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Vanessa Rodrigues Lauar 
 
 
 
APOSTILA 
 
DE 
 
AULA PRÁTICA 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS 
E DA SAÚDE 
NUTRIÇÃO CLÍNICA - DIETOTERAPIA I e II 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA 
DE 
AULA PRÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
VANESSA RODRIGUES LAUAR 
 
 
 
Co–autora: Professora Ângela Maria Sezini 
Colaboradores: profissionais que contribuíram criando partes desta apostila, ou cedendo 
materiais já elaborados: 
 Professores 
Alessandra Rodrigues Garcia 
Ana Paula Pacífico Homem 
Romero Alves Teixeira 
Sônia Maria de Figueiredo 
 Nutricionistas 
Andréia Brina de Melo 
Rachel Horta Freire 
Vera Cristina Alvarenga Magalhães Etrusco 
Profissionais do Ambulatório de Nutrição do Uni-bh 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS 
E DA SAÚDE 
NUTRIÇÃO CLÍNICA - DIETOTERAPIA I e II 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 
Aos meus alunos, pelo enorme carinho, respeito e credibilidade em meu trabalho. 
Espero que usem esta apostila para terem um diferencial no cotidiano de vocês! 
Aos colegas, professores e nutricionistas, que contribuíram para elaboração deste 
instrumento de raciocínio clínico, exatamente por saberem trabalhar em equipe, o meu 
muito obrigada! 
À professora Jaqueline Pontes Monteiro, pela brilhante e grande parceria com a 
disciplina Patologia da Nutrição e Dietoterapia I do Uni-bh, e pelo exemplo de ética, 
profissionalismo, competência e humildade na busca interminável do conhecimento, 
agradeço sempre. 
E enfim ... agradecimentos especiais: 
Ao meu bom Deus, e ao meu companheiro por guiarem-me nesta batalha maravilhosa 
de troca de saber, com admiráveis profissionais do futuro: Meus Alunos. 
 
 
 
 
Abraços carinhosos. 
 
A Autora. 
 
 
 
 
 
 
 Belo Horizonte, fevereiro de 2007 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
PARTE 1 – ATO CRN-4 N.º 78/2005 ............................................................................ 
 
9 
PARTE 2 – FÓRMULAS E TABELAS FREQUENTEMENTE UTILIZADAS EM 
NUTRIÇÃO CLÍNICA ................................................................................. 
 
 
12 
1- ÍNDICE DE QUETELET – ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) .............................. 12 
Tabela 1 - Classificação e riscos de doenças associadas, segundo o IMC ............................... 12 
Tabela 2 - Classificação da desnutrição, segundo OMS, 1995 ................................................. 12 
Tabela 3 - Índice de massa corporal (IMC) segundo a idade e sexo ........................................ 12 
Tabela 4 - Classificação do estado nutricional de acordo com IMC para idosos ....................... 13 
Tabela 5 - Valores de referência em percentis de Índice de Massa Corporal (kg/m2), para a 
população idosa britância ......................................................................................... 
 
13 
Tabela 6 - Valores de referência em percentis de Índice de Massa Corporal (kg/m2), para o 
sexo masculino ......................................................................................................... 
 
14 
Tabela 7 - Valores de referência em percentis de Índice de Massa CorporaL (kg/m2), para o 
sexo feminino ............................................................................................................ 
 
14 
Tabela 8 - Índice de massa corporal (IMC) para adolescentes .................................................. 15 
Tabela 9 – Classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes segundo o IMC 
para a idade .............................................................................................................. 
 
15 
 
2- ESTIMATIVAS DE PESO CORPORAL E ALTURA ...................................................... 15 
2.1 - Cálculo do peso corporal teórico com base no IMC .......................................................... 15 
Tabela 10 - Valores médios do IMC, freqüentemente utilizados ................................................ 15 
2.2 - Cálculo do peso teórico para adolescentes ....................................................................... 15 
2.3 - Estimativa do Peso Atual ................................................................................................... 15 
Tabela 11 - Equações para cálculo do peso corporal estimado, válida para indivíduos de 60 a 
90 anos ..................................................................................................................... 
 
15 
Tabela 12 - Peso corporal estimado para indivíduos submetidos à amputação ....................... 16 
Figura 1 - Porcentagem de peso amputado ............................................................................... 16 
Quadro 1 - Cálculo do peso corrigido ......................................................................................... 16 
Quadro 2 - Cálculo do IMC corrigido .......................................................................................... 17 
Tabela 13 - Contribuição do edema no aumento ponderal ........................................................ 17 
Tabela 14 - Estimativa do peso de acordo com a intensidade da ascite ................................... 17 
2.4 - Cálculo do Peso ajustado .................................................................................................. 17 
2.5 - Estimativa da estatura ........................................................................................................ 17 
Tabela 15 - Equações recomendadas para a estatura prevista, a partir da altura do joelho em 
adultos (18 a 60 anos) e crianças (6 a 18 anos) .................................................... 
 
17 
Tabela 16 - Cálculo estatural para idosos de 60 a 90 anos ....................................................... 18 
 
3- AVALIAÇÃO DO PESO ATUAL EM RELAÇÃO AO PESO IDEAL ............................. 18 
3.1 - Porcentagem do peso corporal ideal ................................................................................. 18 
Tabela 17 - Classificação do estado nutricional de acordo com a adequação do peso ............ 18 
Tabela 18 - Classificação do grau de obesidade e formas de tratamento ................................. 18 
3.2 – Gravidade da obesidade para crianças ............................................................................. 18 
 
4- AVALIAÇÃO DO PESO ATUAL EM RELAÇÃO AO PESO USUAL ............................ 19 
4.1 - Porcentagem do peso corporal usual ................................................................................ 19 
Tabela 19 - Classificação do peso atual em relação ao peso usual .......................................... 19 
 
5- DETERMINAÇÃO DA ALTERAÇÃO PONDERAL RECENTE ..................................... 19 
5.1 - Porcentagem de alteração ponderal recente ...................................................................... 19 
Tabela 20 - Classificação da perda de peso relativa ao tempo ................................................. 19 
 
 
 
6- CIRCUNFERÊNCIA DO PUNHO (r) .............................................................................. 19 
6.1 - Cálculo da Compleição física para determinar o padrão da estrutura óssea .................... 19 
Tabela 21 - Classificação da estrutura óssea ............................................................................ 19 
Tabela 22 - Peso ideal de acordo com a estatura e compleição física ...................................... 20 
 
7- CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA (C) ..........................................................................20 
Tabela 23 - Classificação da Circunferência da Cintura (cm) de acordo com o gênero ............ 20 
 
8- RELAÇÃO CINTURA/QUADRIL (RC/Q) ....................................................................... 20 
Quadro 3 - Risco de complicações metabólicas ........................................................................ 20 
Tabela 24 - Valores de referência da relação cintura/quadril de acordo com o gênero ............. 21 
 
9- ÍNDICE DE CONICIDADE (IC) ....................................................................................... 21 
9.1 - Cálculo do IC ...................................................................................................................... 21 
Figura 2 – Modelo de cone vs. Duplo cilindro perfeito ............................................................... 21 
 
10- CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO (CB) .......................................................................... 22 
Tabela 25 - Percentil 50 de circunferência do braço .................................................................. 22 
Tabela 26 - Valores de referência em percentis de circunferência do braço (mm) .................... 22 
Tabela 27 - Valores de referência em percentis de circunferência do braço (mm), para 
população idosa britânica ........................................................................................ 
 
22 
10.1 - Adequação da CB (%) .................................................................................................... 23 
Tabela 28 - Classificação do estado nutricional segundo a CB ................................................. 23 
 
11- CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO BRAÇO (CMB) .................................................. 23 
11.1 - Cálculo da CMB ............................................................................................................... 23 
Tabela 29 - Percentil 50 da circunferência muscular do braço .................................................. 23 
Tabela 30 - Valores de referência em percentis de circunferência muscular do braço (mm) ..... 23 
Tabela 31 - Valores de referência em percentis de circunferência muscular do braço (mm), 
para a população idosa britânica ............................................................................ 
 
24 
11.2 - Adequação da CMB (%)................................................................................................... 24 
Tabela 32 - Classificação do estado nutricional segundo a CMB .............................................. 24 
 
12- ÁREA MUSCULAR DO BRAÇO CORRIGIDA (AMBc) ................................................. 24 
12.1 - Cálculo da AMBC para o sexo masculino......................................................................... 24 
12.2 - Cálculo da AMBC para o sexo feminino........................................................................... 24 
Tabela 33 - Valores de referência em percentis da área muscular do braço (cm2), para o 
sexo masculino ........................................................................................................ 
 
25 
Tabela 34 - Valores de referência em percentis da área muscular do braço (cm2), para o 
sexo feminino ........................................................................................................... 
 
26 
Tabela 35 - Valores de referência em percentis da área muscular do braço (mm2), para a 
população idosa britânica ........................................................................................ 
 
27 
Tabela 36 - Classificação do estado nutricional de acordo com a AMBC .................................. 27 
 
13- ÁREA CORDUROSA DO BRAÇO ................................................................................ 27 
13.1 - Cálculo da AGB ................................................................................................................ 27 
Tabela 37 - Valores de referência em percentis da área gordurosa do braço (cm2), para o 
sexo masculino ........................................................................................................ 
 
28 
Tabela 38 - Valores de referência em percentis da área gordurosa do braço (cm2), para o 
sexo feminino ........................................................................................................... 
 
29 
Tabela 39 - Classificação do estado nutricional de acordo com a AGB .................................... 30 
 
14- PREGA CUTÂNEA TRICIPITAL (PCT) ......................................................................... 30 
Tabela 40 - Percentil 50 de prega cutânea triciptal .................................................................... 30 
Tabela 41 - Classificação da PCT (mm) de acordo com a faixa etária ...................................... 30 
 
 
 
Tabela 42 - Valores de referência em percentis da prega cutânea triciptal (mm), para o sexo 
masculino ................................................................................................................ 
31 
Tabela 43 - Valores de referência em percentis da prega cutânea triciptal (mm), para o sexo 
feminino ...... ........................................................................................................... 
 
31 
Tabela 44 - Valores de referência em percentis da prega cutânea triciptal (mm), para a 
população idosa britânica ....................................................................................... 
 
32 
14.1 - Adequação da PCT (%) ................................................................................................... 32 
Tabela 45 - Classificação do estado nutricional segundo a porcentagem de adequação da 
PCT ......................................................................................................................... 
 
32 
Tabela 46 - Classificação do estado nutricional de acordo com a PCT ..................................... 32 
Tabela 47 - Análise da reserva calórica através da PCT E CMB ............................................... 33 
 
15- DENSIDADE CORPORAL ............................................................................................. 33 
15.1 - Equação de Durnin e Womersley .................................................................................... 33 
 
16- % GORDURA CORPORAL ........................................................................................... 33 
16.1 - Equação de Siri ................................................................................................................ 33 
Figura 3 - Modelo teórico de Behnke para a composição corporal do homem de referência .... 34 
Figura 4 - Modelo teórico de Behnke para a composição corporal da mulher de referência ..... 34 
Tabela 48 - Classificação do percentual de gordura corporal para o sexo feminino ................. 35 
Tabela 49 - Classificação do percentual de gordura corporal para o sexo masculino ............... 35 
Tabela 50 - Valores de referência de gordura corporal .............................................................. 36 
 
17- CÁLCULO DA SOMA DAS QUATRO DOBRAS CUTÂNEAS ..................................... 36 
Tabela 51 - Percentual de gordura obtido com o somatório das dobras cutâneas, de acordo 
com sexo e faixa etária ............................................................................................ 
 
36 
Tabela 52 - Classificação do estado nutricional segundo a porcentagem de gordura corporal 
obtida pelo somatório das dobras, de acordo com sexo e faixa etária .................... 
 
37 
Quadro 4 - Equações de predição para cálculo do percentual de gordura de idosos ............... 37 
 
 
PARTE 3 – EXAME FÍSICO .......................................................................................... 
 
 
38 
Quadro 5 - Sinais físicos de desnutrição energético-protéica e carências específicasde 
nutrientes ................................................................................................................. 
 
38 
 
 
PARTE 4 – PROVAS LABORATORIAIS ...................................................................... 
 
 
39 
 
 
1 - CONTAGEM TOTAL DE LINFÓCITOS OU LINFOCITOMETRIA (CTL) ............................ 39 
1.1 - CÁLCULO DA CTL .......................................................................................................... 39 
Tabela 53 - Classificação da CTL .............................................................................................. 39 
Tabela 54 - Classificação laboratorial do estado nutricional ...................................................... 39 
Tabela 55 - Análise dos níveis séricos de hemoglobina e hematócrito ..................................... 40 
 
2- ÍNDICES METABÓLICOS/FUNCIONAIS .............................................................................. 40 
2.1 - CÁLCULO DO ÍNDICE DE CREATININA/ALTURA (ICA) ............................................... 40 
Tabela 56 - Classificação do Índice de Creatinina Altura ........................................................... 40 
Tabela 57 - Excreção de creatinina urinária ideal para homens, de acordo com altura e faixa 
etária ........................................................................................................................ 
 
41 
Tabela 58 - Excreção de creatinina urinária ideal para mulheres, de acordo com altura e faixa 
etária ........................................................................................................................ 
 
41 
 
2.2 - BALANÇO NITROGENADO ............................................................................................. 42 
2.2.1 - Cálculo do BN ................................................................................................................. 42 
 
 
Quadro 6 - Classificação do balanço nitrogenado ..................................................................... 42 
Quadro 7 – Objetivo do balanço nitrogenado ............................................................................. 42 
Quadro 8 - Balanço nitrogenado: interpretação dos resultados ................................................. 42 
Tabela 59 - Avaliação do grau de catabolismo de acordo com o N urinário excretado ............. 42 
 
2.3 - ÍNDICE CATABÓLICO (IC) ............................................................................................... 42 
2.3.1 - Cálculo do IC ................................................................................................................... 42 
Quadro 9 - Classificação do Índice Catabólico .......................................................................... 42 
 
2.4 - ÍNDICE PROGNÓSTICO NUTRICIONAL (IPN) ................................................................ 43 
2.4.1 - Cálculo do IPN ................................................................................................................ 43 
2.4.2 – Interpretação .................................................................................................................. 43 
 
2.5 - ÍNDICE PROGNÓSTICO INFLAMATÓRIO NUTRICIONAL (IPIN) .................................. 43 
2.5.1 - Cálculo do IPIN ............................................................................................................... 43 
2.5.2 – Importância clínica ......................................................................................................... 43 
Tabela 60 - Classificação do IPIN .............................................................................................. 44 
 
2.6 - ÍNDICE DE RISCO NUTRICIONAL (IRN) ......................................................................... 44 
2.6.1 - Cálculo do IRN ................................................................................................................ 44 
Tabela 61 - Classificação do IRN ............................................................................................... 44 
Tabela 62 - Normalidade fisiológica do quociente respiratório e dos gases .............................. 44 
Tabela 63 - Valores de quociente respiratório ........................................................................... 44 
 
2.7 - DISTÚRBIOS DO METABOLISMO ELETROLÍTICO EM ADULTOS .............................. 44 
 
 
 
PARTE 5 - DIAGNÓSTICO DE DESNUTRIÇÃO .......................................................... 
 
 
45 
 
Quadro 10 - Fatores de risco nutricional .................................................................................... 45 
Tabela 64 - Grade de Critérios para a determinação do diagnóstico de desnutrição ................ 46 
Quadro 11 - Classificação da desnutrição do adulto .................................................................. 46 
Tabela 65 - Classificação do estado nutricional a partir da capacidade funcional ..................... 46 
Tabela 66 - Cálculos dos requisitos protéicos (g/kg de peso ideal/dia) ..................................... 46 
Tabela 67 - Recomendação protéica baseada nas quilocalorias totais ..................................... 47 
Tabela 68 - Recomendação de proteína para pacientes críticos ............................................... 47 
Tabela 69 - Recomendação de proteína para patologias específicas ....................................... 47 
Tabela 70 - Recomendação protéica do idoso em diferentes condições clínicas ...................... 47 
Tabela 71 - Estimativa das exigências de água (ml/24h) ........................................................... 48 
Tabela 72 -Necessidades hídricas (assumindo função renal e cardíaca normais) .................... 48 
 
 
PARTE 6 - CÁLCULO DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS .................................. 
 
 
48 
 
 
1- FAO/OMS e RDA/89 .............................................................................................................. 48 
Tabela 73 - Estimativa da necessidade calórico-protéica .......................................................... 48 
Tabela 74 - Estimativa da necessidade calórica por Kg de peso corpóreo (fórmula de bolso) . 48 
Tabela 75 - Níveis energéticos sugeridos para adultos ............................................................. 49 
Tabela 76 - Calorias e proteínas para a idade segundo RDA .................................................... 49 
Tabela 77 - Cálculo da Taxa Metabólica Basal (TMB), segundo sexo, idade e peso ................ 49 
Tabela 78 - Cálculo das necessidades energéticas segundo sexo, nível de atividade física e 
TMB ......................................................................................................................... 
 
49 
Tabela 79 - Necessidades médias de energia para adultos ...................................................... 50 
 
 
 
Tabela 80 - Fatores para estimar a recomendação de energia diária em diferentes níveis de 
atividade física (RDA/89) ......................................................................................... 
50 
Quadro 12 - Classificação das atividades físicas (RDA/89) ....................................................... 50 
Tabela 81 - Recomendação simplificada de energia para adolescentes (FAO/OMS, 1985) ..... 51 
 
2 – EER ou NEE (Estimated energy requirement - Necessidade estimada de energia) .... 51 
2.1 - EER para crianças (0 a 35 meses dentro do percentil 3-97 para peso por altura) ............ 51 
2.2 - EER para crianças e adolescentes (3 a 18 anos dentro do percentil 5-85 para IMC) ....... 51 
Tabela 82 - Coeficiente NAF para crianças e adolescentes (percentil 5-85 para IMC) ............. 51 
2.3 - ERR de manutenção de peso para crianças e adolescentes de 3 a 18 anos com 
sobrepeso e em risco de ficarem com sobrepeso (IMC > percentil85 para sobrepeso) .. 
 
52 
Tabela 83 - Coeficiente NAF crianças e adolescentes de 3-18 anos (IMC > percentil 85 para 
sobrepeso) ............................................................................................................... 
 
52 
2.4 - ERR para adultos (a partir de 19 anos com IMC 18,5 – 25 Kg/m2) ................................... 52 
Tabela 84 - Coeficiente NAF para adultos com 19 anos ou mais (IMC 18,5-25 Kg/m2) ............ 52 
2.5 - EER para adultos com sobrepeso e obesos a partir de 19 anos (IMC ≥ 25 Kg/ m2) ......... 52 
Tabela 85 – Coeficiente NAF para adultos com 19 anos ou mais (IMC ≥ 25 Kg/ m2) ............... 53 
2.6 - EER para adultos com sobrepeso e obesos a partir de 19 anos (IMC ≥ 25 Kg/ m2) ......... 53 
Tabela 86 - Coeficiente NAF para adultos com peso normal e sobrepeso ou obesos, a partir 
de 19 anos (IMC ≥ 18,5 kg/ m2) ............................................................................... 
 
53 
Tabela 87 – Intervalos de distribuição aceitável dos macronutrientes ....................................... 53 
 
3 - EQUAÇÃO DE HARRIS-BENEDICT (1918) ........................................................................ 53 
3.1 - Cálculo do Gasto Energético de Repouso/Basal (GER/GEB) ........................................... 53 
3.2 - Cálculo do Gasto Energético Total (GET)........................................................................... 53 
Tabela 88 - Metas para a oferta energética na realimentação de pacientes desnutridos/ 
hipometabólicos ....................................................................................................... 
 
54 
Tabela 89 - Fatores de correção para cálculo de demanda energética ..................................... 54 
Tabela 90 - Fatores de correção para cálculo de demanda energética baseada no hiperca-
tabolismo ................................................................................................................. 
 
55 
 
4 - CLASSIFICAÇÃO DO ESTRESSE ORGÂNICO SEGUNDO PARÂMETROS 
METABÓLICOS .................................................................................................................. 
 
55 
Tabela 91 - Nível de estresse segundo parâmetros metabólicos .............................................. 55 
Tabela 92 - Estimativa das necessidades nutricionais de acordo com o nível de estresse ....... 56 
Tabela 93 - Indicadores dos níveis de estresse pelo critério metabólico ................................... 56 
 
5 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE CRIANÇA GRAVEMENTE ENFERMA ......................... 56 
5.1 - Gasto energético basal de crianças gravemente enfermas ............................................... 56 
5.1.1 - Harris Benedict ................................................................................................................ 56 
5.1.2 - OMS (Kcal/dia) .....................................................................................…....................... 56 
5.1.3 - Schofield (Kcal/dia) .....................................................................................…………….. 57 
5.1.4 - Maffeis (KJ/d) (1 Kcal = 4,186 KJ) .................................................................................. 57 
5.1.5 - Kleiber (Kcal/dia) ............................................................................................................. 57 
5.1.6 - Hunter ( Kcal/dia) ............................................................................................................ 27 
Tabela 94 - Freqüência de utilização de fórmulas para estimativa da necessidade energética 
na Europa ................................................................................................................ 
 
57 
Tabela 95 - Necessidades protéicas em condições de estresse para crianças de diferentes 
idades ...................................................................................................................... 
 
57 
5.2 - Monitoramento da criança gravemente enferma ............................................................... 57 
Tabela 96 - Avaliação nutricional - Monitoramento da criança gravemente enferma ................ 58 
 
6 - MÉTODOS PARA CÁLCULO DE RESTRIÇÃO/ACRÉSCIMOS CALÓRICOS .................. 58 
6.1 - Método I - Peso ajustado ................................................................................................... 58 
6.2 - Método II - GET – VENTA ................................................................................................. 58 
Tabela 97 – Programação da alteração ponderal ...................................................................... 58 
 
 
6.3 - Método III - Valor calórico da alimentação habitual – VENTA ........................................... 58 
6.4 - Monitoramento do Estado Nutricional ................................................................................ 59 
Quadro 14 - Freqüência de análise das medidas de avaliação do estado nutricional ............... 59 
 
 
PARTE 7 - ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS DO CURSO DE DIETOTERAPIA I e II 60 
 
PARTE 8- ORIENTAÇÕES GERAIS PARA VISITAS TÉCNICAS ............................... 61 
 
PARTE 9 - PROTOCOLOS DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL HOSPITALAR E 
AMBULATORIAL ........ 
63 
 
PARTE 10 - PADRONIZAÇÃO DE ANOTAÇÕES EM PRONTUÁRIO .......................... 76 
 
PARTE 11 - PASSOS PARA DOCUMENTAÇÃO DO CUIDADO NUTRICIONAL ............ 77 
 
PARTE 12 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS DE CASOS .................. 81 
 
PARTE 13 - LISTA DE SUBSTITUIÇÃO DE ALIMENTOS .............................................. 82 
 
PARTE 14 - GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS......................................................... 86 
 
 
PARTE 15 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 127 
 
 
 
 
 
 
 
9
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 
NUTRIÇÃO CLÍNICA - DIETOTERAPIA I e II 
 
 
PARTE 1 – ATO CRN – 4 N°°°° 78/2005 
 
CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS - 4ª REGIÃO RJ - ES - MG 
ATO CRN-4 Nº 78/ 2005 
 
Dispõe sobre o Protocolo Mínimo 
para Avaliação Nutricional 
 
A Presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 4ª Região, no uso das 
atribuições conferidas nos termos da Lei 6583/78, do Decreto número 84.444/80 e demais 
disposições legais pertinentes; 
Considerando a decisão do Plenário em sua 883ª Reunião Plenária ordinária de oito 
de junho de 2005; 
Considerando o crescente aumento do quadro de integrantes da Categoria que 
militam em Nutrição Clínica; 
Considerando a necessidade de nortear os profissionais dessa Área em 
procedimentos mínimos operacionais; 
Considerando que compete ao Conselho Regional estimular a exação no exercício 
da profissão, zelando pelo prestígio e bom conceito dos que a exercem (art. 10, inciso XII da 
Lei 6583/78); 
Considerando, finalmente, a relevância do pleno conhecimento dos procedimentos 
mínimos em Nutrição Clínica, 
 
RESOLVE: 
 
Art. 1º - Fica criado, no âmbito do Conselho Regional de Nutricionistas da 4ª Região, 
o “PROTOCOLO MÍNIMO PARA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL”. 
Art. 2º - Os parâmetros e apontamentos listados nos artigos seguintes, não esgotam 
as alternativas possíveis em cada segmento da área de Nutrição Clínica. 
Art. 3º - Em face do artigo 2º, supra, o “protocolo” deverá ser observado como 
sugestão, cabendo a cada profissional desenvolver o perfil que melhor se enquadre na sua 
real necessidade. 
Art. 4º - Por segmento de atuação, é o seguinte o PROTOCOLO MÍNIMO: 
INCISO I – Em Unidade de Internação (clínica geral, cirúrgica, psiquiatria e 
distúrbios de comportamento alimentar), e Ambulatório: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica.Considerar também: uso de medicações (probabilidade de 
interação Droga X Nutriente), uso de suplementos nutricionais. 
3. Medidas antropométricas - : peso atual, peso teórico, percentual de perda ou 
ganho de peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência 
Braquial(CB), Prega Cutânea Triciptal (PCT), Circunferência Muscular do Braço 
(MB), Relação Cintura Quadril (CQ). 
4. História Dietética – freqüência de consumo alimentar (nos últimos 6 meses), 
alteração da ingestão alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
5. Exame Físico – perda de gordura subcutânea, perda de massa muscular, 
presença de liquido no espaço extra celular (edema e ascite), e, sinais de 
deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo, glicose, uréia, creatinina, sódio, 
potássio, proteínas totais e frações, perfil lipídio. 
 
 
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INCISO II - Em Unidade de Nefrologia: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica. Considerar também: uso de medicações (probabilidade de 
interação Droga X Nutriente), uso de suplementos nutricionais. 
3. Medidas antropométricas - peso atual, peso teórico, altura, Índice de Massa 
Corporal (IMC). 
4. História Dietética – freqüência de consumo alimentar, alteração da ingestão 
alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
5. Exame Físico – presença de liquido no espaço extra celular (edema e ascite), e, 
sinais de deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo, glicose, uréia, creatinina, sódio, 
potássio, cálcio, magnésio, fósforo, urina de 24 horas e clearence de creatinina, 
proteínas totais e frações, perfil lipídio. 
 
INCISO III – Em Unidade de Cardiologia: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica. Considerar também: uso de medicações (probabilidade de 
interação Droga X Nutriente), uso de suplementos nutricionais. 
3. Medidas antropométricas - peso atual, peso teórico, percentual de perda ou ganho 
de peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), Relação Cintura Quadril (CQ). 
4. História Dietética – freqüência de consumo alimentar, alteração da ingestão 
alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
5. Exame Físico – presença de liquido no espaço extra celular (edema), e, sinais de 
deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo, glicose, sódio, potássio, proteínas 
totais e frações, perfil lipídio. 
 
INCISO IV – Em Unidade de Transplante: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica. Considerar também: uso de medicações (probabilidade de 
interação Droga X Nutriente), uso de suplementos nutricionais. 
3. Medidas antropométricas - : peso atual, peso teórico, percentual de perda ou 
ganho de peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência 
Braquial(CB), Prega Cutânea Triciptal (PCT), Circunferência Muscular do Braço 
(CMB). 
4. História Dietética – freqüência de consumo alimentar, alteração da ingestão 
alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
5. Exame Físico – perda de gordura subcutânea, perda de massa muscular, 
presença de liquido no espaço extra celular (edema e ascite), e, sinais de 
deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo, glicose, uréia, creatinina, sódio, 
potássio, perfil lipídio, Proteína C Reativa (PCR), proteínas totais e frações, pré 
albumina e ferritina. 
 
INCISO V – Em Unidade de Geriatria: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica. Considerar: uso de medicações (probabilidade de interação 
Droga X Nutriente), uso de suplementos nutricionais, algum grau de Demência. 
3. Medidas antropómetricas - peso atual (se necessário avaliar por estimativa de 
peso atual), peso teórico, percentual de perda ou ganho de peso, altura (se 
necessário utilizar estimativa através da altura do joelho), IMC, circunferência da 
Panturrilha. 
4. História Dietética – autonomia em se alimentar sozinho ou necessita de auxilio. 
Consistência da alimentação, freqüência de consumo alimentar, alteração da 
ingestão alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
 
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5. Exame Físico – perda de gordura subcutânea, perda de massa muscular, 
presença de liquido no espaço extra celular (edema e ascite), e, sinais de 
deficiência de nutrientes, presença de lesões de pele (ulceras...). 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo, glicose, uréia, creatinina, sódio, 
potássio, proteínas totais e frações, perfil lipídio. 
 
INCISO VI - Em Unidade de Pediatria: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, nº de registro na instituição. 
2. História clínica e dados ao nascer – peso de nascimento, comprimento, idade 
gestacional. 
3. Medidas antropómetricas – em gráficos e tabelas de peso para idade, 
comprimento (crianças até 2 anos) ou estatura ( crianças acima de 24 meses) para 
idade, peso para comprimento/estatura, percentual de perda de peso, 
circunferência cefálica/idade. 
4. História Dietética – investigar história alimentar pregressa (crianças até 2 anos, 
investigar história de aleitamento natural e introdução de alimentos), freqüência de 
consumo alimentar, alteração da ingestão alimentar, tolerância digestiva, alergias 
alimentares, quem oferece a alimentação para a criança. 
5. Exame Físico – evolução ponderal diária, apalpação de fontanela, e, presença de 
sinais de deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo. Em caso de obesidade pedir: 
glicemia e perfil lipídio. 
 
INCISO VII – Em Unidade de Hematologia: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica. Considerar também: uso de medicações (probabilidade de 
interação Droga X Nutriente), uso de suplemento nutricional. 
3. Medidas antropométricas - : peso atual, altura e Índice de Massa Corporal (IMC). 
4. História Dietética – freqüência de consumo alimentar, alteração da ingestão 
alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
5. Exame Físico – perda de gordura subcutânea, perda de massa muscular, 
presença de liquido no espaço extra celular (edema e ascite), e, sinais de 
deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – hemograma completo + VHS, glicose, uréia, creatinina, 
sódio, potássio, proteínas totais e frações. 
 
INCISO VIII – Em Unidade de Ginecologia e Obstetrícia: 
1. Dados pessoais – nome, idade, sexo, profissão, nº de registro na instituição. 
2. História clínica. Considerar também: uso de medicações (probabilidade de 
interação Droga X Nutriente), uso de suplementos nutricionais . 
3. Medidas antropométricas - : peso pré-gestacional, peso atual, ganho ponderal, 
altura e IMC gestacional. 
4. História Dietética – freqüência de consumo alimentar, alteração da ingestão 
alimentar, tolerância digestiva, alergias alimentares. 
5. Exame Físico – presença de liquido no espaço extra celular (edema ), e, sinais de 
deficiência de nutrientes. 
6. Avaliação Bioquímica – de acordo com o estado clinico nutricional (Diabetes, 
Desnutrição...) 
 
Art. 5º - Este Ato entrará em vigor na data de sua assinatura, revogadas eventuais 
disposições em contrário. 
Rio de Janeiro, 09 de junho de 2005. 
 
 
 
 
 
12
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 
NUTRIÇÃO CLÍNICA - DIETOTERAPIA I e II 
 
Elaboração: Vanessa R. Lauar &&&& Ângela Maria Sezini 
Colaboradores: Alessandra R. Garcia, Rachel H. Freire, Romero A.Teixeira e 
Vera Cristina A. M. Etrusco 
 
PARTE 2 - FÓRMULAS E TABELAS FREQÜENTEMENTE UTILIZADAS 
EM NUTRIÇÃO CLÍNICA1 - ÍNDICE DE QUETELET – ÍNDICE DE MASSA COPORAL (IMC) 
 
 IMC = Peso atual (Kg) 
 Altura2 (m) 
 
Tabela 1 – Classificação e riscos de doenças associadas, segundo o IMC 
IMC (kg/ m2) Classificação Risco de co-morbidade 
< 18,5 Baixo peso Baixo (aumenta o risco de outros problemas clínicos) 
17,0 – 18,4 Magreza grau I 
16,0 – 16,9 Magreza grau II 
< 16,0 Magreza grau III 
18,5 – 24,9 Eutrofia Médio 
25,0 – 29,9 Pré-obeso Aumentado 
30,0 – 34,9 Obesidade I Moderado 
35,0 – 39,9 Obesidade II Severo 
≥ 40,0 Obesidade III Muito severo 
Nota: co-morbidades: risco cardiovascular, dislipidemia, diabetes mellitus, resistência à insulina, 
hipertensão arterial e síndrome metabólica. 
Fonte: OMS, 1995 e 1997 
 
Tabela 2 - Classificação da desnutrição segundo OMS, 1995 
Classificação IMC (kg/ m2) Risco de co-morbidade 
Desnutrição Grave < 16,0 Alto 
Desnutrição Moderada 16,0 – 16,9 Moderado 
Desnutrição Leve 17,0 – 18,4 Baixo 
Nota: co-morbidades: principalmente aquelas envolvidas com o sistema imune. 
Fonte: DUARTE, 2002 e 2003 (adaptado) 
 
Tabela 3 – Índice de massa corporal (IMC) segundo a idade e sexo 
 IMC (kg/m²) 
Idade (anos) Mulheres Homens 
19-24 19-24 19-24 
25-34 20-25 20-25 
35-44 21-26 20-25 
45-54 22-27 20-25 
55-64 23-28 20-25 
65... 24-29 20-25 
Fonte: BRAY, 1987 
 
 
 
 
13
 
Tabela 4 – Classificação do estado nutricional de acordo com o IMC para idosos 
IMC (Kg/m2) Estado Nutricional 
< 22,0 Baixo Peso 
22,0 – 27,0 Eutrofia 
> 27,0 Obesidade 
Fonte: LIPSCHITZ, D.A.Screening for nutritional status in the elderly. Primary care, 21 (1); 55-67,1994. 
 
 
Tabela 5 – Valores de referência em percentis de Índice de Massa Corporal (Kg/m2) 
para a população idosa britânica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14
 
Tabela 6 – Valores de referência em percentis de Índice de Massa Corporal (kg/m2), 
para o sexo masculino 
Brancos Negros População Geral 
Idade 
(anos) 5
º
 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 
6 12,93 13,46 14,62 16,52 17,51 12,68 13,66 14,49 16,83 18,58 12,86 13,43 14,54 16,64 18,02 
7 13,30 13,88 15,15 17,31 18,98 13,11 14,03 14,98 17,29 19,56 13,24 13,85 15,07 17,37 19,18 
8 13,67 14,31 15,70 18,10 20,22 13,54 14,41 15,49 17,76 20,51 13,63 14,28 15,62 18,11 20,33 
9 14,04 14,75 16,24 18,88 21,45 13,98 14,81 16,00 18,26 21,45 14,03 14,71 16,17 18,85 21,47 
10 14,42 15,19 16,79 19,67 22,66 14,41 15,21 16,53 18,78 22,41 14,42 15,15 16,72 19,60 22,60 
11 14,81 15,64 17,35 20,47 23,87 14,86 15,62 17,06 19,32 23,42 14,83 15,59 17,28 20,35 23,73 
12 15,21 16,11 17,93 21,28 25,01 15,36 16,06 17,61 19,85 24,39 15,24 16,06 17,87 21,12 24,89 
13 15,69 16,65 18,57 22,12 26,06 15,89 16,64 18,28 20,62 25,26 15,73 16,62 18,53 21,93 25,93 
14 16,16 17,22 19,25 22,97 27,02 16,43 17,22 18,94 21,54 26,13 16,18 17,20 19,22 22,77 26,93 
15 16,57 17,79 19,94 23,82 27,86 16,97 17,79 19,56 22,50 27,05 16,59 17,76 19,92 23,63 27,76 
16 17,00 18,35 20,63 24,63 28,69 17,51 18,37 20,19 23,45 27,95 17,01 18,32 20,63 24,45 28,53 
17 17,29 18,72 21,13 25,44 29,50 17,86 18,77 20,70 24,41 28,89 17,31 18,68 21,12 25,28 29,32 
18 17,50 18,95 21,46 26,08 29,89 18,05 19,03 21,09 25,06 29,35 17,54 18,89 21,45 25,92 30,02 
19 17,77 19,25 21,88 26,53 29,98 18,32 19,35 21,51 25,38 29,62 17,80 19,20 21,86 26,36 30,66 
20-24 18,62 20,26 23,09 27,02 31,43 18,43 19,84 22,59 25,76 32,00 18,66 20,21 23,07 26,87 31,26 
25-29 19,10 21,02 24,17 28,15 31,89 18,48 20,26 23,87 27,81 32,68 19,11 20,98 24,19 28,08 31,72 
30-34 19,45 21,58 24,90 28,76 32,04 18,44 20,75 24,49 29,34 32,95 19,52 21,51 24,90 28,75 31,99 
35-39 19,44 21,82 25,29 29,17 32,12 18,58 20,90 24,47 29,99 33,09 19,55 21,71 25,25 29,18 32,23 
40-44 19,44 21,87 25,54 29,34 32,21 18,67 20,91 24,66 30,61 33,27 19,52 21,75 25,49 29,37 32,41 
45-49 19,39 21,84 25,61 29,36 32,15 18,73 20,90 24,70 30,83 33,45 19,45 21,72 25,55 29,39 32,40 
50-54 19,31 21,78 25,60 29,29 32,04 18,82 20,87 24,61 30,62 33,52 19,35 21,66 25,54 29,31 32,27 
55-59 19,23 21,70 25,58 29,23 31,95 18,92 20,81 24,47 30,40 33,59 19,25 21,58 25,51 29,24 32,18 
60-64 19,14 21,60 25,54 29,17 31,87 19,02 20,75 24,32 30,16 33,67 19,15 21,49 25,47 29,17 32,08 
65-69 19,06 21,50 25,49 29,10 31,78 19,12 20,67 24,15 29,90 33,77 19,05 21,39 25,41 29,08 31,98 
70-74 18,98 21,39 25,41 29,01 31,69 19,21 20,60 23,97 29,60 33,85 18,94 21,29 25,33 28,99 31,87 
HANES 1971-1974 EUA, baseado em Must A. et al. Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body mass index (wt/ht2) – a corretion. Am. J. 
Clin N utr. 1991;54:773 
 
 
 
 Tabela 7 – Valores de referência em percentis de Índice de Massa CorporaL (kg/m2), para o 
sexo feminino 
Brancos Negros População Geral 
Idade 
anos 
5º 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 
6 12,81 13,37 14,33 16,14 17,59 12,52 13,40 1383 16,24 16,06 12,83 13,37 14,31 16,17 1749 
7 13,18 13,82 15,00 17,16 18,99 12,88 13,79 14,55 17,36 17,95 13,17 13,79 14,98 17,17 18,93 
8 13,57 14,27 15,68 18,19 20,39 13,25 14,17 15,26 18,49 19,85 13,51 14,22 15,66 18,18 20,36 
9 13,96 14,72 16,35 19,21 21,78 13,63 14,57 15,98 19,64 21,71 13,87 14,66 16,33 19,19 21,78 
10 14,36 15,18 17,02 20,23 23,15 14,02 14,96 16,69 20,79 23,57 14,23 15,09 17,00 20,19 23,20 
11 14,76 15,64 17,69 21,24 24,48 14,41 15,36 17,39 21,96 25,44 14,60 15,53 17,67 21,18 24,59 
12 15,17 16,11 18,36 22,25 25,53 14,83 15,77 18,11 23,15 27,27 14,98 15,98 18,35 22,17 25,95 
13 15,59 16,55 18,91 23,13 26,46 15,33 16,23 18,78 24,41 28,90 15,36 16,43 18,95 23,08 27,07 
14 15,89 16,89 19,29 23,87 27,31 15,77 16,66 19,24 25,46 30,29 15,67 16,79 19,32 23,88 27,97 
15 16,21 17,23 19,69 24,28 27,89 16,20 17,07 19,67 26,04 31,40 17,81 17,16 19,69 24,29 28,51 
16 16,55 17,59 20,11 24,68 28,45 16,65 17,48 20,11 26,68 32,51 16,36 17,59 29,09 24,74 29,10 
17 16,76 17,84 20,39 25,07 28,95 16,72 17,81 20,45 27,38 33,38 16,59 17,81 20,36 25,23 29,72 
18 16,87 18,01 20,58 25,34 29,23 17,04 18,06 20,78 27,92 33,18 16,71 17,99 20,57 25,56 30,22 
19 17,00 18,20 20,80 25,58 29,37 17,20 18,35 21,11 28,40 33,27 16,87 18,20 20,80 25,85 30,72 
20-24 17,47 18,61 21,38 25,78 31,25 17,26 18,97 22,38 28,81 35,19 17,38 18,64 21,46 26,14 31,20 
25-29 17,90 19,05 21,94 27,16 32,79 17,64 19,70 23,88 31,03 36,87 17,84 19,09 22,10 27,68 33,16 
30-34 18,21 19,48 22,47 28,38 34,07 18,23 20,41 25,06 32,28 37,79 18,23 19,59 22,69 28,87 34,58 
35-39 18,48 19,84 22,09 29,25 34,77 18,66 21,00 25,87 32,98 38,45 18,51 19,91 23,25 29,54 35,35 
40-44 18,61 20,13 23,48 29,90 35,04 18,76 21,60 26,61 34,06 39,12 18,65 20,20 23,74 30,11 35,85 
45-49 18,67 20,40 23,91 30,38 35,09 18,66 21,97 27,07 34,75 39,26 18,71 20,45 24,17 30,56 36,02 
50-54 18,76 20,62 24,00 30,66 35,09 18,52 22,19 27,32 35,11 39,35 18,79 20,66 24,54 30,79 35,95 
55-59 18,84 20,83 24,69 30,93 35,08 18,38 22,40 27,52 35,50 39,49 18,88 20,86 24,92 31,00 35,88 
60-64 18,92 21,04 25,08 31,20 35,04 18,21 22,60 27,71 35,92 39,64 18,96 21,06 25,29 31,21 35,80 
65-69 18,99 21,25 25,16 31,46 34,98 18,01 22,79 27,87 36,36 39,77 19,03 21,25 25,66 31,40 35,70 
70-74 19,06 21,45 25,24 31,70 34,91 17,78 22,93 28,00 36,67 39,88 19,09 21,44 26,01 31,58 35,58 
HANES 1971-1974 EUA, baseado em Must A. et al. Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body mass index (wt/ht2) – a corretion. Am. J. Clin. 
Nutr. 1991;54:773 
A obesidade é considerada no percentil 85o e “superobesidade" no percentil 95o do IMC. 
A magreza não foi estabelecida para adultos, alguns autores usam o percentil 15o como ponto de 
corte. Para adolescentes a OMS recomenda o percentil 5o para magreza. 
Referência: OMS. Physical status: use and interpretation of antropometry. Geneva: WHO, 1995.WHO 
TechinicalReport Series no 854. 
 
 
15
 
Tabela 8 - Índice de massa corporal (IMC) para adolescentes 
 IMC (kg/m²) 
Faixa etária Meninas ● Meninos ● 
5 a 7 anos 15,4± 15,7± 
Pré-puberdade* 17,6± 16,7± 
Pico da velocidade de 
crescimento ** 18,4± 17,7± 
Puberdade*** 19,6± 18,9± 
18 anos 21,3± 20,7± 
Fonte: CASEY ET AL, 1992 
 
* Pré-puberdade: dois anos antes do pico de velocidade de crescimento (estirão). 
** Velocidade de crescimento (pico): 
• Meninas – idade média: 11-16 anos; 
• Meninos – idade média: 12 anos (variação normal: 10-14 anos). 
*** Puberdade: dois anos após o pico da velocidade de crescimento. 
 
Tabela 9 – Classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes 
 segundo o IMC para a idade 
Estado Nutricional IMC 
Baixo peso < p 5 
Eutrofia ≥ p 5 e < p 85 
Sobrepeso ≥ p 85 
Obesidade ≥ p 95 
Fonte: NCHS, 2000 
 
 
2 - ESTIMATIVAS DE PESO CORPORAL E ALTURA 
2.1 – Cálculo do peso corporal teórico com base no IMC: 
 PT = A2 (m) x IMC 
 
Tabela 10 – Valores médios do IMC, freqüentemente utilizados 
 Mínimo Médio Máximo Obeso 
Homem 20,0 – 21,0 22,0 – 22,5 25,0 30 
Mulher 18,7 – 19,0 20,8 – 21,5 23,8 – 24,0 28,6 
Fonte: Adaptado da OMS/1990/1995/1997 
 
 
2.2 - Cálculo do peso teórico para adolescentes: 
Peso teórico = [altura (cm) – 100 + idade/10 x 0,9] 
 
 
2.3 – Estimativa do peso atual 
 
Tabela 11 – Equações para cálculo do peso corporal estimado, válida para indivíduos 
 De 60 a 90 anos 
 
Sexo Peso (kg) 
Homens (0,98 x CP)+(1,16 x altura do joelho)+(1,73 x CB)+(0,37 x PCS)-81,69 
Mulheres (1,27 x CP)+(0,87 x altura do joelho)+(0,998 x CB)+(0,4 x PCS)-62,35 
Nota: CP: circunferência da panturrilha (cm), CB: circunferência do braço (cm), PCS: prega cutânea 
sub-escapular (mm), altura do joelho (cm). 
Fonte: WORLD, 1995,CHUMLEA, 1988 
 
 
16
 
Tabela 12 – Peso corporal estimado para indivíduos submetidos a amputação 
Segmento do corpo % correspondente ao peso 
estimado 
Mão 0,8 
Antebraço 2,3 
Braço até o ombro 6,6 
Pé 1,7 
Perna abaixo do joelho 7,0 
Perna acima do joelho 11,0 
Perna inteira 18,6 
Fonte:adaptado de WINKLER e LYSEN, 1993; PRONSKY, 1997. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 
 
 
Quadro 1 – Cálculo do peso corrigido. 
 
 
 
 
 
 
17
 
Quadro 2 – Cálculo do IMC corrigido. 
 
 
 
 
Tabela 13 – Contribuição do edema no aumento ponderal 
Edema 
+ Tornozelo 1kg 
++ Até o joelho 3 a 4kg 
+++ Até a raiz da coxa 5 a 6kg 
++++ Anasarca 10 a 12kg 
Fonte: MATERESE, 1997. 
 
 
Tabela 14 – Estimativa do peso de acordo com a intensidade da ascite 
Grau de Ascite Peso Ascítico Edema periférico 
Leve 2,2 Kg 1,0 Kg 
Moderada 6,0 Kg 5,0 Kg 
Grave 14,0 Kg 10,0 Kg 
Fonte: JAMES, 1989. 
 
 
2.4 - Cálculo do peso ajustado: 
 
Peso ajustado (kg) = (Peso atual (kg) - Peso ideal (kg)) x 0,25 + Peso ideal (Kg) 
Corresponde ao peso ideal corrigido para determinação energética e de nutrientes, quando 
a adequação do peso for inferior a 95% ou superior a 115%. 
Fonte: LEE, 1996 
 
 
2.5 - Estimativa da estatura 
 
Tabela 15 - Equações recomendadas para a estatura prevista, a partir da altura do 
joelho em adultos (18 a 60 anos) e crianças (6 a 18 anos) 
Grupo Equação 
Homens brancos E = 71,85 + (1,88 X Altura do Joelho em cm) 
Homens negros E = 73,42 + (1,79 X Altura do Joelho em cm) 
Mulheres brancas E = 70,25 + (1,87 X Altura do Joelho em cm) – 0,06 (idade em anos) 
Mulheres negras E = 68,10 + (1,86 X Altura do Joelho em cm) – 0,06 (idade em anos) 
Meninos brancos E = 40,54 + (2,22 X Altura do Joelho em cm) 
Meninos negros E = 39,60 + (2,18 X Altura do Joelho em cm) 
Meninas brancas E = 43,21 + (2,15 X Altura do Joelho) 
Meninas negras E = 46,59 + (2,02 X Altura do Joelho) 
Fonte: CHUMLEA, 1985, 1994 
 
 
 
 
 
18
 
Tabela 16 - Cálculo estatural para idosos de 60 a 90 anos 
Homens [64,19 – (0,04 x idade) + (2,02 x altura do joelho em cm)] 
Mulheres [84,88 – (0,24 x idade) + (1,83 x altura do joelho em cm)] 
Fonte: CHUMLEA, 1985 
 
 
 
 
3 - AVALIAÇÃO DO PESO ATUAL EM RELAÇÃO AO PESO IDEAL 
Peso ideal = peso que mais se aproxima do usual ou peso teórico médio (quando não há o 
peso usual) 
 
3.1 - Porcentagem do peso corporal ideal: % PI = Peso atual x 100 
 Peso ideal 
 
Tabela 17 - Classificação do estado nutricional de acordo com a adequação do peso 
Adequação do peso (%) Estado nutricional 
≤ 70 Desnutrição grave 
70,1 - 80 Desnutrição moderada 
80,1 - 90 Desnutrição leve 
90,1 - 110 Eutrofia 
110,1 - 120 Sobrepeso 
> 120 obesidade 
Fonte: BLACKBURN, G.L; THORNTON, P.A., 1977 
 
 
Tabela 18 – Classificação do grau de obesidade e formas de tratamento 
Grau de obesidade % de peso acima do PI Tratamento 
Suave 120 a 140 Dieta levemente hipocalórica Modificações de conduta 
Moderada 141 a 200 Moderadamente hipocalórica Modificação de conduta 
Grave ou Mórbida > 200 
Acentuadamente hipocalórica 
Modificação de conduta 
Cirurgia 
Fonte: WAITZBERG, D.L., 1995 
 
3.2 - Gravidade da Obesidade para Crianças : IMC atual / IMC p95 x 100 
Obesidade leve: % de gravidade até 110% 
Obesidade moderada: % de gravidade 111% a 120% 
Obesidade grave: % de gravidade acima de 120% 
 
Fonte: CINTRA IP & FISBERG M, 2004 
 
 
 
 
 
 
 
 
19
 
4- AVALIAÇÃO DO PESO ATUAL EM RELAÇÃO AO PESO USUAL 
 
4.1 - Porcentagem do peso corporal usual: % PU = Peso atual x 100 
 Peso usual 
Tabela 19 – Classificação do peso atual em relação ao peso usual 
Peso usual (%) Grau de desnutrição 
85 – 95 Depleção leve 
75 – 84 Depleção moderada 
< 74 Depleção severa 
Fonte: BLACKBURN, 1977 
 
 
5 - DETERMINAÇÃO DA ALTERAÇÃO PONDERAL RECENTE 
 
5.1 - Porcentagem de alteração ponderal recente = (Peso usual – Peso atual) x 100 
 Peso usual 
 
Tabela 20 – Classificação da perda de peso relativa ao tempo 
 
Perda significativa de peso ou 
moderada (%) Perda grave de peso (%) 
1 semana 1 – 2 >2 
1 mês 5 >5 
3 meses 7,5 >7,5 
6 meses 10 >10 
Fonte: BLACKBURN e cols, 1977 
 
 
6- CIRCUNFERÊNCIA DO PUNHO (r) 
6.1 - Cálculo da Compleição física para determinar o padrão da estrutura óssea 
 
 Altura (cm) 
Estrutura Óssea = _________________________ 
 (C.P. ou r) Circunf. Punho (cm) 
 
 
Tabela 21 – Classificação da estrutura óssea 
 Homens Mulheres 
Pequena > 10,4 > 11,0 
Média 9,6 a 10,4 10,1 a 11,0 
Grande < 9,6 < 10,1 
Fonte: GRANT, 1980 
 
 
 
 
 
 
 
20
 
Tabela 22 – Peso ideal de acordo com a estatura e compleição física 
 
 
 
7 - CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA (C) 
Tabela 23 – Classificação da Circunferência da Cintura (cm) de acordo com o gênero 
Sexo Normal Risco moderado Alto risco Cardiovascular 
Masculino < 94 94 a 102 > 102 
Feminino < 80 80 a 88 > 88 
Fonte: OMS, 1997 
 
 
8 - RELAÇÃO CINTURA/QUADRIL (RC/Q) 
Quadro 3 - Risco de complicações metabólicas 
 RC/Q > 1,0 para homens 
 RC/Q > 0,85 para mulheres 
Fonte: OMS, 1998 
 
 
 
 
 
 
 
21
 
Tabela 24 – Valores de referência da relação cintura/quadril de acordo com o gênero 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 - ÍNDICE DE CONICIDADE(IC) 
É baseado na idéia de que o corpo humano muda do formato de um cilindro para o de um 
“cone duplo”, com o acúmulo de gordura ao redor da cintura. 
 
9.1 – Cálculo do IC 
 
IC = C cintura / 0,109 (PC) / AL) 
C cintura: circunferência da cintura em metros (m) 
PC: peso corporal (em kg) 
AL: altura (em m) 
IC = 1,0 (cilindro perfeito) a 1,73 (cone duplo perfeito) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Modelo de cone vs. Duplo cilindro perfeito para descrever a forma do corpo humano com 
aumento da adiposidade abdominal. 
 
22
 
Nota: de “A New Index of Abdominal Adiposity as an Indicator of Risk for Cardiovascular Disease. A 
Cross-Population Stydy”, de R. Valdez, J. C. Seidell, Y. L. Ahn e K. M. Weiss, 1992, International 
Journal of Obesity, 17, p. 78. Direitos de reprodução de 1992 para MacMilan Press, Ltda. 
Reproduzido com permissão. 
 
 
 
10 - CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO (CB) 
Tabela 25– Percentil 50 de circunferência do braço 
Média populacional 
 Homens Mulheres 
29,3 cm 28,5 cm 
Fonte: JELLIFFE, 1966 
 
 
Tabela 26– Valores de referência em percentis de circunferência do braço (mm) 
Homens Mulheres 
Idade 
(anos) 5
º
 10º 25º 50º 75º 90º 95º 5º 10º 25º 50º 75º 90º 95º 
1–1,9 142 146 150 159 170 176 183 138 142 148 156 164 172 177 
2-2,9 141 145 153 162 170 178 185 142 145 152 160 167 176 184 
3-3,9 150 153 160 167 175 184 190 143 150 158 167 175 183 189 
4-4,9 149 154 162 171 180 186 192 149 154 160 169 177 184 191 
5-5,9 153 160 167 175 185 195 204 153 157 165 175 185 203 211 
6-6,9 155 159 167 179 188 209 228 156 162 170 176 187 204 211 
7-7,9 162 167 177 187 201 223 230 164 167 174 183 199 216 231 
8-8,9 162 170 177 190 202 220 245 168 172 183 195 214 247 261 
9-9,9 175 178 187 200 217 249 257 178 182 194 211 224 251 260 
10-10,9 181 184 196 210 231 262 274 174 182 193 210 228 251 265 
11-11,9 186 190 202 223 244 261 280 185 194 208 224 248 276 303 
12-12,9 193 200 214 232 254 282 303 194 203 216 237 256 282 294 
13-13,9 194 211 228 247 263 286 301 202 211 223 243 271 301 338 
14-14,9 220 226 237 253 283 303 322 214 223 237 252 272 304 322 
15-15,9 222 229 244 264 284 311 320 208 221 239 254 279 300 322 
16-16,9 244 248 262 278 303 324 343 218 224 241 258 283 318 334 
17-17,9 246 253 267 285 308 336 347 220 227 241 264 295 324 350 
18-19,9 245 260 276 297 321 353 379 222 227 241 258 281 312 325 
19-24,9 262 272 288 308 331 355 372 221 230 247 265 290 319 345 
25-34,9 271 282 300 319 342 362 375 233 240 256 277 304 342 368 
35-44,9 278 287 305 326 345 363 374 241 251 267 290 317 356 378 
45-54,9 267 281 301 322 342 362 376 242 256 274 299 328 362 384 
55-64,9 258 273 296 317 336 355 369 243 257 280 303 335 367 385 
65-74,9 248 263 285 307 325 344 355 240 252 274 299 326 356 373 
HANES 1971-1974 EUA, baseado em Frisancho AR.: New Norms of upper limb fat and muscle areas for assessment of nutritional status. Am. J. 
Clin. Nutr. 1981;34:2540-2545 
 
Tabela 27 – Valores de referência em percentis de circunferência do braço (mm), para 
a população idosa britânica. 
Percentis de circunferência do braço para população idosa 
Homens Mulheres 
Idade 
(anos) 
 
5 
 
10 
 
25 
 
50 
 
75 
 
90 
 
95 
 
5 
 
10 
 
25 
 
50 
 
75 
 
90 
 
95 
65-69 206 218 238 260 282 302 314 212 223 243 264 285 305 317 
70-74 209 219 236 255 274 291 301 201 213 233 255 277 297 309 
75-79 197 208 226 245 264 282 293 193 206 226 249 272 293 305 
80-85 193 202 219 237 255 272 281 179 192 212 235 258 279 291 
> 85 189 198 213 230 247 262 271 164 176 198 221 245 266 278 
Fonte: BURR ML, PHILLIPS K.M. Antropometric norms in the elderly. Br J. Nutr 51: 165 – 9, 1984. 
 
 
23
 
10.1 - Adequação da CB (%) = CB obtida (cm) x 100 
 CB percentil 50 
 
Tabela 28 – Classificação do estado nutricional segundo a CB 
CB (%) Classificação 
< 70 DPC grave 
70 – 80 DPC moderada 
80 -90 DPC leve 
90 – 110 Eutrófico 
110 – 120 Sobrepeso 
> 120 Obeso 
Fonte: Adaptado de BLACKBURN, G.L; THORNTON, P.A., 1979 
 
 
11 - CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO BRAÇO (CMB) 
 
11.1 – Cálculo da CMB (cm) = CB cm – (0,314 x PCTmm) 
 
Tabela 29 – Percentil 50 da circunferência muscular do braço 
Média Populacional 
 Homens Mulheres 
25,3 cm 23,2 cm 
Fonte: JELLIFFE, 1966 
 
Tabela 30 - Valores de referência em percentis de circunferência muscular do braço 
(mm) 
HOMENS MULHERES 
Idade 
(anos) 5
º
 10º 25º 50º 75º 90º 95º 5º 10º 25º 50º 75º 90º 95º 
1–1,9 110 113 119 127 135 144 147 105 111 117 124 132 139 143 
2-2,9 111 114 122 130 140 146 150 111 114 119 126 133 142 147 
3-3,9 117 123 131 137 143 148 153 113 119 124 132 140 146 152 
4-4,9 123 126 133 141 148 156 159 115 121 128 136 144 152 157 
5-5,9 128 133 140 147 154 162 169 125 128 134 142 151 159 165 
6-6,9 131 135 142 151 161 170 177 130 133 138 145 154 166 171 
7-7,9 137 139 151 160 168 177 190 129 135 142 151 160 171 176 
8-8,9 140 145 154 162 170 182 187 138 140 151 160 171 183 194 
9-9,9 151 154 161 170 183 196 202 147 150 158 167 180 194 198 
10-10,9 156 160 166 180 191 209 221 148 150 159 170 180 190 197 
11-11,9 159 165 173 183 195 205 230 150 158 171 181 196 217 223 
12-12,9 167 171 182 195 210 223 241 162 166 180 191 201 214 220 
13-13,9 172 179 196 211 226 238 245 169 175 183 198 211 226 240 
14-14,9 189 199 212 223 240 260 264 174 179 190 201 216 232 247 
15-15,9 199 204 218 237 254 266 272 175 178 189 202 215 228 244 
16-16,9 213 225 234 249 269 287 296 170 180 190 202 216 234 249 
17-17,9 224 231 245 258 273 294 312 175 183 194 205 221 239 257 
18-19,9 226 237 252 264 283 298 324 174 179 191 202 215 237 245 
19-24,9 238 245 257 273 289 309 321 179 185 195 207 221 236 249 
25-34,9 243 250 264 279 298 314 326 183 188 199 212 228 246 264 
35-44,9 247 255 269 286 302 318 327 186 192 205 218 236 257 272 
45-54,9 239 249 265 281 300 315 326 187 193 206 220 238 260 274 
55-64,9 236 245 260 278 295 310 320 187 196 209 225 244 266 280 
65-74,9 223 235 251 268 284 298 306 185 195 208 225 244 264 279 
HANES 1971-1974 EUA, baseado em Frisancho AR.: New Norms of upper limb fat and muscle areas for assessment of nutritional status. 
Am. J. Clin. Nutr. 1981;34:2540-2545 
 
 
 
 
 
 
24
 
Tabela 31 – Valores de referência em percentis da circunferência muscular do braço 
(mm), para a população idosa britânica 
 
 
 
11.2 - Adequação da CMB (%) = CMB obtida (cm) x 100 
 CMB percentil 50 
 
 
Tabela 32 - Classificação do estado nutricional segundo a CMB 
CMB (%) Classificação 
< 70 DPC grave 
70 – 80 DPC moderada 
80 – 90 DPC leve 
90 – 110 Eutrófico 
110 – 120 Sobrepeso 
Fonte: Adaptado de BLACKBURN & THORNTON, 1979 
 
 
 
12 - ÁREA MUSCULAR DO BRAÇO CORRIGIDA (AMBc) 
 
12.1 – Cálculo da AMBc para o sexo masculino: 
(cm²) = [CB (cm) - pi x PCT(mm) ÷ 10]² - 10 
4 pi 
 
12.2 – Cálculo da AMBc para o sexo feminino: 
(cm²) = [CB (cm) - pi x PCT(mm) ÷ 10]² - 6,5 
3 pi 
 
 
25
 
Tabela 33 – Valores de referência em percentis da área muscular do braço (cm2), para 
o sexo masculino. 
 
 
 
26
 
Tabela 34– Valores de referência em percentis da área muscular do braço (cm2), para 
o sexo feminino. 
 
 
 
27
 
Tabela 35 - Valores de referência em percentis da área muscular do braço (mm2), para 
a população idosa britânica. 
 
 
 
 
Tabela 36 - Classificação do estado nutricional de acordo com a AMBc 
Estado Nutricional AGB (cm2) 
Depleção p 0 ao p 5 
Abaixo da média / risco de depleção p 5,1 ao p 15 
Média p 15,1 ao p 85 
Acima da média p 85,1 ao p 95 
Boanutrição p 95,1 ao p100 
Fonte: FRISANCHO, 1990 
 
 
13 - ÁREA GORDUROSA DO BRAÇO 
 
13.1 – Cálculo da AGB (cm)² = CMB (cm) x [PCT(mm) ÷ 10] - pi x [PCT(mm) ÷ 10]2 
 2 4 
 
 
 
 
 
 
28
 
Tabela 37 – Valores de referência em percentis da área gordurosa do braço (cm2), para 
o sexo masculino. 
 
 
 
29
 
Tabela 38 - Valores de referência em percentis da área gordurosa do braço (cm2), para 
o sexo feminino. 
 
 
 
30
 
Tabela 39 – Classificação do estado nutricional de acordo com a AGB 
Estado Nutricional AGB (cm2) 
Magro / depleção p 0 ao p 5 
Abaixo da média / risco de depleção p 5,1 ao p 15 
Média p 15,1 ao p 75 
Acima da média p 75,1 ao p 85 
Excesso de gordura p 85,1 ao p100 
Fonte: FRISANCHO, 1990 
 
 
14 - PREGA CUTÂNEA TRICIPITAL (PCT) 
 
Tabela 40 – Percentil 50 de prega cutânea triciptal 
Média populacional 
 Homens Mulheres 
12,5 mm 16,5 mm 
Fonte: JELLIFFE, 1966 
 
 
Tabela 41 - Classificação da PCT (mm) de acordo com a faixa etária 
Faixa etária (anos) Homens Mulheres 
19 – 25 10 18 
25 – 35 12 21 
35 – 45 12 23 
45 – 55 12 25 
55 – 65 11 25 
65 – 75 11 24 
Fonte: Adaptado HANESS II, BISHOP ET AL, 1981 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31
 
Tabela 42 - Valores de referência em percentis da prega cutânea triciptal (mm), para o 
sexo masculino 
BRANCOS NEGROS POPULAÇÃO GERAL 
Idade 
(anos) 5
º
 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 
6 5,26 6,09 8,74 11,63 14,47 4,01 4,86 6,85 9,35 12,86 5,04 6,19 8,36 11,10 14,12 
7 5,28 6,12 8,94 12,78 15,95 4,01 4,88 6,85 10,09 14,11 5,01 6,14 8,59 12,38 15,61 
8 5,28 6,15 9,12 13,95 17,51 4,00 4,88 6,84 10,76 15,35 4,96 6,08 8,79 13,66 17,18 
9 5,27 6,17 9,27 15,10 19,11 3,99 4,88 6,83 11,37 16,50 4,91 6,02 8,96 14,93 18,81 
10 5,24 6,18 9,40 16,29 20,96 3,98 4,88 6,81 11,52 17,79 4,84 5,95 9,10 16,02 20,68 
11 5,20 6,20 9,51 17,32 22,53 3,97 4,89 6,81 11,31 18,68 4,78 5,88 9,23 16,87 22,20 
12 5,15 6,23 9,58 17,79 23,53 3,97 4,91 6,80 10,79 18,74 4,69 5,79 9,35 17,26 23,25 
13 5,01 6,21 9,42 17,63 23,87 3,94 4,88 6,72 10,23 18,67 4,56 5,65 9,17 17,12 23,71 
14 4,91 6,15 9,26 16,88 23,42 3,86 4,84 6,66 9,92 18,58 4,47 5,60 8,93 16,35 23,46 
15 4,81 6,10 9,12 16,11 22,42 3,81 4,80 6,62 9,96 18,99 4,40 5,59 8,70 15,75 22,34 
16 4,69 6,05 8,95 15,81 22,05 3,76 4,77 6,58 10,30 20,18 4,33 5,55 8,45 15,75 21,53 
17 4,61 6,02 8,92 15,95 21,99 3,69 4,72 6,63 10,73 21,12 4,29 5,58 8,38 15,95 21,51 
18 4,53 6,01 9,02 16,69 22,28 3,60 4,64 6,79 11,34 21,95 4,25 5,63 8,53 16,59 21,83 
19 4,48 6,00 9,09 17,53 22,65 3,52 4,57 6,92 11,95 22,88 4,22 5,69 8,63 17,33 22,12 
20-24 4,67 6,00 9,90 18,11 23,00 3,55 4,38 6,95 12,29 22,90 4,21 5,97 9,70 17,84 22,53 
25-29 4,80 6,30 10,72 18,28 23,47 3,55 4,55 7,79 12,22 20,17 4,23 6,35 10,68 18,21 23,53 
30-34 4,88 6,53 11,23 18,27 23,30 3,72 4,71 8,55 14,28 21,70 4,39 6,60 11,11 18,24 23,49 
35-39 4,99 6,69 11,38 18,20 23,08 3,83 4,76 8,86 15,34 22,38 4,56 6,76 11,25 18,14 23,19 
40-44 5,06 6,87 11,42 18,13 23,55 3,79 4,77 9,04 15,57 21,96 4,69 6,86 11,29 18,03 23,27 
45-49 5,07 6,98 11,36 17,88 23,44 3,82 4,76 9,08 15,99 22,06 4,75 6,85 11,21 17,79 23,18 
50-54 5,07 7,01 11,29 17,55 23,26 3,88 4,76 9,07 16,17 22,24 4,77 6,83 11,09 17,50 23,01 
55-59 5,07 7,04 11,20 17,25 22,99 3,94 4,76 9,05 15,70 22,04 4,78 6,81 10,96 17,26 22,78 
60-64 5,06 7,07 11,11 16,99 22,40 3,98 4,74 8,99 15,17 21,73 4,79 6,79 10,82 17,04 22,21 
65-69 5,06 7,09 11,01 19,71 21,79 4,03 4,73 8,92 14,67 21,40 4,768 6,76 10,68 16,81 21,59 
70-74 5,05 7,10 10,91 16,48 21,23 4,07 4,72 8,85 14,04 20,92 4,76 6,72 10,54 16,61 20,96 
HANES 1971-1974 EUA, baseado em Must A. et al. Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body mass index (wt/ht2) and triceps 
skinfold thickness. Am. J. Clin. Nutr. 1991;53;839 
 
 
 
 
 
Tabela 43 - Valores de referência em percentis da prega cutânea triciptal (mm), para o sexo 
feminino 
BRANCOS NEGROS POPULAÇÃO GERAL 
Idade 
(anos) 5
º
 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 5º 15º 50º 85º 95º 
6 5,65 6,96 10,19 13,48 15,47 4,90 6,10 7,99 13,71 14,96 6,00 6,76 10,01 13,44 15,57 
7 6,09 7,42 10,89 14,93 18,08 5,09 6,33 8,60 15,27 17,20 6,24 7,17 10,68 14,94 17,89 
8 6,52 7,86 11,60 16,35 20,60 5,29 6,57 9,22 16,82 19,41 6,47 7,58 11,36 16,41 20,18 
9 6,94 8,31 12,31 17,74 23,07 5,51 6,83 9,85 18,40 21,65 6,71 8,01 12,05 17,85 22,47 
10 7,37 8,77 13,02 18,84 24,84 5,73 7,09 10,47 19,63 23,76 6,95 8,44 12,74 19,01 24,38 
11 7,80 9,23 13,74 19,82 26,23 5,96 7,36 11,08 20,72 25,84 7,20 8,87 13,43 20,13 26,15 
12 8,17 9,28 14,44 20,97 27,73 6,21 7,62 11,68 21,58 27,53 7,45 9,31 14,13 21,25 27,98 
13 8,49 10,19 15,14 22,00 29,08 6,50 8,05 12,22 21,85 29,17 7,78 9,84 14,87 22,25 29,51 
14 8,78 10,76 15,77 22,99 30,22 6,81 8,53 12,56 21,71 30,48 8,15 10,37 15,47 23,27 30,86 
15 9,06 11,29 16,39 24,08 31,48 7,11 8,94 12,95 21,77 30,54 8,46 10,85 16,03 24,32 32,22 
16 9,34 11,83 17,03 24,85 32,35 7,41 9,35 13,36 22,06 30,07 8,78 11,34 16,62 25,12 33,22 
17 9,55 12,18 17,45 25,48 32,95 7,67 9,70 13,75 23,03 30,46 9,03 11,66 17,02 25,80 33,83 
18 9,66 12,29 17,67 26,22 33,51 7,87 10,03 14,19 24,94 31,42 9,21 11,79 17,24 26,51 34,26 
19 9,79 12,46 17,95 26,95 34,07 8,08 10,37 14,59 26,92 32,32 9,41 11,97 17,50 27,23 34,74 
20-24 10,29 12,86 19,02 27,52 34,45 8,20 11,20 17,59 28,48 33,54 9,91 12,54 18,75 27,80 35,01 
25-29 10,77 13,73 20,18 29,34 36,09 8,65 12,25 20,31 31,25 38,39 10,44 13,45 20,02 29,58 36,43 
30-34 11,23 14,47 21,18 30,72 37,41 9,05 13,36 22,26 33,41 40,43 11,00 14,30 21,25 31,03 37,70 
35-39 11,50 15,19 22,17 31,59 38,35 9,62 14,19 23,71 34,04 41,44 11,36 15,08 22,35 32,00 38,55 
40-44 11,56 15,66 22,74 31,98 38,81 9,89 14,55 24,90 34,92 42,00 11,46 15,53 23,02 32,66 39,16 
45-49 11,56 15,92 23,04 32,25 38,94 9,96 14,65 25,28 35,52 42,42 11,47 15,78 23,41 33,11 39,43 
50-54 11,53 16,04 23,22 32,34 38,68 10,00 14,68 25,51 35,23 42,75 11,43 15,92 23,65 33,21 39,12 
55-59 11,49 16,15 23,40 32,23 38,10 10,03 14,69 25,78 34,77 42,40 11,38 16,05 23,89 32,98 38,51 
60-64 11,44 16,23 23,56 31,74 37,14 10,02 14,67 26,05 33,68 41,27 11,31 16,16 24,10 32,30 37,44 
65-69 11,38 16,29 23,70 31,21 36,13 9,97 14,60 26,30 32,47 40,22 11,23 16,24 24,28 31,59 36,31 
70-74 11,32 16,33 23,80 30,65 35,09 9,88 14,50 26,51 31,12 30,03 11,13 16,30 24,42 30,83 35,12 
HANES 1971-1974 EUA, baseado em Must A. et al. Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body mass index (wt/ht2) and triceps 
skinfold thickness. Am. J. Clin. Nutr. 1991;53:839 
 
 
 
32
 
Tabela 44 – Valores de referência em percentis da prega cutânea triciptal (mm), para a 
população idosa britânica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14.1 - Adequação da PCT (%) = PCT obtida (mm) x 100 
 PCT percentil 50 
 
 
Tabela 45 – Classificação do estado nutricional segundo a porcentagem de adequação 
da PCT 
PCT (%) Classificação 
< 70 DPC grave 
70 – 80 DPC moderada 
80 – 90 DPC leve 
90 – 110 Eutrófico 
110 – 120 Sobrepeso 
> 120 Obeso 
Fonte: Adaptado de BLACKBURN, G.L. & THORNTON, P.A, 1979 
 
 
Tabela 46 – Classificação do estado nutricional de acordo com a PCT 
Estado nutricional PCT (mm) 
Depleção severa < p 5 
Risco de depleção p 5 ao p15 
Eutrofia p 15,1 ao p 95 
Excesso de gordura > p 95 
Fonte: GRAY, 1980; PETERSON, 1984; HEYMSFIELD, 1999 
 
 
 
 
 
 
33
 
Tabela 47 - Análise da reserva calórica através da PCT E CMB 
% Valor de referência 
PCT Homem (mm) Mulher (mm) Reserva Calórica 
10012,5 16,5 Adequado 
90 11 15 Adequado 
80 10 13 Adequado 
70 9 11,5 Adequado 
60 7,5 10 Adequado 
50 6 8 Limite 
40 5 6,5 Limite 
30 4 5 Limite 
20 2,5 3 Depleção grave 
CMB (cm) (cm) 
 
100 25,5 23 Adequado 
90 23 21 Adequado 
80 20 18,5 Limite 
70 18 16 Limite 
60 15 14 Depleção grave 
50 12,5 11,5 Depleção grave 
40 10 9 Depleção grave 
Fonte: HEIMBURGER, 1997 
 
 
15 - DENSIDADE CORPORAL (D) 
15.1 - Equação de Durnin e Womersley, 1974. 
Homens 
17 – 19 anos D = 1,1620 – 0,0630 x (log Σ) 
20 – 29 anos D = 1,1631 – 0,0632 x (log Σ) 
30 – 39 anos D = 1,1422 – 0,0544 x (log Σ) 
40 – 49 anos D = 1,1620 – 0,0700 x (log Σ) 
> 50 anos D = 1,1715 – 0,0779 x (log Σ) 
Mulheres 
17 – 19 anos D = 1,1549 – 0,0678 x (log Σ) 
20 – 29 anos D = 1,1599 – 0,0717 x (log Σ) 
30 – 39 anos D = 1,1423 – 0,0632 x (log Σ) 
40 – 49 anos D = 1,1333 – 0,0612 x (log Σ) 
> 50 anos D = 1,1339 – 0,0645 x (log Σ) 
Legenda: 
log ∑ = somatório das quatro pregas cutâneas. 
 
16 - % GORDURA CORPORAL 
16.1 - Equação de Siri 
%GC= [(4,95/D) - 4,5] X 100 
MG (Kg) = peso corporal (Kg) x [(4,95 / D) – 4,50] 
MCM (Kg) = peso corporal (Kg) – MG (Kg) 
Legenda: GC: gordura corporal, MG: massa gorda, MCM: massa corporal magra. 
 
 
34
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 – Modelo teórico de Behnke para a composição corporal do homem de 
referência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 – Modelo teórico de Behnke para a composição corporal da mulher de 
referência. 
 
35
 
 
Tabela 48 - Classificação do percentual de gordura corporal para o sexo feminino 
Idade 
Classificação 18-25 26-35 36-45 46-55 56-65 >65 
Excelente 
13 
15 
16 
14 
15 
16 
16 
17 
19 
17 
19 
21 
18 
20 
22 
16 
17 
20 
Muito bom 
17 
18 
19 
18 
19 
20 
20 
21 
23 
23 
24 
25 
24 
25 
26 
22 
24 
26 
Bom 
20 
21 
22 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
26 
27 
28 
27 
28 
29 
27 
28 
29 
Média 
23 
24 
25 
24 
24 
25 
27 
28 
29 
29 
30 
31 
30 
31 
32 
30 
31 
32 
Razoável 
26 
27 
28 
27 
28 
29 
30 
31 
32 
32 
33 
34 
33 
34 
35 
32 
33 
34 
Ruim 
29 
30 
31 
31 
32 
33 
33 
35 
36 
35 
36 
38 
36 
37 
38 
35 
36 
37 
Muito ruim 
33 
37 
43 
36 
39 
49 
38 
41 
48 
39 
42 
50 
39 
41 
49 
38 
40 
41 
Fonte: POLLOCK & WILMORE, 1993 
 
 
 
Tabela 49 – Classificação do percentual de gordura corporal para o sexo masculino 
Idade 
Classificação 18-25 26-35 36-45 46-55 56-65 >65 
Excelente 
4 
6 
6 
8 
9 
11 
10 
12 
14 
12 
14 
16 
13 
16 
18 
14 
16 
18 
Muito bom 
8 
10 
10 
12 
14 
15 
16 
17 
18 
18 
19 
20 
20 
20 
21 
19 
20 
21 
Bom 
12 
12 
13 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
21 
22 
23 
22 
22 
23 
22 
22 
23 
Média 
14 
15 
16 
18 
20 
20 
21 
23 
23 
24 
24 
25 
24 
24 
25 
23 
24 
24 
Razoável 
17 
18 
20 
22 
22 
24 
24 
25 
25 
26 
26 
27 
26 
26 
27 
25 
26 
26 
Ruim 
20 
22 
24 
24 
26 
27 
27 
28 
29 
28 
29 
30 
28 
29 
30 
27 
28 
29 
Muito ruim 
26 
28 
36 
28 
30 
36 
30 
32 
39 
32 
34 
38 
32 
34 
38 
31 
32 
38 
Fonte: POLLOCK & WILMORE, 1993 
 
 
 
 
36
 
Tabela 50 – Valores de referência de gordura corporal 
Condição Clínica Gordura corporal (%) 
 
Homens Mulheres 
Risco de doenças associadas à 
desnutrição ≤ 5 ≤ 8 
Abaixo da média 6 - 14 9 - 22 
Média 15 23 
Acima da Média 16 - 24 24 - 31 
Risco de doenças associadas à 
obesidade ≥ 25 ≥ 32 
Fonte: LOHMAN et al, 1992 
 
17 - CÁLCULO DA SOMA DAS QUATRO DOBRAS CUTÂNEAS 
Fórmula: Σ = DCT (mm) + DCB = (mm) + DSE (mm) + DSI (mm) 
 
Tabela 51 – Percentual de gordura obtido com o somatório das dobras cutâneas, de 
acordo com sexo e faixa etária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37
 
Tabela 52 – Classificação do estado nutricional segundo a porcentagem de gordura 
corporal obtida pelo somatório das dobras, de acordo com sexo e faixa 
etária . 
Estado nutricional 
Sexo Idade (anos) Desnutrição Eutrofia Pré-obesidade Obesidade 
20-39 < 21% 21 a 32,9% 33 a 38,9% ≥ 39% 
40-59 < 23% 23 a 33,9% 34 a 39,9% ≥ 40% Mulheres 
60-79 < 24% 24 a 35,9% 36 a 41,9% ≥ 42% 
20-39 < 8% 8 a 19,9% 20 a 24,9% ≥ 25% 
40-59 < 11% 11 a 21,9% 22 a 27,9% ≥ 28% Homens 
60-79 < 13% 13 a 24,9% 25 a 29,9% ≥ 30% 
Fonte: GALLAGHER, 2000 
 
 
Quadro 4 – Equações de predição para cálculo do percentual de gordura de idosos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38
 
PARTE 3 – EXAME FÍSICO 
 
Quadro 5 - Sinais físicos de desnutrição energético-protéica e carências específicas de 
nutrientes. 
Local Sinais Associados à Desnutrição Possível Deficiência ou Doença 
Cabelo 
Perda do brilho natural, seco, fino e esparso, 
despigmentado, sinal de bandeira, fácil de 
arrancar sem dor 
Kwashiorkor, menos comum, 
marasmo 
Olhos 
Cegueira norturna 
Manchas de Bitot, xerose conjuntival e 
córnea 
Ceratomalácia 
Inflamação conjuntival 
Vermelhidão e fissuras nos epicantos 
Defeito no campo da retina 
 
Vitamina A, zinco 
Vitamina A 
 
 
Riboflavina, vitamina A 
Riboflavina, piridoxina 
Vitamina E 
 
Boca 
Estomatite angular, queilose 
Língua inflamada 
 
 
Língua magenta (púrpura) 
Fissura na língua 
Atrofia das papilas 
Redução da sensibilidade ao sabor 
Hemorragia gengival 
Perda do esmalte do dente 
Riboflavina, piridoxina, niacina 
Ácido nicotínico, ácido fólico, 
riboflavina, vitamina B12, 
piridoxina e ferro 
Riboflavina 
Niacina 
Riboflavina, niacina, ferro 
Zinco 
Vitamina C, riboflavina 
Flúor, zinco 
Glândulas Aumento da tireóide Aumento da paratireóide 
Iodo 
Inanição 
Pele 
Xerose, hiperqueratose folicular 
Petéquias 
Hiperpigmentação 
Palidez 
Seborréia nasolabial 
 
Dermatose vulvar e escrotal 
Dermatose cosmética descamativa 
Pelagra 
Machuca facilmente 
 
Vitamina A 
Vitamina C 
Niacina 
Ferro, vitamina B12,folato 
Riboflavina, ácidos graxos 
essenciais 
Riboflavina 
Kwashiorkor 
Ácido nicotínico 
Vitamina K ou C 
 
Unhas Quebradiças, rugosas, coiloníquas Ferro 
Tecido 
Subcutâneo 
Edema 
Gordura abaixo do normal 
Kwashiorkor 
Inanição, marasmo 
Tórax Fraqueza do músculo respiratório Proteína, fósforo 
Sistema 
Digestório 
Hepatoesplenomegalia 
 
Kwashiorkor 
 
Sistema 
músculo 
esquelético 
Desgaste muscular 
Ossos do crânio frágeis, bossa frontoparietal 
Alargamento epifisário, persistência da 
abertura da fontanela anterior e perna em X 
Rosário raquítico 
Frouxidão das panturrilhas 
 
Inanição, marasmo 
Kwashiorkor 
Vitamina D 
 
Vitamina D ou C 
Tiamina 
 
Sistema 
Nervoso 
Alteração psicomotora 
Perda do senso vibratório, do senso de 
posição e da capacidade de contração do 
Kwashiorkor 
Tiamina, vitamina B12 
 
 
39
 
punho, fraqueza motora, parestesia 
Demência 
Neuropatia periferal 
 
Tetania 
Desorientação aguda 
 
 
Niacina, vitamina B12, tiamina 
Tiamina, piridoxina, vitamina 
E 
Cálcio, magnésio 
Fósforo, Niacina 
Sistema 
Cardiovascular Aumento do coração,taquicardia Tiamina 
Fonte: Adaptado de JELLIFE, P.B. The Assessment of the Nutritional Status of the Community. OMS 
monografia n 53. Genebra, 1966. McLAREN, D. S. “ Nutritional assessment”. In: McLAREN, D.S.; 
BURMAN, D. Textbook of pediatric nutrition. Edinburges, Churchil Livingstone, 1976, 91 – 102. 
HALATED C. H. ;VAN HOOZEN, C.M.; AHMED, B. “Preoperative nutritional assessment”. In: QUIGLEY E. 
M.; SORRELL, M.F., eds. The gastrointestinal surgical patient; preoperative and postoperative car. 
Baltimore: Williams & Wilkins, 1994; 27 – 49. 
 
 
 
PARTE 4 – PROVAS LABORATORIAIS 
 
1 - CONTAGEM TOTAL DE LINFÓCITOS OU LINFOCITOMETRIA (CTL) 
 
1.1 – Cálculo da CTL = % linfócitos x leucócitos/100 
 
 
Tabela 53 – Classificação da CTL 
 Depleção intensa Depleção moderada Depleção leve 
CTL (mm3) < 800 800-1199 1200-2000³ 
Fonte: THE SURGICAL CLINICS OF NORTH AMERICA, 1981 
 
 
Tabela 54 – Classificação laboratorial do estado nutricional 
Dados 
Laboratoriais 
Valores de 
Referência Grau de Depleção 
Albumina (g/dl) > 3,5 Leve 3,0 – 3,4 
Moderada 
2,1 – 3,0 
Grave 
< 2,1 
Nota – meia vida 
sérica 18 a 20 dias 
 
Transferrina 
(mg/dl) 
 (CTLFx 0,8) - 43 
200 - 400 150 - 200 100 - 150 
 
< 100 
Nota – meia vida 
sérica 7 a 8 dias 
 
Transtiretina ou 
pré-albumina 
(mg/dl) 
> 19 - 38 10 - 15 5 - 10 
 
< 5 
Nota – meia vida 
sérica 2 dias 
 
Proteína 
Transportadora de 
Retinol 
3,0 – 6,0 < 3,0 pode indicar 
subnutrição 
 
Nota – meia vida 
sérica 12 h 
 
Fonte: Adaptado de THE SURGICAL CLINICAL OF NORTH AMÉRICA, 1981; LANG, 1987 
 
 
40
 
Tabela 55 – Análise dos níveis séricos de hemoglobina e hematócrito 
Exames Sexo Grau de Depleção 
 
 
Normal Moderadamente Reduzido 
Gravemente 
Reduzido 
M ≥ 14,0 13,9 - 12,0 < 12,0 Hemoglobina (g/dl) F ≥ 12,0 11,9 – 10,0 < 10,0 
M ≥ 44 43 - 37 < 37 Hematócrito (%) F ≥ 38 37 - 31 < 31 
Fonte: Adaptado de SAUBERLICH et al., 1974 
 
 
2- ÍNDICES METABÓLICOS/FUNCIONAIS 
 
2.1 - Cálculo do ÍNDICE DE CREATININA/ALTURA (ICA): 
 
 % de adequação do ICA = Creatinina atual/creatinina ideal x 100 
 
Creatinina atual = creatinina urinária do indivíduo nas 24h (mg) 
Creatinina urinária ideal = Homens: 23 mg/kg de peso corporal/24h 
 Mulheres: 18 mg/kg de peso corporal/24 h 
 
Fonte: DE BLACKBUM G.L., BISTRIAN B.R. et al. Nutritional and metabolic assessment of the 
hospitalized patient. J. Parent. Ent. Nutr., 1:15, 1977 
 
 
 
Tabela 56– Classificação do Índice de Creatinina Altura 
 
 Depleção severa Depleção moderada Depleção leve 
ICA (%) ≤ 60 60 ≤ ICA ≤ 80 80 ≤ ICA ≤ 100 
Fonte: BLACKBURN & HARVEY, 1982 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41
 
Tabela 57 – Excreção de creatinina urinária ideal para homens, de acordo com altura 
e faixa etária. 
 
 
Tabela 58 – Excreção de creatinina urinária ideal para mulheres, de acordo com altura 
e faixa etária. 
 
 
 
 
42
 
2.2 - BALANÇO NITROGENADO 
 
2.2.1 - Cálculo do BN: 
 
BN = Ingestão protéica 24 horas (g) / 6,25 – uréia urinária / 2,14* + 4g** + outras perdas*** 
*: 100 g de uréia = 46,7 g de nitrogênio (100 / 46,7 = 2,14) 
**: perdas insensíveis: fezes, pele, etc. 
***: outras perdas como diarréia: 2,5 g, drenagem de fístula gastrointestinal: 1,0 g. 
 
Quadro 6 – Classificação do balanço nitrogenado 
BN < 0: pode ser indicativo de catabolismo ou de ingestão protéica excessiva, com 
obrigatória excreção urinária 
BN = 0: equilíbrio 
BN > 0: pode ser indicativo de anabolismo ou ingestão inadequada crônica 
Fonte: BLACKBURN & HARVEY, 1982 
 
Quadro 7 – Objetivo do balanço nitrogenado 
0 (zero): manutenção do estado nutricional 
+2 a +4g/dia: repleção protéica 
Fonte: MARTINS, 2003 
 
Quadro 8 – Balanço nitrogenado: interpretação dos resultados 
BALANÇO NITROGENADO (BN) 
↓N urinário: 
Jejum 
Ingestão inadequada crônica 
 
 
↑N urinário: 
Ingestão protéica excessiva 
↑ catabolismo protéico (trauma, sepse) 
Fonte: SHENKIN, 1996 
 
Tabela 59 – Avaliação do grau de catabolismo de acordo com o N urinário excretado 
Nitrogênio excretado (g) Grau de Catabolismo 
< 5 Normal 
5 - 10 Leve 
10 - 15 Moderado 
> 15 Grave 
Fonte: BLACKBURN, 1977 
 
 
2.3 - ÍNDICE CATABÓLICO (IC) 
O IC avalia a ocorrência de catabolismo protéico e seu grau na presença de estresse 
metabólico. 
 
2.3.1 – Cálculo do IC: 
 
IC = NUU – [(0,5 x NI) + 3] 
Sendo: 
NUU = Nitrogênio uréico urinário: 7/15 x uréia urinária 
NI = Nitrogênio ingerido: proteína ingerida (g)/6,25 
 
Quadro 9 – Classificação do Índice Catabólico 
Classificação Interpretação 
IC < 0 Ausência de estresse significativo 
0 ≤ IC ≤ 5 Estresse moderado 
IC > 5 Estresse grave 
Fonte: BLACKBURN & HARVEY, 1982 
 
 
43
 
2.4 – ÌNDICE PROGNÓSTICO NUTRICIONAL (IPN) 
2.4.1 – Cálculo do IPN 
IPN = 158 – (16,6 x ALB) – (0,78 x PCT) – (0,2 x T) – (5,8 x HC) 
Legenda: 
ALB: albumina( g/dl ou g%) 
PCT: prega cutânea tricipital (mm) 
T: transferrina sérica (mg/dl ou mg%) 
HC: hipersensibilidade cutânea (0= não reator, 1= diâmetro de induração < 5 mm; 2= 
diâmetro da induração ≥ 5 mm). 
 
2.4.2 - Interpretação: 
Alto risco: > 50% 
Risco intermediário: 40 a 50 % 
Baixo risco: < 40% 
Fonte: MULLEN & COL, 1980 
 
2.5 - ÍNDICE PROGNÓSTICO INFLAMATÓRIO NUTRICIONAL (IPIN) 
 
2.5.1 – Cálculo do IPIN: 
 
IPIN = α 1 – GA (mg/L) x PCR (mg/L) 
 ALB (g/L) x TTR (mg/L) 
Sendo: 
• α – 1 GA = alfa 1 glicoproteína ácida 
• PCR = proteína C reativa 
• ALB = albumina 
• TTR = transtiretina 
 
 O IPIN combina indicadores nutricionais e inflamatórios: 
• ALB: indicador de alteração nutricional a longo prazo 
• TTR: indicador de alteração nutricional a curto prazo 
• α 1 – GA: indicador de reação a curto prazo 
• PCR: indicador extremamente rápido 
 
2.5.2 - Importância Clínica: 
• identifica pacientes críticos 
• atribui graus ao risco de morbidade e mortalidade 
• pode confirmar a necessidade de intervenção nutricional 
• detecção subclínica de reincidências e complicações de problemas inflamatórios 
 
44
 
Tabela 60 – Classificação do IPIN 
Valor do 
IPIN 
Atividade Inflamatória – 
Nutricional Risco de Vida Valor PCR/ALB 
> 30 Intensa Risco > 2.0 
21 a 30 Alta Alto Risco > 2,0 
11 a 20 Média Médio Risco 1,2 a 2,0 
1 a 10 Baixa Baixo Risco 0,4 a 1,2 
< 1 Sem Inflamação Não Infectado < 0,4 
Fonte: INGELBECK, 1985 
 
2.6 - ÍNDICE DE RISCO NUTRICIONAL (IRN) 
 
2.6.1 - Cálculo do IRN: 
IRN = (1,519 x albumina sérica) + (0,417) x (PAtual/PHabitual) x 100 
 
Tabela 61 – Classificação do IRN 
 Estado nutricional normal Desnutrição leve a moderada Desnutrição severa 
IRN > ou = 100% 100-83,5% < 83,5% 
Fonte: BUZBY, AM J CLIN NUTR 1988; N ENGL J MÉD 1991 
 
 
Tabela 62 – Normalidade fisiológica do quociente respiratório e dos gases 
 
Quociente 
respiratório VO2 (ml/minuto/Kg) VCO2(ml/minuto/Kg) 
QR = VCO2 / VO2 0,67 – 1,3 1,7 – 3,4 1,4 – 3,1 
Fonte: WEIR, 1949 
 
Tabela 63 - Valores de quociente respiratório 
Substrato / Condição Quociente Respiratório 
Oxidação de Carboidrato 1,0 
Oxidação de gordura 0,70 
Oxidação de proteína 0,80 – 0,82 
Oxidação de substrato misto 0,85 
Etanol 0,67 
Lipogênese 1,0 – 1,20 
Hiperventilação instável > 1,0 
Cetoacidose < 0,70 
Fonte: WEIR, 1949 
 
 
2.7 - DISTÚRBIOS DO METABOLISMO ELETROLÍTICO EM ADULTOS 
 
� Hipocalemia: potássio < 3,5 mEq/l, geralmente associado à alcalose e à 
hipocloremia.� Causas: vômitos, diarréia, fístulas, drenagem por sonda nasogástrica, perda renal 
(alteração tubular, diurese osmótica, diuréticos corticóides), alcalose, administração 
parenteral de insulina e glicose, ingestão deficiente, síndrome da realimentação em 
subnutridos. 
� Sintomas: fraqueza, parestesia, paralisia muscular, náusea, obstipação, 
íleoparalítico, arritmia, alteração no ECG. 
� Tratamento: reposição de potássio. 
 
� Hipomagnesemia: magnésio < 1,5 mg/dl. 
 
45
 
� Causas: vômitos, diarréia, drenagem por sonda nasogástrica, fístula intestinal, 
esteatorréia, pancreatite aguda, perda renal (diurese osmótica), uso de anfotericina 
B, ciclosporina, pentamidina, hiposfatemia, fase diurética da insuficiência renal 
aguda. 
� Sintomas: espasmos, vertigem, ataxia, fraqueza muscular, depressão, arritimia 
cardíaca (alteração no ECG), intolerância a carboidrato, osteoporose. 
� Tratamento: hipomagnesemia leve: reposição oral, grave; reposição parenteral. 
 
� Hipofosfatemia: fósforo < 2,4 mg/dl. 
� Causas: redução da ingestão, NPT com oferta insuficiente de fosfato, aumento da 
perda urinária (diurese osmótica, hipomagnesemia, hiperparatireoidismo), vômito, 
diarréia, má-absorção, deficiência de vitamina D, uso de antiácido de alumínio, 
alcalose, administração de glicose e insulina, síndrome da realimentação, 
anabolismo, alcoolismo crônico. 
� Sintomas: confusão mental, fraqueza muscular, alteração da função de linfócitos, 
redução da coordenação, dificuldade de fala, disfagia, coma e morte, diminuição do 
débito cardíaco. 
� Tratamento: aumentar a ingestão dietética, usar sais de fosfato VO, administração 
intravenosa. 
 
� Hipocalcemia: < 8,4 mg/dl 
� Causas: hipoalbuminemia, redução no consumo alimentar, redução da absorção 
intestinal, alteração no metabolismo de vitamina D, aumento das perdas, diuréticos, 
hipoparatireoidismo, pancreatite aguda, alcoolismo. 
� Sintomas: confusão mental, fraqueza muscular, diarréia, arritmia cardíaca, espasmo 
muscular, tetania. 
� Tratamento: suplementação oral, vitamina D, reposição intravenosa. 
 
Fonte: material fornecido no mini-curso sobre Avaliação Nutricional de Pacientes Críticos, Professora 
Jaqueline Pontes Monteiro, Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto. 
 
 
 
PARTE 5 – DIAGNÓSTICO DE DESNUTRIÇÃO 
 
Quadro 10 - Fatores de risco nutricional 
 
1) Peso: 
a) Insuficiente: < 80% do habitual. 
b) Perda involuntária de peso: ≥ 10% do peso habitual nos últimos 06 meses. 
2) Valores de laboratório; 
a) Albumina sérica: < 3,5g/dl. 
b) Contagem total de linfócitos < 1500/mm³. 
3) Dieta: redução significativa da ingestão durante 07 dias ou mais 
4) Doença – Trauma – Estresse 
c) Perdas prolongadas de nutrientes por: síndrome de má-absorção, síndrome 
do intestino curto, fístulas gastrintestinais, hemodiálise, abscessos, etc. 
d) Aumento das necessidades metabólicas por: queimaduras extensas, 
cirurgias importantes recentes, infecções, trauma, drogas com propriedades 
catabólicas, etc. 
e) Doenças prolongadas (mais de 03 semanas). 
f) Circunstâncias médicas: câncer e tratamento antineoplásico, doenças 
gastrintestinais, demora na cicatrização de feridas, mastigação e/ou 
deglutição difícil, desnutrição preexistente. 
 
Fonte: LONGO & NAVARRO, 2002 
 
46
 
Tabela 64 - Grade de Critérios para a determinação do diagnóstico de desnutrição 
Peso como % do peso corporal ótimo calculado 
 < 60% 60 a 75% 76 a 90% > 90% 
< 2,5 DPC severa DPC severa Desnutrição 
moderada 
Desnutrição 
protéica 
(Kwashiorkor) 
2,5-3,0 DPC Desnutrição 
moderada 
Desnutrição 
moderada 
Desnutrição 
protéica 
(Kwashiorkor) 
3,1-3,5 Desnutrição 
moderada 
Desnutrição 
moderada 
Desnutrição 
leve Desnutrição leve 
 
 
 
 
 
Nível de 
albumina 
sérica 
(g/ml) 
> 3,5 
Desnutrição 
calórica 
(marasmo) 
Desnutrição 
calórica 
(marasmo) 
Desnutrição 
leve 
Nenhuma 
desnutrição 
presente 
Fonte: FUNKK, 1995 
 
 
Quadro 11 - Classificação da desnutrição do adulto 
Marasmo Kwashiorkor 
Ausência de massa: gordurosa e 
muscular 
Trauma /infecção 
Peso < 80% do ideal Reservas de gordura e musculares - normais 
PCT < 3mm Edema 
ICA < 60% do padrão Ruptura da pele 
Albumina ≥ 2,8g/dl Má cicatrização 
 Arrancamento dos cabelos 
 Hipoalbuminemia < 2,8 g/dl 
 Transferrina < 150mg/dl 
 Leucócitos < 1500 mm³ 
Fonte: WAITZBERG, 2000 
 
 
Tabela 65 – Classificação do estado nutricional a partir da capacidade funcional 
Estado Nutricional Normal Desnutrição Leve/Moderada 
Desnutrição Grave 
Categoria A B C 
Parâmetros 
Sem limitações 
Melhora nas 
atividades 
funcionais 
Atividades restritas 
devido à fadiga e 
fraqueza 
Deterioração grande 
das atividades 
funcionais 
(ex:acamado) 
Nota: extraído do livro Terapia Nutricional Enteral e Parenteral, Cristina Martins; Simone Pierosan 
Cardoso, 2000. 
 
 
Tabela 66 - Cálculos dos requisitos protéicos (g/kg de peso ideal/dia) 
 Adultos Crianças 
Desnutrição não complicada 
(sem estresse) 
0,8 – 1,0 (VCT <15%) 
Rel cal NP/gN > 150:1 1,3 – 1,8 
Stress metabólico 
leve/moderado 
1,0 – 1,2 (VCT = 15 a 20%) 
Rel cal NP/gN = 150 -100:1 1,5 – 2,5 
Stress metabólico acentuado 
(ou grave) 
1,5 – 2,0 (VCT > 20%) 
Rel cal NP/gN < 100:1 2,5 – 3,5 
Fonte: BURTON, 1998; OGAWA, 1998, ASPEN 
Nota: Poderá haver necessidade de redução nestes valores em presença de doença renal ou 
hepática. 
 
47
 
Tabela 67 – Recomendação protéica baseada nas quilocalorias totais 
Condição Clínica Kcal/g de N 
Normal e sem estresse 200 – 300:1 
Estresse moderado 150:1 
Estresse severo 90 – 125:1 
Fonte: MARTINS, 2000. 
 
 
Tabela 68- Recomendação de proteína para pacientes críticos 
Injúria Prot. (g/Kg/dia) 
Trauma 1,5 
Queimaduras 
 SCQ < 20% 
 SCQ > 20% 
1,5 – 2,0 
1,5 
2,0 
Sepse 1,5 
TCE 1,5 – 2,0 
SCQ: superfície corporal queimada, TCE: traumatismo crânio encefálico 
Fonte: DUARTE, 2003. 
 
 
Tabela 69- Recomendação de proteína para patologias específicas 
Patologia Prot. (g/Kg/dia) 
IRC 
 Tratamento conservador 
 Opção 1 ou 
 Opção 2 ou 
 Opção 3 
 
1,5 
0,6 – 0,8 
0,6 – 0,8 (2/3 AVB) 
0,3 + AAE (0,3) 
0,3 + cetoácidos 
 Hemodiálise 1,2 (50 – 80% AVB) 1,2 – 1,4 (repleção) 
1,2 – 1,3 Diálise Peritoneal 
1,4 – 1,6 (repleção) 
Doenças Hepáticas 
 Hepatite aguda ou crônica 
 Cirrose não complicada 
 Cirrose complicada/desnutrição 
 Colestase 
 Encefalopatia graus 1 e 2 
 Encefalopatia graus 3 e 4 
 
1,0 – 1,5 
1.0 – 1,5 
1,0 – 1,8 
1,0 – 1,5 
0,5 – 1,2 
0,5 
AVB: alto valor biológico, AAE: aminoácido essencial 
Fonte: DUARTE, 2003. 
 
 
Tabela 70 – Recomendação protéica do idoso em diferentes condições clínicas 
Condição Clínica Proteína (g/kg/dia) 
Normal 1,0 (sem presença de insuficiência renal ou 
hepática) 
Úlceras de decúbito 1,25 – 1,50 
Úlceras graves, múltiplas e altamente 
exsudativas 1,50 – 2,0 
Em hipermetabolismo 1,50 – 2,0 
Fonte: ESCOTT – STUMP, 1998 
 
 
 
 
 
48
 
Tabela 71 - Estimativa das exigências de água (ml/24h) 
Crianças (>1 ano) Adultos Idosos (>65 anos) 
1-10kg: 100 x P 
11-20kg: 1000 + 50 x (peso – 10) 
> 20kg: 1500 + 20 x (peso – 20) 
Mínimo usual: 1500ml 
30-50 ml/kg peso Mínimo usual: 1700ml 
Nota: acrescentar 350ml de líquido extra para cada °C d e aumento médio da temperatura diária. Peso 
(P) em kg. Fonte: FERREIRA, 2000 
 
Tabela 72 – Necessidades hídricas (assumindo função renal e cardíaca normais) 
Adultos ml / kg / dia Pediatria ml / kg / dia 
Jovem fisicamente 
ativo 40 Pré-termo < 1000 g 150 
18 – 55 anos 35 Pré-termo > 1000 g 100 - 150 
55 – 65 anos 30 < 10 kg 100 
> 65 anos 25 11 – 20Kg 
> 20 Kg 
1000 ml + 50 ml / Kg 
p/ cada kg > 10 Kg 
1500 ml + 20 ml / kg p/ 
cada kg > 20 Kg 
 
Nota: 1 ml/kcal ingerida referente à fórmula enteral. Extraído do livro Terapia Nutricional Enteral e 
Parenteral, Cristina Martins; Simone Cardoso, 2000 
 
 
PARTE 6 - CÁLCULO DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS 
 
1 – FAO/OMS e RDA/89 
Tabela 73 – Estimativa da necessidade calórico-protéica 
Estado Nutricional Cal (Kcal/ Kg/dia) Prot. (g/Kg/dia) 
Eutrófico 30 0,8 – 1,0 
DPC leve 40 1,2 
DPC moderada 45 1,5 
DPC grave 45 1,5 
Fonte: MULLER,1995; LEVINSON, 1995 
Tabela 74 – Estimativa da necessidade calórica por Kg de peso corpóreo (fórmula de 
bolso) 
Condição Clínica Kcal/Kg/dia Pediatria Kcal/Kg/dia 
Estável 20 - 22 
Perda de peso 20 – 25 Pré-termo < 1000 g 150 (90 – 130) 
Manutenção de peso (sem 
estresse) 25 – 30 Pré-termo > 1000 g 100 - 150 
Ganho de peso (sem estresse) 30 – 35 1 – 10 Kg 100 
Cirurgia eletiva em geral 32 
 
 
11 – 20 Kg 
1000 Kcal + 50 
Kcal / Kg p/ 
cada kg > 10 Kg 
 
Politrauma 
Trauma 
*TCE 
40 
25-30 
35-40 
 
> 20 Kg 
1500 Kcal + 20 
Kcal / kg p/ 
cada kg > 20 Kg 
 
Sepse 25 - 30 
*TCE = Traumatismo crânio-encefálico. Fonte: FERRANINI, 1988; PATINO, 2000 
 
49
 
Tabela 75 – Níveis energéticos sugeridos para adultos 
Injúria / Condição Patológica Kcal/Kg/dia 
Obesidade mórbida ( utilizar PI) 20 -22 
Marasmo 22 - 25 
Cirurgias pequeno porte, estados crônicos 25 - 27 
Sepsis, trauma invasivo 27 - 30 
Trauma esquelético 30 - 33 
Queimados < 30 % área corporal, anabolismo 30 - 35 
Fonte:OGAWA, 1998, ASPEN 
 
 
Tabela 76 – Calorias e proteínas para a idade segundo RDA 
Sexo Idade Energia ( Kcal / Kg) Proteínas (g/ kg) 
 0 – 6 meses 108 2,2 
 6 – 12 meses 98 1,6 
 1 – 3 anos 102 1,2 
 4 – 6 anos 90 1,1 
 7 – 10 anos 70 1,0 
11 - 14 55 1,0 Meninos 15 - 18 45 0,9 
11 - 14 47 1,0 Meninas 15 - 18 40 0,8 
Fonte: National Research Council, 1989 
 
 
Tabela 77 – Cálculo da Taxa Metabólica Basal (TMB), segundo sexo, idade e peso 
 Sexo 
Idade (anos) Masculino Feminino 
0 – 3 60,9 x P – 54 61,0 x P – 51 
3 – 10 22,7 x P + 495 22,5 x P + 499 
10 – 18 17,5 x P + 651 12,2 x P + 746 
18 – 30 15,3 x P + 679 14,7 x P + 496 
30 – 60 11,6 x P + 879 8,7 x P + 829 
> 60 13,5 x P + 487 10,5 x P + 596 
Fonte: FAO/OMS, 1985 
 
 
Tabela 78 - Cálculo das necessidades energéticas segundo sexo, nível de atividade 
física e TMB 
 Sexo 
Atividade Masculino Feminino 
Leve 1,55 x TMB 1,56 x TMB 
Moderada 1,78 x TMB 1,64 x TMB 
Intensa 2,10 x TMB 1,82 x TMB 
Fonte: FAO/OMS, 1985 
 
50
 
Tabela 79 – Necessidades médias de energia para adultos 
Idade 
(anos) Gênero 
Atividade 
ocupacional 
Fator relacionado à atividade 
Ocupacional (x TMB) 
Leve 1,55 
Moderada 1,8 M 
Intensa 2,1 
Leve 1,55 
Moderada 1,65 
18,1-30 
F 
Intensa 1,8 
Leve 1,55 
Moderada 1,8 M 
Intensa 2,1 
Leve 1,55 
Moderada 1,65 
30,1-65 
F 
Intensa 1,8 
Leve 1,4 
Moderada 1,6 M 
Intensa 1,9 
Leve 1,4 
Moderada 1,6 
65,1 
F 
Intensa 1,8 
Fonte: FAO/OMS, 1985 
 
Tabela 80 - Fatores para estimar a recomendação de energia diária em diferentes 
níveis de atividade física (RDA/89) 
 Fator atividade (x TMB) 
Atividade Homens Mulheres 
Muito leve 1,3 1,3 
Leve 1,6 1,5 
Moderada 1,7 1,6 
Pesada 2,1 1,9 
Muito pesada 2,1 2,2 
Fonte: RDA/89 
 
Quadro 12 – Classificação das atividades físicas (RDA/89) 
LEVES 
Atividades realizadas em pé ou sentado 
Trabalho de laboratório ou de escritório 
A maioria dos profissionais liberais (médico, arquiteto, advogado, contadores) 
Músicos, motoristas, professores, pintores de quadros 
Costurar, passar, cozinhar, passar roupas 
Garagistas, eletricistas, carpinteiros, impressores 
Garçons e trabalhadores de restaurantes 
Costureiros e alfaiates 
Cuidar de crianças, lavar roupas 
Donas de casa com aparelhos eletrodomésticos 
Caminhar em superfícies planas 
Golfe, tênis de mesa, vôlei, sinuca, bilhar, navegação 
MODERADAS 
Jardineiros, pescadores 
Donas de casa sem aparelhos eletrodomésticos 
Comerciários, estudantes 
Carregar peso 
Trabalhar com enxadas 
Esquiar, jogar tênis, dançar, ciclismo, nadar 
 
51
 
PESADAS OU INTENSAS 
Caminhar carregando pesos, ladeira acima 
Derrubar árvores 
Trabalho manual em mineração 
Carregadores, ferreiros, metalúrgicos 
Recrutas e soldados do exército na ativa 
Basquete, futebol, alpinistas, dançarinos, natação, handebol, atletismo, remo, ginástica, 
marcha 
Fonte: FAO/OMS, 1973 
 
Tabela 81 - Recomendação simplificada de energia para adolescentes (FAO/OMS, 
1985) 
Idade Meninos Meninas 
10 a 18 anos 17,5 x P + 651 12,2 x P + 746 
P = peso teórico do indivíduo 
Fonte: FAO/OMS, 1985 
 
 
2 – EER ou NEE (Estimated energy requirement - Necessidade estimada de energia) 
 
2.1 – EER para crianças (0 a 35 meses dentro do percentil 3–97 para peso por altura) 
 
EER ou NEE = GTE (gasto energético total) + deposição de energia 
 
0-3 meses 
[(89 x peso corporal Kg) - 100] + 175 (Kcal de energia de depósito) 
4-6 meses 
[(89 x peso corporal Kg) – 100] + 56 (Kcal de energia de depósito) 
7-12 meses 
[(89 x peso corporal Kg) – 100] + 22 (Kcal de energia de depósito) 
13-35 meses 
[(89 x peso corporal Kg) - 100] + 20 (Kcal de energia de depósito) 
 
2.2 - EER para crianças e adolescentes (3 a 18 anos dentro do percentil 5–85 para IMC) 
 
Sexo masculino 
EER = [88,5 - 61,9 x idade (anos)] + {NAF x [(26,7 x peso (Kg)) + (903 x altura (m))]} + 
energia de depósito* 
Sexo feminino 
EER = [135,3 - 30,8 x idade (anos)] + {NAF x [(10,0 x peso (Kg)) + (903 x altura (m))]} + 
energia de depósito* 
*Para a faixa etária de 3 a 8 anos: 20 Kcal de depósito. 
 Para a faixa etária de 9 a 18 anos: 25 Kcal. de depósito. 
 
Tabela 82 – Coeficiente NAF para crianças e adolescentes (percentil 5 – 85 para IMC) 
Coeficientes de NAF* Atividades Masculino Feminino 
Sedentária 1,0 1,0 
Leve 1,13 1,16 
Moderada 1,26 1,31 
Intensa 1,42 1,56 
*NAF: nível de atividade física, que é a proporção entre o gasto total de energia e o gasto de energia 
basal. 
 
Desvio padrão: 58 Kcal para o sexo masculino e 68 para o sexo feminino. 
Intervalo de ingestão = 2 x DP (intervalo de confiança de 95%). 
 
52
 
2.3 - EER de manutenção de peso para crianças e adolescentes de 3 a 18 anos com 
sobrepeso e em risco de ficarem com sobrepeso (IMC > percentil 85 para sobrepeso) 
EER ou NEE = GTE 
 
Sexo masculino 
GTE = [114 - (50,9 x idade (anos))] + {NAF x [(19,5 x peso(Kg)) + (1161,4 x altura (m))] 
 
Sexo Feminino 
GTE = [389 - (41,2 x idade (anos))] + {NAF x [(15,0 x peso (Kg)) + (701,6 x altura (m))] 
 
 
Tabela 83 – Coeficiente NAF para crianças e adolescentes de 3–18 anos (IMC > 
percentil 85 para sobrepeso). 
Coeficientes de NAF* Atividades Masculino Feminino 
Sedentária 1,0 1,0 
Leve 1,12 1,18 
Moderada 1,24 1,35 
Intensa 1,45 1,60 
*NAF: nível de atividade física que é a proporção entre o gasto total de energia e o gasto de 
energia basal. 
 
 
2.4 - EER para adultos (a partir de 19 anos com IMC 18,5 – 25 Kg/m2) 
 
EER ou NEE = GTE 
 
Sexo masculino 
GTE = [662 - (9,53 x idade (anos))] + {NAF x [(15,91 x peso(Kg)) + (539,6 x altura (m))] 
 
Sexo Feminino 
GTE = [354 - (6,91 x idade (anos))] + {NAF x [(9,36 x peso (Kg)) + (727 x altura (m))] 
 
 
Tabela 84 – Coeficiente NAF para adultos com 19 anos ou mais (IMC 18,5 – 25 kg/m2) 
Coeficientes de NAF* Atividades Masculino Feminino 
Sedentária 1,0 1,0 
Leve 1,11 1,12 
Moderada 1,25 1,27 
Intensa 1,48 1,45 
*NAF: nível de atividade física que é a proporção entre o gasto total de energia e o 
 gasto de energia basal. 
 Desvio padrão: 199 Kcal para o sexo masculino e 162 parao sexo feminino. 
Intervalo de ingestão = 2 x DP (intervalo de confiança de 95%). 
 
 
2.5 - EER para adultos com sobrepeso e obesos a partir de 19 anos (IMC ≥≥≥≥ 25 Kg/ m2) 
EER ou NEE = GTE 
 
Sexo masculino 
GTE = [1086 - (10,1 x idade (anos))] + {NAF x [(13,7 x peso(Kg)) + (416 x altura (m))] 
 
Sexo Feminino 
GTE = [448 - (7,95 x idade (anos))] + {NAF x [(11,4 x peso (Kg)) + (619 x altura (m))] 
 
 
53
 
Tabela 85 – Coeficiente NAF para adultos com 19 anos ou mais (IMC ≥≥≥≥ 25 Kg/m2) 
Coeficientes de NAF* Atividades Masculino Feminino 
Sedentária 1,0 1,0 
Leve 1,12 1,16 
Moderada 1,29 1,27 
Intensa 1,59 1,44 
*NAF: nível de atividade física que é a proporção entre o gasto total de energia e o gasto de energia 
basal. 
 
2.6 - EER para adultos com peso normal e sobrepeso ou obesos a partir de 19 anos 
(IMC ≥≥≥≥ 18,5 Kg/ m2) 
EER ou NEE = GTE 
 
Sexo masculino e feminino 
GTE = [864 - (9,72 x idade (anos))] + {NAF x [(14,2 x peso(Kg)) + (503 x altura (m))] 
 
Tabela 86 – Coeficiente NAF para adultos com peso normal e sobrepeso ou obesos, a 
partir de 19 anos (IMC ≥≥≥≥ 18,5 kg/m2) 
Coeficientes de NAF* Atividades Masculino Feminino 
Sedentária 1,0 1,0 
Leve 1,12 1,14 
Moderada 1,27 1,27 
Intensa 1,54 1,45 
*NAF:nível de atividade física que é a proporção entre o gasto total de energia e o gasto de energia 
basal. 
 
Tabela 87 – Intervalos de distribuição aceitável dos macronutrientes 
Percentual de Energia Macronutrientes 1 - 3 anos 4 – 18 anos Adultos 
Gorduras totais 30 – 40 25 – 35 20 – 35 
(ω-6) Ácido linoléico 5 – 10 5 – 10 5 – 10 
(ω-3) Ácido linolênico 0,6 – 1,2 0,6 – 1,2 0,6 – 1,2 
Carboidratos 45 - 65 45 – 65 45 – 65 
Proteínas 5 – 20 10 – 30 10 - 35 
Fonte: IOM (Insfitute of Medicine), 2002 
 
 
3 - EQUAÇÃO DE HARRIS-BENEDICT (1918) 
3.1 – Cálculo do Gasto Energético de Repouso/Basal (GER/GEB) 
Homens: 
GER (Kcal/dia) = 66,47 + [13,75 x Peso (Kg)] + [5 x altura (cm)] – [6,75 x idade (anos)] 
Mulheres: 
GER (Kcal/dia) = 655,09 + [9,56 x Peso (Kg)] + [1,84 x altura (cm)] – [4,67 x idade (anos)] 
Peso: (kg): peso atual quando o IMC ≤ 40kg/m² e peso ideal ou desejável quando IMC 
> 40kg/m². (CUPPARI, 2002) 
3.2 – Cálculo do Gasto Energético Total (GET) 
GET (Kcal/dia) = GER x Fator atividade x Fator térmico x Fator estresse 
Fonte: LONG, C.L. et al., JPEN., 1979 
 
54
 
Tabela 88 - Metas para a oferta energética na realimentação de pacientes desnutridos/ 
hipometabólicos 
Dias Meta de energia 
1-2 GEB x 0,8 
3-4 GEB x 1 
4-6 GEB x 1,2 – 1,5 
>6 GEB x 2,0 (se aumento de peso for desejado) 
Fonte: HEIMBURGER e col. 1997 
 
 
Tabela 89 – Fatores de correção para cálculo de demanda energética 
Acamado 1,20 
Acamado + móvel 1,25 Fator atividade Móvel ou Ambulante 
Entubado 
1,30 
1,0 - 1,1 
38° C 1,10 
39° C 1,20 
40° C 1,30 Fator térmico 
41° C 1,40 
Paciente não complicado 1,0 
Pós-operatório 1,10 
Fratura 1,20 
Sepse 1,30 – 1,80 
Peritonite 1,20 – 1,50 
Multitrauma + reabilitação 1,50 
Multitrauma + Sepse 1,60 
Queimadura até 20% 1,00 – 1,50 
Queimadura 30 – 50% 1,70 
Queimadura 50 – 70% 1,80 
Queimadura 70 – 90% 2,00 
Câncer 1,10 – 1,45 
TMO 1,20 – 1,30 
Jejum ou inanição 0,85 – 1,00 
Pequena cirurgia 1,0 a 1,1 
Cirurgia eletiva 1,00 – 1,10 
Grande Cirurgia 1,1 – 1,3 
Pequeno trauma de tecido 1,14 – 1,37 
Fraturas múltiplas 1,20 – 1,35 
PO cirurgia geral 1,00 – 1,50 
PO cirurgia cardíaca 1,20 – 1,50 
Infecção leve 1,0 – 1,2 
Infecção moderada 1,2 – 1,4 
Infecção grave 1,40 – 1,80 
Pancreatite 1,30 – 1,80 
Insuficiência renal aguda 1,30 
Insuficiência cardíaca 1,30 – 1,50 
Insuficiência hepática 1,30 – 1,55 
Desnutrição grave 1,50 
Doença cardiopulmonar 0,80 – 1,00 
Doença cardiopulmonar com 
cirurgia 
1,30 – 1,55 
Fator estresse, trauma, 
doença, lesão ou fator 
injúria 
Transplante de fígado 1,20 – 1,50 
Fonte: Barnes Hospital Nutricion Support Handbook, 1992 apud WAITZBERG, 2000, LEE, 1996 
 
 
 
55
 
Tabela 90 – Fatores de correção para cálculo de demanda energética baseada no 
hipercatabolismo 
Pós-operatório Hipercatabolismo leve Doença febril 1,2 
Lesão importante 
Infecção moderada Hipercatabolismo 
moderado Falência de um ou dois órgãos 
1,4 – 1,5 
Falência de múltiplos órgãos Hipercatabolismo 
severo Sepse severa 1,5 – 1,8 
Hipercatabolismo 
extremo Queimadura com sepse 1,8 – 2,0 
Fonte: MAGNONI, 2001 
 
 
Quadro 13 – Estimativa dos requerimentos energético e protéico em pacientes 
queimados. 
 
 
 
 
4 – CLASSIFICAÇÃO DO ESTRESSE ORGÂNICO SEGUNDO PARÂMETROS 
METABÓLICOS 
 
 
Tabela 91 – Nível de estresse segundo parâmetros metabólicos 
Nível de estresse 0 1 2 3 
Quadro Clínico JEJUM ELETIVO TRAUMA SEPSE 
N2 Urinário (g/dl) < 5 5 - 10 10 - 15 > 15 
Consumo de O2 (ml / m2) 90 ± 10 130 ± 10 150 ± 20 180 ± 20 
Glicemia (mg / dl) 100 ± 20 150 ± 25 150 ± 25 250 ± 50 
Lactato sérico (mM / dl) 10 ± 5 120 ± 20 120 ± 20 250 ± 50 
Relação glucagon / insulina 2,0 ± 0,5 2,5 ± 0,8 3,0 ± 0,7 8,0 ± 1,5 
Nota: extraído do livro Nutrição Clínica no Adulto, Lílian Cuppari, 2002 
 
 
 
 
56
 
Tabela 92 – Estimativa das necessidades nutricionais de acordo com o nível de 
estresse 
Nível de 
estresse 
Energia 
estimada 
(kcal / kg/dia) 
Energia Não 
Protéica/g de 
nitrogênio 
Distribuição do valor energético total 
(%) 
 Carboidratos Lipídeos Proteínas 
0 30 - 35 150:1 60 25 15 
1 – 3 
 
25 - 30 80 – 100:1 50 < 30 20 
Nota: extraído do livro Nutrição Clínica no Adulto, Lílian Cuppari, 2002 
 
Tabela 93 – Indicadores dos níveis de estresse pelo critério metabólico 
Nível de estresse Lactacemia (mM / L) Glicemia (mg / dl) 
Baixo < 1,5 < 150 
Médio 1,5 – 3,0 150 - 250 
Alto > 3,0 > 250 
Fonte: MIZOCK, 2000 
 
 
 
5 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE CRIANÇA GRAVEMENTE ENFERMA 
 
� Impedância bioelétrica não foi validada para crianças gravemente enfermas 
� Avaliação hormonal e bioquímica: marcadores da gravidade da doença 
� Antropometria: prática, baixo custo, boa correlação com técnicas mais sensíveis 
Deve ser realizada 24 horas após admissão e semanalmente 
� Neonatos < 1000 g: dobras não são validadas, história gestacional é mais importante 
 
5.1 – GASTO ENERGÉTICO BASAL DE CRIANÇAS GRAVEMENTE ENFERMAS 
 
5.1.1 - Harris Benedict 
Homens: 
GER (Kcal/dia) = 66,47 + [13,75 x Peso (Kg)] + [5 x altura (cm)] – [6,75 x idade (anos)] 
Mulheres: 
GER (Kcal/dia) = 655,09 + [9,56 x Peso (Kg)] + [1,84 x altura (cm)] – [4,67 x idade (anos)] 
 
5.1.2 - OMS (Kcal/dia) 
 
< 3 anos: menino: (60,9 x peso) - 54 
 menina: (61 x peso) - 51 
3 a 10 anos: menino: (22,7 x peso) + 495 
 menina: (22,5 x peso) + 499 
10 a 18 anos: menino: (17,5 x peso) + 651 
 menina: (12,5 x peso) = 651 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57
 
5.1.3 - Schofield (Kcal/dia) 
< 3 anos: menino: (0,167 x peso) + (1,517 x altura) – 617, 6 
 menina: (16,252 x peso) + (10,232 x altura) – 413,5 
 3 a 10 anos: menino: (19,59 x peso) + (1,303 x altura) + 414,9 
 menina: (16,969 x peso) + (1,618 x altura) + 371,2 
10 a 18 anos: menino: (16,25 x peso) + (1,372 x altura) + 515,5 
 menina: ( 8,365 x peso) + (4,65 x altura) + 200 
Fatores de Correção (Seashore JH, 1984) 
Febre: = 12% / °C acima de 37° C 
Síndrome de angústia respiratória: + 20% 
Sepsis: + 10 a 30% 
Trauma: + 10 a 30% 
 
5.1.4 - Maffeis (KJ/d) (1 Kcal = 4,186 KJ) 
Menino: (28,6 x peso) + (23,6 x altura) – (69,1 x idade) + 1287 
Menina: (35,8 x peso) + (15,6 x altura) – (36,3 x idade) + 1552 
 
5.1.5 - Kleiber (Kcal/dia) 
PEE = 70 x peso0,75 
 
5.1.6 - Hunter( Kcal/dia) 
PEE = 22 x peso 
 
Fonte: MARTINEZ et al., 2004 
 
 
 Tabela 94 – Freqüência de utilização de fórmulas para estimativa da necessidade 
energética na Europa 
Fórmulas Frequência de utilização (%) 
Schofield 58 
Harris - Benedict 42 
FAO/OMS 1 
Seashore 1 
Fleisc 1 
Nota: 92% dos centros de terapia intensiva corrigem GEB pelo fator injúria. 
Fonte: MARTIJN VAN DER KUIP et al., 2004 
 
 
 Tabela 95 – Necessidades protéicas em condições de estresse para crianças de 
diferentes idades 
Idade Prematuro Lactentes Crianças jovens Crianças mais 
velhas 
Proteína (g/kg/dia) 3,0 – 4,0 2,5 – 3,5 2,0 – 3,0 1,5 – 2,5 
Fonte: SEASHORE, 1995 
 
 
5.2 – MONITORAMENTO DA CRIANÇA GRAVEMENTE ENFERMA 
 
� História Alimentar: ótimo parâmetro de avaliação da criança crítica 
� Peso pré-admissão 
� Mudança de peso nas últimas semanas 
� Revisão do padrão alimentar habitual: apetite, número de refeições, preferências 
alimentares, alergia ou intolerância alimentar, interação drogas e nutrientes 
 Fonte: PECK MD & CHANG Y, 1999 
 
 
58
 
� Proteína ligadora de retinol, pré-albumina, fibronectina: bons indicadores da evolução 
nutricional na criança crítica. 
 Fonte: DELGADO AF et al., 2000 
 
 
 
Tabela 96 – Avaliação nutricional - Monitoramento da criança gravemente enferma 
Parâmetros Frequência 
Oferta energética Diariamente 
Calorimetria indireta Semanalmente 
Peso Diariamente 
Pré-albumina (transtirretina) Diariamente 
Eletrólitos Diariamente 
Função hepática Semanalmente 
Função renal Semanalmente 
Balanço nitrogenado Semanalmente 
Balanço hídrico Diariamente 
Função intestinal Diariamente 
Glicemia e glicosúria Diariamente 
Fonte: PECK MD & CHANG Y, 1999 
 
 
 
6 - MÉTODOS PARA CÁLCULO DE RESTRIÇÃO/ACRÉSCIMOS CALÓRICOS 
 
6.1 – Método I - Peso ajustado 
Peso ajustado = (Peso atual - Peso ideal) x 0,25 + Peso ideal 
Corresponde ao peso ideal corrigido para determinação energética e de nutrientes quando a 
adequação do peso for inferior a 95% ou superior a 115%. 
 
6.2 - Método II - GET – VENTA 
 
VENTA (Valor Energético do Tecido Adiposo): para estimar a redução/ganho de peso por 
mês, considera-se o valor energético do tecido adiposo, onde: 
 
1Kg de tecido adiposo/mês = 7700 Kcal/30 dias = 256,7 Kcal 
 
Portanto, utilizando-se a regra de três, pode-se objetivar a redução/ganho de peso mensal 
através da subtração/adição das calorias diárias, a partir do valor energético total (VET) da 
dieta. 
 
 
Tabela 97 – Programação da alteração ponderal 
Para reduzir / ganhar por mês Diminui-se / aumenta-se no VET/ dia 
1 Kg 256,7 Kcal 
2 Kg 513,3 Kcal 
3 Kg 770,0 Kcal 
4 Kg 1026,7 Kcal 
5Kg 1283,3 Kcal 
Nota: extraído do livro Nutrição Clínica, Leila Sicupira, 2003 
 
 
 
 
59
 
6.3 – Método III - Valor calórico da Alimentação Habitual – VENTA 
 
6.4 – Monitoramento do Estado Nutricional 
 
Quadro 14 – Freqüência de análise das medidas de avaliação do estado nutricional 
 
 Avaliação inicial Outras avaliações (quando houver 
anormalidades) 
Albumina/transferrina Na admissão A cada 10-14 dias com dieta 
Antropometria Na admissão Após cada 21-30 dias 
Contagem linfocitária Na admissão Semanalmente 
Peso corporal Na admissão No mínimo três vezes por semana 
Pregas/circunferências Na admissão No mínimo duas vezes por mês 
ICA Quando indicado Após cada 21-30 dias 
Fonte: BLACKBURM, 1979 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Vanessa R. Lauar 
 
PARTE 7 - ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS DO CURSO DE DIETOTERAPIA I e II 
 
SEQÜÊNCIA DE ANÁLISE DOS DADOS NAS SESSÕES CLÍNICAS: 
 
➢ Análise e interpretação da história geral do paciente: HSE, HF, HPP, HMA, HC (citar 
QP: queixa principal) 
➢ Análise e interpretação do exame físico – Páginas 38 a 39 
➢ Avaliação do Consumo Alimentar 
➢ Análise e interpretação de dados antropométricos, seqüência: 
✔ IMC - Páginas 12 a 15 
✔ PT mínimo, médio e máximo - Página 15 
✔ PA x PI (% de adequação) - Página 18 
✔ PA x PU (% de adequação) - Página 19 
✔ Determinação da alteração ponderal recente - Página 19 
✔ Circunferência do punho - Página 19 
✔ Circunferência da cintura - Página 20 
✔ Relação C/Q - Páginas 20 e 21 
✔ Índice de conicidade (IC) - Páginas 21 e 22 
✔ CB ( tabela percentilar) - Páginas 22 e 23 
✔ CMB - Páginas 23 e 24 
✔ % de adequação da CMB (tabela percentilar e tabela de reserva calórica – 
Página 33) 
✔ PCT (tabela percentilar usando dados da população geral e tabela de reserva 
calórica - Páginas 30 a 33 
✔ Densidade corporal - Página 33 
✔ % de gordura, MG e MCM - Páginas 33 a 37 
calórica) 
➢ Análise e interpretação de exames bioquímicos 
➢ Análise e interpretação da interação droga-nutriente 
➢ Diagnóstico Nutricional 
➢ Cálculo do GEB ou TMB e do GET 
➢ Cálculo do VCT do plano alimentar e demais nutrientes, (CHO, PTN, LIP e 
micronutrientes de interesse : sódio, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, etc... 
➢ Evolução nutricional - Páginas 77 e 78 
➢ Prescrição dietética - Páginas 79 e 80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Ângela Maria Sezini &&&& Vanessa R. Lauar 
 
 
PARTE 8 - ORIENTAÇÕES GERAIS PARA VISITAS TÉCNICAS 
 
 
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES 
 
A visita é atividade obrigatória das disciplinas Patologia da Nutrição e 
Dietoterapia I e II. O não comparecimento implicará na perda dos pontos destinados 
a esta atividade . Em nenhuma hipótese a pontuação será dada à outra tarefa 
substitutiva. O aluno deverá comparecer ao hospital, entregar um relatório por 
escrito e participar da apresentação oral para ser avaliado. 
 
1) O horário da visita será definido pela instituição. Todos os alunos do grupo 
devem chegar ao hospital com no mínimo 20 minutos de antecedência. O 
grupo deverá reunir-se antes e depois dar entrada nas dependências do 
hospital. 
2) Acionar o nutricionista do local 10 minutos antes do horário combinado. 
3) O tempo destinado à atividade é de 2h. Todos os procedimentos devem ser 
realizados respeitando-se esse tempo. 
4) Os alunos serão recebidos pelo nutricionista do local. Assinarão a lista de 
presença. A seguir serão encaminhados para a avaliação do prontuário. Após 
a avaliação do prontuário serão conduzidos até o paciente a fim de 
procederem à entrevista e o preenchimento final do protocolo de atendimento 
nutricional hospitalar. 
5) O nutricionista do hospital não acompanhará a entrevista, sendo a mesma de 
inteira responsabilidade do grupo. 
6) A análise do prontuário deverá ocorrer dentro da mais perfeita ordem para 
não interromper ou atrapalhar as atividades da equipe de saúde do Hospital. 
7) A entrevista ao paciente não deve trazer-lhe desconforto, perturbação ou 
qualquer outro tipo de problema e/ou constrangimento. Deve-se ter atenção 
especial aos pacientes idosos (em função do cansaço) e aqueles pacientes 
que desconhecem o diagnóstico da doença. O diagnóstico, em hipótese 
alguma, deverá ser informado ao paciente. 
8) A abordagem ao paciente deverá ser cordial e fraterna. Este deverá sentir-se 
à vontade e motivado a participar. Lembre-se que o paciente não é apenas 
um objeto de estudo!!! Respeitar suas limitações, suas angústias, seu 
sofrimento e sua dor é acima de tudo o mais importante!Usem o bom senso 
na condução da entrevista. Se houver necessidade interrompam a mesma. 
Não é permitido fotografar o paciente. Podem pedir para observarem 
ostomias , se não for gerar constrangimentos. 
9) Atenção no momento da aferição do peso e da estatura. Não retirar do leito 
paciente que não deambule. Observar as condições físicas para a realização 
dessas medidas. As dobras cutâneas e circunferências (se realizadas) 
deverão ser efetuadas por um único aluno e acompanhada pelos demais. 
 
 
 
62
 
10) Se algum membro do grupo sentir-se mal (mal-estar) deverá deixar o quarto 
imediatamente sem causar qualquer tipo de constrangimento ao paciente. Os 
outros alunos deverão dar continuidade à atividade procurando prosseguir 
com naturalidade até que o protocolo seja terminado. 
11) Dirigir-se ao paciente sempre pelo nome antecedido, respeitosamente, por 
Senhor ou Senhora (caso o paciente seja mais velho). 
12) Não expressar nenhum tipo de crítica, espanto, recriminação, correção ou 
comentário em relação às informações coletadas, quer sejam elas dadas pelo 
paciente, pela enfermagem, pelo nutricionista ou qualquer outro membro da 
equipe do Hospital. 
13) A visita ao SND só será possível se houver consentimento do nutricionista 
responsável. Caso seja concedida essa oportunidade é preciso manter a 
ordem para não causar tumulto no local. Favor levarem touca para proteção 
dos cabelos e jaleco. 
14) Apresentação pessoal e material a ser utilizado: 
a) Roupa branca (sem transparências ou decotes). Pode seu utilizado jaleco 
branco sobre a roupa. 
b) Sapato fechado. 
c) Mulheres: sem brincos, colares e/ou maquiagens extravagantes. Cabelos 
presos. 
d) Homens: cabelos aparados e barba feita. 
e) Atenção ao uso de perfumes e/ou cremes com fragrâncias fortes. Não use! 
f) Levem lápis, papel e prancheta para facilitar a comunicação com o 
paciente, caso o mesmo não consiga se expressar verbalmente. 
g) Necessário fita métrica metálica inextensível (ideal com precisão de 0,1 
cm) e adipômetro para avaliação antropométrica. 
 
15) Após a realização da atividade prática o grupo deverá elaborar o relatório 
para ser entregue. A apresentação oral também deverá ser preparada, utilizando-
se recursos audiovisuais de escolha. O tempo de apresentação será de 20 a 30 
minutos, conforme determinação em sala de aula. As datas de apresentação 
serão definidas. 
 
16) Importante: o não cumprimento das normas ou qualquer tipo de 
reclamação efetuada pelo nutricionista do local, desde que pertinente, 
implicará na perda total dos pontos destinados a esta atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Vanessa R. Lauar 
 
PARTE 9 - PROTOCOLO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL HOSPITALAR 
 
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL 
DATA: ____/____/_______ 
CLÍNICA: LEITO: ALA: 
 
1. Dados Pessoais 
Nome: Sexo: 
Idade: 
Data de nascimento: 
Grau de escolaridade: 
Naturalidade: 
Endereço: 
Telefone de contato: 
 
2. História Sócio-econômica 
Estado Civil: ( ) casado ( ) solteiro 
 ( ) viúvo ( ) outros 
Profissão: 
Jornada de trabalho: 
Quantas pessoas, inclusive você, vivem da renda financeira mensal de seu grupo familiar: 
Tabagista: ( ) Sim ( ) Não 
Tempo de uso: 
Bebidas alcoólicas: ( ) Sim ( ) Não 
Freqüência: 
Drogas: ( ) Sim ( ) Não 
Tipo: 
 
3. História Familiar 
Há algum tipo de doença na família? ( ) Sim ( ) Não 
Qual? Qual o parentesco? 
Doenças cardiovasculares? ( ) Sim ( ) Não 
Diabetes mellitus? ( ) Sim ( ) Não 
Hipertensão arterial? ( ) Sim ( ) Não 
Câncer? ( ) Sim ( ) Não 
Outros? ( ) Sim ( ) Não 
 
4. História Clínica 
Queixa principal (Q.P.): 
Hipótese diagnóstica atual (H.D.A): 
História patológica pregressa (H.P.P): 
História da moléstia atual (H.M.A): 
 
Exame físico: 
Alterações: pele ( ) descamativa 
 ( ) petéquias 
 ( ) hipo-hidratada 
 
64
 
 mucosa ( ) hipocorada 
 ( ) hipo-hidratada 
 
 cabelo ( ) com queda 
 ( ) quebradiço 
 ( ) ressecado 
 ( ) despigmentado 
 
 olhos ( ) Conjuntiva pálida 
 ( ) Cegueira noturna 
 ( ) Manchas de Bitot 
 ( ) Vermelhidão e fissura dos cantos dos olhos 
 ( ) Xerose (secura anormal) 
 
 unhas ( ) listras transversais, rugosas 
 ( ) Coiloníquias 
 
Abdômen: 
Peristalse Intestinal: ( ) Sim ( ) Não 
Flatulência: ( ) Sim ( ) Não 
Hérnias: ( ) Sim ( ) Não 
Ascite: ( ) Sim ( ) Não 
 
Extremidades: 
Edema: Tornozelo ( ) Sim ( ) Não 
 Joelho ( ) Sim ( ) Não 
 Raiz da coxa ( ) Sim ( ) Não 
 Anasarca ( ) Sim ( ) Não 
 
Sintomas Gastrointestinais: 
( ) Náuseas ( ) Vômitos ( ) Diarréia 
 
Revisão de Sistemas: 
a) Boca: dentição própria: ( ) Sim ( ) Não Estado de conservação: 
 Áftas e ulcerações: ( ) Sim ( )Não 
 
b) Esôfago: disfagia: ( ) Sim ( )Não ( ) Sólidos ( ) Líquidos 
 Odinofagia: ( ) Sim ( )Não ( ) Sólidos ( ) Líquidos 
 Pirose: ( ) Sim ( )Não 
 
c) Estômago: dispepsia: ( ) Sim ( ) Não 
 Aerofagia: ( ) Sim ( ) Não 
 Epigastralgia: ( ) Sim ( ) Não 
 Pirose: ( ) Sim ( ) Não 
 
d) Intestinos: freqüência de evacuação: N° de evacuações po r dia: 
 Consistência das fezes: Odor: Coloração: 
 Dor ou desconforto na evacuação?: ( ) Sim ( ) Não 
 Funcionamento intestinal: ( ) normal ( ) diarréico ( ) constipado 
 
 
 
65
 
 
e) Rins: freqüência de micção: 
 Volume 24 horas: ( ) normal ( ) oligúria ( ) anúria ( ) hematúria 
 ( ) poliúria ( ) polaciúria ( ) nictúria 
 Coloração normal: ( ) Sim ( ) Não 
 Odor: ( ) característico ( ) suigeneris 
 
5. História Dietética 
Dieta atual: ( ) VO ( ) Enteral ( ) Parenteral 
Quantas e quais refeições está fazendo por dia?: 
Consistência: 
Alergias e/ou aversões alimentares: ( ) Sim ( ) Não 
Modificação na ingestão alimentar em relação ao normal: ( ) Sim ( ) Não 
Apetite nas últimas semanas: ( ) bom ( ) razoável ( ) insatisfatório 
Modificação no paladar: ( ) Sim ( ) Não 
 
Freqüência Alimentar (para análise da alimentação habitual): 
Produtos e 
Alimentos Nº de vezes/dia Nº de vezes/semana Raramente 
Leite e derivados 
 
Carne vermelha 
 
Carne branca 
 
Ovos 
 
Leguminosas 
 
Cereais 
 
Frutas 
 
Hortaliças 
 
Embutidos 
 
Enlatados 
 
Defumados 
 
Salgados 
 
Açúcares e doces 
 
Infusões 
 
Refrigerantes 
 
Bebidas alcoólicas 
 
Adoçantes 
 
Frituras 
 
Condimentos 
 
 
 
Recordatóriode 24 horas (análise da alimentação no hospital) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66
 
Recordatório de 24 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Avaliação antropométrica 
DADOS DATA META 
Peso usual: Kg 
% de perda ponderal: 
Perda de peso total nos últimos 6 meses:______Kg______% 
Alteração de peso nas últimas duas semanas: 
____Aumento _____Sem alteração _____Diminuição 
Altura: cm 
IMC: Kg/m2 
PCT: mm 
PCB: mm 
PCSE: mm 
PCSI: mm 
% gordura: 
CB: cm 
CMB: cm 
Circunferência da cintura: cm 
 
7. Avaliação Bioquímica 
 
EXAMES VALOR PADRÃO DATA 
Pressão arterial (mmHg) 
 
Glicemia (mg/dl) 
 
Colesterol total (mg/dl) 
 
LDL (mg/dl) 
 
HDL (mg/dl) 
 
VLDL (mg/dl) 
 
Triglicerídeos (mg/dl) 
 
Uréia (mg/dl) 
 
Creatinina (mg/dl) 
 
Ácido úrico (mg/dl) 
 
Hemoglobina (g/dl) 
 
HCM (pg/erit) 
 
CHCM (g/dl) 
 
VCM (mm³/erit) 
 
Hematócrito (%) 
 
Leucócitos (céls/mm³ ou ml) 
 
Linfócitos( % ou mm³) 
 
Sódio (mEq/L ou mg/dl) 
 
Potássio (mEq/l) 
 
Albumina (g/dl) 
 
Transferrina (mg/dl) 
 
Proteína total (g/dl) 
 
 
 
67
 
 
Diagnóstico bioquímico-nutricional: 
 
 
 
 
 
 
 
8. Medicamentos Utilizados (tipo, freqüência de utilização, dosagem/dia, tempo de uso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Interação droga/nutriente: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. Conduta Nutricional: 
Instrumento de cálculo utilizado: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68
 
AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO 
Centro universitário de Belo Horizonte 
Protocolo de Atendimento Nutricional Ambulatorial – Ficha 1 
(Crianças e Adolescentes) 
Elaboração: Professoras Sônia Maria de Figueiredo, Ana Paula Pacífico Homem 
Colaboradores: Nutricionistas do Ambulatório de Nutrição 
 
Data: ___ / ___/ ______ Estagiário: 
 
Encaminhado por: 
 
1 – IDENTIFICAÇÃO 
 
Nome: D.N.: ____/____/_____ I: 
Nome da mãe ou responsável: 
Endereço: 
 Telefone: 
Ocupação/ 
Profissão: Escolaridade: 
 
Composição Familiar: 
 
 
Atividade física: 
 
Rotina diária: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso de medicamento: ( ) SIM ( ) NÂO 
Especificar: 
 
Objetivo do Paciente: 
 
 
 
2 – HISTÓRICO FAMILIAR E DO PACIENTE 
Patologias familiares: 
 
 
 
 
Patologias Pregressas/ Tratamento: 
 
 
 
 
Patologias Atuais / Tratamento: 
 
 
 
 
69
 
 
TGI: Mastigação / Digestão / Evacuação 
 
 
 
 
 
Intercorrências maternas na gravidez e na lactação: 
 
 
 
 
 
 
 
Amamentação/Alimentação Complementar no primeiro ano de vida: 
 
 
 
 
 
 
 
Evolução de peso e hábitos alimentares na fase pré-escolar, escolar e adolescência: 
 
 
 
 
 
 
 
3 – HÁBITOS GERAIS E ALIMENTARES 
Item Sim Não Anotações 
Cigarro: Qtd: 
Bebida Alcoólica: Qtd: 
Suplementos (vitaminas e minerais): Quais? 
Água: Qtd: Cor da Urina: 
Açúcar / Doces: 
(balas, chicletes, chocolates, bolos e 
biscoitos) 
 ( ) 
Alto 
( ) 
Moderado 
( ) 
Baixo 
Adoçante: Qual? 
Laticínios: Qtd/Freq: 
Gordura/Frituras: Qtd/Freq: 
Café: Qtd/Freq: 
Verduras / Legumes: Qtd/Freq: 
Frutas: Qtd/Freq: 
Carne / Ovos: Qtd/Freq: 
Massas: Qtd/Freq: 
Pães / Biscoitos: Qtd/Freq: 
Refrigerante / Suco: Qtd/Freq: 
 
Preferências Alimentares: 
 
 
 
Aversões / Intolerâncias Alimentares: 
 
 
 
70
 
4 – EXAMES BIOQUÍMICOS/DATA 
 
 
 
 
 
 
5 – AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
Peso ao Nascer: Estatura ao nascer: 
Peso habitual: Estatura: 
Peso Atual: Altura2: 
Peso Teórico: IMC: 
Peso Objetivo: Pressão Arterial: 
 
Índices 
Antropométricos: Resultado: Classificação: 
P/E 
E/I 
P/I 
 
Perímetro: 
Data PB PC PT Peso 
 
 
 
 
 
Pregas Cutâneas: 
Data PCB PCSE PCSI PCT 
 
 
 
 
 
6 – RECORDATÓRIO ALIMENTAR 
Refeição/Horário Alimento Tipo Quantidade 
 
 
 
 
 
 
Desjejum: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
Colação: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Almoço: 
Hora: 
 
 
71
 
 
 
 
 
 
Lanche: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jantar: 
Hora: 
 
 
 Ceia: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
VCT DO RECORDATÓRIO = _______________ 
 
CHO: ___________ PTN: ___________ LIP :____________ 
 
Anotações e Cálculos: (TMB, GET e Ingestão Habitual) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico Nutricional/Conduta Nutricional (Prescrição dietética e distribuição de 
macronutrientes): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: ANEXAR PRESCRIÇÃO DIETÉTICA E ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS EM 2ª VIA COM CARBONO 
 
 
72
 
AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO 
Centro universitário de Belo Horizonte 
Protocolo de Atendimento Nutricional Ambulatorial – Ficha 2 
(Adultos e Idosos) 
Elaboração: Professoras Sônia Maria de Figueiredo, Ana Paula Pacífico Homem 
Colaboradores: Nutricionistas do Ambulatório de Nutrição 
 
Data: ___ / ___/ ______ Estagiário: 
 
Encaminhado por: 
 
1 – IDENTIFICAÇÃO 
 
Nome: D.N.: ____/____/_____ I: 
Nome da mãe ou responsável: 
Endereço: 
 Telefone: 
Ocupação/ 
Profissão: Escolaridade: 
 
Composição Familiar: 
 
 
Atividade física: 
 
Rotina diária: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso de medicamento: ( ) SIM ( ) NÂO 
Especificar: 
 
Objetivo do Paciente: 
 
 
 
2 – HISTÓRICO FAMILIAR E DO PACIENTE 
Patologias familiares: 
 
 
 
 
Patologias Pregressas/ Tratamento: 
 
 
 
 
Patologias Atuais / Tratamento: 
 
 
 
 
73
 
 
TGI: Mastigação / Digestão / Evacuação 
 
 
 
 
 
 
3 – HÁBITOS GERAIS E ALIMENTARES 
Item Sim Não Anotações 
Cigarro: Qtd: 
Bebida Alcoólica: Qtd: 
Suplementos (vitaminas e minerais): Quais? 
Água: Qtd: Cor da Urina: 
Açúcar / Doces: 
(balas, chicletes, chocolates, bolos e 
biscoitos) 
 ( ) 
Alto 
( ) 
Moderado 
( ) 
Baixo 
Adoçante: Qual? 
Laticínios: Qtd/Freq: 
Alimentos ricos em gordura: Qtd/Freq: 
Café: Qtd/Freq: 
Verduras/Legumes: Qtd/Freq: 
Frutas/sucos de frutas: Qtd/Freq: 
Carne/Ovos: Qtd/Freq: 
Massas/Cereais/Pães/Biscoitos: Qtd/Freq: 
Refrigerantes: Qtd/Freq: 
Obs.: Freq = 1 a 2 X sem – 3 a 4 X sem – 5 a 7 X sem – Menos de 1 X sem 
 
Preferências Alimentares: 
 
 
Aversões / Intolerâncias Alimentares: 
 
 
4 – EXAMES BIOQUÍMICOS/DATA 
 
 
5 – AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
Peso habitual: Estatura: 
Peso Atual: Altura2: 
Peso Teórico: IMC: 
Peso Objetivo: Pressão Arterial: 
 
Circunferência: 
Data CC CQ CB Peso 
 
 
 
 
 
Pregas Cutâneas: 
Data PCB PCSE PCSI PCT % Gordura 
 
 
 
 
 
74
 
6 – RECORDATÓRIO ALIMENTAR 
Refeição/Horário Alimento Tipo Quantidade 
 
 
 
 
 
 
Desjejum: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colação: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Almoço: 
Hora:Lanche: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jantar: 
Hora: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ceia: 
Hora: 
 
 
75
 
 
Anotações e Cálculos: (TMB, GET e Ingestão Habitual) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico Nutricional/Conduta: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: ANEXAR PRESCRIÇÃO DIETÉTICA E ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS EM 2ª VIA COM CARBONO 
 
 
 
76
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Vanessa R. Lauar 
 
 
PARTE 10 – PADRONIZAÇÃO DE ANOTAÇÕES EM PRONTUÁRIO 
 
10.1 – Considerações Gerais: 
� O prontuário é uma ferramenta de troca de informações, um registro clínico, um 
documento legal e confidencial, que promove e auxilia na coordenação de atividades 
de todos os membros envolvidos no cuidado do paciente. Embora a comunicação 
verbal seja informativa e importante, ela não substitui a necessidade de 
documentação, que alcança todos os profissionais envolvidos com o paciente. 
� As anotações em prontuário, devem ser bem organizadas e passíveis de revisão e 
compreensão por colegas da área de saúde 
� A documentação dos serviços de nutrição prestados é de grande importância para a 
justificativa deste serviço 
 
10.2 – Procedimentos: 
� Usar caneta de tinta azul ou preta 
� Escrever somente fatos no prontuário 
� Não deixar lacunas ou espaços entre frases e palavras 
� Utilizar um estilo objetivo na escrita, ao invés de pronomes pessoais (como eu, nós, 
para mim, etc...) 
� Usar somente abreviações que sejam padronizadas pelo S.N.D., evitando aquelas 
com múltiplos significados. Cada instituição define as abreviações aceitáveis 
� As regras de gramática não precisam ser rigorosas, (isto inclui o uso de metáforas) e 
as sentenças completas não precisam ser sempre utilizadas se os pensamentos 
estão expressos de maneira clara e completa, exemplo: os dados bioquímicos falam 
a favor (metáfora) de uma provável anemia ferropriva. No entanto, a grafia do texto 
deverá estar correta 
� Datar todas as entradas no prontuário, de preferência também a hora, em ordem 
cronológica 
� Os registros deveram ser consecutivos, consistentes e não contraditórios 
� A documentação deve ser feita na hora do real procedimento ou serviço, nunca 
antes de se realizar uma tarefa 
� Assinar e colocar credenciais (número do conselho profissional), a mão ou carimbo, 
no final da anotação, do lado direito da folha de evolução e prescrição dietética 
� Ninguém deve escrever ou assinar o registro por outra pessoa 
� Não obliterar (riscar de maneira ilegível) nada no prontuário. Cometendo um erro, 
passar uma linha somente atravessando a entrada incorreta (sem tornar ilegível), 
não use corretor líquido, fita de correção ou etiquetas auto-adesivas 
� Documentar as indicações para procedimentos e terapias que possuem sérios 
efeitos colaterais ou complicações 
� Não colocar nada no prontuário que não seja parte do cuidado do paciente 
� Não transcrever comentários pessoais sobre o paciente ou membros da família 
� Não usar o prontuário para criticar cuidados anteriores, anotações incompletas ou 
ausência desta por parte de outros membros da equipe 
� É essencial que as anotações em prontuário sejam completas, precisas, legíveis, 
informativas e sucintas. As anotações desorganizadas, superficiais, ou ilegíveis 
refletem descrédito na competência profissional 
 
 
 
 
 
77
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS,AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Vanessa R. Lauar 
 
PARTE 11 – PASSOS PARA DOCUMENTAÇÃO DO CUIDADO NUTRICIONAL 
 
11-1 – ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE EVOLUÇÕES NUTRICIONAIS E 
PRESCRIÇÕES DIETÉTICAS EM PRONTUÁRIO. 
 
EVOLUÇÕES NUTRICIONAIS 
 
“... o registro da evolução nutricional deve constar no prontuário do cliente-paciente, de 
acordo com os protocolos pré-estabelecidos, devendo conter alteração da ingestão 
alimentar, avaliação da tolerância digestiva, exame físico, antropometria, capacidade 
funcional e avaliação bioquímica”. (RESOLUÇÃO CFN Nº 304/2003) 
 
 
� No primeiro dia de atendimento nutricional as evoluções deverão conter: 
� Identificação do setor ou serviço responsável pelo cuidado nutricional, pontuando 
data, horário do atendimento e caracterização da visista ( 1º DAN, 2º DAN, 3º 
DAN,etc...) 
� Justificativa da intervenção nutricional: atendimento de interconsultas, busca ativa de 
pacientes em risco nutricional através de ASG (triagem nutricional) ou outro protocolo 
e solicitação de atendimento por familiares do paciente 
� Identificação do paciente: nome, idade, sexo, profissão 
� História geral resumida enfatizando a queixa principal do paciente 
� Diagnóstico clínico e/ou suspeitas diagnósticas 
� Anamnese alimentar: ingestão habitual, intolerâncias, preferências, tabus, alergias, 
aversões, comentário sucinto sobre a análise do recordatório 24 horas 
� Exame físico: análise de mucosas, pele, cabelo, unhas, edema, abdômen, ritmo 
intestinal e urinário entre outros 
� Avaliação antropométrica do estado nutricional: IMC, PT mín., PT médio, PT máximo, 
% de adequação do PA X PT e PA X PU, % de alteração ponderal recente, CB, 
CMB, circunferência da cintura, PCT, PCB, PCSE, PCSI, % de gordura entre outros 
dados antropométricos 
� Provas laboratoriais (exames de rotina e complementares) 
� Interação droga-nutriente (breve comentário sobre o uso de medicamentos e suas 
interações com nutrientes e/ou efeitos sobre o sistema digestório) 
� Diagnóstico nutricional: análise conjunta da associação entre história geral do 
paciente, anamnese alimentar, exame físico, avaliação antropométrica, provas 
laboratoriais, interação droga-nutriente 
� Determinação das necessidades energéticas (GEB, TMB, GET), pontuando o 
instrumento de cálculo utilizado (fórmulas e outros parâmetros) 
� Objetivos dietoterápicos (o que se pretende alcançar com a intervenção nutricional) 
� Breve relato da conduta nutricional ou indicação para leitura da prescrição do 
primeiro dia de atendimento nutricional 
 
 
� Evoluções a partir do 2º dia de atendimento nutricional, deverão conter: 
� Alteração da ingestão alimentar: alteração da quantidade, consistência e composição 
da dieta 
� Avaliação da tolerância digestiva: presença de distúrbios gastrointestinais como 
disfagias, odinofagia, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, 
constipação, etc... 
 
78
 
� Capacidade funcional do paciente: avaliar as modificações funcionais que possam 
ocorrer juntamente com as alterações antropométricas e dietéticas 
� Evolução clínico-nutricional do paciente com relação à estratégia nutricional 
proposta: reavaliações do exame físico, aferições de novas medidas antropométricas 
quando se fizer necessário, análises de interações drogas-nutrientes, solicitações de 
exames laboratoriais necessários ao monitoramento bioquímico/metabólico do 
indivíduo, análise e interpretação de todos os dados para aplicação de realidade 
corretiva 
� Alterações da estratégia nutricional implementada com justificativas, deverão ser 
resumidamente pontuadas no final do texto de evolução nutricional, assim como 
orientações de alta e encaminhamentos para outros níveis de cuidado de saúde 
 
Exemplos: 
 1º DAN. 
Dia/ Mês/Ano 
SND inicia acompanhamento do paciente BRS atendendo solicitação de 
interconsulta da Clínica médica. BRS, sexo masculino, 35 anos, pedreiro, apresenta-sedesnutrido segundo diagnóstico médico e interna-se para tratar hipertensão arterial de difícil 
controle. Não etilista, não tabagista. Ao exame físico apresenta mucosas hipocoradas, 
discreto edema de MMII, bom hábito intestinal e diurese preservada. Relata não possuir 
intolerâncias, alergias e aversões alimentares, apetite mantido. Através da análise 
antropométrica observa-se: PA= 62 Kg, abaixo do seu PT mín. = 65 Kg ( PT méd. = 68 Kg e 
PT máx. = 71 Kg) e IMC = 17,2 Kg m² (altura 1,90 m) falando a favor de magreza grau I. A 
CB = 26,5 cm sinaliza depleção de reserva calórica, a CMB de 24,7 cm depleção de massa 
magra e a PCT de 10,7 mm reflete possível perda de massa gorda. Diagnóstico 
antropométrico: desnutrição com perda de massa magra e massa gorda, confirmada pelos 
exames bioquímicos: albumina = 3,1 g/dl e transferrina: 170 mg/dl. Demais parâmetros 
(hemograma e glicemia) normais. Faz uso de Furosemida, droga potássio-depletora. 
Diagnóstico nutricional: desnutrição leve. GET segundo Harris-Benedict = 1700 kcal. 
Iniciaremos dieta com VCT = 1700 kcal enriquecida com alimentos-fonte de potássio. 
Cd: vide prescrição. 
 
 Assinatura 
 Registro no CRN 
 
 
 2º DAN. 
Dia/ Mês/Ano 
Paciente aceitando bem dieta VO, hábito intestinal e diurese preservados, 
apresentando boa evolução clínica e nutricional, com grande redução do edema de MMII. 
Alega maior e melhor apetite e disposição para realizar atividades diárias, o que sinaliza 
melhora da capacidade funcional. 
Cd: manter dieta. 
 
 Assinatura 
 Registro no CRN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79
 
PRESCRIÇÕES DIETÉTICAS 
 
... a prescrição dietética é ato privativo do nutricionista. 
... deve ser elaborada com base nas diretrizes estabelecidas no diagnóstico nutricional. 
... o registro da prescrição dietética deve constar no prontuário do cliente-paciente, de 
acordo com os protocolos pré-estabelecidos ou aceitos pelas unidades ou serviços de 
atenção nutricional, devendo conter data, valor energético total (VET), consistência, macro e 
micronutrientes mais importantes para o caso clínico, fracionamento, assinatura seguida de 
carimbo, número e região da inscrição no CRN do nutricionista responsável pela prescrição. 
(RESOLUÇÃO CFN Nº 304/2003) 
 
 
� As prescrições dietéticas deverão conter: 
� Características químicas do plano alimentar: valor calórico total (VCT) ou 
valor energético total (VET), macro e micronutrientes, quota hídrica, fibras, 
etc... 
� Características físicas: consistência, volume, temperatura, fracionamento, 
horários de administração da dieta 
� Vias de administração ou acessos gastrointestinais: oral, enteral e parenteral 
 
 
Prescrição de Dieta Oral 
� Deverá conter: 
� Indicações da dieta 
� Consistência 
� Valor calórico 
� Proporção de macronutrientes com quantidade de proteína/Kg/Peso corporal ideal ou 
atual 
� Análise de micronutrientes de acordo com situação clínica específica 
� Outras características químicas ex: quota hídrica, teor de fibras da dieta, etc... 
� Fracionamento 
� Recomendações gerais sobre o cuidado nutricional. 
 
 
Exemplos: 
1º DAN. 
Dia/ Mês/Ano 
 
Dieta para diabéticos, normal, 1.500 Kcal, 50% de CHO, 30% de LIP, 20% de PROTN com 
1,5 g/protn/kg/PA, enriquecida com gordura monoinsaturada e ômega 3 , fracionada 6 X ao 
dia. HOF. Anotar intercorrências. 
 
 Assinatura 
 Registro no CRN 
 
 
Prescrição de Dieta Enteral 
 
� Deverá conter: 
� Complexidade química da fórmula enteral: exemplos: polimérica-padrão, 
oligomérica, elementar ( é opcional citar nome e/ou marca da dieta) 
� Determinação do acesso entérico: sondagens nasoenterais, exemplos: SNG 
(sonda nasogástrica), SNJ (sonda nasojejeunal), ostomias: gastrostomia, 
jejunostomia 
 
80
 
� Método de administração: intermitente ou contínuo (usado com maior 
freqüência em CTI / UTI) 
� Volume de dieta ofertado por horário: 100 ml, 150 ml, 200 ml até no máximo 
400 ml em infusões gravitacionais e 500 ml em infusões em bolo 
� Densidade calórica da dieta: 0,5 cal/ml, 1,0 cal/ml, 1,5 cal/ml, 2,0 cal/ml 
� Técnica de administração ou infusão das fórmulas enterais: gotejamento 
gravitacional, infusão em bolo, infusão através de bomba digital 
� Volume final da dieta ofertada / dia 
� Valor calórico total / dia (VCT): totalização calórica/dia, após determinação do 
volume, densidade calórica e fracionamento da dieta 
� Fracionamento da dieta: de 3 em 3 horas, exemplo: 6h, 9h, 12h, 15h, 18h e 
21h, de 2 em 2 horas ou de acordo com a necessidade do serviço de nutrição 
� Hidratação adicional: definição do volume de água a ser administrado em 
determinados períodos do dia alimentar do paciente, exemplo: 30 ml de água 
após cada horário de administração da dieta 
� Outras características físico-químicas da dieta, exemplo: osmolalidade, 
distribuição de macronutrientes, presença de imunomoduladores, etc.... 
� Cuidados especiais: anotações de possíveis intercorrências (aspiração 
pulmonar da dieta, náuseas, vômitos, diarréia, sangramento gastrointestinal, 
distensão abdominal entre outras), posição do paciente durante e após 
administração da dieta, orientações de alta padronizadas pelo serviço de 
nutrição e dietética, etc... 
 
 
Exemplos: 
1º DAN. 
Dia/ Mês/Ano 
Dieta enteral polimérica padrão por SNG, intermitente, 100 ml a 1,0 cal/ml, 60 gotas/min, 
totalizando 600 ml e 600 kcal/dia, 6 vezes/dia de 3 em 3 horas nos seguintes horários: 6, 9, 
12, 15, 18 e 21 horas. Hidratação adicional com 30 ml de água, após administração da dieta. 
Dieta isotônica, normoglicídica (55% de CHO), hiperprotéica (% de PROTN) e nomolipídica 
(29% de LIP). Checar resíduo gástrico antes da administração da dieta, ou duas vezes ao 
dia. Anotar intercorrências. 
 
 Assinatura 
 Registro no CRN 
 
 
1º DAN. 
Dia/ Mês/Ano 
Dieta enteral polimérica padrão por SNI, 30 ml/hora a 1,0 cal/ml, contínua em bomba de 
infusão durante 18 horas, totalizando 540 ml/dia e 540 kcal/dia. Hidratação adicional com 40 
ml de água a cada 6 horas de administração de dieta. Anotar intercorrências. 
 
 
 Assinatura 
 Registro no CRN 
 
 
 
 
 
Prescrição de Soluções Parenterais 
Nutricionista: presta auxílio na elaboração do cálculo da nutrição parenteral e documenta a 
ingestão de nutrientes. 
 
81CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS,AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Vanessa R. Lauar 
 
 
PARTE 12 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS DE CASOS 
 
 
1. Introdução (breve relato da doença predominante). 
2. Identificação do paciente (nome, idade, sexo, grupo racial, estado civil, 
nacionalidade, naturalidade, residência e procedência, profissão e ocupação). 
3. História geral: 
3.1. História sócio-econômica (HSE): condições de habitação, tipo de trabalho, 
renda familiar, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, sono e imunizações; 
3.2. História familiar (HF): saúde e causa de morte dos pais, filhos e parentes 
próximos 
3.3. História patológica pregressa (HPP): relato das patologias ocorridas (doenças 
crônicas); 
3.4. História da moléstia atual (HMA): época e início da doença, modo de evolução 
e tratamentos efetuados, intercorrência de outros sintomas; 
3.5. História clínica: queixas atuais, queixa principal (QP): motivo pelo qual o 
paciente procurou atendimento. 
4. Diagnóstico clínico e/ou suspeitas diagnósticas. 
5. Exame físico (mucosas, pele, cabelo, abdomên, edema, apetite, disfagia, odinofagia, 
ritmo intestinal e urinário). 
6. Anamnese alimentar (ingestão habitual, recordatório 24 horas, intolerâncias, 
preferências, tabus, alergias, aversões). 
7. Avaliação antropométrica do estado nutricional (peso, estatura, IMC, CB, CMB, PCT, 
PCB, PCSE e PCSI, % gordura, etc...). 
8. Exames laboratoriais (rotina e complementares). 
9. Interação droga x sistema digestório, interação droga x nutriente (comentário 
resumido sobre o uso de medicamentos e suas interações com diferentes 
substâncias presentes em alimentos). 
10. Diagnóstico nutricional (análise da associação da história geral do paciente, 
anamnese alimentar, do exame físico, avaliação antropométrica, exames 
laboratoriais e interação medicamentosa). 
11. Cálculo das necessidades energéticas do paciente, determinação dos objetivos 
dietoterápicos (o que se pretende alcançar com a intervenção nutricional). 
12. Prescrição dietética. 
12.1 Características químicas (VET, macro e micronutrientes, quota hídrica, fibras, 
etc...); 
12.2 Características físicas (consistência, volume, temperatura, fracionamento, 
horários); 
12.3 Vias de administração (oral, enteral, parenteral). 
13. Cardápio (nomes das preparações, alimentos e medidas caseiras). 
14. Substituições do cardápio. 
15. Recomendações dietoterápicas e gerais. 
16. Referências bibliográficas (ABNT). 
17. Anexos (cálculos da dieta com somatório dos macro e micronutrientes, cálculos de 
adequações, relações potássio/sódio, cálcio/fósforo, kcal NP/g N, densidade 
calórica, oferta hídrica, relação gorduras sat/poli/monoinsaturada etc...). 
 
 
 
 
82
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Alessandra R. Garcia 
 
PARTE 13 – LISTA DE SUBSTITUIÇÃO DE ALIMENTOS 
 
 
Frutas 1 Porção 70 Kcal 
 
Vegetal A 1 Porção 15 Kcal 
Abacate 1 C.S.CH Pic Acelga 8,5 C.S.CH Pic 
Abacaxi 1 e 1/2 Fatia Média Agrião 9,5 C.S.CH Pic 
Banana Ouro 1 Unidade Média Alface 13 C.S.CH Pic 
Banana Prata 1 e 1/2 Unidade Média Brócolis 4 C.S.CH Pic 
Goiaba 1/2 Unidade Média Couve 3 C.S.CH Pic 
Kiwi 1 e 1/2 Unidade Média Couve-flor 2 C.S.CH Pic 
Laranja 1/2 Unidade Média Cogumelo 3 C.S.CH Pic 
Maçã 1 Unidade Média Espinafre 2 e 1/2 C.S.CH Pic 
Mamão 1 Fatia Pequena Jiló 1/2 C.S.CH Pic 
Mamão Papaya 5 C.S. Picada Palmito 4 e 1/2 C.S.CH Pic 
Manga Espada 1/2 Unidade Média Pimentão 4 C.S.CH Pic 
Maracujá 1 e 1/2 Unidade Média Tomate 5 C.S.CH Pic 
Melancia 1 Fatia Média Vegetal B 1 Porção 25 Kcal 
Melão 2 e 1/2 Fatias Médias Abóbora 3 e 1/2 C.S.CH Pic 
Pêra 1 Unidade Média Abobrinha 3 C.S.CH Pic 
Pêssego 2 Unidade Média Berinjela 5 C.S.CH Pic 
Tangerina 1 Unidade Média Beterraba 3 C.S.CH Pic 
Uva 1/2 Cacho Pequeno Cenoura 3 C.S.CH Pic 
 Chuchu 1 e 1/2 C.S.CH Pic 
Lanches 1 Porção 130 Kcal 
 Quiabo 1 e 1/2 C.S.CH Pic 
Pão Francês 1 Unidades Vagem 3 C.S.CH Pic 
Pão de Forma 1 e 1/2 Unidades Vegetal C 1 Porção 70 Kcal 
Pão Centeio 2 Unidades Batata Barôa Coz 1 C.A.CH 
Pão Doce 1 Unidades Mandioca Coz 1 C.A.CH 
Pão de Queijo 1 e 1/2 Unidade Média Inhame Coz 1 e 1/2 C.A.CH 
Cereais 3 C.S.CH Batata Inglêsa Coz 2 C.A.CH 
Farinha Láctea 1 e 1/2 C.S.CH 
Sucrilhos 7 C.S.CH Lácteos 1 Porção 100 Kcal 
Torradas 5 Unidades Leite Integral 1 Copo P CH 
Biscoito Maisena 6 Unidades Leite Desnat 1 e 1/2 Copo P CH 
Biscoito Água e Sal 3 Unidades Leite Integral em pó 1 e 1/2 C.S.CH 
Biscoito Salpet 6 Unidades Leite Desnatado pó 2 C.S.CH 
Bolo de Trigo 1/2 Fatia Média Leite Soja pó 1 e 1/2 C.S.CH 
 Iogurte Integral 1 Unidade Pequena 
Açúcar 1 Porção 40 Kcal 
 Mussarela 1 e 1/2 Fatia Média 
Açúcar Cristal 1/2 C.S.R Minas Frescal 1 e 1/2 Fatia Média 
Açúcar Mascavo 1 C.S.R Ricota 2 Fatia Média 
Mel 1 C.S. Coalhada 1 Copo P CH 
Achocolatado 1/2 C.S.CH Coalhada ligth 1 e 1/2 Copo P CH 
 Requeijão 2 C.S.R 
Obs. Utilizar apenas 1 vegetal refogado 
 Leite fermentado 2 Unidade 
por refeição (almoço e jantar) 
 Queijo Prato 1 e 1/2 Fatia Média 
 
83
 
 
 
Carnes 1 Porção 80 Kcal 
Carne Bovina Coz 2 e 1/2 C. S. CH 
Carne Bovina Moída 3 C.S.CH 
Bife Bovino 1 Unidade Pequena 
Hamburguer 1/2 Unidade 
Salsicha 1/2 Unidade 
Salsicha (lata) 1 Unidade 
Presunto 1 e 1/2 FT M 
Peixe cozido 1 Filé Pequeno 
Atum 2 e 1/2 C.S.CH 
Almôndega 1 e 1/2 Unidade Pequena 
Linguiça Calabreza 1 C.S.CH Pic 
Linguiça Gomo 1/2 Unidade 
Bife de Porco 1/2 Unidade Pequena 
Bife de Fígado 1/2 Unidade Pequena 
Peito de Frango 1 Unidade Pequena 
Coxa de Frango 2 Unidade Média 
Ovo cozido 1 Unidade 
 
Refeições 1 Porção 130 Kcal 
Arroz Cozido 2 C.A.CH 
Macarrão Cozido 2 e 1/2 C.A.CH 
Farofa 1 C.A.CH 
Nhoque 1 e 1/2 C.A.CH 
Angú 3 C.S.CH 
 
Óleos 1 Porção 60 Kcal 
Azeite de Oliva 1 C.S 
Margarina/Mant 1 C. CHÁ CH 
Margarina Light 2 e 1/2 C. CHÁ CH 
Maionese 1/2 C.S.R 
Maionese Light 1e 1/2 C.S.R 
 
Feijão 1 Porção 120 Kcal 
Feijão 1 Concha média 
Grão de bico 1 Concha média 
Lentilha 1 Concha média 
 
Legenda 
C.S - Colher de sopa 
CH - Cheia 
R - Rasa 
P - Pequeno 
Pic - Picado 
 
 
 
 
 
 
 
84
 
Lista de Substituições (profissional) 
 
Frutas 1 Porção 70 Kcal 
 
Vegetal A 1 Porção 15 Kcal 
Abacate 1 C.S.CH Pic 45 g Acelga 8,5 C.S.CH Pic 51 g 
Abacaxi 1 e 1/2 FT M 112,5 g Agrião 9,5 C.S.CH Pic 66,7 g 
Banana Ouro 1 Unid M 40 g Alface 13 C.S.CH Pic 104 g 
Banana Prata 1 e 1/2 Unid M 60 g Brócolis 4 C.S.CH Pic 40 g 
Goiaba 1/2 Unid M 85 g Couve 3 C.S.CH Pic 69 g 
Kiwi 1 e 1/2 Unid M 114 g Couve-flor 2 C.S.CH Pic 50 g 
Laranja 1/2 Unid M 90 g Cogumelo 3 C.S.CH Pic 81 g 
Maçã 1 Unid M 130 g Espinafre 2 e 1/2 C.S.CH Pic 62,5 g 
Mamão 1 FT P 100 g Jiló 1/2 C.S.CH Pic 30 g 
Mamão Papaya 5 C.S. Pic 200 g Palmito 4 e 1/2 C.S.CH Pic 67,5 g 
Manga Espada 1/2 Unid M 70 g Pimentão 4 C.S.CH Pic 52 g 
Maracujá 1 e 1/2 Unid M 67,5 g Tomate 5 C.S.CH Pic 75 g 
Melancia 1 FT M 200 g Vegetal B 1 Porção 25 Kcal 
Melão 2 e 1/2 FT M 225 g Abóbora 3 e 1/2 C.S.CH Pic 126 g 
Pêra 1 Unid M 110 g Abobrinha 3 C.S.CH Pic 90 g 
Pêssego 2 Unid M 120 g Berinjela 5 C.S.CH Pic 125 g 
Tangerina 1 Unid M 135 g Beterraba 3 C.S.CH Pic 60 g 
Uva 1/2 Cacho P 85 g Cenoura 3 C.S.CH Pic 75 g 
 Chuchu 1 e 1/2 C.S.CH Pic 30 g 
Lanches 1 Porção 130 Kcal 
 Quiabo 1 e 1/2 C.S.CH Pic 60 g 
Pão Francês 1 Unid 50 g Vagem 3 C.S.CH Pic 60 g 
Pão de Forma 1 e 1/2 Unid 37,5 g Vegetal C 1 Porção 70 Kcal 
Pão Centeio 2 Unid 50 g Batata Barôa Coz 1 C.A.CH 55 g 
Pão Doce 1 Unid 50 g Mandioca Cozida 1 C.A.CH60 g 
Pão de Queijo 1 e 1/2 Unid M 30 g Inhame Cozido 1 e 1/2 C.A.CH 62 g 
Cereais 3 C.S.CH 33 g Batata Inglêsa Coz 2 C.A.CH 160 g 
Farinha Láctea 1 e 1/2 C.S.CH 30 g 
Sucrilhos 7 C.S.CH 35 g Carnes 1 Porção 80 Kcal 
Torradas 5 Unid 40 g Carne Bovina Coz 2 e 1/2 C. S. CH 75 g 
Biscoito Maisena 6 Unid 30 g Carne Bovina Moída 3 C.S.CH 75 g 
Biscoito Água e Sal 3 Unid 24 g Bife Bovino 1 Unid P 80 g 
Biscoito Salpet 6 Unid 30 g Hamburguer 1/2 Unid 40 g 
Bolo de Trigo 1/2 FT M 30 g Salsicha 1/2 Unid 25 g 
 Salsicha (lata) 1 Unid 35 g 
Lácteos 1 Porção 100 Kcal 
 Presunto 1 e 1/2 FT M 22,5 g 
Leite Integral 1 Copo P CH 165 g Peixe cozido 1 Filé P 100 g 
Leite Desnatado 1 e 1/2 Copo P CH 247,5 g Atum 2 e 1/2 C.S.CH 40 g 
Leite Integral pó 1 e 1/2 C.S.CH 24 g Almôndega 1 e 1/2 Unid P 45 g 
Leite Desnatado pó 2 C.S.CH 32 g Linguiça Calabreza 1 C.S.CH Pic 22 g 
Leite Soja pó 1 e 1/2 C.S.CH 24 g Linguiça Gomo 1/2 Unid 30 g 
Iogurte Integral 1 Unid P 140 Bife de Porco 1/2 Unid P 40 g 
Mussarela 1 e 1/2 FT M 30 g Bife de Fígado 1/2 Unid P 40 g 
Minas Frescal 1 e 1/2 FT M 30 g Peito de Frango 1 Unid P 70 g 
Ricota 2 FT M 60 g Coxa de Frango 2 Unid M 80 g 
Coalhada 1 Copo P CH 165 g Ovo cozido 1 Unid 60 g 
Coalhada ligth 1 e 1/2 Copo P CH 247,5 g 
Requeijão 2 C.S.R 30 g 
Leite fermentado 2 Unid 160 g 
Queijo Prato 1 e 1/2 FT M 22,5 g 
 
85
 
Açúcar 1 Porção 40 Kcal 
 
Refeições 1 Porção 130 Kcal 
Açúcar Cristal 1/2 C.S.R 7,5 g Arroz Cozido 2 C.A.CH 90 g 
Açúcar Mascavo 1 C.S.R 11 g Macarrão Cozido 2 e 1/2 C.A.CH 125 g 
Mel 1 C.S. 15 g Farofa 1 C.A.CH 35 g 
Achocolatado 1/2 C.S.CH 8 g Nhoque 1 e 1/2 C.A.CH 105 g 
 Angú 3 C.S.CH 105 g 
Feijão 1 Porção 120 Kcal 
 
Feijão 1 Concha média 140 g Óleos 1 Porção 60 Kcal 
Grão de bico 1 Concha média 120 g Azeite de Oliva 1 C.S 8 g 
Lentilha 1 Concha média 100 g Margarina/Manteiga 1 C. CHÁ CH 8 g 
 Margarina Light 2 e 1/2 C. CHÁ CH 20 g 
 Maionese 1/2 C.S.R 8,5 g 
 Maionese Light 1e 1/2 C.S.R 25,5 g 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
86
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 
NUTRIÇÃO CLÍNICA - DIETOTERAPIA I e II 
 
Elaboração: Vanessa R. Lauar &&&& Ângela Maria Sezini 
Colaboradores: Andréia Brina de Melo, Vera Cristina A. M. Etrusco 
 
 
PARTE 14 – GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS 
 
 
A - 
 
• ABDÔMEN - Grande cavidade ou espaço entre o tórax e a pelve no qual estão 
contidos o estômago, intestino delgado, intestino grosso (cólon), fígado, vesícula biliar 
e baço. 
• ABDÔMEN AGUDO - Dor abdominal, em geral de início súbito, progressiva que 
costuma associar-se a doenças de resolução cirúrgica. Necessita de avaliação médica 
urgente. 
• ABDOMINOCENTESE – punção do abdômen para esvaziar líquido ou pus; 
coliocentese. Punção abdominal. 
• ABDOMINOPERINEAL, RESSECÇÃO - procedimento cirúrgico no qual a porção final 
do intestino grosso, o reto e o ânus são removidos. A porção final do intestino é 
exteriorizada na pele sob a forma de uma colostomia definitiva. Pessoas com 
colostomia, utilizam bolsas especiais que se aderem a pele para que as fezes sejam 
coletadas nestas. 
• ABLAÇÃO – remoção cirúrgica de uma parte do corpo (membro, órgão, tumor e etc). 
• ABLACTAR – desmamar, cessar a lactação. 
• ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR - Participação de vários especialistas no 
diagnóstico. A integração das várias especialidades determina melhores resultados. 
• ABORTO EMBRIONÁRIO – o que ocorre no 2o ou 4o mês de gestação. 
• ABORTO FETAL– o que ocorre durante o 4o e 6o mês de gestação. 
• ABORTO OVULAR – o que ocorre até o 2o mês de gestação. 
• ABRASÃO – raspagem superficial da pele ou mucosas. 
• ABROSIA – falta de alimento. 
• ABSCESSO – coleção circunscrita de pus numa cavidade formada pela desintegração 
dos tecidos. 
• ABSORÇÃO - processo no qual os nutrientes alimentares atravessam a barreira 
intestinal para a circulação sangüínea. 
• ACALÁSIA – perturbação do funcionamento dos esfíncteres, cujo relaxamento não se 
produz no momento das contrações dos condutos correspondentes (esôfago 
megásico). 
• ACATALEPSIA – perturbação mental; falta de compreensão, dúvida ou incerteza. 
• ACETILCOLINA – é um neurotransmissor do sistema nervoso central, cuja deficiência 
(sobretudo o hipocampo e no córtex cerebral) poderia em parte contribuir para o 
desenvolvimento da Doença de Alzheimer. 
• ACETONÚRIA ou CETONÚRIA – excesso de corpos cetônicos na urina (ocorre em 
situações como: diabetes, febre, acidose e perturbações digestivas). 
• ACIANÓTICO – indivíduo que não apresenta cianose (extremidades arroxeadas). 
• ACIDAMINÚRIA – quantidade excessiva de aminoácidos na urina. 
• ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL - Episódio agudo de distúrbio neurológico 
secundário a doença dos vasos cerebrais; pode ser hemorrágico ou isquêmico. 
• ÁCIDO CLORÍDRICO - poderoso ácido produzido no estômago que trabalha em 
conjunto com enzimas como a pepsina para digerir proteínas. 
 
87
 
• ÁCIDOS BILIARES - ácidos fracos formados pelo fígado a partir do colesterol que 
ajudam na digestão das gorduras. 
• ÁCIDOS GRAXOS - ácidos derivados da hidrólise de triglicídeos. 
• ACIDOSE – estado caracterizado pela diminuição da reserva alcalina (presença de 
cetona, ácido diacético, ácido betaoxibutírico e de uma proporção exagerada de 
amoníaco na urina). 
• ACIDÚRIA – acidez urinária. 
• ACINESIA – perda parcial ou total da função motora. 
• ACLORIDRIA – ausência de HCl no suco gástrico. 
• ACOLIA – ausência de secreção de pigmentos biliares. 
• ACOLÚRIA – ausência de pigmentos biliares na urina. 
• ACONURESE – micção involuntária, incontinência urinária. 
• ACORIA – perda da sensação de saciedade. 
• ADEFAGIA – apetite insaciável. 
• ADJUVANTE (tratamento) - É o tratamento que se realiza, de modo complementar, 
àquele do tumor primário, pode ser químio ou radioterápico. Faz-se na ausência de 
qualquer evidência clínica/radiológica ou laboratorial de doença em atividade. 
• ADENITE - Inflamação aguda de gânglios linfáticos. 
• ADENOCARCINOMA – adenoma maligno. 
• ADENOMEGALIA - Aumento de gánglio linfático. Pode ocorrer em qualquer região 
onde existam linfonodos, exemplo: axila, regiões cervical, inguinal ou mediastinal. 
• ADENOMIOMA – tumor do útero e tecidos adjacentes. 
• ADERÊNCIA – Uma cicatrização interna que ocorre geralmente após uma cirurgia 
abdominal. 
• ADIPSIA – falta de sede. 
• ADIPOSÚRIA - Presença de gordura na urina. Sinônimo de Lipúria. 
• ADSORÇÃO - apresamento e acumulação de gases, vapores ou matérias em 
solução na superfície de corpos sólidos com os quais entram em contato, por adesão 
molecular. 
• AERENTERECTASIA – distensão dos intestinos por ar ou por gases. 
• AEROFAGIA – deglutição espasmódica de ar, seguida de eructação. 
• AFAGIA – impossibilidade de deglutir. 
• AFASIA – distúrbio da expressão ou da compreensão da linguagem. A deficiência na 
capacidade de produzir fala ou escrita inteligível, ou na capacidade de compreender a 
linguagem escrita ou falada. 
• AGASTRIA – ausência congênita do estômago. 
• AGENESIA – ausência congênita de órgão, setor ou segmento. 
• AGEUSIA – diminuição ou abolição do sentido do paladar. 
• AGNOSIA – distúrbio do reconhecimento de algumas características do mundo físico 
(visual, sonoro, tátil), ligado a uma lesão cerebral. 
• AGNOSIA GUSTATIVA – perda da discriminação gustativa de alto nível. 
• AGNOSIA OLFATIVA – perda da discriminação olfativa de alto nível. 
• AGRAFIA – perda da habilidade para escrever. 
• AGUDO - processo rápido ou de curta duração. 
• ALBUMINA - proteínaencontrada em todos os tecidos animais. 
• ALBUMINÚRIA – presença de albumina na urina. 
• ALCALOSE – uma condição patológica resultante do acúmulo de base ou perda de 
ácidos e caracterizada por decréscimo na concentração de íons hidrogênio. 
• ALCOOLISMO - ato de ingerir bebida alcoólica de maneira crônica, excessiva e 
compulsiva que interfere com a vida social e econômica do indivíduo. O álcool afeta 
particularmente em maior intensidade o sistema nervoso e o sistema digestivo. 
• ALERGENO – qualquer substância capaz de induzir uma alergia. 
• ÁLGICO - Dor. A percepção cerebral do estímulo doloroso. 
• ALIENIA – falta de baço. 
• ALOPECIA – queda dos cabelos. 
• AMAUROSE – cegueira. 
• AMENORRÉIA – ausência ou suspensão da menstruação. 
• AMÍGDALA – parte do sistema límbico implicado na expressão das emoções e que, 
intervêm por esse motivo na caracterização emotiva das recordações. Infartos ou 
 
88
 
lesões da região amigdaliana podem provocar um distúrbio amnésico, que diz respeito 
particularmente à memória verbal, quando eles acontecem unilateralmente, no 
hemisfério dominante. Os nódulos amigdalianos ficam atrofiados na Doença de 
Alzheimer. 
• AMÍGDALA OU AMÍDALA – aglomerado de tecido linfóide, na base da língua. 
• AMIGDALITE OU AMIDALITE – inflamação das amídalas. 
• AMILASE – enzima que transforma o amido em glicoses. 
• AMILÓIDE – substância amorfa, homogênea, extracelular, fracamente acidófila e sem 
reação celular associada, que pode ser depositada em diferentes tecidos, inclusive no 
neurológico. 
• AMINOÁCIDOS – compostos orgânicos contendo nitrogênio, conhecidos como “blocos 
de construção” de moléculas protéicas. 
• AMIOTRÓFICO - que sofre de amiotrofia (atrofia de um músculo). 
• ANABOLISMO – processo de síntese pelo qual são convertidas substâncias simples 
em compostos mais complexos dentro das células vivas. Representa a 1o fase do 
metabolismo construtivo, sendo que a última fase é a degradação (catabolismo). 
• ANACATARSIA – eliminação por cima (boca, nariz). 
• ANALGESIA – abolição da sensibilidade de dor. 
• ANAMNESE - História colhida pelo médico sobre problemas de saúde do paciente. 
• ANAPLASIA - Processo de diferenciação incompleto onde a célula resultante 
apresenta características semelhantes às células embrionárias. Perda da 
especificidade absoluta. Condição das células tumorais, com a perda de diferenciação, 
organização e função específica da célula normal. 
• ANASARCA – edema generalizado. 
• ANASTOMOSE – comunicação entre dois vasos ou entre dois órgãos cavitários. 
Confecção cirúrgica de uma passagem entre dois espaços ou vísceras ocas. 
• ANASTOMOSE ILEOANAL - procedimento cirúrgico no qual é removido todo o 
intestino grosso inclusive a mucosa do ânus e é feita uma costura entre a porção 
terminal do intestino delgado (íleo) e o ânus. 
• ANATRESIA – perfuração. 
• ANAUROSE – escurecimento da visão por perda parcial ou total da visão. 
• ANDROPAUSA – cessação da atividade sexual do homem. 
• ANEMIA - condição na qual o número de células vermelhas do sangue ou a 
hemoglobina estão abaixo dos níveis da normalidade. 
• ANEPATIA – diminuição ou abolição da atividade funcional do fígado. 
• ANERGIA – ausência de reação do organismo a um determinado antígeno. 
• ANEURISMA – bolsa formada pela dilatação ou ruptura das paredes de uma artéria. 
• ANEXITE – inflamação dos anexos uterinos (coforossalpingite). 
• ANICTÉRICO – indivíduo que não apresenta icterícia (coloração amarelada). 
• ANISOCITOSE – desigualdade do tamanho das hemácias. 
• ANGIALGIA – dor em vaso sangüíneo. 
• ANGINA – dor espasmódica ou sufocante. 
• ANGINA PECTORIS - Devido à arteriosclerose uma ou mais artérias coronárias vão 
ficando obstruídas, com um estreitamento de cerca de 70%, e menos sangue que o 
necessário chega ao coração causando dor no peito. Os sintomas são: pontadas ou 
"aperto" do lado esquerdo do peito podendo migrar para o pescoço e parte interna do 
braço esquerdo. É acompanhada de suor intenso e muita angústia. Aparece 
frequentemente na vigência de exercício físico, desaparece quando a pessoa 
descansa, ou quando a pessoa está sob stress. 
• ANGIOCOLECISTITE – inflamação da vesícula ou dos canais biliares (cirúrgica). 
• ANGIOGÊNESE - Processo de desenvolvimento dos vasos sangüíneos. 
• ANGIOGRAFIA - Estudo radiográfico dos vasos (artérias, veias, linfáticos) pela injeção 
de meios de contrastes. 
• ANGIOPLASTIA - Procedimento utilizado para tratamento de doenças obstrutivas 
arteriais, tais como, artérias coronárias, artérias renais, artérias femorais e outras 
artérias periféricas. Consiste na dilatação da obstrução detectada por estudo 
angiográfico, através de cateter balão que se insufla no local desta, remoldando a luz 
da artéria. 
 
89
 
• ANGIOPATIA AMILÓIDE – presença de substância amilóide na parede dos vasos 
sangüíneos, inclusive cerebrais. É encontrado principalmente na pessoa idosa normal, 
nos pacientes que tiveram acidentes vasculares e naqueles que sofrem da doença de 
Alzheimer. 
• ANOPLASTIA – operação plástica do ânus. 
• ANOREXIA – falta de apetite para alimentos. 
• ANORMALIDADE - contrário de normal; o que difere da condição ou estado normal. 
• ANOSTOMIA – ausência do sentido do olfato. 
• ANOVULAÇÃO – suspensão da ovulação. 
• ANÓXIA – ausência ou falta de oxigênio. 
• ANTAGONISTA DOS RECEPTORES DE H2 – fármaco que impede a secreção de 
ácido no estômago. 
• ANTALGIA – ausência de dor. 
• ANTIÁLGICA - Que se opõe à dor. 
• ANTELMÍNTICO – que combate vermes intestinais. 
• ANTI-ÁCIDO - medicação que neutraliza os ácidos do estômago. 
• ANTI-COLAGOGO – que diminui a produção de bile. 
• ANTI-COLINÉRGICO – que bloqueia a passagem dos impulsos nervosos através dos 
nervos 
• parassimpáticos. 
• ANTI-DIARRÉICO - medicações que ajudam a controlar a diarréia. 
• ANTIEMÉTICO - Droga que previne ou controla o vômito. 
• ANTI-ESPASMÓDICO - medicações que diminuem a contratilidade dos músculos 
intestinais (cólicas). 
• ANTI-FLOGÍSTICO – combate a inflamação. 
• ANTÍGENO - Proteínas completas ou fragmentos das mesmas (peptídeos) que 
quando injetados num organismo causam a produção de uma resposta imune, 
freqüentemente com produção de anticorpos específicos contra tais proteínas. 
• ANTINEOPLÁSICA - Contra o câncer. 
• ANTISSEPSIA - Conjunto de medidas empregadas para impedir a proliferação 
microbiana 
• ANTRECTOMIA - procedimento cirúrgico no qual a porção do estômago que produz 
hormônios responsáveis pela produção de ácido é removida. 
• ANÚRIA – diminuição ou suspensão da urina (eliminação urinária abaixo de 
50mL/24horas). 
• ÂNUS - abertura final do trato digestivo por onde as fezes são eliminadas. 
• APARELHO DIGESTIVO - É constituído pelo tubo digestivo que vai desde a boca até 
o ânus e também o fígado e o pâncreas. 
• APÊNDICE CECAL - Órgão que liga ao ceco (primeira porção do intestino grosso) 
• APENDICECTOMIA - Operação para retirada do apêndice cecal. 
• APETITE - Vontade de comer. O apetite designa uma vontade que pode ser 
completamente independente da fome. Pode-se ter apetite mesmo com o estômago 
repleto. 
• APIRÉTICO – indivíduo não febril. 
• APLASIA MEDULAR - Destruição da medula óssea. 
• APNÉICO – que apresenta suspensão transitória da respiração (apnéia). 
• APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO - Síndrome caracterizada por episódios de 
diminuição e ou ausência de fluxo aéreo durante o sono ocasionando dessaturação de 
oxigênio durante o sono. 
• APONIA – sensação de dores ou sofrimento. 
• APOPLEXIA – paralisação súbita ou cessação das funções cerebrais por extravasão 
sangüínea no cérebro. 
• APRAXIA – distúrbios complexos na execução de atos motores que independem de 
déficit de força, de incoordenação ou de outras alterações de motricidade. 
• ARRÍTMICO – pulso ou batimento cardíaco sem regularidade. 
• ARTÉRIA- Vaso que leva o sangue para um determinado órgão ou segmento do 
corpo. 
• ARTERIOGRAFIA - procedimento diagnóstico usado para detectar doenças em vasos 
sangüíneos ou órgãos sólidos (pâncreas, fígado e baço). Também serve para detectar 
 
90
 
pontos de sangramento. Um tipo especial de contraste é injetado nas veias ou artérias 
para que estes possam ser visualizados no RX. 
• ARTERIOSCLEROSE OU ATEROSCLEROSE - É um processo que envolve a 
formação e deposição de placas de gordura em artérias que vão ficando mais estreitas 
e obstruídas. Indivíduos com níveis elevados de LDL-colesterol são mais vulneráveis 
para desenvolverem esta obstrução. Os depósitos de gordura em artérias levam anos 
para se formarem e, portanto a prevenção é fundamental. 
• ARTERITE - Inflamação da parede das artérias. 
• ARTICULAÇÃO - O mesmo que junta. 
• ARTRALGIA – dor articular. 
• ARTRITE – inflamação de uma articulação. 
• ARTRITE REUMATÓIDE – doença articular crônica, freqüentemente sistêmica; 
caracterizada por uma inflamação da membrana sinuvial, com períodos de 
exacerbação e remissão. 
• ARTROPATIA - Doença articular. 
• ARTROPLASTIA – qualquer procedimento articular reconstrutivo com ou sem implante 
articular elaborado para aliviar a dor e/ou restaurar a mobilidade articular. 
• ARTROSE – alteração articular de natureza degenerativa ou cicatricial, com redução 
ou suspensão funcional. 
• ÁRVORE BILIAR - sistema de canalículos e ductos que drenam a bile produzida no 
fígado. Ao RX lembram uma árvore. 
• ASCITE – acúmulo de líquidos na cavidade peritonial, resultante de simples embaraço 
da circulação de retorno, fazendo transvasar linfa (transudato) ou de natureza 
inflamatória (exsudato). 
• ASMA - Processo inflamatório crônico das vias aéreas caracterizado por 
hiperresponsividade a estímulos broncoconstrictores com episódios de limitação ao 
fluxo aéreo que revertem espontâneamente ou com auxílio de medicação. 
• ASSINTOMÁTICO - Que não tem indicação ou sintoma de doença. 
• ASSOCIAÇÃO MEDICAMENTOSA - Administração simultânea de dois ou mais 
medicamentos, seja em preparação separada, seja em uma mesma preparação. 
• ASSEPSIA - Conjunto de medidas utilizadas para impedir a penetração de 
microorganismos (contaminação) em local que não os contenha. 
• ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO - Ocorre quando pequenas partículas das 
placas de gordura depositadas nas artérias se desprendem e podem suspender a 
circulação sangüínea em certas áreas do cérebro por algum tempo. Ocasionando 
perda da voz e dos movimentos das mãos, a pessoa perde a noção de onde esteja. 
Este episódio como diz o nome é transitório e depois se normaliza. Contudo é um 
valoroso sinal que pode preceder um derrame. 
• ASTENIA – perda de forças, esgotamento. 
• ATAXIA – descoordenação postural e desequilíbrio ao andar. 
• ATELECTASIA – expansão incompleta dos pulmões do recém-nascido ou colapso do 
pulmão adulto. 
• ATEROMA – cisto sebáceo; degeneração da parede interna das artérias, com 
formação de depósitos de colesterina e sais de cálcio. 
• ATIPIA - Desvio da morfologia normal. 
• ATRESIA – fechamento de abertura de orifício normal. 
• ATROFIA - Alteração regressiva ou diminuição do tamanho de uma célula, tecido, 
órgão ou parte, como conseqüência de um defeito ou da falta de nutrição. 
• AUTOIMUNIDADE - condição na qual são produzidos anticorpos contra as próprias 
células do organismo. 
• AUTÓLISE - Desintegração espontânea das células, devido a uma alteração das 
enzimas da própria célula. 
• AUTO-ANTICORPO - Anticorpo dirigido contra qualquer constituinte do próprio 
organismo. 
• AUXOGRAMA - Sistema de coordenadas que, utilizando os dados de idade 
cronológica, idade altura, idade peso, idade óssea, idade mental e idade genital, 
contribui para o diagnóstico dos distúrbios do crescimento. 
• AZOTEMIA – presença de uréia ou corpos nitrogenados no sangue. 
• AZOTÚRIA - Concentração de compostos nitrogenados na urina. 
 
91
 
 
 
- B - 
 
• BACTÉRIA - sinônimo de germe. Um organismo achado em quase todos os lugares, 
algumas ajudam a produzir alimentos como queijo e vinho ou residem no intestino e 
auxiliam a digestão e finalmente outras podem causar doenças. 
• BÁRIO - ingrediente principal do sulfato de bário, dado via oral ou injetado via retal em 
alguns pacientes para estudo do trato digestivo (como o enema opaco para estudo do 
intestino grosso; trânsito intestinal para estudo do intestino delgado; e exame 
contrastado de esôfago, estômago e duodeno para estudo do trato digestivo superior). 
O sulfato de bário é uma substância líquida, branca de viscosidade aumentada que é 
radio-opaco, isto é, é visível ao RX. 
• BASÓFILO - Elemento que se tinge facilmente com corantes básicos. 
• BATIANESTESIA – perda de sensibilidade profunda. 
• BENIGNO - o que não é maligno, não está associado ao câncer. 
• BEXIGA NEUROGÊNICA - Sob este diagnóstico, enquadram-se as disfunções de 
natureza neurológica e muscular da bexiga e esfíncter urinário. As causas mais 
importantes são os traumatismos graves de coluna e o diabetes mellitus. 
• BIFOSFATOS – grupo de compostos que inibem a atividade dos osteoclastos e a 
reabsorção óssea. 
• BILE - líquido composto por substâncias produzidas pelo fígado e armazenado na 
vesícula biliar. Tem como papel fundamental ajudar na digestão de gorduras. 
• BILIAR (ATRESIA) - doença congênita na qual a bile produzida pelo fígado não 
consegue chegar ao intestino porque os ductos biliares se formaram de maneira 
incompleta ou não se formaram. 
• BILIRRUBINA – pigmento biliar amarelo, (C33H36O6H4), que existe na bile sob a forma 
de bilirrubinato de Na solúvel e, nos cálculos biliares, como sal de cálcio. É produzida 
pelo fígado a partir da quebra da molécula de hemoglobina. Na icterícia há um 
aumento dos níveis de bilirrubina no sangue e nos tecidos. 
• BILIRRUBINEMIA – presença de bilirrubina no sangue. 
• BILIRRUBINÚRIA – presença de bilirrubina na urina. 
• BIÓPSIA – remoção e exame, em geral microscópico, de tecidos ou de outro material 
de um organismo vivo para fins diagnósticos. 
• BLASTOMA – neoplasia, tumor verdadeiro. 
• BLOQUEADORES DO CANAL DE CÁLCIO – fármacos que inibem o fluxo de íons de 
cálcio através das membranas musculares, relaxando deste modo o tônus muscular e 
reduzindo os espasmos musculares. 
• BÓCIO – tumefação na região anterior do pescoço, provocada pelo aumento de 
volume da glândula tireóide. 
• BORDA EM ESCOVA: Nome dado à margem luminal das células do túbulo 
contornado proximal, que estão no córtex dos rins, em virtude de suas vilosidades que 
dão um aspecto peludo ou semelhante a um pente. 
• BRADICARDIA – diminuição numérica dos batimentos cardíacos, abaixo de 60 por 
minuto. 
• BRADICINESIA - lentidão anormal dos movimentos. Lentidão das respostas físicas e 
psíquicas. 
• BRADIFRENIA – diminuição das reações psíquicas, característica da depressão, 
doença de Parkinson e da síndrome frontal. 
• BRADIPNÉIA – diminuição da freqüência respiratória. 
• BRADIPSIQUISMO – redução da atividade mental referente tanto aos impulsos 
nervosos como à cognição. 
• BRAQUITERAPIA - Tratamento de câncer utilizando fontes radioativas (I192, Ra226, 
Cs137, Co60, etc.) que são colocadas dentro do tumor. É muito utilizado no tratamento 
do câncer do colo uterino e tumores de cabeça e pescoço. 
• BRIDA – freio. Alça ou faixa de tecido conjuntivo, geralmente cicatricial, que comprime 
um órgão. 
• BRONCODILATADOR - Medicação utilizada para obtenção do relaxamento das vias 
aéreas. 
 
92
 
• BRONCOGRAFIA - Radiografia do tórax após introdução de meios de contrastes nos 
brônquios. 
• BRONQUIECTASIA - Dilatação irreversível localizada ou difusa da árvore brônquica 
com distorção dos brônquios. 
• BRONQUÍOLO - Divisões mais finas dos brônquios. 
• BRONQUITE- Processo inflamatório das vias aéreas proximais ou brônquios. 
• BRONQUITE CRÔNICA - Tosse e expectoração por mais de três meses por dois anos 
consecutivos. 
• BUSCA ATIVA - É à busca de casos suspeitos, que se dá de forma permanente ou 
não; visitas periódicas do serviço de saúde em áreas silenciosas e na ocorrência de 
casos em municípios vizinhos. 
• BY PASS - procedimento cirúrgico no qual se cria um desvio de uma porção a outra do 
sistema digestório. 
 
- C - 
 
• CACOGEUSIA – alucinações e delírios gustativos causados por distúrbios do lobo 
temporal ou doença psiquiátrica. 
• CACOSMIA – alucinações e delírios olfativos causados por distúrbios do lobo temporal 
ou doença psiquiátrica. 
• CALÁSIA – relaxamento de orifício corpóreo. 
• CALCIFICAÇÃO – processo pelo qual o tecido orgânico adquire um endurecimento 
por depósito de sais de cálcio. 
• CALCIOPENIA – deficiência de cálcio no organismo. 
• CALCITONINA – hormônio que se opõe à ação do hormônio da paratireóide na 
regulação dos níveis sangüíneos de cálcio e mineralização óssea. 
• CALEMIA – presença de potássio no sangue circulante. 
• CALIPENIA - baixa taxa de potássio no sangue. 
• CÂNCER - Tumor maligno. 
• CANCERÍGENOS QUÍMICOS - Substâncias cuja absorção pelo organismo, seja pela 
pele, por inalação ou por ingestão, leva à produção de mutações que provocam a 
transformação celular. 
• CARCINÓGENO - Qualquer substância que produza o câncer. 
• CALORÍMETRO – instrumento para medida das trocas de calor em qualquer sistema; 
bomba calorimétrica, que é usada na medida do valor calórico dos alimentos. 
• CANDIDÍASE - O mesmo que monilíase ou "sapinho"; micose das mucosas da boca, 
que se apresenta como flocos brancos. 
• CAQUEXIA – distúrbio constitucional profundo. Desnutrição adiantada, emagrecimento 
severo. 
• CARCINOMA - tecido de crescimento desordenado e anormal que invade as 
estruturas do corpo destruindo-as. 
• CARDIOMIOPLASTIA - Cirurgia destinada a melhorar o bombeamento do sangue 
exercido pelo coração quando as paredes musculares de seus ventrículos estão com 
sua capacidade contrátil muito diminuída devido a sucessivos infartos ou miocardites. 
CARNIFOBIA – aversão mórbida à dieta com carne. 
• CASEÍNA – principal proteína do leite e principal componente do queijo. 
• CATABOLISMO – processo de degradação, pelo qual substâncias complexas são 
convertidas pelas células vivas em compostos simples com produção de energia. 
Representa a última fase do metabolismo, a destrutiva, sendo que a primeira é a 
construtiva (anabolismo). 
• CATETER – tubo fino de plástico ou de borracha usado na administração de líquido ou 
sangue ao paciente, além de contraste e oxigênio. 
• CATETERISMO - Introdução de um cateter dentro de um vaso. 
• CECO - primeira porção do intestino grosso; que recebe o conteúdo do intestino 
delgado. 
• CEFALÉIA – dor de cabeça. 
• CELULOSE - tipo de fibra resistente à digestão. A celulose é o componente básico de 
todos os vegetais. 
• CENTESE – perfuração ou punção. 
 
93
 
• CERVICITE - Inflamação do colo do útero. 
• CERVICOBRAQUIALGIA - Dor na região cervical que se irradia para o 
braço/antebraço. 
• CETOGÊNICO – capaz de ser convertido em corpos cetônicos. Substâncias 
cetogênicas no metabolismo são: ácidos graxos e certos aminoácidos. 
• CETOSE – condição na qual existe acúmulos cetônicos no organismo, originado pela 
oxidação incompleta de ácidos graxos. 
• CHOQUE – estado de insuficiência circulatória; o indivíduo apresenta-se cianótico, 
com pressão baixa, sudorese intensa, edema de glote, às vezes desmaio. Pode ser 
hipovolêmico, cardiogênico, neurogênico (por amputação traumática), anafilático 
(processo alérgico). 
• CIANOSE – coloração azulada da pele e mucosas causada pela oxigenação 
insuficiente do sangue. 
• CIFOSE – convexidade posterior à coluna– injeção de água, ou de um líquido 
medicamentoso, no reto. 
• CIMETIDINA - droga utilizada no controle e tratamento das úlceras pépticas através do 
bloqueio da produção de ácido do estômago. 
• CINTILOGRAFIA OU MAPEAMENTO - Processo em que a substância radioativa vai 
se concentrar em determinado órgão que será analisado por aparelho especial 
(cintilógrafo, gama-câmara). 
• CIRCULAÇÃO COLATERAL - Circulação que se instala em órgãos ou parte dele 
através de anastomose (comunicação) dos vasos, quando o suprimento sangüíneo 
original está obstruído ou abolido. 
• CIRURGIA BUCO-MAXILO-FACIAL - Tratamento cirúrgico de doenças ou defeitos da 
região inferior da face e parte interna da boca. 
• CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - Especialidade que trata malformações 
congênitas, tumores benignos e malignos da tireóide, paratireóide, glândulas salivares, 
boca, laringe, faringe, seios paranasais e tumores de pele da região cervical, face e do 
couro cabeludo. 
• CIRURGIA GERAL - Tratamento cirúrgico das hérnias, doenças do aparelho digestivo 
etc. 
• CIRURGIA TORÁCICA - Tratamento cirúrgico das doenças do tórax (exemplo: 
pulmões, traquéias, brônquios). 
• CIRURGIA VASCULAR - Tratamento cirúrgico de vasos sangüíneos (veias, artérias e 
vasos linfáticos). 
• CIRROSE - doença crônica do fígado caracterizada pelo crescimento de tecido 
cicatricial, destruição e regeneração das células hepáticas e distorção da estrutura do 
fígado. Cirrose pode levar à falência de funções hepáticas importantes como a 
depuração de substâncias tóxicas do sangue, incluindo o álcool. 
• CISTITE – inflamação da bexiga. 
• CISTOSCOPIA – inspeção do interior da bexiga com cistoscópio. 
• CISTOSTOMIA – retirada de cálculos dos rins. 
• CLISTER – injeção de um líquido no reto. 
• COAGULOGRAMA - Tempo de formação do coágulo. Sinônimo de tempo de 
coagulação. 
• COLAPSO - Diminuição ou inibição súbita da excitabilidade nervosa ou de qualquer 
função vital. Achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 
• COEFICIENTE REPIRATÓRIO – relação entre produção de dióxido de carbono 
(VCO2 em ml/min) e consumo de oxigênio (VO2 em ml/min) quando um determinado 
substrato energético é combustionado “in vitro”. 
• COGNIÇÃO – conjunto das faculdades intelectuais. A inteligência, a consciência e a 
memória são fenômenos cognitivos. 
• COILONÍQUIA – unhas em forma de colher. 
• COLÁGENO – principal constituinte protéico do tecido conjuntivo e a substância 
orgânica dos ossos; transforma-se em gelatina pelo aquecimento. 
• COLANGIOGRAFIA TRANSPARIETOHEPÁTICA - exame diagnóstico no qual ductos 
biliares são canalizados através de uma punção com uma agulha longa no espaço 
entre as costelas. É colocado um cateter e injetado contraste para se visualizar a 
árvore biliar. 
 
94
 
• COLANGIOPANCREATOGRAFIA RETRÓGRADA ENDOSCÓPICA (CPRE) - exame 
endoscópico e radiográfico. Na endoscopia se visualiza a papila onde é injetado 
através de um cateter um líquido radiopaco para visualizar o colédoco e o ducto 
pancreático pelo RX. 
• COLANGITE - infecção do conteúdo de bile represado num colédoco com obstrução. 
• COLECISTECTOMIA – retirada cirúrgica da vesícula biliar. 
• COLECISTITE – inflamação na vesícula. 
• COLECISTOGRAFIA - exame radiográfico da vesícula biliar após o paciente ingerir 
pílulas que contém material radiopaco que se concentra na vesícula biliar. Estas 
pílulas são tomadas na noite anterior ao dia do exame. 
• COLECISTOGRAMA ORAL - procedimento diagnóstico no qual são realizados RX da 
vesícula biliar após o paciente ingerir comprimidos contrastados que são absorvidos 
pelo intestino e excretados pelo fígado. 
• COLECISTOPATIA – doença da vesícula biliar. 
• COLECISTOSTOMIA – incisão cirúrgica da vesícula biliar. 
• COLECTOMIA – extirpação cirúrgica total ou parcial do cólon. 
• COLÉDOCO - ducto principal que traz a bile do fígado e vesícula biliar ao intestino. 
• COLEOPOÉTICO – que estimula a secreção de bile. 
• COLESTEROL– esterol mais abundante no mundo animal. É encontrado em grande 
quantidade na bile e cálculos biliares (pedras). É um precursor da vitamina D, e está 
estritamente relacionado com vários hormônios do corpo. 
• CÓLICA - Dor abdominal de localização e intensidade variável descrita como 
sensação de torção (espasmo). 
• COLITE - inflamação do cólon. 
• COLITE ULCERATIVA - doença inflamatória crônica que compromete o intestino 
grosso. 
• CÓLON - intestino grosso. Pode ser dividido anatomicamente em cólon direito e cólon 
esquerdo; ou ainda em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, 
cólon sigmóide e reto. 
• COLONOSCÓPIO - aparelho de endoscopia, flexível que pode variar de comprimento, 
que é introduzido pelo ânus com intuito de examinar todos os segmentos do intestino 
grosso. 
• COLOSTOMIA – procedimento cirúrgico no qual uma porção do intestino grosso é 
exteriorizado à pele. Podem ser temporárias ou permanentes dependendo da doença 
que a pessoa tem. Pessoas que tem colostomia necessitam usar bolsas coletoras de 
fezes. 
• COMA - Estado de privação da consciência em que não há reação de despertar 
mesmo com estimulação intensa. 
• CONDILOMA - Lesões verrugosas genitais benígnas causadas pelo Papilomavírus 
Humano (HPV). 
• CONGÊNITO - presente ao nascimento. 
• CONTÁGIO - Sinônimo de transmissão direta. 
• CONTAMINAÇÃO - Ato ou momento em que uma pessoa ou um objeto se converte 
em veículo mecânico de disseminação de um determinado agente patogênico. 
• CONTATO - Pessoa ou animal que teve contato com pessoa ou animal infectado, ou 
com ambiente contaminado, criando a oportunidade de adquirir o agente etiológico. 
• CONTIGÜIDADE - Situação de estruturas, órgãos ou tecidos, que se apresentam em 
contato lado a lado. 
• CONTRASTE – leite de bário, usado para delinear órgãos nas radiografias. 
• CONTRÁTIL - que tem a propriedade de contrair, mudar de tamanho. 
• COPROSCOPIA - Diagnóstico realizado através do exame parasitológico de fezes. 
• CORONARIOGRAFIA - Exame do estudo dos vasos do coração, com passagem de 
cateter através de vaso sangüíneo de um membro (braço ou perna). 
• COR-PULMONALE - Comprometimento cardíaco que decorre do efeito de hipertensão 
pulmonar sobre o ventrículo direito. 
• CREATORRÉIA – eleminação de fezes com teor protéico aumentado. 
• CRÔNICO - de longa duração, geralmente anos. Doenças que perduram por mais de 
30 dias são consideradas crônicas. 
 
95
 
• CUIDADOR - Indivíduo responsável pelos cuidados básicos do paciente como higiene 
pessoal, alimentação e administração de medicamentos. 
 
- D - 
 
• DEGENERAÇÃO NEUROFIBRILAR (DNF) – freqüentemente observada, associada à 
presença das placas senis, no cérebro das pessoas que sofrem de demência senil tipo 
Alzheimer. A DNF é caracterizada pela presença dentro dos neurônios de feixes de 
filamentos anormais. O acúmulo desses filamentos provoca a morte dos neurônios 
atingidos. 
• DEGLUTIÇÃO - Ato de engolir. 
• DEISCÊNCIA - Separação completa ou parcial das camadas de um ferimento 
cirúrgico. 
• DELÍRIO – estado de grande desorientação em presença de nível de consciência 
desacerbado e hiperatividade psicomotora. 
• DEMÊNCIA – perda das faculdades intelectuais em pessoas que até então era normal 
(ao contrário da debilidade que aparece mais precocemente). Esse termo genérico é 
utilizado, entretanto, para uma variedade de patologias às vezes curável e 
freqüentemente irreversível. 
• DERMATITE SEBORRÊICA - Doença crônica, freqüente, não contagiosa, que se 
localiza em áreas onde há maior número de glândulas sebáceas. 
• DERMATOMICOSES - Afecções causadas por várias espécies de fungos, localizadas 
na superfície da pele. 
• DERRAME - O ocorre quando uma determinada artéria do cérebro encontra-se 
obstruída interrompendo a circulação sangüínea nesta área. O derrame destrói parte 
das células do cérebro. 
• DERRAME PLEURAL - É o acúmulo de líquido no espaço pleural (tórax). 
• DEBRIDANTE (SUBSTÂNCIA) - Cicatrizante. 
• DESIDRATAÇÃO – remoção de água de um alimento ou tecido; ou uma condição 
resultante da perda de água. 
• DESORDEM FUNCIONAL - doença na qual não são detectados problemas orgânicos. 
Simplesmente há um funcionamento desordenado. Tal desordem pode causar 
desconforto, porém não está associado a doenças graves e leva a risco de vida. 
• DESBRIDAR - Seccionar os tecidos para ampliar uma ferida com a finalidade de 
exploração cirúrgica. 
• DESBRIDAMENTO - Limpeza mecânica de uma ferida infectada, pela remoção de 
toda a matéria estranha e tecidos desvitalizados nela contidos. 
• DESNUTRIÇÃO - Deficiência de nutrientes que compromete o adequado estado 
nutricional do indivíduo 
• DIABETE MELITO - Doença sistêmica, metabólica, crônica, causada por deficiência 
de insulina. 
• DIALISADO - Solução de diálise que circula através do rim artificial na hemodiálise e 
através da membrana peritoneal na diálise peritoneal. 
• DIÁLISE PERITONEAL – extração de substâncias tóxicas (uréia, contida em excesso 
no sangue, mediante difusão do peritônio). 
• DIARRÉIA - condição na qual o ritmo intestinal está aumentado levando a evacuações 
pastosas ou líquidas. 
• DIARTROSE - Deslocamento de uma articulação. 
• DIÉRESE - Divisão, separação de tecidos orgânicos, acidental ou cirúrgica, sem perda 
de substância. 
• DIFUSO - que está espalhado. Não está limitado a uma região. 
• DIGESTÃO - processo de fragmentação dos alimentos a estruturas químicas simples 
que são capazes de serem absorvidas pelo intestino. 
• DIGITAL - Denominação das folhas secas da planta Digitalis purpúrea, um poderoso 
cardiotônico que estimula a contratilidade do músculo cardíaco. 
• DILATAÇÃO - condição em que um órgão está aumentado de volume (esticado) além 
dos limites da normalidade. É o aumento do diâmetro de uma víscera oca como o 
intestino, colédoco ou estômago. 
• DIPLEGIA - Paralisia de duas partes homólogas nas duas metades do corpo. 
 
96
 
• DIPLOPIA – visão dupla dos objetos. 
• DISRITMIA - Condução anormal da atividade elétrica através do coração. 
DISARTRIA – distúrbio de articulação resultante de um comprometimento do SNC ou 
periférico no controle dos músculos da fala. 
• DISARTROFONIA - Articulação imperfeita da fala devido à distúrbio de controle 
muscular resultante de lesão no sistema nervoso central (SNC) ou no sistema nervoso 
periférico (SNP). 
• DISCINÉSIA – dificuldade ou incordenação na realização de movimentos voluntários. 
• DISCINÉSIA BILIAR – distúrbios das vias biliares, caracterizados por perturbações e 
esvaziamento da vesícula biliar. 
• DISCRASIA – empobrecimento do sangue, alteração das suas qualidades ou na 
proporção dos elementos constituintes. 
• DISFAGIA – dificuldade de deglutir. 
• DISFONIA - Qualquer dificuldade ou alteração da fala. 
• DISGEUSIA – perversão do sentido do paladar. 
• DISLIPIDEMIA - Níveis lipídicos sanguíneos anormalmente elevados ou baixos. 
• DISMENORRÉIA – menstruação difícil e dolorosa. 
• DISPAURENIA – cópula difícil ou dolorosa para a mulher. 
• DISPEPSIA – digestão difícil; condição na qual o paciente tem a sensação de 
dificuldade na digestão dos alimentos. 
• DISPLASIA – anomalia de desenvolvimento. 
• DISPNÉIA – respiração difícil ou laboriosa. 
• DISPNÉIA PAROXÍSTICA – súbita crise de dificuldade respiratória. 
• DISQUEZIA – defecação difícil ou dolorosa. 
• DISSACARIDASE – enzima que hidrolisa dissacarídeos. 
• DISSACARÍDEOS – qualquer carboidrato que hidrolizado origina dois 
monossacarídeos. 
• DISTAL - longe do ponto de origem. 
• DISTENSÃO ABDOMINAL - aumento da circunferência abdominal. 
• DISTROFIA – perturbação da nutrição e o estado que dela resulta. 
• DISÚRIA – micção difícil ou dolorosa. 
• DIURESE – secreção urinária normal ou abundante, natural ou provocada. 
• DIURÉTICO - substância que aumentao fluxo de produção de urina. 
• DIÚRIA – freqüência urinária durante o dia. 
• DIVERTICULITE – inflamação de um divertículo. 
• DIVERTÍCULO - pequena saculação formada a partir da saída da mucosa do intestino 
através de sua muscular. É mais comum no intestino grosso mas pode-se encontrar 
divertículos em todos os segmentos de vísceras ocas. 
• DIVERTICULOSE – doença em que existem inúmeros divertículos em um segmento 
ou em todo intestino grosso. Freqüente em pessoas acima de 50 anos. 
• DOENÇA CELÍACA – sinônimos: intolerância ao glúten, spru não tropical, enteropatia 
sensível ao glúten. Doença genética em que a superfície do intestino delgado é 
afetada (danificada) quando a pessoa se alimenta de trigo, centeio, aveia ou cevada. 
Acredita-se que o agente causal é o glúten, substância presente nestes alimentos. 
• DOENÇA DE ALZHEIMER – é uma condição que provoca deficiência cognitiva 
progressiva. É uma doença tratável, porém ainda sem cura. A memória, 
principalmente a capacidade de reter novas informações, é a parte mais afetada. No 
entanto várias outras funções cognitivas, inclusive as de orientação, linguagem, 
julgamento, função social e habilidade de realizar tarefar motoras (praxia), também 
declinam à medida que a doença evolui. Alterações no tecido cerebral, 
especificamente a formação de placas amilóides e emaranhados neurofibrilares e a 
perda de células cerebrais causam deficiência dessas funções cerebrais. A doença 
está fortemente associada à idade, sendo incomum antes dos 50 anos, podendo, 
porém, afetar metade das pessoas na faixa dos 90 anos. 
• DOENÇA DE CROHN – sinônimos: Enterite regional e Ileíte terminal. Doença 
inflamatória, crônica e recorrente que pode afetar qualquer porção do trato digestivo, 
desde a boca até o ânus; com maior freqüência atinge o intestino delgado e/ou grosso. 
• DOENÇA DE PARKINSON – paralisia agitante. 
 
97
 
• DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA - Limitação crônica ao fluxo aéreo 
causada por bronquite crônica e ou enfisema. 
• DOENÇA RESIDUAL MÍNIMA - É a permanência de células tumorais viáveis após o 
termino do tratamento em quantidades mínimas. Pode ser detectada através de 
técnicas de Biologia Molecular utilizando-se marcadores tumorais específicos. 
• DOENÇA DE WILSON - doença genética na qual se verifica aumento de cobre no 
fígado. A doença pode levar a uma destruição progressiva do fígado e cirrose. Pode 
afetar também o sistema nervoso central. 
• DOENÇA DO CÓLON IRRITÁVEL - doença funcional do intestino grosso 
caracterizado por gases, dor abdominal, e diarréia e/ou obstipação. 
• DOPAMINA – neurotransmissor e precursor da noradrenalina, pertencente à classe 
das monoaminas, presente, sobretudo na via nigroestriada e deficitária, na doença de 
Parkinson. 
• DOPPLER - Mecanismo de avaliação da velocidade de fluxos sangüíneos, à partir da 
ultrasonografia, aplicando a observação das variações de freqüência que acontecem 
com a mudança da distância entre a fonte produtora do ultrasom e a sua captação, 
com definição de padrões de fluxo que caracterizam obstruções de vasos ou de 
alterações dos fluxos intra-cardíacos, de enchimento ou ejeção. 
• DOR - Uma experiência sensorial e emocional desagradável que resulta da lesão 
tecidual real ou potencial. 
• DOR FANTASMA - Nome dado às sensações dolorosas sentidas pelos amputados, 
quando projetam a dor sobre os membros perdidos. 
• DOR RECORRENTE - Tipo de dor que, mesmo sem estar associada a um processo 
específico, é a que se apresenta em períodos de curta duração, mas que se repete 
com freqüência, e um exemplo clássico deste tipo de dor é a enxaqueca. 
• DOR REFERIDA - Dor percebida como advinda de uma área diferente daquela em 
que a doença está acontecendo. 
• DORSALGIA - Dor nas costas, na parte posterior do tórax. 
• DUCTO CÍSTICO - ducto que comunica a vesícula biliar ao colédoco. 
• DUCTOS BILIARES - sistema de canalículos (tubos) que levam a bile do fígado para a 
vesícula biliar e para o intestino. 
• DUODENO - primeira porção do intestino delgado. 
• DUODENOPANCREATECTOMIA - Operação que retira parte do estômago duodeno e 
pâncreas. 
• DRENO – tubo, fio ou dispositivo destinado a eliminar líquidos de cavidades, de 
tecidos impregnados de líquidos após ato cirúrgico. 
• DROGAS MIELOSSUPRESSORAS - Drogas que inibem a medula óssea. 
 
 
 - E - 
 
• ECOCARDIOGRAFIA COM DOPPLER - Procedimento de complementação 
diagnóstica que fornece informações sobre anatomia (válvulas, septos, vasos da base, 
paredes e cavidades), fisiologia (funções ventriculares direita e esquerda), parâmetros 
hemodinâmicos e avaliação dos fluxos sangüíneos e intracardíacos e que utiliza o 
ultrassom como agente para essas medidas. 
• ECLAMPSIA - condição que ocorre em mulheres com toxemia gravídica hipertensiva, 
durante a gestação, parto ou início do puerpério. 
• ECTASIA - Dilatação de uma estrutura tubular. 
• EDEMA - acúmulo de líquido entre as células de uma determinada região ou órgão, 
causando aumento da região afetada. Por exemplo: edema (inchaço) das pernas. O 
acúmulo de líquido em todo o corpo é chamado de anasarca. 
• ELETRÓLITOS - forma ionizada de um elemento. Os eletrólitos comuns no corpo são o 
sódio, o potássio e o cloreto. 
• ELIMINAÇÃO - É a redução a zero da incidência de uma doença/agravo, porém com 
manutenção indefinidamente no tempo, das medidas de controle. 
• EMBOLIA - obstrução brusca de uma artéria, veia ou vaso linfático, por um corpo 
estranho transportado pela circulação. 
• ÊMESE – ato de vômitar. 
 
98
 
• EMPIEMA - Infecção do espaço pleural. 
• ENCEFALOPATIA - qualquer doença degenerativa do cérebro. 
• ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA - Sintomatologia cerebral aguda por elevação 
súbita da pressão arterial. 
• ENDÊMICA - uma doença com baixa morbidez, constantemente verificada em uma 
comunidade humana. 
• ENDÓGENO - originado dentro do organismo, por exemplo: nutrientes sintetizados no 
metabolismo intermediário. 
• ENDOSCOPIA - inspeção do interior de condutos, órgãos ocos ou cavidades orgânicas, 
por meio de instrumento denominado endoscópio. 
• ENDOSCOPIA DIGESTIVA - Exame do estado do esôfago, estômago e intestinos, 
através de aparelho ligado a tubo introduzido pela boca ou pelo ânus. 
• ENDOSCÓPIO - fino tubo fexível que pode variar desde pouco mais de 1 metro a 2,20 
de comprimento que tem uma pequena luz e uma câmera de vídeo em sua extremidade. 
Pode ser utilizado para examinar o esôfago, estômago e duodeno; outros aparelhos são 
utilizados para examinar intestino delgado, intestino grosso e vias biliares. 
• ENDOTOXINA - Toxina encontrada no interior da célula bacteriana, mas não em 
filtrados livres de células de bactéria. As endotoxinas são liberadas pela bactérias 
quando sua célula se rompe. 
• ENEMA – injeção de líquido no reto com a finalidade de limpar o intestino grosso ou de 
administrar medicamento. 
• ENEMA OPACO - exame radiológico onde é injetado sulfato de bário (ver bário) em 
quantidade considerável pelo ânus para se visualizar todo o intestino grosso. 
• ENFISEMA - condição na qual há distensão de um tecido, por ar ou outros gases. 
• ENTERECTOMIA - Retirada de parte do intestino delgado. 
• ENTERITE - inflamação do intestino delgado. 
• ENTEROPATIA - qualquer doença do intestino. 
• ENTERORRAGIA - eliminação de "sangue vivo" pelo ânus. 
• ENTROPIA – conceito termodinâmico transposto para a biologia, que designa o nível de 
degradação de um sistema. Caracterizando, diz-se em geral que a entropia do 
organismo aumenta à medida que ele se aproxima da morte. 
• ENURESE - micção involuntária ou inconsciente (enurese noturna). 
• ENZIMA - proteína que acelera algumas reações químicas . No intestino as enzimas são 
utilizadas para transformar os alimentos em substâncias elementares para que estas 
possam ser absorvidas. 
• ENZIMAIMUNOENSAIO- Metodologia laboratorial para verificar e quantificar a reação 
entre antígeno e anticorpo através de coloração revelada por enzimas. 
• ENXERTO - Lâmina fina de pele utilizada na reconstrução de defeitos de pele ou 
mucosa. 
• EPIGASTRALGIA – dor na região epigástrica. 
• EPINEFRINA - hormônio secretado pela medula supra renal e liberado 
predominantemente em resposta à hipoglicemia. Também chamado de Adrenalina. 
• EPIXTAXE - hemorragia nasal. 
• EQUIMOSE - Mancha escura, devido à hemorragia sob a pele e as mucosas. 
• ERITEMA - vermelhidão patológica da pele, de muitas variedades, devido à congestão 
dos capilares. 
• ERITROPOISE - produção de glóbulos vermelhos no sangue. 
• EROSÃO - quebra na continuidade da mucosa de maneira superficial. É uma ferida 
superficial da pele que recobre o trato gastrointestinal. 
• ERUCTAÇÃO – arroto 
• ESCABIOSE (SARNA) - doença contagiosa da pele provocada pelos Sacoptes Scabiei, 
que forma túneis debaixo da pele; acompanha-se de prurido intenso. 
• ESCANOGRADIA (ou TOMODENSITOMETRIA) – processo de mapeamento usado para 
dimensionar comparativamente os diferentes coeficientes de absorção de um órgão 
atravessado por raios X. Aplicada ao cérebro, a escanografia ajuda a especificar os 
diagnósticos, permitindo assim, eliminar certas afecções que possam parecer demência. 
• ESCALA DE BLESSED – escala de avaliação do grau demencial que permite medir de 
maneira mais precisa a evolução da deterioração intelectual do doente. 
• ESCARA - Pele morta aderida ao corpo do doente queimado. 
 
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• ESCLEROSE MÚLTIPLA – doença caracterizada por desmielinização aleatória e 
multifocal, limitada ao SNC. 
• ESCOLIOSE - desvio (curvatura anormal) lateral da coluna vertebral. 
• ESCORIAÇÃO - quebra na continuidade da pele. 
• ESFÍNCTER - banda muscular anelar que tem a função de conter ou regular a passagem 
de alimentos ou líquidos no corpo. 
• ESFÍNCTER ESOFAGIANO INTERIOR - fibras musculares que se situam próximo a 
junção do esôfago e o estômago. Tem função valvular de uma via . Permanentemente 
fechado, abre-se logo a após a deglutição de alimentos ou saliva, fechando-se 
novamente desta maneira impedindo que o ácido produzido no estômago cause danos 
locais (esofagite). 
• ESOFAGITE - inflamação no esôfago geralmente ocasionado pelo refluxo de ácido do 
estômago para o esôfago (DRGE) – esofagite erosiva. Existem outras formas de 
esofagite: esofagite alcalina, esofagite química. 
• ESÔFAGO - órgão tubular que comunica a boca ao estômago. Sua função principal é de 
transporte não tendo participação ativa no processo de digestão. 
• ESÔFAGO DE BARRET - mudança na superfície das células que recobrem a mucosa da 
porção final do esôfago ocasionado pelo refluxo constante de ácido do estômago. 
Considerado como um foco de risco de aparecimento de neoplasia deve ser controlado 
periodicamente. Atualmente existe tratamento local com cauterização. 
• ESOFAGECTOMIA - Operação que retira parcial ou totalmente o esôfago. 
• ESPECIFICIDADE - É a capacidade do procedimento de diagnose em diagnosticar 
corretamente a ausência de doença, quando a mesma está ausente. Verdadeiros 
negativos. 
• ESPLENECTOMIA - Retirada parcial ou total do baço. 
• ESPLENOMEGALIA - aumento do baço. 
• ESPLENEILPATOMEGALIA - aumento simultâneo do baço e do fígado. 
• ESPONDILITE - inflamação de uma ou mais vértebras. 
• ESPONDILOSE - afecção degenerativa, não inflamatória, das vértebras. 
• ESPIROMETRIA - Obtenção de volumes, capacidades e fluxos pulmonares através de 
um espirômetro. 
• ESPORÃO - Pequeno crescimento ósseo. 
• ESQUISTOSSOMOSE HEPATESPLÊNICA - Doença hepática crônica, endêmica no 
Brasil, causada pela obturação de ramos venosos do sistema porta intra-hepático por 
ovos do Schistosoma mansoni, que condicionam a formação de fibrose peri-portal e 
hipertensão portal. 
• ESQUIZOFRENIA - Entende-se por delírio um juízo falso e irredutível da realidade, como 
por exemplo um delírio de perseguição (delírio paranóide), no qual o paciente sente-se 
perseguido e ameaçado por outras pessoas, interpretando fatos da vida quotidiana como 
provas cabais de sua perseguição. Alucinações são percepções sem estímulo externo, 
como por exemplo ver ou ouvir coisas não presentes. 
• ESTADIAMENTO - Resumo de informações sobre o câncer, expressando sua 
extensão anatômica loco-regional e à distância. O estadiamento é fundamental para o 
tratamento e prognóstico da doença. É em geral expresso de forma alfanumérica, 
seguindo os sistemas adotados. O sistema mais usado é o TNM, publicado pela UICC. 
• ESTADO NUTRICIONAL - Condição do corpo resultante da utilização dos nutrientes 
disponíveis. 
• ESTASE – Do grego stásis, imobilidade. 
• ESTENOSE - Estreitamento congênito ou adquirido de uma estrutura oca. Ex: 
estenose de esôfago, estenose de traquéia etc. 
• ESVAZIAMENTO CERVICAL - Retirada dos linfonodos cervicais e outras estruturas 
que podem ou estão acometidos por câncer. 
• ESTEATORRÉIA - condição na qual há muita gordura nas fezes, geralmente levando as 
fezes de aspecto oleoso e com odor forte. As fezes bóiam na água do vaso sanitário e 
pode ter coloração amarelada. 
• ESTENOSE - estreitamento patológico de uma estrutura tubular do corpo ou trato 
digestivo. Ex.: estenose de esôfago, estenose do colédoco, estenose retal, etc. 
• ETIOLOGIA - É a causa das doenças. 
• ESTOMA - abertura artificial criada geralmente por procedimento cirúrgico. 
 
100
 
• ESTÔMAGO - órgão sacular que se situa entre o esôfago e o intestino delgado. Sua 
principal função é triturar e desmanchar os alimentos a um tamanho ideal para que 
possam ser digeridos no intestino delgado. Possui também funções hormonais. 
• ESTOMATITE - inflamação da mucosa da boca. 
• ESTRUMITE - inflamação da tireóide afetada de bócio. 
• ETILISTA – indivíduo que tem o hábito de ingerir bebidas alcóolicas. 
• EUPNÉIA - ritmo normal da freqüência respiratória. 
• EUGLICEMIA - níveis glicêmicos dentro da normalidade. 
• EUPÉPTICO - Facilita a digestão. 
• EUTIREÓIDEO - Produção normal de hormônio tireóideo. 
EUTROFIA - Estado nutricional adequado. 
• EVACUAÇÃO - Ato de eliminar as fezes. 
• EXAME CITOLÓGICO - Exame diagnóstico através de esfregaços, "imprints" ou de 
grupos de células ("cell block") esta última obtida após centrifugação de líquidos e 
exsudatos. 
• EXANTEMA - Erupção da pele. 
• EXSANGUINEO TRANSFUSÃO - Método terapêutico para icterícias e anemias graves 
consistindo na troca lenta e sucessiva de pequenas frações do sangue do recém 
nascido por sangue compatível até se totalizar cerca de duas vezes o volume de 
sangue da criança. 
• EXCRETAR - eliminar os restos do sangue, tecidos do corpo ou alimentos. 
• EXERESE - remoção cirúrgica. 
• EXÓGENO - originado fora do organismo, por exemplo: nutrientes dos alimentos. 
• EXOFTALMIA - Projeção exagerada do globo ocular para fora da órbita. 
• EXOTOXINA - Toxina produzida por uma bactéria e por ela liberada no meio de 
cultura ou no hospedeiro, conseqüentemente encontrada em filtrados livres de célula e 
em culturas de bactéria intacta. 
• EXULCERAÇÃO - quebra na continuidade da mucosa de maneira pouco mais 
profunda que a erosão. 
• EXSUDATO - Matéria mais ou menos líquida que se encontra nos processos 
inflamatórios, formada por plasma, células inflamatórias, leucócitos e detritos de 
células. 
 
 
- F - 
 
• FALCIFORME - em forma de foice. 
• FARMACOCINÉTICA – estudo da absorção, metabolismo e excreção dos fármacos e a 
duração da atividade dos mesmos. 
• FARMACODINÂMICA – estudo do modo em que os fármacos atuam no ser humano e a 
relação entre a dose do fármaco e a resposta observada. 
• FARINGITE - Infecção na faringe. 
• FATORES TRÓPICOS – substâncias químicas produzidas em certos tecidos, que têm a 
propriedade de favorecer o desenvolvimento e/ou a manutençãodos neurônios e 
sinapses. 
• FECALOMA - grande acúmulo de matérias fecais no intestino grosso, principalmente no 
reto, formando uma massa semelhante a um tumor. 
• FERMENTAÇÃO – processo pelo qual as bactérias desmancham substâncias, formando 
álcoois, ácidos e gases. No intestino grosso as bactérias desmancham pedaços de 
alimentos que não foram digeridos liberando hidrogênio e dióxido de carbono (CO2). 
• FERIMENTO - Lesão corporal causada por trauma com solução de continuidade. 
• FERRITINA - proteína contendo ferro. É a forma na qual o ferro é armazenado no fígado, 
baço, mucosa intestinal e retículo endotelial. 
• FEZES - restos dos alimentos que não foram absorvidos pelo intestino. 
• FIBRAS - parte das plantas que não é digerida. As fibras têm papel importante na 
consistência e qualidade das fezes. 
• FIBRAS ÓPTICAS - tecnologia que utiliza feixes de vidro ou plástico para transmitir luz e 
imagens; vários aparelhos de endoscopia ainda usam esta tecnologia. Atualmente sendo 
substituída pelos microchips e microcâmeras. 
 
101
 
• FIBRILAÇÃO ATRIAL - Arritmia cardíaca, contração desordenada dos átrios, devido 
distúrbios de condução elétrica. 
• FIBROSE – também chamada de quelóide, cicatriz extensa formada por tecido fibroso, 
hiperplasia de tecido cicatricial. 
• FIBROSE CÍSTICA - doença genética que afeta a porção exócrina (secreção externa) 
das glândulas, incluindo as mucosas e sudoríparas. Afeta o pâncreas, causando 
problemas digestivos, e problemas respiratórios, levando a dificuldade de respirar e 
susceptiblidade a infecções. Atinge também as glândulas sudoríparas, sendo que no 
verão pode levar a depleção de sal no corpo. 
• FIBROSE HEPÁTICA - Crescimento do tecido conjuntivo em nível hepático, que pode 
estar relacionado à ação de agentes químicos e biológicos. 
• FIMOSE - estreitamento congênito ou adquirido no orifício prepucial do pênis que não 
permite descobrir a glande. 
• FISIOSE - distensão do abdômen com gases. Flatulência. 
• FISSURA - rachadura profunda. 
• FÍSTULA - orifício anormal de comunicação entre dois órgãos internos ou entre um órgão 
interno e o meio externo através da pele. 
• FLATO - gás que passa pelo reto. 
• FLATULÊNCIA - passagem de gás através do reto, considerado normal se a sua 
freqüência ou volume não forem excessivos, ou seu som ou odor também. 
• FLEBITE - inflamação de uma veia. 
• FLOGÍSTICO – Sinais flogísticos referem-se aos sinais da inflamação – dor, rubor, calor, 
tumor. 
• FLORA INTESTINAL - nome dado às bactérias e fungos que crescem normalmente e 
fazem parte do intestino. Sua principal função é ajudar na digestão. 
• FLUOROSCÓPIO - aparelho ligado ao RX utilizado para visualizar os órgãos internos. 
• FOBIAS - São medos persistentes e irracionais de um objeto específico, atividade, ou 
situação considerados sem perigo, que resulta em necessidade incontrolável de evitar 
este estímulo. 
• FOME - Ao contrário de apetite, é a necessidade física de alimento. 
• FOSFATASE - enzima que hidrolisa os ésteres de ácido fosfórico, com formação de 
fosfato inorgânico. 
• FOSFOLIPÍDIOS - um lipídio no qual um ácido graxo é substituído por composto 
fosfotado e nitrogenado. 
• FOTOSSENSIBILIDADE - Excessiva sensibilidade da pele à exposição solar. 
• FRATURA - Perda da continuidade ósseo por trauma. 
• FRATURA EXPOSTA - Fratura grave com exposição ósseo. 
• FRUTOSE - Tipo de açúcar encontrado no mel e nas frutas. 
• FUNGOS - Microrganismos causadores das micoses superficiais e profundas. 
 
 
- G - 
 
• GABA – (ácido gama-amino butírico); aminoácido derivado do ácido glutâmico, que 
desempenha a função de neurotransmissor do SNC. 
• GALACTORRÉIA - incontinência láctea. Excesso de escoamento do leite, durante ou 
depois do aleitamento. 
• GÂNGLIOS DA BASE – massas de neurônios proeminentes que exercem um papel 
estabilizador nos sistemas motores. A sua lesão pode provocar distúrbios do movimento. 
• GANGRENA - Degeneração por necrose da extremidade de um membro. 
• GASTRECTOMIA - ressecção parcial ou total do estômago. 
• GASTRENTEROLOGIA - estudo do estômago, dos intestinos e de suas doenças. 
• GASTRENTEROSTOMIA - operação mediante a qual se formam uma passagem artificial 
(anastomose) entre o estômago e o intestino delgado. 
• GÁSTRICO - localizado ou relacionado ao estômago. 
• GASTRITE - inflamação da mucosa gástrica. 
• GASTROENTERITE - inflamação da mucosa gástrica e intestinal. 
• GASTROENTEROLOGISTA - médico que se especializa no tratamento de doenças do 
sistema digestivo. 
 
102
 
• GASTROPARESIA – paralisia incompleta do estômago, que não perdeu inteiramente a 
sensibilidade e o movimento. 
• GASTRORRAFIA - sutura de ferimento no estômago. 
• GASTRORRAGIA - hemorragia no estômago (no interior). 
• GASTROSCOPIA - inspeção visual da cavidade gástrica através de um endoscópio. 
• GASTROSTOMIA - formação cirúrgica de fístula gástrica, na parede abdominal, para 
introduzir alimentos. 
• GASTROTOMIA - operação que consiste em praticar uma incisão no estômago. 
• GESTOSE - qualquer manifestação toxêmica da gravidez. Sinônimo: toxemia gravídica. 
• GLASGOW, ESCALA DE - Escala para avaliação das funções neurológicas. Graduadas 
em pontos que somados vão de 3 a 15, sendo que quanto menor a pontuação mais 
grave. 
• GLICOPEXIA - fixação ou armazenamento de glicose ou do glicogênio. 
• GLICOCORTICÓIDES - Hormônio adrenocortical que intervém no metabolismo da 
glicose. 
• GLICOSE - açúcar mais comum encontrado na natureza 
• GLICOSÚRIA OU GLICOSÚRIA - Presença de glicose na urina. 
• GLOMERULONEFRITE - Inflamação dos capilares glomerulares. 
• GLOSSITE - inflamação da língua. 
• GLUTAMATO – aminoácido considerado (juntamente com o aspartato) um dos 
neurotransmissores excitadores de neurônios piramidais do córtex cerebral. 
• GLÚTEN - uma proteína encontrada nos cereais. Trigo, cevada, aveia e centeio são ricos 
em glúten, que é tóxico para pessoas que tem doença celíaca. 
• GOTA - afecção caracterizada por perturbação do metabolismo das purinas e 
conseqüente hiperuricemia. Manifesta-se por crises articulares dolorosas (artrite gotosa). 
• GRANULAÇÃO - crescimento granular geralmente visto na superfície de tecidos 
inflamados. Faz parte do processo de cicatrização. 
• GRANULOMA - Termo indefinido aplicado a lesões inflamatórias, nodulares, em geral 
pequenas, granulares, firmes e persistentes. 
• GRAVES - Doença onde há hipertireoidismo. 
• GUTURAL - Relativo à garganta. 
 
 
- H - 
 
• HABILIDADES FUNCIONAIS – habilidades motoras que são necessárias para realizar 
independentemente atividades ou tarefas da vida diária; movimentos refinados que 
requerem coordenação, agilidade, equilíbrio e cadência. 
• HÁBITO INTESTINAL - Maneira de funcionamento do intestino, freqüência de 
evacuações, consistência das fezes. 
• HALIATOSE – mau hálito. 
• HALLUX - 1º dedo do pé. 
• HEMANGIOMA - Tumor benigno formado de vasos sangüíneos. 
• HEMATÊMESE – presença de sangue no vômito. 
• HEMATÓCRITO - Percentual do volume sanguíneo total, consistindo nas hemácias em 
100% de sangue. 
• HEMATOENCEFÁLICA - Entre o cérebro e a corrente sangüínea. 
• HEMATOPOESE - Formação e desenvolvimento das células sangüíneas. 
• HEMATOLOGIA - Estudo das doenças do sangue. 
• HEMATOMA – acúmulo de sangue fora do vaso sangüíneo, de origem geralmente 
traumática. 
• HEMATÚRIA - presença de sangue na urina. 
• HEMIPLEGIA - paralisia de uma das metades do corpo. 
• HEMIANOPSIA - Cegueira em uma metade do campo visual, podendo ser unilateral ou 
bilateral. 
• HEMIPARESIA - Paralisia parcial dos músculos de uma metade do corpo (emprega-se 
o sufixo plegia quando a paralisia é total). 
• HEMODIÁLISE - extração de substâncias tóxicas (uréia) contidas em excesso no 
sangue, mediante difusão através de uma membrana semi-permeável.103
 
• HEMOFILIA - doença hereditária caracterizada pelo retardamento da coagulação do 
sangue e conseqüente dificuldade para reter as hemorragias. Herdada da mãe pelos 
indivíduos do sexo masculino, como caráter mendeliano recessivo ligado ao sexo; o 
gene responsável está no cromossomo X. 
• HEMOPTISE - hemorragia que provém direta ou indiretamente dos pulmões ou das vias 
aéreas inferiores (laringe, traquéia, brônquios). 
• HEMORRAGIA - Extravasamento de sangue. 
• HEMOPERITÔNEO - Presença de sangue na cavidade peritoneal. 
• HEMORRAGIA CEREBRAL - Ocorre quando uma das artérias do cérebro se rompe 
inundando o cérebro de sangue. Este episódio geralmente é fatal. 
• HEMORRÓIDAS - dilatação anormal das veias da região anal. Os problemas associados 
a estas veias ocorrem quando elas dilatam excessivamente, prolapsam, entopem 
(trombose hemorroidária) ou inflamam. 
• HEMOSTASE - detenção do fluxo sangüíneo num vaso, órgão ou parte. 
• HEMOTÓRAX – derrame pleural. 
• HEMOSTASIA - Equilíbrio entre a formação e a dissolução de coágulo. 
• HEMOSTASIA - Mecanismo responsável pela manutenção do equilíbrio enre os 
fenômenos de formação e de lesão do coágulo sangüíneo. 
• HEPATECTOMIA - Operação que retira parte do fígado. 
• HEPATITE - doença na qual o fígado está inflamado. Infecção viral geralmente é a causa 
mais comum de hepatite, apesar de algumas vezes toxinas ou drogas (medicamentos) 
podem causar. 
• HEPATOLOGISTA - médico que se especializou em problemas do fígado. 
• HEPATOMEGALIA – aumento do volume do fígado. 
• HEREDITÁRIO - temo utilizado para descrever condições que são transmitidas 
geneticamente pelos pais da criança. 
• HÉRNIA ou EVENTRACÃO – saída total ou parcial das vísceras através de abertura 
muscular e aponevrótica da parede abdominal, ficando protegidas somente pelos 
tegumentos superficiais, com aspecto tumoral. Ex: Hérnia de Hiato 
• HÉRNIA DE HIATO - condição na qual parte do estômago desliza superiormente em 
direção ao tórax passando pelo hiato esofagiano que é uma abertura natural do 
diafragma que dá passagem ao esôfago do tórax ao abdomen. Geralmente está 
associado a uma fraqueza do esfíncter esofagiano inferior causando azia. Um grande 
número de pessoas tem hérnia de hiato e não apresentam qualquer sintoma. Só existem 
sintomas isolados quando a hérnia é muito grande. Neste caso pode existir falta de ar 
e/ou dor no peito. 
• HERPES SIMPLES - Dermatovirose de quadro clínico variável, desde benigno até 
grave, causada por herpesvirus hominus tipo I e II. 
• HIDRARTROSE - Coleção líquida intra-articular. 
• HIDROCELE - Acúmulo de líquido na bolsa escrotal. 
• HIDROCEFALIA - doença congênita ou adquirida, em que há aumento da produção de 
líquidos cefalorraqueano, com distensão dos ossos do crânio. 
• HIDROCELE - coleção circunscrita de líquidos, especialmente na túnica vaginal, do 
testículo ou do órgão espermático. 
• HIDROGENAÇÃO - processo de introdução de hidrogênio em um composto como se 
observa na hidrogenação de óleos para produção de gorduras. 
• HIDROLIZADO - produto de uma hidrólise. Freqüentemente aplicado como hidrolizado 
de proteína. 
• HIDROLIZADO PROTÉICO - uma solução contendo os aminoácidos constituintes de 
uma proteína digerida artificialmente, quase sempre proteína de leite ou carne. 
• HIDRÓLISE - uma reação química na qual ocorre uma decomposição em virtude da 
incorporação de água, resultando na formação de dois novos compostos. 
• HIPERAZOTEMIA - Aumento da concentração de uréia no sangue. 
• HIPERCALCEMIA - Aumento da dosagem do cálcio sérico. 
• HIPERCALCÊMICO - Fonte de cálcio que aumenta a concentração de cálcio no sangue. 
• HIPERCALEMIA - Aumento da dosagem do potássio sérico. 
• HIPERCINESIA - Presença de 
• HIPERCLORIDRIA - Excesso de ácido clorídrico no suco gástrico. 
• HIPERCAPNIA - Aumento do gás carbônico no sangue. 
 
104
 
• HIPERCOLESTEROLEMIA - Excesso de colesterol no sangue. 
• HIPERIDROSE - Sudação excessiva. 
• HIPEROSMIA – aumento da acuidade olfativa (anormalidade quantitativa). 
• HIPEROSMOLAR - Aumento da concentração osmótica. 
• HIPEREMIA - Aumento da circulação sanguínea local, congestão, vermelhidão. 
• HIPERPLASIA - aumento anormal do número de células. 
• HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA - É o aumento da glândula prostática, de 
natureza benigna, que ocorre nos homens após os 40 anos de idade. Pode causar 
obstrução e infecção do trato urinário. Deve ser diferenciado do adenocarinoma de 
próstata, tumor maligno, porém possível de cura quando diagnosticado precocemente. 
• HIPERTENSÃO ARTERIAL – pressão sangüínea arterial persistentemente alta, definida 
como pressão sangüínea sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou pressão sangüínea 
diastólica maior ou igual a 90mmHg. 
• HIPERTENSÃO ESSENCIAL – hipertensão de etiologia desconhecida; também 
conhecida como hipertensão primária. 
• HIPERTENSÃO SECUNDÁRIA – hipertensão secundária à outra doença. 
• HIPERTENSÃO PORTAL - Síndrome caracterizada por aumento dos níveis 
pressóricos do sistema porta hepático, com conseqüente desvio do sangue portal para 
fora do fígado. A principal tradução anatômica desse desvio é representada pelo 
aparecimento das varizes esofágicas. 
• HIPERTENSÃO PULMONAR - Pressão aumentada na circulação pulmonar 
ocasionada por diversas doenças. 
• HIPERTENSÃO RENOVASCULAR - A hipertensão arterial tem como uma das 
possíveis causas a estenose das artérias renais ou de seus ramos, situação este 
denominada hipertensão renovascular. O tratamento cirúrgico pode permitir a cura, 
evitando-se as complicações da hipertensão arterial e o uso de medicamentos por 
toda a vida. 
• HIPERTIREOIDISMO - Quando a glândula tireóide funciona mais do que o normal. 
• HIPERTROFIA - Aumento. 
• HIPERTROFIA - aumento no tamanho celular. 
• HIPOCAPNIA – condição em que há diminuição da taxa de dióxido de carbono no 
sangue. 
• HIPOGEUSIA – redução do paladar (anormalidade quantitativa). 
• HIPONATREMIA - Diminuição da concentração de sódio sérico 
• HIPONOSMIA – redução do olfato (anormalidade quantitativa). 
• HIPOREXIA - diminuição do apetite. 
• HIPÓXIA - baixo teor ou reduzida tensão de oxigênio. Deficiência do oxigênio no ar 
inspirado. 
• HIPOTIREOIDISMO - Quando a glândula tireóide funciona menos do que o normal. 
• HIPOXEMIA - Baixa concentração de oxigênio no sangue. 
• HISTIOCITOSE - É uma doença de células de Langerhans, que é uma célula 
específica. Um "borderline" entre câncer e não-câncer. É uma doença de células de 
defesa (linfocito-histiocito). 
• HOMEOPATIA - Tratamento através de medicina naturalista/homeopática. 
• HOMEOSTASIA - Manutenção de estados de equilíbrio do organismo por processos 
fisiológicos normais. 
• HOMEOSTASE - Processo sangüíneo fisiológico mantido em estado de equilíbrio 
dinâmico constante pelo organismo. 
• HOSPEDEIRO - Organismo simples ou complexo, incluindo o homem, que é capaz de 
ser infectado por um agente específico. 
• HIRSUTISMO - Crescimento de pelos em lugares e em quantidades incomuns. 
• HISTERECTOMIA - operação que consiste na incisão do útero, parcial ou total. 
• HISTEROSSALPINGOGRAFIA - visualização radiológica do útero e das trompas após 
instilação de meio de contraste em suas cavidades. 
 
 
- I - 
 
 
105
 
• IATROGÊNICO – relativo à iatrogenia. Estado patológico provocado por tratamento 
medicamentoso errôneo. 
• ICTERÍCIA – condição na qual a pele, mucosas e olhos ficam amarelados secundário ao 
aumento dos níveis sangüíneos de bilirrubina. Isto acontece quando o fluxo de bile que 
sai do fígado ou vesícula está bloqueado, quando a função hepática está comprometida 
ou quando há uma produção aumentada de blirrubina secundária a uma destruição 
aumentada das células vermelhas do sangue. 
• ICTIOSE – afecção cutânea em que a pele se torna rugosa como as dos peixes. 
• ICTO AMNÉSICO– distúrbio isolado de etiologia indeterminada, de aparecimento súbito 
e de rápida duração, caracterizados por esquecimentos de fatos somente à medida que 
vão acontecendo. Após a crise, a perda de lembrança do que aconteceu é total. É 
completamente benigno e acontece raramente mais que uma vez, exceto nos casos em 
que ocorrem dois ou três episódios. 
• IDIOPATIA – doença que apresenta evolução própria; doença de origem espontânea, 
que não depende de outra afecção. Distúrbio patológico originado na constituição do 
próprio paciente. 
• IDIOPÁTICA – de causa desconhecida. 
• IDIOSINCRASIA – sensibilidade peculiar de um indivíduo à ingestão ou aplicação de 
certos alimentos, medicamentos ou outras substâncias. 
• ILECTOMIA – remoção cirúrgica do íleo. 
• ILEÍTE – inflamação do íleo. 
• ÍLEO - porção terminal ( final ) do intestino delgado. 
• ILEOCOLITE - inflamação do íleo e do cólon. 
• ILEOCOLORETOPLASTIA – entero-anastomose entre o cólon e o reto. 
• ILEOCOLOSTOMIA – produção de anastomose cirúrgica entre o íleo e o cólon; entero-
anastomose entre o intestino delgado e o grosso. 
• ILEOILEOSTOMIA – entero-anastomose entre duas alças do intestino delgado. 
• ILEOSTOMIA – procedimento cirúrgico em que é exteriorizado na pele a porção terminal 
do intestino delgado. 
• IMAGENOLOGIA OU DIAGNÓSTICO POR IMAGEM - Conjunto de métodos que usa 
imagem como meio de diagnóstico (radiodiagnóstico, medicina nuclear 
ultrassonografia, tomografia computadorizada ressonância magnética etc.). 
• IMPACTÇÃO - fezes endurecidas e acumuladas no reto que necessitam de ajuda para 
sair pelo ânus. 
• IMPETIGO – dermatose inflamatória caracterizada por pústulas isoladas de 
aparecimento brusco. 
• IMUNIDADE - Resistência usualmente associada à presença de anticorpos que têm o 
efeito de inibir microorganismos específicos ou suas toxinas responsáveis por doenças 
infecciosas particulares. 
• IMUNOTERAPIA - Tratamento através da ativação do sistema imune (sistema de 
defesa). 
• IMUNOSSUPRESSOR - Que diminui a resposta imunológica 
• INCISÃO – ato de incisar ou cortar corte cirúrgico. 
• ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) - É a relação do peso (em quilogramas) sobre 
a altura (em metros) ao quadrado que classifica o estado nutricional. (IMC = Peso 
dividido pela Altura2 ) 
• INDIGESTÃO - termo utilizado para se referir a qualquer alteração do processo de 
digestão. Os sintomas associados são azia, náusea, estufamento e gases. Médicos 
chamam de dispepsia. 
• INDURAÇÃO - Lesão ou reação anormalmente endurecida, assim como um teste 
cutâneo turberculínico positivo. 
• INFECÇÃO – invasão do corpo por microrganismos patogênicos e a reação dos tecidos 
à sua presença e à das toxinas por eles geradas. 
• INFLAMAÇÃO - condição na qual o corpo está tentando reagir a um dano ou destruição 
de tecido. Alguns sinais presentes são: vermelhidão, calor, inchaço, dor e perda da 
função (atividade). 
• INFARTO DO MIOCÁRDIO - Ocorre quando uma artéria coronária é completamente 
bloqueada impedindo o sangue de chegar ao músculo do coração (miocárdio), 
ocasionando a morte de parte de suas células. 
 
106
 
• INFECÇÃO - Penetração, alojamento e, em geral, multiplicação de um agente 
etiológico animado no organismo de um hospedeiro, produzindo-lhe danos, com ou 
sem aparecimento de sintomas clinicamente reconhecíveis. Em essência, a infecção é 
uma competição vital entre um agente etiológico animado (parasita "sensu latu") e um 
hospedeiro; é, portanto, uma luta pela sobrevivência entre dois seres vivos, que visam 
a manutenção de sua espécie. 
• INFECÇÃO APARENTE (DOENÇA) - Infecção que se desenvolve acompanhada de 
sinais e sintomas clínicos. 
• INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO - Conceituada arbitrariamente como sinônimo de 
cultura de urina quantitativa positiva, ou seja, na qual há crescimento de 100.000 ou 
mais colônias de bactérias por ml de urina. 
• INFECÇÃO HOSPITALAR - Infecção que se desenvolve em um paciente 
hospitalizado, ou atendido em outro serviço de assistência, que não padecia nem 
estava incubando a doença no momento da hospitalização. Pode manifestar-se, 
também, como efeito residual de uma infecção adquirida durante hospitalização 
anterior, ou ainda manifestar-se somente após a alta hospitalar. Abrange igualmente 
as infecções adquiridas no ambiente hospitalar, acometendo visitantes ou sua própria 
equipe. 
• INFECÇÃO INAPARENTE - Infecção que cursa na ausência de sinais e sintomas 
clínicos perceptíveis. 
• INFECTADO - Paciente que teve contato com um microrganismo, por exemplo um 
virús, mas não apresenta sintomas da doença causada por esse micróbio. 
• INFECTANTE - Aquele que pode causar uma infecção; aplica-se, geralmente, ao 
parasita (por exemplo, o gametócito, o esporozoíto). 
• INFECTIVIDADE - Capacidade do agente etiológico se alojar e multiplicar-se no corpo 
do hospedeiro. 
• INFECTOLOGIA - Tratamento de doenças infecciosas. 
• INFLAMAÇÃO - É o conjunto de alterações que ocorrem em seqüência cronológica 
com a finalidade de restringir e posteriormente eliminar agente agressor nocivo ao 
organismo. De acordo com o tempo e as características do exsudato são divididos em 
agudos e crônicos. 
• INGESTÃO HÍDRICA - Quantidade de líquidos ingeridos num determinado período de 
tempo. 
• INSTILAÇÃO - Administração de líquido gota a gota. 
• INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA - Síndrome clínica de etiologia variada que se 
caracteriza por deterioração aguda da função renal, acompanhada, quase sempre de 
oligúria (volume urinário inferior a 400ml em 24 horas) ou anúria (volume urinário 
inferior a 100ml em 24 horas). 
• INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA - É a fase de função renal em que o rim se mostra 
incapaz de manter íntegra a homeostasia do organismo. 
• INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA - Incapacidade do sistema respiratório em manter a 
oxigenação e ou a ventilação. 
• INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA CRÔNICA AGUDIZADA - Pacientes portadores de 
insuficiência respiratória crônica com quadro agudo de descompensação. 
• INTERAÇÃO FARMACOLÓGICA - Alteração do efeito farmacológico de um 
medicamento administrado simultaneamente com outro. 
• INTERFERON - Proteína de baixo peso molecular produzida por células infectadas por 
vírus. O interferon tem a propriedade de bloquear as células sadias da infecção viral, 
suprimindo a multiplicação viral nas células já infectadas; o interferon é ativo contra um 
amplo espectro de vírus. 
• INTERFERON-ALFA - Leucocitário, produzido por leucócitos. São produtos protéicos 
produzidos por técnica de DNA recombinante e usado como agente inibidor de 
multiplicação celular. 
• INTERTRIGO - Assadura. 
• INTRATECAL - Dentro do espaço continente do líquido cefalorraqueano. 
• INTUMESCÊNCIA - Aumento de volume de um determinado órgão ou parte do corpo. 
• INVASIBILIDADE - Capacidade de um microorganismo de entrar no corpo e de se 
disseminar através dos tecidos. Essa disseminação no microorganismo pode ou não 
resultar em infecção ou doença. 
 
107
 
• ISOLAMENTO - Segregação de um caso clínico do convívio das outras pessoas 
durante o período de transmissibilidade, a fim de evitar que os suscetíveis sejam 
infectados. Em certos casos, o isolamento pode ser domiciliar ou hospitalar, em geral, 
é preferível esse último, por ser mais eficiente. 
• ÍNGUA – designação popular da inflamação dos gânglios linfáticos, especialmente 
virilha. 
• INGUINAL – ponto situado na altura do orifício inguinal externo e da emergência do ramo 
genital do nervo abdomino-genital. 
• INOCULAÇÃO – introdução no organismo de um agente patogênico. 
• INSULINA – substância hormonal, produzida pelas células betas das Ilhotas de 
Langerhans. 
• INSULINOMA – tumor constituído de tecido das ínsulas de Langerhans. 
• INTERTRIGEN – dermatite que ocorre entre as duas pregas da pele que roçam uma na 
outra. Ex.: entre o escrotoe as coxas; sob as mamas, etc. 
• INTESTINO DELGADO – porção mais longa do tubo digestivo, que conecta o estômago 
ao intestino grosso. É dividido em duodeno, jejuno e íleo. Sua principal função é de 
absorver os alimentos. Outra função importante é a produção de hormônios digestivos. 
• INTESTINO GROSSO – parte do intestino que compreende o ceco, os cólons e o reto. 
• INTOLERÂNCIA À LACTOSE - condição comum em que a pessoa não produz lactase 
suficiente para digerir a lactose encontrada no leite e seus derivados. É associado a 
sintomas como cólicas e diarréia após ingerir leite ou derivados. 
• INTOXICAÇÃO – estado mórbido causado por um tóxico. 
• INTUBAÇÃO – inserção de um tubo numa cavidade ou num canal do organismo. 
• IRRIGAÇÃO - lavagem de uma cavidade ou ferida com fluxo de líquido. 
• ISQUEMIA – deficiência de sangue, localizada e temporária, devida principalmente à 
vasoconstrição arterial. 
 
 
- J - 
 
• JANELA IMUNOLÓGICA - Intervalo entre o início da infecção e a possibilidade de 
detecção de anticorpos, através de técnicas laboratoriais. 
• JEJUNO - segmento do intestino delgado logo após o duodeno e antes do íleo. 
• JEJUNOCOLOSTOMIA – operação cirúrgica que consiste no abocamento de uma alça 
intestinal à pele, para alimentar o doente. 
• JEJUNOILEOSTOMIA – formação de anastomose entre o jejuno e o cólon. 
• JEJUNOSTOMIA – formação de anastomose entre o jejuno e o íleo. 
 
 
- K - 
 
• KWASHIORKOR – uma deficiência grave de proteína e calorias. Endêmico em várias 
partes do mundo. 
 
 
- L - 
 
 
• LABIRINTOPATIA - Doença do labirinto. 
• LACTASE - enzima digestiva necessária para decompor a lactose. 
• LACTOSE - complexo de açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose tem que 
ser dividida em galactose e glicose para ser absorvida. 
• LAPARATOMIA – designação habitual e genérica de abertura cirúrgica na cavidade 
abdominal. 
• LAPAROSCOPIA - exame no qual se utiliza o laparoscópio. 
• LAPAROSCÓPIO - aparelho tubular introduzido na parede abdominal com intuito de 
examinar a cavidade abdominal e a superfície externa dos órgãos contidos nela. 
• LARINGE - Aparelho responsável pela produção da voz, localizado na região do 
"pomo de Adão". 
 
108
 
• LARINGECTOMIA - Remoção cirúrgica da laringe. O tipo e extensão da cirurgia 
depende da avaliação e estadiamento da doença. 
• LARINGOSCOPIA - Exame onde se vê a laringe por meio de um espelho ou por fibras 
ópticas. 
• LARINGITE – inflamação da mucosa da laringe. 
• LECITINA - substância que se encontra na bile e auxilia os sais biliares a dissolverem as 
gorduras. 
• LEIOMIOSSARCOMA - Tumor maligno derivado (que se forma...) nas fibras 
musculares lisas. 
• LEISHIMANIOSSE – nome genérico do grupo de doenças causadas por parasitas do 
gênero Leishmania. 
• LEPRA (Mal de Hansen ou Hanseníase) - Moléstia infecciosa crônica, caracterizada 
por lesões cutâneas e hipoestésicas ou anestésicas. 
• LEPTOSPIROSE – doença causada pela presença de Loptospiras no sangue. 
• LESÃO – ferida ou trauma. 
• LETARGIA – estado de inconsciência profunda e prolongada, do qual o indivíduo sai ao 
ser excitado, mas ao qual volta logo em seguida. Sono profundo e contínuo, no qual o 
doente fala quando é despertado, mas não sabe o que diz. 
• LEUCEMIA – doença grave de etiologia desconhecida, caracterizada por proliferação 
excessiva e desordenada de leucócitos e seus precursores, e por várias manifestações 
sistêmicas que resultam da hemopoiese alterada e da infiltração textural (grande 
evolução - linfócitos, mielócitos, monócitos). 
• LEUCODERMA - Perda localizada da pigmentação melanina da pele, difere do vitiligo 
em que a causa pode ser mais ou menos aparente. 
• LEUCODERMIA – variedade de acromia caracterizada unicamente pela deslocação da 
pele e encontrada em diversas afecções. 
• LEUCOGÊNESE – formação de leucócitos ou glóbulos brancos. 
• LEUCONEUTROPENIA – diminuição da taxa de leucócitos de granulações neutrófilas. 
• LEUCOPENIA – diminuição do número de leucócitos do sangue (abaixo de 5000/mm3). 
• LEUCORRÉIA – corrimento branco e viscoso da vagina e da cavidade uterina. 
• LÍMBICO (SISTEMA) – conjunto de estruturas primitivas envolvidas no controle dos 
comportamentos emocionais que tem um papel importante nos processos mnêmicos. Ele 
inclui a amídala, o hipocampo, os bulbos olfativos, etc. 
• LINFADENITE – inflamação dos linfonodos (gânglios linfáticos). 
• LINFAGITE – inflamação de um ou mais vasos linfáticos. 
• LINFOCITEMIA – presença de linfócitos no sangue em abundância. 
• LINFOCITOSE – excesso de linfócitos no sangue ou outro líquido orgânico. 
• LINFANGIOMA - Tumor com origem em tecido linfático, presente desde o nascimento, 
também conhecido como higroma. 
• LINFOMA - Nome genérico para as doenças devidas à proliferação desordenada das 
células do tecido linfóide. Os linfomas são divididos em várias categorias de acordo 
com o tipo predominante de células e seu grau de diferenciação. 
• LINFONODOS - Gânglios. A principal fonte de linfocitos para o sangue periférico e, 
como parte do sistema reticuloendotelial servem como mecanismos de defesa do 
corpo contra agentes nocivos tais como bactérias e toxinas. 
• LINFONODOS AXILARES - Gânglios linfáticos da região axilar (embaixo do braço). 
São importantes na avaliação e estadiamento do câncer de mama. 
• LIPASE – enzima que digere lipídios. 
• LIPEMIA – presença de lipídios no sangue normalmente de 400 a 800 mg por 100 mL de 
sangue. Quantidade excessiva: hiperlipemia. 
• LIPÓLISE – processo de degradação da reserva de gorduras nos organismos vivos. 
• LIPOMA – tumor benigno de tecido adiposo. 
• LIPOTÍMIA – perda temporária da consciência devido à anemia cerebral aguda. 
• LÍQUOR – líquido cerebroespinhal ou cefalorraquidiano. 
• LITÍASE – formação de cálculos ou concreções no organismo. Diátese gotosa. 
• LITOTOMIA – operação que consiste na incisão da bexiga para remover um ou mais 
cálculos. 
 
109
 
• LITOTRIPSIA EXTRA-CORPÓREA POR ONDAS DE CHOQUE - Tratamento de 
cálculos, renais ou outros, por aparelho externo ao paciente, sem necessidade de 
cirurgia. 
• LOMBALGIA - Sintoma doloroso na região lombar, "Dor nas costas". Lumbargo. 
• LORDOSE - Curvatura da coluna de convexidade anterior. 
• LORDOSE – convexidade da coluna espinhal. 
• LÚMEN – Sinônimo: luz. Cavidade ou canal dentro de um órgão tubular ou tubo. No trato 
digestivo é por onde transita os alimentos e seus restos. 
• LUPO (LUPUS) – denominação genérica de várias afecções da pele e das mucosas. Ex.: 
lupo eritematoso, lupo vulgar. 
• LUPO VULGAR – tuberculose cutânea com lesões nodulares características na face, 
particularmente próximas do nariz e orelhas. 
• LUXAÇÃO - Perda do afrontamento articular. 
 
- M - 
 
• MACROANGIOPLASTIA – alteração das grandes e médias artérias, arterosclerose. 
• MAL ASMÁTICO - Crise de asma refratária a administração de medicação habitual e 
de reversão mais lenta. 
• MALABSORÇÃO - condição na qual o intestino tem uma capacidade abaixo do normal 
de digerir ou absorver os alimentos o que reduz a quantidade de nutrientes que a pessoa 
recebe. Alimentos não absorvidos podem causar gases e diarréia. 
• MALIGNO – canceroso. 
• MARASMO – atrofia e edema, sobretudo em crianças, devido a doenças de subnutrição. 
• MARCADORES TUMORAIS - Substâncias produzidas principalmente por tumores e 
liberadas na circulação, cuja dosagem quantitativa, pode dar indícios da situação do 
tumor. Não faz o diagnóstico de câncer. É um indicativo da progressão do tumor. 
• MASTITE – nome genérico de todas as afecções inflamatórias da mama. 
• MASTOPATIA – denominação genérica das afecções da mama. 
• MASTOPLASTIA – operação plástica da glândula mamária. 
• MATURAÇÃO - processo de alcançar o desenvolvimento ou crescimento completo. 
• MEATO – abertura,passagem. 
• MECÔNICO – as primeiras descargas intestinais do recém-nascido, verde-escuras, 
constituídas por muco, células epiteliais e bílis. 
• MEGACOLO – tamanho anormalmente do colo (total ou segmentar), devido à dilatação e 
hipertrofia da sua parede. 
• MELENA – evacuações pelo ânus de sangue negro misturado ou não às fezes. Deve-se 
em geral a uma hemorragia do estômago ou PARTE superior do intestino. 
• MELANOMA - Tumor maligno da pele, pigmentada devido à proliferação dos 
melanócitos. Está muito relacionado à exposição solar. 
• MELANODERMA - Aumento anormal da quantidade de melanina na pele, devido ao 
aumento de produção de melanina pelos melanócitos normalmente presentes ou ao 
aumento da quantidade dos melanócitos e produção de manchas hiperpigmentadas. 
• MELENA - Eliminação de fezes de cor negra que indica presença de sangue digerido 
no conteúdo fecal. Nesta condição as fezes adquirem consistência pastosa e odor 
bastante fétido. 
• MEMBRANA BASAL DO GLOMÉRULO - A membrana basal do glomérulo é dividida 
em duas partes, visceral e parietal, cada uma continuando-se na outra. O folheto 
parietal faz parte da cápsula que envolve o glomérulo e o folheto visceral envolve a 
periferia de cada capilar arteriolar glomerular, exceto na sua face mesangial. 
• MEMBRANA BASAL DOS TÚBULOS - É a continuação do folheto parietal da 
membrana basal glomerular renal e envolve totalmente os túbulos renais. 
• MEMBRANAS HIALINAS, DOENÇA DE - O mesmo que síndrome de angustia 
respiratória idiopática (SARI); doença das primeiras horas de vida de pequenos 
prematuros traduzida por intensa dificuldade respiratória com retrações da caixa 
torácica, e na qual alvéolos pulmonares e bronquíolos terminais se apresentam 
revestidos por membranas hrialinas. 
• MENINGITE - Inflamação das membranas que envolvem o sistema nervoso central. 
• MENISCO - Tecido cartilaginoso localizado no interior do joelho. 
 
110
 
• MENARCA – menstruação inicial. 
• MENINGITE – inflamação nas meninges, especialmente da pia aracnóide. 
• MENOMETRORRAGIA – hemorragias uterinas excessivas durante os períodos 
menstruais e nos seus intervalos. 
• MENORRAGIA – fluxo menstrual excessivo. 
• MENORRÉIA – menstruação. Menstruação excessiva. 
• MENOPAUSA - Época da última menstruação ou período que antecede ou sucede a 
última menstruação. 
• METABOLISMO – todas as reações químicas que ocorrem nas células vivas, reações de 
síntese (anabolismo) e reações de degradação (catabolismo), liberando energia. 
• METABÓLITO - produtos das reações químicas que ocorrem nas células do corpo. 
• METÁSTASE - quando uma doença se espalha de seu lugar original para outras partes 
do corpo. 
• METEORISMO – ruídos típicos do abdômen distenso, por acumulação de gases no 
intestino. 
• METAPLASIA - Conversão de um tipo de célula madura em outro tipo de célula. 
• MÉTODO NÃO INVASIVO - Recurso para diagnóstico ou tratamento que não implica 
em contato com sangue. 
• MÉTODOS DIALÍTICOS - Hemodiálise, diálise peritoneal, hemoperfusão; métodos que 
substituem o rim lesado para filtração e eliminação de substâncias tóxicas e eletrólitos, 
normalmente realizados pelo rim normal. 
• METRITE – inflamação no útero. 
• METROPATIA – designação genérica de qualquer afecção no útero. 
• METRORRAGIA – hemorragia uterina anormal, especialmente a que ocorre nos 
intervalos das menstruações. 
• MIALGIA – dor muscular. 
• MIASTENIA – fraqueza muscular. 
• MICROCALCIFICAÇÕES - Presença de partículas de cálcio, visíveis na imagem 
radiológica. São mais freqüentes na mama e de acordo com suas características e 
distribuição estão associadas ao câncer. 
• MIELITE – inflamação ou qualquer afecção da medula espinhal, apresentando sintomas 
dependentes da zona afetada. 
• MIELOGRAMA – forma citológica dos elementos celulares encontrada numa preparação 
corada na medula óssea por punção esternal. 
• MIELOMA – tumor da medula óssea. 
• MIOMA – tumor benigno formado por tecido muscular. 
• MIOPATIA - Qualquer doença muscular. 
• MIOSITE - Inflamação dos músculos. 
• MONOPLAGIA - Paralisia de um membro. 
• MORBIDADE - Capacidade de causar danos. 
• MUCOSITE - Inflamação das mucosas. 
• MNÊMICO – que diz respeito à memória. 
• MOTILIDADE - habilidade de se mover; neste caso o movimento das estruturas do tubo 
digestivo. 
• MUCILAGEM - um tipo de dieta a base de fibra. 
• MUCOSA GÁSTRICA - pele que recobre a parede interna do estômago é dividada em 
mucosa antral, cárdica e fúndica. 
• MUCOSA INTESTINAL - pele especializada do intestino delgado que tem papel de 
absorver todos os nutrientes. 
• MUCOVISCIDOSE – doença hereditária desabsortiva por insuficiência endócrina, 
pancreática, síndrome, depleção sódica e catabolismo interno ao quadro 
broncopulmonar. 
• MULTÍPARA – mulher que teve mais de uma gestação. 
 
 
 
- N - 
 
 
111
 
• NASOANGIOFIBROMA - Tumor benigno de nasofaringe, mais freqüente em jovens do 
sexo masculino. 
• NATREMIA – taxa de sódio cotidiano no sangue. 
• NATRINÚRIA ou NATRIURESE – excreção do sódio pela urina. 
• NECRÓPSIA – remoção e exame, em geral microscópico, de tecidos ou outro material 
de organismo morto para fins diagnósticos. 
• NECROSE - Morte das células por deficiência da circulação sangüínea. 
• NECROSE PAPILAR OU PAPILITE NECROSANTE - Também chamada 
erroneamente de papilite necrotizante é um quadro clínico agudo e geralmente 
dramático caracterizado por febre alta, dor em cólica, oligúria e uremia e necrose de 
uma ou mais papilas renais. 
• NECROSE TUBULAR AGUDA - Principal causa de insuficiência renal aguda (ver 
insuficiência renal aguda), caracterizada por necrose das células tubulares renais, 
especialmente do túbulo proximal. 
• NEFRECTOMIA – remoção cirúrgica do rim. 
• NEFRITE – inflamação do rim. 
• NEFROLITÍASE - Formação de cálculos renais. 
• NEFROSE – (nefropatia) especialmente, afecção renal caracterizada por lesões 
puramente degenerativa dos túbulos renais; afecção não inflamatória dos rins. 
• NEFROSE LIPOÍDICA PURA - Glomerulopatia caracterizada por síndrome nefrótica e 
glomérulos praticamente normais à microscopia ótica. Esta glomerulopatia é mais 
conhecida atualmente como doença glomerular por alterações mínimas. 
• NEFROSTOMIA - Procedimento pelo qual um tubo é introduzido através da pele e 
tecido subcutâneo dentro da pelve do rim para drenagem. 
• NEOPLASIA - Qualquer crescimento anormal no corpo humano. Conforme suas 
características clínicas e microscópicas, as neoplasias são divididas em dois (2) 
grupos: neoplasias (tumores) malignas e neoplasias benignas. Somente a 
neoplasia/tumor maligno é chamado de câncer. 
• NERVO VAGO - nervo que entra na cavidade gástrica junto do esôfago que tem papel 
importante na produção de ácido do estômago e na regulação da motilidade do tubo 
digestivo. 
• NEUROBLASTOMA - Tumor maligno derivado (que se forma...) das células 
neuroblásticas. São mais freqüentes na medula da glândula supra-renal, podendo 
também ocorrer no mediastino posterior ou em outras regiões onde exista tecido 
nervoso do sistema simpático. 
• NEUROCIRURGIA - Tratamento cirúrgico das doenças do cérebro, medula e nervos. 
• NEUROIMAGEM - Exames radiológicos do sistema nervoso. 
• NEUROPSICOLOGIA – disciplina que tem como objetivo o estudo das capacidades 
cognitivas e intelectuais do ser humano, no que diz respeito à estrutura cerebral. 
• NEUTROPENIA - Queda do número de neutrófilos (um dos tipos de célula de defesa) 
do sangue abaixo do normal. 
• NEUROTRANSMISSOR – molécula que assegura a transmissão do fluxo nervoso 
entre os neurônios. Existem vários sistemas de neurotransmissores (acetilcolina, 
dopamina, endorfinas, noradrenalina, serotonina e etc) cuja disfunção pode estar 
ligada a diferentes tipos de patologias cerebrais, degenerativas ou não. 
• NICTÚRIA – tambémdenominado noctúria. Micção noturna, em geral devida ao 
aumento da secreção noturna de urina. 
• NISTAGMO – inclinação da cabeça como quando se está sonolento; oscilações 
rítmicas involuntária dos globos oculares, horizontal, vertical e rotatoriamente. 
• NUCALGIA – dor na região posterior do pescoço. 
• NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL - infusão endovenosa de todos os nutrientes 
através de um cateter colocado em uma veia de grosso calibre que passa no pescoço. 
É utilizada em pacientes com desnutrição severa que tem algum tipo de 
comprometimento do tubo digestivo, desta forma não podendo ingerir alimentos. 
• NUTRIENTE – uma substância orgânica ou inorgânica dos alimentos que é digerida 
ou absorvida no trato gastrointestinal e utilizada no metabolismo intermediário. 
 
 
 
 
112
 
- O - 
 
• OBESIDADE - Excesso de tecido adiposo em relação à massa corpórea magra. 
• OBNUBILAÇÃO – estado nebuloso da consciência, como por exemplo: antes de uma 
síncope ou ataque epilético. 
• OBSTIPAÇÃO - dificuldade ou diminuição da freqüência de evacuações. 
• OBSTRUÇÃO - bloqueio ou entupimento de uma veia, ducto, intestino, etc., que 
impede o fluxo natural de líquidos ou sólidos levando a uma área de alta pressão. 
• ODINOFAGIA – dificuldade para deglutir acompanhada de dor. 
• OLIGOMENORRÉIA – menstruação demasiado espaçadas ou escassas. 
• OLIGÚRIA – secreção deficiente de urina, geralmente abaixo de 400 ml nas 24 horas. 
• ONCOLOGIA – estudo científico dos neoplasmas. 
• OFORECTOMIA – extirpação cirúrgica de um ou de ambos os ovários. 
• OFTALMOPLEGIA – paralisia oftalmológica. 
• ORQUITE – inflamação do testículo. 
• ORTOPNÉIA – dificuldade em respirar sentado. 
• OSTEOARTRITE – doença Articular Degenerativa; distúrbio degenerativo crônico 
afetando primariamente a cartilagem articular com eventual crescimento ósseo nas 
margens das articulações. 
• OSTEOMIELITE - Infecção do osso. 
• OSTEOPENIA - Leve redução da massa óssea em relação ao esperado para a idade. 
• OSTEOPOROSE – alteração óssea caracterizada pela diminuição ou aumento da 
porosidade, devido ao alargamento dos canais de Havers e formação de cavidade 
anormais. 
• OSTEOSARCOMA - Tumor maligno caracterizado por células que formam tecido 
ósseo ou osteóide. 
• OSTEOTOMIA – corte e realinhamento cirúrgico do osso para corrigir deformidades 
articular e reduzir a dor. 
• OSTOMIA - É uma cirurgia que cria uma abertura artificial. Pode ser temporária ou 
permanente, dependendo de cada caso. 
• OTALGIA - Dor de Ouvido. 
• OTORREIA - Saída de secreção do ouvido. 
• OVÁRIOS POLICÍSTICOS - Pequenos cistos benignos do ovário que, em geral, 
acompanham casos de esterilidade. 
• OVARIOTOMIA – extirpação de um tumor no ovário. 
• OXALÚRIA – presença de ácido oxálico ou oxalato em excesso na urina. 
• OXIEMOGLOBINA - Forma combinada de O2 e hemoglobina; encontrada no sangue 
arterial. 
• OXIGENIOTERAPIA - Administração de oxigênio medicinal via máscara ou cateter 
nasal para pacientes portadores de déficit de oxigenação. 
 
- P - 
 
• PÂNCREAS - glândula localizada junto ao duodeno a atrás do estômago que produz 
suco digestivo importante na digestão. Sua função endócrina é produzir a insulina. 
• PANCREATITE - inflamação do pâncreas. 
• PANCREATITECTOMIA – extirpação cirúrgica do pâncreas, parcial ou total. 
• PANCREATOTOMIA – incisão cirúrgica do pâncreas. 
• PAGET, DOENÇA DE – Doença óssea caracterizada por reabsorção e aposição 
óssea anormal, resultando em distorção e enfraquecimento dos ossos afetados, mais 
comumente vértebra lombar, pélvis, calota craniana, fêmur e ossos da face. 
Laboratorialmente apresenta elevação dos níveis séricos de fosfatase alcalina. 
• PAPA DE HEMÁCIA - Concentrado de glóbulos vermelhos. 
• PAPANICOLAOU - Método de prevenção do câncer do colo do útero. 
• PAPILOTOMIA ENDOSCÓPICA - quando na colangiopancreatografia retrógrada 
endoscópica se verifica a presença de pedras no canal da bile é realizada uma 
pequena cirurgia na qual é feita a secção do músculo que regula a saída do suco 
biliopancreático (papila de Vater). O objetivo desta secção é que a passagem fique 
aumentada , permitindo a retirada das pedras que estão no colédoco. 
 
113
 
• PARACENTESE – punção de cavidade natural para retirada de líquido por derrame 
pleural, trauma violento ou contusão. 
 
• PARACINESIA ou PARAFASIA – perversão da função motora, do que resultam 
movimentos incoordenados ou estranhos. 
• PARATIREÓIDE - Glândulas localizadas ao lado da tireóide, responsáveis pelo 
metabolismo do cálcio. 
• PARAPLEGIA - Paralisia completa de dois segmentos simétricos do corpo (geralmente 
afeta os membros inferiores). 
• PARENTÉRICO – que se efetua por qualquer via que não a digestiva. Sinônimo: 
parenteral. 
• PARESIA – relaxação, enfraquecimento. 
• PARESTESIA – sensação anormal, que não seja um mero aumento ou diminuição da 
intensidade, da sensibilidade, formigamento, dormência, ardência, etc. 
• PARÓTIDA - Glândula triangular que produz saliva, localizada anteriormente ao 
pavilhão auricular. 
• PAROREXIA – perversão do apetite. 
• PAROXISMO – Exacerbação ou agudização dos sintomas de uma doença. Espasmo, 
crise, convulsão ou acesso. Manifestação brusca e normalmente incontrolável de uma 
emoção, como riso ou choro. 
• PATOGNOMÔNICO – especifica ou caracteriza uma doença; diz-se do sinal ou 
sintoma que basta para identificar uma doença ou estado mórbido. 
• PATOLOGIA - É o estudo das doenças, que pode ser feito por vários métodos, tais 
como clínicos, bioquímicos, fisiológicos, bacteriológicos, imunológicos etc. Portanto o 
termo patologia tem significado amplo. 
• PATOGÊNESE - É o mecanismo pelo qual se origina a doença. A etiopatologia 
compreende o conjunto de fatores que favorecem o aparecimento da doença. A 
patogênese formal, patogênese morfológica ou morfogênese explica as alterações 
macro e microscópicas que surgem no envolver de um processo patológico. 
• PECTINA - tipo de fibra. Pectinas são substâncias químicas ligadas a carboidratos e 
são encontradas em frutas e vegetais. A característica mais comum das pectinas é 
que apresenta estado gelatinoso a temperatura ambiente quando adicionadas ao 
açúcar. 
• PEPSINA - enzima produzida no estômago responsável pela quebra de proteínas em 
moléculas simples. 
• PERFURAÇÃO - orifício anormal em um órgão oco. 
• PERIARTRITE – inflamação de tecidos em torno de articulação, bursite. 
• PERINEAL - relacionado ao períneo. 
• PERÍNEO – espaço entre o ânus e os órgãos genitais. 
• PERINEORRAFIA – sutura do períneo, geralmente para reparar uma ruptura durante o 
parto. 
• PERISTALSE – movimento vermiforme, por meio do qual o tubo digestivo e outras 
estruturas tubulares fazem avançar o seu conteúdo. Consiste em ondas alternadas de 
contração e relaxamento. Sinônimo: peristaltismo. 
• PERITÔNIO - tecido que recobre a cavidade abdominal e parte externa dos órgãos. A 
parte interna dos ógãos é recoberta pela mucosa. 
• PERITONITE - inflamação do peritônio. Geralmente ocasionada por perfuração de 
uma víscera oca. 
• PETÉQUIA – pequena mancha na pele, formada por efusão de sangue. 
• PIELONEFRITE AGUDA - Inflamação bacteriana aguda da pelve e do parênquima 
renal. 
• PIELONEFRITE CRÔNICA - Inflamação bacteriana crônica, ativa ou inativa, da pelve 
e do parênquima renal. 
• PIOARTRITE - Coleção purulenta intra-articular. 
• PILORO - abertura entre o estômago e o duodeno. O piloro é um esfíncter. 
• PIROSE – sensação de calor e ardência no estômago, ascendendo até a garganta. 
• PLACA SENIL – uma das duas lesões fundamentais (juntamente com a degeneração 
fibrilar) encontradas no cérebro das pessoas que sofrem de demência senil tipo 
Alzheimer. A placa senil é uma lesão extracelular, composta por um núcleo rico em 
 
114
 
proteína amilóide. Esse materialencontra-se envolto em uma coroa de 
prolongamentos nervosos anormais (neurites em degeneração). As placas senis são 
observadas nas demências alzheimerianas e em número reduzido durante o 
envelhecimento “normal”. 
• PLAQUETA - Fator do sangue que ajuda a coagulação. 
• PLAQUETOPENIA - Diminuição do número de plaquetas do sangue a níveis abaixo 
dos considerados normais. 
• PLASMA - Parte líquida do sangue. 
• PLASMAFÉRESE - Processo de purificação plasmática. 
 
• PLENITUDE PÓS-PRANDIAL – sensação de desconforto após comer 
demasiadamente. 
• PLEURODÍNIA – dor torácica por doença da musculatura intercostal. 
• PNEUMONIA - Processo infeccioso do parênquima pulmonar. 
• PNEUMONIA DA COMUNIDADE - Pneumonia adquirida no ambiente caseiro. 
• PNEUMONIA HOSPITALAR - Pneumonia adquirida após 48 horas de internação no 
ambiente hospitalar. 
• PNEUMOPERITÔNEO - Presença de ar na cavidade peritoneal. 
• PNEUMOTÓRAX – presença de ar ou de gás na cavidade pleural. 
• POLACIÚRIA – necessidade imperiosa e freqüente de urinar. 
• POLICITEMIA – aumento anormal do número de glóbulos vermelhos. 
• POLIDIPSIA – sede excessiva, com ingestão de grandes quantidades de líquidos. 
• POLIFAGIA – fome excessiva, com ingestão de grandes quantidades de comida. 
• POLINEUROPATIA PERIFÉRICA - Síndrome de lesão de nervos periféricos; 
polineurite. 
• PÓLIPOS - qualquer tecido elevado que se encontra na mucosa. 
• POLIPOSE FAMILIAR - rara doença genética na qual há incontáveis números de 
pólipos no intestino grosso. Pessoas que tem essa doença tem um grande risco de 
desenvolver câncer. 
• POLISSACARÍDEOS - carboidratos que podem ser quebrados em dois ou mais 
açúcares. 
• POLIÚRIA – secreção e excreção excessiva de urina. 
• PÓS-OPERATÓRIO – período que se segue à realização de uma cirurgia na qual o 
paciente deve ser rigorosamente monitorado. 
• PRÉ-OPERATÓRIO – período de realização de exames e preparação do paciente que 
antecede a realização de uma cirurgia. 
• PRESSÃO ARTERIAL – força ou tensão que o sangue exerce sobre a parede das 
artérias. 
• PREMATURO (Pré-Termo) - É toda criança nascida antes da 37ª semana de gestão. 
• PRESSÃO SANGÜÍNEA DIASTÓLICA – pressão sangüínea durante a fase de 
relaxamento do ciclo cardíaco; 80mmHg é ótima. 
• PRESSÃO SANGÜÍNEA SISTÓLICA – pressão sangüínea durante a fase de 
contração do ciclo cardíaco; 120mmHg é ótima. 
• PRIAPRISMO – ereção persistente do pênis, especialmente quando em virtude de 
estado patológico e sem ou acompanhada de desejo sexual. 
• PRIMÍPARA – mulher que pariu pela primeira vez. 
• PROCESSO INTERSTICIAL PULMONAR - Inflamação do espaço intersticial pulmonar 
por diferentes causas. 
• PROCTITE - inflamação da mucosa do reto. 
• PROCTOLOGISTA - médico que se especializa em doenças do reto e ânus. 
• PROFILAXIA – tratamento preventivo. 
• PROGNÓSTICO - previsão de como uma doença pode evoluir. 
• PROLAPSO - queda ou deslizamento de uma parto do corpo de sua posição usual. 
• PROPEDÊUTICA - É o exame físico, o exame do doente. O instrumental usado para 
ser feito um diagnóstico. 
• PROSOPAGNOSIA – perda da faculdade de reconhecer fisionomias. Esse distúrbio 
pode chegar ao não reconhecimento do rosto próprio do paciente. 
• PROTEINÚRIA – presença de proteína na urina. 
 
115
 
• PRÓTESE – aparelho que substitui um órgão ou parte do corpo, como enxertos, 
dentaduras e etc. 
• PROTOCOLO - É a forma como o caso vai ser conduzido. Fórmula para tratar a 
doença. 
• PROVA DE CONCENTRAÇÃO URINÁRIA - Prova que se realiza para medir a 
capacidade tubular renal de emitir urina concentrada. Para se medir a capacidade 
máxima tubular renal de eliminar urina concentrada o paciente necessita permanecer 
de 24 a 38 horas sem ingerir líquidos. 
• PROXIMAL - perto de um ponto de referência. 
• PSEUDODEMÊNCIA – alteração reversível do funcionamento cognitivo, conseqüência 
de uma afecção psiquiátrica e não cerebral (depressão, estado maníaco, 
esquizofrenia, reação de conversão histérica, síndrome de Ganser e etc). O início da 
doença pode ser identificado com precisão. Os distúrbios são geralmente transitórios e 
cedem brutalmente. 
• PSICOMETRIA – ciência que utiliza os testes para avaliar as aptidões intelectuais do 
homem. Alguns testes são mais especificamente voltados para aprender os efeitos do 
envelhecimento ou a evolução das demências ligadas à idade. 
• PSORÍASE – dermatose crônica recidivante com produção de manchas descamativas, 
disseminadas pelo corpo. 
• PTOSE – queda de órgão ou parte, por relaxamento dos seus meios de fixação ou 
paralisia dos seus músculos e nervos. 
• PÚRPURA - Estado em que se formam hemorragias na pele, mucosas e serosas 
(petéquias e equimoses. 
 
- Q - 
 
• QUEILOSE - uma condição caracterizada por lesões nos lábios e rachaduras nos 
cantos da boca. 
• QUEIMADURA DE 1º GRAU - Lesão da camada mais superficial da pele, a epiderme. 
Cura espontaneamente. 
• QUEIMADURA DE 2º GRAU - Lesão de cerca da metade da espessura da pele. Há 
formação de bolhas. Cura espontaneamente. 
• QUEIMADURA DE 3º GRAU - Lesão de toda a espessura da pele levando a formação 
de feridas (úlceras). A cura deve ser feita por enxertia de pele. 
• QUEIXA MNÊMICA – queixa freqüentemente observada após os 50 anos. É, 
entretanto, bastante variável e subjetiva, dependendo das exigências de cada um 
quanto à sua própria memória e necessidades específicas, decorrentes dos ambientes 
em que vive. 
• QUELÓIDE - tumoração cutânea, compacta e dura, intradérmica, linear ou globosa, 
cuja superfície lisa às vezes emite expansões em forma de pinças. Hiperplasia fibrosa, 
situada habitualmente no local de uma cicatriz elevada, arredondada, branca ou rósea, 
firme e de bordos imprecisos. 
• QUILANGIOMA – tumor formado por vasos linfáticos; intestino distendido pelo quimo. 
• QUIMO - líquido espesso mistura de alimento parcialmente digerido e suco gástrico 
que passa do estômago para o intestino. 
• QUIMIORESISTÊNCIA - Processo através do qual células tumorais são capazes de se 
tornar resistentes a uma ou várias drogas antineoplásicas. 
• QUIMIOTERAPIA - Tratamento de câncer com uso de medicamentos 
(quimioterápicos). 
 
 
- R - 
 
 
• RABDOMIOSSARCOMA - Tumor maligno derivado (que se forma...) das fibras 
musculares estriadas. 
• RADIAÇÕES IONIZANTES - Aquelas que têm energia suficiente para liberar elétrons 
da estrutura atômica, como, por exemplo; os raios gama, raios X, partículas beta, 
partículas alfa etc. 
 
116
 
• RANCIFICAÇÃO - decomposição das gorduras, com formação de ácidos graxos. Pode 
resultar de oxidação, hidrólise ou acetização (cetonização), predominando a primeira. 
Catalisadores: luz, metais e umidade facilitam o fenômeno. 
• RADIOGRAFIA SIMPLES - Radiografias obtidas sem o auxílio de meios de contraste 
(substâncias que podem ser ingeridas ou injetadas). 
• RADIOGRAFIA CONTRASTADAS - Radiografias obtidas após o paciente ter recebido 
substâncias de contraste (bário, compostos iodados). 
• RADIOISÓTOPO - Isótopo ( átomos do mesmo elemento ) radioativo obtido 
artificialmente de um elemento não radioativo. 
• RADIOLOGIA - Estudo das radiações e do seu emprego para diagnósticos ou 
tratamento. 
• RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA - Procedimento radiológico através de cateteres e 
sondas que pode substituir intervenções cirúrgicas. 
• RADIODIAGNÓSTICO - Uso de radiações (geralmente raios-x) para fins de 
diagnóstico. 
• RADIOTERAPIA - Uso de radiações (raios-x, raios gama, eletrons etc. para tratamento 
ou terapia.). 
• REABILITAÇÃO PULMONAR - Realização de recondicionamento pulmonar e 
sistêmico para a re-adaptação do paciente com problemas pulmonares para as 
atividades da vida cotidiana. 
• REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR - Conjunto de manobras que tendem a 
recuperação da ação normal do coração (massagem cardíaca +ventilação pulmonar). 
• RECRUDESCÊNCIA - surto agudo de sintomas no decurso da doença, após dias ou 
semanas. Renovação com mais intensidade. 
• RECIDIVANTE - Reaparecimento do processo mórbido após sua cura aparente. 
• REFLEXO GASTROCÓLICO - movimentos seqüenciais do intestino grosso para 
eliminar as fezes desencadeado aproximadamente 30 a 60 minutos após as refeições. 
A intensidade do reflexo está diretamente relacionado ao número de calorias na 
refeição, especialmente a quantidade de gordura. 
• REFLUXO - fluxo retrógrado. 
• REGURGITAÇÃO - retorno a boca ou garganta do alimento recém ingerido sem 
esforço de vômito; ocasionado por refluxo intenso. 
• REMISSÃO - Redução da neoplasia eventualmente a níveis normais, após tratamento. 
• RESSECÇÃO - retirada parcial de um órgão ou segmento. 
• RESSECÇÃO GÁSTRICA - procedimento cirúrgico onde é retirado parte, ou todo o 
estômago. 
• RETO - porção final do intestino grosso antes do ânus. 
• RETOSSIGMOIDOSCOPIA - exame realizado com aparelho tubular rígido ou flexível 
através do ânus para examinar o reto e o cólon sigmóide. 
• RETROPERITONIAL: Região que fica atrás do peritôneo. 
• REUMATISMO - Nome popular dado a qualquer doença das articulações. 
• REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRIO - Método cirúrgico destinado a aumentar o 
fluxo sangüíneo para regiões do miocárdio onde o mesmo é deficiente devido a 
obstrução de sua artéria coronária ocasionada por placas de ateroma. Para isso pode-
se utilizar a artéria mamária interna (anastomose mamária-coronária) ou um segmento 
de veia safena (ponte de safena). 
 
 
 
- S - 
 
• SANGUE OCULTO - sangramento não visível à inspeção. 
• SARCOMA - tumor de tecido conjuntivo, semelhante ao tecido conjuntivo embrionário. 
• SARCOPENIA – perda involuntária de massa muscular e a conseqüente perda de 
força. 
• SECREÇÃO EXTERNA - secreção que é lançada sobre uma superfície, que pode ser 
tanto para fora (suor, urina, etc), quanto para dentro do corpo (suco gástrico, 
pancreático, etc). Às primeiras costumam-se denominar excreções. 
 
117
 
• SECREÇÃO INTERNA - secreção que não é lançada por um ducto, mas que passa 
diretamente para o sangue e a linfa, desempenhando importante papel no 
metabolismo. 
• SEDIMENTO URINÁRIO QUANTITATIVO - Para se avaliar de modo mais preciso a 
eliminação urinária de hemácias, leucócitos e outros elementos figurados pode-se 
contar, em microscópio, através do uso de uma lâmina milimetrada e do sedimento 
obtido por centrifugação de uma quantidade determinada de urina, o número de 
hemácias, leucócitos, cilindros etc, por ml de urina. 
• SEMIOLOGIA - ciência dos sinais e sintomas das doenças. 
• SEIOS PARANASAIS - Cavidades localizadas nos ossos da face, onde ocorrem as 
sinusites. 
• SENESCÊNCIA - Termo que se refere aos efeitos naturais ou fisiológicos do processo 
de envelhecimento. Este termo não se refere às patologias associadas ao 
envelhecimento (Senilidade) mas apenas ao envelhecimento considerado normal. 
Utiliza-se também o termo Eugeria para as alterações fisiológicas associadas ao 
envelhecimento, ou envelhecimento primário em contraposição ao secundário que se 
refere às patologias do idoso. (A. Stoppe) 
• SENILIDADE - Termo que se refere às alterações produzidas pelas afecções que 
freqüentemente acometem indivíduos idosos. 
• SEPTICEMIA – infecção generalizada; “falência” orgânica de reversão quase nula; 
estado mórbido provocado pela presença de bactéria e seus produtos no sangue. 
• SEQÜELA - Efeito secundário de uma doença ou lesão; doença secundária. 
• SEROTONINA – neurotransmissor derivado do triptofano, que pertence à classe das 
monoaminas, presente nas vias dos nódulos da rafe. A serotonina é conhecida por 
melhorar a capacidade de aprendizado do animal. A deficiência serotoninérgica 
cortical, reconhecida na doença de Parkinson, teria uma função no aparecimento de 
alguns distúrbios cognitivos, contribuindo para o surgimento de uma síndrome 
depressiva. 
• SIALORRÉIA - aumento de salivação. 
• SIBILOS POLIFÔNICOS - Sons profundos, de baixa tonalidade, roncos ouvidos 
basicamente durante a expiração. 
• SÍFILIS - Moléstia infecciosa de transmissão sexual causada pelo Treponema pallidum 
que determina lesões cutâneas, podendo atingir outros sistemas orgânicos, 
particularmente o sistema cardiovascular e nervoso. 
• SÍNCOPE – fraqueza muscular generalizada com perda do tônus muscular, 
incapacidade para manter-se em pé e perda temporária da consciência. 
• SÍNDROME DE CUSHING - Distúrbio causado pelo aumento do cortisol envolvendo 
manifestações sistêmicas (quase todos os órgãos), e que deve ser abordado 
precocemente devido à elevada morbidade e mortalidade. Caracteriza-se por 
alterações como face de lua cheia, retenção de líquidos, redução à tolerância por 
carboidratos, entre outras. 
• SÍNDROME DA FLEXURA ESPLÊNICA - distensão gasosa da porção esquerda 
superior do cólon que leva a um desconforto na porção superior do abdômen, 
irradiando para o hemitórax esquerdo sendo confundido com doenças do coração. 
• SÍNDROME NEFRÓTICA - Síndrome causada por muitas e diferentes patologias 
renais e gerais que teriam em comum uma ação glomerular produzindo proteinúria 
maciça, seguida de hipoalbuminemia, edema generalizado e em geral 
hipercolesterolemia e uma sensibilidade aumentada às infecções. 
• SÍNDROME NEFRÍTICA AGUDA - Síndrome caracterizada pela tríade hematúria 
macroscópica, hipertensão arterial e edema, que faz o diagnóstico de glomerulonefrite 
difusa aguda. 
• SÍNDROMES PARANEOPLÁSICOS - Diarréia, trombose venosa profunda, 
hipercalcemia, hiponatremia, secreção inapropriada de hormônio antidiurético etc. 
• SÍNDROME PLURIMETABÓLICA – conjunto de alterações metabólicas caracterizadas 
por resistência celular à ação periférica da insulina, hiperinsulinemia compensatória, 
hipertensão, obesidade, dislipidemia e um risco aumentado para doença 
cardiovascular. 
• SINERGIA - Ação simultânea de diversos músculos ou órgãos, na realização de uma 
função. 
 
118
 
• SINOVITE - Inflamação da membrana que envolve as articulações (membrana 
sinovial). 
• SIRS – síndrome da resposta inflamatória sistêmica; consiste num conjunto de 
reações inflamatórias que seguem uma injúria; se acompanhada de infecção 
caracteriza a sepse. 
 
• SINTOMA PATOGNOMÔNICO - Sintoma típico que caracteriza especificamente uma 
doença. 
• SOBREPESO - Peso desproporcional a altura. 
• SOBREVIDA - Expectativa de vida após a doença. 
• SONDA – termo genérico usado para tubos que são introduzidos em cavidades ou 
condutos com fins diversos, como evacuação de secreções orgânicas, exploração e 
lavagem gástrica, alimentação enteral. 
• SPRU TROPICAL - doença de causa desconhecida na qual anormalidades da mucosa 
intestinal interferem com a absorção de alimentos. Leva a excesso de gordura nas 
fezes. É também caracterizado por anemia. 
• SUCO GÁSTRICO - líquido produzido no estômago que auxilia no processo da 
digestão. 
• SUIGENERIS – diz respeito a algo ou alguém que é diferente, especial, peculiar. 
• SUTURA – união de tecidos orgânicos através de agulha e fios cirúrgicos. 
 
 
- T - 
 
 
• TAMPONAMENTO - Oclusão (fechamento) com tampão. 
• TAQUIPNÉIA - aumento da freqüência dos movimentos respiratórios. 
• TELEANGIÉCTASIA - Dilatação dos capilares situados superficialmente na derme. 
Tornam-se visíveis com aspecto tortuoso. 
• TENDINITE – cicatrização ou depósito de cálcio em um tendão. 
• TENDINOSE – degeneração de um tendão devido a microtraumas repetitivos; 
degeneração do colágeno sem inflamação. 
• TENESMO – desejo de defecar ou urinar acompanhado de sensação dolorosa no reto 
ou bexiga, respectivamente, e de impossibilidade de defecar ou urinar. 
• TERMINAL - Paciente cujo prognóstico está fechado, para qual não há perspectiva de 
cura.• TESTE DE BERNSTEIN - procedimento diagnóstico utilizado para determinar se os 
sintomas de azia são provenientes do refluxo ácido do estômago. (atualmente em 
desuso) 
• TESTE DE FUNÇÃO PULMONAR - Avaliação de volumes, capacidades e fluxos 
pulmonares. 
• TESTES ERGOMÉTRICOS - Eletrocardiograma de esforço. 
• TESTE GUAICO – Sinônimo: pesquisa de sangue oculto nas fezes. Teste diagnóstico 
para se detectar a presença de sangue em quantidades microscópicas nas fezes. 
• TIREOIDECTOMIA - Cirurgia onde se retira parte ou toda a glândula tireóide. 
• TIREOIDITE - Doença inflamatória da glândula tireóide, normalmente de causa auto-
imune. 
• TOMOGRAFIA - Exame bem detalhado por meio de raios X, onde se pode ter uma 
idéia tridimensional do corpo humano. 
• TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA - Método que permite examinar o corpo, em 
cortes ou fatias transversais sendo a imagem obtida através de raios-x e auxílio de 
computadores. 
• TORACOCENTESE DE ALÍVIO - Retirada do líquido pleural para diagnóstico ou para 
alívio de dispnéia. 
• TORACOTOMIA - Abertura da cavidade torácica. 
• TOXEMIA - Estado que caracteriza os pacientes na fase aguda de processos 
infecciosos graves, geralmente bacterianos. 
• TOXEMIA - intoxicação geral provocada pela absorção de produtos bacterianos 
oriundos de fonte de infecção localizada. 
 
119
 
• TOXINA - substância que é prejudicial ao corpo. 
• TRAQUEOSTOMIA - Abertura da traquéia através de pequena incisão cirúrgica 
realizada na face ântero-inferior do pescoço, por onde é introduzida uma cânula 
especial (cânula de traqueostomia) através da qual é possível insuflar oxigênio ou ar 
nos pulmões, quando existe obstruções ou lesões acentuadas das vias aéreas 
superiores. 
• TRAUMA OU TRAUMATISMO - Conjunto de pertubações causadas por agente físico. 
• TROFISMO - Nutrição fundamental que envolve as trocas metabólicas nos tecidos 
(Vitalidade). 
• TROMBO – coágulo sangüíneo formado no interior de uma vaso e obstruindo total ou 
parcialmente seu lúmen. 
• TROMBOSE – processo de formação e desenvolvimento do trombo. 
• TUBERCULOSE - Doença infecciosa do parênquima pulmonar causada pelo 
Myobacterium tuberculosis. 
• TUMOR DE WILMS - Tumor maligno do rim, caracterizado pelo presença de túbulos 
renais embrionários em estroma fusiforme nos quais se identificam fibras musculares 
estriadas (Rabdomioblastos). É mais freqüente na infância, até os 07 anos de idade. 
• TUMOR - aumento de volume de parte de um tecido ou órgão que não tem função. 
Pode ser benigno ou maligno. 
• TUMOR MALIGNO - Câncer. 
• TENESMO – dor na região ano-retal por contração espasmódica do reto, que 
permanece após evacuação. 
 
- U - 
 
• ÚLCERA - ferida aberta na pele ou mucosa. 
• ÚLCERA GÁSTRICA - ferida profunda na mucosa do estômago. 
• ÚLCERA PÉPTICA - ferida aberta na mucosa estendendo-se a outras camadas 
teciduais do esôfago, estômago ou duodeno. 
• ÚLCERA PERFURADA - úlcera que se estendeu através de todas as camadas da 
parede do estômago ou duodeno, permitindo que o suco digestivo se extravase para 
cavidade abdominal levando a uma peritonite. 
• ULTRASSOM – (ultrassonografia, ecografia). Exame diagnóstico no qual pulsos de 
som são enviados ao corpo. O retorno dos ecos são captados e transmitidos em forma 
de imagem. Funciona como um radar. 
• URETRITE - Processo inflamatório da uretra, que habitualmente cursa com secreção 
uretral e ardor ao urinar. A causa mais freqüente é bacteriana, de transmissão 
venérea, sendo o agente mais freqüente o gonococos (uretrite, gonorréia) e a clamydia 
trachomatis (uretrite inespecífica). O tratamento baseia-se no uso de antimicrobianos 
adequados e sempre que possível, deve-se tratar os contactantes. 
• UROGRAFIA - radiografia do trato urinário, após introdução de meio de contraste. 
• UROLITÍASE - cálculo renal. 
• UROLITOTOMIA - remoção de cálculo urinário. 
• URTICÁRIA - Erupção que se caracteriza pelo aparecimento súbito de pápulas 
edematosas fugazes, de tamanho variável e extremamente pruriginosas. 
 
 
- V - 
 
• VAGOTOMIA - secção do nervo vago (pneumogástrico). 
• VÓLVULO – oclusão intestinal produzida por torção dos intestinos. 
• VALVOPLASTIA - Procedimento utilizado para tratamento de doenças obstrutivas 
valvares, tais como, pulmonar, aórtica e mitral. Consiste na dilatação da obstrução 
detectada por estudo hemodiâmico, através de cateter balão que se insufla no local 
desta, abrindo as bridas cicatriciais que provocaram a estenose ou movimentando as 
válvulas imobilizadas pelo cálcio. 
• VARICOCELE - dilatação varicosa das veias do cordão espermático. 
• VARIZES - veias anormalmente dilatadas. 
• VASCULITE - Inflamação da parede dos vasos (artérias ou veias). 
 
120
 
• VASECTOMIA - ressecção do canal DEFERENTE (vias deferentes) ou de uma porção 
dele. 
• VASO AFERENTE - aquele que leva o sangue, linfa para um órgão ou parte. 
• VASO COLATERAL - via alternativa de um vaso sangüíneo principal quando este se 
encontra obstruído. 
• VASO EFERENTE - aquele que tira o sangue, linfa de um órgão ou parte. 
• VEIA - Vaso que traz o sangue de um determinado órgão ou segmento do corpo, para 
o coração. 
• VENÓCLISE - Punção venosa. 
• VENTILAÇÃO MECÂNICA - Ventilacão e oxigenação dos pacientes portadores de 
insuficiência respiratória aguda com auxílio de um ventilador mecânico e ou respirador. 
• VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA - Auxílio ventilatório através da admistração com 
pressão posivitiva através de máscaras para pacientes portadores de insuficiência 
respiratória aguda. 
• VENTILADORES MECÂNICOS - Máquinas utilizadas para administrar pressão 
positiva e oxigênio com o intuito de auxiliar a ventilação e oxigenação de pacientes 
portadores de insuficiência respiratória aguda. 
• VERRUGAS - Proliferações epiteliais benignas, contagiosas, de pele e mucosas, de 
aspecto clínico variável, produzidas por vírus. 
• VESICANTE - (drogas) - (Drogas) que causam vesículas. 
• VERTIGEM – sensação de movimento ilusório de si próprio ou do que se encontra em 
volta, geralmente de rotação. 
• VESÍCULA BILIAR - reservatório membranoso situado na face inferior do fígado na 
fosseta cística, destinada à armazenagem da bile; sinônimo: colecisto. 
• VILOSIDADE - qualidade do que é viloso; pequena eminência vascular, em especial 
quando situada na superfície de uma mucosa. 
• VÍRUS ONCOGÊNICOS - Vírus envolvidos na gênese de tumores. 
• VITILIGO - Lesões acrômicas de tamanho, configuração e topografia variáveis 
adquiridas. 
• VOLEMIA – volume total do sangue de um indivíduo. 
 
 
- X - 
 
• XANTELASMA – depósitos lipóides sob a forma de bolsas nos olhos e pálpebras. 
• XANTOCROMIA - coloração amarela. Ex.: xantocromia da pele; xantocromia do 
líquido cefalorraquidiano (sinal de hemorragia no encéfalo ou na medula). 
• XANTOMA – condição caracterizada pela presença de pequenas placas amareladas 
na pele, devida a depósitos lipóides. 
• XERODERMA - afecção caracterizada por aspereza e secura da pele; em particular 
uma afecção semelhante à ictiose e caracterizada por um estado de secura, aspereza 
e alteração da cor da pele, acompanhada de formação de escamas ou de 
descamação. 
• XEROFTALMIA - xerose conjuntival; estado em que a conjuntiva se apresenta seca e 
atrófica, com aspecto lustroso. Atribuído à deficiência de vitamina. 
• XERODERMIA - Secura excessiva da pele, com descamação farinácea e fina. 
• XEROSE - Resecamento anormal de um tecido, tal como a pele, os olhos ou as 
mucosas. 
• XEROSTOMIA - Ressecamento da boca devido a várias causas. 
 
 
- Z - 
 
• ZOONOSE – doença dos animais que pode ser transmitida ao homem. 
• ZOOPSIA – alucinação na qual o doente pensa que vê animais. 
 
 
 
 
121
 
- LISTA DE ABREVIAÇÕES - 
 
• ACV - aparelho cardiovascular. 
• AGU - aparelho genito-urinário.• AI – acesso intraclavicular. 
• AJ – altura do joelho. 
• AM – acesso medial. 
• AP – acesso posterior 
• AR - aparelho respiratório. 
• AVC ou AVE – acidente vascular cerebral ou acidente vasculoencefálico. 
• AVCH - acidente vascular cerebral hemorrágico. 
• AVCH - acidente vascular cerebral isquêmico. 
• BB - betabloqueador. 
• BEG – bom estado geral. 
• BIA - balão intra-aórtico. 
• BIA - bioimpedância elétrica. 
• BID -terapia medicamentosa: 2 vez ao dia (geralmente de 24 em 24 horas) 
• BNRNF - bulhas normo-rítmicas, normo fonéticas. 
• BOTE – Bem orientado no tempo e no espaço. 
• BPM – Batimentos por minuto. 
• CA – câncer. 
• CAPD - diálise peritoneal contínua ambulatorial. 
• CB – circunferência do braço. 
• CC - choque cardiogênico. 
• Cd - conduta 
• CHO – carboidrato. 
• CI – calorimetria indireta. 
• CIA - comunicação intra atrial 
• CIV - comunicação interventricular. 
• CK - creatinina fosfoquinase. 
• CMB – circunferência do músculo do braço. 
• CPAP - pressão positiva contínua em vias aéreas. 
• CPS - suporte cardiopulmonar. 
• CTL – contagem total de linfócitos. 
• CVC – cateter venoso central. 
• CVE - cardioversão elétrica. 
• DAC - doença arterial coronariana (ou coronária). 
• DAN – dia de atendimento nutricional. 
• DC - débito cardíaco. 
• DHEG - doença hipertensiva específica da gravidez. 
• DHL - desidrogenase láctica. 
• DM - diabetes mellitus ou diabete melito. 
• DP - diálise peritoneal. 
• DPOC – doença pulmonar obstrutiva crônica. 
• Eao - estenose aórtica. 
• EAP - edema agudo de pulmão. 
• ECG - eletrocardiograma. 
• EDA – endoscopia digestiva alta. 
• EI - endocardite infecciosa. 
• EM – estado nutricional. 
• Emi - estenose mitral. 
• EP - embolia pulmonar. 
• EPC - edema pulmonar carciogênico. 
• ETE - ecocardiograma transesofágico. 
• EV – endovenoso. 
• FA - fibrilação atrial. 
• FC - freqüência cardíaca. 
• FEVE - fração de ejeção do ventrículo esquerdo. 
• FNP – faixa de normalidade de peso 
 
122
 
• FSH – hormônio folículo estimulante. 
• FR - freqüência respiratória. 
• FV - fibrilação ventricular. 
• GE – gasto energético. 
• GEB – gasto energético basal (TMB). 
• GER – gasto energético de repouso. 
• GET – gasto energético total. 
• GH – hormônio do crescimento. 
• GSC – escala de Glasgow. 
• GSN – grupo de suporte nutricional. 
• HAS – hipertensão arterial sistêmica. 
• HB – Harris – Benedict. 
• Hb ou Hg – hemoglobina. 
• Hct ou Htc – hematócrito. 
• HD – hipótese diagnóstica ou história dietética. 
• HDA – hipótese diagnóstica atual. 
• HDA – hemorragia digestiva alta. 
• HDP – hipótese diagnóstica provisória. 
• HF - história familiar. 
• HIC - hipertensão intracraniana. 
• HMA - história da moléstia atual. 
• HPP - história patológica pregressa. 
• HS – história social. 
• HSE - história sócio-econômica. 
• IAM – infarto agudo do miocárdio 
• IAO - insuficiência aórtica. 
• IC – insuficiência cardíaca. 
• ICC – insuficiência cardíaca congestiva. 
• ICO - insuficiênicia coronariana. 
• ID - impressão diagnóstica. 
• IECA - inibidor da enzima de conversão angiotensina. 
• IL - interleucina. 
• IMC – índice de massa corpórea. 
• IMI - insuficiência mitral. 
• IMAO - inibidor de monoaminooxiadase. 
• IOT - intubação orotraqueal. 
• IPM – Inspirações por minuto. 
• IRA – insuficiência renal aguda 
• IRC – insuficiência renal crônica. 
• LES – lúpus eritomatoso sistêmico. 
• LH – hormônio luteinizante. 
• LOTE – lúcido, orientado no tempo e no espaço. 
• MARSA - Staphylococcus aureos múltiplorresistente. 
• MI - membros inferiores. 
• MI - membro inferior. 
• MMII - membros inferiores. 
• MID - terapia medicamentosa: 1 vez ao dia (geralmente de 24 em 24 horas). 
• MIE - mi esquerdo. 
• MS - membro superior. 
• MMSS - membros superiores. 
• MSD - ms direito. 
• MSE - ms esquerdo. 
• MP - marcapasso. 
• MVF - murmúrio vesicular fisiológico. 
• MVUA – murmurinho vesicular universalmente audível. 
• NA - nó atrioventricular. 
• NDN – nada digno de nota. 
• NO - óxido nítrico 
• PA - presão arterial. 
 
123
 
• PA – peso atual. 
• PAD - pressão arterial diastólica. 
• PAM - pressão arterial média. 
• PAP - pressão da artéria pulmonar. 
• PAS - pressão arterial sistólica. 
• PC – peso corporal. 
• PCB – prega cutânea bicipital. 
• PCR – proteína C reativa. 
• PCR - parada cardiorrespiratória 
• PCSE – prega cutânea subescapular. 
• PCSI – prega cutânea supra ilíaca. 
• PCT – prega cutânea tricipital. 
• PCV - ventilação por pressão controlada. 
• PEC – dieta para preparo de colonoscopia. 
• PEG – gastrostomia endoscópica percutânea. 
• PEJ – jejunostomia endoscópica percutânea. 
• PH – peso habitual. 
• PIOI – período de ingesta oral inadequada. 
• PMN – pneumonia. 
• PTH – paratormônio (hormônio da paratireóide). 
• PU – Peso Usual 
• QP - queixa principal. 
• QR – quociente respiratório. 
• RCD – rebordo costal direito. 
• RCP - recuperação cardiopulmonar. 
• RCQ – relação cintura quadril. 
• RHA – ruídos hidroaéreos. 
• RN - recém – nascido. 
• RNM - ressonância nuclear magnética. 
• RSN - ritmo sinusial. 
• RCV - resistência vascular pulmonar. 
• RVS - resistência vascular sistêmica. 
• SA – sistema aberto. 
• SARA - síndrome da angústia respiratória do adulto. 
• SARI - síndrome da angústia respiratória infantil. 
• SC - subcutâneo. 
• SCA - síndrome coronária aguda. 
• SDMO - síndrome de disfunção de múltiplos órgãos. 
• SDRA - síndrome do desconforto respiratório agudo. 
• SF – sistema fechado. 
• SIC – segundo informações colhidas ou síndrome do intestino curto. 
• SIDA – síndrome da imunodeficiência adquirida. 
• SIRS – síndrome da resposta inflamatória sistêmica. 
• SN - se necessário. 
• SNC – sistema nervoso central. 
• SND – sonda nasoduodenal ou serviço de nutrição e dietética 
• SNE – Sonda nasoentérica. 
• SNG – Sonda nasogástrica. 
• SNJ – sonda nasojejunal. 
• S/R – sem resíduos. 
• SVE - sobrecarga ventricular esquerda. 
• TAU – taxa de aparecimento de uréia. 
• TBC – tuberculose. 
• TC - tempo de coagulação. 
• TC - tomografia computadorizada. 
• TCE – trauma cranioencefálico. 
• TCL - – triglicerídeo de cadeia longa. 
• TCM – triglicerídeo de cadeia média. 
• TD - transdérmico. 
 
124
 
• TEP - tromboembolismo pulmonar. 
• TID - terapia medicamentosa: 3 vezes ao dia (geralmente de 8 em 8 horas). 
• TN – terapia nutricional. 
• TNE – terapia de nutrição enteral 
• TNF - fator de necrose tumoral. 
• TNP – terapia de nutrição parenteral 
• TMB – taxa metabólica basal (GEB). 
• TP - tempo de protrombina. 
• TPSV - taquicardia paroxística supraventricular. 
• TRM – trauma raquimedular. 
• TS - tempo de sangria ou de sangramento. 
• TSV - taquicardia supraventricular 
• TSH – hormônio tireotrófico. 
• TV - taquicardia ventricular. 
• TV - taquicardia ventricular não sustentada. 
• TVP – trombose nervosa profunda. 
• Tx - transplante. 
• UNS – uréia nitrogenada do soro. 
• UTI - unidade de terapia intensiva. 
• VC - volume corrente. 
• VD - ventrículo direito. 
• VE - ventrículo esquerdo. 
• VEFI – volume expiratório forçado no primeiro segundo. 
• VI – velocidade de infusão. 
• VJED – veia jugular externa direita. 
• VJID – veia jugular interna direita. 
• VM – volume máximo. 
• VM - ventilação mecânica invasiva. 
• VMPB - valvoplastia mitral percutânea por balão. 
• VO - via oral. 
• VSCD – veia subclávia direita. 
 
- PREFIXOS - 
 
• ADENO – relativo a glândula. 
• CISTO – relativo a bexiga. 
• COLE – relativo a vesícula biliar. 
• COLO – relativo a cólon. 
• COLPO – relativo a vagina. 
• ENTERO – relativo a intestino. 
• GASTRO – relativo a estômago. 
• HEPATO – relativo a fígado. 
• HISTERO – relativo a útero. 
• NEFRO – relativo a rim. 
• OFTALMO – relativo a olho. 
• OOFOR – relativo a ovário. 
• ORQUI – relativo a testículo. 
• OSTEO – relativo a osso. 
• OTO – relativo a ouvido.• PNEUMO – relativo a pulmão. 
• PROCTO – relativo a reto. 
• RINO – relativo a nariz. 
• SALPINGE – relativo à trompa (normalmente de falópio). 
• TRAQUEO - relativo a traquéia. 
 
 
- SUFIXOS - 
 
• ECTOMIA – remoção de uma estrutura ou parte dela. 
 
125
 
• PEXIA – fixação de um órgão. 
• PLASTIA – alteração da forma e/ou função de um órgão. 
• RAFIA – sutura. 
• SCOPIA – exame através de visualização do interior de uma cavidade. 
• STOMIA – abertura de um orifício ou “boca”. 
• TOMIA – incisão. 
 
 
- CIRURGIAS DE REMOÇÃO - 
 
• APENDICECTOMIA – remoção do apêndice vermiforme. 
• COLECISTECTOMIA – remoção da vesícula biliar. 
• COLECTOMIA – remoção do cólon. 
• EMBOLECTOMIA – remoção de êmbolo. 
• ESOGACTOMIA – remoção do esôfago. 
• ESPLENECTOMIA – remoção do baço. 
• FISTULECTOMIA – fechamento de uma fístula. 
• GASTRECTOMIA – remoção do estômago. 
• HEMORROIDECTOMIA – remoção de hemorróidas. 
• LOBECTOMIA – remoção do lobo de um órgão (pulmão, fígado). 
• MASTECTOMIA – remoção da mama. 
• MIOMECTOMIA – remoção de mioma (tumor na parede uterina). 
• PANCREATECTOMIA – remoção do pâncreas. 
• RETOSSIGMOIDECTOMIA – remoção do retossigmóide. 
• TIREOIDECTOMIA – remoção da tireóide. 
 
 
- CIRURGIAS DE ABERTURA - 
 
• ATEREOTOMIA – abertura de uma artéria. 
• ARTROTOMIA – abertura de uma articulação. 
• BRONCOTOMIA – abertura do brônquio. 
• CARDIOTOMIA – abertura da cárdia ou do coração. 
• COLEDOCOSTOMIA – abertura do colédoco. 
• DUODENITOMIA – abertura do duodeno. 
• FLEBOTOMIA – abertura de uma veia para cateterismo. 
• LAPAROTOMIA – abertura do abdômen. 
• TORACOTOMIA – abertura do tórax. 
 
 
- CONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE NOVAS “BOCAS” - 
 
• CICTOSTOMIA – abertura da bexiga para colocação de sonda ou dreno. 
• COLOSTOMIA – ato cirúrgico que consiste no abocamento do cólon à pele para 
colocação de sonda de alimentação. 
• ENTEROSTOMIA – ato cirúrgico que consiste no abocamento de uma alça intestinal à 
pele, para alimentar o doente. 
• GASTROSTOMIA – abertura do estômago para colocação de sonda. 
• ILEOSTOMIA – ato cirúrgico que consiste no abocamento do íleo à pele para 
colocação de sonda de alimentação. 
• JEJUNOSTOMIA –ato cirúrgico que consiste no abocamento do jejuno à pele para 
colocação de sonda. 
 
 
- CIRURGIA DE FIXAÇÃO - 
 
• HISTEROPEXIA – suspensão e fixação do útero. 
• ORQUIPEXIA – abaixamento e fixação do testículo na bolsa escrotal. 
 
 
126
 
 
 
- CIRURGIA DE ALTERAÇÃO MORFOFUNCIONAL - 
 
• LAPAROPLASTIA – retirada de tegumentos abdominais excessivos em obesos, após 
emagrecimento. 
• LINFAGIOPLASTIA – operação destinada a reparar ou substituir vasos linfáticos. 
 
 
- CIRURGIA DE SUTURA - 
 
• COLPORRAFIA – sutura da vagina. 
 
 
 
 
 
- EXAMES DE VISUALIZAÇÃO - 
 
• BRONCOSCOPIA – exame sob visão direta dos brônquios. 
• LAPAROSCOPIA – exploração da cavidade abdominal por meio de cateter provido de 
espelho, lâmpada, lente ou bisturi com finalidade diagnóstica ou cirúrgica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
127
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE – UNI-BH 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AMBIENTAIS E DA SAÚDE - 
DIETOTERAPIA I e II 
Elaboração: Vanessa R. Lauar &&&& Ângela Maria Sezini 
Colaboração: Vera Cristina A. M. Etrusco 
 
PARTE 15 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRESSAN, Josefina. Apostila de aula prática de Dietoterapia I. Viçosa: Universidade 
Federal de Viçosa, 1987. Mimeografado. 
 
CINTRA, Isa de Pádua. Apostila do Mini-Curso sobre Obesidade na Infância e Adolescência. 
Universidade Federal de São Paulo, 2005. 
 
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução n. 304, de 26 de fevereiro de 
2003, dispõe sobre critérios para Prescrição Dietética na área de Nutrição Clínica e dá 
outras providências. 
 
CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS. Ato CRN – 4 n. 78 de 09 de junho de 
2005, dispõe sobre o Protocolo Mínimo para Avaliação Nutricional . 
 
 
CUPPARI, Lílian ( Coord.) Guia de Nutrição: nutrição clínica no adulto. São Paulo: Manole, 
2002. ( Série Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar). 
 
Dicionário Digestivo. 
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Acesso em 18/08/2002. 
 
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Janeiro: Editora Axcel Books do Brasil, 2002. 
 
DUARTE, Antônio Cláudio. Semiologia Imunológica Nutricional. Rio de Janeiro: Editora 
Axcel Books do Brasil, 2003. 
 
FERNANDES Filho, José. A prática da Avaliação Física. Rio de Janeiro: Editora Shape, 
1999. 
 
FISBERG, Regina Mara ... (et al). Inquéritos Alimentares: métodos e bases científicos. São 
Paulo: Manole, 2005. 
 
FRANCO, Guilherme. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9 ed. São Paulo: 
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Acesso: dias 13, 14 e 15/07/2005. 
 
ISOSAKI, Mitsue; CARDOSO, Elisabeth. Manual de Dietoterapia & Avaliação Nutricional. 
São Paulo: Editora Atheneu, 2004. 
 
KNOBEL, E. Terapia Intensiva em Cardiologia. São Paulo: Editora Atheneu, 2002. 
 
KNOBEL, Elias; OLIVEIRA D., Roselaine M. Coelho, CAL, Ruy Guilherme Rodrigues. 
Nutrição. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. 
 
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KRAUSE & MAHAN. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo: Rocca, 2005. 
 
LEÃO, Leila Sicupira Carneiro de Souza; GOMES, Maria do Carmo Rebello. Manual de 
Nutrição Clínica: Para Atendimento Ambulatorial do Adulto. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 
 
MAGNONI, Daniel; CUKIER, Celso. Perguntas e Respostas em Nutrição Clínica. São Paulo: 
editora Roca, 2001. 
 
MARTINS, Cristina; PIEROSAN, Simone Regina. Terapia Nutricional Enteral e Parenteral. 
Curitiba – PR: Editora Nutroclínica, 2000. 
 
MARTINS, Cristina; MOREIRA, Silvania de Moura; PIEROSAN, Simone Regina. Interações 
Droga- Nutriente. Curitiba – PR: Editora Nutroclínica, 2003. 
 
MAZZAFERRI, E. L. Endocrinologia. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1988. 
 
MONTEIRO, Jaqueline Pontes. Apostila do Mini-Curso sobre Avaliação Nutricional do 
Paciente Crítico. Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, 2005. Mimeografado 
 
REIS, Nelzir Trindade; COPLE, Claúdia dos Santos. Nutrição Clínica na Hipertensão 
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Chronic Diseases. 2003: Geneva, Switzerland. 
 
SHILS, M. E. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9. ed. São Paulo: 
Editora Manole, 2003. 
 
Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP): Cardiologia. Vol. II. São 
Paulo: Editora Atheneu, 1997 
 
VIEIRA, Ana Beatriz ... (et al). Tabela para Avaliação de Consumo Alimentar em Medidas 
Caseiras. 4 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2000. 
 
VIVIAN H., Heyward; STOLARCZYK, Lisa M. Avaliação da Composição Corporal Aplicada. 
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WAITZBERG, Dan Linetzky. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na prática Clínica. 3. ed. 
São Paulo: Editora Atheneu, 2000.

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