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MESOTELIOMA 
• Tumor raro em cães e gatos, que se origina das células mesoteliais do revestimento seroso das 
cavidades pleural, pericárdica ou peritoneal.• Em cães há relatos de que esse tumor se origine da 
túnica vaginal dos testículos. 
SINAIS CLÍNICOS 
• Efusão pleural — dispneia, taquipneia, intolerância ao exercício, tosse, ânsia de vômito, cianose.• 
Efusão pericárdica — letargia, anorexia, fraqueza, colapso, angústia respiratória, distensão 
abdominal.• Ascite — distensão abdominal, letargia.• Tumefação dos testículos.• Os sinais do 
subtipo esclerosante são secundários à constrição em torno dos órgãos acometidos — problemas 
urinários. 
CAUSAS E FATORES DE RISCO 
• Aumento do risco na exposição a asbesto (amianto).• Possível aumento do risco em Golden 
retriever com efusão pericárdica hemorrágica idiopática. 
HEMOGRAMA/BIOQUÍMICA/URINÁLISE 
N/D. 
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 
• Radiografia torácica — para identificar a efusão pleural e avaliar a silhueta cardíaca coracao 
globoide compatível com efusão pericárdica).• Ecocardiografia — para identificar efusão pericárdica 
e descartar neoplasia cardíaca primária. • Ultrassonografia toracoabdominal — avaliar as efusões.• 
TC — para identificar a presença de lesões expansivas tipo massa e avaliar os pulmões diante de 
efusão pleural. 
MÉTODOS DIAGNÓSTICOS 
• Citologia das efusões para descartar causas infecciosas de linfoma — não é fácil diagnosticar o 
mesotelioma no exame citológico, pois as células mesoteliais são tipicamente liberadas nas efusões 
e podem ser altamente reativas.• Cirurgia exploratória (aberta ou via exame toracoscópico ou 
laparoscópico) com biopsias.• Níveis de fibronectina nas efusões — inespecíficos para mesotelioma, 
mas elevados em efusões neoplásicas. 
TRATAMENTO 
• Pericardiotomia ou remoção de massa se possível. • Pericardiocentese ou toracocentese 
sintomática. 
MEDICAMENTO(S) 
• Quimioterapia intracavitária:Cisplatina (apenas no cão) 50-70 mg/m2 a cada 3 semanas com 
diurese salina.Carboplatina (gato) 180-200 mg/m2 a cada 3-4 semanas.Carboplatina (cão) 300 
mg/m2 a cada 3 semanas.Mitoxantrona (cão) 5,0-5,5 mg/m2 a cada 3 semanas. 
• Quimioterapia intravenosa — doxorrubicina a 30 mg/m2 (cão com mais de 10 kg de peso corporal) 
ou 1 mg/kg (cão com menos de 10 kg ou gato) ou mitoxantrona (4,5-5,5 mg/m2 para cão e gato) 
uma vez a cada 3 semanas. 
CONTRAINDICAÇÕES/INTERAÇÕES POSSÍVEIS• A quimioterapia pode causar efeitos tóxicos sobre o 
trato gastrintestinal, a medula óssea, o coração e outros órgãos.• A cisplatina é nefrotóxica. Não 
usar em gatos; provoca edema pulmonar fatal.• A doxorrubicina pode ser nefrotóxica em gatos. 
ACOMPANHAMENTO 
• Exames de sangue — hemograma completo para monitorizar a ocorrência de supressão da medula 
óssea secundária à quimioterapia e mensuração dos índices renais para monitorizar a ocorrencia de 
nefrotoxicidade se o tratamento for feito com cisplatina.• Radiografias seriadas do tórax e/ou 
ultrassonografias do coração e das cavidades toracoabdominais para monitorizar a recorrência das 
efusões e a resposta do tumor. 
EVOLUÇÃO ESPERADA E PROGNÓSTICO 
• Prognóstico — variável e segundo relatos de casos. 
Cisplatina intracavitária (cães) — faixa de 8 meses a >3 anos.Carboplatina intracavitária (gatos) com 
piroxicam — 6 meses.Cirurgia aliada à cisplatina intracavitária e doxorrubicina IV — >27 
meses.Sobrevida relatada apenas com a cirurgia — 4-9 meses. 
REFERENCIAS 
Garrett LD. Mesothelioma. In: Withrow SJ, Vail DM, eds., Small Animal Clinical Oncology, 4th ed. 
Philadelphia: Saunders, 2007, pp. 804-808.