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Unidade 1 Comportamento Organizacional, Liderança e Motivação Aula 1 O Indivíduo e a Organização O indivíduo e a organização O indivíduo e a organização Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Ponto de Partida É com grande satisfação que iniciamos nossa jornada na disciplina de Comportamento Organizacional e Negociação. Este curso tem como propósito desvendar os conceitos fundamentais relacionados à gestão, negociação e comportamento humano no contexto organizacional, com o objetivo de enriquecer seu conhecimento tanto teoricamente, através de princípios e teorias essenciais, quanto de forma prática, capacitando-o para aplicar essas habilidades no dia a dia. Você sabe quais são as implicações de mapear habilidades para o desenvolvimento profissional dos funcionários? Como alinhar o mapeamento de habilidades com a estratégia da empresa? Qual a importância de definir os papéis dos Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms/cf2dd6f3-d9d7-5400-a858-a619492fc72a.pdf colaboradores estrategicamente? Para dar início à nossa exploração, nesta primeira aula, abordaremos o indivíduo e sua interação com a organização. Durante este encontro, você terá a oportunidade de adquirir insights sobre como o comportamento dos indivíduos no ambiente de trabalho influencia seu desempenho e obter uma visão abrangente da complexa relação entre o indivíduo e a organização. Estamos ansiosos para embarcar nessa jornada de aprendizado e crescimento com você. Vamos Começar! Vamos Começar! Fundamentos do comportamento individual Uma das questões mais profundas e reflexivas que tem sido debatida ao longo da história está relacionada à identidade de uma pessoa. Você já se perguntou o que o torna único, além do seu DNA? Desde o nascimento, somos moldados pelas influências sociais próximas, como família e amigos, e, Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO à medida que nossos círculos sociais se expandem, nossa personalidade é influenciada por uma variedade de estímulos externos. No entanto, cada pessoa permanece única devido às suas características intrínsecas, que definem suas atitudes e ações de maneira singular. Filósofos como Platão e Aristóteles, no passado, definiam indivíduos com base em seus pensamentos e crenças profundas. Pensadores modernos, como Freud e Jung, trouxeram uma perspectiva diferente, considerando o indivíduo em termos de sua personalidade, ou seja, como alguém que percebe o mundo e age de acordo com essa percepção. Dessa forma entende-se indivíduo como um sujeito com características, personalidade, habilidades, competências e comportamentos únicos (Cattell, 1975; Lima, 2010). Dentro desse contexto, a habilidade envolve conhecimentos e aptidões cognitivas, emocionais e motoras em relação a um conceito ou área específica. Já a competência engloba a aplicação prática de um conjunto de habilidades para resolver problemas. Aguiar e Ribeiro (2010) explicam que a competência é uma síntese de diversas habilidades voltadas para a resolução de desafios. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Comportamento organizacional A relação entre o indivíduo e a organização é um tema central no campo do Comportamento Organizacional. É um domínio de estudo que investiga como as pessoas se comportam, interagem e se adaptam em ambientes organizacionais. Esta relação se dá, uma vez que as organizações são formadas por indivíduos, cada um trazendo suas próprias habilidades, motivações, valores e personalidades para o ambiente de trabalho. A compreensão desse relacionamento é fundamental para o sucesso organizacional, pois influencia a produtividade, a satisfação no trabalho e o alcance dos objetivos organizacionais. O estudo do indivíduo e da organização examina questões como liderança, motivação, cultura organizacional, tomada de decisões e comunicação, visando criar ambientes de trabalho mais eficazes, saudáveis e produtivos. Você já parou para pensar nas suas atitudes no ambiente de trabalho? Ou nas dos colegas? A atitude pode ser descrita como a maneira como uma pessoa age ou responde a um estímulo, que pode incluir indivíduos, objetos, ideias ou situações. As atitudes possuem três componentes: cognitivo, afetivo e comportamental. Observe a figura a seguir, que contempla Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO esses componentes de acordo com Robbins e Judge (2014): Figura 1 | Componentes cognitivos. Fonte: adaptada de Robbins e Judge (2014). O comportamento de uma pessoa é determinado pela forma como ela reage a estímulos no ambiente, influenciada por suas percepções, valores, estado emocional, personalidade e autoimagem. Por exemplo, a perspectiva de um copo de água como meio cheio ou meio vazio depende da pessoa que o observa. As diferenças individuais resultam em comportamentos únicos, moldados pelas experiências de vida, personalidade e valores de cada indivíduo (Cintra; Dalbem, 2016). Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO O comportamento organizacional investiga como as pessoas interagem com as organizações, influenciando as relações, estilos de liderança e motivação. Essas interações promovem relações positivas e um ambiente de trabalho saudável, contribuindo para uma melhor qualidade de vida no trabalho. Siga em Frente... Siga em Frente... Identidade, sociedade e comportamento Quando falamos de indivíduo, precisamos compreender a personalidade, uma maneira única pela qual uma pessoa pensa, sente, se expressa e age, e essa combinação de elementos resulta em padrões de comportamento distintos, tornando cada indivíduo singular. Esses processos tendem a ser duradouros e desempenham um papel fundamental na determinação das características de comportamento que Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO uma pessoa manifesta ao longo de sua vida (Cintra; Dalbem, 2016). De acordo com a autora, a sociedade desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da personalidade e no estabelecimento de padrões de comportamento, tanto pessoais quanto profissionais. Os estímulos do ambiente social e os papéis sociais que desempenhamos ao longo da vida são influências significativas. Cada grupo social possui suas próprias características, baseadas em valores e normas específicas. Esses estímulos sociais moldam nossa personalidade e, consequentemente, nossa conduta. Por exemplo, uma empresa com unidades no Brasil e no Japão, que têm valores, hábitos, clima e cultura distintos, afetará as características pessoais dos funcionários em cada unidade, tornando-as muito diferentes. Portanto, o contexto social desempenha um papel crucial na formação de nossa identidade e comportamento. Quando se consideram as diferenças individuais, dois conceitos cruciais são as crenças e os comportamentos. De acordo com Beck (Beck; Rush, 1978), pioneiro da terapia cognitivo-comportamental, as crenças de uma pessoa são pensamentos profundamente arraigados que moldam sua perspectiva do mundo e, por conseguinte, influenciam seu Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO comportamento. Dilts (1993) complementa essa ideia, argumentando que o comportamento também exerce influência sobre as crenças mais fundamentais de uma pessoa. Isso revela uma relação de retroalimentação entre crenças e comportamento. Para exemplificar, você já percebeu que existem pessoas que travam ao falar em público? Se eu acreditar que não sou bom em falar em público, essa crença pode me inibir quando tenho que enfrentar uma situação de fala pública. No entanto, quando tomo a iniciativa de superar esse medo e me comporto enfrentando a situação, minha crença sobre minha habilidade de falar em público pode ser modificada automaticamente. Isso demonstraORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃOcomo o comportamento pode influenciar e remodelar nossas crenças. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 2 | Identidade, sociedade e comportamento. Fonte: Freepik. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Mapeando habilidades e competências Chegou o momento de exercitar aquilo que aprendemos no nosso conteúdo. Iniciamos nossos estudos fazendo vários questionamentos sobre o mapeamento das habilidades. Para garantir o sucesso organizacional, é essencial que cada membro compreenda claramente seu papel e responsabilidades, alinhando-os com os objetivos gerais. Uma abordagem eficaz no processo de descrição de cargos é o mapeamento de competências, que auxilia na avaliação de variáveis. Esse mapeamento ocorre em duas etapas: inicialmente, visa-se identificar as funções objetivas, ou seja, os comportamentos e atividades visíveis associados a cada cargo; na segunda etapa, é necessário identificar as habilidades e competências necessárias para que um indivíduo execute as tarefas propostas de forma eficaz. Destaca-se ainda a importância da capacidade de perceber habilidades que não são imediatamente evidentes, como criatividade, comunicação e resolução de conflitos (Babry; Brandão, 2005). É importante destacar que há várias maneiras de especificar funções, mas a abordagem mais simples e eficaz envolve Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO estabelecer metas claras para o cargo e identificar todas as atividades necessárias para alcançar essas metas. Para entender na prática, vamos responder ao questionamento do início do nosso estudo. Já percebeu como em um jogo de futebol são mapeadas as habilidades e competências? Podemos analisar uma equipe esportiva como uma organização, em que cada jogador desempenha um papel individual. A organização tem um objetivo amplo, que é vencer o jogo, enquanto cada indivíduo tem metas específicas para contribuir para esse objetivo geral. Por exemplo, um goleiro tem como objetivo evitar que o adversário marque gols, enquanto os atacantes buscam marcar gols para conquistar a vitória. Ao considerar a função do goleiro, que visa tanto à vitória no jogo quanto a evitar gols dos adversários, uma de suas tarefas é defender os chutes em direção ao gol. Uma das habilidades ou competências essenciais para isso é a capacidade de manter um alto nível de atenção durante a partida. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 3 | Função de goleiro no futebol. Fonte. Freepik. Nesse estudo, exploramos a interconexão entre indivíduos, organizações e sociedade, destacando a importância do mapeamento de competências. Se uma organização é formada por um grupo de pessoas únicas, isso implica que, devido às suas singularidades, cada organização será intrinsecamente diferente das demais no mundo. Nesse sentido é importante adotar uma perspectiva sistêmica ao analisar a organização, reconhecendo que cada indivíduo desempenha um papel fundamental na realização dos objetivos. Para facilitar essa dinâmica institucional, medidas Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO internas, como uma cultura organizacional sólida, políticas que respeitem os direitos trabalhistas, uma abordagem personalizada às características de cada funcionário e metas transparentes e factíveis podem ser implementadas. Saiba mais Saiba mais Ao abordarmos a identidade, sociedade e comportamento em nosso estudo, falamos a respeito da personalidade e de suas características. Como se trata de um assunto muito vasto e interessante para o estudo do comportamento, caso tenha interesse em aprofundar o assunto, pode acessar o primeiro capítulo do livro Teorias da personalidade: da teoria clássica à pesquisa moderna. Já para se aprofundar mais a respeito das habilidades, pode assistir ao TED: Why the best hire might not have the perfect resume (Por que a melhor contratação pode não ter o currículo perfeito). Referências Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://plataforma.bvirtual.com.br/ https://plataforma.bvirtual.com.br/ https://www.ted.com/talks/regina_hartley_why_the_best_hire_might_not_have_the_perfect_resume https://www.ted.com/talks/regina_hartley_why_the_best_hire_might_not_have_the_perfect_resume Referências AGUIAR, A., RIBEIRO, E. Conceito e avaliação de habilidades e competência na educação médica: percepções atuais dos especialistas. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 34, p. 371-378. Rio de Janeiro, 2010. BABRY, H., BRANDÃO, C. Gestão por competências: métodos e técnicas para mapeamento de competências. Rev. do Ser. Púb., n. 56, v 2, p.179-194. Brasília, 2005. BECK, A., RUSH, A. Cognitive therapy of depression and suicide. American journal of psychotherapy, 1978. CATTELL, R. B. Análise científica da personalidade. Tradução de Eugênia M. de Andrade. São Paulo: IBRASA, 1975. CINTRA, J.; DALBEM, E. Comportamento organizacional. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2016 DILTS, R. Crenças: caminho para saúde e o bem-estar. São Paulo: Summus, 1993. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO FONSECA, R., PACHECO, J. Análise funcional do comportamento na avaliação e terapia com crianças. Rev. bras. ter. comport. cogn., v. 12, n. 1-2, p. 1-19, jun. São Paulo, 2010. FRIEDMAN, H. S.; SCHUSTACK, M. W. Teorias da personalidade: da teoria clássica à pesquisa moderna. São Paulo: Pearson, 2004. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 2 fev. 2024. HARTLEY, R. 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Aula 2 Liderança Liderança Liderança Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Ponto de Partida Dando continuidade aos nossos estudos sobre comportamento, liderança e motivação, vamos introduzir o Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms/1406d06b-b10f-5be9-8081-1b2cc4eb7676.pdf conceito de liderança, destacar modelos de gestão específicos e exemplificar a aplicação prática destas abordagens na liderança. A importância desse conteúdo se manifesta na nossa interação constante com grupos, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Imagine-se como líder em uma organização. Agora, considere qual seria o seu ponto de partida e quais ações iniciais você tomaria. Estamos aqui para ajudá-lo a criar um plano de ação eficaz para esse cenário. Compreender a liderança oferece uma visão valiosa sobre a dinâmica de grupos e o papel do líder em ambas as esferas, preparando você para liderar eficazmente e influenciar positivamente esses grupos na busca de objetivos compartilhados. Bons estudos! Vamos Começar! Vamos Começar! Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Liderança: conceito e contexto histórico A liderança é um dos princípios fundamentais que moldam a dinâmica nas organizações e grupos em todo o mundo. A liderançanão se limita apenas a posições de autoridade formal. Um exemplo disso é quando entendemos a diferença entre líder e gestor. Para ser gestor é necessário ter uma posição hierárquica na organização. Ele exerce poder e controle sobre os funcionários devido à sua posição formal. Já para ser líder não é necessário um cargo formal, os líderes conquistam seguidores por meio de sua influência e capacidade de inspirar. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 1 | Liderança. Fonte: Freepik. Algumas características dessas diferenças, de acordo com Lacombe (2012, p. 149), são: O gerente administra; o líder inova. O gerente focaliza em sistemas e estruturas; o líder focaliza-se nas pessoas. O gerente apoia-se no controle; o líder inspira confiança. O gerente pergunta como e quando; o líder pergunta o quê e por quê. O líder se preocupa com a eficácia, o Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO administrador tende a se preocupar mais com a eficiência. No decorrer da história, encontramos notáveis exemplos de liderança, como Nelson Mandela, um defensor incansável de causas humanitárias; Martin Luther King, que liderou a luta pelos direitos civis dos negros e das mulheres; e Steve Jobs, cuja criatividade e liderança impulsionaram o sucesso de sua empresa. Você consegue perceber características comuns a esses líderes? Isso mesmo, a habilidade de inspirar as pessoas a abraçar suas causas como se fossem suas próprias, tornando a busca do objetivo compartilhado uma consequência natural desse compromisso. A liderança diz respeito à habilidade de influenciar pessoas em determinada situação, direcionando-as para uma finalidade comum (Miranda, 2012). Nossa evolução foi impulsionada quando começamos a formar grupos e a atribuir papéis específicos, como caçadores, cuidadores e líderes. Essa divisão de responsabilidades permitiu que prosperássemos, tornando a obtenção de alimentos mais eficiente e fortalecendo nossa Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO proteção contra predadores. Além disso, a formação de grupos proporcionou maior segurança e conhecimento transmitido à geração seguinte, melhorando a educação sobre a vida e o ambiente (Harari, 2020). E no contexto atual, como a presença do líder e a capacidade de organizar um grupo podem impactar no sucesso organizacional? Você já percebeu que algumas equipes de futebol contratam excelentes jogadores, mas não conseguem ter sucesso em suas partidas? Muitas vezes a resposta está na falta de uma liderança eficaz. Siga em Frente... Siga em Frente... Teorias e tipos de liderança O estudo de Kurt Lewin apontou três estilos de liderança: autocrática, liberal e democrática. Na autocrática, o poder Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO está centralizado no líder; na liberal, o líder oferece total liberdade aos colaboradores; e, na democrática, o líder apresenta suas concepções e convida os membros da equipe a se envolverem nas decisões, atuando como guia e fornecendo direcionamento à equipe (Chiavenato, 2014). A Teoria dos Traços foi uma das primeiras teorias a emergir no estudo da liderança. Essa teoria se baseia na crença de que algumas pessoas têm traços inatos em sua personalidade que as tornam naturalmente líderes, devido a qualidades distintivas que as separam daqueles que não possuem as características necessárias para liderar. Chiavenato (2014) afirma que as organizações definem alguns traços de personalidade que consideram importantes para seus líderes. Ele descreve, ainda, a interação entre os traços e as competências do líder de alto desempenho, conforme tabela a seguir: Impulso Motivação para alcançar os objetivos propostos pela organização. Motivação para liderar Utilizar a capacidade de socialização para influenciar as pessoas a segui-lo. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Integridade Transmitir confiança e transformar palavras em ação. Autoconfiança Transmitir autoconfiança para as pessoas para que se sintam confiantes. Inteligência Competência de processar, analisar e transformar a informação em alternativas diversificadas, descobrindo novas oportunidades. Conhecimento do negócio É fundamental conhecer o negócio para que as ideias sugeridas sejam úteis para o crescimento da organização. Inteligência emocional Habilidade de adaptação às mais diversas situações sem perder o foco. Tabela 1 | Competências relacionadas a liderança. Fonte: adaptado de Chiavenato (2014). Nas Teorias Comportamentais, é o comportamento que determina a eficácia do líder e não os traços de personalidade. Por isso, líderes eficazes podem ser desenvolvidos e treinados, uma vez que comportamentos podem ser adquiridos e aprimorados ao longo do tempo. A Teoria de Contingência, de Fiedler, busca combinar o estilo de liderança com a situação mais favorável. Segundo essa Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO teoria, o estilo de liderança é um fator fundamental para o êxito de um líder. Portanto, Fiedler desenvolveu o "questionário do colega menos preferido" (Last Preferred Co- worker – LPC) para avaliar se uma pessoa tem uma inclinação mais voltada para relacionamentos interpessoais ou para a realização de tarefas. Em uma pesquisa conduzida por Warren Bennis e Burt Nanus com noventa líderes, foram identificadas cinco habilidades essenciais: aceitar as pessoas como elas são, não impondo expectativas pessoais sobre elas; abordar relacionamentos e desafios com base no momento presente; tratar as pessoas próximas a você com a mesma atenção e cortesia que dedicaria a estranhos ou conhecidos casuais; confiar nas pessoas, mesmo quando os riscos parecem substanciais; e agir de forma autônoma, sem depender constantemente da aprovação e reconhecimento dos outros (Lacombe, 2012). Poder Indivíduos que ocupam a posição de líder possuem certa influência no sistema, o que permite guiar seus seguidores, moldando suas mentalidades e direcionando suas ações de forma específica. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO De acordo com Zaleznik e Vries (1992), poder se refere ao potencial que uma pessoa possui para influenciar o comportamento de outras. O poder está ligado à capacidade de persuadir as pessoas a agirem de maneira que, sem essa influência, não o fariam naturalmente. Conforme Webber (2009, p. 1), "aqueles que detêm o poder têm o poder de alterar o comportamento e as atitudes das outras pessoas". A figura a seguir apresenta a Teoria dos Cinco Poderes de acordo com French e Haven: Figura 1 | Teoria dos Cinco Poderes Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Em uma outra perspectiva, entende-se que as fontes de poder de um líder podem variar e, nesse contexto, o poder está ligado à capacidade de influenciar como os colaboradores se comportam em relação à organização. Na Tabela a seguir, serão ilustradas as várias origens do poder que podem estar presentes. Poder de posição Poder legítimo – poder formal concedido pela posição ocupada na organização. Poder de recompensa – poder de conceder recompensas, financeiras ou não, a outras pessoas. Poder de coerção – poder que tem origem na autoridade de aplicar punições nos colaboradores. Poder pessoal Poder de perito – poder fundamentado no conhecimento ou habilidade especial a respeito das tarefas desempenhadas pelos colaboradores. Poder referente – o líder desperta nos colaboradores identificação por meio de suas características pessoais, conquistando seu respeito e admiração e influenciando positivamente, fazendo com que os colaboradores queiram segui-lo. Tabela 2 | Fontes de poder. Fonte: adaptada de Daft (2005, p. 374-375). Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Nesse contexto, tanto o poder derivado da posição quanto o poder pessoal desempenham papéis essenciais na liderança. O poder formal associado ao cargo, à capacidade de recompensar ou impor punições, assim como o poder baseado no conhecimento, na habilidade e na capacidade de influenciar pormeio do respeito e da admiração têm grande relevância, cada um contribuindo de maneira única para o contexto da liderança. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Estudante, chegou o momento de exercitar aquilo que aprendemos no nosso conteúdo. Iniciamos nossos estudos fazendo as seguintes perguntas: imagine-se como líder em uma organização. Qual seria o seu ponto de partida e quais ações iniciais você tomaria? Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO O primeiro passo é identificar quais são os objetivos e as metas traçados para a organização, afinal, como diria o gato do filme Alice no País das Maravilhas, “se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho lhe serve” (Alice..., 1951). Conheça bem as competências de cada funcionário e crie objetivos extremamente específicos, mensuráveis, com um cronograma claro e desafiador, porém não impossível; desta forma, o processo de gestão de resultados se torna mais eficiente. Um outro passo importante é se importar verdadeiramente com o indivíduo. Entender as pessoas envolve compreender seus comportamentos e é essencial para cultivar um autêntico envolvimento por meio de uma relação de confiança. O rapport, uma técnica da programação neurolinguística criada por John Grinder e Richard Bandler, busca criar conexões entre indivíduos por meio de semelhanças. A chave para o sucesso em ações é estabelecer uma conexão genuína, compartilhando sentimentos de confiança e diminuindo as diferenças, destacando as semelhanças entre as partes. Essa técnica se baseia na função dos neurônios-espelho, que reconhecem semelhanças em outras pessoas, desencadeando neurotransmissores que geram sensações positivas de confiança e segurança (Ready; Burton, 2019). Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Em um exemplo prático, quando você e um subordinado têm opiniões políticas diferentes, o rapport sugere que as divergências sejam minimizadas, e as semelhanças, realçadas. Uma estratégia eficaz seria mencionar que você tem um ente querido, como sua avó, com a mesma visão política, e compartilhar memórias afetuosas, como os bolinhos de chuva que ela costumava fazer quando você era criança. Nesse processo, você não está concordando com a pessoa ou abandonando suas próprias crenças, mas usando a técnica para encontrar uma conexão e criar um sentimento de pertencimento e segurança no outro. Saiba mais Saiba mais Para aprofundar o conhecimento sobre o papel de um líder e como cada indivíduo funciona, indicamos a palestra Liderança para a transformação, do neurocientista Pedro Calabrez. Dentro de 90 minutos de exposição, ele traz bases científicas do comportamento humano e qual o papel do líder ao compreender estes fenômenos. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://www.youtube.com/watch?v=HrkyluNERTA A segunda seção do livro Liderança Consciente enriquece o conteúdo ao explorar a liderança sob a perspectiva da conquista coletiva e seu significado estratégico no cenário. Os autores introduzem o conceito de "ganha-ganha-ganha" como parte dessa abordagem. Outra sugestão para aprofundar seus conhecimentos sobre liderança é a TED: Como grandes líderes inspiram ação, de Simon Sinek, que explora o conceito do "Círculo Dourado", abordando como líderes inspiradores começam com o "porquê" antes de se concentrarem no "como" e no "o quê". Referências Referências CALABREZ, P. Liderança para a transformação. NeuroVox. Youtube, 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HrkyluNERTA. Acesso em: 2 fev. 2024. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205169/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5D!/4/4/2%4051:1 https://www.ted.com/talks/simon_sinek_how_great_leaders_inspire_action?language=pt-br https://www.youtube.com/watch?v=HrkyluNERTA CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos. São Paulo: Manole, 2014. DAFT, R. L. Administração. Tradução de Robert Brian Taylor. Thomson Pioneira: São Paulo, 2005. FIEDLER, F. (1972): “Personality, Motivational systems and behavior of high and low LPC persons”; Human Relations; Vol. 25; pp. 391-412. FRENCH, J. R. P.; RAVEN, B. The bases of social power. In: CATWRIGHT, D. (Ed.). Studies in social power. Ann Arbor, MI: Institute for Social Research, 1959. HARARI, Y. N. 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Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms/ed795878-abd7-5865-b393-90f0319a8965.pdf Ponto de Partida Nesta aula, vamos explorar o conceito de motivação, que desempenha um papel fundamental em todas as ações que empreendemos. Vamos começar identificando situações que podem ser abordadas através do conceito de motivação: procrastinação, falta de entusiasmo, resultados insatisfatórios, desafios no processo de aprendizado, dificuldade em manter o foco e ausências não justificadas. Todas essas questões são obstáculos comuns em nossas vidas diárias e estão intrinsecamente ligadas à motivação. Qual desses cenários causa maior problemas em sua rotina? A partir deste ponto, apresentaremos abordagens práticas para estimular essa dimensão da motivação. O objetivo desta aula é fornecer uma visão abrangente do conceito de motivação, além de discutir os diferentes modelos de motivação e, o mais importante, oferecer sugestões práticas e eficazes para estimular a motivação e o engajamento, tanto em você como em outras pessoas ao seu redor. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Bons estudos! Vamos Começar! Vamos Começar! Motivação: compreendendo o contexto Vamos começar com uma breve reflexão. Considere as seguintes duas situações: Você está prestes a embarcar em uma viagem que tem esperado e planejado por muito tempo para um país que sempre sonhou em visitar, na companhia de amigos queridos. Para chegar ao aeroporto a tempo, você precisa acordar às 5h da manhã. Após uma consulta médica, você descobre que seus exames revelaram um alto percentual de gordura e níveis elevados de colesterol. O médico recomenda quevocê frequente a academia diariamente para melhorar sua saúde. A única Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO janela de tempo disponível em sua rotina para treinar é de manhã, às 5h, e você vai todos os dias. Agora, reflita sobre em qual das duas atividades acima foi necessária motivação para ser realizada. Se sua resposta for ambas as situações, você está absolutamente correto. Nesse exemplo, as duas atividades exigiram que você acordasse às 5h da manhã. No entanto, os motivos por trás de cada uma são distintos, sendo um deles mais agradável do que o outro. Por isso, a motivação empregada para realizar cada uma delas parece ser diferente. No entanto, ambas as atividades requereram motivação para serem executadas. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 1 | Motivação. Fonte: Freepik. Motivação: conceitos e teorias Se desmembrarmos a palavra "motivação”, encontramos "motivo" e "ação", o que remete ao principal conceito. A motivação está intrinsecamente ligada ao motivo, à força e ao esforço que nos impulsionam a realizar uma ação. Em outras palavras, a motivação surge antes da própria ação, sendo um fator essencial para qualquer comportamento. De acordo com Lobos (1975), qualquer ação, Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO independentemente de sua complexidade, é impulsionada por um motivo e pela força que a torna executável. Robbins e Judge (2014, p. 133) definiram motivação como um processo que representa a intensidade, a direção e a persistência de um indivíduo para alcançar uma meta. Quando abordamos a motivação, muitas vezes nos concentramos na intensidade, que representa o nível de esforço que uma pessoa emprega. No entanto, alta intensidade por si só não garante um desempenho eficaz no trabalho; é preciso considerar também a qualidade do esforço, buscando que ele esteja alinhado com as metas da organização. Além disso, a motivação possui uma dimensão de persistência, que avalia por quanto tempo uma pessoa consegue manter seu esforço. Quando as pessoas estão motivadas, elas demonstram a capacidade de manter uma tarefa até alcançar sua meta (Robbins; Judge, 2014). Outra abordagem, conhecida como Teoria dos Dois Fatores, concebe a motivação como um resultado da combinação entre um motivo pré-existente e a ação propriamente dita. Essa abordagem teórica está diretamente ligada ao contexto do ambiente de trabalho e foi desenvolvida por Herzberg (1968). Ele acreditava que a motivação eficaz no ambiente corporativo envolvia dois pilares: os fatores higiênicos e os Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO fatores motivacionais. Os fatores higiênicos eram considerados elementos externos ao colaborador, como salário, ambiente de trabalho, relações interpessoais, entre outros. Por outro lado, os fatores motivacionais estavam relacionados ao indivíduo, abrangendo aspectos como reconhecimento, senso de pertencimento e bem-estar pessoal. Podemos compreender esse conceito considerando sua origem, que pode ser externa ou interna. A motivação extrínseca geralmente resulta de estímulos externos que geram um impulso interno temporário, geralmente relacionados a recompensa ou punição. Por exemplo, perder peso devido à pressão social. Normalmente essa motivação se esgota após alguns dias, levando-nos de volta ao ponto de partida. Em contraste, a motivação intrínseca é mais duradoura pois reflete motivos internos, como: interesse pessoal, satisfação, paixão ou desejo de autodesenvolvimento. Siga em Frente... Siga em Frente... Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Necessidades e motivação É comum sentirmos menos interesse e dificuldade em executar atividades entediantes, geralmente devido à ausência de recompensa imediata. O cérebro, quando estimulado por tarefas prazerosas que oferecem recompensas imediatas, libera dopamina, um neurotransmissor que induz uma sensação de bem-estar e prazer. Por outro lado, quando enfrentamos situações que não proporcionam prazer, nossa motivação diminui devido à via mesocorticolímbica, conhecida como o sistema de recompensa ou sistema motivacional (Gazzaniga; Heatherton, 2007). Uma outra explicação de fator biológico para motivação é o funcionamento do cérebro, que, apesar de representar apenas cerca de 2% da massa corporal de um ser humano, consome uma significativa parcela de energia, que varia de 20% a 25%. Quando não percebemos recompensas ou valor em uma atividade, nosso cérebro tende a reduzir o nível de atenção e a liberação de neurotransmissores associados ao prazer e à excitação, diminuindo nossa motivação (Velasco; Homi; Silva Jr.; Velasco, 2000). Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Compreendemos que o cérebro desempenha um papel crucial na motivação e na avaliação de atividades recompensadoras. No entanto, surge a questão: o que realmente é considerado recompensador para os seres humanos? A resposta a essa pergunta é abordada pela Teoria da Hierarquia das Necessidades. Essa teoria é fundamentada na hierarquia das necessidades proposta por Maslow (1954), um cientista que se dedicou ao estudo do comportamento humano e sua interação com a sociedade. Ela foi desenvolvida para esclarecer quais são as prioridades fundamentais das pessoas em um contexto geral. A teoria se estrutura em diferentes níveis hierárquicos, e a figura a seguir apresenta esses níveis propostos e contempla ainda um exemplo dessa hierarquia no ambiente organizacional. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 1 | Hierarquia das necessidades. Fonte: Motivação... (c2022, [s. p.]). As necessidades fisiológicas abrangem aspectos como sono, alimentação e hidratação, entre outros. Já as necessidades de segurança se desdobram em segurança física, segurança psicológica e segurança no contexto profissional. Enquanto isso, as necessidades sociais envolvem a busca por afeto, aceitação, amizade, amor e a sensação de pertencimento a um grupo. As necessidades de estima, por sua vez, estão relacionadas ao desejo de ser reconhecido, valorizado, apreciado, obter aprovação social e alcançar prestígio. Por fim, as necessidades de autorrealização estão ligadas à busca pelo pleno desenvolvimento do potencial pessoal, Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO abrangendo aspectos como autoconhecimento e autodesenvolvimento. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Chegou o momento de exercitar aquilo que aprendemos no nosso conteúdo. Iniciamos nossos estudos refletindo sobre: procrastinação, falta de entusiasmo, resultados insatisfatórios, desafios no processo de aprendizado, dificuldade em manter o foco e ausências não justificadas. Todas essas questões são obstáculos comuns em nossas vidas diárias e estão intrinsecamente ligadas à motivação. Qual desses cenários causa maiores problemas em sua rotina? Muitas vezes, encaramos tarefas que nos parecem desmotivantes como um fardo. No entanto, uma maneira eficaz de gerar ânimo para realizar essas atividades é transformar a perspectiva negativa em positiva. Para alcançar essa mudança de mentalidade, podemos associar a tarefa que não nos agrada a algo de grande importância para nós. Como fazer isso? Utilizando a técnica do "chunking Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO up". Essa técnica, originada da programação neurolinguística, envolve fazer a seguinte pergunta diante de uma tarefa: "Qual valor mais profundo poderei alcançar ao realizar essa ação?" (Dilts; Delozier, 2000). Um exemplo simples de aplicação da técnica "chunking up" é o exercício físico. Em vez de encarar o exercício como algo cansativo e entediante, você pode usar a técnica da seguinte maneira: Pergunte a si mesmo: "Ao fazer exercícios, qual valor mais profundo posso alcançar?" Em vez de focar apenas no ato de se exercitar, associe-o a valores mais amplos, como melhorar sua saúde e bem-estar, aumentar sua energia para desfrutar da vida, ou até mesmo fortalecer sua disciplina e determinação. Ao fazer essa conexão, você se motivarápensando nos benefícios mais significativos que o exercício trará para sua qualidade de vida e para seu desenvolvimento pessoal, em vez de vê-lo como uma simples rotina. Essa técnica ajuda a mudar a perspectiva sobre o exercício, tornando-o mais motivador ao associá-lo a valores e Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO benefícios mais profundos. Quando lidamos com equipes, uma estratégia para motivar é o desenvolvimento de metas. As metas bem definidas estimulam o envolvimento, tanto em nível individual quanto coletivo. As metas individuais costumam ser de curto prazo, como a organização de dados de clientes. Ao concluí-las, percebemos recompensas imediatas, e nosso cérebro tende a reconhecer a tarefa como significativa, liberando neurotransmissores que impulsionam nosso comportamento. Outra abordagem eficaz é estabelecer metas coletivas a médio e longo prazo, nas quais cada meta individual tem um impacto direto no resultado geral. Isso não apenas motiva as pessoas a se esforçarem por seu desempenho pessoal, como também as torna coletivamente responsáveis pelos resultados da equipe. O uso de reforços positivos, conforme concebido por Skinner (1957), é uma estratégia eficaz para promover o engajamento da equipe. Trata-se de reforçar imediatamente um comportamento desejável, como elogiar um funcionário pelo seu comprometimento no trabalho ou recompensá-lo por um desempenho excepcional. Essa técnica é altamente eficaz para aumentar a frequência de comportamentos desejáveis, pois os membros da equipe associam essas Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO ações a recompensas, o que motiva a repetição desses comportamentos. Denota-se que quando o indivíduo concentra sua atenção na jornada em si, vivendo plenamente o momento presente, a motivação intrínseca se desenvolve naturalmente. Pesquisas, como as realizadas por Lira e Silva (2015) e Pansera et al. (2016), demonstram que a motivação intrínseca é aquela que proporciona um engajamento mais significativo nas atividades. Portanto, é fundamental priorizar esse tipo de motivação em vez da extrínseca. James Clear, no livro Hábitos atômicos, cita uma frase que resume este pensamento: “Quando você se apaixona pelo processo e não pelo resultado, não precisa esperar para se dar ao luxo de ser feliz” (Clear, 2018, p. 40). É importante compreender que a motivação não se limita à mera vontade de realizar algo, mas também engloba a ação efetivamente realizada. À medida que executamos determinados comportamentos, começamos a criar hábitos, e, desse modo, o processo de motivação se desenvolve. Saiba mais Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Saiba mais O Capítulo 7 do livro Comportamento organizacional traz um olhar muito atual para a motivação em contexto organizacional. O livro de Francisco Alves está disponível na biblioteca virtual. Uma outra indicação para aprofundar seus conhecimentos sobre a perspectiva de que a motivação não envolve apenas a vontade e, sim, a ação, é a TED Talk O poder do hábito, de Charles Duhigg. O autor trata de abordagens práticas para desenvolver hábitos e da importância deles para o seu cotidiano. Já a TED intitulada A mente de um procrastinador, de Tim Urban, é uma palestra para a vida. Além de o autor ter uma habilidade incrível para contar histórias de maneira envolvente e com humor, também nos ajuda a refletir sobre nossas escolhas diárias e sobre como deixamos tantas coisas que não são importantes tirarem o nosso foco daquilo que realmente precisamos fazer. Referências Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/208452/epub/12 https://www.youtube.com/watch?v=OMbsGBlpP30 https://www.ted.com/talks/tim_urban_inside_the_mind_of_a_master_procrastinator?language=pt-br Referências ALVES, F. Comportamento organizacional. [S. l.]: Freitas Bastos, 2023. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/208452/ epub/12. Acesso em: 06 mar. 2024. CLEAR, J. Hábitos atômicos: um método fácil e comprovado de criar bons hábitos e se livrar dos maus. New York: Alta Life, 2018. DILTS, R., DELOZIER, J. Encyclopedia of systemic neuro- linguistic programming and NLP new coding. NLP University Press. Scotts Valley, 2000. DUHIGG, C. O poder do hábito. TEDx Talks. Youtube, 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=OMbsGBlpP30. Acesso em: 2 fev. 2024. GAZZANIGA, M.; HEATHERTON, T. Ciência psicológica: mente, cérebro e comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/208452/epub/12 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/208452/epub/12 https://www.youtube.com/watch?v=OMbsGBlpP30 https://www.youtube.com/watch?v=OMbsGBlpP30 HERZBERG, F. I. One more time: how do you motivate employees? Harvard Business Review, Boston, v. 46, n. 1, p. 53-62, jan./fev. 1968. HOMI, H. M. ; SILVA JR, B. A. ; VELASCO, I. T . Fisiopatologia da Isquemia Cerebral. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 50, n.5, p. 405-414, 2000. LIRA, M.; SILVA, V. Motivação intrínseca vs. motivação extrínseca: a aplicação da escala WPI no contexto do setor público português. Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade. 5. 171- 195. 2015. LOBOS, J. Teorias sobre motivação no trabalho. Rev. Adm. Emp., vol. 15, n. 2, p.17-22. Rio de Janeiro, 1975 MASLOW, A. H. Introdução à psicologia do ser. [S. l.], 1962. MOTIVAÇÃO no trabalho: como identificar baixa motivação e melhorar a sua e da sua empresa. Penser, c2022. Disponível em: https://penser.com.br/motivacao-no-trabalho/. Acesso em: 2 fev. 2024. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://penser.com.br/motivacao-no-trabalho/ PANSERA, S. et al. Motivação intrínseca e extrínseca: diferenças no sexo e na idade. Psicologia escolar e educacional, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 313-320, maio/ago. 2016. ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A. Fundamentos do comportamento organizacional. 12. ed. Pearson Education do Brasil: São Paulo, 2014. SKINNER, B. F. Verbal Behavior. New York: Appleton-Century- Crofts, 1957. URBAN, T. Por dentro da mente de um mestre da procrastinação. TED, 2016. Disponível em: https://www.ted.com/talks/tim_urban_inside_the_mind_of_a_ master_procrastinator?language=pt-br. Acesso em: 2 fev. 2024. Aula 4 Clima Organizacional Cima organizacional Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://www.ted.com/talks/tim_urban_inside_the_mind_of_a_master_procrastinator?language=pt-br https://www.ted.com/talks/tim_urban_inside_the_mind_of_a_master_procrastinator?language=pt-br Cima organizacional Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Ponto de Partida Ponto de Partida Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms/3330f0c3-17a0-5eb7-81bd-88ed0340b7ae.pdf Estamos encerrando esta unidade e esperamos que os conteúdos tratados tenham trazido novos aprendizados e reflexões até aqui. Nesta última aula, iremos abordar o tema do clima organizacional. Compreender, avaliar e promover um clima organizacional positivo é uma parte essencial da gestão de recursos humanos e da liderança nas organizações. Assim como o clima define as roupas que você necessita usar, o clima organizacional influencia os resultados obtidos pelas equipes em uma empresa. Mas como podemos descobrir o que os membros da equipe pensam e esperam da organização? Nesta aula, vamos explorar como conduzir pesquisas e estabelecer ações para aprimorar o clima organizacional e, consequentemente, os resultados. Vamos explorar esses conceitos? Vamos Começar! Vamos Começar! Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Compreendendo o clima organizacional Ao abordar o clima organizacional é importante fazer distinçãoentre clima e cultura, já que muitas pessoas confundem os termos. A cultura diz respeito às regras, normas e valores da organização. Por outro lado, o clima organizacional envolve as percepções e sentimentos compartilhados ao longo de um período específico pelas pessoas que fazem parte da organização ou de um grupo dentro dela. Os principais fatores que podem influenciar o clima de uma organização incluem conflitos, eventos positivos ou negativos que ocorrem no ambiente de trabalho, bem como fatores externos, como questões políticas e econômicas (Cintra; Dalbem, 2016). As oscilações na economia, como recessões ou crises financeiras, podem resultar em demissões, cortes orçamentários e incerteza financeira, afetando negativamente o clima organizacional, trazendo preocupação e insegurança aos colaboradores. Esse é um exemplo de fator externo que influencia no clima organizacional. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Agora suponha que uma empresa esteja passando por um período de mudanças significativas, como uma reestruturação organizacional que afeta várias equipes e departamentos. No entanto, a alta administração decide não comunicar claramente os motivos, os objetivos ou os planos de mudança para os funcionários. Trata-se de um fator interno que pode prejudicar o clima organizacional, já que tem potencial de gerar insegurança e conclusões precipitadas pelos colaboradores. O clima organizacional é caracterizado por “um conjunto de percepções compartilhadas por trabalhadores sobre diferentes aspectos do ambiente organizacional, sendo um dos construtos mais investigados no campo do comportamento organizacional” (Menezes; Gomes, 2010, p. 1). Assim como na geografia, o clima organizacional se desenvolve ao longo de um período específico e é influenciado por diversas variáveis. Ele é, portanto, uma construção temporal que reflete a percepção dos funcionários sobre vários aspectos, como seus relacionamentos com colegas, sua função na empresa, níveis de motivação, senso de pertencimento, segurança no trabalho e outros fatores. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 1 | Clima organizacional. Fonte: Freepik. Consegue perceber como o clima organizacional é um conceito que envolve questões subjetivas? Ele não pode ser facilmente reduzido a uma fórmula simples, uma vez que envolve as percepções individuais de cada pessoa na organização. Assim como as mudanças climáticas acontecem de maneira súbita na geografia, o clima organizacional também pode sofrer variações inesperadas. Você já percebeu como em alguns momentos o ambiente em uma organização pode parecer tenso, carregado? Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO No mundo dos esportes, frequentemente culpam a equipe por um mau desempenho quando os resultados não são alcançados. No entanto, esse problema pode ser apenas um sintoma de um problema maior. Não se pode negar que o clima organizacional tem um impacto significativo tanto no desempenho individual quanto no desempenho coletivo de uma organização. É perceptível a relação entre clima organizacional e motivação. Um ambiente de trabalho agradável motiva os funcionários e afeta positivamente seu desempenho e eficiência. Por outro lado, um ambiente insatisfatório resulta em falta de motivação, queda na produtividade, baixa qualidade de trabalho e aumento do absenteísmo. Portanto, é crucial identificar problemas no clima organizacional e tomar medidas para mantê-lo satisfatório, permitindo que os objetivos da organização sejam alcançados (Cintra; Dalbem, 2016). Siga em Frente... Siga em Frente... Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Bem-estar do colaborador e produtividade da organização Você já se questionou como as políticas e práticas das empresas impactam a qualidade de vida dos funcionários? Qual é o nível de estresse no ambiente de trabalho e como isso afeta a saúde mental dos colaboradores? Perceber a conexão entre o bem-estar do colaborador e seu desempenho na organização pode parecer óbvio, mas, historicamente, no ambiente corporativo, essa relação nem sempre foi reconhecida. Por muito tempo, a interação entre empregador e funcionário era simplificada por uma transação superficial: "Eu pago, você trabalha". Somente no início do século XIX, com Robert Owen, a literatura começou a abordar a conexão entre os aspectos subjetivos do trabalho e os resultados organizacionais, destacando a importância de qualidade de vida e educação para a produtividade dos funcionários. No entanto, a pesquisa sobre clima organizacional só ganhou destaque no início do século XX (Begnami; Zorzo, 2013). Em 1929, o pesquisador Elton Mayo conduziu um estudo na fábrica de Chicago chamado "Experimento de Hawthorne" para entender como os fatores emocionais influenciavam o Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO trabalho das pessoas. Esse estudo revelou que mudanças no ambiente de trabalho afetavam significativamente o comportamento dos colaboradores e, consequentemente, o desempenho da empresa. Desde então, pesquisadores se interessaram por esse tema, mas enfrentaram desafios devido à natureza subjetiva e complexa do clima organizacional. O conceito de clima organizacional, como conhecemos hoje, começou a ser desenvolvido nos anos 90 e continua evoluindo (Menezes; Gomes, 2010). Dado o contexto apresentado, como os gestores podem analisar o clima organizacional? Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 2 | Analisando o clima organizacional. Fonte: Freepik. Uma ferramenta valiosa que avalia o ambiente de trabalho é a pesquisa de clima organizacional. Esse tipo de pesquisa é realizado para entender como os funcionários se sentem em relação à empresa, tomar medidas para melhorar o ambiente de trabalho e o desempenho organizacional, e envolve insights sobre a cultura da organização, o nível de satisfação dos funcionários, a comunicação interna, o trabalho em equipe, a liderança, entre outros aspectos relevantes (Cintra; Dalbem, 2016). Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO A pesquisa de clima organizacional envolve fazer uma série de perguntas aos colaboradores, que podem responder individualmente ou em grupo, seja através de entrevistas ou formulários preenchidos presencialmente ou remotamente. No que diz respeito às perguntas, elas podem ser formuladas de duas maneiras distintas: abertas ou fechadas. No modelo de perguntas abertas, os colaboradores têm total liberdade para expressar suas opiniões sem restrições. Isso permite a obtenção de informações amplas e sem barreiras. No entanto, a tabulação das respostas demanda mais tempo, já que todo o conteúdo fornecido pelos respondentes deve ser registrado e analisado detalhadamente. Já as perguntas fechadas oferecem respostas pré-definidas, como alternativas ou escalas numéricas, para que os colaboradores escolham a que melhor representa suas percepções. Isso permite traduzir informações subjetivas em dados quantitativos. Esse modelo é geralmente aplicado por meio de questionários online em programas ou sites especializados. Uma vantagem significativa desse método é a economia de tempo na aplicação e na análise dos dados, além de poder ser processado por software, como o Excel. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Uma vez que as respostas são compiladas, elas se transformam em um diagnóstico do estado do clima organizacional. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Estudante, ao iniciar os estudos desta aula fizemos o seguinte questionamento: como podemos descobrir o que os membros da equipe pensam e esperam da organização? Após os nossos estudos e reflexões, já temos a resposta: a pesquisa de clima organizacional. Esse tipo de pesquisa lida com aspectos subjetivos, pois está relacionada às interpretações individuais dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho. Pode envolver questões qualitativas ou quantitativas. A pesquisa qualitativa é mais abrangente, com perguntas abertas que permitem que os colaboradoresforneçam informações diversas. A quantitativa transforma as informações obtidas por meio de questionários fechados em dados numéricos. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Após definir o tipo de pesquisa, vamos elencar as variáveis que serão analisadas, conforme a figura a seguir: Figura 3 | Núcleos de pesquisa de clima Destaca-se que a figura menciona apenas alguns grupos, mas você tem a flexibilidade para explorar questões adicionais. Após definir as variáveis que deseja avaliar na pesquisa de clima, sua responsabilidade será criar um conjunto de perguntas que visam coletar informações de maneira imparcial. O foco deve ser capturar dados que reflitam a realidade como ela é, sem distorções baseadas em preferências pessoais. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Após a compilação dos dados, é essencial realizar uma análise das informações coletadas. Lembre-se de que esse tipo de pesquisa deve ser conduzido de forma periódica, idealmente a cada seis meses ou, no máximo, anualmente. A tendência é que, quando ações são implementadas com base nos resultados, o clima organizacional se aprimora. Isso pode resultar em benefícios como redução da rotatividade de pessoal, aumento da produtividade, melhorias nos relacionamentos interpessoais, maior envolvimento e motivação dos colaboradores, culminando em resultados mais expressivos para a empresa. À medida que nos aproximamos do encerramento desta unidade, é crucial enfatizar um ponto importante: toda pesquisa de clima deve ser seguida por ações concretas. Ao questionarmos nossos funcionários sobre como se sentem, naturalmente criamos uma expectativa de mudança. Se a avaliação não for seguida por medidas e práticas que diferem do contexto atual, o objetivo de promover o bem- estar e a produtividade pode se perder, deixando os colaboradores desanimados e desmotivados. Agora você está preparado para criar sua própria pesquisa de clima e assegurar que os resultados se traduzam em um plano de ação concreto com resultados mensuráveis. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Saiba mais Saiba mais Para aprofundar seus conhecimentos sobre clima organizacional, uma sugestão é o artigo: Clima organizacional de uma instituição de saúde: um estudo sobre a percepção social. O objetivo da pesquisa foi a compreensão do clima organizacional a partir da visão de funcionários e ex-funcionários. Na coleta de informações, empregou-se a Escala de Clima Organizacional destinada a profissionais de saúde, juntamente com perguntas relacionadas a dados demográficos. Outra indicação para enriquecer o conteúdo a respeito de bem-estar e clima organizacional é a TED Talk Como o ambiente de trabalho pode mudar sua vida, por Amanda Reis. Qual é a relação entre o ambiente de trabalho e a nossa qualidade de vida? Esta talk abordará os impactos do planejamento dos ambientes organizacionais na felicidade do ser humano. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_diversidade/article/view/8239/0 https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_diversidade/article/view/8239/0 https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_diversidade/article/view/8239/0 https://www.ted.com/talks/amanda_reis_como_o_ambiente_de_trabalho_pode_mudar_sua_vida https://www.ted.com/talks/amanda_reis_como_o_ambiente_de_trabalho_pode_mudar_sua_vida Para concluir nosso estudo, no quarto capítulo do livro Clima organizacional e qualidade de vida no trabalho, da autora Patricia Itala, são apresentados detalhes adicionais sobre o processo de elaboração de uma pesquisa de clima. Referências Referências BEGNAMI, M. L., ZORZO, A. Clima organizacional: Percepções e aplicabilidade. Revista científica FHO, v. 1, n. 2. 2013. CINTRA, J.; DALBEM, E. Comportamento organizacional. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2016. COENTRÃO, R.; OLIVEIRA, D. R. de. Clima organizacional de uma instituição de saúde: um estudo sobre a percepção social. Conhecimento & Diversidade, v. 13, n. 30, 2021. Disponível em: https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_di versidade/article/view/8239/0. Acesso em: 2 fev. 2024. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2383-0/pageid/86 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2383-0/pageid/86 https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_diversidade/article/view/8239/0 https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/conhecimento_diversidade/article/view/8239/0 ITALA, P. Clima organizacional e qualidade de vida no trabalho. Rio de Janeiro: LTC, 2013. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978- 85-216-2383-0/pageid/86. Acesso em: 06 mar. 2024. MENEZES, I. G., GOMES, A. C. Clima organizacional: uma revisão histórica do construto. Psicologia em Revista, v. 16, n. 1, p. 158-179. Belo Horizonte, 2010. REIS, A. Como o ambiente de trabalho pode mudar sua vida. TEDx Talks. Youtube, 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BGJfIERW-5E. Acesso em: 2 fev. 2024. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Videoaula de Encerramento Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2383-0/pageid/86 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2383-0/pageid/86 https://www.youtube.com/watch?v=BGJfIERW-5E Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Ponto de Chegada Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é “conhecer as variáveis sociais, políticas e Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms/45f96a77-ac94-5942-a0d9-ea7c4b1ebdbe.pdf culturais dos indivíduos nas organizações”, é fundamental compreender os principais conceitos e teorias que envolvem o comportamento do indivíduo em âmbito organizacional. Ao explorar as teorias do comportamento organizacional abordadas em cada aula, você estará capacitado a elaborar um mapeamento de clima e cultura organizacional. Sua jornada para cumprir essa competência começa com a construção de uma base sólida de conhecimento teórico. Você vai mergulhar nas teorias relacionadas à cultura organizacional, clima de trabalho, liderança, motivação e poder. Compreender essas teorias é fundamental para o mapeamento do clima organizacional, pois fornece o contexto necessário para analisar e interpretar os resultados. Pensando nisso, reflita conosco sobre as seguintes questões: como você percebe que sua personalidade afeta sua forma de trabalhar em equipe? Consegue identificar um momento em que sua percepção influenciou uma decisão importante? Como você acha que essa percepção poderia ser melhorada? Já parou para refletir sobre como sua identidade cultural ou social influencia a maneira como você se relaciona com seus colegas de trabalho? Por exemplo, você já se viu em uma Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO situação em que teve que lidar com a diversidade cultural no trabalho? Como isso impactou suas interações? Já parou para pensar em quais são suas principais fontes de motivação em sua vida acadêmica e profissional? Como você acha que isso afeta seu desempenho? Que tipo de estratégias pessoais você usa para manter-se motivado quando enfrenta desafios em seu dia a dia? Você já teve a oportunidade de exercer alguma forma de liderança? Como isso afetou sua visão sobre o assunto? Qual é sua percepção sobre a relação entre poder e liderança? Já refletiu sobre como o poder e a liderança impactam em sua vida acadêmica ou em sua experiência de trabalho? Qual é o estilo de liderança que você mais respeita e por quê? Como você acredita que suasatitudes influenciam a maneira como você se relaciona com seus colegas de trabalho, amigos, familiares? Qual é a importância de manter uma atitude positiva no ambiente de estudo ou trabalho, e como você a mantém mesmo diante de desafios? Essas questões destinam-se a incentivá-lo a relacionar os conceitos de comportamento organizacional com suas próprias experiências, analisando como esses Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO conhecimentos podem ser aplicados em sua vida pessoal e profissional. Refletindo sobre essas questões você irá compreender vários aspectos que envolvem as relações nas organizações e como isso faz parte do seu contexto diário. Os fundamentos do comportamento individual demonstram como nossa personalidade, composta por traços persistentes, molda nosso comportamento e influencia nossas interações no ambiente de trabalho. A percepção, por sua vez, revela como a interpretação de informações muda de pessoa para pessoa, o que pode levar a mal- entendidos e conflitos, enfatizando a necessidade de uma comunicação eficaz. Já a motivação refere-se à força interna ou externa que orienta o comportamento das pessoas em direção a objetivos ou metas. Entender como a motivação funciona é essencial para líderes, gestores e colaboradores, pois isso afeta significativamente o desempenho no local de trabalho. Você já percebeu como o poder e a liderança são elementos- chave em qualquer organização. O poder refere-se à capacidade de influenciar os outros, enquanto a liderança está relacionada a como esse poder é exercido. Líderes que adotam uma abordagem autoritária tendem a criar Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO ambientes menos colaborativos, enquanto líderes participativos envolvem os membros da equipe nas decisões, promovendo uma cultura mais inclusiva. Por fim, as atitudes desempenham um papel vital no ambiente de trabalho. Atitudes positivas podem melhorar o clima organizacional e aumentar a produtividade. Ter consciência de como nossas atitudes afetam nossas interações com colegas de trabalho e nossa motivação é essencial para o sucesso no mundo profissional. Chegamos ao final dessa unidade e, como você pode perceber, o estudo do Comportamento Organizacional nos equipa com uma compreensão mais profunda desses conceitos, capacitando-nos a aplicá-los em nossa vida acadêmica e profissional, tornando-nos colaboradores mais eficazes e conscientes do ambiente de trabalho em constante evolução. É Hora de Praticar! É Hora de Praticar! Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO A Tathos é uma empresa de tecnologia em rápido crescimento que enfrenta desafios em seu departamento de TI. A liderança do departamento é composta por Daniel, um gerente de TI experiente, e sua equipe de desenvolvedores e engenheiros de sistemas. Nas últimas semanas, a produtividade e o moral da equipe diminuíram consideravelmente. Há rumores de alta rotatividade de funcionários e insatisfação geral no departamento de TI. Daniel, o gerente de TI, tem uma abordagem autoritária, o que tem levado a uma falta de confiança e comunicação eficaz. A equipe se sente desvalorizada e pouco ouvida. Os membros da equipe estão desmotivados, sentindo-se sobrecarregados com a carga de trabalho e metas inatingíveis. Muitos estão perdendo o interesse no trabalho e Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO a equipe está sofrendo com um clima organizacional negativo, em que o medo de cometer erros inibe a criatividade e a colaboração. Diante do caso apresentado, como você acha que Daniel pode lidar com a situação? Reflita Seguem algumas questões e elementos norteadores para que você possa assimilar os conteúdos abordados: 1. Como você percebe o clima organizacional em sua equipe ou local de trabalho? O clima organizacional pode ser positivo ou negativo. Em um clima organizacional predominantemente positivo, os membros da equipe se apoiam mutuamente, há abertura para compartilhar ideias e opiniões, e as relações interpessoais são cordiais. Isso se deve, em grande parte, à comunicação aberta promovida pelo líder e ao incentivo à colaboração. 2. Qual é o impacto do clima organizacional na produtividade e na satisfação dos colaboradores? O clima organizacional tem um impacto direto na produtividade e na satisfação dos colaboradores. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Quando o clima é positivo, as pessoas se sentem mais motivadas, engajadas e satisfeitas em seu trabalho, o que se traduz em um aumento na produtividade. Um clima negativo, por outro lado, pode levar a desmotivação, conflitos e, consequentemente, à queda na produtividade. 3. Quais ações você acredita que podem ser tomadas para melhorar o clima organizacional em sua equipe? A promoção da comunicação eficaz, a implementação de programas de reconhecimento e incentivo e o investimento no desenvolvimento das equipes são ações importantes para melhorar o clima organizacional. Além disso, a criação de um ambiente onde as opiniões de todos são valorizadas e o feedback construtivo é encorajado pode contribuir significativamente para um clima mais positivo. Resolução do Estudo de Caso A primeira etapa é abordar a liderança. Daniel deve passar por treinamento de desenvolvimento de liderança para aprimorar suas habilidades de comunicação e liderança transformadora. Ele precisa se tornar um líder mais acessível, ouvindo ativamente os membros da equipe e valorizando suas contribuições. Para aumentar a motivação Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO da equipe, a empresa pode implementar um sistema de reconhecimento e recompensas com base no desempenho. Além disso, a equipe deve ser envolvida na definição de metas realistas e na criação de um plano de trabalho que lhes permita alcançar essas metas. Para melhorar o clima organizacional, a empresa pode realizar sessões de team building, promovendo a cooperação e o relacionamento entre os membros da equipe. Também pode criar um ambiente onde a inovação seja incentivada e os erros sejam vistos como oportunidades de aprendizado. Com a implementação das soluções propostas, a Tathos espera ver uma melhoria significativa no departamento de TI, e espera-se que a liderança de Daniel se torne mais eficaz, aumentando a confiança e a satisfação da equipe. Com isso, a motivação dos membros da equipe deve aumentar, resultando em maior produtividade e engajamento. Além disso, o clima organizacional deve se tornar mais positivo, com uma cultura de colaboração e inovação. O sucesso deste caso dependerá da disposição da liderança em promover mudanças e da capacidade de implementar as soluções de forma eficaz. Assimile Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos Referências AGUIAR, A.; RIBEIRO, E. Conceito e avaliação de habilidades e competência na educação médica: percepções atuais dos especialistas. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 34, p. 371-378. Rio de Janeiro, 2010. BABRY, H., BRANDÃO, C. Gestão por competências: métodos e técnicas para mapeamento de competências. Rev. do Ser. Púb., n. 56, v 2, p.179-194. Brasília, 2005. Disciplina COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E NEGOCIAÇÃO BECK, A., RUSH, A. Cognitive therapy of depression and suicide. American journal of psychotherapy, 1978. CATTELL, R. B. Análise científica da personalidade. Trad. Eugênia M. de Andrade. São Paulo: IBRASA, 1975. CINTRA, J.; DALBEM, E. Comportamento organizacional. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2016 DILTS, R. Crenças: caminho para saúde e o bem-estar. São Paulo: Summus, 1993. LIMA, F. P. O indivíduo e a organização: a relação entre valores, personalidade e tipos de cultura organizacional. 2010. Dissertação (Mestrado em Administração de Empresas). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2010. ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A. Fundamentos do comportamento organizacional. 12. ed. Pearson Education do Brasil: São Paulo, 2014. Disciplina COMPORTAMENTO