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Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Unidade 1 O Coaching e as Metas Aula 1 Conceito de coaching Introdução da aula Olá, estudante! Seja bem-vindo! Nesta aula você está convidado a conhecer de maneira introdutória os principais conceitos e fundamentos das técnicas e ferramentas de coaching, para que, no progresso dos seus estudos, a compreensão desses conceitos seja �uente. Você sabia que o coaching é formado por um conjunto de técnicas focado em aprendizagem? Sim! Aprendizagem pura, dentro de uma trilha que será percorrida pelo coach e seu coachee, em direção aos resultados pretendidos. Para isso, se você seguir essa trilha com disposição e vontade de aprender, de certa maneira, estará se desenvolvendo enquanto aprende, já pensou nisso? Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Como resultado da aprendizagem com esta aula, espera-se que você compreenda como se dá a abertura dos processos de coaching a partir das de�nições de metas e a importância dessa etapa no processo de coaching. A partir de agora, o convite aqui apresentado é para que você, ao compreender cada conceito, cada ideia e intenção que permeia o mundo do coaching, possa re�etir e, sempre que possível, aplicá-lo em sua prática, para o seu próprio aprendizado. Desejamos que tenha uma leitura prazerosa e cheia de novidades! Vamos lá? Os conceitos em coaching O coaching é uma técnica que pode ser utilizada de modo individual ou coletivo, para realização de objetivos pessoais, pro�ssionais ou organizacionais. De�nir coaching nem sempre é uma tarefa simples, visto que muitos estudiosos expressam seu entendimento sobre a técnica à sua maneira. Veja, como exemplo, as de�nições no quadro a seguir: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | De�nições de coaching - Fonte: adaptado de Oliveira (2018), Marion (2019) e Chiavenato (2021). A partir desse quadro conceitual, há algumas palavras centrais para quem estuda e pratica coaching: potencial e resultados. A intenção do processo de coaching é criar através de um relacionamento entre duas partes um plano de ação ou uma trilha de aprendizagem, baseada em objetivos, metas e ações, com alguns indicadores para medidas de desempenho e que tenha como ponto �nal a chegada a um resultado. Você sabe como se chamam essas partes dentro do Coaching? Vamos a algumas nomenclaturas: Coach: é o pro�ssional capacitado e habilitado nas técnicas de coaching, e que acompanhará o processo de aprendizagem. Coachee: é a pessoa ou o grupo de pessoas (coachees, nesse caso) que participarão do processo de aprendizagem guiada pelo Coach. Coaching: é a técnica, o processo a ser desenvolvido. Também há outras palavras que precisam ser compreendidas desde já, para que os estudos sobre coaching façam sentido para você. São elas: objetivos, metas e ações. Objetivo: é compreendido como algo de�nido e que se deseja atingir. Pode ser especí�co ou não. Veja alguns exemplos: “quero escrever um livro”; “desejo comprar meu apartamento”. Meta: é o conjunto de etapas organizadas e sequenciadas para se atingir o objetivo de�nido. Ação: são as atividades a serem realizadas para cumprimento das metas de�nidas. A performance e as interferências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Vamos adiante, agora interpretando os novos conceitos aprendidos? Sabendo agora que o Coaching é formado por um conjunto de técnicas e um processo de aprendizagem e que tem foco em resultados a serem atingidos, resta agora uma re�exão: “E como faz para construir esse processo?” O ponto de partida é compreender as variáveis presentes entre a situação atual A (que se deseja aprimorar) e a situação desejada B (que se deseja chegar). Você concorda que entre A e B algo tem que ser realizado para fazer esse movimento A -> B? Pois é! O que existe dentro desses pontos é o foco do andamento do processo de coaching. O desempenho. Desempenho é também conhecido como performance, e o signi�cado de desempenhar é aplicar todos os esforços necessários para que algo seja realizado. Um empenho signi�ca esse conjunto de esforços. Então, desempenho pode ser compreendido como a “medida do empenho”. Os esforços humanos podem ter diversas fontes: esforço físico, esforço mental, esforço emocional. Dependendo da ação que estamos praticando, até o conjunto desses esforços é o que vai garantir nosso empenho. Para que uma situação A, depois de analisada, seja convertida em objetivos e metas para transformações, é necessário conhecer qual empenho será necessário para cursar a trilha construída em direção à situação B. Agora que você compreendeu a importância do empenho e do desempenho (performance), vamos acrescentar mais uma variável imprescindível para essa trilha: o potencial. Potencial pode ser compreendido como o conjunto de conhecimentos (saberes), habilidades (o que se sabe fazer, praticar) e atitudes (como se age, os princípios e valores) e que faz parte da Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching sua formação humana e pro�ssional até o dia de hoje! Sim, até o dia de hoje, porque, amanhã, você já pode ter acrescentado algo ao seu potencial, e é sempre assim quando se aprende algo. Não é interessante esse processo? Veja agora um esquema dessa explicação, com todos os conceitos aprendidos até aqui: Figura 1 | O processo de coaching - Fonte: elaborada pela autora, adaptado de Pixabay (2021). Ao observar o esquema, você pode ter conseguido encontrar em uma única imagem a ideia e a potencialidade que tem a prática de Coaching. Mas falta alguém nesse esquema: o coach. É a pessoa que acompanhará esse processo da situação A em direção à situação B, estimulando a re�exão e a ação do coachee por meio de questionamentos, auxiliando o coachee a pensar e tomar suas próprias decisões. O processo de coaching, então, não é um voo solo, não adianta o esforço do coach se o coachee não �zer a sua parte. E também não adianta o coachee fazer tudo sozinho sem o devido acompanhamento, principalmente se a direção mudar sem que ele perceba isso. E, às vezes, não percebe mesmo. Para �nalizar este bloco, conheça agora uma importante informação que será bem trabalhada, mais adiante, nesta disciplina: as interferências. Aparentemente, se pensarmos em transformar uma situação A em B, bastaria seguir o esquema apresentado na Figura 1. Daria certo, mesmo considerando que di�culdades não existiriam, mas você sabe que nem sempre as situações seguem um roteiro previsível e planejado. As interferências no processo de coaching são extremamente importantes de serem identi�cadas e consideradas como variáveis no processo a ser iniciado. Essas interferências têm Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching o poder de conseguir diminuir o potencial do coachee e, ainda que exista o esforço, se houver interferências, o resultado pode não ser obtido de maneira satisfatória. Você aprenderá mais sobre essa relação Performance, Potencial e Interferência e seu principal autor na próxima aula. O coaching, o mentoring e o counseling Agora, que tal pensar nos conceitos estudados na prática? Os processos de Coaching acontecem sempre que uma necessidade de aprimoramento é identi�cada, e essa identi�cação pode acontecer a partir do próprio coachee ou a partir de algum momento de feedback que ele tenha recebido durante o trabalho, por exemplo. Quando o seu gestor diz: “você precisa melhorar a sua comunicação”. Qual é a sensação ao escutar isso? Nem sempre uma observação dessa é para ser recebida de maneira desagradável, mas como algo a ser aprimorado (mas, nem sempre é fácil!). Quando o feedback é genérico, como nesse caso, seria importante dialogar sobre o que exatamente é preciso melhorar. Nesse caso, da comunicação, seria: a escrita? A comunicação oral? A expressão corporal ou facial? Falar em público? Ao obter as informações detalhadas, se você sente que precisa de apoio para esse aprimoramento, pode ser que tenha chegado o momento de buscar um pro�ssional para o seu processo. Esse pro�ssional pode ser alguém capacitado para o coaching, mas também parao Mentoring. Aliás, veja só uma novidade: sabia que existem técnicas diferentes voltadas para a Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching melhoria da performance que nem sempre é o coaching? Veja quais são elas e as suas características: Mentoring: “A essência do mentoring é transmitir o conhecimento e sabedoria”, de acordo com Marion (2019, p. 9). É um processo focado na pessoa (e não em um objetivo especí�co) e requer que o mentor seja uma pessoa mais experiente naquele determinado desenvolvimento. Counseling: “[...] aconselhamento ou orientação na tomada de decisões, em particular em situações emocionalmente signi�cativas. O foco desse trabalho é sair de um problema e promover alívio” (MARION, 2019, p. 9). Aconselhar é dar respostas prontas. Isso não acontece no coaching e também não acontece no mentoring. Imagine, então, a seguinte situação: um pro�ssional foi promovido recentemente a líder da equipe. Além das suas responsabilidades para lidar com a equipe, gerenciar objetivos e metas, orientar e oferecer feedbacks, cabe também ao líder os momentos de fala em público, seja para alinhamento da comunicação de um período ou para um treinamento ou capacitação da equipe. Nem todo pro�ssional se sente confortável em se apresentar em público, essa é uma competência que requer habilidades e também conhecimentos sobre oratória, além de características, como autocon�ança e a autoestima, visto que uma pessoa precisa se sentir segura para estar à frente de outras e se expressar. Se o pro�ssional deste exemplo percebe que não conseguiria buscar esse aprimoramento sozinho e em curto espaço de tempo (neste caso), ele poderia buscar o apoio de um coach. Sabe como acontece esse processo? Se o coach for um pro�ssional da própria organização, seria necessário fazer um contato, apresentar a necessidade identi�cada e agendar um horário para que a primeira reunião seja realizada. Se a organização não oferece esse suporte, então, a possibilidade seria buscar um pro�ssional externo, e realizar o contato para o primeiro agendamento. Geralmente as etapas estabelecidas a partir da primeira reunião são: diagnóstico da situação atual, mapeamento das potencialidades e das interferências, estabelecimento de objetivos, organização de um plano de ação com atividades a serem realizadas, como leituras, assistir a vídeos, treinos, simulações e, pelo período alinhado entre coach e coachee, o acompanhamento de cada etapa será realizado. Periodicamente, a evolução pode ser percebida até que o resultado �nal seja atingido, conforme o planejamento estabelecido no início do processo. Já pensou se você pudesse ter essa oportunidade de acesso a esses processos de aprendizagem e conseguisse levar sua performance para outros níveis a partir do Coaching? Já pensou em se transformar nesse pro�ssional que tem como propósito de trabalho guiar e acompanhar pessoas tão de perto e observar a sua evolução e aprendizagem a cada momento? É muito grati�cante e se, desde já, você se conectou com esse propósito, temos um recado: você está estudando o assunto certo! Outra observação: se, por acaso, você não se conectou ainda, vamos aos poucos, pois ainda há muito o que aprender sobre coaching e, certamente, você tem muito a aprender e desenvolver. Videoaula: Conceito de coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo será apresentado um resumo da aula com a intenção de reforçar alguns conhecimentos e trazer mais algumas informações sobre os conceitos de Coaching, de maneira dialógica, em conversa bem próxima, de pro�ssional para pro�ssional. Veja os assuntos do vídeo: Os principais conceitos do coaching e os equívocos ou preconceitos de quem não compreende esse processo. Objetivos, metas, plano de ação - isso existe no coaching? Entender o esforço, empenho e desempenho - porque o seu potencial faz a total diferença para o seu desenvolvimento. Esperamos você! Saiba mais Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O texto escrito em forma de ensaio Orientação Pro�ssional, mentoring, coaching e counseling: Algumas singularidades e similaridades em práticas, apresenta fundamentos de todas as práticas que propõe, oferecendo de maneira técnica as aproximações e diferenças entre essas técnicas, tema fundamental para que os pro�ssionais do coaching compreendam e se situem em sua área de atuação. SILVA, C. R. E. da. Orientação Pro�ssional, mentoring, coaching e counseling: Algumas singularidades e similaridades em práticas. Revista Brasileira de Orientação Pro�ssional, v. 11, n. 2, p. 299-309, jul.-dez. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v11n2/v11n2a14.pdf. Acesso em: 21 dez. 2021. Referências CHIAVENATO, I. Coaching e mentoring: construção de talentos. 4. ed. Barueri/SP: Atlas, 2021. [parceiro Minha Biblioteca] MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo: Atlas, 2019. [parceiro Minha Biblioteca] OLIVEIRA, D. de P. R. de. Coaching, mentoring e counseling: um modelo integrado de orientação pro�ssional com sustentação da universidade corporativa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2018. [parceiro Minha Biblioteca] PIXABAY. Resilience, victory, force. Disponível em: https://pixabay.com/illustrations/resilience- victory-force-1697546/. Acesso em: 24 nov. 2021. SILVA, C. R. E. da. Orientação Pro�ssional, mentoring, coaching e counseling: Algumas singularidades e similaridades em práticas. Revista Brasileira de Orientação Pro�ssional, v. 11, n. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v11n2/v11n2a14.pdf https://pixabay.com/illustrations/resilience-victory-force-1697546/ https://pixabay.com/illustrations/resilience-victory-force-1697546/ Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching 2, p. 299-309, jul.-dez. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v11n2/v11n2a14.pdf. Acesso em: 21 dez. 2021. Aula 2 História do coaching e a atuação pro�ssional do coach Introdução da aula Caro estudante, Os conhecimentos que você receberá nesta aula serão importantes para compreender o contexto histórico do coaching e o seu avanço para o campo organizacional. Você sabia que algumas das primeiras experiências da prática do coaching vieram do esporte? Até hoje, é um dos fundamentos para a atuação dos técnicos (ou seja, dos coachees) de equipes e atletas individuais. Compreender a prática do coaching nessa linha histórica o ajudará a conhecer as transformações, tanto da aplicação das metodologias, quanto da atuação do coach. Além disso, você poderá perceber as características e as competências pro�ssionais necessárias para atuação nesse campo de trabalho, dentro e fora das organizações. Se a sua curiosidade já está aguçada por mais um aprendizado, então chegou a hora da leitura! Aproveite! http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v11n2/v11n2a14.pdf Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Histórico do coaching: do esporte ao mundo organizacional A origem do coaching como uma prática de desenvolvimento pessoal e pro�ssional é encontrada nas principais leituras relacionadas à área dos esportes. Marion (2019, p. 12) relata que, por volta de 1850, a expressão coaching foi associada a uma espécie de “tutoria” na qual os estudantes das universidades inglesas recebiam orientações para se prepararem para os exames. Ainda segundo Marion (2019), foi a partir de 1880 que a prática de coaching passou a ser compreendida com o sentido de “treinar” um atleta para um desempenho desejado, sendo, então, o conceito de coaching como o conhecemos, originário da área dos esportes. A primeira obra publicada e reconhecida sobre coaching foi o livro The Inner Game of Tennis (O jogo interior do tênis), de Timothy Gallwey, em 1974. Na visão de Gallwey, citado por Marion (2019): [...] no jogo de tênis, o adversário do outro lado da rede não é o único a trabalhar contra você.Você também tem um adversário interior, ou crítico interno, que assume a forma de seu Ego (lado realístico e coibidor) destinado a garantir sua sobrevivência, por isso permite a manifestação do medo. Essa é a voz que julga, critica e tem uma segunda opinião para cada movimento seu. Em vez de ajudar você a melhorar, o Ego, na verdade, di�culta seu progresso. (MARION, 2019, p. 12) No campo organizacional, o coaching aparece de maneira estruturada em torno de 1980, por John Wittmore, um consultor internacional junto a Timothy Gallwey que, na época, era um treinador e estudioso do tênis. No Brasil, a prática do coaching teve início na década de 1990 (Oliveira, 2018, p. 8). Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A caminhada do coaching do esporte para o mundo organizacional aconteceu por meio de institutos internacionais que, ao adquirir conhecimentos e práticas do coaching, iniciaram maneiras de estruturar algumas metodologias e, assim, as disseminaram de modo global. Segundo Marion (2019), um dos modelos que �cou conhecido na época é chamado GROW e a primeira empresa que utilizou esta metodologia, na década de 1990, foi a IBM. A intenção da IBM, conforme Marion (2019) foi a de aplicar as técnicas de coaching para o desenvolvimento pessoal e pro�ssional de colaboradores que, na época, precisavam se desenvolver como líderes, aprender a lidar melhor com a pressão e o estresse e aprender a se desenvolver. Uma curiosidade é que “coaching não é ciência”, por não ser considerado, ainda, um campo de estudos cientí�cos, porém a sua estrutura, estudos e práticas são fruto dos estudos de várias áreas, como a�rma Marion (2019 apud Grant, 2002): Ciência comportamental. Filoso�a. Aprendizagem adulta (Andragogia). Negócios e Ciências Econômicas. Existe, também no Brasil, uma polêmica que acontece por uma questão de formação e atuação pro�ssional, pois a pro�ssão coach ainda não é regulamentada (estabelecida por lei). Já existem discussões e projetos de lei em andamento para que a regulamentação aconteça, porém existem temas importantes em debate como, por exemplo, a prática indevida do coaching por pessoas sem a formação adequada para essa função e que acabam por misturar práticas holísticas, de hipnose e espirituais às técnicas de coaching. Outro problema é a atuação de pro�ssionais que adentram na área da Psicologia sem a formação devida, o que acarreta na prática de exercício ilegal da pro�ssão, portanto, um crime. Essas discussões podem ser conferidas no site da Agência Senado, na reportagem de Castro (2019). O que precisa �car claro: coaching é um conjunto de técnicas com foco em aprimoramento de desempenho que requer pro�ssionais capacitados nas técnicas existentes para atuar pro�ssionalmente com habilidades, ética e responsabilidades que lhe cabem em cada processo. Coaching como técnica de gestão de gente Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Na área de Gente e Gestão existem subáreas conhecidas há algum tempo como subsistemas de RH, que cuidam da Seleção de Pessoas, da Aplicação de Cargos e Salários (e avaliação de desempenho), da Cultura e Clima Organizacional, do Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas, Saúde e Segurança do Trabalho e Rotinas Trabalhistas (RIBEIRO, 2018). Essas subáreas podem ser observadas como setores ou até departamentos em grandes empresas que possuam a área de Gente e Gestão estruturada. Diante dessas subáreas, onde estaria inserida a prática do Coaching? Geralmente, as atividades de coaching estão associadas à subárea de Treinamento e Desenvolvimento, tanto em programas de aprendizagem dos colaboradores quanto na formação e desenvolvimento de lideranças. A atuação dos coachees pode estar atribuída aos pro�ssionais da própria empresa ou aos pro�ssionais externos, prestadores de serviço. Veja este exemplo: uma analista de Gente e Gestão pode ter a formação em coaching e desenvolver processos sempre que necessário. Outro exemplo é contratar uma empresa ou pro�ssional autônomo, devidamente capacitado, para realizar esses processos. Geralmente, a atuação de coaches no ambiente organizacional está atrelada aos processos de desenvolvimento pro�ssional, de modo individualizado ou em equipes. Sim, o coaching pode acontecer em equipes também, você sabia? O modo de atuação dos pro�ssionais em organizações pode variar em relação às metodologias que tenham adquirido na formação como coach. Há situações em que o pro�ssional utilizará alguma avaliação de desempenho (assessment), ou a avaliação de per�l comportamental (metodologias de avaliação com base no método MBTI, por exemplo) ou, até mesmo, o histórico de feedbacks e resultados da avaliação de desempenho para iniciar o processo. Para o coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching em equipes, o processo pode partir dos feedbacks da gestão e os problemas e objetivos também podem ser mapeados pela própria equipe juntamente ao coach. Em algumas empresas, os gestores e líderes têm sido convidados para atuar como coaches e, para isso, necessitam da formação adequada para desempenhar esse papel. Essa é uma prática focada em proporcionar autonomia e responsabilidades aos colaboradores, na qual o gestor ou líder “é con�ante o bastante e humilde o su�ciente para perceber suas falhas, mas também dá feedback, indica e aponta os caminhos para viabilizar o desempenho da equipe e se preocupa de verdade com as pessoas, cuidando do bem-estar de seu grupo” (RIBEIRO, 2018. p. 123). Alguns dos benefícios do coaching como uma técnica para o gerenciamento de pessoas, de acordo com os conhecimentos apresentados são: melhoria do desempenho (produtividade) e resultados apresentados, retenção de pro�ssionais talentosos, autonomia e responsabilidade dos colaboradores em relação aos objetivos e metas organizacionais. Esses benefícios são obtidos a partir de uma condução adequada de técnicas do coaching, como, por exemplo, o método GROW, explicado da seguinte maneira por Marion (2019, p. 57): Goal (Objetivo): Objetivos para a sessão, para o longo e curto prazo. Reality (Realidade): Explorar a situação atual. Options (Opções): Alternativas de estratégia e planos de ação. What (O que): O que será feito, Quando, Por quem e o Propósito de se fazer. Agora que você já sabe a origem do coaching e da sua aplicação como uma técnica da Gente e Gestão para treinar e desenvolver pessoas, é possível perceber que é imprescindível o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades por um pro�ssional para desenvolver processos de coaching, não é mesmo? Modelos de gestão baseados em metas Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Que tal aprender como as organizações podem utilizar de maneira efetiva (e�ciente e e�caz) o coaching para o desenvolvimento das pessoas? É possível que os processos sejam realizados de modo pontual, ou seja, desde que uma situação a ser aprimorada tenha sido identi�cada. Observe: um colaborador apresenta resultados excelentes em qualidade no seu trabalho, porém se mostra desorganizado em suas rotinas, prioridades e gerenciamento do tempo. Um processo de coaching pode ser estabelecido entre o coach e esse colaborador com o objetivo de desenvolvimento do senso de organização e gestão do tempo. Outro caso, agora, coletivo: a equipe de vendas não tem apresentado uma performance uniforme, os colaboradores estão competindo agressivamente entre si. O resultado individual é bastante diferente entre um integrante e outro, o que pode afetar o resultado geral do time. Nesse caso, é possível estabelecer um processo de coaching com toda a equipe, visando o alinhamento do comportamento do time em relação aos resultados individuais e geral. Ainda que seja possível estabelecer processos pontuais como esses das situações apresentadas, há também a relevante possibilidade de que a prática da gestão das empresas em assumir um modelo gerencial fundamentado em estratégia e que, a partir desse modelo se estabeleçam objetivos e metas distribuídos para toda a organização; assim, acompanhar o desempenho torna-se algo mais claroe objetivo para todos. Veja alguns dos modelos de gestão conhecidos e aplicados por empresas guiadas por estratégias em seu gerenciamento: APO: Administração por Objetivos. Este modelo foi proposto por Peter Drucker (um dos principais pensadores da Administração Contemporânea) e que propõe um modelo participativo de de�nição de objetivos e metas de desempenho para que possam ser acompanhados em um determinado período (MAXIMIANO, 2021). BSC: Balanced Scorecard. É um modelo que “desdobra sucessivos planos estratégicos” em objetivos e metas, com quatro perspectivas de acompanhamento de resultados: �nanceira, dos Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching clientes, de aprendizado e dos processos (MAXIMIANO, 2021, p. 332). OKR: Objective Key Results. É um modelo mais recente de uma ideia do que foi a APO, porém, com objetivos voltados para o curto prazo e, em alguns casos, o acompanhamento de desempenho vinculado a softwares de gerenciamento de indicadores. Em todos os processos citados, o coaching passa a ser uma ferramenta estratégica de acompanhamento e desenvolvimento de pessoas alinhado aos objetivos e resultados esperados pelas organizações. Nem sempre as empresas oferecem os serviços de coaching como suporte interno ou nem sempre elas �nanciam esse processo para os colaboradores que dele necessitam. É comum os próprios colaboradores buscarem por pro�ssionais externos à organização para iniciar os seus processos, porém, com alguns objetivos já de�nidos, de acordo com o ambiente de trabalho em que participam. Quando a empresa decide se estruturar para que o coaching seja uma técnica de gestão de gente, são realizados planejamentos que poderão direcionar o foco de desenvolvimento dos colaboradores, como, por exemplo, os Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) ou Plano de Desenvolvimento de Liderança (PDL). Nesses planos serão identi�cados objetivos e metas a serem atingidos pelos coachees e, geralmente, esse processo passa pela análise de suas características pessoais e competências também. Para �nalizar, diante desse aprendizado prático, passou pela sua mente quais seriam as condutas, características e competências que o pro�ssional do coaching precisaria apresentar ou desenvolver para conduzir os processos de aprimoramento tão relevantes na vida de tantas pessoas? Vamos a elas! Na visão de Marion (2019, p. 243), seguindo alguns padrões de conduta propostos pelo ICF (International Coaching Federation), existe um código de ética que é uma referência para a prática do coaching e se estabelecem quatro vertentes: estabelecimento de papéis e responsabilidades entre coach e coachee; conduta baseada em clareza e honestidade, cuidados com o con�ito de interesse entre as partes do processo; manter uma conduta pro�ssional com o cliente, sem qualquer tipo de envolvimento e respeito à sua decisão de encerrar o processo, se assim desejar; con�dencialidade e privacidade em relação ao processo realizado e honrar obrigações éticas e legais do local onde atua. Sobre as competências do coach, Marion (2019) apresenta onze delas, de acordo com a orientação do ICF. Observe-as no Quadro 1: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 - As 11 competências do coach - Fonte: MARION (2019, p. 243). Videoaula: História do coaching e a atuação pro�ssional do coach Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Ao assistir o vídeo da aula, você conhecerá um pouco mais sobre a origem do coaching e a evolução do seu conceito, saindo do mundo dos esportes e indo para o mundo organizacional. Também será possível compreender algumas questões importantes sobre a atuação dos coaches enquanto pro�ssionais de uma organização e quando são contratados como pro�ssionais autônomos. Além disso, você conhecerá alguns requisitos fundamentais para atuar como coach e verá as suas principais características e competências para que tenha uma atuação de sucesso. Aguardamos você, agora, em vídeo! Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Saiba mais O vídeo recomendado é um trecho de uma entrevista com 7 minutos de duração, com Tim Gallwey, sobre os fundamentos do Inner Game of Tennis. Neste vídeo, o próprio Gallwey explica o seu pensamento sobre Performance, Potencial e Interferências. Tim Gallwey - Entrevista Sobre Coaching. The Inner Game Institute. YouTube. 7’06’’. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-Og9Qoe_5f8. Acesso em: 21 dez. 2021. O artigo Per�l MBTI e a Tipologia dos Quatro Temperamentos: relações possíveis entre cargos de gestão e não gestão apresenta um estudo sobre o protocolo MBTI para avaliação de per�l comportamental e está indicado para que você possa conhecer um pouco mais sobre os principais fundamentos das análises de per�l de comportamento. GATTAI, M. C. P.; CAMANHO, M. V. Per�l MBTI e a Tipologia dos Quatro Temperamentos: relações possíveis entre cargos de gestão e não gestão. Psic. Rev., São Paulo, v. 30, n. 1, p. 193-225, 2021. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/43606/37617. Acesso em: 4 dez. 2021. Referências https://www.youtube.com/watch?v=-Og9Qoe_5f8 https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/43606/37617 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching CASTRO, A. Debatedores defendem regulamentação pro�ssional do ‘coaching’. Publicado em 04 set 2019. Agência Senado. [online]. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/09/04/debatedores-defendem- regulamentacao-pro�ssional-do-2018coaching2019. Acesso em: 4 dez. 2021. GATTAI, M. C. P.; CAMANHO, M. V. Per�l MBTI e a Tipologia dos Quatro Temperamentos: relações possíveis entre cargos de gestão e não gestão. Psic. Rev., São Paulo, v. 30, n. 1, p. 193-225, 2021. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/43606/37617. Acesso em: 4 dez. 2021. MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo: Atlas, 2019. [parceiro Minha Biblioteca] MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à revolução digital. 8. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2021. OLIVEIRA, D. de P. R. de. Coaching, mentoring e counseling: um modelo integrado de orientação pro�ssional com sustentação da universidade corporativa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] RIBEIRO, A. de L. Gestão de Pessoas. 3. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2018. Tim Gallwey - Entrevista Sobre Coaching. The Inner Game Institute. YouTube. 7’06’’. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-Og9Qoe_5f8. Acesso em: 21 dez. 2021. Aula 3 Abertura do processo de coaching https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/09/04/debatedores-defendem-regulamentacao-profissional-do-2018coaching2019 https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/09/04/debatedores-defendem-regulamentacao-profissional-do-2018coaching2019 https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/43606/37617 https://www.youtube.com/watch?v=-Og9Qoe_5f8 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Introdução da aula Caro estudante, os assuntos que você conhecerá agora são direcionados à prática do coaching. Os temas inseridos nesta aula abordarão os preparativos para a abertura dos processos de coaching, desde o contato inicial entre as partes que participarão do processo (coach e coachee). Este contato inicial é fundamental para a apresentação do processo e como ele acontece na prática e, para isso, o coach deve compreender como preparar o encontro desde o ambiente para os atendimentos até as estratégias adequadas para a condução de uma comunicação assertiva. A apresentação inicial pode ser considerada o “cartão de visitas” para que a decisão sobre iniciar o processo seja tomada. Imagine uma situação em que você seja o coachee e, no primeiro encontro com o coach, não tem uma boa impressão sobre a maneira como foi recebido e como foi ouvido e tratado. Vocêteria vontade de iniciar um processo de aprendizagem guiado por este pro�ssional? É claro que nem sempre apenas a apresentação inicial será o único critério para esta decisão, mas que ela tem relevância, isso tem! A partir desta aula, então, você conhecerá os aspectos iniciais para a abertura do processo de coaching. Bons estudos! O encontro inicial: apresentando o processo de coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Caro estudante, para a abertura dos processos de coaching, há, geralmente, uma situação originária que fará com que uma pessoa procure um atendimento por um coach. Esta situação pode ser uma demanda da própria pessoa, por sentir que existe uma necessidade de desenvolvimento, ou pode ser uma indicação para que ela busque o desenvolvimento, por exemplo, em algum momento de feedback. O início do processo, então, acontece a partir do primeiro encontro entre coach e futuro coachee, para que se conheçam e, a partir deste encontro, uma decisão para iniciar o processo seja tomada. O contato inicial é um momento de fundamental importância para ambas as partes, tendo em vista que será através dele que as necessidades e o momento de vida do futuro coachee serão conhecidos pelo coach. Assim como o coach tomará conhecimento sobre a situação do coachee, este também conhecerá o pro�ssional orientador e, em muitos casos, além disso, será apresentado também à prática do coaching. Nem sempre é muito claro para as pessoas que passarão por este processo como ele é aplicado na prática; quais são suas características, etapas e ferramentas de apoio para o desenvolvimento; como acontecem os encontros e a responsabilidade com as tarefas que poderão surgir na trilha de aprendizagem. Nesse primeiro contato é que todas essas informações precisarão ser transmitidas. No momento atual, em que a prática do coaching já não é algo raro de ser experimentado, pode ser que uma pessoa busque pelo coach pela primeira vez ou não. Este contexto é importante para que as duas partes consigam dialogar francamente sobre a situação atual, as expectativas, as frustrações em relações a processos anteriores (que podem ter dado certo ou não). No caso de ser a primeira vez, cabe ao coach apresentar todas as informações ao futuro coachee. Para o caso de atender uma pessoa que já esteve em processo de coaching em outras experiências, é Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching importante que o coach esclareça a maneira que ele costuma trabalhar. Isso envolve metodologias, contratos formais e informais, por exemplo, contratos por escrito e acordos verbais. Esta primeira conversa de abertura para o processo de coaching, além de ter os objetivos informados, também tem o relevante propósito de despertar uma relação de con�ança entre coach e coachee. Esta relação será o alicerce durante o processo de coaching e será capaz de despertar a autocon�ança do aprendiz. Souza e Lessa (2019, p. 43) citam Whitmore (2012) para destacarem que “[...] a intenção subjacente a toda interação de coaching é construir a autocon�ança do coachee”. As principais ações do coach neste primeiro contato são apresentar uma postura acolhedora, estar disposto a escutar e, se for o caso, provocar o diálogo através de perguntas que possam gerar re�exões sobre a situação atual do coachee. Este encontro inicial (ou sessão, como alguns autores costumam nomear o momento) é fundamentado em alguns princípios, como propõe Marion (2019, p. 122): O estabelecimento de uma relação que é construída com base na con�ança, na comunicação sincera e con�dencialidade. A formulação de metas e expectativas do cliente. Um questionamento profundo e uma dinâmica de aprendizagem em relação aos objetivos das pessoas. Após este encontro, o aceite para iniciar o processo de coaching pode acontecer com a con�rmação do coachee sobre as informações e condições transmitidas pelo coach. Nos casos do atendimento organizacional, pode ser elaborado um contrato por escrito ou realizado um acordo verbal para o início do processo. Já para os casos de contratação particular, em que o coach será remunerado pelo processo que será realizado, geralmente é estabelecido um contrato por escrito, constando quais serão as estratégias de trabalho desta relação, como serão realizados os planejamentos semanais e diários, as condições de pagamento e de encerramento do contrato em todas as hipóteses possíveis, inclusive a interrupção do processo por algum motivo explicitado no documento acordado entre as partes. A preparação do ambiente e a organização do coach Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Para receber as pessoas para os atendimentos, são imprescindíveis a preparação de um ambiente acolhedor e agradável e a organização do coach. O ambiente físico para o atendimento deve preconizar pouca interferência de ruídos externos e promover um ambiente seguro em relação ao sigilo que o coaching necessita. Imagine um ambiente organizacional, em que o coachee é atendido em um espaço aberto, rodeado por outras pessoas, que podem escutar os diálogos. Isso não seria agradável nem recomendado diante do seu aprendizado até aqui, não é mesmo? Por isso, o coach deve se programar e organizar o ambiente, para que exista a melhor maneira de acolher e atender o coachee, de modo que ele se sinta confortável, seguro e tranquilo para conseguir se expressar e receber orientações. Levando em consideração que o processo de coaching utilizará alguns formulários ou tecnologias para a condução de diagnóstico de situação atual, planejamento de ações e algumas avaliações, como roda da vida e inventário de valores, então, é importante que, no ambiente, para o atendimento, haja pelo menos uma mesa para apoio e cadeiras ou poltronas confortáveis. Estes cuidados servem para o atendimento individual e coletivo. Veja, nas imagens a seguir, algumas sugestões para o ambiente físico. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Sugestão 1 para o ambiente físico de atendimento - Fonte: Pixabay. Figura 2 | Sugestão 2 para o ambiente físico de atendimento - Fonte: Pixabay. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Ainda sobre o atendimento e o ambiente para isso, o assunto agora é quando o ambiente é virtual ao invés de ser físico. Esta modalidade é bastante utilizada também para a prática do coaching, e os cuidados com o ambiente são igualmente pertinentes. Lembrar-se de que a con�dencialidade e o controle de ruídos são importantes para as duas partes. Além disso, precisa-se alinhar a disponibilidade de uma plataforma tecnológica adequada e que atenda à capacidade de conexão de internet, as possibilidades de recursos de compartilhamento e armazenamento de arquivos e até a gravação ou o histórico das conversas, para quando for necessário. Você percebe que cabe ao coach pensar em muitos detalhes para conseguir prestar um bom serviço desde o primeiro contato com o futuro coachee, não é verdade? E isso se estende por todo o processo até o encerramento. Além dos cuidados com o ambiente de atendimento, a organização pessoal do coach é fundamental para que ele possa desenvolver suas atividades junto aos coachees. A seguir, você poderá conhecer algumas ideias como uma referência inicial para que esta organização seja de�nida. Gerenciamento do tempo: dispor de uma agenda (eletrônica ou impressa) para organização dos compromissos e compartilhamento de datas e prazos de todos os acompanhamentos. Elaboração de formulários de atendimento: conforme a metodologia que será utilizada. Esses formulários podem ser digitais ou impressos. Prontuários dos coachees: é muito importante o registro de informações de cada encontro e etapa do processo de coaching. Organizar-se para manter esses registros guardados em boas condições de uso e em sigilo é primordial. Poderão ser criadas pastas de arquivo nomeadas por coachee de maneira física ou virtual e, ao �nal do processo, essa documentação poderá ser entregue ao coachee (MARION, 2019). Ferramentas para comunicação: é muito valioso o alinhamento entre coach e coacheesobre quais ferramentas de comunicação utilizar durante o processo de coaching. Isso implica a escolha das ferramentas, como aplicativos de comunicação instantânea, e-mail, videoconferências, e o estabelecimento de horários de atendimento. Receber uma mensagem de um coachee de madrugada em algum dia da semana não parece ser algo relevante para o processo. O que você acha? Organizando o ambiente e se organizando pessoalmente, o coach terá as melhores condições de atendimento desde o primeiro contato, durante a condução do processo e no encerramento do atendimento. A comunicação assertiva entre coach e coachee Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Caro estudante, nesta aula, iniciamos nossa jornada aprendendo sobre os cuidados com o atendimento às pessoas desde o primeiro contato até a preparação do ambiente e a organização pessoal do coach. Tudo isso promoverá um acolhimento, ou seja, um modo de receber e tornar agradável o momento do encontro entre coach e coachee. Porém, o que realmente criará uma conexão entre as partes será o modo que a comunicação será conduzida. Lembrando que um dos princípios do coaching é a con�ança, é no processo de comunicação que a con�ança e a autocon�ança serão construídas. Para Marion (2019, p. 11), a comunicação é uma “combinação daquilo que falamos e na intensidade e frequência na qual falamos, envolvendo nossas emoções”, portanto a conexão que será criada entre coach e coachee depende muito da maneira como as partes falam e escutam, além da postura e da expressão facial e corporal nestes momentos de interação. Uma das questões mais relevantes nos estudos sobre comunicação na atualidade é sobre a assertividade. Ser assertivo signi�ca ser e estar seguro. Observe algumas de�nições para assertividade, de acordo com o Dicionário de Sinônimos (2021, [s. p.]): “posicionamento, objetividade, clareza, transparência, decisão, �rmeza, autocon�ança, autoestima, segurança”. Você percebe que todos estes sinônimos para assertividade são características essenciais para o coach em sua comunicação com o coachee? Pois é! Se você conseguir se comunicar desta maneira, a marca pessoal que imprimirá na percepção das pessoas será positiva e con�ável, garantindo que a sua atuação proporcione credibilidade no que será realizado. Veja só alguns aspectos dos atendimentos em coaching em que a sua atenção deverá estar redobrada durante a comunicação: Escuta ativa: a escuta ativa é a prática de ouvir com o máximo de atenção a outra pessoa. De acordo com Matos (2014, p. 58), “ouvir signi�ca dar importância ao outro, fortalecendo Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching as bases da dimensão ética no relacionamento interpessoal”. Expressão vocal: cuidados com o tom, a velocidade e a intensidade com que se fala. É importante evitar falar alto ou baixo demais, ironias, arrogância. É muito bem-vindo o bom- humor e o relaxamento em alguns momentos de comunicação (MARION, 2019). Postura: as expressões corporal e facial in�uenciam muito o momento de comunicação. Uma das teorias que estuda a comunicação não verbal aponta que 90% das informações transmitidas em comunicação são não verbais. Imagine um coach que no momento do atendimento usa uma postura �rme, porém agressiva; fala algumas frases, por exemplo, “como você não pensou sobre isso antes?” para o coachee e, quando fala com ele, a preocupação está muito mais voltada às anotações do que ao olhar para a pessoa. Só por esta cena já é possível perceber que não seria o melhor dos encontros, não é mesmo? Na prática, a ideia é buscar sempre o comportamento mais assertivo possível, integrando um ambiente acolhedor com uma comunicação não agressiva e empática, de preferência, em sintonia com o coachee. Videoaula: Abertura do processo de coaching Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo, você receberá algumas sugestões e instruções sobre como preparar a abertura dos processos de coaching, levando em conta os fatores ambientais e de organização pessoal do coach e compreendendo como a comunicação in�uencia esse momento tão importante. Dentro desses assuntos, algumas orientações e dicas sobre o que seria adequado ou inadequado durante o encontro presencial ou virtual são essenciais, e você terá a oportunidade de recebê-las, vendo e escutando diretamente da professora. Agora é seguir para o vídeo. Boa aula! Saiba mais Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching No vídeo Agressivo, Passivo ou Assertivo?, é possível conhecer os aspectos sobre a maneira de se comunicar com as pessoas e como as expressões corporal, facial e vocal impressionam o outro. Chama a atenção para o estilo assertivo, o qual, para a prática de coaching, sempre é a mais recomendado. AGRESSIVO, PASSIVO OU ASSERTIVO? [S. l.: s. n.], 2014. 1 vídeo (4min55s). Publicado pelo canal Minutos Psíquicos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rd1mCZVNnxE. Acesso em: 12 jan. 2022. Como fazer formulários on-line utilizando Google Drive? Este é um tutorial básico, mas que já ensina a criar o primeiro formulário para aplicação. GOOGLE FORMS COMO USAR - TUTORIAL COMPLETO PARA CRIAR FORMULÁRIO GOOGLE (NOVA VERSÃO 2021). [S. l.: s. n.], 2019. 1 vídeo (4min33s). Publicado pelo canal Pluga.co. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=C87YFYToHTA&t=8s. Acesso em: 12 jan. 2022. O livro Comunicação não violenta é um marco nos estudos sobre comunicação interpessoal e precisa ser conhecido pelos pro�ssionais de coaching. Esta obra original está disponível para leitura no parceiro Biblioteca Virtual. ROSENBERG, M. B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e pro�ssionais. São Paulo, SP: Ágora, 2006. Referências https://www.youtube.com/watch?v=rd1mCZVNnxE https://www.youtube.com/watch?v=C87YFYToHTA&t=8s Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching AGRESSIVO, PASSIVO OU ASSERTIVO? [S. l.: s. n.], 2014. 1 vídeo (4min55s). Publicado pelo canal Minutos Psíquicos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rd1mCZVNnxE. Acesso em: 12 jan. 2022. DICIONÁRIO DE SINÔNIMOS. Assertividade. Sinônimos, 2021. Disponível em: https://www.sinonimos.com.br/assertividade/. Acesso em: 11 dez. 2021. GOOGLE FORMS COMO USAR - TUTORIAL COMPLETO PARA CRIAR FORMULÁRIO GOOGLE (NOVA VERSÃO 2021). [S. l.: s. n.], 2019. 1 vídeo (4min33s). Publicado pelo canal Pluga.co. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=C87YFYToHTA&t=8s. Acesso em: 12 jan. 2022. MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo, SP: Atlas, 2019. MATOS, G. G. de. Comunicação empresarial sem complicação: como facilitar a comunicação na empresa, pela via da cultura e do diálogo. 3. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. OLIVEIRA, D. de P. R. de. Coaching, mentoring e counseling: um modelo integrado de orientação pro�ssional com sustentação da universidade corporativa. 3. ed. São Paulo, SP: Atlas, 2018. ROSENBERG, M. B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e pro�ssionais. São Paulo, SP: Ágora, 2006. SOUZA, A. C. A. A. de; LESSA, B. de S. Coaching e carreira. Porto Alegre, RS: SAGAH, 2019. Aula 4 O planejamento do processo https://www.youtube.com/watch?v=rd1mCZVNnxE https://www.sinonimos.com.br/assertividade/ https://www.youtube.com/watch?v=C87YFYToHTA&t=8s Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Introdução da aula Prezado estudante, nesta aula, o tema abordado é o planejamento do processo de coaching. Esta prática é essencial para que o coach consiga preparar todas as etapas previstas para cada processo, pensando na estrutura dos encontros, no tempo de atendimento, no intervalo entre as sessões, além da escolha das ferramentas necessárias para utilização em cada processo. Você sabia que, ainda que exista um consenso sobre a compreensão do conceito de coaching, as metodologias práticas podem apresentar algumasdiferenças, dependendo da diretriz que as estabelece? Então, nesta aula, você conhecerá mais sobre as propostas metodológicas e como o ciclo e as sessões de coaching podem ser organizados e roteirizados a partir do planejamento elaborado. Um assunto indispensável sobre estas práticas e que também faz parte dos estudos desta aula é o alinhamento da conduta ética entre coach e coachee. Já pensou em um processo de coaching sem isso? É melhor nem tentar! Desejamos um excelente estudo a partir de agora. Boa leitura! A entrevista inicial: compondo o cenário atual e o desejado Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, o assunto que você conhecerá a partir de agora já está no campo da prática pro�ssional e, para isso, você precisa saber de uma importante informação: embora o coaching seja uma prática reconhecida globalmente e possua uma proposta de aplicação de�nida, as escolas ou os institutos de formação em coaching podem apresentar metodologias diferenciadas sobre como abordar esta aplicação. Isso signi�ca dizer que, de instituição para instituição, a maneira de compor os formulários, de nomear e de utilizar algumas ferramentas e a ordem de se realizar determinada atividade podem ser diferentes, porém a intenção do processo é sempre a mesma: conduzir um coachee de uma situação atual (A) para uma situação desejada (B). Marion (2019, p. 122) evidencia algumas das diferentes metodologias: Não existe uma uniformidade quanto à prática e aplicação de um processo de coaching, e você poderá encontrar diferentes metodologias a partir da escola na qual recebe seu treinamento, tais como o Método Eriksoniano, o Método ‘The Inner Game’, o Método CIS, Coaching de Psicologia Positiva, GROW Coaching Model, E-Myth Business Coaching Method, entre muitos outros. Em um entendimento geral, o planejamento do processo de coaching deve seguir uma sequência de etapas semelhante à proposta na Figura 1. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Estruturação de um processo de coaching - Fonte: adaptada de Saad (2021). Observe que o planejamento tem início no momento em que o primeiro contato é realizado e transcorre pelas etapas de entrevista de química (que a autora compreende como o primeiro contato entre coach e coachee), o envio da proposta e as negociações, o início do processo (em que as ferramentas de coaching começarão a ser aplicadas) e o mapeamento da situação atual e desejada. Transcorridas essas etapas, iniciam-se as sessões de�nidas entre coach e coachee e, então, realiza-se o encerramento ou a �nalização do processo. Na visão de Saad (2021), a entrevista de química é aquele momento de decisão se ambas as partes desejarão partir para o processo de coaching. Vários motivos poderiam ser critérios para a não escolha, tanto por parte do futuro coachee quanto do próprio coach. Um exemplo é se a pessoa apresenta um estado emocional extremamente delicado e pouco consciente. Dependendo desse estado, é recomendado que o coach encaminhe esta pessoa para um atendimento psicológico, pois não é função do coaching este tipo de atendimento. Outra situação que pode acontecer é o futuro coachee não se conectar ou mesmo simpatizar com o pro�ssional e optar por não seguir com o processo. Neste caso, a recomendação é que o coach não �que perguntando sobre prazos ou forçando uma decisão neste momento. A entrevista inicial pode ser nomeada como primeira sessão ou primeiro encontro (dependendo do método a ser seguido), e tem como função parametrizar as informações que servirão como referência para os próximos encontros entre coach e coachee. Neste momento, o diálogo entre as duas partes tem como objetivo conhecer o contexto em que o coachee está inserido. Saad (2021, p. 117) sugere que o coach deve “ouvir mais e falar menos”, abrindo oportunidade para o coachee expressar suas percepções, seus sentimentos, suas Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching observações. Durante a entrevista ou ao �nal dela, o coach deve registrar as informações relevantes no prontuário do coachee para iniciar o histórico do processo em andamento. Nesta sessão, o objetivo é esclarecer quaisquer tipos de dúvidas existentes sobre como o processo acontece, visto que é um trabalho que exige transparência e honestidade das duas partes. Alinhamento dos critérios éticos para o processo de coaching Compreendendo, portanto, que o processo teve início, o alinhamento essencial a ser estabelecido entre coach e coachee é relacionado ao comportamento ético. Lembre-se, estudante, de que o coaching é um processo que propõe uma mudança comportamental ao longo de seu processo e, para isso, estar comprometido com este processo e consigo próprio é uma característica que deve ser reconhecida pelo coachee. Por isso, a primeira intervenção do processo é a autoconsciência, ou seja, admitir o que precisa ser mudado (SAAD, 2021). Observe, no seguinte esquema, a evolução da mudança de comportamento proposta pelo coaching. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 2 | Processo de mudança comportamental - Fonte: Saad (2021, p. 137). Certamente, o comprometimento é um comportamento que se espera tanto do coach quanto do coachee, porém, quando ele não acontece por parte deste, as mudanças correm um elevado risco de não acontecerem. E o que estaria na base dessa falta de comprometimento? Uma das questões a ser considerada é o caráter pessoal. O caráter pode ser compreendido como “a índole, a integridade, a decência, a boa-fé” que uma pessoa constrói ao longo da vida (DICIONÁRIO DE SINÔNIMOS, 2021, [s. p.]). O caráter, junto aos princípios e valores pessoais, embasarão muitas decisões pessoais, como admitir um erro, ser coerente, não prejudicar outrem e ser franco. Algumas situações que podem surgir em sessões de coaching é perceber que o coachee deveria ter se dedicado ou aplicado algo que �cou combinado como um exercício ou tarefa, e ele se desvia da sua responsabilidade neste cumprimento e culpa outras pessoas ou outras situações pela falha. Neste encontro inicial, alguns alinhamentos éticos, como assumir a responsabilidade das próprias atitudes, ser honesto e não julgar, devem acontecer entre coach e coachee e serem utilizados como referências durante o processo que está por inicializar. Em casos extremos de falha ou falta de caráter, até o processo de coaching pode ser revisto – ou até mesmo interrompido, pois, se o coach percebe na fala e no comportamento do coachee a sua intenção em prejudicar pessoas ou a empresa onde trabalha, não há o que possa ser realizado em coaching para que a índole desta pessoa seja “aprimorada”. O coaching, como você está estudando, propõe a mudança de comportamentos, não de caráter. Quanto ao coach, algumas questões éticas e morais também precisam ser evidenciadas, tais como a transparência em analisar situações, a honestidade em negociar e estabelecer os Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching contratos, a con�dencialidade em relação aos assuntos e objetivos tratados em cada processo de coaching (que pode estar em cláusula contratual), o respeito ao coachee e o princípio de não julgamento. Outra questão importante, de acordo com Saad (2021), é a re�exão do coach quanto à sua formação e aptidão para atuar de maneira coerente com as situações que ele pode se deparar. Saber reconhecer o preparo técnico e, principalmente, atuar de maneira íntegra, respeitando o que é da área do coaching e o que pode ser uma demanda para outra área, como a psicologia, demonstra retidão de caráter. Demonstrar um desejo genuíno de estar pronto para auxiliar as pessoas que dele necessitam precisa estar na base de princípios éticos do coach. De�nição dos ciclos de atendimentos e cronograma Até agora, você foi convidado a pensar sobre o planejamento do processo de coaching, considerando as etapas essenciais para a mudança de comportamento, inclusive, as questões éticas envolvidas neste ciclo. Neste momento, o convite é observar como se aplicariam esses conhecimentos no planejamento das sessõesde coaching na prática. Marion (2019) propõe um que o processo pode ser realizado em ciclos. Em sua visão, cada ciclo de atendimento compreende até dez sessões. A quantidade de sessões, entretanto, depende muito da metodologia que será utilizada como referência pelo coach e de quanto tempo levará a condução das sessões e a resposta de cada uma delas pelo coachee. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O autor ainda ressalta que é um diferencial utilizar um roteiro para planejar e organizar as sessões, de maneira que o coach recém-formado, por exemplo, sinta mais segurança para conduzir os encontros da maneira como foi formado. Para Marion (2019), os roteiros podem ser classi�cados de duas maneiras: 1. Roteiro do processo de coaching. 2. Roteiro de cada sessão. Considere, agora, a título de exemplo prático, um ciclo, conforme proposto por Marion (2019). Figura 1 | Ciclo do processo de coaching - Fonte: adaptada de Marion (2019). Observe que a ideia é determinar a quantidade de sessões de acordo com as ferramentas de coaching que serão escolhidas e aplicadas durante o processo planejado. Note, então, que pode haver uma previsão de cinco a dez sessões para que todo o processo seja realizado. O roteiro de cada sessão, o tempo de atendimento e as atividades que deverão ser realizadas em cada uma delas também podem ser programados. No Quadro 1, há duas sugestões da organização dos roteiros de sessões. Uma das sugestões é de Marion (2019), e a outra, de Saad (2021). Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | Sugestões de roteiros de sessões - Fonte: adaptado de Marion (2019) e Saad (2021). Como você pode observar, estudante, a proposta de roteiro é semelhante e se personalizará conforme o estilo ou método de trabalho do coach. Uma observação quanto aos intervalos entre as sessões para a elaboração de cronograma de atendimento: há o entendimento de que podem ser semanais ou quinzenais (MARION, 2019). O importante é não interromper o processo, evitar faltas (e justi�cá-las), já buscando uma reposição o mais breve possível para não quebrar o processo e o progresso de aprendizagem. Videoaula: O planejamento do processo Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Caro estudante! Nesta videoaula, você aprenderá um pouco mais sobre o planejamento dos processos de coaching, passando pela programação da primeira até a última sessão, e perceberá quais são os aspectos relevantes deste planejamento, para que a realização do processo seja um sucesso. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Você também será apresentado às discussões sobre as questões éticas fundamentais do pro�ssional e do coachee durante o processo de coaching. Para �nalizar, você conhecerá algumas sugestões para aprimorar a programação das sessões e agendas de atendimento na prática pro�ssional em coaching. Preparado para mais este momento? Então, aproveite o vídeo! Saiba mais A indicação de leitura complementar é o artigo Transformação através do processo de coaching, em que o autor apresenta fundamentos dos temas discutidos nesta aula e relata um estudo de caso de um processo de coaching bem detalhado, para que se possa conhecer a prática de um caso real." PIMENTA, F. F. Transformação através do processo de coaching. In: SPINK, MJP., FIGUEIREDO, P., and BRASILINO, J., orgs. Psicologia social e pessoalidade [online]. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais; ABRAPSO, 2011, pp. 157-168. ISBN: 978-85-7982-057-1. Disponível em https://books.scielo.org/id/xg9wp/pdf/spink-9788579820571-12.pdf. Acesso em: 25 set. 2023. Referências https://books.scielo.org/id/xg9wp/pdf/spink-9788579820571-12.pdf Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching DICIONÁRIO DE SINÔNIMOS. Caráter. Sinônimos, 2021. Disponível em: https://www.sinonimos.com.br/carater/. Acesso em: 11 dez. 2021. MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo, SP: Atlas, 2019. SAAD, E. Coaching na prática. Curitiba, PR: Intersaberes, 2021. TOSTES, T. S. Relatos de um processo de Coaching. Revista Gestão, Inovação e Empreendedorismo, Ribeirão Preto, v. 3, n. 1, p. 110-124, 2020. Disponível em http://ojs.faculdademetropolitana.edu.br/index.php/revista-gestao-inovacao/article/view/39/32. Acesso em: 12 dez. 2021. Aula 5 Resumo da unidade Fundamentos e abertura do processo de coaching – O coaching e as metas https://www.sinonimos.com.br/carater/ http://ojs.faculdademetropolitana.edu.br/index.php/revista-gestao-inovacao/article/view/39/32 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Caro estudante, nesta unidade, você obteve o primeiro contato com os conceitos fundamentais do coaching e suas origens. Foi possível conhecer as nomenclaturas mais utilizadas na prática metodológica, além de aprender sobre o planejamento do processo do início ao �m. Dentre os conceitos essenciais, é preciso compreender que o coaching é fruto de uma relação coach-coachee, com foco em atingir um objetivo, percorrendo metas para isso. Ao coach, cabe conhecer e praticar as ferramentas e técnicas do coaching e aplicar a escuta ativa, a comunicação assertiva e uma postura acolhedora e ética em sua conduta. Ao coachee, compete a autorresponsabilidade de assumir o comprometimento consigo e com o processo proposto e de que será necessário dedicação e disposição para aprender. Durante a jornada no processo de coaching, outras questões essenciais precisam ser identi�cadas e acompanhadas, como a performance (ou desempenho) e as interferências, que podem atrapalhar a aplicação do potencial do coachee na realização das tarefas. É sempre importante lembrar que o coaching é uma metodologia orientada para os resultados, diferentemente do mentoring, que tem como foco o desenvolvimento da pessoa, e o counseling, que se trata de um aconselhamento, com respostas prontas como a prática. No mundo organizacional, o coaching é uma metodologia que tem servido como suporte e ferramenta de desenvolvimento de pessoas, principalmente quando se trata de empresas que possuem modelos de gestão por objetivos. Você também aprendeu que é possível desenvolver processos de coaching dentro das organizações e fora delas, como é o caso de pro�ssionais autônomos, que podem atender pessoas em seus escritórios, por exemplo. Independentemente do contexto organizacional ou no próprio escritório, o processo de coaching tem a mesma característica e deve seguir etapas de acordo com a metodologia utilizada pelo coach. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Os cuidados fundamentais para isso são: Zelo pelo ambiente de atendimento (na preparação do ambiente e em sua utilização). Garantir a privacidade necessária para o atendimento. Postura acolhedora, ética e assertiva perante o coachee. Elaboração do planejamento dos processos de acordo com o objetivo estabelecido. Elaboração dos ciclos de atendimento e cronogramas para iniciar o processo. Alinhamento da comunicação com o coachee durante o processo. Outra questão bastante importante neste momento inicial da aprendizagem é compreender que nem sempre todos os casos que chegam ao coach serão situações que poderão ser atendidas em coaching. Este olhar criterioso do coach deve estar sempre presente no momento da situação apresentada, e recomenda-se que a pessoa seja referenciada para um atendimento pro�ssional adequado nos casos em que o coaching não possa ser desenvolvido, por exemplo, uma pessoa em um estado emocional delicado e que precisaria ser direcionada à psicoterapia. Observe com atenção: uma pessoa estaria apta para o processo de coaching se ela estivesse se sentindo bem em relação à sua saúde física e/ou mental. Caso contrário, seria recomendado que ela resolvesse essas situações preliminarmente, com os pro�ssionais adequados, e, depois, poderia passar pelo processo de coaching em direção ao seu objetivo. Videoaula: Fundamentose abertura do processo de coaching – O coaching e as metas Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Caro estudante, neste vídeo, você terá a oportunidade de revisar o conteúdo apresentado na unidade. Para que você não �que com dúvidas, ao assistir ao vídeo, será possível reforçar os conhecimentos a respeito dos principais conceitos técnicos do coaching e compreender como a sua estrutura deve ser programada. Além disso, você encontrará algumas dicas sobre a prática de coaching e sua diferença para outras práticas de orientação de pessoas. Desejo que você tenha um momento de re�exões sobre a sua aprendizagem. Bom vídeo! Estudo de caso Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, este é um caso adaptado de uma situação real. Para resolvê-lo, você está sendo convidado para atuar como um coach que será procurado por um pro�ssional para atendê-lo em uma determinada condição. Imagine a seguinte situação: um pro�ssional já graduado e que ocupa um cargo iniciante em uma empresa promissora lhe procura para conhecer o seu trabalho como coach. O primeiro contato que ele fez com você foi através de um aplicativo de mensagens instantânea e, logo de início, ele já lhe contou sobre o cenário que está vivendo. A partir desse primeiro contato, você sugere uma data para que possam conversar pessoalmente. Nesse primeiro encontro, a situação informada foi: o pro�ssional está em início de carreira, em um cargo que consegue executar com aptidão todas as suas atribuições. A partir deste bom desempenho, ele foi notado pelo gestor, que o convidou para assumir um novo cargo, com mais responsabilidades e competências. Para isso, ele deveria desenvolver algumas competências técnicas sobre planejamento, �nanças e liderança, considerando que ele nunca atuou como líder e teria que assumir uma equipe. O gestor pediu que ele pudesse pensar nesta oportunidade (e desa�o) e que, dentro de alguns dias, con�rmasse se aceitaria ou não. Diante dessa proposta, o pro�ssional sentiu-se um em um dilema, pois era a oportunidade para prosseguir com seu crescimento na carreira, mas, ao mesmo tempo, ele não acreditava que estava pronto para assumir o desa�o em relação aos cursos e à liderança de uma equipe. Ele gostaria de saber, portanto, se você poderia oferecer-lhe o suporte necessário em um processo, para que ele pudesse assumir este desa�o. Agora é contigo! Qual seria a sua resposta para o pro�ssional? Supondo que tivesse que programar um processo de coaching para atendê-lo, por onde começaria e como faria esse planejamento? Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A sugestão é que você apresente uma ideia de Situação A e Situação desejada B e relate, de acordo com os seus conhecimentos, quais etapas seriam necessárias para apresentar o processo ao futuro coachee. _______ Re�ita Lembre-se de que, em um atendimento inicial para abertura do processo de coaching, alguns critérios precisam ser cumpridos. Observe os questionamentos a seguir para resolver o desa�o: Você pensou na organização do ambiente para receber o futuro coachee? Está disposto a escutá-lo ativamente, instigando-o a partir de questões, quando necessário? Enquanto você está escutando o futuro coachee, você pensou que precisa registrar informações importantes, para que possa compreender o cenário atual que ele vivencia? Para �nalizar o encontro inicial, você pensou em questioná-lo sobre a sua disponibilidade de tempo, a �m de elaborar um futuro cronograma de sessões? Todas essas re�exões são importantes para compor a resposta ao desa�o proposto. Pense nisso! Resolução do estudo de caso Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Para resolver o estudo de caso proposto, segue uma ideia como sugestão: Ao �nalizar o processo de escuta ativa, o primeiro passo seria apresentar ao pro�ssional as informações básicas sobre o processo de coaching. Indagar se ele conhece o processo e, em caso negativo, apresentar-lhe do que se trata e como você – enquanto coach – costuma trabalhar. A demanda que ele apresenta poderia certamente ser atendida por um processo de coaching. Você observou que uma das principais características na situação relatada pelo pro�ssional é, possivelmente, algo relacionado à autoe�cácia? A partir deste insight, você poderia partir para a programação de um processo de coaching com uma sequência de etapas, para que ele pudesse cumprir algumas tarefas sobre as hard e soft skills que precisam ser desenvolvidas. Veja como poderia ser apresentada a proposta: Sessão 1: mapeamento da situação atual. Sessão 2: estabelecimento de objetivo e metas. Neste caso, o objetivo seria assumir o cargo oferecido. Dentre as metas, as principais seriam: fazer cursos de curta duração sobre Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching planejamento e �nanças e realizar leituras e exploração de materiais sobre liderança e eventuais cursos rápidos ou palestras para iniciar sua preparação. Sessão 3: elaboração de um plano de ação e um cronograma de atividades, para que as metas sejam cumpridas. Sessão 4: acompanhamento do cumprimento das metas da semana. Sessão 5: acompanhamento do cumprimento das metas da semana. Sessão 6: encerramento do processo e avaliação dos indicadores de desempenho e das lições aprendidas. Para apresentar um cronograma de atendimentos, seria importante que o pro�ssional fosse questionado sobre a sua disponibilidade de agenda e o tempo disponível para cumprir as tarefas propostas no processo. Após o atendimento, no mesmo dia ou no dia seguinte, apresentar a proposta ao futuro coachee e aguardar a aprovação para iniciar o processo. Resumo visual Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Referências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo, SP: Atlas, 2019. OLIVEIRA, D. de P. R. de. Coaching, mentoring e counseling: um modelo integrado de orientação pro�ssional com sustentação da universidade corporativa. 3. ed. São Paulo, SP: Atlas, 2018. SAAD, E. Coaching na prática. Curitiba, PR: Intersaberes, 2021. , Unidade 2 Técnicas e Ferramentas de Coaching Individual Aula 1 O processo de coaching individual Introdução da aula Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Nesta aula, vamos trabalhar as soft skills: relacionamento interpessoal, �exibilidade e adaptação, apresentando a importância e as variações do processo de coaching aplicadas individualmente, voltadas para as áreas pessoais e pro�ssionais. O que torna necessário criar conexões com o coachee para que as sessões de coaching sejam o caminho para a obtenção dos resultados esperados. Vamos também demonstrar ferramentas que ajudam a mapear e de�nir objetivos a curto, médio e longo prazos na vida pessoal, pro�ssional, social, familiar, espiritual ou �nanceira do coachee. Preparado? Pronto para começar mais uma aula? Vamos lá! O poder da conexão Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quando um coachee procura um coach, ele se identi�ca, seja por indicação, redes sociais ou de outra forma. Mas, a primeira impressão é a que �ca, conforme a máxima popular. E é no primeiro encontro que o coach precisa criar uma conexão com seu coachee, porque será um processo com várias sessões. O coachee precisa se sentir bem, compreendido, haver amistosidade e sinceridade para gerar simpatia e fortalecer o elo entre ambos, coach e coachee, seja ele temporário ou duradouro (GOLEMAN, 2011). Mas, como fazer essa conexão ser temporária ou duradoura até o �nal do processo de coaching? Simples: fazendo o coachee sentir-se à vontade para que, no primeiro encontro, ele possa con�denciaras suas necessidades ou dúvidas HOJE para que o coach possa mapear os caminhos do AMANHÃ. Sabemos que o processo de coaching ocorre por meio de perguntas, mas, para que elas sejam respondidas pelo coachee, é necessário criar uma empatia, uma sinergia, uma troca; nada mais que uma conexão para que ele se sinta confortável para se abrir, tanto na sua vida pessoal quanto pro�ssional, com seu coach, principalmente para identi�car e ordenar seus valores. O sucesso e a felicidade são norteados pelos valores, que são as coisas que mais importam para o coachee; e não necessariamente apenas o lado pro�ssional, mas pessoal também. Por isso, cada indivíduo é único, e o conceito de felicidade e sucesso é diferente para cada um. Segundo Vieira (2019) cada indivíduo vê e pensa de modo único e especí�co, mesmo o mundo sendo igual para todos, pois cada um segue agindo de acordo com seus próprios interesses e paradigmas. É raro encontrar uma pessoa no diagnóstico inicial em um processo de coaching que responda quais são seus valores ou seu propósito de vida. Há um peso muito grande para responder, porque é um trabalho que desenvolvemos com o autoconhecimento. “O grande problema é que as pessoas estão vivendo o tempo todo na expectativa de que alguém vai aparecer de algum Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching lugar e tomar uma providência que as bene�cie, quando na verdade isso deveria ser atitude e iniciativa de cada um” (RUFINO, 2018, p. 32). É imprescindível a um coach ter um olhar mais atento ao seu coachee, observando seu comportamento, sua linguagem verbal e não verbal, quando é indagado sobre a sua compreensão de si, seu autoconhecimento. Conhecer o seu “eu” requer uma imersão profunda. Não é uma tarefa fácil, mas é essencial para alcançar o seu sucesso pessoal e pro�ssional, de modo que possa desenvolver tudo o que é necessário para aprimorar suas habilidades. E, com isso, explorar 100% de sua potencialidade para chegar ao topo. (VIEIRA, 2019, p. 30) Figura 1 | Espelho, como cada um se vê - Fonte: Pixabay. Trazemos a técnica do Shazan, desenvolvida por José Roberto Marques, do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC, 2013), que proporciona uma forma mais assertiva de fazer estas perguntas de autoconhecimento, de modo mais sutil, muitas vezes, consideradas invasivas para alguns, no primeiro encontro: 1. Quais foram os 3 fatos / dias / momentos MARAVILHOSOS/BONS da sua vida? 2. Quais foram os 3 fatos / dias / momentos HORRÍVEIS / RUINS da sua vida? Dessa forma, o coach consegue mapear o que traz alegria e o que sustenta os princípios e valores inegociáveis do coachee. E também pode enxergar o que ele não quer mais repetir, até mesmo o que bloqueia o seu desenvolvimento pessoal e pro�ssional. Para Losier (2020) quando Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching temos momentos de felicidade e alegria, você sabe que a vida está dando certo e, quando esses momentos não são alegres, você vê o outro lado da vida. Outra ferramenta de coaching que pode se aplicar no primeiro encontro é a Roda da Vida, permitindo que o coachee avalie aspectos de sua vida com pontuação de 0 a 10, o que permite ao coach descobrir quais áreas estão em desequilíbrio, a �m de gerar perguntas mais direcionadas, criando um poder de conexão em seu primeiro encontro. O poder da conexão está nas mãos do coach, orientando sempre o coachee a se sentir mais pertencente a esse universo do coaching. Assim, os resultados chegarão mais rapidamente. A Roda da Vida como uma ferramenta de autoconhecimento Será apresentada a ferramenta de coaching “Roda da Vida”. Esteja sempre com ela impressa ou adapte-a, conforme a avaliação já feita do coachee. Por isso, é necessário conhecer a importância e as variações do processo de coaching aplicado individualmente e qual a melhor ferramenta para chegar a um resultado mais promissor. Com essa ferramenta, o coach consegue, no primeiro encontro, mapear a situação atual em relação à vida pessoal e pro�ssional do seu coachee, bem como seu per�l comportamental. A Roda da Vida que utilizaremos é a do IBC, dividida em quatro categorias: Pessoal, Pro�ssional, Relacionamentos e Qualidade de Vida, e dentro dessas categorias temos 3 subcategorias cada, que são: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Tabela 1 | Roda da Vida - Fonte: elaborada pela autora. Agora, vamos dar notas de 0 a 10 nas subcategorias, o que signi�ca, nesse caso, pintar a roda. Mas, a grande questão aqui é avaliar o ESTADO ATUAL. É importante frisar para o coachee que ele precisa avaliar com o pensamento de HOJE, não pensar no passado nem no futuro. Muitas vezes, você precisa reforçar que 5 é o meio, a comodidade, para entender o peso de cada pontuação. Não existe certo ou errado, mas, hoje, como o coachee avaliaria estes 12 itens em sua vida? E como o coach analisou a reação dele, seu comportamento, em cada avaliação? É necessário criar uma conexão na qual ele se sinta confortável para ser verdadeiro, sem ser julgado pelas suas respostas. É importante reforçar que essa ferramenta de coaching será um direcionador para as próximas etapas do processo, a �m de alavancar seus objetivos, sejam eles PESSOAIS, PROFISSIONAIS, RELACIONAMENTOS E/OU QUALIDADE DE VIDA. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 3 | Roda da Vida IBC - Fonte: IBC (2013, p. 26) Quando terminar de preencher, a próxima etapa é a análise dos dados. O coach precisa aplicar o rapport, livre de julgamento, e entender porque uma pontuação baixa pode desequilibrar todas as outras categorias da roda. É necessário desenhar estratégias com o coachee em escala mensurável para subir a pontuação e, consequentemente, atingir sua meta: o SUCESSO pessoal e/ou pro�ssional. Essa ferramenta é completamente adaptável, por isso a importância de, no primeiro encontro, saber qual a situação atual e onde se quer chegar, quais os valores inegociáveis para que a Roda da Vida seja realizada ou adaptada conforme as necessidades do coachee. Vamos trazer um exemplo prático de utilização da roda adaptada, quando o coachee é estudante. Você pode adaptar a roda com as disciplinas que ele estuda e ver qual teve pontuação menor, mapear o porquê da nota baixa, traçar soluções para que essa disciplina tenha peso maior e traga notas mais altas ou maior engajamento nas próximas avaliações. “Quando identi�ca suas Necessidades de Realização, você passa a ser capaz de criar e atrair as Estratégias para atender a essas necessidades. Quando atende as suas necessidades, você obtém ALEGRIA” (LOSIER, 2020, p. 27). Finalizada a Roda da Vida, coach e coachee devem analisar juntos as pontuações mais baixas, dentre os três subitens de cada categoria: Pessoal, Pro�ssional, Relacionamentos e Qualidade de Vida. Juntos, permitindo que o coachee se abra mais, vejam como melhorar, agora que ele tomou consciência de que esse item avaliado pode ser um impedimento para uma vida mais equilibrada. Qual ou quais soluções se deve propor a partir de agora que tem essa consciência? Não é fácil avaliar a vida de outra pessoa, por isso o coach precisa estar 100% conectado e sem interferências externas, ruídos, julgamentos e pensamentos em seus atendimentos de coaching. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Se você foi escolhido para ser coach de alguém, é porque ele con�ou em você e espera total dedicação e entrega. A prática do coaching individual Parabéns! Você acaba de ganhar seu primeiro cliente, um coachee que o encontrou através das suas postagens nas redes sociais, gostou da forma que você aborda o desenvolvimento humano e os benefícios que o coaching traz para a vida. Conexão feita, cliente com desejo de mudanças e você, ansioso para colocar tudo em prática. Mas, quem é este cliente? Seu nome é Marcelo Lemos, 32 anos, casado, pai de um menino de 8 anos, gerente �nanceiro de uma startup, salário compatível com o mercado, pós-graduado, tem casa �nanciada, mora em São Paulo e sua esposa trabalha como recepcionista. Ao falar sobre as características do seu cliente, parece estartudo bem. Mas, por que procurar um processo de coaching? Esse é o primeiro julgamento que temos (lembre-se do que falamos: sem julgamentos). Cada um sabe de sua dor, apenas somos agentes facilitadores nesse processo de descobrimento de onde ele quer chegar. E foi justamente isso que ele respondeu na primeira sessão: “não quero mais trabalhar para os outros, quero empreender, ter minha consultoria �nanceira, liberdade de horário, por isso o procurei”. Você, como um bom coach, fez com que ele preenchesse a Roda da Vida e, agora, quero que você analise junto dele os 3 itens com menos pontuação em cada categoria: Pessoal: avaliação 5 para SAÚDE E DISPOSIÇÃO. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Pro�ssional: avaliação 2 para REALIZAÇÃO E PROPÓSITO. Relacionamentos: avaliação 4 para VIDA SOCIAL. Qualidade de vida: empate avaliação 3 para CRIATIVIDADE, HOBBIES E DIVERSÃO & PLENITUDE E FELICIDADE. Com as respostas em mãos, vamos orientar o Marcelo sobre os itens que precisa trabalhar. Lembre-se que, no processo de coaching você não traz soluções prontas, o coachee precisa responder às perguntas acerca do que ele necessita trabalhar. No caso do Marcelo, foram sugeridas questões conforme sua história de vida e os resultados apontados na Roda da Vida. A partir destas respostas, você poderá sugerir novas, até que ele mesmo chegue à conclusão do porquê da nota baixa. Por isso, chamamos processo de coaching. Pessoal: avaliação 5 para SAÚDE E DISPOSIÇÃO – Você vai disposto ao trabalho? Sua vida faz sentido? Quanta energia você gasta para ir ao trabalho? Sente-se esgotado psicologicamente? Pro�ssional: avaliação 2 para REALIZAÇÃO E PROPÓSITO – Seu propósito de vida está alinhado ao seu trabalho? Por que você não se sente realizado pro�ssionalmente? Se não fosse por questão �nanceira, qual trabalho o deixaria realizado? Relacionamentos: avaliação 4 para VIDA SOCIAL – Com que frequência você sai com sua família e amigos para fazer o que gosta? Falta motivação? Qualidade de vida: empate avaliação 3 para CRIATIVIDADE, HOBBIES E DIVERSÃO & PLENITUDE E FELICIDADE – O que o faz sorrir? Qual o melhor presente hoje para você? Se pudesse estar em um lugar que lhe traz tranquilidade, qual seria? É importante reforçar que essas avaliações baixas permeiam o HOJE porque ele não está realizando o que gostaria, impactando nos âmbitos PESSOAL, PROFISSIONAL, RELACIONAMENTOS E QUALIDADE DE VIDA. Agora, desa�amos você a aplicar o Roda da Vida em você mesmo. Seja pessoalmente sincero. Bom trabalho! Videoaula: O processo de coaching individual Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Convidamos você a assistir a este vídeo, pois, além de me conhecer também, você verá as técnicas de conexão com o coachee. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching As técnicas abordadas farão muita diferença no modo de analisar os sinais quase imperceptíveis que, muitas vezes, camu�amos para não nos deixar tão expostos a quem ainda não temos intimidade. Quer saber como analisar mais profundamente o coachee e criar uma conexão forte durante o processo de coaching? Venha comigo e assista agora. Saiba mais Apresentamos este material para download, de fácil leitura e interpretação para ajudar a entender mais a ferramenta Roda da Vida, com exemplos e ações de orientação para o coachee. VUCKOVIC, A. Aplicação da Metodologia 'Roda da Vida' como Princípio do Autodesenvolvimento Integral do Indivíduo. 2020, 8 f. TCC (Pós-Graduação) - MBA em Coaching. UNIASSELVI, Indaial/SC, 2020. Referências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching GOLEMAN, D. Inteligência Social: O poder das relações humanas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE COACHING (IBC). Self Coaching: O poder do Autoconhecimento. Goiânia, Editoração Eletrônica: Grafoz, 2013. E-book. Disponível em: https://www.academia.edu/6961780/Ebook-Self_Coaching. Acesso em: 3 dez. 2021. LOSIER, M. J. O propósito da vida. 2. ed. São Paulo: LeYa, 2020. RUFINO, G. O poder da positividade: os 07 princípios para blindar a sua mente e transformar a sua vida. São Paulo: Editora Gente, 2018. VIEIRA, Paulo. Decifre seu talento: guia prático para acertar na sua escolha pro�ssional. São Paulo: Editora Gente, 2019. VUCKOVIC, A. Aplicação da Metodologia 'Roda da Vida' como Princípio do Autodesenvolvimento Integral do Indivíduo. 2020, 8 f. TCC (Pós-Graduação) - MBA em Coaching. UNIASSELVI, Indaial/SC, 2020. Disponível em: https://www.academia.edu/41713137/Alexandre_Vuckovic_TCC_P%C3%B3s_Gradua%C3%A7%C 3%A3o_MBA_em_Coaching_UNIASSELVI_T%C3%ADtulo_Aplica%C3%A7%C3%A3o_da_Metodolog ia_Roda_da_Vida_como_Princ%C3%ADpio_do_Autodesenvolvimento_Integral_do_Indiv%C3%ADd uo_?from=cover_page. Acesso em: 3 dez. 2021. Aula 2 Situação desejada: formulários para estabelecimento de metas e objetivos https://www.academia.edu/6961780/Ebook-Self_Coaching https://www.academia.edu/41713137/Alexandre_Vuckovic_TCC_P%C3%B3s_Gradua%C3%A7%C3%A3o_MBA_em_Coaching_UNIASSELVI_T%C3%ADtulo_Aplica%C3%A7%C3%A3o_da_Metodologia_Roda_da_Vida_como_Princ%C3%ADpio_do_Autodesenvolvimento_Integral_do_Indiv%C3%ADduo_?from=cover_page https://www.academia.edu/41713137/Alexandre_Vuckovic_TCC_P%C3%B3s_Gradua%C3%A7%C3%A3o_MBA_em_Coaching_UNIASSELVI_T%C3%ADtulo_Aplica%C3%A7%C3%A3o_da_Metodologia_Roda_da_Vida_como_Princ%C3%ADpio_do_Autodesenvolvimento_Integral_do_Indiv%C3%ADduo_?from=cover_page https://www.academia.edu/41713137/Alexandre_Vuckovic_TCC_P%C3%B3s_Gradua%C3%A7%C3%A3o_MBA_em_Coaching_UNIASSELVI_T%C3%ADtulo_Aplica%C3%A7%C3%A3o_da_Metodologia_Roda_da_Vida_como_Princ%C3%ADpio_do_Autodesenvolvimento_Integral_do_Indiv%C3%ADduo_?from=cover_page https://www.academia.edu/41713137/Alexandre_Vuckovic_TCC_P%C3%B3s_Gradua%C3%A7%C3%A3o_MBA_em_Coaching_UNIASSELVI_T%C3%ADtulo_Aplica%C3%A7%C3%A3o_da_Metodologia_Roda_da_Vida_como_Princ%C3%ADpio_do_Autodesenvolvimento_Integral_do_Indiv%C3%ADduo_?from=cover_page Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Introdução da aula Prezado estudante, seja bem-vindo! Apresentaremos as ferramentas que ajudarão na orientação do coachee a mensurar as metas e os objetivos que deseja alcançar. Por mais que se deseje chegar a um ponto esperado da vida pessoal e pro�ssional, o coachee precisará percorrer uma jornada, por isso, estabelecer prazos, alinhar expectativas e veri�car recursos são estratégias fundamentais para alcançar os resultados. Neste processo, o papel do coach é fundamental para incentivá-lo, sendo um motivador para que o coachee continue a cumprir as metas estabelecidas, sobretudo, de médio e longo prazos. Trabalharemos bastante, com papel e caneta na mão, porque metas e objetivos precisam ser desenhadas, escritas, tabeladas e visualizadas. Está preparado para mais esta etapa do processo de coaching? Ferramentas para estabelecer metas e objetivos Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quando estabelecemos metas para atingir um objetivo, projetamos um futuro diferente do hoje. A partir disso, as ações se tornarão resultados, porém, para que estes resultados cheguem, precisamos mensurar. Para isso, utilizaremos as ferramentas que o coaching nos oferece, como: Dreamlist, Metas SMART e mapas visuais. No processo de coaching, é muito importante o alinhamento entre coach e coachee, no que tange às atividades que este deverá realizar durante a jornada, por exemplo, descrever seu futuro, o que deseja alcançar e quais ações serão realizadas para obter êxito. Pode parecer, em um primeiro momento, uma teoria muito bonita sem resultado a longo prazo, mas é nessa hora que o coach a desmisti�cará e fará o coachee enxergar valor em seus sonhos e o orientará nos caminhos para que eles possam se tornar realidade. A ferramenta Dreamlist, ou lista de sonhos, é o primeiro passo para este mapeamento, listando seus objetivos e “sonhos”. É solicitado ao coachee a descrição de dez sonhos para uma vidamais realizada: “Escreva-os [...], sem limites, sem contestação para o tamanho de cada um ou para a ousadia necessária para realizá-los. Não se preocupe se algum deles pareça impossível aos seus olhos neste momento” (VIEIRA, 2019, p. 23). Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | Exemplo de Dreamlist - Fonte: elaborado pela autora. Sonhar e desejar é prazeroso, nos motiva, impulsiona a criar ações para alcançar os sonhos. Mas, é preciso ter clareza ao estabelecer metas e objetivos para realizá-los e não se desmotivar. Diante disto, coach e coachee se alinham para traçar metas mensuráveis com o objetivo, para não se frustrarem e não verem o resultado do processo de coaching como uma teoria sem aplicabilidade. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Metas - Fonte: Unplash. Outra ferramenta que ajuda neste processo de mapeamento é chamada de Metas SMART. A sigla SMART vem da língua inglesa. Vamos saber o que signi�ca, traduzindo para a língua portuguesa: S – Especí�co (Speci�c). M – Mensurável (Measurable). A – Atingível (Attainable). R – Relevante (Relevant). T – Temporal (Time Bound). A Meta SMART tem como objetivo mapear o que o coachee pretende realizar (seus sonhos; “Dreamlist”), transformando em especí�co, monitorando seu progresso (mensurável), para que ele se torne atingível e realizável e, ainda, seja relevante durante o tempo determinado para alcançá-lo. É neste momento da elaboração de metas que o coach deve indagar o seu coachee sobre quais ações efetivas e realizáveis serão necessárias para chegar ao resultado esperado. Estimular o coachee a desenhar a ação, porque, depois do processo de coaching, ele deverá seguir sozinho, como os prazos pré-estabelecidos nas Metas SMART, principalmente nas realizações a médio e longo prazos. Vale ressaltar que o mapa não é igual à trajetória, pode haver pedras e pontes, que farão você repensar se vale a pena continuar. Diante deste fato, as ferramentas de coaching te ajudam a lembrar porque está trilhando este caminho. E os mapas visuais são uma destas ferramentas. Eles auxiliam a fazer um "fechamento", um resumo, de todas as ações que o coachee precisa realizar para atingir seu objetivo. Servem como um norteador das etapas, porque usamos poucas Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching palavras para descrever, mas, quando visualizadas, sabemos todo o caminho que devemos percorrer. Figura 2 | Mapa mental - Fonte: Unplash. O coach pode solicitar que o coachee faça este mapa manualmente, usando papel e caneta, ou no computador. O importante é fazer e pedir para colocar em um lugar visível, de modo que ele se motive a realizar suas ações e cumprir os prazos estabelecidos. “Ter um sentido, ou encontrar uma razão para fazer as coisas que fazemos, é o que nos alimenta de esperança quando buscamos realizar um sonho ou alcançar um objetivo.” (VIEIRA, 2019, p. 217). Munido destas ferramentas tão importantes no processo de coaching e, sobretudo, direcionadas a estabelecer metas atingíveis a curto, médio e longo prazos, a mudança que o coachee deseja está toda desenhada, para apenas ser realizada. Preparado para colocar em prática? Mapeando a situação desejada Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Imagine que você está perdido em São Paulo, mas está no bairro certo e não encontra a rua que pretende ir. Seu celular não tem acesso à internet e você se vê obrigado a parar e perguntar o endereço para alguém. Você aborda uma senhora com sacola do mercado e pergunta se ela conhece o endereço. Neste momento, você observa a reação dela. Demora pouco tempo para ela responder com todas as direções: siga dois quarteirões, vire à esquerda, vire à direita na banca de jornal e você chegará. Como ela respondeu isso com todos esses detalhes? Nesses minutos, ela desenhou em sua mente um mapa para lhe dar uma solução, neste caso, o caminho correto, levando-o do ponto A ao ponto B. Mas, você esquecerá o que ela falou. O que fazer? Em uma situação como essa, pegamos um papel e uma caneta e começamos a anotar os direcionamentos passados. E, pelo detalhamento e pela quantidade de quadras que ela falou, você já terá uma noção de quanto tempo levará. É justamente o que as Metas SMART abordam, pois é uma ferramenta de mapeamento que ajuda o coachee a não se esquecer do caminho que ele e o coach desenharão ao longo do processo de coaching, para que consiga alcançar as metas estabelecidas a médio e longo prazos. O papel do coach é fazer o coachee achar soluções respondendo a perguntas que o façam criar este mapa visual. Mas, como mapear tudo isso? Ensinaremos como usar as ferramentas apresentadas anteriormente de forma estratégica, para que você consiga organizar melhor as ideias, traçar metas e alcançar seus objetivos. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Tabela 1 | Mapeando a situação desejada - Fonte: adaptada de Vieira (2019, p. 24). Quando o coach �zer essas perguntas, serão observadas as respostas dadas pelo coachee, principalmente, na questão “Qual a chance de realizá-lo?”, porque sonhar todos sonham, mas a chance de se realizar – de 0 a 10 – dependerá da vontade e da motivação de colocar as ações em prática e um tempo para que isso aconteça. Nesta hora, o feeling do coach precisa estar muito aguçado para saber se este sonho tem coerência com a meta e o objetivo a longo prazo. Tudo que é mensurável, mesmo que pontue com 1, é só desenhar uma estratégia para realizar. Precisa haver também uma rapport para falar que algum sonho descrito na tabela não tem signi�cado tão relevante para o objetivo que foi mapeado anteriormente. Pode ser uma ação futura, mas, agora, temos que focar no sucesso pessoal e pro�ssional. Este olhar faz toda diferença para esse processo. Não existe o caminho mais fácil, mas, sim, um objetivo e como atingi-lo, as melhores estratégias para chegar, aplicando sempre o rapport, ouvindo o coachee, suas angústias, limitações, bloqueios e aspirações, para conseguir desenvolver um trabalho com sinergia e que traga resultado promissor no �nal deste processo. Não é apenas fazer por fazer, mas como fazer! E com a situação desejada já alinhada, ela precisa ser mapeada. É isto que seu coachee precisa entender: sair do desejar (sonho) para o realizar (ação). Está pronto para começar a mapear a situação desejada entre coach e coachee? Sugiro que você faça a sua Dreamlist, seu mapa mental e suas Metas SMART para validar e saber os pontos que o coachee também pode precisar de mais atenção. Situação desejada: metas e ações Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Hoje, no atendimento individual com o Sr. Roberto Brito, você usará as ferramentas de coaching abordadas nesta aula para orientá-lo a alcançar a situação desejada com metas estabelecidas. Porém, não é tão fácil assim, você já o analisou e percebeu que ele não gosta de falar muito, é uma pessoa fechada e descon�ada. O primeiro diagnóstico dele foi: solteiro, empresário, 45 anos, vida �nanceira estável, postura pessoal impecável, muito observador, ansioso, além de ser muito raso em suas respostas. E o principal: não acredita no processo de coaching. Isso mesmo, só está aqui porque sua irmã insistiu para fazer. Que desa�o! O encontro de hoje é justamente para fazer perguntas muito profundas. E se ele não for sincero e não querer responder, como vamos traçar suas metas? Meu caro aluno, mesmo com anos de experiência, sempre vamos nos deparar com pessoas diferentes. Não é só a experiência que conta, mas como você criará este relacionamento com seu coachee, neste caso, o Sr. Roberto Brito. Cada coach precisa criar seu método de atendimento. O mais importante é você analisar seu coachee e saber a melhor forma de deixá-lo confortável para responder às perguntas e ver, no seu trabalho, uma seriedade pro�ssional. Hoje, temos muitos livros, palestras em plataformas e sites que trazem o passo a passo de cada sessão de coaching. Imagine quantos estarão formados neste curso. Todos tiveram as mesmas disciplinas e o mesmo material, mas será queatenderão de forma igual? Se você disse não, crie seu diferencial competitivo, por meio de sua experiência de vida, da sua base teórica sobre o assunto e de suas experiências pro�ssionais, que te nortearão para os atendimentos. Mas, obviamente, não esquece os princípios e conceitos do processo de coaching. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Sabendo deste desa�o, liste três etapas de abordagem iniciais que você faria antes de entrar nas ferramentas apresentadas nestas aulas, criando uma conexão mais profunda com o Sr. Roberto, visto que você já tem o diagnóstico dele. Figura 3 | Etapas de abordagem - Fonte: elaborada pela autora. Você deve estar se perguntando: qual é o método de atendimento certo, ou o mais assertivo, para o Sr. Roberto Brito, a �m de que ele responda às perguntas para sua situação desejada? A minha dica é: 1. Criar uma conexão. Veja o que ele respondeu para você no primeiro encontro. 2. Fazer ele se sentir pertencente ao lugar. Ofereça bebidas, balas e chocolates, observe o que ele goste. 3. Respiração ou meditação. Devido à sua ansiedade, proponha fazer no início das sessões. Só com essas dicas você conseguirá fazer ele se sentir mais confortável e mais aberto para responder às perguntas do processo de coaching. Exempli�carei com três situações para deixá- lo mais confortável: SITUAÇÃO 1: minha conexão com ele seria (neste caso, falar a verdade): também fui apresentado ao coaching, mas por uma amiga. Nunca acreditei, porém vivenciei o progresso dela no decorrer do processo de coaching e, em menos de dois anos, ela alcançou seu grande sonho, que era ser tomar gerente em sua empresa. Eu me arrisquei a fazer também e, hoje, ajudo pessoas neste processo. Então, entendo você, Sr. Roberto, pois já estive em seu lugar. E é nesta sessão que vou conhecer um pouco mais de você, seus sonhos, estabelecendo metas e prazos. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Peço, agora, que con�e em mim como sua coach e seja sincero, não comigo, mas com você, porque, no �nal, quero que saia daqui realizado e acreditando no meu trabalho. Con�a em mim e me permite que seu sonho se torne mais próximo de se realizar? SITUAÇÃO 2: as sessões são após o horário de almoço. Como o encontro é no consultório próximo à empresa dele, ele vem após realizar sua refeição, então, nada melhor que um chocolate e um café após este momento. Quando ele chegar, pergunto se ele almoçou e, con�rmando, eu o convido para ele me acompanhar em um café. Enquanto a máquina faz a bebida, peço para ele se levantar e vir se servir. Comprei um chocolate e ofereço também. Vejo se ele gosta de açúcar, adoçante, puro, e puxo o assunto do dia, mostro algo através da janela e crio este cenário menos informal e mais acolhedor. Não apenas se sentar na cadeira, fazer perguntas, mapear e ir embora. Nada mecânico, e sim mais intimista. Assim, ele não vai me ver apenas como uma pessoa que quer perguntar sobre sua vida e dar direcionamento. Após o café, explico-lhe como funcionará a sessão e se ele está à vontade para fazer este processo. SITUAÇÃO 3: respiração ou meditação guiada ajuda muito para quem está ansioso ou quando a mente não para de trabalhar. Neste caso, colocaria uma música de meditação relaxante antes de ele entrar na sessão e perguntaria se hoje podíamos começar de uma forma diferente nossa sessão, aproveitar aquela música para se desconectar um pouco dos acontecimentos exteriores. Questionaria se ele permite vivenciar uma técnica de respiração ou se ele já pratica meditação guiada. Após cinco minutos de respiração/meditação, perguntaria como ele se sentiu, o que passou em sua mente, observaria as suas reações, contaria minhas experiências e abordaria sobre a sessão de hoje, que é tão profunda quanto o que havia realizado. Mapeando seu sonho, objetivo, para se tornar realidade. Aceita entrarmos neste processo com a mente mais relaxada? Foram apresentadas três situações que deixam o coachee aberto para responder à questão que norteia todo o processo de coaching: qual o seu objetivo, seu sonho? Por isso, o coach precisa ter este olhar mais atento ao ler as pessoas, porque todo o sucesso do processo de coaching está na con�ança que o coach estabelece com o coachee. Feito isso, você está pronto para preencher com ele a tabela da Dreamlist e, depois, passar para a tabela de mapeamento da situação desejada. Preparado para mais uma jornada? Videoaula: Situação desejada: formulários para estabelecimento de metas e objetivos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Neste vídeo, abordaremos uma ferramenta que norteará o processo de alcance de objetivos e metas que o coachee vem em busca no processo de coaching, a chamada Road Map, visualizando onde ele está (hoje), onde pretende ir (desejo/sonho) e como chegar (ação/rota). Te espero! Saiba mais Este artigo aborda a autoconsciência e o autocontrole utilizando as ferramentas de coaching por meio de perguntas, porque as perguntas geram consciência e, consequentemente, responsabilidades. ARRUDA, J. R.; MORAES, J. P.; COLLING, T. Desenvolvendo capacidades da inteligência emocional através do coaching. Saber Humano, v. 8, n. 12, p. 92-112, jan./jul. 2018. Disponível: https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/309. Acesso em: 7 dez. 2021. O vídeo do Paulo Vieira elucida de forma simples a ferramenta Metas SMART. A FERRAMENTA que ajuda a estabelecer suas metas e objetivos da maneira correta! [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo (8min46s). Publicado pelo canal Paulo Vieira – Febracis. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zM7PH0EJml8. Acesso em: 7 dez. 2021. Referências https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/309 https://www.youtube.com/watch?v=zM7PH0EJml8 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A FERRAMENTA que ajuda a estabelecer suas metas e objetivos da maneira correta! [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo (8min46s). Publicado pelo canal Paulo Vieira – Febracis. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zM7PH0EJml8. Acesso em: 7 dez. 2021. ARRUDA, J. R.; MORAES, J. P.; COLLING, T. Desenvolvendo capacidades da inteligência emocional através do coaching. Saber Humano, v. 8, n. 12, p. 92-112, jan./jul. 2018. Disponível: https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/309. Acesso em: 7 dez. 2021. DOWNEY, M. Coaching e�caz. São Paulo, SP: Cencage Learnig, 2010. LOSIER, M. J. O propósito da vida. 2. ed. São Paulo, SP: LeYa, 2020. RUFINO, G. O poder da positividade: os 07 princípios para blindar a sua mente e transformar a sua vida. São Paulo, SP: Gente, 2018. VIEIRA, P. Decifre seu talento: guia prático para acertar na sua escolha pro�ssional. São Paulo, SP: Gente, 2019. Aula 3 O plano de ação Introdução da aula https://www.youtube.com/watch?v=zM7PH0EJml8 https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/309 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, seja bem-vindo. Nesta aula, você aprenderá sobre como colocar em ação as metas estabelecidas entre coach e coachee no processo individual de coaching. Para criar um plano de ação que possa ser cumprido durante o processo de coaching, será apresentada a ferramenta 5W2H, a qual ajudará na realização das ações para atingir o objetivo do coachee. Você também conhecerá técnicas para priorização e gestão do tempo, a �m de que se possa cumprir as ações e datas pré-estabelecidas em seu plano de ação, bem como a metodologia ágil, para entrega dos resultados nos prazos apresentados na ferramenta 5W2H. O plano de ação a ser desenvolvido é um facilitador e norteador para o coach, para avaliar o cumprimento das ações estabelecidas nas aulas interiores pelo coachee. Vamos colocar em prática estas ações? Planejamento das ações Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Um dos temas mais abordados ultimamente é gestão do tempo e produtividade.A pergunta é: como você gere seus 1.444 minutos, ou seja, suas 24 horas? Para que o dia seja produtivo e se consiga cumprir metas estabelecidas, precisa-se de um planejamento. Durante um processo de coaching, o planejamento envolve mapear o que o coachee precisa realizar e quais ações deve continuar fazendo para que seu objetivo de vida e/ou pro�ssional seja alcançado. Portanto, planejamento é o direcionamento que norteia as ações que o coachee pretende alcançar com um tempo pré-estabelecido. Por isso, saber utilizar ferramentas no processo de coaching que orientem na priorização do tempo ajuda o coachee a tomar as melhores decisões, ser proativo e lidar muito bem com imprevistos (SANT´ANNA, 2011). E uma destas ferramentas, que será apresentada nesta aula, é 5W2H, que se baseia em perguntas para direcionamento das ações a serem realizadas. São elas: What? (O quê?) Why? (Por quê?) Where? (Onde?) When? (Quando) Who? (Quem?) How? (Como?) How Much? (Quanto?) Esta é uma ferramenta simples que, se você souber utilizar nas ações pré-estabelecidas no processo de coaching, ajudará na otimização do tempo, focando na tarefa a ser realizada, com o prazo estabelecido e visualizando todo o processo a ser cumprido. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching No entanto, imprevistos acontecem, mesmo com tudo planejado. Muitas vezes, são inseridas novas atividades durante os 1.444 minutos e/ou no decorrer do prazo estabelecido. Como orientar um coachee a priorizar e fazer a gestão de seu tempo de forma produtiva e cumprir o que foi determinado no 5W2H? De�nindo prioridades. Por isso, de�nir prioridades é essencial para não entrar na Síndrome da Urgência. Mas, quem nunca deixou alguma atividade para fazer no último momento? Para que isso seja minimizado, temos a Matriz do Tempo, ou Matriz de Eisenhower, que nos orienta na priorização e realização das tarefas em quatro quadrantes: importante, não importante, urgente e não urgente. Quadro 1 | Matriz do Tempo - Fonte: elaborado pela autora. Quando surgir uma atividade a ser realizada e que não está descrita em seu plano de ação, faça estas perguntas: É importante e urgente? Se SIM, pare e realize. É importante e não urgente? CONTINUE a fazer sua atividade programada e AGENDE esta nova atividade. Não é importante e urgente? DELEGUE para alguém realizar. Não é importante e não urgente? ELIMINE e continue sua atividade. Outra ferramenta que auxilia o coach a delimitar os prazos e se fazer cumpri-los pelo coachee é utilizar as metodologias ágeis. Atualmente, temos diversas metodologias que se pode aplicar no processo de coaching, como Scrum, Lean, Kanban, entre outras. O mais importante ao escolher uma delas é de�nir o prazo de realização ou o feedback das ações. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Preparado para utilizar o tempo de forma assertiva e gerar resultados com suas ações já de�nidas? Colocando em prática o plano de ação Chegamos ao momento em que o objetivo do coachee sai do papel, do idealizado, para ser realizado. É nesta sessão que coach e coachee de�nirão as ações, ou seja, realizarão as metas estabelecidas e desenhadas nas aulas anteriores. Quando se estabelece o que se deve fazer, se entende o seu porquê, como fazer, o prazo, a administração do tempo e se de�nem as prioridades, é a hora que coach e coachee se alinham e realizam um plano de ação e�caz. Será apresentado, na prática, a ferramenta 5W2H. Suponha que o coachee precisa potencializar o seu idioma inglês visando a uma promoção em seu emprego atual. Por meio das sete perguntas desta ferramenta, analisaremos as ações necessárias que o coachee precisa realizar para conseguir atingir seu objetivo: a promoção. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 2 | Ferramenta 5W2H - Fonte: elaborado pela autora. Quando já temos uma meta estabelecida, neste caso, o curso de inglês, �ca mais fácil de aplicar o 5W2H e conhecer os processos a serem realizados para alcançar o objetivo: a promoção. Mas, para sair do papel, precisa-se de�nir o PRAZO (When – Quando) que vai iniciar a ação, para não procrastinar ou arrumar outra atividade para fazer e não focar, literalmente, no que precisa realizar. Por isso, o papel do coach é tão importante no processo de orientação, agindo como um agente motivacional, para que contratempos ou, até mesmo, sabotadores impeçam que o coachee faça o que precisa para atingir seu objetivo pessoal e/ou pro�ssional. A Matriz do Tempo também é uma ferramenta norteadora para veri�car a priorização e a realização das atividades, neste caso, o curso de inglês. O coach pode perguntar ao coachee: “É importante e urgente? Importante e não urgente? Não importante e urgente? Não importante e não urgente? Em qual destas perguntas cabe o curso de inglês?”. Se for realmente importante para o coachee galgar uma promoção, tem que iniciar imediatamente (importante e urgente), mas, se for apontado como importante e não urgente, pode-se agendar e alinhar quando começar. Por isso, entender a priorização do tempo e das ações faz toda a diferença para que o coachee execute e avalie a relevância em realizar a atividade, impactando diretamente a sua vida pro�ssional. Para que isso aconteça mesmo, o sprint da Metodologia Ágil faz toda diferença, colocando tempo para o coachee apresentar os Ws – When (quando), Where (onde) e How much (quanto) – nas sessões de coaching. Esta pesquisa faz o coachee sentir-se mais próximo da realização da ação, bem como visualizar quando começará a executá-la. Preparado para colocar em prática o plano de ação? Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Priorização e planejamento Hoje, você atenderá Mariana Ferreira, analista de TI há dois anos em uma multinacional, que deseja se tornar coordenadora de sua área, porém seu gestor disse que ela precisa do idioma inglês �uente, visto que o cargo de coordenação terá reuniões nesse idioma e possíveis viagens internacionais. Uma certi�cação na área e o prazo para se inscrever é em até dois meses, contudo Mariana tem em mente que fazer um intercâmbio em suas férias fará ela potencializar o idioma ainda mais. Agora, você, como coach de Mariana, ajudará a criar um plano de ação com técnicas e ferramentas de coaching para ela chegar ao seu objetivo: ser coordenadora e realizar o que a empresa solicitou para conseguir o cargo. Vamos às ações que deverão ser analisadas: Curso de inglês. Certi�cação. Intercâmbio. Agora é o momento que o coach questionará Mariana sobre as prioridades destas ações descritas. Aqui, podemos usar a Matriz do Tempo. Suponhamos que sua resposta foi: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 3 | Matriz do Tempo de Mariana - Fonte: elaborado pela autora. Com estas informações claras de prioridades, o próximo passo é pedir para Mariana trazer, na próxima sessão, a planilha do 5W2H preenchida, pesquisada e re�etida sobre: Where (onde), How (como) e How much (quanto). Chegamos à próxima sessão, e Mariana nos apresenta as informações, conforme o quadro preenchido. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 4 | 5W2H de Mariana - Fonte: elaborado pela autora. Nesta sessão, será preenchido o WHEN (quando), analisando a prioridade do Quadro 3 e aplicando o rapport com Mariana. De�nindo o que é mais relevante para ela, o WHY (por quê) ou o HOW MUCH (quanto) e, assim, datar o início, WHEN (quando). No caso de Mariana, há duas prioridades importantes e urgentes: o curso de inglês e a certi�cação. Ambas envolvem custos e, diante disso, uma conversa franca de alinhamento e planejamento fará toda diferença na construção do plano de ação. A partir da escuta ativa e do rapport, Mariana conseguirá iniciar o curso de inglês no próximo mês. Quanto à certi�cação, ela iniciará no prazo da empresa, que é em dois meses, porque o valor de investimento para o intercâmbio será destinado para ela, postergando o intercâmbio para quando �nalizá-la. Aplicando o 5W2H junto à Matriz do Tempo, Mariana entendeu o que precisa ser feito primeiro para chegar ao cargode coordenadora, porém não deixou seu sonho do intercâmbio para um dia qualquer, mas com uma data estipulada a iniciar. Com estas de�nições, o preenchimento do When (quando) da Tabela 4 �cará assim: Curso de inglês: início no próximo mês. Certi�cação: início na próxima turma (dois meses). Intercâmbio: depois da certi�cação (a partir de 14 meses, dependendo da data das férias). Nesta aula, vimos a importância do plano de ação, não deixando sonhos ou realizações para depois, mas planejando quando podem ocorrer, de acordo com o tempo, o dinheiro e o objetivo. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Videoaula: O plano de ação Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, vou falar sobre gestão do tempo, apresentando as três gerações. Essas três gerações de gerenciamento do tempo aplicadas em sua vida pessoal e/ou pro�ssional ajudarão a administrar o tempo de forma mais e�caz. E�ciência, planejamento, de�nição de prioridades, classi�cação de valores e estabelecimento de metas contribuirão para um plano de ação assertivo. Saiba mais A dissertação Gestão do tempo como contribuição ao planejamento estratégico pessoal aborda a administração do tempo como uma ferramenta estratégica no desenvolvimento pessoal e pro�ssional das pessoas. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching FLORES, G. T. Gestão do tempo como contribuição ao planejamento estratégico pessoal. 2011, 155 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2011. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/4577. Acesso em: 20 dez. 2021. O vídeo sobre Metodologia Ágil, da Moxie, explica, de forma simples, o que é e como aplicar, focando no indivíduo e na interação mais do que em ferramentas e processos. METODOLOGIA ÁGIL 2021: O QUE É METODOLOGIA ÁGIL? ENTENDA O QUE SÃO MÉTODOS ÁGEIS EM 8 MINUTOS. [S. l.: s. n.], 2020. 1 vídeo (8min25s). Publicado pelo canal Moxie. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cT_X4_n0NJ4. Acesso em: 20 dez. 2021. Referências DOWNEY, M. Coaching e�caz. São Paulo, SP: Cencage Learnig, 2010. FLORES, G. T. Gestão do tempo como contribuição ao planejamento estratégico pessoal. 2011, 155 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2011. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/4577. Acesso em: 20 dez. 2021. LOSIER, M. J. O propósito da vida. 2. ed. São Paulo, SP: LeYa, 2020. METODOLOGIA ÁGIL 2021: O QUE É METODOLOGIA ÁGIL? ENTENDA O QUE SÃO MÉTODOS ÁGEIS EM 8 MINUTOS. [S. l.: s. n.], 2020. 1 vídeo (8min25s). Publicado pelo canal Moxie. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cT_X4_n0NJ4. Acesso em: 20 dez. 2021. RIZZI, M.; SITA, M. Ser + em Gestão do Tempo e Produtividade: estratégias e ferramentas para atingir a excelência no dia a dia. São Paulo, SP: Ser Mais, 2011. https://repositorio.ufsm.br/handle/1/4577 https://www.youtube.com/watch?v=cT_X4_n0NJ4 https://repositorio.ufsm.br/handle/1/4577 https://www.youtube.com/watch?v=cT_X4_n0NJ4 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching SANT´ANNA, D. 4 P´s para uma vida melhor: Presença, Prioridade, Planejamento e Produtividade. São Paulo, SP: Ser Mais, 2011. Aula 4 O acompanhamento e feedbacks durante o processo Introdução da aula Prezado estudante, seja bem-vindo. Nesta aula, você aprenderá como fazer o acompanhamento de tarefas solicitadas e como mensurar resultados e indicadores de desempenho do coachee. Esta é uma etapa muito importante no processo do coaching, porque, além do acompanhamento, o coach veri�ca o cumprimento das atividades solicitadas e, quando necessário, realiza feedbacks e posicionamento ao coachee sobre seu progresso. Para resultar em indicadores, serão apresentadas algumas formas de follow-up do processo de coaching que deverão ser analisadas conforme o per�l de cada coachee, não existindo apenas um método para acompanhamento das atividades a serem realizadas. Pronto para esta última etapa de acompanhamento? Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Acompanhamento dos resultados Ter um acompanhamento de resultados durante o processo de coaching é fundamental para mensurar as metas realizadas a curto prazo, as quais o coachee cumpriu sob a supervisão do coach, podendo, depois, continuar as próximas metas sozinho. Por isso, as Metas SMART, em conjunto com o 5W2H, são ferramentas essenciais para a organização e a priorização de datas e etapas a serem cumpridas pelo coachee, sempre alinhadas ao seu objetivo pessoal ou pro�ssional idealizado quando procurou a ajuda de um pro�ssional de coach. Todavia, imprevistos acontecem, ou até mesmo o sabotador pode ajudar a não cumprir uma meta estabelecida. Nesta hora, o coach deve aplicar o rapport, estabelecendo os melhores mecanismos de acompanhamento de resultados, para que o coachee consiga utilizá-lo, fazendo- o cumprir as metas e os prazos estabelecidos anteriormente. Vieira (2019, p. 22) corrobora dizendo: “Precisamos estar cientes de que desa�os surgirão e que devemos estar preparados para ele, de modo a reajustar a rota [...]”. É neste ajuste de rota que o coach precisa saber designar o melhor acompanhamento para avaliar o desempenho do coachee, analisando cada per�l individualmente e o cumprimento das tarefas solicitadas e mapeadas nas sessões anteriores. Temos como exemplo o per�l de uma pessoa totalmente organizada, que utiliza agenda e programas de gestão de projetos para gerenciar suas atividades diárias e em grupo. Suponhamos que, estabelecendo um acompanhamento com prazos e em aplicativos de gestão, este coachee consegue acompanhar as tarefas e realizá-las. No entanto, existe também o per�l de uma pessoa que não anota nada e, quando sai da sessão de coaching, já esqueceu o que tem que fazer, até por conta da rotina diária ou da procrastinação mesmo. Como lidar com este tipo de per�l de coachee? É importante investigar como ele se Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching lembra dos compromissos, ou até mesmo da própria sessão de coach. O per�l que não anota nada, não consulta agenda, geralmente, é de indivíduos que são lembrados de seus compromissos por pessoas próximas, por meio de lembretes em lugares visíveis, e-mail ou por sistemas de automação de mensagens. Quando se entende qual o recurso que este per�l melhor se adapta, o coach se utiliza dele para ter um melhor acompanhamento das tarefas a serem realizadas. Agora você me pergunta: não é ele, o coachee, que deve se adaptar aos processos que o coach coloca? Se um coach pensa e impõe acompanhamentos padronizados a todos os coachees, a entrega será a mesma? O objetivo do processo de coaching é o mapeamento das tarefas que o coachee deve realizar para atingir seu objetivo por meio de metas estabelecidas e, principalmente, cumpridas. Neste caso, a padronização não funciona com todos os coachees. Cada um tem que ter seu próprio método de avaliação de desempenho e indicadores de resultados. Com qual tipo de coach você gostaria de ser atendido? O que consegue acompanhar suas realizações conforme suas necessidades, ou aquele que impõe um modelo pré-estabelecido? Aplique a empatia e seja o pro�ssional de coach que cria o diferencial em seu atendimento aplicando o rapport e estratégias assertivas ao coachee. Feedbacks de resultados Chegamos a uma etapa muito importante no processo de coaching, o tão esperado feedback do acompanhamento e indicadores de resultados do coachee. Mas, falar em feedback já remete a correções, algo a melhorar, principalmente aos coachees que sabem, por alguma razão, que não Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching cumpriram todas as etapas solicitadas e, consequentemente, seu feedback não será avaliado de forma tão positiva. É importante que o coach desmisti�que essa ideia do feedback negativo. Quando ele analisa e indica o desempenho do coachee em determinadatarefa, deve sempre enaltecer os pontos positivos e propor melhorias no que não teve um desempenho tão bom e, desta forma, tentar novas alternativas para que o coachee consiga realizar as tarefas solicitadas. Para o acompanhamento das atividades, conhecido também como follow-up, o coach pode utilizar uma �cha de atendimento, uma pasta de arquivo físico ou eletrônico, até um drive de compartilhamento e arquivamento na nuvem. Ele também pode acompanhar o andamento das atividades, as realizações e as etapas de forma instantânea pelo Trello, um aplicativo que pode ser utilizado no computador e no celular. Atualmente, temos várias opções de aplicativos semelhantes, tanto gratuitos quanto pagos, nos quais, em tempo real, conseguimos colocar as tarefas a serem realizadas, os prazos e até gerar grá�cos que já indicam o desempenho do que foi solicitado. Os aplicativos, os documentos compartilhados em nuvem e até os formulários eletrônicos enviados por e-mail podem ser analisados antes pelo coach, a �m de veri�car a evolução e a realização das tarefas para um feedback ou orientação antes da próxima sessão de coaching. Se o coachee não tiver resistência à tecnologia, a aceleração do resultado e do aproveitamento da própria sessão de coaching chega de forma mais tangível ao objetivo pessoal e pro�ssional do coachee. Todas as formas apresentadas de acompanhamento de resultados e realização de tarefas dependem do alinhamento entre coach e coachee. Deve-se averiguar a melhor estratégia para acompanhar as realizações das tarefas, gerando indicadores de resultados para feedbacks e continuidade das atividades pelo período determinado nas Metas SMART. A�nal, qual o motivo do acompanhamento, da organização e dos indicadores de resultados? Para que o coach possa enxergar a evolução e a realização das atividades, a �m de orientar o coachee de forma assertiva a ter continuidade no processo estabelecido anteriormente ou de�nir novas estratégias que possam ser cumpridas, caso não haja entrega e realização. Por isso, a importância de ter indicadores para comprovar a validação do trabalho ou sugerir mudanças por parte do coach. O sucesso do processo de coaching individual são os resultados apontados, porque todo feedback é construtivo, desde que orientado qual o próximo passo a seguir, para que haja uma melhora na performance do coachee. Identi�cando as necessidades individuais, negociando prazos, trabalhando com um cronograma de entregas e agendas, o cumprimento das metas será uma satisfação para todos (ZARPELÃO, 2011). Está pronto para utilizar o melhor mecanismo de acompanhamento com seu coachee? Organizando as tarefas Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Seu coachee, Marco Aurélio, microempreendedor de 55 anos, está desmotivado e remarcando as suas sessões de coaching. Até a sessão que foi desenhado seu objetivo, de�nindo suas metas, ele estava mais presente, participativo, porém, agora que foram de�nidas algumas tarefas e prazos de entrega, ele vive remarcando as sessões e não se justi�ca. Para o acompanhamento e a entrega das atividades, você escolheu um aplicativo, no entanto ele não está fazendo nem acessando o checklist das atividades a serem realizadas. Agora vem a questão principal: por que ele não está realizando ou acessando as atividades no aplicativo? As remarcações são por conta do não cumprimento dos prazos, ou algo de cunho pessoal? Será que ele entendeu a ferramenta de acompanhamento das atividades? Quando o coachee não cumpre o estabelecido, surge a questão: como falar com ele, dar este feedback de forma que não se sinta mais desmotivado do que aparenta estar? O intuito é que ele veja sentido nas etapas mapeadas anteriormente e chegue ao seu propósito. Como você faria isso? É neste momento que o você, o coach, deve ter um olhar mais apurado. E, se ele não aparecer nas sessões, pegue o telefone, ligue e pergunte o que está acontecendo. Aplique a empatia e não a cobre por telefone. A ausência dele é por qual motivo? Será que, se propor a mudança do dia e do horário, ele consegue vir à sessão nesta semana? Mostre estar preocupado com ele como pessoa, e não como um cliente. Aplique a escuta ativa e crie esta conexão pessoal, a�nal, você é o coach do Marco Aurélio. Quando ele voltar à sessão de coaching depois desta comunicação humanizada por telefone, realize o feedback do acompanhamento das tarefas não realizadas, mas não questione o porquê de ele não ter feito, e sim o que o impediu de fazer. Foi o tempo? A forma de entrega? Não entendeu o porquê de fazer esta tarefa? Faça perguntas que ele responda o real motivo de forma confortável e não pressionado. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Marco Aurélio te responde que foi falta de tempo por conta do seu trabalho e porque não entendeu o aplicativo, achou muito difícil por não ter tanta familiaridade com tecnologia nem tempo de pesquisar como funciona. Tudo isso o desmotivou, mesmo sabendo que é importante cumprir os prazos e realizar as tarefas para que as sessões de coaching sejam assertivas e resultem no seu objetivo �nal, ou seja, sua realização pessoal ou pro�ssional. Veja como um mecanismo de organização de tarefas e atividades pode afetar todo o processo de coaching se não for alinhado com o per�l do coachee e, principalmente, saber ouvir o feedback dele. Neste caso, foi o Marco Aurélio que passou uma informação do que não funcionava para ele e, diante disso, só cabe a você ajustar a melhor forma deste acompanhamento a partir de agora. E o que aprendemos foi saber ouvir e fazer as perguntas corretas, com empatia. O que pode ser bom para mim não será para você. Coach e coachee alinhados é a melhor estratégia de obter sucesso durante o processo de coaching. E você está preparado para receber feedbacks de seus coachees? Videoaula: O acompanhamento e feedbacks durante o processo Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Vou apresentar neste vídeo como acompanhar o coachee de forma estratégica, para ele ter resultados por meio de um acompanhamento personalizado, fazendo uma análise de per�l do coachee desde a primeira sessão de coaching individual, para que todo o processo �ua e ele consiga realizar as metas estabelecidas, enxergando um propósito e um objetivo para realização delas. Saiba mais Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Apresento o artigo Coaching de Carreira: um estudo sobre seus resultados, que complementará os benefícios que o processo de coaching traz para os coachees. LOPES, A. M. Coaching de carreira: um estudo sobre seus resultados. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração de Empresas) – Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/11389/1/21350397.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022. Aprenda a utilizar o Trello para compartilhar atividades com os coachees. TRELLO TUTORIAL 2021. COMO USAR O TRELLO? (TRELLO TUTORIAL COMPLETO PARA INICIANTES). [S. l.: s. n.], 2021. 1 vídeo (12min27s). Publicado pelo canal André Arcas. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FTDAkH-jIao. Acesso em: 10 jan. 2022. Referências https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/11389/1/21350397.pdf https://www.youtube.com/watch?v=FTDAkH-jIao Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching DOWNEY, M. Coaching e�caz. São Paulo, SP: Cencage Learnig, 2010. LOPES, A. M. Coaching de carreira: um estudo sobre seus resultados. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração de Empresas) – Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/11389/1/21350397.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022. LOSIER, M. J. O propósito da vida. 2. ed. São Paulo, SP: LeYa, 2020. RIZZI, M.; SITA, M. Ser + em Gestão do Tempo e Produtividade: estratégias e ferramentas para atingir a excelência no dia adia. São Paulo, SP: Ser Mais, 2011. TRELLO TUTORIAL 2021. COMO USAR O TRELLO? (TRELLO TUTORIAL COMPLETO PARA INICIANTES). [S. l.: s. n.], 2021. 1 vídeo (12min27s). Publicado pelo canal André Arcas. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FTDAkH-jIao. Acesso em: 10 jan. 2022. VIEIRA, P. Decifre seu talento: guia prático para acertar na sua escolha pro�ssional. São Paulo, SP: Gente, 2019. ZARPELÃO, T. A in�uência do líder no planejamento e na produtividade da equipe. São Paulo, SP: Ser Mais, 2011. Aula 5 Resumo da aula Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Aplicando as técnicas e ferramentas de coaching no atendimento individual Ao �nal da Unidade 2, você já contava com uma base para realizar um atendimento individual de coaching de forma humanizada, criando seu diferencial, aplicando o rapport e analisando o per�l de cada coachee para que ele atinja seu objetivo pessoal e pro�ssional. Agora repassaremos alguns pontos importantes para que possamos aplicar as técnicas e ferramentas de coaching no atendimento individual e saibamos como colocá-las em ação. O poder da conexão faz toda a diferença para a realização do processo de coaching, conforme estudado na Aula 5. O primeiro atendimento é para diagnosticar a situação atual do coachee, analisar seu per�l e entender seus valores; para isso, utilize a técnica Shazan (IBC, 2013). Nesse atendimento, aplique a Roda da Vida, que é uma ferramenta de autoconhecimento. Contudo, para que o coachee se sinta confortável, aplique o rapport e crie conexão de empatia nesse primeiro atendimento. A próxima etapa é saber a situação desejada, por meio de formulários para estabelecimento de metas e objetivos que o coachee quer alcançar. O Dreamlist, ou lista de sonhos, irá orientá-lo sobre conhecer os desejos da vida pessoal ou pro�ssional de seu coachee, conteúdo disponível na Aula 6. A partir desses sonhos, você deve traçar metas mensuráveis para que ele possa atingir seu objetivo, aplicando as Metas SMART. O intuito é demonstrar que um sonho pode se tornar tangível se forem feitas as ações necessárias e desenhadas durante o processo de coaching. Todo sonho pode ser realizado, desde que seja planejado e visualizado. Para isso, utilize modelos de mapas visuais. Chegou a hora de você colocar o Plano de Ação em prática, de�nindo prioridades para que seu coachee consiga alcançar suas metas e objetivos. Através da ferramenta 5W2H, detalhada na Aula 7, você consegue estabelecer o grau de importância e urgência das realizações e atividades Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching solicitadas ao coachee. A matriz do tempo de�ne o grau de urgência e importância, a �m de determinar os prazos (sprints) a serem cobrados nas datas ou nas sessões conforme estabelecido entre você e seu coachee. Para fazer o acompanhamento das realizações de metas e atividades solicitadas, veri�que a melhor forma para que seu coachee consiga realizá-las, sempre de modo alinhado, quando necessário, e oferecendo feedbacks. Como abordado na Aula 8, desmisti�que o feedback negativo, e aplique o rapport caso o coachee não entregue uma tarefa ou realize uma meta. Não pergunte por que ele não fez o que foi solicitado, mas o que aconteceu para ele não ter feito a entrega. Identi�que se a forma de acompanhamento é que não foi adequada. Lembre-se de que você é um agente motivador, e o coachee precisa de apoio para seguir na jornada desenhada. Conforme Ru�no (2018, p. 33), “não mude de endereço. Mude de atitude. Mude de procedimento [...]”. Cada coachee é diferente, tem um per�l. Aplique a escuta ativa e o rapport e crie seu diferencial. Videoaula: Aplicando as técnicas e ferramentas de coaching no atendimento individual Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. No vídeo serão abordados os principais pontos das aulas. O objetivo é que, no processo de atendimento de coaching individual, você consiga receber e auxiliar da melhor forma o seu coachee, criando seu diferencial e aplicando sempre um atendimento humanizado, a �m de que ele atinja sua meta, pessoal ou pro�ssional, e seu objetivo. Estudo de caso Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Hoje você receberá Giovana Martins em sua primeira sessão de coaching. É uma jovem de 19 anos, residente de São Paulo, estudiosa, de família simples, que está com um dilema em sua vida: cursar a graduação em Marketing ou fazer um intercâmbio para aprimorar seu inglês, tão necessário para a área em que deseja trabalhar. Seu nível de inglês é básico, de escola pública. Caso se decida pelo intercâmbio, ela irá morar com sua tia em Londres, de modo que não será preciso pagar por estadia, bastando ajudar nos gastos de alimentação e custos do curso. Essa decisão deve ser tomada em breve, porque sua tia voltará ao Brasil em um ano. Diferentemente do que possa parecer, não é tão fácil a decisão de Giovana, porque ela ganhou uma bolsa integral na melhor universidade de Marketing do país. Porém, a instituição �ca em Porto Alegre, uma cidade que Giovana nunca visitou e onde ela não tem sequer conhecidos. Por isso, a grande questão que ronda Giovana e sua família é o que decidir fazer agora, em um curto espaço de tempo. E essa decisão impactará diretamente seu futuro pessoal e pro�ssional. Diante do exposto, você será a pessoa, o coachee, que a ajudará para que sua escolha seja a mais assertiva para este momento. Você não deve inferir seus resultados ou decisões, mas ser meticuloso durante todo o processo de coaching com Giovana. Agora, com o conhecimento das técnicas e ferramentas de coaching individual, quais seriam os processos e métodos que você realizaria para ela e sua família tomarem essa decisão? _______ Re�ita Giovana tem duas oportunidades excepcionais, porém só pode tomar uma decisão. 1. Os pais de Giovana a incentivam em qualquer decisão. Ambos trabalham, mas não conseguem arcar com todos os custos, tanto em Porto Alegre como em Londres. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching 2. Se optar pela bolsa da universidade, Giovana terá, depois de quatro anos, grandes oportunidades, devido ao nome da instituição em seu currículo. 3. O inglês é fundamental para a área de marketing. Se Giovana for agora morar com sua tia, os custos serão baixos. O dinheiro da passagem está garantido, e sua tia já arrumou até um trabalho de meio período para ajudar nos custos do curso. Resolução do estudo de caso Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Que decisão você tem em mãos, coach! Nem todos os atendimentos e direcionamentos são fáceis, preestabelecidos, e não há padrões que podemos usar em todos os casos. Principalmente, é preciso desativar a voz interior, só orientar o melhor caminho, porque a decisão sempre está com o coachee. Quando falamos de pessoas, não existe certo ou errado. O que decidimos hoje pode ser diferente amanhã. No caso de Gabriela, suas duas opções são muito impactantes, até porque são únicas, e se um dia essa jovem tiver a mesma oportunidade, ela estará em outro momento de sua vida. Seguem algumas orientações para você em relação a esse caso: 1. Use o Dreamlist. Peça para Gabriela indicar (no momento presente) o grau de importância, de 1 a 5 (cinco é mais importante), para ela: a universidade ou o intercâmbio. 2. O próximo passo é que ela preencha o 5W2H, dando ênfase para o how much, o custo, de um ano em Porto Alegre e um ano em Londres. Solicite que ela traga esses indicadores na próxima sessão. 3. Desenhe o Plano de Ação, com as prioridades para ela, e use a Matriz do Tempo para de�nir o que é urgente e importante. 4. Analise os indicadores que ela apresentar. Aplique o rapport, veri�cando como ela se comportou quando foi perguntado sobre cada opção (seusgestos, suas emoções), porque o corpo fala. 5. Reforce os caminhos que foram dados, desenhados e demonstrados, mas pergunte também: hoje, o que traz felicidade para você quando pensa em pegar a mala? Em qual portão quer embarcar: Porto Alegre ou Londres? Só Gabriela pode decidir. Você, como coach, usou todas as ferramentas e técnicas disponíveis durante o processo de coaching para orientá-la, porque as próprias respostas foi ela que forneceu, e não você que induziu. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Resumo visual Processos são feitos de etapas, e para que você tenha sucesso em seus atendimentos individuais de coaching, siga as orientações e o material disponibilizado nas aulas e nos vídeos. Não se esqueça de criar seu diferencial. Como você quer ser lembrado após cada processo de coaching �nalizado pelo seu coachee? Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura | Rota do processo individual de coaching - Fonte: elaborada pela autora. Referências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching DOWNEY, M. Coaching e�caz. São Paulo: Cengage Learning, 2010. GOLEMAN, D. Inteligência Social: O poder das relações humanas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. IBC. Instituto Brasileiro de Coaching. Self Coaching: O poder do Autoconhecimento. Goiânia: Editoração Eletrônica Grafoz, 2013. E-book. Disponível em: https://www.academia.edu/6961780/Ebook-Self_Coaching. Acesso em: 3 dez. 2021. LOSIER, M. J. O propósito da vida. 2. ed. São Paulo: LeYa, 2020. RIZZI, M.; SITA, M. Ser + em Gestão do Tempo e Produtividade: Estratégias e Ferramentas para atingir a excelência no dia a dia. São Paulo: Editora Ser Mais, 2011. RUFINO, G. O poder da positividade: os 07 princípios para blindar a sua mente e transformar a sua vida. São Paulo: Editora Gente, 2018. VIEIRA, P. Decifre seu talento: guia prático para acertar na sua escolha pro�ssional. São Paulo: Editora Gente, 2019. , Unidade 3 Técnicas e Ferramentas de Coaching de Equipe Aula 1 O processo de coaching de equipes Introdução da aula https://www.academia.edu/6961780/Ebook-Self_Coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, os estudos desta aula lhe apresentarão conhecimentos relevantes para a compreensão da formação, da interação e da dinâmica do comportamento de grupos e equipes. Para isso, você estudará a formalidade ou a informalidade da formação dos grupos, entenderá quais são as suas �nalidades e aprenderá sobre a composição das equipes a partir dos grupos. Diante disso, será possível começar a pensar nas estratégias metodológicas e de aprendizagem que um grupo ou equipe precisa para os processos coletivos de coaching. A partir da leitura, você poderá aprofundar um pouco mais seus conhecimentos e perceberá como isso fundamenta ainda mais a sua prática pro�ssional, então, aproveite e bons estudos! A dinâmica de grupos e equipes Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Os grupos podem ser reconhecidos como um coletivo de pessoas que estão reunidas para realizar atividades em prol de um objetivo comum (BANOV, 2019). Eles estão presentes em diversos cenários da vida em sociedade: nas famílias, nas instituições escolares, em igrejas, associações esportivas e nas organizações, por exemplo. A formação dos grupos acontece de maneiras distintas, e existem alguns critérios que fundamentam cada uma delas. Observe o seguinte exemplo do critério �nalidade para a formação de um grupo: o departamento de compras em uma organização é composto por pro�ssionais que têm como tarefa a realização de processos e procedimentos de compras. Esta é a �nalidade do grupo e passa a ser a o objetivo comum de trabalho individual e coletivo deste mesmo grupo. Outra característica interessante sobre a formação e a dinâmica dos grupos é relacionada à formalidade ou informalidade da sua constituição. Os grupos formais são compreendidos a partir da sua �nalidade. Veja os exemplos: os departamentos de uma empresa, uma comissão ou um comitê para resolução de problemas, como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), ou mesmo uma turma de faculdade podem ser reconhecidos como grupos formais. Esses grupos são autorizados pelas organizações em que atuam e todos os reconhecem formalmente a partir disso. Quando o critério de formação é o interesse comum dos membros, existem duas situações de formação de grupos. A formal, que reúne as pessoas por um interesse comum e é aceita e reconhecida por todos, por exemplo, um grupo de pro�ssionais que reivindica alguma melhoria para sua atuação pro�ssional; e a informal, em que o interesse comum ou até mesmo a a�nidade entre as pessoas constitui os grupos, porém nem sempre eles são conhecidos por todos, por exemplo, o grupo do happy hour ou o grupo do futebol. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Banov (2019) ainda ressalta que os grupos podem ser formados por necessidades (pelo fato da pessoa não se sentir sozinha, por status ou por algum tipo de conveniência para cada participante). A dinâmica comportamental é outra questão que merece ser estudada, pois, nos grupos, é possível perceber que as pessoas atuam de maneira individual ou coletiva, dependendo da demanda que está sendo atendida ou do resultado que se espera deles. Nem sempre os grupos são coesos e trabalham em harmonia, e os con�itos são situações diárias na gestão e no desenvolvimento de grupos. Muitas vezes, os con�itos estão relacionados aos interesses individuais dos integrantes do grupo ou, então, à relação de interdependência entre os participantes. Por exemplo, o prazo de entrega de uma atividade de um in�uencia o prazo de realização da atividade de outro. Observar esse ponto sobre interdependência existente nos grupos é fundamental para compreender a sua dinâmica (WAGNER; HOLLEMBECK, 2020). Mas, e as equipes? Qual a relação delas com os grupos? As equipes podem ser entendidas como uma variação dos grupos e que, além de possuírem objetivos comuns, apresentam em seu comportamento um grau de cooperação e sinergia que reúne os esforços de todos voltados a um único propósito. Então, podemos compreender equipe como um grupo que se comporta em cooperação, compartilhamento e foco. Banov (2019, p. 120) ressalta que “em uma equipe, a cooperação acontece naturalmente e nota- se a integração de habilidades e competências dos seus componentes. O próprio desenvolvimento do trabalho envolvendo os integrantes da equipe é o fator motivacional”. Diferentemente do grupo, que permite o comportamento coletivo ou individual dos seus integrantes quando cada um está fazendo “a sua parte”, na equipe é observada apenas a dinâmica coletiva, justamente, porque a característica dela é de uma atuação interligada entre seus membros, por exemplo, um time de vôlei durante uma partida de um campeonato. A ação de um participante interfere positiva ou negativamente no comportamento do outro e, consequentemente, no resultado do trabalho daquela equipe. De nada adianta ter um jogador que se destaca se todos os outros não conseguem atuar de modo coeso e direcionado ao propósito estabelecido. Comportamento individual e comportamento coletivo Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Neste bloco, você conhecerá alguns aspectos sobre o comportamento individual e o comportamento coletivo e como eles in�uenciam a dinâmica dos grupos. Imagine uma situação em que um grupo de trabalho está envolvido com uma entrega de um projeto com um prazo de uma semana. Cada integrante desse grupo recebeu uma demanda que terá que ser atendida individualmente, e será interpretada como entrega total do grupo o momento em que todos conseguirem cumprir individualmente suas tarefas. Lembre-se de que em grupo nem sempre um comportamento individual afeta o de outro integrante, porém pode afetar o resultado. O comportamento de um indivíduo é modulado por sua performance, ou seja, o seu desempenho. Este desempenho depende de seu potencial de trabalho e da sua aptidão de lidar com as tarefas que realiza.Assim, você pode considerar que um pro�ssional precisa saber o que faz e conhecer os aspectos daquilo que faz. Outro ponto relevante sobre o comportamento individual é a motivação em relação àquilo que se faz. O grau de interesse e de vontade naquilo que se deseja fazer é um fator primordial que modula o desempenho individual. Se você já passou por alguma experiência de trabalho em grupo em que um ou dois integrantes estão extremamente motivados e comprometidos com o que deve ser realizando enquanto os demais não têm tanto envolvimento assim, já deve ter percebido que nem sempre o comportamento individual implica o melhor resultado coletivo. Esta não pode ser uma regra, entretanto. Wagner e Hollembeck (2020) citam a teoria social de Albert Bandura, um reconhecido psicólogo social e especialista nos estudos sobre aprendizagem social, que a�rma que a autoe�cácia, um conceito criado por ele, é capaz de in�uenciar o comportamento coletivo. Observe como Bandura compreende autoe�cácia: “A autoe�cácia determina quanto esforço as pessoas despenderão e por quanto tempo persistirão diante de obstáculos ou experiências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching estressantes” (WAGNER; HOLLEMBECK, 2020, p. 123). Uma pessoa com elevado grau de autoe�cácia tem a capacidade de acreditar que ela é a protagonista das suas decisões, e isso in�uencia o seu comportamento individual e pode, de certa maneira, in�uenciar também as pessoas de seu grupo de trabalho. Ainda que o grau de in�uência de um indivíduo para o grupo nem sempre seja signi�cativo, estudos sobre o comportamento de grupos já identi�caram que o grau de in�uência social que um grupo proporciona para o indivíduo é muito maior. Esta é uma informação valiosa para a aplicação de coaching para equipes, pois conhecer esta relação de in�uência entre indivíduos e grupo ou equipes faz com que a estratégia de planejamento do processo de coaching e de aplicação de ferramentas seja adaptada à realidade de cada processo. Veja este exemplo: uma pessoa pode estar irredutível quanto a uma decisão sobre participar de uma tarefa coletiva, por não concordar com o prazo que deveria ser realizada. O líder do grupo promove uma reunião com todos os colaboradores e questiona-os quanto à possibilidade de cumprimento do prazo explicitamente, ou seja, naquele momento, todos frente a frente. Com exceção daquele colaborador, toda a equipe concorda com o prazo. A tendência daquela decisão de não concordar perante o grupo (por causa da in�uência psicológica que isso causa) pode ser um modulador para a mudança de decisão daquele colaborador. Isso não quer dizer que ele passa a concordar com o prazo, mas que, diante da decisão quase unânime do grupo sobre a possibilidade de cumprir o prazo, haveria uma pressão social para que ele também concorde com todos. Ainda de acordo com a teoria da aprendizagem social de Albert Bandura, é importante frisar que é através da in�uência social que os indivíduos do grupo aprendem uns com os outros, principalmente por meio da observação de comportamentos, e para o processo de coaching de equipes esse conhecimento é imprescindível (WAGNER; HOLLEMBECK, 2020). Assessment e a análise do per�l da equipe Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Para iniciar os processos de coaching para equipes, é bastante comum a utilização de resultados de avaliações de desempenho, registros de feedback e avaliações de per�l comportamental, quando podem ser realizadas. Todas essas ferramentas, associadas a uma entrevista especí�ca, em que é possível conhecer a história de carreira do coachee (individualmente e como equipe), compõem o que é conhecido por assessment. Para Saad (2021) o assessment é mais do que uma avaliação quantitativa baseada em grá�cos percentuais e indicadores fornecidos por instrumentos de avaliação. Segundo a autora, o momento do assessment é aquele em que o coach “abre os ouvidos” para conhecer a história de vida do coachee, conhecer suas di�culdades e progressos e como ele construiu o seu modo de atuação pro�ssional até aquele momento. Ela ainda reforça que, para coachs com um pouco mais de estudos e experiências sobre o comportamento humano, é possível realizar o assessment mesmo não tendo a formação em Psicologia, porém recomenda, em qualquer momento de dúvida sobre a compreensão do momento atual do coachee ou dos coachees em equipe, pedir uma supervisão ou até uma parceria de um pro�ssional da área de Psicologia é algo relevante e responsável para que um trabalho de excelência seja realizado. Na prática, para dar início ao processo de coaching em grupos, é necessário conhecer cada um dos seus integrantes e escutá-los enquanto grupos. Os momentos de diagnóstico, portanto, podem acontecer em dois momentos: individualmente, utilizando o assessment para isso, e coletivamente, em reuniões dinâmicas e com registros de informações sobre o cenário em que todos estão inseridos e convivendo. Uma importante ferramenta para coletar estas informações é o Feedback 360°. Segundo Saad (2021, p. 121), “ele contribui para a identi�cação de habilidades, competências, atributos e comportamentos que são fortes, bem como aqueles que precisam ser desenvolvidos”. Além Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching disso, tem uma característica interessante: é composto por várias avaliações, coletando a percepção de diversas pessoas sobre o seu desempenho. Com essa ferramenta, o desempenho é medido a partir da: Autoavaliação. Avaliação da liderança. Avaliação dos pares (colegas de trabalho diretos). Avaliação de clientes e fornecedores. Avaliação de colegas de trabalho indiretos (de outros departamentos). Você consegue perceber como é rica essa percepção de múltiplos olhares sobre o desempenho de uma pessoa? A partir dessas informações e da entrevista com os coachees, o mapeamento do estado atual tem a tendência de ser o mais rico possível em informações, possibilitando ao coach um planejamento de estratégias adequadas ao processo de desenvolvimento daquele grupo. Segue mais um ponto para o seu conhecimento para a preparação e o início dos processos de coaching em equipe: nada de pensar que o trabalho do coach será de tentar “padronizar” comportamentos de um grupo. Nada disso! A intenção dos processos de coaching de grupos e equipes é conhecer a diversidade de potencialidades e de restrições que o grupo apresenta e, a partir desses conhecimentos, criar um plano de trabalho em que cada um possa se desenvolver dentro da expectativa de desempenho esperada daquela equipe em questão. Cabe ao coach identi�car os possíveis entraves de relacionamentos, con�itos de interesse e interdependência existentes naquele grupo, os níveis de conhecimento e as habilidades e mapear o que será possível desenvolver naquele processo. É preciso ser consciente de que as pessoas possuem diferenças em suas crenças, ideologias, intelectualidade, experiências de vida e interesses pessoais. Conhecer essas nuances e utilizar as suas capacidades técnicas e intuitivas permitirá que o coach proponha um processo bastante alinhado à realidade e à necessidade de cada equipe. Videoaula: O processo de coaching de equipes Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Prezado estudante, na videoaula a seguir, você conhecerá mais sobre a preparação para iniciar os processos de coaching em momentos coletivos: para grupos ou equipes. Para isso, você será apresentado a alguns estudos sobre o comportamento das pessoas de modo individual e coletivo e verá aspectos sobre as relações de in�uência entre as pessoas e Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching como a aprendizagem social é um fator que propicia o aprimoramento individual e grupal. Na trilha dos assuntos do vídeo, você terá acesso a algumas dicas e orientações que complementarão os estudos deste livro digital. Você aceita este convite? Bons estudos!Saiba mais O vídeo indicado é do canal Minutos Psíquicos e apresenta algumas ideias sobre grupos sociais e grupos não sociais. Além disso, mostra alguns resultados de pesquisas sobre in�uência social e vieses grupais e como as nossas decisões podem ser impactadas por eles. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fewuAz-ckuA. Acesso em: 09 fev. 2022. Referências https://www.youtube.com/watch?v=fewuAz-ckuA Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching BANOV, M. R. Comportamento organizacional: melhorando o desempenho e o comprometimento no trabalho. São Paulo, SP: Atlas, 2019. SAAD, E. Coaching na prática. Curitiba, PR: Intersaberes, 2021. WAGNER, J. A.; HOLLEMBECK, J. R. Comportamento organizacional. 4. ed. São Paulo, SP: Saraiva Educação, 2020. Aula 2 Diagnóstico da situação atual Introdução da aula Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, nesta aula, você aprenderá quais são as ações iniciais do coach para se preparar e planejar o coaching direcionado para equipes. Você verá que existe uma complexidade que diferencia um pouco o coaching individual do coletivo pelas múltiplas perspectivas e expectativas que permeiam este processo. Existe a visão gerencial da organização, a visão da própria equipe e a ótica de cada integrante da equipe. Esta multiplicidade de perspectivas se torna o foco para o planejamento do processo de coaching, pois ela deve estar alinhada em relação a um objetivo ou propósito que a equipe deve atingir durante o desenvolvimento. Durante a leitura, você conhecerá algumas sugestões de estratégias que poderão guiar o coach para a elaboração dos seus processos de coaching de equipes. Bons estudos! Identi�cação e alinhamento das metas individuais e coletivas Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O coaching para equipes tem como principal intenção a condução de todo o empenho de uma equipe para que seja possível atingir um objetivo comum. O papel do coach para esta atividade é identi�car qual é o cenário atual em que a equipe está inserida e o que se espera como desempenho e resultado ao �nal deste processo. Se você estiver pensando: “se o coaching individual exige um processo estruturado, com agendas e cronogramas de tarefas e acompanhamento do coach, em equipe é da mesma maneira?”. A resposta é sim, o processo é conduzido com a mesma metodologia. Leve em consideração a mesma ideia: o coaching tem o foco em resultados e, para atingi-los, é necessário �xar objetivos e metas para seguir um caminho até ele. Quando o processo é coletivo, a complexidade de algumas etapas do coaching tende a se ampli�car, então cabe ao coach, primeiramente, compreendê-la, pois ela pode estar modulada pelas variações do comportamento individual em relação ao comportamento social. Condições, como o escopo de trabalho, o contexto e os processos do trabalho, também são fatores moduladores do comportamento das equipes, conforme evidencia Robbins (2015). Diante dessa complexidade, o início do processo do coaching de equipes deve pressupor um levantamento de informações sob as perspectivas da gestão, da própria equipe e dos próprios integrantes. As observações coletadas sob essas três óticas poderão oferecer ao coach os primeiros alinhamentos em relação ao que se deseja obter como resultado no processo de coaching e quais estratégias deverão ser estabelecidas para a caminhada de desenvolvimento prevista. Esse levantamento de informações poderá acontecer por intermédio de relatórios e indicadores sobre a performance da equipe; entrevistas com a gestão ou a liderança direta; entrevistas com a equipe reunida e entrevistas individuais, quando for o caso. Quando a coleta de informações iniciais acontece desse modo, é possível caracterizar o cenário existente, encontrar os Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching alinhamentos (ou a falta deles) e as lacunas (os gaps) que poderão ser abordadas no processo de coaching como um dos aspectos para o desenvolvimento necessário. Em cada processo de coaching de equipes, uma ou outra etapa pode ser adaptada, ampli�cada ou substituída, de acordo com a metodologia de coaching a ser utilizada, porém há informações primordiais que devem estar presentes para o diagnóstico da situação atual. Observe, no esquema a seguir, quais são elas. Figura 1 | Informações para o início do processo de coaching em equipes - Fonte: elaborada pela autora. As informações fundamentais competem ao próprio processo de coaching, iniciando pelos objetivos e pelas metas, seguidos das competências das tarefas e das competências que a equipe apresenta em relação a essas competências. O olhar especialista do coach precisa estar predisposto para reunir e alinhar as expectativas da organização, da equipe e de cada membro em um único propósito. Como informações complementares, o coach pode sugerir ou requisitar à organização a avaliação de per�l comportamental dos integrantes da equipe e o descritivo de cargos, para análise do alinhamento entre o per�l que o integrante apresenta em relação ao cargo e à função que ocupa. Pode também realizar a análise do per�l comportamental da liderança, para a análise deste alinhamento de competências e per�s de comportamento, e, se for o caso, um mapeamento dos processos estabelecidos que aquela equipe participe, para que sejam conhecidos os �uxos, as complexidades e até as competências requisitadas para executá-los. Você percebe agora que, diferentemente do processo inicial do coaching individual, o coaching de equipes pode requisitar uma atuação mais ampli�cada e um repertório analítico e articulado Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching do coach? No próximo bloco, você conhecerá um pouco mais sobre este momento de fundamental importância para este processo. Mapeamento da situação atual: design thinking e brainstorming Caro estudante, a partir dos conceitos apresentados sobre o início do processo do coaching de equipes, você pode estar se perguntando: como e por onde começar o levantamento de informações? A sugestão de se usar a entrevista como uma das técnicas para essa atividade tem algumas vantagens, no sentido de ela ser de fácil elaboração e aplicação pelo coach, que poderá planejá- la considerando desde o tipo de entrevista até o tempo de duração para aplicá-la. A entrevista pode ser estruturada, ou seja, com questões roteirizadas e com padrões de resposta, como múltipla escolha, ou abertas, de forma dissertativa; semiestruturada, em que parte das questões forma um roteiro, com a possibilidade de oferecer aos respondentes um momento de livre exposição sobre o tema proposto; não estruturada, a qual parte de uma temática inicial, e o entrevistado, livremente, faz sua explanação sobre suas impressões, seus sentimentos e suas opiniões, que deverá ser registrada pelo coach de alguma maneira (por áudio, texto, vídeos, etc.). O trabalho em sequência é organizar todos os resultados obtidos com as entrevistas através de transcrições, tabulações, grá�cos ou mesmo a análise dos discursos obtidos, para que seja Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching possível compreender o cenário em que a equipe está inserida naquele momento. Parece bastante trabalhoso, não é? Geralmente, a entrevista é um tipo de trabalho criterioso e, por vezes, solitário, porém é uma estratégia de ação imediata para os casos que precisam ter um pronto início e funciona muito bem quando é aplicada individualmente. Quando o caso é colher opiniões coletivamente, a entrevista nem sempre pode ser a melhor estratégia, pois, como você já estudou a respeito do comportamento em grupo, a in�uência de um coletivo poderia ofuscar ou até mesmo reprimir algumas opiniões quando todos estão expostos ao mesmo tempo para serem escutados (e muitas vezes sentem-se sob julgamentos também). Suponha que o coach promova uma reunião com toda a equipe para ouvi-la sobre a situação na qual estão vivenciando con�itos e desalinhamento de metas e interesses, por exemplo. Nem sempre as pessoas se sentirão confortáveis para expor o quegostariam diante do grupo. E ouvir um grupo de uma única vez é algo interessante para perceber qual é a sua visão de todos enquanto um coletivo. Para isso, outras técnicas poderiam ser utilizadas. Veja, a seguir, as sugestões para se utilizar nessas situações. Design Thinking é conhecida como uma metodologia de “pensar em grupo” (BROWN, 2020, p. 34) e utilizada para situações que requisitam criatividade e solução de problemas e interação entre as ideias e os participantes. Geralmente, o ambiente em que se aplica o Design Thinking promove uma dinâmica entre diálogos, registros de informações de maneira aleatória por meio de �xação de post it e elaboração de mapas visuais de informações organizadas conforme a avaliação e o julgamento de todos. O coach, neste momento, torna-se um facilitador deste processo, instigando os participantes a re�etirem sobre os tópicos que serão necessários para o levantamento de informações iniciais. Observe a �gura a seguir, que representa um desses momentos que poderão acontecer em reuniões como a sugerida. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 2 | Aplicação do Design Thinking - Fonte: Pixabay. Com esta proposta, a intenção é criar um momento mais agradável e propício às contribuições que a equipe poderá oferecer de modo mais espontâneo e com o mínimo de julgamentos pessoais, conseguindo como resultado a criação de um cenário em conjunto, em que todos, mediados pelo coach, conseguirão validar a situação existente. Neste caso, o trabalho do coach é organizar os registros já elaborados dentro da própria reunião para compor o seu próximo passo, que seria um plano de trabalho. Quando não for possível a aplicação do Design Thinking e se a entrevista for o método mais restrito para a coleta de informações, ainda haveria uma modalidade a ser aplicada, que é a técnica de Brainstorming, que consiste em um momento descontraído entre a equipe e o facilitador, no qual as ideias e opiniões poderão ser oferecidas dentro de algum contexto proposto, como uma pergunta-chave, e que as pessoas possam fazer sugestões sobre o cenário a ser composto. O Brainstorming poderá ter variações, por exemplo, ser aplicado de modo oral ou por escrito. A maneira de aplicação dependerá da organização e prática do coach no uso da técnica e da predisposição da equipe em contribuir para que a atividade seja realizada. Planejamento das trilhas de desenvolvimento Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A partir do momento de composição do cenário atual junto à equipe, o coach dará início ao planejamento do processo de coaching, reunindo todas as informações obtidas até aquele momento. Observe, na �gura a seguir, o esquema visual que reúne todas as etapas estudadas nesta aula. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 3 | Do diagnóstico ao planejamento do processo de coaching - Fonte: elaborada pela autora. Lembre-se de que a proposta do coaching em equipes é a de conduzir aquele coletivo de pessoas para um resultado desejado, por meio da somatória do potencial daquele grupo. Portanto, não é intenção do processo de coaching de equipes qualquer tipo de nivelamento de competências entre as pessoas, até porque padronizar comportamento é algo utópico, ou seja, fantasioso para ser realizado na prática. Para elaborar o planejamento de uma “trilha de aprendizagem” de uma equipe, o coach poderá elaborar a organização conforme cada situação. Veja só alguns exemplos: Por desenvolvimento de competências técnicas (hard skills): aconteceria se, durante o processo de diagnóstico da situação atual, o coach identi�car que seria necessário o desenvolvimento de algumas competências técnicas, pois a falta delas na equipe, de um modo coletivo, afetaria os processos e as tarefas que não são executados satisfatoriamente e as metas não conseguiriam ser atingidas. Haveria, então, a programação de desenvolvimento de tais competências, para que a equipe, durante o processo de coaching, aprenda, treine e desenvolva o que foi identi�cado. Por desenvolvimento de competências humanas (soft skills): aconteceria se, durante o processo de diagnóstico, fossem identi�cadas as competências humanas que afetariam o desempenho e o resultado da equipe. São exemplos de soft skills: a comunicação, a gestão de con�itos, a �exibilidade e a colaboração. Neste caso, o coach elaboraria um plano de desenvolvimento das competências a serem desenvolvidas e organizaria um cronograma de treinamentos para que, junto à equipe, aplique treinamentos e proponha exercícios e tarefas individuais e coletivas para desenvolvê-las. Por desenvolvimento de competências socioemocionais: neste caso, a identi�cação poderia estar relacionada ao desenvolvimento individual, quando as competências a serem desenvolvidas fossem direcionadas ao foco, à determinação, à auto-organização e à gestão do tempo; à equipe, quando fossem competências relacionadas ao engajamento com os outros, à empatia e ao trabalho em cooperação; às tarefas, quando fosse necessário desenvolver pensamento complexo, criatividade e resolução de problemas, por exemplo. Por mapeamento de processos ou tarefas: a partir da identi�cação de um determinado processo ou de tarefas especí�cas, o coach poderia criar um plano de orientação e treinamento, para que a equipe adquira os conhecimentos necessários e vivencie experiências para aprimorar o seu desempenho em relação aos resultados desejados. Por temas especí�cos: quando o caso identi�cado apontar para um assunto especí�co que precisa ser desenvolvido com a equipe, por exemplo, comunicação interna, então o plano de desenvolvimento contaria com a elaboração de estratégias de aprendizagem e treinamentos, para que a equipe possa adquirir tais conhecimentos e plica-los em sua prática. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Todos os exemplos citados como sugestões de organização de trilhas de aprendizagem são possibilidades que o coach poderia desenvolver como plano de ação em direção a uma situação desejada e que será acompanhado, gradativamente, pelo coach, de acordo com um cronograma projetado. Os resultados apresentados pela equipe guiarão o coach para o direcionamento da intervenção necessária para acrescentar técnicas, práticas ou mesmo aprofundar conhecimentos. Videoaula: Diagnóstico da situação atual Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Caro estudante, nesta videoaula, você está sendo convidado para aprender como deve ser preparado e planejado o processo de coaching de equipes e compreender que, mesmo sendo em equipes, o processo segue a mesma intenção de aprimoramento do desempenho das pessoas por meio do desenvolvimento de potenciais e da compreensão das interferências que possam existir nos times de trabalho. Então, é só seguir! Bons estudos! Saiba mais Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O texto Educação para o Século XXI apresenta de uma maneira clara e objetiva quais são essas competências e a importância do desenvolvimento delas na atualidade, considerando o cenário digital e social de aprendizagem tanto para crianças como para adultos. EDUCAÇÃO para o século XXI. Porvir, 2021. Disponível em: https://socioemocionais.porvir.org/. Acesso em: 17 dez. 2021. O artigo Soft e hard skills: quais competências e habilidades importam no recrutamento apresenta uma mescla de textos e vídeos que exempli�cam as hard e soft skills e a importância de desenvolvê-las para o melhor desempenho no mundo pro�ssional. COLAÇO, J. Soft e hard skills: quais competências e habilidade importam no recrutamento. Na Prática, 2021. Disponível em: https://www.napratica.org.br/soft-skills-e-hard-skills- recrutamento/. Acesso em: 17 dez. 2021. Referências https://socioemocionais.porvir.org/ https://www.napratica.org.br/soft-skills-e-hard-skills-%20recrutamento/ https://www.napratica.org.br/soft-skills-e-hard-skills-%20recrutamento/Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching BANOV, M. R. Comportamento organizacional: melhorando o desempenho e o comprometimento no trabalho. São Paulo, SP: Atlas, 2019. BROWN, Tim. Design Thinking – Edição Comemorativa 10 anos. [Digite o Local da Editora]: Editora Alta Books, 2020. 9788550814377. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788550814377/. Acesso em: 09 fev. 2022. COLAÇO, J. Soft e hard skills: quais competências e habilidade importam no recrutamento. Na Prática, 2021. Disponível em: https://www.napratica.org.br/soft-skills-e-hard-skills- recrutamento/. Acesso em: 17 dez. 2021. EDUCAÇÃO para o século XXI. Porvir, 2021. Disponível em: https://socioemocionais.porvir.org/. Acesso em: 17 dez. 2021. ROBBINS, S. P. Lidere & Inspire: a verdade sobre a gestão de pessoas. São Paulo, SP: Saraiva, 2015. SOUZA, A. C. A. A.; LESSA, B. de S. Coaching e carreira. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2019. Aula 3 Situação desejada: Desenvolvendo o potencial da equipe Introdução da aula https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788550814377/ https://www.napratica.org.br/soft-skills-e-hard-skills-%20recrutamento/ https://www.napratica.org.br/soft-skills-e-hard-skills-%20recrutamento/ https://socioemocionais.porvir.org/ Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, esta aula foi preparada com a intenção de lhe apresentar as estratégias e metodologias utilizadas para a aprendizagem e o desenvolvimento de equipes. Você conhecerá os aspectos fundamentais para preparar momentos de aprendizagem, como cursos e treinamentos, e algumas estratégias e técnicas didáticas para a prática na facilitação de grupos. Além da didática, você terá a oportunidade de estudar sobre os elementos essenciais do diálogo, instrumento de comunicação e conexão de pessoas no âmbito social. Para o coach, aprender sobre as práticas didáticas para a condução da aprendizagem em equipes é algo de extremo valor, pois é a partir delas que as ações planejadas para a mudança do comportamento esperado aconteçam. Desejo a você um excelente estudo! Treinamento e desenvolvimento de competências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, nesta unidade, o seu aprendizado está no campo da prática do desenvolvimento das pessoas, sendo o treinamento e o desenvolvimento uma das estratégias fundamentais que o coach precisará desenvolver para isso. As técnicas de treinamento de equipes podem variar de acordo com a necessidade de competências a serem aprimoradas (mais focadas em conhecimentos, em habilidades ou em atitudes), e a escolha das possibilidades fará parte da composição da estratégia instrucional que o coach de�nirá. Para treinamentos conceituais de longo prazo, ou seja, com carga horária mais ampla, a estratégia pode ser formulada em modalidade de cursos. Já uma intervenção pontual e mais prática, que envolve poucas horas de treinamento e mais orientada para a prática, pode ser realizada na modalidade de o�cinas. Algumas intervenções instrucionais, entretanto, que preveem algo mais experimental, podem ser realizadas em modalidades de vivências, em que o grupo vivencia situações, por exemplo. As trilhas de aprendizagem poderão ser compiladas por um combinado de estratégias e de metodologias de aprendizagem que façam sentido àquilo que se deseja desenvolver. Veja essa suposição: determinado processo de coaching em equipe para aprimoramento da comunicação interna da equipe. Se algumas falhas ou maneiras escolhidas para a comunicação não estão apresentando resultados e o coach escolher um curso teórico instruindo o que deveria ser praticado, porém sem a prática do que está instruindo – uma simulação, por exemplo –, pode ser que, no dia a dia, mesmo com um exercício estabelecido, a prática não aconteça como se esperaria. A combinação de metodologias de aprendizagem e estratégias (cursos, palestras, o�cinas, vivências) presenciais ou on-line oferecem maior probabilidade de conversão em resultados. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Kanaane e Ortigoso (2018) sugerem as dinâmicas de grupo, os jogos vivenciais e as simulações como práticas metodológicas para os treinamentos de equipes. Poderiam ser acrescentados a essa lista os estudos dirigidos, os estudos de caso e os exercícios para resolução de problemas em grupo. Segundo os autores, essas metodologias são consideradas “metodologias ativas” de aprendizado, em que os indivíduos que aprendem são protagonistas do ato de aprender, o qual é mediado por um facilitador (neste caso, o coach). Observe o que os autores explicam sobre as características e �nalidades das metodologias ativas aplicadas ao processo de aprendizagem em treinamento e desenvolvimento de pessoas: [...] as metodologias ativas de aprendizagem centram-se em abordagens que consideram, de maneira dinâmica e interativa, o processo de desenvolvimento de competências e habilidades. Em um mundo competitivo, as metodologias ativas de aprendizagem fortalecem o processo colaborativo e a interdisciplinaridade, buscando abranger o ser humano integral e suas múltiplas interações com o macroambiente, em um processo dinâmico, ético e centrado no desenvolvimento sustentável. (KANAANE; ORTIGOSO, 2018, p. 94) Alguns fatores pontuados a seguir incidem na escolha da estratégia e das metodologias mais dinâmicas de treinamentos, como os jogos ou as dinâmicas, conforme Kanaane e Ortigoso (2018). São eles: Figura 1 | Fatores de planejamento para jogos e treinamentos - Fonte: Kanaane e Ortigoso (2018, p.95-97). Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A escolha e a composição das estratégias de aprendizagem e das metodologias estarão vinculadas aos tipos de competências mapeadas: hard skills, competências técnicas ou soft skills, competências humanas e competências socioemocionais. Técnicas de diálogo e mediação de con�itos A conexão entre facilitador e equipes desde o primeiro encontro acontece através da comunicação interpessoal. A comunicação não verbal é a primeira que acontece quando todos se conhecem pessoalmente ou virtualmente. Esse tipo de comunicação é automático ao ser humano e considera o modo que as expressões vocal, facial e corporal são utilizadas, além da organização do conteúdo que é transmitido. Por isso, uma das principais técnicas e posturas a ser compartilhada pelo coach enquanto um facilitador de treinamentos no momento de desenvolvimento das equipes são as técnicas de diálogo. E o que pressupõe o diálogo? Será que é claro para você? Muitas pessoas pensam que para dialogar é importante saber conversar e ter uma postura ao se posicionar, porém, muito antes do que falar, o diálogo enquanto uma técnica de comunicação humanizadora requer a escuta como a principal prática e, depois, a fala. Para dialogar, é necessário saber escutar. Para escutar, é necessário um ambiente propício para que as partes estejam em cooperação e, claro, à disposição de todos para aprenderem a lidar com essa novidade (para muitos é novidade). Matos (2015, p. 1) a�rma que “dialogar signi�ca argumentar com embasamentos consistentes, respeito mútuo, precisão de informações e autocrítica.” Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O mesmo autor reforça que é necessário estar aberto ao diálogo e apresenta uma síntese para isso: saber ouvir; saber dar e receber feedback; ter interesse pela opinião dos outros; compartilhar informações, conhecimentos e ideias; respeitar as diferenças; conviver criativamente com as diversidades. (MATOS, 2015, p. 3) Observe, portanto, que muitas vezes será necessário até para o coach desenvolver as competências para utilizar o diálogo como meio para conseguir a conexão entre as pessoas durante os momentos de aprendizagem, como os treinamentos, os cursos e as orientações. O diálogo pode ser estabelecido entre duas pessoas, mas também pode acontecer entre três ou mais. Aliás, até em grandes grupos, com 30, 50 ou mais pessoas. Para cada situação, haverá uma preparação e uma condução diferente, mas a essência desta açãoé a mesma: ouvir o que a outra parte tem a dizer e apresentar os seus argumentos, sempre com o princípio de que não é necessário uma disputa de opiniões, e sim a escuta das argumentações. Em duplas, é ideal que as pessoas estejam frente a frente, em pé ou sentadas, e sempre com contato visual. Tente imaginar esta cena e altere essa con�guração sugerida para perceber como pode ser estranho escutar alguém sem olhá-la nos olhos, ou não estar frente a frente. O diálogo pode não acontecer da melhor maneira, mesmo tendo um conteúdo importante. Já em grupos, pequenos ou grandes, sempre que possível, é relevante propiciar um ambiente em que as pessoas estejam em círculo e que todos possam se ver e perceber as expressões faciais e corporais dos outros. Outro fator importante para o diálogo em grupos é ter uma �gura de uma pessoa mediadora. A mediação é um papel que pode ser assumido pelo coach, por exemplo, e este agirá como um terceiro durante os momentos dialógicos, sendo responsável por estimular as re�exões, registrar as informações relevantes, controlar o tempo de duração das atividades e proporcionar momentos em que todos possam participar e interagir. O diálogo é um instrumento de comunicação que permeia todos os momentos de relação entre as pessoas durante o processo de aprendizagem. Esses momentos podem ser harmônicos e de entendimento coletivo, como também podem ser con�ituosos e de disputa de opiniões e posicionamentos. Para as situações de con�itos, o coach deverá atuar sempre como um mediador, sem opinar ou fortalecer uma das partes. As técnicas de diálogo, quando bem utilizadas, conduzem a equipe para o compartilhamento das opiniões con�itantes, para que sejam apresentadas e discutidas entre os integrantes quando for o caso. Como resultado desse processo, espera-se que alguns alinhamentos possam acontecer, ou que novas ideias possam surgir. Técnicas para aprendizagem em equipes Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Você já deve ter percebido que, para o desenvolvimento das equipes, a prática exige uma atuação facilitadora do coach. E você sabe o porquê de facilitar o processo de aprendizagem? Porque a aprendizagem acontece em nível individual, a partir das experiências, das vivências e dos estudos das pessoas. Para que o coach possa atuar como agente facilitador nos processos de aprendizagem, é importante que ele conheça algumas metodologias e técnicas pedagógicas, as quais lhe permitirão criar estratégias adequadas para cada projeto. A seguir, você conhecerá algumas dessas metodologias reconhecidas para a aprendizagem em equipes: Problem Based Learning (PBL), ou Aprendizagem Baseada em Problemas: é uma metodologia de aprendizagem ativa, cujo foco não está na �gura do professor ou do facilitador, mas, sim, no protagonismo do aprendiz durante o processo de desenvolvimento (FREZATTI, 2018). Nos estudos de Frezatti (2018), a resolução de problemas é o centro da atividade de aprendizagem, organizada a partir de conhecimentos e pequenos grupos de aprendizagem propostos pelo facilitador. Em treinamentos, é possível preparar estudos de caso com antecedência ou mesmo criar situações a serem resolvidas a partir da equipe e iniciar as práticas de soluções na interação com os integrantes. Aprendizagem Baseada em Projetos: nessa modalidade, a intenção é de que os aprendizes se disponham a lidar com a elaboração de propostas a partir de situações do mundo real (BENDER, 2014). Para elaborar os projetos, há a criação de grupos ou equipes de trabalho Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching que escolherão as metodologias necessárias para a elaboração de projetos e a apresentação coletiva de propostas de trabalhos. A aprendizagem, consequentemente, acontece a partir desta experiência. Observe, na Figura 2, algumas etapas da Aprendizagem Baseada em Projetos nos estudos de Bacich e Moran (2017): Figura 2 | Aprendizagem baseada em projetos - Fonte: Bacich e Moran (2017, p. 112). Storytelling, ou “contação de histórias”: é uma prática que pode ser utilizada nos momentos de aprendizagem em equipes para o compartilhamento de histórias vivenciadas pelos integrantes do grupo. Essas histórias têm como objetivo entreter, inspirar, convencer ou ensinar pessoas a partir das vivências de outras pessoas (ARRUDA, 2019). Em muitas situações, é importante criar um ambiente de diálogo, para que as pessoas possam compartilhar situações em que as coisas deram certo ou não. Nessas trocas, é possível compartilhar situações de aprendizagens para a criação de planos de ação, visando ao atingimento de metas e objetivos. Independentemente da estratégia ou metodologia escolhida para o planejamento da aprendizagem das equipes, a intenção de desenvolver equipes é colocá-las em ação, protagonizando as situações dentro do processo de coaching, para que possam executar os combinados dos planos de ação e acompanhar as métricas de expectativas e realização (ou seja, os resultados obtidos). Videoaula: Situação desejada: Desenvolvendo o potencial da equipe Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Prezado estudante, neste vídeo, você conhecerá algumas perspectivas interessantes sobre o momento de aprendizagem coletiva, que acontece de maneira diferente da individual. Será possível conhecer alguns aspectos sobre treinamento e desenvolvimento de pessoas e as técnicas que poderão apoiar o trabalho do coach durante o processo de aprendizagem. Você perceberá como foi importante ter conhecido os estudos sobre o comportamento em grupo, já agora que chegou a hora da prática. Bons estudos! Saiba mais O livro Storytelling apresenta uma reunião do depoimento de 50 pessoas que utilizam a prática de contar histórias como ferramenta para ensinar e inspirar pessoas a partir de suas próprias experiências. É uma obra atual e com muitas ideias para a prática desta técnica em processos de desenvolvimento. GALLO, C. Storytelling. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2019. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A obra indicada a seguir apresenta a abordagem mais moderna da aprendizagem baseada em projetos, na visão da proposta do protagonismo em aprender em experiências coletivas. BACICH, L.; HOLANDA, L. STEAM em Sala de Aula: a aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimentos na educação básica. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2020. Referências ARRUDA, R. Comunicação Inteligente Storytelling. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2019. BACICH, L.; HOLANDA, L. STEAM em Sala de Aula: a aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimentos na educação básica. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2020. BACICH, L.; MORAN, J. Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2017. BENDER, W. N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Porto Alegre, RS: Penso, 2014. FREZATTI, F. et al. Aprendizagem baseada em problemas (PBL): uma solução para aprendizagem na área de negócios. São Paulo, SP: Atlas, 2018. GALLO, C. Storytelling. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2019. KANAANE, R.; ORTIGOSO, S. A. F. Manual de Treinamento: como desenvolver programas de capacitação, treinamento e desenvolvimento do potencial humano. São Paulo, SP: Atlas, 2018. MATOS, G. G. D. Comunicação Aberta: desenvolvendo a cultura do diálogo. Barueri, SP: Manole, 2015. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Aula 4 A Liderança coach Introdução da aula Prezado estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de adquirir os conhecimentos elementares para compreender como a liderança no estilo “líder coach” atua em relação às equipes e aos resultados obtidos a partir da alta performance. Para isso, os assuntos abordados precisam fazer parte de um conjunto de práticas de liderança, como a comunicação assertiva, o estabelecimento de uma sistemática de feedbacks e a formaque o líder pode e deve desenvolver habilidades humanas e sociais. A partir disso, você perceberá uma diferença importante entre o processo de coaching de equipes e liderar equipes no estilo “líder coach”, pois, nesta liderança, a prática das técnicas de coach tornam-se instrumentos diários de condução e desenvolvimento das pessoas. Desejo a você uma excelente leitura! A comunicação assertiva Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Caro estudante, esta aula lhe apresentará os conhecimentos essenciais para a liderança coach. Esse estilo de liderança é reconhecido por ter como princípios fundamentais o resultado que a equipe deve entregar e o desenvolvimento das competências necessárias no processo de se atingir esse resultado. Para conduzir equipes de alto desempenho, ou seja, com uma performance alinhada aos objetivos e às metas organizacionais, o líder coach pode se valer dos conhecimentos e das técnicas de coaching, visando ao aprimoramento e ao alinhamento da equipe sempre que necessário. Diferentemente do processo de coaching, em que há o estabelecimento de um objetivo e um plano de ação para se atingir os resultados, na liderança coach, não há um processo sistemático e com cronogramas estabelecidos. A prática da liderança coach ocorre no cotidiano do líder e de sua equipe, e o instrumento principal que os conecta é a comunicação. Para o líder coach, a habilidade de se comunicar de maneira assertiva é exercício diário e requer do pro�ssional uma atenção a todos os aspectos da sua habilidade em se comunicar: as expressões corporal, facial e vocal, assim como a clareza e a objetividade na organização do seu pensamento e da sua fala. A assertividade é uma característica que se relaciona à segurança – estar seguro, sabe? – e, para ser assertivo, é preciso se sentir assertivo. A comunicação do líder com a sua equipe tem como função a conexão entre os objetivos e as entregas que deverão ser realizadas, e cabe ao líder oferecer suporte e feedbacks sempre que necessário, para alinhar o desempenho ao resultado esperado. A assertividade na comunicação da liderança pode estar presente: Na comunicação oral. Na comunicação escrita, objetiva e clara. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Nos momentos de orientação e explanação de objetivos e metas. Blanchard (2019, p. 21) reforça que o líder faz parte da equipe e não deveria ser um pro�ssional destacado dela. Segundo o autor, “as práticas de liderança dão apoio à cooperação e ao envolvimento”. Para isso, a atuação do líder tem como missão ajudar os outros a ter uma visão de conjunto. Age como professor e aprendiz por toda a vida. É visível em sua liderança e tem a força para se manter �rme quanto a decisões e valores estratégicos nos negócios. Ele mantém a energia de todos focada no alvo da excelência. Para que o líder seja assertivo, é necessário estabelecer um relacionamento de con�ança entre ele e a equipe. Esta é a mesma intenção dos processos de coaching. Você já aprendeu que, para a abertura de processos de coaching, o fator con�ança é a amálgama entre coach e coachee, e para o desenvolvimento de uma equipe não é diferente. Por isso, não se espera apenas carisma do líder, mas que sua conduta e suas ações estejam alinhadas à sua prática. Esta conduta, portanto, estará fundamentada nos conhecimentos, nas habilidades e nos princípios e valores éticos e morais da liderança. O exemplo é um elemento altamente comunicador aos liderados, e o líder deve reconhecer essa particularidade para compreender o seu papel e a sua função junto à atuação da equipe. Estabelecendo a sistemática de feedbacks Você já passou por alguma situação em que, ao realizar uma determinada atividade, �cou aguardando que alguém con�rmasse, avaliasse ou mesmo corrigisse o que foi executado? Na Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching escola, em casa ou no trabalho? Pois é, esta é a ideia fundamental do que se denomina prática de feedbacks. Conforme Missel (2017, p. 11), “o feedback é a troca de observações entre o gestor e o funcionário sobre o desempenho no trabalho. Dessa forma, o gestor encoraja o pro�ssional a melhorar, continuar ou desenvolver determinado comportamento”. Considerando que o ser humano é um ser social, ou seja, que convive em sociedade, ser reconhecido pelo outro é um dos moduladores de atitudes na vida pessoal e pro�ssional. Isso signi�ca dizer que a validação das atitudes pelo outro é algo importante de se oferecer e de receber, para que em algumas situações seja possível compreender se aquilo que se espera é o que está sendo realizado – e da melhor maneira. Observe situações que acontecem no mundo corporativo sobre a ausência de alguma sistemática de feedbacks: Quando um pro�ssional não recebe retorno sobre seu trabalho e imagina que isso acontece porque seu gestor está satisfeito com seu desempenho, pode estar enganado. Muitos líderes têm di�culdade em chamar seus funcionários para falar quando as coisas não andam bem. A reclamação mais frequente dos pro�ssionais dentro das empresas é que não sabem se estão desempenhando bem suas funções nem qual é a opinião dos superiores a respeito de sua performance. (MISSEL, 2017, p. 27) Para se estabelecer, então, uma sistemática de feedbacks pelo líder coach, é preciso conhecer algumas informações iniciais. Existem alguns tipos de feedbacks: Formais: em algumas organizações, existem períodos de feedbacks que devem ser realizados e registrados, por exemplo, em sistemas de gestão de gente. Em alguns casos, essa prática pode ser mensal, trimestral, semestral ou até anual. Geralmente, esse tipo de feedback está atrelado à avaliação de desempenho, quando ela existe naquela empresa. Pontuais: é um tipo de prática diária, em que, nos momentos especí�cos, o líder convida as pessoas individualmente ou até coletivamente para oferecer-lhes uma informação, avaliação ou orientação, a �m de que os comportamentos sejam avaliados pontualmente. Rotineiros: pode ser estabelecida uma agenda de rotina para feedbacks, por exemplo, uma reunião rápida diária ou semanal sobre os resultados atingidos ou a serem atendidos. Neste tipo de feedback, os alinhamentos entre metas e objetivos podem e devem ser trabalhados. Dependendo da cultura ou do modelo organizacional da empresa, a sistemática de feedbacks deverá ser estruturada de maneira diferente. Por exemplo, em empresas que não trabalham com avaliação de desempenho, nem sempre haverá a possibilidade de se estabelecer o feedback formal. Embora este possa ser o cenário de algumas empresas, nada impede o líder de criar uma sistemática de feedbacks de rotina e pontuais, e esta prática faz parte do estilo da conduta daquele líder. Lembre-se: para o líder coach, a comunicação é o link entre ele e o liderado. O feedback é uma das principais técnicas de comunicação para isso. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Blanchard (2019) propõe algumas habilidades para a liderança de alto nível, e elas podem inspirar a prática da liderança coach. Observe as ideias do autor no quadro a seguir: Quadro 1 | Habilidades da liderança de alto nível - Fonte: Blanchard (2019, p. 111-125). A liderança pode ser considerada a arte de condução de pessoas para o resultado. Diante dessa a�rmação, a atuação da liderança coach deve estar integrada à equipe à qual pertence e atuar de modo a engajar as pessoas cotidianamente em direção ao ponto que se deseja chegar. Ora o líder atuará de maneira coletiva, ora atuará de modo individualizado, praticamente customizando sua atuação de pessoa para pessoa. A autoe�cácia e a aprendizagem social do líder coach Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Como o líder poderá desenvolver as habilidades necessárias para sua atuação no estilo líder coach? O que ele precisa fazer para se desenvolver e conseguir conduzir as pessoas de maneira esperada nesse estilo de liderança? Não é simples responder às questões propostas, porém há algumas estratégias que podem ser de�nidas pelo líder para o seu próprio desenvolvimento. Taisestratégias estão relacionadas ao desenvolvimento ou ao aperfeiçoamento das soft skills, que são as capacidades ou habilidades humanas e sociais do per�l pro�ssional do líder. Lembre-se de que, para o desenvolvimento pro�ssional, é necessário desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes, ou seja, o conjunto de competências. Na obra Soft Skills, Bes (2021) aponta algumas das competências sociais estudadas por Lippman et al. (2015), conforme podemos observar na �gura a seguir: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | As cinco competências sociais - Fonte: Bes (2021, p. 17). As habilidades sociais são referentes ao relacionamento interpessoal, ou seja, a maneira como as pessoas interagem, convivem e cooperam entre si. As habilidades de comunicação se referem à capacidade de compreender e ser compreendido e, por isso, é uma das principais soft skills. Clareza, coesão e interpretação são características da comunicação enquanto uma habilidade social. A competência de pensamento superior compreende três habilidades: resolução de problemas, pensamento crítico e tomada de decisões, segundo Lippman et al. (2015 apud BES, 2021). Para os autores, esta competência proporciona ao líder a capacidade de analisar e solucionar situações, o que confere con�ança e suporte do líder para a sua equipe. A competência de autocontrole se refere à capacidade de gerenciar as próprias emoções em situações diferentes e que exigem uma resposta adequada e coerente para manter o ambiente de trabalho harmônico e positivo. O autoconceito positivo reúne fatores, como: “a autocon�ança, a autoestima, o orgulho de si e a sensação de bem-estar pelo que realiza a partir do seu trabalho. O autoconceito positivo envolve ainda o conjunto de crenças que a pessoa possui e o seu nível de autoconhecimento” (LIPPMAN et al., 2015 apud BES, 2021, p. 19). Além das competências sociais já discutidas, a autoe�cácia é apresentada como uma soft skill importante para o aperfeiçoamento social do líder e dos liderados. Ela depende da autoconsciência sobre suas próprias competências e capacidades. Para que o líder coach desenvolva autoe�cácia, é necessário um processo de autoconhecimento e de autopercepção de si em relação ao mundo. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Bes (2021, p. 149), de acordo com os estudos de Bandura, Azzi e Polydoro (2008), destaca o conceito de autoe�cácia da seguinte maneira: “a autoe�cácia localiza-se na teoria social cognitiva (TSC), que consiste no uso que o indivíduo faz de sua percepção para estabelecer suas ações e assim direcionar seu desempenho”. Neste entendimento, o grau de autoe�cácia pode ser aprimorado ao passo que a própria pessoa desenvolve essa percepção de si e de quanto se sente capaz para realizar algo. Você aprendeu que o estágio inicial do processo de coaching é o desenvolvimento da autoconsciência, portanto cabe tanto ao líder coach quando à equipe que ele conduz que toda a orientação e os feedbacks estejam sempre direcionados ao despertar da autoconsciência e autopercepção da sua autoe�cácia. É autoe�caz quem consegue assumir o protagonismo de suas decisões e ações, independentemente do cenário em que está inserido. Dentre as características humanas atualmente discutidas para o desenvolvimento de líderes assertivos, a autoe�cácia é uma das principais competências a serem conhecidas e aprimoradas. Videoaula: A Liderança coach Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Prezado estudante, no vídeo que você assistirá, estão compilados alguns assuntos relevantes para a prática da liderança coach, como o estilo de liderar fundamentado no desenvolvimento de competências para o alcance de resultados. Você perceberá como é importante o autodesenvolvimento do líder e como esse desenvolvimento impacta a aprendizagem e a performance da equipe em que ele atua. Para a liderança coach, a assertividade e a autoe�cácia são relevantes como competências fundamentais em sua conduta. Saiba mais Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O artigo a seguir apresenta estudos sobre a teoria da autoe�cácia de Albert Bandura e como ela afeta a motivação para aprender. ROSSI, T. et al. Autoe�cácia geral percebida e motivação para aprender em adolescentes do Ensino Médio. Act. Colom. Psicol., Bogotá, v. 23, n. 1, jan./jun. 2020. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?pid=S0123- 91552020000100264&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em: 3 jan. 2021. A obra indicada apresenta pontos essenciais para o desenvolvimento da liderança. O autor apresenta temas, como o peso e os perigos da liderança e o despreparo dos líderes, como questões que impedem a atuação de pro�ssionais, e aponta as bases para a boa preparação do líder. CELESTINO, S. O Líder Transformador: como transformar pessoas em líderes. São Paulo, SP: Cengage Learning Brasil, 2018. Referências http://www.scielo.org.co/scielo.php?pid=S0123-91552020000100264&script=sci_arttext&tlng=pt http://www.scielo.org.co/scielo.php?pid=S0123-91552020000100264&script=sci_arttext&tlng=pt Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching BES, P. Soft Skills. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2021. BLANCHARD, K. Liderança de Alto Nível: como criar e liderar organizações de alto desempenho. 3. ed. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2019. MISSEL, S. Feedback Corporativo: como saber se está indo bem. São Paulo, SP: Saraiva, 2017. Aula 5 Resumo da unidade Coaching de equipes – do processo à liderança coach Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Prezado estudante, nesta unidade, você teve a oportunidade de conhecer o processo de coaching aplicado de modo coletivo, ou seja, para grupos ou equipes. A primeira ideia a ser revisitada é de que o processo de coaching para equipes segue a mesma estrutura e metodologia do coaching individual, porém com o diferencial de que, para o coletivo, há o estabelecimento de objetivos em comum e metas compartilhadas entre os integrantes, alinhadas à expectativa de resultados organizacionais. Você aprendeu que, para compreender a dinâmica de grupos e equipes, é importante conhecer fundamentos sobre o comportamento individual e a sua modulação em situações coletivas. O comportamento individual é o resultado da personalidade e da aprendizagem social de cada indivíduo e modulado por suas crenças, seus interesses e suas vontades. Já o comportamento coletivo pode se alterar por causa da in�uência social que acontece em grupo. Um comportamento importante estudado nesta unidade foi a dinâmica do comportamento de grupo para o comportamento de equipes. Lembre-se de que, para atuar em equipe, é necessário que exista um grupo constituído por pessoas com papéis e responsabilidades diferentes, mas que, quando atuam em equipe, somam forças e competências para cumprir um objetivo compartilhado. É como se todos se tornassem uma só pessoa, como um time esportivo. Sobre a in�uência social, você aprendeu que uma pessoa pode alterar sua maneira de pensar e agir, muitas vezes, por in�uência de um grupo em que está inserida. O mesmo também pode acontecer de um indivíduo para o grupo, caso a in�uência dessa pessoa seja predominante em relação a este. Um exemplo disso é a autoe�cácia. Pessoas com alto grau de autoe�cácia tendem a in�uenciar o comportamento das demais pessoas com quem elas convivem. Para o processo de coaching em grupo ser elaborado, uma análise do per�l de todas as pessoas que integram esse grupo é importante, para que o coach possa partir dela e mapear a situação atual que o grupo vivencia. A análise do per�l pode ser realizada a partir de aplicação de testes Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching de per�l comportamental, de feedbacks da gestão e liderança ou dos resultados de avaliação de desempenho. Esta avaliação é também conhecida como assessment. Para estruturar o processo de coaching, as etapas são similares ao processoindividual: diagnóstico e mapeamento da situação atual A; estabelecimento de objetivos da situação desejada B; estabelecimento de objetivos e metas (individuais e coletivas) e elaboração de um plano de ação. Essas etapas são acompanhadas pelo coach e, ao �nal do processo, são avaliados o progresso e o desempenho de todos em relação ao cumprimento das metas e aos resultados obtidos. Como ferramentas práticas para o desenvolvimento das trilhas de conhecimento que serão conduzidas ou facilitadas pelo coach, são escolhidas metodologias pedagógicas, de preferência, participativas e dialógicas – fundamentais em diálogo –, que podem ser planejadas de acordo com a necessidade da equipe: Por competências (hard e soft skills). Por processos. Por temas. Existem casos em que a equipe não necessita passar por um processo de coaching, então, um estilo de liderança que utiliza as técnicas e ferramentas de coaching poderia atender às demandas necessárias. A liderança coach propõe que o pro�ssional, ao conduzir a sua equipe, atue como um facilitador das relações interpessoais, através de um processo de comunicação assertiva e de uma sistemática de feedbacks pontuais e de rotina. Além disso, o líder coach tem como propósito alinhar o desempenho da equipe com os objetivos, as metas e os resultados estabelecidos pela organização em que a equipe atua. Videoaula: Coaching de equipes – do processo à liderança coach Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Caro estudante, neste vídeo, você terá a oportunidade de revisar o conteúdo apresentado na unidade. Para esclarecer ou até reforçar alguns conhecimentos sobre coaching de equipes, você receberá algumas orientações e dicas sobre o comportamento humano em grupos e como ocorre a dinâmica de grupos para equipes. Será possível também revisitar os conhecimentos sobre a in�uência social e a liderança coach, essenciais para quem deseja trabalhar com o Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching desenvolvimento de times. Que você possa fortalecer ainda mais seus conhecimentos! Bom vídeo! Estudo de caso Prezado estudante, este é um caso adaptado de uma situação real. A proposta é que você assuma o papel de um coach que foi contratado para realizar o desenvolvimento de uma equipe de liderança em uma empresa de médio porte. Trata-se de 14 líderes de operações de armazenagem de produtos em um centro de distribuição. Ao todo, eles lideram 150 colaboradores. A necessidade da organização é de desenvolver algumas soft skills para que esses líderes que são responsáveis pela operação possam melhorar a integração de suas equipes, o clima organizacional e os resultados entregues por ela. Uma observação importante: esses líderes não foram preparados para a função de liderança e nunca �zeram treinamentos para isso, apenas foram promovidos porque eram bons pro�ssionais no que faziam. Vamos à situação atual relatada pela empresa: as equipes estão apresentando muitos con�itos, e os líderes têm utilizado como metodologia de resolução os instrumentos de punição, como advertências, suspensões e desligamentos nem sempre necessários. Com esse clima de trabalho, alguns colaboradores estão desmotivados e têm se atrasado para chegar ao trabalho ou estão se ausentando com uma frequência maior que o esperado. Além disso, alguns colaboradores que não se sentem bem com esse cenário e têm pedido desligamento para trabalhar em outras empresas. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Segundo a visão da gestão desta organização, se a liderança pudesse ser desenvolvida para que atuassem próximos aos colaboradores de uma maneira orientada para os resultados, os colaboradores �cariam mais focados nas tarefas e os con�itos diminuiriam. Que situação complexa, você não acha? A partir de agora, o papel de coach está com você. Pense em uma proposta de coaching para esta equipe de líderes com a programação de compreender a situação em que eles estão inseridos até os processos de intervenção em treinamento e desenvolvimento. Você pode apresentar essa proposta por etapas e em tópicos, se entender necessário, e não se esqueça de incluir uma ideia de cronograma por semanas para o desenvolvimento desses líderes. Lembre-se de que a ideia é que, ao apresentar a proposta para a empresa, ela possa avaliar e contratar os seus serviços para o projeto. _______ Re�ita Para te apoiar no desenvolvimento da sua proposta de resolução do caso, seguem algumas re�exões sobre coaching de equipes: Pense sempre que é preciso ouvir as duas partes, a gestão e os colaboradores, então, o diagnóstico deve escutar os líderes também. Você está pensando em estratégias participativas para os momentos de desenvolvimento das soft skills? Lembre-se de que elas são comportamentais. Não se esqueça de pensar no ambiente para o atendimento das equipes, pois, para trabalhar com 14 pessoas, o ambiente adequado e os recursos necessários fazem muita diferença. Ao �nal do processo de coaching, inclua um momento de avaliação de resultados do processo. Isso mostrará e conscientizará os líderes do seu progresso no processo de aprendizagem. Utilize essas re�exões e os conteúdos aprendidos para desenvolver uma proposta enriquecedora para a situação. Bom trabalho! Resolução do Estudo de caso Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Vamos a uma ideia de resolução do caso? O momento inicial em que a empresa fornece as informações sobre a situação atual é conhecido como brie�ng, que signi�ca informações iniciais. A partir deste brie�ng, que já apontou muitos Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching detalhes do cenário em que esses líderes estão inseridos, é possível pensar em uma proposta que tenha como o momento de diagnóstico um encontro coletivo para escutá-los também. A sugestão, portanto, poderia ser de um primeiro encontro direcionado ao mapeamento da situação atual de maneira participativa e que esses líderes se sintam à vontade para expor suas impressões, seus sentimentos e seus olhares para os problemas vivenciados sem que omitam ou distorçam informações. A partir do mapeamento da situação, é importante fazer um momento de diálogo, que pode ser uma roda de conversa, em que todo o grupo de líderes possa validar essa construção. Para �nalizar o primeiro encontro, o coach pode sugerir que o objetivo e algumas metas de desenvolvimento possam ser estabelecidos em conjunto para que as próximas sessões sejam programadas. As próximas sessões podem envolver competências e/ou temas identi�cados na primeira sessão, e o coach pode desenvolver o�cinas e vivências para que alguns conhecimentos sobre as soft skills a serem desenvolvidas sejam treinadas. É importante con�rmar a disponibilidade de tempo e de agenda para criar as etapas do ciclo de atendimentos deste grupo. Segue uma proposta semanal como exemplo: Sessão 1: diagnóstico e mapeamento da situação atual. Estabelecimento de objetivos e metas. Sessão 2: elaboração em conjunto de um plano de ação para a execução das metas e maneiras de acompanhamento dos resultados pelo coach e pelo grupo. Sessão 3: primeiro treinamento sobre a soft skill gestão de con�itos. Sessão 4: segundo treinamento sobre a soft skill inteligência emocional. Sessão 5: terceiro treinamento, um curso de curta duração sobre liderança coach. Sessão 6: roda de conversa sobre os conhecimentos desenvolvidos e a aplicação prática do processo. Sessão 7: encerramento do processo e avaliação dos resultados obtidos. Lembre-se de que a quantidade de sessões dependerá da complexidade do projeto e da experiência do coach em conduzir as aplicações de treinamento. Elas podem variar de 6 a 10 sessões ou até mais, se for necessário. A partir da de�nição do ciclo de atendimentos,o coach elaborará uma proposta por escrito, elaborando um cronograma com as datas e a duração dos encontros e quais os recursos necessários para isso. Na proposta, devem ser incluídos o ambiente para os encontros, a sala ou a locação de uma sala, os recursos audiovisuais e os materiais de apoio, como blocos de registros, canetas, lousa para anotação, etc. Deve ser incluído também um encontro para a devolutiva dos resultados obtidos pelo coach após o processo para a gestão da empresa. Resumo visual Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Referências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching BANOV, M. R. Comportamento organizacional: melhorando o desempenho e o comprometimento no trabalho. São Paulo, SP: Atlas, 2019. BES, P. Soft Skills. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2021. BLANCHARD, K. Liderança de Alto Nível: como criar e liderar organizações de alto desempenho. 3. ed. Porto Alegre, RS: Grupo A, 2019. MISSEL, S. Feedback Corporativo: como saber se está indo bem. São Paulo, SP: Saraiva, 2017. ROBBINS, S. P. Lidere & Inspire: a verdade sobre a gestão de pessoas. São Paulo, SP: Saraiva, 2015. SAAD, E. Coaching na prática. Curitiba, PR: Intersaberes, 2021. , Unidade 4 Finalização dos Processos de Coaching Aula 1 As reuniões ou encontros periódicos Introdução da aula Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Um processo de coaching, em média, tem dez sessões. Mas há o coaching individual, empresarial e executivo. A depender da modalidade, é possível encontrar um formato diferenciado e adaptado à realidade da empresa ou do coachee. Findo o processo, o que fazer? É importante compreender que �nalizar o ciclo das sessões é essencial para transformar os aprendizados em objetivos, metas e ações práticas. A avaliação deve ser contínua, sessão a sessão, e também no término do processo. Se as sessões, por melhor que tenham sido, não conseguirem gerar ações, podemos dizer que o objetivo não foi atingido. Você também pode seguir seus objetivos e agir. Comece aprofundando seus conhecimentos. Bons estudos! Follow-up e feedback Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Muitas ferramentas e técnicas de coaching estão disponíveis para serem utilizadas pelo coach no desenvolvimento do seu coachee. Contudo, é importante esclarecer que não há uma receita de bolo para que o atendimento ocorra. Para Silva (2012), não há duas formas idênticas de gerir um processo de coaching. O ideal é que o coach apodere-se das possibilidades, técnicas, ferramentas e disponibilize esse acervo, de acordo com a necessidade individual, a serviço do coachee e do processo, entendendo suas nuances. Para Chiavenato (2021), há seis etapas a serem percorridas durante o processo de coaching: a relação com o cliente, diagnóstico da situação ou problema, de�nição de metas, o planejamento de novas ações, a intervenção do coach e, por último, a avaliação de resultados, conforme ilustração a seguir. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Etapas do processo de coaching - Fonte: adaptado de Chiavenato (2021, p. 70). Em cada uma dessas etapas, o follow-up deve estar presente. Vale ressaltar que o mundo organizacional preza por resultados e, para tanto, busca criar indicadores e mensurar seus processos e sua evolução. Dessa forma, quando falamos de gestão, devemos ter em mente que podemos mensurar e medir resultados avaliando os avanços, inclusive do processo de coaching, seja o coaching de vida, o empresarial ou o executivo. Mais que uma ferramenta, o follow-up constitui-se uma técnica que pode ser utilizada ao �ndar o processo como um todo e como elemento de continuidade entre uma sessão e outra. O improviso não deve reger o processo, mas o processo dever ser ajustado à situação individualizada, respeitando o que se faz necessário em cada circunstância. Portanto, o acompanhamento deve ser constante. Follow-up é uma expressão em inglês que quer dizer acompanhamento, seguimento. Ele está em parceria com feedback, haja vista que, para acompanhar de forma contínua e assertiva, feedbacks constantes precisam ocorrer para o entendimento do processo e para possíveis correções, se e quando necessárias. Na Figura 2, você pode comparar a diferença entre os conceitos feedback e follow up. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 2 | Diferença entre os conceitos feedback e follow up - Fonte: adaptada de Signi�cados. Re�etindo as ações Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O coaching pode ser considerado uma relação de ajuda entre coach e coachee na qual o coach se interessa genuinamente pelo desenvolvimento pro�ssional e pessoal do coachee (SILVA, 2012). Durante todo o processo de coaching, o coach trabalhou questões importantes que visavam estabelecer um caminho entre as expectativas de um indivíduo e o seu translado até os seus objetivos e, �nalmente, até os resultados desejados. Nesse percurso o coachee teve o privilégio do autoconhecimento através de perguntas poderosas, conforme a Figura 3. Figura 3 | Perguntas levantadas durante um processo de coaching - Fonte: elaborada pela autora. Ao término do processo de coaching, o feedback é de grande importância para a compreensão da re�exão sobre essas e outras questões trabalhadas. O feedback é uma importante ferramenta (DRUCKER, 2000). Nesse sentido, o coach pode levar o coachee a perceber o quão evoluiu durante todo o processo de coaching, independentemente do número de sessões realizadas. É claro que, se o processo for mais longo, mais questões poderão ser levantadas e mais perceptível pode ser o resultado. É importante lembrar que o especialista da vida do cliente é ele próprio. Dessa forma, ninguém conhece tão bem da própria realidade do que o coachee. O coach deve levantar novas perguntas poderosas, conforme Figura 4, a �m de trazer ao nível consciente o resultado do processo: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 4 | Perguntas poderosas para o processo de feedback - Fonte: elaborada pela autora. Um controle mais consciente da vida, com escolhas e decisões pautadas nos seus valores, objetivos e metas é o que se espera do coachee. Com o apoio do coach, o coachee deve ser capaz de sair da inércia, da sua “zona de conforto” em direção à ação. Para SILVA (2012), conduzir a vida com foco em objetivos prescinde de autoconhecimento em 3 fases importantes: auto avaliação (self-assessment), consciencialização (self-awareness) e gestão de si próprio (self-management). Na fase auto avaliativa, o coachee passa a ter consciência não só do seu estado atual e do estado desejado, como também das suas crenças limitantes. Essa avaliação tem muita relação com a percepção da sua situação, vislumbrando o ponto a ser almejado. Tomar consciência é um passo muito importante e, sem ele, não há clareza para a identi�cação dos próximos passos, tendo em vista os pontos fortes e fracos do coachee. Ele deve se conscientizar do que o impediu de seguir adiante e do que necessita fazer para buscar as metas e objetivos traçados. A autogestão de si próprio é colocar em prática todo o conhecimento adquirido, demonstrando que todo o autoconhecimento possibilitado no processo de coaching pode ser concretizado em ações prática e diárias, permitindo a visualização do atingimento das metas. O segredo reside na transpiração Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Vamos imaginar o seguinte cenário: você foi contratado para 10 sessões de coaching, realizou todas levando em consideração as seis etapas descritas na Figura 1. Recebeu feedbacks excelentes, houve sinergia entre você e o coachee e o rapport foi estabelecido. Você �ca extremamente satisfeito com o resultado do seu trabalho. Consegue identi�car algum erro nesta perspectiva desenhada? Veja bem! O sucesso do processo de coaching pode ser mensurado através do sucesso do coachee. Por esse motivo faz-se necessário, em cada tarefa dada, veri�car em conjunto com o coachee como ele poderá identi�car o atingimentodo resultado. Observe o exemplo a seguir no Quadro 1. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | Mensuração de atingimento de resultado - Fonte: elaborado pela autora. Para Chiavenato (2021), há elementos de análise, os quais poderá observar na Figura 5, para a melhor avaliação do atingimento dos resultados pelo Coachee. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 5 | Três estágios de atingimento de resultados - Fonte: adaptada de Chiavenato (2021, p. 80). No nível aspiração, as ações ainda são desejadas. O coachee já está consciente de que precisa alterar o padrão de comportamento, gostaria de ter atitudes diferentes, mas elas ainda não ocorrem. Na expectação, o coachee experimenta atitudes que corroboram como o modelo de atitude desejada, contudo essas ações ainda não ocorrem de forma automática. Somente no nível de realização há não mais um achismo, mas a certeza de que suas ações estão revigoradas e apresentam transformações concretas, resultantes de um processo de autoconhecimento. O Coach pode e deve escolher métricas baseadas no estado desejado pelo cliente para identi�car o nível no qual se encontra o coachee. É possível avaliar tanto a motivação quanto a efetividade dos resultados (CHIAVENATO, 2021). Dessa forma, há um caminho, uma ponte que poderá ligar a mudança do estado atual até o estado desejado, mensurável com os resultados alcançados. Todo aprendizado do coachee deve ser capaz de gerar novos comportamentos baseados em objetivos e metas. Complementando o exemplo do Quadro 1, observamos, a seguir, no Quadro 2, a identi�cação de objetivos e metas. Quadro 2 | Novos objetivos e metas a partir dos gaps de desenvolvimento - Fonte: elaborado pela autora. Vale ressaltar que o objetivo é mais amplo. Partindo do pressuposto que todo coachee busca ou se submete ao processo de coaching a �m de atingir uma situação idealizada. O objetivo é a especi�cação de um aspecto a ser melhorado ou alcançado. O estado desejado pode trazer um ou mais objetivos. Em contrapartida, cada objetivo pode exigir mais de uma meta para ser consolidado. Por esse motivo, a transpiração é primordial, se o processo do coaching não Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching conseguir levar o coachee a agir, podemos a�rmar, sem medo de errar, que não alcançou a �nalidade proposta. Videoaula: As reuniões ou encontros periódicos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Um processo de coaching bem-sucedido deve gerar satisfação. No coachee uma sensação de muito aprendizado e, por vezes, um estalo, como “eureca”. No coach uma sensação de dever cumprido é consequência de um trabalho bem feito. Mas, independentemente desse sentimento de bem-estar generalizado, um processo de coaching deve ser capaz de gerar resultados. Saiba mais Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O processo de coaching pode auxiliar no desenvolvimento de aspectos da inteligência emocional. Com base em dois componentes fundamentais, autoconsciência e autogestão, é possível estabelecer um processo de melhoria contínua a partir de duas ferramentas: perguntas poderosas e ressigni�cação de crenças limitantes. Saiba mais em: ARRUDA, J. R.; MORAES, J. P.; Colling, T. Desenvolvendo capacidades da inteligência emocional através do coaching. Revista Saber Humano, [S.l.], v. 8, n. 12, p. 92-112, ago. 2018. O universo corporativo é um ambiente extremamente competitivo. Cobrados constantemente por seus resultados os executivos contam com o apoio dos coachs para a melhoria do seu desempenho. Perguntas poderosas são ferramentas utilizadas durante o processo de coaching, bene�ciando não só o coachee, mas também a organização. DE JESUS, T. das G. S.; DE MATTEU, D. O processo de Coaching Executivo e seus Benefícios para Organizações. Revista de Ciências Jurídicas e Empresariais, v. 15, n. 1, 2014. Você tem algum talento? Qual a pergunta que sempre queremos fazer aos bem-sucedidos? Normalmente, queremos perguntar ou nos perguntamos o que eles têm que nós não temos. Mas, a pergunta já está formulada equivocadamente. Não é o talento com o qual nascemos o garantidor do sucesso. É muito mais uma questão de esforço. Assista ao vídeo: Mude sua visão sobre o talento! e ganhe outra perspectiva. Baseado no livro Fora de série, este vídeo o auxiliará a entender o que distancia você dos resultados que quer alcançar. Mude sua visão sobre o talento! Livro FORA DE SÉRIE - OUTLIERS. SejaUmaPessoaMelhor. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=TSdem0v6Mv8. Acesso em: 28 nov. 2021. Referências https://www.youtube.com/watch?v=TSdem0v6Mv8 https://www.youtube.com/watch?v=TSdem0v6Mv8 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching ARRUDA, J. R.; MORAES, J. P.; Colling, T. Desenvolvendo capacidades da inteligência emocional através do coaching. Revista Saber Humano, [S.l.], v. 8, n. 12, p. 92-112, ago. 2018. Disponível em: https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/309. Acesso em: 30 nov. 21. CHIAVENATO, I. Coaching e mentoring: construção de talentos [Livro Eletrônico]. 4. ed. Barueri/SP: Atlas, 2021. DE JESUS, T. das G. S.; DE MATTEU, D. O processo de Coaching Executivo e seus Benefícios para Organizações. Revista de Ciências Jurídicas e Empresariais, v. 15, n. 1, 2014. Disponível em: https://revistajuridicas.pgsskroton.com.br/article/view/348/327. Acesso em: 28 nov. 21. Drucker, P. Desa�os da gestão para o século XXI. Porto: Livraria Civilização Editora, 2002. LEMOS, D. N. A utilização do coaching como metodologia de desenvolvimento de competências empreendedoras: um estudo de caso. 2017. TCC (Bacharelado) - Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, Administração, Administração de Empresas da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/4475. Acesso em: 30 nov. 2021. Mude sua visão sobre o talento! Livro FORA DE SÉRIE - OUTLIERS. SejaUmaPessoaMelhor. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TSdem0v6Mv8. Acesso em: 28 nov. 2021. REIS, H. Coaching ontológico-Doutrina Fundamental. Brasília: Tagore Editora, 2017. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt- BR&lr=&id=YJ8vDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT6&dq=Coaching+ontol%C3%B3gico- Doutrina+Fundamental.+&ots=OAirxwpAZS&sig=8ipPrej9HYsA_coegR0jUjzT4_c#v=onepage&q=C oaching%20ontol%C3%B3gico-Doutrina%20Fundamental.&f=false. Acesso em: 22 nov. 2021. SILVA, A. J. C. F. da. Coaching psicológico: um estudo de casos. 2012. Tese (Mestrado) - Psicologia (Secção de Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2012. Disponível em: http://hdl.handle.net/10451/8289. Acesso em: 22 nov. 2021. Aula 2 Análise de indicadores de acompanhamento Introdução da aula https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/309 https://revistajuridicas.pgsskroton.com.br/article/view/348/327 https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/4475%3e.Acesso https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/4475%3e.Acesso https://www.youtube.com/watch?v=TSdem0v6Mv8 https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=YJ8vDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT6&dq=Coaching+ontol%C3%B3gico-Doutrina+Fundamental.+&ots=OAirxwpAZS&sig=8ipPrej9HYsA_coegR0jUjzT4_c#v=onepage&q=Coaching%20ontol%C3%B3gico-Doutrina%20Fundamental.&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=YJ8vDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT6&dq=Coaching+ontol%C3%B3gico-Doutrina+Fundamental.+&ots=OAirxwpAZS&sig=8ipPrej9HYsA_coegR0jUjzT4_c#v=onepage&q=Coaching%20ontol%C3%B3gico-Doutrina%20Fundamental.&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=YJ8vDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT6&dq=Coaching+ontol%C3%B3gico-Doutrina+Fundamental.+&ots=OAirxwpAZS&sig=8ipPrej9HYsA_coegR0jUjzT4_c#v=onepage&q=Coaching%20ontol%C3%B3gico-Doutrina%20Fundamental.&f=false https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=YJ8vDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT6&dq=Coaching+ontol%C3%B3gico-Doutrina+Fundamental.+&ots=OAirxwpAZS&sig=8ipPrej9HYsA_coegR0jUjzT4_c#v=onepage&q=Coaching%20ontol%C3%B3gico-Doutrina%20Fundamental.&f=falsehttp://hdl.handle.net/10451/8289 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Não basta ser coach, tem que fazer bem-feito! Concorda? A �nalização do processo de coaching prescinde que o pro�ssional se questione quanto à sua formação e ao seu preparo para iniciar os atendimentos. Assim como é necessário rever o seu fazer, buscando re�etir, avaliar e rever cada sessão em busca de atingir o seu sucesso, que é o sucesso do coachee também. Nesta aula, você deverá compreender como se dá a �nalização dos processos de coaching a partir do atingimento das metas estabelecidas, bem como a importância e a composição do feedback nos processos de coaching. Lembre-se de que você já iniciou sua jornada, portanto aproveite cada instante de conhecimento e leitura. Aprofunde seus conhecimentos, leia e questione sempre. Bons estudos! Planejado versus Realizado Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Somos menos disciplinados hoje. Basta observarmos que, em vários âmbitos da vida, as pessoas buscam soluções mágicas para seus problemas. Em contrapartida, a mesma sociedade exige cada vez mais que cada um assuma a responsabilidade pela própria gestão de si (FOUCAULT, 2008). O coaching tem obtido grande notoriedade. Apresenta-se como uma ajuda, na intenção de auxiliar o sujeito na condução do seu sucesso. Estabelece-se, assim, enquanto prática pedagógica (SARAIVA; POSSEBON, 2016). Larrosa (2011) aborda cinco dimensões pedagógicas que levam o indivíduo a uma ação através do domínio de si mesmo, conforme Figura 1. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Dimensões pedagógicas para a transformação - Fonte: elaborada pela autora. Todavia, há um preço a ser pago. É muita responsabilidade auxiliar a gestão do outro e, por este motivo, faz-se necessário vestir-se de motivação, estudo e competência para que o coach alcance o resultado a que se propôs, o qual, neste caso, é ver o sucesso e a concretização do que o coachee deseja. Portanto, antes de �nalizar o processo de coaching, cabe questionar-se quanto à sua própria atuação em dois momentos distintos: quanto à sua aptidão e em relação à sua atuação durante cada uma das sessões (SARAIVA; POSSEBON, 2016). No processo de autoavaliação, o coach deve ser questionador e verdadeiro e, através de uma série de questões, deverá re�etir sobre alguns aspectos, como você poderá ver no quadro a seguir: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | Auto-avaliação do coach - Fonte: elaborado pela autora. Ultrapassando esta fronteira, chega-se a um segundo momento, no qual o coach deverá avaliar a sua performance ao �ndar cada uma das suas sessões, re�etindo sobre o que deveria ter feito melhor, conforme o Quadro 2 a seguir: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 2 | Re�exões do coach após a sessão de coaching - Fonte: elaborado pela autora. Ressalta-se que os quadros apresentados são sugestões de perguntas a serem feitas. É um planejamento, e não um engessamento. É possível que, face à especi�cidade de um processo de coaching, outras perguntas caibam melhor que estas, ou que se façam necessárias complementariedades. Ações de intervenção e desenvolvimento de gaps Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Para Clutterbuck (2019), há vários modelos de coaching. O mais tradicional segue estes passos: o coach auxilia o coachee a identi�car as metas; depois, chegam a um consenso sobre os próximos passos, envolvendo diálogos e feedback; por último, o ciclo se repete, pautando-se em observações, a �m de re�etir sobre as ações. No coaching executivo, o modelo modi�ca-se. Clutterbuck (2019) acredita que este modelo se baseia em três etapas: o coach auxilia o coachee a partir de questionamentos a compreender sua situação atual e o que o distancia das suas realizações e desempenho; em um segundo passo, o coach auxilia o coachee a se motivar para a realização das metas desenhadas; por �m, o coach continua a estimular o coachee com questionamentos, re�exões e novas intervenções. Em ambos os modelos de coaching, convencional (tradicional) ou executivo, o motor que movimenta o processo é a necessidade de mudança. Vale ressaltar que há vários outros modelos de processo de coaching, e alguns, de forma híbrida, mesclam ambos os modelos. Toda a intervenção do coach deve ser pautada na promoção de mudanças. A diferença é que, no caso do life coaching, normalmente, a mudança tem origem no coachee. Já no caso dos processos de coaching empresariais, é a empresa que identi�ca a necessidade de mudanças quase sempre, baseada em resultados não alcançados ou na necessidade de modi�car seus indicadores. A seguir, observe os passos para a intervenção do coach. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 2 | Passos para a intervenção do coach - Fonte: adaptada de Clutterbuck (2009, p. 26). Em todo o processo de coaching, no empresarial ou executivo, o melhor indicador são os resultados, mas, para obtê-los, é necessário ter bom desempenho (CHIAVENATO, 2021). Invariavelmente, temos uma tendência a nos desempenharmos, baseando-nos no que devemos fazer para não sermos punidos, assim, acabamos por aceitar resultados medianos, salvo quando somos extremamente competitivos. Isto, em alguma medida, chama mais atenção do que pautar nossas atitudes no que gera reconhecimento ou aclamação. Funciona como um sabotador na medida em que acaba por nos nivelar por baixo. O coach deve ter uma atenção especial ao desempenho do coachee. O desempenho é “o caminho adequado para o alcance de resultados previamente de�nidos” (CHIAVENATO, 2021, p. 100). Para melhorar seu desempenho, o coach precisa reunir forças e todo o arsenal de competências e, acima de tudo, ter atitude para colocá-las em prática. As competências a serem desenvolvidas podem ser pessoais e organizacionais, conforme a �gura a seguir. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 3 | Exemplos de competências a serem desenvolvidas pelo coachee - Fonte: elaborada pela autora. A Figura 3 expõe um exemplo de competências pessoais e organizacionais, embora frisemos que a ilustração tem �ns didáticos, por este motivo, apresentamos competências distintas de um lado e de outro. Mas, é possível que o coachee precise, por exemplo, ser mais resiliente tanto pessoal quanto pro�ssionalmente. Padrões emocionais e decisórios Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quando eu �z a formação em coaching, fui tocada por um sentimento de escavador. Senti-me como um arqueólogo que descobrira algo muito interessante escondido em muitas camadas de terra. Meu mestre citou que devíamos lapidar os talentos que tínhamos, pois, sendo bom em algo, o aperfeiçoamento deve ser constante para atingir um nível de excelência. A crença na sua capacidade é um elixir. Não uma medicação ou uma solução mágica, mas no sentido de algo que o toni�ca, o desperta e o motiva. Muito se fala que o coach é um facilitador do processo de aprendizagem do coachee e o conduz de um estado atual a um desejado, de forma a desenvolver os seus gaps. Mas, não e só isso. É claro que o gap de desenvolvimento é importante. Descobrir o que atrapalha este trilhar e desenvolver habilidades capazes de lhe levar a um estado de excelência, uma nova versão de si mesmo, é fundamental. Contudo, o processo de coaching trata também de auxiliar o coachee a descobrir as suas grandes virtudes, seus talentos, suas vocações. Todos somos bons em algo. E, ao nos depararmos com nossas habilidades, ganhamos uma força impulsionadora muito poderosa. Normalmente, acreditamos que “a grama do vizinho é mais verde” que a nossa. Por vezes, não avançamos por acreditar equivocamente que não temos as ferramentas necessárias para o sucesso. Diálogos internos podem nos assombrar, como: “se eu fosse mais bonita, teria mais oportunidades”, ou “se eu não fosse tão tímida, teria mais sucesso”, e assim por diante. Segundo Deis (2018, p. 119), “se temos uma capacidade especial, devemos valorizá-la, fazê-la produzir seus frutos na nossa vida e nadaqueles que estão à nossa volta”. A despeito das especi�cidades, há alguns gaps de desenvolvimento que podem ser comuns a todo e qualquer coachee, os quais estão elencados a seguir: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 4 | Gaps a serem desenvolvidos pelo coachee - Fonte: elaborada pela autora. Podemos ver que, na base da pirâmide, está a compreensão de que você também tem seus talentos e, talvez, até você já os reconheça. Digo mais: talvez, eles o tenham atrapalhado muitíssimo na sua caminhada, uma vez que o talento pode dar uma falsa sensação de zona de conforto, por exemplo, “não preciso estudar, pois sei muito bem matemática”. E assim foi até o dia que a zona de conforto levou a uma nota baixa devido a um relapso. Mas, se algo lhe incomoda e você percebe que algo lhe impele ao fracasso, chegar ao nível dois é ganhar autonomia e fé. Ter a certeza de que você e só você será capaz de mudar sua realidade. O desenho da pirâmide deve nos levar ao entendimento de que o topo do bolo (digo, pirâmide) é a “cereja”, o grande diferencial. Seu sucesso está proporcionalmente ligado ao seu poder de realização da sua nova realidade. Nesta medida, o coach deve estar muito atento e acompanhar de perto o quão comprometido o coachee está com o seu processo. Além disso, o próprio coach precisa compreender a importância do autodesenvolvimento. Ser um coach de excelência e ter resultados extraordinários dependerá do seu exercício diário como coach, buscando a sua melhor versão cotidianamente, para que ele seja spot e ilumine outros caminhos. Videoaula: Análise de indicadores de acompanhamento Este conteúdo é um vídeo! Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Quer avaliar um processo de coaching? Inicie sendo a melhor versão de você mesmo. A �nalização do processo de coaching começa pela certeza de sua vocação e da reunião de técnicas e competências. Mas, é claro, necessita também de uma revisão constante sessão a sessão, para que a melhor versão do coachee seja facilitada. A melhor avaliação do processo indubitavelmente é o resultado que ele gera. Saiba mais Tudo começa com um sonho. Desejar algo é vislumbrar o atingimento de algo material ou imaterial que não se tem ainda. Sonhar é um passo importante para trazer sentido à vida. Leia o Capítulo 7 do livro Vivências de coaching, intitulado Sonhos: não há limite para aqueles que os têm, e aprofunde seus conhecimentos. E lembre-se: não há limite para sonhar. DEIS, A. Vivências de coaching: encantadora de vidas. São Paulo, SP: Trevisan, 2018. O Capítulo 5 de Coaching e Mentoring: construção de talentos aborda modelos de diagnóstico e ação de coaching. Vale a pena conferir e aprofundar as seis etapas do modelo de diagnóstico e ação de coaching. CHIAVENATO, I. Coaching e mentoring: construção de talentos. 4. ed. Barueri, SP: Atlas, 2021. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A psicóloga Raquel Kremer conta sua experiência na área de Recursos Humanos e gestão de pessoas, abordando o processo de coaching e sua importância para alcançar o sucesso tão almejado. Con�ra a palestra na integra em: COACHING E DESENVOLVIMENTO PARA A VIDA | RAQUEL BRUSCHI KREMER | TEDXCENTROUNIVERSITÁRIOFAG. [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo (15min35s). Publicado pelo canal TEDx Talks. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=o0SDb6H_jfU. Acesso em: 5 dez. 2021. Referências CATALÃO, J. A.; PENIM, A. T. Ferramentas de Coaching. 7. ed. Lisboa: Lidel, 2013. CHIAVENATO, I. Coaching e mentoring: construção de talentos. 4. ed. Barueri, SP: Atlas, 2021. CLUTTERBUCK, D. Coaching E�caz: como orientar sua equipe. São Paulo, SP: Gente, 2019. COACHING E DESENVOLVIMENTO PARA A VIDA | RAQUEL BRUSCHI KREMER | TEDXCENTROUNIVERSITÁRIOFAG. [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo (15min35s). Publicado pelo canal TEDx Talks. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=o0SDb6H_jfU. Acesso em: 5 dez. 2021. DEIS, A. Vivências de coaching: encantadora de vidas. São Paulo, SP: Trevisan, 2018. FOUCAULT, M. Nascimento da biopolítica. São Paulo, SP: Martins Fontes, 2008. HIRANI, J. C. e K. As Quatro Melhores Conversas de Coaching: mude mindsets e suas atitudes e conquiste resultados extraordinários. Trad. Bruna Ortega. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2021. LARROSA, J. Tecnologias do eu e educação. In: SILVA, T. (Org.). O sujeito da educação: estudos foucaultianos. 8. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. https://www.youtube.com/watch?v=o0SDb6H_jfU https://www.youtube.com/watch?v=o0SDb6H_jfU Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching SARAIVA, K. S.; POSSEBON, R. O. A pergunta como estratégia pedagógica nos processos de coaching. In: REUNIÃO CIENTÍFICA REGIONAL DA ANPED, 11., 2016, Curitiba. Anais [...]. Curitiba, PR: ANPED SUL, 2016. Disponível em: http://www.anpedsul2016.ufpr.br/portal/wp- content/uploads/2015/11/eixo12_KARLA-SCHUCK-SARAIVA-RENATO-OST-POSSEBON.pdf. Acesso em: 28 nov. 2021. SILVA, M. F. do A. C. da. Análise dos efeitos da conceção da formação, da prontidão para aprender, do feedback e coaching na transferência da formação para o local de trabalho. 2019. Dissertação (Mestrado em Gestão de Recursos Humanos e Consultoria Organizacional) – Instituto Universitário de Lisboa, Lisboa, 2019. Disponível em: http://hdl.handle.net/10071/19152. Acesso em: 30 nov. 2021. Aula 3 O balanço de resultados Introdução da aula Todo mundo quer melhorar. Muitos não sabem o que fazer para se desenvolver e os seus gaps e, por isso, procuram ajuda. E esta é uma sábia decisão. O processo do coaching é dialógico e propicia um aprendizado voltado para a ação. As ferramentas e técnicas visam alterar o estado atual, fazendo o coachee enxergar a sua realidade com outras lentes e vislumbrar um futuro http://www.anpedsul2016.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/11/eixo12_KARLA-SCHUCK-SARAIVA-RENATO-OST-POSSEBON.pdf http://www.anpedsul2016.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/11/eixo12_KARLA-SCHUCK-SARAIVA-RENATO-OST-POSSEBON.pdf http://hdl.handle.net/10071/19152 Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching promissor construído sessão a sessão, através de um plano estratégico e tático. Um passo de cada vez; objetivo a objetivo; meta a meta. Você poderá compreender melhor como se �naliza o processo de coaching, como se desengessa o pensamento rígido das crenças limitantes e se constrói uma nova realidade promissora. Construa sua realidade desde já, estudando, buscando e aprofundando seus conhecimentos. Avaliando a entrega de resultados Em uma certa ocasião, ouvi uma palestra em que o palestrante de�niu o processo de coaching como a “ciência” da realização. Fiquei impressionada com o grau de síntese e assertividade desta a�rmação. O que nos dá uma pista de como avaliar o processo de coaching, pois realização é a palavra-chave. Esta re�exão servirá tanto para o coach como para o coachee e, igualmente, para os processos de coaching individual ou corporativos. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Mensuração dos resultados de coaching - Fonte: elaborada pela autora. Assim, na �nalização do processo, cabe a re�exão das partes que estão envolvidas: coach e coachee, ou em algumas situações: coach, coachee e stakeholders. As instituições que contratam coaches para atuarem junto ao staff da empresa podem avaliar o resultado efetivo dos processos de coaching através da avaliação de performance dos indivíduos que foram coachees e submetidos ao processo. A mais comum dentro das organizações é a avaliação por objetivos. Nos EUA, em 1954, Peter Druker foi o responsável por estruturar a gestão por objetivos (OLIVEIRA, 2010). Considerando que, ao iniciar o processo de coaching, os gestores estabelecem as metas a serem alcançadas e mensuram, após de�nição das métricas, atrelando a relação de temporalidade ao alcance ou não de resultado, como você poderá observar no quadro a seguir.Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | Exemplo de avaliação e resultados por objetivo - Fonte: elaborado pela autora. O Quadro 1 visa demonstrar tão somente como atrelar objetivo à meta, ao prazo e à métrica, se atingida ou não. O exemplo é apenas uma ilustração. Sendo assim, você, como coach, pode adequar esse quadro, adaptando-o e criando um de acordo com a sua necessidade. No campo resultado, pode ser colocado um cronograma para melhor desenhar os prazos. Um outro modelo é por soft skill, estabelecendo quais as competências socioemocionais. São exemplos de soft skills: trabalho em equipe, cortesia, responsabilidade, pro�ssionalismo, �exibilidade, liderança e oratória. Obviamente, deverá estar atrelado às competências esperadas ao cargo e à senioridade do cargo, conforme o Quadro 2. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 2 | Modelo de avaliação por soft skills - Fonte: elaborado pela autora. As empresas exigem as soft skills e as hard skills. Enquanto as primeiras referem-se às competências socioemocionais, as segundas englobam as competências técnicas. Ambas são importantes, mas são as soft skills as competências que têm ganhado bastante espaço e estão sendo muito ambicionadas pelas organizações. Como lidar com a frustração Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Em algum momento da vida, cada um de nós passou ou passará por alguma di�culdade em digerir uma determinada situação. São ocorrências de con�itos, desilusões e aborrecimentos de toda ordem. Saber conviver com as adversidades impostas pela vida é uma arte, a qual pode ser aprendida: “A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos” (PROUST apud SOUZA, 2015, p. 2). Ou seja, podemos aprender a ver a nossa realidade a partir de uma nova perspectiva. A frustração é um sentimento, é “uma emoção que ocorre quando algo que era esperado não sucedeu” (BORGES, 2019, p. 11). Vale ressaltar que há uma diferença de pensamento e sensação. O pensamento pode ser questionado se verdadeiro ou falso, enquanto ao sentimento não cabe questionamentos. Pensamentos podem originar sentimentos, por isso, temos que tomar cuidado com o que cultivamos. Pensamentos e emoções estabelecem, assim, uma relação intrínseca. Cada ser humano pode reagir de forma diferente ao mesmo estímulo ou a estímulos semelhantes. Para Leahy (2021), ao identi�carmos a nossa emoção e sensação e ao compreendermos as partes da emoção, podemos ser capazes de gerar transformações. O processo de coaching é privilegiado em alterar o prisma da observação dos fatos e a percepção e, dessa forma, fortalecer a nossa autonomia e a capacidade geradora de mudanças. No Quadro 3, é possível visualizar o caminho percorrido do pensamento e das sensações às transformações que se encerram no estado desejado. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 3 | Das sensações e crenças até o estado desejado - Fonte: adaptado de Leahy (2021, p. 14). A frustração pode intensi�car seus pensamentos ruminantes sobre o assunto e fortalecer suas crenças limitantes. O melhor resultado está em ver com outros olhos a sua situação, expandir sua consciência e vislumbrar novos caminhos, baseados em atitudes novas e em comportamentos reformados para chegar ao estado almejado. Mas, passar do estado atual para o desejado gera desconforto. É preciso pagar o preço. É fundamental estar disposto a tolerar o desconforto para gerar resultados sem soluções mágicas. O foco no objetivo munirá o sujeito de força de vontade para alcançar o resultado e mantê-lo. Preparar-se para enxergar a realidade com outras lentes prescinde rever o estado de frustração de forma a satisfazer-se de forma �exível. Compreender que não há uma perfeição absoluta, embora possamos trabalhar para desenvolver sempre a melhor versão de nós mesmos. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 2 | Satisfação �exível - Fonte: elaborada pela autora. Como resultado do processo de coaching, é possível perceber a transformação realizada, demonstrando a relação entre pensamento, sensação e realização, conforme o quadro a seguir: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 4 | Do pensamento às ações - Fonte: elaborado pela autora. Assim, toda vez que engessamos o nosso pensamento propiciamos a estreia da desilusão em nossa vida (PELLEGATTA, 2019) e, por este motivo, a �exibilidade é um item que deve ser anexado ao seu soft skill. Diálogo como prática de re�exão: avaliando resultados Não há coaching sem diálogo. Várias melhorias podem ocorrer após o processo de coaching, e uma delas é a da comunicação. Interessante notar que todo o processo de coaching se dá no modelo de diálogo. O primeiro diálogo a ser atingido positivamente pelo processo de coaching é o interno. A partir do momento que o coach auxilia o coachee a compreender como este diálogo interno ocorre, passa a ser possível neutralizar a parte negativa deste diálogo interior. Esta voz incrédula que se opõe ao nosso lado esperançoso e positivo da vida. Assim, quero dizer que, mesmo em um coaching individual, o foco inicial é o autoconhecimento do coachee. Este processo é, inclusive, pedagógico. Há um modelo de diálogo muito utilizado nos atendimentos de coach que é o MROV, sigla que representam os termos: metas, realidade, opções e vontade (conforme Figura 3). Este modelo foi criado por Sir John Whitmore e representa um caminho percorrido através do diálogo até a afetividade de uma aprendizagem (CLUTTERBUCK, 2009). Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 3 | Modelo de diálogo MROV - Fonte: elaborada pela autora. O modelo pressupõe que o diálogo ocorra nesta ordem, contudo uma ressalva se faz necessária: a maior habilidade do coach está na capacidade de intercalar estas etapas, segundo a necessidade do momento. De acordo com Clutterbuck (2009), vários autores sugerem que, na conversa para a aprendizagem dentro do processo de coaching, existem sete níveis de diálogo: social, técnico, tático, estratégico, autopercepção e autodesenvolvimento, mudança de comportamento e diálogo de interação, conforme a �gura a seguir. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 4 | Os sete níveis de diálogo para aprendizagem no coaching - Fonte: adaptada de Clutterbuck (2009, p. 34). Todo o diálogo deve permear premissas maiores. O coach, em cada uma destas fases, deve ter em mente ouvir, entender, respeitar, encorajar, desa�ar e despertar. Desta forma, os aprendizados adquiridos poderão dar vazão a um processo longo e contínuo de mudanças e ações na concretização de objetivos e metas desenhadas. Videoaula: O balanço de resultados Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Metas, realidade, opção e vontade. O processo de coaching como um todo e sessão a sessão é um grande diálogo. Um processo dialógico voltado para o aprendizado. O modelo de diálogo MROV é uma das possibilidades mais usuais para os coaches. O objetivo é, através das perguntas e�cazes, gerar vontade para a realização. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Saiba mais Pensamentos geram emoções, e podemos pensar sobre as emoções que sentimos, logo há uma relação de ambivalência entre pensamentos e sentimentos. Entenda o que desencadeia suas emoções lendo o Capítulo 1 do livro de Robert L Leahy. LEAHY, R. L. Não acredite em tudo que você sente. Identi�que seus esquemas emocionais e liberte-se da ansiedade e da depressão. Trad. Sandra Maria Mallmann da Rosa. Porto Alegre, RS: Artmed, 2021. No Capítulo 4, Recursos de Formação e Acordo de Coaching, do livro Manual de Coaching - Guia Prático de Formação Pro�ssional, você poderá encontrar um exemplo de contrato. A formalização dos serviços de coaching é necessária em alguns casos, por isso, é muito importante entender quais os pontos que devem constar emum contrato. MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo, SP: Atlas, 2019. O coaching é a arte da realização, certo? Sim, está correto. Mas, da vontade de mudar até a realização há um caminho longo. O Capítulo 1, do livro As 4 disciplinas da execução, demonstra que tudo começa sabendo o que priorizar. MCCHESNEY, C; COVEY, S.; HULING, J. As 4 disciplinas da execução: garanta o foco nas metas crucialmente importantes. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2017. Referências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching BORGES, A. Tolerância à frustração. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1290.pdf. Acesso em: 6 dez. 2021. CLUTTERBUCK, D. Coaching E�caz: como orientar sua equipe. São Paulo, SP: Gente, 2019. FARIA, A. A. O coaching e o neurocoaching. Curitiba, PR: Intersaberes, 2020. LARROSA, J. Tecnologias do eu e educação. In: SILVA, T. (Org.). O sujeito da educação: estudos foucaultianos. 8. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. LEAHY, R. L. Não acredite em tudo que você sente. Identi�que seus esquemas emocionais e liberte-se da ansiedade e da depressão. Trad. Sandra Maria Mallmann da Rosa. Porto Alegre, RS: Artmed, 2021. MARION, A. Manual de coaching: guia prático de formação pro�ssional. São Paulo, SP: Atlas, 2019. MCCHESNEY, C; COVEY, S.; HULING, J. As 4 disciplinas da execução: garanta o foco nas metas crucialmente importantes. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2017. OLIVEIRA, D. de P. R. de. Gestão para resultados: atuação, conhecimentos, habilidades. São Paulo, SP: Atlas, 2010. PELLEGATTA, F. A arte e a ciência do coaching. São Paulo, SP: Labrador, 2019. SAAD, E. Coaching na prática.Curitiba, PR: InterSaberes,2021. SOUZA, F. I. P. Experiências inovadoras de ensino e aprendizagem. São Paulo, SP: FEI, 2015. Disponível em: https://fei.edu.br/sites/premio/FEI_2015.pdf. Acesso em: 6 dez. 2021. TELES, M. L. S. O que é Psicologia. São Paulo, SP: Brasiliense, 2017. https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1290.pdf https://fei.edu.br/sites/premio/FEI_2015.pdf Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Aula 4 Encerramento do contrato e as lições aprendidas Introdução da aula Ao iniciar o processo de coaching, cabe ao coach estabelecer um contrato verbal ou documentado, no qual todos os detalhes serão elucidados. Ao �nalizar o processo, será relevante rever estes pontos, de forma a avaliar o que foi atingido e o que �cou pendente. Conferir as transformações germinadas, os aprendizados adquiridos e o grau de satisfação do cliente. É muito importante compreender como ocorre o encerramento das sessões, pois lembre- se de que só termina quando acaba. Assim, o encerramento é uma etapa e não deve ser negligenciada. Aprofunde seus conhecimentos, busque novos aprendizados e faça acontecer. Revisão dos objetivos de um contrato de coaching Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Todo processo de coaching, ao ser iniciado, deve ser regimentado por um contrato. Não necessariamente será imprescindível que gere um documento. Nos EUA e na Inglaterra, por exemplo, a formalização documental do coaching é mais comum, devido, principalmente, aos riscos de processos (KRAUSZ, 2007). No Brasil, os processos de coaching, principalmente os individuais, não empresariais, não são documentados. Nestes casos, estabelecer um contrato signi�ca expor as condições para anuência do coachee. Esclarecer qual o papel de cada uma das partes, delimitar limites, avaliar o comprometimento do coachee e a responsabilização pelo comportamento renovado. Acertar horários, prazos e duração das sessões, assim como deixar claro a importância da assiduidade, da pontualidade e da con�dencialidade. Seja um contrato formalizado e lavrado em cartório ou um contrato apalavrado entre as partes, ambos devem ter os seguintes pontos abordados: Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 1 | Pontos a constar no contrato - Fonte: elaborado pela autora. Na �nalização do processo, deverá haver uma revisão em relação ao que foi contratado e entregue. Tanto o coaching executivo como o empresarial ocorrem nos limites organizacionais. A relação contratual deve manifestar o alinhamento aos objetivos da empresa. É, portanto, uma aliança formada com transparência e compromisso em benefício do coachee e com a intenção de atingir os resultados almejados, inclusive, organizacionais (KRAUSZ, 2007). Não são duas, mas três partes que alcançaram o resultado: o coachee, o coach e a organização. Vale ressaltar que o contrato poderá sofrer pequenos ajustes ao longo do processo como um todo. Outro ponto que não pode ser perdido de vista é que o coaching sempre terá o foco um a um. Ao �nal do processo e até mesmo ao longo dele, é possível avaliar o comprometimento das partes. É muito importante que se tenha logo no início estabelecido como é fundamental comprometer-se totalmente com o processo. A�nal, ingressar em uma jornada de autoconhecimento exige um grau de disponibilidade, tempo e energia. O comprometimento pode ser baixo, médio ou alto. Quanto mais alto o nível de comprometimento, mais chances de sucesso as partes terão (KRAUSZ, 2007). As lições aprendidas Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Algumas condições organizacionais propiciam um ambiente mais inovador. As empresas que contratam um coach externo ou incluem um coach dentro do seu corpo de funcionários, certamente, estão mais abertas e estimulam as transformações. Segundo Castilho e Sanmartin (2013), há três grandes áreas que agrupam nove dimensões do ambiente organizacional que propiciam uma gestão mais inovadora. Este modelo foi desenvolvido por um professor da Suécia, Ekvall, e remodelado por Scott Isaksen posteriormente, distribuindo as condições capazes de auxiliar ou prejudicar a inovação e as transformações organizacionais, conforme o quadro a seguir. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 2 | Condições organizacionais que geram inovação - Fonte: adaptado de Castilho e Sanmartin (2013, p. 156). Acrescento que, na avaliação do processo de coaching, algumas perguntas podem ser feitas ao coachee, buscando realizar uma veri�cação destes pontos e de como eles impactam a performance dele dentro da organização. Assim, além de constatar a situação da empresa, será possível discutir os pontos de apoio que as sessões acrescentaram. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Quadro 3 | Perguntas ao coachee sobre como as sessões contribuíram para os pontos de inovação - Fonte: elaborado pela autora. Há um conceito de aprendizagem dentro do modelo organizacional que prioriza a aprendizagem prática e social. A literatura não atribui a um criador em especí�co, mas muitos autores contribuíram para a consolidação deste modelo. Atualmente, o modelo 70 20 10 é muito utilizado para a compreensão da aprendizagem de adultos no mundo do trabalho. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 1 | Modelo 70 20 10 - Fonte: elaborada pela autora. O modelo 70 20 10 considera a aquisição de conhecimento em uma nova perspectiva, valorizando a andragogia, a diferenciação do aprendizado de adultos, privilegiando principalmente o fazer prático e a experimentação. No nível intermediário, o aprendizado compartilhado considera as trocas e o repasse informal e, por último, o saber oriundo de cursos e sala de aula. Importante compreender que, neste cenário, o coaching tem um poder privilegiado, pois a participação de um projeto como este intensi�ca a aprendizagem no mundo corporativo entre os adultos, visto que aprendemos muito mais quando fazemos. Segundo Glasser (1998), aprendemos 10% do que lemos, 20% do que ouvimos, 30% do que observamos, 40% quando vemos e ouvimos, 70% quando discutimos sobre o assunto, 80% quando fazemos e 95% quando ensinamos. Tendo em vista estas premissas, é possível avaliar o quão signi�cativo é ou foi o processo de coaching em uma organização. O universo de metodologias, técnicas e ferramentas de um coaching coletivo ou individual inclui diálogos einteração social, reforçando o modelo de aprendizado da andragogia. NPS e a satisfação do cliente Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching A análise de resultados através da mensuração da satisfação é muito comum para todos que ministram aulas, proferem palestras, realizam treinamentos, prestam serviços ou vendem um produto. Desta forma, as pesquisas de satisfação são instrumentos de coleta da percepção do cliente. A percepção do cliente é tão importante que não deve ser mensurada apenas ao �ndar o processo. Uma possibilidade é, ao término de cada sessão, levantar alguns questionamentos ao seu coachee, a exemplo da Figura 2. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 2 | Perguntas ao �nal de cada sessão - Fonte: elaborada pela autora. Questionar o coachee o que poderia ter sido melhor permite o levantamento de elementos de melhoria. De forma análoga, questionar qual o entendimento mais signi�cativo sintetiza o aprendizado e estimula o coachee a tomar consciência do passo dado na direção ao sucesso desejado. Outras tantas questões são cabíveis, intensi�cando elementos de retroalimentação de um fazer planejado e reavaliado. Já ao �ndar o grupo de sessões, normalmente dez, como um todo, cabe uma pesquisa de satisfação mais formal. No Brasil, há um modelo mais utilizado, conhecido por NPS, sigla que signi�ca Net Promoter Score. O modelo NPS foi criado em 2003, por Fred Reichheld, diretor da empresa de consultoria da Bain & Company. A ideia era criar uma pergunta única, averiguando o grau de satisfação do cliente (RIBEIRO; FAGUNDES, 2019). O NPS constitui-se em uma pergunta direta e simples: você recomendaria esta empresa para um amigo? Em se tratando de um processo de coaching, a pergunta poderia ser: você indicaria este processo de coaching a um amigo? Entenda como mensurar o NPS na �gura a seguir. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 3 | Net Promoter Score (NPS) - Fonte: elaborada pela autora. A graduação da satisfação varia de 0 a 10. Os clientes que optarem por marcar neste intervalo de 0 a 6 são considerados detratores, ou seja, podem ser capazes de falar negativamente de sua experiência com a empresa a outras pessoas. Os clientes que respondem com notas 7 ou 8 estão satisfeitos, mas não o su�ciente para promoverem positivamente a empresa. Já os promotores são os clientes que estão satisfeitos. Marcando a nota 9 ou 10, eles demonstram lealdade ao serviço ou produto. O indicador NPS, portanto, é o resultado dos satisfeitos menos os detratores. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Figura 4 | Como calcular o NPS - Fonte: elaborada pela autora. Apesar de utilizado por muitas empresas brasileiras, há várias críticas ao NPS, por exemplo, não explorar os motivos que levam à insatisfação do cliente e pouco aprofundamento levam às adaptações. Desta forma, algumas empresas criam perguntas acessórias para quem marcou entre 0 e 6, gerando uma nova pergunta, desta vez qualitativa, como: o que motivou sua resposta? Outra opção usual é embutir o NPS em um questionário de feedback com outras questões qualitativas, de forma ser mais um indicador, e não o único com uma pergunta exclusiva no contexto da avaliação. Videoaula: Encerramento do contrato e as lições aprendidas Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Você indicaria meus serviços de coaching para um amigo ou colega? Esta é uma pergunta bem direta, sem rodeios, mas que precisa ser feita. A�nal, é uma forma rápida de você perceber o Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching quão signi�cativo foi o processo de coaching para seu coachee. Clientes satisfeitos indicariam sem titubear. Portanto, se a resposta for “não”, você já sabe que não deixou o seu cliente satisfeito. Entenderemos melhor este conceito de avaliação assistindo ao vídeo. Saiba mais Você poderá aprofundar seus conhecimentos sobre NPS no artigo A relação entre o Net Promoter Score e a satisfação do cliente. A pesquisa de satisfação do cliente é um tipo de avaliação de resultados. O que mais chama a atenção é sua simplicidade. RIBEIRO, L. L.; FAGUNDES, A. F. A relação entre o Net Promoter Score e a satisfação do cliente. In: ENCONTRO DA ANPAD, 43., 2019, São Paulo. Anais [...]. São Paulo, SP: Anpad, 2019. Disponível em: http://www.anpad.org.br/abrir_pdf.php?e=MjY3MDY=. Acesso em: 11 dez. 2021. O modelo 70 20 10 foi revolucionário ao mudar o formato de investimento em treinamento e educação corporativa. Os adultos aprendem de forma diferente das crianças. Além diswo, as organizações estão preenchidas de diversidade. O modelo propõe mais investimento em formação que abrange um maior número de pessoas, privilegia a experiência e as competências, como trabalho em equipe. MODELO 70:20:10 - LEGENDADO PT/BR. [S. l.: s. n.], 2016. 1 vídeo (4min8s). Publicado pelo canal Gustavo Bertoli. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=epViBVKkOmI. Acesso em: 11 dez. 2021. Apesar de o processo de coaching ter uma metodologia a ser seguida, nada impede você de ser um coach criativo. Dá para fazer diferente e melhor. O Capítulo 3, do livro Criatividade no http://www.anpad.org.br/abrir_pdf.php?e=MjY3MDY= https://www.youtube.com/watch?v=epViBVKkOmI Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching processo de coaching, aborda a motivação para a criatividade, bem como os empecilhos para a mudança. CASTILHO, M. A. Criatividade no processo de coaching. São Paulo, SP: Trevisan, 2013. Referências ALVES, M. M.; ANDRÉ, C. F. Modelo 70 20 10 e o microlearning: alternativas para problemas modernos na educação corporativa. Revista Digital de Tecnologias Cognitivas, n. 16, 2017. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/teccogs/article/view/49107/32161. Acesso em: 11 dez. 2021. CASTILHO, M. A.; SANMARTIN, S. M. 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Para rever os resultados do coachee, deve-se considerar seis etapas: a relação com o cliente, o diagnóstico da situação, a de�nição de metas, o planejamento de novas ações, a intervenção do coach e, por último, a avaliação de resultados (CHIAVENATO, 2021). Conduzir o coachee de um ponto a outro necessita de autoconhecimento e de passar por três fases importantes: autoavaliação, consciencialização e gestão de si próprio (SILVA, 2012). Larrosa (2011) aborda cinco dimensões pedagógicas que levam ao agir atravésdo domínio de si mesmo: ver-se, expressar-se, narrar-se, julgar-se e dominar-se. O que pode gerar aprendizados no nível de aspiração, expectação ou realização. http://www.anpad.org.br/abrir_pdf.php?e=MjY3MDY= Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching O motor do processo de coach é a mudança. Para Clutterbuck (2019), o modelo mais tradicional segue os passos: auxílio do coachee a identi�car as metas; depois, chegam a um consenso sobre os próximos passos, envolvendo diálogos e feedback nesta etapa; por último, o ciclo se repete. Segundo o autor, há três etapas: o coach auxilia o coachee a partir de questionamentos a compreender sua situação atual e o que o afasta das suas realizações; depois, o coach auxilia o coachee a se motivar para a realização das metas e continua a intervir. O coach deve ter uma atenção especial ao desempenho do coachee, pois o desempenho é “o caminho adequado para o alcance de resultados previamente de�nidos” (CHIAVENATO, 2021, p. 100). Encontrar necessidades e evidências, reunir provas, buscar motivação para alcançar metas, planejar como atingir estas metas, exercitar e praticar as novas habilidades, monitorar ações, contornar possíveis contratempos. Há as competências emocionais e as organizacionais a serem desenvolvidas. Seu sucesso está proporcionalmente ligado ao seu poder de realização do coachee. Por isso, o coach deve estar muito atento ao quão comprometido o coachee está. A revisão do coach se faz por uma autoavaliação associada ao feedback e ao follow-up contínuos. Cabe um exame de consciência quanto à vocação para a atuação pro�ssional. Questionar-se, por exemplo: sou capaz de �car feliz com o sucesso alheio? Acredito �elmente no potencial humano? Entre outras tantas questões. Sessão a sessão, outros questionamentos devem ser feitos: utilizei tudo que programei? De 0 a 10, como eu me saí na condução da sessão de hoje? Há um modelo de diálogo muito utilizado nos atendimentos de coach que é o MROV, sigla que representa os temos: metas, realidade, opções e vontade. Este modelo foi criado por Sir John Whitmore e representa um caminho percorrido através do diálogo até a afetividade de uma aprendizagem (CLUTTERBUCK, 2009). A frustração é um sentimento que pode intensi�car seus pensamentos ruminantes e acabar por fortalecer suas crenças limitantes. Um novo olhar passa por ter uma satisfação �exível. Quanto mais alto o nível de comprometimento, mais chances de sucesso as partes terão (KRAUSZ, 2007). O Net Promoter Score (NPS) se constitui em uma pergunta direta e simples: você recomendaria esta empresa para um amigo? A satisfação do cliente representa a consolidação do seu nome como coach e a certeza de um trabalho de excelência. Videoaula: Conhecer o processo de encerramento do coaching Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Terminou o projeto que havia iniciado de coaching. Hora de rever o processo como um todo. Imagine você, pós-formado, começando seus atendimentos como coach. Toda a experiência adquirida soma-se e o fortalece enquanto pro�ssional. Por isso, é hora de rever-se acima de tudo. Aprender com a experiência. Hora de rever os aspectos contratuais atingidos e não atingidos e o desempenho do coachee. O plano de ação desenhado a quatro mãos para o coachee atingir seu estado desejado, as metas de�nidas e se o coachee já percebe atitudes diferenciadas, trilhando um caminho de comportamentos reformados. O sucesso do coach dependerá do aprendizado do coachee e dos resultados que ele atingirá. Estudo de caso Você foi contratado como coach para desenvolver um trabalho por três meses com o grupo de trainee da empresa BERGAMOTA MODAS, do ramo do varejo de moda, com mais de 300 lojas espalhadas nas capitais e no interior do Brasil. A empresa quer que os futuros líderes, que se tornarão gerente das lojas em breve, dentro de seis meses, sejam preparados para assumir uma gestão coach. Os diretores lhe solicitaram o desenvolvimento dos seguintes soft skills: comunicação, gestão de con�itos, resolutividade, criatividade, persuasão, con�ança e capacidade de realização. O grupo é composto por 15 pro�ssionais, mas, durante o processo de coaching, você percebe que um deles se destaca, porém não positivamente. Sempre que inicia as sessões de coaching, você retoma a tarefa da sessão passada, contudo Pedro nunca a traz pronta. Não concluiu a roda da vida e realizou a tarefa em cinco minutos já na sessão seguinte. As sessões terminam e você percebe que Pedro preencheu o plano de ação na intenção de cumprir tabela. O processo não Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching saiu de dentro, e você tem dúvidas se ele sabe qual direção está tomando. Durante as perguntas poderosas, aquelas mais e�cazes, ele responde um lacônico: “Não sei!”. Agora com o processo �nalizado e o tempo esgotado, qual é o seu papel como coach na avaliação dos resultados dos coachees e de Pedro em especial? Resolução do estudo de caso Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Não podemos ver o futuro como o prolongamento do passado. Não podemos nos imaginar passivos à nossa própria situação. Portanto, o processo de coaching desenvolve a autonomia do sujeito e desperta a consciência de suas limitações e de todo o potencial desperdiçado que precisa ser lapidado com esforço, conhecimento, técnicas e trabalho. O coach tem a responsabilidade de entregar resultados e, para tanto, é importante rever todas as cláusulas contratuais descritas no contrato com a empresa. A empresa espera que as pessoas que passaram pelo coaching se capacitem, melhorem sua performance e gerem resultados extraordinários na e para a empresa. Todavia, é importante o coach estar preparado para compreender o fato de que o coaching não é para todos e, em alguns casos, é necessário auxiliar o coachee a compreender que aquele não é o melhor momento para ele passar por este processo. Pode acontecer de o coachee ter algumas questões mais profundas, as quais precisam ser resolvidas com o auxílio de outros pro�ssionais, como um terapeuta ou psicólogo. Então, é possível, de comum acordo, o coachee perceber que não foi possível aproveitar os benefícios que o processo poderá trazer. A empresa precisar receber este retorno. Se for o caso, não só para que o apoio necessário seja dado, bem como para reavaliar a colocação do funcionário no local certo. Não signi�ca necessariamente que ele será demitido, mas será necessário rever a função. Pedro não apresenta resolutividade nem capacidade de realização, bem como outros skills solicitados para o cargo. E o que é pior: não está 100% comprometido em desenvolver estas competências. Resumo visual Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching Fonte: elaborada pela autora. Referências Disciplina Técnicas e Ferramentas de Coaching ALVES, M. M.; ANDRÉ, C. F. Modelo 70 20 10 e o microlearning: alternativas para problemas modernos na educação corporativa. Revista Digital de Tecnologias Cognitivas, n. 16, 2017. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/teccogs/article/view/49107/32161. Acesso em: 11 dez. 2021. BORGES, A. Tolerância à frustração. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1290.pdf. Acesso em: 6 dez. 2021. CASTILHO, M. A.; SANMARTIN, S. M. Criatividade no processo de coaching. São Paulo, SP: Trevisan, 2013. CHIAVENATO, I. Coaching e mentoring: construção de talentos. 4. ed. Barueri, SP: Atlas, 2021. CLUTTERBUCK, D. 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