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Durante a análise microscópica de uma extensão sanguínea corada de um felino com diagnóstico confirmado de Peritonite Infecciosa Felina (PIF), o patologista clínico nota que a contagem global de leucócitos aponta para uma Leucocitose moderada por Neutrofilia, sem desvio à esquerda significativo. No entanto, nota-se uma Linfopenia profunda (500 linfócitos/µL - Ref: 1.500-7.000/µL).
Qual o principal mecanismo fisiopatológico que justifica o desenvolvimento da linfopenia em processos inflamatórios crônicos sistêmicos graves mediados por vírus ou citocinas?
A) Destruição lítica direta de linfócitos circulantes mediada pela enzima alanina aminotransferase (ALT) plasmática.
B) Apoptose linfocitária induzida por altos níveis sustentados de cortisol endógeno (estresse crônico) combinado com o sequestro e extravasamento dessas células para os tecidos inflamados.
C) Bloqueio irreversível dos receptores de interleucina na medula óssea, impedindo exclusivamente a linfopoiese marginal.
D) Conversão fenotípica direta de linfócitos B em monócitos fagocíticos para suprir a demanda macrofágica tecidual.
E) Lise osmótica de imunoglobulinas na circulação linfática central, mimetizando falsamente a queda celular.
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Praticando Para Aprender

há 18 horas

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há 18 horas

A linfopenia profunda em processos inflamatórios crônicos graves, como na Peritonite Infecciosa Felina (PIF), é geralmente causada por um mecanismo que envolve o estresse crônico e a resposta imunológica. Analisando as alternativas: A) Alanina aminotransferase (ALT) está relacionada a lesão hepática, não à destruição direta de linfócitos. B) Apoptose linfocitária induzida por altos níveis sustentados de cortisol endógeno (estresse crônico), combinada com sequestro e extravasamento para tecidos inflamados, é um mecanismo conhecido em processos inflamatórios crônicos graves. C) Bloqueio irreversível dos receptores de interleucina na medula óssea não é um mecanismo comum ou exclusivo para linfopenia. D) Conversão fenotípica de linfócitos B em monócitos fagocíticos não ocorre. E) Lise osmótica de imunoglobulinas mimetizando queda celular não é um mecanismo fisiopatológico real. Portanto, a alternativa correta é: B) Apoptose linfocitária induzida por altos níveis sustentados de cortisol endógeno (estresse crônico) combinado com o sequestro e extravasamento dessas células para os tecidos inflamados.

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A diferenciação clínica e laboratorial entre a Insuficiência Renal Aguda (IRA) e a Doença Renal Crônica (DRC) é crucial para o estabelecimento do prognóstico e manejo terapêutico no paciente veterinário. Um felino sem raça definida, 3 anos, foi internado após suposta ingestão de lírios (planta altamente nefrotóxica para gatos). Exames revelam azotemia grave de evolução rápida, associada a rim de tamanho normal a aumentado à ultrassonografia e presença de cilindros epiteliais e granulosos no sedimento urinário.
Qual conjunto de achados laboratoriais melhor caracteriza a fisiopatologia da IRA deste paciente em comparação com um paciente portador de DRC estádio avançado?
A) IRA: Anemia normocítica normocrômica arregenerativa grave por deficiência de eritropoietina; DRC: Hematócrito normal.
B) IRA: Densidade urinária persistentemente isostenúrica com perda progressiva crônica de potássio; DRC: Densidade urinária flutuante com hiperpotassemia grave imediata.
C) IRA: Início abrupto da azotemia, potássio sérico frequentemente elevado (hipercalemia) em quadros oligúricos/anúricos, sedimento urinário ativo (cilindrúria de descamação); DRC: Anemia arregenerativa crônica, rins reduzidos e de contornos irregulares, perda crônica de peso.
D) IRA: Hipercalcemia crônica marcada por hiperparatireoidismo secundário renal; DRC: Hipocalcemia imediata por deposição tecidual de oxalato.
E) IRA: Elevação isolada da ureia sem alteração de creatinina; DRC: Elevação isolada de creatinina sem alteração de ureia.