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João Paulo, portador de diploma superior, percebia salário mensal que correspondia ao limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. Em janeiro de 2019 foi chamado pelo seu empregador, empresa Deltin S.A., para pactuar condições sobre a sua relação contratual, sem a participação do sindicato da categoria. O preposto da empresa alegou a possibilidade da pactuação, com base na reforma trabalhista, que criou o trabalhador hipersuficiente. Diante desse contexto, responda: 
a) João Paulo é um empregado apto a assinar o respectivo acordo?
Não. Com base no Art. 444, § único da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), apenas os empregados, com diploma superior e salários igual ou duas vezes superior ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), poderiam assentar negociação contratual direta individual. Visto assim, João não cumpre o requisito salarial, afastando-o tal possibilidade. 
b) É possível a arbitragem para os empregados considerados hipersuficientes?
Sim. A luz do art. 507-A da CLT, a cláusula de arbitragem poderá ser acordada pelos empregados que observam salários duas vezes superior ao limite do RGPS, desde que o obreiro manifeste interesse no meio resolutivo ou concorde expressamente, nos termos da Lei nº 9.307/1996 – Lei das Arbitragens.

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