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(Adaptado de EBSERH - Farmacêutico 2020) Os estudos de equivalência farmacêutica são um conjunto de ensaios físico-químicos e, quando aplicáveis, microbiológicos e biológicos, que comprovam que dois medicamentos são equivalentes farmacêuticos. Sobre a equivalência farmacêutica, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Aspecto, viscosidade, densidade, pH (potencial hidrogeniônico) e valor do peso ou do volume médio são considerados ensaios informativos para fins de equivalência farmacêutica.
Qualquer laboratório farmacêutico pode realizar os testes de equivalência farmacêutica, para o registro de medicamentos equivalentes, o laboratório entrega à ANVISA os resultados encontrados.
O estudo de equivalência farmacêutica deve ser realizado previamente ao estudo de biodisponibilidade relativa/bioequivalência, quando este for aplicável à forma farmacêutica, não sendo obrigatoriamente necessário empregar os mesmos lotes dos utilizados no estudo de equivalência farmacêutica.
Dizemos que dois medicamentos são equivalentes farmacêuticos quando, além dos testes de equivalência, apresentam os mesmos resultados, apresentam a mesma eficácia e segurança.
Nos ensaios de equivalência, os ensaios conhecidos como não informativos são aqueles que devem ter seus resultados comparados com os medicamentos de referência.
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há 10 horas

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Vamos analisar cada afirmativa para identificar a correta: 1. Aspecto, viscosidade, densidade, pH e valor do peso ou volume médio são considerados ensaios informativos para equivalência farmacêutica. Correto. Esses parâmetros são ensaios informativos que ajudam a caracterizar o medicamento, mas não são suficientes sozinhos para comprovar equivalência. 2. Qualquer laboratório pode realizar os testes e entregar os resultados à ANVISA para registro. Incorreto. Os testes devem ser realizados em laboratórios credenciados e que atendam às normas da ANVISA. 3. O estudo de equivalência farmacêutica deve ser feito antes do estudo de biodisponibilidade/bioequivalência, mas não é obrigatório usar os mesmos lotes. Incorreto. O estudo de equivalência farmacêutica deve preceder o de bioequivalência, porém é recomendável usar os mesmos lotes para garantir consistência. 4. Dois medicamentos são equivalentes farmacêuticos quando apresentam os mesmos resultados nos testes, eficácia e segurança. Incorreto. Equivalência farmacêutica refere-se apenas à composição e características físico-químicas; eficácia e segurança são avaliadas em estudos clínicos e de bioequivalência. 5. Nos ensaios de equivalência, os ensaios não informativos são aqueles que devem ter seus resultados comparados com o medicamento de referência. Incorreto. Os ensaios não informativos são aqueles que não fornecem dados relevantes para comparação. Resposta correta: A afirmativa 1 é a correta.

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A estabilidade de produtos farmacêuticos depende de fatores ambientais como temperatura, umidade e luz, e de outros relacionados ao produto como as propriedades físicas e químicas de substâncias ativas e excipientes farmacêuticos, forma farmacêutica e sua composição, processo de fabricação e tipo e propriedades dos materiais. Sobre os estudos de estabilidade, analise a relação entre as afirmativas a seguir:
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I. Uma empresa, após realizar um estudo de estabilidade acelerado, confirmou o prazo de validade e as condições de armazenamento e, assim, conseguiu o registro definitivo com a ANVISA.
II. Estudos de estabilidade acelerado são estudos projetados para a verificação das características físicas, químicas, biológicas e microbiológicas de um produto farmacêutico. Os resultados são usados para confirmar o prazo de validade e as condições de armazenamento do produto.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição verdadeira enquanto a II é falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

O teste de desintegração é um teste que visa medir o tempo que uma forma farmacêutica demora para fragmentar em partículas menores. Sobre esse assunto, analise a situação-problema a seguir:
A partir da situação-problema, o que o responsável do estágio orientou o aluno.
João, estagiário no controle de qualidade de uma indústria farmacêutica, ficou responsável por realizar o teste de desintegração com comprimidos sublinguais. Para isso, fez o teste com água morna entre 15–25°C e disse ao farmacêutico que o acompanha no estágio, que o lote estava conforme com o preconizado pela farmacopeia 6ª edição, pois os comprimidos demoraram 45 minutos para desintegrar.
Que João estava correto, pois o líquido de imersão e o tempo de desintegração seguiam a farmacopeia 6ª edição;
Que João estava correto, mas que ele não precisaria consultar a farmacopeia 6ª edição nesse caso, uma vez que poderia confiar nos resultados anteriores.
Que João estava errado, pois para comprimidos sublinguais o líquido de imersão utilizado deve ser ácido sulfúrico 1M a 25°C e o tempo máximo é de 3 minutos.
Que João estava errado, pois para comprimidos sublinguais o líquido de imersão utilizado deve ser água morna à 37°C e o tempo máximo é de 3 minutos.
Que João estava errado, pois para comprimidos sublinguais o líquido de imersão utilizado deve ser água morna à 37°C e o tempo máximo é de 5 minutos.

Carlos, aluno do curso de graduação de Farmácia, estava no final da faculdade e precisava desenvolver um trabalho de conclusão de curso. Ao conversar com seu orientador, foi estabelecido que Carlos faria a comparação do perfil de dissolução de três lotes do medicamento captopril referência e 3 marcas de genérico disponibilizados no mercado. Para isso, Carlos realizou o teste de dissolução de cada lote de medicamento selecionado e comparou a quantidade de fármaco dissolvida nas condições estabelecidas pela Farmacopeia Brasileira 6ª edição, utilizando para isso a dissolução em 900mL de ácido clorídrico 0,1M, com aparelho com cestas, na rotação de 50rpm durante 20 minutos.
Com os resultados do teste de dissolução, Carlos comparou a quantidade dissolvida em 20 minutos, e chegou à conclusão de que todos os medicamentos analisados tinham o mesmo perfil de dissolução. Podemos dizer que a conclusão do Carlos, está:
Correta, pois para comparar o perfil de dissolução entre os medicamentos, basta avaliar se a quantidade de fármaco dissolvido é igual entre o medicamento de referência e os genéricos, independente do tempo empregado.
Correta, pois para comparar o perfil de dissolução entre os medicamentos, basta comparar se a quantidade de fármaco dissolvida no tempo preconizado pela farmacopeia é semelhante, com tolerância de 10%.
Correta, mas ele poderia ter avaliado mais um ponto de coleta para ter certeza do resultado encontrado, pois a Farmacopeia Brasileira preconiza que os testes sejam realizados em dois dias consecutivos, com amostras diferentes.
Errada, pois para comparar o perfil de dissolução entre medicamentos, devemos testar a quantidade dissolvida em até 5 pontos de coletas.
Errada, pois para comparar o perfil de dissolução entre medicamentos, devemos testar a quantidade dissolvida em até 3 pontos de coletas.

O pH de uma solução pode ser definido como a concentração de íons H+ em uma preparação aquosa, e este influencia em diversos fatores responsáveis direta ou indiretamente na absorção dos fármacos desde a estabilidade da sua preparação até a constante de ionização (pKa) de um princípio ativo. Sobre esse assunto, analise a relação entre as assertivas a seguir:
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I. Nos medicamentos, o pH tem um papel mais significativo nas soluções aquosas frente às preparações líquidas.
II. A acidez e basicidade vai alterar a desintegração dessas moléculas durante a absorção.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira enquanto a II é falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa da I.

A estabilidade é definida como o tempo durante o qual a especialidade farmacêutica ou mesmo a matéria prima considerada isoladamente mantém, dentro dos limites especificados e durante todo o período de estocagem, transporte e uso, as mesmas características que possuía no momento da sua produção (SOUZA, J.N. Estudo de estabilidade: fatores que influenciam na estabilidade do medicamento, 2014. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Instituto de Tecnologia em Fármacos/Farmanguinhos, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014).
Sobre o estudo de estabilidade de longa duração analise a relação entre as assertivas a seguir: I. João, responsável pela garantia da qualidade de uma indústria farmacêutica, realizou o pedido de registro definitivo na ANVISA de um medicamento com um novo insumo farmacêutico apresentando os estudos de estabilidade acelerado concluídos, mas sem ter iniciado o estudo de instabilidade de longa duração em andamento. II. Para registros definitivos de medicamentos no Brasil com novo insumo farmacêutico ativo, poderão ser apresentados estudos de estabilidade acelerado concluídos, não sendo obrigatório os estudos de estabilidade forçada e de longa duração. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição verdadeira enquanto a II é falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

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