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ÍNDICES DE AVALIAÇÃO DO ESTADO PERIODONTAL Epidemiologia das doenças periodontais • Fornecer dados sobre prevalência (frequência de ocorrência e gravidade) • Esclarecer etiologia e fatores determinantes de desenvolvimento (fatores de risco e causais) • Documentação sobre efetividade de medidas preventivas e terapêuticas, em nível populacional Anamnese nos pacientes periodontais • Necessidades do paciente • Situação socioeconômica • Condição médica geral Questionário de saúde: Queixa principal e expectativas História familiar e social História dentária Hábitos de higiene oral História de pacientes tabagistas História médica e medicamentos em uso Paciente encaminhado? / Paciente independente? Expectativas quanto ao resultado Necessidade do paciente – Avaliação da doença – Projeção de resultados Histórico familiar: • Ambiente social • Prioridades na vida • Cuidado dentário • Periodontite agressiva → familiar História dentária: • Cuidados anteriores • Sinais e sintomas percebidos pelo paciente Hábitos de escovação: • Escovação? (instrumentos, técnicas, etc) • Agentes químicos e fluoretos História de medicamentos: • Riscos cardiovasculares • Distúrbios sangüíneos • Riscos de infecções • Reações alérgicas • Interações e efeitos • Contactar médico Exame dos pacientes periodontais: • Avaliação clínica da inflamação periodontal • Profundidades de sondagem • Níveis de inserção clínicos • Avaliação radiográfica Sinais e sintomas das doenças periodontais: Alterações: • cor • textura • vermelhidão e exsudato • tendência de sangramento à sondagem • mobilidade dentária • migração → perda do dente • Infiltrado inflamatório 12mm de largura do tec. conjuntivo → perda de colágeno • Perda de tecido conjuntivo de inserção → migração apical do EJ. Plano de tratamento efetivo: Localização + Topografia + Extensão das lesões Sangramento à sondagem: • Tecido gengival inflamado → Sangramento à sondagem • Infiltrado inflamatório • Ausência de sangramento → indicador de estabilidade periodontal • 0,25N → evitar sangramento à sondagem (Lang et al., 1991) • Profundidade da bolsa → extensão apical da lesã • POSITIVO → INFLAMAÇÃO!! • Valor principal em % Exemplo: 104 sítios sangrantes em 116 sítios sondados 104 ÷ 116 = 0,89 → 89% • Importância do registro Ligamento periodontal e cemento radicular: Para avaliar perda e identificar a extensão apical da lesão: 1) Profundidade da bolsa à sondagem; 2) Nível de inserção à sondagem; 3) Envolvimento de furca; 4) Mobilidade dentária. Avaliação da profundidade da bolsa: • “Distância em mm da margem gengival ao fundo do sulco/bolsa gengival” • Sonda graduada • Ponta de 0,4 a 0,5mm Ø • Marcar na ficha em preto ou vermelho Pseudobolsas: tumefação da gengiva livre, sem migração apical do epitélio dentogengiva Recessões gengivais: Perda de inserção evidente sem aumento na profundidade da bolsa Avaliação do nível de inserção à sondagem: • “Distância em mm da JCE até o fundo da bolsa/sulco gengival” Erros inerentes da sondagem periodontal: Obs: Extremidade da sonda deve atingir porção apical do epitélio dentogengival 1.Espessura da sonda 2.Mau posicionamento da sonda (anatomia) 3.escala de graduação da sonda 4.pressão ao instrumento 5.grau de infiltração de células nos tec. moles + perda de colágeno Obs: • Pode diferir de 2:1 entre o mesmo profissional, em exames diferentes • Subestimação ou superestimação da profundidade de sondagem • SONDAGEM → Estimativa do grau de envolvimento da doença • Importância de relacionar PS com outros parâmetros (sangramento, osso alveolar) Avaliação do envolvimento de furca: • Dentes multi-radiculares • Sonda de Nabers → 3/3mm • Envolvimento de furca: - Grau I: ≤ 3mm em 1 ou 2 sítios - Grau II: > 3mm em 1 sítio - Grau III: > 3mm em 2 ou mais sítios (comunicação) Avaliação da mobilidade dentária: • Perda contínua dos tecidos de suporte e/ou Alargamento do ligamento periodontal • Trauma oclusal • Lesões periapicais • Pós-Cirurgia periodontal O osso alveolar: • Radiografias → Altura e configuração do osso interproximal • Sobreposição de imagens • RX + Ficha Periodontal > Defeito horizontal? Defeito Vertical? • Técnica de paralelismo Diagnóstico de doença periodontal Diagnóstico Critérios gerais Critérios adicionais Gengivite Sangramento à sondagem Não há perda de inserção Sondagem ≤ 3mm Pseudobolsas Periodontite Superficial (Leve a moderada) Sondagem ≤ 5mm Perda óssea angular e/ou horizontal Sangramento à sondagem Periodontite Profunda (Avançada) Sondagem ≥ 6mm Perda óssea angular e/ou horizontal Sangramento à sondagem Periodontite inter-radicular Sondagem horizontal ≤ 3mm, Furca superficial Sondagem horizontal ≥ 3mm, Furca profunda Sangramento à sondagem Índices Gengival Placa Retenção 0: Ausência total de sinais de inflamação 1: Ligeira alteração na cor e textura, sem sangramento à sondagem 2: Inflamação visível e tendência a sangramento da margem gengival 3:Inflamação patente, com tendência a sangramento espontâneo 0: Superfície totalmente livre de placa. Nenhuma placa adere à ponta da sonda 1: Placa não visível a olho nu. Placa evidente na ponta da sonda 2:Área gengival coberta com uma camada fina a moderada de placa. Visível a olho nu 3:Denso acúmulo de placa. A área interdental está cheia de resíduos moles 0: Ausência de cáries, cálculo, imperfeições na margem de restaurações 1: Cavidade supragengival, cálculo ou imperfeições na margem de restaurações 2: Cavidade subgengival, cálculo ou imperfeições na margem de restaurações 3: Cavidade larga, abundância de cálculo ou desadaptação marginal grosseira em restaurações supra e/ou subgengivais Placa Sagramento Sulcular Gengival Sangramento Papilar 0: Ausência de sangramento e ausência de placa visível 1: Sangramento da margem gengival e placa visível • Contagem dicotômica • Presença ou ausência de inflamação ou placa 0: ausência de sangramento 1: sangramento surge em até 15 segundos após sondagem • Tendência a substituir gradativamente o Índice Gengival em estudos epidemiológico • Também dicotômico •Sondagem sulco distal, depois mesial • Após 20-30 seg. avaliar a intensidade do sangramento • Soma dos graus ÷ papilas examinadas Periodontal Periodontal Achados gengivais Russel, 1956 → Informações sobre a perda do tecido periodontal de sustentação Utilizado para cada dente isoladamente 0 :Periodonto saudável 1 : Gengivite em somente parte da circunferência 2 : Gengivite em toda a circunferência 6 :Formação de bolsa 8 :Perda de função por mobilidade excessiva • RAMFJORD, 1959 → Avaliar a doença destrutiva. Mede a perda de inserção ao invés da bolsa. Escores de 0-6 0-3: Saúde periodontal ou Gengivite 4-6: níveis de perda de inserção G0: ausência de inflamação G1: inflamação leve a moderada, sem envolver todo o dente G2: inflamação leve a moderada, envolvendo todo o dente G3: Gengivite severa (vermelhidão, tendência a sangramento e ulceração) Cálculo Bolsas Atrição oclusal e incisal C0: ausência de cálculo C1: cálculo supragengival, a não menos que 1mm abaixo da margem gengival C2: Quantidade moderada de cálculo supra e subgengival, ou somente subgengival C3: Abundância de cálculo supra e sub gengival Se a margem gengival está no esmalte: Medir da margem à JCE Medir da margem gengival ao fundo da bolsa Se a margem gengival está no cemento: Medir da JCE à margem gengival (usar valor negativo) Medir da JCE ao fundo da bolsa A0: Ausência de atrição A1: Atrição do esmalte, somente A2: Atrição extende do esmalte à dentina, mas o padrão é mantido A3: Atrição extrema, padrão já invertido e oclusais reta Mobilidade Contato Proximal Placa (com evidenciação) M0:mobilidade fisiológica M1: mobilidade levemente aumentada M2: mobilidade consideravelmente aumentada, sem perda de função M3: mobilidade extrema, perda de função D0: contato normal (não-aberto) D1: abertura de menos de 1mm D2: abertura entre 1 e 3mm D3: abertura maior que 3mm Mede-se a face que possui maior abertura Ausência do adjacente → não mede P0: Ausência de placa P1: Presença de placa em algumas superfícies gengivais e interproximais P2: Presença de placa em todas as superfícies proximais e gengivais, cobrindo até 50% da coroa clínica P3: Placa em todas as superfícies proximais e gengivais, cobrindo mais de 50% da coroa clinica Estudos contemporâneos: • Profundidade de bolsa à sondagem: margem gengival até onde a sonda encontra resistência • Nível de inserção à sondagem ou Nível de inserção clínica: JCE até onde a sonda encontra resistência • Número de sítios: 2 a 6 • Todos os dentes presentes (boca inteira) ou seleção representativa (exame parcial da boca) Dois componentes (bivariável) 1. Extensão: proporção de dentes que apresentem sinais de periodontite destrutiva 2. Severidade: descrevendo a quantidade de perda de inserção nos sítios doentes • Avalia o efeito cumulativo da DP, e não a presença em si Avaliação radiográfica da perda do osso alveolar: (Avaliam os efeitos da doença, e não a presença dela) 1. Presença de lâmina dura intacta; 2. Extensão do espaço do ligamento periodontal; 3. Morfologia da crista óssea; 4. Distância entre o JCE e ligamento peridontal normal. Resultados • Média dos escores de perda óssea por indivíduo; • Número de superfícies que que exibem perda óssea além do limiar 13mm (depende do estudo). Avaliação da necessidade de tratamento periodontal: TN 0: gengiva sadia; TN 1: necessidade de melhora na higiene bucal (Código 1); TN 2: necessidade de raspagem, remoção de fatores retentores e melhora na higiene bucal (códigos 2+3); TN 3: Tratamento complexo (código 4).