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Você recebe na unidade de emergência uma paciente de 48 anos, com quadro de dor em região de hipocôndrio direito e epigástrio, de inicio súbito há cerca de 12 horas, e forte intensidade. Refere ter se sentido febril durante a noite, mas não aferiu temperatura. Apresenta náuseas, mas não vomitou. Nega alterações evacuatórias ou urinárias. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, febril (T=37,9ºC), anictérica. Ao exame abdominal apresenta dor intensa em hipocôndrio D, sem irritação peritoneal. Realizou USG de abdome, que mostrou vesícula distendida, com paredes espessadas, e cálculo de 1cm impactado no infundíbulo. Laboratoriais: Hb=14,1 ; Leucocitos=11200 (sem desvio); PCR=23 (até 5); TGO/TGP= 88/58 ; FA/Gama-GT= 86/110 ; Bilirrubinas T= 1,1 ; amilase=135 ; lipase=99 .
Em vista das informações oferecidas, qual a melhor conduta?
a. Antibioticoterapia IV e realização de CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) para drenagem e desobstrução
b. Indicação de colecistectomia videolaparoscópica de imediato
c. Jejum, antibioticoterapia e realização de colangioressonância magnética
d. Analgesia, sintomáticos e antibioticoterapia, seguida por colecistectomia aberta.
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há 4 horas

Respostas

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há 4 horas

Vamos analisar o caso: - Paciente com dor súbita em hipocôndrio direito e epigástrio, febre leve, náuseas. - Exame físico: dor intensa em hipocôndrio direito, sem peritonite. - USG: vesícula distendida, paredes espessadas, cálculo impactado no infundíbulo. - Laboratoriais: leucócitos levemente elevados, PCR alta, enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP, FA, Gama-GT), bilirrubinas normais, amilase e lipase discretamente elevadas. Diagnóstico provável: colecistite aguda calculosa. Conduta padrão para colecistite aguda sem complicações graves é: - Jejum - Antibioticoterapia IV - Colecistectomia videolaparoscópica precoce (idealmente nas primeiras 72 horas) A CPRE é indicada quando há suspeita de coledocolitíase (cálculo no colédoco) ou colangite, o que não está claro aqui (bilirrubinas normais, sem icterícia). Colangioressonância pode ser usada para investigar coledocolitíase, mas não é conduta inicial obrigatória. Colecistectomia aberta é reservada para casos com contraindicação à videolaparoscopia. Portanto, a melhor conduta é: b) Indicação de colecistectomia videolaparoscópica de imediato Resposta correta: b)

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A investigação de nódulos tireoidianos é guiada pela combinação entre tamanho e padrão ultrassonográfico de risco (sistemas como o ACR TI-RADS). Achados que aumentam a suspeita de malignidade incluem: hipoecogenicidade, margens irregulares/espiculadas, microcalcificações, formato "mais alto que largo" e ausência de halo. Quando um nódulo reúne múltiplas características de alto risco, a indicação de PAAF ocorre a partir de tamanho >1 cm. O TSH normal (2,5) já descarta a necessidade de cintilografia (reservada a TSH suprimido, para rastrear nódulo hiperfuncionante/"quente", que raramente é maligno) e direciona diretamente para a estratificação por ultrassonografia. O caso reúne pelo menos quatro achados de alto risco (hipoecogenicidade, margens irregulares, microcalcificações, formato mais alto que largo) em nódulo de 1,2 cm — preenchendo claramente o critério de tamanho para indicação de PAAF.
Paciente do sexo feminino, 45 anos, sem comorbidades prévias, é encaminhada após identificação de nódulo tireoidiano em exame de imagem de rotina. Nega sintomas compressivos, rouquidão ou disfagia. Nega história de irradiação cervical prévia ou história familiar de câncer de tireoide. Ao exame: tireoide sem bócio difuso, nódulo palpável em lobo direito, sem linfonodomegalia cervical. Exames laboratoriais: TSH 2,5, T4 livre 1,3. Ultrassonografia cervical evidencia nódulo sólido, hipoecogênico, medindo 1,2 cm no maior eixo, de contornos irregulares, com margens espiculadas, presença de microcalcificações e maior altura que largura ao corte transverso. Diante desses achados, assinale a conduta correta.
a. Repetir a ultrassonografia em 6-12 meses, já que o nódulo mede menos de 2 cm e a paciente é assintomática.
b. Indicar punção aspirativa por agulha fina (PAAF), pois o nódulo é >1 cm e apresenta múltiplas características ultrassonográficas de alto risco.
c. Solicitar cintilografia de tireoide antes de qualquer outra conduta, para avaliar se o nódulo é hipercaptante ("quente").
d. Indicar tireoidectomia total diretamente, sem necessidade de PAAF, dado o alto risco ultrassonográfico do nódulo.

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