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SE AS MÁQUINAS FALASSEM rev01

Resumo do livro Se as máquinas falassem (Celso de Azevedo). Analisa custos e riscos da manutenção industrial: "A Bomba Relógio" do uso excessivo, falta de dados para justificar intervenções, "loving care", planejamento, periodicidade e confiabilidade por modelagem.

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SE AS MÁQUINAS FALASSEM
Celso de Azevedo
RESUMO
O livro Se as máquinas falassem de Celso de Azevedo aborda um assunto extremamente relevante a Sociedade Atual. Com o advento da globalização, a concorrência desenfreada, a oscilação da economia, a indústria vem reduzindo continuamente seus custos para manter-se competitiva. E, entra ano e sai ano, os desafios com os custos na manutenção industrial se tornaram relevante no orçamento da empresa. 
De forma dinâmica e didática e sob o olhar das máquinas e não do ser humano, o autor coloca questões atuais e importantes que devem ser considerados no momento de analisar os custos com a manutenção.
No primeiro capitulo o livro descreve com o termo “A Bomba Relógio” os problemas constatados com o uso das máquinas e equipamentos além de sua capacidade produtiva, sem considerar o desgaste a médio e longo prazo, os cortes de custos com a manutenção, a não realização de modificações exigidas.
Outro grande problema descrito é a falta de comprovação, com dados e números, os benefícios que as modificações ou a implantação de manutenções periódicas podem ocasionar numa planta industrial, visto que geralmente o Gerente de Manutenção solicita com base em seu “feeling, insight”, muitas vezes não consegue quantificar em papel os riscos e/ou prováveis falhas que podem ocorrer num futuro próximo. 
Para a corporação as mudanças sem a demonstração e quantificação do solicitado geram custos desnecessários que podem ser postergados. Não conseguem ter a visão que com a implantação de novas técnicas e/ou ferramentas, de inicio existirá um custo, mas que em médio prazo a empresa se beneficiara. Necessitam ter uma visão econômica e financeira dos riscos. E finaliza o capitulo relatando sua vida profissional e como a Confiabilidade através de modelagens matemáticas pode influenciar no conhecimento da vida útil das maquinas equipamentos quando operam em determinadas situações.
Outro assunto abordado é o “loving care”, que segundo o autor é o apego do profissional de manutenção das máquinas da planta industrial. As pessoas encarregadas pela manutenção preventiva com muita frequência, no momento da manutenção de determinada parte da máquina/equipamento por achismo ou mesmo por zelo, acabam realizando manutenções ou trocas de peças desnecessárias. Tudo pelo excesso de zelo. Mas esse comportamento não é exclusivo desse profissional, visto que a gerencia não pode se eximir de sua parcela de culpa por contribuir e não interferir neste tipo de atitude. É necessário quebrar esse ciclo o mais rápido possível, é um comportamento encarece o setor de manutenção. Deve agir próativemente.
Em sequência o autor traça uma abordagem sobre como é realizada o planejamento das manutenções preventivas, exemplifica um caso onde se planeja a construção de uma nova máquina, mais moderna e eficiente, mas de maior porte e com um numero maior de peças, pelo projeto tal máquina irá demandar mais horas de manutenção do que as máquinas existentes na planta, o que para direção não justificaria o valor dispendido para construção, sem vislumbrar sua produtividade, confiabilidade. Esse tipo de pensamento, disseminado tanto pelo profissional do projeto como pela equipe de manutenção tende colocar a Manutenção como algo que exige um alto investimento, um custo sempre elevado. O plano de manutenção deve se basear nas funções exercidas pela máquina e não pelo seu número de peças, para evitar manutenções e desmonte excessivo das máquinas. 
Uma critica quanto ao profissional da Engenharia de Manutenção, onde sua função muita das vezes é se preocupar com troca das peças, não consegue delegar funções aos seus subordinados/equipe, esquece do seu papel de gestor, que é gerir a planta e cuidar que seus colaboradores pudessem assumir maiores responsabilidades. Deve o engenheiro gerir os custos e riscos e não se tornar um risco.
O terceiro capitula trata sobre a periodicidade das manutenções preventivas, o quão prejudicial é para a empresa essa visão de corte excessivo de investimento com a manutenção. Retrata que com o passar do tempo a tendência das empresas é prolongar os períodos entre uma manutenção e outra. Demonstra graficamente os custos desse modelo adotado pela maioria das empresas, fica evidente que quanto menor o custo de manutenção maior é o risco que a empresa esta suscetível à quebra, paradas e falhas. 
Mas é devido entender a máquina e sua real necessidade de manutenção, qual periodicidade é mais adequada, fazer uma analise simultânea de custos e riscos. Cita que é “necessário rearranjar as tarefas preventivas de manutenção com vista a uma economia real”.
Tais medidas adequam a empresa e a gestão a um nível de profissionalização onde se conseguem produzir argumentos objetivos, conseguindo colocar no papel/planilhas os dados e expor de forma clara para a direção da empresa visando demonstrar a necessidade d ou não e manutenção e sua real periodicidade.
Ao que se refere Gestão de Estoques o autor retrata o quão complexo é a gestão de estoques de peças sobressalentes. Apresenta formas mais atuais de gerir os estoques – a slow moving spaces: – itens de baixa rotatividade, a exemplo de peças sobressalentes e de segurança, pois sua falta prejudicaria a produção com paradas; - fast moving stocks: - itens consumíveis, de maior rotatividade como ruelas e parafusos.
O custo por manter estoque vai mais além de ter a peça disponível, os custos envolvem os colaboradores, taxas, impostos, manutenção, entre outros, é um alto custo a ser mantido. 
Um grande desafio do Gestor de Manutenção é diminuir esses custos com estoques de peças para reposição sem que com isto prejudique a produtividade ou que coloque em risco a disponibilidade da máquina e/ou indisponibilidade de peças.
Para o autor a complexidade da Gestão de Estoque de peças sobressalentes se revela na com a dificuldade em dimensionar a demanda, o tempo de aprovisionamento de peças, demanda versus recursos financeiros, monitoramento de estoques e o fator humano (comprar mais que o necessário). 
Com isso propõe uma nova abordagem na Gestão de Estoques através do IET – Impacto Econômico Total, que nada mais é que a soma dos diversos custos envolvidos somados ao impacto econômico ligado a indisponibilidade da peça (lucro cessante), assim consegue-se ter um ponto entre o custo de ter a peça em estoque versus risco de não tê-la.
Retrata em exemplos e gráficos formas em que se se movimenta a curva de risco para reduzir custos com melhorias na confiabilidade e/ou reduzir estoques quando a demanda pelo produto for menor e uma possível diminuição no prazo de aprovisionamento da peça, desde que acordado com o fornecedor. Sendo válido também mexer na curva de custos para reduzir riscos com investimento em estoques.
Quando se refere a planejamento de manutenção preventiva, relata os erros quando são considerados apenas os históricos de falhas para o planejamento, sem considerar fatores como a individualidade de cada máquina, a idade das máquinas, demanda de produção, entre outros. Não se deve basear em maquinas mais e menos degradadas receberem o mesmo tratamento. 
Propõe uma nova metodologia para o planejamento da Produção chamado de gestão de incerteza – que se baseia na tendência de ocorrerem falhas no futuro, e se traduz em maior rapidez e precisão ao analisar falhas e permite calcular o tempo médio entre falhas (MTBF). Deve-se olhar para frente, projetar a tendência futura e ser proativo, assim se ganha tempo, pois não existe a necessidade de coletar falhas por anos para ter uma compreensão da máquina para futuras manutenções, e, se baseia em tendência de acontecimento futuro e não no passado. 
A base da ferramenta se dá com pesquisa a técnicos sobre a tendência da maquina apresentar falhas no futuro, considerando graus mais otimista, neutro e pessimista, cria-se uma base para a elaboração da ferramenta e se obtêm a curva de Impacto Econômico Total (IET) e determina o melhor ponto.
Com esses três contrapontos elaboram-se três curvas de IET ondese delimita o ponto ótimo entre a os pontos otimista e pessimista Esse intervalo é o que deve ser considerado para tomada de decisões quanto à periodicidade das manutenções, o resto é base pra decisões ruins onde lavará a custos ou riscos elevados. Essa mesma curva serve para o período médio entre falhas (MTBF). 
A Gestão de Incertezas tende a dar melhores resultados nas empresas que a adotam, trabalhos com maior agilidade, pro atividade e tomada de decisões em conformidade com planta industrial. 
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