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MAT 01167 – Equações Diferenciais II
2017/2
Professora Dra. Adriana Neumann de Oliveira
E-mail: aneumann@mat.ufrgs.br
Livro Texto: Boyce/DiPrima – 9ª ed. - Equações diferenciais elementares
ÁREA 1:
Data da P1: 29/9/2017(ainda precisa de confirmação)
Boyce/DiPrima 9ª ed,
1.1: Alguns modelos matemáticos básicos:
Campos de Direções
• Equações Diferenciais são equações contendo derivadas.
● Uma equação diferencial que descreve um processo físico é
geralmente chamada de modelo matemático.
➔ Crescimento populacional;
➔ Taxas de juros;
➔ Objetos em movimento;
➔ Dissipação de calor;
➔ Movimento de uma onda;
➔ Mistura de substâncias químicas;
➔ etc
Ex.:
Exemplo 1: Objeto em queda livre
• Formular a equação diferencial que descreve a velocidade
de um objeto em queda livre ao nível do mar:
• Variáveis: tempo t, velocidade v
• 2ª Lei de Newton: F = ma = m(dv/dt)
• Força da gravidade: F = mg
• Força da resitência do ar: F = v suposição
• Então
• Tomando g = 9.8 m/s2, m = 10 kg, = 2 kg/s,
obtemos
m
dv
dt
=mg−γ v
dv
dt
=9 .8−0 . 2v
Exemplo 2: Campo de Direções
• Usando a equação diferencial acima e a tabela abaixo, desenhamos
vetores no gráfico abaixo. O gráfico resultante é chamado de campo de
direções. (Note que os valores de v não depende de t, isso acontece para este
tipo de equação que estamos analisando.)
v v'
0 9.8
5 8.8
10 7.8
15 6.8
20 5.8
25 4.8
30 3.8
35 2.8
40 1.8
45 0.8
50 -0.2
55 -1.2
60 -2.2
v '=9 . 8−0 . 2 v
v'=0:
⇔9 . 8−0 .2 v= 0
⇔ v=
9 .8
0 .2
⇔ v= 49
Solução de
Equilíbrio:
Soluções constantes*
* Para as equações
que estamos
analisando
Exemplo 2: Campo de Direções
• Usando o software Maple para desenhar o campo de
direções:
o comando é:
– with(DEtools):
– DEplot(diff(v(t),t)=9.8-v(t)/5,v(t),
t=0..10,v=0..80,stepsize=.1,color=blue);
v
'=9 . 8−0 . 2 v
extra
Solução de equilíbrio
A solução de equilíbrio da equação y’=f(t,y) é encontrada
quando fazemos y' = 0.
Em geral, para uma equação diferencial da forma
resolvemos , e encontramos que a solução
de equilíbrio é:
y'=ay+b,
y ( t )=−
b
a
0 =ay+b
Exemplo 3: Campo de Direções
• Esboçar o campo de direções da equação abaixo e
apresentar a solução de equilíbrio:
p
'=0 .5 p−450 Passos:
1) encontrar solução de
equilíbrio;
2) atribuir valores para
v e encontrar os valores
de p’;
3) desenhar os vetores
no gráfico.
Exercícios do Livro Boyce/DiPrima - Seção 1.1: 1-12, 15-200
AREA 1/area01_01_alguns_exerc_resolvidos (1).pdf
AREA 1/area01_02 (1).pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed,
1.2: Solução de algumas equações diferenciais
• Vamos relembrar as equações dos exercícios 1 e 2 da seção 1.1
• Estas equações tem a forma geral: y' = ay + b
• Vamos usar técnicas de cálculo para resolver estas
equações:
Exemplo 1:
• Encontrar a solução geral da equação
usando técnicas do cálculo 1, obtemos
• Assim a solução é
onde c é uma constante!
Exemplo 1: continuação
• Assim temos infinitas soluções para a nossa equação
já que c é uma constante qualquer.
Escolhendo c = 0, obtemos a solução de equilíbrio
Gráfico das soluções
para diversos valores de c Campos de Direções
Condição Inicial
• Uma equação diferencial geralmente possui infinitas soluções, ou seja,
uma família de curvas, que chamamos de solução geral. Se conhecemos
um ponto da solução e a solução geral, por exemplo o valor inicial (ou
condição inicial), então temos uma única solução!
• Suponha que no exemplo 1, tivéssemos p(0) = 850,
como a solução geral que encontramos é
p( t )=900+ce0 . 5t
850= p(0 )=900+ce0
c=−50
Solucao:
p( t )=900−50e0 .5t
Solução de uma equação mais geral
• Vamos resolver uma equação mais geral
Como antes, usando técnicas de cálculo:
• A solução geral é
onde c é uma constante.
Falamos geral, pois a e b
podem ser quaisquer constantes
Problema de Valor Inicial (P.V.I.)
• Agora, vamos resolver o problema de valor inicial
• Dos slides anteriores a solução geral desta equação é:
• Usando a condição inicial para encontrar c, obtemos:
e asolução do P.V.I. é
Solução de Equilíbrio
• Para encontrar a solução de equilíbrio, faça y' = 0 e resolva
em y:
• Dos slides anteriores a solução do P.V.I. é:
• Observe o seguinte comportamento da solução:
Se y0 =- b/a, então y é constante, com y(t) = -b/a
Se y0 > -b/a e a > 0 , então y cresce exponencialmente sem cota superior
Se y0 > -b/a e a < 0 , então y decai exponencialmente para - b/a
Se y0 < -b/a e a > 0 , então y decresce exponencialmente sem cota superior
Se y0 < -b/a e a < 0 , então y cresce para -b/a
Exercícios do Livro Boyce/DiPrima
Seção 1.2:
1.a,1.b,1.c,2.a,2.b,2.c
Slide 1
Slide 2
Slide 3
Slide 4
Slide 5
Slide 6
Slide 7
Slide 8
AREA 1/area01_03 (1).pdf
Boyce/DiPrima 9 ed
1.3: Classificação de Equações Diferenciais
Equações Diferenciais Ordinárias (EDO):
Quando a função desconhecida depende de uma variável
independente, somente derivadas ordinárias aparecem na
equação.
Equações Diferenciais Parcias (EDP):
Quando a função desconhecida depende de várias variáveis
independentes, aparecem na equação derivadas parciais
dv
dt
=9 .8−0 .2 v,
dp
dt
=0 .5p−450
α2
∂2 u ( x,t )
∂ x2
=
∂2u ( x,t )
∂ t
(equação do calor )
a2
∂2u ( x,t )
∂ x2
=
∂2u ( x,t )
∂ t2
(equação da onda )
Sistemas de equações Diferenciais
• Outra classificação das equações diferenciais depende do
número de funções desconhecidas.
• Se existe apenas uma função desconhecida para ser
encontrada, então basta ter uma só equação. Mas se precisam
serem encontradas duas ou mais funções desconhecidas,
então é necessário um sistema de equações
• Por exemplo, para o sistema predador/presa a equação tem a
forma:
• Onde x(t) é a população de presas e y(t) a população de
predadores. As constantes a,b,c e d dependem das espécies
estudadas. (Voltaremos a falar disso no cap. 7)
du /dt= a x−b xy
dv /dt=−c y + d xy
Ordem de Equações Diferenciais
• A ordem da equação diferencial é a ordem da derivada de
maior ordem que aparece na equação.
• Exemplos:
• Nós vamos estudar EDOs em que a derivada de maior
ordem pode ser isolada
y'+ 3 y= 0
y''+ 3 y'−2 t=0
d
4
y
dt
4
−
d
2
y
dt
2
+1 =e2t
uxx +uyy=sin t
y
(n )(t )=f (t,y,y',y'',y''',… ,y(n−1))
Equações Diferenciais
lineares e não-lineares
• A EDO abaixo
é linear se F é linear em todas as variáveis
• Assim a forma geral de uma EDO linear é
• Exemplo: Determine quando as equações abaixo são
lineares ou não-lineares:
(1) y'+3 y=0 (2 ) y''+3 ey y'−2 t=0 (3) y''+ 3y'−2t2=0
(4 )
d 4 y
dt4
−t
d 2 y
dt2
+1 =t 2 (5 ) u
xx
+uu
yy
=sin t (6 ) u
xx
+sin (u )u
yy
=cos t
F ( t,y,y',y'',y''',… ,y(n ))=0
y,y',y'',y''',… ,y(n )
a0(t ) y
(n )
+a1( t ) y
(n−1 )+⋯+an(t ) y=g ( t )
Soluções
de Equações Diferenciais
• Uma solução γ (t) de uma EDO
satisfaz a equação:
• Exemplo: Verificar que as seguintes funções
são soluções das EDO
y
1
(t )=sen t
y
(n )(t )=f (t,y,y ' ,y'' ,… ,y(n−1))
g
(n )( t )=f ( t,g,g' ,g '' ,… ,g(n−1 ))
y
2
( t )=cos t
y''+y= 0
y
1
' ( t )=cos t
y
1
(t )=sen t
y
1
'' (t )=−sen t
y
1
'' ( t )+y
1
( t )=−sen t + sen t = 0
Soluções de Equações Diferenciais
• Três questões importantes no estudo de equações
diferenciais:
– Existe solução? (Existência)
– Se existe solução, ela é única? (Unicidade)
– Se existe solução, como encontrá-la ?
(Soluções analíticas, Aproximações numéricas, etc)
Exercícios do Livro Boyce/DiPrima
9a. ed.
Seção 1.3:
1,3,4,7,9,15,17,20,21,24
Boyce/DiPrima 9 ed
2.1: Equações lineares;
Método do fator integrante
• Uma EDO linear de primeira ordem tem a forma geral
onde f é linear em y. Exemplos incluem as equações que
trabalhamos nas aulas 1 e 2.
or equations with variable coefficients:
dy
dt
=f (t,y )
dy
dt
+p(t ) y=g ( t )
dy
dt
=−ay+b ou
dy
dt
+ay=b
Ou equações com coeficientes variáveis:
Caso: Coeficientes constantes
• Para a EDO linear de primeira ordem com coeficientes
constantes,
lembramos que podemos usar técnicas de cálculo para
resolver
dy /dt
y−b/a
=−a
∫ dy
y−b/a
=−∫ a dt
ln∣y−b /a∣=−a t+C
y=b/a+ke−at , k=±eC
dy
dt
=−ay+b,
Caso: Coeficientes Variáveis
Método do Fator Integrante
• Agora consideraremos EDOs lineares de primeira ordem
com coeficientes não-constantes
• Exemplos:
• O método do fator integrante consiste em multiplicar a
equação por uma função µ(t), escolhida de tal forma que o
resultado seja uma equação fácil de resolver.
dy
dt
+p(t ) y=g ( t )
dy
dt
−2 y=4−t
dy
dt
+
1
2
y=
1
2
e
t /3
Exemplo: Fator integrante (1 de 2)
• Considere a seguinte equação:
• Multiplican ambos lados por µ(t), obtemos
• Vamos escolher µ(t) para que o lado esquerdo seja uma
quantidade conhecida. Para isso, vamos começar
relembrando a regra do produto
• Escolha µ(t) tal que
dy
dt
+
1
2
y=
1
2
e
t /3
d
dt
[ μ(t ) y ] =μ( t ) dy
dt
+
dμ ( t )
dt
y
1
2
μ(t )=
dμ (t )
dt
μ(t )
dy
dt
+
1
2
μ (t ) y=
1
2
μ(t )et /3
Exemplo: Fator integrante (2 de 2)
dy
dt
+
1
2
y=
1
2
e
t /3
e
t /2 dy
dt
+
1
2
e
t /2
y=
1
2
e
5t /6
d
dt
[et /2 y ]=1
2
e
5t /6
e
t /2
y=
3
5
e
5t /6
+C
solução geral:
y=
3
5
e
t /3
+Ce
−t /2
1 2 3 4 5 6
t
1
1
2
3
y t
1
2
μ(t )=
dμ (t )
dt
μ'=
1
2
μ ⇒ μ ( t )=et /2
Método do Fator Integrante:
Quando a função da direita não é constante
dy
dt
+ay=g (t )
μ( t )
dy
dt
+aμ ( t ) y=μ(t )g ( t )
μ'=aμ( t )
μ(t )=eat
e
at dy
dt
+ae
at
y=e
at
g (t )
d
dt
[eat y ]=eat g (t )
eat y=∫eat g ( t )dt
y=e
−at∫eat g ( t )dt +Ce−at
Exemplo:
• Encontre a solução geral da seguinte equação
do que fizemos antes
Fazendo integração por partes:
• Assim
dy
dt
−2 y=4−t
y=e
−at∫eat g ( t )dt +Ce−at =e2t∫ e−2t(4−t )dt +Ce2t
∫ e−2t(4−t )dt=∫ 4 e−2t dt−∫ te−2t dt
−2 e−2t−[−12 te−2t+∫ 12 e−2t dt ]+C
−2 e−2t+
1
2
te
−2t+
1
4
e
−2t
+C=−
7
4
e
−2t+
1
2
te
−2t
+C
y=e2t (− 74 e−2t+
1
2
te−2t)+ke2t=− 74+
1
2
t+ke2t
Método do Fator Integrante para
Equações Lineares de primeira ordem gerais
• Multiplicar ambos lados da equação por µ(t):
• Procurar por µ(t) tal que µ'(t) = p(t)µ(t), então
dy
dt
+p(t ) y=g ( t )
μ(t )
dy
dt
+p( t ) μ(t ) y=μ( t )
dy
dt
+ μ ' (t ) y=
d
dt
[ μ( t ) y ]
μ(t )
dy
dt
+p( t ) μ(t ) y=μ( t )g ( t )
• Queremos escolher µ(t) tal que µ'(t) = p(t)µ(t).
• Assumimos µ(t) > 0,então
• Escolha k = 0, logo
e note µ(t) > 0 como o desejado.
∫ dμ ( t )
μ(t )
=∫ p (t )d t ⇒ ln μ(t )=∫ p (t )d t+k
μ(t )=e∫
p( t )d t
,
Método do Fator Integrante para
Equações Lineares de primeira ordem gerais
Solução para uma equação linear de
primeira ordem geral
dy
dt
+p(t ) y=g (t )
μ(t )
dy
dt
+p (t ) μ(t ) y=μ( t )g ( t ) , onde μ( t )=e∫
p (t )d t
d
dt
[ μ( t ) y ] =μ( t )g (t )
μ(t ) y=∫ μ (t )g (t )dt +c
y=
∫ μ( t )g ( t )dt +c
μ ( t )
, onde μ( t )=e∫
p (t )d t
Exemplo: Solução Geral (1 de 2)
• Resolva o P.V.I.
Primeiro ponha a equação na forma padrão
• Então
e assim
ty
'+2 y=4t 2 , y (1 )=2,
y
'+
2
t
y= 4 t, for t≠0
y=
∫ μ( t )g ( t )dt+C
μ (t )
=
∫ t 2(4t )dt+C
t
2
=
1
t
2 [∫ 4t3 dt+C ]=t2+
C
t
2
μ(t )=e∫
p( t )dt
=e
∫ 2
t
dt
=e
2ln∣t∣
=e
ln (t 2)
=t 2
Exercícios do Livro Boyce/DiPrima
9a. ed.
Seção 2.1:
13,14,15,17,19,21
AREA 1/area01_03_alguns_exerc_resolvidos (1).pdf
AREA 1/area01_04.pdf
Boyce/DiPrima 9 ed,
2.2: Equações de Variáveis Separáveis
• Vamos analisar EDOs de primeira ordem
• Onde f(x,y)=g(x)h(y)
• Estas equações são chamadas de variáveis separáveis
dy
dx
=f ( x,y )
dy
dx
=g( x )h ( y )
Exemplo 1:Resolvendo equações de variáveis
separáveis
• Resolver a equação de primeira ordem não linear
• Separando variáveis e usando cálculo
• A equação possui solução implícita em y.
dy
dx
=
x
2
1− y 2
(1− y2 )dy= (x2) dx
∫(1− y 2)dy=∫(x2 )dx
y−
1
3
y3=
1
3
x3+C
3y− y3=x3+C
4 2 2 4
x t
4
2
2
4
y t
Exemplo 2: (1 de 4)
• Resolva a equação
• Separando variáveis e usando cálculo
• A solução é implícita. Nesse caso uma solução explícita é
dy
dx
=
3x2+4x+2
2 ( y−1 )
2 ( y−1 )dy= (3x2+4x+2 )dx
2∫ ( y−1 )dy=∫(3x2+4x+2 )dx
y2−2y =x3+2x2+2x +C
y2−2y−(x3+2x2+2x +C )=0 ⇒ y=2±√4+4 (x
3+2x2+2x +C )
2
y=1±√ x3+2x2+2x+C
Exemplo 2: PVI (2 de 4)
• Suponha que queremos que a solução satisfaça y(0) = -1.
Usando a expressão implícita de y, obtemos
• Assim, a solução implícita é
• Usando a solução explícita de y
• Temos que
y=1±√ x3+2x2+2x+C
−1=1±√C ⇒ C=4
y2−2y=x3+2x2+2x+C
(−1)2−2 (−1 )=C ⇒ C= 3
y
2−2y =x3+2x2+2x+3
y=1−√ x3+2x2+2x+4
dy
dx
=
3x2+4x+2
2 ( y−1 )
Exemplo 2: Condição inicial y(0) = 3 (3 de 4)
• Se a condição inicial é y(0) = 3, então escolha o sinal
positivo
y=1+√ x3+2x2+2x+4
dy
dx
=
3x2+4x+2
2 ( y−1 )
Exemplo 2: Domínio (4 de 4)
• A solução do PVI
é dada por
• Da representação explícita temos
• A expressão que está dentro da raiz é não-negtiva para x maior que -2.
• Para EDOs sempre vamos considerar domínios abertos, pois estamos
trabalhando com derivadas. Além disso, nesse caso y(-2)=1 e como o
denominador da EDO é 2(y-1), y não pode assumir o valor 1.
• Domínio das soluções x>-2.
y2−2y =x3+2x2+2x+3 ( implicita
)
y=1−√ x3+2x2+2x+4 (explicita )
y=1−√ x2 ( x+2 )+2 ( x+2 ) =1−√( x+2 ) (x2+2 )
dy
dx
=
3x2+4x+2
2 ( y−1 )
, y (0 )=−1
Exemplo 3:
• Resolva o PVI:
• Separando variáveis e usando cálculo:
• Usando a condição inicial, y(0)=1, segue que C = 17.
y'=
4x−x3
4+y3
, y ( 0)=1
(4+y 3)dy=(4x−x3 )dx
∫(4+y3) dy=∫(4x− x3 )dx
4y+
1
4
y
4=2x2−
1
4
x
4
+c
y 4+16 y+x4−8x2=C onde C=4c
y
4+16 y+x4−8x2=17
Exercícios da seção 2.2
Boyce/DiPrima 9.ed.
Ímpares1-21
Não fazer o item c nos exercícios 11,17,19,21
Slide 1
Slide 2
Slide 3
Slide 4
Slide 5
Slide 6
Slide 7
Slide 8
AREA 1/area01_04_alguns_exerc_resolvidos.pdf
AREA 1/area01_05.pdf
Boyce/DiPrima 9. ed.
2.4: Diferenças entre equações Lineares e Não-lineares
• Lembre que uma EDO de primeira ordem tem a forma
y' = f (t, y), e é linear se f é linear em y, e não-linear se f é não-
linear em y.
• Exemplos: y' = t y - e t, y' = t y2.
Nesta seção, veremos que equações lineares e não-lineares de
primeira ordem diferem de várias maneiras, incluindo:
- A teoria que descreve a existência e unicidade de soluções, e domínios correspondentes, é
diferente.
- As soluções para equações lineares podem ser expressas em termos de uma solução geral, o que
não é normalmente o caso das equações não-lineares.
- As equações lineares têm soluções explicitamente definidas, enquanto as equações não-lineares
tipicamente não, e as equações não-lineares podem ou não ter soluções implicitamente
definidas.
• Para ambos os tipos de equações, a construção numérica e
gráfica de soluções são importantes.
Teorema 2.4.1: Existência e Unicidade
de soluções de EDOs lineares de 1a ordem
Considere o problema de valor inicial (PVI) linear de primeira
ordem:
Se as funções p e g são contínuas em um intervalo aberto (a,b)
contendo o ponto t = t0, então existe uma solução única y =
y(t) que satisfaz o PVI para cada t em (a,b ).
• Idéia da prova:
y'+p ( t ) y=g ( t ) , y( t
0
)=y
0
y=y ( t )=
∫ μ (t )g (t )dt +y0
μ( t )
, onde μ( t )=e∫
p ( s)ds
Teorema 2.4.2: Existência e Unicidade de
soluções de EDOs de 1a ordem
Considere o problema de valor inicial (PVI) não-linear de
primeira ordem:
• Suponha que f e ∂f/∂y são contínuas em algum retângulo
aberto R={(t, y) em (a,b) x (c,d )} contendo o ponto (t0,
y0). Então existe um intervalo (t0 - h, t0 + h) em (a,b) tal que
existe uma única solução y =y(t) que satisfaz o PVI.
Discussão da prova: Uma vez que não existe uma fórmula
geral para a solução de PVIs de primeira ordem não lineares
arbitrários, esta prova é difícil e está fora do âmbito deste
curso.
OBS.: Acontece que as condições estabelecidas em Teo. 2.4.2 são
suficientes, mas não são necessárias para garantir a existência
de uma solução, e a continuidade de f assegura a existência, mas
não a unicidade de y=y(t). Veja exemplo 3 .
y'=f ( t,y ) , y ( t
0
)=y
0
y'+p (t ) y=g ( t ) , linear
y'=− p(t ) y+g ( t )=f ( t,y )
y'=f (t,y ) , forma geral
f ( t,y )=− p( t ) y+g (t )
∂ f
∂ y
( t,y )=− p (t )
Agora vamos comparar os dois teoremas.
Vamos ver que o teorema geral implica
o teorema para eq.s lineares
Vemos que para f e ∂f/∂y serem contínuas
precisamos que p(t) e g(t) sejam contínuas!
Observação:
Exemplo 1: PVI Linear
Lembre-se do problema de valor inicial da Seção 2.1:
A solução para este problema de valor inicial é definida para
t > 0, intervalo onde p(t) = 2/t é contínua.
Mas p(t) = 2/t também é contínua no intervalo t<0.
Escolhemos t>0, pois a condição inicial era y(1)=2.
Se condição inicial fosse y(-1) = 2, então a solução seria dada
pela mesma expressão como acima,
mas seria definida em t < 0.
Em ambos os casos, o Teorema 2.4.1
garante que a solução é única
no intervalo correspondente.
ty
'+2y=4t2 , y (1 )=2 ⇒ y=t 2+
1
t
2
2 1 1 2
t
2
2
4
y t
(1,2)(-1,2)
Da aula 4:
Atenção!
Então melhor que chamar de domínio das soluções
é chamar de
Intervalo de Definição da solução (Int. Def.)
Exemplo 2: PVI Não-linear (1 de 3)
Considere o problema de valor inicial não-linear da aula passada:
As funções f e ∂f/∂y são dadas por
elas são contínuas exceto em y = 1.
Assim, podemos desenhar um retângulo aberto que contenha o ponto (0, -1)
em que f e ∂f/∂y são contínuas, desde que não cubra y = 1.
Lembre-se também que a solução é definida para x> -2, com
f ( x,y )=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
,
∂ f
∂ y
( x,y )=−
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )2
,
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=−1
y=1−√ x3+2x2+2x+4
(-2,1)
(0,-1)
Exemplo 2: Mudando a condição inicial
(2 de 3)
• O PVI não-linear que estamos estudando é
com
que são contínuas exceto na reta y = 1.
Se trocarmos a condição inicial para y(0) = 1, então o Teorema
2.4.2 não é satisfeita. Pois o ponto (0,1) não pertence à
nenhum retângulo onde f e ∂f/∂y sejam ambas contínuas.
f ( x,y )=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
,
∂ f
∂ y
( x,y )=−
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )2
,
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=−1
(0,1)
são contínuas exceto na reta y = 1.
f ( x,y )=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
,
∂ f
∂ y
( x,y )=−
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )2
,
N
ão se preocupe!
E
ste caso está fora
D
as hipóteses do Teorem
a
Resolvendo este novo PVI
Obtemos
A solução existe, mas não é única.
Note que o domínio da função acima é x≥0,
mas o intervalo de definição da solução precisa ser aberto,
então temos que ter x>0.
Mas neste caso temos um problema, pois da condição inicial
x=0 deveria estar no intervalo de definição e não está!
y=1±√ x3+2x 2+2x , x>0
x
3+2x2+2x=x ( x2+2x+2)
> 0
y=1±√ x3+2x 2+2x.
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=1
y=1±√ x3+2x2+2x+C solução geral
Exemplo 2: PVI Não-linear (3 de 3)
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=−1
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=3
y=1−√ x3+2x2+2x+4
y=1+√ x3+2x2+2x+4
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=1 y=1±√ x3+2x 2+2x
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=2 y=1+√ x3+2x2+2x+1
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=0 y=1−√ x3+2x2+2x+1
PVI Solução do PVI Int. Def.
(−2,+∞)
(−2,+∞)
(−1,+∞)
(−1,+∞)
( 0,+∞ ) ou [ 0,+∞ )?
y=1±√ x3+2x 2+2x+C solução geral
Veja no próximo slide
como chegamos a este domínio
Para estar bem definida, precisamos que
Vamos estudar o sinal deste polinômio:
Para isso vamos fatorá-lo: “Testando alguns números”
vemos que -1 é uma raiz deste polinômio e
fazendo divisão de polinômios, obtemos
Logo para x≥-1.
Mas como o intervalo de definição da solução tem que ser um
aberto e y=y(-1)=1- =1, o valor x=-1
não pode ser incluído no domínio.
√ x3+2x 2+2x+1
x
3+2x 2+2x+1≥ 0
x
3+2x 2+2x+1=(x+1)(x2+x+1)
>0
x
3+2x 2+2x+1≥ 0
√(−1)3+2(-1)2+2(-1)+1
Lembram disso?
Slide 10
Regiões abertas e conexas onde as soluções dos PVIs existem e são únicas
Exemplo 2: PVI Não-linear (3 de 3)
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=−1
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=3
y=1−√ x3+2x2+2x+4
y=1+√ x3+2x2+2x+4
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=2 y=1+√ x3+2x2+2x+1
dy
dx
=
3x
2+4x+2
2 ( y−1 )
, y(0)=0 y=1−√ x3+2x2+2x+1
PVI Solução do PVI
Retângulo para
ter unicidade
R_1
R_2
R_2
R_1
Exemplo 3: PVI não-linear
• Considere o PVI não linear
• As funções f and ∂f/∂y são dadas por
• f é contínua em toda a parte, mas ∂f/∂y não existe em y = 0, e
então o Teorema 2.4.2 não é satisfeito. Existem soluções mas
não é única. Separando variáveis e resolvendo, obtemos
Se a condição inicial fosse y(x
0
)=y
0,
com y
0
≠ 0 e x
0
qualquer,
então o Teorema 2.4.2 garantiria a existência e unicidade.
f ( t,y )=y1/3 ,
∂ f
∂ y
( t,y )=
1
3
y
−2/3
y
'
=y
1/3
, y (0)=0 ( t≥0 )
y
−1/3
dy=dt ⇒
3
2
y
2 /3
=t+c ⇒ y=±( 23 t )
3/2
, t≥0
Exemplo 4: PVI não-linear (1 de2)
Considere o PVI não linear
As funções f and ∂f/∂y são dadas por
As funções f and ∂f/∂y são contínuas em t = 0, então o Teorema
2.4.2 guarante que a solução existe e é única.
f ( t,y )=y2 ,
∂ f
∂ y
(t,y )=2y
y
'
=y
2
, y(0)=1
Exemplo 4: PVI não-linear (2 de 2)
y
'
=y
2
, y(0)= y0
− y
0
−1
=0+c ⇒ y= y(t)=
−1
t− y0
−1
⇒ y= y(t)=
y0
1− y0 t
y
−2
dy=dt ⇒− y−1=t+c ⇒ y=
−1
t+c
Solução geral
implícita explícita
A solução do PVI está definida para t diferente de y
0
- 1
E mais o intervalo de definição da solução precisa conter t=0.
Separando variáveis
A solução y(t) está definida para t em (-∞, 1).
Note que a singularidade em t = 1 não é óbvia no enunciado do PVI.
y=
1
1−ty
'
=y
2
, y(0)=1Se y
0
=1 a solução do PVI é
y=
−5
1+5 ty
'
=y
2
, y(0)=−5Se y
0
=-5 a solução do PVI é
y
'
=y
2
, y(0)=1/2
A solução y(t) está definida para t em (-1/5, +∞).
Se y
0
=1/2 a solução do PVI é y=
1
2−t
y=
1
1−t
A solução y(t) está definida para t em (-∞, 2).
y
'
=y
2
, y(0)=0Se y
0
=0 a solução do PVI é y= y( t)=0
A solução y(t) está definida para t em (-∞, +∞).
Intervalo de Definição: Equações Lineares
Pelo Teorema 2.4.1, a solução de um problema linear de valor
inicial
Ela existe em qualquer intervalo que contenha t = t
0
e em que p e
g sejam contínuos.
Compare estes comentários com o Exemplo 1.
y
'
+p (t ) y=g ( t ) , y( t0)=y0
No caso não-linear, o intervalo no qual uma solução existe pode
ser difícil de determinar.
A solução y = y (t) existe enquanto (t, y (t)) permanece ao
interior da região retangular indicada no Teorema 2.4.2. Isto é o
que determina o valor de h nesse teorema. Uma vez que y (t)
geralmente não é conhecido, pode ser impossível determinar esta
região.
Em qualquer caso, o intervalo no qual uma solução existe pode
não ter relação simples com a função f na equação diferencial
y '= f (t, y), em contraste com as equações lineares.
Além disso, qualquer singularidade na solução pode depender da
condição inicial, bem como da equação.
Compare esses comentários com os exemplos anteriores.
Intervalo de Definição: Equações Não-lineares
Solução Geral
Para uma equação linear de primeira ordem, é possível obter
uma solução contendo uma constante arbitrária, da qual todas
as soluções seguem especificando valores para esta constante.
Para equações não-lineares, tais soluções gerais podem não
existir. Isto é, mesmo que uma solução contendo uma constante
arbitrária possa ser encontrada, podem haver outras soluções
que não podem ser obtidas especificando valores para esta
constante.
Considere o Exemplo 4: A função y = 0 é uma solução da
equação diferencial, mas não pode ser obtida especificando um
valor para c na solução encontrada usando a separação das
variáveis: dy
dt
=y
2 ⇒ y=
−1
t+c
Boyce/DiPrima 9ª ed.
Seção 2.4
1,3,13,15,27,28
Atividade EAD
Material para ajudar na atividade EAD
AREA 1/area01_06 (1).pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed.
2.6: Equações Exatas e Fatores Integrantesc.
• Considere a EDO de primeira ordem
• Se exite uma função F tal que
então a EDO (@) torna-se
• Assim, F(x,y) = c define
• uma solução implicita
• Neste caso a EDO (@) é
• chamada de EXATA
M ( x,y )+N ( x,y ) y'=0 (@)
F x( x,y )=M ( x,y ) , F y( x,y )=N ( x,y )
M ( x,y )+N ( x,y ) y'=∂F
∂ x
+∂F
∂ y
dy
dx
= d
dx
F [ x,y (x )]
d
dx
F [ x,y( x )]=0
∂F
∂ x
+∂ F
∂ y
dy
dx
= d
dx
F [x,y ( x )]
∂F
∂ x
dx+∂ F
∂ y
dy=d F [ x,y ]
Lembre que o Diferencial de F(x,y) é
Ou equivalentemente
Exemplo 1: Equação exata
• Considere a equação:
• Não é linear nem separável, então vamos procurar uma função
F tal que
2x +y2+2 xy y'= 0
∂F
∂ x
=2x+y2 e ∂ F
∂ y
=2 xy
F (x,y )=x2+xy2
= 2x +y2+2xy y'=0
dF
dx
= d
dx
( x2+xy2 )=( x2+xy 2)x+( x
2 +xy2)y
dy
dx
⇒F ( x,y )=x2+xy2 =c
Veremos como
(quando podemos)
encontrar esta
função F
Teorema 2.6.1
• Considere a EDO
onde as funções M, N, My e Nx são todas contínuas no
retângulo R: (x, y) em (a,b)x(c,d). Então a Eq. (1) é exata se
e somente se
• Isto é existe uma função F satisfazendo as condições
se M e N satisfazem (2).
M ( x,y )+N ( x,y ) y'=0 (1 )
M y( x,y )=N x( x,y ) , ∀( x,y )∈R (2 )
F x( x,y )=M ( x,y ) , F y( x,y )=N ( x,y ) (3)
Exemplo 2: Equação exata (1 de 3)
( y cos x+2 xey )+(sin x+x2e y−1) y '=0
M ( x,y )=y cos x+ 2 xey , N ( x,y )=sin x+x2 ey−1
M y( x,y )=cos x+ 2 xe
y =N x( x,y ) ⇒ EDO exata
F x( x,y )=M=y cos x+ 2 xe
y , F y ( x,y )=N=sin x+x
2 ey−1
F ( x,y )=∫F x( x,y )dx=∫ ( y cos x+ 2 xe y )dx =y sin x+x2 ey +C ( y )
Verificação
Solução
Queremos encontrar uma função F tal que
Exemplo 2: Solução (2 de 3)
F x(x,y )=M=y cos x+ 2 xe
y , F y ( x,y )=N=sin x+x
2 ey−1
F (x,y )=∫F x( x,y )dx=∫ ( y cos x+ 2 xe y )dx =y sin x+x2 ey +C ( y )
F y ( x,y )=sin x+x
2e y +C ' ( y )
F ( x,y )=y sin x+x2 ey− y+k
y sin x+x2 ey− y=c
Solução geral na
forma implícita
F y ( x,y )=sin x+x
2e y−1
⇒ C ' ( y )=−1 ⇒ C ( y )=−y+k
F(x,y)=c
é a sol.
Exemplo 3: Equação não-exata
(3 xy+y2)+(x2+xy ) y'=0
M ( x,y )=3 xy+y2 , N ( x,y )=x2+xy
M y( x,y )=3x+2y≠2x +y=N x( x,y ) ⇒ EDO não-exata
Fator Integrante
Às vezes é possível converter uma equação diferencial que não
é exata em uma equação exata multiplicando a equação por
um fator de integração adequado µ(x, y):
• Para esta equação ser exata precisamos
• Esta equação diferencial parcial pode ser difícil de resolver.
Se µ é função só de x, então µy = 0 e, assim,
Desde que o lado direito seja uma função de x somente.
Similarmente se µ é uma função só de y. Veja o texto para
mais detalhes.
M ( x,y )+N ( x,y ) y '=0
μ( x,y )M ( x,y )+μ( x,y )N ( x,y ) y '=0
( μ M ) y= ( μ N )x ⇔ Mμ y−Nμ x+( M y−N x ) μ= 0
dμ
dx
=
M y−N x
N
μ,
Exemplo 4: Equação não-exata
Considere
a seguinte equação diferencial não-exata.
Buscando um fator integrante, resolvemos a equação linear
Multiplicando nossa equação diferencial por µ, obtemos a
equação exata
que tem suas soluções dadas implicitamente por
(3 xy+y2)+( x2+xy ) y'=0
dμ
dx
=
M y−N x
N
μ ⇔ dμ
dx
= μ
x
⇒ μ ( x )=x
(3x2 y+xy2 )+( x3+x2 y ) y '=0,
x3 y+ 1
2
x2 y2=c
Boyce/DiPrima 9ª ed. - Seção 2.6 - 1,2,3,7,11,13,25,27,29
Extra: o Fator integrante da resolução das EDOs lineares é o
mesmo fator integrante que transforma uma não-exata em exata.
M ( x,y )+N ( x,y ) y'=0
dμ
dx
=
M y−N x
N
μ,
y'+p ( x ) y=g ( x ) linear
p ( x ) y−g ( x ) +y'=0
M ( x,y )=p ( x ) y−g ( x )
N ( x,y )=1
M y ( x,y )=p ( x )
N x( x,y )=0
dμ
dx
=
p ( x )−0
1
μ=p ( x ) μ,
Assim, vemos que uma EDO linear não é exata, mas podemos usar
o que foi feito nos slides anteriores para obter o fator integrante para
transformá-la numa exata. Fazendo isso vemos que este fator
integrante será o mesmo que obtemos na seção 2.1, quando estávamos
resolvendo as lineares por fator integrante.
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AREA 1/area01_07.pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed.
2.5 Equações Autônomas e Dinâmica Populacional
Nesta seção, examinamos equações da forma
dy / dt = f (y),
chamadas equações autônomas, onde a variável independente
t não aparece explicitamente.
A finalidade principal desta seção é aprender como os métodos
geométricos podem ser usados para obter a informação
qualitativa diretamente da equação diferencial sem a
resolver.
• Exemplo (Crescimento Exponencial):
• Solução:
dy
dt
=ry, r> 0
y=y0 e
rt
Crescimento Logístico
dy
dt
=(r−ay ) y, r, a>0
Um modelo exponencial y '= ry, com solução y = ert,
prediz crescimento ilimitado, com taxa r> 0 independente da população.
Assumindo que a taxa de crescimento depende do tamanho da população,
substitua r por uma função h (y) para obter
dy / dt = h (y) y.
Nós queremos escolher a taxa de crescimento h (y) para que
h(y) aprox. r quando y é pequeno,
h(y) diminui à medida que y cresce, e
h(y) <0 quando y é suficientemente grande.
A função mais simples é h (y) = r - ay, onde a> 0.
Nossa equação diferencial torna-se então
Esta equação é conhecida como a equação de Verhulst, ou logística.
Equação Logística
• Do slide anterior:
• Reescrevendo
onde K = r/a.
dy
dt
=r (1− yK ) y,
dy
dt
=(r−ay ) y, r, a>0
Relembrando:
Campo de Direções com r = 1 e K = 10.
Soluções de equilíbrio:
y = 0 é instável
y = 10 é assintóticamente estável
Eqs. Autônomas: Sol.s de Equilíbrio
As soluções de equilíbrio de uma equação autônoma de
primeira ordem geral y '= f (y) podem ser encontradas
localizando raízes de f (y) = 0.
Essas raízes de f (y) são chamadas pontos críticos.
Por exemplo, os pontos críticos da equação logística
São y = 0 e y = K.
Assim, pontos críticos de f
são fcs. constantes
(soluções de equilíbrio)
dy
dt
=r (1− yK ) y
Equação Logística: Análise Qualitativa e Esboço de
Curvas (1 de 5)
Para entender melhor a natureza das soluções para equações
autônomas, começamos por fazer o gráfico f (y) vs. y.
No caso do crescimento logístico, isso significa representar
graficamente a seguinte função e analisar seu gráfico usando
cálculo.
O vértice da parábola é (K / 2, rK / 4),
pois f’=0 em y=K/2,
f(K/2)=rK/4 e f”=-2r/K<0, então
y=K/2 é máximo local.
f ( y )=r (1− yK ) y
Y Crescente, Y Decrescente (2 de 5)
dy / dt > 0 para 0 <y <K, então y é uma função crescente de t (indicar com
setas à direita ao longo do eixo y em 0 <y <K).
Similarmente, y é uma função decrescente de t para y> K (indique com setas
à esquerda ao longo do y-y em K> y).
Neste contexto, o eixo y é freqüentemente chamado de linha de fase.
r>0
Concavidade (3 de 5)
dy
dt
=f ( y ) ⇒ d
2 y
dt2
=f ' ( y ) dy
dt
=f ' ( y ) f ( y )
y''>0 = conc. p. cima = f.f'>0
onde f é crescente (f'>0) e positiva
onde f é decrescente (f'<0) e negativa
y''<0 = conc. p. baixo = f.f'<0
onde f é crescente (f'>0) e negativa
onde f é decrescente (f'<0) e positiva
ou
ou
Esboço da curva (4 de 5)
Combinando as informações nos slides anteriores, temos:
Gráfico de y é crescente, quando 0 <y <K.
Gráfico de y é decrescente, quando y> K.
Inclinação de y é aproximadamente zero quando y -> 0 ou y -> K.
Gráfico de y é côncavo p/ cima, quando 0 <y <K / 2 e y> K.
Gráfico de y é côncavo para baixo, quando K / 2 <y <K.
Ponto de inflexão, quando y = K / 2.
Usando esta informação, podemos
esboçar as curvas da solução y para
diferentes condições iniciais.
Equação Logística: Discussão (5 de 5)
Usando apenas a informação presente na equação diferencial e
sem resolvê-la, obtivemos informações qualitativas sobre a
solução y.
Por exemplo, sabemos onde o gráfico de y é o mais íngreme, e,
portanto, onde y muda mais rapidamente. Além disso, y tende
assintoticamente para a linha y = K, para t grande.
O valor de K é conhecido como a capacidade de carga, ou nível
de saturação, para a espécie.
Observe como o comportamento
da solução é diferente
da equação exponencial,
consequência do termo extra
da equação logística.
Resolvendo a equação logística (1 de 3)
∫ dy(1− y /K ) y=∫ rdt
∫( 1y + 1 /K1− y /K )dy=∫rdt
ln|y|−ln|1− y
K
|=rt+C
1
(1− y /K ) y
= A
1− y /K
+B
y
⇒ 1=Ay+B (1− y /K )⇒ B=1, A=1 /K
dy
dt
=r (1− yK ) y
ln|y|−ln|1− y
K
|=rt+C
ln [− y1− y /K ]=rt+C ⇔ y1− y /K =-ert+C ⇔ y1− y /K =cert
Resolvendo a equação logística (2 de 3)
ln y−ln(1− yK )=rt+C
ln [ y1− y /K ]=rt+C ⇔ y1− y /K =ert+C ⇔ y1− y /K =cert
Se 0<y<K, então
Se 0<K<y, então ln y−ln [−(1− yK )]=rt+C
Se y<0, então ln (− y )− ln(1− yK )=rt+C
ln [− y1− y /K ]=rt+C ⇔ y1− y /K =-ert+C ⇔ y1− y /K =cert
Do slide anterior temos . Para eliminar o módulo
temos que considerar as seguintes situações:
Solução
Geral
Na forma
Implícita
Resolvendo a equação logística (3 de 3)
y
1− y /K
=certSolução Geral na
forma Implícita
Usando a condição inicial y(0)=y0, temos
y0
1− y0 /K
=c
Solução do P.V.I.
na forma Implícita
y
1− y /K
=
y0
1− y0 /K
ert
y e
rt
K− y 0
( (K− y 0)e-rt +y0 )=
Ky0
K− y0
ertIsolando o y:
y=
Ky0
(K− y 0)e-rt +y0
y
1− y /K
=cert
Solução do P.V.I.
na forma Explícita
Comportamento assintótico da equação logística
A solução é
Fazendo t → ∞, temos que o limite é igual à K.
Assim, podemos concluir que a solução de equilíbrio y (t) = K
é assintoticamente estável, enquanto a solução de equilíbrio
y (t) = 0 é instável.
A única maneira de garantir solução fica perto de zero é fazer
y0 = 0.
y=
y0 K
y0+(K− y 0)e−rt
dy
dt
=−r (1− yT ) y, r>0
y=
y0 T
y0+(T− y0)ert
y=
y0 K
y0+(K− y 0)e−rt
dy
dt
=r (1− yK ) y, r>0
Exercício!!!!
Esboçar as soluções desta equação autônoma.
Crescimento logístico com um limiar (1 de 2)
Para evitar o crescimento ilimitado de y> T como no cenário
anterior, considere a seguinte modificação da equação logística:
O gráfico do lado direito f (y) é dado abaixo.
dy
dt
=−r (1− yT )(1− yK ) y, r>0 and 0 <T<K
Crescimento logístico com um limiar (2 de 2)
Crescimento
logístico com um limiar (2 de 2)
T é o valor limiar para y0, em que a população morre ou cresce em
direção a K, dependendo de qual lado de T y0 está.
Nota: y = 0 e y = K são soluções de equilíbrio estáveis,
E y = T é uma solução de equilíbrio instável.
Boyce/DiPrima 9 ed – seção 2.5 – 1,3,5,7
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AREA 1/area01_08.pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed.
2.3: Modelagem com Equações de 1ª ordem
Modelos matemáticos caracterizam sistemas físicos, muitas
vezes usando equações diferenciais.
Modelo de Construção: Traduzindo a situação física em
termos matemáticos. Equação diferencial é um modelo
matemático do processo, tipicamente uma aproximação.
Análise do Modelo: Resolvendo equações ou obtendo a
compreensão qualitativa da solução. Pode simplificar o
modelo, enquanto os fundamentos físicos forem preservados.
Comparação com Experimento ou Observação: Verifica a
solução ou sugere refinamento do modelo.
Exemplo 1: Mistura (1 de 7)
No tempo t = 0, um tanque contém Q0 lb de sal dissolvido em
100 gal de água. Suponha que a água contendo ¼ lb de sal/gal
está entrando no tanque a uma taxa de r gal/min, e deixa a
mesma taxa.
(A) Apresente o PVI que descreva este processo de fluxo de
solução salina.
(B) Encontre a quantidade de sal Q (t) no tanque em um dado momento t.
(C) Encontre a quantidade limite QL de sal Q (t) no tanque após um tempo muito longo.
(D) Se r = 3 & Q0 = 2QL, encontrar o tempo T após o qual o sal está a de 2% de QL.
(E) Encontre o r necessário para T não exceder 45 min.
Exemplo 1: (a) PVI (2 de 7)
No tempo t = 0, um tanque contém Q0 lb de sal dissolvido em
100 gal de água. Assuma que a água contendo ¼ lb de sal/gal
entra no tanque a uma taxa de r gal/ min, e sai à mesma
velocidade.
Assumir que o sal não é criado nem destruído no tanque, e a
distribuição do sal no tanque é uniforme (agitada). Então
Taxa de entrada =concentração X velocidade
= (1/4 lb sal/gal)(r gal/min) = (r/4) lb/min
Taxa de saída =concentração X velocidade
Se houver Q (t) lbs de sal no tanque no instante t, então a concentração de sal é Q (t) lb / 100 gal, e
ela flui para fora à razão de
= (Q(t)lb sal/100 gal) (r gal/min)=[Q(t)r/100] lb/min.
• Assim o PVI é
dQ / dt= taxa de entrada - taxa de saída
dQ
dt
= r
4
− rQ
100
, Q (0)=Q0
Taxa de variação
da quantidade de sal
Q(0 )=Q0
Exemplo 1: (b) Resolver a equação (3 de 7)
dQ
dt
+ rQ
100
= r
4
, Q (0 )=Q0
μ( t )=ert /100 - fator integrante
Q( t )=e−rt /100[∫ rert /1004 dt ] =e−rt /100 [ 25 ert /100 +C ] =25 +Ce−rt /100
Q( t )=25+[Q0−25 ] e−rt /100
Q( t )=25 ( 1−e−rt /100 )+Q0 e
−rt /100
Exemplo 1: (c) Encontrando a quantidade limite QL (4 de 7)
Este resultado faz sentido, uma vez que ao longo do tempo a
solução de sal de entrada irá substituir a solução de sal
original no tanque. Uma vez que a solução de entrada
contém 0,25 lb de sal / gal, eo tanque é de 100 gal,
eventualmente o tanque conterá 25 libras de sal.
O gráfico mostra curvas integrais
Para r = 3 e valores diferentes de Q0.
Q( t )=25 ( 1−e−rt/100 )+Q0 e
−rt /100
Quanto t tende infinito, temos
QL=25Llim Q( t )=lim [25 ( 1−e−rt /100 )+Q0 e−rt /100 ]=25
Exemplo 1: (d) Encontrando T (5 de 7)
• r = 3 e Q0 = 2QL . Encontrar T após o nível de sal Q(t) está
a 2% de QL , primeiro note que Q0 = 2QL = 50 lb, assim
• 2% de 25 lb é 0.5 lb, assim
Q( t )=25+[Q0−25 ] e−rt /100=25+25 e−. 03 t
25 .5=25+25 e−0 . 03 T
0 . 02 =e−0 .03T
ln (0.02 )=−0 .03 T
T= ln (0 . 02)
−0 . 03
≈130 .4 min
Exemplo 1: (e) Encontrando a taxa de fluxo r (6 de 7)
Para encontrar o r necessário para T não exceder 45 minutos,
lembre-se da parte (d) que Q0 = 2QL = 50 lb, com
E as curvas de solução diminuem de 50 para 25,5.
• Assim, nós resolvemos
Q( t )=25+25 e−rt /100
25 .5=25+25 e
−45
100
r
0 . 02 =e−0 . 45r
ln (0. 02 )=− . 45 r
r= ln(0 . 02 )
−0 .45
≈8 .69 gal/min
Exemplo 1: Discussão (7 de 7)
Como a situação é hipotética, o modelo é válido.
Quando as taxas de fluxo são precisas, e a concentração de sal
no tanque é uniforme, então equação diferencial é descrição
precisa do processo de fluxo.
Modelos deste tipo são frequentemente utilizados para poluição
no lago, concentração de fármacos em órgãos, etc. As taxas
de fluxo podem ser mais difíceis de determinar ou podem ser
variáveis e a concentração pode não ser uniforme. Além
disso, as taxas de entrada e saída podem não ser as mesmas,
portanto, a variação na quantidade de líquido deve ser levada
em conta.
Exemplo 2: Juros compostos (1 de 3)
Se uma soma de dinheiro é depositada em um banco que paga
juros a uma taxa anual, r, composta continuamente, a
quantidade de dinheiro (S) a qualquer momento o fundo
satisfaz a equação diferencial:
A solução para esta equação diferencial, encontrada
separando as variáveis e resolvendo para S, torna-se:
Assim, com a composição contínua, a quantidade na conta
cresce exponencialmente ao longo do tempo.
dS
dt
=rS, S (0)=S0 onde S0 representa o investimento inicial .
S ( t )=S0 e
rt , onde t é medido em anos
Exemplo 2: Juros compostos (2 de 3)
Em geral, se os juros em uma conta for ser composto m vezes
por ano, em vez de continuamente, a equação descrevendo
o valor na conta para qualquer tempo t, medido em anos,
torna-se:
A relação entre estes dois resultados é esclarecida se nos
lembrarmos do cálculo que
S ( t )=S0 (1+r /m)
m t
lim S0(1+r /m)
m t =S0 e
r t
S ( t )=S0 e
rt
Crescimento de Capital com Taxa de Retorno de r = 8%
Para Vários Modos de Composição: S (t) / S (0) Uma comparação da
acumulação de fundos
para composição
trimestral, diária e
contínua é mostrada
para períodos de curto
e longo prazos.
t m = 4 m = 365 exp(rt)
Anos Composto
Trimestral
Composto
Diariamente
Composto
Continuamente
1 1.082432 1.083278 1.083287
2 1.171659 1.17349 1.173511
5 1.485947 1.491759 1.491825
10 2.20804 2.225346 2.225541
20 4.875439 4.952164 4.953032
30 10.76516 11.02028 11.02318
40 23.76991 24.52393 24.53253
Exemplo 2: Depósitos e Retiradas (3 de 3)
Voltando agora ao caso de composição contínua, suponhamos que
possa haver depósitos ou retiradas além da acumulação de juros,
dividendos ou ganhos de capital. Se assumimos que os depósitos
ou retiradas ocorrem a uma taxa constante k, isso é descrito pela
equação diferencial:
onde k é positivo para depósitos e negativo para retiradas.
Podemos resolver isso como uma equação linear geral para chegar
à solução:
Para aplicar esta equação, suponha que se abra um plano de
previdência privado aos 25 anos e faça investimentos anuais de
$ 2000 e com r = 8%. Como S0=0
Aos 65 anos,
dS
dt
=rS+k ou na forma padrão dS
dt
−rS=k and S(0 )=S0
S ( t )=S0 e
rt+(k /r )(ert−1 )
S ( 40)=0∗e0 . 08∗40+(2000 /0 .08 )(e0 . 08∗40−1 )≈$588 ,313
Exemplo 3: Mistura (1 de 7)
Considere uma lagoa que inicialmente contém 10 milhões de
galões de água doce. A água que contém resíduos tóxicos flui
para a lagoa à taxa de 5 milhões de galões / ano e sai na mesma
proporção. A concentração c (t) de resíduos tóxicos na água de
entrada varia periodicamente com o tempo:
C (t) = 2 + sin 2t g / gal
(A) Construir um modelo matemático
deste processo de fluxo e
determinar a quantidade Q (t) de resíduos tóxicos na lagoa no
instante t.
(B) Traçar a solução e descrever em palavras o efeito da variação na concentração de entrada.
Exemplo 3: (a) PVI (2 de 7)
A lagoa inicialmente contém 10 milhões de litros de água doce. A
água que contém resíduos tóxicos flui para a lagoa a uma taxa de 5
milhões de galões / ano, e sai da mesma taxa. Concentração é c (t) =
2 + sin 2t g / gal de resíduos tóxicos na água entrante.
Suponha que os resíduos tóxicos não sejam criados ou destruídos na lagoa,
ea distribuição de resíduos tóxicos na lagoa é uniforme (agitada).
Então
Taxa de entrada =concentração X velocidade
= (2 + sin 2t g / gal) (5 x 106 gal / ano)
Taxa de saída =concentração X velocidade
Se houver Q (t) g de resíduos tóxicos na lagoa no tempo t, então a concentração é Q (t) lb / 107 gal.
= (Q (t) g / 107 gal ) (5 x 106 gal / ano)
dQ / dt= taxa de entrada - taxa de saídaTaxa de variação daquantidade de resíduos
Q(0)=0
Exemplo 3: (a) PVI (3 de 7)
• Relembrando do último slide:
• Então o PVI é:
• Mudando variáveis (reescalonando): q(t) = Q(t)/106. Então
dQ
dt
=(2 + sin 2 t ) (5 x 106 )−Q( t )
2
, Q (0 )=0
dq
dt
+
q ( t )
2
= 10 +5 sin 2 t, q(0 )=0
Isso foi feito para
Facilitar as contas
Exemplo 3: (a) Resolvendo o PVI (4 de 7)
μ( t )=eat =et /2
q ( t )=e−t / 2∫ e t /2 (10+5sin2t ) dt
q ' +q /2=10+5sin2t , q (0 )=0
q ( t )=e−t / 2[20 e t /2−4017 et /2 cos2t+1017 e t /2 sin2t +C ]
q ( t )=20−40
17
cos2t+10
17
sin2t−300
17
e−t /2
IPP
Exemplo 3: (a) Integração por Partes (5 de 7)
∫e t /2 sin2 tdt=[−12 e t /2 cos2t+14 (∫ et /2 cos2 tdt )]
=[−12 e t /2 cos2t+14 (12 e t /2 sin2t−14∫ e t /2 sin2 tdt )]
=[−12 e t /2 cos2t+18 e t /2 sin2t−116 ∫e t /2 sin2 tdt ]
17
16 ∫ e
t /2 sin2 tdt =−1
2
e t /2 cos2t+1
8
e t /2 sin2t +C
∫ et /2 sin2 tdt =−817 e
t /2 cos2t+2
17
e t /2sin2t +C
5∫ et /2 sin2 tdt =−4017 e
t /2 cos2t+1017 e
t /2 sin2t +C
Exemplo 3: (b) Analise da solução (6 de 7)
• O nosso PVI e sua solução:
• O gráfico da solução e campo direções estão abaixo.
Note que o termo exponencial é
importante para t pequeno, mas decai
para t grande. Também, y = 20
seria solução de equilíbrio se não
fossem os termos com seno e cosseno
dq
dt
+1
2
q=10+5sin2t , q (0 )=0
q ( t )=20−40
17
cos2t+10
17
sin2t−300
17
e−t /2
Exemplo 3: (b) observação (7 de 7)
Quantidade de água na lagoa é controlada inteiramente por
taxas de fluxo, e nada é perdido por evaporação ou infiltração
em terra, ou adquirida pela precipitação, etc.
Quantidade de poluição em lagoa controlada inteiramente por
taxas de fluxo, e nenhuma é perdida por evaporação, infiltração
em terra, diluído pela precipitação, absorvido por peixes,
plantas ou outros organismos, etc.
A distribuição da poluição em toda a lagoa é uniforme.
Exemplo 4: Velocidade de Escape (1 de 4)
Um corpo de massa m é projectado da terra numa direcção
perpendicular à superfície terrestre com velocidade inicial v0 .
Supondo que não há resistência do ar, mas levando em
consideração a variação do campo gravitacional da Terra com a
distância.
(a) Encontre a uma expressão para velocidade durante o
movimento.
(b) Encontre a velocidade inicial necessária para levantar o corpo até um altitude máxima H acima
da superfície da terra.
(c) Encontre o menor velocidade inicial para qual o corpo não retornará à superfície; esta última é
chamada de VELOCIDADE DE ESCAPE.
Um corpo de massa m é projectado da terra numa direcção
perpendicular à superfície terrestre com velocidade inicial v0 .
Supondo que não há resistência do ar, mas levando em
consieração a variação do campo gravitacional da Terra com a
distância.
A força gravitacional que actua sobre a massa é
x é a distáncia do corpo à superfície da terra
R é o raio da Terra
g é acelaração da gravidade na superfície da Terra.
Usando a 2ª Lei de Newton F = ma,
• Since and cancelling the m’s, the differential equation
becomes
w ( x )= mgR
2
(R+x )2
m dv
dt
= mgR
2
(R+x )2
, v (0 )=v0
dv
dt
=dv
dx
dx
dt
=dv
dx
v
v dv
dx
= gR
2
(R+x)2
, since x=0 when t= 0, v (0)=v0
w ( x )= mgR
2
(R+x )2
m dv
dt
= mgR
2
(R+x )2
, v (0 )=v0
dv
dt
=dv
dx
dx
dt
=dv
dx
v
v dv
dx
= gR
2
(R+x)2
, since x=0 when t= 0, v (0)=v0
Exemplo 4: Velocidade de Escape (2 de 4)
A força gravitacional (peso) que atua sobre a massa é
x é a distância do corpo à superfície da terra
R é o raio da Terra
g é acelaração da gravidade na superfície da Terra.
Usando a 2ª Lei de Newton F = ma,
Já que
e cancelando os m’s, a equação se torna:
w ( x )=− mgR
2
(R+x)2
− mgR
2
(R+x)2
=m dv
dt
.
dv
dt
=dv
dx
dx
dt
=dv
dx
v
C . I . : Como x ( t=0 )=0, temos v ( x ( t=0 ))=v ( x= 0 )=v0 ,
Exemplo 4: Velocidade de Escape (3 de 4)
v dv
dx
=− gR
2
(R+x )2
,v (0)=v0
− gR
2
(R+x)2
=v dv
dx
ou simplesmente v (0 )=v0
P.V.I.:
Podemos resolver a equação diferencial separando as variáveis e
integrando para chegar a:
A altura máxima (altitude) será atingida quando a velocidade for zero.
Chamando essa altura máxima H, temos
Então a velocidade inicial necessária para levantar um corpo a uma altura
H é: e, tomando limite H→∞, temos
A velocidade de escape, ve, que representa a velocidade inicial necessária
para escapar da força gravitacional da Terra é:
Note que isso não depende da massa do corpo só do raio da Terra.
v dv
dx
=− gR
2
(R+x )2
, v (0 )=v0
v2
2
= gR
2
R+x
+C
v 0=√2gR HR+H v 0=√2gR
Exemplo 4: Velocidade de Escape (4 de 4)
v0
2
2
−gR
2
R
=C v
2 ( x )
2
= gR
2
R+x
+
v0
2
2
−gR
0= gR
2
R+H
+
v0
2
2
−gR
v0
2
2
=gR− gR
2
R+H
v 0
2 =2gR (1− R
R+H
)=2gR H
R+H
v e=√2 gR
Exemplo 5: Ratos e Corujas (da seção 1.1) (1 de 4)
Considere uma população de ratos que se reproduz a uma
taxa proporcional à população atual, com a constante de taxa
igual a 0,5 ratinhos / mês (supondo que não haja corujas
presentes).
Quando corujas estão presentes, eles comem os ratos.
Suponha que as corujas comam 15 ratos por dia (média).
Escreva uma equação diferencial descrevendo a população de
ratos na presença de corujas. (Suponha que há 30 dias em um
mês.)
Solução:
dp
dt
=0 . 5p−450
Resolvendo a equação diferencial
separando variáveis
Assim a solução geral é
onde c é uma constante
dp
dt
=0 . 5p−450
dp
dt
=0 . 5 ( p−900 ) ⇒ dp /dt
p−900
=0 . 5 ⇒∫ dpp−900 =∫ 0 .5 dt
⇒ ln|p−900|=0 .5t +C ⇒ |p−900|=e0 .5t+C
⇒ p−900=±e0 . 5teC ⇒ p= 900 +ce0 . 5t , c=±eC
p=900 +ce0 . 5t
Exemplo 5: Ratos e Corujas (da seção 1.2) (2 de 4)
Exemplo 5: Ratos e Corujas (da seção 1.2) (3 de 4)
Assim temos infinitas soluções para nossa equação,
onde c é uma constante arbitrária.
Os gráficos de soluções (curvas integrais) para vários valores de
c, e campo de direção para equação diferencial, são dados
abaixo.
Escolhendo c = 0, obtemos a solução de equilíbrio, enquanto
que para c = 0, as soluções divergem da solução de equilíbrio.
p'=0 .5p−450 ⇒ p=900 +ce0 . 5t ,
Exemplo 5: Ratos e Corujas (da seção 1.2) (4 de 4)
Uma equação diferencial muitas vezes tem
infinitas soluções. Se um ponto na curva de solução é
conhecido, tal como uma condição inicial, então isso determina uma solução única.
Na equação diferencial entre ratos e corujas, suponha que
sabemos que a população de ratos começa em 850.
Então p (0) = 850 e
p( t )=900 +ce0 .5t
850 =p(0 )=900 +ce0
c=−50
Solução:
p( t )=900−50 e0.5t
Boyce/DiPrima 9 ª ed., seção 2.3 – 1,3,5,7,9,13,20.a,29
Slide 1
Slide 2
Slide 3
Slide 4
Slide 5
Slide 6
Slide 7
Slide 8
Slide 9
Slide 10
Slide 11
Slide 12
Slide 13
Slide 14
Slide 15
Slide 16
Slide 17
Slide 18
Slide 19
Slide 20
Slide 21
Slide 22
Slide 23
Slide 24
Slide 25
Slide 26
Slide 27
AREA 1/area01_08_alguns_exerc_resolvidos.pdf
AREA 1/area01_09.pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed.
3.1: Equações lineares de 2ª ordem com coeficientes constantes.
3.2: Soluções fundamentais de equações lineares homogêneas: o Wronskiano
Uma equação diferencial ordinária de segunda ordem tem a forma
geral
onde f é uma dada função.
Diz-se que esta equação é linear se f é linear em y e y ':
Caso contrário, a equação é dita não-linear.
Uma equação linear de segunda ordem muitas vezes aparece como
Se G (t) = 0 para todo t, então a equação é chamada homogênea. Caso
contrário, a equação não é homogênea.
ytqytptgy )()()( ´´ ´ -
P(t)y’’+Q(t)y’+R(t)y=G(t)
y''=f ( t,y,y' )
Teorema 3.2.1 (Existência e Unicidade)
• Considere o PVI
• Onde p, q, e g são contínuas no intervalo aberto I que
contém t0. Então existe y = (t) em I.
Nota: Enquanto este teorema diz que existe uma solução para o
problema de valor inicial acima, muitas vezes não é possível
escrever uma expressão útil para a solução. Esta é uma grande
diferença entre equações lineares de primeira e segunda ordem.
y''+p (t ) y+q ( t ) y=g (t )
y (t 0)=y0 , y' ( t0 )=y0 '
Exemplo 1
• Considere o PVI
• Escreva a equação na forma:
•
Os únicos pontos de descontinuidade destes coeficientes são
t = 0 and t = 3. Então o maior intervalo aberto que contém a
condição inicial t =1 e que nele todos coeficientes são
contínuos é 0 < t < 3.
Portanto, o maior intervalo no qual o Teorema 3.2.1 garante a
existência da solução é 0 < t < 3.
)()(')('' tgytqytpy
0)(and))3(/()3()(),3/(1)( tgttttqttp
y''+p (t ) y'+q (t ) y=g (t )
y (t0)=y0 , y' ( t0 )=y0 '
(t2−3 t ) y''+ty'−( t+3 ) y= 0 y (1 )=2, y' (1 )=1
e
Exemplo 2
• Considere o PVI
onde p, q são contínuas num intervalo aberto I contendo t0.
À luz das condições iniciais, observe que y = 0 é uma solução
para este problema de valor inicial homogêneo.
Como as hipóteses do Teorema 3.2.1 são satisfeitas, segue-se
que y = 0 é a única solução deste problema.
y''+p (t ) y'+q (t ) y=0 y (t0)=0, y' ( t0)=0
Teorema 3.2.2 (Princípio da Superposição)
Se y1 e y2 são soluções para a equação
Então a combinação linear c1y1 + c2y2 é também uma solução,
para quaisquer constantes c1 e c2.
Para provar esse teorema, substitua c1y1 + c2y2 por y na equação acima, e
use o fato de que y1 e y2 são soluções.
Assim, para quaisquer duas soluções y1 e y2, podemos construir uma família
infinita de soluções: y = c1y1 + c2y2.
Todas as soluções podem ser escritas desta forma, ou algumas soluções
têm uma forma completamente diferente? Para responder a esta
pergunta, usamos o Wronskiano.
y''+p (t ) y'+q ( t ) y=0
y''+p (t ) y'+q (t ) y=0
y (t0)=y0 , y' ( t0 )=y0 '
Teorema 3.2.3
Suponha que y1 e y2 sejam soluções para a equação
Então
)()( 2211 tyctycy
é sempre possível
escolher constantes
c1, c2 para que
satisfaça as
condições iniciais
o Wronskiano
W(t)=y1(t)y2’(t)- y1’(t)y2(t)
não é zero no ponto t=t0
)()( 2211 tyctycy
se e
somente se
Veja no próximo slide uma explicação para este teorema.
Suponha que y1 e y2 sejam soluções para a equação
Do Teorema 3.2.2, sabemos que y = c1y1 + c2 y2 é uma solução para esta equação.
Vamos encontrar as constantes c1 e c2 tais que y = c1y1 + c2 y2 satisfaça as
condições iniciais
Para fazer isso, precisamos resolver os sistema:
Solução:
,
Onde
W é chamado de Wronskiano das soluções y1 e y2. Às vezes, usaremos a notação
y''+p (t ) y'+q ( t ) y=0
y (t 0)=y0 , y' ( t0 )=y0 '
0022011
0022011
)()(
)()(
ytyctyc
ytyctyc
0022011
0022011
)()(
)()(
ytyctyc
ytyctyc
)()()()(
)()(
)()(
02010201
0201
0201 tytytyty
tyty
tyty
W
W
yty
yty
c
W
tyy
tyy
c 001
001
2
020
020
1
)(
)(
,
)(
)(
0 2 01
1
1 2
2
021, tyyW
y''+p (t ) y+q ( t ) y= 0
y (t0)=y0 , y' ( t0 )=y0 '
Suponha que y1 e y2 sejam soluções para a equação
Então
)()( 2211 tyctycy
é sempre possível
escolher constantes
c1, c2 para que
satisfaça as
condições iniciais
o Wronskiano
W(t)=y1(t)y2’(t)- y1’(t)y2(t)
não é zero no ponto t=t0
)()( 2211 tyctycy
se e
somente se
Teorema 3.2.3
Repetindo...
Teorema 3.2.4 (Soluções Fundamentais)
y''+p (t ) y'+q ( t ) y=0
Suponha que y1 e y2 sejam soluções para a equação
Então a família de soluções
y = c1 y1 + c2 y2
com coeficientes arbitrários c1, c2 inclui todas as
soluções para a equação diferencial se, e somente se
houver um ponto t0 tal que W (y1, y2) (t0) é diferente
de 0.
A expressão y = c1 y1 + c2 y2 é chamada a solução
geral da equação diferencial acima, e neste caso y1
e y2 são ditos formar um conjunto fundamental de
soluções para a equação diferencial.
Resumindo
Para encontrar uma solução geral da equação diferencial
Primeiro encontramos duas soluções y1 e y2.
Em seguida, certifique-se de que existe um ponto t0 no intervalo
Segue-se que y1 e y2 formam um conjunto fundamental de
soluções para a equação, com solução geral y = c1y1 + c2 y2.
Se as condições iniciais forem prescritas num ponto t0 no
intervalo onde W é diferente de 0, então c1 e c2 podem ser
escolhidos para satisfazer essas condições.
Exemplo 1 (1 de 2):
• Considere a seguinte equação diferencial
• Mostre que as funções abaixo são soluções fundamentais:
• Primeiro vamos mostrar que y1 é solução da equação:
• Assim y1 é solução da equação.
• Semelhantemente, y2 é também solução:
1
2
2/1
1 ,
tyty
0,032 2 tyytyt
01
2
3
2
1
2
3
4
2 2/12/1
2/12/3
2
tttttt
0134322 11232 tttttt
Estas funções
Foram dadas,
Não precisamos
encontrá=las
O que precisamos
É verificar que elas
São soluções
E que o wroskiano é
Diferente de zero.
Exemplo 1 (2 de 2):
• Relembre que
• Para mostrar que y1 e y2 são soluções fundamentais,
calculamos o Wronskiano de y1 e y2:
• Já que W 0 para t > 0, y1, y2 são soluções fundamentais da
equação diferencial
Portanto a solução geral desta equação é:
y(t) = c1 t
1/2 + c2 t
-1
3
2/32/32/3
22/1
12/1
21
21
2
3
2
3
2
1
2
1
t
ttttt
tt
yy
yy
W
1
2
2/1
1 ,
tyty
0,032 2 tyytyt
y1’ y2’
Para resolver a equação de segunda ordem com coeficientes
constantes,
Começamos por assumir uma solução da forma y = ert.
Substituindo isto na equação diferencial, obtemos
Simplificando,
e, portanto
Esta última equação é chamada de equação característica da
equação diferencial.
Em seguida, resolvemos a equação de 2º grau acima (fatorando
ou usando a fórmula de Bhaskara) e encontramos r.
,0 cyybya
02 rtrtrt cebreear
0)( 2 cbrarert
02 cbrar
´´ ´
Como encontrar as Soluções Fundamentais? (1 de 3)
Resposta para o caso homogêneo com coeficientes constantes
• Usando a fórmula de Bhaskara na equação característica
obtemos duas soluções (raízes), r1 e r2.
• Existem 3 possíveis resultados
-- r1, r2 são reais e r1 r2
– r1, r2 são reais e r1 = r2.
– r1, r2 são complexas.
• Primeiro vamos analisar o caso que r1, r2 são reais e r1 r2.
• Isso é feito na Seção 3.1
• Então as soluções fundamentais têm esta forma:
• Neste caso a solução geral tem esta forma.
trtr ececty 21 21)(
a
acbbr
2
42
ar 2+br+c= 0
Como encontrar as Soluções Fundamentais? (2 de 3)
2121 ,, 21 rreyey
trtr
• Considere as soluções obtidas no slide anterior:
• Vamos calcular o Wronskiano destas funções:
• Portanto
são soluções fundamentais e segundo o Teorema 3.2.4
a solução geral é
• Repare que basta r1 ser diferente de r2 para e
r1t e er2t serem soluções
fundamentais, mas apesar disso só vamos considerar as soluções
fundamentais y1 e y2 desta forma quando r1 e r2 forem reais. O caso
complexo será tratado a seguir.
trtr ececty 21 21)(
Como encontrar as Soluções Fundamentais? (3 de 3)
2121 ,, 21 rreyey
trtr
. allfor 021
21
21
12
2121
21 terr
erer
ee
yy
yy
W trrtrtr
trtr
2121 ,, 21 rreyey
trtr
Exemplo 3 (Solução Geral)
Considere a equação diferencial linear
A equação característica é:
r1 = -2 e r2 = -3
Portanto, a solução geral para esta equação diferencial tem a
forma
032065)( 2 rrrrety rt
tt ececty 32
2
1)(
y''+5 y'+6 y= 0
Exemplo 4 (solução particular – sol. PVI)
Considere o problema do valor inicial
A partir do exemplo anterior, sabemos que a solução geral tem
a forma:
Com derivada:
Usando as condições iniciais:
Portanto,
0 . 0 0 . 5 1 . 0 1 . 5 2 . 0 2 . 5
t
0 . 5
1 . 0
1 . 5
2 . 0
2 . 5
y t
7,9
332
1
21
21
21
cc
cc
cc
tt eety 32 79)(
tt ececty 32
2
1)(
tt ececty 32
2
1 32)('
tt eety 32 79)(
y''+5 y'+6 y= 0, y (0 )=2, y' (0 )=3
2
Exemplo 5: PVI
Considere o problema do valor inicial
Então a equação característica é:
As duas soluções são: r1 = 3/2 e r2 = 1/2
A solução geral tem a forma
Usando condições iniciais:
portanto
0 . 5 1 . 0 1 . 5 2 . 0 2 . 5
t
1
1
2
3
y t
012320384)( 2 rrrrety rt
2/
2
2/3
1)(
tt ececty
2/5,2/1
2/12/12/3
2
21
21
21
cc
cc
cc
2/2/3 2/52/1)( tt eety
2/2/3 2/52/1)( tt eety
4 y''−8 y'+3 y= 0, y (0 )=2, y' (0 )=1/2
Boyce/DiPrima 9ªed. - seção 3.1 – 1,3,9,13,15,21
(não precisa esboçar o gráfico das soluções)
Teorema 3.2.5: Existência de um conjunto
fundamental de soluções (sem usar wronskiano)
Considere a equação diferencial abaixo, cujos coeficientes p e q
são contínuos em algum intervalo aberto I:
Sejam t0 um ponto em I, e y1 e y2 soluções da equação com y1
satisfazendo condições iniciais
E y2 satisfazendo as condições iniciais
Então y1, y2 formam um conjunto fundamental de soluções para
a dada equação diferencial.
0)(,1)( 0101 tyty
1)(,0)( 0202 tyty
1’
2’
Exemplo 4: Aplicação do Teorema 3.2.5 (1 de 3)
Considere a equação diferencial
y’’-y = 0.
Vamos considerar que o tempo inicial t0 é igual a 0.
Na Seção 3.1, encontramos duas soluções desta equação:
O Wronskiano destas soluções é W(y1, y2)(t0) = -2 0 então elas
formam um conjunto fundamental de soluções. Mas será que é
o único? Considere as seguintes funções:
1) Verifique que elas são soluções da equação y’’-y=0.
2) Verifique que:
Portanto y3 e y4 também formam um conjunto fundamental de
soluções.
tt eyey 21 ,
1)0(,0)0(;0)0(,1)0( 4433 yyyy
)sinh(
2
1
2
1)(),cosh(
2
1
2
1)( 43 teetyteety
tttt
3’ 4’
Exemplo 4: Aplicação do Teorema 3.2.5 (2 de 3)
Portanto
formam conjuntos de soluções fundamentais para a equação
diferencial e o ponto inicial
y’’-y = 0, t0=0.
Em geral, uma equação diferencial terá infinitamente muitos
conjuntos de soluções fundamentais diferentes. Normalmente,
escolhemos o que é mais conveniente ou útil.
ttSeeS tt sinh,cosh,, 21
Exemplo 4: Aplicação do Teorema 3.2.5 (3 de 3)
Como encontrar as soluções y3 e y4.
Como y1 e y2 formam um conjunto fundamental de soluções,
Resolvendo cada equação, obtemos
O Wronskian de y3 e y4 é
Assim, y3, y4 formam o conjunto fundamental de soluções
indicado no Teorema 3.2.5, com solução geral neste caso
1)0(,0)0(,
0)0(,1)0(,
44214
33213
yyededy
yyececy
tt
tt
)sinh(
2
1
2
1)(),cosh(
2
1
2
1)( 43 teetyteety
tttt
01sinhcosh
coshsinh
sinhcosh 22
21
21
tt
tt
tt
yy
yy
W
)sinh()cosh()( 21 tktkty
Boyce/DiPrima 9ª ed. - Seção 3.2 – 1,5,7,9,11,23,25,27
Teorema 3.2.6
Considere novamente a equação (2):
onde p e q são funções reais de valor real.
Se y = u (t) + iv (t) é uma solução de valor complexo da Eq. (2),
então sua parte real u e sua parte imaginária v
são também soluções desta equação.
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Boyce/DiPrima 9ª ed.
3.3: Raízes complexas da equação característica
Lembre-se da nossa discussão da equação
onde a, b e c são constantes.
Assumindo que uma solução exponencial leva à equação característica:
A fórmula de Bhaskara ou fatoração nos dá duas soluções, r1 & r2:
Se b2 – 4ac < 0, então temos raízes complexas
Assim,
a y' '+b y '+cy=0
y (t )=ert ⇒ ar2+br+c=0
r=−b±√b
2−4 ac
2a
y1( t )=e
( λ+iμ ) t , y2( t )=e
( λ−iμ ) t
r1=λ+iμ , r2=λ−iμ
Fórmula Euler e soluções complexas.
• Substituindo it na série de Talor de et, obtemos a fórmula de
Euler:
• Trocando t por µt, temos
• Então
• Portanto,
eit=∑
n=0
∞ ( it )n
n !
=∑
n=0
∞ (−1)n t2n
(2n ) !
+i∑
n=1
∞ (−1)n−1 t2n−1
(2n−1) !
=cos t+i sin t
eiμt=cos μt+i sin μt
e( λ+iμ ) t=eλt eiμt=eλt [cos μt+i sin μt ]=eλt cos μt+ieλt sin μt
y1( t )=e
( λ+iμ ) t=eλ t cos μt+ieλ t sin μt
y2(t )=e
( λ−iμ ) t=e λ t cos μt−ieλ t sin μt
Soluções com valores reais
Nossas duas soluções até agora são funções de valor complexo:
Preferiríamos ter soluções de valor real, uma vez que nossa
equação diferencial tem coeficientes reais.
Para conseguir isso, lembre-se que combinações lineares de
soluções são, elas próprias, soluções:
Ignorando constantes, obtemos as duas soluções
y1( t )=e
λ t cos μt+ieλ t sin μt
y2(t )=e
λ t cos μt−ieλ t sin μt
y1( t )+ y2( t )=2 e
λ t cos μ t
y1( t )− y2( t )=2 ie
λ t sin μ t
y3( t )=e
λ t cos μ t , y4(t )=e
λ t sin μ t
Soluções com valores reais: Wronskiano
Assim, temos as seguintes funções de valor real:
Verificando o Wronskiano, nós obtemos
Assim, y
3
e y
4
formam uma solução fundamental definida para a nossa
EDO, e a solução geral pode ser expressa como
y3( t )=e
λ t cos μt , y4( t )=e
λ t sin μt
W=∣eλt cos μt eλt sin μteλt ( λ cos μt− μsin μt ) eλt ( λ sin μt+ μ cos μt )∣
= e2λt ( λsin μt cos μt+μ cos2 μt−λsin μt cos μt+μ sin 2 μt ) = μ e2λt≠0
y (t )=c1e
λ t cos μt+c2 e
λ t sin μt
Exemplo 1 (1 de 2)
• Considere a equação diferencial
• A equação característica é:
• Separando a parte real e imaginária das raízes:
• Portanto, a solução geral é:
y (t )=c1e
− t /2 cos (3t )+c2 e
− t /2sin (3t )=e− t /2(c1cos (3t )+c2sin (3t ))
y ' '+ y'+9 .25 y=0
y (t )=ert ⇒ r2+r+9.25=0 ⇔ r=−1±√1−37
2
=−1±6 i
2
=−1
2
±3 i
λ=−1/2, μ=3
Exemplo 1 (2 de 2)
Usando a solução geral que acabamos de encontrar
Podemos determinar a solução particular que satisfaz as condições iniciais
• Então
• A solução do PVI é:
• A solução está decaindo em oscilação.
y (t )=e− t /2(c1cos (3t )+c2sin (3t ))
y (0)=2 e y ' (0)=8
y (0)=c1=2, y ' (0)=8 ⇒ −1 /2 c1+3 c2=8
2 4 6 8 1 0
t
2
1
1
2
3
y t
y (t )=e− t /2(2 cos (3t )+3sin (3t ))
y ( t )=e− t /2(2 cos (3t )+3sin (3t ))
⇒c1=2, c2=3
Exemplo 2
• Considere o PVI
• Então
• A solução geral é
• A solução do PVI é
• A solução é uma oscilação crescente.
16 y ' '−8 y '+145 y=0, y (0 )=−4, y ' (0 )=2
y (t )=ert ⇒ 16 r2−8r+145=0 ⇔ r= 1
4
±3i
y (t )=c1e
t /4cos (3t )+c2 e
t /4sin (3t )
y(0)=c1=−4
y ' (0)=1 ⇒ 1/4 c1+3c2=2
⇒ c1=−4, c2=1
y ( t )=et /4(−4cos (3t )+sin (3t ))
2 4 6 8
t
1 0
5
5
1 0
y t
y (t )=et /4(−2cos (3t )+1/2 sin (3t ))
2 4 6 8
t
2
2
4
y t
Exemplo 3
• Considere a equação
• Então
• Portanto
• E assim a solução geral é
• Já que não há termo exponencial
a amplitude de cada oscilação permanece
constante
A figura mostra o gráfico de duas soluções
típicas
y ' '+9y=0
y ( t )=ert ⇒ r2+9=0 ⇔ r=±3 i
λ=0, μ=3
y (t )=c1cos (3t )+c2sin (3t )
λ=0,
solid: y=2 cos (3t )+2 sin (3t )
dashed: y=cos (3t )+1/2 sin (3t )
Boyce/DiPrima - 9ª ed. - Seção 3.3 – Ímpares de 1-21
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Boyce/DiPrima 9ª ed.
3.4: Raízes repetidas; Redução deOrdem
• Relembre a EDO de 2ª ordem linear e homogenea
onde a, b e c são constantes.
Assumindo uma solução exponential somos levados à
equação característca:
• A fórmula de Bhaskara nos leva à duas raízes, r1 & r2:
• Quando b2 – 4ac = 0, r1 = r2 = -b/2a, assim este método só nos
dá uma solução:
ay '' +by ' +cy=0
y ( t )=ert ⇒ ar 2 +br+c=0
r=−b±√b
2−4 ac
2a
y1 ( t )= e
−b t / 2a
Segunda Solução: Multiplicar pelo fator v(t)
• Nós sabemos que
Já y1 e y2 são LD, generalizamos este approach e multiplicamos
por uma função v, e determinamos condições para que y2 seja
uma solução:
• Então, calculando as derivadas, para depois substituir na EDO
y1 ( t ) é solução ⇒ y 2( t )=cy1( t ) é solução
y1 ( t )=e
−b t / 2a é solução ⇒ tente y y2 ( t )=v ( t )e
−b t /2a
y2 ( t )=v ( t )e
−b t /2a
y2
' ( t )=v ' ( t )e−b t /2a−b
2a
v ( t )e−b t /2a
y2
'' ( t )=v '' ( t )e−b t /2a−b
2a
v ' ( t )e−b t /2a−b
2a
v ' ( t )e−b t /2a+b
2
4a2
v ( t )e−b t /2a
W ( y1 , y2 )( t )=|
y1 cy1
y1 ' cy1 '
|
¿ y1 cy 1 '−cy1 y1 '
=0
Encontrando o fator multiplicativo v(t)
• Substituindo as derivadas na EDO:
ay '' +by ' +cy=0
e−b t /2a {a[ v ''( t )−ba v ' ( t )+b24a 2 v ( t )]+b[v ' ( t )−b2a v ( t )]+cv ( t )}=0
av '' ( t )−bv ' ( t )+b
2
4a
v ( t )+bv ' ( t )−b
2
2a
v ( t )+cv ( t )=0
av '' ( t )+(b24a −b
2
2a
+c)v ( t )=0
av '' ( t )+(b24a −2b
2
4a
+4 ac
4a )v ( t )=0 ⇔ av ''( t )+(−b
2
4a
+4 ac
4a )v ( t )=0
av '' ( t )−(b2−4 ac4a )v ( t )=0
v '' ( t )=0 ⇒ v ( t )=k 3 t+k 4
Lembre que neste caso
b2-4ac=0
Solução Geral
• Para encontrar nossa solução geral, nós temos:
• Assim, a solução geral para raízes repetidas é:
Só temos que verificar o wroskiano se realmente estas duas
Soluções formam um conjunto fundamental de soluções.
y ( t )=k1e
−bt /2a +k2 v ( t )e
−bt /2a
= k1 e
−bt /2a+(k3 t+k 4 )e−bt /2a
= c1 e
−bt /2a +c2 te
−bt / 2a
y ( t )=c1 e
−bt/ 2a +c2 te
−bt / 2a
Wronskiano
• Considere
• O Wronskiano destas duas soluções é:
Assim y1 e y2 formam um conjunto fundamental de soluções
para esta equação. Então a solução geral é
y ( t )=c1 e
−bt/ 2a +c2 te
−bt / 2a
y1 ( t )=e
−bt /2a , y2( t )=te
−bt /2a
W ( y1 , y2 )( t )=| e−bt/ 2a te−bt /2a−b2a e−bt /2a (1−bt2a )e−bt /2a|
= e−bt /a (1−bt2a )+e−bt /a (bt2a )
= e−bt /a≠0 para todo t
Exemplo 1 (1 de 2)
• Considere
• Assumindo que as soluções são exponenciais somos levados
à equação característica:
• Então uma solução é e a segunda solução, pelo que
foi feito anteriormente, é
• Portanto a solução geral é
y ''+4y '+4y=0
y ( t )=ert ⇒ r 2+4r+4=0 ⇔ (r+ 2)2=0 ⇔r=−2
y1 ( t )=e
−2t
y2 ( t )= t e
−2t
y ( t )=c1 e
−2t +c2 t e
−2t
Exemplo 1 (2 de 2)
• Usando as condições iniciais
• Portanto a solução do PVI é
y (0 )=1 e y' (0 )=3
c1 =1
−2c1 + c2 =3
⇒ c1=1, c2=5
y ( t )=e−2t+5 te−2t
0 . 0 0 . 5 1 . 0 1 . 5 2 . 0 2 . 5 3 . 0
t
0 . 5
1 . 0
1 . 5
2 . 0
y t
y ( t )=(1+5t )e−2t
Exemplo 2
y ''− y '+0 . 25 y=0, y (0 )=2, y ' (0 )=1 /3
y ( t )=2 e t / 2−23 te
t /2
1 2 3 4
t
2
2
4
6
y t
y (0 )=2, y ' (0 )=2
y ( t )=2 e t / 2+te t / 2
y ''− y '+0 . 25 y=0, red: y ( t )=e t / 2(2+t )
blue: y ( t )=e t /2 (2−2/3t )
Verifique que os PVIs abaixo possuem as soluções indicadas:
Redução de Ordem
• O método usado nesta seção também funciona para eDO
lineares de segunda ordem com coeficientes não-constantes:
• Isto é, se eu tenho uma solução y1, então tente y2 = v(t)y1:
• Substituindo essas derivadas na EDO e organizando os termos
• Já que y1 é uma solução da EDO, a última equação reduz-se a
• Fazendo u=v’, temos uma EDO de 1ª ordem:
y '' +p( t ) y ' +q( t ) y= 0
y2 ( t )=v ( t ) y1 ( t )
y2
' ( t )=v ' ( t ) y1 ( t )+v( t ) y1
' ( t )
y2
'' ( t )=v '' ( t ) y1( t )+2v
' ( t ) y1
' ( t )+v ( t ) y1
''( t )
y1 v
''+(2y1' +py1) v '+( y1'' +py1' +qy1) v= 0
y1 v
''+(2y1' +py1) v '=0
Derivando
y1 u
'+(2y1' +py1 )u=0
Exemplo 3: Redução de ordem (1 de 3)
• Dados a equação com coefientes variáveis e a solução y1,
use redução de ordem para encontrar
a segunda solução:
• Substituindo isso na EDO e organizando os termos, temos
2t2 y ''+3t y '− y= 0, t>0 ; y 1( t )=t
−1 ,
y2 ( t )=v ( t ) t
−1
y2
' ( t )=v ' ( t )t−1−v ( t )t−2
y2
'' ( t )=v '' ( t ) t−1−2v ' ( t ) t−2+2v ( t ) t−3
2t2 (v '' t−1−2v ' t−2+2 vt−3)+3t (v ' t−1−vt−2 )−vt−1=0
⇔2v '' t−4v '+4 vt−1+3v '−3vt−1−vt−1=0
⇔ 2t v ''−v '=0
⇔ 2t u '−u=0, onde u ( t )=v ' ( t )
Exemplo 3: Redução de ordem (2 de 3)
• Precisamos encontrar v, para isso resolvemos
Lembre que u(t)=v’(t), então
Integrando
2t dudt −u=0 ⇔∫
du
u =∫
1
2t dt ⇔ ln|u|=1/2ln| t|+C
⇔|u|=| t|1/2 eC ⇔ u=ct 1/2 , já que t>0 .
2t u '−u= 0,
v ' (t)=ct1 /2
v ( t )=2 /3 c t 3/2 + k
Exemplo 3: Redução de ordem (3 de 3)
• Precisamos encontrar y2=vy1
• Podemos negligenciar o segundo termo de y2 (pois ele é
um múltiplo de y1) e também as constantes do primeiro
termo e só considerar
• Calculando o Wronskiano de
• Assim, a solução geral desta EDO é:
y2 ( t )= (2/3 c t
3 /2 +k ) t−1 =2/3 c t 1/2 +k t−1
y2 ( t )=t
1/2
y1 ( t )=t
−1
y ( t )=c1 t
−1 +c2 t
1 /2
y1 ( t ) e y 2( t )
W ( y1 ,y2 )( t )=3 /2t−3/2≠0, t>0
v ( t )=2 /3 c t 3/2 + k
Boyce/DiPrima 9ª ed. - Seção 3.4 – Exercícios 1,5,9,11,13,23,25,28
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AREA 1/area01_12.pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed.
2.7: Aproximações Numéricas: Método de Euler
00 )(),,( ytyytfdt
dy
As vezes resolver o P.V.I. abaixo pode ser complicado
Uma alternativa é calcular valores aproximados da solução
y = (t) em um conjunto selecionado de valores t.
Então teremos uma aproximação da solução.
Para garantir un nível de precisão nesta aproximação, o erro
destas aproximações terá que ser controlado.
Existem muitos métodos numéricos que produzem aproximações
numéricas para soluções de equações diferenciais, algumas das
quais são discutidas no Capítulo 8.
Nesta seção, examinamos o método da linha tangente, que
também é chamado de Método de Euler.
Método de Euler (Reta Tangente)
A reta tangente é uma boa aproximação para curvas em um
intervalo pequeno
A solução passa pelo ponto (t0, y0) com inclinação f (t0, y0).
A reta tangente a solução nesse ponto é
Assim, se t1 está bem perto de t0, nós podemos aproximar (t1)
(valor da solução no tempo t1) por y1, onde y1 tem a seguinte
expressão:
Para um ponto t2 perto de t1,
nós aproximamos (t2) por:
0000 , ttytfyy
010001 , ttytfyy
00 )(),,( ytyytfdt
dy
121112 , ttytfyy
Fórmula da aproximação de Euler
Assim, criamos uma sequência yn de aproximações de (tn):
onde fn = f (tn, yn).
• Para um tamanho de passo uniforme h = tn – tn-1, a fórmula da
aproximação de Euler torna-se:
onde fn = f (tn, yn).
nnnnn ttfyy
ttfyy
ttfyy
11
12112
01001
,2,1,0,1 nhfyy nnn
Aproximação de Euler
• Para fazer o gráfico de uma aproximação de Euler,
desenhamos os pontos (t0, y0), (t1, y1),…, (tn, yn), e os
conectamos com segmentos de reta.
Exemplo: Método de Euler
• Para o PVI
Vamos usar o método de Euler com h = 0.2 para a
aproximar as soluções em t = 0.2, 0.4, 0.6, 0.8, e 1.0.
32363.2)2.0(2707.25.08.0232707.2
2707.2)2.0(123.25.06.023123.2
123.2)2.0(87.15.04.02387.1
87.1)2.0(5.15.02.0235.1
5.1)2.0(5.21)2.0)(5.003(1
445
334
223
112
001
hfyy
hfyy
hfyy
hfyy
hfyy
1)0(,5.023 yyt
dt
dy
,2,1,0,1 nhfyy nnn
f(t,y)=3-2t-0.5y
1)0(,5.023 yyt
dt
dy 1)0(,5.023 yyt
dt
dy
onde fn = f (tn, yn).
f0=3-3
. 0 – 0.5 . 1
Exemplo: Solução Exata
• Podemos encontrar a solução exata:
0 . 2 0 . 4 0 . 6 0 . 8 1 . 0
t
0 . 5
1 . 0
1 . 5
2 . 0
2 . 5
y
y 1 4 4 t 1 3 0 . 5 t
t
t
ttt
tttt
ety
ky
kety
kteeye
teeyeye
tyy
yyty
5.0
5.0
5.05.05.0
5.05.05.05.0
13414
131)0(
414
414
235.0
235.0
1)0(,5.023
extra
Exemplo: Analise do erro
Na tabela abaixo, vemos que os erros começam pequenos,
mas ficam maiores. Isto é provavelmente devido ao fato de
que a solução exata não é linear em [0, 1].
0 . 2 0 . 4 0 . 6 0 . 8 1 . 0
t
0 . 5
1 . 0
1 . 5
2 . 0
2 . 5
y
Exact y in red
Approximate y in blue
100 Error RelativePercent
exact
approxexact
y
yy
extra
Exemplo:
• Comparando a solução exata com as aproximações do método de Euler para
• h = 0.1, 0.05, 0.25, 0.01
t Exact y h = 0.1 h = 0.05 h = 0.025 h = 0.01
0.0 1.0000 1.0000 1.0000 1.0000 1.0000
1.0 2.1151 2.2164 2.1651 2.1399 2.1250
2.0 1.2176 1.3397 1.2780 1.2476 1.2295
3.0 -0.9007 -0.7903 -0.8459 -0.8734 -0.8898
4.0 -3.7594 -3.6707 -3.7152 -3.7373 -3.7506
5.0 -7.0671 -7.0337 -7.0337 -7.0504 -7.0604
extra
Exemplo: Analise dos erros
•
1 2 3 4 5
-15
-10
-5
0
5
10
15
Percentage Error Decreases
as Step Size Decreases
h=0.1
h=0.05
h=0.025
h=0.01
Pe
rc
en
ta
ge
E
rr
or
extra
Boyce/DiPrima 9ª ed. - seção 2.7 – 1.a,3.a
Slide 1
Slide 2
Slide 3
Slide 4
Slide 5
Slide 6
Slide 7
Slide 8
Slide 9
Slide 10
AREA 1/area01_atividade_EAD_01 (1).pdf
Boyce/DiPrima 9ª ed.
Seção 2.4
1,3,13,15,27,28
Atividade EAD
Resolver os exercícios: (que estão abaixo)
Resolva a equação:
a) y’=ty+tyˆ3
b) y’+2y=-3yˆ2
Material para ajudar na atividade EAD
Ler o texto do pdf area01_06.pdf
e fazer os exercícios deste tópico.
Na próxima aula serão tiradas as
dúvidas sobre este assunto.