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Exercícios 1) Carlos e Alex trabalham na empresa KGB Cosméticos S.A. Carlos pretende a equiparação salarial com Alex e para isso consultou seu advogado, que lhe respondeu que para a equiparação salarial todas as assertivas abaixo estão corretas exceto: a) o trabalho deve ser prestado para o mesmo empregador e no mesmo estabelecimento empresarial. b) não há equiparação salarial de trabalho intelectual, uma vez que não há como avaliar a perfeição técnica por força da autonomia inerente a este tipo de trabalho. c) não é necessário que ao tempo da reclamação o reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento. d) em caso de trabalho de igual valor conta-se o tempo de serviço no emprego e também o tempo de exercício da função. Justificativa: Conforme artigo 461 da CLT e Súmula 6, do TST, que preconiza a possibilidade de equiparação salarial nas atividades intelectuais. 2) A partir da regulamentação do contrato de trabalho temporário, é correto dizer que, ocorrendo a falência da empresa terceirizada: a) a empresa tomadora de serviços deverá atuar como litisconsorte passivo necessário no processo falimentar, para que a sua responsabilidade seja apenas subsidiária. b) a empresa tomadora de serviços será solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, remunerações e indenizações dos trabalhadores terceirizados c) não haverá responsabilidade da empresa tomadora de serviços, em razão da vis atrativa do juízo falimentar e as disposições da Lei 11.101/2005. d) haverá responsabilidade subsidiária da tomadora de serviços, após o esgotamento da via de recebimento dos créditos no processo falimentar Justificativa: Conforme artigo 16, da Lei 6019/1974. 3) O empregador será civilmente responsável pela reparação dos danos decorrentes de acidente de trabalho quando: a) agir com dolo ou culpa. b) apenas quando agir com culpa. c) nenhuma das alternativas anteriores. d) apenas quando agir com dolo. Justificativa: Comentário: conforme artigo 7o., XXVIII, da CR/1988. 4) Sobre o tema da terceirização é incorreto afirmar à luz da legislação e jurisprudência: a) a legislação, em regra, não estabelece a responsabilidade solidária do empregador e tomador de serviços b) podem ser objeto de terceirização tanto as atividades-fim como as atividades- meio da empresa tomadora de serviços. c) na terceirização da atividade-fim, deverá ser adotado o contrato de trabalho temporário, sob pena de nulidade. d) na terceirização da atividade-meio, há responsabilidade do tomador de serviços para com o pagamento dos haveres trabalhistas dos empregados terceirizados. Justificativa: Conforme Lei 6019/1974. 5) Márcio foi admitido por uma empresa de trabalho temporário, com prazo contratual de 120 dias, contrato escrito e que indicou a motivação da contratação. Prestou serviços regularmente a tomadora de serviços Betamix S.A., sendo que, por ocasião do encerramento do contrato, não recebeu as verbas resilitórias. Nesse contexto, é correto afirmar que: a) se o contrato de trabalho estabelecesse cláusula proibitiva de contratação do funcionário pela empresa tomadora, ao fim do contrato de trabalho, a mesma seria considerada nula. b) o empregado deverá necessariamente promover o ajuizamento de ação trabalhistas em face da empresa de trabalho temporário e tomadora de serviços, por se tratar de litisconsórcio necessário. c) na terceirização temporária, a responsabilidade das empresas é solidária e direta. d) o empregado poderá propor ação em face da empregadora, única responsável pelo adimplemento das verbas rescisórias. Justificativa: Conforme art. 11, § único, da Lei 6019/1974. 6) O prrs é um pacto de trato sucessivo e pode sofrer alterações objetivas e subjetivas ao longo de sua execução. Sobre as alterações contratuais objetivas é correto afirmar que a) pode ocorrer por determinação do empregador como resultado do jus variandi protegido pela norma trabalhista, desde que haja cláusula de compensação financeira ao empregado. b) só pode ocorrer por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. c) pode ocorrer por determinação do empregador como resultado do jus variandi protegido pela norma trabalhista, independentemente de qualquer consequência que esta traga ao contrato. d) só pode acontecer mediante cláusula de convenção ou acordo coletivo de trabalho. Justificativa: Princípio da inalterabilidade contratual lesiva – artigo 468, caput, CLT. 7) Sobre a alteração do local de trabalho e, de acordo com o tratamento legal e jurisprudencial dado ao assunto, é incorreto afirmar: a) o empregador pode, sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança, transferi-lo, com mudança de domicílio, para localidade diversa da que resultar do contrato, desde que presente a real necessidade do serviço. b) o adicional de 25% é devido nas transferências provisórias. c) o empregador pode, sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança, transferi-lo, com mudança de domicílio, para localidade diversa da que resultar do contrato, independentemente de real necessidade do serviço. d) o empregador pode, sem a anuência do empregado cujo contrato tenha como condição, implícita ou explícita, transferi-lo, com mudança de domicílio, para localidade diversa da que resultar do contrato, no caso de real necessidade do serviço. Justificativa: Aplicação do artigo 469 da CLT, Súmula 43 do TST e OJ 113 da SDI-1. Para transferência do empregado que exerce cargo de confiança é necessária a real necessidade de serviço. 8) A equiparação salarial é importante instituto jurídico destinado a corrigir discriminação salarial entre trabalhadores do mesmo empregador. Sobre a equiparação salarial, é incorreto afirmar à luz da legislação sobre o tema: a) o trabalho de igual valor corresponde à mesma qualidade e produtividade, sendo ônus do empregador demonstrar a inexistência desses elementos. b) reclamante e paradigma devem ser contemporâneos no exercício de suas atividades laborativas, não se exigindo que eles estejam, no momento do ajuizamento da ação, a serviço do estabelecimento empresarial. c) para atender aos requisitos relacionados à antiguidade, é necessário que os empregados comparados não tenham tempo de serviço superior a 4 anos e tempo de exercício da função não superior a 2 anos. d) haverá equiparação entre empregados que tenham laborado na mesma localidade ou localidades distintas que pertençam à mesma região metropolitana. Justificativa: Conforme art. 461, da CLT. 9) A prescrição intercorrente se relaciona com o processo (ou fase) de execução do julgado. Tendo em vista o tratamento legislativo e jurisprudencial sobre o assunto é correto afirmar: a) Pode ser conhecida de ofício pelo magistrado e corre no prazo de cinco anos. b) Não pode ser conhecida de ofício pelo magistrado e corre no prazo de dois anos. c) A jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho vinha reconhecendo o cabimento da prescrição intercorrente no Processo do Trabalho, posicionamento contrário da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. d) A jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho não vinha reconhecendo o cabimento da prescrição intercorrente no Processo do Trabalho, posicionamento contrário da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Justificativa: De acordo com o artigo 11-A, da CLT e Súmulas 114, TST e 327, STF. 10) A partir do entendimento legal e jurisprudencial dado ao tema da suspensão e interrupção do contrato de trabalho em decorrência de acidente de trabalho, assinale a alternativa incorreta: a) no período de gozo do auxílio-doença o contratode trabalho do empregado fica suspenso sendo garantida por ocasião da sua volta a percepção de todas as vantagens que em sua ausência tenham sido deferidas à categoria a que pertencia na empresa. b) a estabilidade provisória do empregado acidentado se aplica apenas aos afastamentos decorrentes de acidente de trabalho. c) se em razão de um acidente de trabalho o empregado for aposentado por invalidez, seu contrato de trabalho será extinto, adotando-se a fórmula da dispensa sem justa causa quanto ao pagamento dos haveres trabalhistas. d) A suspensão do contrato de trabalho, em virtude da percepção do auxílio- doença ou da aposentadoria por invalidez, não impede a fluência da prescrição quinquenal. Justificativa: A aposentadoria por invalidez gera a suspensão do contrato de trabalho e não a extinção.