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Quanto oferecer? ENERGIA DESNUTRIÇÃO - hiperglicemia - esteatose hepática - hipercapnia - hiperosmolaridade - diurese osmótica - desidratação ENERGIA Calorimetria indireta é padrão ouro! Na ausência dela... HARRIS BENDICT X 1,3 (na 1ª semana) ou 20 – 25 Kcal/Kg/dia na fase aguda/inicial (catabolismo) 25 – 30 Kcal/Kg/dia na fase de recuperação ou desnutrição grave (compl. com NP se necessário) CUIDADO COM SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO!! Realimentação Glicose como principal fonte energética Liberação de Insulina captação de glicose pelas células síntese protéica (anabolismo) RÁPIDO Movimento intracelular de fosfato, magnésio e potássio hipofosfatemia, hipomagnesemia e hipocalemia Distúrbio eletrolítico Hiperglicemia Carências vitamínicas ENERGIA Se for obeso (IMC 30 a 40) 11 a 14 kcal/peso atual/dia 22 a 25 kcal/peso ideal/dia UNDERFEEDING PROTEINA (ASPEN 2016): Obesidade I e II (IMC 30 a 40) = > 2g/kg peso ideal/dia Obesidade III (IMC > 40) = > 2,5 g/kg peso ideal/dia Valor em g/kg/dia Kcal n protéica / g N2 1,2 – 2,0 70 – 100:1 Será a proteína o alvo mais importante? Objetivo: Correlacionar a ingestão proteica com mortalidade e tempo de alta do CTI vs a mesma correlação com ingestão calórica. Modelo: 2828 pacientes no CTI > 4 dias e 1584 > 12 dias Resultados: PTN > 80% do prescrito = menor mortalidade e tempo de CTI nos 2 grupos Oferta calórica > 80% = sem redução de mortalidade e tempo de CTI Conclusão dos autores: Atingir ao menos 80% da proteína prescrita pode ter impacto na sobrevida e redução do tempo de CTI. Objetivo: Avaliar efeito de dietas hipo (15 kcal/kg) x normocalóricas (25kcal/kg), desde que hiperproteicas (1.7g/kg/dia) em SOFA, necessidade de insulina, hiper e hipoglicemia, tempo de CTI, dias de VM e mortalidade em 28d. Modelo: prospectivo, randomizado e controlado com 120 pacientes adultos que receberam dieta enteral por mais de 96h. Resultados: Ambas as dietas NÃO diferiram nos desfechos avaliados, exceto na necessidade de insulina que foi MENOR no grupo hipocalórica Conclusão dos autores: A dieta hipocalórica proporciona uma abordagem mais fisiológica, sem prejuízo além de menor impacto metabólico, com menor necessidade de controle glicêmico. Suporte Nutricional Carboidratos Não ultrapassar 5 mg/Kg/Min 3-5 g/kg (ESPEN 2006) Nutrição Parenteral: Máximo de 2 g/kg. (ASPEN 2009) Controle Glicêmico: Meta segura: > 120 para hipoglicemia e < 150 para infecções. (ASPEN 2009) Suporte Nutricional Vitaminas e minerais Elementos-traço Modificação Vitaminas Modificação Fe,Se,Zn C Cu B1 Albumina B6 Pré-alb(tiroxina) A Ceruloplas.(Cu) E Ferritina (Fe) D Transferrina Ptn lig ret Superóxi Desm. LDL(VitE) Modificações durante a fase aguda Suporte Nutricional Vitaminas e minerais 1 –Combinação de antioxidantes: Vitamina C, E, Se, Zn e Cu Melhora resultados em queimados, trauma e pacte em VM Dose? | tempo de uso? | via de administração? ATENÇÃO: Não se aplica à SEPSE, devido aos estudos conflitantes. 2- Vitamina B1 – tiamina (frequentemente reduzida nos críticos) Hipermetabolismo aumenta consumo Recomendação ASPEN 2016: Obesos em CTI, com história de cir. Bariátrica devem receber suplemento de tiamina antes de iniciar hidratação ou TN. Objetivo: Avaliar o efeito da insulinoterapia intensiva nos níveis séricos de tiamina Modelo: 58 pacientes cirúrgicos adultos em uma coorte observacional prospectiva. Não foi feita suplementação de tiamina, apenas a quantidade da dieta enteral padrão. Resultados: Deficiência de tiamina presente em 40% dos pacientes, fortemente associada à doeça do TGI e cirurgia recente. Níveis de tiamina se elevaram (média 14nmol/l) em 48h em 96% dos doentes Conclusão dos autores: A insulinoterapia intensiva parece não piorar a deficiência de tiamina. PORÉM devido à alta prevalência de deficiência, pode ser mais seguro suplementar em TODOS os doentes admitidos no CTI, em especial naqueles com doença no TGI e pós operatório recente. Escolhendo a fórmula de NE... Nutrição Enteral: Pré-Pilórica X Pós-Pilórica Oligomérica x Polimérica Com Fibra X Sem Fibra Pre e probióticos: usar ou não? Imunonutrição: usar ou não? Pré x pós-pilórica Recomendamos a colocação de sonda pós pilórica somente em pacientes considerados de alto risco para aspiração: Presença de sonda nasoentérica Ventilação mecânica >70 anos Redução do nível de consciência Déficit neurológico Refluxo gastroesofágico ASPEN 2016 ATENÇÃO Sugerimos que a dieta enteral NÃO seja interrompida em casos de diarréia, mas sim que a alimentação enteral seja continuada enquanto avalia-se a etiologia da diarréia para determinar o tratamento adequado. ASPEN 2016 Oligo x polimérica Recomenda-se iniciar TN com fórmula polimérica padrão A maioria dos doentes tolera fórmulas com DC de 1 a 1,5 kcal/ml Fórmulas especializadas não mostraram benefícios comparadas às padrão. ASPEN 2016 Fórmula COM mix de FIBRA X SEM Não se recomenda rotineiramente uso de fórmulas comerciais com mix de fibras para todos os doentes críticos com objetivo de regulação intestinal ou profilaxia de diarréia. Considerar essas fórmulas apenas para casos de diarréia persistente => preferência à oligoméricas NÃO FAZER para pacientes de alto risco de isquemia intestinal ou grave dismotilidade . ASPEN 2016 PRÉBIÓTICOS Pode ser usado de rotina em doentes hemodinamicamente estáveis, na evidência de diarréia. Dose: 10 a 20g fracionado (mínimo de 4g) Paciente com alto risco de isquemia intestinal ou dismotilidade grave. 90% INULINA + 10% FOS FOS PROBIÓTICO Não recomenda o uso rotineiro em todos os pacientes críticos Uso considerado apenas para: Pós Tx hepático Trauma Ressecções pancreáticas ou pancreatite Colite pseudomembranosa Diarréia associada ao ATB ASPEN 2016 Imunonutrição Fórmulas imunomoduladoras (arginina, EPA, DHA, glutamina e nucleotídeos) NÃO devem ser usadas de rotina Considerar uso para pacientes em perioperatório e TCE Glutamina: Não suplementar rotineiramente ASPEN 2016 Quando devo pensar em interromper a TN? Recordar é viver! Hipotensão sustentada (PAM < 70 mmHg) Elevação acelerada das doses de vasopressores Piora ventilatória acentuada Piora dos sinais de intolerância (Distensão abdominal importante ou progressiva, vômitos frequentes) Sepse e novas definições: Haverá mudança na prática? The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810, JAMA, 2016 Sepse: nova definição (JAMA,2016) baseadas num consenso produzido por 17 especialistas mundiais (Nenhum da américa latina!) Objetivo: aumentar a especificidade do diagnóstico, diminuindo os gastos desnecessários com o “overtreatment” e “overdiagnosis” Definição “antiga”: Infecção + SRIS* Definição “nova”: Infecção suspeita ou documentada + aumento agudo de 2 ou mais pontos no escore SOFA. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810 *SRIS Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica FC > 90bpm FR > 20irpm ou PCO2 < 32mmHg Tax > 38 ou < 36 Leucócitos > 12.000 ou < 4.000 Bastões > 10% Sepse: nova definição (JAMA,2016) baseadas num consenso produzido por 17 especialistas mundiais (Nenhum da américa latina!) Objetivo: aumentar a especificidade do diagnóstico,diminuindo os gastos desnecessários com o “overtreatment” e “overdiagnosis” Definição “antiga”: Infecção + SRIS Definição “nova”: Infecção suspeita ou documentada + aumento agudo de 2 ou mais pontos no escore SOFA. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810 Vincent JL, Moreno R, Takala J, Willatts S, De Mendonça A, Bruining H, et al. The SOFA (Sepsis-related Organ Failure Assessment) score to describe organ dysfunction/failure. Intensive Care Med. 1996;22(7):707-10. Considerações para pensar... SOFA foi validado como preditor de mortalidade em pacientes graves. Será ele um método confiável para triagem?? Pelos novos conceitos pacientes que apresentem apenas hipotensão não seriam classificados como sépticos! Glasgow < 13 isolados não seriam classificados como sépticos! Hiperlactatemia não é mais considerada como critério de disfunção orgânica por não constar no escore. Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS) Resumão do acompanhamento diário no CTI Ver balanço hídrico (atenção à diurese e dieta infundida) Exame laboratorial (minimamente eletrólitos, uréia, creatinina, glicemia, função hepática, lactato, triglicerídeos) Ver gasometria Examinar a beira do leito Ver evolução da equipe nas ultimas 24h (atenção às intercorrências)