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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA ............................................... 3 
1.1 Áreas de aplicação da Microbiologia ......................................... 6 
2 A CÉLULA: UNIDADE FUNDAMENTAL DA VIDA QUE SE LIGAM 
AO DNA............................................................................................................ 8 
2.1 Citoplasma .............................................................................. 10 
3 BACTÉRIAS: MORFOLOGIA E ESTRUTURAS ............................ 13 
3.1 Morfologia ................................................................................ 13 
3.2 Parede celular ......................................................................... 15 
4 FUNGOS ........................................................................................ 19 
4.1 Características gerais dos fungos ........................................... 21 
4.2 Leveduras ................................................................................ 22 
4.3 Características das leveduras ................................................. 23 
5 VÍRUS ............................................................................................ 24 
5.1 Estrutura vírica ........................................................................ 24 
5.2 Características dos vírus ......................................................... 25 
5.3 Classificação morfológica ........................................................ 25 
5.4 Replicação vírica ..................................................................... 26 
5.5 Vírus de DNA .......................................................................... 27 
5.6 Vírus de RNA .......................................................................... 27 
6 ALGAS ........................................................................................... 28 
7 PROTOZOÁRIOS .......................................................................... 32 
8 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELAIONADA A BACTÉRIAS ......... 35 
8.1 Tuberculose ............................................................................. 35 
8.2 Hanseníase ............................................................................. 38 
8.3 Leptospitose ............................................................................ 41 
 
 
 
9 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELACIONADA AOS FUNGOS ....... 43 
9.1 Candidíase .............................................................................. 43 
10 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELAIONADA AALGAS ............... 46 
11 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELACIONADA A 
PROTOZOARIOS.. ..........................................................................................48 
11.1 Toxoplasmose ...................................................................... 48 
12 BIBLIOGRAFIA ........................................................................... 52 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA 
A ciência da Microbiologia [do grego: mikros (“pequeno”), bios (“vida”) e 
logos (“ciência”) é o estudo dos organismos microscópicos e de suas 
atividades. Preocupa-se com a forma, a estrutura, a reprodução, a fisiologia, o 
metabolismo e a identificação dos seres microscópicos. Inclui o estudo da sua 
distribuição natural, suas relações recíprocas e com outros seres vivos, seus 
efeitos benéficos e prejudiciais sobre os homens e as alterações físicas e 
químicas que provocam em seu meio ambiente. 
. 
 
Fonte: biomedicinanet.blogspot.com.br 
Em sua maior parte, a Microbiologia trata com organismos microscópicos 
unicelulares. Nas assim chamadas formas superiores de vida, os organismos 
são compostos de muitas células, que constituem tecidos altamente 
especializados e órgãos destinados a exercer funções específicas. Nos 
indivíduos unicelulares, todos os processos vitais são realizados numa única 
célula. Independentemente da complexidade de um organismo, a célula é, na 
realidade, a unidade básica da vida. 
Todas as células vivas são basicamente semelhantes. Conforme já foi 
visto, elas compõem-se de protoplasma (do grego: a primeira substância 
formada), um complexo orgânico coloidal constituído principalmente de 
proteínas, lipídeos e ácidos nucleicos; o conjunto é circundado por membranas 
 
 
 
limitantes ou parede celular, e todos contêm um núcleo ou uma substância 
nuclear equivalente. 
 
 
Fonte: www.megacurioso.com.br 
Todos os sistemas biológicos têm as seguintes características comuns: 
 habilidade de reprodução; 
 capacidade de ingestão ou assimilação de substâncias 
alimentares, metabolizando-as para suas necessidades de 
energia e de crescimento; 
 habilidade de excreção de produtos de escória; 
 capacidade de reagir a alterações do meio ambiente (algumas 
vezes chamada de "irritabilidade"), 
 suscetibilidade à mutação. 
Os princípios da Biologia podem ser demonstrados através do estudo da 
Microbiologia, pois os microrganismos têm muitas características que os 
tornam instrumentos ideais para a pesquisa dos fenômenos biológicos. Os 
microrganismos fornecem sistemas específicos para a investigação das 
reações fisiológicas, genéticas e bioquímicas, que são a base da vida. 
Eles podem crescer, de maneira conveniente, em tubos de ensaio ou 
frascos, exigindo, assim, menos espaço e cuidados de manutenção do que as 
plantas superiores e os animais. Além disso, crescem rapidamente e se 
reproduzem num ritmo muito alto; algumas espécies bacterianas demonstram 
 
 
 
quase 100 gerações num período de 24 horas. Os processos metabólicos dos 
microrganismos seguem os padrões que ocorrem nos vegetais superiores e 
nos animais. As leveduras, por exemplo, utilizam a glicose, basicamente do 
mesmo modo que as células dos tecidos de mamíferos, revelando que o 
mesmo sistema enzimático está presente nestes organismos tão diversos. 
 
 
Fonte: www.todamateria.com.br 
Em Microbiologia pode-se estudar os organismos em grande detalhe e 
observar seus processos vitais durante o crescimento, a reprodução, o 
envelhecimento e a morte. Modificando-se a composição do meio ambiente, é 
possível alterar as atividades metabólicas, regular o crescimento e, até alterar 
alguns detalhes do padrão genético, tudo sem causar a destruição do 
microrganismo. 
O estudo dos microrganismos reveste-se de aspetos de crucial 
importância uma vez que interferem na nossa vida como seres humanos, e 
também, de uma forma mais global, no funcionamento de toda a vida no 
planeta. Neste sentido, evidenciar o papel dos microrganismos é essencial para 
que as crianças, logo nos primeiros anos de escolaridade, compreendam a sua 
importância, tanto nos sistemas biológicos como o seu uso crescente nas novas 
tecnologias, mais especificamente na biotecnologia. Nesta perspectiva, o uso 
dos microrganismos, ou seus produtos, na medicina (ex.: fármacos), na 
produção de alimentos, na proteção ambiental e em tantos outros processos e 
 
 
 
aplicações de biotecnologia reforçam a necessidade das crianças estarem bem 
informadas acerca destes seres vivos (Byrne e Sharp, 2006). 
Os principais grupos de microrganismos são os protozoários, fungos, 
algas e bactérias. Os vírus, apesar de não serem considerados vivos, têm 
algumas características de células vivas e por isso são estudados como 
microrganismos. Este texto irá abordar temas sobre bactérias, fungos e vírus. 
1.1 Áreas de aplicação da Microbiologia 
Existem numerosos aspectos no estudo da Microbiologia, que são 
divididos em duas áreas principais: a microbiologia básica e a microbiologia 
aplicada. 
A microbiologia básica estuda a natureza fundamental e as propriedades 
dos microrganismos. Preocupa-se com assuntos relacionadosaos seguintes 
temas: 
 Características morfológicas (forma e tamanho das células, 
composição química, etc.); 
 Características fisiológicas (necessidades nutricionais 
específicas e condições necessárias ao crescimento e 
reprodução); 
 Atividades bioquímicas (modo de obtenção de energia pelos 
microrganismos); 
 Características genéticas (hereditariedade e variabilidade das 
características); 
 Características ecológicas (ocorrência natural dos 
microrganismos no ambiente e sua relação com outros 
organismos); 
 Potencial de patogenicidade dos microrganismos e 
 Classificação (relação taxonômica entre os grupos do mundo 
microbiano). 
 
 
 
 
Fonte: sarasilvaeqf.blogspot.com.br 
Na microbiologia aplicada estuda-se como os microrganismos podem 
ser usados ou controlados para várias finalidades práticas. Os principais 
campos de aplicação da microbiologia incluem: medicina, alimentos e laticínios, 
agricultura, indústria e ambiente. 
Na área industrial, por exemplo, os microrganismos são utilizados na 
síntese de uma variedade de substâncias químicas, desde o ácido cítrico até 
antibióticos mais complexos e enzimas. Certos microrganismos são capazes 
de fermentar material orgânico animal e humano, lançando gás metano que 
pode ser coletado e usado como combustível. A bi metalurgia explora as 
atividades químicas de bactérias para extrair minerais, como cobre e ferro de 
minérios de baixa qualidade. A indústria do petróleo tem utilizado bactérias e 
seus produtos, como os exopolissacarídeos presentes externamente à célula 
bacteriana, para aumentar a extração do petróleo de rochas reservatório. 
Na área ambiental, estuda-se a utilização de microrganismos que podem 
degradar poluentes específicos, como herbicidas e inseticidas. 
A microbiologia médica trata dos microrganismos causadores de 
doenças humanas (patogênicos, além de estar relacionada com a prevenção e 
o controle das doenças. Ao lado com a engenharia genética, têm pesquisado a 
produção de enzimas bacterianas que dissolvam coágulos sanguíneos, vacinas 
humanas utilizando vírus de insetos e testes laboratoriais rápidos para 
diagnóstico de infecção viral, entre tantas outras aplicações possíveis nesta 
 
 
 
área. A microbiologia dos alimentos está relacionada com as doenças que 
podem ser transmitidas pelos alimentos, como por exemplo, infecções 
causadas por salmonelas, intoxicações causadas por estafilococos e 
clostrídios. Relaciona-se também com aspectos positivos, com a utilização de 
microrganismos na produção de alimentos/bebidas (queijos, pães, cervejas, 
etc.). 
2 A CÉLULA: UNIDADE FUNDAMENTAL DA VIDA QUE SE LIGAM AO 
DNA 
A célula é a unidade estrutural e funcional dos organismos vivos, ou seja, 
todos os seres vivos são formados por células. Os menores são constituídos 
por uma única célula, os maiores por bilhões. A percepção de que todos os 
organismos são compostos por células foi um dos mais importantes avanços 
científicos. A palavra célula no sentido biológico foi usada, pela primeira vez, 
pelo cientista inglês Robert Hooke no século XVII. 
As células surgem de outras células preexistentes. As formas mais 
simples de vida são células solitárias (organismos unicelulares), enquanto as 
formas superiores contêm associações de células, constituindo colônias de 
organismos unicelulares ou constituindo organismos pluricelulares mais 
complexos. As células podem apresentar estrutura e forma variadas. 
Todas as células compartilham dois aspectos essenciais. O primeiro é 
uma membrana externa, a membrana plasmática. O outro é o material genético 
(informação hereditária) que regula a atividade da célula, possibilitando a sua 
reprodução e a passagem das suas características para a sua descendência. 
 
 
 
 
 
Fonte: slideplayer.com.br 
 A organização do material genético é uma das características que 
separa as células procariontes das células eucariontes. Nas células 
procariontes, o material genético (DNA) está na forma de uma grande molécula 
circular, conhecida como cromossomo. Em células eucariontes, o DNA é linear 
e fortemente ligado a proteínas especiais, conhecidas como histonas, formando 
certo número de cromossomos complexos. As células dos microrganismos 
podem ser divididas em duas categorias: Células Eucarióticas apresentam um 
núcleo separado do citoplasma por uma membrana nuclear (carioteca); Células 
Procarióticas apresentam material nuclear sem membrana. 
Os procariontes consistem de duas linhagens distintas: Bactéria (ou 
eubactéria) e Archea. São os menores organismos e os mais simples 
estruturalmente. Em termos evolutivos, eles são também os mais antigos 
organismos da Terra (foram encontrados fósseis de cerca de 3,5 bilhões de 
anos). 
 
 
 
 
 
Fonte: www.grupoescolar.com 
2.1 Citoplasma 
O citoplasma é o espaço intracelular (dentro da célula) preenchido por 
uma matriz semifluida que tem a consistência de gel, denominada hialoplasma, 
na qual está “mergulhado” tudo o que se encontra dentro da célula, tal como 
moléculas e organelas. 
O citoplasma é constituído principalmente de água (80%), mas também 
contém íons, sais minerais e moléculas, tais como proteínas, carboidratos e o 
RNA, que correspondem aos 20% restantes 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.grupoescolar.com 
 
 
 
Fonte: www.grupoescolar.com 
ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS 
Organelas citoplasmáticas como vimos os organismos procariontes não 
possuem núcleo organizado e geralmente são pequenos. Caracterizam-se por 
não possuírem organelas envoltas por membranas, tais como o retículo 
endoplasmático, o complexo de Golgi, as mitocôndrias e os plastos. 
As células eucariontes são mais complicadas e são típicas de 
protozoários, fungos, animais e vegetais. Uma organela citoplasmática pode 
 
 
 
ser definida como uma alguma parte do citoplasma responsável por uma ou 
mais funções especiais. As organelas mais importantes estão citadas abaixo: 
 
 
Fonte: escolakids.uol.com.br 
• Ribossomos: Sua função principal é realizar a fabricação 
das proteínas. 
 • Mitocôndrias: Essa organela está relacionada com um processo 
extremamente importante: a respiração celular. Nesse processo, a célula obtém 
energia para a realização de suas atividades; 
 • Complexo de Golgi: Essa organela participa de um processo 
chamado de secreção celular, que nada mais é do que a eliminação de 
substâncias para fora da célula. Ele também modifica, armazena e endereça 
algumas substâncias 
 • Centríolo: organela citoplasmática de forma cilíndrica, composta de 
proteínas e presente em células animais; centrossomo. Está aparentemente 
relacionada à movimentação dos cromossomos durante a divisão celular. 
 • Lisossomos: Relacionados principalmente com a digestão de 
partículas no interior da célula (digestão intracelular). 
 •Retículo: endoplasmático liso: Uma de suas funções é a síntese 
de lipídios e carboidratos. 
 
 
 
•Retículo: endoplasmático rugoso: Sua função principal é produzir 
algumas proteínas, principalmente aquelas que serão jogadas para fora da 
célula. 
• Cloroplastos: é uma organela presente nas células das plantas e 
outros organismos fotossintetizadores, como as algas e alguns protistas. 
Possui clorofila, pigmento responsável pela sua cor verde. 
• Flagelos: São estruturas citoplasmáticas anexas à membrana 
plasmática das células, tendo origem a partir do prolongamento dos centríolos, 
constituídos de proteínas motoras (dineínas) formando um conjunto de 
microtúbulos. 
3 BACTÉRIAS: MORFOLOGIA E ESTRUTURAS 
São organismos unicelulares. Podem ser encontradosde forma isolada 
ou em colônias; são constituídos por uma célula (unicelulares), não possuem 
núcleo celular definido (procariontes) e não possuem organelas membranosas. 
3.1 Morfologia 
Tamanho bacteriano: A unidade de medida das bactérias é o mm 
(micrômetro) que equivale a 103 mm. Muitas bactérias medem de 2 a 6 mm de 
comprimento e 1 a 2 mm de largura. Tamanho variável: 0,1 – 0,2 m → 5,0 mm. 
Formas e arranjos bacterianos: Embora existam milhares de espécies 
bacterianas, elas podem ser agrupadas em três tipos morfológicos gerais: 
Formas de cocos (esféricas) – é o grupo de bactérias mais homogêneo 
em relação ao tamanho. Os cocos tomam denominações diferentes de acordo 
com o seu arranjo. 
 Micrococos – cocos. 
 Diplococos – cocos agrupados aos pares. 
 Tétrades – agrupamentos de quatro cocos. 
 Sarcina – agrupamentos de oito cocos em forma cúbica. 
 Estreptococos – cocos agrupados em cadeias. 
 
 
 
 Estafilococos – cocos agrupados em grupos irregulares, 
lembrando cachos de uva. 
 
 
Fonte: www.coladaweb.com 
 
Forma de bastonete – são células cilíndricas em forma de bastonete; 
apresentam grande variação na forma e no tamanho entre gêneros e espécies. 
Formas espiraladas – caracterizadas por células em espiral; dividem-
se em: 
 
Fonte: www.mdsaude.com 
Espirilos – possuem corpo rígido e movem-se à custa de flagelos 
externos. Ex.: Gênero Aquaspirillium 
 
 
 
Espiroquetas – são flexíveis e locomovem-se geralmente por 
contrações do citoplasma, podendo dar várias voltas completas em torno do 
próprio eixo. Ex.: Gênero Treponema. 
 
 
 Fonte: www.cenapro.com.br 
3.2 Parede celular 
A parede celular é uma composição rígida que está presente em quase 
todas as bactérias e localiza-se acima da membrana citoplasmática. Ela 
contém polímeros complexos conhecidos como peptidioglicanos, que são 
responsáveis pela sua rigidez. A parede celular impede que a célula estoure 
em decorrência do grande turgor, atua como uma barreira de proteção contra 
determinados agentes químicos e físicos externos e funciona como suporte de 
antígenos somáticos bacterianos. As bactérias podem ser divididas em dois 
amplos grupos, com base na capacidade de suas paredes celulares fixarem o 
corante violeta cristal: as Gram-positivas (que coram em roxo) e as Gram-
negativas (que coram em vermelho). 
 
 
 
 
 
 Fonte: pt.slideshare.net 
 A parede celular de bactérias Gram-positivas é composta basicamente 
por peptideoglicano, que constitui uma espessa camada ao redor da célula. 
Outros polímeros, tais como ácidos lipoteicóicos e polissacarídeos, também 
podem estar presentes nessa camada Nas bactérias Gram-negativas o 
peptideoglicano constitui uma camada basal delgada, sobre a qual se encontra 
outra camada, denominada membrana externa que é composta por 
lipoproteínas, fosfolipídios, proteínas e lipopolissacarídeos. 
O processo de coloração de Gram consiste basicamente em tratar 
bactérias sucessivamente com cristal violeta, lugol, álcool e fucsina. O cristal 
violeta e o lugol penetram tanto nas bactérias Gram-positivas quanto nas Gram-
negativas, formando um complexo de cor roxa. 
 O tratamento com álcool é a etapa diferencial; nas Gram-positivas, o 
álcool não retira o complexo cristal violeta+lugol, pois a sua ação desidratante 
faz com que a espessa camada de peptideoglicano torne-se menos permeável, 
retendo o corante. 
Nas Gram-negativas, devido à pequena espessura da camada de 
peptideoglicano, o complexo corado é extraído pelo álcool, deixando as 
células descoradas. O tratamento com fucsina não altera a cor roxa das Gram-
positivas, ao passo que as Gram-negativas descoradas pelo álcool tornam-
se avermelhadas. A coloração de Gram é amplamente utilizada para identificar 
e classificar bactérias. 
 
 
 
O exame da célula bacteriana revela certas estruturas definidas por 
dentro e por fora da parede celular. Seguem-se breves descrições das 
estruturas bacterianas de fácil identificação: 
Flagelos: apêndices muito finos, semelhantes a cabelos, que se 
exteriorizam através da parede celular e se originam de uma estrutura granular 
(corpo basal) imediatamente abaixo da membrana citoplasmática, no 
citoplasma. 
O flagelo apresenta três partes: uma estrutura basal, uma estrutura 
semelhante a um gancho e um longo filamento externo à parede celular. O seu 
comprimento é, usualmente, várias vezes o da célula, mas seu diâmetro é uma 
pequena fração do diâmetro celular (p.e., 10 a 20 mm). Algumas bactérias se 
movimentam por outros meios, diversos da atividade flagelar, como o 
deslizamento provocado pelo fluxo protoplasmático ou pela resposta táxica 
(p.e., fototaxia, quimiotaxia). 
 
 
Fonte: estudosaudavel.com.br 
 Pêlos (fímbrias): apêndices filamentosos menores, mais curtos e mais 
numerosos que os flagelos e que não formam ondas regulares. Estão presentes 
em muitas bactérias gram-negativas. São encontrados tanto nas espécies 
móveis como nos imóveis e portanto, não desempenham papel relativo à 
mobilidade. Podem funcionar como sítios de adsorção de vírus bacterianos, 
como mecanismo de aderência a superfícies e como porta de entrada de 
material genético durante a conjugação bacteriana (pêlo sexual). 
 
 
 
 
 
Fonte: ospequenosgrandesinvasores.wordpress.com 
 
Glicocálice: formado de uma substância viscosa, que forma uma 
camada de cobertura ou envelope ao redor da célula. Se o glicocálice estiver 
organizado de maneira definida e estiver acoplado firmemente à parede celular, 
recebe o nome de cápsula; se estiver desorganizado e sem qualquer forma e 
anda estiver frouxamente acoplado à parede celular, recebe o nome de camada 
limosa. O glicocálice pode ter natureza polissacarídica (um ou vários tipos de 
açúcares como p.e., galactose, ramnose, glicana, etc.) ou polipeptídica (p.e., 
ácido glutâmico). A principal função do glicocálice é a aderência sobre 
superfícies; ele pode evitar o dessecamento das bactérias, fornece um 
envoltório protetor e pode servir, também, como reservatório de alimentos, além 
de evitar a adsorção e análise das células por bacteriófagos. 
 
 
 
 
 
 
 
4 FUNGOS 
Os fungos são conhecidos popularmente como mofos e bolores. No 
entanto, na maior parte das vezes, são lembrados somente pelos danos que 
algumas espécies causam, seja parasitando plantas ou causando problemas 
de saúde como alergias e micoses em animais. Podem promover a 
deterioração de combustível e grande variedade de materiais, como 
equipamentos ópticos e outros materiais de grande valor como obras de arte e 
arquitetônicas. 
 
 
Fonte: atlasmicologia.blogspot.com.br 
 
No entanto, os benefícios proporcionados pelos fungos não são tão 
divulgados quanto os prejuízos. Todos os dias as pessoas são beneficiadas por 
produtos originados direta ou indiretamente de fungos. Pode-se citar como 
exemplo a ação fermentativa de fungos na síntese de álcool etílico e dióxido de 
carbono, os quais são imprescindíveis na produção de bebidas como vinho e 
cerveja, alimentos como pães e massas em geral. 
 Outras espécies podem ainda proporcionar sabor e aroma distintos em 
diferentes tipos de queijos. O consumo de cogumelos comestíveis é prática 
 
 
 
comum entre populações de outros países, principalmente os orientais, e em 
nosso país, sua utilização vem crescendo a cada dia. 
Na medicina, os fungos receberam especial atenção a partir do 
desenvolvimento de alguns antibióticos, destacando-se a penicilina sintetizadaa partir de metabólitos do fungo Penicillium chrysogenum. Esteroides e 
hormônios para crescimento vegetal são oriundos também de metabólitos 
desses organismos. 
Um dos exemplos notáveis da utilização dos metabólitos fúngicos na 
medicina é a administração de ciclosporina em pessoas submetidas a 
transplantes. Essa substância foi isolada a partir de fungos de solo 
(Tolypocladium inflatum e Cylindrocarpon lucidum) na década de 70. Muitas 
enzimas fúngicas vêm sendo exploradas na indústria alimentícia e em outros 
processos biotecnológicos envolvidos na fabricação de sucos de frutas e 
também na indústria papeleira. 
 
 
Fonte: biogilde.wordpress.com 
Também a partir de certas espécies de fungos é possível sintetizar 
substâncias inseticidas que auxiliam no controle de pragas. Nas últimas 
décadas os fungos vêm sendo estudados quanto sua aplicação para 
recuperação de ambientes degradados por poluentes químicos. 
 
 
 
4.1 Características gerais dos fungos 
 Muitas vezes os fungos foram comparados a vegetais, no entanto, 
são organismos que não possuem clorofila em suas células e, portanto, não 
realizam fotossíntese. Todos os fungos são eucariotos e podem ser 
unicelulares (leveduras, quitrídias), ou multicelulares. Normalmente possuem 
dois núcleos em suas células os quais podem ser visualizados pelo microscópio 
óptico empregando-se técnicas de coloração apropriadas. 
As células fúngicas agrupam-se em filamentos, podendo ou não 
apresentar septos entre elas, porém, mesmo quando presentes as funções 
metabólicas ocorrem sem impedimentos entre as células. 
O crescimento das hifas é apical, porém, existem algumas regiões com 
extrema capacidade decrescimento, principalmente aquelas relacionadas às 
funções reprodutivas. Um diminuto fragmento de hifa pode originar um novo 
indivíduo. As hifas interagem entre si mesmo quando originadas de micélios ou 
esporos diferentes e com isso, aumentam a superfície e relações que 
estabelecem com o ambiente. As células dos fungos não possuem plastídios e 
nem centríolo. 
As mitocôndrias são constituídas por cristas planas. Também estão 
presentes a estrutura de Golgi e os peroxissomos. Possuem parede celular 
constituída principalmente por quitina e β-glucanos. A membrana celular é 
constituída porergosterol, um esterol característico de fungos, também 
presente em algumas microalgas. Flagelos podem estar presentes somente 
nas estruturas de reprodução em alguns grupos. São organismos heterotróficos 
que obtêm nutrientes por absorção, ou seja, lançam enzimas aos substratos 
onde colonizam e absorvem os nutrientes através da parede e membrana 
celular. 
Nas células dos fungos existe um fluxo citoplasmático o qual permite a 
difusão de nutrientes solúveis favorecendo o metabolismo entre as células. 
Exibem reprodução sexuada e/ou assexuada de diversas formas, bem como 
fenômeno de parassexualidade, que consiste na recombinação genética na 
mitose. As estruturas de reprodução são diferentes daquelas somáticas, 
exibindo uma variedade de formas, as quais são utilizadas na classificação dos 
fungos. 
 
 
 
4.2 Leveduras 
As leveduras são microrganismos unicelulares na qual são fontes de 
proteínas consumidas pelo homem através de produtos naturais, bebidas e 
alimentos elaborados por processo de fermentação. 
Para Belem e Lee (1998) recentemente, tem havido forte tendência de 
explorar comercialmente leveduras, através do isolamento de alguns de seus 
principais constituintes como enzimas (invertase, lactase), nucleotídeos, 
proteínas (nanoproteínas), polissacarídeos (glicanas, mananas), além de 
lipídios, como fosfolipídios e ergosterol. 
Segundo Dawson (2002) os nutricionistas têm buscado fontes protéicas 
altamente biodisponíveis como alternativas às proteínas de origem animal em 
dietas de aves. O extrato de leveduras é originado da autólise da parede celular 
da levedura através de enzimas presentes na célula ou ácidos liberando assim 
o conteúdo ou extrato celular. Portanto, o extrato celular é uma fonte protéica 
derivada de leveduras vivas, tendo como aminoácido predominante o ácido 
glutâmico, usado como agente flavorizante, o qual é tradicionalmente utilizado 
na alimentação humana e o inositol, um importante promotor de crescimento 
que estimula a síntese da biotina, vitamina essa que participa de uma série de 
reações de carboxilação. 
 
Fonte: www.potencialpetroleo.com.br 
A morfologia das leveduras, ao contrário do que ocorre com os bolores, 
não apresenta muita diversidade e, portanto, nem sempre é um parâmetro 
suficiente para sua identificação. Em determinadas situações, no entanto, a 
 
 
 
identificação rápida, simples e presuntiva pode ser feita, contribuindo para o 
diagnóstico do quadro infeccioso. 
Desse modo, se a levedura oferece hifas hialinas e ramificadas, é 
sugestivo do gênero Candida sps e se, além disso, desenvolver clamidósporos 
-células de reserva- ou tubos germinativos, em algumas condições “in vitro”, é 
identificada como Candida albicans. Outros gêneros, tais como, Cryptococcus, 
Rhodotorula, Geotrichum e Trichosporon, também podem, na grande maioria 
das vezes, ser identificados apenas, por sua morfologia característica. O 
restante dos gêneros e espécies, porém, necessita de provas bioquímicas para 
sua identificação. No entanto, do ponto de vista clínico, nem sempre é 
importante a identificação acurada da levedura. Por outro lado, a identificação, 
pode ter interesse epidemiológico. 
4.3 Características das leveduras 
As leveduras são fungos, mas deles se distinguem por serem 
unicelulares. 
Sua reprodução se faz, geralmente por divisão binária. Como células 
desenvolvem e se reproduzem mais rapidamente que os bolores. 
São desprovidas de clorofilas. 
Medem de 10 a 15 micras, com formato esférico, oval ou em forma de 
bastão. 
São similares as bactérias na morfologia, formação de colônias, métodos 
de cultivos e atividades bioquímicas. 
Crescem dentro da faixa de temperatura de 25 a 40ºC. 
Desenvolve-se em meios contendo uma quantidade relativa de umidade. 
Crescem na presença e também na ausência de oxigênio. 
São ativos agentes oxidativos e fermentadores dos ácidos orgânicos e 
carboidratos 
São proteolíticos embora algumas espécies decompõem a gordura 
São usadas na fabricação de vinhos, cervejas, aguardente, pão. 
 
 
 
5 VÍRUS 
Um vírus (do latim vírus, significando toxina ou veneno) é um agente 
infeccioso submicroscópico incapaz de crescer ou reproduzir-se fora de uma 
célula hospedeira. As suas dimensões variam de 25 a 300 mm, estando 
constituídos por proteínas – cápside – envolvendo uma molécula de ácido 
nucleico; podem possuir um invólucro lipídico com glicoproteínas. Os vírus são 
agentes filtráveis, isto é, não são retidos por filtros que retêm bactérias. Como 
já dito de maneira implícita, são parasitas celulares obrigatórios, pois 
dependem de uma célula hospedeira que seja responsável pelas suas 
atividades metabólicas (energia e constituintes moleculares). O seu genoma 
pode ser de RNA ou DNA, mas não de ambos. Não replicam por divisão. 
 
 
Fonte: hciemsc.blogspot.com.br 
5.1 Estrutura vírica 
 Um virião, ou partícula vírica completa, é constituído por material 
genético (DNA ou RNA), enzimas e proteínas não estruturais envolvidas por 
proteínas estruturais (cápside); ao conjunto anterior dá-se o nome de 
nucleocápside (vírus sem invólucro). Se a nucleocápside é envolvida por 
glicoproteínas e uma membrana lipídica, estamos então na presença de um 
vírus com invólucro. Na superfície da cápside os vírus apresentam proteínas 
 
 
 
antigénicas específicas (peplómerosou espículas) que se ligam a receptores 
da célula hospedeira e que são essenciais para a infecciosidade e 
especificidade do vírus. 
 
Fonte: www.infoenem.com.br 
5.2 Características dos vírus 
 possuem um único tipo de ácido nucleico, DNA ou RNA. 
 possuem uma cobertura proteica, envolvendo o ácido nucleico. 
 Multiplicam-se dentro de células vivas, usando a maquinaria de 
síntese das células. 
 induzem a síntese de estruturas especializadas, capazes de 
transferir o ácido nucleico viral para outras células. 
 Parasitas obrigatórios apresentando incapacidade de crescer e se 
dividir autonomamente. 
 Replicação somente a partir de seu próprio material genético. 
5.3 Classificação morfológica 
Podem ser classificados com base na arquitetura do capsídeo. 
• Vírus helicoidais – O genoma viral está no interior de um capsídeo 
• Cilíndrico oco com estrutura helicoidal. 
• Vírus poliédricos – O capsídeo da maioria deles tem a forma de um 
• Icosaedro. São exemplos o adenovírus e o poliovirus. 
• Vírus envelopados – o capsídeo e coberto por um envelope. 
 
 
 
5.4 Replicação vírica 
 
Fonte: www.coladaweb.com 
Inicialmente, o vírus efetua o reconhecimento e a ligação à célula alvo, 
por meio das proteínas víricas de ligação (ex: gp120 do HIV) que se ligam a 
receptores específicos nas células alvo. Dá-se a penetração do vírus, seguido 
da sua descapsidação: o conteúdo genómico fica então livre na célula 
hospedeira. Nos vírus de DNA o genoma viral é ligado ao cromossoma da 
célula hospedeira por meio de enzimas e de proteínas de ligação provenientes 
do vírus. Exceptuando os Poxvirus, a replicação do vírus dá-se 
concomitantemente com a replicação do genoma hospedeiro (utilizam o 
equipamento enzimático da célula hospedeira). A propagação do vírus dá-se 
com a síntese do genoma viral e das proteínas estruturais que, após a sua 
modificação, irão levar à montagem da partícula vírica. Os vírus de RNA 
replicam-se no citoplasma. Para isso, eles têm de codificar as enzimas 
necessárias para a sua replicação pois as células não têm meios de replicar 
RNA. Se o RNA for de polaridade positiva, este comparta-se como um mRNA, 
podendo ser imediatamente transcrito; se o RNA for de polaridade negativa, 
este tem primeiramente de ser convertido numa cadeia complementar para ser 
transcrito. Nos vírus com invólucros, a sua gemulação leva à libertação de vírus 
que poderão infectar outras células. 
 
 
 
5.5 Vírus de DNA 
Alguns vírus possuem um genoma amplo, como os herpesvírus, os quais 
produzem alguns genes favoráveis e se tornam um pouco mais independentes 
do metabolismo celular. As moléculas de DNA são encontradas em dois 
formatos: linear e circular. Os vírus da família polyomaviridae têm genoma 
pequeno e DNA circular, enquanto os herpesvírus têm genoma dsDNA linear. 
Vírus que possuem genomas fita simples não permitem o reparo do DNA. 
 
 
Fonte: www.wallpapersafari.com 
5.6 Vírus de RNA 
Uma vez que o genoma celular metaboliza DNA, os vírus de RNA devem 
possuir ou sintetizar enzimas competentes para serem processadas, sendo que 
as que têm o melhor exemplo são a transcriptase reversa do HIV e as 
replicases. Os retrovírus são vírus contendo RNA e ao entrarem na célula são 
processados para DNA pela transcriptase reversa. 
 
 
 
 
 
Fonte: www.ageracaociencia.com 
6 ALGAS 
O termo algas, lato sensu, abrange um agrupamento artificial de 
organismos que têm muito pouca coisa corriqueira a não ser o fato de serem 
predominantemente aquáticos e desprovidos de um tecido constituído de 
células estéreis envolvendo os órgãos de reprodução e um de um sistema 
distinto para condução de água. Por esta razão são grupos polifiléticos e não 
formam uma categoria taxonômica definida, mas sim um amontoado de 
categorias díspares, tão diversas que chegam a ser classificadas em 2 ou 3 
reinos distintos, tradicionalmente conhecidos como Monera, Protista e Plantae, 
ou ainda com diferentes denominações em outros sistemas apoiados em dados 
de biologia molecular (Sogin et al., 1989; Bhattacharya & Medlin, 1998). 
 A primeira lista de algas marinhas coletadas na costa brasileira é 
encontrada em um trabalho de Raddi (1823), logo seguida pela publicação de 
Martius (1828-33). A partir de então foram feitas várias publicações por autores 
estrangeiros, restritas a lista de espécies, sem maiores detalhes sobre os 
táxons e sua ocorrência. Esta situação continuou até meados do século vinte 
quando a ficologia nacional iniciou uma nova fase liderada por A. B. Joly, na 
Universidade de São Paulo. Joly formou os primeiros ficólogos brasileiros, os 
quais multiplicaram seu esforço. Disto resultou um grande número de 
taxonomistas espalhados por vários pontos do país. Em consequência da 
atividade deste grupo o conhecimento da flora ficológica brasileira avançou 
 
 
 
muito. Maiores detalhes sobre o histórico da ficologia marinha no Brasil podem 
ser vistos em Oliveira Filho (1967 e 1977) entre outros. 
 
Fonte: www.infoescola.com 
As algas proporcionam morfologia simples, com nível de caracterização 
baixo, quando comparadas a outros grupos de organismos fotossintetizantes, 
variando de formas unicelulares isoladas, agregados de células, colônias, 
filamentos simples ou ramificados, pseudoparênquimas, cenócitos (estruturas 
multinucleadas) até parênquimas. 
Algumas formas unicelulares e coloniais podem ser móveis pela 
presença de flagelos, e nesse caso, frequentemente são confundidas com 
protozoários. Representantes multicelulares das feofíceas (algas pardas), os 
“kelps”, exibem nível de organização mais elaborado com formação de tecidos 
(incluindo vasos condutores) e elaborada divisão de trabalho, podendo atingir 
até 60 m de comprimento (South & Whittick 1987, Lee 2008). 
Neste aspecto podemos citar alguns tipos de Algas entre elas estão: 
Euglenófitas: Ou algas flageladas verdes são também unicelulares e, 
como o nome indica, movimentam-se por meio de flagelos. Na maior parte 
organismos de água doce, têm como representante mais conhecida a euglena 
(Euglena viridis), que possui a aptidão de detectar a presença de radiações 
luminosas, graças a uma mancha ocular com um pigmento fotossensível. 
 
 
 
 
 
Fonte: meioambiente.culturamix.com 
Pirrófitas: São algas unicelulares, providas de clorofila, caroteno e 
xantofila como pigmentos, motivo pela qual adotam repetidamente uma 
coloração avermelhada. São Pirrófitas as responsáveis pelas marés vermelhas 
que por vezes afligem algumas costas, e que chegaram mesmo a ser 
responsáveis pelo baptismo do Mar Vermelho. As substâncias de reserva são 
o óleo e o amido. 
Crisófitas: Crisófitas são unicelulares e de vida livre ou colonial. Sua 
parede celular é impregnada de sílica, constituindo uma camada em forma de 
concha bivalve. Vivem tanto na água doce como na salgada, e são conhecidas 
pelo nome de diatomáceas. 
Clorófitas (algas verdes): Podem possuir estrutura unicelular como 
multicelular. Os talos das clorófitas multicelulares proporcionam uma 
organização relativamente complexa. Possuem os pigmentos clorofila a e b, 
carotenos e xantofilas, a parede celular é formada por celulose e o amido e sua 
substância de reserva. 
 
 
 
 
Fonte: www.lookfordiagnosis.com 
 
 
Fonte: www.lookfordiagnosis.com 
Feófitas (algas pardas): São caracterizadas pela estrutura unicamente 
multicelular. As dimensões de seus talos podem variar de poucos centímetros 
até dezenas de metros. Assim como as clorófitas, algumas feófitas também 
podem apresentar um talo de organização mais complexa que as outras. 
Possuemos pigmentos clorofila a e c, carotenos e fucoxantina. A parede celular 
apresenta celulose e algina, e os óleos e a laminarina são as duas substâncias 
de reserva. 
Rodófitas (algas vermelhas): Estas algas são predominantemente 
multicelulares e também podem atingir tamanhos consideráveis. É comum o 
 
 
 
seu talo apresentar diversas ramificações, sendo que a sua base é diferenciada 
e presa a algum substrato por estruturas de fixação. Possuem os pigmentos 
clorofila a e d, ficocianina e ficoeritrina, celulose e hidrocolóides na composição 
da parede celular, e amidodas florídeas, como substância reserva. 
7 PROTOZOÁRIOS 
Uma palavra de origem grega que significa "animal primitivo". Os 
protozoários ganharam esse nome pois, no passado, alguns deles, foram 
confundidos com animais. São seres heterótrofos. Podem viver isolados ou 
formar colônias, ter vida livre ou associar-se a outros organismos, e habitam os 
mais variados tipos de ambiente. Algumas espécies são parasitas de seres 
diversos, até mesmo do ser humano. 
Segundo Finlay & Esteban (1998), os protozoários de vida livre são 
caracterizados pela fagotrofia, embora alguns possam se nutrir por algum tipo 
de habilidade fotossintética. Eles são fartos em todos os tipos de ambientes 
aquáticos (plâncton, bentos, subterrâneos e em extremos de salinidade, 
temperatura, pH e pressão hidrostática) e solos. 
Embora considerados de vida livre, frequentemente são encontrados na 
superfície ou aderidos as rochas, rizosfera de plantas, algas, flocos de 
cianobactérias, plantas aquáticas, organismos zooplanctônicos, detritos e 
biofilmes, locais onde o alimento é mais abundante. 
A maior parte dos protozoários apresenta reprodução assexuada. 
Algumas espécies podem se reproduzir sexuadamente. Primeiramente, o 
núcleo duplica-se. A seguir, a célula estreita-se na parte central e, enfim, divide-
se em duas, dando origem a duas novas amebas. 
 
 
 
 
Fonte: www.infoescola.com 
Dessa forma classificamos segundo o tipo e a presença ou de elementos 
especiais de locomoção. Assim, dividindo-se em flagelados, rizópodes, ciliados 
e esporozoários. 
Os Flagelos são extensos filamentos que este tipo de protozoário utiliza 
para se locomover, vibrando-os num líquido. Muitos flagelados têm vida livre, 
outros são parasitas e ocasionam doenças no homem. O tripanossomo, a 
Leishmania e a giárdia são exemplos de flagelados parasitas. Protozoários 
flagelados do gênero Trichonympha vivem no intestino de cupins, participando 
da digestão da celulose da madeira. Se o cupim não contasse com a "ajuda" 
do protozoário, ele não conseguiria aproveitar a celulose como alimento e 
morreria. Já o protozoário encontra alimento farto e fácil no intestino do cupim. 
Essa relação entre duas espécies diferentes, em que há benefício para 
ambas as partes é chamada mutualismo. 
 
 
 
 
Fonte: www.grupoescolar.com 
 
Os rizópodes se locomovem e obtêm alimentos através de 
alongamentos do citoplasma chamados pseudópodes (falsos pés). As amebas 
são os principais representantes dos rizópodes.Algumas são parasitas e outras 
tem vida livre. Um grupo especial de rizópodes são os foraminíferos. 
 
Fonte: www.grupoescolar.com 
Esses protozoários vivem na água salgada e são protegidos por 
carapaças muito bonitas, ricas em cálcio e silício. Há milhões de anos existia 
grande quantidade desses seres no fundo dos mares. Seus restos foram 
sofrendo transformações durante milhões de anos e contribuíram para a 
formação de petróleo. 
Atualmente, a descoberta de suas carapaças é muito importante, pois 
indica que pode haver petróleo no local. Há técnicos em geologia - pessoas que 
estudam a origem e as transformações do globo terrestre -, que procuram 
descobrir, na terra ou no mar, os locais onde se encontram carapaças fósseis 
desses protozoários. 
 
 
 
 Os ciliados apresentam pequenos filamentos em torno do corpo 
chamados cílios, com os quais se movem e capturam alimentos. Um exemplo 
desse grupo é o balantídeo, um parasita que vive habitualmente no organismo 
do porco. Outro exemplo de ciliado é o paramécio, que existe na água doce. 
 
Fonte: intercambiodegases.blogspot.es 
Os esporozoários são parasitas e não se locomovem. Um dos mais 
conhecidos é o plasmódio, protozoário que provoca nos seres humanos a 
doença conhecida como malária ou maleita. 
 
Fonte: dicionarioportugues.org 
8 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELAIONADA A BACTÉRIAS 
8.1 Tuberculose 
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível que afeta 
prioritariamente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 10 milhões 
de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a 
 
 
 
óbito. O surgimento da Aids e o aparecimento de focos de tuberculose 
resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário.No Brasil, a 
tuberculose é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes 
sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e 
ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença. A tuberculose tem cura e o 
tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde. (MDS 
2010). 
 
Fonte: dieta.blog.br 
 
TRANSMISSÃO 
Ocorre através do ar quando a pessoa respira o ar contaminado com o 
bacilo de Koch, causador da tuberculose. Este contágio pode ocorrer quando 
se está perto de um tuberculoso, mas também pode ocorrer em locais públicos 
cheios de gente como os shoppings e cinemas pois o bacilo de Koch pode 
permanecer no ar durante muitas horas e se um tuberculoso tossir num ponto 
de ônibus, por exemplo, outra pessoa pode respirar o ar contaminado e 
desenvolver a doença. Mas é importante ressaltar que a transmissão da 
tuberculose só se dá quando se trata da tuberculose pulmonar, todos os outros 
tipos de tuberculose extrapulmonar como a tuberculose miliar, óssea 
e ganglionar, não são transmissíveis de uma pessoa para outra. Outro fator 
importante é que o indivíduo diagnosticado com tuberculose pulmonar deixa de 
transmitir a doença após 15 dias do início do tratamento da doença, mas isto 
 
 
 
só acontece se o tratamento for seguido rigorosamente, caso contrário ele 
poderá contaminar outros em qualquer fase da doença. 
 
 
Fonte: www.jdv.com.br 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
 O sintoma mais comum de tuberculose é a tosse, vale ressaltar 
que a tosse persistente que tende a durar muitos dias, sendo acompanhada 
por catarro e sangue. Outros sintomas recorrentes são febre, cansaço, suores 
noturnos, inchaços no pescoço e perda de apetite. 
 Em termos gerais uma pessoa que esteja tossindo há mais de 3 
semanas deve ser encaminhada a um médico ou profissional de saúde para 
que o mesmo possa realizar os testes necessários para comprovar a presença 
da doença ou não. É importante ainda notar que alguns grupos de pessoas, 
como os fumantes e/ou idosos, tendem a ignorar a tosse como sintoma 
acreditando ser apenas uma tosse normal, decorrente do fumo ou mesmo da 
idade. Este são grupos de risco que devem estar atentos aos primeiros sinais 
e procurar um médico o mais rápido possível. 
 
 
 
 
 
Fonte: www.mundodastribos.com 
 TRATAMENTO 
Segundo o Ministério da saúde (2010) o tratamento da tuberculose dura 
no mínimo seis meses e, nesse período o estabelecimento de vínculo entre 
profissional de saúde e usuário é fundamental para que haja adesão do 
paciente ao tratamento e assim reduzir as chances de abandono para se 
alcançar a cura. É importante lembrar que tratamento irregular pode complicar 
a doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos fármacos. NoBrasil, os medicamentos usados nos esquemas padronizados para a 
tuberculose são a isoniazida (H), a rifampicina (R), a pirazinamida (Z) e o 
etambutol (E). A maior parte das pessoas serão tratadas pelos esquemas 
padronizados e receberá o tratamento e acompanhamento na atenção básica. 
8.2 Hanseníase 
Uma doença infecto-contagiosa, de evolução lenta, que se manifesta 
principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na 
pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. O 
comprometimento dos nervos periféricos é a característica principal da doença, 
dando-lhe um grande potencial para provocar incapacidades físicas que 
podem, inclusive, evoluir para deformidades. 
 
 
 
 
 
Fonte: www.vvale.com.br 
 Estas incapacidades e deformidades podem acarretar alguns 
problemas, tais como diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida 
social e problemas psicológicos. São responsáveis, também, pelo estigma e 
preconceito contra a doença. Por isso mesmo ratifica-se que a hanseníase é 
doença curável, e quanto mais precocemente diagnostica e tratada mais 
rapidamente se cura o paciente. 
 
TRANSMISSÃO 
Pode ser transmitida por contato físico, mas é normalmente colonizada 
pelas vias aéreas, após contato frequente com a pessoa doente. Ou seja, não 
basta uma conversa ou um encontro eventual para pegar a doença. 
 
 
Fonte: sites.google.com 
 
 
 
É mesmo necessário convívio íntimo e prolongado com os doentes. Uma 
pessoa é considerada suspeita de possuir Hanseníase após um contato mínimo 
de 5 anos com o indivíduo doente. Isso geralmente acontece quando o doente 
faz parte da família e mora na mesma casa. Isso mostra que nem todas as 
pessoas que entram em contato com o Bacilo de Hansen contraem a doença. 
A bactéria penetra com frequência no organismo humano, mas é eliminada, já 
que a maioria dos indivíduos tem algum grau de resistência. Com o contato 
permanente, a bactéria vence o organismo “pelo cansaço”. Assim, após ser 
inalado, alcança a mucosa respiratória das vias aéreas superiores. 
Conseguindo penetrar na corrente sanguínea e disseminando-se na pele e 
nervos. 
 
MANISFESTAÇÕES CLINICAS 
Os sintomas incluem: Sensação de formigamento, fisgadas ou 
dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente 
com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele 
aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de 
suor; caroços e placas em qualquer local do corpo; diminuição da força 
muscular (dificuldade para segurar objetos). 
 
 
Fonte: pt.slideshare.net 
TRATAMENTO 
 
 
 
De fácil tratamento, costuma durar de seis a doze meses, dependendo 
do caso. É importante procurar um médico ao sentirem os sintomas porque, 
caso contrário, o doente poderá ficar passando a doença sem saber. Após o 
diagnóstico, é necessário realizar o tratamento, oferecido gratuitamente pelo 
Sistema de Saúde Pública (SUS). A associação de medicamentos a 
poliquimioterapia (PQT/OMS), sendo Paucibacilares: rifampicina, dapsona; 
Multibacilares: rifampicina, dapsona e clofazimina. 
8.3 Leptospitose 
É uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria Leptospira, 
transmitida pela urina de animais infectados principalmente os roedores 
sinantrópicos (doméstico) – Rattus norvegicus ou ratazana de esgoto, Rattus 
ou rato de telhado e o Mus musculus ou camundongo. Estes animais se 
infectam e não desenvolvem a doença, tornando-se portadores da Leptospira 
e eliminando-a no meio ambiente, contaminando a água, o solo e alimentos. O 
Rattus norvegicus é o principal portador. Os ovinos, caprinos, caninos, suínos, 
bovinos e eqüinos também podem transmitir a doença. 
 
Fonte: www.onortao.com.br 
 
TRANSMISÃO 
 
 
 
A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de 
animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com 
presença de lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água 
contaminada ou através de mucosas. O contato com água e lama 
contaminadas demonstra a importância do elo hídrico na transmissão da 
doença ao homem. Outras modalidades de transmissão possíveis, porém, com 
rara frequência, são: contato com sangue, tecidos e órgãos de animais 
infectados, transmissão acidental em laboratórios e ingestão de água ou 
alimentos contaminados. A transmissão entre humanos é muito rara e de pouca 
relevância epidemiológica, podendo ocorrer pelo contato com urina, sangue, 
secreções e tecidos de pessoas infectadas. 
 
Fonte: vetmangualde.blogspot.com.br 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
Os sintomas iniciais, um tanto inespecíficos, são febre alta, sensação de 
mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e calafrios. Podem 
ocorrer também dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia, olhos 
avermelhados, tosse e faringite. Em alguns casos podem surgir exantemas 
(manchas avermelhadas no corpo), meningite e aumento dos linfonodos, baço 
e fígado. A maioria das pessoas melhora em quatro a sete dias. Em alguns 
poucos pacientes (geralmente adultos jovens do sexo masculino) pode ocorrer 
icterícia (olhos amarelados), o que sinaliza maior gravidade. Podem aparecer 
manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos nasais, gengivas e 
 
 
 
pulmões) e insuficiência renal. O doente pode tornar-se torporoso e mesmo 
entrar em coma. 
 
TRATAMENTO 
A antibioticoterapia está indicada em qualquer período da doença, mas 
sua eficácia parece ser maior na 1ª semana do início dos sintomas 
 
Fase Precoce 
Doxiciclina: 100mg, VO, 12 em 12 horas, por 5 a 7 dias. 
Amoxacilina 
› Adultos: 500mg, VO, 8 em 8 horas, por 5 a 7 dias; 
› Crianças: 50mg/kg/dia, VO, a cada 6 a 8 horas, por 5 a 7 dias. 
Fase Tardia 
Adultos 
› Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6 em 6 horas; ou 
› Ampicilina: 1g, IV, 6/6h; OU 
› Ceftriaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou Cefotaxima 1g, IV, de 6 em 6 horas. 
• Adultos› Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6 em 6 horas; 
ou› Ampicilina: 1g, IV, 6/6h; OU› Ceftriaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou Cefotaxima 
1g, IV, de 6 em 6 horas. 
 Crianças 
› Penicilina cristalina: 50 a 100.000U/kg/dia, IV, em 4 ou 6 doses; ou 
› Ampicilina: 50 a 100mg/kg/dia, IV, dividido em 4 doses; ou 
› Ceftriaxona: 80 a 100mg/kg/dia, em 1 ou 2 doses; ou Cefotaxima: 50 a 
100mg/kg/dia, em 2 a 4 doses. 
9 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELACIONADA AOS FUNGOS 
9.1 Candidíase 
É uma infecção vaginal comum causada por fungos do gênero Candida. 
A candidíase pode ocorrer quando o sistema imunológico está debilitado, ou 
 
 
 
quando as bactérias benéficas na vagina não conseguem manter o fungo 
(Candida albicans) sob controle. 
Essas condições podem criar um ambiente adequado para a proliferação 
da Candida geralmente a Candida albicans. Este tipo de fungo vive no 
organismo humano, mas o sistema imune é capaz de evitar a sua proliferação 
exagerada. Entretanto, quando o corpo está mais fraco ou sofre alguma 
alteração hormonal, como após uma gripe ou durante a gravidez, estes fungos 
podem se reproduzir de forma exagerada causando a candidíase. 
 
TRANSMISSÃO 
 
 
Fonte: www.tuasaude.com 
A transmissão é feita pelo contato com secreção da boca, pele, vagina e 
dejetos de doentes. Pode ocorrer também a transmissão vertical, que pode 
ocorrer durante o parto. Ela é primaria na mulher, ou seja, desenvolve-se em 
razão de fatores locais ou gerais que diminuem sua resistência imunológica. 
 
MANIFESTAÇÃO CLINICA 
 
 Candidíase vaginal: coceira vaginal, corrimento branco em grumos, como 
nata de leite e malcheiro no local, além de poder haver ardor e dor durante 
as relações íntimas. 
 
 
 
 Candidíase no homem: normalmente assintomáticos e quando eles 
surgem caracteriza-se por coceira, manchas vermelhas no pênis, leve 
inchaço, ardor ao urinar, feridas esbranquiçadas na glande, dor durante o 
contato íntimo. 
 Candidíase oral: também chamada de sapinho, esse tipo da doença 
costuma afetar bebês e adultos com o sistema imune enfraquecido e é 
caracterizada por placas esbranquiçadas na boca, na língua, céu da boca 
e na garganta, ardência na boca e dor ao engolir. 
 Candidíase na pele: coceira e vermelhidão que surgem especialmente 
nas 'dobrinhas' da pele de pessoas com o sistema imune enfraquecido. 
 Candidíase intestinal: Nota-se a presença de pequenos resíduos 
esbranquiçados nas fezes que estavam na parede do intestino. 
 
 
Fonte: www.saudedicas.com.br 
TRATAMENTO 
O tratamento para candidíase pode ser domiciliar, não dói e, 
normalmente, é feito com o uso de remédios antifúngicos em comprimidos ou 
pomada, prescritos pelo médico, dependendo do tipo de infecção por Cândida. 
Entre eles estão: 
 Fluconazol; 
 Clotrimazol; 
 Nistatina; 
 Cetoconazol 
 
 
 
10 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELAIONADA AALGAS 
A maré vermelha é um fenômeno de ordem natural ou antrópica, que 
causa um desequilíbrio ecológico. Esse processo é o resultado de uma 
proliferação rápida e em excesso de algumas microalgas 
dinoflageladas (também são conhecidas como pirrófitas). A maré vermelha não 
necessariamente é vermelha, o fenômeno pode variar sua coloração entre tons 
que vão do vermelho para o marrom. A intensidade do evento e as 
características da água irão definir as cores do fenômeno. O principal ambiente 
afetado pelo fenômeno são os estuários (regiões onde os rios encontram os 
mares). Conforme a proliferação dessas micro-algas aumenta, diminui a 
quantidade de luz necessária para os processos fotossintéticos continuarem 
sendo feitos. A água sem ou com pouco oxigênio dificulta toda a vida aquática 
presente no ambiente. Além da diminuição do oxigênio na água, essas micro-
algas irão liberar grande quantidade de toxinas. A maré vermelha ainda pode 
alterar a temperatura e a salinidade do ambiente aquático, portanto durante o 
processo é possível que toda a vida afetada seja morta em um período curto 
de tempo. Junto da expansão de micro-algas dinoflageladas, vem a expansão 
de diatomáceas e cianobactérias, esses que contribuem para o consumo 
rápido do oxigênio. 
 
Dinoflagelados 
Dinoflagelados são organismos unicelulares que possuem dois flagelos, 
são mais conhecidos como “micro-algas” e também como causadores da maré 
vermelha. Essas micro-algas possuem cor em um tom avermelhado, por isso 
também chamadas de pirrófitas (em grego significa planta cor de fogo). Os 
dinoflagelados são em sua maioria fotossintetizantes, mas existem espécies 
heterótrofas e parasitas. Além da alta quantidade de matéria orgânica 
circulando nos ambientes aquáticos, outro fator que colabora para fenômeno 
da maré vermelha é o fato dos dinoflagelados se reproduzirem de 
forma assexuada. 
 
Causas da maré vermelha 
 
 
 
Sabe-se que a maré vermelha é um fenômeno natural negativo, porém 
existem estudos atuais que indicam o aumento da poluição originária das ações 
humanas como colaboradoras e também causadoras do problema. As ações 
humanas deixam os ambientes marinhos eutrofizados (com excesso de 
nutrientes). Entre os fatores que contribuem para o fenômeno da maré 
vermelha estão a alta quantidade de matéria orgânica despejada nos meios 
aquáticos. Muito dessa matéria orgânica é proveniente de esgotos sem 
tratamento, e assim favorecem o crescimento dessas micro-algas 
dinoflageladas. 
 
Acontecimentos importantes 
Um dos maiores desastres causados pelo fenômeno da maré vermelha 
aconteceu na África do Sul, em 1962. Durante o fenômeno uma floração rápida 
de dinoflagelados provocou a morte de no mínimo 100 toneladas de peixes. 
No Brasil, em 2007 uma grande floração de micro-algas dinoflageladas 
aconteceu no estado da Bahia, provocando a morte de diversas espécies 
marinhas, totalizando em números 50 toneladas de animais mortos. 
Em ambos os casos o principal fator destacado para a morte desses 
animais marinhos foi a asfixia. 
 
Maré vermelha e o homem 
Além de afetar os organismos aquáticos de forma direta, a maré 
vermelha também pode afetar de forma indireta. Por exemplo, alguns animais 
filtradores de água podem sobreviver ao evento da maré vermelha, porém, 
futuramente eles estarão transportando as toxinas para outros organismos, 
sejam eles outros animais em outros ambientes e até mesmo para os homens. 
A seguir mais exemplos: Os efeitos do consumo de ostras contaminadas por 
essas toxinas podem paralisar um homem por até 30 minutos. Pessoas que 
moram próximas de regiões onde acontece a maré vermelha podem adquirir 
problemas respiratórios graves. 
 
 
 
 
Fonte: www.fatosdesconhecidos.com.br 
11 EXEMPLO DE PATOLOGIA RELACIONADA A PROTOZOARIOS 
11.1 Toxoplasmose 
Segundo Dubey e Beattie 2009, é um protozoário da família dos 
coccídios, parasita intracelular obrigatório, com ciclo biológico complexo e que 
acomete praticamente todas as espécies animais de sangue quente. 
A toxoplasmose é uma antropozooonose de distribuição universal que 
acomete milhões de pessoas no mundo. O Toxoplasma gondii é um protozoário 
intracelular, que pode parasitar os mais diversos tecidos de vários mamíferos e 
aves (DUBEY, 2010). 
 
TRANSMISSÃO 
A principal forma de ocorrência e disseminação dos agentes para a 
população humana é ainda via oral. Para Neves 2003, A infecção é usualmente 
assintomática, entretanto sérios sintomas ou até mesmo a morte podem ocorrer 
na forma congênita da doença ou em indivíduos imunossuprimidos, como 
aidéticos ou indivíduos tratados com corticoides. 
 
 
 
 
 
Fonte: ong-bacfunvipro.blogspot.com.br 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS 
Alguns sintomas são febre, calafrios e suores, podem estar presentes. 
Dores de cabeça, dor muscular, faringite também são comuns. Muitas vezes o 
quadro clínico é bem parecido com o de uma gripe mais arrastada e o 
diagnóstico correto passa despercebido. Manchas avermelhadas pelo corpo ou 
hepatoesplenomegalia (aumento do baço) também podem ocorrer, tornando o 
quadro semelhante ao de uma mononucleose. A toxoplasmose também pode 
levar a infecções do pulmão, cursando com tosse e dificuldade respiratória. O 
toxoplasma também causa miocardite, inflamação do coração, provocando 
sintomas semelhantes aos da insuficiência cardíaca. 
 
TRATAMENTO 
Quanto ao tratamento, os fármacos mais utilizados atualmente para o 
combate à toxoplasmose são a pirimetamina (análogo da pirimidina), a 
sulfadiazina, o trimetoprima-sulfametoxazol e a clindamicina. A pirimimetamina 
e a trimetoprima agem inibindo a ação da enzima di-hidrofolato redutase 
(DHFR), importante para biossíntese de DNA e RNA. As sulfonamidas inibem 
a enzima dihidropteroato sintase (DHPS), ou seja, são análogos estruturais e 
antagonistas competitivos do ácido p-aminobenzóico (PABA), que é utilizado 
pelos parasitas para a biossíntese do ácido fólico. Enquanto a clindamicina 
inibe a biossíntese proteica, ligando-se a subunidade 50S do ribossomo 
(MANCINI, 2012). 
 
 
 
 
Fonte: consultaremedios.com.br 
O tratamento das gestantes deve ser feito de uma forma mais cuidadosa 
e imediata. A pirimetamina é um inibidor da síntese de ácido fólico e, portanto, 
é um medicamento tóxico para a medula; desse modo, a paciente deverá 
receber ácido folínico (nuncaácido fólico, que anula a ação terapêutica da 
pirimetamina) para prevenir alterações como neutropenia, trombocitopenia e 
anemia. Nos casos em que a infecção fetal não for confirmada, o tratamento 
com espiramicina poderá ser continuado durante toda a gestação. 
 
Fonte: www.radioculturafoz.com.br 
 
 
 
 Embora o benefício do tratamento na gestação ainda seja controverso, 
tem sido demonstrado efeitos na redução da transmissão transplacentária do 
parasito e também na diminuição da gravidade das manifestações clínicas nos 
neonatos (AMENDOEIRA & CAMILLO-COURA, 2010). 
 
 
 
 
12 BIBLIOGRAFIA 
AGROANALYSIS – Revista de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas 
(FGV), Vol. 24, n° 5, maio 2004, pag. 32 – 35. 
 
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John Wiley & Sons, INC, New York. 4th ed, 869p. 
ALMEIDA, J.R. Curso sobre fermentação alcóolica. Piracicaba: ESALQ, 
Instituto Arthur Luis Alves Frazão de Carvalho, formado pela Universidade 
Federal de Pernambuco em 2008 – CRM/PE – 16878. 
Bononi, V.L.R. (org), 1998. Zigomicetos, Basidiomicetos e Deuteromicetos: 
noções básicas de taxonomia e aplicações biotecnológicas. São Paulo: 
Instituto de Botânica, Secretaria de Estado do Meio Ambiente. 184p. 
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Oliveira Filho, E.C. 1981. A Exploração de algas marinhas no Brasil: 
situação atual e perspectivas futuras. Phycol. lat.-amer. 1: 5-18. 
PAULINO, Wilson Roberto. Biologia, Citologia e Histologia. Brasília, 
DF.Editora ática, 2009. 1ª edição. Zootécnico, 1960, v.2, p254-260.

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