Prévia do material em texto
25 20. Uma equipe da Unidade de Saúde da Família (USF) realizou a sua primeira reunião após um mês do início de suas atividades. Todas as famílias já tinham sido cadastradas pelos agentes comunitários de saúde (ACS) e o território já se encontrava mapeado e dividido. Ao consolidar os dados dos indicadores de saúde obtidos por meio das fichas de cadastramento e acompanhamento das famílias, a equipe de saúde constatou que um dos principais problemas apresentados pela população era verminose. Pontuando os casos de verminose no mapa do território, percebeu-se que todos ocorreram na comunidade próxima a uma avenida. De acordo com o ACS da microárea, essa avenida está localizada na parte mais precária da comunidade, com esgoto a céu aberto próximo às residências, onde as crianças brincam rotineiramente. Após discussão sobre os determinantes envolvidos na situação, que conduta deverá ser adotada pela equipe da USF, a fim de minimizar o problema? (A) Comunicar a situação identificada à prefeitura da cidade, pois à equipe da USF não compete atuar em determinantes estruturais, como moradia e saneamento básico. (B) Intervir de forma indireta na situação para evitar conflito entre a USF e a comunidade, pois o problema de saneamento básico pode não estar relacionado aos casos de verminose identificados. (C) Orientar as famílias que residem nesse espaço, de forma individual e em grupo, promovendo discussões a respeito de como lidar com as limitações estruturais, o que poderá contribuir para prevenir novos casos de verminose. (D) Solicitar que o ACS da microárea realize mais visitas às famílias que apresentem casos de verminose, pois é dever do ACS conter os problemas de saúde apresentados pela população da microárea sob sua responsabilidade. (E) Desmarcar os demais agendamentos de atendimento da população adscrita, a fim de concentrar a atuação da equipe nos casos de verminose, o que permitirá conhecer melhor as famílias acometidas pela doença e prever intervenções que sejam compatíveis com as necessidades levantadas. INTENÇÃO: Promover reflexão acerca do processo de territorialização no SUS e os determinantes e condicionantes da saúde. JUSTIFICATIVA: De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (Brasil, 2012), é função do agente comunitário de saúde: trabalhar com adscrição de famílias em base geográfica definida, a microárea; acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade (as visitas deverão ser programadas em conjunto com a equipe, considerando os critérios de risco e vulnerabilidade, de modo que famílias com maior necessidade sejam visitadas mais vezes, mantendo como referência a média de uma visita/família/mês); estar em contato permanente com as famílias, desenvolvendo ações educativas, visando à promoção da saúde, à prevenção das doenças e ao acompanhamento das pessoas com problemas de saúde, sob supervisão do enfermeiro. Dentro da 26 situação descrita na questão, cabe ao profissional trabalhar a prevenção e a informação em saúde. REFERÊNCIA: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 21. A promulgação da Lei nº 8.080/90, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), teve importantes desdobramentos na área de vigilância epidemiológica. O Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), formalizado através da Lei nº 6.259, oficializa o conceito de vigilância epidemiológica como: (A) O conjunto de atividades do ramo da segurança que tem como objetivo prevenir e reduzir perdas patrimoniais em uma determinada organização. (B) Um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviço de interesse da saúde. (C) Um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e à reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho. (D) Observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática, consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade, assim como de outros dados relevantes, e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la. (E) Um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. INTENÇÃO: Avaliar o conhecimento de vigilância epidemiológica. JUSTIFICATIVA: De acordo com a Lei no8080/90 em seu art. 6 § 2º, entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. REFERÊNCIA: BRASIL. Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o 27 funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 1990. 22. As residências terapêuticas são modalidades propostas pela Reforma Psiquiátrica para auxiliar na reinserção social do paciente que teve longas internações e não manteve laços sociais que permitam sua reintegração à família. A esse respeito é correto afirmar que: (A) Cada residência terapêutica não deve ter mais do que seis participantes. (B) A cada seis meses, um dos pacientes moradores da residência fica responsável pela casa, o que é decidido pelos profissionais de saúde junto com os outros moradores. (C) Cada residência deve contar com profissionais de saúde, que fazem o acompanhamento terapêutico em grupo dos pacientes, bem como organizam oficinas nos moldes do CAPS. (D) Uma das dificuldades dos cuidadores que atuam junto aos pacientes é a ausência de avaliações sistemáticas que focalizem as dificuldades encontradas. (E) O cuidador não deve ter inserção no cotidiano da casa. INTENÇÃO: Resgatar os conhecimentos relacionados à rede de atenção à saúde mental. JUSTIFICATIVA: O número de usuários pode variar desde um indivíduo até um pequeno grupo de no máximo oito pessoas, que deverão contar sempre com suporte profissional sensível às demandas e necessidades de cada um. O suporte de caráter interdisciplinar (seja o CAPS de referência, seja uma equipe da atenção básica, sejam outros profissionais) deverá considerar a singularidade de cada um dos moradores, e não apenas projetos e ações baseadas no coletivo de moradores. O acompanhamento a um morador deve prosseguir, mesmo que ele mude de endereço ou eventualmente seja hospitalizado. A implantação de uma residência terapêutica exige pacto entre gestor, comunidade, usuários, profissionais de saúde, vizinhança, rede social de apoio, e cuidadoso e delicado trabalho clínico com os futuros moradores. SRT I – O suporte focaliza-se na inserção dos moradores na rede social existente (trabalho, lazer, educação etc.). O acompanhamento na residência é realizado conforme recomendado nos programas terapêuticos individualizados dos moradores e também pelos Agentes Comunitários de Saúde do PSF, quando houver. Este é o tipo mais comum de residências, onde é necessário apenas a ajuda de um cuidador. SRT II – Em geral, cuidamos de nossos velhos, doentes e/ou dependentes físicos, inclusive com ajuda de profissionais: o SRT II é a casa dos cuidados substitutivos familiares desta população institucionalizada,muitas vezes, por uma vida inteira. O suporte focaliza-se na reapropriação do espaço residencial como moradia e na inserção dos moradores na rede social existente. Constituída para clientela carente de cuidados intensivos, com monitoramento técnico diário e pessoal auxiliar permanente na residência, este tipo de SRT pode diferenciar-se em