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ao aprendizado pela reflexão. 
Conflitos são identificados com certa frequência na organização. Diante de 
situações mais delicadas, os líderes das áreas chamam os envolvidos para uma 
conversa, acompanhados por um colaborador da área de recursos humanos, dessa 
forma ouvem as versões individualmente, e caso necessário, colocam ambos frente a 
frente e tomam a decisão. 
Caso o conflito tenha sido gerado por algum procedimento mal interpretado, 
uma reunião com todos os colaboradores da área é feita para que seja realizado o 
alinhamento, e esclarecimento dos pontos mais delicados, sem citar nomes evitando 
qualquer constrangimento. 
Mediar um conflito não é negociar uma solução para ele. Mediar significa 
encontrar a justa medida entre as duas posições. Segundo Sternberg (2004), a 
liderança eficaz é uma síntese de sabedoria, criatividade e inteligência. É em grande 
parte uma decisão sobre como apresentar e implantar esses recursos para o sucesso 
do trabalho. Uma pessoa precisa de criatividade para gerar ideias e inteligência 
analítica para poder avaliar se as ideias apresentadas pelo grupo são inteligentes. É 
necessário lançar mão de uma boa prática para implementar as ideias próprias ou de 
terceiros, para persuadir os outros do seu valor. Também se espera sabedoria para 
equilibrar os interesses. 
 
 Elementos de uma Atitude Criativa para a Liderança 
 
Segundo Carl Rogers (1978), a criatividade apresenta dois sentidos. 
Primeiramente, é definida como um tipo de comportamento representado pela intuição 
e espontaneidade, e dos produtos derivados desses comportamentos. A outra 
definição está relacionada à tendência do indivíduo para a autorrealização, isto é, para 
a capacidade da pessoa realizar suas potencialidades como ser humano. Pode 
considerar a criatividade como algo a ser desenvolvido, onde a pessoa criativa precisa 
de conhecimentos e estudos sobre lançar uma ideia criativa, defendendo que a 
criatividade necessita de dedicação ao assunto. Nas organizações, a implementação 
de algo novo provoca medo, passando a exigir perseverança e paciência. Quando 
algo dá errado a culpa sempre é de quem deu a ideia. 
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“Mudar um processo na organização é imediatamente percebido pelas pessoas 
como um incômodo: o de sair da “zona de conforto”. O “novo” traz incertezas e riscos.” 
(YAMAGUTI, 2006, p.108). Com o aumento de concorrentes e a margem de lucro em 
declínio, as organizações necessitam de algo novo, reinventar, criar. A maioria delas 
se perde neste meio. As empresas estão em desafios constantes no meio empresarial, 
em busca de inovação. Pessoas com a capacidade de renovar e criar vem sendo cada 
vez mais valorizadas. “Estimular a criatividade dentro da empresa significa encontrar 
soluções para problemas e inventar novos problemas, sempre visando à otimização 
dos lucros.” (YAMAGUTI, 2006, p.109). 
Pode-se dizer que o estímulo da criatividade nas organizações, resolve os 
problemas atuais gerando outros, como um ciclo. De acordo com Yamaguti (2006) 
existem técnicas de estímulo da criatividade nas empresas, que se baseiam em 
construir ambientes e ferramentas facilitadoras de criação de ideias, como o 
Brainstorming (Explosão de ideias), no qual as pessoas possuem liberdade de 
expressão sem julgamentos; grupos de trabalho, onde, em uma reunião, participam 
pessoas de outro departamento que podem ter maior facilidade de enxergar o 
problema por não estarem diretamente ligados ao mesmo; núcleos criativos: onde as 
pessoas se reúnem não para solucionar problemas, mas sim para melhorar processos 
que já são criativos. “Mentes mais treinadas são mentes criativas mais desenvolvidas 
e rápidas”. (YAMAGUTI, 2006, p.111). 
 
 O Líder Criativo 
 
Pode-se dizer, com base na teoria interativa, que o líder criativo possui um 
talento para desempenhar o que é exigido e qual local específico favorece a sua 
criação. Para entender a criatividade, é necessário estudar um todo, compreender o 
indivíduo e sua relação com o meio. “O desenvolvimento da criatividade na formação 
do líder é, portanto, um processo pluri-determinado, em virtude da combinação 
multifacetada das características individuais e ambientais envolvidas”. (NERI, 2005, 
p.221). Para a definição do líder criativo, nesta abordagem é necessária a análise de 
várias disciplinas e suas implicações sociais, culturais, políticas, religiosas e artísticas. 
Neri (2005) argumenta que “criatividade é um fenômeno que ocorre entre os humanos, 
numa interação dialética dos três elementos: a pessoa talentosa, em um campo 
propício e em um domínio facilitador.” 
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A criatividade ocorre em um ambiente social, com normas e valores. Quando a 
pessoa certa, na hora certa, desempenha uma ação que atende ao que esperam e 
precisam, ela está protagonizando a necessidade grupal, em uma ação inovadora e 
criativa. Com a validação desta ação, a pessoa se torna modelo, com seguidores 
destas ações e ideias, surgindo daí um líder criativo. Para o desenvolvimento do líder 
criativo nas empresas, alguns outros fatores externos influenciam atuando no sistema, 
tais como o contexto geopolítico e econômico do país, e ocorrências nas relações 
mundiais, como competição entre empresas similares e reconhecimento social. 
Fatores que contribuem para o desenvolvimento do comportamento criativo têm sido 
estudados como aspectos relativos ao indivíduo e ao meio, podendo citar a 
autoconfiança, persistência, cultivo da perfeição, responsabilidade, cordialidade nas 
relações. A criatividade está em alta, tanto para a solução de problemas quanto para 
a inovação 
Segundo pesquisas com ex-funcionários, a empresa AMBEV possui um 
elevado sistema de aprendizado, processo e operações padronizados, dinamicidade 
nas atividades e rotinas e um sistema de gestão horizontalizado, porém peca muito 
no que compete retenção de talentos de suas operações pela falta de liberdade para 
desenvolvimento de inovação e criatividade. 
 
4. PLANO DE NEGÓCIOS 
 
 
Figura 4 – Plano de negócios 
 
A elaboração de um plano de negócios necessita de embasamento teórico e 
conhecimento sobre o empreendimento que será implementado ou ampliado, como 
está o setor, quais as ameaças e como melhor aplicar o investimento. 
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É um processo longo e trabalhoso que exige dedicação do empreendedor, por 
isso torna-se uma ferramenta essencial para responder à seguinte pergunta: vale a 
pena abrir, manter ou expandir a empresa? 
Para que o empreendimento tenha sucesso, há necessidade de analisar a 
viabilidade esperada do negócio, se precavendo de possíveis riscos e incertezas, 
considerando que, quanto maiores forem os detalhes das informações obtidas no 
plano de negócio, maiores são as chances de acertos no futuro empreendimento. 
Elaborá-lo envolve além de conhecimentos básicos de administração, 
autoconhecimento e aprendizagem constante. Além disso, um plano visa: entender e 
estabelecer diretrizes para o empreendimento, gerenciar mais eficazmente e tomar 
decisões mais confiáveis, monitorar o dia a dia da empresa e retificar processos com 
ações pontuais, obter recursos financeiros junto a bancos e investidores, identificar 
oportunidades para converte-las em um diferencial competitivo; além de estabelecer 
comunicações internas (funcionários) e externas (fornecedores, consumidores, 
bancos, investidores, etc.) mais eficazes. 
Segundo especialistas, deve-se ter muito cuidado ao redigir um plano de 
negócios para evitar um conteúdo tomado pelo entusiasmo ou pela fantasia. 
Para uma empresa já estabelecida, o plano de negócios servirá para análise 
de novos projetos. Proporcionará a visão do conjunto, de todas as etapas necessárias, 
com prazos