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Medicina FTC – 2020.2 Catarina Viterbo ARTRITE REUMATÓDE Reumatologia – Prof. Emanuela– 19/08/2020 Introdução • Artrite inflamatória mais comum • Afeta 0,5%-0,1% população • Modelo para estudo de todas as doenças inflamatórias e imuno-mediadas • Sinóvia como alvo primário • Doença articular x sistêmica: Importante diferenciar. Porque a AR é uma doença sistêmica e pode acometer outros órgãos. Etiologia e Patogênese Existem vários fatores que podem desencadear a doença como a sensibilização de proteínas e com isso fazer a apresentação de antígenos, ativar as células T e B, produzir auto anticorpos e fazer toda a cascata. Produção de antígenos na sinovia, depois produção de autoanticorpos, produção de citocinas, ativação de osteoclasto e de complemento. Genética Concordância em gêmeos monozigóticos é de 12-15%: isso quer dizer que se um gêmeo tem, se ele for monozigótico, pode ser que o irmão também possa ter. MHC Classe II – 40% da influência genética Epítopos de susceptibilidade: DRB*0401; DRB*0404 e DRB*0101 Influência Ambiental • Tabagismo – Aumento das proteínas citrulinadas • Exposição a outros agentes, como a sílica • Álcool – Efeito protetor? Isso é bastante controverso. Agentes Infecciosos Na etiologia, podemos ter os agentes infecciosos. Que são esses da tabela. Gênero e idade Mulheres: Homens 2:1 até 3:1 → Como na maioria das doenças reumatológicas, as mulheres são mais acometidas do que os homens. Incidência aumenta com idade (40-60 anos) Estrógenos: importante porque eles têm receptores nos sinoviócitos e com isso levam a toda a atividade inflamatória. → Receptores de estrógeno em sinoviócitos fibroblastos like • Principalmente o estrógeno exógeno, por isso a gente não indica reposição hormonal nesse paciente. Nuliparidde: fator de risco Gravidez: efeito protetor. Durante a gravidez a pessoa fica bem sem atividade de doença. Autoimunidade Fator Reumatoide • 1940 – Waler e Rose • Autoanticorpo (IgM) contra Fc de IgG • Positivo em 75% dos pacientes com AR, outros 25% tem a famosa artrite reumatoide soro negativa. É o paciente que tem artrite pela clínica e exames de imagem, porém não tem os autoanticorpos. • Pacientes inicialmente soronegativos podem se tornar soropositivos (primeiro ano) • Maior severidade da doença, complicações e risco cardiovascular. Autoimunidade Além do FR, temos o anti-CCP. Antigenos citrulinados: profilagrina, filagrina e a vimentina Presente no soro de 80-90% dos pacientes com AR Especificidade 90%: menos sensível que o FR mas é mas específico. Achados de proteínas citrulinadas na sinóvia inflamada Produção intra-articular desse auto-anticorpo. A sinóvia Na imagem temos uma articulação onde temos o osso, a articulação, os ligamentos, cartilagem, o líquido sinovial, membrana sinovial. A AR nada mais é que uma sinovite, uma inflamação da sinovia, com a destruição da cartilagem que cobre o osso e por isso você inflama, por tem a artrite, e como perde a cartilagem, esse atrito osso com osso, pode até gerar uma anquilose ou artrose da articulação. “PANNUS” – Formação do Pannus A lesão patognomônicas da AR e Sinovite. O líquido sinovial inflamado, com células inflamatória, angiogênese importante, enzimas que degradam a cartilagem e as erosões (porque tem ativação de osteoclasto em com isso reabsorção óssea) justaposição à sinovia formação o pannus. Pannus é definido como um tecido conjuntivo de origem inflamatória granular com vascularização. Aspectos Clínicos Início insidioso – mais comum (55-65%) Sintomas inespecíficos: astenia, edema das mãos, dor difusa, febre baixa e perda ponderal. Acometimento articular – Assimétrico incialmente → Simétrico Rigidez matinal (mais específico quando persiste > 30-45 minutos), mas o ideal é que seja maior que uma hora. Por conta do edema articular, acaba usando pouco a articulação e gerando uma Atrofia muscular com impacto nas atividades. Início agudo (8-15%) • Mais sintomas sistêmicos • Padrão menos simétrico Envolvimento articular • Metacarpofalangeanas, interfalangeanas próximas, metatarso falangeanas, punhos • A interfalangeanas distais são poupadas na AR e são mais acometidas na artrite psoriásica e na osteoartrite Sinovite de início recente → até 30-40% dos pacientes podem apresentar remissão espontânea Fatores associadas ao desenvolvimento de AR mais grave: Maior número de articulações envolvidas, duração da rigidez matinal, presença de autoanticorpos. Curso da doença e suas complicações Manifestações Articulares Principais articulações acometidas. Notem que as interfalangeanas distais são poupadas assim como, as metatarsofalangeanas distais. Mãos e Punhos • Edema das IFP’s “dedo em fuso” → Inflamação importante de metacarpo interfalangeana proximal e a distal poupada • Fraqueza do músculo extensor carpo (ulnar) leva a uma rotação radial do carpo e desvio ulnar dos dedos. “Deformidade em Zig-Zag” • Deformidade em “Pescoço de cisne” – hiperextensão das IFP com flexão das IFD. • Deformidade em “boutonienère” ou boteira o Flexão da IFP com hiperextensão IFD → Contrário do pescoço de cisne Artrite mutilante→ Tem uma reabsorção das falanges. Conhecido como dedo em telescópio Mão e Punhos • Tenossinovite de Quervain’s → Muito comum na gravidez. • Primeiro compartimento extensor do punho • Dor puntiforme junto ao processo estiolide do rádio, que piora com a movimentação do punho ou do primeiro quirodáctilo. Manifestações Articulares Cotovelos • 20-65% - perda de extensão total: Você tenta fazer mais do que isso, mas não vai. Ombros • Articulação gleno-umeral, terço distal da clavícula da clavícula, manguito rotador • Subluxação gleno-umeral Articulação temporomandibular • 55% dos pacientes – sintomas • 78% achados radiológicos (erosões e cistos no côndilo mandibular) Articulação crico-artenoide • Abdução e adução das cordas vocais • Rouquidão em até 30% dos pacientes • Estridor, microaspirações Coluna cervical • Instabilidade atlanto-axial: distância atlanto-dental anterior maior que 3mm (medida entre o arco anterior do atlas e o processo odontóide) • Instabilidade subaxial Quadril • Mais acometimento na forma juvenil → Pouco acometido na fase adulta • Dor lateral quando você palpa o paciente sente e pode ser por uma bursite trocantérica ou uma tendinopatia do glúteo, porque os glúteos se inserem aqui. • Migração axial da cabeça fêmur Joelho • Pode ser uma artrite que se transformou em artrose, diminuição de espaço, como mostrado na foto • Atrofia do quadríceps • Perda da extensão total assim como no cotovelo. • Cisto de Baker: é visto em fossa poplítea em região posterior, então o paciente sente muita dor quando ele rompe ou ele disseca. Tornozelos • Acometimento moderado • Deformidades na pronação e Eversão do pé • Tendão de Aquiles – nódulos reumatoides porque eles ficam mais na região extensora Pés • Hálux valgo e dedos em martelo • Dedos em martelos • Proeminências dos metatarsos → foto com fundo preto • “Andar sobre pedras” → foto fundo verde • Achatamento do arco do pé → foto preto e branco Manifestações Extra-Articulares Nódulos reumatoides: que pode ser confundido até mesmo com a gota. Porque a topografia é a mesma. Quando você vê uma lesão enorme, você pensa logo em tofo, mas se o paciente tiver AR é nódulo reumatoide. • Ocorrem em 15-20% dos pacientes com AR • Associados a FR+ e doença mais severa • Superfícies extensora, áreas de pressão • Cordas vocais, esclera, miocárdio, pulmões, SNC (leptomeninges), corpo vertebral. Ósseas: osteopenia e osteoporose (multifatorial) • Sítio mais comum de fratura: tíbia • “Geodes” – cisto subcondrais, vistos no RX. Musculares• “Miosite nodular” (acúmulo de linfócitos e células plasmáticas + degeneração e fibras musculares) • Miosite com pouca relevância clínica e é incomum Pele → São manifestações que podem ter em outras doenças, por isso o que importa é o conjunto. • Purpura senil (atrofia da epiderme, uso de CE) • Eritema palma comum x Raynaud que é incomum na AR • Vasculite – infartos leito unguel • Púrpura palpável • Pioderma gangreno • Livedo reticular → Parece uma rede Vasculares Vasculites são esses pontinhos pretos na foto dos dedos. Risco aumento em: • Homens, doenço de longa data • Altos títulos de FR, hipocompletenemia • Doença erosiva: que é mais grave tem mais exposição a vasculite. • Crioglobulina circulantes: nós não temos técnica para usar a crioglobulina. Está muito relacionada com a hepatite C a crioglobulinemia, que é uma vasculite. Então, você vê os títulos de FR elevados com complemento baixo, isso fala a favor de crioglobulinemia. • Manifestações extra articulares (nódulos): mais grave e podem ter também vasculite. Olhos • Sindrome seca que é a Sjögren, que o paciente tem olhos e boca seca e precida de avaliação importante, junto com o oftalmo, fazer teste de Schirmer, avaliar as glândulas salivares com a cintilografia de glândulas salivares para ver se realmente tem a S. de Sjögren • Esclerite e episclerite • Escleromalácea Hematológica Anemia norma/norma- doença crônica • Obs: Hb< 10 incomum! Trombocitose (relação com atividade de doença) Síndrome de Felty – é uma AR com neutropenia, esplenomegalia, associação extra-articulares, úlceras de pele, aumento de risco de infecções. Renal • Raro quando tem é por conta dessas causas abaixo: o Amiloidose AA, nefropatia (sais de outro, peicilaminas), glomerulite necrotizante Pulmão • Pleurite 20% (inicio de artrite) • Pneumonite intersticial e fibrose pulmonar: uma pneumonia usual é o padrão mais comum. o Obs: MTX e Leflunomida → Podem em alguns casos ser responsável por essa fibrose pulmonar. • Doença nodular • Síndrome Caplan (nódulo reumatoide + pneumoconiose) • Bronquiolite obliterante – incomum, + comum na dermatomiosite • Hipertensão pulmonar (leve em até 30%) → no Lúpus e na esclerodermia ocorre de maneira mais severa. Cardiovascular • Aterosclerose • Pericardite: presente em 50% autópsia; 31% dos pacientes tem derrame visto no Eco. Pericardite constritiva e tamponamentos raros • Miocardite: granulomatosa (nódulos), ou intersticial (infiltrado mononuclear) → ICC • Válvulas: mitral, aórtica (nódulos granulomatosos) • Aortite granulomatosa • Distúrbios de condução Diagnóstico História clínica e exame físico + laboratório + exames de imagem + exclusão de outros diagnósticos → mais importante Critério de classificação – pesquisa clínica. CRITÉRIOS ACR Diagnóstico Aspectos RX Quando pegar um RX como diferenciar uma osteoartrite de AR? A OA tem muito mais presença de esclerose tem a presença de osteócitos. Já AR você percebe erosão, osteopenia justarticular. Tem diminuição do espaço nas duas doenças. A erosão é comum mesmo na AR. Tratamento Farmacológico AINES • Úteis para diminuir o processo inflamatório e a dor (inicio da doença) • Curso limitado • Não há superioridade de fármaco • Atenção: hipersensibilidade prévio, HAS, Insuficiência cardíaca, insuficiência renal, doença gastrointestinal, insuficiência Corticoesteróides • Prednisona ou prednisolona em doses baixas (≤ 15 mg/dia) • Objetivo – suspensão • Doença ativa em poucas articulações: corticoide intra-articular • Obs: mesma articulação deve ser infiltrada mais de 3-4 vezes ao ano • Órgãos nobres (pulmão, rim cérebro e coração): Predinisona 1mg/kg/dia • Articulação: 15-20 mg/dia (no máximo) → Sempre pela manhã DMARD (Disease- Modifying Antirheumatic Drugs) ou DMCD (Drogas modificadoras do curso da doença) As mais utilizadas são metotrexato, hidroxicloroquina e Leflunomida. Sal de ouro não usa mais. Se o paciente tiver falha com os sintéticos, entra com o imunobiológico. Como funciona? 1. Você prescreve a predinisona (15mg) para o paciente, coloca metotrexato (12,5mg) 1x/semana. 2. O paciente volta ainda com muita artrite → Aumenta o metrotrexato (17,5) e entra coma leflunomida. 3. Pede os exames para biológico → Rastreio para TB e hepatite → PPD e sorologias para Hepatite + HIV a. PPD reator → Imunoprofilaxia → Tratamento para TB latente → Isoniazida 300mg por 9 meses → Porém com um 1 mês de medicação já pode iniciar o imunobiológico. b. Pede para o paciente atualizar o cartão vacinal 4. Os imunobiológicos são os “MABS” → O tocilizumab é o que está tratando lesão pulmonar do COVID porque o COVID faz uma “tempestade imunológica” com IL-6. Imunossupressores • Formas mais severas de AR (evitar toxicidade) • Controle das manifestações extra articulares (ex: vasculite, envolvimento pulmonar) 1. Azatioprina 2. Ciclosporina 3. Ciclofosfamida Tratamento – Biológico Avaliar início precoce em: doença com combinações de sinais de pior prognóstico Pacientes que persistam com atividade da doença, apesar dos tratamento com pelo menos dois esquemas de DMCD Uso associado de uma DMCD, preferencialmente MTX. Podemos ter a monoterapia que é sem MTX. São utilizados abatacept e tocilizumabe Prognóstico Grande impacto funcional. 33% dos pacientes se agastam do trabalho em 5 anos Mortalidade 2;1-5:1, comparada com pessoas do mesmo sexo e idade Maior tempo de observação para definir o beneficio da abordagem “ treat to target” sobre a mortalidade Aumento do risco para neoplasias (linfoma e leucemia) – independente de uso de imunossupressores Causas de óbito • Cardiovascular 42% (2x maior que a pop. Geral) • Infecção (pneumonia) -9% (5x maior que a pop. Geral) CASOS CLÍNICOS ASS, 34 ANOS, FEMININO, COM HISTÓRIA DE DORES ARTICULARES A CERCA DE 6 MESES, PRINCIPALMENTE EM MÃOS E PUNHOS. REFERE SENSAÇÃO DE “ESTAR ENFERRUJADA AO ACORDAR, SENTE-SE MELHOR APENAS APÓS 10H DA MANHÔ AO EXAME FÍSICO: EDEMA EM PUNHOS 2/3 MCF DIREITA, 2 MCF ESQUERDA. AM: NEGA HAS, DM E OUTRAS COMORBIDADES AF: MÃE COM “REUMATISMO” Nesses círculos em azul são as artrites simétricas. Exames Laboratoriais Eritrograma: Hb 11,8; Ht: 36,4 Leucograma: leucócitos 3500, seg 42%; linf 46%; eos 1%; mon 10% Plaquetas: 262 mil VHS: 42 PCR: 3.15 TGO 26, TGP 21; GLC:91; TG 107; CT: 160; HDL: 51; CR 0,66; UR: 24 Comentários: Nos exames temos elevações de provas inflamatórias, uma discreta plaquetose. Além desses exames laboratoriais, quais mais poderiam ser solicitados? Os exames que poderiam ser solicitados seriam FR e anti-CCP que estão elevados. FAN – não reagente FR látex – 127 Anti-CCP – 105 Qual o diagnóstico? Artrite reumatoide soropositiva TRATAMENTO • Corticoide oral – predinisona – 15 mg/ manhã no café • Associar DMARD – MXT – 2,5 mg ---- 5 comp/sem + ac. Fólico no dia seguinte. • Retomar 45 dias para reavaliação CASO 2 LMF, 55 ANOS, MASCULINO, COM HISTÓRIA DE FEBRE, RASH CUTÂNEO E DORES ARTICULARES HÁ CERCA DE 1 MÊS. AS DORES ARTICULARES SÃO PRINCIPALMENTE EM MÃOS, PUNHOS, JOELHOS E TORNOZELOS. REFERE SENSAÇÃO DE “ESTAR ENFERRUJADA AO ACORDAR, SENTE-SE MELHOR APENAS APÓS AS 9H HORAS DA MANHà AO EXAME: EDEMA EM PUNHOS; 1 E 2 IFP, 2 MCF DIREITAS; 2 MCF E 1 IFP ESQUEDA; TORNOZELOS AM: NEGA HAS, DM E OUTRAS COMORBIDADES AF: DM- MÃE/HAS -PAI EXAMES LABORATORIAIS Eritrograma: HB12, 8; HT 36,4 LEUCOGRAMA: LEUCOCITOS 3500; seg 42%; linf 46%; eos 1%; mon 10% Plaquetas: 350 mil VHS; 71 PCR 3,15 TGO 130, TGP 97; GLC 91; TG 107; CT 160; HDL 51; CR 0,66; UR 24 EXAMES MAIS ESPECÍFICOS FAN – Não reagente FR Látex – Não reagente Sorologia Chikungunya IgM + IgG negativo Qual o possível diagnóstico Atropatia pós Chikunguya TRATAMENTO→ Praticamente igual a da AR e depois vai reavaliando. CASO 3 EMS 23 ANOS, FEMININO COM HISTÓRIA DE DORES ARTICULARES A CERCA DE UM ANO, PRICIPALMENTE EM MÃOS E PUNHOS, REFERE ESTAR COM INFECÇÕES RECORRENTES, SENSAÇÃO DE AUMENTO DE VOLUME ABDOMINAL. - AO EXAME FÍSICO: SOA: EDEMA EM PUNHOS, 2/3 MCF DIREITA ABD: BAÇO PALPÁVEL AM: NEGA HAS, DM E OUTRAS COMORBIDADES AF: IRMÃO COM “REUMATISMO” Qual o possível diagnóstico? Síndrome de Felty EXAMES LABORATORIAIS Eritrograma: HB 10,8; HT 32,4 Leucograma: leucócitos 1700; seg 42%; linf 46%; eos 1%; mon 10% Plaquetas; 120 mil VSH: 52 TGO 27, TGP 30, GLC 91; TG 107; CT 160; HDL 51; CR 0,66; UR 24 Comentários: tem anemia, leucopenia, plaquetopenia, VHS alterado. EXAMES MAIS ESPECÍFCOS FAN – Não reagente FR Látex – 87 Sorologia Chikungunya IgM - IgG negativo Anti-CCP – não EXAMES DE IMAGEM RX das mãos – Osteopenia justarticular USG mãos com doppler: sinovite em 2/3 MCF direita USG abdômen total: esplenomegalia PRINCIPAL DIAGNÓSTICO → Síndrome de Felty