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Curso de Formação de Mediadores e Conciliadores Extrajudiciais Prof. Bruno Tabosa NOÇÕES PRELIMINARES Resolução Apropriada de Disputas (ou RADs) métodos capazes de solucionar conflitos opções para se chegar a um consenso, a um entendimento provisório, à paz ou apenas a um acordo (a depender do propósito). RADs ‘Resolução Alternativa de Disputas’ – métodos alternativos ao Judiciário. RADs Resolução ‘Adequada’ (ou mesmo ‘Amigável’) de Disputas escolha consciente de um processo ou método de resolução de conflitos, entre vários possíveis, considerando o contexto fático da disputa. Política Pública de Pacificação Social dos Conflitos Sistema público de resolução de conflitos – Poder Judiciário e outros órgãos de prevenção ou resolução de disputas (DP, MP, Secretarias de Justiça, etc.) Possibilidade de vários métodos ou processos distintos sistema pluriprocessual (processo judicial, arbitragem, conciliação, mediação, entre outros). Busca-se a melhor solução possível para uma disputa considera o caso concreto e características cada processo: custo financeiro, celeridade, sigilo, manutenção de relacionamentos, flexibilidade procedimental, exequibilidade da solução, custos emocionais na composição da disputa, adimplemento espontâneo do resultado e recorribilidade. Multidoor Courthouse (Fórum de Múltiplas Portas - FMP) Poder Judiciário como um centro de resolução de disputas, proporcionando a escolha de diferentes processos existem vantagens e desvantagens em cada procedimento que devem ser consideradas em função das características específicas de cada conflito. sistema amplo que forma um “centro de justiça”, organizado pelo Estado (e apoiado pela iniciativa privada), no qual as partes podem ser direcionadas ao processo mais adequado a cada disputa. POLÍTICAS PÚBLICAS EM RAD A Resolução 125/2010 do CNJ e seus objetivos dispõe sobre a conciliação e a mediação cabe ao Judiciário estabelecer a política pública de tratamento adequado dos conflitos de interesses resolvidos no seu âmbito – seja por meios heterocompositivos, seja por meios autocompositivos. Os objetivos desta Resolução estão indicados de forma bastante taxativa: i)Disseminar a cultura da pacificação social e estimular a prestação de serviços autocompositivos de qualidade (art. 2º); ii)incentivar os tribunais a se organizarem e planejarem programas amplos de autocomposição (art. 4º); iii)Reafirmar a função de agente apoiadorda implantação de políticas públicas do CNJ (art. 3º). Focos: satisfação do público com serviços de pacificação social. acesso à Justiça não se confunde com acesso ao Judiciário não visa apenas a levar as demandas dos necessitados ao PJ, mas incluir os jurisdicionados que estão à margem do sistema para que possam ter seus conflitos resolvidos. acesso à Justiça solução efetiva para o conflito por meio de participação adequada do Estado – resultados, procedimento e sua condução apropriada. o sistema público de resolução de conflitos se legitima, principalmente, pela satisfação do jurisdicionado com a condução e com o resultado final de seu processo. A Resolução 125 e os novos processos o ordenamento jurídico-processual é composto de vários processos distintos. esse espectro de processos (processo judicial, mediação, arbitragem, negociação direta, entre outros – inclusive práticas autocompositivas forma um mecanismo que denominado sistemainominadas) pluri-processual. >> A estrutura da autocomposição no Poder Judiciário art. 7º da Resolução 125 cria o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) com o objetivo principal de desenvolver a política judiciária local de RAD. Tem por competência, entre outras: - promover a capacitação de magistrados e servidores em gestão de processos autocompositivos, bem como capacitar mediadores e conciliadores – seja entre o rol de servidores, seja com voluntários externos. - instalar os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e planejar de forma centralizada a implantação dessa política pública no respectivo Tribunal. art. 8º cria os Cidadania (“Cejusc”) Centros Judiciários de Solução de Conflitos e objetivo principal: realizar as sessões de conciliação e mediação do Tribunal (pré-processuais ou demandas já distribuídas). É o “corpo autocompositivo” do tribunal. Emenda 2 à Resolução 125 para adequar a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário à Lei de Mediação e ao Código de Processo Civil de 2015 Cadastro Nacional de Mediadores Judiciais e Conciliadores (CNMJC), para apoiar tribunais na organização de mediadores e facilitadores. O CNMJC apresenta avaliações de satisfação das partes e advogados com o mediador e indica qual a expectativa de remuneração por parte do mediador. Outra inovação importante introduzida com esta emenda consiste na valorização dos Fóruns de Coordenadores de NUPEMECs. Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (FONAMEC) da Justiça Estadual e da Justiça Federal poderão firmar enunciados de segmento da Justiça, que, se aplicabilidade restrita ao respectivo aprovados pela Comissão Permanente de Acesso à Justiça e Cidadania, terão força normativa como se integrassem a Res. 125/10. O Judiciário como efetivo centro de harmonização social • A pergunta deixa de ser... Como devo sentenciar em tempo hábil? • E passa a ser... Como devo abordar esta questão para que os interesses que estão sendo pleiteados sejam realizados de forma eficiente, com maior satisfação do jurisdicionado e menor prazo? • Os efeitos desta política pública • Novas formas de pensar a administração dos conflitos - o enfoque de Christopher Moore Administração e Resolução de Conflitos Tomada de decisão particular pelas próprias partes Tomada de decisão extra-judicial por terceiro Tomada de decisão judicial por terceiro Tomada de decisão coercitiva pela própria parte Evitação Negociação Mediaç ão Concilia ção Decisão Admin. Arbitragem Decisão Judicial Ação direta não- violenta Violência Coerção aumentada e probabilidade de um resultado distributivo (ganha-perde) Tomada de decisão particular feita pelas partes Tomada de decisão particular feita pela terceira parte Negociação Tomada de decisão coercitiva extralegal Autotutela Tomada de decisão pública feita pela terceira parte Evitação do conflito ViolênciaMediação Conciliação Decisão Adm. Arbitragem . Decisão Judicial Decisão Legislativa Ação direta não- violenta Autocomposição Heterocomposição Administração e Resolução de Conflitos INTERESSES FATOS E DIREITOS PODER Coerção aumentada e probabilidade de um resultado distributivo (ganha-perde) • Classificação dos métodos autocompostivos por Leonard Riskin Pressupostos para classificação de métodos autocompositivos indiretos Sistema proposto por Leonard Riskin Mediações com base em duas características representadas 2 eixos cartesianos: 1o. Eixo - metas da mediação Mede o âmbito do problema que a mediação procura resolver. 2o. Eixo - atividades do mediador Mede as estratégias e técnicas utilizadas pelo mediador. Pressupostos para classificação de métodos autocompositivos indiretos O Eixo de Definição do Problema R E S T R I T A A M P ComunitáriosL O I. Objeto Litigioso II. Interesses Comerciais III. Interesses Pessoais/ Profissionais/Relacionais IV. Interesses Principal meta: fixar o objeto sob litígio. Principal meta: satisfazer interesses da atividade comercial. Principal meta: dar aos participantesuma oportunidade de aprender ou de mudar, enquanto focalizam nos aspectos pessoais e de interesse. Principal meta: foco no interesse de comunidades e entidades que não são partes diretas da disputa. Pressupostos para classificação de métodos autocompositivos indiretos Eixo das metas do mediador Papel do Mediador AVALIADORControle dos resultados FACILITADOR Papel do Mediador As partes necessitam de orientação para chegarem a um acordo Condutas que facilitam a negociação das partes. As partes necessitam de esclarecimentos para que elas próprias, através de uma boa comunicação, cheguem ao acordo FACILITADOR Papel do Mediador CONCILIAÇÃO AVALIADOR RESTRITA AMPLA Avaliar as partes. Definição do Problema Definição do Problema AVALIADOR RESTRITO AVALIADOR AMPLO FACILITADORFACILITADOR. AMPLORESTRITO Estimular/pressionar o acordo baseado em posições. Prever consequências. Estimular/pressionar acordos baseados em interesses Promover a conscientização sobre os interesses. Auxiliar a avaliação de propostas .baseadas em posições.. Perguntar às partes sobre as consequências do não acordo. Auxiliar as partes a desenvolver e trocar propostas amplas baseadas em interesses. Auxiliar as partes a entender os interesses. CONCILIAÇÃO Mediação Mediação Teoria dos Jogos Dinâmica • Maximize seu ganho!!!! Teoria dos Jogos A Teoria dos Jogos é definida como o ramo da matemática aplicada e da economia que estuda situações estratégicas em que participantes engajam em um processo de análise de dedecisões baseando sua conduta na expectativa comportamento da pessoa com quem se interage. “...um jogador baseia suas ações no pensamento que ele tem da jogada do seu adversário que, por sua vez, baseia-se nas suas idéias das possibilidades de jogo do oponente.” Fábio Portela L. de Almeida • Formação do Mediador Panorama do Processo de Mediação A Formação do Mediador COMPETÊNCIA: Conhecimento Habilidades Atitude SABER Ter conhecimento de uma realidade QUERER FAZER Exercer a atividade de forma plena SABER FAZER Aplicar o conhecimento na realidade Uma boa formação proporciona: ‣Construir credibilidade pessoal, institucional e processual ‣Ajudar as partes a sentirem-se “ouvidas” ‣Instruir os participantes sobre o processo de mediação ‣Conseguir um compromisso para começar a mediar ‣Identificar o “tom” do caso e a base para as declarações ‣Dar às partes oportunidade para ouvir o outro lado ‣Estabelecer o rapport com os participantes Uma boa formação proporciona: ‣Estabelecer o rapport com os participantes O rapport se refere ao grau de liberdade experimentado na comunicação, o nível de conforto das partes, o grau de precisão naquilo que é comunicado e qualidade do contato humano. Os mediadores frequentemente falam sobre a necessidade de desenvolver uma forma de ligação com as partes. C. Moore ‣Escutar ativamente ‣Utilizar perguntas abertas (que permitam o esclarecimento de questões) ‣Administrar interações entre as partes ‣Identificar as questões ‣Identificar interesses subjacentes (não apenas os juridicamente tutelados) ‣Identificar sentimentos e emoções ‣Fazer resumo da controvérsia utilizando linguagem apropriada ‣Propor organização dos debates que gere uma discussão apropriada Formação do Mediador Onde encontrar??? Instituições Públicas: Tribunais, Escola Nacional de Mediação e Conciliação, outras. Onde buscar a formação? Instituições privadas: Câmaras, Institutos, Associações, dentre outros. • Processo de Mediação Qualidade em Mediação Técnica Ambiental Social Ética Ética e Mediação -Princípios ‣Princípio da neutralidade e imparcialidade de intervenção ‣Princípio da aptidão técnica ‣Princípio da autonomia de vontades ou consensualismo processual ‣Princípio da decisão informada ‣Princípio da confidencialidade ‣Princípio do empoderamento ‣Princípio da validação ‣Princípios fundamentais dos Juizados Especiais Partes Representantes legais Mediadores Magistrado Agentes da Mediação O Processo de Mediação Preparo da Mediação O Processo de Mediação Preparo da Mediação Início da mediação. Declaração de abertura. Reunião de informações. Identificação de questões, interesses e sentimentos. Esclarecimentos das controvérsias e d interesses. Estabilização emocional. Resolução de questões. Registro das soluções encontradas. os História de B História de A C (A + B) Narrativa das Partes A técnica do resumo RESUMO O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 1. Recontextualização (ou parafraseamento) Afirmação Uma rememoração útil para verificar sua compreensão. Utilizar com cuidado, uma vez que pode tornar-se redundante. “Então, você está me dizendo que...” “Deixe-me ver se eu lhe entendi bem...” O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 1. Recontextualização (ou parafraseamento) Declaração Interpretativa Interpretação, porém, dentro do que foi dito e não indo além disso. “Por acaso eu entendi que você está dizendo que...” “Da maneira que entendi, parece que você está dizendo...” O Processo de Mediação declaração original ou fazer uma referência sentimentos e pensamentos não declarados. “Então, depois você estaria disposto a fazer...” “Eu entendi você dizer que o importante é...” a possíveis 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 1. Recontextualização (ou parafraseamento) Declaração Conclusiva Este tipo de declaração extrapola o que foi dito na declaração original ou reordena o que foi expresso inicialmente. É o que não foi dito, mas poderia ser concluído, podendo mudar a ênfase da O Processo de Mediação negócios. Eu tenho coleção”. Proposta implícita: uma pretensão igualmente legítima de ficar com a 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 2. Audição de propostas implícitas As partes de uma disputa normalmente propõe soluções sem perceber que, na verdade, estão fazendo isso. Joana e Antônio se separaram após um relacionamento de sete anos. Eles conseguiram realizar a partilha de todo seu patrimônio, com exceção de uma coleção de discos de ópera. Joana diz: “Eu deveria fica com a coleção, pois, afinal, fui eu quem pagou por ela quase toda.” Antônio, por sua vez, diz: “A coleção é minha. Fui eu quem comprou muitos discos e garimpei em lojas de discos usados toda vez que eu estava em uma das minhas viagens de O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 3. Afago (ou reforço positivo) O afago consiste em uma resposta positiva do mediador a um comportamento produtivo, eficiente ou positivo da parte ou do próprio advogado. É uma espécie de feedback e, portanto, deve conter elementos tangíveis e sinceros. O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 4. Silêncio Alguns mediadores, desconfortáveis com o silêncio, muitasvezes apresentam novas perguntas ou complementam a pergunta anterior. Na medida certa,o silêncio pode servir como um aliado no aprofundamento das respostas das partes. O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 5.Sessões privadas, individuais ou caucus São encontros realizados entre os mediadores e cada uma das partes sem que esteja presente a outra parte. POR QUE? ‣Para permitir a expressão de fortes emoções sem aumentar o conflito. ‣Para eliminar comunicação improdutiva. ‣Para disponibilizar uma oportunidade para identificar e esclarecer questões. ‣Como uma contra-medida a fenômenospsicológicos que impedem o alcancede acordos, tal como a reação desvalorizadora. O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 5. Sessões privadas, individuais ou caucus São encontros realizados entre os mediadores e cada uma das partes sem que esteja presente a outra parte. POR QUE? ‣ Para realizar afagos (ou reforços positivos); ‣ Para aplicar a técnica de inversão de papéis; ‣ Para evitar comprometimento prematuro co/m propostas ou soluções; ‣ Para explorar possíveis desequilíbrios de poder; ‣ Para trabalhar com táticas e/ou habilidades de negociação das partes; O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 5. Sessões privadas, individuais ou caucus São encontros realizados entre os mediadores e cada uma das partes sem que esteja presente a outra parte. POR QUE? ‣ Para disponibilizar um ambiente propício para o exame de alternativas e opções; ‣ Para quebrar um impasse; ‣ Para avaliar a durabilidade e viabilidade das propostas; ‣ Nas situações em que se perceber riscos à ocorrência de atos de violência; O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 6.Inversão ou troca de papéis A inversão de papéis consiste em um técnica voltada a estimular a empatia entre as partes por intermédio de orientação para que cada uma perceba o contexto também sob a ótica da outra parte. Recomenda-se enfaticamente que esta técnica seja usada prioritariamente em sessões privadas e que, ao se aplicar a técnica, o mediador indique: i) que se trata de uma técnica de mediação; ii)que esta técnica também será utilizada com a outra parte. O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 7. Geração de opções O primeiro passo é a realização de perguntas que ajudem as partes a pensar em uma solução conjunta. Exemplos de perguntas voltadas para soluções: “Na sua opinião, o que poderia funcionar?” “O que você pode fazer para ajudar a resolver esta questão” “Que outras coisas vocês poderiam tentar?” “Para você, o que faria com que esta idéia lhe parecesse mais razoável?” “Levando em consideração os interesses de ambos, o que poderíamos entender como uma solução satisfatória?” O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 8. Normalização Mostra-se recomendável que o mediador tenha um discurso voltado a normalizar o conflito e estimular as partes a perceber tal conflito como uma oportunidade de melhoria da relação entre elas e com terceiros. “Sr. Jorge e Sr. Renato, estou percebendo que os dois estão muito aborrecidos com a forma com que aquela conversa sobre orçamento se desenvolveu. Vejo isso como algo comum a duas pessoas que gostariam de ter bons relacionamentos e que gostariam de adotar soluções justas às suas questões do dia-a-dia. Vamos então conversar sobre essa questão da comunicação?” O Processo de Mediação 9. Organização de questões e interesses É comum o fato das partes perderem o foco da disputa, deixando de lado as questões que efetivamente precisam ser abordadas na asmediação para debaterem outros aspectos da disputa que tenham aborrecido. 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 10. Enfoque prospectivo Os processos autocompositivos voltam-se a soluções que atendam plenamente os interesses reais das partes (lide sociológica). Ao invés do discurso:“quem está certo, quem está errado”... Utilizar um enfoque voltado para o futuro: “diante desse contexto concreto em que nos encontramos, quais são as soluções que melhor atendem às suas necessidades e interesses”. O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 11. Teste de realidade O teste de realidade consiste em estimular a parte a proceder com uma comparação do seu “mundo interno” com o “mundo externo” - como percebido pelo mediador. Assim como na técnica de inversão de papéis, recomenda-se que se avise à parte que o mediador está aplicando uma técnica de mediação e se aplique prioritariamente em sessões privadas. O Processo de Mediação 12 FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 12. Validação de sentimentos A validação de sentimentos consiste em identificar os sentimentos que a parte desenvolveu em decorrência da relação conflituosa e abordá- los como uma consequência natural de interesses legítimos que a parte possui.