Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Autoras: Clara Inayá Neves Barros, Esther Gabrielly Barral Henriques, Gabrielle Vitória dos Santos, Jennifer de Sousa Palheta, Nicole Layse Lima do Vale e Quérin Larissa Moraes Pinheiro.
Orientadora: Prfª Drª Luana Costa Viana Montão
TEORIA CURRICULAR PÓS CRITICA ESTRUTURALISTA
Universidade Federal Rural da Amazônia
Instituto Ciberespacial
Curso de Licenciatura em Pedagogia
SUMÁRIO
02
03
01
INTRODUÇÃO
REVISÃO TEÓRICA
04
06
05
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
REFERÊNCIAS
METODOLOGIA
RESULTADOS E
DISCUSSÃO
O estudo aborda relatos de um docente que atua no ensino fundamental e suas percepções acerca da influência e implementação da Base Nacional Comum Curricular(BNCC), bem como os desafios e estratégias para que ela seja aplicada em sua prática docente. Além disso, é feito uma analise da relação da prática docente da entrevistada com a teoria curricular pós critica estruturalista.
Introdução
Analisar como a prática da professora pode estar relacionada a teoria pós crítica estruturalista.
OBJETIVO GERAL
METODOLOGIA
Abordagem de Pesquisa: Qualitativa.
Tipo: Pesquisa de campo
	Suporte Teórico: APPLE(2006), SILVA(1999), SILVA(2009),TYLER(1974)
Técnica de coleta dados: Entrevista estruturada.
Público alvo: docentes do ensino fundamental.
Local: Centro Educacional Triunfo
PERFIL PROFISSIONAL
A professora entrevistada possui gradução em licenciatura em pedagogia, tem 39 anos de idade, já ministrou em todas as disciplinas e atua na educação há 6 anos.
Eixo 1: Conceito de currículo e influência da BNCC na prática docente
1- Na sua concepção o que é currículo e como ele influencia a sua prática como professor(a)? Explique.
Eu entendo que seja um conjunto de conhecimentos, valores, atitudes e habilidades que se espera que os alunos desenvolvam no decorrer da sua trajetória escolar. Ele norteia a minha prática, me direcionando e me dando um leque de alternativas para serem trabalhadas em sala de aula.
A professora demonstra uma visão tecnicista de currículo, alinhada à proposta de Ralph Tyler (1974), ao tratá-lo como um conjunto de conteúdos que orientam a prática. Isso difere da visão pós- crítica estruturalista, defendida por Tomaz Tadeu da Silva (2009), que vê o currículo como construção social, atravessada por disputas de poder e cultura.
Eixo 1: Conceito de currículo e influência da BNCC na prática docente
2. Qual a sua visão sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Justifique.
A BNCC oferece orientações que ajudam os docentes sobre o que ensinar, ajudando também no planejamento e no desenvolvimento das aprendizagens. Além disso, uma das coisas que considero significativa: este documento normativo, promove o desenvolvimento de competências socioemocionais, o que oportuniza uma preparação do aluno para a vida em sociedade.
A teoria curricular pós-crítica entende o currículo como algo que vai além de um simples guia técnico de conteúdos. Ele tem um papel cultural e político importante, pois influencia diretamente na formação das identidades dos alunos. Michael Apple (2006) argumenta que o currículo é uma construção social influenciada por relações de poder, interesses econômicos e ideológicos. Nessa perspectiva, a educação não se limita ao ensino de disciplinas, mas considera também as dimensões éticas, afetivas e sociais, buscando compreender e transformar a realidade em que está inserida.
Eixo 1: Conceito de currículo e influência da BNCC na prática docente
3.	Em	relação	à	sua	área	de	conhecimento,	você	concorda	com	os	objetos	de conhecimento/conteúdos que foram estabelecidos na BNCC? Explique.
Em	sua	grande	maioria	sim.	Entretanto,	precisa	que	os	objetivos	se	toquem	mais	na realidade de muitos alunos.
Na visão pós-crítica, o currículo deve considerar as diferenças, os contextos locais e as identidades dos sujeitos, questionando a imposição de um saber único e valorizando múltiplas vozes e experiências. Como afirma Tomaz Tadeu da Silva (1999), o currículo é sempre “um campo de disputas”, e, portanto, não pode ser visto como algo neutro ou natural, mas como uma construção permeada por relações de poder e por escolhas que incluem e excluem saberes.
4.	Em sua visão, quais são as mudanças mais significativas que você identificou na abordagem pedagógica com a implementação da BNCC?
O	desenvolvimento	de	competências	e	habilidades.	Como	por	exemplo,	saber	aplicar	o conhecimento em situações reais, na resolução de problemas, tomada de decisões etc.
A implementação da BNCC representa uma mudança significativa na abordagem pedagógica brasileira
Ao priorizar o desenvolvimento de competências e habilidades que permitam aos estudantes aplicar o conhecimento em situações reais, promovendo a resolução de problemas, a tomada de decisões e o pensamento crítico.
Teorias curriculares pós-críticas; currículo como uma construção social e cultural, afastando-se da ideia de neutralidade.
Tomaz Tadeu da Silva; obra Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo (1999), defende que o currículo deve considerar as relações de poder e identidade, aspectos que aparecem quando a BNCC valoriza a diversidade cultural e a formação integral do aluno.
Eixo 2: Implementação prática da BNCC: desafios e estratégias
Eixo 2: Implementação prática da BNCC: desafios e estratégias
5. Quais são os desafios que você enfrenta nesse processo de concretizar a BNCC em sala de aula?
Eu penso que falta mais formações e a aceitação da aplicabilidade no cotidiano escolar. Pois muito se fala de sair do mesmo, mas na prática há muitas barreiras.
Ao refletir sobre as mudanças trazidas pela BNCC, a professora destaca o foco no desenvolvimento de competências e habilidades, como a aplicação prática do conhecimento, resolução de problemas e tomada de decisões. Na perspectiva pós-crítica estruturalista, o currículo vai além da transmissão de conteúdos, funcionando como espaço de produção de sentidos e identidades. Ao priorizar determinadas competências, a BNCC seleciona quais saberes são valorizados, revelando relações de poder e interesses sociais (SILVA, 2010; APPLE, 2006). Pedagogicamente, aplicar o conhecimento em contextos reais torna-se também uma oportunidade de reflexão crítica sobre o papel social do aluno e os discursos que permeiam a escola.
Eixo 2: Implementação prática da BNCC: desafios e estratégias
6.	Você poderia sugerir estratégias que contribuissem para as escola se professores implantarem de forma satisfatória as orientações da BNCC?
Sugiro, que o professor possa ter mais autonomia nas escolas para que possa desenvolver aquilo o que lhe é orientado nos documentos normativos, além de mais oportunidades de crescimento profissional, para que assim possa estar motivado a trazer muito mais ideias e inovações. Pois há muitas orientações documentais, mas muitas limitações e demandas diárias que também dificultam o engajamento do processo.
A professora destaca como principais desafios da BNCC a falta de formações continuadas e a dificuldade de aplicar suas propostas no cotidiano escolar. Sob a perspectiva pós‑estruturalista, esses obstáculos evidenciam o distanciamento entre o currículo prescrito e o vivido, marcado por relações de poder e resistências culturais. Para Doll Jr. (1993) e Paraskeva (2007), a efetivação do currículo requer abertura à complexidade, recontextualização crítica e apoio ao trabalho docente.
A analise da entrevista conclui que visão da professora demonstra uma compreensão do curriculo como algo que orienta, mas que deve se adaptar á realidade dos alunos e ao cotidiano escolar. Ela valorizar a BNCC, principalmente por seu foco nas competências e na formação integral, mas também aponta desafios como a falta de formação e autonomia docente. Essa postura reflete princípios da teoria curricular pós- crítica estruturalista, que entende o currículo como construção social e cultural, atravessada por contextos, relações de poder e reforça a importancia do professor como agente ativoe crítico, essencial para tomar o currículo significativo e transformador.
Conclusão
APPLE, Michael W. Ideologia e currículo. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
PARASKEVA, João. Ideologia, cultura e currículo. Porto: Didáctica, 2007.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 1999
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
TYLER, Ralph W. Princípios básicos de currículo e ensino. Porto Alegre: Globo, 1974.
Referências Bibliograficas
Gratas pela atenção!
image23.png
image24.png
image25.png
image26.png
image27.png
image15.png
image16.png
image17.png
image18.png
image19.png
image20.png
image21.png
image22.png
image35.png
image36.png
image37.png
image28.png
image29.png
image30.png
image31.png
image32.png
image33.png
image34.png
image46.png
image47.png
image48.png
image38.png
image39.png
image40.png
image41.png
image42.png
image43.png
image44.png
image45.png
image49.png
image55.png
image56.png
image50.png
image51.png
image52.png
image53.png
image54.png
image65.png
image66.png
image57.png
image58.png
image59.png
image60.png
image61.png
image62.png
image63.png
image64.png
image67.png
image68.png
image69.png
image70.png
image71.png
image73.png
image74.png
image75.png
image76.png
image77.png
image78.png
image79.png
image80.png
image72.png
image9.png
image10.png
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image1.png
image2.png
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png

Mais conteúdos dessa disciplina