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Por fim, vem a zona da genialidade. “Aqui está a atividade para a qual estamos perfeitamente adequados”, diz Hendricks. Num certo sentido, todos nascemos com um talento. Uma atividade que conseguimos fazer melhor do que a maioria absoluta das pessoas. Uma vez que descobrimos essa atividade, ela se torna espontaneamente o centro da nossa atenção. Ela se mescla com nossa vida. Torna-se a vida. Ela flui naturalmente. Não percebemos mais distinção entre viver, descansar e trabalhar. A zona da genialidade é o encontro da curiosidade, da consistência e do desejo permanente de evolução. Suponha, por exemplo, que aos 7 anos de idade você tenha identificado seu talento natural – aquela atividade especial que fazia você se perder no tempo. Imagine que você tivesse transformado essa atividade na sua única coisa. Isso significa que, todos os dias, tenha dedicado o máximo de horas para se aprimorar nela. Como você estaria hoje? Uma pessoa pode tornar-se competente em quase tudo, mas ela não pode se tornar genial fora da área do seu talento. Da mesma forma, ninguém consegue atingir a genialidade num emprego ou numa carreira. Você só desenvolve a genialidade quando foca no seu talento. É ali que está o seu potencial. Por isso, é possível ter um emprego ou uma carreira medíocre. Mas não é possível ser medíocre quando se atua sobre o talento.