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UNIVERSIDADE DE UBERABA - UNIUBE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E GESTÃO COLATINA 2016 ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E GESTÃO Relatório apresentado à Universidade de Uberaba, referente ao Estágio Curricular Supervisionado na Educação Infantil e gestão na Etapa IV do Curso de Pedagogia. Orientação professora Fátima Garcia Chaves COLATINA 2016 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...........4 2 A ESCOLA E SUA HISTÓRIA ..................................................................................5 3 A ESCOLA E SUA CULTURA .................................................................................6 4 OS FUNDAMENTOS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO............................7 5 AS PRÁTICAS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NO COTIDIANO DA ESCOLA .....................................................................................................................9 6 O ESPAÇO DA SALA DE AULA ............................................................................11 6.1 A VIVÊNCIA DA SALA DE AULA NA PERSPECTIVA DOS ALUNOS E PROFESSORA(S)......................................................................................................12 6.2 RELATÓRIO DA ENTREVISTA FEITA A UM GRUPO DE CRIANÇAS DE QUATRO ANOS DE IDADE QUE ESTUDAM NO CEIM “PERNALONGA”................13 7 PLANEJANDO O EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA......................................................14 8 PENSANDO E AVALIANDO O EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA….............................15 9 CONCLUSÃO .........................................................................................................16 10 REFERÊNCIAS ................................................................................................... 17 1 INTRODUÇÃO O Estágio é um complemento essencial para a vida do graduando e realizá-lo numa instituição de ensino da rede municipal de Colatina foi muito prazeroso e enriquecedor. O estágio é uma experiência única, que possibilita a reflexão sobre a prática pedagógica, tendo como base aprimorar a prática em sala de aula e aplicar os conhecimentos adquiridos nas disciplinas estudadas, bem como confrontá-los com a prática pedagógica, buscando firmá-la de forma significativa. Será de muita importância para a nossa formação como futuros educadores para que saibamos como, onde e em quais momentos fazer, e assim teremos a oportunidade de aplicar na prática o que aprendemos na sala de aula. E a partir da análise, observação, coleta de dados e o exercício da docência, poderemos perceber se a escola se empenha na busca de uma educação de qualidade, se promove a transformação e o desenvolvimento de seus alunos e se os pais acompanham o desempenho de seus filhos na escola. Este relatório tem a intenção de documentar aqui minha experiência no decorrer do período em que vivenciei na prática tudo que tenho aprendido na teoria. É o momento de aplicar alguns conceitos adquiridos no período do curso de Pedagogia e que seja um momento de aprendizado, um momento de tirar as dúvidas, de integrar-se ao novo ambiente em que iremos trabalhar, e que a partir da observação da atuação de outros profissionais da área, podermos formar o perfil de professor que queremos ser. Foi muito bom fazer parte desse trabalho rico e significativo. Pois só haverá uma educação de qualidade se os profissionais envolvidos promoverem aos alunos valores e cidadania. 2 A ESCOLA E SUA HISTÓRIA Estive no CEIM “Pernalonga”, no mês de fevereiro de 2016 para realizar o estágio curricular supervisionado, sob orientação da Tutora presencial Debora Cruz”. O Centro de Educação Infantil Municipal “Pernalonga”, está localizado na Travessa Antônio Zago, s/n, no Bairro Maria das Graças, na cidade de Colatina ES, cep: 29705-080, telefone: 3721-2979. O CEIM “Pernalonga” já foi criado dentro das normas de municipalização. Seu ato de criação, decreto n° 8.443/98, CNPJ: 02.641.596/0001-34. O CEIM “Pernalonga”, antes chamado de Jardim de Infância “Pernalonga”, surgiu em 1981 e recebeu esse nome inspirado no desenho animado do Coelho Pernalonga. Teve como precursora a professora Elza Dalla Bernardina Seidel que, segundo o seu relato observou a necessidade de uma escolinha na comunidade que atendesse as crianças de Educação Infantil, e com este objetivo percorreu as casas do bairro a fim de conseguir alunos, formando a primeira turma de pré-escola desta unidade escolar. A creche começou a funcionar numa sala de aula cedida pela escola “José Fachetti”. No ano seguinte, por causa da distância a turma funcionou nas dependências da Igreja Presbiteriana, porém, por depender de uma unidade escolar esta turma foi integrada a escola “Raul Giuberti”. Em 1985, devido à grande quantidade de alunos, houve a necessidade de formar novas turmas. Em 6 de agosto de 1990, o Jardim de Infância passou a funcionar em prédio próprio, ao lado da Igreja Católica do bairro e sua primeira diretora foi a professora Janethe Negrelli Sangali. Em 1991 o Jardim de Infância já possuía 05 turmas, e em 1992 contava com 08 turmas. No ano de 1993, assumiu a função de diretora a professora Adriana Maria Dalla Bernardina Pereira, e já havia o total de 09 turmas. Neste mesmo ano passou a chamar-se Creche Pernalonga, atendendo crianças de 04 meses a 06 anos de idade. Hoje com uma nova denominação CEIM “Pernalonga” (Centro de Educação Infantil Municipal) atende crianças de 04 meses a 4 anos, na modalidade creche e período integral; e Educação Infantil, sendo opcional os turnos matutino e vespertino. O CEIM atende atualmente 131 crianças, divididas em 07 turmas. Em fevereiro de 2012 foi criado o ANEXO “Pernalonga”, que funciona nas dependências da Faculdade Castelo Branco, devido à demanda do bairro, sendo coordenada atualmente pela professora Fabiana Tartaglia de S. Rodnitzky. Funciona com 12 turmas em período parcial com crianças de 01 ano a 05 anos e atualmente tem aproximadamente 268 crianças distribuídas em dois turnos: matutino e vespertino, totalizando 396 crianças. O CEIM “Pernalonga” tem ao todo 29 funcionários que estão divididos: 14 professores que possuem nível superior e que cuidam da parte pedagógica, 08 estagiárias que estão cursando faculdade e que tem a função de auxiliar o educador, 02 merendeiras, 04 auxiliares de serviços gerais que em geral possuem o nível fundamental e que colaboram para o funcionamento da creche, e um gestor que possui formação superior e responde pela mesma. Pelo motivo de ter um espaço limitado o CEIM não coopera para a realização de eventos na comunidade. 3 A ESCOLA E SUA CULTURA O espaço físico de uma escola contribui muito na aprendizagem da educação infantil, um espaço aconchegante aproxima as crianças umas das outras, quando o espaço físico escolar é planejado, contribui positivamente para a construção da autonomia, da identidade da criança, favorece trocas afetivas, e colabora com o desenvolvimento de habilidades motoras, promovendo um desenvolvimento integral. Na estrutura física, o prédio é pequeno, portanto sendo insuficiente para atender a clientela. A escola oferece ensino de educação infantil, atendendo a demanda de toda a comunidade. Mais do que a estrutura física, esse espaço é o ambiente a qual a criança, vai aprender a conviver com as outras pessoas, a interagir nesse espaço e desenvolver atividades de uma rotina, como: vestir-se, alimentar-se, adaptar-se aos hábitos de higiene, brincar entre muitas outras atividades. A escola não possui brinquedoteca, não possui salas de informática (LIED), biblioteca e sala de leitura. A sala dos professores é também, secretaria e sala do diretor. O CEIM” Pernalonga” dispõe de 07 salas de aula, 01 cozinha, 01 sala de professores/ secretaria/ direção, 01 banheiro de professores, 01 banheiro para os alunos com 3 chuveiros, 01 refeitório, 01 parquinho, 01 área de serviço, 01 almoxarifado, 01 dispensa paraalimentos, 01 bebedouro e um pátio. Portanto o espaço físico da escola contribui muito na aprendizagem da educação infantil, um espaço aconchegante aproxima-as umas das outras. Esses espaços convidam e direcionam para o estabelecimento de relações mais democráticas entre crianças, professores, pais, gestores e funcionários.Percebi a presença das ações e movimentações das crianças através de trabalhos realizados pelas mesmas, além de também notar que esses espaços privilegiam essas ações. Durante as minhas observações, as crianças foram bem acolhidas pelos funcionários e todo corpo docente da escola. Onde os professores encaminham as crianças até as suas salas, e seguem normalmente sua rotina. Os professores sempre possuíam o cuidado de administrar atividades bem elaboradas e que se pautassem na interdisciplinariedade. “A escola deve ter salas amplas, bem iluminadas, limpas, ventiladas e confortáveis, biblioteca, laboratórios, quadras, pátio, parque para recreação, cantinas ou cozinha e banheiros com higiene adequada”. (CAMPOS, 2010, p.68) 4 OS FUNDAMENTOS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO O projeto político pedagógico é uma das formas pelas quais a autonomia se exerce e ela reflete o compromisso com a qualidade e o aprimoramento da aprendizagem dos alunos, garantindo a constituição de sua identidade com ética e autonomia, refletindo o melhor equacionamento possível entre recursos humanos, financeiros, técnicos, didáticos e físicos, para garantir tempo, espaço, situações de interações, formas de organização da aprendizagem e de inserção desta escola no seu ambiente social, que promovam a aquisição dos conhecimentos, competências e valores previstos em lei. O objetivo geral do CEIM “Pernalonga” é propiciar, por meio de diferentes atividades o desenvolvimento integral da criança de quatro meses a quatro anos de idade em seus aspectos físicos, psicológicos, cognitivo, afetivo, intelectual e social complementando a ação da família e da comunidade. Consta no Projeto Político Pedagógico da escola, que os objetivos gerais da educação infantil são elaborados da seguinte maneira: Oferecer condições e recursos para que as crianças usufruam de seus direitos civis, humanos e sociais; Assumir a responsabilidade de commpartilhar e complementar a educação e cuidado das crrianças com as famílias; Possibilitar tanto a convivência entre crianças e adultos e ampliar seus conhecimentos nas diferentes naturezas; Promover igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de diferentes classes sociais dando acesso aos bens culturais e as possibilidades de vivencia da infância; Construir novas formas sociais comprometidas com o lúdico, a democracia, a preservação do planeta e romper relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa. Consta no Projeto Político Pedagógico da escola, que os objetivos específicos são elaborados da seguinte maneira: Elaborar projetos de acordo com a necessidade da escola; Respeitar as normas escolares; Planejar atividades significativas que atendam as necessidades de aprendizagem dos alunos; Transmitir segurança ás crianças, tratando-as com carinho; Estimular o gosto pela leitura; Proporcionar momentos de lazer e descontração. “O ensino escolar, genericamente, visa a interligação entre transmição/assimilação do saber formativo. Especificamente, visa tornar acessívelao aluno o conteúdo do saber e de habilidades, por meio de procedimentos didáticos que levem em conta as condições sócioculturais dos alunos, o assunto, e os efeitos formativos desses procedimentos”. (LIBÂNIO, 2010, p.123) Assim a Proposta Pedagógica é um documento muito importante, pois demonstra quais são os reais objetivos que a escola quer proporcionar às crianças, mostrando que a creche não é apenas um lugar onde os pais deixam as crianças para irem trabalhar, mas sim um local de aprendizado, onde elas aprendem a socializar, a serem críticos e reflexivos, aprendendo a compreender o mundo de uma maneira mais lúdica, com brincadeiras que proporcionam momentos de afetividade e de socialização, demonstrando seus anseios e desejos de crianças. A construção do projeto teve a participação do conselho de escola que representa os pais, dos professores, da assessora pedagógica e do diretor, o que tornou a construção bastante democrática. Em relação aos conteúdos trabalhados observei que o ensino é sempre partido da criança, primeiramente trabalhando o seu nome, depois o corpo e por seguinte e por seguinte os eixos( música, movimento, artes visuais, linguagem oral e escrita, natureza e sociedade e matemática) conforme o RCNEI. 5 AS PRÁTICAS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NO COTIDIANO DA ESCOLA Nas relações estabelecidas com as crianças percebi que toda a equipe da escola entende que a criança é um ser em desenvolvimento que requer cuidados, carinho, atenção e postura firme quando necessário. As atividades propostas sempre procuram considerar o meio sociocultural e a realidade da criança, um bom exemplo é a atividade sobre “ A preservação do meio ambiente” que consiste na reflexão e pesquisa sobre o assunto.Outra atividade trabalhada que também considerou a cultura, foi a demonstração de marchinhas e a confeccão de máscaras carnavalescas na época do carnaval, onde as crianças participaram com bastante alegria. A instituição sempre procura manter o bom relacionamento com toda comunidade escolar, sempre se pautando na democracia e justiça.Também está presente na escola o conselho de escola que é representado pelos pais dos alunos que auxiliam na tomada de decisões. A escola também se preocupa em desenvolver projetos que favoreçam a construção da cidadania, um exemplo é o projeto “Lixo que se transforma” que consiste orientar os alunos e seus familiares sobre a importância da reciclagem do lixo. O trabalho realizado na escola é todo voltado para a descoberta, para a criação e recriação por meio de jogos, materiais concretos, sucatas, pois estes são os meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual das crianças. A organização dos conteúdos, para o trabalho deverá respeitar as diferentes capacidades das crianças. E para que isso aconteça, desenvolve o seu trabalho seguindo os eixos: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. Diariamente há o espaço de 1 hora para que aconteça o planejamento por parte dos professores.Todos se reúnem ao mesmo tempo num espaço apropriado, onde é discutido sobre as atividades e projetos a serem desenvolvidos.Os professores recebem sempre orientação e possuem preocupação em trabalhar de forma interdisciplinar. Os professores recebem sempre orientações e possuem preocupação em trabalhar de forma interdisciplinar. Em relação à indisciplina que envolvem os alunos, percebi que os educadores têm a preocupação de não punir de forma negativa, o que atingiria a autoestima dos mesmos.Sendo assim o único procedimento tomado é o diálogo com o aluno e dependendo do caso também com a família. Após a realização da atividade mudei meu modo de ver a instituição em que realizei meu estágio, pois agora compreendo que há um esforço coletivo por parte dos professores em elaborar e seguir regras que visem o melhor desenvolvimento dos alunos. A realização do meu estágio foi muito importante e satisfatória, pois através dele pude vivenciar na prática toda a teoria que vem sendo transmitida.Acredito também que minha atuação respondeu às expectativas da instituição que me acolheu, pois além de observar, cooperei bastante na rotina da instituição. 6 O ESPAÇO DA SALA DE AULA As salas de aula não possuem mesas e cadeiras, os espaços são decorados com motivos infantis, há armários para serem guardados os brinquedos pedagógicos, e outro é reservado para guardar os pertences das crianças, também uma televisão e um aparelho de DVD onde são passados frequentemente filmes infantis e colchões reservados para a hora do repouso. Na salas das crianças hátrabalhos expostos feito pelos estudantes, onde se percebe o desenvolvimento dos mesmos. A movimentação das crianças é livre pela sala, sendo apenas exigida a permissão em casos de saída para tomar água e ir ao banheiro. Durante o estágio pude perceber que a maioria dos professores possuem uma postura investigativa e aberta ao ato de conhecer.Notei que as são profissionais carinhosas, mas firmes na postura de educar. Quando acontecia de surgirem conflitos o educador chamava o estudante para conversar e geralmente a situação era resolvida,não atrapalhando o desenvolvimento de sua aula. Geralmente a rotina dos estudantes começava em colocar o uniforme da instituição, depois de saiam para lanchar, logo em seguida retornavam à sala para fazer a atividade do dia, e por último se dirigiam ao parque até a hora do banho do banho que era seguida pelo almoço e trepouso. À tarde as atividades eram retomadas com horário para lanche e última refeição até a hora da saída, onde aguardavam a vinda do responsável dentro da sala de aula. Notei sempre haver preocupação em trabalhar atividades interdisciplinares e que fazem parte do projeto político pedagógico. Em relação às brincadeiras pude perceber que na sala dos menores não havia tanta preocupação em direcionar as brincadeiras, no entanto na turma das crianças maiores sempre houve preocupação em escolher brincadeiras e brinquedos pedagógicos com a intenção de denvolver o cognitivo das mesmas. A professora também procurava privilegiar atividades que envolviam desenho e escrita, um bom exemplo vivenciado foi quando os alunos foram convidados a fazer o contorno da própria mão e do próprio nome. Como a instituição que estagiei foi uma creche, não ocorreu processo avaliativo e sim observação do desenvolvimento da criança. Em relação aos sentimentos notados entre estudantes no cotidiano, percebi sempre haver uma mediação por parte do profissional que visava o bom andamento da turma. Tive informação de que nunca houvera naquela instituição um caso de violação dos direitoa da criança, mas se houvesse certamente seria encaminhado aos órgãos competentes. 6.1 A VIVÊNCIA DA SALA DE AULA NA PERSPECTIVA DOS ALUNOS E PROFESSORA(S) Entrevista às professoras Aldecir e Alessandra que atuam no CEIM “Pernalonga”. Aldecir Ferreira Mascarelo atua na área da educação infantil há 24 anos, diz que escolheu a profissão por impossição da mãe e pela fato de gostar de se relacionar com crianças.Considera a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de das crianças como sendo as grandes vantagens da educação, mas revela a desvalorização do magistério e o desgaste físico como as desvantagens da profissão. Geralmente sua rotina começa em receber as crianças, colocar nelas o uniforme da creche, levá-las para lanchar e dar início as atividades que sempre são iniciadas por um momento de oração, logo após continua com as atividades planejadas para o dia. A professora considera que seus alunos tem um bom nível social e suas são famílias participativas e colaborativas. Ela revela que em relação ao comportamento das crianças, as mesmas são um pouco agitadas, mas controláveis, surgindo algum problema de indisciplina a professora conversa com o aluno e se for necessário chama a família para pedir ajuda. Alessandra Quedevez Camatt aatua na área da educação há 20 anos, revela ter escolhido a profissão por livre opção e por se identificar com crianças.Considera acompanhar e perceber o desenvolvimento da criança a grande vantagem da profissão, em contrapartida os incidentes que acontecem como brigas entre as crianças as desvantagens, pois em muitos casos os pais não entendem e não aceitam esses acontecimentos. Geralmente sua rotina começa em receber as crianças, levar os alunos para lanchar e dar início as atividades escolares, primeiramente com um momento de oração. Considera que seus alunos não são crianças carentes e suas famílias são participativas e compreensivas. Em relação à disciplina dos alunos a professora diz que quando necessário conversa com a criança e caso não resolva a coloca no cantinho para pensar. 6.2 RELATÓRIO DA ENTREVISTA FEITA A UM GRUPO DE CRIANÇAS DE QUATRO ANOS DE IDADE QUE ESTUDAM NO CEIM “PERNALONGA” As crianças revelaram gostar de vir à escola, pois gostam da professora, dos colegas e de brincarno parquinho. Disseram que aprendem muitas coisas na escola e que as atividades que envolvem brinquedos são as que elas mais gostam. Sobre a rotina escolar as mesmas relataram que primeiramente são recebidas pela professora, depois colocam o uniforme e se dirigem para o refeitório para lanchar, depois retornam à sala de aula para fazerem alguma atividade, terminada a tarefa são levadas ao parquinho para brincarem, depois tomam banho e vão dormir até a professora da tarde chegar e retomar a rotina. Relataram ainda que sempre são elogiadas pelas professoras quando fazem a atividade pedida e que quando há problemas de indisciplina como brigas e discussões com os colegas as mesmas são convidadas a conversarem sobre o assunto. Disseram que a professora é ótima, carinhosa e firme quando se faz necessário. 7 PLANEJANDO O EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA Plano de aula: “ Contação de história e representação de desenho” Dados de identificação: Colatina, 26 de maio de 2016 Horário: 7h Público alvo: crianças de 4 anos Tempo de duração: 2h Objetivos: *Participar de situações de leitura; *Apreciar e ter atenção nos momentos de contação de histórias; *Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento; *Produzir representações gráficas utilizando variadas técnicas. Conteúdos: * Literatura; * Apreciação de histórias; * Valorização da leitura; * Representação por meio de desenho. Metodologia: Contação da história de João e Maria com a utilização do livro “Clássicos ilustrados por Maurício de Sousa” e representação da história por meio de desenhos. Recursos: Livro, lápis de escrever, lápis de cor e papel sulfite. Avaliação: Através da participação oral no momento da contação da história e se a representação gráfica é condizente com a história contada. 8 PENSANDO E AVALIANDO O EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA O desenvolvimento da atividade foi maravilhoso, os estudantes mostraram bastante interesse e motivação para participar da aula. Os pontos positivos dessa atividade foram muitos, como a participação de todos, o entusiasmo, o espaço que pode ser utilizado, os materiais que foram disponibilizados para a realização das atividades e o apoio que recebi da professora.Tudo ocorreu muito bem, mais sempre temos algo a melhorar, pois na prática conseguimos ver o que realmente deu certo. Alguns pontos considerei que precisam ser revistos como ficar atenta para não trazer para as crianças algo que elas já conheciam, como por exemplo a história, se acontecer pensar em um aforma diferente de apresentar a história, que pode ser através de fantoches ou de vídeo.Muitos dos alunos não se interessaram muito e conversaram durante a leitura da história. Para as próximas vezes preciso rever a essa questão para que o planejamento não fique sem motivação. Essa atividade me proporcionou muitos aprendizados, uns deles foi perceber como os estudantes gostam de literatura infantil e como a mesma contribui e muito para o aprendizado dos estudantes.Oportunizou muitas contribuições à escola, como despertar nas crianças o gosto pelos contos infantis e identificar em cada criança o gosto pela representação gráfica que também é uma forma muito legal se perceber se a criança entendeu realmente a história trabalhada. Considero o meu nível de envolvimento e comprometimento no desenvolvimento das diversas atividades do estágio muito bom, procurei sempre ser pontual com minhas atividades, demonstrei bastante comprometimento com a escola campo, estava sempre bem disposta a ajudar e atenta às novas descobertas.O meu envolvimento com os estudantes foi maravilhoso, pois percebi através do estágio o amor que tenho pela profissão que tanto almejo e sei que todo esse aprendizadome ajudará e muito a colocar na prática tudo que estou aprendendo na teoria. 9 CONCLUSÃO O Estágio me mostrou a realidade de um dos Centros de Educação Infantil da rede municipal de ensino de Colatina, onde observei o funcionamento e a integração do CEIM “Pernalonga”. Realizar este estágio foi um grande desafio, mas foi muito prazeroso, apesar do pouco tempo disponível, fiz as entrevistas, coletei e analisei dados, tive muitos contatos com as crianças, ao qual recebi muito carinho, respeito e atenção e pude conhecer ainda mais como é a relação entre escola, funcionários e alunos. Foi muito importante fazer parte deste trabalho, onde eu vivenciei a rotina da escola e aprendi junto com os funcionários e alunos como é a realidade da escola. Durante o estágio pude observar qual a postura que devo ter na sala de aula, como posso trabalhar com os alunos as diferentes metodologias, o que trabalhar com eles e sempre buscar aprender coisas novas, pois um professor deve sempre ir a busca de novos conhecimentos para alcançar uma educação de qualidade,para que nossos alunos exerçam o seu verdadeiro papel perante a sociedade e se tornem cidadãos críticos e reflexivos. Esse estágio me deu a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de aula. Tendo a oportunidade de estar na “pele” do professor, literalmente. Percebi como será nossa prática, o nosso dia-a-dia em uma escola como educador. Portanto o estágio foi uma experiência satisfatória e enriquecedora, tanto para a minha visão como aluna ao qual pretendo por em prática, os conselhos, as metodologias, e tudo de bom que consegui observar, sempre valorizando a capacidade social, critica e cognitiva do aluno, mostrando conceito de valores quanto para a visão profissional, ao qual pude observar a prática docente na sala de aula e as práticas pedagógicas sendo utilizadas no dia-a-dia, priorizando sempre o desenvolvimento e crescimento de meus futuros alunos. 10 REFERÊNCIAS FREIRE, Madalena. Planejamento. In: FREIRE, Madalena (org.). Avaliação e planejamento: a prática educativa em questão. Série Seminários, São Paulo s/d. FREIRE, Madalena. Ingredientes do ensinar. Instrumentos metodológicos II. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1997, p.9-11. WEIDUSCHAT, Iris. Didática e avaliação. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2007, 2. FREIRE, Paulo.Pedagogia da autonomia.28.ed.São Paulo: Paz e Terra, 2003 LIBÂNEO, J.C.; Oliveira.Educação escolar: políticas, estrutura e organozação.São Paulo: Cortez, 2003 RAWLOW, Leonardo.Metodologia Científica.2.ed.Colatina: Editoração eletrônica, 2003 RODRIGUES, Neidson. A escola necessária para os termos modernos. In: - Damistificação da escola à escola necessária.São Paulo: Cortez, 2001 VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Perspectivas para a reflexão em torno do proj.pol.pedagógico. In:- Escola: espaço do projeto político pedagógico. 5. Ed. Campinas, Sp: Papirus,2001