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882. Se um terceiro interessado pagar a dívida do fiduciante, haverá sub-ro-
gação do crédito ou da propriedade fiduciária? 
O terceiro interessado que pagar a dívida ficará sub-rogado, de pleno direito, no 
crédito e na propriedade fiduciária. 
883. Admite-se arbitragem nos contratos de financiamento imobiliário? 
Sim. Os contratos relativos ao financiamento imobiliário em geral poderão estipu­
lar que litígios ou controvérsias entre as partes sejam dirimidos mediante arbitra­
gem, nos termos do disposto na Lei n° 9.307, de 24 de setembro de 1996. 
884. É possível a cessão de crédito objeto de alienação fiduciária? Se afir­
mativa a resposta, quais as suas implicações? 
Sim. A cessão do crédito objeto da alienação fiduciária implicará a transferência, 
ao cessionário, de todos os direitos e obrigações inerentes à propriedade fiduciária 
em garantia. 
885. Nestas cessões, é necessária a notificação do devedor, para a eficácia 
da avença? 
Não. Nessas cessões de crédito é dispensada a notificação do devedor. 
886. Arrendamento mercantil de imóvel assemelha-se à locação? 
Não, às operações de arrendamento mercantil de imóveis não se aplica a 
legislação pertinente à locação de imóveis residenciais, não residenciais ou 
comerciais. 
887. Qual cláusula existente num contrato de locação autoriza o seu assen­
to imobiliário? 
A cláusula expressa de vigência em caso de alienação. 
888. Qual o objetivo do Estatuto da Cidade? 
Estabelecer normas de ordem pública e interesse social para regular o uso da 
propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos 
cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. 
889. Explique o funcionamento do IPTU progressivo previsto no Estatuto da 
Cidade? 
Nos casos de subutilização ou não utilização do solo, o proprietário será notificado 
pelo Poder Executivo Municipal para cumprimento de obrigação de fazer. Em caso 
de descumprimento das condições e dos prazos previstos, o Município procederá 
à aplicação do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) pro­
gressivo no tempo, mediante a majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos 
consecutivos. 
J46 
890. Nesta hipótese, há alguma intervenção do Oficial Registrador? 
Sim. A notificação encaminhada pelo Poder Executivo será averbada no Registro 
de Imóveis. 
891. Nas hipóteses de débito do contribuinte em razão da aplicação de IPTU 
progressivo, será admitida a hipótese de extinção do crédito tributário em 
razão de isenção? 
Não, por expressa previsão legal. 
892. Qual a sanção a ser imposta ao proprietário contribuinte que, mesmo 
após a imposição do IPTU Progressivo, não promover o adequado aprovei­
tamento do so lo? 
Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha 
cumprido a obrigação de parcelamento, edificação ou utilização, o Município poderá 
proceder à desapropriação do imóvel, com pagamento em títulos da dívida pública. 
893. Quais os requisitos da usucapião especial de imóvel urbano? 
De acordo com o Estatuto da Cidade, aquele que possuir como sua área ou edifica­
ção urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco anos, ininter­
ruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adqui-
rir-lhe-á o dominio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 
894. José adquiriu a propriedade de um determinado imóvel por força da usuca­
pião especial urbana. Decorridos dez anos, vendeu sua propriedade e passou a 
ocupar um segundo imóvel com 150,00m2, por sete anos e ingressou com ação 
de usucapião especial urbano tendo por objeto este segundo imóvel. José não é 
proprietário de nenhum outro imóvel. A luz do Estatuto da Cidade, ele terá direito 
a aquisição da propriedade originária decorrente da usucapião especial urbana? 
Não. O direito de adquirir o domínio por força da usucapião especial urbana não 
será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. 
895. Existe usucapião especial coletivo? Se sim, quais os requisitos? 
Sim, de acordo com o Estatuto da Cidade, as áreas urbanas com mais de duzen­
tos e cinquenta metros quadrados, ocupadas por população de baixa renda para 
sua moradia, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não for pos­
sível identificar os terrenos ocupados por cada possuidor, são susceptíveis de 
serem usucapidas coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietá­
rios de outro imóvel urbano ou rural. 
896. Quem são os legitimados para propor a ação de usucapião especial 
urbana? 
São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana: o 
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