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Crédito da imagem de capa: adaptado de Pixabay. Sobre fundo cinza, desenho em preto da silhueta de várias pessoas. No canto superior direito, mão aponta para uma das dessas pessoas, cujos braços estão erguidos. Escola Judicial do TRT-2 O conteúdo deste curso está sob licença Creative Commons (CC BY-NC-SA 4.0) Objetivos de aprendizagem Compreender o processo de gestão de pessoas e a importância do planejamento. Conhecer conceitos e técnicas de agregação de pessoas. Conhecer conceitos e técnicas de aplicação de pessoas. Temas |Introdução Escola Judicial TRT2 Módulo 2 - O processo de gestão de pessoas: agregar e aplicar pessoas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR AGREGAR PESSOAS APLICAR PESSOAS | O processo de gestão de pessoas Agregar pessoas Recrutamento Seleção de pessoas Aplicar pessoas Desenho, descrição e análise de cargos Avaliação de desempenho | Fechamento Referências Após conhecermos um pouco mais sobre a evolução da gestão de pessoas nas organizações, passamos o foco do nosso estudo a como esse processo ocorre no dia a dia. Neste módulo, além do planejamento de gestão de pessoas, serão abordadas algumas ferramentas disponíveis para se identificar e selecionar a força de trabalho da organização, assim como os métodos existentes para inserir esses colaboradores em suas atividades, levando-os à execução adequada de suas atribuições. Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Lição 1 de 10 Escola Judicial TRT2 |Introdução Administrar pessoas é um processo amplo e multifacetado, que demanda dos gestores um rol de conhecimentos e competências técnicas capazes de fazer com que os colaboradores movam as engrenagens da organização em busca do alcance dos objetivos institucionais. Esse processo subdivide-se em seis grandes atividades, que muitas vezes ocorrem de forma simultânea. São elas: agregar, aplicar, monitorar, desenvolver, recompensar e manter pessoas. Lição 2 de 10 Escola Judicial TRT2 O processo de gestão de pessoas São exigidas habilidades para identificar talentos, mapear as capacidades individuais dos profissionais e colocá-las à disposição da organização, gerir conflitos, entre outras. O vídeo “O novo gestor de pessoas”, com Mário Sérgio Cortella, apresenta uma síntese do que vem a ser a gestão de pessoas, demonstrando um pouco das atribuições e responsabilidades que o gestor de pessoal possui em uma organização. https://www.youtube.com/embed/gaIRfzf5aOA https://www.youtube.com/embed/gaIRfzf5aOA Scene 1 Slide 1 Con�nue End of Scenario Para refle�r A qualquer momento deste módulo, faça um exercício de reflexão e sugira atitudes que um gestor de pessoas no serviço público pode adotar a fim de estimular a inteligência coletiva de sua equipe. START OVER Deve-se destacar que todas estas atribuições do gestor de pessoas devem ser conduzidas de acordo com aquilo que se tem como visão de futuro da organização. Geralmente essa visão está consolidada em um planejamento de gestão de pessoas, documento que elenca as principais ações, projetos, objetivos e metas relacionadas ao gerenciamento e desenvolvimento dos profissionais. Marques (2015, p. 25) afirma que o planejamento de gestão de pessoas visa “sistematizar a avaliação das necessidades futuras de pessoas na organização, com o objetivo de supri-la com um quadro de pessoal adequado em relação ao perfil profissional e à composição quantitativa e qualitativa”. Dessa forma, o que se busca é disponibilizar profissionais com a formação correta, com as competências necessárias e na quantidade que os setores da organização demandam para realizarem seus serviços com eficiência e eficácia. Saiba mais Uma vez observadas as diretrizes definidas no planejamento de pessoal, inicia-se o gerenciamento de pessoas na prática. Neste módulo serão abordadas a captação e a inserção do profissional com o perfil adequado em suas rotinas operacionais. Assim, torna-se possível agregar e aplicar os colaboradores na organização. Serão explicitadas a seguir algumas ferramentas que podem ser utilizadas para isso. Plano Diretor de Gestão de Pessoas do TRT-2 https://ww2.trt2.jus.br/fileadmin/agep/planejamento_estrategico/Plano_Diretor_de_Gestao_de_Pessoas_2023_2024/PDGP_2021_20216_site_11.2023.pdf Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Para que uma organização do setor público disponha de colaboradores com um perfil alinhado às suas necessidades e objetivos, torna-se necessária a realização de recrutamento e seleção de pessoas por meio de concurso público, de modo a prover a instituição com os perfis profissionais dos quais necessita. Essas tarefas possibilitam “agregar” os profissionais ao seu ambiente de trabalho. Lição 3 de 10 Escola Judicial TRT2 Agregar pessoas Nesse sentido, tem-se como fonte de informações o planejamento de gestão de pessoas, que fornece subsídios para identificar o tipo de profissional que será necessário. Devem ser contratados trabalhadores com competências em programação de sistemas computadorizados, conhecimentos jurídicos ou experiência em finanças? A resposta correta sempre dependerá dos projetos que a organização pretende realizar no futuro e da carência de competências identificada no presente. Devem ser elaborados ainda o desenho, a análise e a descrição dos cargos pretendidos, consolidando o perfil do profissional almejado. Esses processos serão explicados mais adiante, ainda neste módulo, visto que contribuem predominantemente para a aplicação do colaborador em suas rotinas operacionais. Uma vez identificado e descrito o perfil profissional pretendido, inicia-se a agregação dos profissionais por meio do recrutamento e da seleção das pessoas. Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. O recrutamento é um processo que antecede a seleção de pessoas e, no âmbito do setor governamental, ocorre a partir da elaboração do edital de concurso público, que deve definir os requisitos necessários para que se ocupe determinado cargo. Este instrumento serve ainda para comunicar a existência da vaga aos eventuais interessados em ocupá-la, em canais de amplo acesso por parte do público-alvo. Existem dois tipos de recrutamento: interno e externo. O recrutamento interno é aquele no qual se convocam interessados dentro da própria organização para exercer determinada função. O externo, por sua vez, visa suprir as carências de pessoal, sobretudo em termos quantitativos, quando a força de trabalho é insuficiente para a execução do volume de trabalho existente. Lição 4 de 10 Escola Judicial TRT2 Recrutamento Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. O quadro a seguir apresenta alguns canais de comunicação de vagas aplicáveis ao recrutamento interno e externo no âmbito do setor público. Recrutamento Interno Recrutamento Externo Intranet Murais corporativos E-mails corporativos Sítio eletrônico do órgão Mídias sociais corporativas Caça-talentos corporativos Setores responsáveis pela gestão de pessoas Diário Oficial da União (DOU) Jornais de grande circulação Sítio eletrônico do órgão Mídias sociais corporativas Fonte: ATAÍDE (2020) Para atrair os possíveis candidatos à vaga, devem ser prestadas as informações básicas do cargo, que compõem seu perfil. Nesse sentido, Marques (2015) destaca que se deve instigar um processo de recrutamento que atraia os candidatos que detenham as competências almejadas, informando-os acerca da remuneração e demais benefícios à disposição do futuro ocupante do posto. Chiavenato (2010) destaca que o recrutamento interno oferece oportunidades de promoção ou transferência para os trabalhadores da organização, contribuindo com sua evolução profissional e motivando-os a desenvolverem um bom trabalho para que possam ocupar esses postos. O recrutamento externo, por sua vez, permite suprir as carências provenientes da rotatividade de pessoal, assim como oxigenara instituição em termos de ideias. Este quadro apresenta as principais vantagens e desvantagens dos recrutamentos interno e externo. Vantagens Desvantagens Recrutamento interno Aproveita melhor o potencial humano da organização. Motiva e encoraja o desenvolvimento profissional dos atuais funcionários. Incentiva a permanência e a fidelidade dos funcionários à organização. Pode bloquear a entrada de novas ideias, experiências e expectativas. Facilita o conservantismo e favorece a rotina atual. Mantém quase inalterado o atual Vantagens Desvantagens Ideal para situações de estabilidade e pouca mudança ambiental. Não requer socialização organizacional de novos membros. Probabilidade de melhor seleção, pois os candidatos são bem conhecidos. Custa financeiramente menos do que fazer recrutamento externo. patrimônio humano da organização. Ideal para empresas burocráticas. Mantêm e conserva a cultura organizacional existentes. Funciona como um sistema fechado de reciclagem contínua. Recrutamento externo Introduz sangue novo na organização: talentos, habilidades e expectativas. Enriquece o patrimônio humano, pelo aporte de novos talentos e habilidades. Aumenta o capital intelectual ao incluir novos conhecimentos e destrezas. Renova a cultura organizacional e a enriquece com novas aspirações. Incentiva a interação da organização com o mercado. Afeta negativamente a motivação dos atuais funcionários da organização. Reduz a fidelidade dos funcionários ao oferecer oportunidades a estranhos. Requer aplicação de técnicas seletivas para escolha dos candidatos externos. Isso significa custos operacionais. Exige esquemas de socialização organizacional para os novos funcionários. Vantagens Desvantagens Indicado para enriquecer mais intensa e rapidamente o capital intelectual. É mais custoso, oneroso, demorado e inseguro que o recrutamento interno. Fonte: ATAÍDE (2020), adaptado de Chiavenato (2010) Uma vez identificados os candidatos interessados em ocupar determinado posto na organização, inicia-se a seleção de pessoas. A seleção de pessoas funciona como um filtro por meio do qual a organização afere se o profissional detém as características e conhecimentos necessários para o exercício do cargo, assim como se esse candidato possui aptidão para o seu regular exercício. Por expressa disposição constitucional, a seleção externa de colaboradores na administração pública deve ocorrer por meio de concurso público de provas ou de provas e títulos. Dessa forma, a discricionariedade do gestor na definição da técnica de seleção reside apenas na escolha dos conteúdos que irão compor o conteúdo programático da avaliação à qual os candidatos irão se submeter. Esses conteúdos devem guardar coerência com o perfil do cargo, seu nível de escolaridade e exigir os conhecimentos que o profissional deve deter para ocupá-lo. Lição 5 de 10 Escola Judicial TRT2 Seleção de pessoas Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Nesse sentido, Marques (2015, p. 44) apresenta uma maneira de aperfeiçoar as seleções externas no âmbito do setor público: Os concursos públicos já incluem etapas como prova e títulos, para que selecionem profissionais com o perfil desejado e com as competências necessárias, mas pode-se ainda melhorar estas etapas através da inclusão de outras ferramentas como cursos de formação com intuito de observar e identificar as A seleção interna, por sua vez, destina-se à escolha de profissionais de outras áreas da organização para exercer um determinado posto ou atribuições de chefia. Esse tipo de seleção permite ao gestor público a aplicação de uma gama de técnicas de avaliação das competências que os candidatos possuem. Nesse sentido, pode-se recorrer aos seguintes métodos de seleção de pessoas: competências interpessoais, estratégicas e gerenciais que uma simples prova de conhecimentos técnicos não conseguiria verificar. Triagem de currículos: com o auxílio do setor responsável pela gestão de pessoas, podem ser levantados os currículos dos profissionais da organização. Com esse material, é possível identificar a pessoa com as competências necessárias para a vaga ou mesmo reduzir o rol de candidatos a um grupo seleto e aplicar a esse grupo, de forma complementar, uma das demais técnicas de seleção. Entrevista: nesta técnica, com base em um roteiro estruturado ou mesmo uma conversação livre, busca-se levantar as competências, qualidades e defeitos do profissional avaliado, além de perceber suas características comportamentais. Provas de conhecimento: ao aplicar uma prova de conhecimentos é possível mensurar o nível de domínio dos candidatos sobre um determinado tema. Assim, verifica-se a adequação à vaga, de acordo com as exigências do trabalho a ser feito. As técnicas citadas podem ser usadas de forma isolada ou mista. Quando aplicadas em conjunto, permitem que sejam explorados mais detalhes relacionados aos conhecimentos, habilidades e atitudes dos profissionais avaliados para a ocupação da vaga. Após a aplicação das técnicas de seleção e identificação do profissional mais adequado para preencher a vaga, é pertinente que seja realizado um programa de integração com os futuros colegas de setor e, no caso de colaboradores novos, uma ambientação à cultura organizacional. Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Provas de habilidades: ao avaliar as habilidades, coloca-se o candidato para realizar na prática algumas tarefas que serão demandadas do futuro ocupante da vaga. Pode-se requerer que o indivíduo elabore uma peça textual, manipule uma planilha ou aplique técnicas de programação, a depender do rol de atribuições do cargo ou função ofertada. Dinâmicas de grupo: as dinâmicas de grupo envolvem tarefas em colaboração com os demais candidatos à vaga, para se verificar habilidades e atitudes como a capacidade de trabalhar em grupo, proatividade e cooperação, entre outras. Para isso, é possível realizar apresentações sobre as normas, práticas e rotinas, estimulando a socialização das pessoas. Podem ser elaborados materiais para leitura, explicando alguns aspectos gerais da organização e das atribuições do novo colaborador. Caso a organização opte por conduzir um programa de integração, alguns aspectos devem ser abordados. São eles: Histórico da organização ou do setor Estrutura organizacional formal (organograma) Principais processos de trabalho e produtos elaborados Políticas de interesse geral adotadas pela entidade Exposição de expectativas e do processo de avaliação de desempenho Apresentação dos membros da equipe Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Uma das primeiras perguntas que um novo colaborador de uma empresa ou servidor público se faz ao chegar ao seu local de trabalho é: “E agora? O que eu faço?” Transformar seus conhecimentos adquiridos em um produto ou resultado nem sempre é um processo intuitivo, assim como saber a quem deve se reportar, que instrumentos deve utilizar para executar suas tarefas, entre outros procedimentos do dia a dia laboral. Da mesma forma, gerenciar um coletivo de novos entrantes em uma organização é uma tarefa árdua para um gestor de pessoas. Como estabelecer as atribuições, Lição 6 de 10 Escola Judicial TRT2 Aplicar pessoas responsabilidades, relações de comando e supervisão, recursos e outros fatores relacionados à consecução de um trabalho? Nesse sentido se inserem três tarefas inter-relacionadas, responsáveis por esclarecer essas e outras dúvidas. São elas: desenho, descrição e análise de cargos. A definição do perfil de um cargo passa por três tarefas, que são sequenciais e complementares, facilitando a aplicação de novas pessoas numa organização ou mesmo daquelas que migram de um setor para outro. Para melhor entendê-las, pode- se recorrer a Chiavenato (2010, p. 230-248), que assim define cada uma delas: Oquadro a seguir apresenta algumas perguntas que devem ser respondidas ao término de cada uma dessas atividades, de modo a compor o perfil do cargo, que representa o Lição 7 de 10 Escola Judicial TRT2 Desenho, descrição e análise de cargos O desenho de cargos (job design) envolve a especificação do conteúdo de cada cargo, dos métodos de trabalho e das relações com os demais cargos. Descrever um cargo significa relacionar o que o ocupante faz, como faz, sob quais condições faz e por que faz. A descrição de cargo é um retrato simplificado do conteúdo e das principais responsabilidades do cargo. Analisar um cargo significa detalhar o que o cargo exige do seu ocupante em termos de conhecimentos, habilidades e capacidades para que possa desempenhá-lo adequadamente. produto final dessas tarefas. Uma forma simplificada de se traçar o perfil do cargo pode ser verificada a seguir. Perguntas a serem respondidas em cada tarefa Desenho de cargos Descrição de cargos Análise de cargos Qual é o conjunto de atribuições do cargo? Qual é o nome/denominação do cargo? Qual é o nível de formação que preciso para exercer esse cargo? Qual é o método ou processo de trabalho a ser seguido? Quais são as responsabilidades do cargo? De quais competências técnicas necessito? A quem devo me reportar na execução do trabalho? Que tarefas devem ser realizadas para que minhas atribuições sejam cumpridas? De quais competências comportamentais necessito?A quem devo supervisionar? Fonte: Elaborado com base em Chiavenato (2010) Thumbnail Crédito da imagem: Ataíde (2020) É necessário registrar que os cargos do Poder Judiciário Federal foram criados por meio da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006, que estabeleceu requisitos para o ingresso nas carreiras de Analista, Técnico e Auxiliar Judiciário, prevendo ainda que suas respectivas atribuições seriam estabelecidas em regulamento. Dessa forma, o que se espera de cada cargo e os requisitos legais estão previstos nesses normativos e nas demais leis que regem os servidores públicos civis da União, a exemplo da Lei nº 8.112/1990 e da própria Constituição Federal de 1988. Apesar disso, essas definições legais não são suficientes para aplicar adequadamente o colaborador nas suas rotinas. O trabalho cotidiano é rico em detalhes e subdividido entre a equipe que o executa, tendo cada colaborador que cumprir um papel específico para a entrega dos resultados. Nesse sentido, geralmente as atribuições de um determinado departamento são organizadas em pacotes de trabalho. Se você já trabalhou em uma vara judicial, conhece os papéis de calculista, auxiliar de magistrado e secretário de audiência. Será que o rol de atribuições descritas no cargo é suficiente para abarcar, de forma específica, as qualidades mais desejáveis para quem vai exercer tarefas como essas? Provavelmente não! Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Na área administrativa de uma organização ocorre o mesmo. O funcionário que trabalha com os estoques de uma entidade pode ser responsável por um pacote de trabalho que envolve, por exemplo, planejar compras e registrar a entrada de insumos no sistema; ou conduzir um processo de destinação final de materiais inservíveis. As habilidades necessárias variam conforme o pacote de trabalho de cada profissional. Assim, a definição de um perfil por meio do desenho, análise e descrição pode ser aplicada tanto a um cargo como também a uma determinada função, detalhando-se as competências desejáveis para que um colaborador exerça um determinado conjunto de atribuições. Outra forma de aplicação de pessoas em uma organização é a gestão de processos, que serve como um instrumento de padronização do trabalho, melhoria da eficiência operacional e disseminação do conhecimento. Entretanto, esse conteúdo, em virtude da sua extensão e complexidade, demanda um curso específico para sua apresentação. Saiba mais Imprensa Nacional Manual de Referência de Mapeamento de Processos Ferramenta que contribui para o êxito da aplicação dos colaboradores em uma organização, levando-os à execução das tarefas de acordo com o padrão estabelecido. http://www.in.gov.br/documents/20181/777900/Manual+de+Mapeamento+de+Processos+IN_print.pdf/4396ef82-a74b-483b-9355-6cdbe448d185 Lição 8 de 10 Escola Judicial TRT2 Avaliação de desempenho Crédito da imagem: Canva. Outra ferramenta que contribui para a boa performance de um profissional é a avaliação de desempenho. Marques (2015, p. 27) traz sua visão sobre o conceito de avaliação de desempenho, que, segundo a autora, é “um sistema formal de gerenciamento que provê a avaliação da qualidade do desempenho individual e/ou institucional em uma organização. Assim, ela pode visar apenas o indivíduo ou também as equipes, as áreas e a organização”. Deve-se destacar que, nessa abordagem, mensurar o êxito do colaborador em suas atribuições não é suficiente, sendo necessário que a própria organização seja avaliada, a fim de que seja criada uma cultura de gestão por resultados, alinhando-se os objetivos dos profissionais às metas coletivas. Destarte, a utilização das duas ferramentas (avaliação de pessoas e institucional), em conjunto, pode fortalecer o trabalho em equipe e o alcance das metas estratégicas. Marques (2015, p. 27) faz ainda o seguinte alerta: Esta tabela sintetiza os principais benefícios do processo de avaliação de desempenho. A avaliação institucional não deve ser utilizada isoladamente, pois pode causar uma visão distorcida em relação ao desempenho individual, uma vez que oferece os dados consolidados referentes a uma equipe ou área e esses nem sempre coincidirão com os resultados individuais. Benefícios da avaliação de desempenho individual Benefícios da avaliação de desempenho de equipes/institucional Avaliação do desempenho profissional Maior alinhamento das unidades da organização com suas metas e objetivos estratégicos Identificação de necessidades de aprimoramento das habilidades pessoais e profissionais Desenvolvimento de uma visão sistêmica por parte dos indivíduos em relação à organização Reflexão sobre os pontos fortes e fracos de cada avaliado Desenvolvimento do espírito de equipe Percepção do potencial do avaliado Percepção da interdependência entre áreas e pessoas Obtenção de subsídios para a progressão na carreira, com base em competências e desempenho, entre outros benefícios Fonte: Adaptado de Marques (2015). No âmbito do TRT da 2ª Região, a avaliação de pessoas é regida pelo Ato GP nº 09/2009, que prevê avaliação de desempenho funcional, para fins de promoção e progressão, assim como a avaliação de servidores em estágio probatório, em cumprimento às determinações normativas relacionas à matéria. Não obstante, é possível utilizar uma ferramenta própria ou complementar para aplicação dos colaboradores em suas funções, com a finalidade de se proporcionar um feedback aos profissionais. Nesse sentido, Vilas Boas e Andrade (2010, p. 138-170) apresentam os seguintes tipos de avaliação de desempenho usadas pelas organizações: Avaliação chefe-subordinado (top-down) A avaliação de desempenho é realizada pelo superior hierárquico do funcionário. O avaliado faz uma autoavaliação e, posteriormente, se reúne com sua hierarquia para debater seu desempenho. Tipos de avaliação 1 Avaliação de 360 graus Destina-se a fornecer aos funcionários a visão mais precisa possível, com pareceres de diversos ângulos: superior hierárquico, clientes internos, subordinados e outros. Esse sistema combina mais informações do que uma avaliação de desempenho comum, por isso diversas empresas têm adotado esse sistema. Tipos de avaliação 2 Avaliação par�cipa�va por obje�vos (APPO) Baseia-se em uma nova abordagem da teoria da administração conhecida como administração por objetivos (APO), sendo considerada mais democrática, participativa, envolvente e motivadora [...]. A APPO se divide em seis etapas, quesão: 1. Formulação dos objetivos consensuais; 2. Comprometimento pessoal quanto ao alcance desses objetivos; 3. Negociação com o gerente sobre a alocação dos recursos e meios necessários para o alcance dos objetivos; 4. Mudança gradual no comportamento do avaliado no sentido de alcançar os objetivos; 5. Constante monitoração dos resultados e comparação com os objetivos formulados; Tipos de avaliação 3 Vilas Boas e Andrade (2010, p. 139) reforçam ainda a necessidade do fornecimento do feedback, que significa “retorno”. É possível fornecer esse retorno sobre o desempenho e os resultados de um funcionário, sua atuação em um projeto específico, sua forma de se relacionar com outras pessoas, entre outros. Assim, apenas realizar uma avaliação e “pontuar” o avaliado em determinados critérios não seria o suficiente, demandando-se a explicação do porquê de o indivíduo ter ido bem ou mal em seus trabalhos. 6. Retroação intensiva e contínua avaliação conjunta. Saiba mais Como criar um questionário de avaliação de desempenho? O Survio fornece alguns modelos de avaliação de desempenho gratuitos que podem inspirar a elaboração de uma metodologia própria. https://www.survio.com/br/avaliacao-de-desempenho Neste módulo vimos como se subdivide o processo de gestão de pessoas, que possui seis grandes atividades: agregar, aplicar, monitorar, desenvolver, recompensar e manter pessoas. Percebemos ainda a importância do planejamento de gestão de pessoas nesse processo, servindo como guia de atuação para todos da organização no que se refere à administração e ao desenvolvimento dos profissionais. Conhecemos algumas ferramentas utilizadas para agregar pessoas a uma organização, como o recrutamento e a seleção, que possibilitam identificar e escolher os profissionais com o perfil mais adequado para ocupar uma determinada vaga. Lição 9 de 10 Escola Judicial TRT2 | Fechamento Crédito da imagem: CC BY-NC-SA 4.0 | TRT-2/EJUD2 | Elina Hirano. Vimos ainda como é possível aplicar pessoas com base na definição do perfil ideal para um determinado cargo ou função, assim como em avaliações de desempenho, que podem ser entre chefe e subordinado, entre todos os integrantes de uma equipe (360º) ou mesmo de acordo com objetivos previamente definidos. No próximo módulo conheceremos técnicas e instrumentos para monitorar e desenvolver pessoas. A partir dessas atividades, se torna possível contribuir com a melhoria da performance dos profissionais. Vamos a ela! ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO PARANÁ. O novo gestor de pessoas. 2012. (4m14s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KezS2QxMajg. Acesso em: 07 abril 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocomp ilado.htm. Acesso e Acesso em: 27 mar. 2020. BRASIL. Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm. Acesso e Acesso em: 27 mar. 2020. BRASIL. Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006. Dispõe sobre as Carreiras dos Servidores do Poder Judiciário da União; revoga as Leis nºs 9.421, de 24 de dezembro de 1996, 10.475, de 27 de junho de 2002, 10.417, de 5 de abril de 2002, e 10.944, de 16 de setembro de Lição 10 de 10 Escola Judicial TRT2 Referências https://www.youtube.com/watch?v=KezS2QxMajg http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm 2004; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004- 2006/2006/lei/l11416.htm. Acesso em: 27 mar. 2020. BRASIL. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO. Ato GP nº 09/2009. 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Disponível em: https://ww2.trtsp.jus.br/fileadmin/agep/planejamento_estrategico/ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11416.htm http://www.trtsp.jus.br/geral/tribunal2/Normas_Presid/Atos/2009/GP_09_09.html https://www.survio.com/br/avaliacao-de-desempenho https://ww2.trtsp.jus.br/fileadmin/agep/planejamento_estrategico/Plano_Diretor_de_Gestao_de_Pessoas_2019_2020/PDGP_layout_para_site_v.2.pdf Plano_Diretor_de_Gestao_de_Pessoas_2019_2020/PDGP_layout _para_site_v.2.pdf. Acesso em: 12 mar. 2020. BRASIL IMPRENSA NACIONAL. Manual de Referência de Mapeamento de Processos. Disponível em: http://www.in.gov.br/documents/20181/777900/Manual+de+Mapea mento+de+Processos+IN_print.pdf/4396ef82-a74b-483b-9355- 6cdbe448d185. Acesso em: 06 abril 2020. Imagens FAUXELS. Photo Of Person Holding Pen. Disponível em: https://www.canva.com/photos/MADyQ8OxbEI-photo-of-person- holding-pen/. Acesso em: 13 abril 2020. KABOOMPICS. Man reading newspaper. 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