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20. Uma equipe da Unidade de Saúde da Família (USF) realizou a sua 
primeira reunião após um mês do início de suas atividades. Todas as 
famílias já tinham sido cadastradas pelos agentes comunitários de saúde 
(ACS) e o território já se encontrava mapeado e dividido. Ao consolidar os 
dados dos indicadores de saúde obtidos por meio das fichas de 
cadastramento e acompanhamento das famílias, a equipe de saúde 
constatou que um dos principais problemas apresentados pela população 
era verminose. Pontuando os casos de verminose no mapa do território, 
percebeu-se que todos ocorreram na comunidade próxima a uma avenida. 
De acordo com o ACS da microárea, essa avenida está localizada na parte 
mais precária da comunidade, com esgoto a céu aberto próximo às 
residências, onde as crianças brincam rotineiramente. Após discussão 
sobre os determinantes envolvidos na situação, que conduta deverá ser 
adotada pela equipe da USF, a fim de minimizar o problema? 
(A) Comunicar a situação identificada à prefeitura da cidade, pois à equipe da 
USF não compete atuar em determinantes estruturais, como moradia e 
saneamento básico. 
(B) Intervir de forma indireta na situação para evitar conflito entre a USF e a 
comunidade, pois o problema de saneamento básico pode não estar relacionado 
aos casos de verminose identificados. 
(C) Orientar as famílias que residem nesse espaço, de forma individual e em 
grupo, promovendo discussões a respeito de como lidar com as limitações 
estruturais, o que poderá contribuir para prevenir novos casos de verminose. 
(D) Solicitar que o ACS da microárea realize mais visitas às famílias que 
apresentem casos de verminose, pois é dever do ACS conter os problemas de 
saúde apresentados pela população da microárea sob sua responsabilidade. 
(E) Desmarcar os demais agendamentos de atendimento da população adscrita, 
a fim de concentrar a atuação da equipe nos casos de verminose, o que permitirá 
conhecer melhor as famílias acometidas pela doença e prever intervenções que 
sejam compatíveis com as necessidades levantadas. 
 
INTENÇÃO: 
Promover reflexão acerca do processo de territorialização no SUS e os 
determinantes e condicionantes da saúde. 
 
JUSTIFICATIVA: 
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (Brasil, 2012), é função 
do agente comunitário de saúde: trabalhar com adscrição de famílias em base 
geográfica definida, a microárea; acompanhar, por meio de visita domiciliar, 
todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade (as visitas deverão ser 
programadas em conjunto com a equipe, considerando os critérios de risco e 
vulnerabilidade, de modo que famílias com maior necessidade sejam visitadas 
mais vezes, mantendo como referência a média de uma visita/família/mês); estar 
em contato permanente com as famílias, desenvolvendo ações educativas, 
visando à promoção da saúde, à prevenção das doenças e ao acompanhamento 
das pessoas com problemas de saúde, sob supervisão do enfermeiro. Dentro da 
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situação descrita na questão, cabe ao profissional trabalhar a prevenção e a 
informação em saúde. 
 
REFERÊNCIA: 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento 
de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2012. 
 
21. A promulgação da Lei nº 8.080/90, que instituiu o Sistema Único de 
Saúde (SUS), teve importantes desdobramentos na área de vigilância 
epidemiológica. O Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), 
formalizado através da Lei nº 6.259, oficializa o conceito de vigilância 
epidemiológica como: 
(A) O conjunto de atividades do ramo da segurança que tem como objetivo 
prevenir e reduzir perdas patrimoniais em uma determinada organização. 
(B) Um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à 
saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da 
produção e circulação de bens e da prestação de serviço de interesse da saúde. 
(C) Um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância 
epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos 
trabalhadores, assim como visa à recuperação e à reabilitação da saúde dos 
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de 
trabalho. 
(D) Observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças 
mediante a coleta sistemática, consolidação e avaliação de informes de 
morbidade e mortalidade, assim como de outros dados relevantes, e a regular 
disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la. 
(E) Um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou a 
prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de 
saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as 
medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. 
 
INTENÇÃO: 
Avaliar o conhecimento de vigilância epidemiológica. 
 
JUSTIFICATIVA: 
De acordo com a Lei no8080/90 em seu art. 6 § 2º, entende-se por vigilância 
epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a 
detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e 
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar 
e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. 
 
REFERÊNCIA: 
BRASIL. Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições 
para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o 
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funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário 
Oficial da União. Brasília, DF, 1990. 
 
22. As residências terapêuticas são modalidades propostas pela Reforma 
Psiquiátrica para auxiliar na reinserção social do paciente que teve longas 
internações e não manteve laços sociais que permitam sua reintegração à 
família. A esse respeito é correto afirmar que: 
(A) Cada residência terapêutica não deve ter mais do que seis participantes. 
(B) A cada seis meses, um dos pacientes moradores da residência fica 
responsável pela casa, o que é decidido pelos profissionais de saúde junto com 
os outros moradores. 
(C) Cada residência deve contar com profissionais de saúde, que fazem o 
acompanhamento terapêutico em grupo dos pacientes, bem como organizam 
oficinas nos moldes do CAPS. 
(D) Uma das dificuldades dos cuidadores que atuam junto aos pacientes é a 
ausência de avaliações sistemáticas que focalizem as dificuldades encontradas. 
(E) O cuidador não deve ter inserção no cotidiano da casa. 
 
INTENÇÃO: 
Resgatar os conhecimentos relacionados à rede de atenção à saúde mental. 
 
JUSTIFICATIVA: 
O número de usuários pode variar desde um indivíduo até um pequeno grupo de 
no máximo oito pessoas, que deverão contar sempre com suporte profissional 
sensível às demandas e necessidades de cada um. O suporte de caráter 
interdisciplinar (seja o CAPS de referência, seja uma equipe da atenção básica, 
sejam outros profissionais) deverá considerar a singularidade de cada um dos 
moradores, e não apenas projetos e ações baseadas no coletivo de moradores. 
O acompanhamento a um morador deve prosseguir, mesmo que ele mude de 
endereço ou eventualmente seja hospitalizado. A implantação de uma residência 
terapêutica exige pacto entre gestor, comunidade, usuários, profissionais de 
saúde, vizinhança, rede social de apoio, e cuidadoso e delicado trabalho clínico 
com os futuros moradores. SRT I – O suporte focaliza-se na inserção dos 
moradores na rede social existente (trabalho, lazer, educação etc.). O 
acompanhamento na residência é realizado conforme recomendado nos 
programas terapêuticos individualizados dos moradores e também pelos 
Agentes Comunitários de Saúde do PSF, quando houver. Este é o tipo mais 
comum de residências, onde é necessário apenas a ajuda de um cuidador. SRT 
II – Em geral, cuidamos de nossos velhos, doentes e/ou dependentes físicos, 
inclusive com ajuda de profissionais: o SRT II é a casa dos cuidados substitutivos 
familiares desta população institucionalizada,muitas vezes, por uma vida inteira. 
O suporte focaliza-se na reapropriação do espaço residencial como moradia e 
na inserção dos moradores na rede social existente. Constituída para clientela 
carente de cuidados intensivos, com monitoramento técnico diário e pessoal 
auxiliar permanente na residência, este tipo de SRT pode diferenciar-se em

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