garantia a que alude o § 4o do art. 13 desta Lei não compreende as aplicações a que se referem os 
incisos XII e XVII do caput deste artigo. 
 
§ 14. Ficam isentos do imposto de renda: 
 
I - a parcela dos ganhos nos Fundos Mútuos de Privatização até o limite da remuneração das contas vinculadas 
de que trata o art. 13 desta Lei, no mesmo período; e 
 
II - os ganhos do FI-FGTS e do Fundo de Investimento em Cotas - FIC, de que trata o § 19 deste artigo. 
 
§ 15. A transferência de recursos da conta do titular no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em razão da 
aquisição de ações, nos termos do inciso XII do caput deste artigo, ou de cotas do FI-FGTS não afetará a base de 
cálculo da multa rescisória de que tratam os §§ 1o e 2o do art. 18 desta Lei. 
 
§ 16. Os clubes de investimento a que se refere o § 12 poderão resgatar, durante os seis primeiros meses da sua 
constituição, parcela equivalente a 5% das cotas adquiridas, para atendimento de seus desembolsos, autorizada 
a livre aplicação do produto dessa venda, nos termos da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976. 
 
§ 17. Fica vedada a movimentação da conta vinculada do FGTS nas modalidades previstas nos incisos V, VI e VII 
deste artigo, nas operações firmadas, a partir de 25 de junho de 1998, no caso em que o adquirente já seja 
proprietário ou promitente comprador de imóvel localizado no Município onde resida, bem como no caso em que o 
adquirente já detenha, em qualquer parte do País, pelo menos um financiamento nas condições do SFH. 
 
 
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§ 18. É indispensável o comparecimento pessoal do titular da conta vinculada para o pagamento da retirada nas 
hipóteses previstas nos incisos I, II, III, VIII, IX e X deste artigo, salvo em caso de grave moléstia comprovada por 
perícia médica, quando será paga a procurador especialmente constituído para esse fim. 
 
§ 19. A integralização das cotas previstas no inciso XVII do caput deste artigo será realizada por meio de Fundo 
de Investimento em Cotas - FIC, constituído pela Caixa Econômica Federal especificamente para essa finalidade. 
 
§ 20. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá os requisitos para a integralização das cotas referidas no § 
19 deste artigo, devendo condicioná-la pelo menos ao atendimento das seguintes exigências: 
 
I - elaboração e entrega de prospecto ao trabalhador; e 
 
II - declaração por escrito, individual e específica, pelo trabalhador de sua ciência quanto aos riscos do 
investimento que está realizando. 
 
§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação 
de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado, na 
forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS. 
 
§ 22. Na movimentação das contas vinculadas a contrato de trabalho extinto até 31 de dezembro de 2015, ficam 
isentas as exigências de que trata o inciso VIII do caput deste artigo, podendo o saque, nesta hipótese, ser 
efetuado segundo cronograma de atendimento estabelecido pelo agente operador do FGTS. 
 
§ 23. As movimentações das contas vinculadas nas situações previstas nos incisos V, VI e VII do caput deste 
artigo poderão ser realizadas fora do âmbito do SFH, observados os mesmos limites financeiros das operações 
realizadas no âmbito desse sistema, no que se refere ao valor máximo de movimentação da conta vinculada, e os 
limites, critérios e condições estabelecidos pelo Conselho Curador. 
 
§ 24. O trabalhador poderá sacar os valores decorrentes da situação de movimentação de que trata o inciso XX do 
caput deste artigo até o último dia útil do segundo mês subsequente ao da aquisição do direito de saque. 
 
§ 25. O agente operador deverá oferecer, nos termos do regulamento do Conselho Curador, em plataformas de 
interação com o titular da conta, inclusive por meio de dispositivos móveis, opções para consulta e transferência, a 
critério do trabalhador, para conta de depósitos de sua titularidade em qualquer instituição financeira do Sistema 
Financeiro Nacional, dos recursos disponíveis para movimentação em decorrência das situações previstas neste 
artigo, cabendo ao agente operador estabelecer os procedimentos operacionais a serem observados. 
 
§ 27. A critério do titular da conta vinculada do FGTS, em ato formalizado no momento da contratação do 
financiamento habitacional, os direitos aos saques de que trata o caput deste artigo poderão ser objeto de 
alienação ou cessão fiduciária para liquidação, amortização ou pagamento de parte das prestações decorrentes 
de financiamento habitacional concedido no âmbito do SFH, dispensados os prazos mencionados na alínea “b” do 
inciso V e o interstício mínimo de 2 (dois) anos do inciso VI, ambos deste artigo, observadas as condições 
estabelecidas pelo Conselho Curador, mediante caucionamento dos depósitos a serem realizados na conta 
vinculada do trabalhador, exceto os previstos nos § 1º e § 2º do art. 18 desta Lei. (Lei nº 14.620/23) 
 
§ 26. As transferências de que trata o § 25 deste artigo não acarretarão a cobrança de tarifas pelo agente 
operador ou pelas demais instituições financeiras. 
 
Art. 20-A. O titular de contas vinculadas do FGTS estará sujeito a somente uma das seguintes sistemáticas de 
saque: 
 
I - saque-rescisão; ou 
 
II - saque-aniversário. 
 
§ 1º Todas as contas do mesmo titular estarão sujeitas à mesma sistemática de saque. 
 
§ 2º São aplicáveis às sistemáticas de saque de que trata o caput deste artigo as seguintes situações de 
movimentação de conta: 
 
 
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I - para a sistemática de saque-rescisão, as previstas no art. 20 desta Lei, à exceção da estabelecida no inciso XX 
do caput do referido artigo; e 
 
II - para a sistemática de saque-aniversário, as previstas no art. 20 desta Lei, à exceção das estabelecidas nos 
incisos I, I-A, II, IX e X do caput do referido artigo. 
 
Art. 20-B. O titular de contas vinculadas do FGTS estará sujeito originalmente à sistemática de saque-rescisão e 
poderá optar por alterá-la, observado o disposto no art. 20-C desta Lei. 
 
Art. 20-C. A primeira opção pela sistemática de saque-aniversário poderá ser feita a qualquer tempo e terá efeitos 
imediatos. 
 
§ 1º Caso o titular solicite novas alterações de sistemática será observado o seguinte:I - a alteração será efetivada no primeiro dia do vigésimo quinto mês subsequente ao da solicitação, desde que 
não haja cessão ou alienação de direitos futuros aos saques anuais de que trata o § 3º do art. 20-D desta Lei; 
 
II - a solicitação poderá ser cancelada pelo titular antes da sua efetivação; e 
 
III - na hipótese de cancelamento, a nova solicitação estará sujeita ao disposto no inciso I do caput deste artigo. 
 
§ 2º Para fins do disposto no § 2º do art. 20-A desta Lei, as situações de movimentação obedecerão à sistemática 
a que o titular estiver sujeito no momento dos eventos que as ensejarem. 
 
Art. 20-D. Na situação de movimentação de que trata o inciso XX do caput do art. 20 desta Lei, o valor do saque 
será determinado: 
 
I - pela aplicação da alíquota correspondente, estabelecida no Anexo desta Lei, à soma de todos os saldos das 
contas vinculadas do titular, apurados na data do débito; e 
 
II - pelo acréscimo da parcela adicional correspondente, estabelecida no Anexo desta Lei, ao valor apurado de 
acordo com o disposto no inciso I do caput deste artigo. 
 
§ 1º Na hipótese de o titular possuir mais de uma conta vinculada, o saque de que trata este artigo será feito na 
seguinte ordem: 
 
I - contas vinculadas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; e 
 
II - demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo. 
 
§ 2º O Poder Executivo federal, respeitada a alíquota mínima de 5%, poderá alterar, até o dia 30 de junho de 
cada ano, os valores das faixas, das alíquotas e das parcelas adicionais constantes do Anexo desta Lei para 
vigência no primeiro dia do ano subsequente. 
 
§ 3º A critério do titular da conta vinculada do FGTS, os direitos aos saques anuais de que trata o caput deste 
artigo poderão ser objeto de alienação ou cessão fiduciária, nos termos do art. 66-B da Lei nº 4.728, de 14 de julho 
de 1965, em favor de qualquer instituição financeira do Sistema Financeiro Nacional, sujeitas as taxas de juros 
praticadas nessas operações aos limites estipulados pelo Conselho Curador, os quais serão inferiores aos limites 
de taxas de juros estipulados para os empréstimos consignados dos servidores públicos federais do Poder 
Executivo. 
 
§ 4º O Conselho Curador poderá regulamentar o disposto no § 3º deste artigo, com vistas ao cumprimento das 
obrigações financeiras de seu titular, inclusive quanto ao: 
 
I - bloqueio de percentual do saldo total existente nas contas vinculadas; 
 
II - impedimento da efetivação da opção pela sistemática de saque-rescisão prevista no inciso I do § 1º do art. 20-
C desta Lei; e 
 
III - saque em favor do credor. 
 
 
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§ 5º As situações de movimentação de que trata o § 2º do art. 20-A desta Lei serão efetuadas com observância ao 
limite decorrente do bloqueio referido no § 4º deste artigo. 
 
§ 6º A vedação prevista no § 2º do art. 2º desta Lei não se aplica às disposições dos §§ 3º, 4º e 5º deste artigo. 
 
§ 7º Na hipótese de despedida sem justa causa, o trabalhador que optar pela sistemática saque-aniversário 
também fará jus à movimentação da multa rescisória de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 desta Lei. 
 
Art. 21. Os saldos das contas não individualizadas e das contas vinculadas que se conservem ininterruptamente 
sem créditos de depósitos por mais de 5 anos, a partir de 1º de junho de 1990, em razão de o seu titular ter 
estado fora do regime do FGTS, serão incorporados ao patrimônio do fundo, resguardado o direito do beneficiário 
reclamar, a qualquer tempo, a reposição do valor transferido. 
 
Parágrafo único. O valor, quando reclamado, será pago ao trabalhador acrescido da remuneração prevista no § 2º 
do art. 13 desta lei. 
 
Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos previstos nesta Lei, nos termos do disposto nos art. 15 e art. 
18, responderá pela incidência da Taxa Referencial - TR sobre a importância correspondente. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos 
previstos nesta Lei, no prazo fixado no art. 15, 
responderá pela incidência da Taxa Referencial – TR 
sobre a importância correspondente. 
Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos 
previstos nesta Lei, nos termos do disposto nos art. 
15 e art. 18, responderá pela incidência da Taxa 
Referencial - TR sobre a importância correspondente. 
 
§ 1º Sobre o valor dos depósitos, acrescido da TR, incidirão, ainda, juros de mora de 0,5% a.m. ou fração e multa, 
sujeitando-se, também, às obrigações e sanções previstas no Decreto-Lei no 368, de 19 de dezembro de 1968. 
 
§ 2º A incidência da TR de que trata o caput deste artigo será cobrada por dia de atraso, tomando-se por base o 
índice de atualização das contas vinculadas do FGTS. 
 
§ 2o-A. A multa referida no § 1o deste artigo será cobrada nas condições que se seguem: 
 
I – 5% no mês de vencimento da obrigação; 
 
II – 10% a partir do mês seguinte ao do vencimento da obrigação. 
 
§ 3º. Para efeito de levantamento de débito para com o FGTS, o percentual de 8% incidirá sobre o valor acrescido 
da TR até a data da respectiva operação. 
 
Art. 23. Compete ao Ministério do Trabalho e Previdência a verificação do cumprimento do disposto nesta Lei, 
especialmente quanto à apuração dos débitos e das infrações praticadas pelos empregadores ou tomadores de 
serviço, que os notificará para efetuarem e comprovarem os depósitos correspondentes e cumprirem as demais 
determinações legais. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
Art. 23. Competirá à Secretaria Especial de 
Previdência e Trabalho do Ministério da Economia a 
verificação do cumprimento do disposto nesta Lei, 
especialmente quanto à apuração dos débitos e das 
infrações praticadas pelos empregadores ou 
tomadores de serviço, que os notificará para 
efetuarem e comprovarem os depósitos 
correspondentes e cumprirem as demais 
determinações legais. 
Art. 23. Compete ao Ministério do Trabalho e 
Previdência a verificação do cumprimento do disposto 
nesta Lei, especialmente quanto à apuração dos 
débitos e das infrações praticadas pelos 
empregadores ou tomadores de serviço, que os 
notificará para efetuarem e comprovarem os 
depósitos correspondentes e cumprirem as demais 
determinações legais. 
 
§ 1º Constituem infrações para efeito desta lei: 
 
 
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I - não depositar mensalmente o percentual referente ao FGTS, bem como os valores previstos no art. 18 desta 
Lei, nos prazos de que trata o § 6o do art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT; 
 
IV - deixar de computar, para efeito de cálculo dos depósitos do FGTS, parcela componente da remuneração; 
 
V - deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos legais do FGTS constituído em notificação de débito, no prazo 
concedido pelo ato de notificação da decisão definitiva exarada no processo administrativo; 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
V - deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos 
legais, após ser notificado pela fiscalização; 
V - deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos 
legais do FGTS constituído em notificação de débito, 
no prazo concedido pelo ato de notificação da 
decisão definitiva exarada no processo administrativo; 
 
VI - deixar de apresentar, ou apresentar com erros ou omissões, as informações de que tratam o art. 17-A e as 
demais informações legalmente exigíveis; e 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
VI - deixar de apresentar, ou apresentar com erros ou 
omissões, as informações de que trata o art. 17-A 
desta Leie as demais informações legalmente 
exigíveis. 
VI - deixar de apresentar, ou apresentar com erros ou 
omissões, as informações de que tratam o art. 17-A e 
as demais informações legalmente exigíveis; 
 
VII - deixar de apresentar ou de promover a retificação das informações de que trata o art. 17-A, no prazo 
concedido na notificação da decisão definitiva exarada no processo administrativo que reconheceu a procedência 
da notificação de débito decorrente de omissão, erro, fraude ou sonegação constatados. (Lei 14.438/22) 
 
§ 1º-A A formalização de parcelamento da integralidade do débito suspende a ação punitiva da infração prevista: 
(Lei 14.438/22) 
 
I - no inciso I do § 1º, quando realizada anteriormente ao início de qualquer processo administrativo ou medida de 
fiscalização; e (Lei 14.438/22) 
 
II - no inciso V do § 1º, quando realizada no prazo nele referido. (Lei 14.438/22) 
 
§ 1º-B. A suspensão da ação punitiva prevista no § 1º-A será mantida durante a vigência do parcelamento e a 
quitação integral dos valores parcelados extinguirá a infração. (Lei 14.438/22) 
 
§ 2º Pela infração do disposto no § 1º, o infrator estará sujeito às seguintes multas: 
 
b) de 30% sobre o débito atualizado apurado pela Inspeção do Trabalho, confessado pelo empregador ou lançado 
de ofício, nas hipóteses previstas nos incisos I, IV e V do § 1º; e 
 
c) de R$ 100,00 a R$ 300,00 por trabalhador prejudicado, nas hipóteses previstas nos incisos VI e VII do § 1º. 
 
Alteração 
Antes da Lei 14.438/22 Após a Lei 14.438/22 
§  2º Pela infração do disposto no § 1º deste artigo, o 
infrator estará sujeito às seguintes multas por 
trabalhador prejudicado: 
 
a) de 2 a 5 BTN, no caso dos incisos II e III; 
 
b) de 10 a 100 BTN, no caso dos incisos I, IV e V. 
 
c) de R$ 100,00 a R$ 300,00 por trabalhador 
prejudicado, na hipótese prevista no inciso VI do § 1º 
deste artigo. 
§ 2º Pela infração do disposto no § 1º, o infrator 
estará sujeito às seguintes multas: 
 
b) de 30% sobre o débito atualizado apurado pela 
Inspeção do Trabalho, confessado pelo empregador 
ou lançado de ofício, nas hipóteses previstas nos 
incisos I, IV e V do § 1º; e 
 
c) de R$ 100,00 a R$ 300,00 por trabalhador 
prejudicado, nas hipóteses previstas nos incisos VI e 
VII do § 1º. 
 
 
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§ 3º Nos casos de fraude, simulação, artifício, ardil, resistência, embaraço ou desacato à fiscalização, assim como 
na reincidência, a multa especificada no parágrafo anterior será duplicada, sem prejuízo das demais cominações 
legais. 
 
§ 3º-A Estabelecida a multa-base e a majoração na forma prevista nos § 2º e § 3º, o valor final será reduzido pela 
metade quando o infrator for empregador doméstico, microempresa ou empresa de pequeno porte. (Lei 
14.438/22) 
 
§ 4º Os valores das multas, quando não recolhidas no prazo legal, serão atualizados monetariamente até a data 
de seu efetivo pagamento, através de sua conversão pelo BTN Fiscal. 
 
§ 5º O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da 
CLT. 
 
§ 6º Quando julgado procedente o recurso interposto na forma do Título VII da CLT, os depósitos efetuados para 
garantia de instância serão restituídos com os valores atualizados na forma de lei. 
 
§ 7º A rede arrecadadora e a Caixa Econômica Federal deverão prestar ao Ministério do Trabalho e da 
Previdência Social as informações necessárias à fiscalização. 
 
Art. 23-A. A notificação do empregador relativa aos débitos com o FGTS, o início de procedimento administrativo 
ou a medida de fiscalização interrompem o prazo prescricional. 
 
§ 1º O contencioso administrativo é causa de suspensão do prazo prescricional. 
 
§ 2º A data de publicação da liquidação do crédito será considerada como a data de sua constituição definitiva, 
a partir da qual será retomada a contagem do prazo prescricional. 
 
§ 3º Todos os documentos relativos às obrigações perante o FGTS, referentes a todo o contrato de trabalho de 
cada trabalhador, devem ser mantidos à disposição da fiscalização por até 5 anos após o fim de cada contrato. 
 
Prazo Prescricional 
Ocorrerá a INTERRUPÇÃO no caso de Ocorrerá a SUSPENSÃO no caso de 
Notificação débitos com o FGTS; 
 
Início de procedimento administrativo; 
 
Medida de fiscalização. 
Contencioso administrativo. 
 
Art. 24. Por descumprimento ou inobservância de quaisquer das obrigações que lhe compete como agente 
arrecadador, pagador e mantenedor do cadastro de contas vinculadas, na forma que vier a ser regulamentada 
pelo Conselho Curador, fica o banco depositário sujeito ao pagamento de multa equivalente a 10 (dez) por cento 
do montante da conta do empregado, independentemente das demais cominações legais. 
 
Art. 25. Poderá o próprio trabalhador, seus dependentes e sucessores, ou ainda o Sindicato a que estiver 
vinculado, acionar diretamente a empresa por intermédio da Justiça do Trabalho, para compeli-la a efetuar o 
depósito das importâncias devidas nos termos desta lei. 
 
Parágrafo único. A Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social deverão ser 
notificados da propositura da reclamação. 
 
Art. 26. É competente a Justiça do Trabalho para julgar os dissídios entre os trabalhadores e os empregadores 
decorrentes da aplicação desta lei, mesmo quando a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho e da 
Previdência Social figurarem como litisconsortes. 
 
Parágrafo único. Nas reclamatórias trabalhistas que objetivam o ressarcimento de parcelas relativas ao FGTS, ou 
que, direta ou indiretamente, impliquem essa obrigação de fazer, o juiz determinará que a empresa sucumbente 
proceda ao recolhimento imediato das importâncias devidas a tal título. 
 
Art. 26-A. Para fins de apuração e lançamento, considera-se não quitado o valor relativo ao FGTS pago 
diretamente ao trabalhador, vedada a sua conversão em indenização compensatória. 
 
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§ 1º Os débitos reconhecidos e declarados por meio de sistema de escrituração digital serão recolhidos 
integralmente, acrescidos dos encargos devidos. 
 
§ 2º Para a geração das guias de depósito, os valores devidos a título de FGTS e o período laboral a que se 
referem serão expressamente identificados. 
 
Art. 27. A apresentação do Certificado de Regularidade do FGTS, fornecido na forma do regulamento, é 
obrigatória nas seguintes situações: 
 
a) habilitação e licitação promovida por órgão da Administração Federal, Estadual e Municipal, direta, indireta ou 
fundacional ou por entidade controlada direta ou indiretamente pela União, Estado e Município; 
 
b) obtenção, por parte da União, dos Estados ou dos Municípios, ou por órgãos da Administração federal, 
estadual ou municipal, direta, indireta ou fundacional, ou indiretamente pela União, pelos Estados ou pelos 
Municípios, de empréstimos ou financiamentos realizados com lastro em recursos públicos ou oriundos do 
FGTS perante quaisquer instituições de crédito; 
 
c) obtenção de favores creditícios, isenções, subsídios, auxílios, outorga ou concessão de serviços ou quaisquer 
outros benefícios concedidos por órgão da Administração Federal, Estadual e Municipal, salvo quando 
destinados a saldar débitos para com o FGTS; 
 
d) transferência de domicílio para o exterior; 
 
e) registro ou arquivamento, nos órgãos competentes, de alteração ou distrato de contrato social, de estatuto, ou 
de qualquer documento que implique modificação na estrutura jurídica do empregador ou na sua extinção. 
 
Art. 28. São isentos de tributos federais os atos e operações necessários à aplicação desta lei, quando praticados 
pela Caixa Econômica Federal, pelos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores, pelos empregadores e 
pelosestabelecimentos bancários. 
 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo às importâncias devidas, nos termos desta lei, aos 
trabalhadores e seus dependentes ou sucessores. 
 
Art. 29. Os depósitos em conta vinculada, efetuados nos termos desta lei, constituirão despesas dedutíveis do 
lucro operacional dos empregadores e as importâncias levantadas a seu favor implicarão receita tributável. 
 
Art. 29-A. Quaisquer créditos relativos à correção dos saldos das contas vinculadas do FGTS serão liquidados 
mediante lançamento pelo agente operador na respectiva conta do trabalhador. 
 
Art. 29-B. Não será cabível medida liminar em mandado de segurança, no procedimento cautelar ou em 
quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, nem a tutela antecipada prevista nos arts. 273 e 461 
do Código de Processo Civil que impliquem saque ou movimentação da conta vinculada do trabalhador no FGTS. 
 
Art. 29-C. Nas ações entre o FGTS e os titulares de contas vinculadas, bem como naquelas em que figurem os 
respectivos representantes ou substitutos processuais, não haverá condenação em honorários advocatícios. 
 
STF/RE 581.160 
I - O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.736/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, declarou a 
inconstitucionalidade do art. 9º da MP 2.164-41/2001, na parte em que introduziu o art. 29-C na lei 
8.036/1990, que vedava a condenação em honorários advocatícios “nas ações entre o FGTS e os 
titulares de contas vinculadas, bem como naquelas em que figuram os respectivos representantes ou 
substitutos processuais”. 
 
Art. 29-D. A penhora em dinheiro, na execução fundada em título judicial em que se determine crédito 
complementar de saldo de conta vinculada do FGTS, será feita mediante depósito de recursos do Fundo em conta 
vinculada em nome do exequente, à disposição do juízo. 
 
Parágrafo único. O valor do depósito só poderá ser movimentado, após liberação judicial, nas hipóteses previstas 
no art. 20 ou para reversão ao Fundo. 
 
 
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Art. 30. Fica reduzida para 1 1/2 por cento a contribuição devida pelas empresas ao Serviço Social do Comércio e 
ao Serviço Social da Indústria e dispensadas estas entidades da subscrição compulsória a que alude o art. 21 da 
Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964. 
 
Art. 31. O Poder Executivo expedirá o Regulamento desta lei no prazo de 60 dias a contar da data de sua 
promulgação. 
 
Art. 32. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 7.839, de 12 de outubro de 1989, e as 
demais disposições em contrário. 
 
TST/Súmula 63 
A contribuição para o FGTS incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado, inclusive horas 
extras e adicionais eventuais. 
 
TST/Súmula 98 
I - A equivalência entre os regimes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e da estabilidade prevista na 
CLT é meramente jurídica e não econômica, sendo indevidos valores a título de reposição de diferenças. 
 
II - A estabilidade contratual ou a derivada de regulamento de empresa são compatíveis com o regime do 
FGTS. Diversamente ocorre com a estabilidade legal (decenal, art. 492 da CLT), que é renunciada com a 
opção pelo FGTS. 
 
TST/Súmula 206 
A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da 
contribuição para o FGTS. 
 
 
TST/Súmula 305 
O pagamento relativo ao período de aviso prévio, trabalhado ou não, está sujeito a contribuição para o 
FGTS. 
 
TST/Súmula 362 
I – Para os casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir de 13/11/2014, é quinquenal a prescrição do 
direito de reclamar contra o não-recolhimento de contribuição para o FGTS, observado o prazo de dois anos 
após o término do contrato; 
 
II – Para os casos em que o prazo prescricional já estava em curso em 13/11/2014, aplica-se o prazo 
prescricional que se consumar primeiro: trinta anos, contados do termo inicial, ou cinco anos, a partir de 
13/11/2014 (STF-ARE-709212/DF). 
 
TST/Súmula 363 
A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, encontra 
óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação 
pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos 
valores referentes aos depósitos do FGTS. 
 
TST/Súmula 461 
É do empregador o ônus da prova em relação à regularidade dos depósitos do FGTS, pois o pagamento é 
fato extintivo do direito do autor (art. 373, II, do CPC de 2015). 
 
OJ 195 – SDI1 
Não incide a contribuição para o FGTS sobre as férias indenizadas. 
 
 
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LEI Nº 605, DE 5 DE JANEIRO DE 1949. 
 
Repouso semanal remunerado e o pagamento de salário nos dias feriados civis e religiosos. 
 
Art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas, 
preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e 
religiosos, de acordo com a tradição local. 
 
Art. 2º Entre os empregados a que se refere esta lei, incluem-se os trabalhos rurais, salvo os que operem em 
qualquer regime de parceria, meação, ou forma semelhante de participação na produção. 
 
Art. 3º O regime desta lei será extensivo àqueles que, sob forma autônoma, trabalhem agrupados, por 
intermédio de Sindicato, Caixa Portuária, ou entidade congênere. A remuneração do repouso obrigatório, 
nesse caso, consistirá no acréscimo de 1/6 calculado sobre os salários efetivamente percebidos pelo trabalhador 
e paga juntamente com os mesmos. 
 
Art. 4º É devido o repouso semanal remunerado, nos termos desta lei, aos trabalhadores das autarquias e de 
empresas industriais, ou sob administração da União, dos Estados e dos Municípios ou incorporadas nos seus 
patrimônios, que não estejam subordinados ao regime do funcionalismo público. 
 
Art. 5º Esta lei não se aplica às seguintes pessoas: 
 
b) aos funcionários públicos da União, dos Estados e dos Municípios e aos respectivos extranumerários em 
serviço nas próprias repartições; 
 
c) aos servidores de autarquias paraestatais, desde que sujeitos a regime próprio de proteção ao trabalho que 
lhes assegure situação análoga à dos funcionários públicos. 
 
Parágrafo único. São exigências técnicas, para os efeitos desta lei, as que, pelas condições peculiares às 
atividades da empresa, ou em razão do interesse público, tornem indispensável a continuidade do serviço. 
 
Art. 6º Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado durante 
toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. 
 
§ 1º São motivos justificados: 
 
a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho; 
 
b) a ausência do empregado devidamente justificada, a critério da administração do estabelecimento; 
 
c) a paralisação do serviço nos dias em que, por conveniência do empregador, não tenha havido trabalho; 
 
d) a ausência do empregado, até três dias consecutivos, em virtude do seu casamento; 
 
e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho; 
 
f) a doença do empregado, devidamente comprovada. 
 
§ 2º A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver 
filiado o empregado, e, na falta deste e sucessivamente, de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria; 
de médico da empresa ou por ela designado; de médico a serviço de representação federal, estadual ou municipal 
incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública; ou não existindo estes, na localidade em que trabalhar, de 
médico de sua escolha. 
 
§ 3º Nas empresas em que vigorar regime de trabalho reduzido, a frequência exigida corresponderá ao número de 
dias em que o empregadotiver de trabalhar. 
 
§ 4º Durante período de emergência em saúde pública decorrente da Covid-19, a imposição de isolamento 
dispensará o empregado da comprovação de doença por 7 dias. 
 
 
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62 
§ 5º No caso de imposição de isolamento em razão da Covid-19, o trabalhador poderá apresentar como 
justificativa válida, no 8º dia de afastamento, além do disposto neste artigo, documento de unidade de saúde do 
Sistema Único de Saúde (SUS) ou documento eletrônico regulamentado pelo Ministério da Saúde. 
 
Art. 7º A remuneração do repouso semanal corresponderá: 
 
a) para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês, à de um dia de serviço, computadas as horas 
extraordinárias habitualmente prestadas; 
 
b) para os que trabalham por hora, à sua jornada norma de trabalho, computadas as horas extraordinárias 
habitualmente prestadas; 
 
c) para os que trabalham por tarefa ou peça, o equivalente ao salário correspondente às tarefas ou peças 
feitas durante a semana, no horário normal de trabalho, dividido pelos dias de serviço efetivamente prestados ao 
empregador; 
 
d) para o empregado em domicílio, o equivalente ao quociente da divisão por 6 da importância total da sua 
produção na semana. 
 
§ 1º Os empregados cujos salários não sofram descontos por motivo de feriados civis ou religiosos são 
considerados já remunerados nesses mesmos dias de repouso, conquanto tenham direito à remuneração 
dominical. 
 
§ 2º Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista 
cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal, ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número de 
dias do mês ou de 30 e 15 diárias, respectivamente. 
 
Art. 8º Excetuados os casos em que a execução do serviço for imposta pelas exigências técnicas das empresas, é 
vedado o trabalho em dias feriados, civis e religiosos, garantida, entretanto, aos empregados a remuneração 
respectiva, observados os dispositivos dos artigos 6º e 7º desta lei. 
 
Art. 9º Nas atividades em que não for possível, em virtude das exigências técnicas das empresas, a suspensão 
do trabalho, nos dias feriados civis e religiosos, a remuneração será paga em dobro, salvo se o empregador 
determinar outro dia de folga. 
 
Art. 10. Na verificação das exigências técnicas a que se referem os artigos anteriores, ter-se-ão em vista as de 
ordem econômica, permanentes ou ocasionais, bem como as peculiaridades locais. 
 
Parágrafo único. O Poder Executivo, em decreto especial ou no regulamento que expedir par fiel execução desta 
lei, definirá as mesmas exigências e especificará, tanto quanto possível, as empresas a elas sujeitas, ficando 
desde já incluídas entre elas as de serviços públicos e de transportes. 
 
Art. 12. As infrações ao disposto nesta Lei serão punidas, com multa de R$ 40,25 a R$ 4.025,33, segundo a 
natureza da infração, sua extensão e a intenção de quem a praticou, aplicada em dobro no caso de reincidência e 
oposição à fiscalização ou desacato à autoridade. 
 
Art. 13. Serão originariamente competentes, para a imposição das multas de que trata a presente lei, os delegados 
regionais do Ministério do Trabalho e, nos Estados, onde houver delegação de atribuições, a autoridade delegada. 
 
Art. 14. A fiscalização da execução da presente lei, o processo de autuação dos seus infratores, os recursos e a 
cobrança das multas reger-se-ão pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho. 
 
Art. 15. A presente lei entrará em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 16. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
 
 
 
 
 
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