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DIREITO DO TRABALHO FÉRIAS Profª. Thaiana Araújo Macapá-AP 2018 FÉRIAS 1. Condições Gerais: Previsão Legal: Artigo 129 e seguintes da CLT. O Período de férias é uma modalidade de interrupção do contrato de trabalho, vez que cessa, temporariamente, a obrigação de fazer do empregado (trabalho), permanecendo, contudo, a obrigação de dar do empregador (pagar salário). Outra característica das férias é o fato de sua remuneração ser paga antes do repouso e ser acrescida de 1/3, contradizendo a ordem normal das obrigações trabalhistas (OJ 386 SDI-1, TST). 2 FÉRIAS 1. Condições Gerais – Cont.: ATENÇÃO: Existem três períodos de descanso que excepcionalmente, se não forem concedidos, não vão gerar hora extra e sim o seu pagamento em dobro: a) Férias, b) Descanso Semanal Remunerado, c) Feriados. FÉRIAS 2. Período de Férias: Existem dois períodos importantes referente as férias: período aquisitivo de férias (art. 130 da CLT) e o período concessivo de férias (art. 136, da CLT); Regra Geral: 30 dias corridos (art. 134, CLT); EXCEÇÃO: Art. 134, § 1°, CLT. Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um. FÉRIAS 3. Desconto nas Férias do Empregado: As faltas injustificadas ao serviço refletem na duração das férias (art. 131 da CLT). O Direito do Trabalho estabelece uma relação direta entre assiduidade e aquisição de férias, ou seja, a assiduidade vai influenciar na duração das férias (Princípio da Proporcionalidade). O art. 130 da CLT estabelece a duração máxima das férias em 30 dias, e a mínima em 12 dias, dentro do desconto das faltas injustificadas. FÉRIAS 3. Desconto nas Férias do Empregado – Cont.: Art. 131 - Não será considerada falta ao serviço, para os efeitos do artigo anterior, a ausência do empregado: I - nos casos referidos no art. 473; II - durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto não criminoso, observados os requisitos para percepção do salário-maternidade custeado pela Previdência Social; Il - durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto; III - por motivo de acidente do trabalho ou de incapacidade que propicie concessão de auxílio-doença pela Previdência Social, excetuada a hipótese do inciso IV do art. 133; III - por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo INSS; IV - justificada pela empresa, entendendo-se como tal a que não tiver determinado o desconto do correspondente salário; V - durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva, quando for impronunciado ou absolvido; e VI - nos dias em que não tenha havido serviço, salvo na hipótese do inciso III do art. 133. FÉRIAS 3. Desconto nas Férias do Empregado – Cont.: O art. 130 da CLT: Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias na seguinte proporção: Tabela Progressiva de Faltas Até 5 faltas __________Goza os 30 dias integrais de férias. Entre 6 e 14 faltas ______________ Goza 24 dias de férias. Entre 15 e 23 faltas _____________ Goza 18 dias de férias. Entre 24 e 32 faltas _____________ Goza 12 dias de férias. Mais de 32 faltas _______________ Perde o direito a férias. Obs.: Não há possibilidade de compensação de faltas no período de férias, não podendo o empregador descontar, do período de férias as faltas do empregado ao serviço (art. 130, § 1º, CLT). . FÉRIAS 4. Perda do Direito de Férias (art. 133, CLT): Art. 133 - Não terá direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo: I - deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída; II - permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de 30 (trinta) dias; III - deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30 (trinta) dias, em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa; IV - tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, embora descontínuos. ( FÉRIAS 4. Perda do Direito de Férias – Cont.: Art. 133, § 1º, CLT. A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Art. 133, § 2º, CLT. Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o empregado, após o implemento de qualquer das condições previstas neste artigo, retornar ao serviço. FÉRIAS 5. Remuneração nas Férias: Remuneração normal acrescida de 1/3; A diferença é que a remuneração além de ser pré-paga, vem acrescida do “terço constitucional”, inclusive nas férias coletivas (art. 7º, XVII, CF e S. 328, TST): “gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal”. FÉRIAS 5. Remuneração nas Férias - Cont: OJ-SDI1-386 FÉRIAS. GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. PAGAMENTO FORA DO PRAZO. DOBRA DEVIDA. ARTS. 137 E 145 DA CLT. É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal. Para o TST, o pagamento intempestivo da remuneração de férias atrai o direito de o empregado recebê-la em dobro (Súmula 450, TST). FÉRIAS 6. Comunicação das Férias: O empregador é quem, dentro do período concessivo “ordena” o dia em que o empregado sairá de férias, fixando a época que melhor atenda às conveniências da produção (art. 136, caput, da CLT); Exigência da CLT: Aviso prévio, por escrito, com antecedência mínima de pelo menos 30 dias (art. 135, caput, da CLT) e apresentação da CTPS para que nela seja anotada a respectiva concessão, salvo as microempresas e empresas de pequeno porte (art. 51, II, LC 123/2006); EXCEÇÃO: Os estudantes menores de 18 anos (requisitos cumulativos); e, também, os membro de uma mesma família que trabalhem na mesma empresa (art. 136, § § 1º e 2º, CLT). FÉRIAS 7. Férias concedidas após o período concessivo: O empregado deverá receber o pagamento das férias em dobro mais 1/3 sobre o dobro; Além disso, o empregado ainda terá o direito de gozar os 30 dias das férias não concedidas. Art. 137, da CLT. Sempre que as férias forem concedidas após o prazo de que trata o art. 134, o empregador pagara em dobro a respectiva remuneração. Em caso de parte do período de férias ser concedido dentro do prazo e parte fora do prazo, serão devidos em dobro apenas os dias que foram cencedidos fora do prazo (Súmula 81, TST). FÉRIAS 8. “Venda” das Férias - ABONO: Art. 143 da CLT: “É facultado ao empregado converter 1/3 (10 dias – período máximo) de suas férias em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes”; Existe a obrigatoriedade de o empregador comprar as férias do empregado se este quiser vender; Exigência da CLT: Prévio aviso do empregado ao empregador – antecedência mínima de 15 dias (art. 143, § 1º, da CLT); O abono pecuniário não tem natureza salarial, desde que não exceda vinte dias de salário (art. 144, CLT); FÉRIAS 8. “Venda” das Férias - ABONO: O pagamento da remuneração das férias e, se for o caso, o do abono referido no art. 143, serão efetuados até dois dias antes do inicio do respectivo período, sob pena de o empregador ter que pagar em dobro a respectiva remuneração (art. 145, da CLT, OJ 386, TST e art. 137, CLT). FÉRIAS 9. Questões Importantes: O empregado pode ajuizar reclamaçãotrabalhista pedindo que o juiz fixe, por sentença, a época do gozo das férias, quando vencido o prazo de concessão (art. 137, §1°, CLT); A sentença cominará pena diária de 5% do salário mínimo da região, devida ao empregado até que seja cumprida (art. 137, §2°, CLT); Cópia da decisão judicial transitada em julgado será remetida ao órgão local do Ministério do Trabalho para fins de aplicação da multa de caráter administrativo (art. 137, §3°, CLT). FÉRIAS 10. Férias Coletivas: A CLT prevê a possibilidade de concessão de férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores desta (art. 139, caput, da CLT); As férias coletivas também podem ser gozadas em 2 períodos anuais, desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias corridos (art. 139, § 1º, da CLT; OJ 386, TST e art. 137, CLT, por analogia); Em caso de férias coletivas, a conversão em abono pecuniário deverá ser objeto de acordo ou convenção coletiva, independente de requerimento individual (art. 143, § 2º, da CLT). FÉRIAS 10.Férias Coletivas – Exigências: Na adoção das férias coletivas, a empresa deverá comunicar à DRT e aos Sindicatos das categorias profissionais, com a antecedência mínima de 15 dias, as datas de início e fim das férias, especificando quais os estabelecimentos ou setores abrangidos pela medida (art. 139, § 2º, da CLT); Também deverá ser providenciando a afixação de avisos nos locais de trabalho (art. 139, § 3º, da CLT); Em se tratando de microempresa e empresa de pequeno porte, estas ficam desobrigadas de comunicar ao TEM a concessão das férias coletivas (art. 51, V, LC 123/2006). FÉRIAS 10.Férias Coletivas – Exigências – Cont.: Os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão férias proporcionais, iniciando-se, então, novo período aquisitivo - trata-se de um caso especial de gozo sem conclusão do período aquisitivo (art. 140, CLT). As anotações nas CTPS devem ser feitas na forma do art. 135, §1º, da CLT, podendo, entretanto, a empresa que tiver contemplado mais de 300 empregados com férias coletivas, proceder ao registro mediante carimbo (art. 141, caput, CLT). Não fica, entretanto, a empresa livre do fornecimento do recibo de férias, previsto no art. 145, parágrafo único, devendo fornecer a cada empregado uma cópia visada do referido recibo (art. 141, § 2º, da CLT). FÉRIAS 11.Efeito das Férias na Rescisão do Contrato de Trabalho: Na cessação do contrato de trabalho, qualquer que seja a sua causa, será devida ao empregado a remuneração simples ou em dobro, conforme o caso, correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido (art. 146, CLT). O empregado não recebe férias proporcionais quando for demitido por justa causa (Súmula 171 TST e arts. 146, § único e 147, da CLT). FÉRIAS 11.Prescrição das Férias: Art. 149, da CLT: A prescrição do direito de reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contada do término do período concessivo (art. 134, da CLT), ou se for o caso, do termino do contrato de trabalho. DIREITO DO TRABALHIO FÉRIAS Profª. Thaiana Araújo FIM Macapá-AP 2018