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Proposta de peça 
A sociedade empresária Ômega procura você, exibindo sentença prolatada em reclamação trabalhista movida por Fabiano que tramita perante a 100ª Vara do Trabalho de Maceió/AL. 
Nela, o magistrado, em síntese, rejeitou preliminar suscitada pela empresa e determinou o recolhimento do INSS relativo ao período trabalhado mês a mês, para fins de aposentadoria, já que restou comprovado que a empresa descontava a cota previdenciária, mas não a repassava ao INSS; (art. 114CF)
Merece reforma a sentença, visto não ser de competência do juiz do trabalho. Logo deve ser reformada a sentença, neste aspecto.
Rejeitou preliminar suscitada e desconsiderou que a empresa havia feito um acordo em outro processo movido pelo mesmo empregado, homologado em juízo, no qual pagou o prêmio de assiduidade, condenando-a novamente ao pagamento dessa parcela; (coisa julgada) 
Merece reforma, pois se está diante de coisa julgada. Tal determinação deve ser excluída da sentença. 
Rejeitou preliminar suscitada pela empresa e desconsiderou que em relação às diárias postuladas, o autor tinha, comprovadamente, outra ação em curso com o mesmo tema, que se encontrava em grau de recurso; 
Merece reforma. Este tema já está sendo discutido em outro processo, em fase de recurso. (litispendência).
Extinguiu o feito sem resolução do mérito em relação a um pedido de devolução de desconto, porque não havia causa de pedir; não acolheu a prescrição parcial porque ela foi suscitada pelo advogado em razões finais, afirmando o magistrado que deveria sê-lo apenas na contestação, tendo ocorrido preclusão; 
Merece reforma. Pois posso sim requerer a prescrição nas razões finais, na forma da súmula 153. (súmula 153 TST – posso alegar prescrição até as razões finais, pois é a fase ordinária do processo).
Deferiu a reintegração do ex-empregado, Fabiano, porque ele foi eleito presidente da Associação de Leitura dos empregados da empresa, entidade criada pelos próprios empregados, sendo que a dispensa ocorreu em dezembro de 2019, no decorrer do mandato do reclamante; 
Ele não é detentor de estabilidade, conforme art. 543 CLT art8CF
Indeferiu o pedido de vale-transporte, porque o reclamante se deslocava para o trabalho e dele retornava a pé; 
Deferiu indenização por dano moral, porque, pelo confessado atraso no pagamento dos salários dos últimos 3 meses do contrato de trabalho, o empregado teve seu nome inscrito em cadastro restritivo de crédito, conforme certidão do Serasa juntada pelo reclamante demonstrando a inserção do nome do empregado no rol de maus pagadores em novembro de 2017; 
Merece reforma, na medida em que o empregado apresentou inscrição no serasa em 2017, não quando foi dispensado. Não tendo provas que à época teve seu salário pago com atraso. 
Deferiu a entrega de uma carta de referência para facilitar o autor na obtenção de nova colocação, caso, no futuro, ele viesse a querer se empregar em outro lugar; 
Merece reforma, pois não há previsão legal para tal deferimento. 
Indeferiu a integração da alimentação concedida ao empregado, porque a empresa aderira ao Programa de Alimentação do Trabalhador durante todo o contrato de trabalho; 
Deferiu o pagamento da participação nos lucros prevista na convenção coletiva da categoria, nos anos de 2014 e 2015, pois confessadamente não havia sido paga; 
Merece reforma, pois conforme documentação acostada aos autos, o empregado estava sob benefício de licença saúde em decorrência de doença comum, não cabendo participação dos lucros, nesse aspecto.
Indeferiu o pedido de anuênio, porque não havia previsão legal nem no instrumento da categoria do autor; 
Deferiu o pagamento da diferença de férias, porque o empregado não fruiu 30 dias úteis no ano de 2018, como garante a Lei.
Merece reforma, neste aspecto, porque conforme a clt, não são 30 dias úteis, mas sim, corridos. 
A sociedade empresária apresenta a ficha de registro de empregados do reclamante, na qual se verifica que ele havia trabalhado de 08/07/2009 a 20/10/2019, sendo que, nos anos de 2014 a 2016, permaneceu afastado em benefício previdenciário de auxílio-doença comum (código B-31); a ficha financeira mostra que o empregado ganhava 2 salários mínimos mensais e exercia a função de auxiliar de manutenção de equipamentos, fazendo eventuais viagens para verificação de equipamentos em filiais da empresa.
Diante disso, como advogado(a) da ré, redija a peça prático-profissional pertinente ao caso para a defesa dos interesses do seu cliente em juízo, e que, na sentença, não havia vício ou falha estrutural que comprometesse sua integridade
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da 100ª Vara do Trabalho de Maceió/AL.
Processo nº [número do processo]
Reclamada: Sociedade Empresária Ômega
Reclamante: Fabiano
A sociedade empresária Ômega, já qualificada nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor
RECURSO ORDINÁRIO
com fulcro no artigo 895, inciso I, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:
Preliminarmente
1. Incompetência da Justiça do Trabalho para determinar o recolhimento do INSS A sentença merece reforma quanto à determinação de recolhimento do INSS relativo ao período trabalhado mês a mês. Tal competência é da Justiça Federal, conforme artigo 114 da Constituição Federal. Logo, requer-se a reforma da sentença nesse ponto.
2. Coisa julgada A sentença deve ser reformada no ponto em que condenou a empresa ao pagamento do prêmio de assiduidade, pois já houve acordo homologado judicialmente em outro processo movido pelo mesmo empregado, configurando-se coisa julgada.
3. Litispendência O tema das diárias postuladas pelo reclamante já está sendo discutido em outra ação em grau de recurso. Portanto, requer-se a reforma da sentença, reconhecendo a litispendência e excluindo tal condenação.
4. Preclusão quanto à alegação de prescrição A sentença extinguiu o pedido de devolução de desconto por ausência de causa de pedir e não acolheu a prescrição parcial por ter sido suscitada em razões finais. Com base na Súmula 153 do TST, a alegação de prescrição pode ser feita até as razões finais. Assim, requer-se a reforma da sentença para acolher a prescrição parcial.
Mérito
5. Estabilidade sindical A reintegração do reclamante deve ser revista, pois ele não é detentor de estabilidade sindical, conforme artigo 543 da CLT e artigo 8º da CF. Requer-se a reforma da sentença para excluir a reintegração.
6. Vale-transporte O indeferimento do pedido de vale-transporte está correto, visto que o reclamante se deslocava a pé para o trabalho e dele retornava da mesma forma.
7. Dano moral A sentença deve ser reformada quanto à indenização por dano moral, pois a inscrição do reclamante no Serasa ocorreu em 2017, sem provas de atraso salarial à época da dispensa. Requer-se a exclusão da indenização por dano moral.
8. Carta de referência Não há previsão legal para a entrega de carta de referência. Requer-se a reforma da sentença para excluir tal determinação.
9. Participação nos lucros O pagamento da participação nos lucros referente aos anos de 2014 e 2015 deve ser excluído, pois o reclamante estava em licença saúde, não fazendo jus ao benefício.
10. Férias A sentença deferiu o pagamento de diferença de férias considerando 30 dias úteis em 2018. A CLT assegura 30 dias corridos, não úteis. Requer-se a reforma para adequar a condenação aos termos da lei.
Conclusão Diante do exposto, requer-se o conhecimento e provimento do presente recurso para reformar a sentença nos termos acima expostos, garantindo-se a justiça na resolução da lide.
Nestes termos, pede deferimento.
Local, data.
Advogado(a) OAB/UF nº [número da OAB]

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